ATO NORMATIVO Nº 225, DE 30/06/2026

Art. 1º – Criar, no âmbito do Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE), o COMITÊ DE RECURSOS HUMANOS da NTC&Logística.

Art. 2° – O Comitê de Recursos Humanos será formado por empresas associadas à NTC&Logística e visa reunir profissionais atuantes na gestão de RH de empresas de Transporte Rodoviário de Cargas para promover um ambiente de troca de experiências, identificação de desafios setoriais e desenvolvimento de soluções práticas e inovadoras.

Diretoria da NTC&Logística debate pautas estratégicas para o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas

Diretoria da NTC&Logística debate pautas estratégicas para o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas

Reunião conjunta do Conselho Superior e da Diretoria abordou temas jurídicos, institucionais, financeiros, internacionais e de representatividade do setor

A NTC&Logística realizou, nesta terça-feira (30), reunião conjunta do Conselho Superior e da Diretoria, em formato híbrido, conduzida pelo presidente da entidade, Eduardo Rebuzzi. A abertura do encontro contou com a participação remota do presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, que cumprimentou a todos antes do início da pauta. Estiveram presentes membros do Conselho Superior, da Diretoria e da Diretoria-Executiva – o vice-presidente, Antonio Luiz Leite, e o diretor financeiro, José Maria Gomes –, bem como o conselheiro vitalício da NTC&Logística e vice-presidente de Transporte Rodoviário de Cargas da CNT, Flávio Benatti, assessores e representantes da entidade, para debater pautas estratégicas voltadas ao fortalecimento institucional e ao desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas.

Na pauta do Conselho Superior, Eduardo Rebuzzi conduziu a deliberação sobre os indicados à Medalha de Mérito do Transporte – NTC, edição 2026. A tradicional homenagem reconhece personalidades que contribuem significativamente para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. O evento acontecerá em Brasília, no dia 16 de setembro de 2026.

O diretor jurídico da NTC&Logística, Marcos Aurélio Ribeiro, apresentou as principais atualizações relacionadas à Medida Provisória nº 1.343, abordando os desdobramentos envolvendo o Piso Mínimo de Frete, o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e o Seguro RC-V, temas que seguem sendo acompanhados de forma permanente pela entidade.

Na sequência, a assessora executiva da presidência da NTC&Logística, Elisete Balarini, apresentou um panorama dos eventos promovidos pela entidade, destacando o andamento das ações e o planejamento das próximas iniciativas que integram o calendário institucional. Foram ressaltadas a programação do CONET&Intersindical, que acontecerá nos dias 27 e 28 de agosto em Ouro Preto, Minas Gerais, e a divulgação do local do Congresso NTC 2026 – 19º Encontro Nacional da COMJOVEM, que ocorrerá em Cesário Lange, interior de São Paulo, no Mavsa Resort, de 26 a 29 de novembro de 2026. 

O diretor financeiro da entidade, José Maria Gomes, apresentou aos dirigentes o fechamento financeiro referente ao mês de maio de 2026, compartilhando o desempenho das contas e o acompanhamento da gestão financeira da NTC&Logística.

O coordenador nacional da COMJOVEM, Hudson Rabelo, apresentou os resultados alcançados pelo movimento, destacando as metas gerais; as ações de comunicação; as reuniões de alinhamento realizadas nos Núcleos de São José do Rio Preto, Toledo, Cascavel e Passageiros; a integração de novos membros; as atividades do Conselho dos Ex-Coordenadores e Ex-Vice-Coordenadores, e a visita técnica do SINDIPESA. Também foram apresentados os preparativos para os próximos eventos com a participação da COMJOVEM, entre eles o Seminário Itinerante no Rio Grande do Sul e o CONET&Intersindical, que será realizado em Ouro Preto (MG).

O vice-presidente regional da NTC&Logística para o Estado de São Paulo, Carlos Panzan, presidente da FETCESP, compartilhou informações sobre o cenário envolvendo a utilização do biodiesel no transporte rodoviário de cargas. Também expôs uma atualização sobre a Medida Provisória relacionada ao Piso Mínimo de Frete, tema que segue em discussão e acompanhado pela entidade.

O relato do vice-presidente extraordinário de Relações Internacionais, Danilo Guedes, enfatizou a participação da NTC&Logística na Assembleia Geral da União International de Transportes Rodoviários (IRU), realizada em Genebra, e no 1º Encontro do TRIC (Transporte Rodoviário Internacional de Cargas) – 2026, além das tratativas para a participação da IRU na Fenatran, nos dias 11 e 12 de novembro.

Representando a área de Relações Institucionais, o vice-presidente extraordinário José Hélio Fernandes e a assessora Edmara Claudino expuseram atualizações sobre o andamento das principais articulações desenvolvidas pela NTC&Logística junto aos Poderes Executivo e Legislativo, reforçando o trabalho permanente da entidade na defesa dos interesses do Transporte Rodoviário de Cargas.

O assessor jurídico da NTC&Logística, Narciso Figueirôa Junior, atualizou os presentes quanto à tramitação da PEC 221/2019 e do Projeto de Lei nº 1.838/2026, que tratam da jornada de trabalho, e da PEC 22, que institui a Política Nacional de Apoio à Atividade de Transporte Rodoviário Profissional, exigindo que as rodovias ofereçam pontos de parada e descanso estruturados para motoristas e proibindo a penalização do condutor por descumprimento de pausas obrigatórias caso não haja estrutura adequada na via. O assessor ressaltou o acompanhamento permanente dessas matérias pela entidade, diante dos impactos diretos para o setor transportador.

Encerrando os relatos, o vice-presidente extraordinário de Segurança da NTC&Logística, Roberto Mira, acompanhado do delegado e especialista em Segurança, Waldomiro Milanesi, apresentou dados sobre o trabalho desenvolvido pela entidade na área de segurança pública e uma análise das ocorrências de roubo de cargas registradas no Brasil durante o primeiro semestre de 2026. Na oportunidade, também foi reforçada a realização do 3º Encontro Nacional de Segurança no TRC, que acontecerá no dia 6 de agosto, na subsede da NTC&Logística, em São Paulo.

Ao final da reunião, Eduardo Rebuzzi ratificou a importância do alinhamento permanente entre o Conselho Superior, a Diretoria e as áreas técnicas da NTC&Logística, destacando que o acompanhamento contínuo das pautas legislativas, institucionais e estratégicas fortalece a atuação da entidade na defesa dos interesses do Transporte Rodoviário de Cargas em todo o Brasil.

Fenatran 2026 reúne 100 novas marcas e amplia presença de expositores

Fenatran 2026 reúne 100 novas marcas e amplia presença de expositores

Estreantes diversificam a oferta de produtos e serviços do evento, que espera receber mais de 70 mil visitantes no São Paulo Expo

A 25ª edição da Fenatran retorna ao São Paulo Expo, entre os dias 9 e 13 de novembro, reunindo 700 marcas expositoras, sendo 100 delas estreantes. Considerada a principal plataforma de negócios para o transporte rodoviário de cargas e logística da América Latina, a Feira apresentará os principais lançamentos e inovações para toda a cadeia do setor.

O número de marcas representa um crescimento de 16,7% em relação à edição de 2024, que contou com 600 expositores. Organizada e promovida pela RX do Brasil, a expectativa é receber mais de 70 mil visitantes ao longo dos cinco dias de evento.

A chegada das novas empresas reforça, ainda mais, o papel da Fenatran como principal plataforma de geração de negócios do setor, além de refletir as transformações que vêm impulsionando o transporte rodoviário de cargas nos últimos anos, com uma maior demanda por conectividade, gestão de frotas, eficiência operacional e descarbonização. Para os participantes, representa acesso a uma oferta mais diversificada de produtos, tecnologias e serviços voltados à evolução do transporte e da logística.

“Os números da 25ª edição demonstram a confiança do mercado na Fenatran e sua capacidade de reunir os principais players da cadeia de transporte e logística. A presença de 100 novas marcas amplia a diversidade de empresas presentes e fortalece nosso compromisso de oferecer uma experiência cada vez mais relevante para expositores, visitantes e parceiros”, destaca Thiago Braga Ferreira, gerente executivo da Fenatran.

Novas montadoras apostam no mercado brasileiro

Entre as empresas estreantes na Fenatran 2026, a participação da JAC Caminhões marca um novo momento da companhia no Brasil, com a ampliação de sua atuação no segmento de veículos comerciais.

“A Fenatran é um dos mais importantes eventos do setor de transporte e logística do Brasil e faz parte da estratégia da JAC Caminhões para divulgação e crescimento da marca no mercado de caminhões do Brasil”, comenta Adriano Chiarini, head comercial e desenvolvimento de rede da JAC Caminhões. “Vamos mostrar o nosso portfólio de produtos diversificado e direcionado ao consumidor brasileiro”, complementa.

A BYD também escolheu a Fenatran para ampliar sua presença no segmento de veículos pesados no Brasil e fortalecer o relacionamento com clientes, parceiros, operadores, gestores de frota e lideranças do setor. Para Bruno Paiva, diretor de Vendas de Ônibus e Caminhões da BYD Brasil, a participação da empresa no evento reforça o compromisso de longo prazo da companhia com o país e com a evolução do setor de transporte.

“A BYD chega à Fenatran para participar de uma discussão essencial: como tornar o transporte brasileiro mais eficiente, tecnológico e sustentável. A eletrificação já é uma realidade em diferentes mercados do mundo, e o Brasil tem todas as condições para avançar nesse caminho, combinando produtividade, redução de emissões e menor custo operacional”, afirma.

Bosch retorna à Fenatran após sete anos

Com presença garantida entre os expositores da Fenatran em 2026, a Bosch retorna ao evento após sete anos de ausência – sua última participação foi em 2019. Segundo Gastón Diaz Perez, CEO e presidente da Bosch América Latina, o transporte comercial no país passa por um processo de evolução alavancado pela renovação de frotas e por iniciativas recentes, como o programa Move Brasil, que estimulam a modernização do setor.

“A participação da Bosch na Fenatran 2026 reflete o momento de transformação do setor. A expectativa é de avanço nos próximos anos, impulsionando demandas por eficiência energética, conectividade e soluções integradas. Nesse cenário, a Bosch planeja investir, em 2026, 1 bilhão de reais em digitalização, pesquisa, desenvolvimento e ampliação da capacidade produtiva na América Latina, incluindo o desenvolvimento de componentes e motores elétricos de propulsão para veículos comerciais”, explica.

Conteúdo e experiências

A 25ª edição da Fenatran contará com uma programação de conteúdo ampliada. Entre as novidades, destaque para o painel Frotas Conectadas, voltado à tecnologia aplicada à gestão de frotas. O encontro reunirá empresários, diretores e gestores, com foco em inovação no transporte de veículos comerciais leves e pesados.

A agenda inclui ainda a Rota Fenatran, o Fórum Transporte Sustentável, o Seminário da NTC e o Fórum de Mulheres no Transporte e Logística, uma iniciativa voltada a promover a inclusão e acelerar a chegada de mulheres aos cargos de liderança, que tem o apoio do SETCESP.

Motoristas devem redobrar atenção com interdições e pare e siga em cinco rodovias do Triângulo Mineiro

Motoristas devem redobrar atenção com interdições e pare e siga em cinco rodovias do Triângulo Mineiro

Interdições parciais por manutenção asfáltica reduzem velocidade para 40 km/h na BR-365, BR-452 e outras rodovias importantes da região

Motoristas que trafegam pelas rodovias do Triângulo Mineiro precisam ter paciência redobrada nos próximos dias. A concessionária EPR Triângulo iniciou uma nova etapa de manutenção viária em diversos corredores logísticos importantes. Como resultado direto dessa operação, o fluxo de veículos enfrentará pontos de lentidão devido a interdições parciais e à implementação temporária do sistema pare e siga. As intervenções atingem pelo menos cinco vias fundamentais para a integração da região.

