Paraíba fortalece setor de transporte de cargas em meio a mudanças na logística e debates sobre jornada nas estradas

Paraíba fortalece setor de transporte de cargas em meio a mudanças na logística e debates sobre jornada nas estradas

Com mais de 21 mil empresas ativas, transporte rodoviário ganha protagonismo na economia paraibana e amplia discussão sobre eficiência e qualidade de vida dos motoristas

O transporte de cargas na Paraíba vive um momento de fortalecimento em meio às transformações do setor logístico brasileiro e às discussões sobre jornada de trabalho nas estradas. Responsável por conectar indústrias, comércio e centros de distribuição, o segmento se consolidou como uma das engrenagens mais importantes da economia estadual.

Dados do setor apontam que a Paraíba possui atualmente 21.038 empresas ativas ligadas ao transporte rodoviário de cargas, o equivalente a 0,9% do mercado nacional. O estado ocupa a 18ª posição no ranking brasileiro do segmento.

Além do crescimento operacional, o setor acompanha debates nacionais relacionados à Lei do Motorista e às novas regras para tempo de direção e períodos obrigatórios de descanso. As mudanças têm exigido adaptação logística das empresas e, ao mesmo tempo, ampliado a discussão sobre segurança e qualidade de vida dos profissionais das estradas.

Para representantes do setor, a regulamentação da jornada tende a gerar impactos positivos no médio e longo prazo, especialmente na redução de acidentes, na melhoria das condições de trabalho e na atração de novos profissionais para o mercado.

O transporte rodoviário segue sendo o principal modal logístico da Paraíba e do Brasil, responsável por grande parte do escoamento de mercadorias. No estado, as operações atendem desde cargas secas até alimentos perecíveis, medicamentos e veículos.

Os custos de frete variam conforme distância e complexidade da operação. No transporte de longa distância entre João Pessoa e grandes centros do país, como São Paulo, os valores podem variar entre R$ 1 mil e R$ 5 mil. Já operações regionais, como entre João Pessoa e Campina Grande, seguem modelo de cotação sob demanda.

O avanço do setor também acompanha investimentos em gestão de frotas, monitoramento logístico e modernização operacional, fatores considerados fundamentais para manter competitividade diante das novas exigências trabalhistas e do crescimento da demanda por eficiência no transporte de mercadorias.

Com a expansão econômica da Paraíba e o fortalecimento de cadeias produtivas regionais, o transporte de cargas amplia seu papel estratégico na movimentação da economia estadual e no abastecimento do mercado nordestino.

ATENÇÃO CIOT – Orientação da ANTT para geração de CIOT em contingência

ATENÇÃO CIOT – Orientação da ANTT para geração de CIOT em contingência

Na hipótese de indisponibilidade técnica do sistema da ANTT, a empresa poderá gerar o CIOT em contingência por meio do “executável” disponibilizado e  instalado na máquina da empresa. Neste momento, não é necessário realizar a transmissão.

Este CIOT gerado em contingência deverá ser validado posteriormente, no prazo máximo de  168 horas ( 07 dias), observando-se a regularização dentro desse período para evitar inconsistências operacionais. 

Nessa hipótese, o número do CIOT gerado em contingência deverá constar no campo apropriado do MDF-e ou no campo observações, a fim de preservar documental da operação.

Sugere-se a seguinte redação:

CIOT número xxxx gerado em contingência em 24/05/2026, devido à indisponibilidade técnica no sistema da ANTT.

NTC&Logística 

Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística

ATENÇÃO CIOT – Orientação da ANTT para geração de CIOT em contingência

ATENÇÃO – EMISSÃO CIOT – IMPORTANTE

A NTC&Logística informa que está atuando e monitorando, junto à ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, instabilidades no sistema de emissão do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte), inclusive em modo de contingência.

A entidade protocolou, em 15/05/2026, pedido de prorrogação de prazo (Ofício PRE/EFR/rca/1223/26), considerando as dificuldades operacionais relatadas pelas empresas. No entanto, até o momento, não houve retorno oficial da ANTT.

Ressaltamos que a geração do CIOT já se encontra em ambiente de produção desde o dia 24/05/2026, com as validações previstas nas Portarias SUROC nº 06 e nº 16/2026.

Diante das instabilidades, solicitamos que os associados que estiverem enfrentando problemas encaminhem à NTC&Logística prints (capturas de tela) com as mensagens de erro apresentadas, para consolidação e envio à ANTT.

Seguiremos acompanhando a situação e manteremos todos informados.

NTC&Logística

Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística

Faça já a sua inscrição para a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, que será realizada em Ouro Preto (MG)

Faça já a sua inscrição para a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, que será realizada em Ouro Preto (MG)

Evento promovido pela NTC&Logística acontecerá em agosto, reunindo lideranças e empresários do Transporte Rodoviário de Cargas de todo o Brasil

A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará, entre os dias 27 e 28 de agosto de 2026, a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, no Hotel Vila Galé, em Ouro Preto (MG). O evento terá como entidade anfitriã a FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais, com o apoio dos sindicatos filiados à federação.

Consolidado como um dos mais importantes encontros do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil, o CONET&Intersindical reúne empresários, lideranças, representantes de entidades e especialistas para debater os principais desafios, tendências e oportunidades do setor.

A programação do evento é dividida em duas etapas. O CONET contempla a apresentação de pesquisas de mercado, estudos técnicos e levantamentos econômicos desenvolvidos pelo DECOPE (Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas) da NTC&Logística, além de debates relacionados aos custos operacionais e tarifas do setor. Já a Intersindical é voltada às discussões institucionais e estratégicas sobre o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas.

O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destacou a relevância da realização do encontro em Minas Gerais e a importância da participação do setor no evento.

“Realizar o CONET&Intersindical em Ouro Preto, em Minas Gerais, tem um significado muito especial para o nosso setor. Trata-se de um estado pujante, com forte representatividade econômica e relevância para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Estar em uma cidade histórica como Ouro Preto, patrimônio vivo da humanidade e do país, reforça ainda mais o propósito deste encontro. Será uma excelente oportunidade para ampliarmos o diálogo com lideranças, discutirmos os desafios do TRC e avançarmos na construção de soluções que contribuam para o crescimento sustentável do transporte de cargas. Convidamos todos os empresários e representantes de entidades a estarem conosco nesse importante momento”, afirmou.

As inscrições para o evento estão abertas, clique aqui e faça parte do evento.

As reservas de hospedagem também estão disponíveis. Garanta sua participação realizando a reserva no hotel do evento, clicando aqui.

Realização

NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)

Entidade Anfitriã

FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais

Apoio

Sindicatos filiados à FETCEMG

Patrocínio

FENATRAN

GEOTAB

MERCEDES-BENZ

ROADCARD

TRANSPOCRED

Apoios Institucionais

Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)

FuMTran (Fundação Memória do Transporte)

Apoio Logístico

Braspress

Governo, Aleac e setor de transporte discutem medidas para melhorar logística e competitividade no Acre

Governo, Aleac e setor de transporte discutem medidas para melhorar logística e competitividade no Acre

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), reuniu representantes do setor de logística e transporte de cargas para discutir estratégias voltadas à melhoria da infraestrutura, redução de entraves e ampliação da competitividade no estado. O encontro ocorreu na quinta-feira (21) e contou com a participação do deputado estadual Luiz Gonzaga e representantes do Sindicato das Empresas de Logística e Transportes de Carga e Transportadores Autônomos de Cargas do Estado do Acre (Setacre).

Entre as principais pautas debatidas, estiveram a criação de um espaço destinado ao setor na Zona de Processamento de Exportação (ZPE), em Senador Guiomard; a inclusão das empresas de transporte no Programa de Compras Governamentais de Incentivo à Indústria do Acre (Comprac); a implantação de um polo logístico em Rio Branco e a destinação de recursos específicos para fortalecer o segmento.

O secretário da Seict, Márcio Valter Agiolfi, destacou a importância estratégica do setor para o desenvolvimento econômico do estado. Segundo ele, o transporte é peça fundamental para garantir competitividade, reduzir custos e fortalecer a cadeia produtiva acreana.

“Não adianta a indústria produzir sem transporte com segurança, qualidade e custo competitivo. Melhorar o ambiente de negócios dessas empresas representa ganhos econômicos e fortalece a economia do Acre”, afirmou o secretário, ressaltando que as propostas serão analisadas em articulação com outras instituições governamentais.

A presidente do Setacre, Nazaré Cunha, defendeu a criação de políticas públicas que permitam às empresas acreanas acompanhar o crescimento esperado com a integração internacional. Ela explicou que o setor já utiliza uma estrutura no Ceasa, em Rio Branco, mas precisa de um espaço mais adequado para atender caminhões e carretas.

