Brasil terá R$ 800 bilhões em rodovias e ferrovias em 10 anos, diz secretário

Brasil terá R$ 800 bilhões em rodovias e ferrovias em 10 anos, diz secretário

Em entrevista ao podcast EXAME Infra, George Santoro falou de planejamento de leilões de rodovias e ferrovias para 2026 e próximos anos

O Ministério dos Transportes planeja contratar entre R$ 700 bilhões e R$ 800 bilhões em investimentos nos próximos dez anos em ferrovias e rodovias no Brasil. O objetivo é chegar à marca de 70 projetos.

“Tínhamos 26 contratos [de concessão] e vamos até 50 contratos de concessão de rodovias; com as ferrovias, chegaremos a 70”, disse o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, em entrevista ao EXAME Infra, podcast da EXAME em parceria com a empresa Suporte.

De acordo com o secretário, a União atingiu a marca de 23 leilões durante a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito em 2022. A expectativa é de mais 10, 12 leilões até o fim de 2026. Ele afirma que o Brasil tem um dos maiores programas de concessão do mundo.

“Vamos bater, provavelmente, os 35, 36 leilões no ano que vem e cumprindo a meta”, disse Santoro. “Achavam que não ia conseguir. Essa insegurança é normal do mercado, porque vinhamos de anos em que as nossas modelagens não refletiam o que o mercado esperava.”

Santoro explicou que a matriz de risco não definia claramente o que era extraordinário e ordinário, o que resultava em uma insegurança de empresas em participar dos certames.

“Cada edital tinha uma matriz de risco diferente da outra, um clausulado diferente do outro. Hoje, não. Temos todos os clausulados iguais, todas as matrizes iguais, o que eu vario é a especificidade de cada projeto, que eu assumo mais ou menos risco pelo governo do que o normal”, afirmou.

O secretário defendeu ainda o fortalecimento da agência reguladora, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Ele revelou que a pasta deve publicar uma portaria em breve para que a verba de taxa de fiscalização seja revertida para a Agência.

“Estamos preocupados, principalmente o ministro Renan, com o pós-venda. […] Precisamos de capacidade para a Agência”, afirmou.

Próximos leilões

O plano da gestão petista é intensificar, no ano que vem, os leilões e concessões de rodovias e ferrovias.

No primeiro semestre de 2026, estão previstos os leilões da Rota das Gerais, que conecta Minas Gerais à BR-116, e a otimização da Régis Bittencourt, que liga São Paulo ao Paraná.

Outro destaque é o Corredor Agro Norte, que será analisado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) – o edital deve ser publicado no início de 2026.

Segundo Santoro, o TCU também analisa, na fase final, o projeto Ferrogrão. Com 933 quilômetros de extensão, a Ferrogrão prevê ter capacidade de transportar até 52 milhões de toneladas de commodities agrícolas ao ano, interligando os municípios de Sinop, no Mato Grosso, e Itaituba, no Pará.

A previsão é de R$ 25 bilhões em investimentos no projeto. A projeção é que o projeto pode evitar um desperdício anual de R$ 7,9 bilhões a partir de ganhos logísticos.

APS prevê ampliar em 162% a área do Porto de Santos e aguarda autorização do governo federal

APS prevê ampliar em 162% a área do Porto de Santos e aguarda autorização do governo federal

Plano da APS prevê ampliar a poligonal de 7,8 milhões para cerca de 20 milhões de m², incluindo áreas de Cubatão e São Vicente, após consulta pública e ajustes técnicos

O Ministério de Portos e Aeroportos deve apresentar, até sexta-feira (19), a autorização para a expansão da poligonal do Porto de Santos, com base em projeto elaborado pela Autoridade Portuária de Santos (APS). A proposta prevê ampliar em 162,4% a área do complexo, de 7,8 milhões para cerca de 20 milhões de m², incluindo áreas de Cubatão e São Vicente.

Entregue ao ministério no fim de 2024, o plano passou por consulta pública no segundo trimestre deste ano. Segundo a APS, o projeto passou por ajustes técnicos e, ao menos parte dele, deve ser autorizado ainda em 2025.

O presidente da autoridade, Anderson Pomini, afirmou que, até o dia 19, o ministro Silvio Costa Filho fará o anúncio, ainda que apenas de parte do que foi solicitado. Ele explicou que a ampliação da poligonal exige amplo estudo sobre os quesitos técnicos apresentados.

“A secretaria [de Portos] pediu mais prazo por conta disso, mas algumas áreas que foram analisadas já estão 100% prontas para que sejam incluídas na poligonal. São essas áreas que o ministro anunciará ainda esse ano”, disse.

Pomini destacou que o projeto é fundamental para o porto do futuro, considerando o crescimento da movimentação de cargas do complexo portuário.

Pomini destacou que o projeto é fundamental para o futuro do Porto, considerando o crescimento da movimentação de cargas. “Esse estudo começou há mais de 10 anos, é um estudo que passou por várias diretorias. Então, todo o pedido de ampliação da poligonal vem subsidiado de muita técnica, estudo, de subsídios jurídicos e operacionais”, ressaltou.

Procurado pelo g1, o Ministério de Portos e Aeroportos não se manifestou sobre as declarações do presidente da APS.

O que é a poligonal?

A poligonal do Porto de Santos define os limites do porto organizado. A expansão busca incluir novas áreas para garantir segurança jurídica, planejamento e atender ao crescimento da demanda.

PIB brasileiro deve ter menor crescimento em 6 anos em 2026, diz Banco Central

PIB brasileiro deve ter menor crescimento em 6 anos em 2026, diz Banco Central

O Banco Central estima que o PIB brasileiro, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos pelo país, deve crescer apenas 1,6% em 2026, o pior desempenho em seis anos e em pleno ano eleitoral, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentará se reeleger. A previsão foi divulgada, nesta quinta (18), no Relatório de Política Monetária do quarto trimestre, que prevê, ainda, uma leve alta no índice de 2025, passando de 2% para 2,3%.

A nova estimativa para o próximo ano contrasta com o previsto pela equipe econômica do ministro Fernando Haddad, da Fazenda, de crescimento de 2,44% e que baliza o Orçamento de 2026, que deve ser votado nesta tarde pelo Congresso.

“Entre os fatores que influenciam esse cenário estão a expectativa de manutenção da política monetária em campo restritivo, o baixo nível de ociosidade dos fatores de produção, a perspectiva de desaceleração da economia global e a ausência do impulso agropecuário observado em 2025”, afirmou o Banco Central no relatório.

A expectativa de restrição da política monetária se refere à taxa básica de juros, atualmente em 15%. mantida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, e alvo de fortes críticas tanto do governo como do setor produtivo.

O PIB previsto para 2026 contrasta com o registrado nos últimos seis anos e maior apenas do que em 2020, ano em que o índice despencou 3,28% por causa das restrições impostas pela pandemia da Covid-19:

  • 2020: -3,28%;
  • 2021: 4,76%;
  • 2022: 3,02%;
  • 2023: 3,24%;
  • 2024: 3,42%;
  • 2025: 2,3% (estimativa);
  • 2026: 1,6% (estimativa).

No mesmo relatório, a autarquia afirma que essas estimativas para este ano e o próximo incorporam “os efeitos de medidas recentes com impacto potencial sobre a demanda, como a isenção ou desconto no IRPF para as faixas iniciais de renda” – em referência à aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, que entra em vigor em janeiro. Ainda assim, o Banco Central reforça que o ambiente econômico tende a ser menos favorável, com reflexos diretos sobre emprego, consumo e investimentos.

Representantes do Banco Central têm reiterado que um esfriamento da atividade econômica é necessário para trazer a inflação de volta às metas – 3% no centro com tolerância de 1,5% a 4,5%. No relatório, a instituição informou que o chamado hiato do produto segue positivo, indicando que a economia ainda opera acima do seu potencial.

Pelo sistema de metas, cabe à autoridade monetária ajustar os juros para manter a inflação dentro do intervalo definido, considerando que os efeitos da Selic levam de seis a 18 meses para se refletir plenamente na economia. Por isso, o Banco Central já trabalha com projeções de inflação acumulada até o segundo trimestre de 2027.

Já no campo da inflação, o Banco Central reduziu a estimativa para o IPCA de 2025 de 4,8% para 4,4%, ficando dentro da meta definida junto ao governo. Para 2026, a expectativa é de 3,5%. No entanto, a autoridade monetária prevê que os alimentos in natura devem subir de preço até março, pressionando essa estimativa.

“Preços de alimentos industrializados, menos voláteis, devem seguir a tendência recente de variações mais moderadas. As projeções de curto prazo incorporam apenas parcialmente o risco de alta mais forte nos preços do boi gordo e da carne bovina”, pontuou.

No setor de serviços, a autarquia prevê altas mais fortes no início do ano por conta de reajustes escolares e sazonalidade desfavorável. Já as tarifas de energia elétrica devem cair com a mudança da bandeira tarifária, embora impostos sobre combustíveis e reajustes de serviços públicos sigam pressionando a inflação.

Vice-presidente da NTC&Logística, Antonio Luiz Leite, prestigia o XXII Prêmio Abralog de Logística na FIESP

Vice-presidente da NTC&Logística, Antonio Luiz Leite, prestigia o XXII Prêmio Abralog de Logística na FIESP

Entidade participou da cerimônia que reconheceu boas práticas e iniciativas que fortalecem o desenvolvimento e a integração do setor logístico no Brasil

O vice-presidente da NTC&Logística, Antonio Luiz Leite, representando o presidente da entidade, Eduardo Rebuzzi, participou da Cerimônia de Entrega do XXII Prêmio Abralog de Logística, seguida de Jantar de Confraternização, realizada no último dia 16 de dezembro, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), em São Paulo. No evento, Antonio Luiz Leite teve a oportunidade de ratificar, junto ao presidente da Associação Brasileira de Logística (Abralog), Pedro Francisco Moreira e do diretor-executivo, Márcio Frugiuele o relacionamento institucional e o diálogo permanente entre as duas entidades, visando o fortalecimento dos setores de Logística e de Transporte no Brasil.