Os trabalhos de recuperação asfáltica e melhoria de infraestrutura se concentram em locais estratégicos que ligam polos produtivos. De acordo com a concessionária, o cronograma intensivo de melhorias viárias visa garantir asfalto de qualidade e evitar acidentes graves a longo prazo. No entanto, enquanto as máquinas estiverem na pista, a velocidade máxima permitida nesses trechos cai drasticamente para 40 km/h. Por essa razão, a atenção deve ser constante.

Lista das rodovias afetadas pelas obras nesta semana

Para ajudar no planejamento da sua viagem, listamos abaixo as rodovias que passam por intervenções e exigem atenção redobrada:

  • BR-365: recebe reparos localizados no pavimento asfáltico em pontos próximos a Monte Carmelo e Romaria.
  • BR-452: conta com aplicação de microrrevestimento e correção de ondulações na pista perto de Nova Ponte e Santa Juliana.
  • LMG-782: apresenta movimentação de operários para trabalhos de conservação e limpeza de acostamento.
  • LMG-798: registra estreitamento de pista devido aos serviços de sinalização horizontal e vertical.
  • MG-190: passa por operações de tapa-buracos e correções estruturais em pontos específicos do pavimento.

Trechos interditados e horários de operação nas pistas

As atividades diárias de manutenção asfáltica acontecem sempre das 8h às 17 horas, desde que as condições meteorológicas permaneçam favoráveis. Se chover de forma intensa, os serviços poderão ser reprogramados para datas futuras. Como as BRs e rodovias estaduais registram fluxo intenso, as equipes de engenharia de tráfego recomendam manter uma distância segura em relação ao carro da frente. Esse cuidado simples previne colisões traseiras causadas por paradas repentinas.

Além disso, a concessionária disponibiliza canais de atendimento e telefones de emergência para motoristas que necessitarem de suporte mecânico ou informações atualizadas sobre o andamento dos bloqueios. Recomenda-se planejar a viagem com antecedência para evitar atrasos indesejados nos trajetos cotidianos.

Nova estratégia logística do Brasil reforça posição do Ceará entre os grandes corredores de investimentos

Nova estratégia logística do Brasil reforça posição do Ceará entre os grandes corredores de investimentos

A infraestrutura voltou ao centro da estratégia de crescimento do Brasil. Em meio ao esforço para ampliar a competitividade da economia e atrair investimentos privados, a Infra S.A. amplia sua atuação na estruturação de projetos de rodovias, ferrovias e portos, consolidando uma agenda voltada à modernização da logística nacional. O movimento, destacado pelo NeoFeed, reforça um ambiente favorável para estados que já concentram ativos estratégicos – entre eles, o Ceará.

A nova diretriz parte da avaliação de que a eficiência logística será determinante para reduzir custos de transporte, ampliar a competitividade das empresas e fortalecer o comércio exterior brasileiro. Nesse cenário, a estruturação de novos projetos e concessões ganha papel estratégico para acelerar investimentos e integrar diferentes modais de transporte.

O Ceará chega a esse novo ciclo em posição privilegiada. O avanço da Transnordestina, a expansão do Complexo do Pecém, a consolidação da ZPE Ceará e os projetos ligados ao Hub de Hidrogênio Verde formam um ecossistema capaz de atrair novos empreendimentos industriais e ampliar a presença do Estado nas cadeias globais de produção e exportação.

Com 1.206 quilômetros de extensão, a Transnordestina é a maior obra linear em execução no Brasil. A ferrovia já ultrapassa 80% de execução em sua primeira fase e deverá ligar Eliseu Martins, no Piauí, ao Porto do Pecém, criando um corredor logístico estratégico para o transporte de grãos, fertilizantes, combustíveis, cimento e minério. A expectativa é reduzir custos logísticos, ampliar a competitividade da produção nordestina e fortalecer a integração entre o interior e os mercados internacionais.

Nesse ecossistema, empresas cearenses também assumem protagonismo. A Marquise Infraestrutura participa da execução de importantes trechos da Transnordestina e da implantação da ligação ferroviária entre a ferrovia e o futuro Terminal de Uso Privado (TUP) Nelog, no Complexo do Pecém. A conexão permitirá integrar diretamente a malha ferroviária ao porto, ampliando a eficiência operacional e criando uma nova plataforma para o escoamento da produção regional.

Mais do que ampliar a capacidade de transporte, a nova agenda logística reposiciona o Ceará como uma plataforma estratégica para investimentos industriais, comércio exterior, energia e inovação. Em um ambiente em que a eficiência da infraestrutura influencia cada vez mais as decisões de investidores, a combinação entre Porto do Pecém, Transnordestina, ZPE Ceará e grandes projetos de energia limpa fortalece o protagonismo do Estado e amplia sua relevância no mapa dos investimentos brasileiros.

O resultado vai além da modernização da logística. Ao conectar infraestrutura, indústria e comércio exterior, o Ceará consolida uma vantagem competitiva construída ao longo dos últimos anos e se posiciona para capturar parte importante do próximo ciclo de desenvolvimento do país.

Como a Inteligência Artificial vem transformando o setor de logística

Como a Inteligência Artificial vem transformando o setor de logística

Tecnologia impulsiona eficiência operacional, reduz custos e amplia a capacidade de previsão em toda a cadeia de suprimentos

A transformação digital tem remodelado diversos segmentos da economia, mas poucos setores têm sentido de forma tão intensa os impactos da Inteligência Artificial (IA) quanto a logística. Em um cenário marcado pela crescente demanda por agilidade, rastreabilidade e redução de custos, a tecnologia surge como uma aliada estratégica para empresas que buscam maior competitividade e eficiência operacional.

A aplicação da IA na logística vai muito além da automação de tarefas. Hoje, algoritmos avançados são capazes de analisar grandes volumes de dados em tempo real, identificar padrões de comportamento, prever demandas futuras e otimizar decisões que antes dependiam exclusivamente da intervenção humana.

Um dos principais avanços está no planejamento de rotas. Sistemas inteligentes conseguem considerar variáveis como trânsito, condições climáticas, restrições de circulação e histórico de entregas para definir os trajetos mais eficientes. O resultado é a redução do tempo de transporte, economia de combustível e diminuição das emissões de carbono.

Outro benefício significativo está na gestão de estoques. Com o uso de modelos preditivos, empresas conseguem antecipar oscilações na demanda e ajustar seus níveis de armazenamento com maior precisão. Isso reduz desperdícios, evita rupturas e melhora o atendimento ao cliente.

Nos centros de distribuição, a Inteligência Artificial também vem revolucionando processos. Ferramentas baseadas em visão computacional e aprendizado de máquina auxiliam na separação de pedidos, controle de inventário e monitoramento de operações. Em muitos casos, essas soluções trabalham em conjunto com robôs autônomos, aumentando a produtividade e reduzindo erros operacionais.

A manutenção preditiva é outra aplicação que ganha destaque. Sensores instalados em veículos e equipamentos coletam dados continuamente, permitindo que sistemas de IA identifiquem sinais de desgaste ou falhas iminentes antes que elas ocorram. Dessa forma, as empresas conseguem evitar paradas inesperadas, reduzir custos de manutenção e aumentar a disponibilidade dos ativos.

Além dos ganhos operacionais, a tecnologia também contribui para uma experiência mais satisfatória para o consumidor. Acompanhamento em tempo real das entregas, previsões mais precisas de chegada e comunicação automatizada são recursos cada vez mais presentes graças ao uso de soluções inteligentes.

Segundo especialistas, a tendência é que a adoção da Inteligência Artificial na logística continue acelerando nos próximos anos. O crescimento do comércio eletrônico, a expansão das cadeias globais de suprimentos e a necessidade de operações mais sustentáveis devem impulsionar novos investimentos em inovação.

Embora desafios relacionados à integração de sistemas, segurança de dados e qualificação profissional ainda existam, os benefícios já demonstram que a IA deixou de ser uma promessa futura para se tornar uma realidade presente no setor logístico.

Empresas que conseguem incorporar essas tecnologias de forma estratégica estão construindo operações mais eficientes, resilientes e preparadas para responder às demandas de um mercado cada vez mais dinâmico. Nesse contexto, a Inteligência Artificial se consolida como um dos principais motores da transformação logística global.

Safra recorde de grãos pressiona logística no Brasil e expõe gargalos de armazenagem e transporte

Safra recorde de grãos pressiona logística no Brasil e expõe gargalos de armazenagem e transporte

O Brasil caminha para uma safra histórica em 2025/26, com produção estimada em 356,3 milhões de toneladas de grãos e 82,2 milhões de hectares plantados, segundo o 6º Levantamento da Conab. O resultado reforça a posição do país entre os maiores produtores globais, mas também amplia a pressão sobre a infraestrutura logística nacional.

Com o agronegócio respondendo por cerca de um quarto do PIB brasileiro, o desafio deixou de ser apenas produtivo e passou a ser estrutural: escoar volumes recordes com eficiência, previsibilidade e custos competitivos.

Nesse contexto, o novo relatório “Retrato da Logística de Grãos do Brasil em 2026”, da nstech, destaca gargalos persistentes em armazenagem, transporte e integração modal, além de apontar a tecnologia como eixo central de competitividade do setor.

Reequilíbrio da matriz de transportes avança, mas rodovias seguem dominantes

Estudos do ESALQ-LOG indicavam que, em 2023, o modal rodoviário respondia por 69% do escoamento da soja, seguido por ferrovias (22%) e hidrovias (9%).

Projeções recentes baseadas em dados da ANTT e do Ministério dos Transportes indicam uma leve mudança até 2025, com avanço das ferrovias para 25%, manutenção das hidrovias em 9% e recuo das rodovias para 66%.

Apesar da evolução, a dependência do transporte rodoviário ainda é considerada um fator de ineficiência estrutural.

“Mesmo com avanço da intermodalidade, ainda há um excedente estimado de 70 mil caminhões em rotas de longa distância. A digitalização e a agenda ESG deixaram de ser diferenciais e passaram a ser exigências comerciais”, afirma Thiago Cardoso, diretor de agronegócio da nstech.

Nova dinâmica logística: valor agregado muda o perfil do transporte

A transformação do agronegócio brasileiro também passa pelo aumento da produção de coprodutos e itens de maior valor agregado.

A produção de DDG/DDGS deve atingir 4,9 milhões de toneladas na safra 2025/26, com potencial de chegar a 11 milhões até 2030. Em paralelo, o esmagamento interno de soja deve alcançar 60,9 milhões de toneladas em 2026, impulsionado pela demanda do biodiesel.

Esses produtos exigem maior controle logístico, rastreabilidade por lote e maior uso de contêineres, reduzindo a predominância do transporte a granel e elevando a complexidade operacional dos terminais.

Ao mesmo tempo, o Brasil deve atingir um recorde na importação de fertilizantes, com 45,5 milhões de toneladas em 2025, ampliando o fluxo reverso da logística agrícola.

Frete de retorno ganha força e reduz custos logísticos

Para mitigar o impacto do transporte, que pode representar até 20% do custo de produção, o setor consolidou o modelo de “frete de retorno”, no qual caminhões que levam grãos aos portos retornam carregados com insumos agrícolas.

Um dos principais avanços recentes ocorre no Corredor do Porto do Itaqui, que passou a integrar operações portuárias à malha ferroviária nacional, facilitando o fluxo de fertilizantes para regiões produtoras como Mato Grosso.

Arco Norte se consolida, mas frete rodoviário atinge picos históricos

O chamado Arco Norte segue em expansão e já responde por 36,2% das exportações de soja e 39,3% de milho, segundo a Conab. Portos como Santarém e São Luís têm papel estratégico nesse movimento.

Apesar disso, a combinação de supersafra e regulação dos pisos mínimos de frete pela ANTT provocou forte volatilidade nos preços do transporte.