Segundo a dirigente, a expectativa é de aumento na movimentação econômica impulsionada pela conexão com o Peru e pelo acesso ao mercado asiático por meio do porto de Chancay, no Pacífico.

O deputado Luiz Gonzaga reforçou que a logística será determinante para que o Acre aproveite oportunidades comerciais abertas pela rota de integração internacional. O parlamentar também defendeu ajustes no Comprac e a reestruturação da ZPE como medidas para fortalecer o ambiente produtivo e estimular o crescimento econômico do estado.

Rota Bioceânica pode transformar Mato Grosso do Sul em eixo estratégico do comércio internacional

Rota Bioceânica pode transformar Mato Grosso do Sul em eixo estratégico do comércio internacional

Os dados são do ministro João Carlos Parkinson, diplomata de carreira do Ministério das Relações Exteriores, antecipados ao Campo Grande News. O mapeamento será apresentado na segunda-feira, 25, em Campo Grande, no decorrer do 3° Fórum Centro-Oeste de Segurança Rodoviária.

A tendência, segundo o diplomata, é de que haja uma migração gradual dos embarques via terrestre, principalmente da Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia, Rondônia e Tocantins, que exportaram US$ 1,1 bilhão em 2025 para os países vizinhos pelos tradicionais corredores da região Sul do País.

Comércio exterior – O montante significa 2,6% do comércio exterior de produtos brasileiros escoados por rodovias no ano passado, que somou US$ 43,1 bilhões, o equivalente a 26% do total exportado. O restante dos embarques ocorreu por vias áreas e marítimas.

Esse cenário deve ser um dos efeitos mais imediatos do corredor internacional. “Não fará sentido percorrer um trajeto mais longo levando cargas originadas nas regiões Norte e Nordeste do país até São Borja (RS) ou Uruguaiana (RS). Com o corredor, você reduz distância, diminui o tempo de entrega e ganha competitividade”, analisa o diplomata, que também é coordenador nacional dos Corredores Rodoviários e Ferroviários Bioceânicos no âmbito do Itamaraty.

Hoje, a maioria (60%) das exportações brasileiras via terrestre depende de corredores que passam pela região Sul do país para acessar mercados sul-americanos, como Paraguai, Argentina e Chile, que são países parceiros do Brasil na Rota Bioceânica.

No Rio Grande do Sul, São Borja responde por 29% do fluxo total, seguido por Uruguaiana, responsável por 27% do total. Foz do Iguaçu, no Paraná, representa 19% do fluxo.

Como exemplo hipotético, Parkinson traçou o trajeto de uma carga da Bahia em direção à Argentina, cujo tempo pode ser reduzido em dois a três dias pelo Corredor Bioceânico em relação às rotas da região Sul do país. Ou seja, a carga sairia da Bahia em direção ao Centro-Oeste e, em Mato Grosso do Sul, pegaria a ponte sobre o Rio Paraguai que conectará Porto Murtinho à cidade paraguaia Carmelo Peralta. Daí seguiria até a Argentina, utilizando uma rota mais curta em relação às da região Sul do país para acessar países vizinhos. A obra está em fase de conclusão.

Benefícios e projeções – O mesmo cenário se aplica a produtores dos países vizinhos, que poderão ampliar as vendas para o Norte e Nordeste via Corredor Bioceânico.

Ou seja, o comércio exterior do eixo Norte-Nordeste e, especificamente, o dos países sul-americanos podem se beneficiar do corredor internacional bioceânico, que os quatro países projetam transformar em uma grande via de escoamento de produtos e mercadorias entre a América do Sul e os mercados asiáticos. As previsões para esse trajeto apontam redução de 30% a 40% nos custos logísticos e de até 15 dias em relação a rotas marítimas tradicionais, como o Canal do Panamá.

O entendimento do diplomata é que, além de fortalecer Mato Grosso do Sul como eixo estratégico de integração logística entre o Brasil e os mercados sul-americanos, a consolidação do Corredor Bioceânico pode alterar significativamente a logística terrestre brasileira.

O chamado Corredor Rodoviário de Capricórnio é uma rota rodoviária com extensão de 2,3 mil quilômetros, que conecta o Oceano Atlântico aos portos de Antofagasta e Iquique, no Chile, cortando o Brasil, Paraguai e Argentina.

Apesar do avanço das obras físicas, o empreendimento ainda depende de acordos entre os quatro países para solucionar entraves institucionais e regulatórios e, assim, viabilizar processos transfronteiriços entre todas as partes envolvidas.

Expansão bilionária em porto gera 5 mil empregos e promete mudar logística no Brasil

Expansão bilionária em porto gera 5 mil empregos e promete mudar logística no Brasil

Porto de Rio Grande também recebe contêineres de países como Uruguai, Argentina e Paraguai

Um megaexpansão no Porto de Rio Grande, com investimento de mais de R$ 1,1 bilhão, deve alterar a logística portuária no Sul do Brasil, com geração de 5 mil empregos indiretos até 2030. A ampliação foi anunciada pela Wilson Sons, operadora de logística portuária e marítima, para a Tecon Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

O objetivo é ampliar a capacidade de operação do complexo portuário que vem observando a crescente demanda de logística no estado e o aumento do transbordo de contêineres vindos de países como Uruguai, Argentina e Paraguai, o chamado Cone Sul.

Segundo a empresa, os investimentos são essenciais para que gargalos logísticos não aconteçam, com garantia da alta performance operacional do terminal. Para além disso, o porto tem que atender embarcações cada vez maiores e, para isso, é necessário que a ampliação seja realizada.

Segundo o diretor-presidente do Tecon Rio Grande, Paulo Bertinetti, a ampliação precisa ser feita neste momento, já que os importadores “dependem da eficiência do porto para manter a competitividade do Rio Grande do Sul no mercado nacional e internacional”.

— Se esses investimentos fossem postergados, haveria risco de restrições operacionais relevantes, como filas de navios, omissões de escala e desvio de cargas para outros portos, com impacto direto sobre o custo logístico do Estado — disse.

Como será a expansão

O cais deve ser ampliado, passando de 900 metros para 1,2 mil metros, fazendo com que o porto possa atender até três navios de grande porte ao mesmo tempo, em especial navios da classe New Panamax, com 366 metros de comprimento.

A retroárea também será ampliada, com a pavimentação de mais de 180 mil metros quadrados e aquisição de equipamentos elétricos, com automação embarcada e operação remota, como três guindastes de cais, 14 guindastes de pátio e 26 tratores. Os equipamentos também possuem sistemas de telemetria de última geração para monitoramento dos ativos.

Geração de empregos

Ao todo, cerca de 220 empregos diretos devem ser impulsionados, além de mais 500 durante as obras e outros 5 mil postos de trabalho indiretos ao longo da cadeia logística.

— Investimentos dessa magnitude tendem a gerar novas oportunidades ao longo das diferentes etapas do projeto e das operações, contribuindo para o fortalecimento da economia local — disse Bertinetti.

Porto é a principal porta de entrada de insumos no RS

O porto é, atualmente, a principal porta de entrada e saída de insumos e produtos da economia gaúcha e de todo o Cone Sul. Nele, são exportados frango congelado, carne suína, tabaco, arroz, resinas, celulose e móveis. No local, também são importados partes e peças, máquinas, produtos químicos e artigos de aço.

Dos países vizinhos, o porto recebe cargas de transbordo que incluem carne bovina, partes e peças, madeira, produtos químicos, máquinas, resinas, equipamentos eletrônicos e sementes.

ANTT homologa leilão da Rota das Gerais e viabiliza modernização da BR-116/251 em Minas Gerais

ANTT homologa leilão da Rota das Gerais e viabiliza modernização da BR-116/251 em Minas Gerais

A ANTT homologou, nesta quinta-feira (21/5), o resultado do leilão de concessão do sistema rodoviário da BR-116/251/MG, o Rota das Gerais. A Ecorodovias Concessões e Serviços S.A. foi consagrada vencedora do certame após apresentar desconto de 19% sobre a Tarifa Básica de Pedágio. A decisão foi tomada na Reunião de Diretoria Colegiada nº 1.033.

A homologação antecede a assinatura do contrato e viabiliza a modernização de 734,9 quilômetros de rodovias nas BRs 116 e 251, trechos que conectam importantes polos de produção e distribuição de cargas no norte de Minas Gerais e são usados diariamente por motoristas e transportadores.

Com a concessão estruturada, a ANTT garante a ativação de serviços permanentes de atendimento ao usuário ao longo da malha, entre eles ambulâncias de resgate, guinchos e equipes de inspeção de tráfego. O monitoramento regulatório da Agência assegura que os investimentos previstos no Edital nº 05/2025 se traduzam em segurança viária e melhoria concreta dos serviços na ponta.

