Planilhas Referenciais de Custos NTC – Carga Contêiner | JuLHo/26
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Encontro promove debates e conexões em torno dos principais temas da logística brasileira
A NTC&Logística participou do Fórum ILOS 2026, realizado nos dias 19 e 20 de agosto, no Golden Hall – Sheraton WTC, em São Paulo. Representando a entidade, esteve presente a assessora executiva da Presidência, Elisete Balarini, que acompanhou a programação e os debates promovidos durante o encontro.
A NTC&Logística também integrou a programação de conteúdo do Fórum com a palestra “Frete mínimo, CIOT e impacto das novas legislações no Transporte Rodoviário de Cargas”, ministrada pelo Dr. Adalto Bentivegna Filho. A participação levou ao evento temas diretamente relacionados à atividade das empresas
transportadoras, contribuindo para ampliar o debate sobre as mudanças regulatórias e seus reflexos nas operações do setor.
Parceira da iniciativa, a NTC&Logística apoia o Fórum ILOS a cada edição, reconhecendo a importância do evento como espaço de conhecimento, relacionamento e discussão de temas estratégicos para o transporte, a logística e o desenvolvimento da cadeia de suprimentos no Brasil.
Promovido pelo ILOS, o Fórum reúne empresários, executivos, especialistas, profissionais e representantes de empresas e entidades, criando um ambiente de troca de experiências e relacionamento entre diferentes segmentos da cadeia produtiva. Ao longo de sua programação, o encontro proporciona ainda o compartilhamento de experiências e a apresentação de casos e tendências que vêm transformando a logística e o supply chain.
Para Elisete Balarini, a parceria e a presença da NTC&Logística no Fórum contribuem para aproximar a entidade das discussões que estão influenciando os rumos do setor. “O Fórum ILOS é um espaço importante de conhecimento, relacionamento e atualização. A NTC&Logística apoia essa iniciativa a cada edição porque entendemos a importância de estarmos próximos das discussões que envolvem toda a cadeia logística. São conteúdos, experiências e tendências que contribuem para ampliar nossa visão sobre os desafios atuais e, principalmente, sobre as transformações que teremos pela frente no transporte e na logística”, destacou.

A programação de 2026 trouxe para o centro das discussões temas como custos logísticos; inovação no supply chain; inteligência artificial; automação, robotização das operações, eletrificação do transporte de cargas; transformação digital; eficiência operacional; rastreabilidade e reforma tributária, além dos desafios
relacionados às novas configurações do varejo e à preparação das cadeias de suprimentos para os próximos anos.
A aplicação da inteligência artificial na logística também ganhou espaço na programação, com discussões sobre o uso da tecnologia na gestão da cadeia de suprimentos e sua integração aos processos de transformação digital e automação. Os debates mostraram como as novas ferramentas vêm avançando sobre diferentes etapas das operações e criando possibilidades para ganhos de produtividade, eficiência e apoio à tomada de decisões.
Outro assunto diretamente relacionado ao Transporte Rodoviário de Cargas foi a eletrificação do transporte e os novos modelos de negócio relacionados ao futuro da logística. A programação também abriu espaço para experiências envolvendo robotização de redes logísticas, produtividade das operações, rastreabilidade, gestão de frotas e cargas e outras soluções que acompanham a transformação do setor.
O Fórum contou com ampla participação de empresários, executivos, especialistas e representantes de empresas e entidades ligadas ao transporte, à logística e à cadeia de suprimentos, fortalecendo seu papel como ambiente para atualização, relacionamento e intercâmbio de experiências entre diferentes segmentos do mercado.
Paralelamente aos conteúdos, o evento contou com a Expo.Logística, espaço dedicado à apresentação de fornecedores, tecnologias, serviços e soluções para o mercado, ampliando as oportunidades de conexão entre empresas e profissionais do setor.
A NTC&Logística deu início a uma nova edição da Pesquisa de Mercado do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), com o objetivo de avaliar o cenário econômico do setor no primeiro semestre de 2026 e reunir informações estratégicas sobre os desafios, oportunidades e tendências que impactam as empresas transportadoras em todo o país.
O levantamento está sendo realizado por meio de um questionário objetivo e de fácil preenchimento, composto por perguntas de múltipla escolha. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre a realidade do transporte rodoviário de cargas, contribuindo para a elaboração de análises, estudos e ações voltadas ao fortalecimento do setor.
A participação das empresas é fundamental para garantir a representatividade dos dados coletados e permitir a construção de um panorama atualizado e confiável da atividade transportadora no Brasil. As informações obtidas também servirão de base para discussões institucionais e para o desenvolvimento de estratégias que atendam às demandas do setor.
Os resultados consolidados da pesquisa serão apresentados durante a segunda edição de 2026 do CONET&Intersindical (Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado), que será realizada no dia 27 de agosto, em Ouro Preto (MG).
A NTC&Logística convida todas as empresas transportadoras a participarem da pesquisa e contribuírem para o fortalecimento da representação e do
desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas. O questionário estará disponível até hoje, dia 21 de agosto.
Decisão confirma modelo que dá ao transportador maior controle sobre a contratação dos seguros e o gerenciamento de riscos
As regras para a contratação dos seguros obrigatórios e o gerenciamento dos riscos no transporte rodoviário de cargas foram mantidas pelo STF (Supremo Tribunal
Federal). O julgamento, concluído nessa terça-feira (18), confirmou a validade do modelo estabelecido pela Lei nº 14.599/2023 e defendido pela CNT no processo.
A decisão encerra o julgamento da ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 7579, apresentada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) em dezembro de 2023. A ação questionava dispositivos que alteraram a sistemática dos seguros obrigatórios no transporte rodoviário de cargas.
A CNT ingressou no processo como amicus curiae, contribuindo com informações e argumentos sobre os impactos da legislação para o setor transportador. A Confederação defendeu a constitucionalidade das regras e a manutenção do modelo que permite ao transportador participar diretamente da contratação dos seguros e do gerenciamento dos riscos relacionados à operação.
Relator da ação, o ministro Nunes Marques votou pela manutenção das regras. Em seu entendimento, a escolha feita pelo Congresso Nacional é válida e permite ao transportador maior controle sobre a contratação dos seguros e sobre o gerenciamento dos riscos.
O julgamento havia começado no Plenário Virtual do STF em abril deste ano e foi interrompido após pedido de vista do ministro Flávio Dino. A análise foi retomada em
7 de agosto e concluída no dia 18, com a manutenção integral da legislação questionada. O acórdão, que formaliza a decisão do colegiado, ainda não foi publicado pelo STF.
Para o gerente de Relações Trabalhistas da CNT, Frederico Toledo, a decisão confirma a validade de um modelo que considera as responsabilidades assumidas pelo transportador durante a operação. “Existe uma relação direta entre a responsabilidade assumida pelo transportador e sua participação na contratação dos seguros e no gerenciamento de riscos. A decisão do STF mantém essa lógica e encerra o questionamento sobre a constitucionalidade das regras, trazendo maior segurança jurídica para o setor.”
A Lei nº 14.599/2023 alterou as regras aplicáveis aos seguros obrigatórios no transporte rodoviário de cargas. Entre as mudanças, estabeleceu a responsabilidade do transportador pela contratação dos seguros previstos para a atividade e novas regras para o PGR (Plano de Gerenciamento de Riscos).
Entre os argumentos apresentados pela CNI estava o de que as mudanças restringiam a liberdade de contratação e a livre concorrência. Em posição contrária,
a CNT defendeu que o modelo amplia a autonomia do transportador na contratação dos seguros e no gerenciamento dos riscos da operação.
O tema integra a Agenda Institucional Transporte e Logística 2026, que reúne as principais pautas acompanhadas pela CNT nos três Poderes. No documento, a Confederação defende a manutenção das regras da Lei nº 14.599/2023 e aponta que as mudanças contribuem para reduzir a burocracia e evitar perdas operacionais aos transportadores.
