Comunicado NTC&Logística – Impacto do aumento do diesel superior a 10% no Transporte Rodoviário de Cargas

Comunicado NTC&Logística – Impacto do aumento do diesel superior a 10% no Transporte Rodoviário de Cargas

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística acompanha com atenção os recentes movimentos que impactam diretamente os custos operacionais do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil, especialmente aqueles relacionados ao preço do diesel, um dos principais insumos da atividade.

Desde 1º de janeiro de 2026, entrou em vigor o aumento do ICMS nacional sobre o diesel, o que elevou a carga tributária incidente sobre o combustível. Com a mudança, o imposto passou a representar aproximadamente R$ 0,05 por litro, ampliando a pressão sobre os custos das empresas transportadoras.

Mais recentemente, em março de 2026, os conflitos no Oriente Médio, envolvendo o Irã e a região estratégica do Estreito de Ormuz, provocaram e provocam instabilidade no mercado internacional de energia e elevaram os custos de importação de combustíveis, podendo ocorrer novas elevações. Como reflexo desse cenário, já houve pressão sobre o preço do diesel S10, com aumento em torno de 10%, o que representa aproximadamente R$ 0,60 por litro nas distribuidoras, havendo indicação de possível continuidade e intensificação dessa pressão sobre os preços.

Vale ressaltar que, embora essas informações ainda não apareçam nas pesquisas semanais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), temos recebido indicativos de distribuidores sobre essa movimentação de preços.

Para o Transporte Rodoviário de Cargas, esse cenário é particularmente sensível. O diesel representa, em média, cerca de 35% e podendo chegar em 50% do custo do frete, sendo o principal componente da estrutura operacional das transportadoras. Assim, qualquer variação no preço do combustível impacta diretamente o equilíbrio econômico das operações e, consequentemente, toda a cadeia logística.

Diante desse contexto que prevê uma expectativa de aumento quase diário, a NTC&Logística reforça a importância de acompanhamento constante dos custos operacionais do setor, bem como da aplicação adequada de mecanismos de recomposição de frete, como o gatilho do diesel, previsto em contratos e práticas de mercado, para preservar a sustentabilidade das operações e garantir a continuidade dos serviços essenciais prestados pelo Transporte Rodoviário de Cargas à economia brasileira.

A entidade seguirá monitorando os desdobramentos do cenário econômico e energético, mantendo o setor informado sobre os impactos e defendendo condições que permitam a competitividade e a estabilidade das operações logísticas no País.

Brasília, 9 de março de 2026.

Associação Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas e Logística – NTC&Logística

Os precedentes vinculantes do Tribunal Superior do Trabalho e seus impactos nas empresas de transporte rodoviário de cargas

Os precedentes vinculantes do Tribunal Superior do Trabalho e seus impactos nas empresas de transporte rodoviário de cargas

1. Introdução

A consolidação do sistema de precedentes no ordenamento jurídico brasileiro constitui um dos fenômenos mais relevantes do direito processual contemporâneo. O Código de Processo Civil (CPC) de 2015 instituiu instrumentos voltados à uniformização da jurisprudência, estabelecendo no art. 926 o dever dos tribunais de manter sua jurisprudência estável, íntegra e coerente.

Complementarmente, o art. 927 do CPC determina que juízes e tribunais observem determinadas decisões paradigmáticas, entre elas os julgamentos proferidos em recursos repetitivos.

Embora concebidas no âmbito do processo civil, tais diretrizes passaram a influenciar fortemente a Justiça do Trabalho, especialmente em razão da aplicação subsidiária do CPC ao processo trabalhista, conforme autoriza o art. 15 do CPC e o art. 769 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Nesse contexto, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) tem ampliado o julgamento de recursos de revista repetitivos e incidentes de uniformização, fixando teses jurídicas destinadas a orientar as decisões das instâncias inferiores.

Para setores caracterizados por elevado volume de litígios – como o Transporte Rodoviário de Cargas – compreender esses precedentes é essencial para estruturar políticas de compliance trabalhista e gestão de risco jurídico.

2. Precedentes relevantes para o setor de Transporte Rodoviário de Cargas

2.1 Consulta a antecedentes criminais em processos seletivos e obtenção de certidão para candidatos a emprego

Entre os precedentes mais relevantes para o setor logístico está aquele que trata da consulta a antecedentes criminais de candidatos a emprego.

O TST firmou entendimento de que a exigência de certidão de antecedentes criminais somente é válida quando: a) se tratar de candidato a emprego e não haja tratamento discriminatório; ou b) não se justificar em razão de previsão legal, natureza do ofício ou grau de confiança exigido; ou c) o cargo exigir elevado grau de confiança (Tema 1 – IRR-243000-58.2013.5.13.0023).

O Tribunal apontou expressamente como exemplo legítimo dessa exigência as atividades exercidas por motoristas rodoviários de carga, entre outras profissões que lidam com bens de alto valor ou informações sensíveis, tais como: empregados domésticos, cuidadores de menores, idosos ou deficientes, motoristas rodoviários de carga, empregados da agroindústria, bancários e afins.

Esse entendimento deve ser interpretado à luz do art. 5º, caput e inciso X, da Constituição Federal, que protege a dignidade da pessoa humana e a intimidade do indivíduo.

Caso a exigência seja feita sem justificativa razoável, poderá ser caracterizada prática discriminatória, ensejando indenização por dano moral, ainda que o candidato sequer venha a ser contratado.

Para empresas de transporte, a decisão traz maior segurança jurídica ao admitir a verificação de antecedentes em processos seletivos envolvendo motoristas responsáveis por cargas de elevado valor econômico.

2.2 Revista visual de pertences

Outro precedente relevante é o Tema 58 (Rrag-0020444-44.20222.5.04.0811), que estabelece que a revista meramente visual em pertences dos empregados não configura ato ilícito apto a gerar indenização por dano moral, desde que realizada de forma impessoal, sem contato físico e sem exposição vexatória.

A interpretação busca conciliar o poder de fiscalização do empregador (CLT, art. 2º c/c art. 3º) com a proteção aos direitos fundamentais do trabalhador, especialmente aqueles previstos no art. 5º, incisos V e X, da Constituição Federal.

No setor logístico, onde frequentemente há movimentação de mercadorias de alto valor, esse precedente permite a adoção de mecanismos de controle patrimonial, desde que respeitados os limites da dignidade do trabalhador.

2.3 Natureza comercial do contrato de transporte de mercadorias

O TST também consolidou entendimento segundo o qual a contratação de transporte de mercadorias possui natureza comercial, não se confundindo com a terceirização disciplinada pela Súmula nº 331 do TST e, por conseguinte, não enseja a responsabilização subsidiária das empresas tomadoras de serviços (Tema 59: RRAG-0025331-72.2023.5.24.0005).

Essa interpretação decorre da própria natureza do contrato de transporte regulado pelo Código Civil (arts. 730 a 756), pela Lei 11.442/07 e julgamento do STF na ADC 58, que caracteriza atividade empresarial autônoma com natureza jurídica comercial.

Esse precedente fortalece a segurança jurídica nas relações entre embarcadores e transportadoras, afastando a responsabilização automática do tomador de serviços com fundamento na Súmula 331, IV, do TST.

2.4 Reversão da justa causa e indenização por dano moral

A dispensa por justa causa encontra fundamento no art. 482 da CLT, que prevê as hipóteses de falta grave do empregado.

O Tribunal Superior do Trabalho consolidou entendimento de que a reversão judicial da justa causa baseada em acusação de improbidade (CLT, art. 482, “a”) pode gerar indenização por dano moral, quando a acusação se revela infundada ou não comprovada (Tema 62 – RRAg-0000761-75.2023.5.05.0611).

No setor de transporte de cargas, em que podem surgir suspeitas relacionadas a desvio de mercadorias ou irregularidades operacionais, a decisão reforça a necessidade de investigação interna consistente antes da aplicação da penalidade máxima.

2.5 Adicional de periculosidade e abastecimento de veículos

Outro precedente relevante estabelece que motoristas e outros que utilizem ou exerçam atividades em veículo automotor não têm direito ao adicional de periculosidade quando apenas acompanham o abastecimento do veículo realizado por terceiro, sem contato direto com o combustível (Tema 82: RRAg-0020213-03.2023.5.04.0772).

O adicional de periculosidade encontra fundamento no art. 193 da CLT, que prevê o pagamento de adicional aos trabalhadores expostos permanentemente a atividades ou operações perigosas.