No corredor Rio Verde (GO)–Santos (SP), o frete rodoviário chegou a R$ 310,5 por tonelada no pico da colheita da soja 2025/26, enquanto o modal ferroviário operou em torno de R$ 205/t, evidenciando vantagem de cerca de 28% em custo.

Déficit de armazenagem segue como principal gargalo estrutural

A limitação da capacidade estática de armazenagem continua sendo um dos principais entraves do agronegócio brasileiro.

O país apresenta déficit estimado de 132 milhões de toneladas em capacidade de estocagem, concentrado principalmente no Centro-Oeste. Enquanto os Estados Unidos conseguem armazenar até 150% de sua produção, o Brasil opera com cerca de 50%, sendo apenas 17% dentro das propriedades rurais.

Na prática, isso força o escoamento imediato durante a colheita, elevando a demanda por transporte justamente no período de fretes mais altos.

Sustentabilidade e rastreabilidade ganham papel obrigatório no comércio global

A agenda ambiental também se consolida como fator determinante na competitividade do agronegócio brasileiro.

Regulamentos como o EUDR (Regulamento da União Europeia contra o Desmatamento) elevam o nível de exigência para rastreabilidade e georreferenciamento de grãos, tornando a conformidade ambiental um requisito comercial obrigatório.

Além disso, o relatório aponta que o transporte rodoviário emite, em média, cerca de sete vezes mais CO₂ por tonelada-quilômetro do que a ferrovia e até dez vezes mais do que o modal hidroviário.

Digitalização se consolida como solução imediata para eficiência logística

Diante dos gargalos estruturais, a digitalização da cadeia logística surge como alternativa mais imediata para ganhos de eficiência.

Segundo a nstech, o uso de plataformas integradas de gestão de transporte permite maior visibilidade, controle operacional e otimização de rotas.

“A inteligência de dados deixou de ser diferencial competitivo e passou a ser condição operacional: quem não mede, não orquestra. E quem não orquestra, paga mais caro para movimentar a mesma carga”, destaca o executivo.

A adoção de sistemas integrados de supply chain e ferramentas de rastreabilidade ponta a ponta é apontada como essencial para reduzir custos e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no cenário global.

Artigo: STF libera a retomada dos processos sobre pejotização nas instâncias ordinárias, mas o julgamento de mérito ainda está pendente

Artigo: STF libera a retomada dos processos sobre pejotização nas instâncias ordinárias, mas o julgamento de mérito ainda está pendente

Por Narciso Figueirôa Junior – Assessor Jurídico da NTC&Logística

A discussão acerca da licitude da contratação de trabalhadores autônomos ou de pessoas jurídicas para prestação de serviços – prática comumente denominada “pejotização” – continua sendo um dos temas mais relevantes e controvertidos do Direito do Trabalho contemporâneo.

Nos últimos anos, a matéria tem sido marcada por uma aparente tensão entre a jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal (STF), que vem reconhecendo a constitucionalidade de diversas formas alternativas de organização produtiva e contratação de serviços, e parte da jurisprudência da Justiça do Trabalho, que frequentemente identifica fraude à legislação trabalhista e reconhece vínculos de emprego em determinadas situações concretas.

O QUE ESTÁ SENDO DISCUTIDO NO STF?

A controvérsia atualmente está submetida ao julgamento do Supremo Tribunal Federal no âmbito do ARE nº 1.532.603, ao qual foi atribuída repercussão geral sobre o Tema nº 1.389. O processo teve origem em demanda envolvendo um corretor de seguros e uma seguradora, na qual o Tribunal Superior do Trabalho (TST) afastou o reconhecimento do vínculo de emprego e considerou válida a contratação mediante contrato de franquia. Entretanto, o STF entendeu que a discussão possui relevância jurídica, econômica e social suficiente para que a matéria seja analisada sob a sistemática da repercussão geral.

O Tema 1.389 não se limita ao exame de contratos de franquia. O STF analisará, de forma abrangente: a) a licitude da contratação de trabalhadores autônomos ou de pessoas jurídicas para prestação de serviços; b) a competência da Justiça do Trabalho para apreciar alegações de fraude em contratos civis ou comerciais; c) a distribuição do ônus da prova em processos que discutem a existência de fraude na contratação.

A tese a ser fixada pelo Supremo terá caráter vinculante e deverá ser observada por todos os órgãos do Poder Judiciário.

A SUSPENSÃO NACIONAL DOS PROCESSOS

Em abril de 2025, o Ministro Gilmar Mendes, relator do processo, determinou a suspensão nacional de todas as ações que discutiam a licitude da contratação de trabalhadores autônomos ou de pessoas jurídicas para prestação de serviços. A medida alcançou processos em todas as fases processuais e em todos os graus de jurisdição.

Na ocasião, o relator destacou a multiplicação de demandas sobre o tema e o significativo número de reclamações constitucionais e recursos dirigidos ao STF em razão de decisões da Justiça do Trabalho que, segundo sua compreensão, nem sempre observavam a jurisprudência consolidada da Corte acerca da liberdade de organização produtiva e das formas alternativas de contratação.

A suspensão buscava, portanto, preservar a segurança jurídica e permitir que o Supremo fixasse uma orientação uniforme para todos os tribunais do país.

A RECENTE DECISÃO DO MINISTRO GILMAR MENDES

Recentemente, contudo, o Ministro Gilmar Mendes reviu parcialmente a medida anteriormente adotada.

Segundo o relator, a suspensão integral dos processos produziu um expressivo represamento da prestação jurisdicional, impedindo a produção de provas, retardando a solução das controvérsias e afetando inclusive demandas que, embora relacionadas ao tema, dependem de ampla instrução probatória.

Em razão disso, foi determinado o levantamento parcial da suspensão, permitindo que os processos voltem a tramitar normalmente perante as Varas do Trabalho e os Tribunais Regionais do Trabalho.

Assim, ficam novamente autorizados a produção de provas; a realização de audiências; a instrução processual e o julgamento das ações nas instâncias ordinárias.

Todavia, a controvérsia não foi definitivamente solucionada.

Conforme consignado pelo próprio relator, após o julgamento pelos Tribunais Regionais do Trabalho, os processos permanecerão sobrestados até que o Supremo Tribunal Federal conclua o julgamento do Tema 1.389 e fixe a tese de repercussão geral.

O CENÁRIO ATUAL DE INSEGURANÇA JURÍDICA

A decisão do Ministro Gilmar Mendes elimina o represamento processual, mas não afasta a insegurança jurídica ainda existente.

Enquanto o STF não profere decisão definitiva sobre o mérito da controvérsia, continuarão sendo proferidas sentenças e acórdãos pelos órgãos da Justiça do Trabalho, muitas vezes adotando interpretações distintas acerca da licitude ou não de determinadas formas de contratação.

Nesse contexto, poderão coexistir decisões reconhecendo a validade da contratação autônoma ou empresarial e outras reconhecendo vínculos empregatícios em situações semelhantes.

Por essa razão, o julgamento definitivo do Tema 1.389 é aguardado com enorme expectativa pelos setores econômicos e pelas entidades empresariais, especialmente naquelas atividades em que historicamente são utilizadas formas alternativas de organização produtiva e prestação de serviços.

REFLEXOS PARA O SETOR DE TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS

O tema possui particular relevância para o transporte rodoviário de cargas.

O setor opera tradicionalmente com diferentes modalidades de contratação, dentre elas a prestação de serviços por transportadores autônomos e empresas de transporte contratadas, coexistindo relações de natureza civil, comercial e trabalhista.

Embora a controvérsia relativa à chamada “pejotização” não se confunda com os regimes jurídicos próprios do transporte rodoviário de cargas, especialmente aqueles disciplinados pela Lei nº 11.442/2007, é inegável que o futuro posicionamento do STF poderá influenciar a forma como a Justiça do Trabalho examina alegações de fraude e de reconhecimento de vínculo empregatício em determinadas modalidades de contratação.

Por essa razão, as empresas do setor devem acompanhar atentamente a evolução do Tema 1.389, mantendo especial atenção à estruturação documental das contratações, à autonomia efetivamente existente nas relações negociais e à produção de provas nas ações atualmente em tramitação.

CONCLUSÃO

A recente decisão do Ministro Gilmar Mendes não representa o julgamento da constitucionalidade da denominada “pejotização”. O Supremo Tribunal Federal ainda não definiu a tese de mérito no Tema nº 1.389.

O que houve foi apenas o levantamento parcial da suspensão nacional dos processos, permitindo que as ações voltem a tramitar e sejam julgadas nas instâncias ordinárias, de forma a evitar o significativo represamento da prestação jurisdicional.

A palavra final, contudo, ainda será dada pelo Supremo Tribunal Federal, cuja futura decisão deverá estabelecer parâmetros definitivos acerca da licitude das contratações autônomas e empresariais e dos limites de atuação da Justiça do Trabalho na apreciação de alegadas fraudes nas relações de prestação de serviços.

Mais Motoristas: SEST SENAT abre inscrições para mulheres realizarem mudança gratuita de CNH

Mais Motoristas: SEST SENAT abre inscrições para mulheres realizarem mudança gratuita de CNH

Primeira etapa do edital 2026 é exclusiva para mulheres interessadas em obter habilitação nas categorias C, D ou E e ingressar no transporte profissional

O SEST SENAT abriu, nesta quarta-feira (24), as inscrições para mulheres interessadas em participar da edição 2026 do programa Mais Motoristas. Nesta primeira etapa, o acesso é exclusivo ao público feminino e integra o novo edital da iniciativa, que promove a formação gratuita de motoristas profissionais em todo o país.

O programa custeia integralmente o processo de mudança da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) para as categorias C, D ou E, ampliando as oportunidades de inserção e crescimento profissional no setor de transporte. A ação busca contribuir para a redução da escassez de mão de obra qualificada, um dos principais desafios enfrentados pelas empresas transportadoras.

A gratuidade contempla exames médicos, avaliação psicológica, exame toxicológico, curso de prática veicular e aluguel de veículo em CFC (Centro de Formação de Condutores). Após essa etapa, as participantes deverão concluir a capacitação profissional oferecida pela Escola de Motoristas Profissionais do SEST SENAT ou por cursos homologados pela instituição.

Para a diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, a iniciativa contribui para ampliar a participação feminina no transporte e fortalecer o setor.

“Além de favorecermos um setor mais diverso, ampliamos o número de motoristas profissionais e colaboramos para a geração de emprego e renda, o que, por sua vez, fortalece o setor e o desenvolvimento do país”, afirma.

As inscrições para mulheres ficam abertas até 28 de junho e devem ser realizadas exclusivamente pela internet. Após esse período, haverá novas etapas destinadas a inscritos no CadÚnico e ao público em geral.

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Sobre o programa

Criado em 2023, o programa Mais Motoristas já qualificou milhares de profissionais para atuar no transporte. Em sua primeira edição, registrou mais de 55 mil inscritos em todo o país, evidenciando a elevada demanda por formação profissional no setor.

O transporte é um dos principais motores da economia brasileira e depende da formação contínua de profissionais qualificados para garantir eficiência, segurança e competitividade às operações.

Banco Scania movimenta R$ 923 milhões com Move Brasil 2 em três semanas

Banco Scania movimenta R$ 923 milhões com Move Brasil 2 em três semanas

Com 943 operações protocoladas, instituição afirma que programa evitou queda ainda maior do mercado de caminhões e ampliou acesso ao crédito

O Move Brasil 2 já provocou uma forte aceleração na operação de serviços financeiros da Scania no Brasil. Em apenas três semanas desde a disponibilização das novas condições do programa, a Scania Serviços Financeiros protocolou 943 operações, somando R$ 923 milhões em financiamentos – praticamente o mesmo volume alcançado durante todo o Move Brasil 1, quando a instituição movimentou cerca de R$ 1 bilhão ao longo de três meses.

