Governo do Brasil anuncia fiscalização eletrônica de 100% do frete e punição mais rigorosa a infratores contumazes

Governo do Brasil anuncia fiscalização eletrônica de 100% do frete e punição mais rigorosa a infratores contumazes

Ministério dos Transportes detalha medidas para impedir que empresas que descumpram reiteradamente a tabela possam contratar fretes; ações protegem renda dos caminhoneiros

O Governo do Brasil anunciou, nesta quarta-feira (18/3), um conjunto de medidas para ampliar a fiscalização do cumprimento da tabela do piso mínimo do frete rodoviário e responsabilizar empresas que descumprem a legislação de forma recorrente. As ações foram apresentadas em coletiva de imprensa pelo Ministério dos Transportes.

Um dos principais avanços é a implementação da fiscalização eletrônica integral dos fretes em todo o território nacional. A medida foi viabilizada a partir da integração de bases de dados com os Fiscos estaduais.

“Intensificamos a fiscalização, tanto eletrônica quanto em campo, fisicamente. Vale dizer que, eletronicamente, nós fizemos uma integração de dados e de informações com o CONFAZ, que é o Conselho de Secretários de Fazenda. Eles têm todos esses dados de trânsito de mercadorias, obviamente pelas questões fiscais envolvidas. Então, hoje, a ANTT reúne as condições necessárias para fazer a fiscalização da integralidade dos fretes no Brasil”, afirmou o ministro dos Transportes, Renan Filho.

O ministro destacou que o Governo do Brasil já vinha promovendo uma ampliação consistente das ações de fiscalização. “Nós já tínhamos elevado a fiscalização eletrônica em 2 mil por cento. Quando o presidente Lula assumiu o governo, o volume de fiscalização eletrônica era em torno de 300. Nós aumentamos isso para cerca de 6 mil ao longo do ano passado”, explicou.

Segundo ele, o avanço se intensificou ainda mais nos últimos meses. “Do final do ano para cá, com essa interlocução com os caminhoneiros, nós multiplicamos mais e chegamos a 40 mil infrações em janeiro. Fevereiro é um mês mais curto, com Carnaval, houve uma pequena redução, mas agora, em março, já vamos novamente chegar a 40 mil. Qual a decisão nova? Vamos fiscalizar todos os fretes no Brasil agora eletronicamente”, reforçou.

INFRATORES CONTUMAZES – Além da ampliação do monitoramento, também serão feitas mudanças nas normas para impedir que empresas que descumpram reiteradamente a tabela possam contratar fretes. O Governo do Brasil vai endurecer as sanções para infratores contumazes – empresas que descumprem sistematicamente a política do piso mínimo. A proposta é diferenciar falhas pontuais de práticas recorrentes que prejudicam os caminhoneiros e distorcem o mercado.

Entre as medidas em elaboração estão restrições operacionais para empresas reincidentes, incluindo impedimento de contratação de fretes e até suspensão ou cancelamento do registro para atuar no transporte de cargas, conforme a gravidade das infrações.

As ações fazem parte de um esforço do Governo do Brasil para garantir o cumprimento da política pública do piso mínimo do frete, proteger a renda dos caminhoneiros e assegurar condições mais justas de concorrência no setor de transporte rodoviário de cargas.

DESCANSO – O Governo do Brasil também atua para aprimorar as condições de cumprimento da legislação sobre o descanso dos caminhoneiros, buscando conciliar o direito ao repouso com melhores condições de planejamento das viagens. A iniciativa envolve o Ministério dos Transportes e a Advocacia-Geral da União na construção de soluções que garantam segurança jurídica e operacional ao setor.

“Isso exige um nível de planejamento muito diferente do passado. Além disso, exige a necessidade de uma infraestrutura apropriada para mais paradas durante as viagens no Brasil”, afirmou o ministro.

A proposta é construir um modelo de transição que assegure o cumprimento da legislação, ao mesmo tempo que facilite a organização das rotas e reduza dificuldades enfrentadas pelos caminhoneiros durante as viagens.

Segundo Renan Filho, o país já avançou na ampliação de Pontos de Parada e Descanso em Rodovias (PPDs), com oito em funcionamento em rodovias federais concedidas: nos municípios de Palhoça (SC), Itatiaia (RJ), Seropédica (RJ), Pindamonhangaba (SP), Ubaporanga (MG), Uruaçu (GO), Talismã (TO) e Novo Progresso (PA). Há previsão, conforme a ANTT, de entregas de outras 10 unidades nas estradas brasileiras ao longo de 2026.

Indústria, comércio e sindicatos pedem queda mais forte da Selic

Indústria, comércio e sindicatos pedem queda mais forte da Selic

Para entidades, corte de 0,25 p.p. ajuda pouco a reativar economia

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, foi recebida com críticas por diferentes segmentos da economia. As entidades do setor produtivo consideram o movimento correto, mas insuficiente para reverter os principais entraves ao crescimento.

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o corte não é capaz de interromper a desaceleração da atividade, destravar investimentos ou aliviar o endividamento das famílias.

“Essa cautela do Banco Central ainda é excessiva e seguirá penalizando ainda mais nossa economia”, afirma o presidente da entidade, Ricardo Alban.

Segundo a Confederação, dados recentes reforçam o diagnóstico. A inflação acumulada em 12 meses desacelerou, e as projeções seguem dentro da meta, enquanto a taxa de juros real permanece elevada, acima do nível considerado neutro.

Na avaliação da CNI, isso indica que a política monetária segue excessivamente restritiva, mesmo diante de sinais de arrefecimento dos preços.

Comércio

A Fecomércio-SP avalia que o início do ciclo de queda ocorreu em meio a incertezas internas e externas, o que limitou a intensidade do corte. “O ciclo de redução da Selic começou, mas a duração e a intensidade dos cortes são cada vez mais incertas”, afirma a entidade.

Segundo a federação, a inflação de serviços segue pressionada, e o cenário internacional, com alta do petróleo, tende a dificultar uma queda mais acelerada dos juros.

Cenário externo

As incertezas globais também pesam na decisão. O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel elevou o preço do petróleo e aumentou os riscos inflacionários.

Na avaliação da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o Banco Central adotou uma postura prudente diante desse ambiente. “A desaceleração da atividade econômica acabou pesando mais, justificando uma política monetária menos contracionista, porém cautelosa”, afirma o economista Ulisses Ruiz de Gamboa.

Críticas sindicais

Do lado dos trabalhadores, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Central Única dos Trabalhadores (Contraf-CUT) considera que o corte é insuficiente para aliviar o peso das dívidas.

“A medida anunciada é insuficiente para reverter esse quadro”, afirma o economista Gustavo Cavarzan, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em nota emitida pela Contraf-CUT.

Na mesma linha, a Força Sindical avalia que o Banco Central acertou ao iniciar o corte, mas errou na intensidade. Para a entidade, o corte na taxa de juros é insuficiente para injetar mais ânimo na economia e fortalecer o consumo e geração de empregos de qualidade.

“Mantendo a taxa Selic em patamares estratosféricos, o Banco Central irá prejudicar as negociações das categorias nas campanhas salariais nesse primeiro semestre”, ressalta o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, em nota.

Ritmo incerto

Apesar do início do ciclo de queda, há consenso entre as entidades de que o ritmo das próximas decisões será determinante.

Para indústria, comércio e trabalhadores, uma redução mais intensa dos juros é vista como essencial para reativar o crescimento, estimular investimentos e reduzir o peso do endividamento na economia brasileira.

Fazenda oferece R$ 3 bi para estados zerarem ICMS sobre importação de diesel

Fazenda oferece R$ 3 bi para estados zerarem ICMS sobre importação de diesel

Proposta federal visa compensar 50% do impacto fiscal e busca garantir o abastecimento de combustível no mercado interno

O Ministério da Fazenda propôs aos estados a isenção de ICMS sobre a importação de diesel, mediante uma compensação federal que cobriria 50% do impacto da medida. O custo é estimado em R$ 3 bilhões para a União e o mesmo valor para os estados, considerando dois meses de duração da medida.

A isenção iria até 31 de maio, com o objetivo de reduzir barreiras e garantir o abastecimento do mercado interno, diante de relatos de alguns estados sobre falta de diesel nos postos. Por isso, a ação seria direcionada apenas para os importadores do combustível.

A proposta foi levada pelo secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, aos secretários de Fazenda dos estados em reunião na manhã de quarta-feira (18). O encontro foi virtual e ocorreu após convocação do governo federal, como antecipou a Folha de S.Paulo.

Segundo Durigan, o custo da proposta seria de R$ 1,5 bilhão por mês para a União e um valor igual para os estados. Os números ainda podem mudar, pois os secretários pediram tempo para avaliar os dados e refinar essas estimativas antes de tomar qualquer decisão. Entre eles, a proposta foi recebida como uma oferta de R$ 3 bilhões, considerando o prazo da isenção.

De acordo com o relato de participantes, o Ministério da Fazenda ainda não formalizou a proposta por escrito, mas se comprometeu a fazê-lo nos próximos dias para que o tema seja decidido até a próxima reunião presencial do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), programada para 27 de março.

O Confaz é o órgão colegiado responsável por temas relacionados ao ICMS, inclusive decidir a alíquota do imposto cobrada sobre os combustíveis, que é única. Ele reúne todos os secretários de Fazenda e é presidido pelo Ministério da Fazenda, na figura de Durigan.

Após o encontro, o secretário-executivo disse a jornalistas que qualquer redução de ICMS tem que ser feita “em comum acordo com os estados”.

“Está todo mundo muito ciente do momento delicado que a gente passa no país, um momento em que nós temos uma guerra externa, que não tem nada a ver conosco, mas que está implicando custos ao país, às famílias, aos caminhoneiros, e nós estamos fazendo o melhor possível, respeitando a governança da Petrobras, adotando as medidas que têm neutralidade fiscal, com a menor intervenção possível”, afirmou.

Hoje, a alíquota de ICMS sobre o diesel é única, no valor de R$ 1,17 por litro. A cobrança é feita tanto na venda do combustível doméstico quanto do importado.

Pela proposta da Fazenda, os estados reduziriam a alíquota a zero na importação, e o equivalente a R$ 0,585 seria arcado pela União, por meio de uma subvenção paga aos estados. Segundo Durigan, 27% do diesel consumido no Brasil vêm do exterior.

“Os estados apurariam qual é a renúncia de cada estado para fins de ICMS na importação do diesel durante esse período, e a gente poderia fazer uma espécie de subvenção direta para os estados”, disse o secretário. “Caso isso avance, nós vamos desenhar o processo e dar a público no momento devido. A proposta é essa, para cada R$ 1,00 que o estado contribua, que a União contribua com R$ 1,00 também”, acrescentou.

Na terça-feira (17), antes de a proposta ser apresentada, os secretários estaduais de Fazenda divulgaram uma nota conjunta criticando a ideia de desonerar o ICMS sobre o diesel.

Após a reunião, Durigan se mostrou otimista quanto à possibilidade de avançar nas discussões.

“Acho que houve uma ansiedade ontem de já ter resposta dos estados, dizendo que não topariam, sendo que a gente nem tinha apresentado a proposta. Há uma diferença muito grande entre a gestão anterior, o governo anterior e esse governo, em especial no trato das questões federativas”, disse o secretário, em referência ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que aprovou no Congresso Nacional uma lei para baixar na marra o ICMS sobre combustíveis.

Ele citou ainda o fato de que, com a alta do preço de petróleo, os estados também vão arrecadar mais em outras frentes, como royalties.

Do lado dos estados, porém, há dúvidas sobre a viabilidade da proposta. Um dos pontos citados por secretários nos bastidores é o risco de entrave jurídico, uma vez que o desenho pressupõe uma diferenciação da cobrança conforme o perfil de contribuinte, se importador ou produtor doméstico, enquanto o ICMS incide sobre o produto.

Além disso, alguns secretários veem brecha para distribuidoras recorrerem a subterfúgios, como declarar como importado o diesel doméstico apenas para recolher menos ICMS.

