A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) participou, na terça-feira, 4 de novembro, de uma reunião na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília (DF), para tratar de uma das principais preocupações do setor: o atraso no recebimento das notificações de multas por excesso de peso aplicadas às transportadoras.
A entidade foi representada pelo vice-presidente da NTC&Logística para a Região Centro-Oeste e presidente da Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas & Logística – FENATAC, Paulo Afonso Lustosa, e pela assessora de Relações Institucionais da NTC&Logística, Edmara Claudino.
Os representantes foram recebidos por Gizelle Coelho Netto, chefe de gabinete da Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (SUROC) da Agência.
Durante o encontro, a NTC&Logística apresentou as dificuldades enfrentadas pelas empresas com a demora no envio das notificações de autuação, o que tem causado prejuízos e insegurança às transportadoras.
Como proposta, a entidade sugeriu que a ANTT avalie a criação de um canal de comunicação específico vinculado ao CNPJ das empresas, permitindo que as transportadoras consultem, de forma rápida e transparente, quantos veículos da sua frota foram autuados e os respectivos motivos das infrações.
A medida busca oferecer maior previsibilidade e controle operacional para o setor, além de fortalecer o diálogo entre a Agência e as entidades representativas do Transporte Rodoviário de Cargas.
Entidade defendeu a manutenção do entendimento de que o motorista comissionista deve ter as horas extras calculadas com base apenas no adicional de 50%, conforme a Súmula 340 do TST
No dia 4 de novembro de 2025, foi realizada, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), a audiência pública convocada pelo ministro Cláudio Brandão, nos autos do processo TST-IncJulgRREmbRep–0001010-80.2023.5.09.0654, para discutir se a Súmula 340 do TST se aplica ao cálculo das horas extras do motorista de caminhão que recebe comissões sobre o valor do frete ou da carga transportada.
Na ocasião, o ministro relator deferiu a sustentação oral das entidades e empresas inscritas, que apresentaram suas teses favoráveis e contrárias à aplicação da referida Súmula no cálculo das horas extras do motorista comissionista.
De acordo com a Súmula 340 do TST, o empregado sujeito a controle de horário e remunerado à base de comissões tem direito ao adicional de, no mínimo, 50%, pelo trabalho em horas extras, calculado sobre o valor-hora das comissões recebidas no mês, considerando-se como divisor o número de horas efetivamente trabalhadas.
Em outras palavras, se o empregado recebe remuneração à base de comissões, no caso de realização de horas extras é devido apenas o adicional de 50% sobre a hora, e não a hora mais o adicional, uma vez que o valor pago a título de comissão já remunera a jornada regular de trabalho.
O entendimento vinha sendo aplicado pacificamente pelo TST, inclusive aos motoristas comissionistas. No entanto, no início deste ano, surgiram divergências entre as turmas da Corte quanto à aplicação da Súmula 340 aos motoristas de caminhão, especialmente nos casos em que a comissão é fixada em valor determinado.
Durante a audiência pública, a NTC&Logística foi representada pelo assessor jurídico, Dr. Narciso Figueirôa Junior, que apresentou a entidade e defendeu a aplicação da Súmula 340 ao motorista do Transporte Rodoviário de Cargas, independentemente de a comissão ser calculada sobre fretes, viagens, valores fixos ou variáveis.
Segundo Figueirôa, o tema é sensível e de grande relevância para os associados da NTC&Logística, sejam entidades sindicais ou empresas do setor. Ele destacou que o segmento enfrenta escassez de mão de obra e que a remuneração variável, por meio de comissões e prêmios, tem se mostrado necessária em alguns ramos do transporte, sendo inclusive uma reivindicação dos próprios motoristas.
O assessor ressaltou ainda as peculiaridades do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil, que opera com margens de lucro reduzidas e é composto majoritariamente por pequenas e médias empresas. Trata-se de um setor com custos fixos e variáveis elevados – como combustível, pneus, veículos, peças e seguros –, que contam com poucos fornecedores e limitada margem de negociação.
Figueirôa também destacou os desafios enfrentados pelo setor, como as exigências rígidas das seguradoras em relação ao gerenciamento de riscos, a concorrência desleal, a elevada carga tributária e o roubo de cargas. Além disso, enfatizou a dificuldade de repassar o aumento dos custos aos embarcadores, em razão da alta competitividade, inclusive com transportadores autônomos.
Mesmo diante dessas dificuldades, o Transporte Rodoviário de Cargas mantém boas práticas de ESG, parcerias sólidas e condições seguras de trabalho para os motoristas.
O assessor jurídico lembrou ainda a escassez de mão de obra no setor, citando dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), segundo os quais o Brasil perdeu 1,3 milhão de motoristas de caminhão nos últimos dez anos. Esse fenômeno, segundo ele, é global – também presente nos Estados Unidos, Europa, Alemanha, Reino Unido, México e em outros países da América Latina.
De acordo com dados da IRU (União Internacional de Transportes Rodoviários), entidade da qual a NTC&Logística é associada, a escassez global de motoristas de caminhão soma 3,6 milhões de vagas não preenchidas em 36 países, conforme levantamento de abril de 2025.
Por essas razões, Figueirôa argumentou que a remuneração por comissão é um fator importante para retenção de talentos, oferecendo maior renda e incentivo à profissão.
Ao defender a aplicação da Súmula 340 ao motorista comissionista, ele destacou os seguintes pontos principais:
a Súmula 340 do TST é genérica e, portanto, aplicável a qualquer empregado comissionista, puro ou misto;
criar exceção à Súmula é equivocado, pois a atividade do motorista comissionista não difere da de vendedores ou outros profissionais remunerados por comissão;
a remuneração por comissão do motorista, ainda que vinculada ao frete cobrado ou às viagens realizadas, é expressamente autorizada pelo art. 625-G da CLT, declarado constitucional pelo STF na ADI 5322;
o TST tem como papel central uniformizar a jurisprudência, prevenir conflitos e evitar o aumento de ações trabalhistas, garantindo segurança jurídica;
o setor de Transporte Rodoviário de Cargas cumpre a Súmula 340 há anos, e eventual alteração geraria insegurança jurídica e um grande volume de novos processos;
a estabilidade das relações jurídicas deve ser preservada, uma vez que a Súmula é antiga e amplamente aplicada;
é incorreto afirmar que a remuneração por comissão gera jornadas extenuantes ou aumenta o risco ao trabalhador, pois o motorista, mesmo comissionista, deve cumprir os repousos legais previstos na CLT, conforme a Lei 13.103/2015 e a decisão do STF na ADI 5322.
A audiência pública ocorreu das 9h às 17 horas e teve como objetivo colher subsídios para o julgamento do processo IncJulgRREmbRep-0001010-80.2023.5.09.0654, cuja decisão, a ser tomada pelo Pleno do TST, terá efeito vinculante – ou seja, o entendimento fixado será aplicado a todos os casos semelhantes no país.
A NTC&Logística, por meio de sua assessoria jurídica trabalhista, continuará acompanhando o tema e informando seus associados sobre este e outros assuntos de interesse do setor de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística.
Participaram integrantes das áreas de Meio Ambiente e Transportes, além de representantes do BNDES, Petrobras e da CNT
O painel Brasil e a Transição Energética no Transporte, realizado durante o 10º Fórum CNT de Debates, reuniu representantes do governo federal e da Petrobras para discutir os caminhos da descarbonização no setor transportador. O encontro ocorreu no dia 23, na sede do Sistema Transporte, em Brasília, e foi conduzido por Vinicius Ladeira, diretor do Sistema Transporte e líder do projeto Transporte e a COP30.
Participaram da mesa Aloisio Lopes Pereira de Melo, secretário nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente; Luciana Costa, diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES; George Yumi, coordenador-geral de Projetos Especiais e Mudança do Clima do Ministério dos Transportes, e Raquel Campos Coutinho, gerente de Portfólio e Descarbonização da Cadeia de Valor da Petrobras.
Ao falar sobre as perspectivas do Brasil para a COP30 e as metas climáticas já assumidas, Aloisio Lopes destacou o papel estratégico do país como anfitrião da conferência e reforçou que o Brasil atualizou sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), com metas de redução de emissões entre 59% e 67% até 2035. Segundo ele, “a solução para a crise climática passa pela cooperação internacional e pela aceleração dos mecanismos de financiamento climático”. O secretário citou o Plano Clima, que define metas setoriais e medidas específicas para cada área da economia, incluindo o setor de transportes, e afirmou que o país tem condições de crescer economicamente enquanto reduz sua intensidade de carbono.
Luciana Costa apresentou as iniciativas do BNDES voltadas à transição energética e destacou que o banco se tornou o maior financiador de ônibus da América Latina, com quase R$ 5 bilhões aplicados em veículos elétricos e Euro 6. Ela defendeu uma abordagem plural, com diferentes rotas tecnológicas, e afirmou que “não existe uma solução única; a eletrificação é viável em alguns casos, mas a renovação de frota e os biocombustíveis também são caminhos importantes”. A diretora ressaltou ainda que o banco exige boas práticas de governança dos operadores financiados, promovendo transparência e redução de riscos.