Promovido pela Abralog, o Prêmio reconheceu, na edição de 2025, os melhores cases inscritos, valorizando projetos que geram avanços concretos nas cadeias de suprimento nacionais. Segundo o presidente da entidade, Pedro Francisco Moreira, a iniciativa tem como objetivo estimular o compartilhamento de boas práticas e soluções aplicáveis ao desenvolvimento do setor, incentivando a inovação, a eficiência operacional e a sustentabilidade.

Para Antonio Luiz Leite, a participação da NTC&Logística no evento reforça a importância do reconhecimento de boas práticas e da atuação em conjunto com a Abralog. “O Prêmio Abralog é uma iniciativa relevante, pois valoriza projetos que contribuem efetivamente para a modernização da Logística no Brasil. Além disso, eventos como este fortalecem o relacionamento institucional, ampliam o diálogo entre as entidades e promovem a troca de experiências, refletindo positivamente em toda a cadeia produtiva”, destacou o vice-presidente da NTC&Logística.

Nesta edição, os participantes puderam inscrever projetos em sete categorias: Automação, Tecnologia da Informação e Novas Tecnologias; Sistemas de Movimentação, Armazenagem e Embalagem; Logística 4.0, Tecnologias Disruptivas e E-business; Multimodalidade, Infraestrutura, Terminais e Condomínios Logísticos; Colaboração e Parcerias em Logística; ESG, Descarbonização e Transição Energética em Logística, e Estudante de Logística, com a possibilidade de submissão de mais de um trabalho por categoria.

Na categoria Automação, Tecnologia da Informação e Novas Tecnologias, a vencedora foi a Petrobras, com um sistema de monitoramento do fluxo contínuo da operação de importação. A solução estruturou um workflow integrado, reduzindo ruídos de comunicação, tempo de processamento e custos logísticos. Implantado em 2024, com investimento aproximado de R$ 6 milhões, o sistema ampliou a governança, a rastreabilidade e a conformidade regulatória, oferecendo visibilidade em tempo real para a tomada de decisão baseada em dados. No primeiro ano de operação, o sistema movimentou R$ 4,7 bilhões e contribuiu para a mitigação de riscos fiscais.

FETRANSCARGA realiza última Reunião Ordinária do Conselho de Representantes de 2025 no Rio de Janeiro

FETRANSCARGA realiza última Reunião Ordinária do Conselho de Representantes de 2025 no Rio de Janeiro

Encontro reuniu lideranças empresariais, representantes do setor produtivo e autoridades, com debate de pautas estratégicas para 2026 e homenagens na área de segurança pública

O presidente Eduardo Rebuzzi e a vice-presidente Tania Drumond entregam a placa de homenagem ao secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, Dr. Victor Santos

Nesta terça-feira (16/12/25), a FETRANSCARGA realizou a última Reunião Ordinária do Conselho de Representantes de 2025, em formato presencial e virtual, seguida de um almoço comemorativo e homenagem a autoridades e lideranças empresariais, no Salão Nobre do prédio da ACRJ (Associação Comercial do Rio de Janeiro), onde a Federação mantém sua sede, no 9º andar.

Além dos Sindicatos da base do Rio de Janeiro e dos diretores, participaram do encontro a vice-presidente da FETRANSCARGA, Tania Drumond; o presidente do SINDICARGA – Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística do Rio de Janeiro, Filipe Coelho; o vice-presidente do SETCANF – Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de Nova Friburgo, Evaristo Monteiro; o presidente do SULCARJ – Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Sul Fluminense, José Marciano de Oliveira; o presidente do SINTRANSPORTES – Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas de Campos-RJ, D’janir Azevêdo; o coordenador da COMJOVEM Rio de Janeiro, Bruno Gomes; os vice-coordenadores Marcela Montenegro e Guido Pazetti; a supervisora do Conselho Regional do SEST SENAT Rio de Janeiro, Marli Piay, além de outros membros da COMJOVEM RJ e executivos da Federação.

Durante a reunião, foram debatidos temas como o parecer do Conselho Fiscal sobre a proposta orçamentária e o plano de atividades da diretoria para 2026; projetos de lei relacionados ao Transporte Rodoviário de Cargas e Logística (TRCL); a atualização do convênio BR Carga; a apresentação do Programa Despoluir e as atividades do Conselho Regional do SEST SENAT.

Na sequência, autoridades da área de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro foram homenageadas pelo presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, e pela vice-presidente da FETRANSCARGA, Tania Drumond. Entre os homenageados, estiveram o secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, Dr. Victor Cesar dos Santos; o secretário de Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, coronel Marcelo Menezes, representado pelo coronel Gustavo Marques; e o comandante do BOPE – Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, tenente-coronel Marcelo Corbage.

Também foram agraciados o presidente do SINDICARGA, Filipe Coelho; o diretor de Segurança do SINDICARGA e da FETRANSCARGA, Marcelo Turbo, e André de Seixas, diretor-presidente da LOGÍSTICA BRASIL – Associação Brasileira dos Usuários dos Portos, de Transportes e da Logística.

O evento contou com a presença de cerca de 70 pessoas, incluindo convidados do setor produtivo, entre eles o presidente da ACRJ, Josier Vilar; o presidente do Conselho Superior da ACRJ, Ruy Barreto Filho; Delmo Pinho e Luis Velloso, representando a FECOMÉRCIO; Martinho Moura, representando a SEMOVE – Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio de Janeiro; Jorge Murilo, representando o TransÔnibus – Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Nova Iguaçu, além do coronel Maurílio Nunes, subsecretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro.

Pesquisa CNT de Rodovias completa 30 anos e registra melhora no Estado Geral da malha viária brasileira

Pesquisa CNT de Rodovias completa 30 anos e registra melhora no Estado Geral da malha viária brasileira

Levantamento de 2025 avaliou 114.197 quilômetros de rodovias pavimentadas e indica aumento de trechos em condições boas ou ótimas, além da redução de vias classificadas como ruins ou péssimas

A Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada nesta quarta-feira (17), completa 30 anos e aponta avanço no Estado Geral da malha viária brasileira em relação a 2024. Realizado desde 1995, o levantamento, que avaliou 114.197 quilômetros de rodovias pavimentadas, mostra aumento na proporção de trechos classificados como Ótimos ou Bons e redução nos trechos Ruins ou Péssimos.

De acordo com o estudo, que é financiado pelo SEST SENAT, 37,9% da extensão pesquisada (43.301 km) está em condições Ótimas ou Boas, ante 33,0% em 2024 (36.814 km), representando um avanço de quase 5 pontos percentuais (p.p.). Já os trechos avaliados como Ruins ou Péssimos caíram de 26,6% (29.776 km) para 19,1% (21.804 km), uma redução de 7,5 pontos percentuais. A categoria Regular manteve proporção semelhante, com 43,0% (49.092 km) neste ano, frente a 40,4% (45.263 km) em 2024.

O presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, ressalta que, ao completar 30 anos, a Pesquisa CNT de Rodovias se reafirma como uma referência fundamental para orientar políticas públicas, nortear investimentos e aprimorar o planejamento logístico do setor transportador.

“Esta edição comprova que investimentos em infraestrutura geram resultados concretos. Reconhecemos os avanços recentes e os esforços do poder público para ampliar e qualificar a malha rodoviária brasileira. Já é possível perceber uma retomada no ritmo necessário de investimentos, mas é fundamental mantê-lo e ampliar ainda mais os recursos destinados ao setor”, afirma Vander Costa.

A classificação do Estado Geral considera as três principais características da malha rodoviária: Pavimento, Sinalização e Geometria da Via. São avaliadas variáveis como condições do pavimento, das placas, do acostamento, de curvas e de pontes. Em 2025, a avaliação dessas variáveis foi a seguinte:

ClassificaçãoPavimentoSinalizaçãoGeometria da Via
Ótimo32,5%16,8%20,8%
Bom11,0%33,6%17,0%
Regular37,0%33,5%28,3%
Ruim15,0%9,7%20,7%
Péssimo4,5%6,4%13,2%

Aumento de concessões e recursos direcionados

Ao detalhar os percentuais por tipo de gestão, a Pesquisa revela redução significativa dos trechos ruins em rodovias concedidas e públicas. Entre as rodovias concedidas, apenas 618 km receberam essa classificação em 2025, ante 1.609 km em 2024, uma queda de 61,6%. Nas rodovias públicas, a redução foi de 23,3%, passando de 21.630 km para 16.594 km.

O avanço registrado no Estado Geral em 2025 reflete-se diretamente em mais segurança e conforto aos transportadores e usuários das vias. Entre os fatores, estão a expansão das concessões e o melhor direcionamento de recursos na malha pública.

“As concessões realizadas em 2025 foram decisivas para melhorar a qualidade das rodovias brasileiras. Elas trouxeram investimentos em manutenção e modernização, aumentando a segurança e o conforto dos usuários. Esse modelo complementa os esforços do poder público e garante vias melhores para o desenvolvimento do país”, afirma Vander Costa.

De acordo com a CNT, a continuidade desse movimento depende de investimentos regulares e planejamento de longo prazo. Soluções tecnológicas e construtivas, como pavimentos mais duráveis e resilientes e o uso do BIM (Building Information Modeling), podem elevar a eficiência logística e consolidar uma malha rodoviária moderna e sustentável.

Quando a infraestrutura falha, o custo sobe

A qualidade do pavimento tem efeito direto no custo da operação de transporte. Segundo a Pesquisa CNT de Rodovias 2025, quanto pior for a condição da via, maiores serão o consumo de combustível, o desgaste dos veículos e o tempo de deslocamento. O levantamento mostra que, considerando os trechos classificados como Bom, Regular, Ruim ou Péssimo, estima-se que a qualidade do pavimento eleve, em média, em 31,2% os custos operacionais do transporte rodoviário no Brasil.

Nas rodovias sob gestão pública, 64,4% apresentam algum problema no pavimento, levando, em média, a um aumento de custos operacionais de até 35,8%. Nas rodovias concedidas, 34,4% apresentam algum tipo de irregularidade no pavimento, o que resulta em um aumento médio nos custos operacionais para os transportadores de até 18,4% em relação ao pavimento Ótimo.

A má qualidade do pavimento gera desperdício anual estimado em R$ 7,2 bilhões somente com o consumo adicional de diesel, que é da ordem de 1,2 bilhão de litros. O valor é suficiente para financiar soluções de baixo carbono, como aquisição de caminhões elétricos, produção de combustíveis renováveis e ações de reflorestamento.

