O movimento Maio Amarelo, campanha nacional voltada à conscientização para a segurança viária, reforça neste ano a importância da prevenção também no transporte rodoviário de cargas. No segmento de produtos perigosos, o debate ganha dimensão ainda mais estratégica, já que a integridade operacional das atividades depende de uma ampla estrutura de gestão de risco, que envolve procedimentos técnicos, capacitação profissional e monitoramento operacional contínuo.
Para a Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), reduzir ocorrências no setor vai muito além da condução segura do veículo. O transporte de produtos perigosos exige uma série de práticas preventivas integradas, que começam antes mesmo do início da viagem e seguem durante toda a operação.
Segundo Eduardo Leal, secretário executivo da ABTLP, a gestão de proteção nesse tipo de atividade deve ser tratada como um elemento central. “A segurança não pode ser vista apenas como uma exigência regulatória, mas como uma condição indispensável para que a operação aconteça. Sem procedimentos técnicos adequados, equipamentos específicos, capacitação contínua e rígido controle operacional, o transporte fica exposto a riscos que podem comprometer vidas, o meio ambiente, o patrimônio e a própria continuidade da operação”, afirma.
O dirigente destaca que campanhas de conscientização, como o Maio Amarelo, contribuem para fortalecer a cultura de prevenção no setor ao ampliar o debate sobre o cumprimento de normas específicas. “Campanhas educativas reforçam a importância da prevenção, da responsabilidade compartilhada e do cumprimento das normas de segurança. Isso está diretamente ligado às necessidades do transporte de produtos perigosos, onde qualquer falha operacional pode gerar impactos significativos”, explica.
Entre os principais fatores que contribuem para a redução de acidentes, estão a capacitação permanente dos motoristas, manutenção preventiva da frota, correta sinalização das cargas, análise prévia das rotas, gestão de risco e monitoramento constante das operações.
Para Leal, um dos principais efeitos positivos das campanhas de conscientização é justamente estimular a reflexão sobre os impactos das atitudes no trânsito. “As pessoas passam a refletir mais sobre as consequências que determinadas condutas imprudentes podem gerar, tanto para si quanto para os demais usuários das vias. Esse processo de conscientização é essencial para fortalecer uma cultura de prevenção no transporte”, pontua.
A ABTLP também reforça que a gestão de risco precisa começar antes mesmo da saída do veículo, por meio da avaliação criteriosa das condições da viagem, das rotas, dos equipamentos e dos procedimentos operacionais. Durante o Maio Amarelo, a entidade vem promovendo ações de conscientização voltadas ao setor, incluindo conteúdos técnicos, debates com associados e palestras com especialistas sobre segurança operacional e prevenção de acidentes. O objetivo é fomentar o debate ao longo do mês e reforçar a importância da prevenção no transporte.
Renovação da mão de obra no transporte depende de tecnologia, capacitação e da quebra de alguns paradigmas por parte dos jovens
A falta de profissionais no transporte rodoviário de cargas tem ampliado a preocupação das empresas do setor e colocado a Geração Z no centro das estratégias de renovação da mão de obra. Em alusão ao mês do trabalho, a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) defende que investimentos em tecnologia, qualificação profissional e comunicação mais eficiente sobre a atividade são fundamentais para atrair jovens para a carreira.
Levantamento “Perfil e Preferências dos Caminhoneiros”, divulgado em 2025 pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostra que a idade média dos motoristas profissionais no Brasil é de 45,3 anos. A maior parcela da categoria, equivalente a 32,6%, está concentrada entre 40 e 49 anos. Em contrapartida, apenas 9,5% dos profissionais têm menos de 30 anos, enquanto 12,9% possuem 60 anos ou mais, evidenciando a baixa renovação da força de trabalho no segmento.
O afastamento dos jovens da profissão também é refletido em pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT). Entre os principais fatores apontados, estão o preconceito contra a categoria, citado por 70% dos entrevistados, seguido pela baixa remuneração, com 58%, e pelas condições de trabalho consideradas desfavoráveis, mencionadas por 51%.
O cenário já afeta diretamente as operações das transportadoras. Segundo a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), 88% das empresas do setor enfrentam dificuldades para contratar motoristas e agregados. A consequência é o aumento da frota parada, limitações na expansão da capacidade logística e pressão sobre a produtividade das operações. A entidade aponta ainda que a falta de profissionais se tornou a segunda principal barreira para o crescimento do transporte rodoviário de cargas no país.
Uma nova visão
Para a FETCESP, a renovação da mão de obra exige mudanças estruturais e uma atualização da imagem do setor junto às novas gerações. A entidade destaca que muitos jovens ainda associam a atividade apenas ao modelo tradicional do caminhoneiro nas estradas, sem considerar a transformação tecnológica vivida pelo segmento nos últimos anos.
“O transporte rodoviário de cargas precisa mostrar de forma mais clara que oferece oportunidades de carreira, desenvolvimento profissional e acesso à tecnologia. Hoje, as empresas operam com processos profissionalizados, salários competitivos e benefícios estruturados, mas essa realidade ainda precisa chegar às novas gerações”, afirma Carlos Panzan, presidente da FETCESP.
A qualificação profissional também aparece como um dos pilares para enfrentar o déficit de mão de obra. O avanço da digitalização e da automação nas operações logísticas tem ampliado a demanda por profissionais preparados para operar sistemas de rastreamento, telemetria, gestão de frota e outras tecnologias embarcadas.
Nesse contexto, o SEST SENAT é apontado pela FETCESP como peça estratégica na formação e capacitação de novos profissionais para o setor. Além da qualificação técnica, a entidade atua em áreas ligadas à saúde, bem-estar e desenvolvimento humano dos trabalhadores do transporte. Segundo Carlos Panzan, que também preside o Conselho Regional do SEST SENAT, a modernização do transporte rodoviário pode aproximar a Geração Z da atividade.
“A nova geração valoriza conectividade, tecnologia e possibilidade de crescimento profissional. Hoje, caminhões contam com rastreamento em tempo real, telemetria, inteligência logística e gestão digital de frota. O desafio do setor é tornar essa transformação mais visível para os jovens”, afirma.
A FETCESP ressaltou que a renovação do transporte rodoviário de cargas passa não apenas pela formação técnica, mas também pela valorização da profissão e pela construção de uma comunicação mais próxima da realidade atual do segmento, cada vez mais tecnológico e integrado às novas soluções logísticas.
Recursos contemplam trechos da BR-304/RN, travessia urbana de Macaíba e obras em corredores usados no escoamento da produção potiguar
O ministro dos Transportes, George Santoro, esteve no Rio Grande do Norte nesta segunda-feira (18) para anunciar investimentos e visitar obras que somam quase R$ 700 milhões em recursos viabilizados pelo Governo do Brasil. As intervenções reforçam a infraestrutura rodoviária em um estado estratégico para o escoamento do sal marinho e do melão, produtos que dependem de corredores seguros e eficientes para chegar aos mercados consumidores e ao exterior.
No primeiro compromisso da agenda, o chefe da pasta vistoriou a duplicação da BR-304/RN, entre Mossoró e Assú, municípios que fazem parte da rota do sal. Ao todo, serão investidos R$ 375,5 milhões para ampliar a capacidade de 57,6 quilômetros da via, que recebe diariamente centenas de caminhoneiros responsáveis pelo transporte de um dos insumos mais consumidos do mundo, além de moradores do interior, que utilizam a rodovia para se deslocar. As melhorias devem proporcionar mais segurança aos motoristas de veículos pesados e de passeio que dividem a estrada.