Raquel Campos Coutinho afirmou que a Petrobras participou ativamente da construção do Plano Clima e que a clareza regulatória permitiu à empresa incorporar metas de descarbonização ao seu plano de negócios. “A transição é moldada pelo Estado, mas desenvolvida com os atores econômicos”, afirmou. Ela destacou o uso de soluções intermediárias, como o Diesel Renovável (DSR), que aproveita a infraestrutura existente e já contribui para a redução de emissões. Segundo Raquel, a empresa está comprometida com a inovação e com o avanço gradual da transição energética, equilibrando ciclos longos de investimento com entregas imediatas.
George Yumi apresentou a visão do Ministério dos Transportes sobre os instrumentos necessários para viabilizar a transição energética no setor e defendeu uma abordagem integrada entre os modais, com a eficiência como eixo central da política pública. Entre os mecanismos já em operação, mencionou a Portaria 622, que permite às concessionárias aplicar 1% dos investimentos em ações de resiliência e sustentabilidade. “O desafio agora é o ‘como’. Precisamos de instrumentos que tornem viável a meta de Net Zero até 2050”, afirmou. George também citou o Road Map de Negócios Sustentáveis, voltado à requalificação de ativos e à indução de novos modelos de desenvolvimento.
Encerrando o painel, Vinicius Ladeira reforçou a importância do setor transportador na agenda climática e no desenvolvimento nacional. “Não há que se falar de um país mais eficiente sem falar na eficiência do transporte, porque o agro cresce, a indústria cresce, e esses segmentos econômicos importantes acabam desaguando no transporte, que precisa ser eficiente também”, afirmou.
A décima edição do Fórum CNT de Debates contou com o patrocínio de Dunlop; Embarca; Fepasc (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros dos Estados do Paraná e Santa Catarina) e Abralog (Associação Brasileira de Logística).
Foi o segundo mês consecutivo com crescimento, mas, no acumulado do ano, o segmento de caminhões tem retração de 8,04% em relação ao mesmo período de 2024
O mercado de caminhões registrou, em outubro, o segundo mês consecutivo com resultado positivo, com aumento de 9,07% nas vendas, que somaram 10.462 unidades, quando comparado com os 9.592 veículos emplacados em setembro deste ano. Em relação a outubro do ano passado (11.837 unidades), houve queda de 11,62%, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
No acumulado de janeiro a outubro de 2025, a venda de 92.317 unidades ficou 8,04% abaixo dos 100.390 veículos vendidos nos 10 meses de 2024. “Os negócios com caminhões estão condicionados a uma dinâmica de investimentos complexa, dada a volatilidade atual em segmentos como agro, construção e indústria. Os dois últimos meses foram positivos, o que pode amenizar a expectativa de queda este ano”, afirma Arcelio dos Santos Junior, presidente da Fenabrave.
Do total de caminhões emplacados nos dez meses deste ano, 41.265 unidades são modelos pesados; 30.763 unidades são semipesados; 10.592, médios; 7.485, leves, e 2.143, semileves.
Elétricos
Em outubro, foram emplacados 14 caminhões elétricos, 51,72% abaixo de setembro deste ano (29 unidades) e 48,15% a menos que em outubro de 2024 (27 unidades). No acumulado de janeiro a outubro deste ano, a venda de caminhões elétricos atingiu 282 unidades, redução de 28,79% em relação aos dez meses do ano passado, quando foram emplacados 396 veículos elétricos no país.
Entre as fabricantes, a liderança ficou com a Volkswagen Caminhões e Ônibus, que teve 25.010 unidades vendidas, com 27,09% de participação, seguida pela Mercedes-Benz, que vendeu 24.706 veículos, ficando com 26,76% de participação.
A Volvo vendeu 16.878 veículos, tendo 18,28% de participação, e a Scania 11.156, garantindo uma fatia de 12,08%. A Iveco comercializou 7.050 veículos (7,64% de participação), e a DAF, sexta colocada no ranking, vendeu 6.372 veículos, ficando com 6,90% de participação.
A estimativa da Fenabrave é que sejam comercializados, neste ano, 113.552 caminhões, o que representará uma queda de 7,0% sobre 2024, quando foram emplacados 122.099 veículos no país.
Parecer era última etapa aguardada para o ministro Antonio Anastasia dar seu voto ao plenário da corte de contas; julgamento ainda não tem data
Uma das principais etapas, até que o maior terminal de carga do Porto de Santos possa ser leiloado, pode ser concluída em breve. O Ministério Público, junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU), emitiu parecer pedindo que o leilão do Tecon Santos 10, antigo STS-10, seja realizado em fase única, sem restrições a operadores que já atuam no local – o que alteraria o desenho proposto até então. O documento foi juntado ao processo na última quinta-feira (30/10).
A manifestação do MPTCU é considerada o último passo legalmente necessário para que o ministro relator, Antonio Anastasia, possa, enfim, apresentar seu voto ao plenário da corte de contas. Isso, no entanto, não tem uma data para ocorrer – o que poderá arrastar para o ano que vem o leilão daquele que deverá ser o terminal com maior capacidade de movimentação de contêineres do país.
A principal questão do processo é se a concorrência será livre ou em duas fases. Neste último caso, empresas que já operam terminais em Santos não poderão participar da primeira rodada – o que tiraria da disputa algumas das principais empresas marítimas do mundo, mas evitaria que alguma delas concentrasse a maior parte do mercado. Assim, elas entrariam no certame na eventualidade de um fracasso na tentativa inicial.
O parecer, assinado pela procuradora-geral do MPTCU, Cristina Machado da Costa e Silva, vai na linha do que já foi considerado pela unidade técnica da corte, a AudPortoFerrovia, no começo de outubro. Ou seja, que o formato em duas fases, na prática, impediria a verdadeira participação dos operadores atuais.
“Não foram demonstrados efeitos anticoncorrenciais concretos no mercado pós-leilão que justificassem a exclusão de players relevantes, especialmente porque, no caso dos incumbentes armadores, a obrigação de desinvestimento cogitada pela área técnica da Antaq [Agência Nacional de Transportes Aquaviários] gera efeitos estruturais suficientes para fomentar a futura rivalidade entre os grupos verticalizados no mercado”, escreveu a procuradora-geral.
O posicionamento do MPTCU se contrapõe às posições oficializadas pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e pela Antaq, que querem o leilão em duas fases.
O argumento é que haveria risco de concentração de mercado caso Maersk, MSC ou CMA-CGM levassem o megaterminal. Essa é a mesma posição de outras empresas marítimas que também desejam participar da disputa e não atuam em Santos.
A CMA-CGM é responsável por 42% da movimentação total do porto (2,3 milhões de TEUs, medida de contêiner), seguida da BTP/Maersk-MSC (34% do manejo de cargas ou 1,8 milhões de TEUs) e DP World (24% ou 1,2 milhões de TEUs). Os dados são de 2024, do estatístico aquaviário da Antaq.
No ano passado, as três empresas movimentaram, juntas, 5,3 milhões de TEUs. E o novo terminal, quando completamente instalado, acrescentará 3,25 milhões de TEUs à capacidade de Santos. Dessa maneira, se qualquer uma delas levar o novo terminal, controlará mais da metade da capacidade de Santos.
Enquanto isso, de agosto para cá, se manifestaram contra o faseamento a Subsecretaria de Acompanhamento Econômico e Regulação (Seae) vinculada ao Ministério da Fazenda; o gabinete do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC); o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), além dos órgãos técnicos do TCU e o MPTCU.
Nenhum dos pareceres apresentados pelos órgãos que opinaram a respeito do leilão é vinculante. Ou seja, o relator do caso não precisa seguir o posicionamento de nenhum deles. Da mesma forma, o Ministério de Portos e Aeroportos pode apresentar um edital distinto do que aquele que o TCU recomendar. A palavra final, nesse caso, cabe ao Poder Concedente.
A empresa vencedora do leilão arrendará o terminal por 25 anos, podendo prorrogar o prazo para 70 anos, a critério do governo. A projeção é atingir a movimentação mínima anual de 3,25 milhões de TEUs até o fim do prazo de arrendamento. O investimento previsto é de R$ 6,4 bilhões em obras como a construção do cais de atracação e a infraestrutura geral do terminal.
Atrasos constantes
Nenhuma promessa de prazo relativa ao leilão do Tecon Santos 10 foi cumprida desde que a Antaq alterou o formato da concorrência, em maio, sugerindo uma disputa em duas fases, sendo a primeira sem a participação de empresas que já operam terminais em Santos.
Pelo cronograma do governo federal, apresentado no começo do ano na Audiência Pública 02/2025-Antaq, a avaliação do TCU deveria ocorrer entre maio e agosto, com a publicação do edital em setembro e a realização do certame em dezembro.