Na segurança viária, o efeito da infraestrutura deficiente é ainda mais grave. Entre janeiro de 2016 e julho de 2025, foram registrados 697.435 acidentes nas rodovias federais monitoradas pela PRF (Polícia Rodoviária Federal), com custo econômico acumulado estimado de R$ 149,67 bilhões. Esse valor inclui atendimentos de emergência, perdas de cargas, danos aos veículos e impactos sociais.

Os resultados reforçam a importância de manter o ciclo de investimentos e assegurar um padrão mais elevado de conservação, reduzindo custos, emissões e riscos para empresas transportadoras e os demais usuários das vias.

Menos riscos na pista

A Pesquisa CNT de Rodovias 2025 registrou queda no número de pontos críticos, que passaram de 2.446 em 2024 para 2.144 em 2025, indicando melhora na segurança viária. A maioria das ocorrências ainda está relacionada a buracos grandes, mas houve redução também em erosões, quedas de barreira e outros problemas graves. A tendência reforça que os investimentos recentes começam a gerar resultados positivos na conservação das rodovias brasileiras.

Sobre a Pesquisa CNT de Rodovias

Realizada anualmente pela CNT, a Pesquisa é a mais completa análise da infraestrutura rodoviária brasileira e serve como referencial estratégico para orientar o planejamento das operações das empresas do transporte de cargas e de passageiros, e investimentos públicos e privados em infraestrutura de transporte.

Sua relevância decorre da abrangência da coleta de campo, da sua representatividade e da sua consistência metodológica baseada em normativos nacionais e internacionais. Permite, ainda, a comparação dos dados em uma série histórica e a análise de como a falta de investimentos e de intervenções impacta a qualidade da infraestrutura e eleva o custo operacional do transportador.

Em sua edição de 2025, a Pesquisa CNT de Rodovias avaliou mais de 114 mil quilômetros de rodovias pavimentadas, compreendendo a totalidade das rodovias federais pavimentadas, todas as rodovias concedidas e as principais rodovias estaduais do país. Foram analisadas 22 variáveis distribuídas nas categorias Pavimento, Sinalização e Geometria da Via.

O levantamento foi realizado por 24 equipes ao longo de 30 dias (de 30 de junho a 29 de julho de 2025). A coleta de dados foi feita de forma 100% digital, com o uso de novas tecnologias e de inteligência artificial, resultando em uma maior precisão e confiabilidade das informações.

Acesse aqui o estudo.

FuMTran realiza encontros em Brasília para fortalecer diálogo com representantes do Sistema Transporte

FuMTran realiza encontros em Brasília para fortalecer diálogo com representantes do Sistema Transporte

A Fundação Memória do Transporte (FuMTran) esteve em Brasília nos dias 9 e 10 de dezembro para encontros institucionais com lideranças do Sistema Transporte (Confederação Nacional do Transporte – CNT, Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte – SEST SENAT, e Instituto de Transporte e Logística – ITL). A iniciativa integrou a programação do projeto FuMTran Perspectiva, que tem como propósito registrar o depoimento de autoridades do transporte, fortalecer o diálogo entre as entidades e valorizar a contribuição de protagonistas dos diversos modais para a memória e o futuro do transporte no país.

O presidente da FuMTran, Antonio Luiz Leite, foi a Brasília acompanhado pelo vice-presidente Adalberto Panzan Jr.; pelo diretor Eduardo Jacsenis e pela coordenadora administrativa e financeira Elisabete Guerino. Os representantes da FuMTran conversaram com Clésio Andrade, ex-senador da República, ex-vice-governador e fundador do SEST SENAT. No mesmo dia, a FuMTran realizou reunião com o Dr. Valter Luís de Souza, diretor de Relações Institucionais da CNT e, por fim, entrevistou Eliana Costa, diretora-adjunta do ITL. Os encontros com os representantes tiveram como foco o intercâmbio de visões, a discussão de temas estruturais do transporte e o reforço de parcerias institucionais. As conversas com o Dr. Valter Luís de Souza e Eliana Costa foram registradas em vídeo para o projeto FuMTran Perspectiva.

Antonio Luiz Leite reforçou a importância do projeto para registrar as visões que ajudam a compreender a evolução do transporte brasileiro. “Os encontros são fundamentais para ampliarmos o diálogo com quem vive o transporte brasileiro todos os dias, seja na gestão de pessoas, na defesa institucional, na qualificação de executivos ou no planejamento de futuro. A FuMTran tem o compromisso de ouvir, registrar e valorizar essas perspectivas, pois são elas que ajudam a construir um entendimento mais completo sobre os desafios e avanços do setor”, afirmou o executivo.

A conversa com Clésio Andrade trouxe reflexões gerais sobre a trajetória do Sistema Transporte, desafios históricos e atuais do setor e o papel da FuMTran no resgate da memória do transporte. O encontro com o diretor Dr. Valter Luís de Souza abordou infraestrutura, descarbonização, articulação institucional e o papel das entidades representativas. O diálogo com a diretora do ITL, Eliana Costa, foi dedicado à educação executiva, às tendências tecnológicas, à formação de gestores e à preparação de lideranças para os desafios futuros do transporte.

No dia 10, a Fundação realizou a reunião do Conselho Deliberativo da FuMTran, conduzida pelo presidente do Conselho Deliberativo, Vander Francisco Costa. Na reunião, foram aprovadas a prestação de contas do exercício de 2025, o plano de atividades para 2026 e a previsão orçamentária. “As decisões do Conselho Deliberativo apontam caminhos consistentes para 2026 e reforçam a importância de avançarmos com planejamento, responsabilidade e visão de futuro. Cada aprovação representa um passo a mais no fortalecimento da memória e do desenvolvimento do transporte brasileiro”, destaca Antonio Luiz Leite.

Ao comentar sobre a importância da aproximação e registro dos encontros com os representantes do Sistema Transporte, Antonio Luiz Leite reforçou que o projeto tem um papel estratégico dentro da Fundação. “O FuMTran Perspectiva nasce da convicção de que registrar as visões e a experiência de quem constrói o transporte brasileiro não é apenas um exercício de memória, mas uma contribuição direta para o futuro. Cada encontro traz reflexões que ajudam a compreender o presente e a projetar caminhos mais sólidos para o setor. É esse movimento de escuta, diálogo e preservação que fortalece a missão da FuMTran”, concluiu.

Começa a duplicação da BR-277, entre Palmeira e Irati, fortalecendo o principal corredor logístico do Paraná

Começa a duplicação da BR-277, entre Palmeira e Irati, fortalecendo o principal corredor logístico do Paraná

Diretor-Geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, participou da cerimônia da assinatura da Ordem de Serviço e destacou que o início das obras marca uma nova era para a segurança viária, a logística e o desenvolvimento regional

O Paraná deu, nesta terça-feira (16/12), mais um passo decisivo para o futuro da sua infraestrutura rodoviária. Começaram oficialmente as obras de duplicação da BR-277 nos trechos de Palmeira e Irati, uma intervenção histórica que vai transformar a mobilidade, salvar vidas e impulsionar a economia regional. A cerimônia de lançamento contou com a presença de autoridades locais, representantes da concessionária e do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Theo Sampaio, que ressaltou a importância simbólica e prática do momento.

Em sua fala, ao destacar o significado do início das obras, ele enfatizou a retomada da confiança nos investimentos em infraestrutura no estado. “Mais do que a Ordem de Serviço para o início dessa duplicação, nós temos aqui o começo de uma nova era para a BR-277”, afirmou, ao lembrar que a Agência tem acompanhado de perto cada etapa do processo para garantir segurança, eficiência e resultados concretos para a população.

Considerada a principal artéria logística do Paraná, a BR-277 conecta o interior produtivo do estado ao litoral e ao Porto de Paranaguá, um dos mais relevantes da América Latina. É por ela que circulam diariamente cargas essenciais, trabalhadores, estudantes e famílias. De acordo com o diretor-geral, é um corredor estratégico não apenas para o estado, mas para o país e para o Mercosul como um todo, com mais confiança, segurança e desenvolvimento. “Tem um estado em que não podemos errar, e esse estado é o Paraná. Aqui conseguimos alinhar a técnica, que é o papel da Agência, com a boa política, independentemente de posições ideológicas”, destacou.

Sob responsabilidade da concessionária Via Araucária, as obras contemplam 27,5 quilômetros de novas pistas duplicadas, além da implantação de vias marginais, retornos operacionais, interseções em desnível e obras de arte especiais. Na prática, o projeto reduz pontos críticos de conflito, organiza o tráfego e aumenta a previsibilidade para motoristas e transportadores. Para Guilherme Theo Sampaio, o modelo adotado representa um avanço em relação às concessões anteriores. “Conseguimos implementar o melhor modelo possível para a população paranaense, com mais investimentos e uma média de redução de 34% nas tarifas e de 24% nos acidentes”, ressaltou.

O investimento faz parte de um pacote robusto de modernização da BR-277, com aporte inicial estimado em aproximadamente R$ 15,1 bilhões, abrangendo outros trechos estratégicos entre Foz do Iguaçu e os Campos Gerais. De acordo com Guilherme Theo Sampaio, o conjunto de concessões rodoviárias em andamento no país demonstra a dimensão do impacto gerado. “Estamos falando de seis lotes concedidos no estado, mais de três mil quilômetros concedidos, mais de R$ 100 bilhões em investimentos e cerca de 660 mil empregos gerados”, pontuou.

Para além da infraestrutura, o impacto é humano e social. A duplicação atende a uma demanda histórica da população local, especialmente em um trecho marcado por alto fluxo e recorrentes registros de acidentes. O diretor-geral explicou ainda que segurança viária é um dos pilares centrais do projeto. “Esses números representam vidas preservadas, mais tranquilidade para quem trafega e mais qualidade de vida para milhares de famílias”, afirmou.

O início das obras também impulsiona o desenvolvimento regional. Municípios como Palmeira e Irati passam a ocupar posição ainda mais estratégica no mapa logístico do estado, atraindo investimentos e ampliando oportunidades de emprego e renda. Na avaliação de Guilherme Theo Sampaio, os benefícios vão além do período de obras. “Vai ser obra em todo lugar, isso é passageiro. Os benefícios, a solução, a produtividade e o desenvolvimento serão eternos”, destacou.