Mesmo com as ressalvas, alguns secretários relatam que a oferta da Fazenda jogou a bola para os estados, e será difícil rejeitar totalmente o pedido. No entanto, é possível que haja uma articulação para tentar aumentar o percentual a ser bancado pela União.

Governadores aliados de Lula, por sua vez, atuam pela aceitação da medida. Na tarde de quarta-feira, o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), disse em suas redes sociais que o estado “aceita reduzir o ICMS do diesel importado por período determinado, com compensação parcial do governo federal”, e anunciou reforço na fiscalização para tentar garantir que as ações sejam repassadas ao preço final.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), conclamou os caminhoneiros para tentar vencer as resistências dos governadores. “Nós queremos que os caminhoneiros, junto com o governo, se mobilizem para pressionar os governadores a fazerem a redução do ICMS”, afirmou.

Após a reunião da manhã, Durigan ressaltou que não há discussão para zerar o ICMS sobre todos os combustíveis, apenas sobre a importação de diesel. “Nós não estamos discutindo, muito menos impondo, como fez o governo anterior, que se retire o ICMS de toda a cadeia de combustíveis, que os estados arrecadam e é uma receita importante”, afirmou.

Na reunião do Confaz, os secretários de Fazenda também se comprometeram a enviar à Receita Federal as suas respectivas listas de devedores contumazes, como são chamados os contribuintes que usam a sonegação de tributos como modelo de negócios. Uma nova lei concede à administração pública instrumentos mais fortes de cobrança nesses casos.

O Confaz também aprovou um acordo com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para que os estados disponibilizem em tempo real as notas fiscais de venda de combustíveis, para facilitar a fiscalização. Segundo Durigan, 21 unidades da federação já ingressaram no acordo, e outras seis (São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Amazonas, Alagoas e Mato Grosso) ainda vão avaliar a adesão.

Audiência debate implantação do sistema de livre passagem de pedágio; participe

Audiência debate implantação do sistema de livre passagem de pedágio; participe

Nesse sistema, o motorista não precisa parar; o pedágio é cobrado automaticamente pela leitura da placa ou de tags

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados realizará, na terça-feira (24), às 10 horas, audiência pública para discutir a implantação do sistema de pedágio eletrônico free-flow (livre passagem). O debate foi pedido pelo deputado Hugo Leal (PSD-RJ).

O deputado destaca que, embora o sistema free-flow seja inovador e alinhado a práticas internacionais, sua implantação no Brasil tem gerado problemas para os motoristas, como:

  • multas indevidas e desproporcionais;
  • falta de comunicação clara aos motoristas;
  • ausência de integração entre concessionárias;
  • dificuldades de pagamento;
  • risco de fraudes digitais.

Hugo Leal explica que, no modelo tradicional, para não pagar o pedágio, é necessário que o motorista rompa a cancela ou passe junto de outro veículo, já que a cancela só abre quando é efetuado o pagamento ou se o veículo tem uma tag especial.

“Já no caso do free-flow não existe cancela. Então, se a sinalização não for clara, se não houver comunicação da concessionária com o proprietário, é possível que ele seja autuado sem saber o que houve”, argumenta o parlamentar.

Críticas

Segundo Leal, as informações nas placas nem sempre são suficientes. “Em apenas dois anos de operação, mais de 2 milhões de autos de infração foram lavrados”, critica.

O deputado reclama ainda da falta de um sistema centralizado de consulta e pagamento. “Cada concessionária exige que o proprietário acesse sua própria plataforma, gerando atrasos, multas indevidas e confusão.”

A audiência vai discutir soluções para garantir maior transparência, segurança jurídica e proteção aos cidadãos, além de avaliar propostas legislativas em tramitação que tratam do tema.

NTC&Logística reforça atuação em segurança pública em reunião no Ministério da Justiça, em Brasília

NTC&Logística reforça atuação em segurança pública em reunião no Ministério da Justiça, em Brasília

Encontro com a Secretaria Nacional de Segurança Pública abordou roubo de cargas e ações conjuntas de enfrentamento à modalidade criminosa no país

O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, esteve nesta quarta-feira (18 de março) em Brasília (DF), na sede da Secretaria Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, para uma reunião institucional voltada ao fortalecimento da segurança pública no Transporte Rodoviário de Cargas.

O encontro contou com a participação do secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas Costa Veloso, e teve como foco principal o debate sobre o enfrentamento ao roubo de cargas no Brasil, tema prioritário para o setor. Durante a reunião, foram discutidas estratégias, ações em andamento e a necessidade de integração entre o poder público e as entidades representativas do transporte.

Na ocasião, foi reforçada a importância da atuação conjunta e contínua entre a NTC&Logística, as entidades do setor e os órgãos de segurança pública, destacando o papel ativo da entidade na construção de soluções e no encaminhamento de demandas relevantes. O secretário nacional também reiterou apoio institucional às pautas apresentadas, além de compartilhar avanços e perspectivas das iniciativas conduzidas pela Senasp.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, o encontro representou um avanço importante na articulação institucional em prol da segurança no setor. “A segurança pública, especialmente no que diz respeito ao roubo de cargas, é um dos principais desafios do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). Esse diálogo direto com a Secretaria Nacional de Segurança Pública fortalece nossa atuação e contribui para a construção de soluções mais efetivas. Seguiremos atuando de forma conjunta, tendo em vista as demandas do setor e colaborando com iniciativas que promovam mais segurança em todo o país”, destacou.

O encontro também resgatou a participação de Francisco Veloso na última edição do CONET&Intersindical, realizada em Brasília, quando o secretário teve a oportunidade de apresentar as ações do Governo Federal voltadas à segurança pública, ampliando o diálogo com o setor transportador.

Além do presidente da NTC&Logística, participaram da reunião o vice-presidente de Assuntos Políticos da entidade, José Hélio Fernandes, e a assessora de Relações Institucionais, Edmara Claudino. Também esteve presente o delegado de polícia e especialista em segurança, Waldomiro Milanesi.

A Confederação Nacional do Transporte, também convocada para a reunião, teve participação ativa nas discussões, representada pelo diretor institucional, Valter Souza; pela gerente de Relações com o Poder Executivo, Danielle Bernardes; pelo consultor Getúlio Bezerra e pelo assessor da Gerência Executiva Governamental, Jason Costa Luz, além de outros representantes da entidade. Na ocasião, a CNT levou à pauta as demandas relacionadas à segurança em todo o sistema de transporte, o que inclui o rodoviário, o ferroviário, o marítimo / fluvial – com destaque para os desafios enfrentados na região amazônica – e demais modais.

Também participaram do encontro representantes da própria Secretaria Nacional de Segurança Pública e do Ministério da Justiça e Segurança Pública, entre eles José Anchieta Nery Neto e Getúlio Monteiro de Castro Teixeira.

A agenda foi considerada extremamente positiva pelas lideranças presentes, reforçando o alinhamento institucional e a disposição para a continuidade do trabalho conjunto em prol da segurança no Transporte Rodoviário de Cargas em todo o país.

NTC&Logística participa de audiência institucional em Brasília para tratar de pautas trabalhistas do setor

NTC&Logística participa de audiência institucional em Brasília para tratar de pautas trabalhistas do setor

Encontro com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e o deputado federal Max Lemos reforça diálogo e parceria em temas estratégicos para o Transporte Rodoviário de Cargas

O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, participou de uma audiência institucional realizada na Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta quarta-feira (18 de março), com o deputado federal Max Lemos (PDT-RJ), presidente da Comissão de Trabalho (CT), e com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. O encontro reuniu representantes do setor e autoridades para tratar de pautas relevantes relacionadas ao Transporte Rodoviário de Cargas.

Na ocasião, foram debatidos temas pertinentes ao ambiente trabalhista, com foco nos desafios e oportunidades enfrentados pelas empresas do setor, além de registrada a importância do diálogo contínuo entre o poder público e as entidades representativas. A PEC 6×1 constou dos assuntos abordados, tendo sido discutida sob diferentes perspectivas, com a apresentação de alinhamentos, visões e possíveis impactos para o setor.

Um dos destaques da reunião foi o V Seminário Trabalhista do Transporte Rodoviário de Cargas, iniciativa realizada em parceria com a Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, que já se consolida como espaço fundamental de debate e construção de propostas para o setor. A próxima edição dará continuidade ao trabalho conjunto desenvolvido ao longo dos últimos anos.

Durante o encontro, também foram registrados compartilhamentos institucionais pertinentes, ratificando o compromisso das partes com a evolução das relações de trabalho no Transporte Rodoviário de Cargas.

Na oportunidade, o presidente Eduardo Rebuzzi realizou a entrega do Troféu de Parceria da NTC&Logística ao ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em reconhecimento à sua contribuição nas discussões do setor e à participação ativa nas iniciativas promovidas pela entidade.

“Este encontro reforça a importância do diálogo institucional qualificado e contínuo com os poderes públicos. Temos avançado de forma consistente em pautas relevantes para o Transporte Rodoviário de Cargas, especialmente no campo trabalhista, e a parceria com a Comissão de Trabalho e com o Ministério do Trabalho tem sido essencial nesse processo. O V Seminário Trabalhista é uma demonstração clara de que, quando trabalhamos de forma integrada, conseguimos construir soluções mais equilibradas e efetivas para todo o setor”, destacou Rebuzzi.

Também participaram da audiência o vice-presidente de Assuntos Políticos da NTC&Logística, José Hélio Fernandes, e a assessora de Relações Institucionais, Edmara Claudin, além de representantes do setor e da Câmara dos Deputados.

Presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, participa de encontro institucional com a CNT e a CVT na Câmara dos Deputados

Presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, participa de encontro institucional com a CNT e a CVT na Câmara dos Deputados

Café da manhã promovido pela Comissão de Viação e Transportes e pela CNT reuniu lideranças para fortalecer o diálogo e alinhar pautas estratégicas do Transporte Rodoviário de Cargas

O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, participou, na manhã desta quarta-feira (18 de março), de um café da manhã de confraternização realizado na Câmara dos Deputados, em Brasília. O encontro foi promovido pela Comissão de Viação e Transportes (CVT) e pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), reunindo autoridades, parlamentares e representantes de entidades do setor.

A ocasião foi marcada por um ambiente de diálogo e troca de informações, fortalecendo a integração entre o setor produtivo e o poder público. Durante o encontro, Rebuzzi esteve com o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, e com o presidente da CVT, Cláudio Cajado (PP-BA), confirmando a importância da articulação conjunta em pautas prioritárias para o Transporte Rodoviário de Cargas.

Também participaram do encontro o diretor-adjunto nacional do SEST SENAT, Vinicius Ladeira; o vice-presidente de Assuntos Políticos da NTC&Logística, José Hélio Fernandes, e a assessora de Relações Institucionais da entidade, Edmara Claudino, além de parlamentares e representantes de diversas instituições ligadas ao setor de transporte e logística.

Durante as conversas, um dos destaques foi o Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, que em 2026 chega à marca de 25 edições, consolidando-se como um dos principais fóruns de debates do país sobre o setor. O evento reforça o compromisso das entidades em promover discussões qualificadas e contribuir para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.

Para o presidente da NTC&Logística, a construção de pontes institucionais é essencial para o avanço das pautas do setor. “A relação com a Comissão de Viação e Transportes é histórica e construída ao longo de muitos anos de diálogo e trabalho conjunto. Momentos como este reforçam essa parceria e mostram o quanto o alinhamento entre as entidades e o poder público é fundamental para avançarmos nas demandas do Transporte Rodoviário de Cargas. Esse encontro foi extremamente importante para fortalecer essa conexão e ampliar as trocas em torno de temas estratégicos para o país”, destacou Eduardo Rebuzzi.

A participação da NTC&Logística reafirma o compromisso da entidade em atuar de forma próxima às lideranças políticas e às demais organizações do setor em defesa do Transporte Rodoviário de Cargas.