O entendimento do TST reforça que a caracterização da periculosidade exige exposição efetiva ao agente de risco, não sendo suficiente a mera presença ocasional no local de abastecimento.

Para empresas de transporte rodoviário, essa distinção é relevante para a correta classificação das funções e para a prevenção de litígios relacionados ao pagamento do adicional.

2.6 Descumprimento de obrigações contratuais e rescisão indireta

O TST também consolidou entendimento segundo o qual o descumprimento reiterado relativo à ausência do pagamento de horas extraordinárias e a não concessão do intervalo intrajornada autoriza a rescisão indireta do contrato de trabalho, na forma do artigo 483, “d”, da CLT (Tema 85: RRAg-1000642-07.2023.5.02.0086).

A rescisão indireta encontra previsão no art. 483 da CLT, que permite ao empregado considerar rescindido o contrato quando o empregador descumpre obrigações contratuais ou pratica atos que tornem insustentável a continuidade da relação de trabalho.

No setor de transporte de cargas, as principais causas de litígio nessa matéria envolvem o pagamento de horas extraordinárias; a concessão do intervalo intrajornada e o controle da jornada dos motoristas.

A adoção de sistemas confiáveis de controle de jornada e a observância das regras de descanso são medidas essenciais para evitar esse tipo de conflito.

2.7 Alta previdenciária e retorno ao trabalho

Outro precedente relevante trata da situação em que o empregado recebe alta previdenciária concedida pelo INSS, mas não é autorizado pela empresa a retornar ao trabalho, inviabilizando o recebimento de sua remuneração (Tema 88: RR-1000988-62.2023.5.02.0601).

Segundo o entendimento consolidado pelo TST, essa conduta pode configurar ato ilícito, podendo gerar indenização por dano moral, pois impede o trabalhador de receber tanto o benefício previdenciário quanto a remuneração salarial.

A obrigação do empregador de remunerar o empregado decorre do art. 2º da CLT, que atribui ao empregador os riscos da atividade econômica, bem como do art. 7º, inciso VI, da Constituição Federal, que assegura a irredutibilidade salarial.

Diante desse cenário, a empresa deve providenciar avaliação médica ocupacional e, quando necessário, promover a readaptação do trabalhador.

2.8 Controles de jornada e validade dos registros de ponto

O TST também firmou entendimento de que a ausência de assinatura do empregado nos controles de jornada não invalida automaticamente os registros de horário (Tema 136: RR-0000425-05.2023.5.05.0342).

O controle da jornada de trabalho encontra fundamento no art. 74, § 2º, da CLT, que exige a anotação dos horários de entrada e saída dos empregados em estabelecimentos com número mínimo de trabalhadores.

Em se tratando de motorista profissional, o controle de jornada deve ser fidedigno, sendo uma obrigação compartilhada da empresa controlar a jornada e do motorista, permitir e não impor restrições para que o controle possa ser feito (Lei 13.103/15).

A evolução tecnológica dos sistemas de registro eletrônico de ponto tornou comum a utilização de mecanismos automatizados de controle, razão pela qual a ausência de assinatura física não pode ser considerada, isoladamente, motivo suficiente para afastar a validade dos registros.

2.9 Estabilidade da gestante em contratos por prazo determinado

Outro precedente relevante reafirma que a garantia de emprego da gestante, prevista no art. 10, II, “b”, do ADCT/CF, se aplica também aos contratos de experiência, modalidade de contrato por prazo determinado (Tema 163: RRAg-0000441-70.2024.5.09.0872).

Essa garantia encontra fundamento no art. 10, inciso II, alínea “b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), que assegura à empregada gestante estabilidade desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.

Assim, ainda que o contrato seja firmado por prazo determinado, a ocorrência da gravidez durante sua vigência gera direito à estabilidade.

2.10 Natureza jurídica do auxílio-alimentação

O TST também consolidou entendimento de que o auxílio-alimentação não possui natureza salarial quando há participação do empregado em seu custeio, independentemente do percentual e valor de sua coparticipação (Tema 121: RR-000473-37.2024.5.05.0371).

Essa interpretação se harmoniza com o disposto no art. 457, § 2º, da CLT, que exclui determinadas utilidades do conceito de salário quando concedidas a título de benefício assistencial.

2.11 Multa do art. 477 da CLT em caso de reversão da justa causa

Outro precedente relevante estabelece que a reversão judicial da dispensa por justa causa não afasta a aplicação da multa prevista no art. 477, § 8º, da CLT (Tema 71: RRAg-0000031-72.2024.5.17.0101).

Essa multa é devida quando o empregador não efetua o pagamento das verbas rescisórias no prazo legal.

Assim, caso a justa causa seja posteriormente afastada pelo Poder Judiciário, a empresa poderá ser condenada ao pagamento das verbas rescisórias típicas da dispensa sem justa causa, acrescidas da multa legal.

2.12 Reconhecimento de vínculo de emprego e multa do art. 467 da CLT

O TST também firmou entendimento segundo o qual a multa prevista no art. 467 da CLT não se aplica quando o vínculo de emprego é reconhecido apenas em juízo, quando impugnada em defesa a natureza da relação jurídica (Tema 120: RR-0000427-62.2022.5.05.0195).

Esse precedente possui grande relevância para empresas que enfrentam discussões judiciais envolvendo alegações de vínculo empregatício em contratos civis ou comerciais.

2.13 Reconhecimento judicial do vínculo e multa do art. 477 da CLT

Por outro lado, o Tribunal reafirmou entendimento de que o reconhecimento do vínculo de emprego em juízo não afasta a incidência da multa do art. 477, § 8º da CLT, salvo quando o atraso no pagamento das verbas rescisórias decorrer de culpa do próprio trabalhador (Tema 168: RR-0001341-76.2023.5.12.0008).

Essa interpretação decorre da jurisprudência consolidada na Súmula nº 462 do TST.

2.14 Responsabilidade subsidiária e redirecionamento da execução

Outro precedente relevante estabelece que o inadimplemento do devedor principal autoriza o redirecionamento da execução ao responsável subsidiário, independentemente do exaurimento prévio da execução contra o empregador principal e seus sócios, salvo na hipótese de indicação de bens do devedor principal que efetiva e comprovadamente bastem para satisfazer integralmente a execução (Tema 133: RR-0000247-93.2021.5.09.0672).

Essa interpretação possui impacto relevante para empresas que figuram como tomadoras de serviços, especialmente nas cadeias logísticas complexas que caracterizam o setor de transporte.

2.15 Estabilidade da gestante e recusa de oferta de emprego pelo empregador

A Constituição Federal assegura à empregada gestante estabilidade provisória desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto, conforme dispõe o art. 10, II, “b”, do ADCT.

O TST consolidou entendimento de que a recusa da empregada em retornar ao trabalho após oferta do empregador não implica renúncia automática à estabilidade, permanecendo o direito à indenização correspondente ao período estabilitário (Tema 134: RR-0000254-57.2023.5.09.0594).

Esse precedente reforça a natureza protetiva da garantia constitucional.

2.16 Presunção de dispensa discriminatória por doença grave

Outro precedente de grande relevância estabelece que se presume discriminatória a dispensa de empregado portador de doença grave que gere estigma ou preconceito, como ocorre em casos envolvendo HIV (Tema 254: RR-0011349-11.2022.5.15.0026).

Nessas situações, o ato de dispensa é considerado inválido, assegurando ao trabalhador o direito à reintegração ao emprego, conforme interpretação baseada nos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da igualdade, previstos nos arts. 1º, III, e 5º da Constituição Federal.

2.17 Adicional de periculosidade em operações com GLP

O TST também consolidou entendimento de que o adicional de periculosidade é devido ao trabalhador que abastece empilhadeiras mediante a troca de cilindros de gás liquefeito de petróleo (GLP), ainda que a atividade seja realizada por curto período (Tema 87: RRAg-1000840-29.2018.5.02.0471).

Esse entendimento decorre da interpretação do art. 193 da CLT, que prevê o pagamento do adicional aos trabalhadores expostos a atividades perigosas.

Em operações logísticas que utilizam empilhadeiras movidas a gás, a decisão possui impacto relevante na gestão das atividades de armazéns e centros de distribuição.

2.18 Aprendizagem e base de cálculo nas empresas de transporte coletivo

Outro precedente importante estabelece que os motoristas e cobradores de empresas de transporte coletivo devem integrar a base de cálculo da cota de aprendizagem, prevista no art. 429 da CLT (Tema 66: RRAg-1001634-27.2019.5.02.0435).