Tarifa mais justa e cobrança condicionada à entrega

O modelo adotado reforça a lógica de proteção ao usuário: a cobrança de pedágio só será iniciada após a execução de melhorias iniciais, como reabilitação do pavimento e reforço da sinalização, no âmbito do Plano de 100 Dias, com fiscalização da ANTT. Há a previsão de verificador independente para a inspeção das obras e serviços executados nas fases de recuperação e manutenção.

Além do desconto ofertado no leilão, o contrato prevê:

5% de desconto na tarifa para pagamentos com TAG;

desconto para usuário frequente (DUF), com reduções progressivas da tarifa de pedágio a cada passagem no mês de referência;

isenção para motociclistas;

modelo tarifário mais equilibrado, com menor impacto para veículos leves.

Investimento, previsibilidade e inovação regulatória

Com prazo de 30 anos, o contrato prevê mais de R$ 13 bilhões em investimentos, com maior concentração de investimentos nos primeiros anos, antecipando benefícios à população. As obras de ampliação somam 186 km de duplicações e 160 km de faixas adicionais que irão melhorar o nível de serviço da rodovia. A execução das obras está prevista para ocorrer entre o terceiro e o décimo ano da concessão.

O projeto incorpora diretrizes modernas, como infraestrutura resiliente a eventos climáticos, sustentabilidade com o Programa Carbono Zero, melhoria contínua da operação e matriz de riscos mais equilibrada, elementos que ampliam a segurança jurídica e a eficiência contratual.

ANTT publica nova portaria sobre o CIOT e mantém obrigatoriedade para todos a partir de 24 de maio

ANTT publica nova portaria sobre o CIOT e mantém obrigatoriedade para todos a partir de 24 de maio

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou a Portaria SUROC nº 16/2026, que altera a Portaria SUROC nº 06/2026, responsável por regulamentar as regras de cadastramento do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). A atualização promove ajustes relacionados ao cadastramento e à operacionalização do sistema, porém mantém a obrigatoriedade do CIOT para todos os transportadores a partir do dia 24 de maio de 2026.

Confira a portaria completa, clicando aqui.

Faça já a sua inscrição para a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, que será realizada em Ouro Preto (MG)

Faça já a sua inscrição para a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, que será realizada em Ouro Preto (MG)

Evento promovido pela NTC&Logística acontecerá em agosto, reunindo lideranças e empresários do Transporte Rodoviário de Cargas de todo o Brasil

A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará, entre os dias 27 e 28 de agosto de 2026, a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, no Hotel Vila Galé, em Ouro Preto (MG). O evento terá como entidade anfitriã a FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais, com o apoio dos sindicatos filiados à federação.

Consolidado como um dos mais importantes encontros do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil, o CONET&Intersindical reúne empresários, lideranças, representantes de entidades e especialistas para debater os principais desafios, tendências e oportunidades do setor.

A programação do evento é dividida em duas etapas. O CONET contempla a apresentação de pesquisas de mercado, estudos técnicos e levantamentos econômicos desenvolvidos pelo DECOPE (Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas) da NTC&Logística, além de debates relacionados aos custos operacionais e tarifas do setor. Já a Intersindical é voltada às discussões institucionais e estratégicas sobre o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas.

O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destacou a relevância da realização do encontro em Minas Gerais e a importância da participação do setor no evento.

“Realizar o CONET&Intersindical em Ouro Preto, em Minas Gerais, tem um significado muito especial para o nosso setor. Trata-se de um estado pujante, com forte representatividade econômica e relevância para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Estar em uma cidade histórica como Ouro Preto, patrimônio vivo da humanidade e do país, reforça ainda mais o propósito deste encontro. Será uma excelente oportunidade para ampliarmos o diálogo com lideranças, discutirmos os desafios do TRC e avançarmos na construção de soluções que contribuam para o crescimento sustentável do transporte de cargas. Convidamos todos os empresários e representantes de entidades a estarem conosco nesse importante momento”, afirmou.

As inscrições para o evento estão abertas, clique aqui e faça parte do evento.

As reservas de hospedagem também estão disponíveis. Garanta sua participação realizando a reserva no hotel do evento, clicando aqui.

Realização

NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)

Entidade Anfitriã

FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais

Apoio

Sindicatos filiados à FETCEMG

Patrocínio

FENATRAN

GEOTAB

MERCEDES-BENZ

ROADCARD

TRANSPOCRED

Apoios Institucionais

Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)

FuMTran (Fundação Memória do Transporte)

Apoio Logístico

Braspress

Rio de Janeiro institui o Riocomex e avança na retomada da economia fluminense

Rio de Janeiro institui o Riocomex e avança na retomada da economia fluminense

O Estado do Rio de Janeiro publicou a Lei nº 11.192/2026, que institui o RIOCOMEX, novo regime tributário voltado às operações de comércio exterior, importação e distribuição de mercadorias.

A medida representa um marco para a retomada da competitividade logística do Rio de Janeiro, fortalecendo os ativos portuários e aeroportuários do estado e criando condições para atração de investimentos, geração de empregos e aumento da arrecadação.

Estruturado com base na Lei Complementar nº 160/2017 e no Convênio ICMS nº 190/2017, o RIOCOMEX permite ao Rio adotar mecanismos tributários já utilizados por estados concorrentes com forte atuação no comércio exterior.

Na prática, o Rio corrige uma distorção histórica que fazia com que cargas naturalmente destinadas ao estado fossem desembaraçadas em outros portos e aeroportos em razão da diferença tributária. Agora, o Rio volta a competir em condições de isonomia fiscal.

Segundo estimativas do setor, o novo regime poderá gerar cerca de R$ 3 bilhões anuais em arrecadação adicional de ICMS, além da criação de mais de 22 mil empregos diretos e indiretos na cadeia logística e portuária.

Para o presidente do SINDICARGA, Filipe Coelho, o projeto representa uma conquista histórica para o desenvolvimento econômico do estado:

“Com condições fiscais equilibradas, o Rio tem vantagens logísticas naturais extremamente competitivas. O RIOCOMEX devolve ao estado a capacidade de disputar investimentos, cargas, empregos e desenvolvimento.”

O SINDICARGA, ao lado da Logística Brasil, da FETRANSCARGA e de outras entidades do setor, participou ativamente das discussões técnicas e institucionais que contribuíram para a consolidação do projeto, reforçando seu compromisso permanente com o fortalecimento da logística, do comércio exterior e da economia fluminenses.

“Segurança também depende da infraestrutura”, defende Associação de Transporte de Produtos Perigosos

“Segurança também depende da infraestrutura”, defende Associação de Transporte de Produtos Perigosos

Executivo da ABTLP deixa recado: “Falamos de segurança, mas falta a parte de infraestrutura. Falta iniciativas por parte do regulador”

O movimento Maio Amarelo voltou a colocar a segurança viária no centro das discussões do setor de transporte em 2026. No segmento de produtos perigosos, onde qualquer falha operacional pode gerar impactos ambientais, financeiros e humanos de grandes proporções, o tema ganha ainda mais relevância.

Segundo Eduardo Leal, secretário executivo da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), a conscientização promovida durante o Maio Amarelo ajuda a reduzir ocorrências e ampliar a cultura de prevenção nas estradas brasileiras. Em entrevista, o secretário destacou que campanhas educativas já apresentam reflexos práticos nas estatísticas do setor. “A gente observa resultados concretos dessas campanhas. Em períodos de maior conscientização no trânsito, como o Carnaval, houve redução no número de ocorrências envolvendo produtos perigosos”, afirmou.

A ABTLP reúne transportadoras, empresas da indústria química, gerenciadoras de risco, sindicatos, federações e companhias de atendimento emergencial. Apesar da diversidade de associados, a entidade afirma que sua atuação é totalmente voltada à defesa do transporte de produtos perigosos.

Entre as principais frentes de atuação, estão o acompanhamento regulatório junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), apoio às empresas em temas ambientais ligados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e discussões técnicas com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO).

De acordo com Leal, o segmento opera sob uma das estruturas regulatórias mais complexas do país. Atualmente, o transporte de produtos perigosos precisa atender cerca de 390 documentos legais nacionais, entre resoluções, decretos, portarias e instruções normativas, sem considerar legislações estaduais e municipais. “O transporte de produtos perigosos é a atividade mais regulamentada do Brasil”, ressaltou.

Capacitação de motoristas ganha peso no Maio Amarelo

Durante o Maio Amarelo, a Associação intensificou ações educativas, divulgação de materiais informativos e treinamentos voltados às boas práticas no trânsito. A entidade também participa de iniciativas ligadas ao Secretaria Nacional de Trânsito e ao Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (PNATRANS). Um dos focos centrais da associação é a capacitação de motoristas especializados. O setor enfrenta escassez de profissionais habilitados para o transporte de cargas perigosas, cenário considerado ainda mais crítico do que no transporte rodoviário convencional.

