Paraná tem recorde de investimentos no 1º quadrimestre: R$ 2,1 bilhões

Paraná tem recorde de investimentos no 1º quadrimestre: R$ 2,1 bilhões

O Paraná quebrou um novo recorde de investimentos nos primeiros meses de 2026. Com mais de R$ 2,1 bilhões liquidados entre janeiro e abril, o Estado registrou o maior volume de investimentos

O Paraná quebrou um novo recorde de investimentos nos primeiros meses de 2026. Com mais de R$ 2,1 bilhões liquidados entre janeiro e abril, o Estado registrou o maior volume de investimentos de toda a sua história. O valor é mais do que o triplo dos R$ 655 milhões alcançados no mesmo período do ano anterior e configura a maior cifra já executada em um quadrimestre ao longo dos últimos 26 anos.

Os números foram apresentados pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) nesta terça-feira (26), durante audiência pública para prestação de contas do quadrimestre na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Como destacou o secretário Norberto Ortigara, o montante reforça o compromisso do Governo Estadual com entregas que melhorem a qualidade de vida do paranaense.

“Nunca o Paraná investiu tanto quanto nos últimos anos, e esse novo recorde deixa bem clara a dimensão disso. Mas não se trata apenas de quantidade, mas também de qualidade”, apontou o chefe da Fazenda. “São obras, aquisições para saúde, educação e segurança. e outros investimentos essenciais que o Estado vem fazendo para transformar a vida do cidadão para melhor”.

Os investimentos liquidados são aqueles que saíram efetivamente do papel na forma de obras, de escolas e hospitais ou novos equipamentos. Trata-se da penúltima etapa do processo de execução orçamentária e, por isso mesmo, uma das mais importantes.

E esse aumento no ímpeto dos investimentos entregues era algo que já vinha sendo sinalizado desde o início de 2026 a cada novo balanço divulgado pela Sefa. No primeiro bimestre, por exemplo, a pasta já apontava a quebra de um recorde para o período com um total de R$ 703 milhões liquidados entre janeiro e fevereiro. Dois meses depois, o valor mais do que triplicou.

Para Ortigara, esse crescimento significativo é reflexo do posicionamento adotado pelo Governo Estadual, que vem priorizando justamente os investimentos sobre o custeio. “Temos falado já há algum tempo que a regra é segurar as despesas do dia a dia, evitar o aumento dos custos para focar naquilo que vai realmente mudar a vida do paranaense. Investir foi a nossa palavra de ordem ao longo de toda a gestão, e os resultados agora aparecem a olhos vistos”, afirmou.

Foto: Secretaria da Fazenda

ENTREGAS – Tanto que, durante a audiência pública, o volume de entregas realizadas pelo Estado neste início de 2026 foi destaque. São obras estruturantes em rodovias, melhorias em estradas rurais para facilitar o escoamento da safra e reduzir custos para o produtor e construção de novos equipamentos públicos, como escolas, creches e hospitais, que vão impactar positivamente todas as regiões do Estado.

“O Paraná continua com uma política fiscal expansionista, e isso aparece também para além do canteiro de obras”, apontou o diretor-geral da Sefa, Luiz Paulo Budal. “Tivemos, neste início de 2026, a entrega de vários outros investimentos essenciais na área de Segurança, Educação e Saúde, por exemplo, que mostram como esse recorde é algo que atinge todas as áreas da vida cotidiana do cidadão”.

Ele lembra, por exemplo, a entrega de mais de R$ 338 milhões em equipamentos para fortalecer as forças de segurança pública do Estado. Foram mais de 3,2 mil armamentos, 1.245 viaturas e blindados, e 29 embarcações, além de equipamentos de informática, sistemas de comunicação, tecnologia forense e materiais especializados para modernizar a estrutura e aumentar a capacidade de resposta das corporações policiais.

“A segurança pública é um tema importante para toda a sociedade e aqui está nossa resposta: o maior investimento nessa área de toda a história do Paraná”, disse.

Além disso, o Paraná ainda investiu R$ 384,7 milhões em infraestrutura e logística, sobretudo para a continuidade de duplicações e pavimentações em concreto, e R$ 108 milhões em educação.

A agricultura é outro destaque, com mais de R$ 657,9 milhões liquidados. Até o presente momento, por exemplo, por meio do Programa Estrada Boa, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento tem promovido importantes investimentos voltados à melhoria da infraestrutura viária rural no Estado. As ações do programa já contemplaram aproximadamente 270 municípios, abrangendo 452 trechos de estradas, alcançando um volume global de investimentos estimado em R$ 3,68 bilhões e totalizando cerca de 2.780 quilômetros de vias contempladas. Esse quantitativo representa aproximadamente 70% dos municípios do Estado atendidos pelo programa.

Colisões traseiras lideram acidentes com transporte de produtos perigosos em São Paulo

Colisões traseiras lideram acidentes com transporte de produtos perigosos em São Paulo

Levantamento aponta que esse tipo de ocorrência respondeu por 36% dos sinistros em 2025; entidade do setor reforça que a maioria dos casos está ligada ao comportamento no trânsito

As colisões traseiras foram o tipo de acidente mais frequente no transporte rodoviário de produtos perigosos no Estado de São Paulo em 2025. Segundo o Relatório Anual de Ocorrências no Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos, elaborado pela Comissão de Estudos e Prevenção de Acidentes no Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL), elas representaram 36% dos sinistros registrados no período.

Na sequência aparecem os choques, responsáveis por 15% das ocorrências, as colisões laterais, com 12%, e os tombamentos, que responderam por 11% dos casos.

Para a Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), os números mostram que muitos acidentes decorrem de fatores comuns ao trânsito, e não necessariamente das características da carga transportada.

“O resultado das colisões traseiras evidencia que, na maioria dos casos, o problema está relacionado à desatenção do condutor e à falta de distância de segurança entre os veículos, um padrão recorrente nas rodovias brasileiras”, afirma Oswaldo Caixeta, presidente da ABTLP.

Segundo ele, os motoristas que transportam produtos perigosos passam por treinamentos frequentes de direção defensiva e qualificação técnica, mas continuam sujeitos aos riscos provocados pela conduta de outros usuários das vias.

A entidade defende que a análise detalhada das ocorrências é fundamental para separar os fatores ligados à operação do transporte daqueles associados ao comportamento dos motoristas nas estradas. Na avaliação da associação, essa distinção permite direcionar melhor campanhas educativas e ações de prevenção.

Como parte desse trabalho, a ABTLP mantém, em parceria com o SEST SENAT, um curso gratuito de formação para condutores de combinações de veículos de carga (CVC), oferecido na modalidade de ensino a distância. A capacitação aborda temas como inspeção pré-viagem, técnicas de condução, frenagem, transporte de cargas líquidas, legislação e gestão de riscos, com o objetivo de reduzir acidentes e reforçar a segurança nas operações de transporte de produtos perigosos.

3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte de Cargas reunirá autoridades e empresários em São Paulo

3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte de Cargas reunirá autoridades e empresários em São Paulo

Evento promovido pela NTC&Logística aprofundará o debate sobre segurança pública, inteligência e ações integradas para o enfrentamento aos crimes contra o Transporte Rodoviário de Cargas

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) realizará, no dia 6 de agosto de 2026, em sua subsede, em São Paulo (SP), o 3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). Consolidado no calendário institucional da entidade, o Encontro tem como objetivo ampliar o debate sobre os crimes que impactam a cadeia logística nacional, reunindo empresários, executivos, representantes de entidades do setor, autoridades públicas, forças de segurança e especialistas de diversas regiões do Brasil.

O evento contará com painéis temáticos, debates técnicos, apresentação de soluções tecnológicas e espaços de integração entre os setores público e privado, com foco na prevenção e no combate ao roubo, furto e receptação de cargas. A programação também abordará a atuação das organizações criminosas, os desafios enfrentados pelas empresas transportadoras e a construção de propostas voltadas ao fortalecimento da segurança no transporte rodoviário de cargas.

De acordo com o Diagnóstico Nacional do Roubo de Cargas, desenvolvido pela Assessoria de Segurança da NTC&Logística, foram registradas 8.570 ocorrências de roubo de cargas em 2025, uma redução de 16,7% em comparação com 2024. Apesar da queda dos registros, o impacto econômico permanece elevado. O prejuízo direto estimado é de aproximadamente R$ 900 milhões, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão quando considerados os efeitos indiretos, como o aumento dos custos operacionais, dos seguros e o reflexo no preço final dos produtos.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, os números demonstram que o trabalho conjunto entre o setor privado e o poder público vem produzindo resultados, mas também evidenciam que o enfrentamento ao crime precisa ser permanente. “A redução dos índices é um sinal importante, mas está longe de representar que o problema foi solucionado. O Transporte Rodoviário de Cargas continua sendo alvo da atuação de organizações criminosas altamente estruturadas, e o combate à receptação permanece como um dos principais desafios. Este Encontro Nacional reafirma o compromisso da NTC&Logística de reunir autoridades, especialistas e lideranças do setor para discutir soluções, compartilhar experiências e fortalecer uma agenda nacional de segurança para o transporte de cargas.”

O vice-presidente extraordinário de Segurança da NTC&Logística, Roberto Mira, destaca que a terceira edição amplia o papel do Encontro como espaço permanente de diálogo e cooperação. “Chegamos à terceira edição convictos de que a integração entre transportadores, órgãos de segurança, poder público e iniciativa privada é o caminho mais eficiente para enfrentar a criminalidade. O evento permitirá avaliar a evolução dos indicadores, conhecer novas tecnologias, discutir estratégias regionais e fortalecer a inteligência aplicada à proteção das operações logísticas. Segurança no transporte é um compromisso permanente e exige atuação coordenada de todos os envolvidos.”

Desde 1998, a NTC&Logística desenvolve, por meio de sua Assessoria de Segurança, ações permanentes voltadas ao enfrentamento dos crimes praticados contra o transporte rodoviário de cargas. Ao longo dessa trajetória, a entidade tem atuado na elaboração de estudos técnicos, propostas legislativas, diagnósticos nacionais, articulações institucionais e iniciativas que contribuem para o fortalecimento da segurança pública, da atividade transportadora e da cadeia logística brasileira.

As informações sobre a programação e as inscrições para o 3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas estão disponíveis no Portal NTC&Logística, clicando aqui.

Associados da NTC&Logística têm inscrição gratuita. Para não associados, o valor da inscrição é de R$ 300,00.

Programação Preliminar

8h

Credenciamento

8h30 às 9h

Abertura

9h às 9h20

Segurança Logística, Crime Organizado e Mercados Ilícitos: Contextualização e Desafios para o Brasil

Expositor:

Dr. Waldomiro Milanesi

Delegado de Polícia e Especialista em Segurança

9h20 às 10h10

Impactos da Criminalidade sobre a Produção, a Circulação e o Desenvolvimento Econômico

Expositor convidado:

Cassio Augusto Muniz Borges

Assessor Especial da Presidência da CNI – Confederação Nacional da Indústria

10h10 às 11h

Segurança Pública, Crime Organizado e os Desafios Contemporâneos do Estado Brasileiro

Expositor convidado:

Dr. Lincoln Gakiya

Promotor de Justiça

GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – Ministério Público do Estado de São Paulo

11h às 11h50

Diagnósticos e Tendências da Criminalidade no Brasil: Impactos sobre a Segurança Pública, a Economia e o Desenvolvimento Nacional

Expositor convidado:

Renato Sérgio de Lima

Presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública – FBSP

11h50 às 12h40

Políticas Públicas de Segurança e Integração Institucional

Expositor convidado: 

Francisco Lucas Costa Veloso

Secretário Nacional de Segurança Pública – SENASP / MJSP

12h40 às 13h – Encerramento

• Síntese dos trabalhos desenvolvidos

• Considerações sobre a continuidade das ações da Aliança Nacional pela Segurança Logística

• Encerramento oficial do 3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas

Realização: 

  • Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística

Apoio Institucional

  • Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL)
  • Fundação Memória do Transporte – FuMTran
Emplacamentos de implementos têm melhor mês em junho e sobem 4,3%

Emplacamentos de implementos têm melhor mês em junho e sobem 4,3%

Junho tem melhor mês (12.318 unidades, +4,3%), mas semestre cai 7,5%; carrocerias recuam 5,69%; reboques, 9,42%, e exportações sobem 20,93%

A indústria de implementos rodoviários encerrou o primeiro semestre de 2026 com um desempenho que, embora ainda aquém do registrado no mesmo período do ano anterior, revelou um movimento de recuperação gradual ao longo do segundo trimestre. O mês de junho consolidou-se como o melhor do semestre para o setor, com 12.318 unidades emplacadas, segundo dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (ANFIR).

O volume representa um crescimento de 4,3% sobre maio, quando foram comercializadas 11.810 unidades, e supera também os 11.767 emplacamentos de abril. Diante da alta sequencial, o resultado de junho fica ligeiramente acima das 12.211 unidades registradas em março, evidenciando uma trajetória de estabilização após um início de ano bastante aquém do desejado pelo setor.