Entidade reúne associados, autoridades e parceiros em celebração que destaca sua trajetória e a contribuição do setor para a logística regional
Há quase nove décadas acompanhando o desenvolvimento do transporte rodoviário de cargas e da logística na Baixada Santista, o Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan) comemora, neste mês, 89 anos de atuação. Para marcar a data, a entidade realizou, no último dia 14, uma cerimônia comemorativa no Mercado Municipal de Santos. O evento vai reunir associados, autoridades, representantes do setor e convidados.
A celebração foi um momento de reconhecimento das empresas que ajudaram a construir a história do transporte rodoviário de cargas na região.
Fundado em 1º de agosto de 1937, o Sindisan reúne, atualmente, cerca de 150 empresas associadas, representando transportadoras que atuam em 11 municípios da Baixada Santista e do Litoral Sul paulista: Santos, São Vicente, Guarujá, Cubatão, Praia Grande, Bertioga, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Iguape e Cananéia.
Ao longo de sua trajetória, a entidade consolidou-se como uma das principais representantes do setor de Transporte Rodoviário de Cargas no Estado de São Paulo, participando de debates sobre infraestrutura, mobilidade, logística portuária e legislação, além de conduzir negociações coletivas, desenvolver programas de capacitação e fortalecer o diálogo entre empresas, poder público e demais agentes da cadeia logística.
Para a presidente do Sindisan, Roseneide Fassina, celebrar os 89 anos da entidade significa reconhecer o legado construído ao longo das décadas. “O Sindisan possui uma história marcada pelo compromisso com as empresas transportadoras e com o desenvolvimento da logística regional. São quase nove décadas acompanhando as transformações do setor e trabalhando para que nossas associadas tenham representação forte, diálogo permanente com o poder público e condições de enfrentar um mercado cada vez mais desafiador.”
A dirigente ressalta, ainda, que o aniversário representa uma oportunidade para reforçar o papel estratégico do transporte rodoviário de cargas para a economia nacional, especialmente em uma região conectada ao Porto de Santos. “Nossa atuação vai muito além das negociações sindicais. Hoje, promovemos debates técnicos, capacitações, grupos de trabalho, ações de sustentabilidade e iniciativas que ajudam as empresas a enfrentar questões regulatórias, operacionais e de inovação. Fortalecer o transporte é fortalecer toda a cadeia logística brasileira.”
Desde que assumiu a presidência da entidade, em janeiro de 2025, Roseneide tem conduzido uma agenda voltada ao fortalecimento institucional, à ampliação do relacionamento com autoridades e à modernização dos serviços oferecidos às empresas associadas. Entre as iniciativas desenvolvidas, estão a expansão dos grupos de trabalho nas áreas de recursos humanos e assuntos portuários, o
incentivo às ações de sustentabilidade, a realização de encontros técnicos e o estreitamento das parcerias com entidades do setor.
Para ela, o momento também é de olhar para o futuro. “Celebrar os 89 anos do Sindisan é, sobretudo, renovar nosso compromisso com as próximas décadas. Continuaremos trabalhando para que o transporte rodoviário de cargas tenha voz ativa nas decisões que impactam a logística, a competitividade das empresas e o desenvolvimento econômico da Baixada Santista e do Brasil.”
Segunda edição do Rota & Café reuniu mais de 60 participantes para discutir aplicações práticas da IA, produtividade, segurança das informações e eficiência operacional no setor
A inteligência artificial está cada vez mais presente nas discussões sobre tecnologia, economia, produtividade e futuro do trabalho. Diante de sua crescente importância para as empresas, o tema esteve no centro da segunda edição do Rota & Café, realizada na manhã da última terça-feira (18), na sede do Transcares. O encontro reuniu mais de 60 participantes para uma programação voltada à aplicação da tecnologia na realidade do Transporte Rodoviário de Cargas e Logística.
A assessora Contábil e Tributária do Transcares e CEO da Neocount, Mônica Porto, conduziu a palestra “IA no Transporte Rodoviário de Cargas e Logística”, apresentando conceitos, possibilidades e exemplos práticos de utilização da inteligência artificial no ambiente empresarial.
Lançado neste ano, o Rota & Café é uma iniciativa do Transcares em parceria com a COMJOVEM-ES, criada para promover conhecimento, relacionamento, troca de experiências e networking entre empresários, gestores, mantenedores e profissionais ligados ao setor. A primeira edição, realizada em abril, contou com palestra do diretor-executivo do Sicoob, Nailson Dalla Bernadina, sobre os impactos e desafios do cenário econômico nacional. Nesta segunda edição, mais de 60 convidados participaram da programação.
Para o presidente do Transcares, Luiz Alberto Teixeira, a escolha do tema acompanha uma discussão que já faz parte da realidade das empresas. “Todo mundo está falando de IA e querendo aproveitar os benefícios que ela oferece, principalmente no que diz respeito à melhora da produtividade e redução de custos operacionais. Mas precisamos saber usá-la”, destacou.
Durante a apresentação, Mônica contextualizou a evolução da inteligência artificial, passando pelas discussões e pelos primeiros estudos desenvolvidos a partir da década de 1950 até a popularização das ferramentas de IA generativa, especialmente a partir do final de 2022.
Um dos destaques da palestra foi o momento dedicado às demonstrações práticas. Utilizando o Claude, assistente de inteligência artificial generativa desenvolvido pela Anthropic, Mônica apresentou diferentes possibilidades de aplicação da tecnologia. Com o auxílio da ferramenta, produziu uma publicação para o LinkedIn sobre a própria palestra, elaborou uma planilha de custos e demonstrou como a inteligência artificial pode responder a diferentes comandos e necessidades.
As demonstrações reforçaram que a IA já pode ser incorporada a diferentes atividades do cotidiano profissional. Ao mesmo tempo, Mônica chamou a atenção para a necessidade de estabelecer processos e critérios para sua utilização, especialmente em relação à segurança das informações. “Para usar IA precisamos
de processo, se não for assim, o que vamos fazer é automatizar o caos, uma vez que correremos risco de ter nossas informações soltas na internet”, alertou.
Para Julia Sales Brunhara, da GSA Transportes, a segunda edição do encontro proporcionou uma oportunidade de ampliar o conhecimento sobre as ferramentas disponíveis e suas aplicações. “Aprendemos sobre as principais ferramentas disponíveis no mercado, mecanismos de uso e, principalmente, os prós e contras”, afirmou.
Antes da palestra sobre inteligência artificial, o diretor-executivo da We Safety, Luciano Werner, apresentou a atuação da empresa, especializada em gestão de riscos, consultoria, treinamentos e soluções tecnológicas voltadas à segurança viária e à eficiência operacional de frotas. A companhia, criada a partir da expertise operacional do Grupo Águia Branca, passou recentemente a integrar o grupo de mantenedores do Transcares.
Durante sua participação, Werner apresentou as áreas de atuação da empresa e seus principais produtos e serviços, ressaltando a relação entre segurança e desempenho das operações. “Eficiência operacional é uma consequência da segurança operacional. Um leva ao outro”, afirmou. O executivo também destacou a capacidade da empresa de atender organizações de diferentes portes. “Temos possibilidade de atender qualquer empresa, da micro à grande empresa”.
Ao final da programação, o coordenador da COMJOVEM Espírito Santo, Alexandre Denzin, ressaltou a proposta do Rota & Café de criar um ambiente de desenvolvimento e integração entre os participantes. “Estamos aqui para aprender, conhecer, trocar experiências e boas práticas. Hoje, foi mais uma manhã assim”, finalizou.
Entidades que integram o G7 Paraná passaram a defender a aprovação do Projeto de Lei 523/2026, que busca impedir que a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e o Imposto Seletivo integrem a base de cálculo do ICMS. Em ofício entregue à Procuradoria-Geral do Estado em 22 de julho, o grupo alertou que a incidência de imposto sobre imposto poderia elevar artificialmente os preços, ampliar a insegurança jurídica e estimular disputas judiciais.