O volume envolve 955 caminhões, 86 implementos e 33 ônibus, categoria incorporada ao programa em sua segunda fase. Segundo Oscar Jaern, presidente da Scania Serviços Financeiros Brasil, o ritmo de procura superou o registrado na primeira edição do programa.

“Quando lançamos o Move 1, tivemos um aumento de aproximadamente 60% nas solicitações de propostas. Agora, no Move 2, tivemos uma alta de 100%. O interesse dos clientes realmente é muito grande”, afirmou.

O avanço do programa também alterou o perfil da carteira de financiamentos da instituição. Antes, o CDC próprio representava a maior parte das operações. Com o Move Brasil, cerca de 80% dos novos contratos passaram a ser realizados por meio das linhas do BNDES.

Varejo lidera a demanda

Embora o programa tenha sido criado para estimular a renovação da frota nacional, a maior parte da demanda da Scania vem dos pequenos e médios transportadores. Segundo a empresa, 75% das operações realizadas no Move Brasil 2 correspondem à aquisição de apenas um caminhão.

De acordo com Fábio José D’Angelo, diretor comercial do Banco Scania, cerca de 80% a 85% das análises de crédito da instituição já são historicamente destinadas ao mercado de varejo. “O Move potencializou uma decisão que muitos clientes vinham adiando por conta dos juros elevados. Muitos transportadores estavam esperando uma condição financeira mais adequada para investir”, afirmou.

A limitação de R$ 50 milhões por CPF ou CNPJ estabelecida pelo programa também contribuiu para ampliar o acesso aos recursos, evitando, teoricamente, a concentração dos financiamentos em grandes grupos econômicos.

Mais do que impulsionar vendas

Para a Scania, apesar de a indústria de caminhões também ser beneficiada pelo aumento da demanda, o principal impacto do programa está na capacidade de acelerar a renovação da frota brasileira. “O grande beneficiado é o transportador e, eu diria, a sociedade como um todo. Com a renovação da frota, colocamos veículos mais modernos em circulação, com ganhos em sustentabilidade e segurança”, afirmou Jaern.

A companhia destaca que os veículos financiados pelo programa precisam atender ao padrão Euro 6, tecnologia que reduz emissões de poluentes e incorpora sistemas avançados de segurança e assistência à condução.

Disputa entre marcas permanece inalterada

Embora tenha provocado uma reação nas vendas de caminhões, o Move Brasil não alterou de forma significativa o equilíbrio competitivo entre as montadoras. Na avaliação da Scania, o programa influencia o volume total do mercado, mas não é o único fator capaz de determinar ganhos de participação.

Segundo dados da Fenabrave, o segmento de caminhões vinha apresentando retração em 2026 em meio ao elevado custo do crédito. Para Jaern, ainda é cedo para atribuir mudanças de market share ao efeito do programa, já que fatores como disponibilidade de produção, estratégia comercial e posicionamento de preços também influenciam o desempenho das fabricantes. A montadora continua com share inferior a 11%.

“O financiamento ajuda, mas não é a única coisa que faz a diferença. Isso também depende de disponibilidade de produção, preço e para onde você direciona o produto”, afirmou. Ainda assim, o executivo reconhece que o Move teve papel importante para evitar uma queda ainda maior no setor. Na avaliação da companhia, sem o programa, o mercado de caminhões poderia estar entre 25% e 30% abaixo dos níveis atuais.

Consórcio perde espaço

O forte apelo das condições subsidiadas do Move Brasil também alterou, temporariamente, o comportamento dos clientes em outras modalidades de aquisição. Segundo os executivos da Scania, parte dos transportadores que normalmente recorreriam ao consórcio antecipou decisões para aproveitar as condições do programa.

Ainda assim, a empresa avalia que o movimento é pontual. Nos últimos dois a três anos, o consórcio vinha registrando crescimento impulsionado pelo cenário de juros elevados, tornando-se uma alternativa para empresas que planejam a renovação da frota no médio e longo prazo.

Atualmente, a Scania administra aproximadamente R$ 15 bilhões em recursos de consórcio, volume semelhante à carteira de financiamentos do Banco Scania. “O consórcio é uma ferramenta estratégica de planejamento do negócio. Ele não substitui o financiamento tradicional, que atende o cliente que precisa do caminhão imediatamente”, afirmou Jaern.

Crédito verde e demais linhas: alternativas financeiras

Com o fim dos recursos do Move Brasil, o Banco Scania continuará oferecendo outras modalidades de crédito, como o CDC tradicional, o CDC Verde e o Finame convencional. O CDC Verde, destinado a incentivar tecnologias mais sustentáveis, como caminhões a gás, opera atualmente com taxa próxima de 1,07% ao mês, inferior ao CDC convencional, que gira em torno de 1,40% ao mês. O custo financeiro é semelhante ao praticado pelo Move Brasil, que está próximo de 1,05% ao mês.

Segundo a Scania, o objetivo não é competir com o programa governamental, mas oferecer ao cliente a modalidade mais adequada ao seu perfil e momento de investimento.

Após o Move, setor volta a olhar para os juros

Apesar da importância do programa, a Scania não trabalha com a expectativa de uma terceira rodada do Move Brasil. Para a empresa, uma recuperação estrutural do mercado dependerá principalmente da redução do custo do crédito.

Segundo os executivos, a atividade dos transportadores permanece em patamares saudáveis, com boa utilização da frota e demanda consistente por transporte. O principal desafio continua sendo o impacto dos juros elevados sobre o fluxo de caixa das empresas. “É melhor torcer para a Selic baixar”, resumiu Jaern.

Reciclagem ainda não avança

Embora o Move Brasil contemple uma modalidade específica de desmantelamento de veículos antigos, a Scania não registrou operações nessa categoria. Para Jaern, isso não significa que não exista renovação da frota, já que o caminhão substituído continua sua trajetória no mercado de usados até, gradualmente, substituir veículos mais antigos em outras etapas da cadeia.

O executivo, no entanto, defende a criação de políticas permanentes de renovação da frota brasileira, com foco em segurança, eficiência operacional e redução de emissões.

Ativa Logística dobra capacidade em Ribeirão Preto e consolida centro de distribuição estratégico para os setores de Saúde, Beleza e Bem-estar

Ativa Logística dobra capacidade em Ribeirão Preto e consolida centro de distribuição estratégico para os setores de Saúde, Beleza e Bem-estar

Com foco em alta performance e rigor técnico, Ativa Logística  amplia estrutura no interior paulista para atender à crescente demanda de indústrias e grandes redes varejistas

A Ativa Logística, uma das principais empresas do país em soluções logísticas para armazenagem, transporte rodoviário e aéreo para o mercado de saúde, beleza e bem-estar, anuncia a expansão estratégica de sua unidade em Ribeirão Preto (SP). Localizada no Condomínio Logístico LOG, a empresa acaba de dobrar sua capacidade instalada, equipada com infraestrutura moderna para movimentação e controle dos processos.O investimento visa sustentar ainda mais o crescimento acelerado de indústrias, distribuidores e grandes redes na região.

Segundo Otair Vicente, gerente de filial da unidade, o movimento reflete o compromisso da companhia com os seus clientes. “Nosso foco é oferecer uma estrutura que acompanhe o ritmo de expansão do mercado. Em Ribeirão Preto, temos uma operação sólida atendendo grandes organizações dos canais farma e beleza, que apresentam um aumento constante no volume de distribuição. Esta ampliação garante que entregaremos ainda mais agilidade e precisão em todas as etapas da cadeia”, afirma Vicente.

Segurança e Integridade na Cadeia de Saúde

Em Ribeirão Preto e em toda a sua rede, a Ativa Logística garante a integridade da cadeia fria por meio de estruturas monitoradas e processos de alta rastreabilidade. Com um Sistema de Gestão da Qualidade consolidado e farmacêuticos responsáveis em 100% das unidades, asseguramos que o transporte de produtos de interesse à saúde siga rigorosamente as diretrizes da ANVISA, funcionando como um braço operacional de confiança para a indústria.

Estradas de SP terão aumento de pedágio na semana que vem; veja valores

Estradas de SP terão aumento de pedágio na semana que vem; veja valores

As tarifas de pedágio terão reajuste a partir da zero hora de quarta-feira nas principais rodovias concedidas do Estado de São Paulo. O aumento oscila de 1,9% a 5,1%. As rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes, principal acesso ao litoral paulista, terão reajuste de 4,91% e se mantêm com a tarifa de pedágio mais alta do país, passando de R$ 38,70 para R$ 40,60.

O reajuste foi homologado pela Agência de Transportes do Estado (Artesp) e publicado no Diário Oficial de terça-feira. Segundo a Artesp, o reajuste médio será de 4,72% para as concessionárias da primeira e segunda fases do Programa Estadual de Concessões, além das concessionárias Rodoanel Oeste, SPMAR e Entrevias. O índice corresponde à variação acumulada do IPCA entre junho de 2025 e maio de 2026, conforme previsto nos contratos de concessão.

Já na Rodovia dos Tamoios, o reajuste homologado é provisório, de 5,08%. Segundo a concessionária, o contrato de concessão da rodovia prevê a utilização do IPCA de junho como índice de reajuste. Como o indicador é divulgado apenas ao longo de julho pelo IBGE, a Artesp utiliza inicialmente o IPCA de maio para aplicar o reajuste junto com as demais concessionárias. Após a divulgação do índice de junho, a Agência refaz os cálculos e verifica se será necessário algum ajuste na tarifa.

Serão reajustadas as tarifas da Concessionária do Sistema Anhanguera-Bandeirantes (Autoban); Rodovias do Interior Paulista (Intervias); Rodovias das Colinas; Concessionária Auto Raposo Tavares (CART); Rodovias Integradas do Oeste (SPVias); Rodovias do Tietê; Ecovias dos Imigrantes; Ecovias do Leste Paulista; Concessionária Rodoanel Oeste; Concessionária SPMAR e Rodovia dos Tamoios.

Já para as rodovias da Entrevias, os novos valores passam a vigorar a partir da zero hora de 6 de julho.

As demais concessionárias, Eixo SP, Econoroeste, ViaPaulista, Novo Litoral, Sorocabana e Raposo-Castello, possuem datas diferenciadas para os reajustes.

Havia previsão de que o Sistema Anchieta-Imigrantes passasse a operar com o pedágio de cobrança eletrônica (free flow) a partir de 1º de julho, mas a concessionária anunciou um adiamento na operação, pois a fase de testes para homologação do sistema não foi concluída. Ainda não foi divulgada uma nova data para operação, por isso a cobrança continuará sendo nas praças físicas.

Entre as rodovias que levam ao litoral paulista, além do Sistema Anchieta-Imigrantes, a tarifa no pedágio de Santos da Rodovia Cônego Domênico Rangoni subirá para R$ 19,20. Já na Padre Manoel da Nóbrega, no pedágio de São Vicente, será de R$ 11,40.

Na Rodovia dos Tamoios, principal acesso ao litoral norte, o pedágio de Paraibuna terá tarifa de R$ 13; no de Jambeiro, será de R$ 6,10; no Contorno Sul, o motorista pagará R$ 5,90.

Já entre as rodovias que atendem o interior, a Bandeirantes terá tarifa de R$ 14,50 no pedágio de Campo Limpo, e a Via Anhanguera, R$ 14,30 no de Valinhos. Na Castello Branco, o motorista vai pagar R$ 20,40 nos pedágios de Quadra e Itatinga. O pedágio da SP-75 (Rodovia Ermênio de Oliveira Penteado) próximo ao Aeroporto de Viracopos sobe para R$ 20,30.

Apesar do reajuste geral, o governo de São Paulo diz que, a partir de 1º de julho, haverá redução de tarifas em praças de pedágio de municípios como Jaguariúna, Águas da Prata, Estiva Gerbi, Espírito Santo do Pinhal, Itobi, Casa Branca, Mococa e Aguaí.