Embora o caso analisado tenha envolvido empresa de transporte coletivo, o entendimento indica tendência de interpretação mais ampla das funções que devem ser consideradas no cálculo da cota, inclusive a possibilidade desse precedente vir a ser aplicado, por analogia, aos motoristas profissionais empregados do Transporte Rodoviário de Cargas.

2.19 Contribuições previdenciárias em acordos judiciais

Por fim, a Corte reafirmou entendimento de que acordos trabalhistas homologados em juízo sem reconhecimento de vínculo de emprego sujeitam-se ao recolhimento da contribuição previdenciária, mediante a alíquota de 20% a cargo do tomador de serviços e de 11% por parte do prestador de serviços, na qualidade de contribuinte individual, sobre o valor total do acordo, respeitado o teto de contribuição (Tema 310: RR-0020563-51.2022.5.04.0731).

Além disso, estabelece o referido precedente vinculante que nem mesmo a previsão de que o valor ajustado refere-se a indenização civil afasta a incidência das contribuições devidas à Previdência Social.

A obrigação de recolhimento encontra fundamento na Lei nº 8.212/1991, especialmente nos arts. 22 e 30, que disciplinam as contribuições devidas à Previdência Social.

Esse entendimento reafirma a OJ n.398 da SBDI-1 do TST e reforça a necessidade de atenção na elaboração de acordos judiciais, especialmente quanto à natureza jurídica das parcelas pactuadas.

3. Precedentes judiciais e gestão do risco trabalhista

A consolidação de precedentes vinculantes representa importante instrumento de racionalização do sistema judicial e contribui para a construção de um ambiente de maior previsibilidade nas relações de trabalho.

Para as empresas, a observância desses entendimentos permite que possam melhor orientar políticas internas de recursos humanos; reduzir a probabilidade de condenações judiciais e estruturar estratégias de prevenção de litígios.

No setor de Transporte Rodoviário de Cargas, caracterizado por elevado volume de demandas trabalhistas, a incorporação desses precedentes à gestão empresarial pode representar importante mecanismo de redução de passivos e fortalecimento da segurança jurídica.

4. Conclusão

A valorização dos precedentes judiciais no âmbito da Justiça do Trabalho representa um avanço significativo na busca por maior uniformidade e previsibilidade na aplicação do direito.

Os entendimentos consolidados pelo TST oferecem parâmetros claros para a interpretação da legislação trabalhista e devem ser considerados pelas empresas na formulação de suas políticas internas.

No setor de Transporte Rodoviário de Cargas, a análise desses precedentes evidencia a importância de uma atuação preventiva, orientada pelo compliance trabalhista e pela observância da jurisprudência consolidada.

Empresas que alinham suas práticas aos entendimentos firmados pelo Tribunal tendem a reduzir conflitos judiciais e a operar em ambiente de maior segurança jurídica.

Narciso Figueirôa Junior

Assessor Jurídico da NTC&Logística

Experience Day reúne lideranças do transporte e autoridades na Unidade do SEST SENAT em Guarulhos

Experience Day reúne lideranças do transporte e autoridades na Unidade do SEST SENAT em Guarulhos

Evento apresentou serviços da instituição e reforçou a importância da integração entre empresas, entidades, poder público e forças de segurança para o desenvolvimento do setor de transporte

A Unidade do SEST SENAT em Guarulhos (SP) recebeu, nessa quarta-feira (4), a primeira edição de 2026 do Experience Day, evento promovido pelo Conselho Regional do SEST SENAT de São Paulo em parceria com a Fetcesp (Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo). A iniciativa reuniu lideranças do transporte, autoridades públicas e representantes da comunidade para apresentar as atividades e os serviços oferecidos pela instituição.

Participaram do encontro o presidente da Fetcesp e do Conselho Regional do SEST SENAT de São Paulo, Carlos Panzan; o presidente da Braspress e vice-presidente da Fetcesp, Urubatan Helou; o prefeito de Guarulhos, Lucas Sanches (PL); o supervisor do Conselho Regional do SEST SENAT de São Paulo, Rafael Marchesi; o presidente do Setcesp (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região), Marcelo Rodrigues; a gerente executiva de Relacionamento Corporativo do SEST SENAT, Jamile Antunes, além de empresários e representantes de entidades do setor.

Durante a programação, Carlos Panzan destacou o objetivo do Experience Day de aproximar o setor produtivo, as entidades e a sociedade das iniciativas desenvolvidas pelo SEST SENAT. “O evento foi criado justamente para aproximar a comunidade e as lideranças do transporte, mostrando os serviços que a Instituição oferece. É fundamental que transportadores e empresas estejam presentes para que seus colaboradores possam aproveitar essas oportunidades”, afirmou.

O prefeito de Guarulhos (SP), Lucas Sanches, ressaltou o papel estratégico do transporte para o desenvolvimento econômico e para a qualidade de vida da população. “É um prazer estar reunido com pessoas tão importantes para o desenvolvimento do setor de transporte e logística. Sabemos o quanto essa atividade é essencial para a economia e para a vida das pessoas. Nosso compromisso é continuar trabalhando para melhorar a infraestrutura da cidade e contribuir para o desenvolvimento do setor”, disse.

Já Urubatan Helou apresentou uma análise sobre o momento atual do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), destacando os desafios econômicos enfrentados pelo setor e a importância da construção de soluções conjuntas entre empresas, poder público e sociedade para fortalecer a atividade no país.

BR-101 no Rio ganhará novas faixas, pontes e pedágio eletrônico sem cancelas

BR-101 no Rio ganhará novas faixas, pontes e pedágio eletrônico sem cancelas

A Arteris e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) assinaram, na última sexta-feira (6), em Brasília, um termo aditivo que formaliza a reestruturação contratual da concessão da BR-101/RJ Norte. O acordo abre caminho para um novo ciclo de obras de modernização na rodovia, considerado o maior pacote de investimentos do setor no Rio de Janeiro, com aportes estimados em R$ 6,2 bilhões até o fim do contrato, previsto para 2048.

A formalização do aditivo marca o início da etapa de ampliação do corredor rodoviário que conecta Niterói à divisa com o Espírito Santo. Nos primeiros três anos, a concessionária Arteris Fluminense, responsável pelo trecho, deverá investir mais de R$ 2,2 bilhões para acelerar o cronograma das intervenções.

O plano prevê a mobilização de cerca de 30 frentes de trabalho simultâneas já no primeiro ano. As atividades incluem obras estruturais, como a recuperação completa do pavimento ao longo dos 322 quilômetros da rodovia, além de projetos voltados à ampliação da capacidade de tráfego.

Modernização na BR-101

Segundo Helvécio Tamm de Lima Filho, diretor-superintendente da Arteris Fluminense, o acordo representa um avanço relevante para a modernização da infraestrutura viária. “Este é um passo importante para promover uma transformação estrutural na BR-101/RJ Norte, ampliando os níveis de segurança, eficiência e sustentabilidade da rodovia”, afirma.

O cronograma prioriza intervenções consideradas estratégicas. Entre elas, estão a implantação de 46 quilômetros de faixas adicionais entre Niterói e Itaboraí, além da duplicação de 45,8 quilômetros entre Macaé e Casimiro de Abreu. O projeto também inclui a construção de oito pontes e quatro dispositivos em desnível.

No trecho Norte da rodovia, está prevista a implantação de 81,7 quilômetros de multivias entre o Km 10 e o Km 84, em Campos dos Goytacazes, iniciativa que deverá melhorar o fluxo de cargas e o tráfego urbano na região.

O pacote de investimentos também incorpora novas estruturas de apoio aos motoristas. Entre elas, está a construção do primeiro Ponto de Parada e Descanso (PPD) para caminhoneiros no estado do Rio de Janeiro, que será instalado no Km 133, em Carapebus. O espaço atende às diretrizes da Lei do Descanso (Lei nº 13.103/2015), que estabelece regras para o repouso obrigatório de motoristas profissionais.

Free Flow e descontos

Outro destaque é a adoção do sistema Free Flow, modelo de pedágio eletrônico sem cancelas. A tecnologia será instalada em três pórticos localizados em Tanguá, Itaboraí e São Gonçalo, permitindo a cobrança automática da tarifa e contribuindo para maior fluidez no tráfego.

O aditivo contratual também prevê mudanças na política tarifária. Usuários que utilizam pagamento eletrônico passam a contar com o Desconto de Usuário Frequente (DUF), que oferece reduções progressivas de tarifa até a 30ª passagem no mesmo mês para veículos das categorias 1, 3 e 5.