A preocupação ocorre no momento em que a implantação do novo sistema avança. Desde 3 de agosto de 2026, empresas do regime regular devem preencher os campos relativos ao IBS e à CBS nos documentos fiscais eletrônicos, com alíquota-teste conjunta de 1%. A cobrança efetiva começa em 2027, enquanto a substituição gradual do ICMS e do ISS pelo IBS ocorrerá entre 2029 e 2032, até a vigência integral do novo modelo em 2033.
Segundo Marcelo Aguiar, diretor regional da unidade de Londrina do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR), uma eventual duplicidade teria reflexos diretos sobre a atividade. “Caso a CBS, o IBS e o Imposto Seletivo passem a compor a base de cálculo do ICMS durante a transição tributária, as transportadoras poderão enfrentar um aumento significativo da carga tributária. Na prática, isso poderá elevar o valor final do frete, reduzir as margens das operações e aumentar a necessidade de capital de giro”, afirma.
No Norte do Paraná, o impacto não ficaria restrito às transportadoras. Como o setor conecta propriedades rurais, indústrias, centros de distribuição e estabelecimentos comerciais, o aumento do frete tende a se espalhar por toda a cadeia produtiva. Empresas que não conseguirem repassar integralmente os novos custos poderão ter margens reduzidas, menor capacidade de investimento e maior pressão sobre o fluxo de caixa, enquanto produtos e mercadorias poderão chegar mais caros ao consumidor.
Para evitar esse cenário, o setor defende que a regulamentação estabeleça critérios objetivos para a formação das bases de cálculo, o aproveitamento de créditos e a convivência entre os tributos antigos e novos. “O período de transição precisa ser simples e trazer segurança para quem empreende. As transportadoras precisam ter regras claras, sem interpretações diferentes entre os Estados e, principalmente, sem o risco de pagar o mesmo imposto duas vezes. Quando há previsibilidade e segurança jurídica, as empresas conseguem planejar melhor seus investimentos, manter a competitividade e continuar prestando um serviço eficiente para toda a cadeia produtiva”, destaca Aguiar.
Diante da complexidade das mudanças, o SETCEPAR promove o curso “Reforma Tributária no TRC”, voltado à análise das etapas de transição e das novas regras de apuração, incidência e aproveitamento de créditos no transporte rodoviário de cargas. “Mais do que entender as novas regras, as transportadoras terão condições de revisar seus contratos, ajustar processos, preparar seus sistemas e planejar as mudanças com antecedência. Essa preparação faz toda a diferença para reduzir riscos, evitar custos desnecessários e atravessar o período de transição com mais segurança e tranquilidade”, reforça Aguiar.
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O tradicional encontro do Transporte Rodoviário de Cargas reunirá empresários, executivos e lideranças de todo o Brasil
A NTC&Logística abriu as inscrições para o Congresso NTC 2026 – XIX Encontro Nacional da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários e Executivos da NTC&Logística), um especial encontro de aprendizado e expansão de conhecimento do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) brasileiro. A edição deste ano será realizada entre os dias 26 e 29 de novembro de 2026, no Mavsa Resort Convention SPA, em Cesário Lange (SP).
Promovido anualmente pela NTC&Logística, por meio da COMJOVEM, o Congresso consolidou-se como um importante ambiente de integração, desenvolvimento profissional, networking e fortalecimento do associativismo. Durante os quatro dias de evento, empresários, executivos, sucessores, lideranças sindicais e representantes do setor de todo o país terão a oportunidade de compartilhar experiências, ampliar relacionamentos e debater os desafios e as oportunidades que impactam o Transporte Rodoviário de Cargas.
A programação será voltada ao desenvolvimento de lideranças e à troca de conhecimentos, reunindo conteúdos relevantes para a gestão das empresas, inovação, sucessão empresarial e temas estratégicos para o setor. Além das atividades técnicas, os participantes poderão desfrutar da estrutura do Mavsa Resort Convention SPA, reconhecido pela excelência em hospedagem, lazer e infraestrutura para eventos.
Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, o Congresso representa um momento significativo do calendário institucional da entidade.
“O Congresso NTC 2026 e o Encontro Nacional COMJOVEM representam a força da renovação do nosso setor e a importância de prepararmos as lideranças que darão continuidade ao trabalho desenvolvido ao longo das últimas décadas. É um ambiente de aprendizado, integração e construção de ideias, onde empresários de todas as regiões do país se encontram para fortalecer o associativismo e contribuir para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas. Tenho a convicção de que esta será mais uma edição de grande sucesso.”
O coordenador nacional da COMJOVEM, Hudson Rabelo, destaca que o encontro é uma oportunidade única para fortalecer conexões e incentivar o protagonismo dos jovens empresários.
“Este evento é o momento em que conseguimos reunir lideranças de todas as regiões do Brasil para compartilhar experiências, ampliar conhecimentos e fortalecer os laços que unem o nosso setor. É um ambiente de muito aprendizado, relacionamento e inspiração para quem acredita no futuro do transporte de cargas. Convido todos os integrantes da COMJOVEM e empresários do TRC a estarem conosco nesta edição, que está sendo preparada com muito cuidado para proporcionar uma experiência inesquecível.”
As reservas de hospedagem poderão ser realizadas até o dia 25 de outubro de 2026, com possibilidade de parcelamento em até quatro vezes no cartão de crédito. Após essa data, as novas reservas estarão sujeitas à disponibilidade e deverão ser pagas integralmente no ato da confirmação.
Para realizar a reserva, basta informar o nome do evento e entrar em contato diretamente com o Mavsa Resort Convention SPA pelos seguintes canais:
l WhatsApp: (15) 99103-0899
l E-mail: comercial@mavsaresort.com.br
A NTC&Logística convida empresários, executivos e lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas de todo o Brasil a participarem de mais uma edição do Congresso NTC – XIX Encontro Nacional da COMJOVEM. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas pelo portal da entidade, clicando aqui.
I FENATRAN
I GEOTAB
I MERCEDES-BENZ
I TGID
I TRANSPOCRED
I TRUCKPAG
l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)
l FuMTran (Fundação Memória do Transporte)
l Braspress
Governador e candidato à reeleição participa de debate sobre infraestrutura, logística e competitividade em São Paulo
Dando sequência à série de encontros com candidatos aos principais cargos do executivo brasileiro, a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) receberá, no próximo dia 31 de agosto, o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para um encontro com empresários, lideranças e representantes do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), no Palácio dos Transportes, na capital paulista.
A iniciativa é parte da programação iniciada pela Federação para aproximar o setor produtivo dos candidatos e ampliar o debate sobre temas estratégicos para a economia paulista. O objetivo é criar um ambiente de diálogo em que os participantes possam conhecer as propostas dos candidatos e discutir os principais desafios relacionados ao transporte, à infraestrutura e à competitividade.
Os encontros promovidos pela FETCESP têm caráter institucional, plural e apartidário. A proposta é receber diferentes nomes do cenário político, assegurando igualdade de tratamento e priorizando o debate de propostas voltadas ao fortalecimento da logística e ao desenvolvimento econômico.
Entre os temas que deverão integrar o debate estão infraestrutura logística, segurança jurídica, ambiente regulatório, política tributária, renovação da frota, transição energética, formação de motoristas profissionais, segurança pública e combate ao roubo de cargas.
A expectativa da entidade é que o encontro permita uma discussão aprofundada sobre medidas capazes de aumentar a eficiência da logística, reduzir custos e ampliar a competitividade das empresas responsáveis pelo abastecimento das cidades, pela movimentação da indústria e pelo escoamento da produção.