Além da CNH adequada, os motoristas precisam realizar o curso MOPP (Movimentação Operacional de Produtos Perigosos), obrigatório para atuação no segmento. Segundo Leal, no entanto, o treinamento técnico precisa ir além das exigências mínimas da legislação. “As empresas passaram a investir ainda mais em treinamentos específicos, direção defensiva, procedimentos de emergência e conscientização ambiental”, explicou.

A Associação também desenvolveu cursos gratuitos em parceria com o Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST SENAT), incluindo capacitações para Combinação de Veículos de Carga (CVC) e sinalização de veículos transportadores de produtos perigosos.

Tecnologia amplia controle e prevenção de acidentes

Outro destaque apontado pela ABTLP é o avanço tecnológico nas operações de transporte. Ferramentas de monitoramento em tempo real, rastreamento, gerenciamento de risco e câmeras embarcadas já fazem parte da rotina das transportadoras especializadas há mais de uma década. Segundo Leal, o setor foi um dos pioneiros na adoção dessas soluções devido às exigências regulatórias ambientais e operacionais.

Hoje, sistemas inteligentes conseguem identificar sinais de fadiga, distração e alterações comportamentais dos motoristas, permitindo ações preventivas antes da ocorrência de acidentes. Apesar disso, o secretário alerta que a tecnologia, sozinha, não resolve o problema da segurança viária.

“A tecnologia já atingiu um nível muito avançado. O grande desafio agora é investir na parte humana, nas boas práticas e no comportamento dos profissionais”, afirmou.

Infraestrutura precária ainda preocupa o setor

Embora reconheça avanços em fiscalização, tecnologia e qualificação profissional, a ABTLP avalia que a infraestrutura rodoviária brasileira continua sendo um dos principais gargalos para o transporte seguro de produtos perigosos.

Leal defende maior participação do poder público na melhoria das condições das rodovias, áreas de apoio e segurança dos motoristas. “Não adianta termos veículos modernos e profissionais capacitados rodando em estradas sem condições adequadas. A segurança também depende da infraestrutura”, concluiu.

Investimentos em rodovias já evitou 2,6 mil acidentes, diz estudo

Investimentos em rodovias já evitou 2,6 mil acidentes, diz estudo

Análise técnica do Ministério dos Transportes apontou que melhorias nas estradas pouparam 8.486 vítimas e gerou economia de R$ 1,28 bilhão entre 2023 e 2025

Os investimentos na conservação das rodovias federais já evitou cerca de 2.611 acidentes de trânsito, poupando mais de oito mil vítimas entre 2023 e 2025.

As informações fazem parte de uma análise técnica da Subsecretaria de Fomento e Planejamento do Ministério dos Transportes, que relacionou o aumento dos investimentos públicos em manutenção rodoviária à redução de ocorrências nas estradas.

Além disso, o setor já economizou mais de R$ 1,28 bilhão de reais no período.

Ainda segundo um estudo realizado pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), em parceria com o FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), a cada R$ 1 milhão investido em infraestrutura de transportes é gerado um retorno de R$ 3,34 milhões em produção na economia.

Dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) também apontam que o alto número de sinistros  impacta diretamente a economia, em razão da perda de força de trabalho e de capital humano, além de impactarem o sistema de previdência social, aumentando os custos médico-hospitalares, e gerarem prejuízo patrimonial, entre outros.

“Teve um recorde histórico de investimento em manutenção das rodovias federais (…), a gente vinha de um déficit histórico na última década, foi o pior índice de investimento na malha rodoviária, que foi o número de 2022, e a gente deu um salto para ser um dos maiores volumes de investimento na última década”, afirmou a subsecretária do Ministério, Gabriela Avelino.

“Uma das mensagens que a gente gostaria de passar é sobre a importância de políticas públicas baseadas em evidências (…), então a gente tem feito esse esforço, principalmente nesse assunto de segurança viária e sinistro de trânsito, em tentar gerar dados que subsidiem o debate”, acrescentou.

Governo de SP amplia segurança no corredor de exportação da Anchieta com melhorias para circulação de caminhões de até 30 metros

Governo de SP amplia segurança no corredor de exportação da Anchieta com melhorias para circulação de caminhões de até 30 metros

Intervenções no trecho de serra incluem adequações viárias, nova área de escape, iluminação e monitoramento para reforçar a segurança rumo ao Porto de Santos

O Governo de São Paulo vai ampliar a infraestrutura de segurança e operação no trecho de serra da Rodovia Anchieta (SP-150), principal corredor logístico do país para acesso ao Porto de Santos.

O pacote de melhorias inclui adequações geométricas em curvas da serra, para ampliar a segurança da circulação de Combinações de Veículos de Carga (CVCs) de até 30 metros de comprimento e até 74 toneladas, além da implantação de nova área de escape na pista Norte, reforço da iluminação e sistemas de monitoramento.

As intervenções previstas para o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) incluem ainda a ampliação da infraestrutura operacional da rodovia com instalação de câmeras de monitoramento (CFTV), painéis de mensagens variáveis (PMVs), radares e outros dispositivos de segurança ao longo da Anchieta, e uma base de Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) entregue aos usuários em fevereiro deste ano.

“Estamos fortalecendo um dos corredores logísticos mais importantes do Brasil, responsável pela ligação entre o maior parque industrial do país e o Porto de Santos. São investimentos voltados principalmente à segurança viária, à operação da serra e à proteção dos caminhoneiros que utilizam diariamente esse trecho estratégico para a economia paulista e nacional”, afirma o secretário de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini.

Desde 2023, o Governo de São Paulo autorizou a circulação, durante a madrugada, de Combinações de Veículos de Carga (CVCs) de até 30 metros de comprimento no trecho de serra da Anchieta. Antes da medida, o limite permitido era de 26 metros, o que obrigava o desengate parcial das cargas durante a descida da serra, aumentando o número de viagens de caminhões, o fluxo na rodovia e os riscos operacionais no trajeto até a Baixada Santista.

As novas intervenções vão ampliar as condições de segurança para a circulação desses veículos de grande porte em um trecho de alta complexidade operacional e intenso fluxo logístico. O Sistema Anchieta-Imigrantes é uma das principais ligações rodoviárias do país para o transporte de cargas em direção ao Porto de Santos, complexo responsável por cerca de 30% da corrente comercial brasileira. Em 2025, o porto registrou recorde histórico de 186,4 milhões de toneladas movimentadas.

As obras reforçam a estratégia do Governo de São Paulo de modernização da infraestrutura logística e fortalecimento da segurança viária em corredores essenciais para a economia paulista. Segundo a Pesquisa CNT de Rodovias 2025, São Paulo concentra 14 das 20 melhores rodovias do Brasil, consolidando-se como referência nacional em infraestrutura e qualidade viária.

As melhorias serão executadas ao longo de 2026, com parte das intervenções prevista para conclusão até o primeiro semestre de 2027. Os investimentos previstos para as obras somam cerca de R$ 58 milhões.

ANTT publica nova portaria sobre o CIOT e mantém obrigatoriedade para todos a partir de 24 de maio

ANTT publica nova portaria sobre o CIOT e mantém obrigatoriedade para todos a partir de 24 de maio

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou a Portaria SUROC nº 16/2026, que altera a Portaria SUROC nº 06/2026, responsável por regulamentar as regras de cadastramento do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). A atualização promove ajustes relacionados ao cadastramento e à operacionalização do sistema, porém mantém a obrigatoriedade do CIOT para todos os transportadores a partir do dia 24 de maio de 2026. 

Confira a portaria completa, clicando aqui.

NTC&Logística promove hoje live sobre a PNATRANS e ações práticas para salvar vidas no trânsito durante o Maio Amarelo

NTC&Logística promove hoje live sobre a PNATRANS e ações práticas para salvar vidas no trânsito durante o Maio Amarelo

Encontro reunirá representantes da SENATRAN, lideranças da NTC&Logística e integrantes da COMJOVEM para debater ações de conscientização, educação e segurança viária no Brasil

A NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística  realizará, hoje, dia 21 de maio de 2026, às 15 horas, uma live especial com o tema “PNATRANS e Maio Amarelo: ações práticas para salvar vidas no trânsito”, transmitida ao vivo pelo canal oficial da entidade no YouTube.

Promovida anualmente pela entidade durante a campanha Maio Amarelo, a iniciativa busca ampliar o debate sobre segurança viária, conscientização e educação no trânsito, além de reforçar as diretrizes da Política Nacional de Trânsito (PNATRANS), da qual a NTC&Logística participa ativamente por meio de discussões e iniciativas ligadas ao Transporte Rodoviário de Cargas.

O encontro também será uma oportunidade para apresentar ações e projetos desenvolvidos pelos Núcleos da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas), da NTC&Logística, além de iniciativas promovidas por empresas e parceiros do setor voltadas à preservação de vidas e à construção de um trânsito mais seguro.