“Com os investimentos do Governo do Brasil, vamos concluir essa duplicação tão esperada pelo Rio Grande do Norte, fortalecendo a região e todo o Nordeste. A melhoria da infraestrutura vai intensificar a logística e impulsionar os setores produtivos, como o salineiro e o agrícola”, afirmou George Santoro.
Nordeste que cresce
A BR-304 possui 418 quilômetros de extensão, começa em Natal (RN) e segue até Beberibe (CE). A via é estratégica para o desenvolvimento econômico e turístico do Rio Grande do Norte, além de representar a principal ligação entre a capital e importantes cidades do interior, como Mossoró.
“Quando falamos que o estado está no rumo certo, estamos falando de um futuro que já começou. E essa obra representa muito mais do que infraestrutura, por ela passam vidas. Graças ao Governo do Brasil, por meio do Novo PAC, essa intervenção deixou de ser apenas um sonho e se tornou realidade”, destacou a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra.
Obra a caminho
Ainda no estado, o ministro dos Transportes assinou o contrato para a duplicação de 38,1 quilômetros da BR-304/RN, entre Macaíba e Riachuelo, com previsão de início das obras em 30 dias. As intervenções receberão R$ 204,4 milhões para a modernização do corredor logístico e incluem adequação de capacidade, melhorias de segurança viária e eliminação de segmentos críticos.
“O nosso compromisso é garantir mais segurança para a população. Para que o cidadão tenha certeza de que seu familiar vai pegar a estrada e chegar ao destino com segurança. Com a duplicação e sinalização adequada, temos a convicção de que estamos fazendo uma obra que vai melhorar a vida das pessoas”, destacou Santoro.
Avanço da travessia urbana
O ministro também assinou a ordem de serviço para a construção da travessia urbana de Macaíba. O projeto faz parte da conclusão da duplicação da Reta Tabajara e do viaduto de acesso ao Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, principal porta de entrada e saída para a capital do estado.
A Reta Tabajara, segmento da BR-304 localizado entre Parnamirim e Macaíba, é um dos trechos mais movimentados do estado, com circulação superior a 50 mil veículos por dia, além de ser a principal ligação entre a Região Metropolitana de Natal e o interior potiguar.
Aumento de investimentos
A soma dos três serviços no estado totaliza R$ 657,9 milhões em investimentos do Governo do Brasil no Rio Grande do Norte. Em 2026, os recursos destinados pelo Ministério dos Transportes ao estado somam R$ 305 milhões, valor 218% maior que o registrado em 2022, quando foram aportados R$ 95,8 milhões.
Cobrança será feita nas BRs-060 e 452, entre Goiânia, Rio Verde e Itumbiara, segundo a concessionária Rota Verde Goiás. Tarifas variam conforme tipo de veículo, número de eixos e trecho percorrido
A partir de 27 de maio vai entrar em operação, em Goiás, o primeiro sistema de pedágio eletrônico. Quem precisar transitar nas rodovias BR-060 e BR-452, no trecho entre Goiânia, Rio Verde e Itumbiara, vai ter que pagar taxas que variam conforme o tipo de veículo, a quantidade de eixos, o tipo de rodovia em cada trecho e a quantidade de pórticos eletrônicos, segundo a Rota Verde Goiás, concessionária responsável pela administração.
Inicialmente, a assessoria da Rota Verde informou que a cobrança começaria no dia 28 de maio. Contudo, após a publicação da reportagem, informou que, na verdade, o início da cobrança seria em 27 de maio.
Os valores mínimos variam entre R$ 3,90 para carros de passeio, R$ 5,85 para caminhonetes e, para veículos de carga, as tarifas começam em R$ 15,60. Para os caminhões, as taxas podem chegar a R$ 96 no caso de veículos com nove eixos em pista dupla. Motocicletas estarão isentas da cobrança em todo o trecho concedido. Usuários com TAG receberão desconto automático de 5% e podem ter abatimentos maiores conforme a frequência de uso do mesmo pórtico.
O não pagamento da tarifa é considerado infração grave pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Usuários que utilizarem TAG eletrônica terão desconto automático de 5% e poderão receber abatimentos maiores conforme a frequência de uso do mesmo pórtico. O prazo para pagamento será de até 30 dias para quem não tiver TAG. A título de exemplo, um carro de passeio com dois eixos pagará a tarifa básica, enquanto um caminhão com quatro eixos pagará o valor multiplicado por quatro. Já veículos em pista dupla terão tarifas mais altas do que em pista simples.
Ao todo, serão sete pontos de cobrança distribuídos nos 426 quilômetros administrados pela concessionária, sendo quatro na BR-060 e três na BR-452, com 11 pórticos eletrônicos instalados. Como a BR-060 é duplicada, cada ponto terá dois pórticos, um em cada sentido da rodovia (veja a tabela completa).
Saiba como serão cobradas as tarifas
Os valores mudam conforme o pórtico onde o veículo passar. Cada trecho da BR-060 e da BR-452 terá uma tarifa diferente. As tarifas são maiores nos trechos de pista dupla e menores nos de pista simples. Nos veículos de carga, o valor é calculado pela quantidade de eixos. Quanto mais eixos, maior a tarifa.
Automóveis, caminhonetes e furgões (2 eixos): entre R$ 3,90 e R$ 12
Caminhões leves, ônibus e caminhão-trator (2 eixos): entre R$ 7,80 e R$ 24
Automóveis e caminhonetes com semirreboque (3 eixos): entre R$ 5,85 e R$ 18
Caminhões, ônibus e veículos de carga (3 eixos): entre R$ 11,70 e R$ 36
Veículos de carga (4 eixos): entre R$ 15,60 e R$ 48
Veículos de carga (5 eixos): entre R$ 19,50 e R$ 60
Veículos de carga (6 eixos): entre R$ 23,40 e R$ 72
Veículos de carga (7 eixos): entre R$ 27,30 e R$ 84
Veículos de carga (8 eixos): entre R$ 31,20 e R$ 96
Motocicletas, motonetas e bicicletas motorizadas: isentas
Período educativo antes da cobrança
Antes do início oficial da cobrança, os motoristas passarão por um período educativo de 10 dias, chamado de “Marcha Branca”. Durante essa fase, os veículos poderão trafegar normalmente pelos pórticos sem pagamento, enquanto são realizados testes operacionais e orientações aos usuários sobre o funcionamento do sistema.
O sistema eletrônico utilizará câmeras e sensores capazes de identificar os veículos pela placa ou TAG eletrônica. Segundo a concessionária, o modelo elimina filas e reduz o tempo de deslocamento nas rodovias.
Sistema de TAGs e formas de pagamento
Motoristas com TAG ativa terão a cobrança automática realizada pela operadora contratada. Serão aceitas TAGs das empresas Sem Parar, ConectCar, Veloe, Taggy e Move Mais.
Já os usuários sem TAG poderão realizar o pagamento pelo aplicativo da concessionária, site oficial ou totens de autoatendimento instalados nos Serviços de Atendimento ao Usuário (SAUs). O prazo para pagamento será de até 30 dias após a passagem pelo pórtico.