BNDES apresenta oportunidades de financiamento para transporte e logística em webinar da CNT

BNDES apresenta oportunidades de financiamento para transporte e logística em webinar da CNT

Evento reuniu empresários e lideranças do setor para discutir renovação de frota, investimentos em infraestrutura e acesso ao Fundo Clima

Ampliar o acesso ao crédito e estimular investimentos são medidas essenciais para a modernização do transporte brasileiro. Com esse objetivo, a CNT e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) realizaram, nessa segunda-feira (16), em São Paulo (SP), um encontro com empresários e lideranças de sindicatos, federações e associações do setor. A iniciativa apresentou oportunidades de financiamento voltadas à renovação de frota, à inovação e ao desenvolvimento da logística no país.

A abertura contou com a participação da diretora de Infraestrutura e Transição Energética do BNDES, Luciana Costa, e da diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende. As representantes ressaltaram o papel estratégico do transporte para o desenvolvimento econômico e social e a importância de ampliar o conhecimento e o acesso das empresas às linhas de crédito disponíveis.

Fernanda Rezende destacou que o setor depende diretamente de investimentos para se modernizar e atender às demandas da economia. Segundo ela, a renovação da frota é uma das principais agendas, tanto para melhorar a eficiência operacional quanto para reduzir os impactos ambientais.

“Quando substituímos veículos mais antigos por modelos mais modernos, conseguimos reduzir em mais de 80% as emissões e aumentar a eficiência do transporte”, disse.

A diretora também ressaltou a necessidade de ampliar a infraestrutura logística com investimentos em centros de distribuição e polos de escoamento de cargas, a fim de reduzir gargalos e aumentar a competitividade das empresas. Ela lembrou ainda que o transporte é responsável por mais de 2,9 milhões de empregos diretos e exerce papel central na economia brasileira ao conectar produção e consumo.

Luciana Costa ressaltou a ampliação da atuação do Banco no apoio ao setor com foco na transição energética e na renovação de frota. Segundo ela, o BNDES busca induzir investimentos que contribuam para a modernização da logística e a redução de emissões. A diretora também pontuou a atuação em parceria com o sistema financeiro, o que amplia o alcance das linhas de crédito por meio de instituições repassadoras.

Durante a apresentação, Luciana apontou a retomada dos investimentos em infraestrutura no Brasil, especialmente em concessões rodoviárias e ferroviárias. Para ela, o avanço desses projetos é fundamental para aumentar a eficiência do transporte e fortalecer a integração logística, contribuindo para a competitividade da produção nacional.

“O Brasil tem um grande gargalo em infraestrutura e deve iniciar um novo ciclo de investimentos. O BNDES atua como banco indutor e consegue escalar agendas, como a renovação de frota e a eletrificação do transporte. Mobilidade e transporte são prioridades para nós”, afirmou.

O encontro contou ainda com a participação de representantes técnicos do BNDES e da CNT. Pelo Banco, estiveram presentes Marcelo Porteiro, Tiago Peroba, Felipe Borim Villen e Maria Fernanda Ramos. Pela CNT, participaram o vice-presidente para o Transporte Rodoviário de Cargas, Flávio Benatti; os diretores da Seção de Cargas, Urubatan Helou e Carlos Panzan, e a gerente executiva de Economia, Fernanda Schwantes.

Linhas de financiamento para transportadores

Durante o evento, o BNDES detalhou as principais linhas de financiamento disponíveis para empresas de transporte e operadores logísticos. O Banco atua por meio de operações diretas, contratadas com empresas de maior porte, e indiretas, realizadas por mais de 90 instituições financeiras credenciadas, modelo que amplia a capilaridade do crédito e alcança 93% dos municípios brasileiros.

Entre as iniciativas, está o Programa de Renovação de Frota, estruturado a partir da Medida Provisória nº 1.328/2025, voltado à substituição de caminhões antigos por veículos mais modernos e eficientes. O programa prevê R$ 10 bilhões em financiamentos para a aquisição de caminhões novos e seminovos, sendo R$ 1 bilhão destinado a transportadores autônomos e cooperados.

Até 11 de março de 2026, já haviam sido aprovados R$ 5,8 bilhões em operações, o que indica forte demanda do setor pela modernização da frota. O financiamento pode ser acessado por transportadores autônomos registrados no RNTRC, cooperativas e empresas, com condições diferenciadas conforme o perfil do cliente.

Outra linha estratégica é o BNDES Finame, voltado à aquisição de máquinas, equipamentos, ônibus e caminhões de fabricação nacional credenciados. A linha permite financiar até 100% do valor do bem, com prazo de até dez anos e carência de até dois anos, a depender das condições negociadas com o agente financeiro.

O Banco também apresentou o Fundo Clima, destinado ao financiamento de projetos de logística sustentável e mobilidade de baixo carbono. Entre os itens financiáveis, estão veículos elétricos, modelos movidos a biocombustíveis e projetos de eficiência energética. Os prazos podem chegar a 25 anos, com carência de até cinco anos, conforme a modalidade.

Nesta terça-feira (17), o BNDES divulgou seus principais resultados de 2025. O volume de crédito aprovado alcançou R$ 237,9 bilhões, crescimento de 12% em relação a 2024. O banco registrou lucro de R$ 15,7 bilhões no período. As aprovações na área de infraestrutura somaram R$ 71,4 bilhões, enquanto os recursos do Fundo Clima atingiram R$ 12,5 bilhões, com foco em projetos de transição energética.

Braspress investe R$ 14,8 milhões na renovação da frota urbana

Braspress investe R$ 14,8 milhões na renovação da frota urbana

A Braspress anunciou um novo investimento na modernização de sua operação logística com a aquisição de 50 veículos para reforçar a frota urbana. O aporte, que soma R$ 14.880.000, começou a ser colocado em prática com as primeiras entregas realizadas na última quinta-feira (12).

A nova frota é composta por 20 vans Mercedes-Benz Sprinter F 33A, 30 caminhões Volkswagen Delivery 9.180 e 30 implementos Facchini. Os veículos serão distribuídos em centros urbanos de diferentes regiões do Brasil, com o objetivo de fortalecer as operações de distribuição e otimizar as entregas de última milha até o fim de maio.

Segundo o diretor-presidente Urubatan Helou, a estratégia da empresa é reinvestir continuamente os recursos no próprio negócio, prática adotada desde a fundação da companhia, em 1977.

A renovação da frota faz parte de um plano contínuo de inovação e melhoria operacional. A empresa destaca que o investimento busca elevar o padrão de qualidade dos serviços, aumentar a produtividade e garantir maior eficiência no atendimento aos clientes.

Os novos veículos também irão reforçar a atuação dos Centros de Apoio Operacional Braspress (CAOBs), estruturas criadas para reduzir o volume de cargas nas unidades com maior movimentação nas grandes cidades. Com isso, a expectativa é aumentar a agilidade nos processos logísticos e melhorar o fluxo de distribuição nas regiões metropolitanas.

Além da modernização da frota, a Braspress tem ampliado sua atuação no setor de transporte rodoviário de cargas ao investir em tecnologia, infraestrutura e capacitação operacional. A companhia é reconhecida como uma das principais transportadoras de encomendas do Brasil, com presença nacional e foco em soluções logísticas integradas, atendendo diferentes segmentos da economia com rapidez e confiabilidade.

De acordo com a empresa, a renovação da frota urbana representa mais do que uma atualização de ativos, sendo parte de uma estratégia de crescimento sustentável. A meta é acompanhar a evolução das demandas logísticas no país, mantendo altos níveis de eficiência e qualidade nos serviços prestados.

Ministério dos Transportes inaugura duplicação na BR-222 e consolida investimentos de R$ 720 milhões no Ceará

Ministério dos Transportes inaugura duplicação na BR-222 e consolida investimentos de R$ 720 milhões no Ceará

Recursos também contemplam ampliação da BR-116 e requalificação de 406 quilômetros da BR-020

Os motoristas que trafegam pelo Ceará ganharam mais 24 quilômetros de pista duplicada na BR-222/CE. O ministro dos Transportes, Renan Filho, entregou o trecho nesta terça-feira (17), entre Caucaia e Pecém, vistoriou a ampliação da BR-116/CE e anunciou o início das obras de requalificação de 406 quilômetros da BR-020/CE. Os serviços somam cerca de R$ 720 milhões em investimentos do Governo do Brasil para melhorar a logística no estado.

“O Ceará já é uma potência em diversas áreas. Com suas entradas e saídas duplicadas, o estado amplia a infraestrutura e abre ainda mais possibilidades de crescimento. Em outras regiões do Brasil, isso já se passa; nosso trabalho é fazer com que o estado siga o mesmo caminho”, destacou Renan Filho.

Mais fluidez

A intervenção recebeu R$ 268,9 milhões e vai melhorar o tráfego de 11,6 mil motoristas por dia, com acessos mais seguros e maior fluidez até os portos do estado.

“O cidadão que trafegava por essa rodovia precisava disputar espaço com cargas para ir a outros estados do Nordeste. Motos e veículos compartilhavam a mesma faixa com os caminhões. A obra ficou três anos paralisada, mas, no governo do presidente Lula, colocamos a duplicação para andar e agora estamos entregando pronta”, afirmou o ministro.

A ação integra a estratégia do Ministério dos Transportes de estimular a intermodalidade e oferecer mais eficiência à logística do país. Com a duplicação da rodovia, o Porto do Mucuripe e o Porto do Pecém ficam melhor conectados, o que reduz o número de sinistros, o tempo de viagem e os pontos críticos.

Para a população de Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza, a inauguração representa um aumento na qualidade de vida. Alexsandra Gomes de Nojosa, 43 anos, comemora a entrega e destaca a expectativa de reduzir em pelo menos uma hora o trajeto da família até a capital do estado.

“Isso é o que o país precisa, não só em Caucaia, mas em todo o Brasil. Um agradecimento em nome do povo da cidade, pois essa obra é importante para a nossa infraestrutura”, ressaltou Naumi Amorim, prefeito de Caucaia.

No estado, foi registrado crescimento em logística de mais de 187% nos recursos, quando comparado ao último ano da gestão anterior, em 2022 (R$ 208 milhões), ante a expectativa de serem aportados R$ 598 milhões em 2026.

“Vamos colocar o Ceará, assim como o Brasil, em máxima histórica de investimentos em infraestrutura”, finalizou Renan Filho.

Trabalho contínuo

Na BR-222/CE também foram contratados os projetos de duplicação e adequação do trecho entre Primavera, Sobral e a divisa com o Piauí. A rodovia federal tem quase 2 mil quilômetros de extensão e interliga os estados do Ceará, Piauí, Maranhão e Pará, desde Fortaleza (CE) até Marabá (PA).

Em 2025, o chefe da pasta dos Transportes assinou a ordem de serviço para a revitalização de 157 quilômetros da BR-222/MA entre Miranda do Norte, Santa Inês e Santa Luzia, no Maranhão.

Presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, recebe representantes da PRF em São Paulo para fortalecer ações de combate ao roubo de cargas

Presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, recebe representantes da PRF em São Paulo para fortalecer ações de combate ao roubo de cargas

Encontro reuniu lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas e autoridades de segurança para integração de estratégias no enfrentamento aos crimes contra o patrimônio

O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, recebeu ontem (17), na subsede da entidade, em São Paulo, os inspetores Oliveira e Patriota, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), coordenadores do Grupo de Enfrentamento aos Crimes contra o Patrimônio, com foco específico nos furtos, roubos e saques de cargas em todo o território nacional. O encontro contou ainda com a presença do vice-presidente extraordinário de Segurança da entidade, Roberto Mira, e do presidente do Conselho Superior e de Administração do SETCESP, Marcelo Rodrigues.

A reunião teve, como principal objetivo, intensificar a integração entre o setor público e o privado, destacando a relevância da participação do Transporte Rodoviário de Cargas nas estratégias de enfrentamento a esse tipo de crime. O Grupo de Trabalho apresentado pela PRF tem como finalidade promover o compartilhamento de dados, aprimorar a análise criminal e direcionar de forma coordenada as ações preventivas e repressivas relacionadas ao roubo de cargas.