“O transporte rodoviário de cargas tem um papel estratégico no desenvolvimento econômico de São Paulo. Criar espaços de diálogo com os candidatos que pretendem conduzir o estado nos próximos anos é uma forma de aproximar o setor produtivo do debate público e contribuir para a construção de políticas que fortaleçam a logística, a infraestrutura e a competitividade das empresas. Nosso objetivo é ouvir propostas, apresentar as demandas do setor e ampliar a participação dos transportadores nas discussões que definirão o futuro do estado”, afirma Carlos Panzan, presidente da FETCESP.
Além de empresários, dirigentes dos sindicatos filiados e representantes do setor, o encontro será aberto à cobertura da imprensa. Os veículos interessados poderão acompanhar a apresentação do candidato e participar da rodada de perguntas prevista na programação do evento. A FETCESP convida os profissionais de imprensa a realizarem previamente o credenciamento por meio do formulário disponibilizado pela entidade.
A insegurança nas estradas e a falta de infraestrutura logística têm deixado de ser apenas problemas das transportadoras e passaram a impactar diretamente o preço final dos produtos. Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 62% das empresas industriais relatam aumento nos custos finais devido aos gastos com segurança no transporte. O levantamento também aponta que 45% das indústrias afirmam que investimentos gerais em segurança encarecem seus produtos e que, para 81% dos empresários do setor, a insegurança contribui para ampliar o Custo Brasil.
O impacto também aparece nos registros de ocorrências. Segundo a CNI, 20% das indústrias sofreram roubo ou furto de cargas rodoviárias nos últimos cinco anos, sendo que 68% desses casos ocorreram diretamente nas rodovias. Já o Mapa da Segurança Pública 2026, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, aponta que o Brasil registrou 8.570 ocorrências de roubo de carga em 2025, média de 23 casos por dia, mesmo após uma queda de 16,7% em relação ao ano anterior. A região Sudeste concentrou 86,18% das ocorrências, com 7.386 registros.
Além da segurança, a infraestrutura rodoviária também pressiona os custos. Levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT) citado pela CNN Brasil aponta que estradas em más condições podem elevar o custo operacional do transporte em até 31%, principalmente pelo maior consumo de combustível, desgaste dos caminhões e aumento do tempo de viagem. O dado ganha peso porque cerca de 65% das cargas no Brasil são transportadas por rodovias.
Para empresas como a West Cargo, especializada em operações logísticas para o comércio exterior, esses fatores entram diretamente no gerenciamento de risco. A empresa avalia que segurança, infraestrutura, manutenção preventiva, planejamento de rotas, monitoramento e treinamento dos motoristas são componentes essenciais para reduzir a exposição das operações e evitar paradas não planejadas nas estradas.
Segundo Luigi Rosolen, diretor da West Cargo, os custos logísticos muitas vezes não são visíveis para o consumidor, mas fazem parte da composição de preços dos produtos transportados. “As condições da infraestrutura rodoviária estão diretamente relacionadas ao gerenciamento de risco da operação. Para manter a segurança, a manutenção preventiva se torna indispensável e representa um item relevante dentro da estrutura de custos. Quando esse custo aumenta, ele acaba sendo incorporado à operação e, em algum momento, chega à cadeia produtiva”, afirma.
Na prática, a empresa atua com manutenção preventiva, veículos mais novos, planejamento de rotas, controle de jornada, treinamento de motoristas e monitoramento operacional. A ideia é reduzir riscos mecânicos, evitar falhas em trajetos sensíveis e garantir que o caminhão não precise fazer paradas inesperadas, especialmente em áreas com maior exposição a roubos, acidentes ou problemas de infraestrutura.
“O planejamento de rotas é essencial para definir trajetos com menor risco para a operação, mesmo que isso signifique um tempo maior de entrega. A decisão pode considerar áreas com infraestrutura mais precária, regiões de menor segurança e pontos previamente definidos para abastecimento e descanso. O monitoramento ajuda a identificar movimentações fora do padrão e permite uma resposta mais rápida da central”, explica Rosolen.
Para a West Cargo, o debate sobre custos logísticos precisa considerar toda a cadeia. Roubo de cargas, más condições das rodovias, aumento da manutenção, maior consumo de combustível, seguros, escoltas, tecnologia embarcada e baixa previsibilidade operacional não afetam apenas as transportadoras. Esses fatores reduzem a eficiência do sistema, pressionam indústrias, encarecem o frete e chegam ao consumidor final.
Na avaliação de Rosolen, o país precisa avançar principalmente na segurança das estradas e no combate estruturado ao roubo de cargas. “É necessário ampliar a segurança nas rodovias, com atuação das forças responsáveis para reduzir o roubo de cargas e o risco associado à condução em determinadas regiões. Quanto menor a exposição ao risco, maior a previsibilidade e menor a pressão sobre os custos da cadeia logística”, finaliza.
Empresa triplica capacidade operacional no interior de São Paulo e projeta aportes no Sul do Brasil, apesar dos desafios econômicos
A Patrus Transportes está reforçando sua estratégia de expansão com a ampliação da unidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A nova estrutura recebeu investimento de R$ 1 milhão e passou de 1 mil para 3 mil metros quadrados (m²) de plataforma, triplicando a capacidade operacional da empresa na região. O terminal conta ainda com 18 docas e amplia a estrutura para coleta, processamento e distribuição de cargas fracionadas.
A unidade é a terceira filial inaugurada pela Patrus Transportes em 2026. Antes de Ribeirão Preto, a transportadora abriu operações em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, e em Londrina, no norte do Paraná.
Segundo o CEO da Patrus Transportes, Marcelo Patrus, a expansão faz parte de um plano de crescimento que vem sendo mantido mesmo diante do cenário econômico adverso. A empresa, fundada há 53 anos e atualmente conduzida pela segunda geração da família, atua com transporte de carga fracionada e está presente em 11 estados. “Apesar da grande crise econômica que vivemos no Brasil, em decorrência dos altíssimos juros, a Patrus é uma transportadora que tem crescido ao longo dos últimos anos, investindo em filiais próprias”, afirma.
Em Ribeirão Preto, a estratégia foi ampliar uma operação que já existia. “Nós já tínhamos a filial lá de Ribeirão Preto. O que fizemos foi mudar de uma filial de 1 mil m² para uma filial nova com 3 mil m², ou seja, nós triplicamos a capacidade de operação”, explica Patrus.
Segundo ele, o aumento da estrutura também deve resultar em mais contratações, embora não tenha informado o número de novos postos de trabalho.
A expansão permite elevar a capacidade tanto de coleta quanto de distribuição, atendendo clientes dos segmentos B2B e B2C. Trabalhando principalmente com cargas fracionadas, a transportadora carrega principalmente produtos do setor de cosméticos, confecções, material esportivo e autopeças, ligando a indústria ao varejo, atacado, supermercados, lojas físicas e shoppings.
Previsão é de mais investimentos no Sul do Brasil
A expansão não deve ficar restrita às três unidades abertas em 2026. Patrus afirma que a empresa mantém no planejamento investimentos nos três estados da região Sul, mas o ritmo de novas operações dependerá do ambiente econômico e político.
A previsão é que a companhia destine cerca de R$ 5 milhões para novas unidades e terminais. O CEO ressalta, porém, que o orçamento para 2027 ainda será definido nos próximos meses. “Nós vamos, dentro do nosso planejamento estratégico, avaliar o que vai acontecer no futuro. Nós estamos investindo muito neste ano e, no próximo, três estados devem receber mais aportes no Sul”, afirma.
A cautela está relacionada, principalmente, às perspectivas para a economia brasileira em 2027. Para Patrus, o cenário deverá ser mais difícil que o atual, diante do elevado déficit público e da necessidade de adoção de medidas para conter os gastos.
Custos pressionam transporte
Apesar da expansão da Patrus, o CEO avalia que o setor de transporte rodoviário de cargas enfrenta um ano difícil. Entre os principais fatores estão o aumento dos custos, especialmente do diesel, e a falta de investimentos em infraestrutura rodoviária e mobilidade urbana.