A live contará com a participação de representantes da Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN): Izabela Rizzotti, coordenadora-geral de Formação e Educação para o Trânsito da SENATRAN; Camila Pilz, gerente de Projetos do Departamento de Segurança no Trânsito (DSEG/SENATRAN), e Daniel Canovas, coordenador do DSEG.

Representando a NTC&Logística, participarão o presidente da entidade, Eduardo Rebuzzi, e a assessora jurídica, Dra. Gil Menezes. A transmissão também terá a presença da Coordenação Nacional da COMJOVEM, com a participação do coordenador nacional Hudson Rabelo e do vice-coordenador Ítalo Grativol.

A proposta do encontro é promover uma reflexão entre poder público, lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas, empresários e jovens empresários do setor sobre medidas efetivas de prevenção, educação e conscientização, fortalecendo o compromisso coletivo com a redução de mortes e lesões no trânsito brasileiro.

Canal oficial da NTC&Logística no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=XwwDen_nOcc 

Redução de jornada: presidente do Sistema Transporte defende regras especiais para os setores essenciais

Redução de jornada: presidente do Sistema Transporte defende regras especiais para os setores essenciais

Audiência na Comissão Especial da Câmara demonstra consenso empresarial pela negociação coletiva como alternativa à PEC 221/2019

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados realizou, nesta segunda-feira (18), audiência pública para discutir a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) nº 221/2019, que propõe a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. O encontro reuniu representantes das principais confederações patronais e foi presidido pelo deputado federal Alencar Santana (PT-SP), com a presença do autor da proposta, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). O objetivo foi avaliar os limites e as possibilidades da medida sob a perspectiva do setor produtivo.

O destaque da sessão foi a participação do presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, que alertou para os impactos diretos da proposta no segmento. “No caso específico do transporte, temos que garantir ônibus urbanos circulando sete dias por semana. Não há como retirar o direito do cidadão de utilizar o transporte público. Se reduzirmos a jornada, será necessário contratar pelo menos mais 250 mil motoristas em um momento de pleno emprego, quando já falta mão de obra especializada. Isso implicará aumento de custos e, consequentemente, inflação – o que pode reduzir o poder de compra do trabalhador”, afirmou.

Vander Costa alertou, ainda, que qualquer mudança precisa ser feita com transição gradual e, sobretudo, por meio de negociação coletiva, para que empresas e trabalhadores encontrem soluções adequadas sem comprometer a oferta de serviços essenciais.

De acordo com a CNT, o setor já opera com margens reduzidas e enfrenta escassez de mão de obra, o que torna inviável absorver custos adicionais sem repasse ao consumidor. “Se o custo do transporte aumentar, o preço dos produtos vai subir e vai gerar inflação. Isso significa perda do poder de compra para todos os trabalhadores”, destacou, defendendo que qualquer alteração seja feita de forma gradual e negociada coletivamente, garantindo equilíbrio entre proteção ao trabalhador e sustentabilidade das empresas.

A posição foi acompanhada por outras entidades. O diretor da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Alexandre Furlan, destacou que “a negociação coletiva é a palavra-chave”, lembrando que cada setor tem suas peculiaridades e que mudanças rígidas podem gerar impactos econômicos negativos. Já a advogada da diretoria Jurídica e Sindical da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), Luciana Diniz Rodrigues, reforçou que “a média de jornada já está abaixo das 44 horas semanais graças às negociações coletivas”, alertando que engessar regras poderia prejudicar trabalhadores e ampliar a informalidade.

Além da CNT, da CNI e da CNC, também participaram da audiência representantes da Fin (Confederação Nacional das Instituições Financeiras), da CNSaúde (Confederação Nacional da Saúde), da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), do Sistema OCB (Organização das Cooperativas do Brasil), da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), entre outros.

Assista aqui a audiência na íntegra

Sobre a PEC

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados foi criada para analisar propostas de alteração na jornada de trabalho, como a PEC nº 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que prevê a redução gradual da jornada de 44 para 36 horas semanais em dez anos, e a PEC nº 8/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe uma semana de quatro dias com limite de 36 horas.

Segundo o presidente da Comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP), o colegiado seguirá com novos debates até a conclusão do relatório inicial, que será apresentado pelo deputado Leo Prates (REPUBLICANOS-BA) em 20 de maio. A votação do texto final está marcada para o dia 26 de maio.

Debate ganha força nas páginas de opinião

O tema também foi destaque nas páginas de opinião da imprensa. No artigo “Redução da jornada exige debate sem improviso”, originalmente publicado no portal Poder360, Vander Costa destacou a necessidade de conduzir mudanças na jornada de trabalho com equilíbrio e diálogo. “A questão central é como promover essas mudanças de forma sustentável e equilibrada, sem gerar efeitos colaterais indesejados sobre o emprego, os custos e o funcionamento da economia brasileira”, escreveu.

No texto, o presidente do Sistema Transporte citou estudo que estima impacto de até R$ 27 bilhões no setor de transporte caso a jornada seja reduzida para 36 horas semanais, além da necessidade de contratar cerca de 240 mil trabalhadores adicionais para manter o nível atual de serviço. Ele destacou que o transporte é uma atividade intensiva em mão de obra e absolutamente essencial para o funcionamento do país, alertando que modelos rígidos e uniformes tendem a desconsiderar as particularidades do setor.

“O Brasil pode, sim, avançar na direção de jornadas mais equilibradas. Mas isso deve ser feito com planejamento, responsabilidade e diálogo entre trabalhadores, empresas e instituições”, concluiu.

FETRANCESC defende participação da sociedade em debate sobre concessão de rodovias em SC

FETRANCESC defende participação da sociedade em debate sobre concessão de rodovias em SC

Presidente destacou a importância dos trechos das BRs-153, 282, 470 e 480

O presidente da Federação das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina – FETRANCESC, Dagnor Schneider, participou, na manhã desta segunda-feira (18), do programa Visão Geral, da Rádio Rural, para falar sobre o processo de concessão de rodovias federais em Santa Catarina. Durante a entrevista, Schneider ressaltou a importância da participação da sociedade nas audiências públicas que serão realizadas em várias regiões do Estado para debater os projetos de concessão.

Segundo ele, o momento é decisivo para avaliar se as propostas apresentadas pelo governo federal, por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), irão atender às necessidades do Estado pelos próximos 30 anos, período previsto nos contratos de concessão.

“É o momento oportuno da mobilização, da representação política e da sociedade organizada para avaliar se aquilo que está sendo proposto irá atender aos interesses e às demandas de Santa Catarina. Precisamos participar ativamente das audiências públicas e acompanhar criticamente esse processo”, afirmou Dagnor Schneider.

O presidente destacou que uma das audiências acontecerá em Chapecó, devido à relevância dos trechos localizados no Oeste catarinense. Entre os lotes previstos, estão segmentos das BRs-153, 282, 470 e 480, incluindo o trecho entre Concórdia e o Trevão do Irani, além da ligação até a divisa com o Paraná.

Conforme Schneider, o impacto das concessões será significativo para toda a região Oeste, especialmente diante do elevado fluxo de veículos nas rodovias catarinenses.

“Santa Catarina tem uma densidade de frota muito alta proporcionalmente à sua malha rodoviária. Isso acaba refletindo no alto índice de acidentes e nos congestionamentos frequentes. Precisamos garantir que essas concessões entreguem mais segurança e fluidez para o trânsito”, comentou.

Durante a entrevista, o presidente da FETRANCESC também avaliou que, apesar das críticas ao modelo de cobrança de pedágio, a concessão acabou se tornando uma das poucas alternativas viáveis para viabilizar melhorias estruturais nas rodovias federais.

“Infelizmente, nós já pagamos muitos tributos e deveríamos ter essa infraestrutura garantida pelo poder público. Mas essa não é a realidade brasileira. As rodovias não receberam os investimentos necessários ao longo dos anos, e acabamos tendo que aceitar a concessão com cobrança de pedágio como alternativa”, declarou.

Schneider ainda criticou o retorno de recursos federais destinados a Santa Catarina. Segundo ele, o Estado recebe menos investimentos em comparação com estados vizinhos, mesmo tendo forte contribuição tributária para a União.

“A gente fez uma análise comparativa dos últimos cinco anos, e Santa Catarina recebeu menos recursos federais do que Paraná e Rio Grande do Sul. Isso mostra que o Estado vem sendo desconsiderado pelo governo federal, principalmente quando falamos em infraestrutura”, pontuou.

Ao encerrar a entrevista, Dagnor Schneider reforçou a necessidade de mobilização regional para que os projetos de concessão contemplem obras consideradas prioritárias pela população e pelo setor produtivo catarinense.

