Assessores da entidade contribuíram com análises técnicas e jurídicas sobre temas que impactam diretamente as operações e a gestão das empresas do Transporte Rodoviário de Cargas
A NTC&Logística participou, no dia 9 de setembro, da edição 2026 do Logística do Futuro, realizada no Transamerica Expo Center, em São Paulo. A entidade esteve representada pelo assessor técnico Eng. Lauro Valdivia Neto e pelos assessores jurídicos Dra. Gil Menezes e Dr. Narciso Figueirôa Junior, que integraram a programação levando ao evento temas de interesse das empresas do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC).
Promovido pela MundoLogística, o Logística do Futuro reúne profissionais, executivos, especialistas, empresas e fornecedores das áreas de logística e supply chain para discutir tendências, desafios, inovação e as transformações que impactam o setor. A programação combina conteúdo, exposição de soluções, relacionamento e oportunidades de negócios.
Em 2026, o encontro foi estruturado para receber mais de 6 mil líderes de logística, mais de 150 palestrantes e mais de 100 painéis e palestras, abordando assuntos como Inteligência Artificial, digitalização, Reforma Tributária, ESG, gestão de transportes, redução de custos, supply chain, automação e novas tecnologias.
A participação da NTC&Logística também levou para esse ambiente discussões regulatórias, técnicas e trabalhistas que estão diretamente relacionadas à realidade das empresas transportadoras.
Piso Mínimo de Frete e CIOT sob as perspectivas jurídica e técnica
A Dra. Gil Menezes, assessora jurídica da NTC&Logística, abordou os principais aspectos jurídicos e regulatórios relacionados ao Piso Mínimo de Frete e ao Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), explanando a evolução da legislação e as mudanças implementadas em 2026.

Entre os pontos apresentados, estiveram a Lei nº 15.485/2026, as novas obrigações, penalidades e responsabilidades de contratantes e transportadores, além das alterações relacionadas ao RNTRC (Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas), ao prazo para quitação do frete, à possibilidade de indenização ao transportador, ao TAC (Transportador Autônomo de Cargas) Agregado e às sanções aplicáveis em situações de fraude e reincidência.
Gil também tratou das regras relacionadas ao CIOT, incluindo sua vinculação ao MDF-e, as responsabilidades de emissão, as modalidades existentes e as situações de dispensa, destacando os impactos das exigências para as empresas do TRC.
O Eng. Lauro Valdivia Neto, assessor técnico da NTC&Logística, complementou o tema sob a perspectiva técnica e econômica, detalhando a metodologia e os custos utilizados como referência para a definição dos valores do Piso Mínimo de Frete.

Sua apresentação demonstrou como fatores como distância percorrida, configuração e quantidade de eixos, tipo de carga, combustíveis, pneus, manutenção, salários, encargos, seguros e tempos de carga e descarga integram a análise dos custos da operação.
Lauro expôs exemplos práticos da estrutura de custos dos veículos, explicou as diferentes tabelas e parâmetros estabelecidos pela ANTT e trouxe dados relacionados à fiscalização e às autuações envolvendo o Piso Mínimo, aproximando a discussão regulatória dos impactos observados no dia a dia das transportadoras.
Redução da jornada e os impactos do possível fim da escala 6×1
Outro tema de destaque foi desenvolvido pelo Dr. Narciso Figueirôa Junior, assessor jurídico da NTC&Logística, apontando os possíveis efeitos da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1 para as operações logísticas.

Narciso ressaltou que a discussão vai além da dimensão jurídica e envolve questões operacionais importantes para as empresas. A eventual redução da jornada não significa uma diminuição da demanda das operações, o que exigirá das organizações avaliar como manter produtividade, capacidade de atendimento e níveis de serviço diante de uma possível redução das horas trabalhadas.
“A redução da jornada não significa redução da quantidade de produtos que as empresas precisarão transportar. É preciso entender como manter a operação funcionando com menos horas trabalhadas, sem comprometer a produtividade e o nível de serviço”, afirmou.
Entre os caminhos que deverão ser considerados pelas empresas, estão a contratação de novos profissionais, o aumento da produtividade; o redesenho de turnos, rotas e janelas de atendimento; a terceirização e a automação, além dos possíveis reflexos sobre custos e capacidade operacional.
Narciso salientou a importância de as empresas não aguardarem uma eventual mudança legislativa para somente então avaliarem seus impactos. A recomendação é começar a trabalhar com diferentes cenários, mapeando as jornadas atuais, simulando possíveis reduções e dimensionando seus efeitos sobre equipes, custos e níveis de serviço.
“A empresa precisa saber quanto custa a operação hoje e quanto custará em cada possibilidade de redução da jornada. Só assim será possível decidir se o caminho será contratar, aumentar produtividade, automatizar ou redesenhar a operação”, enfatizou.
Conhecimento técnico próximo das empresas
A participação no Logística do Futuro 2026 reforça a atuação da NTC&Logística na orientação e no apoio técnico às empresas do Transporte Rodoviário de Cargas, levando para os principais espaços de discussão da logística brasileira temas regulatórios, jurídicos, econômicos e trabalhistas que interferem diretamente na atividade transportadora.
Ao reunir, no mesmo evento, as perspectivas técnica e jurídica sobre questões atuais do setor, a entidade contribui para ampliar o acesso à informação e oferecer elementos que auxiliem empresários e gestores na compreensão das mudanças e na preparação de suas operações.