Durante o encontro, os representantes da PRF detalharam o trabalho que vem sendo desenvolvido em âmbito nacional e reforçaram a importância da atuação conjunta entre as forças de segurança e o setor produtivo para ampliar a eficiência no combate aos crimes contra o patrimônio. Também foi salientada a necessidade de consolidar uma atuação cada vez mais integrada com o poder público, fortalecendo políticas e ações estruturadas para reduzir os índices de criminalidade.

Participaram do encontro o delegado de polícia e especialista em segurança, Dr. Waldomiro Milanesi, assim como o diretor jurídico da NTC&Logística, Dr. Marcos Aurélio Ribeiro, contribuindo com reflexões técnicas e estratégicas sobre o tema.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, o encontro reforça a importância do alinhamento institucional e da construção conjunta de soluções para um dos principais desafios do setor. “A integração entre o setor público e o privado é fundamental para enfrentarmos, de forma efetiva, o roubo de cargas no Brasil. A atuação da Polícia Rodoviária Federal é essencial nesse processo, e iniciativas como esta, que promovem o compartilhamento de informações e o planejamento conjunto, fortalecem toda a cadeia logística. Seguiremos atuando de forma próxima às autoridades, com o objetivo de contribuir para um ambiente mais seguro para o Transporte Rodoviário de Cargas e para a economia do país”, destacou.

NTC&Logística entrega troféu do Prêmio NTC Fornecedores do Transporte 2025 à Vipal Borrachas, em São Paulo

NTC&Logística entrega troféu do Prêmio NTC Fornecedores do Transporte 2025 à Vipal Borrachas, em São Paulo

Reconhecimento, baseado em pesquisa do Instituto Datafolha, reforça a importância dos fornecedores para o desempenho do Transporte Rodoviário de Cargas

O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, recebeu ontem (17/03), na subsede da entidade, em São Paulo, o diretor comercial da Vipal Borrachas, Ivanir Canevese, para a entrega oficial do troféu referente ao Prêmio NTC Fornecedores do Transporte 2025.

O encontro contou com a presença do vice-presidente da NTC&Logística, Antonio Luiz Leite; do diretor financeiro, José Maria Gomes; do diretor jurídico, Dr. Marcos Aurélio Ribeiro; da assessora executiva da Presidência, Elisete Balarini; do assessor de Comunicação e Imprensa, Rodrigo Bernardino, e do assessor técnico, Lauro Valdivia. Na ocasião, foi oferecido um almoço ao representante da Vipal Borrachas, fomentando o ambiente de diálogo e relacionamento institucional.

A entrega do Prêmio NTC Fornecedores do Transporte 2025 à Vipal Borrachas ocorreu posteriormente à cerimônia oficial da premiação, realizada em dezembro do ano passado, dada a impossibilidade de os representantes da empresa estarem presentes naquela ocasião.

Promovido anualmente pela NTC&Logística, o Prêmio é concedido às empresas fornecedoras que mais se destacam no atendimento ao Transporte Rodoviário de Cargas em todo o Brasil. A premiação é baseada em pesquisa conduzida pelo Instituto Datafolha, que ouve transportadores de diferentes regiões do país para identificar, na prática, quais empresas entregam qualidade, inovação e confiabilidade ao setor.

Na edição de 2025, a Vipal Borrachas foi a vencedora na categoria ‘Banda de Rodagem’. Fundada em 1973, no Rio Grande do Sul, a empresa é hoje uma referência mundial no segmento de reforma de pneus e produtos para reparos de borracha, com presença em mais de 90 países e mais de 3 mil colaboradores. Seu trabalho, marcado pelo investimento contínuo em tecnologia, centros próprios de pesquisa e pioneirismo em certificações de qualidade, contribui diretamente para o aumento da vida útil dos pneus, redução de custos operacionais e práticas mais sustentáveis no Transporte Rodoviário de Cargas.

A trajetória da Vipal no Prêmio NTC Fornecedores do Transporte ratifica sua consistência no setor, com reconhecimentos anteriores em 2014, na categoria ‘Banda de Rodagem e Recuperação de Pneus’, e em 2022, na categoria ‘Marcas de Recapagem de Pneus’.

Durante o encontro, o presidente da NTC&Logística destacou a relevância do Prêmio como instrumento de valorização do ecossistema do transporte.

“O Prêmio NTC Fornecedores do Transporte é uma iniciativa que reconhece, a partir da visão dos próprios transportadores, aqueles fornecedores que realmente fazem a diferença no dia a dia das operações. A Vipal Borrachas representa essa excelência, com uma atuação consistente, inovadora e alinhada às necessidades do Transporte Rodoviário de Cargas”, afirmou Eduardo Rebuzzi.

Setor de caminhões atravessa primeiro bimestre pressionado por juros, guerra e dólar

Setor de caminhões atravessa primeiro bimestre pressionado por juros, guerra e dólar

Vendas, produção e exportações caem no início do ano, enquanto custos logísticos e incertezas globais aumentam

O primeiro bimestre do ano chegou ao fim, mas não a crise que acomete o setor de caminhões no país, o qual viu os volumes de vendas e de produção caírem nos dois primeiros meses do ano. Na comparação com o bimestre do ano passado, as vendas no segmento recuaram 28,7%, e a produção nacional foi 27% menor, somando 20 mil unidades no período.

Até aí, nenhuma novidade, considerando que um cenário de dificuldades para o ano já era antevisto pela indústria.

No entanto, como diz o ditado popular, nada é tão ruim que não possa piorar. E, no caso do setor de caminhões, podem tornar as coisas mais críticas, o que o presidente da Anfavea, Igor Calvet, chamou de “fatores de volatilidade”.

Um deles é a taxa de juros, já exposta à exaustão como um inibidor dos financiamentos de veículos no país. Para o representante da entidade que agrupa as montadoras de veículos instaladas no país, as variações do Produto Interno Bruto (PIB) ao longo dos últimos meses não proporcionaram qualquer mudança na Selic como se podia esperar.

E isso, na sua análise, mostra que a compra de caminhões seguirá, ao longo do ano, afetada pelo atual patamar da taxa básica de juros a despeito da redução do PIB – muito se pensava a respeito de como a redução do consumo, no geral, poderia favorecer a redução da Selic, e isso acabou não se confirmando pelo menos no setor de caminhões.

À cesta de dificuldades enfrentadas pela indústria, que já conta com os juros altos, foram acrescentados outros dois fatores, indicou a Anfavea; estes, mais recentes.

A eclosão do conflito entre Estados Unidos e Irã fez o dólar e o preço dos combustíveis dispararem, impactando em custos logísticos e reduzindo a competitividade na indústria brasileira, afirmou Calvet.

Aumento de custo logístico, traduzindo para o idioma falado por transportadores de cargas no país, significa diesel mais caro. Com a composição operacional sendo onerada pelo conflito, o apetite para renovar a frota com modelos zero quilômetro praticamente desaparece ou se posterga para mais adiante.

No idioma das fabricantes, logística mais cara, com fechamento de rotas marítimas e elevação cambial, pode redundar no aumento do preço das peças importadas que compõem a produção local de caminhões. Como disse recentemente o vice-presidente de Operações da Volvo, tais lotes são negociados pela matriz em moeda estrangeira.

O terceiro fator de volatilidade apontado pela Anfavea é o fato de os conflitos bélicos terem o poder de melar o comércio exterior por causa da instabilidade política provocada por eles.

No primeiro bimestre, as exportações de caminhões caíram mais de 31% na comparação com os embarques realizados no mesmo período em 2025, somando 3,3 mil unidades. O resultado, no entanto, não é reflexo direto do caos global aparente, disse a Anfavea. Pelo menos por enquanto.

De qualquer forma, as demandas do mercado externo em queda representam uma porta fechada a mais para as operações comerciais das montadoras, que viam nas exportações uma forma de se escoar a produção e de compensar em algum nível as perdas no mercado doméstico.

“Ainda estamos aprendendo com as alíquotas [do imposto de importação], com a guerra, como isso está afetando a cadeia. E a Anfavea ainda não tem uma avaliação do quanto isso ainda vai nos impactar. Ainda não tenho relatos das empresas acerca da quebra da cadeia de fornecimento de peças”, contou Calvet na sexta-feira (6).

Há relatos, sim, a respeito da redução dos postos de trabalho na produção de caminhões por causa do volume menor das linhas. De acordo com a Anfavea, a indústria de veículos pesados encerrou os dois primeiros meses do ano com 180 vagas a menos.

“Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz”, canta Renato Russo na canção A Via Láctea, da extinta banda Legião Urbana. E, no caso do segmento de caminhões, a luz é o fato de a produção ter apresentado alta de 14,5% ante a de janeiro. Sazonalidade à parte, é uma boa notícia. E a indústria precisa se apegar ao que tem para aspirar dias melhores.

Brasil e Bolívia podem reforçar cooperação em logística, agro e tecnologia

Brasil e Bolívia podem reforçar cooperação em logística, agro e tecnologia

Em 2025, exportações de produtos agropecuários do Brasil para a Bolívia somaram US$ 401,53 milhões

Autoridades e representantes do setor privado do Brasil e da Bolívia defenderam o reforço da cooperação bilateral em segmentos como logística, produção agropecuária e pesquisa e tecnologia. Os assuntos estiveram em discussão durante o Fórum Empresarial Brasil-Bolívia, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo.

O evento reúne delegações empresariais dos dois países, além de autoridades dos dois governos. Integra a agenda oficial da visita de estado do presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, ao Brasil. Na segunda-feira (16/3), Paz esteve em Brasília, onde se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro do Desenvolvimento Produtivo, Rural e Água da Bolívia, Óscar Mário Justiniano Pinto, disse que o país tem cadeias produtivas importantes e de valor, que podem se desenvolver com uma visão de que produtores locais consigam deixar a linha de pobreza.

“A Bolívia tem uma situação agroalimentar capaz de gerar grandes recursos. Está claro que tudo isso se atinge com segurança jurídica e regras claras”, disse ele.

O ministro classificou Brasil e Bolívia como países complementares. “A integração entre Brasil e Bolívia não é uma casualidade. É um trabalho importante de parceria”, afirmou.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que Brasil e Bolívia têm condições de ampliar a cooperação na agropecuária. Afirmou que o país vizinho tem potencial de crescimento, com posição de destaque em segmentos como alimentos e máquinas.

“Esse encontro ocorre em um momento estratégico. Nossas economias têm possibilidade de ampliar o intercâmbio no agro”, disse Fávaro.

No ano passado, as exportações de produtos agropecuários do Brasil para a Bolívia somaram US$ 401,53 milhões, de acordo com o sistema de estatísticas Agrostat, do Ministério da Agricultura. As importações de produtos agropecuários bolivianos por brasileiros totalizaram US$ 29,48 milhões.

Oswaldo Barriga Karlbaum, presidente da Câmara Nacional de Exportadores da Bolívia (Caneb), avaliou que a Bolívia tem a possibilidade de exportar para o Brasil insumos como fertilizantes e suplementação para animais. Pode ser também um parceiro estratégico do agro brasileiro na logística.

“Hoje, 40% da safra brasileira enfrentam dificuldades de movimentação. A Bolívia pode ser uma solução. Essa integração nos leva a uma situação de pensar não como dois países, mas como uma região produtiva, integrando também Paraguai, Argentina, Chile e Peru”, afirmou, defendendo a cooperação entre governos e entre entes privados dos dois países.

Klaus Frerking Adad, presidente da Câmara Agropecuária do Oriente, destacou a necessidade de a agricultura boliviana ampliar sua produtividade. Disse ainda que esse objetivo pode ser atingido com uma cooperação na área de pesquisa e tecnologia.

“Precisamos de uma Embrapa paralela na Bolívia. Laboratórios para tomar as melhores decisões e capacitar nosso pessoal técnico, junto com o pessoal da Embrapa”, afirmou.