“Precisamos entender quais são os melhores caminhos para que as concessões realmente entreguem qualidade, segurança e desenvolvimento para Santa Catarina”, concluiu.

Antonio Luis da Silva Junior é reeleito presidente do SETCEMG para o próximo triênio

Antonio Luis da Silva Junior é reeleito presidente do SETCEMG para o próximo triênio

A Assembleia Geral Ordinária realizada nesta terça-feira (19/05), na sede do SETCEMG, elegeu a nova diretoria da entidade para o próximo triênio. Com a inscrição de chapa única, o atual presidente, Antonio Luis da Silva Junior (Toninho), foi reeleito para continuar à frente do Sindicato.

A nova composição da diretoria reforça o compromisso da entidade com a representatividade, o fortalecimento institucional e a defesa dos interesses do Transporte Rodoviário de Cargas em Minas Gerais.

Diretoria eleita

Presidente: Antonio Luis da Silva Junior

Vice-Presidente: Adalcir Ribeiro Lopes

Secretário: Warlon Nogueira Lima

Secretária Adjunta: Ana Paula de Souza

Tesoureiro: Antônio Augusto Andrade Lodi

Tesoureiro Adjunto: Liolgar Lino da Costa

Diretor Suplente: Sebastião Amilton de Lima

Conselho Fiscal

Membros Efetivos: Alfonso de Castro Gonzalez, Sérgio Luiz Pedrosa e Gladstone Viana Diniz Lobato

Membro Suplente: Ulisses Martins Cruz

Braspress reforça infraestrutura digital para suportar avanço das encomendas

Braspress reforça infraestrutura digital para suportar avanço das encomendas

Investimento elimina gargalos operacionais e aumenta capacidade de processamento nos períodos de maior demanda

A Braspress concluiu a modernização de sua infraestrutura de tecnologia com investimentos de cerca de R$ 4 milhões em servidores e sistemas de armazenamento de dados. A atualização, finalizada em março, integra o plano de transformação digital da companhia e busca ampliar a capacidade operacional diante do crescimento do volume de emissões, da maior demanda por processamento de dados e da pressão por respostas mais rápidas nas operações de transporte.

Segundo a empresa, a substituição completa dos sistemas de storage e servidores eliminou gargalos operacionais que começavam a limitar a expansão das atividades em períodos de pico. De acordo com informações divulgadas, a nova estrutura já permite performances até dez vezes superiores em determinadas rotinas operacionais.

A modernização acompanha o avanço do e-commerce, das operações omnichannel e das entregas mais rápidas, que elevaram significativamente o volume de informações processadas diariamente pelas empresas de transporte, especialmente em atividades ligadas à emissão de documentos fiscais, rastreamento em tempo real, roteirização, integração com embarcadores e gestão de picos operacionais.

Estimativas da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) indicam que o e-commerce brasileiro deve movimentar mais de R$ 250 bilhões em 2026, impulsionado pela expansão dos marketplaces, pela digitalização do varejo e pelo crescimento das operações direct-to-consumer (D2C).

Gargalos surgiram com crescimento das operações

Em entrevista à Agência Transporte Moderno, Luiz Scheliga, diretor de Tecnologia da Informação da Braspress, afirmou que parte da infraestrutura anterior já apresentava sinais de desgaste tecnológico diante do crescimento da operação.

“Parte dos equipamentos já depreciados começava a se tornar um dificultador do crescimento da operação. Ainda não havia impacto direto para o cliente, mas já existiam sinais de alerta que poderiam comprometer nossos padrões de qualidade e nível de serviço”, afirmou.

Segundo Scheliga, os maiores ganhos aparecem nos períodos de maior demanda operacional e em processos de processamento intensivo de dados, como fechamento mensal, emissão de documentos fiscais e rotinas de back-office.

“Com o aumento do volume de emissões que estamos experimentando, dias de maior movimento acabavam encontrando, em nossa infraestrutura, um gargalo para dar vazão a esse volume. Com a entrada em operação da nova infraestrutura, estamos preparados para ampliar nossos despachos sem deterioração nos tempos de resposta”, explicou.

Embora a empresa não divulgue indicadores detalhados de capacidade ou latência, a Braspress afirma que os ganhos já impactam diretamente a fluidez operacional, a estabilidade dos sistemas e o atendimento ao cliente.

Nuvem privada e estratégica

A nova arquitetura foi estruturada sobre uma nuvem privada própria. Segundo Scheliga, a decisão de manter uma infraestrutura própria está relacionada tanto aos investimentos já realizados ao longo dos últimos anos quanto à necessidade de maior controle sobre disponibilidade, segurança e estabilidade operacional.

“A utilização de uma nuvem privada é uma direção adotada há alguns anos e seguimos avaliando o mercado e eventuais estratégias híbridas. Hoje, já usamos serviços em nuvem para algumas soluções periféricas à operação, onde isso faz sentido do ponto de vista de funcionalidade e escalabilidade”, disse.

O executivo afirma que a migração para provedores públicos de nuvem ainda envolve desafios relacionados a custo, integração e arquitetura dos sistemas legados, realidade comum entre empresas de transporte e operadores logísticos com operações críticas altamente integradas.

A atualização também permitiu revisar toda a configuração do ambiente de banco de dados da companhia. Segundo Scheliga, parte da estrutura precisou ser recriada antes da migração definitiva para explorar integralmente a capacidade dos novos equipamentos.

“O projeto exigiu um planejamento muito cuidadoso para evitar qualquer impacto operacional. Conseguimos realizar a migração sem interrupções relevantes para a operação”, afirmou.

Segurança cibernética

O reforço da infraestrutura tecnológica também ocorre em meio ao aumento das preocupações do setor logístico com segurança cibernética e proteção de dados. Empresas de transporte concentram informações fiscais, dados de cargas, rastreamento de veículos, integrações bancárias e sistemas operacionais críticos, o que ampliou a exposição do setor a ataques digitais nos últimos anos.

Os investimentos recentes na Braspress também buscaram ampliar a resiliência dos sistemas, a disponibilidade da operação e a segurança das informações processadas diariamente pela companhia. “A estrutura está dimensionada para suportar o crescimento previsto pelos próximos anos, contemplando todas as iniciativas de negócio já planejadas, incluindo a expansão geográfica, que fazemos constantemente, além da oferta de novos serviços em nosso portfólio. Em termos de infraestrutura, não deveremos ter novos investimentos no curto prazo, estamos agora voltados à modernização de nossos sistemas e à incorporação de novas tecnologias aplicadas ao negócio”, diz o executivo.

IA, telemetria e analytics

De acordo com Scheliga, a Braspress já utiliza ferramentas de analytics, automação, telemetria e IoT em parte de suas operações e pretende ampliar o uso dessas tecnologias nos próximos anos. “O uso de Inteligência Artificial já está presente em alguns processos e tem sua evolução acompanhada de perto pelo nosso time. A ideia da modernização é facilitar cada vez mais a incorporação e integração de tecnologias que suportem o negócio na medida em que se tornem viáveis”, afirmou.

A companhia afirma que a nova infraestrutura já foi dimensionada para suportar os planos de expansão geográfica e a ampliação do portfólio de serviços previstos para os próximos anos. O foco agora, segundo a empresa, passa a ser a modernização dos sistemas e a incorporação de novas aplicações voltadas à eficiência operacional e à capacidade de resposta das operações logísticas.

Faça já a sua inscrição para a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, que será realizada em Ouro Preto (MG)

Faça já a sua inscrição para a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, que será realizada em Ouro Preto (MG)

Evento promovido pela NTC&Logística acontecerá em agosto, reunindo lideranças e empresários do Transporte Rodoviário de Cargas de todo o Brasil

A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará, entre os dias 27 e 28 de agosto de 2026, a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, no Hotel Vila Galé, em Ouro Preto (MG). O evento terá como entidade anfitriã a FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais, com o apoio dos sindicatos filiados à federação.

Consolidado como um dos mais importantes encontros do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil, o CONET&Intersindical reúne empresários, lideranças, representantes de entidades e especialistas para debater os principais desafios, tendências e oportunidades do setor.

A programação do evento é dividida em duas etapas. O CONET contempla a apresentação de pesquisas de mercado, estudos técnicos e levantamentos econômicos desenvolvidos pelo DECOPE (Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas) da NTC&Logística, além de debates relacionados aos custos operacionais e tarifas do setor. Já a Intersindical é voltada às discussões institucionais e estratégicas sobre o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas.

O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destacou a relevância da realização do encontro em Minas Gerais e a importância da participação do setor no evento.