O acumulado do primeiro semestre, contudo, ainda reflete a retração enfrentada pelo setor. De janeiro a junho de 2026, foram emplacados 66.736 implementos rodoviários, volume 7,54% inferior às 72.179 unidades comercializadas no mesmo intervalo de 2025. A análise mensal revela a dimensão do desafio, já que janeiro registrou apenas 8.760 emplacamentos, seguido por fevereiro com 9.870 unidades, patamares que indicam um início de ano particularmente frágil para a cadeia.

Foi a partir de março, com 12.211 unidades, que o mercado começou a esboçar reação, mantendo-se em patamares superiores a 11,7 mil unidades nos meses seguintes. No acumulado dos últimos 12 meses, o recuo é igualmente expressivo: entre julho de 2025 e junho de 2026, foram emplacados 143.759 implementos, contra 156.037 unidades no período de julho de 2024 a junho de 2025, o que representa uma queda de 7,9%.

Reboques e Semirreboques

O segmento de Reboques e Semirreboques, que responde por parcela significativa do mercado, totalizou 32.452 emplacamentos no primeiro semestre de 2026, um recuo de 9,42% em relação às 35.827 unidades comercializadas em igual período de 2025.

Entre as famílias de produtos, os destaques negativos ficaram por conta do segmento de Tanque Carbono, que despencou 44,12% (de 2.985 para 1.668 unidades), e do Baú Lonado, com retração de 40,80% (de 3.544 para 2.098 unidades). Por outro lado, o Baú Carga Geral apresentou crescimento de 6,35% (de 5.447 para 5.793 unidades), enquanto o Tanque Inox registrou alta de 24,88% (de 217 para 271 unidades).

Carrocerias sobre Chassis

O mercado de Carrocerias sobre Chassis apresentou retração menos intensa, com 34.284 produtos vendidos de janeiro a junho, queda de 5,69% frente às 36.352 unidades do primeiro semestre de 2025.

A família Graneleiro/Carga Seca foi a que mais sofreu, com queda de 14,88% (de 8.314 para 7.077 unidades), enquanto o Baú Lonado cresceu 11,94% (de 201 para 225 unidades) e o Basculante avançou 2,20% (de 3.996 para 4.084 unidades).

Contexto

O desempenho do setor ocorre em um contexto de expectativas em torno do programa Move Brasil, que passou a contemplar os implementos rodoviários em sua segunda fase. Lançado no início de 2026 com R$ 10 bilhões inicialmente voltados apenas para caminhões, recursos que foram totalmente consumidos em apenas dois meses, o programa foi ampliado para R$ 21,2 bilhões, incluindo agora reboques, carrocerias e implementos rodoviários em geral. As linhas de financiamento oferecem juros de 11,3% ao ano, com prazos de até 60 meses para empresas e de até 120 meses para motoristas autônomos. Contudo, a velocidade de absorção dos recursos tem sido desigual, pois enquanto cerca de 75% dos R$ 17 bilhões destinados a pessoas jurídicas já foram contratados poucos dias após a abertura da linha pelo BNDES, os R$ 2 bilhões reservados para caminhoneiros autônomos registraram adesão muito menor, com apenas R$ 300 milhões utilizados até o final de junho.

O presidente da ANFIR, José Carlos Spricigo, destacou a importância do programa como alavanca de negócios, mas continua insatisfeito e deseja medidas estruturais mais amplas. “O programa é importante como alavanca de negócios, mas ainda precisamos que sejam tomadas outras medidas que forneçam uma base sólida de crescimento na economia como um todo”, afirmou Spricigo. “É fundamental que os empresários tenham uma visão de futuro de curto e médio prazo onde haja certeza de estabilidade para que as decisões de negócios sejam tomadas com segurança”. O executivo também ressaltou que o segmento leve continua sustentando o desempenho do setor, com operações logísticas urbanas aquecidas e demandando novos equipamentos. A entidade projeta que os resultados da segunda fase do Move Brasil ainda estão em fase de realização e deverão refletir nos próximos meses.

Exportações

No front externo, as exportações de implementos rodoviários apresentaram desempenho positivo no acumulado até abril de 2026, com 1.537 unidades embarcadas, um crescimento de 20,93% em relação às 1.271 unidades exportadas no mesmo período de 2025. O dado sinaliza que, embora o mercado interno enfrente desafios, a competitividade da indústria brasileira no exterior se mantém, ainda que em patamares modestos se comparados ao volume do mercado doméstico.

TRC paulista tem menor confiança desde 2023

TRC paulista tem menor confiança desde 2023

Juros elevados, custos operacionais e insegurança regulatória pressionam o setor e desestimulam investimentos

A confiança dos empresários do Transporte Rodoviário de Cargas em São Paulo caiu ao menor nível desde o início da série do Índice de Confiança do Transportador (ICT), em 2023. O indicador geral recuou para 41,2% no primeiro semestre de 2026, abaixo da linha de neutralidade de 50%, segundo levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com a Fetcesp.

O resultado representa queda de 4,7% em relação ao segundo semestre de 2025 e reforça o ambiente de cautela entre as transportadoras paulistas, pressionadas por juros elevados, aumento dos custos operacionais, insegurança regulatória e desaceleração da atividade econômica.

Cenário preocupa

O componente que mede as condições atuais do setor ficou em 28,9%, com recuo de 5,4 % frente ao segundo semestre de 2025 e de 8,3% na comparação com o primeiro semestre do ano passado. Já o índice de expectativas alcançou 47,4%, ainda abaixo da neutralidade, mas indicando percepção menos negativa para os próximos seis meses.

Para Carlos Panzan, presidente da Fetcesp, o resultado traduz a pressão enfrentada pelas empresas do setor, responsável por parcela majoritária da movimentação de cargas no país. “É preciso criar condições mais adequadas para quem gera emprego, movimenta a economia e garante o abastecimento do país. Se não houver mudanças na condução da política fiscal, no ambiente regulatório e na redução dos custos operacionais, essa tendência de baixa confiança tende a se agravar”, afirma.

Investimento: compasso de espera

Na avaliação da entidade, o cenário de baixa confiança pode afetar decisões de investimento, especialmente em renovação de frota, contratação de motoristas e adaptação a novas exigências regulatórias. O setor também acompanha com preocupação os impactos da reforma tributária e as discussões sobre mudanças na jornada de trabalho, temas que podem alterar a estrutura de custos das transportadoras.

Apesar do quadro adverso, a Fetcesp avalia que o índice de expectativas próximo da neutralidade mostra que ainda há espaço para recuperação, desde que o ambiente econômico ofereça mais previsibilidade.

A pesquisa foi realizada entre 28 de maio e 21 de junho de 2026 e avaliou a percepção dos empresários sobre as condições atuais do Transporte Rodoviário de Cargas e as perspectivas para os próximos seis meses.

Cidade do Paraná consolida papel de potência logística no Estado

Cidade do Paraná consolida papel de potência logística no Estado

Londrina, no Norte do Paraná, consolida-se como potência logística. O avanço da industrialização, o fortalecimento do agronegócio e a descentralização de investimentos vêm ampliando a participação do Norte do Paraná na economia estadual.

O crescimento de cadeias produtivas ligadas à alimentação, ao varejo, à indústria e à distribuição aumenta a circulação de mercadorias e impulsiona a procura por transporte rodoviário de cargas, armazenagem e operações logísticas mais eficientes.

Nesse cenário, Londrina ganha relevância como ponto de recebimento de insumos, escoamento da produção e distribuição de mercadorias para diferentes regiões do país. A localização estratégica, próxima a importantes corredores rodoviários e com acesso aos mercados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Sul e Sudeste, favorece a consolidação da cidade como um dos principais polos logísticos do interior paranaense.

Para a unidade de Londrina do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR), a expansão econômica regional reforça o papel da logística como base para a competitividade.

“O transporte acompanha diretamente a dinâmica econômica. Quando uma região produz mais, industrializa mais e amplia suas conexões comerciais, a logística se torna um fator estratégico para garantir competitividade, reduzir custos e manter a fluidez das operações”, afirma Márcio Luis Pozzer, diretor regional do sindicato.

Além da posição geográfica, a diversidade econômica e a presença de transportadoras, operadores logísticos e centros de distribuição fortalecem a capacidade regional de consolidação e redistribuição de cargas. Muitas operações já utilizam Londrina como ponto de conexão entre produtores, indústrias, fornecedores e mercados consumidores, ampliando a demanda por serviços mais ágeis, integrados e especializados.

Investimentos constantes

Pozzer destaca que o ambiente mais dinâmico também exige uma evolução constante das empresas de transporte, com investimentos em rastreamento, integração de sistemas, planejamento de rotas, gestão de indicadores e capacitação das equipes.

“A logística atual é muito mais estratégica do que apenas transportar cargas. Ela envolve inteligência operacional, gestão de dados e capacidade de adaptação a um mercado cada vez mais dinâmico”, explica o dirigente.

Ao mesmo tempo, o avanço econômico amplia a pressão sobre rodovias, acessos urbanos, áreas de apoio ao transporte e estruturas de movimentação de cargas. Em algumas regiões, a velocidade de crescimento das atividades produtivas já supera o ritmo dos investimentos em infraestrutura, o que pode comprometer a fluidez das operações, elevar custos e reduzir a competitividade das empresas.

Embora o Norte do Paraná ainda apresente vantagens em relação aos grandes centros, como maior disponibilidade de áreas para expansão e melhores condições de mobilidade, o planejamento precisa ocorrer de forma antecipada.

“A experiência de outros grandes polos demonstra que investir preventivamente em logística é muito mais eficiente e menos oneroso do que tentar corrigir gargalos depois que eles já estão consolidados”, conclui Pozzer.

Trechos da Castello Branco e Raposo Tavares recebem manutenção no pavimento

Trechos da Castello Branco e Raposo Tavares recebem manutenção no pavimento

Serviços serão realizados ao longo da próxima semana, com interdição de faixas; usuários devem redobrar a atenção

A partir desta segunda-feira (6) até domingo (12), os usuários do Sistema Castello-Raposo devem redobrar a atenção em seus deslocamentos, por conta dos serviços de conservação e manutenção que serão realizados ao longo do trecho sob concessão.

De acordo com a concessionária responsável, a programação inclui recuperação do pavimento, implantação de sinalização horizontal e levantamentos técnicos.

Na Raposo Tavares (SP-270), entre o Km 11 e o Km 34, nas duas pistas, haverá serviços de sinalização horizontal, reparos no pavimento, manutenção de defensas metálicas, limpeza da faixa de domínio, além de sondagens, fresagem e coleta de amostras do pavimento para avaliação das condições estruturais da rodovia.

Na Castello Branco (SP-280), entre o Km 13 e o Km 54, nos dois sentidos, a programação contempla a implantação de sinalização horizontal, com instalação de balizadores e delineadores, reparos nas juntas de dilatação de obras de arte especiais, como pontes, viadutos e passarelas, manutenção de defensas metálicas, serviços de recuperação do pavimento e poda da vegetação.

Além disso, também serão executados levantamentos topográficos para o mapeamento e a medição detalhada do terreno, além de investigações geotécnicas e análises técnicas que subsidiarão o planejamento de futuras intervenções nas rodovias.

Já na SP-029, entre o Km 32 e o Km 43, nos dois sentidos, haverá serviços de implantação de sinalização horizontal. As atividades exigem interdição alternada de faixas e/ou acostamentos, e serão feitas das 20h às 5 horas, sempre com sinalização adequada, com foco na segurança das equipes em campo e dos usuários.

O cronograma de obras pode sofrer alterações e, em caso de condições climáticas adversas, os serviços poderão ser remarcados.

Feriado da Revolução Constitucionalista

Entre quinta-feira (9) e domingo (12), as obras com interdições de faixas estão suspensas devido ao feriado da Revolução Constitucionalista, em 9 de julho.

Os usuários devem redobrar a atenção em suas viagens, bem como manter o respeito à sinalização e aos limites de velocidade nos trechos em manutenção. Sempre que possível, programe a viagem a fim de evitar surpresas.

Em reunião na Fazenda sobre reforma tributária, CNI pede previsibilidade para investimentos

Em reunião na Fazenda sobre reforma tributária, CNI pede previsibilidade para investimentos

Presidente Ricardo Alban e ministro Dario Durigan se reuniram para tratar sobre o imposto seletivo; indústria quer agilidade e segurança para as empresas

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, se reuniu nesta segunda-feira (6) com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para discutir aspectos da regulamentação da reforma tributária. Em audiência no Ministério, Alban e representantes de setores que serão afetados pelo imposto seletivo (bebidas e tabaco) reforçaram a preocupação para que a regulamentação seja feita com agilidade e afiance previsibilidade para as empresas se adaptarem às novas alíquotas e garantirem o planejamento dos investimentos em 2027.

“Nós queremos ter certeza de que as conquistas obtidas até agora pela reforma tributária continuem. E, como ainda existem algumas variáveis, entre elas a parte do imposto seletivo, nós precisamos tranquilizar e dar previsibilidade para as indústrias que serão atingidas possam fazer o planejamento de 2027”, explicou Alban.

O presidente da CNI disse que o processo de definição sobre a regulamentação do imposto seletivo está em curso, e que o ministro garantiu manutenção do diálogo com todos os setores envolvidos para que não represente aumento de carga sobre esses produtos. “Saímos com a certeza de que vamos ter essa previsibilidade o quanto antes, e com a certeza de que não vamos ter aumento de carga tributária sobre esses produtos”, completou o dirigente.