De acordo com a Rota Verde Goiás, desde abril de 2025, quando assumiu a concessão, a empresa implantou uma estrutura operacional para atender mais de 2 milhões de habitantes no eixo Goiânia–Rio Verde–Itumbiara.
Entre os investimentos realizados, estão a aplicação de 43 mil toneladas de asfalto na recuperação do pavimento, revitalização da iluminação urbana, instalação de 23 torres de telecomunicação com cobertura 4G, 22 câmeras de monitoramento em tempo real e nove Serviços de Atendimento ao Usuário.
Segundo a concessionária, mais de 19 mil ocorrências já foram registradas desde outubro de 2025, com cerca de 27 mil atendimentos realizados aos usuários.
A empresa também ampliou os serviços de atendimento com ambulâncias de resgate e UTI móvel, inspeção de tráfego, apoio mecânico, caminhão-pipa para combate inicial a incêndios, caminhão boiadeiro para retirada de animais da pista e guinchos leves e pesados.
Modernização e melhorias nas rodovias
Para o diretor da Rota Verde Goiás, Daniel Amaral, os investimentos realizados antecipam o padrão de modernização previsto para toda a concessão. Ao g1, ele disse que a população já consegue perceber uma transformação concreta nas rodovias, com melhorias na fluidez, segurança viária, iluminação, monitoramento, atendimento operacional e recuperação do pavimento.
“Nosso compromisso é oferecer uma rodovia mais moderna, segura e eficiente, sem perder de vista a responsabilidade ambiental em todo o trecho concedido, inclusive com futuras obras voltadas à preservação da fauna e redução dos impactos ambientais no Cerrado”, afirmou.
O contrato de concessão também prevê medidas ambientais, como a implantação de 11 passagens de fauna para reduzir acidentes com animais silvestres no Cerrado.
Próximas obras previstas
Entre os próximos investimentos previstos, estão 31 quilômetros de duplicação da BR-452, implantação de 122 quilômetros de faixas adicionais, 14 passarelas, 37 quilômetros de vias marginais, 36 paradas de ônibus e um ponto de descanso para caminhoneiros.
O contrato firmado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) prevê aproximadamente R$ 7 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos de concessão.
Encontro reunirá representantes da SENATRAN, lideranças da NTC&Logística e integrantes da COMJOVEM para debater ações de conscientização, educação e segurança viária no Brasil
A NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística realizará, no próximo dia 21 de maio de 2026, às 15 horas, uma live especial com o tema “PNATRANS e Maio Amarelo: ações práticas para salvar vidas no trânsito”, transmitida ao vivo pelo canal oficial da entidade no YouTube.
Promovida anualmente pela entidade durante a campanha Maio Amarelo, a iniciativa busca ampliar o debate sobre segurança viária, conscientização e educação no trânsito, além de reforçar as diretrizes da Política Nacional de Trânsito (PNATRANS), da qual a NTC&Logística participa ativamente por meio de discussões e iniciativas ligadas ao Transporte Rodoviário de Cargas.
O encontro também será uma oportunidade para apresentar ações e projetos desenvolvidos pelos Núcleos da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas), da NTC&Logística, além de iniciativas promovidas por empresas e parceiros do setor voltadas à preservação de vidas e à construção de um trânsito mais seguro.
A live contará com a participação de representantes da Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN): Izabela Rizzotti, coordenadora-geral de Formação e Educação para o Trânsito da SENATRAN; Camila Pilz, gerente de Projetos do Departamento de Segurança no Trânsito (DSEG/SENATRAN); e Daniel Canovas, coordenador do DSEG.
Representando a NTC&Logística, participarão o presidente da entidade, Eduardo Rebuzzi, e a assessora jurídica, Dra. Gil Menezes. A transmissão também terá a presença da Coordenação Nacional da COMJOVEM, com a participação do coordenador nacional Hudson Rabelo e do vice-coordenador Italo Grativol.
A proposta do encontro é promover uma reflexão entre poder público, lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas, empresários e jovens empresários do setor sobre medidas efetivas de prevenção, educação e conscientização, fortalecendo o compromisso coletivo com a redução de mortes e lesões no trânsito brasileiro.
Reconhecimento concedido pela AB2L destaca práticas de gestão, inovação e uso de tecnologia na instituição
O SEST SENAT conquistou, pelo segundo ano consecutivo, a Certificação AB2L Infinite de Inovação Jurídica 2026, concedida pela AB2L (Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs), referência nacional em inovação aplicada ao Direito.
Esse reconhecimento é destinado a organizações que comprovam práticas inovadoras na gestão jurídica, avaliadas por critérios técnicos e evidências documentadas. A análise considera pontos como gestão estratégica, cultura voltada à inovação e uso de tecnologia nos processos institucionais.
Com a nova certificação, o SEST SENAT permanece como a única instituição do Sistema S a receber o selo da AB2L. Para a gerente executiva jurídica da entidade, Lívia Dantas, o resultado traduz o compromisso com a modernização da gestão e a melhoria contínua dos processos internos. “Mais do que um selo, essa certificação representa a consolidação de um trabalho estruturado, baseado em gestão, inovação, tecnologia e atuação estratégica. O reconhecimento é fruto do empenho de toda a equipe”, destacou.
A entrega ocorreu durante a AB2L Lawtech Experience 2026, realizada nos dias 13 e 14 de maio, no Píer Mauá, no Rio de Janeiro. O evento reuniu departamentos jurídicos, escritórios de advocacia, empresas de tecnologia e especialistas em transformação digital aplicada ao Direito, criando um ambiente de troca de experiências e tendências.
Sobre a premiação
A Certificação AB2L Infinite de Inovação Jurídica reconhece instituições que adotam práticas inovadoras e eficazes na área jurídica. O processo de avaliação considera diferentes aspectos, como a gestão estratégica, a capacidade de promover inovação organizacional, a incorporação da transformação digital e o uso de tecnologia aplicada a processos internos. São analisados também fatores ligados à eficiência operacional e ao desenvolvimento de uma cultura voltada para a inovação, que, juntos, demonstram o compromisso das organizações com a modernização e a melhoria contínua.
A AB2L reúne mais de mil instituições ligadas ao ecossistema jurídico e tecnológico brasileiro, incluindo departamentos jurídicos, escritórios, lawtechs, legaltechs e órgãos públicos.
Empresa consolida trajetória no transporte de cargas especiais e projeta expansão com base em eficiência operacional, tenologia e valorização de pessoas
A PRIMAX Transportes Pesados completou, no último mês, 63 anos de atuação no transporte rodoviário de cargas, consolidando-se como uma das referências nacionais em operações especiais e de alta complexidade. Em um cenário desafiador para o setor, marcado por oscilações econômicas e aumento de custos operacionais, a empresa avança com um planejamento estratégico estruturado para sustentar seu crescimento nos próximos anos.
Fundada com o propósito de oferecer soluções robustas e seguras para o transporte de cargas indivisíveis, a PRIMAX construiu, ao longo de mais de seis décadas, uma trajetória pautada pela confiabilidade, pela excelência técnica e pelo relacionamento próximo com seus clientes e parceiros.