Além disso, será aplicado o Desconto Básico de Tarifa (DBT), com redução de 5% para veículos que utilizam cobrança automática, independentemente da categoria. Motocicletas, por sua vez, passam a ter isenção de pedágio em todo o sistema da concessão.

De acordo com Giane Zimmer, diretora-executiva de Relações Institucionais, Regulatórias e Estratégia da Arteris, a formalização do acordo reforça o ambiente regulatório do setor. “Esse momento demonstra o compromisso da companhia e a maturidade do processo conduzido pelo Governo Federal para garantir segurança jurídica e sustentabilidade ao segmento de infraestrutura rodoviária no Brasil”, afirma.

Estimativas do mercado para inflação e PIB ficam estáveis

Estimativas do mercado para inflação e PIB ficam estáveis

Expectativa para expansão da economia este ano é 1,82%, diz BC

As previsões do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos em 2026 – a expansão da economia e o índice de inflação – ficaram estáveis na edição desta segunda-feira (9) do Boletim Focus. A pesquisa com instituições financeiras é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC).

A estimativa para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,82%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2%, para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

Nesta edição do Boletim Focus, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,41 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,50.

Inflação

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerada a inflação oficial do país – permaneceu em 3,91% para este ano. Para 2027, a projeção da inflação passou de 3,79% para 3,8%. Para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5%, para ambos os anos.

A estimativa para a variação de preços em 2026 se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em janeiro, a alta dos preços da conta de luz e da gasolina fez a inflação oficial do mês fechar em 0,33%, mesmo patamar de dezembro. De acordo com o IBGE, o resultado levou o IPCA a acumular alta de 4,44% em 2025.

A inflação de fevereiro será divulgada na próxima quinta-feira (12) pelo instituto.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Selic), definida atualmente em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Apesar do recuo da inflação e do dólar, o colegiado não interferiu nos juros pela quinta vez seguida, na última reunião, no fim de janeiro.

A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando se situou em 15,25% ao ano. Em ata, o Copom confirmou que começará a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico. Ainda assim, os juros serão mantidos em níveis restritivos.

A estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica foi elevada nesta edição do Boletim Focus – de 12% ao ano para 12,13% ao ano, até o final de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

DNIT fortalece monitoramento de fauna como instrumento permanente de gestão ambiental

DNIT fortalece monitoramento de fauna como instrumento permanente de gestão ambiental

Ação integra o licenciamento ambiental de rodovias, ferrovias e hidrovias, e contribui para reduzir impactos à biodiversidade e ampliar a segurança dos usuários

O DNIT vem fortalecendo o monitoramento de fauna enquanto instrumento importante do licenciamento ambiental de empreendimentos rodoviários, ferroviários e hidroviários. Na prática, ele possibilita uma visão inicial (diagnóstico) sobre as espécies e sobre como a fauna silvestre se movimenta e utiliza as áreas no entorno das intervenções.

Esse acompanhamento contribui para o planejamento e aprimoramento das medidas de mitigação de atropelamentos, possibilitando reduzir impactos à biodiversidade e ampliar a segurança dos usuários, consoante às indicações do órgão licenciador.

No dia a dia, as atividades se efetivam mediante a realização de campanhas de campo em diferentes épocas do ano (sazonais), de modo a se mapear as ocorrências em face das mudanças trazidas pela implementação dos empreendimentos.

Para Alberto Maeda, Coordenador de Estudos e Projetos Ambientais do DNIT, esse tipo de monitoramento ambiental realizado nos empreendimentos apoia o planejamento das ações ambientais justamente por estabelecer um diagnóstico da fauna local.

Um exemplo desse trabalho ocorre nas obras de implantação da ponte sobre o Rio São Francisco, entre Penedo (AL) e Neópolis (SE), na BR-349/AL/SE. No ambiente terrestre, o monitoramento de fauna realizou a primeira campanha de campo de 12 a 18 de outubro de 2025, na Zona Amostral Afetada A (Neópolis/SE), e de 18 a 24 de novembro de 2025, na Zona Amostral Controle (Penedo/AL).

A metodologia permite comparar áreas sob influência direta da obra com áreas de referência em um raio de até 1.000 metros do ponto definido para o acompanhamento. Quando necessário, também poderão ser adotadas estratégias complementares, a fim de incorporar conhecimentos tradicionais ao diagnóstico ambiental.

Ao enriquecer o levantamento das informações de campo, a programação das ações ocorrerá de forma mais consistente e estará fortalecendo a cadeia de atividades que possibilitarão maior eficácia e eficiência dos objetivos almejados. A autarquia disporá de uma ferramenta de gestão positiva para apoio às tomadas de decisões, que possibilitará maior êxito no cuidado com o ambiente ao longo de todo o empreendimento.

Comunicado NTC&Logística – Impacto do aumento do Diesel superior a 10% no Transporte Rodoviário de Cargas

Comunicado NTC&Logística – Impacto do aumento do Diesel superior a 10% no Transporte Rodoviário de Cargas

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística acompanha com atenção os recentes movimentos que impactam diretamente os custos operacionais do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil, especialmente aqueles relacionados ao preço do diesel, um dos principais insumos da atividade.

Desde 1º de janeiro de 2026, entrou em vigor o aumento do ICMS nacional sobre o diesel, o que elevou a carga tributária incidente sobre o combustível. Com a mudança, o imposto passou a representar aproximadamente R$ 0,05 por litro, ampliando a pressão sobre os custos das empresas transportadoras.

Mais recentemente, em março de 2026, os conflitos no Oriente Médio, envolvendo o Irã e a região estratégica do Estreito de Ormuz, provocaram e provocam instabilidade no mercado internacional de energia e elevaram os custos de importação de combustíveis, podendo ocorrer novas elevações. Como reflexo desse cenário, já houve pressão sobre o preço do diesel S10, com aumento em torno de 10%, o que representa aproximadamente R$ 0,60 por litro nas distribuidoras, havendo indicação de possível continuidade e intensificação dessa pressão sobre os preços.

Vale ressaltar que, embora essas informações ainda não apareçam nas pesquisas semanais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), temos recebido indicativos de distribuidores sobre essa movimentação de preços.

Para o Transporte Rodoviário de Cargas, esse cenário é preocupante e sensível. O diesel representa, em média, cerca de 35% do custo do frete, sendo o principal componente da estrutura operacional das transportadoras. Assim, qualquer variação no preço do combustível impacta diretamente o equilíbrio econômico das operações e, consequentemente, toda a cadeia logística.

Diante desse contexto que prevê uma expectativa de aumento diário, a NTC&Logística reforça a importância de acompanhamento constante dos custos operacionais do setor, bem como da aplicação adequada e imediata de mecanismos de recomposição de frete, como o gatilho do diesel, previsto em contratos e práticas de mercado, para preservar a sustentabilidade das operações e garantir a continuidade dos serviços essenciais prestados pelo Transporte Rodoviário de Cargas à economia brasileira.

A entidade seguirá monitorando os desdobramentos do cenário econômico e energético, mantendo o setor informado sobre os impactos e defendendo condições que permitam a competitividade e a estabilidade das operações logísticas no País.

Brasília, 9 de março de 2026.

Associação Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas e Logística – NTC&Logística

NTC&Logística participa da celebração dos 30 anos da FuMTran no Memorial da América Latina, em São Paulo

NTC&Logística participa da celebração dos 30 anos da FuMTran no Memorial da América Latina, em São Paulo

Cerimônia realizada no Memorial da América Latina homenageou empresários e dirigentes que marcaram o desenvolvimento do transporte e da logística no Brasil

A Fundação Memória do Transporte (FuMTran) celebrou seus 30 anos de atuação, na última quinta-feira (5/3), em uma cerimônia realizada no Auditório Simón Bolívar, no Memorial da América Latina, em São Paulo. O evento reuniu lideranças empresariais, representantes de entidades do transporte e convidados, em uma noite dedicada à valorização da história e das contribuições do setor para o desenvolvimento do país.

A programação teve início com a recepção dos convidados e a apresentação musical da Camerata de Cordas do Mozarteum Brasileiro, que também conduziu momentos musicais ao longo da cerimônia. Na sequência, foi executado o Hino Nacional Brasileiro, interpretado pela orquestra convidada.

Durante a abertura do evento, o presidente da FuMTran, Antonio Luiz Leite, destacou a importância da preservação da memória do transporte como instrumento essencial para compreender a evolução do setor e orientar seus próximos passos.