Contudo, diante dos debates, divergências e pressões em torno da restrição da disputa em duas fases, o relator do caso, Antonio Anastasia, decidiu ouvir todo o setor envolvido antes de se posicionar.
No final de julho, a corte de contas realizou um painel de referência que contou com a participação de dezenas de interessados. Após isso, o ministro pediu manifestação no processo de todas as autarquias, ministérios envolvidos e o Ministério Público. Diversas entidades interessadas, como associações, sindicatos e prováveis concorrentes no leilão, também enviaram documentos.
Como resultado, chegou-se ao início de novembro e Anastasia ainda não apresentou seu voto. Isso ainda não tem data para ocorrer, conforme afirma o TCU. É válido lembrar que, quando o voto sair, ainda precisará ser apreciado pelo plenário. Se existir algum pedido de vista de outro ministro, por exemplo, a data do leilão poderá ficar ainda mais distante.
Uma vez finalizada a etapa no TCU, o processo voltará para a Antaq e para o MPor para a definição final das regras do edital e publicação no Diário Oficial. De acordo com especialistas consultados pela reportagem, o leilão só poderá se realizar pelo menos 30 dias úteis após isso.
Novo prazo?
O governo federal reafirmou, recentemente, a promessa de realizar o leilão do Tecon Santos 10 ainda neste ano, em dezembro. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), disse, em 22 de outubro, que trabalhava com a expectativa de leilão entre 15 e 18 de dezembro.
Costa Filho já disse que respeitará a recomendação de Anastasia sobre o formato da competição, o que, na teoria, deve acelerar o trâmite da publicação do edital nos órgãos do executivo. Na prática, contudo, armadores internacionais já se preparam para um provável leilão somente no final de janeiro de 2026, visto que o TCU já está realizando as últimas sessões do ano e que o plenário se reúne somente uma vez por semana.
E há ainda uma questão política envolvida: há a possibilidade de que Costa Filho deixe o ministério para se lançar candidato ao Senado em 2026. Uma vez que o Tecon Santos 10 é a joia da coroa de sua gestão, certamente não seria de seu agrado que o leilão fosse realizado na gestão de um novo ministro.
O prazo para deixar o cargo é de seis meses antes das eleições, marcadas para 4 de outubro de 2026.
De janeiro a setembro, foram vendidos 4,84 milhões de pneus no Brasil; mercado de reposição recuou 7,6%, mas vendas para montadores cresceram 1,2%
A venda de pneus de carga registrou queda no Brasil nos nove primeiros meses de 2025. Dessa forma, de janeiro a setembro, foram vendidas 4.844.806 unidades, com retração de 5,2% na comparação com igual período de 2024, quando houve 5.108.506 vendas. Porém, a redução não afeta todos os canais da mesma forma segundo a ANIP – Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos, que reúne as fabricantes do setor no país.
Conforme a ANIP, no setor de reposição, a maior fatia do mercado brasileiro, a queda foi ainda mais acentuada. Ou seja, os 3.428.301 pneus vendidos em 2025 correspondem à retração de 7,6% ante as 3.709.151 unidades vendidas no mesmo período de 2024. Assim, é possível afirmar que isso indica menor ritmo de renovação de pneus de veículos de frota.
Vendas de pneus para montadoras evitam retração maior
Ademais, as vendas para as montadoras mostra comportamento bem diferente. De janeiro a setembro, as vendas cresceram 1,2%, passando de 1.399.355 para 1.416.505 pneus. Mesmo com as oscilações e a queda nas vendas para modelos extrapesados, as entregas acompanham a alta na oferta de caminhões novos de menor capacidade. Do mesmo modo, as vendas de ônibus no país estão positivas.
Todavia, essa leve alta não compensa as perdas registradas no setor de reposição, já que o canal OEM (Original Equipment Manufacturer) – em tradução livre, “Fabricante Original de Equipamento” – representa fatia menor do total. O resultado final ainda revela um mercado mais retraído.
Setembro reforça tendência de queda
Os números de setembro, isoladamente, confirmam o cenário de desaceleração. As vendas totais somaram 527.728 pneus. Ou seja, redução de 10,5% na comparação com setembro de 2024 (589.561 unidades).
O canal de reposição caiu 11% no mês, atingindo 380.248 pneus, enquanto as montadoras recuaram 9%, com 147.480 unidades. Além disso, o resultado de setembro ficou 4,9% abaixo de agosto, mostrando que a desaceleração não é pontual, mas consistente.
Perspectivas do setor de pneus
O último trimestre deve manter o ritmo fraco, pois ainda não há sinais consistentes de recuperação. Porém, a esperada queda de juros e uma possível recuperação agrícola em 2026, bem como compras governamentais podem criar um ambiente mais favorável para o setor.
A edição especial reúne a idealizadora do movimento e lideranças do SETCESP para celebrar as conquistas e refletir sobre os avanços da presença feminina no setor
Hoje, 5 de outubro, às 14 horas, no canal da NTC&Logística no YouTube, acontece mais uma edição do Bate-Papo NTC, que será dedicada aos cinco anos do Movimento Vez & Voz – uma iniciativa que nasceu com o propósito de ampliar as oportunidades para as mulheres e promover a equidade de gênero no Transporte Rodoviário de Cargas –, também comentando os avanços da pauta no setor nos últimos anos.
Participam do programa Ana Jarrouge, presidente executiva do SETCESP e idealizadora do movimento, e Camila Florêncio, coordenadora do Vez & Voz e gerente de Comunicação do SETCESP, que compartilharão as conquistas, desafios e o impacto das ações realizadas ao longo desses cinco anos.
A transmissão contará com a mediação de Rodrigo Bernardino, assessor de Comunicação e Imprensa da NTC&Logística, que conduzirá a conversa sobre a importância do protagonismo feminino no setor e o papel transformador do Vez & Voz para o futuro da logística e do transporte de cargas no Brasil.
O Congresso NTC 2025 – XVIII Encontro Nacional da COMJOVEM, promovido pela NTC&Logística em conjunto com a COMJOVEM – Comissão de Jovens Empresários e Executivos, acontecerá entre os dias 27 e 30 de novembro de 2025, no Club Med Lake Paradise, em Mogi das Cruzes (SP). O evento reunirá empresários e representantes do Transporte Rodoviário de Cargas de todo o país, em uma imersão voltada à liderança, inovação e fortalecimento do setor.
A programação do Congresso contará com painéis de discussão, palestras motivacionais e workshops, que servirão como ferramentas de aprendizagem teórica e prática, além de outras experiências produtivas. Na parte de lazer, os participantes poderão desfrutar das belezas naturais e aproveitar as comodidades do Club Med Lake Paradise, em um ambiente ideal para integração e troca de experiências entre os profissionais do setor.
Local: Centro de Convenções – Sala Girassol e Foyer
CERIMÔNIA DE ABERTURA | JANTAR FESTIVO
2º DIA | 28/11 (SEXTA-FEIRA)
6h30 | 7h30
COMJOVEM + SAÚDE – RUNNING COMJOVEM (3 KM OU 7KM)
Local: Em frente ao Centro de Convenções – Sala Orquídea
7h30 | 9h
CAFÉ DA MANHÃ – RESTAURANTE PRINCIPAL | LAKESHORE
9h | 13H
Local: Centro de Convenções – Sala Girassol
O CÉREBRO SOB ESTRESSE
Palestrante
Fabiano Moulin – Médico Neurologista, Mestre e Doutor em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo, onde atua como Médico Assistente do Departamento de Neurologia.
Especialista em Neurologia da Cognição e do Comportamento e Membro da ABN (Academia Brasileira de Neurologia), transforma conceitos complexos da Neurociência em aplicações práticas. Em suas palestras, aborda saúde mental, estresse, criatividade, tomada de decisão e envelhecimento saudável. Sua abordagem conecta ciência e prática, inspirando empresas, líderes e equipes a fortalecerem bem-estar, resiliência e performance no ambiente corporativo.
INTERVALO | COFFEE BREAK
COMJOVEM CONVIDA
Moderadores: André de Simone – Coordenador Nacional da COMJOVEM
Hudson Rabelo – Vice-Coordenador Nacional da COMJOVEM
Jéssica Caballero – Vice-Coordenadora Nacional da COMJOVEM
Convidado: Daniel Martin Ely – Vice-Presidente Executivo da Randoncorp e Chief Operating Officer (COO) da Rands
Formado em Administração de Empresas, com especializações em estratégias organizacionais e desenvolvimento de lideranças, Daniel iniciou sua carreira em 1993 e construiu uma trajetória sólida de mais de trinta anos no setor industrial e corporativo. Sua trajetória é marcada por resultados expressivos e por uma abordagem centrada em pessoas. Daniel Martin Ely representa a nova geração de líderes empresariais brasileiros, comprometidos com a inovação, a sustentabilidade e a transformação contínua dos negócios.