A queda no valor se deve à mudança que substitui o atual sistema de ponto a ponto, limitado a um trecho específico da rodovia, por um modelo mais amplo de cobrança para todos os usuários que passarem nas praças, e não só os anteriormente cadastrados.

Confira a programação preliminar da segunda edição do CONET&Intersindical 2026, em Ouro Preto (MG)

Confira a programação preliminar da segunda edição do CONET&Intersindical 2026, em Ouro Preto (MG)

Evento promovido pela NTC&Logística acontecerá em agosto, reunindo lideranças e empresários do Transporte Rodoviário de Cargas de todo o Brasil

A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará, nos dias 27 e 28 de agosto de 2026, a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, no Hotel Vila Galé, em Ouro Preto (MG). O evento terá como entidade anfitriã a FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais, com o apoio dos sindicatos filiados à federação.

Consolidado como um dos mais importantes encontros do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil, o CONET&Intersindical reúne empresários, lideranças, representantes de entidades e especialistas para debater os principais desafios, tendências e oportunidades do setor.

A programação do evento é dividida em duas etapas. O CONET contempla a apresentação de pesquisas de mercado, estudos técnicos e levantamentos econômicos desenvolvidos pelo DECOPE (Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas) da NTC&Logística, além de debates relacionados aos custos operacionais e tarifas do setor. Já a Intersindical é voltada às discussões institucionais e estratégicas sobre o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas.

Confira a Programação Preliminar

26 de agosto de 2026 | CONET&INTERSINDICAL

  • 19h – Coquetel de Boas-Vindas | Espaço Exposição

27 de agosto de 2026 | CONET&INTERSINDICAL

10h – Credenciamento

10h30 | 12h – Abertura Oficial

12h | 13h – Almoço

27 de agosto de 2026 | CONET

13h30 | 14h30 – Painel: Mercado e Tarifas

14h30 | 15h30 – Encontro com empresários do TRC

15h30 | 16h15 – Palestra: Índice CNT de Confiança

16h15 |16h45 – Investimentos Realizados e Projetos para o TRC

16h45 | 17h15 – Intervalo

17h15 | 18h – Talks Fornecedores da Cadeia Produtiva do TRC

18h | 19h – Palestra: Cenário Econômico e Perspectivas para o Transporte Rodoviário de Cargas 

19h – Considerações Finais – Encerramento das atividades do dia

19h30 – Happy Hour | Espaço Exposição

28 de Agosto de 2026 | INTERSINDICAL

9h – Abertura da INTERSINDICAL

10h30 | 12h30 – Agenda Institucional da NTC&Logística

12h30 | 14h – Almoço

14h | 15h – Palestra: Regulamentação do Setor

15h | 16h30 – Tema: Da Amostra ao Resultado, Entendendo as Pesquisas Eleitoriais

16h30 – Considerações Finais – Encerramento

19h | 0h – Jantar Festivo de Encerramento | Espaço Exposição

As inscrições para o evento estão abertas, clique aqui e faça parte do evento.

As reservas de hospedagem também estão disponíveis. Garanta sua participação realizando a reserva no hotel do evento, clicando aqui.

Realização

NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)

Entidade Anfitriã

FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais

Apoio

Sindicatos filiados à FETCEMG

Patrocínio

l FENATRAN

l GEOTAB

l MERCEDES-BENZ

l ROADCARD

l TRANSPOCRED

Apoios Institucionais

Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)

FuMTran (Fundação Memória do Transporte)

Apoio Logístico

Braspress

Participe da segunda edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em Rio Grande (RS)

Participe da segunda edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em Rio Grande (RS)

A segunda edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística ocorrerá no Estado do Rio Grande do Sul, recepcionada pela Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul – FETRANSUL, pelo Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas do Extremo Sul – SETCESUL e pelo Núcleo da COMJOVEM de Porto Alegre, no dia 7 de julho, às 13h30, no SEST SENAT de Rio Grande.

Criado em 2004, o Seminário Itinerante tem o propósito de levar a NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística a diversas regiões do país, promovendo capacitação técnica e oportunidades de negócios para empresários e executivos do setor de transporte de cargas e logística.

A programação contará com temas relevantes para o setor e que impactam diretamente as atividades das empresas. A organização do evento também conta com o apoio da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas) da NTC&Logística.

Ratificando a missão da NTC&Logística de estar ao lado do transportador rodoviário de cargas, de Norte a Sul do Brasil, o Seminário Itinerante já percorreu diversos estados ao longo de mais de duas décadas.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, “a segunda edição do Seminário Itinerante de 2026 representa mais uma oportunidade de fortalecer o diálogo com empresários, executivos e lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas. Após uma excelente abertura da temporada em Pernambuco, chegamos ao Rio Grande do Sul, um estado com forte tradição no setor e grande relevância para a economia nacional. Nosso objetivo é seguir promovendo encontros que estimulem a troca de experiências, a atualização técnica e o fortalecimento do associativismo. Temos a convicção de que esta edição proporcionará importantes reflexões e contribuirá para o desenvolvimento das empresas e do Transporte Rodoviário de Cargas em toda a região”.

O evento será realizado presencialmente, no SEST SENAT de Rio Grande (RS), localizado na Rua das Galeras, 190 – Parque Marinha. A participação é aberta a todos os empresários da região, que contribuem para um Transporte Rodoviário de Cargas cada vez mais forte.

Faça já sua inscrição, clique aqui

Confira a programação preliminar

13h30 | Credenciamento

Abertura Oficial

Participantes:

Francisco Carlos Gonçalves Cardoso, Presidente da FETRANSUL | 

Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul

Egon Bonow Rutz, Presidente do SETCESUL | Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas do Extremo Sul

Hudson Rabelo, Coordenador Nacional da COMJOVEM

Ítalo Grativol, Vice-Coordenador Nacional da COMJOVEM

Betina Kopper, Coordenadora da COMJOVEM Porto Alegre

Palestra: Apresentação NTC&Logística|COMJOVEM

Palestrante: Hudson Rabelo, Coordenador Nacional da COMJOVEM

Momento Patrocinadores

Intervalo

Palestra: Piso Mínimo e CIOT – Atualizações da Regulamentação

Palestrante: Dra. Gil Menezes, Assessora Jurídica da NTC&Logística

17h30 | ENCERRAMENTO

Realização

  • NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
  • FETRANSUL – Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul
  • SETCESUL – Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas do Extremo Sul

Patrocínio

  • FENATRAN
  • Transpocred

Apoio Institucional

  • Sistema Transporte – CNT / Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística
  • FuMTran – Fundação Memória do Transporte

Apoio Logístico

  • Braspress
Agenda Brasil Mais Competitivo destaca infraestrutura logística como prioridade para reduzir o Custo Brasil

Agenda Brasil Mais Competitivo destaca infraestrutura logística como prioridade para reduzir o Custo Brasil

Sistema Transporte participa do lançamento da iniciativa do MDIC e reforça a necessidade de ampliar investimentos em logística para aumentar a competitividade da economia brasileira

O Sistema Transporte participou, nesta quarta-feira (24), do lançamento da Agenda Brasil Mais Competitivo, iniciativa do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) que reúne 24 projetos voltados ao fortalecimento da competitividade da economia brasileira.

Durante a cerimônia, o diretor de Relações Institucionais do Sistema Transporte, Valter Souza, destacou que o fortalecimento da infraestrutura logística é condição essencial para reduzir os custos de transporte, aumentar a eficiência da matriz logística e impulsionar o desenvolvimento econômico do país.

“A gente precisa de um Brasil mais competitivo no setor de logística. Nos últimos dez anos, a expansão da malha rodoviária cresceu apenas 1%, enquanto a frota de carros e caminhões aumentou 50%. Por isso, precisamos de mais investimentos”, afirmou.

Valter Souza também chamou atenção para a elevada dependência do transporte rodoviário na movimentação de cargas. Atualmente, cerca de dois terços das cargas transportadas no Brasil utilizam as rodovias, o que reforça a necessidade de ampliar os investimentos em infraestrutura logística.

“Temos uma participação muito elevada do transporte rodoviário de cargas. Precisamos de um programa logístico eficiente, capaz de reduzir gargalos, ampliar a capacidade de transporte e tornar o Brasil mais competitivo. É nesse sentido que a CNT trabalha diariamente”, ressaltou.

Na abertura do evento, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que a competitividade deve ser tratada como uma política permanente de Estado.

“O Brasil não pode prescindir de uma agenda como essa. Quando há hesitação em um tema estratégico como a competitividade, os prejuízos são significativos, e a recuperação demanda muitos anos”, disse.

Agenda Brasil Mais Competitivo

A Agenda Brasil Mais Competitivo sucede o programa de Redução do Custo Brasil. Segundo o secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo, a nova carteira de projetos foi construída em diálogo com a sociedade e o setor produtivo para melhorar o ambiente de negócios, elevar a produtividade e reduzir entraves ao desenvolvimento econômico.

A iniciativa está estruturada em três eixos: infraestrutura, acesso a insumos básicos e ambiente jurídico-regulatório. No eixo de infraestrutura, estão previstas ações para modernizar a logística nacional, eliminar gargalos e estimular investimentos em setores estratégicos.

A Agenda também adota a competitividade como conceito central para o desenvolvimento econômico, considerando fatores institucionais, regulatórios, logísticos, tributários e financeiros.

Feira Emprega Transporte oferta cerca de 1,2 mil vagas no Piauí e no Espírito Santo

Feira Emprega Transporte oferta cerca de 1,2 mil vagas no Piauí e no Espírito Santo

Edições realizadas em Teresina e Colatina reuniram mais de 2 mil participantes, aproximaram empresas e trabalhadores e ampliaram o acesso à qualificação profissional

Mais de 2 mil pessoas participaram, nesta semana, das edições da Feira Emprega Transporte promovidas pelo SEST SENAT em Teresina (PI) e Colatina (ES). Juntas, as ações disponibilizaram cerca de 1,2 mil vagas de emprego e aproximaram empresas, trabalhadores e instituições parceiras em um ambiente voltado ao recrutamento, à qualificação profissional e à geração de oportunidades.

A maior mobilização ocorreu na sexta-feira (26), em Teresina, onde 28 empresas ofertaram 986 vagas de emprego, 109 delas destinadas a pessoas com deficiência, em áreas como transporte, logística, comércio, atendimento, manutenção e serviços. Ao longo do dia, cerca de 2 mil inscritos tiveram acesso a processos seletivos, oficinas sobre elaboração de currículos com o uso de inteligência artificial, preparação para entrevistas, palestras sobre empregabilidade inclusiva e atendimentos nas áreas de saúde, qualificação profissional e bem-estar.

Na abertura do evento, o diretor-executivo nacional interino do SEST SENAT, Vinicius Ladeira, destacou que iniciativas como a Feira Emprega Transporte contribuem para enfrentar um dos principais desafios do setor: aproximar empresas e profissionais qualificados para atender à demanda do mercado.

“O transporte é um setor essencial para o crescimento do Brasil, e o SEST SENAT tem a missão de cuidar de quem faz esse setor acontecer, oferecendo saúde e qualificação profissional. Hoje, já são 176 Unidades Operacionais em funcionamento no país, e seguimos expandindo para levar esse trabalho de qualidade a cada vez mais brasileiros”.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, ressaltou que a parceria entre o governo federal, o Sistema Transporte e o setor fortalece a inclusão produtiva ao ampliar o acesso da população ao emprego e à qualificação profissional. “Quando unimos qualificação profissional, oportunidades de emprego e parcerias com o setor produtivo, criamos caminhos concretos para a inclusão social, a geração de renda e o desenvolvimento do país”.

Também participaram da abertura o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza; o deputado federal Flávio Nogueira (PT-PI); o diretor da Seção II – Transporte Rodoviário de Cargas da CNT, Marcelo Maranhão, e a supervisora do Conselho Regional Nordeste I do SEST SENAT, Fernanda Barreira, além de empresários e representantes de instituições parceiras.