“Realizar o CONET&Intersindical em Ouro Preto, em Minas Gerais, tem um significado muito especial para o nosso setor. Trata-se de um estado pujante, com forte representatividade econômica e relevância para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Estar em uma cidade histórica como Ouro Preto, patrimônio vivo da humanidade e do país, reforça ainda mais o propósito deste encontro. Será uma excelente oportunidade para ampliarmos o diálogo com lideranças, discutirmos os desafios do TRC e avançarmos na construção de soluções que contribuam para o crescimento sustentável do transporte de cargas. Convidamos todos os empresários e representantes de entidades a estarem conosco nesse importante momento”, afirmou.

As inscrições para o evento estão abertas, clique aqui e faça parte do evento.

As reservas de hospedagem também estão disponíveis. Garanta sua participação realizando a reserva no hotel do evento, clicando aqui.

Realização

NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)

Entidade Anfitriã

FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais

Apoio

Sindicatos filiados à FETCEMG

Patrocínio

l FENATRAN

GEOTAB

MERCEDES-BENZ

ROADCARD

TRANSPOCRED

Apoios Institucionais

Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)

FuMTran (Fundação Memória do Transporte)

Apoio Logístico

Braspress

Livro que resgata a formação logística da Amazônia será lançado na TranspoAmazônia

Livro que resgata a formação logística da Amazônia será lançado na TranspoAmazônia

Obra desenvolvida pela Fundação Memória do Transporte (FuMtran) destaca como rios, rotas e soluções de mobilidade ajudaram a integrar a Amazônia ao desenvolvimento do Brasil

A Fundação Memória do Transporte (FuMTran) realizará, no próximo dia 27 de maio, durante a 3ª edição da TranspoAmazônia, o pré-lançamento do livro “A História do Transporte da Amazônia”. A obra escrita por Etelvina Garcia reúne um amplo levantamento histórico sobre a evolução dos transportes na região amazônica, destacando o papel estratégico dos diferentes modais na integração territorial, na circulação de mercadorias e no desenvolvimento econômico da região Norte ao longo das últimas décadas.

A publicação apresenta um estudo aprofundado sobre o processo de desenvolvimento amazônico desde o período colonial português. Compreendida como uma região de dinâmica logística própria, a Amazônia é retratada como um território marcado por desafios operacionais, longas distâncias e condições geográficas que exigiram soluções específicas de mobilidade e abastecimento ao longo do tempo.

Nesse contexto, o transporte surge como um dos principais vetores de estruturação regional, influenciando a formação de rotas comerciais, a conexão entre comunidades e a expansão das atividades econômicas. O modal fluvial ganha protagonismo na obra, com os rios assumindo função central na organização da circulação e no funcionamento logístico da região amazônica.

O livro também aborda a evolução da aviação regional, das conexões rodoviárias e da integração logística construída ao longo das décadas para aproximar comunidades muitas vezes isoladas e viabilizar atividades econômicas em uma das regiões mais complexas do planeta do ponto de vista operacional.

Outro ponto central da obra é o reconhecimento das populações amazônicas, trabalhadores, empresários, operadores logísticos e pioneiros que contribuíram para a construção dos sistemas de transporte e abastecimento da região. Ao longo do conteúdo, a publicação reforça que compreender a história da logística amazônica também significa compreender parte importante da formação econômica e territorial brasileira.

Para o presidente da FuMTran, Antonio Luiz Leite, “o livro contribui para preservar não apenas a trajetória dos meios de transporte na região, mas também uma parte essencial da própria formação histórica, econômica e social do Brasil. Registrar essa memória permite compreender como o transporte influenciou a ocupação do território, o desenvolvimento do comércio, os ciclos econômicos e a integração nacional”.

Segundo o dirigente, a obra também busca ampliar a reflexão sobre os desafios logísticos atuais da Amazônia a partir de experiências históricas desenvolvidas na própria região.

“A Amazônia sempre exigiu soluções adaptadas às suas características geográficas, ambientais e sociais. O resgate dessas memórias mostra que muitos desafios atuais já demandaram respostas criativas no passado e que essas experiências continuam relevantes para pensar sistemas logísticos mais eficientes, integrados e adequados à realidade amazônica”, afirma.

A publicação ainda contextualiza a importância histórica da Amazônia para o Brasil desde os primeiros registros de exploração territorial, destacando a presença de povos originários altamente organizados, com amplo conhecimento sobre agricultura, produção têxtil e utilização de ervas medicinais. A obra evidencia como esses saberes e a própria dinâmica de circulação regional influenciaram a construção das rotas logísticas amazônicas ao longo dos séculos.

Para Antonio Luiz Leite, preservar essa memória representa também um compromisso com o futuro do transporte brasileiro.

“Refletir sobre o transporte na Amazônia é um exercício de responsabilidade histórica. O livro nasce com o propósito de registrar, analisar e projetar os caminhos logísticos da região, reconhecendo o papel estratégico que a Amazônia ocupa no Brasil e no mundo”, ressalta.

A escolha da TranspoAmazônia para o pré-lançamento da obra também possui significado simbólico. O evento permitirá que a população da região Norte tenha acesso ao conteúdo antes do restante do país, valorizando o protagonismo amazônico na construção da logística nacional. Ao longo dos próximos meses, a entidade também realizará um lançamento oficial em São Paulo.

“Realizar esse pré-lançamento na TranspoAmazônia possui um significado muito importante para a FuMTran, porque estamos apresentando essa obra justamente na região onde essa história foi construída. É uma forma de reconhecer o protagonismo da Amazônia na formação logística do país e valorizar as pessoas que contribuíram para integrar esse território ao desenvolvimento nacional. Nos próximos meses, também teremos um lançamento oficial em São Paulo, acompanhado de um seminário para aprofundar os debates trazidos pelo livro e ampliar a discussão sobre os desafios e a importância estratégica do transporte amazônico para o Brasil”, conclui Antonio Luiz Leite.

West Cargo lança Relatório ESG e reforça estratégia baseada em inovação, segurança e sustentabilidade

West Cargo lança Relatório ESG e reforça estratégia baseada em inovação, segurança e sustentabilidade

Empresa divulga indicadores, investimentos e iniciativas dos pilares Ambiental, Social e de Governança desenvolvidos entre 2024 e 2025

A agenda ESG deixou de ser apenas uma tendência corporativa para se tornar parte estratégica da operação e da competitividade das empresas. Segundo o relatório C-Suite Sustainability Report 2025, da Deloitte, sustentabilidade já figura entre as três principais prioridades das lideranças empresariais globais, ao lado de tecnologia e inteligência artificial, com crescimento dos investimentos voltados à geração de valor sustentável nos negócios.

No Brasil, o movimento também avança impulsionado por maior pressão regulatória, transparência corporativa e exigências do mercado. Pesquisa da Deloitte em parceria com o Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI) apontou que 84% das empresas brasileiras esperam impactos significativos das novas normas internacionais de sustentabilidade IFRS S1 e S2, enquanto 50% das companhias já tratam governança corporativa e ESG como prioridade estratégica para os próximos anos.

Nesse contexto, a West Cargo lançou recentemente seu primeiro Relatório ESG, reunindo indicadores, ações, investimentos e projetos desenvolvidos entre 2024 e 2025 nos pilares Ambiental, Social e de Governança. O documento marca um novo momento da empresa ao consolidar, de forma estruturada, iniciativas ligadas à eficiência operacional, segurança, tecnologia, gestão de pessoas e responsabilidade socioambiental.

Especializada em transporte rodoviário voltado à cadeia de Comércio Exterior, a West Cargo atua em operações de importação, exportação e trânsito aduaneiro, com presença nos principais aeroportos e portos do país. Segundo o presidente da empresa, Hélio José Rosolen, a publicação do relatório representa um marco institucional e reforça o amadurecimento da agenda ESG dentro da companhia.

“A publicação desta primeira edição reforça a importância de divulgar o compromisso da companhia com o meio ambiente e a sociedade, além de estabelecer um novo parâmetro de comunicação institucional e consolidar o propósito das nossas ações, que interligam a sustentabilidade com a governança corporativa e eficiência logística. Transparecendo os nossos indicadores, reafirmamos que o crescimento da empresa também envolve a responsabilidade socioambiental, que faz parte do DNA da West Cargo”, afirma.

Entre os principais destaques ambientais apresentados no relatório, está o processo contínuo de renovação e expansão da frota, que passou de 223 veículos em 2022 para 300 veículos em 2025. Somente nos últimos dois anos, foram incorporados 61 veículos novos à operação. A empresa também iniciou testes com seu primeiro caminhão movido a GNV, considerado um projeto-piloto para a transição gradual para combustíveis alternativos. A iniciativa busca reduzir emissões de CO₂ e NOx, além de melhorar a eficiência operacional da frota.

“Enxergamos a transição energética como uma prioridade imediata. O futuro do setor depende da diversificação da matriz energética, com caminhões GNV e elétricos sendo pilares fundamentais para a redução da pegada de carbono. Nosso compromisso com essa iniciativa é provar que é possível manter o alto padrão da eficiência logística da empresa com a redução da emissão de carbono”, destaca Hélio José Rosolen.