ALMOÇO – RESTAURANTE PRINCIPAL | LAKESHORE
13h30 | 14h30
ENCONTRO “COM ELAS”
Local: Centro de Convenções – Sala Girassol
15h | 19h
EVENTO: TARDEZINHA COMJOVEM – SUNSET
Local: Lake Tenda
3º DIA | 29/11 (SÁBADO)
9h| 12h30
Local: Centro de Convenções – Sala Girassol
CONSTRUIR, ESCALAR E IMPACTAR
Palestrante
Guy Peixoto Neto – Empreendedor serial, investidor, CEO da Bravu Scaling e mentor de negócios.
Empreendedor serial e palestrante de Belém do Pará, com experiência em criar, escalar e reestruturar empresas que somam mais de R$ 250 milhões em faturamento anual. Formado por instituições como Harvard, MIT e Stanford, alia metodologias globais e práticas próprias para ajudar líderes e empreendedores a crescerem com clareza, consistência e propósito, sem abrir mão do equilíbrio.
INTERVALO | COFFEE BREAK
CRIE O IMPOSSÍVEL
Palestrante
Raul Matos – Fundador e CEO da Biscoitê, uma rede brasileira de boutiques de biscoitos finos, também é reconhecido como Empreendedor do Ano pela EY.
Transformou simples biscoitos em presentes memoráveis e experiências inesquecíveis. Empreendedor serial, com histórico de mais de R$ 250 milhões em faturamento anual em diversas empresas, ele inspira líderes e empreendedores a inovar, crescer com propósito e transformar ideias em negócios de sucesso. Reconhecido pelo mercado e premiado como Empreendedor do Ano, Raul compartilha sua experiência prática para motivar, engajar e gerar resultados concretos.
NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Entidade Anfitriã
FETCESP – Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo e Sindicatos filiados
Patrocínio
Astra Capital
EASYDOC
Fenatran – Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Cargas
GEOTAB
RANDS
SpeedMax
TGID
TOTVS
Transpocred
TruckPag
Volkswagen Caminhões e Ônibus
Apoio Institucional
Sistema Transporte – CNT / Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística
Acordo busca fortalecer a cooperação técnica e promover o aprimoramento das políticas públicas e regulatórias do transporte de produtos perigosos
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP) formalizaram, nesta terça-feira (4/11), a assinatura de um termo de parceria no âmbito do Programa ANTT Coopera. A cerimônia foi realizada na sede da Agência, em Brasília.
O acordo tem como principais objetivos estimular discussões técnicas e setoriais, desenvolver programas de capacitação conjunta, promover exercícios simulados e ações operacionais integradas, além de incentivar a realização de eventos técnicos e workshops voltados ao aprimoramento da regulação e da segurança no transporte de produtos perigosos.
Durante a cerimônia, o diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, destacou a relevância da parceria para o avanço do setor: “Essa parceria nasce com um propósito claro: contribuir de forma técnica e propositiva para o aprimoramento das políticas públicas e regulatórias que impactam diretamente o setor rodoviário de cargas. Fico muito entusiasmado por trabalharmos em um interesse comum: o transporte de cargas e produtos perigosos” afirmou.
O presidente da ABTLP, Oswaldo Caixeta Junior, ressaltou a importância do programa: “O Coopera, para nós, é extremamente importante. Tenham certeza de que trabalharemos no auxílio da atualização da legislação”.
Já o vice-presidente da entidade, José Maria Gomes, enfatizou a trajetória conjunta entre a Associação e a Agência: “Hoje, estamos coroando uma relação que já é muito antiga, sempre propositiva e construtiva. O setor de transportes tem, atualmente, uma legislação melhor graças a esse trabalho que vem sendo desenvolvido há muitos anos. Só temos a agradecer e reafirmar nossa disposição em continuar colaborando”.
O diretor-geral da ANTT completou sua fala afirmando: “Não fazemos regulação olhando apenas os interesses da Agência, mas também olhando para fora, construindo tudo em diálogo com o setor. É uma união de forças. Temos tido bons frutos desse trabalho de cooperação e tenho certeza de que vamos avançar cada dia mais nesse importante segmento. Agradeço a parceria e a confiança. Vamos, juntos, implementar muitas coisas para o setor”.
Sobre o ANTT Coopera
O Programa ANTT Coopera tem o objetivo de promover a articulação e o relacionamento institucional com entidades públicas e privadas, valorizar o conhecimento e a experiência dos servidores da Agência, racionalizar recursos humanos e financeiros, desburocratizar procedimentos administrativos e contribuir para o desenvolvimento técnico-científico e o intercâmbio de informações no setor de transportes terrestres.
O empresário Arlan Rodrigues assumiu, no dia 25 de outubro, a presidência do Conselho Regional Nordeste 2 do SEST/SENAT, órgão que abrange os estados da Paraíba e Rio Grande do Norte. A nomeação marca uma nova etapa de fortalecimento institucional e de representatividade para o setor de transporte de cargas e de passageiros na região.
A escolha de Arlan Rodrigues para o cargo reflete o reconhecimento por sua trajetória de liderança e compromisso com o desenvolvimento do transporte e da formação profissional no Nordeste.
“É uma honra e alegria assumir a presidência do Conselho Regional Nordeste 2 do SEST/SENAT e contribuir para a renovação e crescimento. Nosso compromisso é seguir aprimorando os serviços e garantindo que os trabalhadores e as empresas do transporte tenham cada vez mais acesso a inovação, capacitações e qualidade de vida”, destacou o presidente Arlan Rodrigues.
Com mandato pelos próximos quatro anos, o presidente, ao lado do vice-presidente Eudo Laranjeiras (presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Nordeste – Fetronor), pretende dar continuidade ao trabalho de integração entre as unidades regionais e fortalecer os vínculos com o sistema nacional.
O presidente da Fetranslog-NE – Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste destaca ainda a importância do SEST/SENAT na promoção da educação profissional, saúde, lazer e cidadania para trabalhadores do transporte e suas famílias. “Vamos trabalhar para consolidar uma atuação ainda mais integrada e inovadora no setor”, afirmou.
Sobre o presidente Arlan Rodrigues
Natural de Cajazeiras (PB), Arlan Rodrigues é formado em Administração e Logística, e comanda um grupo empresarial de destaque no setor, incluindo a Transportes Marajó, Marajó Logística e PORTLOG, com operações em importantes portos do Norte e Nordeste.
Sua trajetória é marcada pela geração de empregos, inovação logística e forte representação sindical, contribuindo para o crescimento do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) e a integração econômica da região.
Atualmente, é presidente da Fetranslog/NE, do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado da Paraíba (SETCEPB) e do Conselho Regional Nordeste 2 do SEST SENAT.
O desempenho acima da média nacional foi responsável por movimentar quase 25 milhões de toneladas no período, especialmente de soja e combustíveis
Com um crescimento de 8,45% na movimentação de cargas entre janeiro e agosto deste ano, o Porto do Itaqui, em São Luís, no Maranhão, alcançou o maior avanço entre os portos do Nordeste, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O desempenho acima da média nacional consolidou o Itaqui como um dos principais polos logísticos do país, responsável por movimentar quase 25 milhões de toneladas no período, especialmente de soja e combustíveis.
O bom resultado do Itaqui contribuiu diretamente para o desempenho regional, que registrou aumento de 1,14% no volume total de cargas movimentadas pelos portos nordestinos, somando quase 214 milhões de toneladas, o maior número em quatro anos.
De acordo com Oquerlina Costa, presidente do porto, o crescimento reflete uma gestão baseada em inovação, eficiência e ampliação da capacidade operacional. “Esse desempenho da Região Nordeste está acima da média brasileira e comprova que os investimentos realizados geram resultados concretos. No Itaqui, estamos nos modernizando, expandindo a nossa infraestrutura e trabalhando para alcançar novos marcos de desenvolvimento para o Maranhão”, afirmou.
O grande destaque da temporada foi a soja, com alta de cerca de 17% em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando mais de 16 milhões de toneladas, das quais 12,5 milhões foram embarcadas apenas pelo Itaqui. O terminal maranhense é, hoje, a principal rota de exportação da produção agrícola do sul do Maranhão, além de atender a outros estados do Nordeste, Norte e Centro-Oeste.
A estrutura logística do porto é considerada um dos fatores decisivos para sua competitividade. O Itaqui conta com acesso ferroviário estratégico, por meio da Ferrovia Norte-Sul, Estrada de Ferro Carajás e Transnordestina, além de berços profundos e especializados que reduzem o custo por tonelada movimentada, uma vantagem que tem atraído cada vez mais exportadores.
Para acompanhar o ritmo de crescimento, o porto segue investindo em sua ampliação estrutural. Entre as principais obras em andamento está o Berço 98, que deve aumentar a capacidade do terminal em 8 milhões de toneladas.