“Gostaria de iniciar agradecendo a presença de todos, em especial dos presidentes de sindicatos e das lideranças que acompanham e fortalecem esse trabalho ao longo dos anos. A FuMTran abre portas para a América Latina ao firmar este termo de cooperação com o Memorial, ampliando nossa missão de preservar e compartilhar o acervo histórico do transporte de cargas”, afirmou o presidente.

A cerimônia contou ainda com a participação do presidente da Fundação Memorial da América Latina, Pedro Machado Mastrobuono, que ressaltou a relevância da parceria institucional firmada com a Fundação.

“Para nós, que integramos o Memorial da América Latina, é uma satisfação receber iniciativas que valorizam setores fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do país, como o Transporte Rodoviário de Cargas. A parceria com a FuMTran reforça nosso compromisso em apoiar projetos que preservam a história e promovem o reconhecimento de atividades essenciais para o Brasil”, destacou.

Na ocasião, Antonio Luiz Leite e Pedro Machado Mastrobuono oficializaram a cooperação entre as instituições com a assinatura de um termo de parceria, que prevê ações conjuntas voltadas à preservação, valorização e difusão da memória do transporte no país e sua influência na América Latina.

Também participou do momento institucional a condessa e presidente do Mozarteum Brasileiro, Sabine Lovatelli, que ressaltou a importância da cultura e da arte como elementos que dialogam com a preservação da memória e a construção da história de setores estratégicos da sociedade.

“Senhoras e senhores, é uma grande alegria compartilhar com todos vocês a apresentação da nossa orquestra. O trabalho do Mozarteum começou em 1981, com a concessão de bolsas de estudo no Brasil e na Europa, sempre com o apoio de empresas que compreenderam o valor da formação musical. Atualmente, estamos direcionando esforços para incentivar a preparação de novos talentos, fortalecendo a cultura e contribuindo para o desenvolvimento do nosso país. Confiar na juventude é investir no futuro da nação”, ressaltou.

Um dos momentos centrais da noite foi a entrega do Troféu FuMTran 30 Anos, concedido a personalidades que contribuíram de forma significativa para o desenvolvimento e a consolidação do transporte e da logística no Brasil ao longo das últimas décadas.

A homenagem integrou as ações do projeto Memória Viva, iniciativa criada para reconhecer empresas, empreendedores e instituições que tiveram papel relevante na construção da história do transporte brasileiro.

Entre os homenageados, estiveram representantes de diferentes segmentos do setor, incluindo indústria automotiva, logística, transporte rodoviário de passageiros e de cargas, tecnologia, transporte pesado, infraestrutura e entidades representativas.

Foram homenageados: Valter Luís de Souza, diretor de Relações Institucionais da CNT, representando o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa; Geraldo Aguiar de Brito Vianna, ex-presidente da Fumtran; Valter Célio Boscatto, ex-presidente da FuMTran; Eduardo Ferreira Rebuzzi, presidente da NTC&Logística; Julio Eduardo Simões, presidente do SINDIPESA; Flávio Benatti, vice-presidente da CNT para o Transporte Rodoviário de Cargas; Carlos Panzan, presidente da FETCESP; Marcelo Rodrigues, presidente do SETCESP; Oswaldo Vieira Caixeta Junior, presidente da ABTLP; Mauro Artur Herszkovicz, presidente da FETPESP; Luis Gambim, diretor comercial da DAF Caminhões Brasil; Urubatan Helou, diretor-presidente da Braspress; Irani Bertolini, diretor-presidente do Grupo Bertolini; Marcelo Tonon, diretor executivo da Randoncorp; Pedro Machado Mastrobuono, presidente da Fundação Memorial da América Latina; Ramon Garcia Alcaraz, CEO da JLS Logística, e Glauco Juliato, consultor comercial da Volkswagen Caminhões e Ônibus.

Da esquerda para a direita: Valter Luís de Souza; Valter Célio Boscatto; Eduardo Rebuzzi; Flávio Benatti; Antonio Luiz Leite; Pedro Machado Mastrobuono; Carlos Panzan; Marcelo Rodrigues e Oswaldo Vieira Caixeta Junior

Representando as entidades homenageadas, o presidente Antonio Luiz Leite convidou Valter Luís de Souza, representante da CNT, e Urubatan Helou, diretor-presidente da Braspress, para fazerem uso da palavra. Valter Luís de Souza destacou a importância da iniciativa da Fundação para a preservação da história do setor. Já Urubatan Helou ressaltou a trajetória da FuMTran e a relevância do resgate da memória do transporte no Brasil.

“É uma honra dirigir algumas palavras diante de lideranças que ajudaram a construir a trajetória do transporte no Brasil. Nosso compromisso é fortalecer cada vez mais a presença da FuMTran na memória institucional do setor. Valorizar o passado nos permite compreender os caminhos percorridos e projetar um futuro ainda mais promissor para o transporte brasileiro”, afirmou Valter Luís de Souza.

Em nome das empresas reconhecidas, Urubatan Helou, diretor-presidente da Braspress, também destacou a relevância da celebração. “Celebrar os 30 anos da FuMTran é revisitar a trajetória de um setor que move a economia do país e, ao mesmo tempo, refletir sobre os desafios que estão por vir. Quando olhamos para as pessoas que construíram essa história, sentimos orgulho do caminho percorrido e renovamos nossa motivação para seguir aprimorando o transporte brasileiro”, comentou o executivo.

Na sequência, o presidente Antonio Luiz Leite convidou ao palco o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), ex-secretário de Transportes da cidade de São Paulo, que destacou a importância da integração entre os diferentes modais para o avanço da mobilidade e da logística no país. “Parabenizo a FuMTran por essa iniciativa de preservar a memória de um setor tão estratégico. O Brasil, muitas vezes, tem dificuldade em valorizar sua própria história. Iniciativas como esta ajudam a mostrar que o desenvolvimento é resultado de décadas de trabalho, dedicação e construção coletiva”, afirmou o parlamentar.

Também fez uso da palavra o vice-presidente da CNT para o Transporte Rodoviário de Cargas, Flávio Benatti, que ressaltou o papel da Fundação na valorização da trajetória do transporte no país. “Quero parabenizar a FuMTran pelos seus 30 anos de atuação. O presidente Antonio Luiz Leite tem conduzido essa instituição com grande dedicação, reforçando a importância de preservar a história do transporte. Receber essa homenagem é motivo de emoção e, ao mesmo tempo, de responsabilidade em continuar contribuindo para o fortalecimento do setor”, declarou.

No encerramento da cerimônia, o presidente da FuMTran ratificou agradecimentos e destacou o lançamento do projeto Memória Viva, iniciativa que busca ampliar o registro contemporâneo da história do transporte brasileiro por meio do compartilhamento de experiências e trajetórias de profissionais que atuam no setor.

“Quero agradecer a presença de todos nesta noite tão especial. Estamos desenvolvendo projetos importantes, como a produção de um livro sobre o transporte no Amazonas, em parceria com o Grupo Bertolini e a FETRAMAZ, além de uma publicação dedicada ao segmento de guindastes, em parceria com o SINDIPESA. A FuMTran representa todos os modais e busca fortalecer parcerias para continuar registrando e valorizando a história do transporte no Brasil”, destacou.

Após o encerramento oficial, diversos presidentes de entidades e sindicatos, bem como representantes de empresas do setor entregaram placas de homenagem ao presidente da FuMTran, Antonio Luiz Leite.

Posteriormente, os convidados participaram de um coquetel de confraternização que marcou a celebração das três décadas de atuação da Fundação na preservação da memória e da identidade do transporte brasileiro.

NTC&Logística destaca relevância da FuMTran para a preservação da história do transporte

Durante a cerimônia, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) também esteve entre as instituições homenageadas, representada por seu presidente, Eduardo Rebuzzi, que recebeu o Troféu FuMTran 30 Anos em reconhecimento à contribuição da entidade para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.

O presidente Eduardo Rebuzzi e o diretor financeiro da NTC&Logística, José Maria Gomes, também fizeram a entrega de uma placa para o presidente da FuMTran, Antonio Luiz Leite, parabenizando a entidade criada, em 1996, pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), com a missão de  transmitir e preservar a cultura de todos os modais do Tranporte brasileiro.