Patrus cita como exemplo a BR-381, conhecida como Fernão Dias, importante ligação entre Minas Gerais e São Paulo. Segundo ele, a rodovia não acompanhou o crescimento da frota e do volume de cargas e veículos ao longo das últimas décadas.
“Falta investimento pesado nas rodovias. Você pega a Fernão Dias, por exemplo. Todo dia tem um acidente. Ela é do mesmo tamanho há 30 anos. São duas pistas para ir e duas para voltar. Em 30 anos, ela é a mesma coisa, e a quantidade de veículos, de carros, de caminhões é infinitamente maior”, afirma.
O problema também aparece nos centros urbanos. Em Belo Horizonte, por exemplo, congestionamentos e acidentes podem comprometer a produtividade dos veículos de entrega e elevar os custos das transportadoras. “Isso tudo afeta os custos do transportador de uma forma generalizada”, diz.
Além do diesel, o executivo aponta os juros elevados como um dos principais obstáculos para a economia. Na avaliação dele, a manutenção de juros reais elevados dificulta o consumo, o investimento empresarial e a expansão da atividade econômica. “Precisamos de uma redução drástica dos juros da Selic no Brasil. Não pode ter uma inflação de 4%, 5% e juros reais de 14%. É necessário reduzir os juros para atrair investimento”, afirma.
Crescimento de 10% em 2026
Mesmo diante das dificuldades, a Patrus prevê crescimento de aproximadamente 10% em 2026, na comparação com 2025. Para ele, o resultado é positivo considerando o porte da empresa e o ambiente enfrentado pelo setor. “A Patrus está crescendo, porque vem conquistando novos clientes e pela qualidade e nível de serviço que a empresa oferece. Mas é um crescimento mais modesto e bem menor do que se imaginava que poderia ter no ano”, afirma.
A expectativa, contudo, é de um mercado mais desafiador no segundo semestre. Segundo o executivo, as projeções atuais indicam que o varejo deverá apresentar, ao fim de 2026, volume de cargas semelhante ou até inferior ao registrado em 2025. “Não vai haver crescimento. No varejo ou no atacado, no supermercado, nas lojas de shopping, as previsões que temos hoje são da mesma volumetria de carga que tivemos em 2025”, diz.
Para 2027, a avaliação de Patrus é ainda mais cautelosa. Ele considera que o ambiente econômico poderá pressionar novamente o consumo e os investimentos, mas afirma que a transportadora seguirá avaliando oportunidades de expansão dentro de seu planejamento estratégico.
Após dois anos de operação, modelo de gestão inclui obras de drenagem, construção de acostamentos, serviços de emergência e descontos para usuários frequentes
A concessão de 526 quilômetros de rodovias estaduais no Pará iniciou uma nova etapa de investimentos, com foco na recuperação da infraestrutura, melhoria da drenagem e implantação de acostamentos. O objetivo é ampliar a segurança dos usuários e preparar os trechos para intervenções de maior porte nos próximos anos.
O corredor concedido abrange trechos das rodovias PA-150, PA-475, PA-252, PA-151, PA-483 e da Alça Viária, importantes ligações entre as regiões de Belém e Marabá.
Segundo o diretor-presidente da Rota do Pará, José Salim, a segurança é o principal ponto da concessão. “É um marco para o estado do Pará, a primeira concessão de rodovia. O foco é a segurança o tempo todo, esse é o principal objetivo”, afirmou.
Após os serviços iniciais de conservação, a concessão entra, agora, na fase de recuperação e melhorias estruturais. “Entre as prioridades, estão as intervenções em drenagem, especialmente em áreas mais afetadas pelo período chuvoso, e a construção de acostamentos”, explicou Salim.
Para Salim, a melhoria da infraestrutura rodoviária também pode contribuir para atrair empreendimentos e ampliar o desenvolvimento de municípios do interior. “Não se deve esperar o interior crescer para levar investimento. Primeiro, é preciso levar infraestrutura de qualidade, que atraia investidores para a região”, afirmou.
Benefícios para os usuários
Motoristas de veículos de passeio que utilizam as rodovias com frequência têm direito a desconto na tarifa de pedágio. O Desconto de Usuário Frequente, conhecido como DUF, pode reduzir a tarifa de pedágio em até 50%, conforme o número de passagens realizadas. A utilização de tag eletrônica já garante desconto inicial de 5% e pode ser obtida gratuitamente.
A concessionária também mantém cinco postos de apoio ao motorista, com wi-fi, água e banheiro, além dos serviços de atendimento com guinchos leves e pesados, ambulâncias, retirada de animais das pistas e veículos de inspeção que circulam durante 24 horas pelos trechos. Em casos de emergência, o atendimento pode ser solicitado pelo telefone 0800 150 1150.
Em vigor desde agosto, Ajuste SINIEF 49/2025 altera processos fiscais e amplia integração entre logística e faturamento
Uma nova regra para devolução de mercadorias está mudando os procedimentos de empresas de transporte, logística e embarcadores nos casos de recusa total ou parcial da carga e de destinatário não localizado. Em vigor desde 3 de agosto, o Ajuste SINIEF 49/2025 padroniza a regularização fiscal dessas operações e exige maior integração entre logística, fiscal e sistemas de faturamento.
Na prática, quando a entrega não é concluída ou a mercadoria é recusada nas situações previstas pela norma, o remetente da NF-e original passa a emitir uma NF-e de entrada, com finalidade de Nota de Crédito, identificando os produtos que retornam. Na recusa parcial, devem constar os itens efetivamente recusados.
A mudança tem impacto especialmente relevante para operações com grande volume de entregas e devoluções, nas quais uma ocorrência registrada pelo motorista ou transportador precisa chegar de forma rápida e rastreável às áreas responsáveis pela regularização fiscal.
Nova regra padroniza devolução de mercadorias
Segundo Maurício de Oliveira, líder de produto da nstech, empresa desenvolvedora de software para supply chain, embora já existissem regras nacionais para o retorno de mercadorias não entregues, ainda havia diferenças nos procedimentos adotados entre os Estados.
“Antes, já existiam regras nacionais sobre o retorno de mercadoria não entregue, mas faltava uma representação eletrônica nacional suficientemente específica da recusa na própria NF-e. As UFs complementavam essas regras e emitiam interpretações próprias sobre documentação, preenchimento e procedimentos acessórios, gerando diferenças operacionais. Agora, o processo passa a ser padronizado”, explica.
O Ajuste SINIEF 49/2025 foi publicado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) em dezembro de 2025 e posteriormente alterado. A regulamentação estabelece procedimentos específicos para situações de recusa total, recusa parcial e destinatário não localizado, vinculando a regularização fiscal aos registros eletrônicos relacionados à ocorrência na entrega.
Isso aproxima ainda mais dois processos que, muitas vezes, são administrados separadamente dentro das empresas: a operação logística e o tratamento fiscal da mercadoria que retorna.
Alto volume aumenta risco operacional
A mudança tende a exigir atenção maior das empresas que realizam centenas ou milhares de entregas por mês. Quanto maior o volume de ocorrências, maior o risco de perda de informações quando o controle depende de processos manuais.
“Fluxos manuais, planilhas, e-mails, mensagens telefônicas, tudo isso é complexo de ser administrado em pequenos volumes. Agora, para grandes operações, com várias pessoas e centenas ou milhares de devoluções acontecendo todo o mês, fica ainda mais complicado”, afirma Oliveira.
Para o executivo, o principal desafio está na governança do processo e na definição clara de como uma ocorrência registrada na entrega será tratada até sua regularização.
“O ponto mais sensível aqui é o controle e governança do processo. É muito importante que o processo siga um fluxo bem estabelecido, com SLA, atribuição de papéis e responsabilidades, controle de documentações, para que as áreas se comuniquem e trabalhem de maneira integrada.”