Nesta terça-feira, dia 4 de novembro, será realizada, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), audiência pública para debater se a Súmula 340, que trata da forma de pagamento de horas extras ao empregado remunerado por comissões, se aplica ou não ao motorista do Transporte Rodoviário de Cargas que recebe comissões pelo valor do frete ou da carga.
A audiência foi convocada pelo ministro Cláudio Brandão, relator do Incidente de Recursos Repetitivos IncJulgRREmbRep-0001010-80.2023.5.09.0654, que, por meio de edital publicado em 15/04/2025, comunicou que tramita no Pleno do TST o referido incidente, no qual se discute a seguinte questão jurídica: “Quando o motorista de caminhão é remunerado por comissões incidentes sobre o valor do frete ou da carga transportada, as horas extras por ele cumpridas deverão ser calculadas com base na Súmula 340 do TST?”.
Por meio do mesmo edital, foi concedido o prazo de 15 (quinze) dias para que os interessados se manifestassem sobre o tema objeto da controvérsia.
A NTC&Logística apresentou manifestação, no referido processo, defendendo a aplicação da Súmula 340 do TST ao motorista do Transporte Rodoviário de Cargas que é remunerado por comissões sobre o valor do frete ou da carga transportada, de modo que as horas extras devem ser calculadas com a aplicação apenas do adicional de 50% sobre a hora normal, e não com o pagamento da hora mais o adicional.
Segundo o assessor jurídico da NTC&Logística, Dr. Narciso Figueirôa Junior, que também representará a entidade na audiência pública do dia 4 de novembro no TST, “é equivoco criar exceção para uma Súmula genérica; a remuneração por comissão do motorista, ainda que seja em função do frete cobrado e das viagens feitas, é expressamente autorizada pelo art. 625-G da CLT, declarado constitucional pelo STF na ADI 5322; aprovar precedente vinculante para afastar a Súmula 340 do TST para o motorista do TRC elevará sensivelmente o passivo das empresas; o setor vem cumprindo a Súmula 340 do TST há anos, e uma mudança neste momento criará insegurança jurídica e poderá acarretar o ajuizamento de centenas de ações trabalhistas”.
A audiência pública terá início às 9 horas, com previsão de término às 17 horas. Além da NTC&Logística, outras entidades representativas de empresas e de trabalhadores também sustentarão oralmente suas teses, favoráveis e contrárias à aplicação da Súmula 340 do TST ao motorista do Transporte Rodoviário de Cargas.
O evento será transmitido pelo canal oficial do TST no YouTube e tem como objetivo colher subsídios para o julgamento do processo IncJulgRREmbRep-0001010-80.2023.5.09.0654, cuja decisão, a ser proferida pelo Pleno do TST, terá efeito vinculante – ou seja, o entendimento adotado deverá ser aplicado a casos semelhantes em todo o Brasil.
Nos últimos dias, a Ativa Logística, uma das maiores operadoras logísticas do País para os canais de saúde, beleza e bem-estar, foi premiada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (Setcepar), que reconhece iniciativas de empresas em relação à sustentabilidade ambiental. A Ativa Logística foi vencedora do 1º Prêmio ESG Setcepar na categoria Responsabilidade Ambiental.
O diretor de Tecnologia, Projetos e ESG da Ativa Logística, Lacordaire Sant’Ana, explica que o projeto Base de Valorização Sustentável, que acontece no centro de distribuição localizado em Curitiba (PR), busca a excelência operacional na logística de paletes e implementa a circularidade dos resíduos. “As principais ações do programa contribuem para a redução do impacto ambiental, obtenção de insumos, além de incentivar conceitos sustentáveis para a equipe operacional”, destaca ele.
Segundo o presidente, Clovis A. Gil, nos últimos cinco anos, foram desenvolvidas mais de 40 ações e programas focados em ESG, que já receberam mais de R$ 24 milhões de investimento. “O reconhecimento dessa premiação atesta ainda mais o nosso compromisso em relação aos critérios ESG para todos os nossos processos logísticos, que beneficiam colaboradores, fornecedores, clientes e o meio ambiente”, finaliza Clóvis.
Operações
Hoje, a Ativa Logística possui 24 centros de distribuição próprios, que totalizam mais de 350 mil metros quadrados de infraestrutura, disponíveis em todos os estados das regiões Sul e Sudeste, além de Goiânia (GO), no modal rodoviário. Já no modal aéreo, a empresa atende a todas as cidades brasileiras.
Em 2024, a movimentação de cargas atingiu a marca de 298 mil toneladas, que representaram 52 milhões de volumes entregues. Para isso, conta especialmente com um grande centro de distribuição em Barueri (SP) formado por um sorter, sistema de automação que possui 2 quilômetros de comprimento de esteira.
Para atender ao aumento da demanda nos setores, a empresa acaba de realizar investimentos de mais de R$ 30 milhões nos últimos meses, para a aquisição de 81 veículos, além de equipamentos da Thermo King para refrigeração de baús, que vão potencializar as operações de coleta e distribuição de produtos para saúde, beleza e bem-estar. Com isso, a frota da empresa passa a contar com mais de 1.880 veículos. O relatório de sustentabilidade da Ativa Logística cita as ações em desenvolvimento e os principais resultados em relação à economia de recursos naturais, redução de custos e resultados obtidos.
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,56% para 4,55% este ano.
A estimativa foi publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (3), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília, com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Para 2026, a projeção da inflação permaneceu em 4,2%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.
A estimativa para este ano ainda está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.
Depois de queda em agosto, em setembro a inflação oficial subiu 0,48%, com influência da alta da conta de luz. Em 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula 5,17%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Juros básicos
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. As incertezas do cenário econômico externo e indicadores que mostram a moderação no crescimento interno estão entre os fatores que levaram à manutenção da Selic, na última reunião, em setembro.
A intenção do colegiado é, de acordo com a ata divulgada, manter a taxa de juros atual “por período bastante prolongado” para garantir que a meta da inflação seja alcançada.
Nesta semana, nos dias 4 e 5, o Copom se reúne novamente para avaliar o nível da Selic.
A estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 nesses 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB e câmbio
Nesta edição do Boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 2,16%. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,78%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,9% e 2%, respectivamente.
Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.
A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,41 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,50.
Evento em São Paulo reuniu especialistas e governo para avaliar como o novo modelo tributário pode influenciar custos, contratos e novos projetos
Representantes do setor e do Governo Federal debateram, nesta segunda-feira (3), em São Paulo, como a reforma tributária pode reduzir custos, melhorar a eficiência dos contratos e abrir espaço para novas concessões de transportes. A análise foi apresentada pelo secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, em evento na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
O encontro discutiu os potenciais efeitos da reforma tributária, aprovada e promulgada como Emenda Constitucional 132/2023, que prevê a substituição de cinco tributos (ISS, ICMS, PIS, Cofins e IPI) por um Imposto sobre Valor Agregado (IVA), composto pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). O novo sistema tributário está em fase de transição.
“Temos já contratados R$ 300 bilhões de Capex – sigla para Capital Expenditure (Despesas de Capital). Vamos contratar, até o final do ano que vem, mais R$ 300 bilhões de rodovias e ferrovias. É um volume de R$ 600 bilhões concentrados justamente no período de transição da reforma”, afirmou o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, ao destacar o momento estratégico do setor, com investimentos significativos em curso.
Santoro ressaltou que o Brasil tem hoje a maior carteira de concessões rodoviárias do mundo, mas, apesar do cenário positivo, apontou a necessidade de o setor se preparar adequadamente para as mudanças tributárias. “O grande objetivo da reforma tributária é reduzir custos e transformar isso em ganho de produtividade econômica. Temos condições de trazer redução de tarifa por meio da melhoria dos nossos contratos”, disse.
Outro ponto que o secretário-executivo chamou atenção foi para as oportunidades que o novo modelo pode abrir para a expansão da infraestrutura. “Vocês estão diante de uma reforma que permite a geração de valor ao negócio e, com isso, vamos conseguir levar concessões para regiões do país que hoje não conseguimos alcançar. Do jeito que a reforma foi calibrada, se o setor se organizar, será possível mitigar a necessidade de reequilíbrios contratuais”, completou.
Câmara setorial
Também presente no debate, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dário Durigan, reforçou a importância da coordenação entre as áreas setoriais e tributárias durante a implementação do novo sistema.
“É preciso ter uma espécie de câmara setorial em que a gente uniformize entendimentos quando os pleitos aparecerem, para evitar o contencioso e trazer estabilidade e segurança jurídica, que é o que mais precisamos para o investimento de longo prazo”, afirmou.
Já o responsável pela coordenação técnica da reforma tributária, o secretário extraordinário da Fazenda, Bernard Appy, detalhou os impactos positivos para o setor de transportes, sobretudo na desoneração de investimentos.
“Com a reforma, a recuperação do crédito em todas as despesas das concessionárias será integral e muito rápida. O ganho financeiro com isso é brutal e afeta bastante a projeção de caixa das empresas”, explicou.