Empresas e profissionais no mesmo espaço

Para o diretor Valter Souza, iniciativas como a Feira aproximam empresas e trabalhadores, ajudam a reduzir a escassez de mão de obra qualificada e fortalecem o desenvolvimento do setor.

Na avaliação do presidente do Sindicapi (Sindicato dos Transportes de Carga e Logística do Piauí), Humberto Lopes, a iniciativa também beneficia quem contrata. “A Feira Emprega Transporte aproxima empregadores de profissionais qualificados, tornando os processos de contratação mais ágeis e eficientes. É uma iniciativa que fortalece o setor, gera oportunidades e contribui para o desenvolvimento econômico do nosso estado”.

Colatina amplia o alcance da iniciativa

Realizada na quinta-feira (25), a edição de Colatina reuniu empresas da região, recebeu mais de 400 inscrições e disponibilizou 200 vagas de emprego. Além dos processos seletivos, a programação ofereceu orientação profissional e informações sobre os cursos de qualificação do SEST SENAT, ampliando o acesso da população às oportunidades de inserção no mercado de trabalho.

Projeto percorre o país

A edição de Teresina marcou a quinta etapa da Feira Emprega Transporte em 2026. Ao longo do ano, o projeto realizará mais de 30 edições em todo o país. Até o momento, a iniciativa já passou por Osvaldo Cruz (SP), Florianópolis (SC), Simões Filho (BA) e Colatina (ES). O calendário segue com novas etapas previstas em Brasília (DF), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Petrolina (PE), Fortaleza (CE), Manaus (AM) e Belém (PA), fortalecendo a conexão entre empresas e profissionais em diferentes regiões do Brasil.

O cenário do transporte rodoviário de cargas no Brasil em novo panorama de transportes

O cenário do transporte rodoviário de cargas no Brasil em novo panorama de transportes

O transporte rodoviário de cargas continua sendo o principal pilar da logística brasileira, respondendo por 68,5% da movimentação de mercadorias em Tonelada-Quilômetro (TKU) e por 84,3% em Valor-Quilômetro (VKU). Os dados fazem parte do Panorama de Transporte Rodoviário de Cargas, publicação do Observatório Nacional de Transporte e Logística da Infra S.A. que reforça o papel estratégico do modal para o escoamento da produção nacional e para a integração econômica entre as regiões do país.

O levantamento, publicado esta semana, traça um panorama atualizado da infraestrutura; da frota; do mercado de trabalho e dos desafios regulatórios do setor. Atualmente, o Brasil conta com mais de 2,8 milhões de quilômetros de rodovias em operação. Desse total, cerca de 31 mil quilômetros estão sob regime de concessão, concentrando investimentos, monitoramento e padrões operacionais mais elevados nos principais corredores econômicos.

Segundo o Plano Nacional de Logística (PNL 2050), a movimentação de cargas segue diretamente associada à especialização produtiva das regiões brasileiras. Os granéis agrícolas, especialmente soja e milho, sustentam importantes corredores de exportação em direção ao Arco Norte e aos portos das regiões Sul e Sudeste.

Já a carga conteinerizada reforça a posição estratégica do Porto de Santos como principal hub logístico do país. Os fluxos de carga geral não conteinerizados permanecem concentrados nas áreas mais industrializadas, enquanto os granéis minerais mantêm corredores consolidados entre Minas Gerais e os terminais portuários do Rio de Janeiro.

Mercado de combustíveis, frota e trabalho

A predominância do transporte rodoviário também se reflete no consumo energético. Em 2025, a demanda por óleo diesel aproximou-se de 70 milhões de metros cúbicos, consolidando o combustível como a principal fonte de energia utilizada na movimentação de cargas do país.

A composição da frota nacional indica diferenças estruturais entre os segmentos do transporte. Enquanto as Empresas de Transporte de Cargas (ETCs), responsáveis por dois terços dos veículos registrados no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), operam com idade média inferior a dez anos, os Transportadores Autônomos de Cargas (TACs) mantêm veículos significativamente mais antigos, com média superior a 23 anos. Esse contraste revela desafios relacionados à produtividade, à eficiência energética e à renovação tecnológica do setor.

No mercado de trabalho, o transporte rodoviário encerrou 2025 com saldo positivo de mais de 46 mil empregos formais, embora ainda apresente forte sazonalidade nas contratações. O perfil da mão de obra permanece concentrado em trabalhadores do sexo masculino, com mais de 40 anos e ensino médio completo, refletindo características históricas da atividade.

Ao longo do ano, também avançaram iniciativas voltadas à profissionalização e à segurança operacional. Entre elas, estão a ampliação dos Pontos de Parada e Descanso (PPDs), a consolidação do novo modelo de seguros obrigatórios e a expansão do sistema de pedágio eletrônico free flow.

Sinistralidade e sustentabilidade

A sinistralidade continua sendo um dos principais desafios do transporte rodoviário de cargas. Em 2025, os veículos de carga estavam envolvidos em 26,06% dos sinistros registrados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O comportamento dos condutores foi apontado como a principal causa das ocorrências. O custo total desses eventos alcançou R$ 5,9 bilhões no ano, acumulando perdas de R$ 44,4 bilhões desde 2017.

Na área ambiental, o Índice de Desempenho Ambiental (IDA) da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres aponta que a maioria das concessionárias federais alcançou a faixa de excelência, classificada como Classe A.

O Programa MelhorAR também ganha relevância em um contexto no qual o setor de transportes responde por entre 36% e 38% da demanda energética nacional. Desse total, as operações rodoviárias representam 82,15% do consumo, posicionando o óleo diesel como a principal fonte de energia utilizada e, consequentemente, como o maior vetor de emissões de dióxido de carbono equivalente do segmento.

Sobre o programa

O Panorama de Transporte Rodoviário de Cargas está disponível no portal do Observatório Nacional de Transporte e Logística (ONTL) e reúne indicadores estatísticos que auxiliam o acompanhamento e o planejamento do setor.

O material aborda temas como infraestrutura viária, concessões, dinâmicas de frete e fluxos dos principais corredores logísticos, além de apresentar o perfil sociodemográfico dos motoristas e os índices de sinistralidade.

O levantamento contribui para identificar desafios operacionais e regulatórios, oferecendo subsídios para investimentos, tomada de decisões e planejamento logístico voltados ao desenvolvimento do transporte rodoviário no Brasil.

Para acessar o documento completo, visite o portal ONTL: https://ontl.infrasa.gov.br/publicacoes-tecnicas/relatorios/ 

Brasil reforça diálogo com investidores na França e amplia oportunidades para concessões rodoviárias

Brasil reforça diálogo com investidores na França e amplia oportunidades para concessões rodoviárias

Missão do Ministério dos Transportes apresentou sua carteira de 35 projetos a bancos, fundos de investimento e empresas de infraestrutura durante agenda em Paris

O interesse de investidores internacionais pela carteira de projetos rodoviários do Governo do Brasil marcou a missão do Ministério dos Transportes em Paris, na França. Durante três dias, a comitiva apresentou 35 projetos a bancos, fundos de investimento e operadores globais, que reconheceram os avanços do país na estruturação de concessões rodoviárias.

“A receptividade que encontramos em Paris reforçou a confiança do mercado na carteira de projetos rodoviários que estamos estruturando para o Brasil. Os investidores demonstraram interesse pela qualidade das modelagens e reconheceram o trabalho que vem sendo realizado para tornar o ambiente de investimentos cada vez mais seguro e atrativo. Foi uma missão extremamente produtiva e estratégica para ampliar o diálogo com o mercado internacional”, afirmou a secretária nacional de Transporte Rodoviário, Viviane Esse.

A secretária reforçou que o Ministério dos Transportes atua em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Infra S.A., na estruturação dos empreendimentos alinhados às melhores práticas do mercado, com foco em ampliar o interesse de investidores nacionais e internacionais.

Ambiente de negócios

Diversos investidores relataram já acompanhar a evolução dos empreendimentos apresentados em roadshows anteriores e reconheceram os avanços promovidos pelo Governo do Brasil na modernização dos contratos, no aperfeiçoamento da matriz de riscos e na ampliação da segurança jurídica para investimentos de longo prazo.

Os 35 projetos rodoviários apresentados na missão em Paris estão distribuídos por todas as regiões do Brasil. Os empreendimentos fazem parte da estratégia do Governo do Brasil para ampliar os investimentos em infraestrutura, fortalecer a logística nacional e aumentar a competitividade da economia brasileira.

Agenda internacional

Ao longo da missão, a comitiva participou de encontros com instituições financeiras, operadores de infraestrutura e empresas com atuação internacional no setor de concessões. Também realizou visitas técnicas para conhecer experiências adotadas na gestão e operação de rodovias na França. A programação incluiu reuniões com representantes da VINCI Concessions, BNP Paribas, Egis Group, Crédit Agricole, Groupe NGE e outros investidores interessados no mercado brasileiro de infraestrutura.

A iniciativa integra a estratégia do Ministério dos Transportes de ampliar a divulgação internacional da carteira de concessões rodoviárias, aproximando o Governo do Brasil de investidores capazes de contribuir para a expansão e a modernização da infraestrutura de transportes no país.

Participe da segunda edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em Rio Grande (RS)

Participe da segunda edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em Rio Grande (RS)

A segunda edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística ocorrerá no Estado do Rio Grande do Sul, recepcionada pela Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul – FETRANSUL, pelo Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas do Extremo Sul – SETCESUL e pelo Núcleo da COMJOVEM de Porto Alegre, no dia 7 de julho, às 13h30, no SEST SENAT de Rio Grande.

Criado em 2004, o Seminário Itinerante tem o propósito de levar a NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística a diversas regiões do país, promovendo capacitação técnica e oportunidades de negócios para empresários e executivos do setor de transporte de cargas e logística.

A programação contará com temas relevantes para o setor e que impactam diretamente as atividades das empresas. A organização do evento também conta com o apoio da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas) da NTC&Logística.

Ratificando a missão da NTC&Logística de estar ao lado do transportador rodoviário de cargas, de Norte a Sul do Brasil, o Seminário Itinerante já percorreu diversos estados ao longo de mais de duas décadas.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, “a segunda edição do Seminário Itinerante de 2026 representa mais uma oportunidade de fortalecer o diálogo com empresários, executivos e lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas. Após uma excelente abertura da temporada em Pernambuco, chegamos ao Rio Grande do Sul, um estado com forte tradição no setor e grande relevância para a economia nacional. Nosso objetivo é seguir promovendo encontros que estimulem a troca de experiências, a atualização técnica e o fortalecimento do associativismo. Temos a convicção de que esta edição proporcionará importantes reflexões e contribuirá para o desenvolvimento das empresas e do Transporte Rodoviário de Cargas em toda a região”.

O evento será realizado presencialmente, no SEST SENAT de Rio Grande (RS), localizado na Rua das Galeras, 190 – Parque Marinha. A participação é aberta a todos os empresários da região, que contribuem para um Transporte Rodoviário de Cargas cada vez mais forte.

Faça já sua inscrição, clique aqui

Confira a programação preliminar

13h30 | Credenciamento

Abertura Oficial

Participantes:

Francisco Carlos Gonçalves Cardoso, Presidente da FETRANSUL | 

Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul

Egon Bonow Rutz, Presidente do SETCESUL | Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas do Extremo Sul

Hudson Rabelo, Coordenador Nacional da COMJOVEM

Ítalo Grativol, Vice-Coordenador Nacional da COMJOVEM

Betina Kopper, Coordenadora da COMJOVEM Porto Alegre

Palestra: Apresentação NTC&Logística|COMJOVEM

Palestrante: Hudson Rabelo, Coordenador Nacional da COMJOVEM

Momento Patrocinadores

Intervalo

Palestra: Piso Mínimo e CIOT – Atualizações da Regulamentação

Palestrante: Dra. Gil Menezes, Assessora Jurídica da NTC&Logística

17h30 | ENCERRAMENTO

Realização

  • NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
  • FETRANSUL – Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul
  • SETCESUL – Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas do Extremo Sul

Patrocínio

  • FENATRAN
  • Transpocred

Apoio Institucional

  • Sistema Transporte – CNT / Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística
  • FuMTran – Fundação Memória do Transporte

Apoio Logístico

  • Braspress
STF suspende punições da NR-1 psicossocial por 90 dias

STF suspende punições da NR-1 psicossocial por 90 dias

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu ontem (25), a eficácia sancionatória dos dispositivos da NR-1 que tratam de riscos psicossociais no trabalho. Por 90 dias, ficam proibidas autuações, multas e outras penalidades baseadas exclusivamente nesses itens da norma.