Transporte e logística captam R$ 62,1 bi com debêntures incentivadas

Transporte e logística captam R$ 62,1 bi com debêntures incentivadas

Dados da Anbima apontam que o setor respondeu por 34,9% das emissões no ano e liderou captações em dezembro; mercado total bateu recorde histórico em 2025

O setor de transporte e logística captou R$ 62,12 bilhões por meio de debêntures incentivadas em 2025, o equivalente a 34,9% do volume total emitido no país, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). 

De acordo com a entidade, o segmento foi o segundo maior emissor no ano, à frente de energia elétrica, com R$ 57,38 bilhões, e de saneamento, com R$ 17,7 bilhões. No recorte de dezembro, o segmento de transporte e logística liderou as emissões mensais, com R$ 10,6 bilhões captados em debêntures incentivadas, o equivalente a 41,63% do total do mês. 

Ainda segundo a Anbima, o mercado de debêntures incentivadas e de infraestrutura encerrou 2025 com recorde histórico de captação, somando R$ 177,97 bilhões, acima dos R$ 135,11 bilhões registrados em 2024.

Os dados mais recentes também apontam continuidade do movimento em 2026. Em janeiro, as empresas brasileiras captaram R$ 59,9 bilhões no mercado de capitais, o maior volume para o mês desde o início da série histórica, em 2012, com alta de 30,5% na comparação com igual período do ano passado, segundo a Anbima.

A renda fixa respondeu por R$ 46,2 bilhões desse total, enquanto as debêntures somaram R$ 26,9 bilhões. Desse montante, 41,4% foram destinados a investimentos em infraestrutura.

As debêntures incentivadas são títulos de dívida usados por empresas para financiar projetos de longo prazo, especialmente em áreas como transporte, energia e saneamento. No caso dos papéis citados pela Anbima, o prazo médio de vencimento ficou em 7,3 anos.

BNDES planeja nova linha de crédito para reforçar setores estratégicos afetados por guerras

BNDES planeja nova linha de crédito para reforçar setores estratégicos afetados por guerras

Ideia é criar uma segunda versão do plano Brasil Soberano, lançado em 2025 para apoiar empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA, agora com foco também em áreas com déficit comercial, como fertilizantes

O BNDES quer criar uma segunda versão do plano Brasil Soberano, lançado em agosto do ano passado, para ajudar empresas que haviam sido impactadas pela tarifa de 50% imposta pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros. A ideia agora é incluir setores com déficit comercial e estratégicos para a economia. Aloizio Mercadante, presidente do banco, citou o segmento de fertilizantes e as guerras da Ucrânia e do Irã, dois dos principais produtores globais.

Ao participar da coletiva de imprensa para detalhar os resultados financeiros de 2025 do Banco, Mercadante disse que o Brasil Soberano entregou R$ 16 bilhões de crédito direcionado para as empresas mais atingidas pelo tarifaço.

— Nossa avaliação é que nós precisamos de um Brasil Soberano 2. Há empresas que ainda estão com tarifas acima de 15%, que é a tarifa mínima que os EUA impuseram a todos os parceiros comerciais. O problema é quando você tem uma tarifa superior à dos concorrentes. E alguns setores estão na Resolução 232, com tarifa de 50%, como o setor siderúrgico, de alumínio e cobre; e o setor automotivo, com autopeças, com tarifa de 25%.

Agora, na segunda versão, Mercadante lembrou que a ideia é ampliar o escopo do programa.

— É olhar também para outros setores estratégicos do Brasil. Um deles é o de fertilizantes. A guerra da Ucrânia mostrou que não podemos ter esse nível de exposição e precisamos ter mais capacidade de resposta nesse cenário turbulento que estamos atravessando. A guerra Rússia-Ucrânia atinge esse segmento e agora o Irã também, pois o Irã é um grande produtor de fertilizantes. Então, nossa visão é que o Brasil Soberano 2 deveria olhar para setores com déficit comercial e estratégicos para a resiliência da economia frente a esses cenários de guerra, instabilidade e crise, que talvez estejam mais prolongados do que era previsto inicialmente. Queremos acelerar os investimentos em fertilizantes para gerar capacidade de produção e substituir importações, dando mais resiliência à agricultura brasileira.

Mercadante lembrou que cerca de R$ 6 bilhões dos recursos destinados ao plano Brasil Soberano estão disponíveis no caixa do banco.

— Temos recursos do caixa do banco, do programa, que não foram usados e não teriam impacto no orçamento. Podemos devolver ao Tesouro, que pode definir um novo programa. Não podemos usar sem uma definição legal específica. O Congresso precisa aprovar uma MP. Já há um diálogo avançado nessa direção com o vice-presidente Geraldo Alckmin e a equipe da Fazenda, e cabe ao presidente Lula definir.

Último dia para participar da primeira edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em Pernambuco

Último dia para participar da primeira edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em Pernambuco

A primeira edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística ocorrerá no estado de Pernambuco, recepcionada pela Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste – FETRACAN, pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas, Entregas, Armazenagem e Logística do Estado de Pernambuco – SETCEPE e pelo Núcleo da COMJOVEM Recife, no dia 19 de março, às 8h30, no Complexo Industrial Portuário de Pernambuco (SUAPE), localizado no litoral sul, abrangendo os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho.

As inscrições antecipadas podem ser feitas até hoje, 17 de março.

Criado em 2004, o Seminário Itinerante tem o propósito de levar a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística a diversas regiões do país, promovendo capacitação técnica e oportunidades de negócios para empresários e executivos do setor de transporte de cargas e logística.

A programação contará com temas relevantes para o setor e que impactam diretamente as atividades das empresas. A organização do evento também conta com o apoio da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas da NTC&Logística).

Ratificando a missão da NTC&Logística de estar ao lado do transportador rodoviário de cargas, de Norte a Sul do Brasil, o Seminário Itinerante já percorreu diversos estados ao longo de mais de duas décadas.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, “a primeira edição do Seminário Itinerante de 2026, que ocorrerá no estado de Pernambuco, marca o início de um novo ciclo de encontros, reafirmando o compromisso da entidade de estar próxima do transportador rodoviário de cargas em todas as regiões do país. Abrir o calendário em um Estado estratégico para a logística do Nordeste reforça a importância do diálogo regional e da troca de experiências. Ao longo deste ano, o Seminário Itinerante passará por três cidades, promovendo encontros qualificados, debates relevantes e aprendizados práticos para empresários, executivos e lideranças do setor. Estamos confiantes de que o Seminário Itinerante em Pernambuco dará o tom de mais uma temporada de sucesso, contribuindo de forma efetiva para o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil”.

O evento será realizado presencialmente, no Complexo Industrial Portuário de Pernambuco (SUAPE) – Rodovia Indonésia, S/N – Bairro: Distrito Industrial de Ipojuca – Suape Ipojuca – Pernambuco (PE). A participação é aberta a todos os empresários da região que contribuem para um Transporte Rodoviário de Cargas cada vez mais forte.

Clique aqui e faça já a sua inscrição

PROGRAMAÇÃO

14h | Abertura Oficial

Nilson Gibson Sobrinho – Presidente da FETRACAN e Vice-Presidente Regional da NTC&Logística para os Estados de Alagoas e Pernambuco

Carlos Eduardo Salazar Maçães – Presidente do SETCEPE Hudson Rabelo – Coordenador Nacional da COMJOVEM

Italo Grativol – Vice-Coordenador Nacional da COMJOVEM e Padrinho do Núcleo de Recife

Josemário Angelin – Coordenador da COMJOVEM Recife

Boas-vindas institucionais

Apresentação COMJOVEM / NTC&Logística

Apresentação de Serviços do SEST SENAT

Palestrante: Guilherme Ribeiro Albuquerque, Supervisor do Conselho Regional do SEST SENAT Pernambuco (CRPE)

Palestra: Mercado e Tarifa

Palestrante: Lauro Valdivia, Assessor Técnico da NTC&Logística

Conteúdo: Atualização do INCT (Índice Nacional de Custos do Transporte); Apresentação da Pesquisa de Mercado DECOPE 2026; Demonstração e Aplicações Práticas da Plataforma de Cálculo de Frete

NTC TALKS – Soluções para o TRC

Participantes:

l TRANSPOCRED

l NDD

l CARGA 24H

l PAMCARD

l GEOTAB

17h30 | Encerramento

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Realização

NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística

FETRACAN – Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste

SETCEPE – Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas, Entregas, Armazenagem e Logística do Estado de Pernambuco

Patrocínio

l FENATRAN

l Transpocred

l NDD

l CARGA 24H

l PAMCARD

l GEOTAB

Apoio Institucional

l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)

l FuMTran – Fundação Memória do Transporte

Apoio Logístico

l Braspress

Sistema Transporte é referência em relatório nacional sobre emissões

Sistema Transporte é referência em relatório nacional sobre emissões

A poluição atmosférica é um dos principais desafios ambientais e de saúde pública enfrentados pelo Brasil. O setor de transporte, responsável por parte das emissões de gases de efeito estufa e poluentes, ocupa papel determinante nesse cenário. Com o objetivo de mitigar os impactos, inventários de emissões se tornaram ferramentas estratégicas, pois permitem medir impactos, orientar políticas públicas e apoiar decisões empresariais e regulatórias.

Nesta semana, o MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima), em parceria com o Ministério dos Transportes, divulgou o Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários, consolidando uma série histórica de 45 anos (1980–2024).

Entre os principais pontos da publicação, estão três iniciativas: a consolidação do inventário nacional rodoviário, o desenvolvimento de ferramenta para apoiar estados na elaboração de inventários próprios e a realização de treinamento técnico para gestores públicos e especialistas.

O relatório é considerado essencial para a formulação de políticas de qualidade do ar e ação climática, e reconhece a contribuição da CNT na construção dessa agenda. O Sistema Transporte é diretamente mencionado no item que aponta iniciativas do setor de transporte, trazendo destaque para o programa Despoluir, o Inventário CNT de Emissões de Gases do Efeito Estufa do Setor de Transporte e a Coalizão pela Descarbonização do Transporte.

Para a CNT, o reconhecimento oficial na publicação do governo representa uma conquista relevante, especialmente diante da complexidade de seu Inventário, que atualizou curvas nacionais de intensidade de uso antes defasadas há mais de uma década. “Esse reconhecimento revela uma parte importante da atuação institucional da CNT, que é estar próxima dos grandes tomadores de decisão do país. Sermos nominalmente mencionados em um relatório tão importante para a formulação de políticas públicas revela que o setor tem tido sua voz ouvida”, destacou o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza.

Acesse o Inventário do Ministério.

Complementaridade entre estudos

O Inventário Nacional concentra-se no transporte rodoviário e se destaca por consolidar dados de mais de quatro décadas. Paralelamente, a CNT concluiu, com base em 2023, um levantamento que ampliou o escopo para incluir as infraestruturas portuária e aeroportuária, além de atualizar curvas de intensidade de uso. Técnicos da Entidade ressaltam que os dois trabalhos têm escopos distintos e metodologias próprias, não sendo comparáveis nem excludentes.

O documento do MMA incorpora avanços metodológicos, como a inclusão de poluentes climáticos de vida curta, emissões por desgaste de pneus e freios, desagregação por estado e contabilização de veículos elétricos e híbridos. Já o inventário da CNT foi elaborado com coleta de dados em campo, o que reforça sua abrangência e complexidade.

Inventário CNT

Lançado oficialmente na COP30, em Belém (PA), o Inventário CNT de Emissões de Gases do Efeito Estufa do Setor de Transporte apresentou o diagnóstico mais completo já produzido pela iniciativa privada. O estudo apontou que os veículos leves respondem por 48,25% das emissões totais do setor em 2023, contabilizando 189,8 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

Produzido com metodologia internacional e dados primários do setor, o levantamento detalhou impactos por modal, categoria veicular e infraestrutura. O modo rodoviário foi identificado como responsável por 92,89% das emissões, reflexo da centralidade dessa modalidade na matriz brasileira. O estudo também reuniu 18 casos de boas práticas já implementadas por empresas, evidenciando iniciativas de transição energética, eficiência operacional e inovação.

Acesse a publicação.