Appy também reforçou a necessidade de o setor trabalhar de forma organizada, por meio de câmaras setoriais e manuais de boas práticas, para avaliar adequadamente os impactos da reformulação tributária sobre contratos existentes e futuros.
O evento reuniu, ainda, especialistas dos modais rodoviário e ferroviário, que compartilharam análises técnicas e desafios regulatórios da transição tributária para concessões em andamento e futuros projetos estruturados pelo governo.
Com previsão de entrega para início de 2026, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) avança na execução das obras de construção de dois viadutos na BR-470, na Serra do Rio das Antas. As estruturas em execução no Km 192 e no Km 193 da rodovia, em trechos de curvas, estão 65% e 32% executadas, respectivamente. O valor investido é de aproximadamente R$ 52,3 milhões nas duas travessias.
Um dos principais diferenciais técnicos dessa obra é o uso de vigas de aço em vez de vigas de concreto armado. A escolha, por um material mais leve e de execução mais ágil, foi a solução de engenharia mais adequada por oferecer maior facilidade na adaptação às caraterísticas do terreno em que a obra está sendo executada.
Em altura, o viaduto do Km 192, terá 15 metros e o do Km 193 terá 17 metros. As Obras de Arte Especiais (OAE) possuem 85 e 126 metros de extensão, respectivamente. Os viadutos que têm a geometria curva e os grandes vãos entre os pilares foram projetados propositalmente, para permitir a passagem livre de detritos e água sob a estrutura. Com essas características estratégicas, é eliminada a necessidade de intervenções frequentes no solo, além de proteger os usuários da via contra riscos de interrupções e acidentes em áreas suscetíveis a escorregamentos.
Durante a última semana de outubro, as equipes concluíram o lançamento das 24 vigas metálicas necessárias para compor as quatro linhas de longarinas que integram a estrutura principal do viaduto localizado no Km 192. Em paralelo, as longarinas estão recebendo contraventamentos metálicos, que asseguram a estabilidade e a rigidez do conjunto estrutural.
Já a estrutura do Km 193, o maior dos dois viadutos, segue com a fabricação das vigas metálicas, executada em local específico devido às dimensões e características do material. A previsão de início das atividades de içamento é para o final de novembro.
A construção desses dois viadutos na rodovia federal representa um marco para a recuperação da mobilidade e da segurança no Vale do Rio das Antas, especialmente para os municípios de Veranópolis e Bento Gonçalves. Após os intensos deslizamentos de maio de 2024, que destruíram completamente o traçado original da rodovia nesses pontos, a instalação de desvios provisórios foi essencial para manter o fluxo.
Levantamento conduzido pelo DECOPE busca retratar a realidade da remuneração dos profissionais do Transporte Rodoviário de Cargas em todo o país
A NTC&Logística, por meio do Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Econômicas (DECOPE), iniciou uma nova pesquisa com foco na realidade salarial dos motoristas de caminhão que atuam no Transporte Rodoviário de Cargas.
O levantamento tem como objetivo reunir informações atualizadas sobre os salários praticados em diferentes regiões e segmentos do setor, contribuindo para a elaboração de estudos técnicos e análises que orientem a atuação da Associação junto às empresas, entidades e autoridades públicas.
Segundo o DECOPE, a participação das empresas é essencial para garantir a representatividade dos dados e aprimorar o entendimento sobre a estrutura de custos e remuneração no transporte de cargas.
As informações enviadas serão tratadas de forma confidencial, e os resultados consolidados serão divulgados posteriormente pela NTC&Logística em seus canais oficiais.
As empresas interessadas em participar podem responder à pesquisa por meio do formulário disponível neste link:https://forms.gle/DAg5pT52mhQqiPRM6
O Congresso NTC 2025 – XVIII Encontro Nacional da COMJOVEM, promovido pela NTC&Logística em conjunto com a COMJOVEM – Comissão de Jovens Empresários e Executivos, acontecerá entre os dias 27 e 30 de novembro de 2025, no Club Med Lake Paradise, em Mogi das Cruzes (SP). O evento reunirá empresários e representantes do Transporte Rodoviário de Cargas de todo o país, em uma imersão voltada à liderança, inovação e fortalecimento do setor.
A programação do Congresso contará com painéis de discussão, palestras motivacionais e workshops, que servirão como ferramentas de aprendizagem teórica e prática, além de outras experiências produtivas. Na parte de lazer, os participantes poderão desfrutar das belezas naturais e aproveitar as comodidades do Club Med Lake Paradise, em um ambiente ideal para integração e troca de experiências entre os profissionais do setor.
Local: Centro de Convenções – Sala Girassol e Foyer
CERIMÔNIA DE ABERTURA | JANTAR FESTIVO
2º DIA | 28/11 (SEXTA-FEIRA)
6h30 | 7h30
COMJOVEM + SAÚDE – RUNNING COMJOVEM (3 KM OU 7KM)
Local: Em frente ao Centro de Convenções – Sala Orquídea
7h30 | 9h
CAFÉ DA MANHÃ – RESTAURANTE PRINCIPAL | LAKESHORE
9h | 13H
Local: Centro de Convenções – Sala Girassol
O CÉREBRO SOB ESTRESSE
Palestrante
Fabiano Moulin – Médico Neurologista, Mestre e Doutor em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo, onde atua como Médico Assistente do Departamento de Neurologia.
Especialista em Neurologia da Cognição e do Comportamento e Membro da ABN (Academia Brasileira de Neurologia), transforma conceitos complexos da Neurociência em aplicações práticas. Em suas palestras, aborda saúde mental, estresse, criatividade, tomada de decisão e envelhecimento saudável. Sua abordagem conecta ciência e prática, inspirando empresas, líderes e equipes a fortalecerem bem-estar, resiliência e performance no ambiente corporativo.
INTERVALO | COFFEE BREAK
COMJOVEM CONVIDA
Moderadores: André de Simone – Coordenador Nacional da COMJOVEM
Hudson Rabelo – Vice-Coordenador Nacional da COMJOVEM
Jéssica Caballero – Vice-Coordenadora Nacional da COMJOVEM
Convidado: Daniel Martin Ely – Vice-Presidente Executivo da Randoncorp e Chief Operating Officer (COO) da Rands
Formado em Administração de Empresas, com especializações em estratégias organizacionais e desenvolvimento de lideranças, Daniel iniciou sua carreira em 1993 e construiu uma trajetória sólida de mais de trinta anos no setor industrial e corporativo. Sua trajetória é marcada por resultados expressivos e por uma abordagem centrada em pessoas. Daniel Martin Ely representa a nova geração de líderes empresariais brasileiros, comprometidos com a inovação, a sustentabilidade e a transformação contínua dos negócios.
ALMOÇO – RESTAURANTE PRINCIPAL | LAKESHORE
13h30 | 14h30
ENCONTRO “COM ELAS”
Local: Centro de Convenções – Sala Girassol
15h | 19h
EVENTO: TARDEZINHA COMJOVEM – SUNSET
Local: Lake Tenda
3º DIA | 29/11 (SÁBADO)
9h| 12h30
Local: Centro de Convenções – Sala Girassol
CONSTRUIR, ESCALAR E IMPACTAR
Palestrante
Guy Peixoto Neto – Empreendedor serial, investidor, CEO da Bravu Scaling e mentor de negócios.
Empreendedor serial e palestrante de Belém do Pará, com experiência em criar, escalar e reestruturar empresas que somam mais de R$ 250 milhões em faturamento anual. Formado por instituições como Harvard, MIT e Stanford, alia metodologias globais e práticas próprias para ajudar líderes e empreendedores a crescerem com clareza, consistência e propósito, sem abrir mão do equilíbrio.
INTERVALO | COFFEE BREAK
CRIE O IMPOSSÍVEL
Palestrante
Raul Matos – Fundador e CEO da Biscoitê, uma rede brasileira de boutiques de biscoitos finos, também é reconhecido como Empreendedor do Ano pela EY.
Transformou simples biscoitos em presentes memoráveis e experiências inesquecíveis. Empreendedor serial, com histórico de mais de R$ 250 milhões em faturamento anual em diversas empresas, ele inspira líderes e empreendedores a inovar, crescer com propósito e transformar ideias em negócios de sucesso. Reconhecido pelo mercado e premiado como Empreendedor do Ano, Raul compartilha sua experiência prática para motivar, engajar e gerar resultados concretos.
NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Entidade Anfitriã
FETCESP – Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo e Sindicatos filiados
Patrocínio
Astra Capital
Fenatran – Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Cargas
GEOTAB
RANDS
SpeedMax
TGID
TOTVS
Transpocred
TruckPag
Volkswagen Caminhões e Ônibus
Apoio Institucional
Sistema Transporte – CNT / Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística
Iniciativa do SEST SENAT amplia empregabilidade e qualificação no setor de transporte e foi palco de homenagem a diretor da entidade
Realizado nesta quinta-feira (30) na Unidade do SEST SENAT de Cuiabá (MT), o evento recebeu quase mil visitantes e disponibilizou oportunidades em mais de 31 empresas do setor de transporte e outros segmentos. O evento disponibilizou milhares de vagas de emprego, principalmente para motoristas e mecânicos, além de oportunidades em áreas operacionais e administrativas, em diferentes níveis de qualificação. O público também teve acesso gratuito a serviços de orientação profissional.