A ANTT, como agência reguladora, acompanha de forma permanente todas as etapas do empreendimento, garantindo segurança jurídica, equilíbrio contratual, transparência e foco no interesse público. Durante o evento, o diretor-geral reforçou o compromisso da Agência com a fiscalização contínua. “A ANTT será parceira, vigilante e constante para que todos os investimentos aconteçam e entreguem exatamente aquilo que a população espera”, afirmou, ressaltando ainda que a concessionária tem cumprido o contrato e antecipado entregas.

Relatório Mensal do Índice Nacional de Custos do Transporte – (INCTF E INCTL) | Novembro/25

Relatório Mensal do Índice Nacional de Custos do Transporte – (INCTF E INCTL) | Novembro/25

O DECOPE – Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas da NTC&Logística é responsável por estudos técnicos, voltados à apuração de custos de transporte rodoviário de cargas e logística, estatística do setor, estudos macroeconômicos e formação de índices de custos referenciais que medem a inflação do setor, dentre eles os dois com mais destaque são o INCTF – Índice Nacional de Custos de Transporte de Carga Fracionada e o Índice Nacional de Custos de Transporte de Carga Lotação, o INCTL.

O INCTF e INCTL têm como objetivo principal medir a evolução dos custos operacionais de transporte rodoviário de cargas e são índices do setor de transporte com grande repercussão e credibilidade, publicado no site da NTC e por todas as entidades que representam o transporte (Sindicatos e Federações), bem como em outros meios de comunicação. Eles servem ainda como instrumento de atualização de contratos públicos e privados no mercado de frete.

INFORMECom a decisão do Governo Federal de encerrar o programa de desoneração da folha de pagamento, que permitia a substituição da contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de salários, por alíquota sobre a receita bruta da empresa, desse modo o INCT já contempla a primeira etapa do processo de reoneração da folha de pagamento.

O fechamento do Acordo de Convenção Coletiva dos trabalhadores em transporte rodoviário de carga – São Paulo, base do SETCESP em junho/25, acordaram índice de 7,0% (sete por cento) para o reajuste dos salários de motoristas e outras categorias profissionais.

INCT-F DECOPE/NTC DE NOVEMBRO/24 A NOVEMBRO/25

A NTC&LOGÍSTICA comunica aos associados que a variação média do (INCTF[1] DECOPE/NTC) foi de 1,40% no mês de novembro e acumula nos últimos doze meses 5,03% (cinco virgula zero três por cento), entre dezembro de 2024 e novembro de 2025 (novembro de 2025*/- sobre novembro de 2024 ou ainda, nos últimos doze meses).

O INCTF mede a evolução de todos os custos da carga fracionada, incluindo transferência, coleta e distribuição, custos administração e de terminais. Nesses custos não estão contemplados impostos, pedágios e margem de lucro.

INCTL – DECOPE/NTC DE NOVEMBRO/24 A NOVEMBRO/25

O INCTL[2] reflete a variação dos custos do transporte rodoviário de cargas fechadas ou lotações, ou seja, ele mede a evolução de todos os custos da carga completa, incluindo a transferência, a administração (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Ele, assim como o INCTF, também não contempla impostos e margem de lucro na sua apuração.

A sua variação média foi de 2,91% (dois vírgula noventa e um por cento) de dezembro de 2024 a novembro de 2025 (novembro de 2025 sobre novembro de 2024, ou ainda nos últimos doze meses) e no mês variando 0,33%.

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS

O preço por litro do óleo diesel S-10, teve uma ligeira variação de 0,33% no mês de novembro/25, quando comparado com o mês anterior, sendo comercializado a R$ 6,070 p/litro. No período de 12 meses (nov-25 contra nov-24), a variação acumulada é de 0,17%, resultado, principalmente ditado pela nova regra política da Petrobrás.

O aditivo Arla 32, utilizado para reduzir as emissões de poluentes não registrou variação no mês. Desde março/12 até hoje, o aditivo já acumulou queda de (20,93%).

O óleo diesel comum, ainda consumido pela frota brasileira, teve variação acumulada em 0,17% nos 12 meses. No mês de novembro, o óleo foi comercializado a R$ 6,00 p/litro, contra R$ 5,99 p/litro no mesmo período do ano anterior, já o período mensal registrou variação de 0,50%.

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS DEMAIS INSUMOS NA FRACIONADA

No mês, o veículo de transferência registrou variação 1,39% e o veículo de distribuição urbana uma variação de (1,78%), já os implementos tanto de transferência como o de distribuição não registrou variação, pneu – 275/80 R 22,5 com variação de 1,49%, recapagem 0,00%, salário do motorista 0,00%, seguro 1,30%.

Considerando o período de 12 meses, os insumos que contribuíram para a variação do INCTF na operação de transferência foram: veículo (0,90%), carroceria baú 3,99%,pneu – 275/80 R 22,5 com variação de (1,95%), recapagem (10,73%), rodoar 5,45%, lavagem com 3,40%, salário do motorista 7,00% e seguro do casco (0,58%).

Na operação de coleta e distribuição, os insumos que tiveram variação foram: veículo com variação de 7,09%, carroceria ¾ baú de alumínio com variação de 3,89%, pneu 215/75 – R 17,5 com 9,56%,recapagem com (5,27%), lavagem com 3,40%, seguros do casco e contra terceiros com 6,89%, salário de motorista 7,00% e salário de ajudante 7,00%.

DESPESAS ADMINISTRATIVAS

As despesas administrativas de uma forma geral registraram em outubro variação 0,01% de 2025, quando comparada com as despesas do mês anterior. Já as despesas administrativas, exceto os salários, variaram 0,03%.

Nos 12 meses, as despesas administrativas vêm registrando alta de 7,75%, agravado principalmente, pelo reajuste do IPTU para 2025. A evolução acumulada das despesas administrativas, exceto salários, foi de 2,54%.

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS PRINCIPAIS INSUMOS NA LOTAÇÃO

Considerando a variação mensal, as despesas administrativas registraram variação de 0,04%, despesas administrativas (exceto salários) 0,06%, cavalo mecânico 0,89%, pneus 0,72%, Rodoar 0,0%, semirreboque 0,0%, recapagem 0,00%, lavagem 0,0%, seguros 0,77%.

ANÁLISE DE 12 MESES

Nos 12 meses (nov/25 contra nov/24), o cavalo mecânico teve variação de 4,29%, semirreboque 4,22%, óleo cárter 10,07%, óleo câmbio 10,21%, seguros 4,28%, DAT – 5,02%, recapagem com (0,63%), lavagem 3,40%, rodoar 5,45% e 4,54% pneus – 295/80 R22.

INCT-FR, INCT-FOU INCVT e INCT-FRIG

A evolução completa do INCTF, do INCTL e dos demais índices (INCTFR, INCTFOU, INCVT – Índice Nacional do Custo Variável do Transporte e INCTFRIG Índice Nacional do Custo do Transporte Frigorífico), assim como dos insumos do transporte encontra-se à disposição dos filiados da NTC&LOGÍSTICA na área restrita aos associados do site www.portalntc.org.br. Para acessar esta área, clique no canal Técnico e Econômico. Em seguida, clique “Downloads”.

O Departamento Técnico e Econômico da NTC&LOGÍSTICA (DECOPE) coloca-se à disposição das empresas e entidades associadas para prestar qualquer informação complementar pelo telefone (0xx11) 2632-1526/1536 ou pelo e-mail economia@ntc.org.br.

São Paulo, 30 de novembro de 2025.

DECOPE/NTC&LOGÍSTICA


[1] É livre a reprodução total ou parcial desta nota em qualquer meio de comunicação, desde que não sejam omitidos ou alterados aspectos essenciais à compreensão da mesma e desde que seja citada a fonte como segue: DECOPE/NTC&LOGÍSTICA – Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas/Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística.

[2] Este custo inclui custo peso, GRIS, custo valor para mercadorias de baixo valor (R$ 5.952,58 TON.) e PIS/COFINS. Não inclui taxa de lucro e pedágios. Franquia de 6 horas para carga e descarga. Acima disso, o custo adicional é de R$ 242,49 p/hora útil parada, ou R$ 9,65 por tonelada por hora útil.

NTC&Logística anuncia eventos oficiais para 2026: sua marca pode fazer parte dessa trajetória

NTC&Logística anuncia eventos oficiais para 2026: sua marca pode fazer parte dessa trajetória

A entidade referência nacional no Transporte Rodoviário de Cargas confirma os principais eventos do próximo ano, reforçando o relacionamento com o setor, a promoção de conhecimento técnico e as oportunidades de parceria com o mercado

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), fundada em 1963 e reconhecida como a principal entidade representativa do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil, divulgou o calendário oficial de eventos para 2026. Com encontros técnicos, institucionais e estratégicos realizados em diferentes regiões do país, a NTC&Logística mantém o compromisso de promover o fortalecimento do setor, a atualização de conhecimentos e a aproximação entre empresas, entidades e lideranças.

Para o próximo ano, já estão confirmadas duas edições do CONET&Intersindical; três edições do Seminário Itinerante da NTC&Logística; o Congresso Técnico “Olhar Empresarial”; o Seminário Brasileiro do TRC; o Seminário Trabalhista do TRC; o III Encontro Nacional de Segurança do TRC; o Encontro NTC Farma; o Prêmio NTC Fornecedores do Transporte; a FENATRAN e o Congresso NTC 2026, que será realizado em conjunto com o 19º Encontro Nacional da COMJOVEM.

Cada evento da NTC&Logística é planejado para valorizar o conteúdo técnico e estratégico, oferecer networking de qualidade e abrir espaço para parcerias sólidas entre empresas e instituições que fazem parte da cadeia logística do país.

Em 2026, a entidade confirma a importância do relacionamento institucional e comercial como um dos pilares de sua atuação, convidando marcas parceiras a participarem dessas iniciativas como patrocinadoras e apoiadoras.

“A NTC&Logística carrega uma história de mais de seis décadas representando o Transporte Rodoviário de Cargas e contribuindo para o desenvolvimento econômico do Brasil. Nossos eventos têm um papel fundamental nesse processo, pois aproximam o setor, geram conhecimento e criam oportunidades de crescimento conjunto. 2026 será mais um ano de grandes realizações e de fortalecimento das nossas parcerias”, destaca Eduardo Rebuzzi, presidente da NTC&Logística.

