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Indústria moveleira tem seu melhor início em 2023

por maio 30, 2023Notícias, Outros

Em 2023, indústria de móveis registra início de ano melhor do que em 2022, demonstra estudo da Abimóvel

A produção de móveis e colchões foi de 27,6 milhões de peças em fevereiro de 2023. O resultado representa uma queda de 3,6% em comparação ao mês anterior. No entanto, ao observarmos o mesmo período em 2022, o desempenho indica um aumento de 4,1%. Segunda alta consecutiva na variação, demonstrando que o ano começou com uma demanda superior a do ano passado. O que traz certo alívio para o setor, que acumula uma queda produtiva de 10,4% nos últimos 12 meses.

Em termos de receita, o desempenho foi parecido: queda de 2,6% na passagem de janeiro para fevereiro de 2023, quando a produção de móveis e colchões atingiu R$ 5,4 bilhões em valores nominais; em relação a fevereiro de 2022, por outro lado, houve aumento de 5,0%. Nos últimos 12 meses, o setor acumula queda de 5,3% em receita.

O preço médio de produção de móveis no primeiro bimestre de 2023 também aumentou: +2,73% em relação ao mesmo período no ano anterior, fechando o último mês de fevereiro na média de R$ 194,40 por peça. Refletindo, assim, os desafios econômicos enfrentados pelo setor industrial brasileiro.

Os indicadores fazem parte da nova edição da “Conjuntura de Móveis”, estudo da Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário) desenvolvido em parceria com o Iemi, que traz com exclusividade indicadores de produção, emprego, investimentos, comércio exterior, vendas ao consumidor final e outras informações estratégicas para a indústria moveleira nacional.

Recuperação gradual na indústria moveleira?

“Embora a queda na produção na passagem dos meses seja sempre um motivo de atenção para nossa indústria, é encorajador observar o crescimento em relação ao ano passado. É verdade que ainda temos um longo caminho a percorrer para recuperar o volume perdido. Mas continuamos confiantes de que 2023 será um ano melhor do que o que passou em termos de produção e consumo”, compartilha o presidente da Abimóvel, Irineu Munhoz.

Questões que refletem também no emprego e nos investimentos na indústria moveleira. O número de pessoal ocupado cresceu 0,9% no mês de fevereiro em comparação com janeiro deste ano, quando já havia subido 0,4%. Segunda alta consecutiva, portanto, representando um crescimento de 1,2% em relação ao primeiro bimestre de 2022. Nos últimos 12 meses, contudo, registrou-se uma queda de 5,0% no emprego.

Em termos de investimentos no chão de fábrica, as importações de máquinas para fabricação de móveis apresentaram aumento de 27,7% no primeiro trimestre de 2023, isto é, de janeiro a março. Quase todos os segmentos apresentaram alta nesse período, exceto “Máquinas para fender, seccionar, desenrola”. Todos esses indicadores são reflexos da demanda tanto doméstica quanto externa por móveis e colchões fabricados no Brasil.

No que diz respeito ao consumo interno aparente, o relatório revelou que foram comercializadas 27,2 milhões de peças em fevereiro de 2023, representando uma variação negativa de 3,8% em relação ao mês anterior. No entanto, em comparação ao ano de 2022, houve um crescimento de 6,0%. Nos últimos 12 meses, o consumo interno registrou queda de 8,4%.

A participação dos importados no consumo aparente, aliás, foi de 3,2% em fevereiro de 2023, e a expectativa é que a participação se mantenha em 3,0% ao longo do ano. Já quando se trata das exportações, estas apresentaram um crescimento significativo. Em fevereiro de 2023, o valor das exportações atingiu US$ 49,5 milhões, apontando um aumento de 9,6% em relação ao mês anterior. Já em março de 2023, o montante vendido ao exterior foi de US$ 69,2 milhões, ou seja, uma alta expressiva de 40,0% em comparação com fevereiro.

“Estamos observando sinais graduais de recuperação, especialmente no que diz respeito às exportações do setor. Continuaremos trabalhando para impulsionar esse desempenho e buscar soluções junto ao empresariado, entidades parceiras e o governo para superarmos as adversidades e embarcarmos de vez no caminho do desenvolvimento sustentável”, enfatiza o presidente da Abimóvel.