“O SEST SENAT tem como propósito qualificar o trabalhador para que ele conquiste seu espaço no mercado de trabalho. Nossas unidades aproximam quem busca uma oportunidade de quem tem vagas a oferecer, promovendo emprego com qualidade, dignidade e segurança. Temos grande satisfação em realizar a Feira Emprega Transporte e agradecemos aos parceiros que tornam essa iniciativa possível. Este evento reafirma nosso compromisso com o desenvolvimento do setor e com as pessoas que movem o transporte”, afirmou o presidente do Conselho Regional do SEST SENAT do Mato Grosso, João Resende Filho.
Durante o evento, a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso concedeu ao diretor adjunto nacional do SEST SENAT, Vinicius Ladeira, o título de cidadão mato-grossense, em reconhecimento ao seu compromisso com o desenvolvimento do setor transportador. A homenagem foi entregue pelo deputado estadual Faissal Calil Filho (CIDADANIA/MT).
“Essa honraria, que muito me emociona e me orgulha em receber, é fruto de um trabalho que não busca reconhecimento, mas resultado. No SEST SENAT, fazemos o que fazemos porque realmente acreditamos na importância do que oferecemos à sociedade brasileira. E é importante lembrar: ninguém faz nada sozinho. Todo o impacto que alcançamos na vida de tantas pessoas é resultado de um trabalho construído a muitas mãos, principalmente, de quem está nas unidades operacionais diariamente atendendo a população”, afirmou Ladeira.
Iniciativa nacional
A ação faz parte do projeto Emprega Transporte, criado pelo SEST SENAT para ampliar a empregabilidade e qualificação profissional no setor, em todo o Brasil.
Somente em 2025, estão previstas 60 Feiras em diferentes estados. Até agora, o projeto já impactou mais de 26 mil pessoas, mobilizou 450 empresas, ofertou 8 mil vagas e resultou em mil contratações efetivas neste ano.
Mais de 62 mil contribuições já foram registradas nas plataformas do Governo Federal; participação segue aberta até 2 de novembro
A proposta do Ministério dos Transportes que cria um novo modelo de formação de condutores vem despertando o interesse de cidadãos em todas as regiões do Brasil. Desde o lançamento da consulta pública, em 2 de outubro, mais de 62 mil contribuições foram registradas nas plataformas Participa + Brasil e Brasil Participativo. O prazo para envio de sugestões segue aberto até 2 de novembro.
A iniciativa busca modernizar e democratizar o acesso à Carteira Nacional de Habilitação (CNH), ampliando as formas de ensino e reduzindo custos e burocracias do processo. O objetivo é tornar a formação de condutores mais acessível, inclusiva e alinhada às novas tecnologias de aprendizagem, sem abrir mão da segurança e da qualidade na avaliação dos candidatos.
No centro do debate
Mesmo com a consulta ainda em andamento, a Senatran – Secretaria Nacional de Trânsito já deu início à análise preliminar das manifestações enviadas pela sociedade. Os dados da plataforma Participa + Brasil mostram também que o debate alcançou cidadãos de todo o país, com contribuições vindas das cinco regiões. Até o momento, o Sul e o Sudeste lideram em número de participações, com 14.800 e 14.152 registros, respectivamente. Na sequência aparecem o Nordeste (7.296), o Centro-Oeste (2.140) e o Norte (446).
Entre os estados mais ativos, o Rio Grande do Sul é destaque. Com mais de 12 mil contribuições, o estado lidera a participação na consulta, interesse que parece refletir a realidade local: os gaúchos pagam hoje a CNH mais cara do país, com custo médio de R$ 4.951,35 para as categorias de moto e carro, segundo levantamento da Senatran.
Outros estados também aparecem com forte adesão à consulta, como São Paulo (6.602 participações até agora), Ceará (3.765), Rio de Janeiro (3.610) e Minas Gerais (3.408).
Modernização e inclusão
A proposta da CNH acessível prevê a oferta gratuita do curso teórico, que poderá ser realizado online ou presencialmente, em instituições de ensino, plataformas do governo federal, além das autoescolas. A ideia é ampliar o acesso e reduzir custos, que hoje variam entre R$ 3 mil e R$ 5 mil.
Com mais flexibilidade na formação, espera-se diminuir as barreiras de entrada e combater a informalidade, já que cerca de 20 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação. Após o encerramento da consulta, as contribuições serão consolidadas e avaliadas pela Senatran, que poderá ajustar a minuta da Resolução antes da aprovação final.
Estruturas entregues pelo Ministério dos Transportes tiveram investimento de R$ 19,2 milhões e ficam localizadas nos municípios de Boa Esperança e Ilicínea
Como parte das ações para modernizar a infraestrutura rodoviária federal, o Ministério dos Transportes entregou duas novas pontes na BR-265, no Sul de Minas Gerais. Com investimento total de R$ 19,2 milhões do Governo Federal, as estruturas substituem antigas pontes metálicas, a fim de ampliar a capacidade de tráfego e a segurança viária na região.
As obras, executadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), estão localizadas nos municípios de Boa Esperança e Ilicínea. Ambas possuem 14,5 metros de largura e contam com faixas de rolamento, acostamentos e passagem exclusiva para pedestres.
A sinalização de segurança já foi implantada, e o tráfego de veículos ocorre sem restrições. Além de proporcionar mais fluidez, as obras também beneficiam diretamente o escoamento da produção agrícola e a mobilidade entre os municípios do Sul mineiro.
Importância regional
A BR-265 é uma via transversal com 916 quilômetros de extensão, que liga Muriaé (MG) a São José do Rio Preto (SP). Considerada uma das principais rodovias do Sul de Minas, a estrada tem papel estratégico para o transporte de café, batata e hortaliças, produtos que impulsionam a economia regional.
Com a entrega das novas pontes, o Governo Federal reforça a melhoria da infraestrutura de transportes em Minas Gerais, promove desenvolvimento logístico, redução de acidentes e integração entre os polos produtivos da região.
A entidade destacou a importância do diálogo entre transportadores e embarcadores
A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística participou do Fórum ILOS 2025, realizado nos dias 29 e 30 de outubro, no World Trade Center (WTC), em São Paulo. O evento internacional reúne, anualmente, executivos, especialistas e empresas para debater as principais tendências e inovações em logística e supply chain. A assessora jurídica da NTC&Logística, Dra. Gil Menezes, representou a entidade no evento, do qual também participaram o assessor técnico, engo Lauro Valdivia, e o assessor de Comunicação e Imprensa, Rodrigo Bernardino.
Durante o encontro, a Dra. Gil Menezes integrou o painel “Fiscalização dos Pisos Mínimos de Frete Rodoviário”, mediado por Maria Fernanda Hijjar, sócia-executiva do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), que conduziu o debate com perguntas técnicas e questionamentos enviados pelo público. O painel foi um dos destaques do evento, reunindo transportadores, embarcadores e contratantes do setor de transporte de cargas e logística.
A participação da NTC&Logística reforçou o compromisso da entidade em orientar as empresas sobre o cumprimento da Política Nacional de Pisos Mínimos de Frete, esclarecer dúvidas e defender o alinhamento regulatório que garanta segurança jurídica e equilíbrio competitivo ao Transporte Rodoviário de Cargas.
No painel, a Dra. Gil Menezes apresentou um panorama detalhado das ações da entidade relacionadas ao tema, destacando a importância de informar e orientar os transportadores sobre as novas formas de fiscalização eletrônica implementadas pela Agência Ncional de Transportes Terrestres – ANTT , que vêm exigindo maior atenção às práticas operacionais e à gestão documental das empresas.
A assessora jurídica também abordou o trabalho contínuo das áreas jurídica e técnica da entidade, junto aos órgãos reguladores e às instituições do setor, para buscar interpretações equilibradas e aplicáveis à realidade do mercado. “Foi uma excelente oportunidade de dialogar com profissionais de diversas áreas da logística e ratificar que a NTC&Logística está atenta e comprometida com os debates que impactam o Transporte Rodoviário de Cargas. A entidade vem acompanhando de perto as discussões sobre a fiscalização e o piso mínimo, dialogando com o mercado e contribuindo com informações técnicas e institucionais para o fortalecimento do setor”, afirmou a Dra. Gil Menezes.