Segundo Antonio Luiz Leite, o momento é de olhar para o futuro sem perder de vista os valores que sustentaram a história da empresa. “Completar 63 anos é mais do que celebrar uma trajetória sólida. É reafirmar o nosso compromisso com a evolução contínua. O planejamento estratégico da PRIMAX está baseado em pilares que envolvem inovação, eficiência operacional e, principalmente, a valorização das pessoas que constroem essa história diariamente.”
Entre as principais diretrizes do planejamento estratégico da PRIMAX, estão a ampliação da eficiência operacional, a modernização da frota e a adoção de tecnologias que proporcionem maior previsibilidade e controle das operações.
A empresa também tem direcionado esforços para aprimorar seus processos internos, buscando maior integração entre as áreas e ganho de produtividade, sem abrir mão da segurança, um dos pilares fundamentais em operações de transporte pesado.
“Estamos investindo em inteligência operacional e em soluções tecnológicas que nos permitam tomar decisões cada vez mais assertivas. O transporte de cargas especiais exige precisão, planejamento e capacidade de adaptação, e é nisso que estamos focados”, destaca Leite.
Outro ponto central da estratégia da organização é o fortalecimento da cultura organizacional e o desenvolvimento de seus profissionais. A empresa entende que o capital humano é determinante para a qualidade das operações e para a sustentabilidade do negócio.
Capacitação contínua, retenção de talentos e promoção de um ambiente colaborativo estão entre as prioridades, reforçando o posicionamento da PRIMAX como uma empresa que cresce junto com seus colaboradores.
“Nenhuma estratégia se sustenta sem pessoas preparadas e engajadas. Temos orgulho da equipe que construímos ao longo dos anos e seguimos investindo no desenvolvimento de cada profissional, pois são eles que garantem a excelência do nosso trabalho”, pondera o executivo.
Ao completar 63 anos, a empresa reafirma seu papel no desenvolvimento do transporte rodoviário de cargas no Brasil, especialmente em operações de grande porte que demandam expertise técnica e alto nível de planejamento.
Com um olhar atento às transformações do setor, incluindo temas como sustentabilidade, inovação e novas demandas logísticas, a empresa segue preparada para atuar de forma estratégica e protagonista no mercado.
“A história da PRIMAX nos trouxe até aqui, mas é o nosso olhar para o futuro que vai definir os próximos capítulos. Seguiremos trabalhando com responsabilidade, visão estratégica e compromisso com o setor de transporte, contribuindo para o desenvolvimento do país”, finaliza Antonio.
Agência amplia investimentos e ações regulatórias no transporte terrestre brasileiro
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com avanços em concessões rodoviárias e ferroviárias, fiscalização do transporte de cargas e ações voltadas à segurança viária. O período também foi marcado pela ampliação de investimentos em infraestrutura e pela consolidação de novos modelos regulatórios no setor de transporte terrestre.
No segmento de concessões, a Agência realizou novos leilões e assinou contratos que ampliam a malha concedida no país. Em março, a Ecorodovias venceu o leilão da Rota das Gerais, em Minas Gerais, com previsão de R$ 13 bilhões em investimentos ao longo do contrato. No Paraná, a concessão da Via Campo, Lote 5, prevê cerca de R$ 11 bilhões para melhorias em aproximadamente 432 quilômetros de rodovias.
A ANTT também assinou contratos ligados aos corredores logísticos Rota Sertaneja e Rota Agro, operados pela Way Brasil, além de autorizar o edital da Rota dos Sertões, envolvendo trechos das BRs 116 e 324 entre Bahia e Pernambuco.
Entre as entregas operacionais, a Rota dos Cristais concluiu obras iniciais antes do prazo previsto e registrou redução nos acidentes durante feriados. Já a Motiva Pantanal antecipou a liberação de faixa adicional na BR-163, em Mato Grosso do Sul. No Rio de Janeiro, a ANTT formalizou aditivo contratual com a Arteris Fluminense para novas intervenções na BR-101.
Ferrovias
No setor ferroviário, a Agência avançou na renovação antecipada da Ferrovia Centro-Atlântica, projeto que prevê cerca de R$ 24 bilhões em investimentos. Também acompanhou o início das obras da primeira autorização ferroviária efetivada no Mato Grosso do Sul e a entrega de locomotivas na FCA, com aporte de R$ 700 milhões.
A Transnordestina Logística avançou nas obras em direção ao Porto de Pecém, no Ceará, enquanto a ANTT monitorou operações logísticas no Maranhão e discutiu alternativas para recuperação da Malha Sul após os impactos das chuvas na região.
Transporte de Cargas
Na área de transporte de cargas, a Agência implementou novas regras para fiscalização do piso mínimo do frete. Em parceria com o Ministério dos Transportes, a ANTT regulamentou a obrigatoriedade do CIOT e passou a bloquear operações abaixo do piso mínimo ainda na origem da contratação. A tabela do frete também foi reajustada após atualização do preço do diesel.
As ações de segurança viária incluíram campanhas educativas, operações integradas de fiscalização e ampliação da cobertura de telefonia móvel em cerca de 1.800 quilômetros de rodovias concedidas. Em Minas Gerais, operações contra o transporte clandestino retiraram veículos irregulares de circulação.
Em sustentabilidade e governança, a ANTT iniciou discussões para implantação de um programa voltado ao setor regulado, apresentou o projeto do primeiro Corredor Logístico Sustentável Multimodal do Brasil e recebeu reconhecimento em premiações ligadas à gestão pública e infraestrutura.
O fortalecimento institucional da Agência também marcou o início de 2026, com a nomeação de novos especialistas para as áreas de fiscalização, regulação e atendimento ao usuário.
Terminais portuários brasileiros que movimentam contêineres preveem investir mais de R$ 10 bilhões até 2029 para expandir capacidade e aumentar a profundidade dos canais de acesso aos portos. As obras buscam contornar a infraestrutura saturada dos terminais e possibilitar a operação de navios de nova geração.
O levantamento foi feito pela consultoria Solve Shipping, que atua nos setores logístico e de comércio exterior. No total, os aportes serão feitos em portos de nove estados, nas regiões Sudeste, Nordeste e Sul.
Leandro Carelli, sócio da Solve Shipping, aponta os investimentos previstos para o porto Itapoá (SC) como uma das obras mais importantes do segmento.
O terminal privado prevê R$ 500 milhões para conclusão da sua quarta fase de expansão, que inclui ampliação do cais e aquisição de portêineres, equipamento essencial para a movimentação de contêineres em navios de grande porte.
Em paralelo, o terminal aguarda a finalização da obra de dragagem do canal de acesso ao Complexo Portuário da baía da Babitonga. O aprofundamento da passagem, que custou mais de R$ 324 milhões, vai permitir que navios maiores atraquem na região.
O aporte maior, de R$ 300 milhões, veio do porto Itapoá e será devolvido de forma parcelada até 2037.
O porto de São Francisco do Sul, localizado na margem oposta da baía e ligado ao governo estadual, custeou o restante (R$ 24 milhões) da obra.
Segundo Alberto Machado, gerente de Comunicação e Relações Institucionais do porto Itapoá, a expectativa é que a dragagem seja concluída entre junho e julho. “Depois tem período de testes, homologação. A gente está imaginando, no segundo semestre, já ter esse canal 100% aprofundado.”
Com o fim das obras, a profundidade do canal externo crescerá de 14 metros para 16 metros, permitindo a navegação de embarcações de até 366 metros de comprimento, navios maiores e mais novos no mercado.