Responsável pela organização e condução das ações institucionais e de relacionamento da entidade, Elisete Balarini, assessora executiva da presidência, salienta a relevância dos eventos como parte essencial da estratégia de comunicação e integração da NTC&Logística. “Cada evento da NTC é construído com muito cuidado, com o propósito de gerar experiências marcantes e produtivas para o setor. É um trabalho que envolve comprometimento, técnica e, principalmente, o desejo de fazer a diferença na vida das empresas e dos profissionais que constroem o transporte brasileiro. Convidamos o mercado a estar conosco em 2026, participando e patrocinando os projetos que fortalecem o futuro do nosso segmento”, afirma Elisete.

Com um histórico de parcerias bem-sucedidas e eventos de excelência reconhecidos nacionalmente, a NTC&Logística ratifica seu papel de liderança e protagonismo no setor, consolidando 2026 como um ano estratégico para a valorização do Transporte Rodoviário de Cargas e para o fortalecimento das relações institucionais e comerciais em todo o Brasil.

Tenha acesso ao Mídia Kit 2026 e conheça mais como a sua marca pode fazer parte dos eventos da NTC&Logística. Para mais informações, entre em contato com Elisete Balarini pelos e-mails assessoria@ntc.org.br / comercial@ntc.org.br ou pelo telefone (11) 99404-9647.

NTC&Logística inicia Pesquisa Salarial no Transporte Rodoviário de Cargas – segmento de Carga Fracionada

NTC&Logística inicia Pesquisa Salarial no Transporte Rodoviário de Cargas – segmento de Carga Fracionada

Levantamento reúne informações sobre a remuneração de motoristas em diferentes regiões e segmentos do setor

A NTC&Logística, por meio do seu Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Econômicas (DECOPE), iniciou uma nova pesquisa, com foco na realidade salarial dos motoristas de caminhão que atuam no Transporte Rodoviário de Cargas no segmento de carga fracionada.

O levantamento tem como objetivo reunir informações atualizadas sobre os salários praticados em diferentes regiões e segmentos do setor, contribuindo para a elaboração de estudos técnicos e análises que orientem a atuação da Associação junto às empresas, entidades e autoridades públicas.

De acordo com o DECOPE, a participação das empresas é essencial para garantir a representatividade dos dados e aprimorar o entendimento sobre a estrutura de custos e remuneração no transporte de cargas. As informações obtidas permitirão identificar padrões, variações regionais e tendências que impactam diretamente a competitividade e a gestão das operações no setor.

Todas as respostas serão tratadas de forma confidencial, e os resultados consolidados serão divulgados posteriormente pela NTC&Logística em seus canais oficiais.

A pesquisa pode ser respondida de forma rápida e está disponível no link abaixo.

Participe e contribua para o fortalecimento do setor, clique aqui. 

ANTT habilita Ponte da Integração Jaime Lerner e abre novo caminho para o transporte internacional de cargas e passageiros entre Brasil e Paraguai

ANTT habilita Ponte da Integração Jaime Lerner e abre novo caminho para o transporte internacional de cargas e passageiros entre Brasil e Paraguai

Decisão da Agência garante segurança jurídica à operação internacional, fortalece a logística e melhora a mobilidade na Tríplice Fronteira

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deu um passo decisivo para a modernização e a organização do transporte rodoviário internacional na fronteira entre Brasil e Paraguai. Por meio da Deliberação nº 487, publicada nesta terça-feira (16/12) no Diário Oficial da União, a Diretoria Colegiada da Agência habilitou ao tráfego rodoviário internacional de cargas e passageiros o ponto de fronteira da 2ª Ponte Rodoviária Internacional sobre o Rio Paraná – Ponte da Integração Jaime Lerner, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Presidente Franco, no Paraguai. O processo teve como relator o diretor da ANTT Severino Medeiros.

A decisão de habilitação desse novo ponto de fronteira faz parte do exercício de uma atribuição regulatória da ANTT, prevista na Lei nº 10.233/2001 e acordos internacionais firmados pelo Brasil, que permite a inserção da nova travessia no sistema oficial do transporte rodoviário internacional brasileiro. Com a habilitação, a Ponte da Integração passa a integrar formalmente o marco regulatório do setor, possibilitando sua utilização em rotas internacionais regulares de cargas e passageiros por empresas devidamente autorizadas.

O início da operação internacional observará todos os requisitos legais e institucionais, não começando de imediato. O tráfego somente ocorrerá após o alfandegamento pela Receita Federal do Brasil e a operacionalização pelas autoridades competentes, assegurando controle aduaneiro, segurança fiscal, migratória e sanitária, pelos órgãos de fronteira brasileiros e paraguaios.

A Ponte da Integração Jaime Lerner é uma obra pública federal binacional, resultante de acordo entre Brasil e Paraguai. No lado brasileiro, a infraestrutura foi executada sob coordenação do Governo Federal, com participação do DNIT e do Ministério dos Transportes. Não há contrato de concessão rodoviária específico da ANTT para a ponte, nem exploração econômica pela Agência. Embora a estrutura se conecte à BR-277, rodovia federal que possui trechos concedidos e regulados pela ANTT, o acesso à ponte ocorre pela Perimetral Leste de Foz do Iguaçu, que não integra, até o momento, contrato de concessão vigente.

Menos congestionamento, mais eficiência e qualidade de vida

Projetada para desviar o tráfego pesado da Ponte da Amizade, a Ponte da Integração oferece uma solução concreta para um gargalo histórico da região. O novo eixo dedicado ao transporte de cargas contribui para reduzir congestionamentos, melhorar os tempos de deslocamento e aumentar a segurança viária, beneficiando motoristas, moradores e turistas. Os impactos positivos se estendem ao comércio exterior brasileiro, que passa a contar com uma rota mais moderna, eficiente e integrada.

Com 760 metros de extensão e 470 metros de vão livre – o maior da América Latina –, a ponte estaiada é um marco da engenharia e da cooperação binacional. No Brasil, conecta-se à Perimetral Leste, que integra a travessia à BR-277. No Paraguai, o acesso ocorre pelo Contorno Metropolitano de Leste, concebido para retirar o tráfego pesado das áreas urbanas. O conjunto dessas intervenções consolida a ponte como um complexo logístico internacional, preparado para atender às demandas atuais e futuras do transporte rodoviário.

O trecho brasileiro da estrutura leva oficialmente o nome de Ponte da Integração Jaime Lerner, conforme a Lei nº 14.380/2022, em homenagem ao arquiteto e urbanista que marcou profundamente o desenvolvimento urbano do Paraná e do Brasil. A denominação simboliza integração, planejamento e visão de futuro – valores que se refletem no papel estratégico da obra para a mobilidade e a logística internacional.

Com anúncio de novas obras, Paraná chega a 755 quilômetros de rodovias de concreto

Com anúncio de novas obras, Paraná chega a 755 quilômetros de rodovias de concreto

Desde o balanço divulgado no fim de junho, o Governo do Estado ampliou de 500 km para 755 km a malha rodoviária estadual com este tipo de pavimento. Método garante mais durabilidade, resistência ao tráfego pesado e redução nos custos de manutenção em relação ao asfalto tradicional

O Governo do Estado alcançou um novo marco no fortalecimento da infraestrutura rodoviária ao completar 755 quilômetros de rodovias, com obras de pavimentação ou duplicação em concreto, em diferentes fases de execução em todo o Paraná. O número representa um aumento de mais de 50% em apenas seis meses, no comparativo com os 500 quilômetros desse tipo de pavimento registrados em junho. O investimento total já é superior a R$ 3,3 bilhões.

Segundo o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o novo modelo de pavimentação em concreto foi adotado no Paraná por priorizar soluções de infraestrutura que trazem durabilidade, segurança e eficiência logística para o Paraná. “O concreto tem vida útil muito maior que o asfalto convencional e reduz os custos de manutenção ao longo do tempo, além de oferecer mais segurança aos motoristas e maior robustez para o escoamento da nossa produção, que é uma das mais competitivas do País”, afirma.

De acordo com ele, a iniciativa surgiu da necessidade de superar gargalos logísticos históricos, ao agregar soluções tecnológicas cuja eficiência já foi comprovada em países desenvolvidos, cujas rodovias resistem ao tráfego pesado e às intempéries. “Isso atende à necessidade dos nossos agricultores, transportadores e famílias que dependem de estradas mais seguras e confiáveis todos os dias. É uma obra para o futuro, que gera desenvolvimento econômico e melhora a qualidade de vida da população”, acrescenta.

A expansão contínua desses projetos envolve ações coordenadas pela Secretaria da Infraestrutura e Logística, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), e Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep), responsáveis pelo avanço de projetos estruturantes em todas as regiões do Estado.

Entre os novos empreendimentos está a duplicação da Rodovia da Uva (PR-417), entre Curitiba e Colombo. O trecho de 4,5 quilômetros prevê a restauração em concreto da pista atual e a construção de uma nova pista no mesmo material, além da implantação de quatro novos viadutos, vias marginais, rotatórias, ponte ampliada e passarela. O projeto será contratado na modalidade semi-integrada, com elaboração do projeto executivo e execução da obra em um prazo estimado de 21 meses.

Outro empreendimento estratégico é a duplicação da PR-170, no principal acesso a Guarapuava, na região Centro-Sul. A intervenção contempla a duplicação de aproximadamente nove quilômetros da via principal, a construção de quase 10 quilômetros de marginais, novos viadutos, alças de acesso, ponte sobre o Rio Jordão e melhorias ambientais e de segurança viária.

O projeto técnico foi doado ao Estado pela Associação Comercial e Empresarial de Guarapuava (Acig) e a Cooperativa Agrária, cujos comerciantes e produtores associados deverão se beneficiar diretamente da ampliação rodoviária, devido à redução de custos para chegada de insumos e envio de produtos. A proposta já está acompanhada de estudos ambientais, orçamentos e memoriais estruturais.