Alban afirmou ainda que o setor espera que a reforma tributária, como um todo, contribua para dar mais competitividade à indústria.

Geopolítica, economia, reforma tributária e agenda institucional estarão em debate na segunda edição do CONET&Intersindical 2026, em Ouro Preto (MG)

Geopolítica, economia, reforma tributária e agenda institucional estarão em debate na segunda edição do CONET&Intersindical 2026, em Ouro Preto (MG)

Programação preliminar do evento promovido pela NTC&Logística reúne temas estratégicos para o Transporte Rodoviário de Cargas e reforça o encontro como um dos principais fóruns de discussão do setor no Brasil

A NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística realizará, nos dias 27 e 28 de agosto de 2026, a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, no Hotel Vila Galé Ouro Preto (MG). O evento terá como entidade anfitriã a FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais, com o apoio dos sindicatos filiados à federação.

Consolidado como um dos mais importantes encontros do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) no Brasil, o CONET&Intersindical reunirá empresários, lideranças, representantes de entidades, autoridades e especialistas para promover debates sobre os temas que influenciam diretamente a competitividade das empresas transportadoras e o desenvolvimento do setor.

A programação preliminar foi estruturada para abordar os principais assuntos que impactam o Transporte Rodoviário de Cargas, reunindo especialistas, autoridades e lideranças em dois dias de intensos debates, troca de experiências e construção de soluções para o fortalecimento da atividade transportadora.

No primeiro dia, os participantes acompanharão discussões sobre mercado e tarifas, com a apresentação da atualização do Índice Nacional de Custos do Transporte (INCT) e da Pesquisa de Mercado do DECOPE, além de um encontro entre empresários para compartilhar experiências e discutir os desafios da atividade transportadora. A programação também contemplará temas como reforma tributária; Índice CNT de Confiança; investimentos em infraestrutura e projetos voltados ao TRC; apresentações de empresas fornecedoras da cadeia produtiva e uma análise sobre o cenário econômico e as perspectivas para o Transporte Rodoviário de Cargas.

Já no segundo dia, os debates serão voltados às questões institucionais e estratégicas do setor, com destaque para o novo cenário geopolítico mundial; a agenda institucional da NTC&Logística, que incluirá as principais pautas técnicas, regulatórias e jurídicas em andamento; a regulamentação do Transporte Rodoviário de Cargas e uma análise sobre as pesquisas eleitorais e as projeções para as eleições de 2026, temas que influenciam diretamente o ambiente de negócios e o planejamento das empresas.

O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destaca que a realização do encontro em Minas Gerais reforça a importância do diálogo entre as lideranças do setor e da construção de soluções conjuntas para os desafios enfrentados pelo transporte de cargas.

“Realizar o CONET&Intersindical em Ouro Preto, em Minas Gerais, tem um significado muito especial para o nosso setor. Trata-se de um estado pujante, com forte representatividade econômica e relevância para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Estar em uma cidade histórica como Ouro Preto, patrimônio vivo da humanidade e do país, reforça ainda mais o propósito deste encontro. Será uma excelente oportunidade para ampliarmos o diálogo com lideranças, discutirmos os desafios do TRC e avançarmos na construção de soluções que contribuam para o crescimento sustentável do transporte de cargas. Convidamos todos os empresários e representantes de entidades a estarem conosco nesse importante momento.”

Para o presidente da FETCEMG, Gladstone Lobato, entidade anfitriã desta edição, receber o CONET&Intersindical em Minas Gerais representa uma oportunidade de fortalecer a integração entre as entidades representativas e evidenciar a importância do estado para a logística nacional.

“O CONET&Intersindical é reconhecido como o principal espaço de discussão empresarial do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Receber este encontro em Minas Gerais, em parceria com a NTC&Logística, reforça a união das entidades representativas em torno dos temas que impactam diretamente a competitividade do setor e o desenvolvimento da economia brasileira. Para Minas Gerais, que ocupa uma posição estratégica na logística nacional e possui forte participação no transporte de cargas, sediar esta edição representa uma oportunidade de evidenciar a relevância do nosso estado, além de apresentar nossos desafios, potencialidades e contribuições para o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas em todo o país.”

Além do conteúdo técnico e institucional, o evento contará com momentos de integração e relacionamento entre empresários, lideranças e parceiros da cadeia produtiva, fortalecendo o networking e a troca de experiências que fazem do CONET&Intersindical uma das principais referências do calendário nacional do Transporte Rodoviário de Cargas.

A Programação Preliminar completa está disponível abaixo e poderá sofrer ajustes até a realização do evento.

26 de agosto de 2026 | CONET&INTERSINDICAL

19h – Coquetel de Boas-Vindas | ESPAÇO EXPOSIÇÃO

Oferecido pela FETCEMG

27 de agosto de 2026 | CONET&INTERSINDICAL

10h – Credenciamento

10h30 | 12h – Abertura Oficial

12h | 13h – Almoço

27 de agosto de 2026 | CONET

13h30 | 14h – PAINEL: MERCADO E TARIFAS

  • Integrantes da Mesa:
  1. Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
  2. Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
  3. Gladstone Lobato  – Presidente da FETCEMG 

Palestrante: Engo Lauro Valdivia, Assessor Técnico da NTC&Logística

  • Atualização do INCT (Índice Nacional de Custos do Transporte)
  • Apresentação da Pesquisa de Mercado DECOPE – 1º semestre de 2026

14h | 15h ENCONTRO COM EMPRESÁRIOS DO TRC

  • Integrantes da Mesa:
  1. Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
  2. Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
  3. Gladstone Lobato  – Presidente da FETCEMG
  4. Engº Lauro Valdivia Neto – Assessor Técnico da NTC&Logística
  5. José Maria Gomes – Diretor Financeiro da NTC&Logística

Empresários confirmados:

  • Oswaldo Vieira Caixeta Junior, Sócio-Diretor da Transac Transporte e Presidente da ABTLP
  • Julio Eduardo Simões, Sócio-Diretor da Locar Guindastes e Transportes Intermodais e Presidente do SINDIPESA

15h | 15h45 Palestra: REFORMA TRIBUTÁRIA

Palestrante: Reinaldo Lage Rodrigues de Araújo, Assessor Jurídico Tributário da FETCEMG

15h45 | 16h30 Palestra: ÍNDICE CNT DE CONFIANÇA

Palestrante: Fernanda Schwantes, Gerente Executiva de Economia da CNT – Confederação Nacional do Transporte

16h30 | 17h – INVESTIMENTOS REALIZADOS E PROJETOS PARA O TRC

Palestrante convidado: INFRA S.A.

17h | 17h30 – Intervalo

17h30 | 18h15 TALKS FORNECEDORES DA CADEIA PRODUTIVA DO TRC

  • Integrantes da Mesa:
  1. Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
  2. Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
  3. Gladstone  Lobato – Presidente da FETCEMG 
  4. Engº Lauro Valdivia Neto – Assessor Técnico da NTC&Logística
  • GEOTAB
  • MERCEDES-BENZ
  • ROADCARD
  • TRANSPOCRED
  • VOLKSWAGEN CAMINHÕES E ÔNIBUS

18h15 | 19h45 – Palestra: CENÁRIO ECONÔMICO E PERSPECTIVAS PARA O TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS

  • Integrantes da Mesa:
  1. Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
  2. Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
  3. Gladstone Lobato  – Presidente da FETCEMG 

Palestrante: Rita Mundim

Economista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Especialista em Mercado de Capitais pela UFMG e em Ciências Contábeis pela Fundação Getúlio Vargas (FGV); Mestre em Administração pela FEAD-MG; Professora convidada da Fundação Dom Cabral desde 1990; Professora de Mercado de Capitais no IBMEC; Diretora da Aporte Educacional; Administradora de Carteiras autorizada pela CVM; Certificações ANBIMA: CFG e CGA; Comentarista econômica da Rádio Itatiaia; participações como comentarista na CNN Brasil; experiência em cenários econômicos, juros, inflação, mercado financeiro, cooperativismo e governança.

Jornalista e estrategista em comunicação corporativa, com atuação em cenários econômicos e empresariais. Atualmente é uma das palestrantes mais requisitadas em eventos empresariais e do setor produtivo.

19h45 – Considerações Finais e Encerramento das atividades do dia

19h45 – Coquetel de Boas-Vindas | ESPAÇO EXPOSIÇÃO

Oferecido pela FETCEMG

28 de Agosto de 2026 | INTERSINDICAL

9h – Abertura da INTERSINDICAL

PALESTRA INAUGURAL: O NOVO CENÁRIO GEOPOLÍTICO MUNDIAL

Palestrante: Marcelo Suano

Cientista político, analista de risco político, professor universitário e comentarista brasileiro. Mestrado e Doutorado em Ciência Política pela USP (Universidade de São Paulo), com pesquisas ligadas ao pensamento político e militar brasileiro.

10h30 | 12h30 – AGENDA INSTITUCIONAL DA NTC&LOGÍSTICA

Tema : Principais pautas técnicas e institucionais em andamento no TRC.

  • Integrantes da Mesa:
  1. Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
  2. Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
  3. Gladstone Lobato – Presidente da FETCEMG
  4. José Maria Gomes – Diretor Financeiro da NTC&Logística
  5. Marcos Aurélio Ribeiro – Diretor Jurídico da NTC&Logística
  6. Narciso Figueirôa Junior Assessor Jurídico da NTC&Logística
  7. Gil Menezes Assessora Jurídica da NTC&Logística
  8. Edmara Claudino Assessora de Relações Institucionais da NTC&Logística
  9. Waldomiro Milanesi – Delegado e especialista em segurança
  10. Engº Lauro Valdivia Neto – Assessor Técnico da NTC&Logística
  • Conteúdo:

• Impactos da redução da jornada semanal no TRC

• Avaliação das negociações coletivas no TRC

• Demandas regulatórias junto à ANTT: CIOT; Piso minimo de frete

12h30 | 14h  – Almoço

14h | 15h – PALESTRA: REGULAMENTAÇÃO DO SETOR

Palestrante convidado: Guilherme Theo Sampaio – Diretor-Geral da ANTT

15h | 16h30 – PALESTRA: PESQUISAS ELEITORAIS E PROJEÇÕES PARA AS ELEIÇÕES 2026

Palestrante: Marcelo Costa Souza

Graduação em Estatística pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 1999, e Mestrado em Estatística e Experimentação Agropecuária pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), em 2002. Foi professor das disciplinas de Bioestatística, Epidemiologia e Estatística Experimental para alunos de graduação e pós-graduação da Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS), de 2002 a 2005. Desde 2006, atua como diretor da MDA PESQUISA. Tem vasta experiência na área de análise e interpretação de dados, modelagem e gerenciamento de bancos de dados complexos.

16h30 – CONSIDERAÇÕES FINAIS – ENCERRAMENTO

19h | 0h – JANTAR FESTIVO DE ENCERRAMENTO | ESPAÇO EXPOSIÇÃO

OFERECIDO PELO SETCEMG

29 de Agosto de 2026 | VISITA TÉCNICA 

9h | 12h  Visita Técnica à Mineradora de Ferro – Região de ACURI 

               Saída do ônibus do hotel Villa Galé às 8h e retorno às 12h

As inscrições para o evento estão abertas. Clique aqui e faça parte do evento.

As reservas de hospedagem também estão disponíveis. Garanta sua participação realizando a reserva no hotel do evento, clicando aqui.

Realização

NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)

Entidade Anfitriã

l FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais

Apoio

Sindicatos filiados à FETCEMG

Patrocínio

l FENATRAN

l GEOTAB

l MERCEDES-BENZ

l ROADCARD

l TRANSPOCRED

Apoios Institucionais

l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)

l FuMTran (Fundação Memória do Transporte)

Apoio Logístico

l Braspress

Artigo: A decisão liminar do STF na ADPF 1.316 e os Riscos Psicossociais na NR-1: o que realmente foi suspenso?

Artigo: A decisão liminar do STF na ADPF 1.316 e os Riscos Psicossociais na NR-1: o que realmente foi suspenso?

Por Narciso Figueirôa Junior, Assessor Jurídico da NTC&Logística

Através de decisão monocrática datada de 25/06/2026, o Ministro André Mendonça, do STF, nos autos da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1316, suspendeu por 90 dias a aplicação de multas e outras sanções relativas à inclusão de fatores de riscos psicossociais nas novas regras de gerenciamento de riscos no ambiente de trabalho contidas na Norma Regulamentadora n.1 (NR-1).

  1. O que motivou a ação no Supremo?

A ADPF nº 1.316 foi ajuizada pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (CONFENEN), que questionou determinados dispositivos do item 1.5 da NR-1, alterados pela Portaria MTE nº 1.419/2024, especialmente na parte que passou a exigir que as empresas incluam, no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), os chamados fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho.

Segundo a autora da ação, a nova regulamentação teria criado obrigações nacionais de gerenciamento, documentação e tomada de decisões sobre riscos psicossociais sem estabelecer critérios suficientemente claros e objetivos sobre a forma de implementação dessas exigências pelas empresas.