“Esta homenagem – culto à memória do setor – é extensiva aos atuais líderes que têm o privilégio de estar à frente dessa honrosa instituição, bem como aos líderes que os antecederam” – complementa a mensagem, em alusão aos ex-presidentes da fundação: Thiers Fattori Costa (1996 / 1998); Valter Célio Boscatto (1998 / 2007); Elza Lúcia Vannucci Panzan (2007 / 2016) e Geraldo Aguiar de Brito Vianna (2018 / 2022).

Ao comentar a homenagem, Rebuzzi ressaltou a importância da Fundação Memória do Transporte para o registro e a valorização da trajetória do setor, enfatizando a parceria institucional construída ao longo dos anos com a NTC&Logística.

“Receber essa homenagem da FuMTran é uma honra para todos nós da NTC&Logística. A Fundação desempenha um papel fundamental ao preservar a memória do transporte brasileiro, registrando a história de empresas, lideranças e instituições que ajudaram a construir um setor essencial para o desenvolvimento do país. Parabenizo o presidente Antonio Luiz Leite e toda a equipe da FuMTran pelos 30 anos de atuação e pela dedicação em manter viva essa história tão importante. Seguiremos juntos, fortalecendo essa parceria e contribuindo para que a memória do transporte continue inspirando as próximas gerações”, afirmou o presidente.

A cerimônia de comemoração dos 30 anos da Fundação Memória do Transporte (FuMTran) teve o apoio do Memorial da América Latina.

Patrocinadores: NTC&Logística; SETCESP; SICREDI; FETCESP; DESPOLUIR; TRANSJORDANO; SINDICAMP; ABTLP; FETRANORTE; SINDIPESA.

Mantenedora: Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte; SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte; ITL – Instituto de Transporte e Logística).

Com apoio da NTC&Logística, Seminário internacional da IRU debate papel do Sistema TIR para fortalecer competitividade do Corredor Bioceânico, em Campo Grande

Com apoio da NTC&Logística, Seminário internacional da IRU debate papel do Sistema TIR para fortalecer competitividade do Corredor Bioceânico, em Campo Grande

Na última quinta-feira (5/3), Campo Grande (MS) sediou o seminário internacional “O Sistema TIR como catalisador para integração e competitividade no Corredor Bioceânico”, iniciativa da União Internacional dos Transportes Rodoviários (IRU) com apoio institucional da NTC&Logística. Realizado no Bioparque Pantanal, o encontro reuniu autoridades, especialistas internacionais e representantes do setor de Transporte Rodoviário de Cargas para discutir como a implementação do Sistema TIR pode fortalecer a integração logística entre os países da América do Sul e ampliar a competitividade do Corredor Bioceânico.

A programação teve início com a formação da mesa de abertura, que contou com o vice-governador, do Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosa; o vice-presidente extraordinário de Relações Internacionais da NTC&Logística, Danilo Guedes; a conselheira jurídica sênior do Departamento TIR e Trânsito da IRU, Ana Luiza Taliberti; o chefe da Divisão de Integração de Infraestrutura do Itamaraty e coordenador nacional do Corredor Rodoviário Bioceânico, João Carlos Parkinson de Castro; a subsecretária de Articulação Institucional do Ministério do Planejamento e Orçamento, Sandra Maria de Carvalho Amaral; o auditor fiscal da Receita Federal, Antonio Marcio de Oliveira, e a coordenadora de Projetos Especiais da INFRA S.A., Elaine Radel.

Em sua fala de abertura, o vice-governador do Mato Grosso do Sul destacou o trabalho realizado pela IRU e pela NTC&Logística, e a importância da rota bioceânica para a América do Sul. “Gostaria de destacar que o avanço da Rota Bioceânica representa um passo histórico para a integração da América do Sul e para o fortalecimento da competitividade logística do Brasil no comércio internacional. Ao combinarmos esse grande projeto de infraestrutura com instrumentos modernos de facilitação do comércio, como o Sistema TIR, criamos condições para um transporte mais eficiente, seguro e previsível. Mato Grosso do Sul está no centro dessa transformação e tem potencial para se consolidar como um importante polo logístico de conexão entre o Atlântico, o Pacífico e os mercados globais. Por isso, também registro nosso reconhecimento à IRU e à NTC&Logística pelo trabalho que vêm desenvolvendo na promoção do transporte internacional e na realização deste seminário, que contribui para ampliar o diálogo, o conhecimento técnico e as oportunidades de integração entre os países”.

O vice-presidente extraordinário de Relações Internacionais da NTC&Logística refletiu o impacto do evento para o desenvolvimento do Sistema TIR e da rota bioceânica no Brasil. “O seminário realizado aqui, em Campo Grande, representa um passo importante para ampliar o entendimento sobre o Sistema TIR e para fortalecer o diálogo entre o setor público e o setor privado em torno da Rota Bioceânica. Estamos diante de uma oportunidade concreta de tornar o transporte internacional mais eficiente, previsível e competitivo. A NTC&Logística acompanha esse tema há muitos anos e acredita que a implementação do TIR, combinada com o avanço da rota, pode contribuir de forma significativa para integrar o Brasil às principais cadeias logísticas globais e ampliar as oportunidades para as empresas de transporte do país.”

Ana Taliberti trouxe uma visão técnica sobre o funcionamento e os benefícios do Sistema TIR para o comércio internacional, destacando o papel do regime como instrumento de facilitação logística e integração entre países. “É uma grande satisfação estarmos reunidos para discutir a implementação do Sistema TIR em um momento tão importante para a integração logística da América do Sul. O TIR é o único regime global de trânsito aduaneiro e tem como objetivo tornar o transporte internacional mais seguro, eficiente e previsível, reduzindo burocracias e facilitando a passagem de mercadorias pelas fronteiras”, afirmou. A especialista também ressaltou que, no contexto do Corredor Bioceânico, a adoção do sistema pode representar um avanço significativo para conectar a região a rotas comerciais já consolidadas na Europa e na Ásia, ampliando oportunidades para o comércio e para o desenvolvimento logístico dos países envolvidos.

Dando início à programação de conteúdo técnico do seminário, o responsável sênior de TIR e Trânsito da IRU, Lucas Lagier, apresentou uma análise sobre como o Sistema TIR pode contribuir para aumentar a competitividade logística, na palestra “Benefícios do TIR para a competitividade do Corredor Bioceânico”. Em sua exposição, destacou que a adoção do regime internacional de trânsito aduaneiro pode ajudar a superar gargalos históricos do corredor, como a duplicidade de controles nas fronteiras, a burocracia baseada em documentos físicos e a falta de interoperabilidade entre as aduanas dos países envolvidos. Segundo ele, o TIR oferece uma estrutura internacional consolidada, que garante maior segurança, previsibilidade e eficiência ao transporte internacional de cargas, contribuindo para tornar o corredor mais atrativo para o comércio regional e global.

“O Sistema TIR se baseia em três pilares fundamentais: segurança da carga, garantia internacional única e reconhecimento mútuo entre as autoridades aduaneiras. Esses elementos permitem reduzir significativamente as inspeções repetitivas nas fronteiras e podem diminuir em até 80% o tempo de espera nos postos fronteiriços, tornando o trânsito internacional mais ágil, confiável e competitivo”, destacou Lagier.

A conselheira jurídica sênior de TIR e Trânsito da IRU, Ana Luiza Taliberti, voltou ao palco para a palestra “Etapas para implementação do TIR nos países do Corredor Bioceânico” e detalhou os principais passos institucionais e operacionais necessários para a implementação do sistema na região. Em sua apresentação, explicou que a Convenção TIR é um tratado internacional e, por isso, sua adoção exige a articulação entre governos, autoridades aduaneiras, associações nacionais de transporte e operadores logísticos, além da definição de procedimentos técnicos e jurídicos que garantam a segurança e a padronização das operações. A especialista também ressaltou que a coordenação entre setor público e privado é fundamental para que o sistema seja implementado de forma eficiente e alinhada aos padrões internacionais.

“O Sistema TIR permite que mercadorias atravessem múltiplas fronteiras sob um regime único de trânsito aduaneiro, com garantia internacional e procedimentos padronizados. Isso reduz burocracia, diminui inspeções repetitivas nas fronteiras e torna as operações logísticas mais rápidas, seguras e previsíveis”, afirmou. Segundo ela, quando integrado a ferramentas digitais como o TIR-EPD, o sistema ainda permite o envio antecipado de informações às autoridades aduaneiras, facilitando a análise de risco e contribuindo para maior fluidez no transporte internacional de cargas”, adicionou Ana.