Na região Oeste, o Governo do Estado avançou com a restauração e ampliação das PR-239 e PR-317, entre Assis Chateaubriand e Toledo, somando mais de 40 quilômetros. O edital publicado em setembro prevê a aplicação da técnica whitetopping – em que a camada de concreto é aplicada sobre o asfalto. As obras incluem alargamento das faixas, acostamentos, terceiras faixas, novas vias marginais no perímetro urbano de Assis Chateaubriand e três viadutos para reorganizar o fluxo de tráfego. O prazo estimado é de 26 meses após a contratação da empresa.

Outra frente importante ocorre no Vale do Ivaí, com a restauração e ampliação da PR-272, entre Mauá da Serra e Lidianópolis, que prevê a execução de 54,8 quilômetros em pavimento rígido. A obra, com edital já publicado, inclui acostamentos de 2,5 metros, terceiras faixas, correções geométricas e a construção de viadutos e cruzamento com rotatórias alongadas em diferentes municípios. O pacote contempla ainda novas vias marginais, modernização da drenagem, dispositivos de segurança e iluminação.

O novo balanço também incorpora 70,1 quilômetros planejados para a restauração da PR-317, entre o Rio Paranapanema e Iguaraçu, no Noroeste do Paraná. O trecho está dividido em três segmentos e beneficia os municípios de Santo Inácio, Cafeara, Nossa Senhora das Graças e Santa Fé, reforçando um corredor essencial para o escoamento da produção regional.

Na mesma região, o Estado vai restaurar a PR-463 entre Nova Esperança e Santo Inácio, em uma etapa complementar à PR-317. Serão 76,6 quilômetros modernizados em quatro segmentos, com restauração estrutural, melhorias geométricas, novas faixas e duplicação em parte da extensão, criando uma ligação mais segura e eficiente entre os municípios atendidos pelo traçado. Outra obra que vai acontecer no futuro é a continuidade da duplicação em concreto da Rodovia dos Minérios, entre o centro de Almirante Tamandaré e o Jardim Areias.

OBRAS MAIS AVANÇADAS – As novas obras viabilizadas nos últimos seis meses se somam a outros 500 quilômetros de rodovias já pavimentadas em concreto ou com obras em andamento em todo o Paraná. Entre as principais intervenções finalizadas estão o whitetopping da PRC-280, no Sudoeste, um corredor de quase 150 quilômetros de General Carneiro até Pato Branco; a duplicação do Contorno Oeste de Cascavel; a pavimentação entre Goioerê e Quarto Centenário, e o primeiro trecho entregue da Rodovia dos Minérios.

Em obras, estão a duplicação e restauração da PRC-466, de Guarapuava até Pitanga, em três lotes distintos, sendo o primeiro, de Guarapuava a Palmeirinha, com 87% da obra concluída; a duplicação em concreto da PR-412, no Litoral (Matinhos a Pontal do Paraná), em estágio inicial; a nova etapa de modernização da Rodovia dos Minérios (PR-092), na Região Metropolitana, já perto da conclusão, e a restauração da PR-151, entre Ponta Grossa e Palmeira, nos Campos Gerais.

Também já estavam incluídos dois grandes projetos conduzidos pela Amep na Região Metropolitana de Curitiba: a nova ligação entre Mandirituba e São José dos Pinhais, que já está em 50%, e o prolongamento da PR-423, que liga a divisa de Curitiba com Fazenda Rio Grande até Araucária, conhecido como novo Contorno Sul da Capital, cujo projeto está na fase de obtenção da licença ambiental para início das obras.

Confira a lista completa das obras em concreto no Paraná.

Obras concluídas:

Duplicação da Rodovia dos Minérios entre Curitiba e Almirante Tamandaré – R$ 152,3 milhões – 4,74 km

Duplicação do Contorno Oeste de Cascavel – R$ 123,8 milhões – 19,07 km

Pavimentação em Whitetopping da PRC-280 – Palmas e Clevelândia – R$ 188,2 milhões – 45 km

Pavimentação em Whitetopping da PRC-280 – Palmas e General Carneiro – R$ 154,6 milhões – 59,55 km

Pavimentação em Whitetopping da PRC-280 – Clevelândia a Pato Branco – R$ 180,9 milhões – 37,49 km

Pavimentação em Whitetopping da PR-180 entre Goioerê e Quarto Centenário – R$ 65,8 milhões – 11,13 km

Obras em andamento:

Duplicação da PRC-466 entre Pitanga e Turvo – R$ 514,2 milhões – 45,5 km

Duplicação da PRC-466 entre Turvo e Palmeirinha – R$ 293,7 milhões – 27,02 km

Duplicação da PRC-466 entre Palmeirinha e Guarapuava – R$ 139,7 milhões – 11,52 km

Duplicação da PR-412 entre Matinhos e Pontal do Paraná – R$ 274,5 milhões – 14,28 km

Ampliação e restauração das PRC-487 e PR-460 entre Nova Tebas e Pitanga – R$ 267,8 milhões – 51,52 km

Pavimentação em Whitetopping da PR-151 – Ponta Grossa a Palmeira – R$ 257,2 milhões – 32,71 km

Fase 2 da duplicação da Rodovia dos Minérios em Almirante Tamandaré – R$ 50,7 milhões – 1,28 km

Nova ligação entre Mandirituba e São José dos Pinhais entre a BR-116 e a BR-376 – R$ 96,8 milhões – 26 km

Novo Contorno Sul entre Curitiba e Araucária – R$ 355,5 milhões – 9,37 km (fase de licenciamento ambiental)

Obras em licitação:

Pavimentação em Whitetopping PRC-466 entre Pitanga e Manoel Ribas – R$ 231 milhões – 43,05 km

Fase 3 da duplicação da Rodovia dos Minérios – orçamento sigiloso – 8,3 km

Duplicação da Rodovia da Uva (PR-417) entre Curitiba e Colombo – orçamento sigiloso – 4,52 km

Restauração e ampliação da PR-239 e PR-317 entre Assis Chateaubriand e Toledo – orçamento sigiloso – 40,09 km

Restauração e ampliação da PR-272 entre Mauá da Serra e Lidianópolis (Porto Ubá) – orçamento sigiloso – 54,81 km

Pavimentação em Whitetopping PRC-466 entre Manoel Ribas e Lidianópolis – orçamento sigiloso – 51,86 km

Obras projetadas:

Duplicação da PR-170 em Guarapuava (Agrárias) – 9 km

Restauração e ampliação da PR-317 entre o Rio Paranapanema e Iguaraçu – 70,13 km

Restauração e ampliação da PR-463 entre Nova Esperança e Santo Inácio – 76,6 km

Relatório Mensal do Índice Nacional de Custos do Transporte – (INCTF E INCTL) | Novembro/25

INCT-FR | Índice Nacional do Custo do Transporte de Carga Fracionada – Operação Rodoviária | Novembro/25

INCT-FR mede a evolução de todos os custos da carga fracionada na operação rodoviária, sendo assim incluindo-se transferência, custos de administração e de terminais (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Nesses custos não estão contemplados impostospedágios e margem de lucro.

Tenha na íntegra o simulador e histórico do índice, abaixo:

Governo do Estado contrata programa para avaliar 201 conexões rodoviárias

Governo do Estado contrata programa para avaliar 201 conexões rodoviárias

Investimento de R$ 10,6 milhões vai resultar em banco de anteprojetos para melhorar trafegabilidade e segurança viária em todas as regiões do Paraná

O Governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), contratou os cinco lotes do Programa Conexões Seguras, que vai avaliar 201 interseções em rodovias estaduais quanto à necessidade de obras para melhorar a trafegabilidade e segurança viária. O investimento é de R$ 10.633.147,23.

O programa tem duas etapas, com prazo de execução total de 24 meses, devendo começar em breve. Na primeira etapa, serão feitos os estudos das 201 interseções, identificando pontos críticos de segurança, inclinações acentuadas, geometria inadequada e outros fatores que prejudiquem a trafegabilidade e segurança viária do local. O DER-PR é uma autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística.

Na segunda etapa, serão elaborados anteprojetos de engenharia, embasados pelo material produzido na primeira. Eles vão propor soluções como aumento da capacidade de tráfego (incluindo vias marginais e acostamentos), implantação de passeios e ciclovias, correção de nível nas vias de acesso e até mesmo a substituição de interseção em nível por obras de arte especiais, como viadutos e trincheiras.

O resultado das duas etapas vai compor um banco de anteprojetos, que serão utilizados na futura licitação de obras.

REGIONAIS – Cada lote do programa corresponde a uma superintendência regional do DER/PR: Leste, Campos Gerais, Norte, Noroeste e Oeste.

Custo para rodar um caminhão na Argentina sobe 2,65% em novembro e acumula 34% no ano

Custo para rodar um caminhão na Argentina sobe 2,65% em novembro e acumula 34% no ano

ICT da FADEEAC volta a subir impulsionado pelo diesel e aumenta pressão sobre operações logísticas e tarifas do transporte de cargas

O custo para manter um caminhão em operação na Argentina aumentou 2,65% em novembro, de acordo com o Índice de Custos do Transporte (ICT) elaborado pela Federação Argentina de Entidades Empresariais do Transporte de Cargas (FADEEAC) e auditado pela Faculdade de Ciências Econômicas da UBA. O avanço mantém a tendência de alta iniciada em julho e reforça a pressão sobre a estrutura operacional do transporte rodoviário de cargas no país.

O ICT acumula alta de 34% entre janeiro e novembro de 2025, enquanto a variação interanual chega a 36,3%, ultrapassando em mais de oito pontos percentuais a última projeção de inflação do FMI para a Argentina. O indicador segue como referência para atualizações tarifárias e definição de custos logísticos no setor.

Os aumentos ganharam ritmo na segunda metade do ano, após um primeiro semestre de variações moderadas. As altas mensais registraram 4,03% em julho, 3,54% em agosto, 2,92% em setembro e 3,27% em outubro. Em novembro, o novo avanço foi impulsionado principalmente pelo diesel, que teve alta de 7,3%, a maior do ano, impactando tanto o mercado varejista quanto o atacadista.

O diesel acumula aumento de 39% em 2025 e quase 30% nos últimos seis meses, mesmo com o adiamento da aplicação integral dos impostos específicos sobre combustíveis previsto pelo Decreto 782/25, novamente prorrogado para dezembro pelo Decreto 840/25.