A controvérsia, portanto, não reside propriamente na legitimidade da proteção da saúde mental dos trabalhadores, mas na alegada ausência de maior densidade normativa e de parâmetros suficientemente objetivos para orientar a atuação empresarial e a fiscalização administrativa.

  1. O que a Portaria MTE nº 1.419/2024 alterou na NR-1?

As alterações promovidas pela Portaria nº 1.419/2024 determinaram que o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais passe a abranger, além dos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes, também os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho.

Entre as principais exigências introduzidas pela norma, destacam-se:

a) a obrigatoriedade de considerar as condições de trabalho nos termos da NR-17, incluindo os fatores de riscos psicossociais;

b) a necessidade de seleção de ferramentas e técnicas adequadas para avaliação desses riscos;

c) a obrigação de documentar critérios de avaliação, severidade, probabilidade, classificação e tomada de decisão no gerenciamento dos riscos ocupacionais.

Em outras palavras, a norma passou a exigir que as organizações adotem uma abordagem mais estruturada de gestão dos riscos relacionados à saúde mental e às condições organizacionais do trabalho.

No sentido de esclarecer melhor as novas regras para gestão dos riscos psicossociais, em 16/03/2026, o Ministério do Trabalho e Emprego publicou o Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1, que trata do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).

Este material pode ser acessado através do link: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/manuais-e-publicacoes/2026/manual_gro_pgr_da_nr_1.pdf

  1. O que exatamente foi decidido na liminar da ADPF 1316?

O ministro André Mendonça não suspendeu a NR-1 e tampouco afastou a obrigatoriedade de observância das novas regras relativas aos riscos psicossociais.

Ao contrário, a decisão é expressa ao consignar que o deferimento da medida cautelar ocorreu “tão somente para suspender a eficácia sancionadora das normas impugnadas”, com a finalidade de viabilizar uma tentativa de conciliação entre a autora da ação e os órgãos governamentais envolvidos, visando superar as dúvidas e lacunas apontadas em relação ao atual desenho normativo.

Nesse contexto, o relator determinou a suspensão, pelo prazo de 90 dias, exclusivamente da eficácia dos itens 1.5.3.1.4, 1.5.3.2.1, 1.5.4.4.2.1, 1.5.4.4.2.2 e 1.5.4.4.5.3 da NR-1, apenas na parte em que possam servir de fundamento para autuações; multas; notificações punitivas e outras medidas coercitivas relacionadas aos fatores de riscos psicossociais.

Portanto, a liminar não revogou os dispositivos da NR-1, não retirou sua vigência e nem afastou o dever empresarial de gerenciamento dos riscos psicossociais.

O que foi temporariamente suspenso foi apenas a possibilidade de utilização desses dispositivos como fundamento imediato para a imposição de sanções administrativas.

  1. O STF reconheceu a inconstitucionalidade da NR-1?

É importante deixar claro que o STF não reconheceu na referida liminar a inconstitucionalidade da NR-1.

A decisão possui natureza exclusivamente cautelar e foi proferida em caráter monocrático.

O próprio ministro André Mendonça registrou expressamente que a apreciação liminar se limita aos pedidos cautelares formulados na ação e que as demais questões constitucionais deverão ser examinadas posteriormente, no julgamento definitivo de mérito.

Em momento algum a decisão afirma que a inclusão dos riscos psicossociais na NR-1 seja inconstitucional.

Ao contrário, a própria decisão reconhece que a regulamentação impugnada visa tutelar direitos fundamentais relacionados à saúde e à segurança do trabalho.

A controvérsia instaurada no Supremo diz respeito, essencialmente, à necessidade de maior segurança jurídica, objetividade e previsibilidade dos parâmetros que poderão ser utilizados para fins de fiscalização e eventual aplicação de penalidades.

  1. Qual o impacto desta decisão para as empresas?

As empresas devem continuar cumprindo as novas regras contidas na NR-1, pois as obrigações relacionadas ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais permanecem em vigor.

Continuam sendo exigíveis: a implementação do GRO; a atualização do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR); a identificação dos riscos ocupacionais; a adoção de medidas preventivas; a documentação das ações de gerenciamento de riscos e a consideração dos fatores psicossociais relacionados ao trabalho na gestão de segurança e saúde ocupacional.

O que se encontra temporariamente suspensa é apenas a eficácia punitiva de determinados dispositivos, enquanto se busca uma solução consensual que confira maior objetividade ao tratamento normativo da matéria.

Sob a perspectiva empresarial, seria um equívoco interpretar a liminar como autorização para interromper iniciativas de gestão dos riscos psicossociais.

Primeiro, porque a decisão possui natureza provisória e poderá ser revista, modificada ou, até mesmo, integralmente superada quando do julgamento definitivo da ADPF pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal.

Segundo, porque o prazo de suspensão fixado pelo relator é de apenas 90 dias e foi estabelecido justamente para possibilitar uma tentativa de conciliação e aperfeiçoamento do regramento normativo.

Terceiro, porque a tendência observada no Brasil e no cenário internacional é de crescente valorização das políticas de saúde mental, prevenção do adoecimento ocupacional e gestão de fatores organizacionais que possam impactar a integridade física e psíquica dos trabalhadores.

Nesse contexto, as empresas que aproveitarem esse período para estruturar seus procedimentos internos, revisar seus Programas de Gerenciamento de Riscos, aperfeiçoar mecanismos de identificação de fatores psicossociais e fortalecer suas práticas de prevenção estarão em posição significativamente mais segura caso as exigências atualmente questionadas venham a ser mantidas pelo Supremo.

  1. Conclusão

A decisão proferida pelo ministro André Mendonça na ADPF nº 1.316 não suspendeu a NR-1 nem desobrigou as empresas de cumprir as novas regras relativas aos riscos psicossociais relacionados ao trabalho.

A liminar apenas suspendeu, por 90 dias, a eficácia sancionatória de determinados dispositivos da norma, impedindo que eles sejam utilizados, neste momento, como fundamento para autuações, multas e outras medidas coercitivas, enquanto se busca uma solução consensual que confira maior segurança jurídica e objetividade ao regramento atualmente vigente.

Por essa razão, as organizações devem acompanhar atentamente a evolução da ADPF nº 1.316 perante o Supremo Tribunal Federal, evitando interpretações precipitadas que possam levar à falsa percepção de que as obrigações relacionadas ao gerenciamento dos riscos psicossociais deixaram de existir.

A decisão é liminar, provisória e possui finalidade essencialmente conciliatória, e tanto a decisão monocrática quanto o mérito da controvérsia constitucional ainda serão apreciados pelo Plenário do STF.

Move Brasil evitou queda de até 30% no transporte de caminhões; entenda

Move Brasil evitou queda de até 30% no transporte de caminhões; entenda

Presidente da ABC Cargas diz que programa sustentou as entregas no primeiro semestre, mas alerta que juros elevados e o fim dos recursos podem frear a demanda nos próximos meses

O programa de renovação de frota Move Brasil foi decisivo para evitar uma retração mais acentuada na movimentação de caminhões novos no país durante o primeiro semestre. A avaliação é de Danilo Guedes, presidente da ABC Cargas, uma das principais transportadoras especializadas no transporte de veículos pesados. Segundo ele, sem a linha de financiamento subsidiada, o volume transportado pela empresa poderia ter caído até 30% neste ano.

A empresa, que opera uma frota de 35 caminhões dedicada ao transporte de veículos produzidos por montadoras como Scania, Volvo e DAF, começou o ano sentindo os efeitos da combinação entre juros elevados e a paralisação temporária das fábricas. “No começo do ano, tivemos uma queda muito expressiva. Janeiro e fevereiro foram meses fracos porque as montadoras estavam fechadas e os investimentos ficaram represados”, afirma.

A partir de março, porém, o cenário começou a mudar. Guedes atribui a recuperação tanto ao lançamento do Move Brasil quanto à adaptação das empresas ao ambiente de juros elevados. “Os empresários perceberam que a taxa de juros não mudaria tão cedo e que os investimentos precisavam ser feitos. O Move Brasil, com uma taxa mais atrativa, incentivou ainda mais essas compras.”

O resultado foi suficiente para compensar o desempenho fraco do início do ano. Segundo ele, a transportadora encerrou o primeiro semestre com volume equivalente ao registrado no mesmo período de 2025. “Se não fosse o Move Brasil, acredito que nosso volume teria caído cerca de 30%. No fim, conseguimos fechar o semestre praticamente igual ao ano passado.”

Juros ainda limitam investimentos

Apesar da recuperação observada neste ano, Guedes afirma que o ambiente de crédito continua sendo um dos principais entraves para novos investimentos. Segundo ele, em 2025, a empresa registrou queda de aproximadamente 10% no faturamento a partir de setembro, quando os juros elevados passaram a afetar de forma mais intensa as decisões de compra de caminhões.

Mesmo com crédito aprovado para renovar parte da frota, a transportadora decidiu adiar o investimento. “Não era o momento de comprar. Tínhamos o financiamento aprovado, mas preferimos esperar.”

Na avaliação do empresário, o país precisa oferecer condições mais competitivas para estimular a renovação da frota. “O Brasil precisa de condições melhores de financiamento. Seja um financiamento verde ou convencional, é necessário oferecer uma taxa que realmente estimule os investimentos.”

Com os recursos do Move Brasil já esgotados, a preocupação agora recai sobre o comportamento da demanda na segunda metade do ano. Ainda assim, Guedes acredita que as entregas dos caminhões já comercializados devem manter a atividade aquecida até a Fenatran, em novembro. “Os caminhões comprados agora ainda serão entregues ao longo dos próximos meses. Acho que agosto, setembro e outubro continuarão relativamente aquecidos.”

Para ele, no entanto, programas temporários não resolvem o problema estrutural do setor. O empresário defende a criação de uma política permanente de renovação de frota, que ofereça previsibilidade para transportadores e fabricantes. “Fala-se em renovação de frota há pelo menos 30 anos. O setor precisa de uma política de Estado, contínua, que dê previsibilidade para quem precisa investir. Não podemos viver apenas de programas pontuais.”

Diesel elevou custos e exigiu reajustes rápidos

Além dos desafios relacionados ao crédito, a empresa também enfrentou forte pressão sobre os custos operacionais durante o conflito entre Irã e Estados Unidos, período em que a volatilidade do preço do diesel obrigou a transportadora a revisar constantemente suas tabelas de frete. “Tinha dia em que a tabela de frete mudava da manhã para a tarde. Precisamos entender rapidamente o cenário para conseguir fazer os repasses”, relata Guedes.

Embora os preços tenham recuado parcialmente após a estabilização do mercado internacional, o combustível continua em um patamar elevado. Segundo o empresário, a suspensão temporária da cobrança de PIS/Cofins também gerou um efeito inesperado para empresas enquadradas no regime de lucro real. “Como aproveitamos créditos tributários, a isenção acabou aumentando nosso custo efetivo. Quando o imposto voltou, essa distorção foi corrigida.”

Caminhões a gás dependem de adaptação técnica

Mesmo diante desse cenário, a ABC Cargas já planeja os próximos investimentos. A intenção é iniciar a renovação da frota com caminhões movidos a gás natural, mas ainda há obstáculos técnicos que impedem a adoção imediata da tecnologia. Hoje, os 35 veículos da empresa utilizam diesel e atendem ao padrão Euro 6. Segundo Guedes, as operações internacionais realizadas pela transportadora, especialmente entre Brasil e Peru, exigem uma autonomia superior à oferecida pelas atuais configurações dos caminhões a gás. “Precisamos de um caminhão 6×2 com entre-eixos específico para transportar veículos. Essa configuração reduz a capacidade dos tanques e limita muito a autonomia.”

A empresa mantém conversas com a Scania para desenvolver uma solução adaptada à operação. Caso o projeto avance, a intenção é adquirir inicialmente cerca de seis caminhões movidos a gás. “O custo total de operação é competitivo. O desafio, hoje, não é econômico, mas operacional. Não podemos fazer uma viagem de milhares de quilômetros tendo que abastecer várias vezes no percurso.”

Apesar das incertezas em relação ao mercado, Guedes projeta um segundo semestre mais favorável e estima encerrar 2026 com crescimento de aproximadamente 25% no faturamento em relação ao ano anterior, impulsionado pela recuperação das entregas de caminhões ao longo dos próximos meses.

Ponte na Transamazônica visa acesso alternativo para transporte de cargas

Ponte na Transamazônica visa acesso alternativo para transporte de cargas

Ligação sobre o Arroio Boa Vista pretende conectar os bairros Boa Vista e Teutônia e oferecer alternativa ao trajeto de caminhões pelo Bairro Languiru

A construção de uma ponte sobre o Arroio Boa Vista, na antiga estrada conhecida como Transamazônica, deve criar uma nova ligação viária entre os bairros Boa Vista e Teutônia.

A obra busca oferecer uma alternativa ao trajeto utilizado pelo transporte de cargas, hoje concentrado nas ruas Major Bandeira e Vinte e Cinco de Julho, no Bairro Languiru.

Com a nova ligação, o município pretende criar um acesso mais eficiente para o deslocamento da produção agroindustrial em direção à ERS-128 (Via Láctea) e à RSC-453 (Rota do Sol), por meio da Rua Guilherme Birkheuer. A expectativa é reduzir o fluxo de caminhões no Bairro Languiru e ampliar as conexões com os principais corredores rodoviários da região.