A mudança envolve, portanto, não apenas a área fiscal. Logística, comercial e financeiro precisam ter acesso às informações necessárias e responsabilidades definidas para evitar que uma carga devolvida fisicamente fique sem o correspondente tratamento fiscal.
ERP precisa conversar com a operação logística
A emissão da NF-e de entrada deve ocorrer no ERP ou no sistema de faturamento da empresa, que precisa estar preparado para preencher os campos específicos previstos para esse tipo de documento.
Mas adequar apenas o sistema fiscal pode não ser suficiente. A informação que desencadeia o processo nasce na operação: é durante a entrega que são identificados a recusa da mercadoria, o recebimento parcial ou a impossibilidade de localizar o destinatário. Por isso, segundo Oliveira, é importante que os sistemas utilizados pela logística consigam registrar a ocorrência, acompanhar as tratativas e fornecer os dados necessários para a regularização fiscal.
“Não sendo possível evitar a devolução, cabe aos sistemas logísticos também dar a governança e o controle do processo, provendo dados para que os times responsáveis pela regularização fiscal possam emitir as notas fiscais de entrada no respectivo sistema fiscal da empresa”, afirma.
A rastreabilidade ganha importância adicional porque o novo procedimento envolve registros eletrônicos associados ao insucesso da entrega, criando uma cadeia de informações entre documento fiscal, transporte, ocorrência logística e retorno da mercadoria.
Recusa parcial passa ao controle do remetente
Um dos principais efeitos da mudança aparece nos casos de recusa parcial da carga. Segundo Oliveira, o novo procedimento reduz a dependência do remetente em relação ao destinatário para regularizar fiscalmente a parcela recusada da entrega.
“O principal ganho esperado é que o remetente passe a ter o controle da regularização fiscal desta recusa. Antes, ele dependia do destinatário, que precisava emitir uma nota fiscal de devolução. Muitas vezes, este processo era demorado, além de eventuais problemas de preenchimento de dados incorretos”, afirma.
A mudança pode reduzir atrasos na regularização e facilitar o acompanhamento do retorno da carga, principalmente em operações de alto volume.
Há, entretanto, uma diferença importante entre recusa no momento da entrega e devolução de uma mercadoria já recebida. Quando o produto foi entregue, recebido e incorporado ao estoque do destinatário e, posteriormente, precisa ser devolvido, o procedimento permanece diferente.
“Para os casos de coletas após a entrega, o destinatário continua emitindo uma nota fiscal, pois estes processos ocorrem após o recebimento da mercadoria e, portanto, após o destinatário dar entrada das mercadorias em seu estoque”, esclarece Oliveira.
Rastreabilidade vira prioridade
Para as empresas que ainda estão adequando seus processos, a prioridade deve ser garantir que as informações geradas durante a entrega sejam centralizadas, rastreáveis e auditáveis.
Na avaliação de Oliveira, sistemas de gestão de entregas e logística reversa devem permitir acompanhar toda a ocorrência, desde o registro feito na operação até a devolução física da mercadoria e o envio das informações necessárias para a regularização fiscal.
A NTC&Logística participou, nesta terça-feira (18), em São Paulo, do lançamento nacional do livro “A História do Transporte da Amazônia”, escrito pela historiadora e escritora Etelvina Garcia. Representando a entidade e o presidente Eduardo Rebuzzi, esteve presente o diretor financeiro da NTC&Logística, José Maria Gomes, que participou da abertura do evento ao lado de lideranças do setor de transporte. A assessora executiva da presidência, Elisete Balarini, e o assessor de Comunicação e Imprensa da NTC&Logística, Rodrigo Bernardino, também participaram do evento.
Promovido pela Fundação Memória do Transporte (FuMTran), o lançamento ocorreu durante seminário realizado na sede da Fundação e reuniu representantes do setor de transporte, empresários, estudantes das unidades do SEST SENAT Parque Novo Mundo e Vila Jaguara, além de alunos e professores da Escola Estadual Senador Paulo Egydio de Oliveira Carvalho, e convidados. A programação teve como objetivo apresentar a publicação e promover reflexões sobre a trajetória e os desafios da logística na Amazônia.
Na abertura da solenidade, Eduardo Jacsenis, responsável pela coordenação do projeto, convidou ao palco o presidente da FuMTran, Antonio Luiz Leite; o diretor financeiro da NTC&Logística, José Maria Gomes; o presidente da FETCESP, Carlos Panzan; o presidente do SINDIPESA, Julio Eduardo Simões, e o presidente do SETCESP, Marcelo Rodrigues, para as considerações iniciais.
Para José Maria Gomes, a preservação da memória do transporte também contribui para compreender os desafios atuais e pensar o desenvolvimento futuro do setor. “Conhecer a história do transporte é compreender parte importante do desenvolvimento econômico e social do nosso país. A Amazônia possui características logísticas muito particulares, e registrar essa trajetória nos ajuda não apenas a preservar o trabalho daqueles que contribuíram para a evolução do setor, mas também a refletir sobre os desafios que ainda temos pela frente. Para a NTC&Logística, é uma satisfação participar de uma iniciativa que valoriza a memória, o conhecimento e a importância do transporte para a integração do Brasil”, destacou.
Na sequência, a autora do livro, Etelvina Garcia; o museólogo e curador Fabio Magalhães; o representante da Bertolini e da FETRAMAZ, Renan Bertolini, e Antonio Luiz Leite participaram da mesa de debates que integrou a programação técnica do Seminário.
A obra “A História do Transporte da Amazônia” reúne um amplo levantamento sobre a evolução dos transportes na região, acompanhando seu desenvolvimento desde o período colonial português. A publicação aborda a ocupação territorial, os ciclos econômicos, as transformações sociais e a contribuição de povos originários, trabalhadores, empresários e empreendedores para a construção dos sistemas de transporte e abastecimento da Amazônia.
Em sua fala inicial, o presidente da FuMTran, Antonio Luiz Leite, destacou que o lançamento nacional amplia o alcance de uma história que ajuda a compreender a própria formação do Brasil. “Muito antes da infraestrutura que conhecemos hoje, a Amazônia já possuía uma intensa movimentação por suas águas, que funcionavam como verdadeiras estradas e ajudaram a construir a história e o desenvolvimento da região. Hoje, temos a oportunidade de registrar e contar um pouco dessa trajetória, preservando uma parte importante da história do transporte e do próprio Brasil para as próximas gerações”, afirma Leite.
Durante o Seminário, Renan Bertolini apresentou as particularidades das operações de transporte na Região Amazônica e os desafios relacionados à infraestrutura e ao desenvolvimento das pessoas que fazem parte dessa logística. Fabio Magalhães abordou a importância da preservação e da contextualização dos registros históricos, incluindo o papel da digitalização na ampliação do acesso a esse patrimônio.
Etelvina Garcia expôs aspectos da pesquisa realizada para a construção da obra e enfatizou como a evolução dos transportes está diretamente relacionada à formação econômica, social e territorial da Amazônia. A autora também ressaltou o papel histórico da navegação na conexão da região e a contribuição de empreendedores e trabalhadores para a construção de soluções diante das particularidades amazônicas.
Ao final do Seminário, Antonio Luiz Leite agradeceu à equipe responsável pela pesquisa, produção, curadoria e organização da publicação, e salientou o legado que o projeto pretende deixar. “A Amazônia tem uma trajetória logística única, marcada por desafios, empreendedorismo e soluções próprias, e preservar essa memória é também reconhecer a importância da região para o desenvolvimento do Brasil. Esta obra é resultado do esforço de muitas pessoas e deixa um legado importante para as próximas gerações”, finalizou Leite.
O lançamento nacional realizado em São Paulo representa a segunda etapa de divulgação da obra. O primeiro contato do público com o livro ocorreu em 27 de maio, durante a TranspoAmazônia, em Manaus, quando cerca de 600 exemplares foram distribuídos a empresários, instituições, apoiadores e participantes da feira.