A digitalização dos processos também aparece como um dos pilares de eficiência e sustentabilidade da companhia. Entre 2023 e 2024, a West Cargo reduziu em 95% o volume de impressões em papel após a implementação de processos digitais para checklist, abastecimento, controle de acesso e manutenção da frota.

No eixo social, o documento apresenta iniciativas voltadas à valorização das pessoas, segurança operacional e desenvolvimento humano. Atualmente, a West Cargo possui 350 colaboradores, sendo 158 motoristas. Em 2025, foram registradas mais de 10,6 mil horas de treinamentos, um crescimento de aproximadamente 164% em relação ao ano anterior.

“As pessoas são quem operacionalizam a agenda ESG determinada pela diretriz da empresa. Nosso foco no desenvolvimento humano e na valorização dos motoristas garante uma logística mais humana e segura, reduzindo os riscos da operação. O crescimento sustentável somente acontece quando gera valor e segurança para quem move a nossa operação diariamente, por isso investimos em pessoas e na qualificação dos profissionais da West Cargo”, explica o presidente.

Na área de governança, o relatório apresenta avanços relacionados à política de qualidade, auditorias externas, adequação à LGPD, fortalecimento do Código de Ética e manutenção de certificações estratégicas. Entre os reconhecimentos obtidos recentemente pela empresa, estão o selo Great Place to Work (GPTW), em 2024 e 2025, o selo internacional EcoVadis e premiações ligadas à eficiência logística e qualidade operacional.

Para o presidente da companhia, o próximo passo será aprofundar ainda mais a integração entre tecnologia, eficiência logística e sustentabilidade. “A evolução da West Cargo nos próximos anos será mensurada rigorosamente pela expansão de tecnologias que agreguem mais valor à cadeia de comércio exterior e que diminuam a emissão de carbono da empresa. A nossa meta daqui para frente é liderar essa transição energética no segmento, tornando o transporte rodoviário mais inteligente, seguro e comprometido com a sustentabilidade”, finaliza.

Maio Amarelo reforça debate sobre segurança no transporte de produtos perigosos

Maio Amarelo reforça debate sobre segurança no transporte de produtos perigosos

O movimento Maio Amarelo, campanha nacional voltada à conscientização para a segurança viária, reforça neste ano a importância da prevenção também no transporte rodoviário de cargas. No segmento de produtos perigosos, o debate ganha dimensão ainda mais estratégica, já que a integridade operacional das atividades depende de uma ampla estrutura de gestão de risco, que envolve procedimentos técnicos, capacitação profissional e monitoramento operacional contínuo.

Para a Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), reduzir ocorrências no setor vai muito além da condução segura do veículo. O transporte de produtos perigosos exige uma série de práticas preventivas integradas, que começam antes mesmo do início da viagem e seguem durante toda a operação.

Segundo Eduardo Leal, secretário executivo da ABTLP, a gestão de proteção nesse tipo de atividade deve ser tratada como um elemento central. “A segurança não pode ser vista apenas como uma exigência regulatória, mas como uma condição indispensável para que a operação aconteça. Sem procedimentos técnicos adequados, equipamentos específicos, capacitação contínua e rígido controle operacional, o transporte fica exposto a riscos que podem comprometer vidas, o meio ambiente, o patrimônio e a própria continuidade da operação”, afirma.

O dirigente destaca que campanhas de conscientização, como o Maio Amarelo, contribuem para fortalecer a cultura de prevenção no setor ao ampliar o debate sobre o cumprimento de normas específicas. “Campanhas educativas reforçam a importância da prevenção, da responsabilidade compartilhada e do cumprimento das normas de segurança. Isso está diretamente ligado às necessidades do transporte de produtos perigosos, onde qualquer falha operacional pode gerar impactos significativos”, explica.

Entre os principais fatores que contribuem para a redução de acidentes, estão a capacitação permanente dos motoristas, manutenção preventiva da frota, correta sinalização das cargas, análise prévia das rotas, gestão de risco e monitoramento constante das operações.

Para Leal, um dos principais efeitos positivos das campanhas de conscientização é justamente estimular a reflexão sobre os impactos das atitudes no trânsito. “As pessoas passam a refletir mais sobre as consequências que determinadas condutas imprudentes podem gerar, tanto para si quanto para os demais usuários das vias. Esse processo de conscientização é essencial para fortalecer uma cultura de prevenção no transporte”, pontua.

A ABTLP também reforça que a gestão de risco precisa começar antes mesmo da saída do veículo, por meio da avaliação criteriosa das condições da viagem, das rotas, dos equipamentos e dos procedimentos operacionais. Durante o Maio Amarelo, a entidade vem promovendo ações de conscientização voltadas ao setor, incluindo conteúdos técnicos, debates com associados e palestras com especialistas sobre segurança operacional e prevenção de acidentes. O objetivo é fomentar o debate ao longo do mês e reforçar a importância da prevenção no transporte.

Transporte de cargas mira Geração Z para reduzir falta de motoristas

Transporte de cargas mira Geração Z para reduzir falta de motoristas

Renovação da mão de obra no transporte depende de tecnologia, capacitação e da quebra de alguns paradigmas por parte dos jovens

A falta de profissionais no transporte rodoviário de cargas tem ampliado a preocupação das empresas do setor e colocado a Geração Z no centro das estratégias de renovação da mão de obra. Em alusão ao mês do trabalho, a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) defende que investimentos em tecnologia, qualificação profissional e comunicação mais eficiente sobre a atividade são fundamentais para atrair jovens para a carreira.

Levantamento “Perfil e Preferências dos Caminhoneiros”, divulgado em 2025 pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostra que a idade média dos motoristas profissionais no Brasil é de 45,3 anos. A maior parcela da categoria, equivalente a 32,6%, está concentrada entre 40 e 49 anos. Em contrapartida, apenas 9,5% dos profissionais têm menos de 30 anos, enquanto 12,9% possuem 60 anos ou mais, evidenciando a baixa renovação da força de trabalho no segmento.

O afastamento dos jovens da profissão também é refletido em pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT). Entre os principais fatores apontados, estão o preconceito contra a categoria, citado por 70% dos entrevistados, seguido pela baixa remuneração, com 58%, e pelas condições de trabalho consideradas desfavoráveis, mencionadas por 51%.

O cenário já afeta diretamente as operações das transportadoras. Segundo a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), 88% das empresas do setor enfrentam dificuldades para contratar motoristas e agregados. A consequência é o aumento da frota parada, limitações na expansão da capacidade logística e pressão sobre a produtividade das operações. A entidade aponta ainda que a falta de profissionais se tornou a segunda principal barreira para o crescimento do transporte rodoviário de cargas no país.

Uma nova visão

Para a FETCESP, a renovação da mão de obra exige mudanças estruturais e uma atualização da imagem do setor junto às novas gerações. A entidade destaca que muitos jovens ainda associam a atividade apenas ao modelo tradicional do caminhoneiro nas estradas, sem considerar a transformação tecnológica vivida pelo segmento nos últimos anos.

“O transporte rodoviário de cargas precisa mostrar de forma mais clara que oferece oportunidades de carreira, desenvolvimento profissional e acesso à tecnologia. Hoje, as empresas operam com processos profissionalizados, salários competitivos e benefícios estruturados, mas essa realidade ainda precisa chegar às novas gerações”, afirma Carlos Panzan, presidente da FETCESP.

A qualificação profissional também aparece como um dos pilares para enfrentar o déficit de mão de obra. O avanço da digitalização e da automação nas operações logísticas tem ampliado a demanda por profissionais preparados para operar sistemas de rastreamento, telemetria, gestão de frota e outras tecnologias embarcadas.

Nesse contexto, o SEST SENAT é apontado pela FETCESP como peça estratégica na formação e capacitação de novos profissionais para o setor. Além da qualificação técnica, a entidade atua em áreas ligadas à saúde, bem-estar e desenvolvimento humano dos trabalhadores do transporte. Segundo Carlos Panzan, que também preside o Conselho Regional do SEST SENAT, a modernização do transporte rodoviário pode aproximar a Geração Z da atividade.

“A nova geração valoriza conectividade, tecnologia e possibilidade de crescimento profissional. Hoje, caminhões contam com rastreamento em tempo real, telemetria, inteligência logística e gestão digital de frota. O desafio do setor é tornar essa transformação mais visível para os jovens”, afirma.

A FETCESP ressaltou que a renovação do transporte rodoviário de cargas passa não apenas pela formação técnica, mas também pela valorização da profissão e pela construção de uma comunicação mais próxima da realidade atual do segmento, cada vez mais tecnológico e integrado às novas soluções logísticas.