O investimento integra um projeto de R$ 3,18 milhões vinculado aos programas estaduais Drenagem RS e Conexões RS. O município aguarda a formalização do convênio com o Governo do Estado para abrir o processo licitatório e iniciar a execução da obra.

Projeto ainda será elaborado

A ponte terá aproximadamente 352 metros quadrados, o equivalente a cerca de 44 metros de extensão e oito metros de largura, em pista dupla. O projeto de engenharia ainda será elaborado, assim como a definição do local exato da implantação e da altura da estrutura.

Antes do início das obras, o projeto deverá ser apresentado e discutido com os moradores das áreas próximas.

Critérios de engenharia

O conceito adotado para a ponte prevê uma estrutura com perfil mais baixo, diferente das travessias tradicionalmente elevadas para eventos extremos. A proposta busca evitar a formação de barreiras que possam alterar o comportamento natural da água do Arroio Boa Vista em períodos de cheia.

O planejamento considera aterros reduzidos e soluções que favoreçam o escoamento da água, para que a estrutura não funcione como contenção artificial sobre a várzea. Por isso, o objetivo não é manter a circulação durante grandes enchentes, quando o entorno também tende a ficar comprometido, mas oferecer uma ligação para as condições normais de operação.

Além da ponte, os recursos dos programas Drenagem RS e Conexões RS também serão destinados a obras de drenagem pluvial e construção de galerias em diferentes pontos de Teutônia.

Sobre o Arroio Boa Vista

Na localidade de Linha Pontes Filho, segue a construção da nova ponte sobre o Arroio Boa Vista. A obra integra o processo de recuperação da infraestrutura atingida pelas enchentes de setembro de 2023 e maio de 2024 e entra na fase de execução das vigas e da estrutura de base da travessia.

A nova ponte terá 30 metros de extensão e 8,5 metros de largura, com investimento de R$ 1.699.821,43 por meio de recursos da Defesa Civil da União.

Segundo o engenheiro civil Alexandre Etgeton, a fase atual concentra elementos fundamentais para a sustentação da estrutura e exige acompanhamento técnico permanente durante a execução.

Etgeton explica que a obra busca restabelecer as condições de tráfego na localidade após os danos causados pelos eventos climáticos dos últimos anos.

Restrições urbanas travam operações e elevam custos do transporte de cargas no Paraná

Restrições urbanas travam operações e elevam custos do transporte de cargas no Paraná

Limitações impostas aos caminhões reduzem a produtividade das operações e transferem custos para transportadoras e consumidores, alerta SETCEPAR

As restrições à circulação de caminhões nos grandes centros do Paraná têm ampliado os desafios enfrentados pelo transporte rodoviário de cargas. Limitações de horários e acessos, congestionamentos e dificuldades para realizar operações de carga e descarga reduzem a produtividade, aumentam os custos e tornam mais complexo o abastecimento de regiões comerciais e residenciais.

Em Curitiba, veículos com mais de sete toneladas ou sete metros de comprimento não podem circular na Zona Central de Tráfego das 9h às 19 horas nos dias úteis e das 9h às 13h30 aos sábados. Na Linha Verde, caminhões com peso bruto total acima de dez toneladas enfrentam restrições das 7h às 9 horas e das 17h às 19 horas, de segunda a sexta-feira. As limitações obrigam as empresas a reorganizar rotas, horários, equipes e tipos de veículos utilizados.

Para o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR), os impactos dessas regras vão além dos atrasos pontuais e afetam todo o planejamento das operações urbanas. “Os desafios são múltiplos e se acumulam ao longo da operação. As transportadoras são obrigadas a operar em janelas noturnas ou madrugadas, comprimindo a jornada útil, elevando custos com horas extras e expondo motoristas a riscos de segurança. Soma-se a isso a escassez crônica de vagas regulamentadas para carga e descarga, que força paradas irregulares e gera multas e retrabalho”, afirma Silvio Kasnodzei, presidente da entidade.

Os reflexos desse cenário se estendem por toda a cadeia de abastecimento. Segundo estudo da Confederação Nacional do Transporte (CNT), as entregas urbanas podem representar até 28% do custo total do transporte, e as dificuldades encontradas nas cidades afetam diretamente o nível de serviço, o cumprimento dos prazos e o preço final dos produtos.

Ao mesmo tempo, o crescimento do comércio eletrônico e das entregas rápidas transformou o perfil da logística urbana. O setor faturou R$ 204,3 bilhões em 2024, com 414,9 milhões de pedidos, e as projeções indicam uma crescente ainda maior nos próximos anos. “Na prática, isso significa mais veículos circulando, maior número de paradas e operações em horários cada vez mais variados, inclusive nos finais de semana. Essa demanda precisa ser atendida por uma malha viária que não foi planejada para suportar a atual densidade de movimentação”, destaca Kasnodzei.

Ainda de acordo com o estudo da CNT, as dificuldades urbanas podem acrescentar até 20% ao valor do frete. Em Curitiba, também tramita uma proposta que limita a 12 horas o estacionamento de veículos pesados em áreas residenciais, ampliando a preocupação do setor com medidas que não sejam acompanhadas pela oferta de locais adequados para parada e descanso.

O SETCEPAR defende que novas regras sejam precedidas de estudos de impacto logístico e discutidas com transportadoras, embarcadores, comerciantes e entidades representativas. “Quando o município restringe a circulação ou o estacionamento sem oferecer infraestrutura alternativa, transfere o custo da falta de planejamento para as transportadoras, os motoristas e os consumidores. Restrição sem estrutura gera multas, aumenta o frete e encarece o abastecimento. No fim, quem paga essa conta é a própria população”, conclui Kasnodzei.

MS moderniza transporte para acompanhar avanço da indústria e do agronegócio

MS moderniza transporte para acompanhar avanço da indústria e do agronegócio

Projetos incluem reativação da Malha Oeste, ampliação dos aeroportos e melhorias na malha rodoviária estadual

A logística deixou de ser apenas um desafio de infraestrutura para se tornar um dos principais pilares da estratégia de desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. Com uma economia impulsionada pela industrialização, expansão da celulose, crescimento do agronegócio e atração de investimentos bilionários, o Estado aposta na integração entre rodovias, ferrovias, hidrovias e aeroportos para reduzir custos, aumentar a competitividade e sustentar o ritmo de crescimento econômico.

O pacote de investimentos e planejamento prevê desde a pavimentação de centenas de quilômetros de estradas até a modernização da malha aeroportuária, além da retomada de projetos ferroviários considerados estratégicos para ampliar a capacidade de escoamento da produção.

A principal meta é preparar Mato Grosso do Sul para uma nova fase da economia, em que a eficiência logística poderá ser um diferencial competitivo, especialmente após a implementação da reforma tributária, quando os incentivos fiscais perderão peso na atração de empresas.

“Estamos fazendo nosso dever de casa, qualificando e preparando nossa logística para o futuro. Só assim vamos acompanhar as demandas desse crescimento exponencial do Estado e transformar desenvolvimento em qualidade de vida para a população”, afirmou o governador Eduardo Riedel.

Plano vai definir prioridades para as próximas décadas

Um dos principais instrumentos desse planejamento é a elaboração do novo Plano Estadual de Logística e Transportes (PELT), que atualizará o diagnóstico da infraestrutura de Mato Grosso do Sul e estabelecerá prioridades de investimentos.

O estudo analisará toda a movimentação de cargas e passageiros, abrangendo rodovias, ferrovias, hidrovias, aeroportos, portos e terminais logísticos. A proposta é integrar os diferentes modais, identificar gargalos e direcionar investimentos para as regiões onde a economia cresce com maior velocidade.

Segundo o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Artur Falcette, o objetivo é abandonar a visão isolada de cada modal e construir uma rede logística integrada.

“A competitividade do Estado dependerá cada vez mais da eficiência logística, conectando produção, indústria e transporte.”

O plano também servirá de base para alinhar obras públicas às demandas do agronegócio, da indústria florestal, do setor mineral, do turismo e da integração com os países vizinhos.

Estradas concentram maior volume de investimentos

Como principal meio de transporte de cargas do Estado, a malha rodoviária continua recebendo a maior parte dos investimentos públicos.

Até o fim deste ano, Mato Grosso do Sul deverá alcançar 5.988 quilômetros de rodovias estaduais pavimentadas.

Entre 2023 e 2026, serão entregues 857 quilômetros de novas rodovias asfaltadas, enquanto a projeção para 2030 aponta um marco inédito: o Estado poderá passar a ter 6.660 quilômetros de estradas pavimentadas, superando pela primeira vez os 5.940 quilômetros de vias não pavimentadas.

Além de reduzir o custo do transporte de cargas, a melhoria das estradas deve diminuir o tempo de deslocamento, ampliar a segurança viária e fortalecer a ligação entre polos industriais, agrícolas e centros consumidores.

Aeroportos recebem R$ 250 milhões

O modal aéreo também faz parte da estratégia estadual. O Governo prevê investir R$ 250 milhões até o final de 2026 na ampliação e modernização da infraestrutura aeroportuária.

Desde 2023, já foram aplicados R$ 140 milhões, permitindo que oito aeródromos voltassem a operar e que sete aeroportos passassem a receber voos diurnos e noturnos.

Entre os principais projetos estão a ampliação do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande, e a implantação de balizamento noturno nos aeródromos de Porto Murtinho, Inocência, Paranaíba, Coxim, Naviraí, Maracaju, Nova Andradina e Jardim.

Também estão previstos investimentos em estruturas no Pantanal, como Porto São Pedro e Nhecolândia, além de melhorias em Amambai, Ribas do Rio Pardo, Aquidauana, Iguatemi e Mundo Novo.

Ferrovias voltam ao radar

O Estado também acompanha projetos considerados estratégicos para ampliar a participação do transporte ferroviário.

Entre eles está a reativação da Malha Oeste, ferrovia que percorre cerca de 600 quilômetros em Mato Grosso do Sul, ligando Corumbá a Mairinque (SP). A expectativa é reduzir custos logísticos e ampliar o acesso da produção estadual aos mercados nacional e internacional.

Outra aposta é a Nova Ferroeste, que pretende conectar o sudoeste de Mato Grosso do Sul ao Porto de Paranaguá (PR), criando uma nova rota para exportação.

O setor privado também começa a investir na expansão ferroviária. A Arauco anunciou a construção da primeira short line do Brasil, com 54 quilômetros de extensão, ligando sua futura fábrica em Inocência à Malha Norte, operada pela Rumo.

Hidrovias ganham espaço

Os rios Paraguai e Paraná também integram o planejamento logístico.

A proposta é ampliar a utilização das hidrovias para transporte de cargas, fortalecendo principalmente os portos de Corumbá e Porto Murtinho, conciliando expansão econômica com preservação ambiental.

Logística como diferencial competitivo

Para o governo estadual, a infraestrutura logística será decisiva para manter Mato Grosso do Sul entre os estados que mais crescem no país.

Com investimentos simultâneos em estradas, aeroportos, ferrovias e hidrovias, a estratégia busca reduzir o chamado “custo Brasil”, facilitar o escoamento da produção industrial e agropecuária, aumentar a competitividade das empresas e criar condições para a chegada de novos investimentos privados, consolidando o Estado como um dos principais corredores logísticos do Centro-Oeste.

Últimos dias para participar da segunda edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em Rio Grande (RS)

Últimos dias para participar da segunda edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em Rio Grande (RS)

A segunda edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística ocorrerá no Estado do Rio Grande do Sul, recepcionada pela Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul – FETRANSUL, pelo Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas do Extremo Sul – SETCESUL e pelo Núcleo da COMJOVEM de Porto Alegre, no dia 7 de julho, às 13h30, no SEST SENAT de Rio Grande. As inscrições estarão abertas até o dia 6 de julho. Após esse período, elas poderão ser realizadas apenas no local do evento.

Criado em 2004, o Seminário Itinerante tem o propósito de levar a NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística a diversas regiões do país, promovendo capacitação técnica e oportunidades de negócios para empresários e executivos do setor de transporte de cargas e logística.

A programação contará com temas relevantes para o setor e que impactam diretamente as atividades das empresas. A organização do evento também conta com o apoio da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas) da NTC&Logística.

Ratificando a missão da NTC&Logística de estar ao lado do transportador rodoviário de cargas, de Norte a Sul do Brasil, o Seminário Itinerante já percorreu diversos estados ao longo de mais de duas décadas.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, “a segunda edição do Seminário Itinerante de 2026 representa mais uma oportunidade de fortalecer o diálogo com empresários, executivos e lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas. Após uma excelente abertura da temporada em Pernambuco, chegamos ao Rio Grande do Sul, um estado com forte tradição no setor e grande relevância para a economia nacional. Nosso objetivo é seguir promovendo encontros que estimulem a troca de experiências, a atualização técnica e o fortalecimento do associativismo. Temos a convicção de que esta edição proporcionará importantes reflexões e contribuirá para o desenvolvimento das empresas e do Transporte Rodoviário de Cargas em toda a região”.