De acordo com Carelli, da Solve Shipping, a mudança pode facilitar a logística de grandes navios que vêm de outras partes do mundo, como a Ásia. Ele explica que as embarcações podem usar o terminal de Itapoá para descarregar um pouco da carga e seguir, mais leves, para outros portos que possuem calados (profundidade) menores e que, por isso, não recebem navios maiores que operam em plena capacidade.
O levantamento elaborado pela Solve Shipping exclui o Tecon Santos 10, o megaterminal de contêineres projetado para o porto de Santos (SP), que é alvo de divergências de modelagem do leilão e ainda não teve a data do certame marcada.
Carelli diz, no entanto, que, para garantir aumento da capacidade no segmento de contêineres, esse e outros projetos terão de sair do papel. “Se não vier o Tecon Santos 10 e mais algum outro terminal até 2035, a gente vai continuar andando acima da capacidade operacional”, afirma.
Somente na Portonave, terminal privado de contêineres em Navegantes (SC), serão investidos mais de R$ 2 bilhões. Com o aporte, o cais será adequado para operar com até 17 metros de profundidade, o que o tornará apto a receber navios de até 400 metros, de acordo com o terminal. Hoje o porto opera com um calado menor que 14 metros.
“Nós teremos isso formatado para receber a nova geração de navios, de 366 metros, que já está começando a entrar em alguns terminais no Brasil. Até então, nós só podemos receber navios de 350 metros”, diz Osmari de Castilho Ribas, diretor superintendente administrativo da Portonave.
Além disso, haverá infraestrutura para futura instalação de um sistema que permitirá o fornecimento de energia elétrica aos navios atracados.
A Portonave também usará os recursos para a aquisição de nove novos equipamentos, entre eles guindastes e scanners de contêineres.
Com as obras previstas, o terminal prevê expandir a capacidade operacional anual de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).
Em Pernambuco, a APM Terminals constrói um novo terminal de contêineres no porto de Suape, com início de operação previsto para o segundo semestre deste ano e investimento de R$ 2,1 bilhões.
Em entrevista à Agência Folhapress, o diretor de Investimentos para as Américas da APM Terminals, Leonardo Levy, disse que o novo terminal mira o futuro da navegação no Brasil, com operação de navios maiores. A mudança, porém, precisa abranger outros portos, afirmou.
“O terminal vai estar preparado para receber navios maiores. Mas não adianta um porto, um terminal só estar preparado para isso no Brasil. A gente tem que ter vários portos preparados para isso, porque o navio que vem para cá não escala um terminal só”, diz Levy.
Evento promovido pela NTC&Logística acontecerá em agosto, reunindo lideranças e empresários do Transporte Rodoviário de Cargas de todo o Brasil
A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará, entre os dias 27 e 28 de agosto de 2026, a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, no Hotel Vila Galé, em Ouro Preto (MG). O evento terá como entidade anfitriã a FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais, com o apoio dos sindicatos filiados à federação.
Consolidado como um dos mais importantes encontros do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil, o CONET&Intersindical reúne empresários, lideranças, representantes de entidades e especialistas para debater os principais desafios, tendências e oportunidades do setor.
A programação do evento é dividida em duas etapas. O CONET contempla a apresentação de pesquisas de mercado, estudos técnicos e levantamentos econômicos desenvolvidos pelo DECOPE (Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas) da NTC&Logística, além de debates relacionados aos custos operacionais e tarifas do setor. Já a Intersindical é voltada às discussões institucionais e estratégicas sobre o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas.
O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destacou a relevância da realização do encontro em Minas Gerais e a importância da participação do setor no evento.
“Realizar o CONET&Intersindical em Ouro Preto, em Minas Gerais, tem um significado muito especial para o nosso setor. Trata-se de um estado pujante, com forte representatividade econômica e relevância para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Estar em uma cidade histórica como Ouro Preto, patrimônio vivo da humanidade e do país, reforça ainda mais o propósito deste encontro. Será uma excelente oportunidade para ampliarmos o diálogo com lideranças, discutirmos os desafios do TRC e avançarmos na construção de soluções que contribuam para o crescimento sustentável do transporte de cargas. Convidamos todos os empresários e representantes de entidades a estarem conosco nesse importante momento”, afirmou.
As inscrições para o evento estão abertas, clique aqui e faça parte do evento.
As reservas de hospedagem também estão disponíveis. Garanta sua participação realizando a reserva no hotel do evento, clicando aqui.
Realização
l NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)
Entidade Anfitriã
l FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais
Apoio
l Sindicatos filiados à FETCEMG
Patrocínio
l FENATRAN
l GEOTAB
l MERCEDES-BENZ
l ROADCARD
l TRANSPOCRED
Apoios Institucionais
l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)
Pressão do mercado, novas exigências ambientais e transformação das cadeias logísticas colocam as transportadoras no centro da agenda sustentável do país
A sustentabilidade deixou de ser apenas uma pauta institucional para se tornar um fator estratégico dentro das operações logísticas e das relações comerciais. No Transporte Rodoviário de Cargas, esse movimento já começa a impactar diretamente a competitividade das empresas, a manutenção de contratos e o posicionamento das transportadoras diante do mercado.
Responsável por cerca de 65% do transporte de cargas no Brasil, segundo dados do setor logístico nacional, o Transporte Rodoviário de Cargas ocupa hoje uma posição central nas discussões sobre eficiência operacional, redução de emissões e sustentabilidade nas cadeias produtivas.
Grandes empresas, especialmente multinacionais e companhias abertas, vêm ampliando suas exigências ambientais sobre fornecedores e parceiros logísticos. Na prática, isso significa que transportadoras passam a ser avaliadas também pela capacidade de mensurar emissões, estruturar indicadores ESG e demonstrar iniciativas voltadas à eficiência ambiental e operacional.
Esse cenário ganhou ainda mais força com a regulamentação do Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE), instituído pela Lei nº 15.042/2024, que estabeleceu novas diretrizes relacionadas ao inventário e reporte de emissões de gases de efeito estufa no Brasil.
Ao mesmo tempo, estudos recentes sobre descarbonização apontam que o Transporte Rodoviário de Cargas será um dos setores mais estratégicos no processo de transição energética brasileira nas próximas décadas. A modernização da operação logística, o uso de combustíveis alternativos, a eficiência de rotas e o controle de emissões passam a integrar não apenas a agenda ambiental, mas também a estratégia de crescimento das empresas.
A transformação já é percebida dentro do próprio setor. Publicações recentes voltadas à logística e transporte destacam que práticas sustentáveis deixaram de ser apenas diferencial competitivo e passaram a representar fator relevante para permanência e crescimento no mercado.
Diante desse novo cenário, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) firmou parceria com a Domani Global, empresa especializada em soluções ESG e gestão de emissões voltadas ao setor de transportes.
A iniciativa busca facilitar o acesso das empresas associadas a ferramentas práticas e tecnológicas para gestão ambiental, acompanhamento de indicadores ESG, inventário de emissões e estratégias de descarbonização, respeitando a realidade operacional de micro, pequenas, médias e grandes transportadoras.
Soluções disponíveis para empresas associadas à NTC&Logística
Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)
Mensuração das emissões nos escopos 1, 2 e 3, conforme padrões técnicos e exigências regulatórias.