A decisão vale para todas as empresas do país, incluindo as do setor de transporte. O STF encaminhou o caso para tentativa de solução consensual com o governo federal dentro desse prazo de três meses.

Atenção: a NR-1 não foi revogada. Está suspensa a possibilidade de punição com base na disciplina psicossocial.

O SEST SENAT já oferece curso sobre NR-1 e riscos psicossociais para empresas do transporte. A CNT – Confederação Nacional do Transporte segue acompanhando de perto o tema.

Em breve, mais informações em cnt.org.br

Transporte rodoviário responde por 68,5% da carga movimentada, diz estudo

Transporte rodoviário responde por 68,5% da carga movimentada, diz estudo

O transporte rodoviário de cargas segue como o principal modal logístico do Brasil, respondendo por 68,5% da movimentação de mercadorias em TKU (tonelada-quilômetro) e por 84,3% em VKU (valor-quilômetro), segundo o novo Panorama de Transporte Rodoviário de Cargas divulgado pela Infra S.A. O levantamento mostra que o país possui mais de 2,8 milhões de quilômetros de rodovias, dos quais cerca de 31 mil quilômetros são concedidos à iniciativa privada.

O estudo destaca que os fluxos logísticos acompanham a especialização produtiva das regiões brasileiras. Soja e milho sustentam corredores de exportação rumo ao Arco Norte e aos portos do Sul e Sudeste, enquanto a carga conteinerizada reforça o papel do Porto de Santos como principal hub logístico do país. Já os granéis minerais seguem concentrados entre Minas Gerais e os portos do Rio de Janeiro.

A publicação também aponta que o consumo de óleo diesel no transporte de cargas se aproximou de 70 milhões de metros cúbicos em 2025. No mercado de trabalho, o setor encerrou o ano com saldo positivo de mais de 46 mil empregos formais. Entre os desafios, destacam-se a renovação da frota, especialmente entre transportadores autônomos, a elevada sinistralidade nas rodovias e a redução das emissões do modal, responsável pela maior parte do consumo energético do setor de transportes.

Mais de 65% das empresas têm dificuldade para contratar motoristas, diz CNT

Mais de 65% das empresas têm dificuldade para contratar motoristas, diz CNT

Escassez de profissionais já afeta transportadoras e acende alerta para o futuro do transporte rodoviário de cargas no país

A falta de motoristas profissionais segue como um dos principais desafios para o transporte rodoviário de cargas no Brasil. Segundo levantamento apresentado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) durante o XVI Seminário sobre Relações Trabalhistas no Transporte Rodoviário de Cargas, 65,1% das transportadoras relatam dificuldades para contratar condutores, enquanto 44,6% afirmam possuir vagas em aberto.

O tema foi destacado pela diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, que alertou para os impactos da escassez de mão de obra sobre a operação das empresas e o crescimento do setor. Atualmente, o transporte rodoviário responde por cerca de 65% da movimentação de cargas no país, desempenhando papel central na logística nacional.

Durante o Seminário, a entidade apresentou ainda resultados de uma pesquisa realizada com 800 caminhoneiros de diferentes regiões do Brasil. O estudo avaliou aspectos como jornada de trabalho, períodos de descanso, quilometragem percorrida e preferências dos profissionais em relação à organização do trabalho.

A CNT defende que o enfrentamento do problema passa por ações voltadas à qualificação profissional, melhoria das condições de trabalho e aumento da atratividade da profissão, especialmente entre os jovens. O desafio também é observado em outros países. Dados da União Internacional de Transportes Rodoviários (IRU) indicam que o déficit global de motoristas supera 3,5 milhões de profissionais.

Estado de SP amplia integração para prevenção de acidentes com cargas perigosas

Estado de SP amplia integração para prevenção de acidentes com cargas perigosas

Seminário reuniu governo paulista, órgãos técnicos e especialistas para debater prevenção e resposta a emergências; iniciativa inclui o curso “Primeiro no Local” para capacitação de equipes

A prevenção e a resposta a acidentes envolvendo o transporte de produtos perigosos foi tema do 1º Seminário de Prevenção e Resposta a Sinistros no Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos, realizado pelo Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), em parceria com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB).

O encontro reuniu representantes de órgãos públicos, forças de segurança, concessionárias, agências reguladoras e entidades do setor produtivo para discutir estratégias voltadas à redução de riscos, ao fortalecimento da fiscalização e à ampliação da capacidade de resposta diante de emergências químicas e ambientais.

Durante a abertura do evento, André Luiz Couto Cardoso, diretor de Gestão de Transportes da Subsecretaria de Logística e Transportes da Semil, destacou a importância da integração entre as instituições para enfrentar os desafios relacionados ao transporte de cargas perigosas. “A Comissão de Estudos e Prevenção de Acidentes completa 27 anos de atuação e tem feito a diferença ao reunir especialistas e instituições em torno de um objetivo comum: prevenir acidentes, salvar vidas e proteger o meio ambiente”, afirmou.

Segundo dados apresentados durante o Seminário, o Estado de São Paulo registrou, nos cinco primeiros meses de 2026, 174 sinistros. Apesar de representarem uma pequena parcela dos acidentes gerais registrados nas rodovias paulistas, os episódios exigem atenção devido ao potencial de impacto ambiental e social. “Quando falamos desse tipo de ocorrência, precisamos olhar para além dos números. O grau de periculosidade e os danos que podem ser gerados exigem um trabalho permanente de prevenção”, ressaltou Cardoso.

André Vinicius Garcia, representando a Semil, abordou as principais atividades desenvolvidas pela Comissão e destacou a importância da atuação integrada entre diferentes instituições para reduzir riscos e aprimorar a capacidade de resposta em emergências envolvendo produtos perigosos. “Transformamos conhecimento em prevenção por meio de quatro eixos integrados: análise de acidentes e gestão de riscos; educação e capacitação profissional; dados estatísticos e mapeamento de trechos críticos com fiscalização”, pontuou.

Maria Helena Martins, diretora de Qualidade Ambiental da CETESB, destacou que o transporte rodoviário é fundamental para o abastecimento da população e para a atividade econômica do Estado, mas exige atuação coordenada dos diversos órgãos envolvidos. “Esse é um assunto que demanda articulação permanente. A Comissão tem um papel fundamental porque integra órgãos públicos, agências reguladoras, concessionárias e entidades do setor para discutir soluções, prevenção, fiscalização e atendimento a emergências”, afirmou. Maria Helena também ressaltou que a prevenção é o caminho mais eficaz para reduzir riscos e proteger a população. “Quando trabalhamos com prevenção, protegemos o meio ambiente, a saúde pública e contribuímos para tornar o Estado de São Paulo mais sustentável”, disse.

Curso “Primeiro no Local”

Entre as iniciativas apresentadas durante o seminário, está o curso “Primeiro no Local”, desenvolvido para capacitar profissionais que atuam nas etapas iniciais de atendimento a acidentes com produtos perigosos. A proposta é ampliar o conhecimento técnico e fortalecer a capacidade de resposta dos municípios diante de ocorrências que podem afetar diretamente a população e os recursos naturais.

Segundo Mauro de Souza Teixeira, da Cetesb, o curso já alcançou praticamente todos os municípios do Estado de São Paulo. “Apenas parte da região de São José do Rio Preto ficou inicialmente fora porque já possuía iniciativa semelhante conduzida pelo Corpo de Bombeiros. Há intenção de ampliar novamente as ações naquela região”, informou. O curso gerou também um vídeo educativo “Primeiro no Local”, disponibilizado gratuitamente, sendo utilizado como ferramenta de treinamento e conscientização.

Atuação coordenada

O coronel Guilherme Moura dos Santos, comandante do Policiamento Rodoviário do Estado de São Paulo destacou que o enfrentamento de ocorrências envolvendo produtos perigosos depende da atuação coordenada entre diferentes instituições. “Quando nos deparamos com uma ocorrência dessa natureza, ninguém age isoladamente. Todos os órgãos públicos, forças de segurança, concessionárias, agências reguladoras e entidades precisam atuar de forma integrada. A tecnologia e a integração são fundamentais para aprimorar esse atendimento”, afirmou.

Além disso, as ferramentas de monitoramento e análise de dados utilizadas para identificar padrões de acidentes e orientar ações de fiscalização, infraestrutura e capacitação em regiões consideradas mais sensíveis permite direcionar investimentos e desenvolver medidas preventivas mais eficientes, reduzindo riscos tanto para os usuários das rodovias quanto para o meio ambiente.

O Seminário também abordou temas relacionados à inovação tecnológica, modernização dos processos de fiscalização, gestão de riscos e atualização de normas técnicas para atendimento a emergências.

Alta dos insumos acende alerta para impactos em obras rodoviárias e na logística paranaense

Alta dos insumos acende alerta para impactos em obras rodoviárias e na logística paranaense

Entidade do transporte reforça que infraestrutura eficiente é condição estratégica para a competitividade do setor e desenvolvimento do Oeste do Paraná

A disparada nos preços de insumos básicos para obras de infraestrutura, como o Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP), diesel, aço e cimento, acendeu um alerta no setor de transporte. Esses materiais, que representam grande parte dos custos de contratos, vêm registrando reajustes expressivos e já colocam em risco cronogramas e investimentos voltados à modernização da malha viária brasileira.

Esse aumento dos custos, influenciado principalmente pela alta do petróleo e de matérias-primas estratégicas, cria um cenário de instabilidade para projetos de infraestrutura, especialmente no segmento rodoviário. Em algumas modalidades, o insumo asfáltico já registrou reajustes superiores a 20%, enquanto materiais como asfalto, cimento, aço e diesel podem responder por mais de 70% do valor total dos contratos, pressionando cronogramas, orçamentos e a continuidade das intervenções.

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Oeste do Paraná (SINTROPAR), Edson Roberto Pilati, o tema exige atenção, uma vez que a infraestrutura é fator determinante para a operação eficiente das empresas transportadoras. “A infraestrutura rodoviária é um dos pilares do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Quando as obras sofrem impacto pelo aumento no preço de insumos, toda a cadeia logística acaba sentindo os reflexos. O transporte depende diretamente de rodovias em boas condições para garantir eficiência operacional, segurança e previsibilidade nas entregas”, destaca.

O cenário preocupa, visto que a instabilidade nos custos pode pressionar contratos, investimentos e cronogramas de obras. Em muitos casos, a ausência de mecanismos de recomposição pode provocar atrasos e paralisações, ampliando gargalos já existentes na infraestrutura nacional. O aumento nos custos de materiais como combustível, aço e cimento cria desafios tanto para a continuidade das obras quanto para a modernização da infraestrutura necessária ao setor. Quando projetos sofrem atrasos ou redução no ritmo de execução, os impactos aparecem diretamente na logística e no transporte.

No Oeste do Paraná, o tema é ainda mais relevante. A região representa uma parcela relevante do agroindustrial, com grande movimentação de cargas e dependência do transporte rodoviário para o escoamento da produção, integração com centros consumidores e conexão com corredores logísticos estratégicos. “Nossa localidade é muito dependente do transporte rodoviário para escoamento da produção agroindustrial e conexão com outros mercados, inclusive internacionais. Por isso, qualquer impacto na infraestrutura afeta diretamente a competitividade regional”, ressalta o presidente.