O evento será realizado presencialmente, no SEST SENAT de Rio Grande (RS), localizado na Rua das Galeras, 190 – Parque Marinha. A participação é aberta a todos os empresários da região, que contribuem para um Transporte Rodoviário de Cargas cada vez mais forte.

Faça já sua inscrição, clique aqui

Confira a programação preliminar

13h30 | Credenciamento

Abertura Oficial

Participantes:

Francisco Carlos Gonçalves Cardoso, Presidente da FETRANSUL | 

Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul

Egon Bonow Rutz, Presidente do SETCESUL | Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas do Extremo Sul

Hudson Rabelo, Coordenador Nacional da COMJOVEM

Italo Grativol, Vice-Coordenador Nacional da COMJOVEM

Betina Kopper, Coordenadora da COMJOVEM Porto Alegre

Palestra: Apresentação NTC&Logística|COMJOVEM

Palestrante: Hudson Rabelo, Coordenador Nacional da COMJOVEM

Momento Patrocinadores

Intervalo

Palestra: Piso Mínimo e CIOT – Atualizações da Regulamentação

Palestrante: Dra. Gil Menezes, Assessora Jurídica da NTC&Logística

17h30 | ENCERRAMENTO

Realização

  • NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
  • FETRANSUL – Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul
  • SETCESUL – Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas do Extremo Sul

Patrocínio

  • FENATRAN
  • Transpocred

Apoio Institucional

  • Sistema Transporte – CNT / Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística
  • FuMTran – Fundação Memória do Transporte

Apoio Logístico

  • Braspress
CNT defende negociação coletiva e transição gradual em debate sobre redução da jornada no Senado

CNT defende negociação coletiva e transição gradual em debate sobre redução da jornada no Senado

Presidente do Sistema Transporte, Vander Costa alerta para impactos econômicos e operacionais da proposta e defende uma transição gradual para setores essenciais

A redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 foram debatidos nesta quarta-feira (1º), durante sessão temática promovida pelo Senado Federal que reuniu representantes do governo, do Congresso Nacional, de entidades empresariais e de centrais sindicais para discutir os impactos sociais, econômicos e produtivos das propostas em tramitação sobre o tema. A sessão foi requerida pelo senador Laércio Oliveira (PP-SE). Entre outros participantes, o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, que defendeu a construção de eventuais mudanças por meio da negociação coletiva e de uma transição gradual, especialmente para atividades essenciais, como o transporte.

Em sua manifestação, Vander Costa ressaltou que a negociação coletiva é o instrumento mais adequado para compatibilizar a melhoria das condições de trabalho com a realidade de cada atividade econômica. “A negociação coletiva é a forma mais viável de chegar ao consenso. Trabalhadores e empregadores conhecem a realidade de cada setor e já vêm reduzindo jornadas onde isso é possível. O que defendemos é que qualquer mudança seja precedida de uma avaliação responsável dos seus impactos”.

O presidente do Sistema Transporte alertou que, no caso do setor, a redução da jornada sem medidas de transição elevaria significativamente os custos operacionais, com reflexos sobre fretes, tarifas e serviços públicos. “No transporte, estimamos um impacto superior a R$ 11,8 bilhões por ano. Isso significa aumento do custo do frete, das passagens e de serviços públicos, como o transporte urbano e a coleta de lixo”.

Segundo Vander Costa, outro desafio é a escassez de mão de obra. Ele observou que uma redução linear da jornada ampliaria a necessidade de contratação de motoristas em um mercado que já enfrenta déficit de profissionais qualificados. “Precisamos de tempo para encontrar alternativas, investir em produtividade e modernização. No transporte, já há uma grande carência de motoristas, e uma redução imediata da jornada exigiria um contingente adicional de profissionais que hoje não estão disponíveis”.

Ao defender um período de adaptação, o presidente do Sistema Transporte afirmou que uma transição gradual permitiria ao setor incorporar ganhos de produtividade e reduzir os impactos econômicos da mudança. “Não podemos tomar uma decisão dessa dimensão com pressa. É um tema que afeta toda a sociedade brasileira e precisa ser amplamente debatido para que se encontrem soluções equilibradas”.

Debate amplia análise sobre os efeitos da proposta

Também participou da sessão o professor José Pastore, especialista em relações do trabalho e coordenador do estudo Redução de Jornada, Mudança de Escalas e Bem-Estar Social no Setor de Transportes, encomendado pela CNT. Em sua exposição, Pastore chamou atenção para os desafios jurídicos da proposta. Segundo ele, a redução da jornada sem alteração da remuneração implica aumento do valor da hora trabalhada, o que, na prática, eleva o custo do trabalho e suscita questionamentos sobre sua compatibilidade com o ordenamento constitucional.

O levantamento encomendado pela CNT estima que, no setor de transporte, a medida poderá elevar os custos com pessoal em 8,6% –, exigir a contratação de aproximadamente 240 mil trabalhadores adicionais para manter o nível atual de serviço e gerar impactos sobre fretes, tarifas e inflação. O levantamento também aponta a dificuldade de reposição de mão de obra em um segmento que já enfrenta escassez de motoristas profissionais.

Assista como foi a Sessão de Debates na íntegra, aqui

Transportadores mantêm cautela diante do cenário econômico, aponta Índice CNT de Confiança do Transportador Rodoviário de Cargas

Transportadores mantêm cautela diante do cenário econômico, aponta Índice CNT de Confiança do Transportador Rodoviário de Cargas

Levantamento mostra que empresários seguem atentos ao ambiente de negócios; Santa Catarina foi o único estado a registrar avanço no indicador

A CNT divulgou, nesta quarta-feira (1º/07), os resultados da mais recente edição do Índice CNT de Confiança do Transportador Rodoviário de Cargas. A sondagem, realizada em parceria com federações estaduais, acompanha a percepção dos empresários do setor sobre o cenário econômico, o ambiente de negócios e as perspectivas para os próximos seis meses.

Os resultados mostram que, nos cinco estados avaliados (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), o índice geral permaneceu abaixo da linha de 50%, patamar que indica falta de confiança dos transportadores. O levantamento revela um ambiente de cautela em razão de fatores como juros elevados, aumento dos custos operacionais, incertezas econômicas e tributárias e dificuldades para expansão dos negócios.

Em contrapartida, as expectativas para o próximo semestre seguem, em geral, superiores à avaliação das condições atuais, indicando que os empresários enxergam possibilidades de melhora, ainda que de forma moderada.

Para a diretora-executiva da CNT, Fernanda Rezende, o levantamento oferece um retrato das expectativas do setor e contribui para a compreensão dos desafios enfrentados pelas empresas. “Ao acompanhar a percepção dos transportadores em diferentes estados, conseguimos identificar tendências que influenciam o ambiente de negócios e orientar, com mais precisão, a atuação da Confederação em defesa da competitividade do transporte rodoviário de cargas”, afirma.

Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, o índice geral de confiança alcançou 42,4%, uma queda de 4,3 pontos percentuais em relação ao segundo semestre de 2025. O índice de condições atuais recuou para 32,3%, retornando ao mesmo patamar observado no primeiro semestre de 2025, enquanto o índice de expectativas ficou em 47,5%, indicando que, embora os empresários estejam menos pessimistas em relação ao futuro do que ao cenário atual, a confiança permanece abaixo da linha de neutralidade. Entre os fatores apontados pelos transportadores gaúchos estão aumento dos custos operacionais, elevada carga tributária, problemas de infraestrutura, escassez de motoristas e dificuldades de acesso ao crédito.

Santa Catarina

Santa Catarina apresentou o melhor desempenho entre os estados pesquisados nesta rodada e foi o único a registrar avanço na confiança. O índice geral passou de 38,7% para 44,0%, alta de 5,3 pontos percentuais em relação ao segundo semestre de 2025. O índice de condições atuais subiu para 33,7%, enquanto o de expectativas atingiu 49,2%, demonstrando redução do pessimismo dos empresários catarinenses. Apesar da melhora, o indicador ainda permanece abaixo de 50,0%, refletindo a continuidade de incertezas econômicas, regulatórias e institucionais que afetam o setor.

São Paulo

Em São Paulo, o índice geral de confiança caiu para 41,2%, o menor patamar desde o início da sondagem da CNT no estado, em 2023. O índice de condições atuais registrou 28,9%, enquanto o de expectativas ficou em 47,4%, evidenciando que a percepção sobre o momento atual é significativamente mais negativa do que a visão para os próximos seis meses. Os empresários paulistas associam esse cenário ao ambiente econômico desfavorável, marcado por juros elevados, aumento dos custos operacionais, insegurança regulatória e desaceleração da atividade produtiva.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, o índice geral de confiança ficou em 43,0%, registrando a segunda queda consecutiva desde o início da série histórica estadual. O índice de condições atuais atingiu 31,3%, enquanto o índice de expectativas alcançou 48,9%. Os empresários fluminenses apontam que as incertezas econômicas e fiscais, o aumento dos custos operacionais, a instabilidade política e os desafios estruturais do transporte, como roubo de cargas, insegurança pública e deficiência da infraestrutura, continuam a limitar os investimentos e as perspectivas de crescimento do setor.

Minas Gerais

Em sua primeira participação na pesquisa, Minas Gerais registrou índice geral de confiança de 47,2%, o maior entre os estados avaliados nesta rodada, embora ainda abaixo do nível que caracteriza confiança. O índice de condições atuais ficou em 39,5%, enquanto o índice de expectativas alcançou 51,0%, sendo o único acima de 50,0% entre os estados pesquisados. O resultado indica que, apesar da avaliação negativa sobre o cenário atual, os transportadores mineiros demonstram uma percepção mais favorável em relação aos próximos meses, ainda que mantenham cautela diante de incertezas econômicas e políticas e dos elevados custos operacionais.

Sobre a Pesquisa

A pesquisa foi realizada entre 28 de maio e 21 de junho, em parceria com a Fetransul (RS), Fetrancesc (SC), Fetcesp (SP), Fetranscarga (RJ) e Fetcemg (MG). Nesta edição, o Espírito Santo também integrou a iniciativa, em parceria com a Fetransportes, mas não alcançou número suficiente de respostas para divulgação dos resultados.

Mercosul formaliza acordo histórico para modernizar o transporte de cargas na fronteira entre Brasil e Paraguai

Mercosul formaliza acordo histórico para modernizar o transporte de cargas na fronteira entre Brasil e Paraguai

Protocolo assinado durante a 68ª Cúpula do Mercosul estabelece regras para o transporte de cargas de menor porte, fortalece o controle aduaneiro e melhora a logística na tríplice fronteira

Durante a 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, realizada em Assunção (PY) nos dias 29 e 30 de junho de 2026, foi assinado o Protocolo Bilateral que regulamenta o transporte internacional de cargas de menor porte entre Brasil e Paraguai. O instrumento representa um marco para a regularização dessa modalidade de transporte, amplamente utilizada nas cidades de Foz do Iguaçu, Ciudad del Este (PY) e Presidente Franco (PY) , proporcionando maior segurança jurídica aos operadores, fortalecimento do controle aduaneiro e melhoria da logística na tríplice fronteira.

A assinatura do acordo conclui uma longa etapa de negociações técnicas conduzidas pelos dois países, resultado do trabalho desenvolvido no âmbito do Comitê Técnico nº 2 (CT2) e do Subcomitê Técnico de Controles e Operatória de Fronteira (SCT-COF) do Mercosul. Pela Receita Federal, os trabalhos contaram com a participação da Divisão de Administração Aduaneira da 9ª Região Fiscal (DIANA/9ª RF), da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu, além da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e de diversos órgãos brasileiros e paraguaios responsáveis pelo transporte e administração aduaneira.

O novo protocolo cria um marco regulatório específico para uma atividade que, até então, não possuía regras bilaterais uniformes. A regulamentação estabelece critérios para habilitação dos transportadores, define os veículos autorizados, harmoniza os requisitos documentais e disciplina os procedimentos operacionais e aduaneiros aplicáveis às operações.

Entre os principais avanços está a obrigatoriedade da utilização dos documentos internacionais MIC/DTA e CRT, em conformidade com os procedimentos aduaneiros vigentes em ambos os países. A medida amplia a rastreabilidade das operações, fortalece o controle aduaneiro, reduz a informalidade e proporciona maior segurança jurídica aos transportadores e operadores econômicos.

O acordo também contribuirá para melhorar o fluxo logístico na tríplice fronteira. Como parte das medidas de reorganização do tráfego internacional, os veículos abrangidos pelo novo regime passarão a utilizar a Ponte da Integração para ingresso no Brasil, reduzindo a circulação desse tipo de veículo pela Ponte Internacional da Amizade e proporcionando maior eficiência na distribuição dos fluxos de cargas.

A assinatura do protocolo representa a conclusão de um importante trabalho técnico desenvolvido ao longo dos últimos meses e reafirma o compromisso da Receita Federal com a modernização da administração aduaneira, a facilitação do comércio internacional e o fortalecimento da integração regional, por meio de soluções que conciliam eficiência logística, segurança e controle das operações realizadas na fronteira entre Brasil e Paraguai.

Acesse aqui o Protocolo Bilateral.