Plataforma Domani SaaS – Sustainability as a Service
Ferramenta digital para gestão ESG, monitoramento de indicadores e geração automatizada de relatórios.
Diagnóstico ESG e Plano de Descarbonização
Estruturação de estratégias para redução e compensação de emissões.
Treinamentos e capacitações corporativas
Formação técnica e estratégica para equipes operacionais, administrativas e comerciais.
Certificação e Selo Carbono Neutro
Reconhecimento para empresas que realizarem compensação de emissões por meio de projetos certificados.
Atendimento especializado para o Transporte Rodoviário de Cargas
Suporte técnico alinhado às necessidades operacionais e regulatórias do setor.
Associadas da NTC&Logística contam com condições especiais e desconto exclusivo na contratação dos serviços da Domani Global.
Serviço
Domani Global – Sustentabilidade para o Transporte de Cargas
E-mail: contato@domani.global
Telefone/WhatsApp: (11) 99559-8402
Site: www.domani.global
Código de desconto exclusivo para associadas da NTC&Logística: NTC15
Vale-pedágio obrigatório por placa passa a operar no Rio Grande do Sul com a entrada da CSG e amplia a digitalização do transporte rodoviário de cargas. Integrado pela plataforma MeuPedágio e alinhado às diretrizes da ANTT, o modelo substitui meios físicos por identificação veicular e avança para tornar a operação mais simples, segura, interoperável e eficiente
O Vale-Pedágio Obrigatório (VPO) por placa segue avançando no Brasil e chega ao Rio Grande do Sul, ampliando a presença do novo modelo de cobrança digital no transporte rodoviário de cargas.
A operação no estado agora conta com a participação da Caminhos da Serra Gaúcha – CSG, concessionária que administra 271 km de rodovias entre o Vale do Caí e Serra Gaúcha, e ocorre no contexto da expansão da solução MeuPedágio, plataforma responsável pela interoperabilidade do vale-pedágio por identificação veicular. O modelo permite que o benefício seja vinculado diretamente à placa do caminhão, eliminando a necessidade de cartões, tags ou outros dispositivos físicos.
A implementação está sendo conduzida juntamente com as Fornecedoras de Vale-Pedágio Obrigatório (FVPOs homologadas), conforme as diretrizes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e contempla a validação dos fluxos operacionais em ambiente real, incluindo emissão, integração sistêmica e autorização de passagem nas praças de pedágio.
Segundo Eder Leonidas, diretor de negócios da MeuPedágio, a chegada ao estado representa mais um passo importante na consolidação do modelo.
“A expansão para o Rio Grande do Sul reforça que o projeto está evoluindo de forma estruturada. Estamos avançando com responsabilidade, garantindo que cada etapa seja implementada com segurança operacional e aderência regulatória, sempre com foco em simplificar a jornada do transportador”, afirma.
Para Alexandre Cavenaghi, gerente de pesquisa e inovação da CSG, a iniciativa reflete o compromisso da concessionária com a evolução do setor.
“Aqui na CSG, nós abraçamos a inovação sempre com muita responsabilidade e com o olhar voltado para o nosso cliente. A chegada do vale-pedágio por placa é mais um passo nessa direção, buscando tornar a experiência nas rodovias mais simples e eficiente”, destaca.
Novas etapas de implantação já estão em andamento, com a expansão do modelo prevista para avançar progressivamente em outras rodovias ao longo dos próximos meses.
A chegada ao Rio Grande do Sul reforça a construção de um ecossistema rodoviário mais digital, interoperável e eficiente, trazendo ganhos relevantes para embarcadores, transportadores e caminhoneiros em todo o país.
A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) aprovou, em reunião extraordinária da diretoria nesta sexta-feira (15), o reajuste da TBP (Tarifa Básica de Pedágio) e o início da cobrança de pedágio em duas concessões. Na Rota Verde Goiás, que compreende as BR-060/452/GO e está em operação desde abril do ano passado, o acréscimo sobre a tarifa foi de 12,02%.
A cobrança foi autorizada para sete praças de pedágio já no modelo free flow (sem cancelas). Os pórticos estão localizados em Abadia de Goiás/Goiânia, Indiara/Cezarina, Acreúna/Jandaia, Acreúna/Santo Antônio da Barra, Rio Verde/Santa Helena de Goiás, Goiatuba/Bom Jesus de Goiás e Bom Jesus de Goiás/Itumbiara.
A concessão de 426 quilômetros foi arrematada no fim de 2024 por consórcio formado pelas empresas Aviva Fundo de Investimentos e Participações Infraestrutura e Tecpav Tecnologia e Pavimentação.
O segundo contrato analisado na reunião da ANTT foi o da Via Campo, que levou o lote 5 das rodovias do Paraná e agora administra 432 quilômetros da BR-163/369/467 e PR-158/317/467/977/978. A concessão, da gestora Pátria, foi assinada em março deste ano.
O reajuste autorizado para a TBP quilométrica foi de 12,03%, e a concessionária foi autorizada a iniciar a cobrança de pedágio em três praças existentes, que ficam nas cidades paranaenses de Corbélia, Mamborê e Floresta.
Estava previsto ainda, para a reunião extraordinária, o processo de reajuste da tarifa e início da cobrança de pedágio em duas novas praças do contrato da PRVias, concessionária da Motiva que administra as BR-369/373/376/PR e PR-090/170/323/445 – o lote 3 das rodovias do Paraná. Contudo, o item foi retirado de pauta.
Projeto da Prefeitura prevê restrição a veículos pesados, pavimentação, zeladoria e novas medidas para reduzir acidentes e mortes na via
O Anel Rodoviário de Belo Horizonte vai ganhar duas novas áreas de escape, obras de pavimentação, serviços de zeladoria e uma série de medidas imediatas com o objetivo de “zerar o número de mortes e acidentes na via”. O conjunto de ações para o chamado “Novo Anel” foi anunciado, na manhã desta sexta-feira (15), pelo prefeito Álvaro Damião (União Brasil), em coletiva de imprensa na sede da Prefeitura, e deve contar com cerca de R$ 270 milhões em recursos próprios do executivo municipal.
Na última terça-feira (12), uma carreta desgovernada atingiu 14 veículos na descida do bairro Betânia, na região Oeste da Capital, deixando duas pessoas feridas, o que acelerou a adoção das medidas de intervenção.
De acordo com o prefeito, desde que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) assumiu a via, os números já apresentam melhora, e a instalação de radares – muito criticada pela população – se justifica. Ao comparar os acidentes registrados no Anel Rodoviário, em janeiro e fevereiro deste ano com o mesmo período do ano passado, quando o município ainda não havia assumido a gestão da via, houve redução de 23,8%.
Nos acidentes com vítimas, a redução foi ainda maior: 30%. O número de vítimas também caiu. Conforme os dados apresentados pela Prefeitura, houve queda de 33,6%, resultado que também indica diminuição dos acidentes mais graves.
“Mas o número mais impressionante é o de redução de mortes. Foram 66,7% a menos nos primeiros dois meses deste ano sob a nossa administração, na comparação com o mesmo período do ano passado. E o nosso objetivo é zerar isso”, afirmou Damião.