Além dos atrasos em obras, rodovias em condições inadequadas também geram efeitos práticos para as empresas, como aumento no consumo de combustível, maior desgaste da frota, elevação dos custos de manutenção, redução da produtividade e mais riscos à segurança viária. Infraestrutura e competitividade estão diretamente ligadas. Uma rodovia bem conservada reduz custos, melhora a segurança, dá previsibilidade às operações e fortalece toda a cadeia produtiva. 

Para o executivo, o setor transportador não pode ser visto apenas como usuário da infraestrutura, mas como parte essencial da economia que depende de condições adequadas para continuar cumprindo seu papel. “O transporte rodoviário de cargas é responsável por conectar produção, indústria, comércio e consumo. Cada atraso em uma obra, cada trecho sem manutenção e cada gargalo logístico geram reflexos que vão além das transportadoras. Esses impactos chegam ao custo final dos produtos e à competitividade das empresas brasileiras”, acrescenta.

A expectativa sobre o reequilíbrio de contratos e continuidade das obras é que seja tratado com responsabilidade, previsibilidade e visão estratégica. O setor de transporte avalia que a infraestrutura rodoviária precisa acompanhar o crescimento produtivo das regiões e a demanda crescente por eficiência logística.

“O setor acompanha esse cenário com atenção porque a infraestrutura não representa apenas mobilidade, mas uma condição estratégica para o desenvolvimento econômico. O transporte rodoviário precisa de planejamento de longo prazo e investimentos contínuos para acompanhar o crescimento produtivo e logístico das regiões”, finaliza Edson Roberto Pilati.

NTC&Logística participa do 1º Encontro do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas promovido pela ANTT, em Brasília

NTC&Logística participa do 1º Encontro do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas promovido pela ANTT, em Brasília

Representantes do governo, entidades e empresas debateram integração regional, desburocratização, corredores logísticos, competitividade e o futuro do transporte internacional de cargas na América do Sul

A NTC&Logística participou, na última terça-feira (23), em Brasília (DF), do 1º Encontro do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas (TRIC) – 2026, promovido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com a colaboração do Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL), da NTC&Logística e da Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI). O evento teve como objetivo fortalecer a cooperação institucional entre o poder público e a iniciativa privada, ampliando o debate sobre os desafios e oportunidades do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas. Realizado na sede da Agência, o Encontro reuniu autoridades, entidades representativas, especialistas e lideranças empresariais do setor.

Representando a NTC&Logística, participaram o presidente Eduardo Rebuzzi; o vice-presidente extraordinário de Relações Internacionais, Danilo Guedes; a assessora de Relações Institucionais, Edmara Claudino; e o secretário-executivo, Lucas Alcântara, acompanhando as discussões que trataram de temas estratégicos para o desenvolvimento do TRIC e para a ampliação da integração logística entre os países da América do Sul.

A abertura do Encontro contou com a presença de autoridades e lideranças do setor, entre elas o diretor da ANTT, Felipe Queiroz; o superintendente de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas da Agência, José Aires Amaral Filho; o superintendente de Fiscalização de Serviços de Transporte Rodoviário de Cargas e Passageiros, Hugo Rodrigues; o diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Valter Souza; o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi; o diretor da Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI), Cássio Sampaio Barros; a diretora, Júlia Borghetti; a vice-presidente-executiva da entidade, Gladys Vinci; além de especialistas e técnicos da ANTT, como Gizelle Coelho e Iana Araújo.

Construído conjuntamente pela ANTT e as principais entidades representativas do setor, o Encontro propiciou um espaço adequado de diálogo para a análise de tópicos relevantes concernentes ao TRIC, segmento fundamental para o comércio exterior brasileiro e para a integração econômica sul-americana.

Ao comentar a realização do Encontro, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destacou a importância da atuação conjunta das entidades representativas do setor para o fortalecimento do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas. Na oportunidade, cumprimentou a Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI), na pessoa do diretor Cássio Sampaio Barros; da diretora Júlia Borghetti, e da vice-presidente-executiva Gladys Vinci, ressaltando a parceria institucional mantida entre as entidades em defesa das pautas estratégicas do transporte internacional.

Autoridades governamentais – representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), da Receita Federal, da ANTT –, entidades empresariais, transportadores, especialistas e operadores logísticos que atuam diretamente nas operações de fronteira e comércio exterior discutiram assuntos relacionados à integração logística regional; à desburocratização de processos; à modernização regulatória; à digitalização documental; à gestão coordenada de fronteiras; aos corredores logísticos internacionais; à descarbonização do transporte; à adoção de novas tecnologias e ao fortalecimento da competitividade do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas.

A programação foi estruturada em cinco painéis temáticos. O primeiro, “Panorama do TRIC”, apresentou uma visão geral do segmento, sua importância para a economia brasileira e para a integração regional.

Na sequência, o painel “Integração e Desburocratização no Setor Público” debateu a simplificação de processos, a integração entre órgãos governamentais e a modernização dos procedimentos de fronteira.

O terceiro painel, “Desafios Operacionais e Impactos na Competitividade”, abordou os principais gargalos enfrentados pelas empresas que atuam no transporte internacional, incluindo questões relacionadas à infraestrutura, fiscalização, custos operacionais e eficiência logística.

Já o quarto painel, “Corredores Logísticos e Integração Regional – Estratégia e Eficiência”, promoveu discussões sobre os corredores bioceânicos, a integração dos modais e as oportunidades para ampliar a competitividade do comércio internacional.

Encerrando a programação, o painel “Visão de Futuro do TRIC” trouxe reflexões sobre inovação, transformação digital, sustentabilidade, harmonização regulatória e as tendências que devem impactar o setor nos próximos anos.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, esse Encontro representa um importante avanço para a consolidação de uma agenda permanente voltada ao fortalecimento do transporte internacional brasileiro.

“O Transporte Rodoviário Internacional de Cargas é essencial para a integração econômica da América do Sul e para a competitividade das empresas brasileiras. A realização deste Encontro demonstra o amadurecimento das discussões sobre o segmento e cria um ambiente fundamental para aproximar o setor produtivo dos órgãos reguladores, permitindo a construção de soluções que tornem as operações mais eficientes, seguras e integradas”, afirmou Rebuzzi.

O vice-presidente extraordinário de Relações Internacionais da NTC&Logística, Danilo Guedes, destacou a relevância do Encontro para o fortalecimento do diálogo entre os diversos agentes envolvidos nas operações internacionais.

“O encontro proporcionou um ambiente muito positivo para o diálogo entre transportadores, órgãos reguladores e demais intervenientes do comércio exterior. Tivemos a oportunidade de discutir temas fundamentais para o transporte internacional, como a digitalização de documentos, a gestão coordenada de fronteiras, a integração entre os países da região e a adoção de soluções que tragam mais eficiência e competitividade às operações. A iniciativa da ANTT fortalece uma agenda estratégica para o desenvolvimento do setor”, destacou Danilo Guedes.

Homenagem resgata a história dos pioneiros do transporte internacional

Um dos momentos marcantes do Encontro foi a homenagem prestada ao presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, em reconhecimento à contribuição histórica da Coral – Consórcio Rodoviário da América Latina, uma das maiores empresas de transporte de cargas do Brasil e da América Latina, para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas no Brasil.

A homenagem foi recebida por Eduardo Rebuzzi por sua ligação direta com a trajetória da empresa. Filho de Haroldo Rebuzzi, um dos sócios da companhia e uma das lideranças que contribuíram para a consolidação do Transporte Rodoviário Internacional no país, o presidente da NTC&Logística iniciou sua carreira profissional, aos 19 anos, na Coral.

Considerada uma das empresas pioneiras do segmento, a Coral realizou sua primeira operação internacional em 1964, abrindo caminho para a integração logística entre o Brasil e os países da América do Sul. Ao longo dos anos, a empresa expandiu sua atuação para mercados como Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai, Bolívia e Peru, tornando-se uma referência no transporte internacional da região.

O reconhecimento também resgatou a trajetória dos empresários que participaram da construção desse legado, além de Haroldo Rebuzzi, como Bernardo Carlos Weinert e Osvaldo Rodolpho Weinert, responsáveis por ajudar a desenvolver uma atividade que viria a desempenhar papel estratégico para a integração regional e para o comércio exterior brasileiro.

Ao agradecer a homenagem, Eduardo Rebuzzi expôs um breve relato sobre a origem da Coral, registrando a importância de preservar a memória dos pioneiros que ajudaram a construir as bases do transporte internacional no país.

“Recebo esta homenagem com muita emoção, pois ela resgata a história de uma empresa que marcou profundamente minha vida e a trajetória da minha família. A Coral foi pioneira em um período em que o transporte internacional ainda dava seus primeiros passos na América do Sul e ajudou a construir caminhos que hoje são fundamentais para a integração econômica da região. Este reconhecimento pertence a todos que fizeram parte dessa história e acreditaram no potencial do transporte rodoviário internacional brasileiro”, afirmou Rebuzzi.

Atuação internacional fortalece a representatividade da NTC&Logística

A participação da NTC&Logística no TRIC 2026 está alinhada à atuação permanente da entidade em defesa do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas (TRIC). Há décadas, a entidade acompanha os principais debates relacionados à integração logística regional, à modernização regulatória e à ampliação da competitividade das empresas brasileiras no comércio exterior.

Durante o encontro, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, lembrou que muitos dos temas discutidos ao longo da programação fazem parte da agenda internacional da entidade, como a integração entre os países sul-americanos, a digitalização de documentos de transporte, a modernização regulatória, a harmonização de procedimentos de fronteira e a busca por maior eficiência e competitividade para o transportador brasileiro.

Associada à International Road Transport Union (IRU) desde 1970, a NTC&Logística participa ativamente das discussões globais sobre transporte rodoviário, logística, digitalização, descarbonização, segurança operacional, escassez de motoristas e comércio internacional, levando a visão do transportador brasileiro para fóruns que reúnem representantes de mais de 100 países.

Atualmente, a agenda internacional da NTC&Logística está fortemente concentrada na consolidação do Sistema TIR na América do Sul; no desenvolvimento da Rota Bioceânica; no fortalecimento da integração logística sul-americana; na harmonização regulatória entre os países do Mercosul; na digitalização dos processos aduaneiros; na descarbonização do transporte; no enfrentamento da escassez de motoristas; na ampliação da competitividade do transporte rodoviário de cargas brasileiro no comércio exterior e no intercâmbio de conhecimento e inovação por meio de missões técnicas e eventos internacionais.

A entidade também atua diretamente em pautas relacionadas à integração de fronteiras e à coordenação entre órgãos intervenientes, como Receita Federal, MAPA, ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), ANTT e autoridades aduaneiras dos países vizinhos, além de apoiar iniciativas como o CRT-e Mercosul, programas de facilitação do comércio e a implementação do Operador Econômico Autorizado (OEA).

A NTC&Logística conta, hoje, com 95 empresas associadas com atuação no TRIC, distribuídas por todas as regiões do país. O Sudeste lidera com 58 empresas (61,1%), seguido pela região Sul, com 28 empresas (29,5%). Juntas, as duas regiões concentram mais de 90% das empresas associadas que atuam no segmento, evidenciando a relevância da entidade na representação institucional do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas brasileiro.

A participação da entidade no TRIC 2026 reforça seu compromisso com a construção de um ambiente regulatório moderno, eficiente e alinhado às necessidades do transporte rodoviário internacional de cargas, contribuindo para o desenvolvimento econômico, a ampliação da integração logística do Brasil com os países vizinhos e o fortalecimento da competitividade do transportador brasileiro no cenário global.

Ao comentar a atuação internacional da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi destacou que iniciativas como o TRIC fortalecem o diálogo entre governos, entidades e empresas, criando oportunidades para o avanço de pautas estratégicas que impactam diretamente o presente e o futuro do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas.