O leilão para a concessão da BR-116 e a BR-392 no sul do Estado, que inicialmente estava previsto para 2027, foi antecipado para dezembro deste ano
A chamada Rota Portuária Sul possui 459,6 quilômetros e compreende a BR-116 de Camaquã até a fronteira com o Uruguai, na Ponte Barão de Mauá, em Jaguarão, e a BR-392 de Santana da Boa Vista a Rio Grande.
Segundo o cronograma da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o edital para o leilão deve ser lançado em setembro. A concessão terá duração de 30 anos e prevê cerca de R$ 6 bilhões em investimentos.
O projeto contempla mais de 83 quilômetros de duplicações; 38,58 quilômetros de vias marginais; seis correções de traçado; 34 passarelas; 132 acessos; 188 pontos de ônibus e 16 passagens de fauna.
A proposta também estima R$ 5,7 bilhões em custos operacionais durante o período da concessão e a geração de mais de 88 mil empregos, considerando vagas diretas, indiretas e o chamado efeito-renda.
Os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental já foram concluídos pela Infra S.A., e audiências públicas foram realizadas em março.
O trecho é de suma relevância para o escoamento de carga para o Porto de Rio Grande. Diariamente, cerca de 12.020 caminhões trafegam no sentido Pelotas – Rio Grande com destino ao terminal portuário.
Leilão visa escolher menor tarifa de pedágio
Segundo o governo federal, o critério de julgamento do leilão será a combinação entre a menor tarifa de pedágio e uma curva de aporte.
Ao todo, serão 14 pedágios com cobrança automática – os chamados free flow.
Na BR-116, entre Camaquã e Jaguarão, serão oito pontos: um em Cristal; dois em São Lourenço do Sul; dois em Pelotas; um em Capão do Leão; um em Arroio Grande e um em Jaguarão.
Já na BR-392, entre Rio Grande e Santana da Boa Vista, estão previstos seis pórticos: dois em Rio Grande, um em Pelotas, dois em Canguçu e um em Piratini, próximo ao acesso a Santana da Boa Vista.
Contrato com Ecovias encerrou em março
Até março deste ano, parte do sistema rodoviário era administrada pela empresa Ecovias Sul, com uma tarifa de pedágio no valor de R$ 19,60, sendo considerada uma das mais caras do país.
Com o encerramento do contrato de concessão, a responsabilidade pelos trechos passou ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que permanecerá à frente da administração até a conclusão do novo processo e a transferência das rodovias para a futura concessionária.