Ao todo, foram impressos 3 mil exemplares, que também serão destinados a bibliotecas públicas, CEUs de São Paulo, entidades nacionais do transporte e autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, nas esferas municipal, estadual e federal, ampliando o acesso à história do transporte e da logística na Amazônia.
Contribuições à ANTT poderão ser enviadas até 26 de agosto e ajudarão a subsidiar a revisão da Resolução nº 5.867/2020, que estabelece a metodologia e os coeficientes dos pisos mínimos de frete
A NTC&Logística reforça a importância da participação das empresas de Transporte Rodoviário de Cargas na Tomada de Subsídios nº 003/2026, realizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com o objetivo de coletar dados técnicos que servirão de base para a revisão da Resolução nº 5.867/2020, responsável por estabelecer as regras gerais, a metodologia e os coeficientes dos pisos mínimos de frete.
A contribuição das transportadoras é fundamental para que a ANTT tenha acesso a informações que reflitam os custos e as particularidades reais das operações. Quanto maior a participação das empresas, mais consistente e representativo será o processo de revisão regulatória, contribuindo para a definição de parâmetros mais equilibrados, atualizados e compatíveis com a realidade do setor.
Os dados deverão ser enviados entre 17 de agosto de 2026, às 9h, e 26 de agosto de 2026, às 18h, no horário de Brasília.
A documentação e a planilha para preenchimento estão disponíveis no Sistema ParticipANTT:
https://participantt.antt.gov.br
O acesso ao sistema é realizado por meio de conta Gov.br.
A consolidação de Maringá como um dos principais corredores logísticos do Norte do Paraná ganhou um importante reforço de infraestrutura, impulsionada pelos investimentos do governo estadual na inauguração do viaduto do Trevo do Catuaí. Atenta ao fortalecimento estratégico e à conectividade viária da região, a Ativa Logística, um dos maiores operadores logísticos integrados para os segmentos de saúde, beleza e bem-estar, acaba de inaugurar uma nova unidade no município para ampliar suas atividades de transporte, armazenagem e distribuição.

Localizada na Rodovia PR-317, nº 9.112 (bairro Gleba Ribeirão Pinguim), a nova estrutura conta com 2.400 metros quadrados, área climatizada e acompanhamento contínuo de farmacêutico responsável. A planta foi projetada para absorver com máxima precisão a crescente demanda de indústrias, distribuidores e embarcadores de produtos regulados.
De acordo com o gerente regional de Operações da Ativa Logística, Clodoaldo Oliveira, que atua há 20 anos na companhia, a nova filial deve direcionar 70% de sua capacidade operacional ao canal farmacêutico e 30% aos itens de beleza e bem-estar, fortalecendo ainda mais a presença da empresa na Região Sul.
“A nossa infraestrutura de armazenagem, frota e equipe técnica garante as condições ideais para atender às exigências da Anvisa e dos fabricantes, desde a saída do produto da indústria até a sua chegada ao varejo”, destaca Oliveira.
Para assegurar o controle térmico exigido pelas agências reguladoras, a frota da companhia é equipada com baús isotérmicos e refrigerados, além de dispor de câmaras frias e ambientes climatizados.
Com a inauguração do novo complexo em Maringá, a Ativa Logística, que já opera com unidade própria na região de Curitiba (PR), amplia sua capilaridade e solidez operacional em todo o Estado.
A empresa possui 25 unidades próprias no País e atua na gestão de ambientes de armazenagem e transporte nos modais rodoviário e aéreo para os mercados de saúde, beleza e bem-estar. Conta com 340 mil metros quadrados de infraestrutura logística, distribuídos pelas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste (Goiânia), além de mais de 4.000 colaboradores e uma frota de 1.880 veículos também no padrão Euro 6, menos poluentes e que superam os requisitos de sustentabilidade vigentes.
Golpistas clonam sites de pedágio eletrônico para cobrar tarifas falsas; entenda o esquema e veja onde consultar débitos oficiais
Os pedágios eletrônicos sem cancela, conhecidos como Free Flow, chegaram recentemente às rodovias brasileiras. Muitos condutores ainda se adaptam à novidade e começam a se habituar agora com a nova forma de cobrança.
No entanto, criminosos aproveitam a falta de familiaridade dos motoristas para aplicar fraudes financeiras na hora do pagamento das tarifas.
Golpistas criam páginas falsas que simulam o sistema de cobrança para lesar quem cruzou os pórticos eletrônicos. Segundo levantamento da Kaspersky, mais de 400 páginas ligadas ao golpe do Free Flow foram identificadas apenas entre janeiro e maio de 2026.
Free flow tem sites falsos e anúncios patrocinados
O esquema replica a interface oficial: o motorista digita a placa do veículo e visualiza uma suposta cobrança pendente com valores idênticos aos reais.
Para pressionar a vítima, a página falsa exibe um aviso de que o não pagamento em até 15 minutos gerará multa de trânsito de R$ 195,23 e 5 pontos na CNH aplicados pelo Detran. Links maliciosos semelhantes também chegam por e-mail e mensagens de texto.
Como se prevenir
A principal prevenção está na busca. Sempre verifique se o site que você está acessando pertence à concessionária da rodovia da qual você passou com o carro.
Atente também para os sites patrocinados, que são usados pelos golpistas para chegar até a vítima, ao endereço URL da página que você acessou, dados de quem vai receber o pagamento etc.
A forma mais segura de fazer o pagamento é acessando diretamente o site oficial da empresa responsável e seguindo o passo a passo para acessar a área de pagamento da tarifa. Isso pode ser conferido também pelos canais de comunicação das concessionárias.
Dessa forma, você evita ou, pelo menos, diminui as chances de cair no Golpe do Free Flow.
Onde consultar débitos do Free Flow?
A checagem de tarifas pendentes deve ser feita exclusivamente nos canais oficiais das concessionárias ou em sistemas integrados autorizados:
Para rodovias federais não listadas, consulte o portal da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a fim de identificar a empresa responsável pelo trecho. Algumas praças contam ainda com totens de autoatendimento em bases operacionais.
Como fazer a consulta e o pagamento correto?
O procedimento nos canais oficiais é rápido e dispensa cadastro prévio na maioria dos casos:
A Deliberação Contran 277/2026 suspendeu temporariamente as penalidades em pedágios eletrônicos, mas não extinguiu a cobrança da tarifa. Motoristas que quitarem os débitos até 16 de novembro de 2026 garantem o cancelamento das multas já geradas.
Após o prazo limite, a inadimplência voltará a ser punida como evasão de pedágio – infração grave prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), com multa de R$ 195,23 e 5 pontos na carteira de habilitação.
Levantamento da Frota 162 aponta que infrações podem ser reduzidas com acompanhamento de indicadores, orientação aos motoristas e ações preventivas
Quase metade das multas registradas em frotas corporativas está relacionada ao excesso de velocidade, segundo levantamento da Frota 162, empresa de tecnologia para gestão de multas, condutores e documentos. A plataforma administra mais de 320 mil veículos.
As infrações por velocidade até 20% acima do limite permitido representam 40,9% das autuações analisadas. Quando são incluídos os registros de motoristas que trafegaram entre 20% e 50% acima da velocidade máxima, o percentual chega a 46,8%.
Para Marcelo Lemos, CEO e fundador da Frota 162, os dados indicam a necessidade de ações voltadas à condução segura. “Quando quase metade das autuações está relacionada ao excesso de velocidade, o desafio vai além da fiscalização. Ele envolve orientação dos motoristas e acompanhamento de indicadores para identificar desvios antes que resultem em acidentes ou custos para a operação”, afirma.
Placas ilegíveis e avanço de sinal aparecem entre as ocorrências
Depois do excesso de velocidade, as infrações relacionadas à legibilidade das placas representam 9,3% das ocorrências registradas pela empresa. O avanço de sinal vermelho identificado por fiscalização eletrônica corresponde a 3,2% dos casos. As demais autuações estão distribuídas entre outras infrações da operação.