Coalizão

A Coalizão pela Descarbonização do Transporte é uma iniciativa que reúne entidades do setor produtivo, empresas, especialistas e instituições públicas, com o objetivo de acelerar a transição do transporte brasileiro para uma matriz energética mais limpa. A proposta é promover o diálogo e a cooperação entre diferentes atores para desenvolver soluções que reduzam as emissões de gases de efeito estufa no transporte de cargas e de passageiros, sem comprometer a eficiência logística e a competitividade do país.

Entre as prioridades da Coalizão, estão a ampliação do uso de combustíveis de baixa emissão, o estímulo à inovação tecnológica, a renovação de frotas e o incentivo a políticas públicas que favoreçam uma mobilidade mais sustentável. A iniciativa, liderada pela CNT, pela Motiva, pelo CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) e pelo Observatório Nacional de Mobilidade Sustentável, do Insper, busca contribuir para que o Brasil avance no cumprimento de compromissos climáticos internacionais, ao mesmo tempo em que fortalece o papel estratégico do setor transportador no desenvolvimento econômico e na integração do território nacional.

Acesse o documento completo com o resultado do trabalho da Coalizão.

Programa Despoluir

O Despoluir – Programa Ambiental do Transporte é uma iniciativa do Sistema Transporte que tem o objetivo de promover a sustentabilidade ambiental no setor transportador brasileiro. Por meio de ações de monitoramento, orientação técnica e educação ambiental, o Programa incentiva empresas e transportadores a adotarem práticas que reduzam a emissão de poluentes e aumentem a eficiência energética das operações.

Entre as principais atividades do Despoluir, estão as avaliações ambientais veiculares gratuitas, que medem os níveis de emissão de poluentes da frota e orientam os transportadores sobre manutenção preventiva e condução mais eficiente. Além de contribuir para a melhoria da qualidade do ar, o Programa também ajuda as empresas a reduzirem custos operacionais e a fortalecerem uma cultura de responsabilidade ambiental no transporte.

SETCEPAR conquista selo GPTW e reforça compromisso com valorização de pessoas

SETCEPAR conquista selo GPTW e reforça compromisso com valorização de pessoas

O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR) conquistou o selo Great Place to Work (GPTW), certificação internacional que reconhece organizações que se destacam pelas boas práticas de gestão de pessoas e pela construção de ambientes de trabalho positivos e colaborativos.

A conquista reflete o compromisso da entidade com o desenvolvimento de seus colaboradores, a valorização de talentos e a construção de uma cultura organizacional baseada em confiança, respeito e oportunidades de crescimento.

Durante apresentação interna, a gerente executiva do SETCEPAR, Camila Rangel, destacou a importância do reconhecimento para a trajetória da entidade e para as pessoas que fazem parte da equipe. Segundo ela, a conquista simboliza um objetivo construído ao longo do tempo. “Sempre tive o sonho de trabalhar em uma empresa com o Selo GPTW. Acreditei no SETCEPAR e, hoje, receber essa certificação não é apenas uma conquista institucional, é também a realização de um sonho pessoal”, afirmou.

Ao longo dos anos, a entidade tem investido no desenvolvimento e na valorização de seus colaboradores, incentivando o crescimento profissional dentro da própria entidade. Um exemplo dessa trajetória é a de Marcia de Ávila, que iniciou sua carreira no sindicato como copeira e, com dedicação e evolução profissional, hoje é

responsável pelo Setor Financeiro da instituição. “O SETCEPAR representa crescimento, oportunidade e confiança. Aqui aprendi, evoluí e construí minha trajetória profissional. Tenho muito orgulho de fazer parte dessa história”, ressalta.

Silvio Kasnodzei, presidente do SETCEPAR, ressaltou que o reconhecimento reforça o posicionamento da entidade como uma instituição que alia representatividade do setor a uma gestão moderna e orientada às pessoas: “Ser o primeiro sindicato a conquistar o Selo GPTW é motivo de grande orgulho. Isso demonstra que é possível aliar representatividade institucional, gestão moderna e valorização das pessoas. Essa conquista pertence a cada colaborador que constrói diariamente o nosso ambiente de trabalho”.

Para o SETCEPAR, a certificação representa um reconhecimento público da solidez de sua cultura organizacional e da forma como a entidade valoriza e desenvolve seus colaboradores. O selo reafirma o compromisso com um ambiente de trabalho estruturado, transparente e orientado às melhores práticas de gestão, fortalecendo a instituição internamente e ampliando sua credibilidade perante associados e parceiros.

Comissão especial discute segurança viária e mudanças no Código de Trânsito Brasileiro

Comissão especial discute segurança viária e mudanças no Código de Trânsito Brasileiro

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (PL 8085/14) realizará, na quarta-feira (18), audiência pública sobre segurança viária e a necessidade de atualização do Código.

O debate foi proposto pelo presidente do colegiado, deputado Coronel Meira (PL-PE), e está marcado para as 14 horas, no plenário 2.

Segundo o deputado, o objetivo é discutir as atualizações propostas ao Código de Trânsito Brasileiro, principal instrumento normativo para a organização da mobilidade no país e para a promoção da segurança viária.

“Passados quase trinta anos de sua promulgação, a realidade do trânsito brasileiro sofreu mudanças relevantes, como o aumento expressivo da frota de veículos, a incorporação de novas tecnologias, a diversificação dos meios de transporte e a ampliação das demandas por mobilidade segura e eficiente”, afirma o deputado.

Ele acrescenta que temas como segurança no trânsito, fiscalização, educação para o trânsito e aperfeiçoamento das normas exigem análise cuidadosa e amplo diálogo com os diferentes atores envolvidos.

“A realização de audiência pública objetiva o diálogo entre especialistas, representantes de órgãos de trânsito e profissionais que atuam diretamente na área de mobilidade e segurança viária, em prol da construção de soluções que atendam ao interesse público”, diz Coronel Meira.

Vale-Pedágio Obrigatório segue no radar da ANTT no transporte de cargas

Vale-Pedágio Obrigatório segue no radar da ANTT no transporte de cargas

Enquanto o sistema movimenta bilhões em operações de VPO antecipado, registros de fiscalização indicam irregularidades relacionadas ao mecanismo em diferentes regiões do país

O sistema de Vale-Pedágio Obrigatório movimentou mais de R$ 7,14 bilhões em emissões registradas entre 2025 e 2026 no transporte rodoviário de cargas no Brasil. Ao mesmo tempo, a fiscalização do mecanismo acumula 244,8 mil autos de infração registrados desde 2018, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Criado para garantir que o custo do pedágio não recaia sobre o transportador rodoviário, o Vale-Pedágio Obrigatório estabelece que o pagamento das tarifas deve ser antecipado pelo contratante do frete. A regra foi instituída pela Lei nº 10.209 de 23 de março de 2001 e regulamentada atualmente pela Resolução ANTT nº 6.024 de 2023.

Os dados operacionais do sistema mostram a dimensão financeira do mecanismo. Nos registros disponíveis entre abril de 2025 e o início de março de 2026, foram contabilizados  21.829.151  vales-pedágio  emitidos,  com  valor  total  de R$ 7.145.289.762,77.

Enquanto o sistema movimenta bilhões em operações de pedágio antecipado, os registros de fiscalização indicam que irregularidades relacionadas ao mecanismo continuam sendo identificadas em diferentes regiões do país.

Entre 1º de janeiro de 2018 e 10 de março de 2026, a ANTT contabilizou 244, 8 mil autos de infração relacionados ao Vale-Pedágio Obrigatório. As autuações aparecem distribuídas em 330 municípios, onde houve registro de fiscalização ou descumprimento das regras.

VALE-PEDÁGIO OBRIGATÓRIO: LEGISLAÇÃO E PENALIDADES

O Vale-Pedágio obrigatório foi instituído pela Lei nº 10.209, de 23 de março de 2001, que determinou que o pagamento da tarifa de pedágio nas operações de transporte rodoviário de cargas deve ser realizado antecipadamente pelo contratante do frete.

Pela legislação, o embarcador – ou o chamado “embarcador equiparado” – deve adquirir e disponibilizar o Vale-Pedágio ao transportador antes do início da viagem, garantindo a circulação do veículo entre a origem e o destino da carga sem que o custo recaia sobre o motorista.

As infrações relacionadas ao descumprimento dessas regras estão previstas atualmente na Resolução ANTT nº 6.024/2023. Entre as penalidades estabelecidas, está a multa aplicada ao contratante que não adquirir ou disponibilizar o Vale-Pedágio obrigatório ao transportador até o momento do embarque. Nesses casos, a penalidade é de R$ 3 mil por veículo e por viagem em que não fique comprovada a antecipação do pagamento.

A regulamentação também prevê penalidades para empresas fornecedoras do Vale- Pedágio e para concessionárias de rodovias em caso de descumprimento das obrigações previstas na norma, com multas que variam de R$ 550 por dia a R$ 10,5 mil por ocorrência, dependendo da infração.

Desde 2025, a ANTT também determinou o fim da comercialização de cartões e outros meios físicos para pagamento do Vale-Pedágio. Com isso, o sistema passou a operar exclusivamente por meios eletrônicos, como tags homologadas.

Conforme a regulamentação, os modelos operacionais das fornecedoras de Vale- Pedágio Obrigatório habilitadas pela Agência devem ser aceitos em todas as praças de pedágio do país, sejam elas federais, estaduais ou municipais.

Atualmente, as instituições habilitadas para o fornecimento do VPO em nível nacional são: Sem Parar, Repom, Roadcard, Target, Move Mais, PagBem, Bradesco, nstech, Veloe, ConectCar, Logcard, Strada Pay, NDD Tech, Extratta, AuthPay e Ailog Bank.

EVOLUÇÃO DAS AUTUAÇÕES E EMISSÃO DE VALE-PEDÁGIO

A distribuição das autuações ao longo dos anos mostra como os registros foram variando no período analisado. De acordo com o painel de fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), 11,9 mil autos de infração relacionados ao Vale-Pedágio foram registrados em 2018.

Em 2019, o número subiu para 41,2 mil registros. Já em 2020, o sistema contabilizou 90,1 mil autuações, o maior volume dentro do período observado.

Nos anos seguintes, os registros continuaram presentes, ainda que em volumes diferentes. Em 2021, foram 44,4 mil autos de infração. Em 2022, aparecem 2,1 mil registros, enquanto 2023 contabiliza 437 autuações relacionadas ao tema.

Nos anos mais recentes, os dados voltam a indicar aumento no número de registros. Em 2024, o painel aponta 16,6 mil autos de infração, número que chegou a 26,3 mil registros em 2025. Já em 2026, considerando dados até 10 de março, aparecem 11,6 mil autuações ligadas ao Vale-Pedágio Obrigatório.

Todos esses registros correspondem a infrações relacionadas ao mecanismo, já que o painel utilizado para consulta está configurado exclusivamente para esse tipo de irregularidade.

Enquanto os dados de fiscalização mostram o volume de autuações registradas pela ANTT, os registros operacionais do sistema permitem observar também a dimensão das emissões de Vale-Pedágio no período mais recente.

A base de dados disponível reúne informações organizadas por ano, mês de emissão e categoria de transportador, apresentando o volume de vales-pedágio emitidos e o valor financeiro correspondente.

Os registros disponíveis abrangem 2025 e 2026, e incluem quatro categorias de transportadores: Empresa de Transporte de Cargas (ETC), Cooperativa de Transporte de Cargas (CTC), Transportador Autônomo de Cargas (TAC) e não informado. Em todos os registros presentes na base, o modelo de Vale-Pedágio utilizado é tag.

Em 2025, foram registrados 17.112.613 vales-pedágio emitidos, com valor aproximado de R$ 5,53 bilhões.

Já em 2026, os dados disponíveis indicam 4.716.538 vales-pedágio emitidos, movimentando cerca de R$ 1,61 bilhão.

Somados, os registros presentes na base totalizam 21.829.151 vales-pedágio emitidos, com valor financeiro de R$ 7.145.289.762,77.