Em seguida, o senador da República Nelsinho Trad apresentou a palestra “O impacto do Corredor Bioceânico no desenvolvimento do Mato Grosso do Sul”, salientando que o corredor rodoviário conecta os oceanos Atlântico e Pacífico, partindo de Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, e avançando pelo Paraguai e pelo norte da Argentina até alcançar os portos chilenos de Antofagasta e Iquique. Essa nova rota logística pode aproximar o Brasil dos mercados da Ásia, da Oceania e da costa oeste das Américas, ampliando as oportunidades comerciais e fortalecendo a competitividade das exportações brasileiras.

Trad também ressaltou que Mato Grosso do Sul ocupa uma posição estratégica nesse processo, com potencial para se consolidar como uma importante plataforma logística de integração regional, capaz de redistribuir produtos para outras regiões do país e atrair novas cadeias produtivas e investimentos. “O Corredor Bioceânico representa uma nova visão estratégica para o Brasil. Ao conectar o Atlântico ao Pacífico, ampliamos nossas opções logísticas e criamos condições para reduzir custos, encurtar distâncias e fortalecer a presença do país no comércio internacional”, afirmou. O senador destacou ainda que a consolidação da rota pode gerar ganhos expressivos de eficiência, com redução no tempo de viagem e nos custos logísticos, além de estimular o desenvolvimento econômico e a integração entre os países da região.

Finalizando a programação técnica do seminário, a coordenadora de projetos especiais da INFRA S.A., Elaine Radel, apresentou a palestra “A adoção da Convenção TIR no Corredor Bioceânico de Capricórnio: uma avaliação estratégica da INFRA S.A. para a facilitação do comércio regional”. Durante a exposição, a especialista destacou que o sistema possui forte aderência às características logísticas do corredor, um eixo multinacional que conecta regiões produtoras do interior da América do Sul aos portos do Pacífico e que depende fortemente do transporte rodoviário para garantir fluidez às cadeias de comércio internacional. Segundo ela, o modelo pode contribuir para enfrentar entraves estruturais ainda presentes na rota, como a fragmentação institucional, a sobreposição de controles nas fronteiras e a elevada variabilidade nos tempos de transporte.

“O TIR responde diretamente a gargalos logísticos hoje presentes no corredor, como a fragmentação de procedimentos aduaneiros, a multiplicidade de garantias e as inspeções sucessivas nas fronteiras. Ao substituir essas exigências por uma garantia internacional única e pelo reconhecimento mútuo entre autoridades aduaneiras, o sistema reduz custos administrativos, aumenta a previsibilidade das operações e contribui para tornar o corredor mais eficiente e atrativo para novos fluxos de carga”, explicou. A especialista também ressaltou que a adoção coordenada do regime entre os países envolvidos pode gerar ganhos logísticos expressivos, ampliando a competitividade da rota e fortalecendo sua integração com os fluxos do comércio internacional.

A programação também incluiu uma mesa-redonda dedicada à discussão de caminhos para ampliar a eficiência do trânsito internacional ao longo do Corredor Bioceânico. O debate contou com a participação de Hernán Gabriel Muñoz Pérez, diplomata do Ministério das Relações Exteriores do Paraguai; Sandra Amaral, subsecretária de Articulação Institucional do Ministério do Planejamento e Orçamento do Brasil; Danniele Paiva, coordenadora de Integração do Corredor Bioceânico de Capricórnio na Semadesc; Danilo Guedes, vice-presidente extraordinário de Relações Internacionais da NTC&Logística, e Lucas Lagier, gerente sênior do Departamento TIR e Trânsito da IRU, com mediação de João Carlos Parkinson de Castro, coordenador nacional do Corredor Rodoviário Bioceânico. Durante o debate, os participantes discutiram temas estratégicos para a consolidação da rota, como a harmonização de procedimentos entre os países envolvidos, a digitalização dos processos logísticos, o fortalecimento da cooperação institucional nas fronteiras e o papel do setor público e privado na construção de um corredor logístico mais eficiente, integrado e competitivo para o comércio internacional.

Ao final da mesa-redonda, foi aberto um espaço para perguntas do público, promovendo um diálogo direto entre os participantes do painel e os presentes no evento. O momento teve como objetivo aprofundar os temas abordados ao longo das palestras, esclarecer dúvidas e ampliar o debate sobre os desafios e oportunidades relacionados à implementação do Sistema TIR e ao desenvolvimento do Corredor Bioceânico. A interação também permitiu que representantes do setor e demais participantes compartilhassem percepções e contribuições sobre o futuro da integração logística na região.

Na finalização do Seminário, o responsável sênior de TIR e Trânsito da IRU, Lucas Lagier, deu um panorama geral sobre o encontro. “Apesar dos desafios geopolíticos que marcam o cenário internacional, este encontro demonstra que há disposição e cooperação entre os países da região para avançar em soluções concretas para o transporte e a logística na América do Sul. Estarmos aqui, com representantes de cinco países, debatendo caminhos para o desenvolvimento do Corredor Bioceânico e para a implementação do Sistema TIR, mostra que existe um grande potencial de integração e muitas oportunidades a serem construídas. Ainda há muito trabalho pela frente, mas momentos como este são fundamentais para fortalecer o diálogo, alinhar estratégias e impulsionar iniciativas que contribuam para tornar o Corredor mais eficiente, competitivo e integrado ao comércio internacional. Agradeço a todos pela presença e pela contribuição neste importante debate.”

Participe da primeira edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em Pernambuco

Participe da primeira edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em Pernambuco

A primeira edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística ocorrerá no estado de Pernambuco, recepcionada pela Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste – FETRACAN, pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas, Entregas, Armazenagem e Logística do Estado de Pernambuco – SETCEPE e pelo Núcleo da COMJOVEM Recife, no dia 19 de março, às 8h30, no Complexo Industrial Portuário de Pernambuco (SUAPE), localizado no litoral sul, abrangendo os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho.

Criado em 2004, o Seminário Itinerante tem o propósito de levar a NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística a diversas regiões do país, promovendo capacitação técnica e oportunidades de negócios para empresários e executivos do setor de transporte de cargas e logística.

A programação contará com temas relevantes para o setor e que impactam diretamente as atividades das empresas. A organização do evento também conta com o apoio da COMJOVEM – Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas da NTC&Logística.

Ratificando a missão da NTC&Logística de estar ao lado do transportador rodoviário de cargas, de Norte a Sul do Brasil, o Seminário Itinerante já percorreu diversos estados ao longo de mais de duas décadas.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, “a primeira edição do Seminário Itinerante de 2026, que ocorrerá no estado de Pernambuco, marca o início de um novo ciclo de encontros, reafirmando o compromisso da entidade de estar próxima do transportador rodoviário de cargas em todas as regiões do país. Abrir o calendário em um Estado estratégico para a logística do Nordeste reforça a importância do diálogo regional e da troca de experiências. Ao longo deste ano, o Seminário Itinerante passará por três cidades, promovendo encontros qualificados, debates relevantes e aprendizados práticos para empresários, executivos e lideranças do setor. Estamos confiantes de que o Seminário Itinerante em Pernambuco dará o tom de mais uma temporada de sucesso, contribuindo de forma efetiva para o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil”.

O evento será realizado presencialmente, no Complexo Industrial Portuário de Pernambuco (SUAPE) – Rodovia Indonésia, S/N – Bairro: Distrito Industrial de Ipojuca – Suape Ipojuca – Pernambuco (PE). A participação é aberta a todos os empresários da região, que contribuem para um Transporte Rodoviário de Cargas cada vez mais forte.