Além do combustível, outros componentes da estrutura de custos também registraram elevações: Reparos (1,95%); Despesas Gerais (1,80%); Seguros (1,09%); Material Rodante (1,08%) e Pneus (1,03%). Os custos de pessoal – segmento Condução — avançaram 1%, referente à terceira parcela do acordo CCT 40/89, com atualizações mensais previstas até fevereiro de 2026. Pedágios tiveram alta de 0,22%.

Lubrificantes e Licenciamento não apresentaram variações, enquanto o Custo Financeiro recuou 7,41% em um cenário de redução das taxas de juros.

Segundo a FADEEAC, o ICT monitora 11 itens que impactam diretamente a operação das empresas de transporte de cargas e funciona como ferramenta para projeção tarifária, planejamento financeiro e avaliação das variações de custos ao longo da cadeia logística.

Relatório Mensal do Índice Nacional de Custos do Transporte – (INCTF E INCTL) | Novembro/25

INCTF-OU | Índice Nacional do Custo do Transporte de Carga Fracionada – Operações Urbanas – Novembro/25

INCTF-OU mede a evolução de todos os custos da carga fracionada na operação urbana, incluindo coleta, distribuição, custos de administração e de terminais (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Nesses custos não estão contemplados impostospedágios e margem de lucro.

Tenha na íntegra o simulador e histórico do índice, abaixo:

Sua opinião constrói o futuro do TRC — participe da Pesquisa de Mercado 2025 da NTC&Logística

Sua opinião constrói o futuro do TRC — participe da Pesquisa de Mercado 2025 da NTC&Logística

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) deu início a uma nova edição da Pesquisa de Mercado do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), voltada às empresas transportadoras de todo o país. O levantamento tem como objetivo avaliar a situação econômica do setor ao longo de todo o ano de 2025, identificando os principais desafios enfrentados, além de oportunidades, tendências e indicadores que impactam diretamente o desenvolvimento e a sustentabilidade das operações.

A coleta de informações será realizada por meio de um questionário objetivo e de fácil preenchimento, com perguntas de múltipla escolha, garantindo uma participação prática e acessível para as empresas. A colaboração do setor é essencial para que o estudo retrate com precisão a realidade do transporte de cargas no Brasil e forneça dados consistentes para a formulação de políticas públicas e estratégias empresariais.

Os resultados consolidados serão apresentados durante a primeira edição de 2026 do CONET&Intersindical (Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado), que será realizada no dia 26 de fevereiro, em Brasília (DF).

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Participe da primeira edição do CONET&Intersindical de 2026 em Brasília (DF)

Participe da primeira edição do CONET&Intersindical de 2026 em Brasília (DF)

A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará a primeira edição do CONET&Intersindical 2026 nos dias 26 e 27 de fevereiro, no ROYAL TULIP BRASÍLIA ALVORADA, em Brasília (DF). O evento tem como entidade anfitriã a FENATAC – Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas e Logística, com o apoio dos Sindicatos filiados à entidade.

O CONET&Intersindical é dividido em duas etapas:

1. CONET: apresentação de pesquisas de mercado realizadas pelo Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE) da NTC&Logística, além de debates sobre custos e tarifas do setor;

2. Intersindical: discussão de temas relacionados ao desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC).

O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destaca a importância do evento e o peso estratégico da capital federal para o setor: “Brasília é o centro das decisões que impactam o Transporte Rodoviário de Cargas. Realizar o CONET&Intersindical na capital federal, em um momento tão relevante para o país e para o nosso setor, reforça a importância deste encontro como espaço de diálogo, construção e fortalecimento das nossas pautas. Será uma oportunidade única para ampliarmos nossa atuação institucional, discutirmos os desafios que afetam o TRC e avançarmos na busca por soluções que contribuam para o desenvolvimento do transporte de cargas no Brasil. Convidamos todos os empresários e representantes de entidades a participarem desse grande encontro”.

O CONET&Intersindical consolidou-se como um dos eventos mais importantes do setor, reunindo os principais protagonistas do TRC, promovendo debates estratégicos, troca de experiências e oportunidades para o fortalecimento de parcerias.

Faça sua inscrição aqui.

Realização

l NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)

Entidade Anfitriã

l FENATAC (Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas e Logística)

Apoio

l Sindicatos filiados à FENATAC

Apoios Institucionais

l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte; SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte; ITL – Instituto de Transporte e Logística)

l FuMTran (Fundação Memória do Transporte)

Apoio Logístico

l Braspress

Sistema Transporte destaca compromisso com a formação de jovens em evento pelos 25 anos da Lei da Aprendizagem

Sistema Transporte destaca compromisso com a formação de jovens em evento pelos 25 anos da Lei da Aprendizagem

Instituição reforça importância da formação técnica e do alinhamento com as demandas reais do mercado de trabalho

O Sistema Transporte reforçou, nessa quarta-feira (10), em Brasília, seu papel na formação de jovens aprendizes durante as comemorações pelos 25 anos da Lei da Aprendizagem Profissional (Lei nº 10.097/2000). O encontro reuniu aprendizes, empresas e entidades parceiras para discutir avanços e desafios da política pública.

A gerente de Desenvolvimento Profissional do SEST SENAT, Roberta Diniz, representou o Sistema Transporte na abertura do evento promovido pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) e destacou que a formação profissional precisa alcançar as áreas finalísticas das empresas. “Aproximar o jovem dessas áreas é qualificá-lo, de forma mais efetiva, para o mercado de trabalho e para as reais necessidades das empresas”, afirmou.

Ao lado de autoridades do MTE, entidades formadoras e representantes do Sistema S, Roberta reforçou que a qualificação profissional é decisiva para ampliar a empregabilidade e atender aos desafios do setor de transporte. Ela lembrou que o SEST SENAT já formou mais de 15 mil jovens e mantém cursos alinhados às demandas do setor, incluindo programas de aprendizagem em manutenção automotiva. “Trabalhamos para garantir programas de aprendizagem qualificados, pedagogicamente atualizados e juridicamente seguros”, destacou.

Durante a abertura, o ministro do Trabalho e Emprego em exercício, Chico Macena, afirmou que a política de aprendizagem é estratégica para o desenvolvimento do país. “A legislação tem papel fundamental na inclusão produtiva da juventude brasileira e deve ser tratada como um instrumento estratégico para o desenvolvimento nacional”, disse. Ele ressaltou que a Lei já abriu portas para 6,2 milhões de jovens e que o país registrou, em outubro deste ano, o maior número de contratos ativos da série histórica.

Ao final, Roberta Diniz reiterou que o Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL) seguirá fortalecendo parcerias com o MTE para ampliar oportunidades e aprimorar a qualidade formativa.

IA vira aliada para reduzir acidentes e proteger motoristas nas estradas brasileiras

IA vira aliada para reduzir acidentes e proteger motoristas nas estradas brasileiras

Com 987 sinistros causados por fadiga em 2025 nas rodovias federais, tecnologia da Platform Science unifica dados para prever riscos em tempo real

Apenas no primeiro semestre de 2025, foram registrados 987 sinistros causados por motoristas dormindo ao volante, número que já representa 95% de todos os casos registrados no ano anterior. Os dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) se somam aos de 2024, quando 6.160 pessoas morreram e mais de 84 mil ficaram feridas nas rodovias, acendendo um alerta urgente sobre o cenário do transporte no Brasil.

Em um contexto em que o sono ao volante e a distração figuram entre as principais causas de acidentes, soluções baseadas em inteligência artificial (IA) e automação ganham força no setor de transporte. Nesse sentido, empresas como a Platform Science estão transformando a lógica da segurança para torná-la preditiva, em vez de reativa. A tecnologia assistida por IA atua diretamente na prevenção de ocorrências ligadas a comportamentos de risco, como a fadiga.

O diretor executivo da Platform Science na América Latina, Rony Neri, explica que esse movimento representa uma mudança na dinâmica de proteção nas estradas. “A tecnologia atua de forma ativa e até preditiva, combinando videotelemetria e inteligência artificial para impedir o acidente antes que ele ocorra”, diz.

Ação contra a fadiga e gestão sem ‘achismos’

Para combater o sono ao volante, a solução combina sensores inteligentes e câmeras internas que monitoram o rosto do motorista continuamente. Algoritmos avançados são capazes de detectar microexpressões faciais e sinais físicos claros de fadiga, como bocejos ou o fechamento prolongado dos olhos. Assim que esses sinais são identificados, a tecnologia emite alertas sonoros e visuais imediatos na cabine, permitindo uma intervenção preventiva. “Dessa forma, deixamos de apenas registrar o sinistro via telemetria tradicional para atuar como um copiloto que protege o motorista em tempo real”, comenta Neri.

Os dados coletados não permanecem restritos ao veículo. Eles são enviados a uma plataforma que reúne informações de direção, eventos de risco, sinais de fadiga e histórico da frota em um único ambiente, e atua como uma inteligência centralizadora. Essa integração facilita a leitura do contexto operacional e permite que gestores compreendam padrões antes difíceis de identificar apenas com sistemas tradicionais.

Com os alertas priorizados conforme o nível de criticidade, equipes de gestão conseguem avaliar rapidamente quais situações exigem ação imediata. Em ocorrências urgentes, o sistema é capaz de acionar responsáveis, o que reduz o tempo de resposta, um fator decisivo para impedir que situações de risco evoluam para acidentes.

“Isso gera tranquilidade para o gestor e proteção 24 horas para a equipe, provando que é possível reduzir acidentes drasticamente e, através da cultura de segurança, alcançar também maior eficiência”, afirmou Neri ao enfatizar que o sistema é desenhado para que a segurança mova toda a operação logística.

Mesmo com avanços tecnológicos, o setor ainda enfrenta desafios, como sistemas pouco integrados e altos volumes de informações dispersas, o que dificulta a identificação rápida de riscos. Essa centralização do monitoramento em tempo real e a priorização automática ajudam a antecipar riscos e agir com maior precisão, reduzindo retrabalho e favorecendo decisões baseadas em evidências, um avanço importante para operações mais seguras e eficientes.

Predição de riscos e inteligência compartilhada

A inteligência artificial transforma o enorme volume de dados gerados em disciplina operacional. Um dos recursos oferecidos é o Predição de Acidentes, que identifica automaticamente regiões perigosas com base em dados de direção. Essa inteligência cruza o histórico de eventos bruscos da operação com os dados oficiais de acidentes da PRF.