ORIGEM DA LEI E FUNCIONAMENTO DO VALE-PEDÁGIO

A legislação que instituiu o Vale-Pedágio Obrigatório no transporte rodoviário de cargas no Brasil estabelece regras sobre quem deve arcar com o custo do pedágio nas operações de transporte. O mecanismo parte do entendimento de que o pedágio é um custo da viagem, mas que não deve ser desembolsado diretamente pelo transportador ou pelo motorista responsável pela execução do transporte.

Em entrevista exclusiva à MundoLogística, o diretor de Pedágio e Motorista da nstech, Rodrigo Alves, explicou que a legislação determinou que esse valor seja pago de forma antecipada pelo contratante da carga.

“O Vale-Pedágio Obrigatório é considerado um custo de transporte. Quem executa a viagem tem que fazer o desembolso e pagar o valor do pedágio, que faz parte do custo da viagem. E foi determinado que esse custo fosse pago de maneira antecipada à viagem pelo contratante da carga”, disse.

Segundo Alves, isso significa que a empresa responsável por contratar o frete precisa estimar previamente o valor do pedágio da rota e realizar o pagamento antes do início da operação.

“Então, eu contrato um transporte e já tenho que fazer uma estimativa de quanto será o custo de pedágio daquela rota, fazer o pagamento de maneira antecipada, para que esse custo pelo menos não seja desembolsado pela transportadora ou pelo motorista autônomo diretamente”, ressaltou o executivo.

A regra se aplica quando o transporte é realizado por terceiros, como transportadoras contratadas ou motoristas autônomos. Nos casos em que a empresa utiliza frota própria, o pagamento antecipado do Vale-Pedágio não é necessário. “Se eu tenho uma frota própria, eu não preciso fazer o pagamento do Vale-Pedágio, porque a frota é minha, eu não estou contratando ninguém”, pontuou.

Nessas situações, a obrigação recai sobre o embarcador – empresa que contrata o transporte – ou sobre o chamado embarcador equiparado, quando a contratação envolve terceiros responsáveis pela execução da viagem.

Rodrigo explicou que, nos últimos anos, a ANTT também passou a reforçar os mecanismos de fiscalização do cumprimento dessas regras. Segundo ele, uma das mudanças foi a exigência de que o número do protocolo do Vale-Pedágio seja informado no Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e).

“Se você emitiu o Vale-Pedágio e pagou tudo certinho, mas não inseriu o número do protocolo dentro do MDF-e, você também pode ser multado. Ou seja, não basta emitir, é preciso registrar no documento. Assim, o sistema consegue verificar automaticamente se o Vale-Pedágio foi informado ou não”, explicou Alves.

De acordo com o executivo, a medida permitiu que a fiscalização fosse ampliada com o uso de tecnologia, facilitando a identificação de irregularidades nas operações.

Outra mudança importante ocorreu com a transição para meios eletrônicos de pagamento. Segundo Alves, o setor passou por um período de adaptação após a decisão de eliminar cartões e cupons utilizados anteriormente para o pagamento do Vale-Pedágio.

“A mudança gerou bastante movimentação no mercado, porque muitas operações ainda utilizavam cartão. Com a migração para a tag, o processo acabou ficando mais simples e compatível com a evolução das próprias tecnologias de cobrança de pedágio”, afirmou.

Ele explicou que a adoção das tags também acompanha a expansão de sistemas automáticos de pedágio, como o free flow, que utiliza câmeras e sensores para identificar os veículos e realizar a cobrança sem a necessidade de praças físicas.

VALE-PEDÁGIO OBRIGATÓRIO: POR QUE AS EMPRESAS AINDA COMETEM INFRAÇÕES?

Mesmo sendo uma legislação consolidada no setor de transporte rodoviário de cargas, o Vale-Pedágio Obrigatório ainda gera dúvidas e irregularidades no mercado. Segundo Rodrigo Alves, parte do problema está ligada ao próprio nível de conhecimento das empresas sobre a regra.

De acordo com o executivo, muitos embarcadores – responsáveis por contratar o transporte da carga – ainda desconhecem que a legislação determina que o pedágio seja pago antecipadamente por quem contrata o frete.

“Para quem vive isso no dia a dia é muito nítido, mas tem embarcadores que simplesmente não sabem dessa obrigatoriedade”, explicou. “Muitas empresas ainda têm o entendimento de que todas as responsabilidades são da transportadora. Elas pensam: ‘Eu contrato o transporte, pago a fatura no final do mês e pronto’. Só que o Vale-Pedágio precisa ser pago antes da viagem, e pouca gente sabe disso”.

Segundo ele, além da falta de informação, também existe um fator cultural dentro das empresas. Muitas organizações ainda enxergam o transporte como um serviço totalmente terceirizado, sem considerar as responsabilidades legais envolvidas na contratação do frete.

Outro cenário ocorre quando as empresas já conhecem a legislação, mas optam por não se adequar imediatamente. Nesse caso, a decisão costuma passar por uma avaliação de custo e risco. Alves destacou que alguns embarcadores comparam o investimento necessário para adaptar os processos com o volume de multas recebidas e acabam adiando a mudança.

“Então, ele [o embarcador] pensa assim: para adequar ao processo de pagamento teria que gastar, por exemplo, R$ 20 mil por mês e ainda incluir uma etapa a mais na operação, o que deixaria o processo mais burocrático. Ele compara esse custo com as multas que recebe e pensa: ‘estou levando cinco multas por ano. Para mim, isso ainda não está doendo’. Ele avalia o tamanho do risco e conclui: ‘o risco é alto, mas a fiscalização efetiva ainda é baixa’. Com essa percepção, acaba priorizando outras coisas”, esclareceu.

Para ilustrar essa lógica, o executivo comparou a situação à manutenção de um veículo. “É como um carro fazendo barulho. Você pensa: ‘Ele ainda está andando’. Só depois que o carro para você percebe que era melhor ter feito a manutenção preventiva”, disse.

Segundo Rodrigo Alves, diante desse cenário, um dos principais desafios do setor, hoje, é ampliar o trabalho de orientação e conscientização das empresas sobre a legislação. Para ele, ainda existe uma parcela significativa do mercado que desconhece as regras ou não entende completamente as responsabilidades envolvidas na contratação do transporte.

TECNOLOGIA E GESTÃO PARA SIMPLIFICAR O PROCESSO

Além das questões culturais e operacionais, o mercado também enfrenta desafios práticos para cumprir a legislação. Um deles está relacionado ao modelo tradicional de pagamento do Vale-Pedágio Obrigatório.

Segundo Alves, historicamente, as empresas contratavam uma operadora específica para emitir os créditos de pedágio. Isso acabava obrigando todas as transportadoras contratadas a utilizar a mesma tag eletrônica.

“Se o embarcador contrata uma operadora específica, todas as transportadoras que trabalham para ele precisam ter aquela mesma tag. Mas muitas transportadoras atendem vários clientes diferentes, que usam operadoras diferentes. Então elas acabam tendo que manter várias tags”, explicou.

Para reduzir essa complexidade, algumas empresas do setor passaram a desenvolver plataformas que integram diferentes operadoras de pedágio em um único sistema. Rodrigo citou como exemplo a solução desenvolvida pela nstech.

“Quando o embarcador utiliza a nossa solução, ele consegue pagar o Vale-Pedágio em qualquer tag. A transportadora escolhe qual quer usar para gerir a frota dela, e a gente faz o crédito diretamente nela”, disse.

Outro ponto crítico está no cálculo prévio do valor do pedágio, que precisa ser estimado antes do início da viagem. Se o valor creditado for insuficiente, o caminhão pode chegar à praça de pedágio sem saldo disponível.

Para evitar esse problema, Rodrigo afirmou que é necessário utilizar sistemas de roteirização capazes de calcular corretamente as rotas e os valores cobrados ao longo do trajeto. “Se você errar esse cálculo e faltar dinheiro durante a viagem, o caminhão pode parar no pedágio sem saldo suficiente. Por isso é essencial ter um roteirizador muito preciso”, comentou.

Segundo ele, no transporte de cargas, o impacto de erros de cálculo pode ser significativo, já que o valor pago por caminhões é muito superior ao de veículos de passeio. “Tem pedágio de caminhão que chega a R$ 2 mil. Se você errar 50% nesse cálculo, faltam R$ 1 mil para o motorista. É um impacto muito grande”, enfatizou.

Além da execução do pagamento, a tecnologia também busca simplificar a gestão financeira das operações. Em vez de manter contas separadas com cada operadora de pedágio, algumas soluções permitem centralizar os pagamentos em uma única conta e acompanhar os gastos ao longo das viagens.

Segundo Rodrigo Alves, esse tipo de ferramenta se torna especialmente relevante em empresas que movimentam grandes volumes financeiros. “Tem cliente que paga cerca de R$ 10 milhões por mês só em Vale-Pedágio. É um valor muito relevante e que precisa de gestão. Mesmo um erro de 1% ou 2% já representa muito dinheiro”, exemplificou o executivo.

Monitoramento digital de cargas no Pará alcança R$ 263 bilhões

Monitoramento digital de cargas no Pará alcança R$ 263 bilhões

Fiscalização eletrônica cresce e reduz retenção de caminhões nos postos fiscais

O volume de mercadorias monitoradas eletronicamente pela Secretaria de Estado da Fazenda do Pará (Sefa) alcançou R$ 263,9 bilhões em 2025, ante R$ 200,4 bilhões em 2023. No mesmo período, o número de documentos fiscais analisados passou de 38,5 milhões para 66,1 milhões, refletindo a ampliação do controle digital sobre o transporte de cargas no estado.

Segundo a Sefa, a estratégia de fiscalização tem priorizado o acompanhamento das operações desde a emissão da nota fiscal eletrônica, reduzindo a necessidade de apreensão física de caminhões nos postos fiscais e nas fronteiras estaduais.

Em 2025, foram registrados 32.560 Termos de Apreensão e Depósito (TADs), que resultaram em R$ 229 milhões em créditos tributários e multas. Parte das autuações passou a ser realizada por meio do Auto de Infração eletrônico (AIe), sistema que permite registrar irregularidades fiscais sem retenção prolongada dos veículos.

“A Sefa mudou a forma de trabalhar em relação às mercadorias em trânsito. Diminuímos a quantidade de apreensões e aumentamos as autuações para constituição de crédito tributário. Hoje, só é feita a apreensão estritamente necessária”, afirma Volnandes Pereira, coordenador de Mercadorias em Trânsito da Sefa.

Relatório Mensal do Índice Nacional de Custos do Transporte – (INCTF E INCTL) | Fevereiro/26

Relatório Mensal do Índice Nacional de Custos do Transporte – (INCTF E INCTL) | Fevereiro/26

O DECOPE – Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas da NTC&Logística é responsável por estudos técnicos, voltados à apuração de custos de transporte rodoviário de cargas e logística, estatística do setor, estudos macroeconômicos e formação de índices de custos referenciais que medem a inflação do setor, dentre eles os dois com mais destaque são o INCTF – Índice Nacional de Custos de Transporte de Carga Fracionada e o Índice Nacional de Custos de Transporte de Carga Lotação, o INCTL.

O INCTF e INCTL têm como objetivo principal medir a evolução dos custos operacionais de transporte rodoviário de cargas e são índices do setor de transporte com grande repercussão e credibilidade, publicado no site da NTC e por todas as entidades que representam o transporte (Sindicatos e Federações), bem como em outros meios de comunicação. Eles servem ainda como instrumento de atualização de contratos públicos e privados no mercado de frete.

INFORMECom a decisão do Governo Federal de encerrar o programa de desoneração da folha de pagamento, que permitia a substituição da contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de salários, por alíquota sobre a receita bruta da empresa, desse modo o INCT já contempla a segunda etapa do processo de reoneração da folha de pagamento.

O fechamento do Acordo de Convenção Coletiva dos trabalhadores em transporte rodoviário de carga – São Paulo, base do SETCESP em junho/25, acordaram índice de 7,0% (sete por cento) para o reajuste dos salários de motoristas e outras categorias profissionais.