Segundo a Frota 162, o acompanhamento sistemático das ocorrências permite identificar padrões de comportamento e direcionar treinamentos e medidas preventivas. “Quando a empresa acompanha as ocorrências de forma estruturada, deixa de agir apenas depois da multa e passa a reconhecer padrões que ajudam a reduzir impactos financeiros e operacionais”, diz Lemos.
O saldo positivo na segunda semana do mês foi impulsionado por exportações, com o acumulado do ano já superando US$ 52 bilhões
A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 635,3 milhões na segunda semana de agosto. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta segunda-feira (17), o valor foi alcançado com exportações de US$ 6,881 bilhões e importações de US$ 6,246 bilhões.
O mês de agosto acumula superávit de US$ 3,045 bilhões, resultante de US$ 16,091 bilhões em exportações e US$ 13,045 bilhões em importações.
Até a segunda semana de agosto, comparado ao mesmo período do mês de 2025, as exportações cresceram 14,3%. O desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 10,4% em Agropecuária, que somou US$ 3,487 bilhões; avanço de 27,8% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 4,363 bilhões, e, por fim, alta de 8,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 8,080 bilhões.
Em relação às importações, houve alta de 16,2% na mesma comparação. Houve queda de 5,3% em Agropecuária, que somou US$ 198 milhões; recuo de 13,5% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 721 milhões e, por fim, crescimento de 19,0% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 12,054 bilhões.
Acumulado do ano
De janeiro até a segunda semana de agosto, o ano acumula superávit de US$ 52,084 bilhões, um crescimento de 29,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando o superávit no período somava US$ 43,158 bilhões.
A projeção do MDIC é de que o superávit da balança comercial seja de US$ 90,0 bilhões neste ano, crescimento de 32,3% em relação a 2025. O resultado projetado para este ano é decorrente de uma previsão de US$ 394,4 bilhões em exportações e US$ 304,4 bilhões em importações.
A NTC&Logística realizou, no dia 14 de agosto, a primeira reunião do Comitê de Recursos Humanos, congregando mais de 70 profissionais ligados a empresas do setor de transporte e logística. O encontro marcou o início das atividades do grupo, criado para promover a troca de experiências, compartilhar boas práticas e construir, de forma conjunta, propostas para os principais desafios relacionados à gestão de pessoas no Transporte Rodoviário de Cargas.
A reunião foi conduzida por Vanessa Nunes, coordenadora do Comitê e gerente de Recursos Humanos da Pajuçara, e contou com a participação do assessor técnico da NTC&Logística, Lauro Valdivia, além de profissionais de Recursos Humanos de transportadoras de diferentes regiões do país. Durante o encontro, também foi apresentada a estrutura de Câmaras, Comitês e demais ambientes técnicos mantidos pela entidade, reforçando a proposta de criar um espaço permanente de colaboração entre os profissionais de RH do setor.
Entre os principais assuntos debatidos, estiveram a escassez de motoristas e de mão de obra qualificada; os desafios de recrutamento, atração e retenção de talentos; liderança, cultura organizacional e qualidade de vida no ambiente de trabalho. Também foi destacada a necessidade de ampliar a produção de informações e indicadores sobre Recursos Humanos, como dados de rotatividade e motivos de desligamento, permitindo que as empresas tenham referências do próprio setor para apoiar suas estratégias de gestão de pessoas.
A falta de motoristas demandou atenção especial durante o debate. Dados apresentados na reunião apontaram que quase metade das empresas participantes de levantamento sobre mão de obra relatou possuir veículos parados em razão da falta desses profissionais, evidenciando a dimensão do desafio para o Transporte Rodoviário de Cargas.
Como próximos passos, os integrantes deverão participar de uma pesquisa para definir conjuntamente os objetivos do Comitê, a periodicidade das reuniões e os temas prioritários dos próximos encontros. Entre os assuntos já apontados, estão a escassez de mão de obra e motoristas, e questões relacionadas às negociações coletivas. Também foi discutida a possibilidade de realização de um encontro anual dedicado aos profissionais de Recursos Humanos do Transporte Rodoviário de Cargas.
A partir deste primeiro encontro, o Comitê iniciará uma agenda de trabalho voltada à identificação das principais demandas de Recursos Humanos das empresas do setor e à construção de ações que possam gerar resultados práticos. A proposta é transformar os desafios apresentados pelos profissionais em pautas, estudos, indicadores e iniciativas que contribuam para apoiar as empresas na gestão e no desenvolvimento de seus colaboradores.



Após semanas de impactos sobre as operações internacionais, retomada da passagem entre Argentina e Chile terá operação especial entre os dias 18 e 22 de agosto, inicialmente exclusiva para o transporte terrestre de cargas
O Sistema Integrado Cristo Redentor, importante corredor de ligação terrestre entre Argentina e Chile, será reaberto nesta terça-feira, 18 de agosto. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (17) pelo Complexo Fronteiriço Los Libertadores – Sistema Integrado Cristo Redentor, da Delegação Presidencial Provincial de Los Andes, após reunião do Comitê do Sistema Cristo Redentor, formado pelas coordenações chilena e argentina. Segundo o comunicado, a decisão considera os informes de condições meteorológicas favoráveis e de segurança para a circulação apresentados pelos órgãos responsáveis pela infraestrutura viária dos dois países.
Nas últimas semanas, a NTC&Logística acompanhou a situação na região e os reflexos da interrupção para o Transporte Rodoviário de Cargas internacional, especialmente diante da permanência de motoristas e veículos aguardando a liberação da passagem e dos impactos operacionais e econômicos provocados pelo período de fechamento. Com a retomada anunciada pelas autoridades, a expectativa é que as operações avancem gradualmente para a normalidade e que o fluxo de cargas entre os países seja restabelecido com segurança.
De acordo com o comunicado oficial, a retomada ocorrerá, inicialmente, de forma especial e exclusiva para o transporte terrestre de cargas. Nos dias 18, 19 e 20 de agosto, o trânsito será permitido somente no sentido Argentina–Chile, das 8h às 20h, no horário chileno, e das 9h às 21h no horário argentino. O fluxo será realizado em sentido único até Guardia Vieja, seguindo posteriormente em condições normais.
Já na sexta-feira (21) e no sábado (22), a operação será invertida, com circulação exclusiva de cargas no sentido Chile–Argentina, das 8h às 20h, no horário chileno, e das 9h às 21h no horário argentino. O trânsito em sentido único ocorrerá até Uspallata, seguindo posteriormente em condições normais.
Para o vice-presidente extraordinário de Relações Internacionais da NTC&Logística, Danilo Guedes, a reabertura representa um passo importante para a normalização das operações na região. “A NTC&Logística acompanhou de perto, nas últimas semanas, a situação dos transportadores e dos motoristas que foram diretamente impactados pelo fechamento da passagem. Foram dias de dificuldades operacionais, atrasos e prejuízos para as empresas e para toda a cadeia envolvida no transporte internacional. Agora, com as condições favoráveis para a reabertura, entendemos que é o momento de avançarmos para a retomada e buscarmos, gradualmente e sempre com segurança, a normalidade do transporte de cargas nesse importante corredor entre Argentina e Chile”, destaca.
O comunicado ressalta ainda que as condições de segurança são indispensáveis para a operação e que, neste primeiro momento, não será autorizado o trânsito de outros tipos de veículos. A abertura para turismo, incluindo veículos de passeio e ônibus, assim como as respectivas faixas de horário, será comunicada posteriormente pelas autoridades responsáveis.
A NTC&Logística continuará acompanhando a situação e as atualizações relacionadas à operação do Sistema Integrado Cristo Redentor, mantendo o setor informado sobre eventuais alterações que possam impactar o Transporte Rodoviário de Cargas internacional.