Segundo o prefeito, do valor total destinado ao Anel Rodoviário, cerca de R$ 30 milhões serão investidos nas duas novas áreas de escape na região do bairro Betânia. “A previsão é de um investimento de R$ 15 milhões para cada uma delas”, disse.
Para os projetos de pavimentação e zeladoria, serão investidos R$ 180 milhões com recursos da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (SMOBI). Desse total, R$ 137 milhões serão destinados às obras de pavimentação. O edital foi publicado há dois dias, e a iniciativa já está em processo de licitação.
Somente para ações de roçada, limpeza e drenagem, classificadas como serviços de zeladoria, serão destinados R$ 43,4 milhões. O contrato deverá ser assinado em junho.
Proibição de veículos pesados
Em relação à circulação, será proibido o tráfego de veículos pesados nas faixas 1 e 2 (à esquerda) da pista, no trecho entre o início do Anel Rodoviário, na BR-040, e o pontilhão ferroviário. A expectativa é que a fila de caminhões formada na faixa 3 contribua para reduzir a velocidade dos veículos.
A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) participou, nesta quinta-feira (14), da abertura oficial do 18º Congresso Paulista do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), realizado no Bendito Cacao Resort, em Águas de Lindóia (SP). Promovido pela Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), o evento reúne empresários, lideranças, representantes de entidades, executivos e profissionais ligados ao Transporte Rodoviário de Cargas e Logística de diversas regiões do Brasil.
Da esquerda para a direita: Rui César Alves; Antonio Luiz Leite; José Maria Gomes; Eduardo Rebuzzi; Urubatan Helou; Francisco Pelucio; Vander Costa; Carlos Panzan; Flávio Benatti; José Otávio Bigatto; José Alberto Panzan; Roberto Mira; Francisco Bezerra e Marcelo Maranhão
Além da participação institucional, a NTC&Logística também integra oficialmente o grupo de entidades apoiadoras do Congresso, reforçando seu compromisso com iniciativas voltadas ao fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas, à união das lideranças do setor e à construção conjunta de pautas estratégicas para o desenvolvimento do setor no país.
Representando a diretoria executiva da entidade, participaram da programação o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, o vice-presidente, Antonio Luiz Leite, e o diretor financeiro, José Maria Gomes, reforçando a atuação institucional da Associação em um dos mais tradicionais encontros do setor transportador brasileiro.
A edição deste ano possui um significado especial para o setor, já que o Congresso retorna ao mesmo local que recebeu as primeiras edições do evento, realizadas em 1990 e 1992, quando o resort ainda levava o nome de Hotel Vacance. O retorno ao espaço após mais de três décadas reforçou o caráter histórico e simbólico da programação, resgatando parte importante da trajetória do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.
A abertura oficial do evento foi conduzida pelo presidente da FETCESP, Carlos Panzan, que destacou a relevância histórica da edição e o simbolismo do retorno ao local onde o Congresso Paulista do TRC iniciou sua trajetória.
“Este Congresso tem um simbolismo muito especial para todos nós, porque retornamos ao local onde essa história começou, nas primeiras edições realizadas em 1990 e 1992. Depois de tantas transformações no Transporte Rodoviário de Cargas ao longo das últimas décadas, reunir novamente as principais lideranças, empresários e representantes do setor neste mesmo espaço reforça a importância da união, do diálogo e da construção coletiva. Na minha opinião, estamos vivendo uma edição histórica do Congresso Paulista do TRC”, destacou o presidente da FETCESP, Carlos Panzan.
Na sequência, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, ressaltou a importância do Congresso Paulista do TRC para o fortalecimento institucional do setor transportador e para o alinhamento das principais pautas nacionais do Transporte Rodoviário de Cargas.
“É uma grande satisfação para a NTC&Logística participar de mais uma edição do Congresso Paulista do Transporte Rodoviário de Cargas, um evento que já faz parte da história do nosso setor e que representa um espaço extremamente importante para o fortalecimento institucional, troca de experiências e construção de soluções para o Transporte Rodoviário de Cargas brasileiro. A FETCESP tem um papel fundamental nesse processo, não apenas pela força da sua atuação no estado de São Paulo, mas também pela contribuição permanente que oferece às pautas nacionais do setor. A parceria entre a NTC&Logística e a FETCESP é construída com diálogo, união e trabalho conjunto em defesa das empresas transportadoras, das entidades e do desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas em todo o Brasil”, destacou Eduardo Rebuzzi.
Finalizando as manifestações de abertura, o presidente do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL), Vander Costa, destacou a importância do Congresso Paulista do TRC como um espaço estratégico para debater os principais desafios estruturais do setor transportador brasileiro e seus impactos na competitividade do país.
“Participar de um encontro como o Congresso Paulista do Transporte Rodoviário de Cargas é extremamente importante para acompanharmos de perto os desafios que impactam diretamente a atividade transportadora e a competitividade do Brasil. O setor vive um momento de grandes transformações e debates fundamentais sobre segurança pública, infraestrutura, renovação de frota, mobilidade urbana, jornada de trabalho e ampliação da participação feminina no Transporte Rodoviário de Cargas. A FETCESP possui uma atuação histórica nesse cenário, e este Congresso demonstra a força do associativismo e da união das entidades na busca por soluções que contribuam para o crescimento do setor e do país”, destacou o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa.
Após as manifestações das lideranças, os participantes acompanharam uma retrospectiva relembrando momentos históricos das primeiras edições do Congresso Paulista do TRC, reforçando o simbolismo do retorno ao local onde essa trajetória começou.
A programação também contou com uma homenagem especial às lideranças e representantes que participaram das primeiras edições do Congresso, em reconhecimento à contribuição histórica para o fortalecimento institucional do Transporte Rodoviário de Cargas brasileiro.
O 18º Congresso Paulista do TRC segue até domingo (17), com uma programação dedicada a debates estratégicos sobre renovação de frota, abastecimento urbano, cenário econômico, inovação, tecnologia, segurança pública, comunicação, protagonismo feminino, mobilidade urbana e perspectivas para o futuro do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.
A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará a segunda edição do CONET&Intersindical 2026 no Hotel Vila Galé, em Ouro Preto (MG), de 27 a 29 de agosto. O evento tem como entidade anfitriã a FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais, com o apoio dos Sindicatos filiados à entidade.
O CONET&Intersindical é dividido em duas etapas:
CONET: apresentação de pesquisas de mercado realizadas pelo Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE) da NTC&Logística, além de debates sobre custos e tarifas do setor;
Intersindical: discussão de temas relacionados ao desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC).
O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destaca a importância do evento e o simbolismo da sua realização em Minas Gerais: “Realizar o CONET&Intersindical em Ouro Preto, em Minas Gerais, tem um significado muito especial para o nosso setor. Trata-se de um estado pujante, com forte representatividade econômica e relevância para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Estar em uma cidade histórica como Ouro Preto, patrimônio vivo da humanidade e do país, reforça ainda mais o propósito deste encontro. Será uma excelente oportunidade para ampliarmos o diálogo com lideranças, discutirmos os desafios do TRC e avançarmos na construção de soluções que contribuam para o crescimento sustentável do transporte de cargas. Convidamos todos os empresários e representantes de entidades a estarem conosco nesse importante momento”.
O CONET&Intersindical consolidou-se como um dos eventos mais importantes do setor, reunindo os principais protagonistas do TRC, promovendo debates estratégicos, troca de experiências e oportunidades para o fortalecimento de parcerias.