O papel das empresas de tecnologia, segundo Neri, é entregar ferramentas capazes de processar essa complexidade para que a gestão se baseie em evidências. “Acredito que o cenário ideal para reduzir acidentes nas rodovias brasileiras precisa ser fundamentado na inteligência compartilhada e na automação da segurança, abandonando processos manuais em favor de uma gestão baseada em evidências”, pontua.

A tecnologia antecipa cenários críticos, transformando dados públicos e privados em proteção real nas estradas. Assim, a plataforma funciona como uma assistente proativa para o gestor, monitorando a operação e permitindo que ele se concentre em decisões estratégicas, em vez de agir apenas no gerenciamento de crises após um acidente.

Indústria de autopeças tem aumento de 8,6% no faturamento acumulado até outubro

Indústria de autopeças tem aumento de 8,6% no faturamento acumulado até outubro

As vendas para montadoras garantiram elevação de 11,4% no faturamento das empresas nos dez meses de 2025, mas o mercado de reposição teve redução de 0,3%, segundo o Sindipeças

A indústria de autopeças apresentou resultado positivo no acumulado de janeiro a outubro de 2025, com crescimento de 8,6% no faturamento nominal e de 5,4% em termos reais, conforme mostra o relatório da pesquisa conjuntural e da reposição realizada pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

As vendas para montadoras avançaram 11,4% até outubro deste ano (em termos reais, o crescimento foi de 8,1%), as exportações cresceram 8,6% (em real, a alta foi de 5,5%), e as vendas intrassetoriais aumentaram 7,1% (em real, o aumento foi de 4,0%).

Para o mercado de reposição, as vendas reduziram 0,3% de janeiro a outubro deste ano (em real, a retração foi de 3,2%), influenciado sobretudo pelo segmento de veículos leves, que teve recuo de 0,6% no faturamento nominal (em real, a queda foi de 3,5%), segundo o Sindipeças. Na linha pesada, o desempenho ainda é levemente positivo, com alta de 0,8% e redução de 2,1% em termos reais.

Desempenho mensal

O mês de outubro foi marcado por resultados mais fracos que setembro, com redução de 4,4% no faturamento nominal e real. Em relação a outubro de 2024, a queda foi de 6,2% (em real, a redução foi de 8,5%).

As empresas registraram redução no faturamento em todos os canais de distribuição, em outubro em relação a setembro. Para as montadoras, as vendas caíram 4,19%; para o mercado de reposição, 3,2% e exportação, 4,61% em reais. Intrassetoriais, a queda nas vendas foi de 10,91%.

O Sindipeças destaca que é preciso considerar os efeitos da devastação sofrida pela unidade da Toyota em Porto Feliz (SP) após forte tempestade na região, que destruiu mais de 90% da sua estrutura e paralisou a produção da montadora no Brasil durante dois meses. “Além disso, esse movimento reitera a desaceleração da indústria automotiva no decorrer do segundo semestre, o que deve levar o faturamento das autopeças a fechar 2025 com crescimento ao redor de 6% a 7%”, projeta o sindicato e acrescenta que, segundo dados da Anfavea, até novembro, a produção de autoveículos acumulou alta de 4,1%, enquanto os emplacamentos contaram com pequeno aumento de 1,4%.

Capacidade e emprego

A diminuição do ritmo da indústria de autopeças refletiu também nos indicadores de capacidade e emprego. Segundo o Sindipeças, a utilização da capacidade produtiva reduziu nos últimos meses, passando de 75% em agosto para 72% em outubro (com o impacto causado na fábrica da Toyota).

O mercado de trabalho perdeu fôlego no comparativo mensal, com redução de 0,85% em relação a setembro deste ano e de 0,2% em relação a outubro do ano passado. No acumulado de janeiro a outubro deste ano, apresentou aumento de 4,60% em relação a igual período de 2024.

“Em consonância com os resultados apresentados, a Sondagem Mensal da Indústria de Autopeças prospectou, em outubro, certa piora nas perspectivas para 2025 em comparação às projeções realizadas no início do ano”, destaca o Sindipeças. “Em termos de volume de vendas, ainda que a maioria das empresas (58,8%) estivesse prevendo crescimento, essa parcela era substancialmente maior em janeiro (86,4%). Do mesmo modo, o aumento da rentabilidade era previsto por 54,6% dos respondentes em janeiro e passou para 30,9% em outubro.”

Mercado reduz previsão da inflação para 4,36% este ano

Mercado reduz previsão da inflação para 4,36% este ano

Estimativa para o PIB é 2,25% em 2025

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,4% para 4,36% este ano. A estimativa foi publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (15), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da inflação variou de 4,16% para 4,1%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.

Pela quinta semana seguida, a previsão foi reduzida, alcançando o intervalo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

A alta no preço das passagens aéreas fez a inflação de novembro chegar a 0,18%. Em outubro, o IPCA havia sido de 0,09%.

Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses é 4,46%, dentro da meta do CMN.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O recuo da inflação e a desaceleração da economia levaram à manutenção da Selic pela quarta vez seguida.

O colegiado não deu pistas de quando deve começar a cortar os juros. Em comunicado, o BC informou que o cenário atual está marcado por grande incerteza, que exige cautela na política monetária e que a estratégia do BC é manter a Selic nesse patamar por bastante tempo.

A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Após chegar a 10,5% ao ano, em maio do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024. A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho, sendo mantida nesse nível desde então.

A estimativa dos analistas de mercado é que a taxa básica caia para 12,13% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 9,5% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do Boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 2,25%.

Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,83% e 2%, respectivamente.

Puxada pelas expansões dos serviços e da indústria, no segundo trimestre deste ano a economia brasileira cresceu 0,4%. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,50.

Selic no fim de 2026 passa de 12,25% para 12,13%, aponta Focus

Selic no fim de 2026 passa de 12,25% para 12,13%, aponta Focus

Na última semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% pela quarta vez seguida

A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2026 caiu de 12,25% para 12,13%. Há um mês, estava em 12,25%. Considerando só as 49 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana subiu de 12,13% para 12,25%.

Na última semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% pela quarta vez seguida. A decisão veio em linha com a mediana do Focus para a Selic no fim de 2025, que permaneceu estável nesse nível por 24 semanas seguidas.

No comunicado, o colegiado afirmou que a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta. Emendou que seguirá vigilante e disse que os “passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que, como usual, não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”.

A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 44ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 seguiu em 9,50%. Há um mês, estava em 10,00%.

NTC&Logística e COMJOVEM reforçam mobilização nacional com a Ação do Bem 2025 em apoio à reconstrução do Paraná

NTC&Logística e COMJOVEM reforçam mobilização nacional com a Ação do Bem 2025 em apoio à reconstrução do Paraná

A campanha busca alcançar a meta de 100 cotas solidárias para ajudar famílias paranaenses afetadas por desastres naturais

A NTC&Logística, em conjunto com a COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas), deu início à Ação do Bem 2025, campanha solidária que visa arrecadar recursos para apoiar a reconstrução das cidades paranaenses atingidas pelas recentes catástrofes climáticas.

O lançamento oficial da iniciativa aconteceu durante o Congresso NTC 2025 e o 18º Encontro Nacional da COMJOVEM, realizados em Mogi das Cruzes (SP), entre os dias 27 e 30 de novembro. O momento marcou o início de uma grande mobilização nacional do setor de Transporte Rodoviário de Cargas em prol das famílias que perderam suas casas e bens em decorrência das enchentes no estado do Paraná.

A Ação do Bem foi criada em 2017, por sugestão de Vilma Fernandes, esposa do ex-presidente da NTC&Logística, José Hélio Fernandes, que também é membro do Conselho Vitalício e atual vice-presidente de Assuntos Políticos da entidade. Desde então, a iniciativa se consolidou como uma tradição de solidariedade e engajamento dentro da NTC&Logística e da COMJOVEM.

Nas edições anteriores, a campanha já beneficiou importantes instituições, como o Hospital de Câncer de Barretos (SP), o Hospital Pequeno Príncipe (PR), o Lar dos Idosos de Guarulhos (SP) e o Hospital de Câncer de Rio Verde (GO), reforçando o compromisso social do setor.

Em 2025, o desafio é claro e urgente: arrecadar recursos suficientes para a compra de materiais de construção, como telhas, tijolos, cimento, portas e outros itens essenciais, permitindo que as famílias afetadas possam reerguer seus lares e reconstruir suas vidas.

Cada cota solidária tem o valor de R$ 250,00, e a meta estabelecida é atingir 100 cotas. Todo o valor arrecadado será integralmente destinado à compra dos materiais de construção. “A Ação do Bem é uma demonstração do quanto o nosso setor é movido por solidariedade e compromisso coletivo. Neste momento em que tantas famílias do Paraná enfrentam perdas significativas, unimos esforços para levar não apenas ajuda material, mas também esperança e recomeço. Esse movimento mostra o poder de transformação do Transporte Rodoviário de Cargas quando atuamos juntos por um propósito maior”, afirmou Eduardo Rebuzzi, presidente da NTC&Logística.

O coordenador nacional da COMJOVEM, Hudson Rabelo, também reforçou o envolvimento dos Núcleos e jovens empresários de todo o país na mobilização solidária. “A COMJOVEM está totalmente engajada nesta causa. Sabemos da força que temos quando unimos nossos Núcleos e empresários em torno de um mesmo objetivo. A reconstrução do Paraná é uma missão que vai além da ajuda material – é um gesto de empatia, união e compromisso com as pessoas. Contamos com o apoio de todos os parceiros, associados e lideranças do setor para transformar essa campanha em um grande movimento coletivo de esperança”, destacou Hudson.

As doações podem ser feitas via PIX, utilizando o QR Code disponibilizado abaixo, no espaço específico no seu banco de preferência.

Cada contribuição simboliza reconstrução, esperança e o recomeço de uma família inteira. A Ação do Bem 2025 reafirma o espírito solidário que marca a trajetória da NTC&Logística e da COMJOVEM, inspirando o setor a continuar transformando a força das estradas em gestos concretos de cuidado, união e reconstrução.