Governo de São Paulo investe R$ 39,6 milhões para readequar 174 rotatórias vazadas

Governo de São Paulo investe R$ 39,6 milhões para readequar 174 rotatórias vazadas

O Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP), vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), publicou edital para a readequação de 174 rotatórias vazadas em 73 rodovias estaduais não concedidas. O investimento previsto é de R$ 39,6 milhões, com intervenções distribuídas por 107 municípios paulistas. A expectativa é que as obras comecem ainda neste ano.

A iniciativa faz parte da estratégia do Governo de São Paulo para reforçar a segurança viária e reduzir acidentes em pontos considerados críticos da malha rodoviária. O projeto prevê a substituição das rotatórias vazadas por soluções mais seguras, como ilhas centrais físicas, retornos controlados e outros dispositivos de engenharia que eliminam cruzamentos diretos entre veículos.

Segundo o DER-SP, a medida busca aumentar a visibilidade dos condutores, organizar os fluxos de tráfego e diminuir o risco de colisões transversais e laterais, especialmente em trechos com maior movimento.

Rotatórias vazadas deixam de ser prioridade em novos projetos

Criadas para facilitar retornos e acessos em pontos estratégicos das rodovias, principalmente próximos a áreas urbanas, as rotatórias vazadas passaram a ser desaconselhadas em novos projetos por causa do histórico de acidentes e do crescimento do volume de tráfego.

De acordo com o Manual de Segurança Viária, lançado pelo DER-SP em 2023, a recomendação passou a ser a alteração da geometria dessas estruturas sempre que possível, priorizando soluções que reduzam pontos de conflito e ampliem a proteção aos usuários da rodovia.

As intervenções previstas incluem a implantação de ilhas centrais físicas, a canalização dos movimentos dos veículos, a melhoria da sinalização horizontal e vertical e a criação de retornos controlados.

Para o diretor de Engenharia do DER-SP, Thiago Moreira Ferreira, as rotatórias vazadas representam risco elevado justamente por não contarem com separação física entre as pistas opostas.

“As rotatórias vazadas são interseções em que não existe separação física entre as pistas opostas, permitindo o cruzamento direto. Com o aumento do tráfego e das velocidades médias, esse tipo de dispositivo passou a representar alto potencial de ocorrência de sinistros”, explicou.

Edital foi lançado em maio e propostas serão abertas em julho

O edital foi lançado no último dia 11 de maio. A abertura das propostas está prevista para julho, e parte das readequações deve ser entregue ainda neste ano.

As 174 rotatórias foram selecionadas após levantamento técnico baseado em indicadores como a Unidade Padrão de Severidade (UPS), que ajuda a identificar pontos com maior necessidade de intervenção. A escolha priorizou trechos com maior risco e histórico de acidentes.

Rodovias e municípios com mais intervenções

Entre as 73 rodovias contempladas, 11 concentram cinco ou mais rotatórias vazadas incluídas no programa:

  • SP-225, SP-322, SP-463 e SP-563: 8 cada
  • SP-249 e SP-425: 7 cada
  • SP-250 e SP-306: 6 cada
  • SP-381, SP-379 e SP-421: 5 cada

Os municípios com maior número de intervenções são:

  • Lins: 6
  • Pirassununga e Capela do Alto: 5 cada
  • Aguaí, Piracicaba, Capão Bonito, Pereira Barreto, Paulo de Faria e Santa Bárbara d’Oeste: 4 cada
Indústria de implementos deve ampliar investimentos em descarbonização neste ano, afirma presidente da Anfir

Indústria de implementos deve ampliar investimentos em descarbonização neste ano, afirma presidente da Anfir

Fabricantes devem ampliar aportes em pesquisa e desenvolvimento em ano de Fenatran, com foco em eficiência energética, digitalização e redução das emissões

A pressão pela descarbonização do transporte rodoviário está levando a indústria brasileira de implementos rodoviários a acelerar os investimentos em inovação. O movimento acompanha a evolução tecnológica dos caminhões, que avançam na eletrificação e no uso de combustíveis de menor emissão, ao mesmo tempo em que aumenta a demanda dos transportadores por implementos mais eficientes e alinhados às metas de sustentabilidade.

Segundo José Carlos Sprícigo, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), as empresas do setor destinam, em média, entre 1% e 2% da receita líquida para pesquisa e desenvolvimento. Em 2026, no entanto, esse percentual pode ser maior devido à preparação para a Fenatran, principal feira do setor na América Latina.

“Normalmente, a indústria investe entre 1% e 2% da receita líquida em inovação. Em anos de Fenatran, os investimentos costumam ser maiores para apresentar novidades ao mercado. Neste ano, eles podem ultrapassar 2% e chegar perto de 3%”, afirmou à reportagem da Agência Transporte Moderno durante o Fórum Transporte Sustentável realizado na última quarta-feira (1º), na fábrica da Scania, no ABC paulista.

Entre as principais frentes de desenvolvimento estão tecnologias voltadas tanto à redução das emissões dos veículos quanto à diminuição da pegada de carbono dos processos industriais.

De eixos elétricos à quinta roda inteligente

No campo dos produtos, Sprícigo destacou o desenvolvimento de eixos elétricos, sistemas de carregamento, quinta roda inteligente, soluções aerodinâmicas para reduzir o arrasto dos implementos e aplicações de nanotecnologia em materiais, permitindo a fabricação de componentes mais leves e eficientes.

Já nas fábricas, as empresas vêm ampliando investimentos em robotização, automação, digitalização e no uso de gêmeos digitais para tornar os processos produtivos mais eficientes e reduzir as emissões associadas à fabricação dos implementos.

“Também estamos trabalhando dentro das nossas indústrias para reduzir o efeito de carbono na produção. Há bastante coisa sendo desenvolvida nessa área”, disse. Segundo o presidente da Anfir, a necessidade de inovação acompanha uma tendência global impulsionada pelos fabricantes de caminhões.

“É um movimento global. Os caminhões já estão bem à frente nessa agenda, e os implementos precisam acompanhar essa evolução”, afirmou. Na avaliação de Sprícigo, a pressão pela descarbonização também parte dos próprios clientes, que passaram a exigir soluções sustentáveis em toda a composição do conjunto rodoviário.

“Os clientes cobram muito das montadoras porque precisam reduzir as emissões de carbono. A mesma cobrança chega aos fabricantes de implementos”, disse. De acordo com o executivo, essa demanda tem direcionado os investimentos da indústria em tecnologias capazes de melhorar a eficiência operacional dos equipamentos.

“Toda redução de arrasto aerodinâmico, a nanotecnologia e outras soluções vêm ao encontro das aspirações dos nossos clientes. Quem compra um caminhão movido a biometano também quer agregar um semirreboque que siga o mesmo conceito de sustentabilidade”, afirmou.

Sprícigo também destacou a importância de ampliar o debate sobre a descarbonização do transporte e a integração entre os diferentes elos da cadeia.

NTC&Logística recebe diretoria da Geotab e reforça agenda de inovação no Transporte Rodoviário de Cargas

NTC&Logística recebe diretoria da Geotab e reforça agenda de inovação no Transporte Rodoviário de Cargas

Reunião realizada na subsede da entidade, em São Paulo, debateu soluções para gestão inteligente de frotas, telemática, inteligência artificial e oportunidades de cooperação em prol da modernização do Transporte Rodoviário de Cargas

A NTC&Logística recebeu, na última quarta-feira (1º de julho), na sua subsede, em São Paulo, representantes da diretoria da Geotab para uma reunião institucional voltada ao fortalecimento do diálogo sobre inovação, tecnologia e transformação digital no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC).

Representando a Geotab Brasil, participaram do encontro o vice-presidente, Eduardo Canicoba; o gerente de Expansão de Mercado, Márcio Fugisava, e a gerente de Marketing Digital, Márcia Marques. Pela NTC&Logística, estiveram presentes o presidente, Eduardo Rebuzzi; o vice-presidente extraordinário de Inovação e Novos

Negócios, André de Simone; a assessora executiva da Presidência, Elisete Balarini, e o assessor de Comunicação e Imprensa, Rodrigo Bernardino.

Na oportunidade, o presidente Eduardo Rebuzzi expôs aos representantes da Geotab um panorama do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil, destacando a importância econômica e estratégica do setor para o desenvolvimento do país. Além disso, foram apresentados o Sistema Transporte e a estrutura organizacional da NTC&Logística, um movimento institucional que atua em defesa das empresas transportadoras, além dos principais projetos, comissões, eventos e iniciativas desenvolvidas pela entidade em âmbito nacional.

Durante o encontro, foram debatidas as principais tendências tecnológicas aplicadas à gestão de frotas, com destaque para o uso da telemática, da inteligência artificial e da análise de dados como ferramentas capazes de aumentar a eficiência operacional, reduzir custos, fortalecer a segurança viária e contribuir para operações cada vez mais sustentáveis. O encontro também reforçou o interesse das instituições em manter um diálogo permanente sobre inovação e transformação digital, aproximando o setor transportador de soluções que agreguem valor às operações das empresas.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, buscar maior integração com empresas que desenvolvem tecnologias voltadas ao transporte é fundamental para impulsionar a evolução do setor.

“A NTC&Logística tem buscado estreitar o relacionamento com empresas que desenvolvem soluções inovadoras para o Transporte Rodoviário de Cargas. Receber a diretoria da Geotab representa mais um passo nessa estratégia, ampliando o diálogo sobre tecnologia, inteligência de dados e gestão eficiente de frotas. Acreditamos que essa aproximação abrirá espaço para futuras iniciativas conjuntas, sempre com o objetivo de levar mais conhecimento, inovação e competitividade às empresas transportadoras e contribuir para o fortalecimento do nosso setor”, afirmou Rebuzzi.

A Geotab é uma das líderes globais em gestão de frotas, ativos e veículos conectados, videotelemetria e insights baseados em inteligência artificial. Presente em mais de 150 países e com a confiança de mais de 100.000 clientes, a empresa conecta aproximadamente 6 milhões de veículos e ativos conectados, e processa 100 bilhões de pontos de dados diariamente. Suas soluções utilizam inteligência artificial e análise avançada de dados para apoiar empresas na otimização operacional, aumento da produtividade, redução de custos, melhoria da segurança viária e promoção da sustentabilidade.

Presente no Brasil desde 2021, a Geotab considera o país um mercado estratégico para sua atuação na América Latina. Suas soluções permitem o monitoramento em tempo real dos veículos, análise do comportamento dos motoristas, controle do consumo de combustível, manutenção preventiva e preditiva, otimização de rotas e integração com diferentes sistemas de gestão, auxiliando empresas na tomada de decisões mais inteligentes e eficientes para suas operações.

A participação da Geotab no encontro integra o olhar da atual gestão da NTC&Logística para a inovação, a tecnologia e a construção de conexões estratégicas que contribuam para o desenvolvimento do setor. A iniciativa reforça o compromisso da entidade com as empresas transportadoras, com a cadeia produtiva do transporte de cargas e logística e com a busca contínua por soluções que promovam mais eficiência, segurança, competitividade e sustentabilidade para o Transporte Rodoviário de Cargas brasileiro.

Participe da segunda edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em Rio Grande (RS)

Participe da segunda edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em Rio Grande (RS)

A segunda edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística ocorrerá no Estado do Rio Grande do Sul, recepcionada pela Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul – FETRANSUL, pelo Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas do Extremo Sul – SETCESUL e pelo Núcleo da COMJOVEM de Porto Alegre, no dia 7 de julho, às 13h30, no SEST SENAT de Rio Grande.

Criado em 2004, o Seminário Itinerante tem o propósito de levar a NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística a diversas regiões do país, promovendo capacitação técnica e oportunidades de negócios para empresários e executivos do setor de transporte de cargas e logística.

A programação contará com temas relevantes para o setor e que impactam diretamente as atividades das empresas. A organização do evento também conta com o apoio da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas) da NTC&Logística.

Ratificando a missão da NTC&Logística de estar ao lado do transportador rodoviário de cargas, de Norte a Sul do Brasil, o Seminário Itinerante já percorreu diversos estados ao longo de mais de duas décadas.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, “a segunda edição do Seminário Itinerante de 2026 representa mais uma oportunidade de fortalecer o diálogo com empresários, executivos e lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas. Após uma excelente abertura da temporada em Pernambuco, chegamos ao Rio Grande do Sul, um estado com forte tradição no setor e grande relevância para a economia nacional. Nosso objetivo é seguir promovendo encontros que estimulem a troca de experiências, a atualização técnica e o fortalecimento do associativismo. Temos a convicção de que esta edição proporcionará importantes reflexões e contribuirá para o desenvolvimento das empresas e do Transporte Rodoviário de Cargas em toda a região”.

O evento será realizado presencialmente, no SEST SENAT de Rio Grande (RS), localizado na Rua das Galeras, 190 – Parque Marinha. A participação é aberta a todos os empresários da região, que contribuem para um Transporte Rodoviário de Cargas cada vez mais forte.