Organizado pelo Instituto de Logística e Supply Chain, o Fórum ILOS é considerado um dos mais importantes eventos do segmento na América Latina. A programação combina palestras e painéis de alto nível com a Expo.Logística, feira de soluções tecnológicas voltadas à digitalização, eficiência operacional, sustentabilidade e inteligência artificial na logística. O público é formado por executivos, profissionais de supply chain, líderes de empresas, embarcadores e representantes de instituições de todo o país, que buscam promover o debate e a troca de experiências para moldar o futuro da logística e do transporte no Brasil.
Confederação aponta que o novo sistema proposto pode elevar custos e burocracia para o transporte de combustíveis
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) manifestou preocupação com o Projeto de Lei nº 1.923/2024, que propõe a criação do SEISC (Sistema Eletrônico de Informações do Setor de Combustíveis). O posicionamento foi apresentado nessa terça-feira (28), durante audiência pública da CME (Comissão de Minas e Energia) da Câmara dos Deputados.
Representando a CNT, Eduardo Leal, secretário executivo da ABTLP (Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos), destacou que a aprovação do PL pode gerar sobreposição regulatória e aumento de custos operacionais para as empresas do setor.
“O setor não se opõe à regulação nem às medidas de segurança no transporte de combustíveis. Nossa preocupação é com a sobreposição das atividades regulatórias e com o ônus adicional que o novo sistema pode impor às transportadoras”, afirmou Leal.
Leal lembrou que o transporte de produtos perigosos já é amplamente regulamentado no país, com mais de 390 normas e dispositivos legais em vigor apenas na esfera federal, além das legislações estaduais e municipais. Segundo ele, o setor já realiza grandes investimentos em tecnologia, rastreamento e gestão de riscos para garantir o cumprimento das exigências existentes.
Ele ressaltou ainda que as empresas de transporte já reportam informações detalhadas sobre origem, destino e volume de cargas a diferentes órgãos reguladores. A criação de um novo sistema, segundo ele, poderia duplicar processos e burocracias, sem ganhos efetivos para a segurança ou transparência da atividade.
O PL 1.923/2024 propõe a criação do Sistema Eletrônico de Informações do Setor de Combustíveis, o SEISC, que seria operado pelo ONSC (Operador Nacional do Sistema de Combustíveis) e alteraria a Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997.
Espaço sediará mais de 20 painéis sobre descarbonização, inovação e transição energética no setor
A Estação do Desenvolvimento, iniciativa do Sistema Transporte na COP30, ganhou um novo e importante endereço. Agora, ela estará localizada na Green Zone, espaço oficial da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em Belém (PA), em novembro.
A mudança representa um avanço estratégico, permitindo ampliar a programação de painéis e a visibilidade dos debates, além de oferecer mais oportunidades de diálogo entre governo, empresas, academia e sociedade civil sobre os desafios e as soluções para a descarbonização do transporte e o desenvolvimento sustentável no Brasil.
Com a nova estrutura, a Estação do Desenvolvimento passa a reunir uma programação ainda mais diversificada, que contempla discussões sobre mobilidade urbana sustentável; biocombustíveis; descarbonização de frotas; inovação tecnológica; financiamento verde; governança e transição energética. As atividades serão realizadas ao longo de todo o evento e incluem painéis técnicos, rodas de conversa e apresentações em formato TED.
Entre os destaques, estão debates sobre temas como:
Descarbonização da Frota Pesada, promovido pela ABiogás, que discutirá soluções técnicas e econômicas para reduzir emissões no transporte de cargas;
Integração Sustentável dos Modais de Transporte, coordenado pela Autoridade Portuária de Santos, que reunirá representantes dos principais modais para discutir estratégias integradas de neutralidade climática;
O Papel dos Terminais na Transição Energética, da ATP, abordando desafios e oportunidades para financiar projetos sustentáveis;
Coalizão de Transportes: como tornar o setor um contribuidor ativo para a redução de emissões, liderado pelo CEBDS e pela CNT, com a apresentação de caminhos concretos para descarbonizar o transporte nacional.
Ao reunir mais de 70 painéis temáticos e ações, a Estação do Desenvolvimento se consolida como um dos principais polos de debate técnico sobre a agenda climática dentro da COP30, reforçando o papel do Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL) como articulador de conhecimento e promotor da sustentabilidade no setor.
Novos patrocinadores e parceiros embarcam na Estação
A Gol Linhas Aéreas passa a integrar o time de patrocinadores da Estação do Desenvolvimento, iniciativa do Sistema Transporte na COP30. Além da companhia de aviação, também entra como patrocinador a ClickBus, plataforma digital brasileira especializada na venda online de passagens rodoviárias. A Eletra, líder no mercado brasileiro de ônibus elétricos, chega para promover a descarbonização do setor a partir da eletrificação.
As companhias se juntam ao MoveInfra – movimento que reúne os seis principais grupos de infraestrutura do país –, à Abac (Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem) e à ATP (Associação de Terminais Portuários Privados).
Já no campo das parcerias, quem chega para fornecer a energia é a MWM/Tupy S.A., com o fornecimento de grupo geradores que serão operados pela A Geradora/Loxam. A gigante global de mídia TikTok marcará presença no espaço, com ativação e ações de visibilidade junto a influenciadores da plataforma. Iris e GIST Impact trazem sua expertise para potencializar negócios sustentáveis.
O evento conta ainda com o apoio institucional da Abani, Childhood, IOE, Instituto Ethos, CEBDS e Slocat Partnership. A correalização é feita em parceria com o Ministério das Cidades, o Ministério de Portos e Aeroportos e o Ministério dos Transportes.
Atualização reduz custos, garante segurança jurídica e fortalece agenda de eficiência e sustentabilidade no setor
Em um cenário global em que sustentabilidade e transformação digital já se tornaram prioridades competitivas, empresas do Transporte e Logística de Produtos Perigosos lidam com crescente pressão para operar de forma eficiente, ambientalmente responsável e com alta conformidade regulatória. A simplificação de processos administrativos e o uso de tecnologias digitais têm se mostrado caminhos fundamentais para reduzir desperdícios, agilizar operações e fortalecer a rastreabilidade e o controle dos documentos exigidos pelos órgãos ambientais.
Nesse contexto, a Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP) conquistou um avanço importante para o setor ao obter do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) um posicionamento oficial, confirmando que o Certificado de Regularidade do Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais (CTF-APP) não precisa ser apresentado em formato impresso nos veículos. O documento continua obrigatório, mas não o seu porte, desde que o cadastro esteja válido e acessível durante as fiscalizações.
Antes desse esclarecimento, muitas transportadoras enfrentavam exigências práticas de manter cópias físicas atualizadas do CTF-APP em cada veículo da frota, o que gerava custos adicionais de impressão, logística documental e consumo de papel, além de falta de uniformidade nas ações de fiscalização. A confirmação do IBAMA elimina essas inconsistências e contribui para uma rotina operacional mais ágil e sustentável.
A medida fortalece um movimento já observado em diversos países, onde a digitalização de documentos regulatórios representa uma das principais estratégias de desburocratização e melhoria contínua dos processos logísticos. No Brasil, estudos como o Catálogo CNT de Práticas Sustentáveis de 2024 indicam que a adoção de processos digitais e a eliminação de barreiras documentais trazem ganhos em eficiência, redução de custos administrativos e menor consumo de recursos naturais.
Para o presidente da ABTLP, Oswaldo Caixeta, esse é um passo decisivo rumo à eficiência e à evolução tecnológica do setor. “O esclarecimento representa um avanço significativo na redução da burocracia e na modernização dos processos no setor de transporte de produtos perigosos. A ABTLP tem trabalhado incessantemente para garantir que as empresas associadas possam operar de forma mais eficiente e sustentável, sem comprometer a conformidade ambiental”, afirma.
A entidade ratifica a importância de que as transportadoras mantenham a regularidade do CTF-APP. Essa mudança também abre espaço para que outros documentos do transporte de produtos perigosos possam, no futuro, transitar para sua comprovação por meio digital, preservando a segurança operacional e atendendo às exigências dos órgãos competentes.
A Associação ressalta que esse resultado é fruto de sua atuação contínua na defesa técnica do setor, ouvindo as transportadoras e levando suas necessidades aos órgãos competentes para promover melhorias concretas na operação. “Essa conquista reforça o papel da ABTLP como representante técnica do transporte de produtos perigosos, buscando permanentemente evoluções que tragam mais segurança, competitividade e sustentabilidade ao setor. Seguiremos atentos às necessidades das nossas associadas e atuando junto aos órgãos públicos para modernizar e simplificar cada vez mais os processos que envolvem o cumprimento das obrigações ambientais”, conclui Caixeta.
ABTLP – A Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos representa transportadores e operadores logísticos de produtos perigosos no Brasil. Fundada em 1998, atua em âmbito nacional, oferecendo treinamentos, assessoria técnica e jurídica, atualização de normas e disseminação de boas práticas. A entidade colabora com órgãos públicos na regulamentação do setor e defende os interesses de seus associados, empresários individuais e as sociedades empresariais do setor de Transporte Rodoviário de Cargas.