INCT-F DECOPE/NTC DE FEVEREIRO/25 A FEVEREIRO/26

A NTC&LOGÍSTICA comunica aos associados que a variação média do (INCTF[1] DECOPE/NTC) foi de 0,37% no mês de fevereiro e acumula nos últimos doze meses 5,06% (cinco virgula zero seis por cento), entre março de 2025 e fevereiro de 2026 (fevereiro de 2026*/- sobre fevereiro de 2025 ou ainda, nos últimos doze meses).

O INCTF mede a evolução de todos os custos da carga fracionada, incluindo transferência, coleta e distribuição, custos administração e de terminais. Nesses custos não estão contemplados impostos, pedágios e margem de lucro.

INCTL – DECOPE/NTC DE FEVEREIRO/25 A FEVEREIRO/26

O INCTL[2] reflete a variação dos custos do transporte rodoviário de cargas fechadas ou lotações, ou seja, ele mede a evolução de todos os custos da carga completa, incluindo a transferência, a administração (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Ele, assim como o INCTF, também não contempla impostos e margem de lucro na sua apuração.

A sua variação média foi de 3,46% (três vírgula quarenta e seis por cento) de março de 2025 a fevereiro de 2026 (fevereiro de 2026 sobre fevereiro de 2025, ou ainda nos últimos doze meses) e no mês variando 1,36%.

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS

O preço por litro do óleo diesel S-10, teve uma ligeira variação de (0,33%) no mês de fevereiro/26, quando comparado com o mês anterior, sendo comercializado a R$ 6,11 p/litro. No período de 12 meses (fev-26 contra fev-25), a variação acumulada é de (5,87%), resultado, principalmente ditado pela nova regra política da Petrobrás.

O aditivo Arla 32, utilizado para reduzir as emissões de poluentes não registrou variação no mês. Desde março/12 até hoje, o aditivo já acumulou queda de (20,93%).

O óleo diesel comum, ainda consumido pela frota brasileira, teve variação acumulada em (5,63%) nos 12 meses. No mês de fevereiro, o óleo foi comercializado a R$ 6,03 p/litro, contra R$ 6,04 p/litro no mesmo período do ano anterior, já o período mensal registrou variação de (0,17%).

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS DEMAIS INSUMOS NA FRACIONADA

No mês, o veículo de transferência registrou variação 1,04% e o veículo de distribuição urbana uma variação de (3,54%), já os implementos tanto de transferência como o de distribuição não registrou variação, pneu – 275/80 R 22,5 com variação de (1,96%), recapagem (0,87%), salário do motorista 0,00%, seguro 0,97%.

Considerando o período de 12 meses, os insumos que contribuíram para a variação do INCTF na operação de transferência foram: veículo 3,48%, carroceria baú 3,99%,pneu – 275/80 R 22,5 com variação de (2,76%), recapagem (8,34%), rodoar 5,45%, lavagem com 3,40%, salário do motorista 7,00% e seguro do casco 3,52%.

Na operação de coleta e distribuição, os insumos que tiveram variação foram: veículo com variação de 0,56%, carroceria ¾ baú de alumínio com variação de 3,89%, pneu 215/75 – R 17,5 com 13,8%,recapagem com (1,68%), lavagem com 3,40%, seguros do casco e contra terceiros com 0,76%, salário de motorista 7,00% e salário de ajudante 7,00%.

DESPESAS ADMINISTRATIVAS

As despesas administrativas de uma forma geral registraram em fevereiro variação 0,05% de 2026, quando comparada com as despesas do mês anterior. Já as despesas administrativas, exceto os salários, variaram 0,16%.

Nos 12 meses, as despesas administrativas vêm registrando alta de 7,61%, agravado principalmente, pelo reajuste do IPTU para 2026. A evolução acumulada das despesas administrativas, exceto salários, foi de 2,22%.

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS PRINCIPAIS INSUMOS NA LOTAÇÃO

Considerando a variação mensal, as despesas administrativas registraram variação de 0,03%, despesas administrativas (exceto salários) 0,05%, cavalo mecânico 3,55%, pneus (9,44%), Rodoar 0,0%, semirreboque 0,0%, recapagem 0,23%, lavagem 0,0%, seguros 3,07%.

ANÁLISE DE 12 MESES

Nos 12 meses (fev/26 contra fev/25), o cavalo mecânico teve variação de (0,57%), semirreboque 4,22%, óleo cárter 0,0%, óleo câmbio 0,00%, seguros 0,04%, DAT – 4,33%, recapagem com (3,11%), lavagem 3,40%, rodoar 5,45% e (8,10%) pneus – 295/80 R22.

INCT-FR, INCT-FOU INCVT e INCT-FRIG

A evolução completa do INCTF, do INCTL e dos demais índices (INCTFR, INCTFOU, INCVT – Índice Nacional do Custo Variável do Transporte e INCTFRIG Índice Nacional do Custo do Transporte Frigorífico), assim como dos insumos do transporte encontra-se à disposição dos filiados da NTC&LOGÍSTICA na área restrita aos associados do site www.portalntc.org.br. Para acessar esta área, clique no canal Técnico e Econômico. Em seguida, clique “Downloads”.

O Departamento Técnico e Econômico da NTC&LOGÍSTICA (DECOPE) coloca-se à disposição das empresas e entidades associadas para prestar qualquer informação complementar pelo telefone (0xx11) 2632-1526/1536 ou pelo e-mail economia@ntc.org.br.

São Paulo, 28 de fevereiro de 2026.

DECOPE/NTC&LOGÍSTICA


[1] É livre a reprodução total ou parcial desta nota em qualquer meio de comunicação, desde que não sejam omitidos ou alterados aspectos essenciais à compreensão da mesma e desde que seja citada a fonte como segue: DECOPE/NTC&LOGÍSTICA – Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas/Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística.

[2] Este custo inclui custo peso, GRIS, custo valor para mercadorias de baixo valor (R$ 5.946,92 TON.) e PIS/COFINS. Não inclui taxa de lucro e pedágios. Franquia de 6 horas para carga e descarga. Acima disso, o custo adicional é de R$ 239,42 p/hora útil parada, ou R$ 9,95 por tonelada por hora útil.

Penúltimo dia para participar da primeira edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em Pernambuco

Penúltimo dia para participar da primeira edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em Pernambuco

A primeira edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística ocorrerá no estado de Pernambuco, recepcionada pela Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste – FETRACAN, pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas, Entregas, Armazenagem e Logística do Estado de Pernambuco – SETCEPE e pelo Núcleo da COMJOVEM Recife, no dia 19 de março, às 8h30, no Complexo Industrial Portuário de Pernambuco (SUAPE), localizado no litoral sul, abrangendo os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho. As inscrições antecipadas vão até amanhã, dia 17 de março.

Criado em 2004, o Seminário Itinerante tem o propósito de levar a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística a diversas regiões do país, promovendo capacitação técnica e oportunidades de negócios para empresários e executivos do setor de transporte de cargas e logística.

A programação contará com temas relevantes para o setor e que impactam diretamente as atividades das empresas. A organização do evento também conta com o apoio da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas da NTC&Logística).

Ratificando a missão da NTC&Logística de estar ao lado do transportador rodoviário de cargas, de Norte a Sul do Brasil, o Seminário Itinerante já percorreu diversos estados ao longo de mais de duas décadas.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, “a primeira edição do Seminário Itinerante de 2026, que ocorrerá no estado de Pernambuco, marca o início de um novo ciclo de encontros, reafirmando o compromisso da entidade de estar próxima do transportador rodoviário de cargas em todas as regiões do país. Abrir o calendário em um Estado estratégico para a logística do Nordeste reforça a importância do diálogo regional e da troca de experiências. Ao longo deste ano, o Seminário Itinerante passará por três cidades, promovendo encontros qualificados, debates relevantes e aprendizados práticos para empresários, executivos e lideranças do setor. Estamos confiantes de que o Seminário Itinerante em Pernambuco dará o tom de mais uma temporada de sucesso, contribuindo de forma efetiva para o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil”.

O evento será realizado presencialmente, no Complexo Industrial Portuário de Pernambuco (SUAPE) – Rodovia Indonésia, S/N – Bairro: Distrito Industrial de Ipojuca – Suape Ipojuca – Pernambuco (PE). A participação é aberta a todos os empresários da região que contribuem para um Transporte Rodoviário de Cargas cada vez mais forte.

Clique aqui e faça já a sua inscrição

PROGRAMAÇÃO 

14h | Abertura Oficial

Nilson Gibson Sobrinho – Presidente da FETRACAN e  Vice-Presidente Regional da NTC&Logística para os Estados de Alagoas e Pernambuco

Carlos Eduardo Salazar Maçães – Presidente do SETCEPE

Hudson Rabelo – Coordenador Nacional da COMJOVEM

Italo Grativol – Vice-Coordenador Nacional da COMJOVEM e Padrinho do Núcleo de Recife

Josemário Angelin – Coordenador da COMJOVEM Recife

Boas-vindas institucionais

Apresentação COMJOVEM / NTC&Logística

Apresentação de Serviços do SEST SENAT

Palestrante: Guilherme Ribeiro Albuquerque – Supervisor do Conselho Regional do SEST SENAT no estado de Pernambuco

Palestra: Mercado e Tarifa

Palestrante: Lauro Valdivia, Assessor Técnico da NTC&Logística

Conteúdo: Atualização do INCT (Índice Nacional de Custos do Transporte); Apresentação da Pesquisa de Mercado DECOPE 2026; Demonstração e Aplicações práticas da Plataforma de Cálculo de Frete

NTC TALKS – Soluções para o TRC

Participantes:

TRANSPOCRED

NDD

CARGAS 24H

PAMCARD

GEOTAB

17h30 | Encerramento

Clique aqui e faça já a sua inscrição

Realização

NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística

FETRACAN – Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste

SETCEPE – Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas, Entregas, Armazenagem e Logística do Estado de Pernambuco

Patrocínio

FENATRAN

Transpocred

NDD

CARGAS 24H

PAMCARD

GEOTAB

Apoio Institucional

l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)

FuMTran – Fundação Memória do Transporte

Apoio Logístico

Braspress

FETRANSCARGA e SINDICARGA promovem diálogo estratégico sobre segurança e logística no Rio de Janeiro

FETRANSCARGA e SINDICARGA promovem diálogo estratégico sobre segurança e logística no Rio de Janeiro

Nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro (FETRANSCARGA) e o Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística do Rio de Janeiro (SINDICARGA), com o apoio dos demais sindicatos da base – SULCARJ, SETCANF, SINTRANSPORTES e SETC – realizaram o evento “Diálogo sobre Segurança e Logística no Rio de Janeiro”.

O encontro teve como objetivo ampliar a interlocução e promover o debate entre o setor produtivo e importantes lideranças políticas do estado e do país.

Diversas autoridades estiveram presentes, entre elas o deputado federal Júlio Lopes (Progressistas-RJ); o deputado federal General Pazuello (PL-RJ), o deputado estadual Márcio Gualberto (PL-RJ) e o secretário de Estado de Polícia Militar e comandante-geral da PMERJ, Coronel Marcelo de Menezes Nogueira. A iniciativa teve como anfitriões o presidente da FETRANSCARGA – que também preside a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) –, Eduardo Rebuzzi, e o presidente do SINDICARGA, Filipe Coelho.

Durante a programação, o presidente Eduardo Rebuzzi expôs um panorama da estrutura do Sistema Transporte, destacando números relevantes da infraestrutura logística nacional e do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), reforçando a importância estratégica do setor para a economia do Estado do Rio de Janeiro e do Brasil.

Na sequência, o presidente Filipe Coelho apresentou as principais demandas e desafios enfrentados pelo Transporte Rodoviário de Cargas e Logística. Os temas foram debatidos com as autoridades presentes, abordando questões fundamentais, como desenvolvimento econômico, segurança pública e competitividade do setor.

Ao final do evento, foi oferecido um almoço de confraternização, proporcionando um ambiente propício para o fortalecimento das relações institucionais e a continuidade do diálogo entre os representantes do setor e o poder público.