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Confira a programação preliminar 13h30 | Credenciamento

Abertura Oficial Participantes:

Francisco Carlos Gonçalves Cardoso, Presidente da FETRANSUL | Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul

Egon Bonow Rutz, Presidente do SETCESUL | Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas do Extremo Sul

Hudson Rabelo, Coordenador Nacional da COMJOVEM Ítalo Grativol, Vice-Coordenador Nacional da COMJOVEM Betina Kopper, Coordenadora da COMJOVEM Porto Alegre

Palestra: Apresentação NTC&Logística|COMJOVEM

Palestrante: Hudson Rabelo, Coordenador Nacional da COMJOVEM

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17h30 | ENCERRAMENTO

Realização

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  • FETRANSUL – Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul
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O acordo entre Mercosul e União Europeia abre uma nova fronteira às empresas brasileiras

O acordo entre Mercosul e União Europeia abre uma nova fronteira às empresas brasileiras

Abrir mercados só produzirá resultados duradouros se o país fortalecer a indústria, investir em inovação e colocar os pequenos negócios no centro da estratégia de desenvolvimento

O Brasil vive um momento decisivo para ampliar sua inserção na economia global. A entrada em vigor do Acordo Comercial Interino (ITA) entre Mercosul e União Europeia representa muito mais do que a redução de tarifas ou o aumento das exportações. Trata-se de uma oportunidade histórica para fortalecer a indústria nacional, ampliar mercados e consolidar um modelo de desenvolvimento baseado na inovação, na competitividade e na geração de emprego e renda.

Os números demonstram que já existe uma relação comercial consolidada. Em 2025, 8.769 empresas brasileiras exportaram, para a União Europeia, o equivalente a quase três em cada dez empresas exportadoras do país. Para aproveitar ainda mais todo esse potencial, o Conexões Produtivas – Oportunidades para a Indústria no Acordo Mercosul-União Europeia, iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e do Sebrae, percorrerá diferentes regiões do país para aproximar o setor

produtivo das oportunidades abertas pelo acordo comercial. Itajaí (SC) está nesse roteiro. E não é por acaso.

O empreendedorismo segue em ritmo acelerado em Santa Catarina. Dados do Observatório de Negócios do Sebrae/SC mostram que o Estado registrou a abertura de 94.332 pequenos negócios no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 14,8% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho coloca Santa Catarina acima da média nacional, que avançou 12,6% no período. Em comparação com 2024, o avanço é ainda mais expressivo, pois, em dois anos, o número de novos pequenos negócios no Estado cresceu 49,6%, evidenciando a força e a resiliência do ambiente empreendedor catarinense.

Em Itajaí, a geração de empregos pelos pequenos negócios teve um saldo estimado de 2.500 vagas no primeiro trimestre de 2026. São quase 62 mil pequenos negócios no município, que têm como estratégia o desenvolvimento sustentável de empreendimentos ligados ao mar e aos recursos hídricos, impulsionando inovação, competitividade e faturamento. Em Itajaí, o projeto Economia Azul, do Sebrae, está muito focado no setor naval e de defesa, no qual o município é referência nacional.

A criação do programa Conexões Produtivas aproxima empresários das novas possibilidades de negócios e representa um passo importante para que o Brasil amplie sua presença em um dos maiores mercados consumidores do mundo.

Para Santa Catarina, Estado com forte vocação industrial, agrícola e exportadora, o acordo representa perspectivas ainda mais promissoras. Setores como móveis, mel, café industrializado, alimentos processados e diversos segmentos da indústria de transformação terão acesso facilitado ao mercado europeu, ampliando investimentos e fortalecendo cadeias produtivas locais.

É justamente nesse ponto que as políticas públicas fazem toda a diferença.

O acordo foi negociado preservando importantes instrumentos de proteção aos interesses nacionais. Outro aspecto extremamente relevante é que o tratado reconhece formalmente as micro, pequenas e médias empresas como protagonistas do desenvolvimento econômico.

Pela primeira vez, um acordo comercial dessa dimensão dedica um capítulo específico às MPMEs, estabelecendo mecanismos para reduzir burocracias, ampliar a transparência, simplificar procedimentos aduaneiros e facilitar o acesso às informações necessárias para exportar.

O Brasil reúne condições únicas para competir globalmente. Temos uma indústria diversificada, um agronegócio altamente eficiente, capacidade empreendedora e milhões de pequenos negócios que movimentam nossa economia diariamente.

Mas a competitividade não nasce apenas do esforço individual dos empreendedores. Ela depende de investimentos públicos, políticas industriais consistentes, crédito, infraestrutura, inovação, educação profissional e instituições fortes capazes de apoiar quem produz.

O acordo entre Mercosul e União Europeia deve ser visto exatamente dessa forma: não como um ponto de chegada, mas como o início de uma nova etapa de desenvolvimento econômico.

Se aproveitarmos esse período de transição para modernizar nossas empresas, aumentar a produtividade e fortalecer os pequenos negócios, o Brasil chegará ainda mais preparado para disputar mercados internacionais, gerar empregos de qualidade e construir um crescimento econômico sustentável.

O futuro do comércio internacional pertence aos países que conseguem combinar abertura econômica com fortalecimento da produção nacional. O Brasil tem todas as condições para ocupar esse espaço. E nossos pequenos negócios serão protagonistas dessa nova fase.

Riscos Globais Portuários: Estudo identifica desafios que devem moldar os portos brasileiros até 2035

Riscos Globais Portuários: Estudo identifica desafios que devem moldar os portos brasileiros até 2035

Desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), projeto oferece subsídios para o planejamento estratégico e o fortalecimento da resiliência do setor portuário

Em um cenário marcado por mudanças climáticas, tensões geopolíticas, transformação digital e novas exigências do comércio internacional, antecipar riscos tornou-se uma condição essencial para garantir a competitividade dos portos. Com esse objetivo, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) aprovou o projeto “Riscos Globais Portuários”, estudo inédito que identifica os principais desafios capazes de impactar o setor portuário brasileiro até 2035 e oferece subsídios estratégicos para o planejamento de longo prazo.

Integrante da Agenda Ambiental e de Segurança Aquaviária para o biênio 2025-2026, o projeto foi desenvolvido no âmbito do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Agência e a Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Após ser encaminhado à ANTAQ, o estudo foi analisado pela Superintendência de ESG e Inovação (SESGI). A proposta, relatada pelo diretor Alber Vasconcelos, destaca a importância da antecipação de riscos para o setor: “Os portos brasileiros estão inseridos em um ambiente cada vez mais complexo e sujeito a mudanças rápidas. Antecipar riscos é uma condição essencial para fortalecer o planejamento, aumentar a resiliência do setor e garantir que a regulação acompanhe essa nova realidade”, afirma o diretor.

Mais do que mapear ameaças, o estudo consolida uma ferramenta de inteligência regulatória que permitirá orientar decisões de investimento, políticas públicas e estratégias de gestão de riscos, fortalecendo a capacidade de adaptação e de

resposta do setor portuário diante de um ambiente global cada vez mais complexo e dinâmico.

Inteligência para antecipar cenários

O levantamento adaptou à realidade brasileira a metodologia utilizada pelo Fórum Econômico Mundial em seu relatório anual de riscos globais. Para isso, reuniu revisão da literatura científica, análise de relatórios de sustentabilidade publicados por portos brasileiros e contribuições de 125 especialistas e gestores do setor portuário.

Como resultado, foram elaborados um Relatório Completo e um Relatório Executivo, documentos que passam a servir como referência para o desenvolvimento de políticas públicas, ações regulatórias e estratégias voltadas ao fortalecimento do sistema portuário nacional.

Os riscos que já preocupam o setor

O estudo identificou seis riscos classificados como críticos no curto prazo, todos com elevada percepção entre os especialistas consultados:

  • instabilidade política;
  • conflitos geoeconômicos;
  • excesso regulatório;
  • aumento da carga tributária;
  • interrupções em infraestruturas digitais críticas;
  • falhas nas cadeias globais de suprimentos.

Outro dado chama atenção: 73,7% dos riscos avaliados permanecem elevados tanto no curto quanto no longo prazo, demonstrando que a maior parte dos desafios enfrentados pelos portos brasileiros possui caráter estrutural e exigirá respostas permanentes: “Mais do que identificar riscos, este projeto oferece diretrizes para fortalecer a capacidade de adaptação do setor portuário. É um trabalho que transforma diagnóstico em planejamento e conhecimento em melhores decisões regulatórias”, afirma o diretor-relator Alber Vasconcelos.

Mudanças climáticas e transformação digital lideram tendências

Na dimensão ambiental, as mudanças climáticas aparecem como o principal risco para 2035. Eventos extremos, elevação do nível do mar, erosão costeira, escassez

de recursos naturais e os desafios da descarbonização do transporte marítimo tendem a influenciar diretamente a infraestrutura e as operações portuárias.

Já na dimensão tecnológica, o estudo aponta que a crescente digitalização dos portos amplia a necessidade de investimentos em segurança cibernética, proteção das infraestruturas críticas, integração entre sistemas digitais e operacionais, e qualificação de profissionais para acompanhar o avanço da automação e da inteligência artificial.

Na esfera econômica, fatores como instabilidade política, excesso regulatório, aumento de impostos e perda de competitividade internacional figuram entre os principais desafios para o setor. No cenário geopolítico, conflitos comerciais e alterações nas rotas globais de comércio podem modificar significativamente os fluxos logísticos mundiais.

Planejamento para um setor mais resiliente

Além do diagnóstico, o projeto apresenta recomendações voltadas ao fortalecimento da resiliência do sistema portuário brasileiro. Entre elas estão a implementação de estratégias integradas de adaptação climática e modernização digital; a criação de um sistema contínuo de monitoramento de riscos; o fortalecimento de parcerias com universidades e centros de pesquisa; o incentivo ao desenvolvimento de soluções inovadoras e a incorporação da gestão de riscos aos processos de planejamento estratégico das autoridades portuárias.

As recomendações também incluem mecanismos de financiamento para investimentos em infraestrutura resiliente e capacitação de recursos humanos, reconhecendo que a preparação para os desafios futuros dependerá da atuação coordenada entre poder público, autoridades portuárias, operadores, armadores e demais agentes da cadeia logística.

Os resultados do estudo passam a integrar a base técnica da ANTAQ para orientar a formulação de políticas regulatórias e poderão servir de referência ao Ministério de Portos e Aeroportos na elaboração de políticas públicas para o setor. No âmbito da Agência, os achados também poderão ser considerados na avaliação da pertinência de fatores relacionados às análises de reequilíbrio dos contratos, fortalecendo uma atuação regulatória cada vez mais baseada em evidências e contribuindo para a modernização do setor portuário diante dos desafios globais.

Rota do Sol recebe obras de contenção para reforçar a resiliência viária

Rota do Sol recebe obras de contenção para reforçar a resiliência viária

Execução de 11 intervenções incluem uso de perfuratrizes em trechos para perfurar rochas e estabilizar encostas e taludes

A segurança viária da Rota do Sol está sendo reforçada com a execução de obras de contenção destinadas à estabilização de encostas e taludes. Financiadas com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), as 11 intervenções em andamento na RSC-453 e na ERS-486 integram um conjunto de ações de recuperação da infraestrutura rodoviária da região, que somam investimentos de R$ 1 bilhão.

Esta matéria faz parte de uma série de conteúdos sobre investimentos de mais de R$ 3,1 bilhões do governo do Estado que estão tornando o Rio Grande do Sul um canteiro de obras em rodovias e pontes.

As obras têm como objetivo reduzir o risco de deslizamentos, especialmente nos trechos mais suscetíveis, aumentando a resiliência da rodovia diante de eventos meteorológicos extremos. Em todo o Rio Grande do Sul, o governo do Estado investe R$ 3,1 bilhões em 48 empreendimentos, entre recuperação de rodovias e implantação

de pontes, executados pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), vinculado à Secretaria de Logística e Transportes (Selt).

As intervenções foram definidas a partir de estudos geotécnicos e hidrológicos realizados após o evento meteorológico de 2024, quando deslizamentos bloquearam rodovias e isolaram comunidades. Ao longo dos mais de 150 quilômetros da Rota do Sol, abrangendo trechos da RSC-453 e da ERS-486, os serviços incluem corte e estabilização de taludes, perfuração de rochas e implantação de estruturas de contenção. As máquinas que operam no local – altamente tecnológicas – são perfuratrizes dotadas de manipulação telescópica. Ou seja, elas sobem e descem, mediante ajuste de altura, de acordo com a necessidade do movimento a ser executado para contemplar o serviço.

O titular da Selt, Clóvis Magalhães, destacou que a Rota do Sol é um dos principais corredores logísticos do Estado e sofreu impactos significativos durante as chuvas de 2024. “Tudo o que aconteceu nos mostrou onde precisamos intervir para garantir trafegabilidade e segurança durante eventos meteorológicos extremos. Estamos executando essas obras para que a população conte com uma infraestrutura mais segura, resiliente e preparada para enfrentar novos desafios.”

O diretor-geral do Daer, Luciano Faustino, explicou que as contenções combinam barreiras estruturais e sistemas de drenagem para estabilizar o solo, reduzir infiltrações e prevenir processos erosivos. “A região da Rota do Sol apresenta características geológicas que exigem soluções técnicas específicas. Por isso, o Daer acompanha e fiscaliza todas as etapas, desde os estudos preliminares e o desenvolvimento dos projetos até a execução das obras, assegurando que os serviços atendam aos padrões de segurança e qualidade.”