As inscrições para o evento estão abertas, clique aqui e faça parte do evento.
As reservas de hospedagem também estão disponíveis. Garanta sua participação realizando a reserva no hotel do evento, clicando aqui.
Realização l NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)
Entidade Anfitriã l FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais Apoio l Sindicatos filiados à FETCEMG
Patrocínio l FENATRAN l GEOTAB l ROADCARD l TRANSPOCRED
Apoios Institucionais l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional deAprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística) l FuMTran (Fundação Memória do Transporte) l Anfir (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários)
Participação em audiência no Senado reforça necessidade de políticas públicas de longo prazo e maior integração com o setor produtivo
O Sistema Transporte defendeu o fortalecimento da educação profissional como eixo estratégico para ampliar a competitividade brasileira, durante audiência pública realizada na segunda-feira (11), no Senado Federal. O debate reuniu representantes de instituições de ensino técnico e do Sistema S.
Promovido pela Frente Parlamentar em Favor da Educação Profissional e Tecnológica e presidido pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), o encontro inaugurou uma série de discussões sobre o tema no Congresso Nacional.
Representando o SEST SENAT, a gerente-executiva de Desenvolvimento Profissional, Roberta Diniz, destacou que a baixa participação de estudantes em cursos técnicos ainda é um entrave para o país. Atualmente, apenas 8% dos alunos brasileiros estão matriculados nessa modalidade, percentual inferior à média dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que chega a 38%.
Segundo ela, o cenário evidencia tanto o desafio quanto o potencial de expansão da educação profissional e tecnológica como vetor de desenvolvimento nacional. Roberta também ressaltou que, embora o avanço do ensino superior seja relevante, é necessário reequilibrar a atenção dada à formação técnica, essencial para a geração de empregos diretos.
Educação profissional e competitividade
A representante do Sistema Transporte enfatizou que a qualificação profissional deixou de ser apenas uma pauta educacional e passou a ocupar papel central na agenda econômica.
Nesse contexto, destacou que o crescimento do país depende diretamente da disponibilidade de mão de obra qualificada e de ganhos de produtividade. Como referência, citou experiências internacionais bem-sucedidas, como o modelo dual da Alemanha, que integra formação técnica e prática profissional, e os investimentos da Coreia do Sul, voltados à inovação tecnológica.
De acordo com Roberta, países que articulam educação técnica com o setor produtivo apresentam resultados melhores em produtividade, inovação e desenvolvimento sustentável. Ela também defendeu a atualização constante dos currículos para acompanhar as transformações tecnológicas.
O senador Astronauta Marcos Pontes afirmou que a educação profissional tem potencial de transformar realidades sociais ao ampliar oportunidades e reduzir vulnerabilidades. Para ele, a ampliação do acesso a cursos profissionalizantes deve ser tratada como política de Estado, com continuidade ao longo dos governos e foco em resultados.
Escassez de mão de obra no transporte
Durante a audiência, também foi destacado o descompasso entre a geração de empregos e a disponibilidade de profissionais qualificados. A projeção é de criação de cerca de 38 milhões de postos de trabalho no Brasil até 2027.
Setores estratégicos já enfrentam dificuldades para preencher vagas, com destaque para transporte e logística, que apresentam índice de escassez de talentos de 91%.
Diante desse cenário, o Sistema Transporte reforçou a importância da formulação de políticas públicas estruturantes, com integração entre estados, instituições de ensino e setor produtivo, além da ampliação de investimentos em qualificação profissional.
Atuação do SEST SENAT
O SEST SENAT conta com 174 Unidades Operacionais em todo o país e atuação em mais de 5 mil municípios. A instituição oferece cerca de 190 cursos, nas modalidades presencial e a distância, nas áreas de tecnologia, gestão, saúde, segurança e desenvolvimento pessoal, voltados a trabalhadores do transporte e ao público em geral. As informações dos cursos estão disponíveis no site sestsenat.org.br
Estrutura em São Paulo vai acelerar testes e homologações de tecnologias ligadas à segurança ativa, condução autônoma, eficiência energética e assistência avançada ao motorista
A Mercedes-Benz do Brasil e a Bosch concluíram a consolidação do Centro de Testes Veiculares de Iracemápolis (CTVI), no interior de São Paulo, um complexo de engenharia que exigiu investimentos de R$ 130 milhões. A iniciativa nasce com a ambição de colocar o Brasil no mapa global do desenvolvimento de tecnologias automotivas avançadas.
Instalado em uma área de 400 mil metros quadrados em Iracemápolis, a cerca de 170 quilômetros da capital paulista e próximo ao Aeroporto Internacional de Viracopos, o centro foi concebido para reproduzir condições reais das ruas e estradas brasileiras. O objetivo é acelerar testes e homologações de tecnologias ligadas à segurança ativa, condução autônoma, eficiência energética e assistência avançada ao motorista.
A estrutura reúne cinco pistas especializadas e sete oficinas independentes, totalmente isoladas entre si para garantir sigilo absoluto aos projetos conduzidos por montadoras e fornecedores do setor automotivo. O modelo transforma o complexo em uma plataforma aberta para fabricantes de caminhões, ônibus, automóveis, veículos comerciais leves, máquinas agrícolas e sistemistas.
Segundo as empresas, o CTVI já fechou cerca de 20 contratos em seu primeiro ano de operação, indicando uma demanda crescente por infraestrutura local de validação tecnológica em um momento em que a indústria automotiva acelera investimentos em conectividade, automação e segurança veicular.
Estrutura e transformação tecnológica
A estrutura inclui uma pista oval de alta velocidade com 2,6 quilômetros, uma ampla área de dinâmica veicular com 88 mil metros quadrados de asfalto plano, pistas de conforto com diferentes pavimentos e superfícies irregulares, além de áreas específicas para medição de frenagem em diferentes condições de aderência.
O centro também foi desenhado para acelerar o desenvolvimento de sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS), incluindo tecnologias como frenagem automática de emergência, proteção de pedestres e ciclistas, radares, sensores ultrassônicos e recursos de condução semiautônoma.
Diferentemente de centros focados em performance esportiva, o CTVI foi planejado para reproduzir situações do cotidiano brasileiro. A lógica é simples: quanto mais realistas forem os cenários de testes, mais eficiente será o desenvolvimento de tecnologias de segurança e assistência para o uso diário nas cidades e rodovias do país.
As empresas também apostam na flexibilidade comercial do empreendimento. Tanto os boxes quanto as pistas podem ser alugados por períodos fixos ou sob demanda, permitindo que montadoras e fornecedores utilizem a infraestrutura para testes, simulações, homologações e validações de componentes e sistemas.
O avanço ocorre em um momento decisivo para a indústria automotiva global. A transformação tecnológica do setor, impulsionada por eletrificação, inteligência artificial, conectividade e automação, vem pressionando montadoras e fornecedores a reduzirem ciclos de desenvolvimento e aumentarem a capacidade de validação local.
Na avaliação das empresas, a consolidação do CTVI pode ajudar o Brasil a atrair novos projetos globais de engenharia e fortalecer a cadeia nacional de inovação automotiva, especialmente nos segmentos de veículos comerciais, mobilidade inteligente e tecnologias de segurança.