Clique aqui e faça já a sua inscrição

PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR

PERÍODO DA MANHÃ – VISITA TÉCNICA

8h30 | 9h | Recepção com Café de Boas-Vindas e Credenciamento

9h | 11h30 | Visita Técnica – Porto de Suape

•   Apresentação institucional

•   Visita guiada às operações

•   Ênfase em eficiência logística, integração multimodal

e relação porto–TRC

11h30 | 12h15 | Palestra: BR do Mar e os Impactos para a Cabotagem

e a Competitividade Logística

Palestrante Convidado: a ser definido

12h30 | 14h | Almoço de Relacionamento

Local: a ser definido

PERÍODO DA TARDE – CONTEÚDO TÉCNICO E MERCADO

Local: Prédio administrativo do Porto de Suape – Rodovia Indonésia, S/N – Bairro: Distrito Industrial de Ipojuca – Suape Ipojuca – Pernambuco (PE)

14h15 | 14h30 | Abertura Oficial

• Boas-vindas institucionais

• Contextualização do encontro

• Importância do associativismo e das conexões logísticas regionais

14h30 | 15h45 | Palestra: Mercado e Tarifa

Palestrante: Engo Lauro Valdivia, Assessor Técnico da NTC&Logística

Conteúdo:

• Atualização do INCT (Índice Nacional de Custos do Transporte)

• Apresentação da Pesquisa de Mercado DECOPE 2026

Demonstração de Aplicações Práticas da Plataforma de Cálculo de Frete

15h45 | 16h15 | Intervalo

16h15 | 17h30 | NTC TALKS – Soluções para o TRC

Participantes: Transpocred – Crédito e soluções financeiras para o TRC

       NDD – Tecnologia, gestão fiscal e documentos eletrônicos

       The – Soluções corporativas e apoio à gestão empresarial

       Apvida – Saúde e bem-estar para empresas e colaboradores

       Pamcard – Meios de pagamento e gestão de benefícios para o transporte

17h30 | 19h30 | Happy Hour de Encerramento

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Realização

NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística

FETRACAN – Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste

SETCEPE – Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas, Entregas, Armazenagem e Logística do Estado de Pernambuco

Patrocínio

FENATRAN

Transpocred

Apoio Institucional

Sistema Transporte – CNT / Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística

FuMTran – Fundação Memória do Transporte

Apoio Logístico

Braspress

ITL forma a primeira turma do curso executivo de ESG em São Paulo

ITL forma a primeira turma do curso executivo de ESG em São Paulo

Programa capacitou profissionais do setor para implementar práticas ambientais, sociais e de governança nas operações de empresas de transporte

A primeira turma do curso executivo ESG Aplicado ao Transporte Multimodal concluiu sua jornada de formação com um encontro realizado nessa quinta-feira (5), no campus do Ibmec, em São Paulo (SP). O evento reuniu alunos, acadêmicos e representantes do Sistema Transporte para marcar o encerramento de oito meses de qualificação voltada à incorporação de práticas ambientais, sociais e de governança no setor.

O curso integra o Programa Avançado de Capacitação do Transporte, coordenado pelo ITL (Instituto de Transporte e Logística) e promovido pelo SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte). A formação é oferecida em parceria com o Ibmec e tem como objetivo preparar gestores e profissionais do setor para implementar estratégias sustentáveis nas operações e na gestão empresarial.

A cerimônia marcou a conclusão da primeira edição da formação, destinada a diretores, gerentes, consultores e profissionais que atuam nas áreas de logística, sustentabilidade, compliance, recursos humanos e gestão estratégica no transporte e na logística.

Durante a formatura, o diretor executivo do ITL, João Victor Mendes, parabenizou os participantes e destacou o papel da qualificação profissional diante das transformações relacionadas à sustentabilidade e à governança corporativa. “Programas como esse contribuem para formar profissionais capazes de incorporar as práticas ESG às estratégias das empresas, ampliando a capacidade do setor de transporte de responder às demandas do mercado e da sociedade”, afirmou.

Para a recém-formada e gerente executiva de Governança e Estratégia do SEST SENAT, Gabriela Rizza, o curso ampliou a compreensão sobre o conceito de ESG. “Antes, muitos dos temas ligados à sustentabilidade apareciam de forma fragmentada, quase sempre associados apenas à dimensão ambiental. Agora, passei a enxergar, com mais clareza, como fatores ambientais, sociais e de governança impactam diretamente a competitividade, a eficiência operacional, a gestão de riscos e a reputação das organizações”, disse.

Segundo ela, o ESG deixou de ser apenas uma agenda reputacional e passou a representar uma visão estratégica de longo prazo para as empresas. “O ESG deve estar integrado às decisões estratégicas. As empresas de transporte que conseguirem incorporar essa agenda de forma consistente estarão mais preparadas para responder às demandas da sociedade, dos investidores e do mercado, além de construir modelos de negócio mais competitivos”, concluiu.

Formação em sustentabilidade no transporte

Com duração de oito meses, o curso executivo foi estruturado em quatro módulos e totalizou 192 horas de formação, sendo 152 horas presenciais e 40 horas a distância. A programação abordou temas relacionados aos desafios estratégicos do ESG no transporte multimodal.

Entre os conteúdos, estiveram infraestrutura e estratégia no setor, cultura organizacional, tecnologias sustentáveis, crise climática e transição energética, além de legislação ambiental aplicada aos diferentes modais de transporte.

A formação também contemplou temas ligados aos impactos sociais da atividade de transporte, como diversidade, equidade e inclusão, mobilização social e gestão de projetos de impacto.

No módulo final, os participantes aprofundaram conteúdos relacionados à governança corporativa, mercado de capitais, investimentos sustentáveis e gestão de riscos.

Como etapa final da qualificação, os alunos apresentaram projetos com potencial de aplicação em suas empresas, com o objetivo de traduzir, na prática, os conceitos desenvolvidos ao longo do curso.

Caminhões no Brasil têm melhor eficiência ambiental do mundo

Caminhões no Brasil têm melhor eficiência ambiental do mundo

Estudo aponta que caminhões nacionais apresentam a menor pegada de carbono do mundo no ciclo de vida completo

Quando se fala em emissão de poluentes de veículos, os caminhões são vistos como vilões, enquanto carros 100% elétricos parecem ser os mais limpos ao meio ambiente. No entanto, no caso brasileiro, a  descarbonização no setor de transporte de cargas atingiu um patamar de liderança global. É o que revela estudo conduzido pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em colaboração com o Boston Consulting Group (BCG).

Segundo o estudo, veículos pesados produzidos e operados no Brasil detêm a menor pegada de carbono do planeta quando analisados sob a metodologia de ciclo de vida completo. Este conceito, tecnicamente definido como “do berço ao túmulo”, engloba desde a mineração de matérias-primas e manufatura até o uso e o descarte final do bem.

A vantagem competitiva do Brasil é sustentada, primordialmente, por sua matriz energética. O país opera com uma matriz elétrica 90% renovável, o que impacta positivamente a pegada de carbono em toda a cadeia produtiva. O uso de biocombustíveis, incluindo o biodiesel, é outro ponto de destaque para explicar a posição do país.

Os dados técnicos do estudo destacam que o caminhão urbano brasileiro operando com a mistura de 15% de biodiesel (B15) apresenta um nível de emissão de CO₂ inferior ao de um modelo 100% elétrico rodando na China. Enquanto o modelo elétrico chinês emite mais que o triplo do similar brasileiro devido à matriz energética daquele país, o Brasil se destaca pelo uso eficiente do biodiesel e do biometano.

Um exemplo entre as fabricantes de caminhões no Brasil é a italiana Iveco, que tem fábrica em Sete Lagoas (MG). A unidade mineira implementou um sistema de osmose reversa que permite o reuso de aproximadamente 14.500 m³ de água desmineralizada por mês durante a produção de caminhões.

Globalmente, a ideia da marca é atingir a neutralidade de carbono até 2040. A companhia adota o ecodesign e o diagrama borboleta da economia circular para manter materiais em circulação por meio de remanufatura, reparo e reciclagem. Na unidade de Córdoba (Argentina), a Iveco transformou 94 toneladas de metal e alumínio em 900 volantes de inércia e 2.000 conjuntos de pedais, por exemplo.

De acordo com o relatório (confira na íntegra), encomendado pelas fabricantes brasileiras, outro fator de destaque para a menor pegada de carbono é o uso de biometano e o biodiesel para o transporte rodoviário de longa distância.

A Anfavea informa que o Brasil possui os caminhões rodoviários a diesel e a biometano com os menores índices de emissão do mundo. O caminhão operando com biometano 100% (BioGNV) representa o auge da descarbonização para rotas extensas, superando as tecnologias disponíveis em mercados como Estados Unidos e Europa.

Indústria de pneus pede ao governo barreiras contra importações

Indústria de pneus pede ao governo barreiras contra importações

Setor nacional reivindica medidas urgentes para conter avanço de pneus importados, que já dominam o mercado de reposição

A indústria de pneus formalizou ao governo um pedido por medidas emergenciais para conter a entrada de concorrentes importados, que já representam mais da metade do consumo no mercado de reposição. Entre as ações de curto prazo solicitadas estão concessões de direito provisório em processos antidumping, barreiras tarifárias e maior controle sobre a entrada dos produtos importados.

Um manifesto com cinco medidas urgentes foi entregue ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), após balanços da Anip – entidade que representa os fabricantes nacionai – indicarem que as importações já respondem por quase seis a cada dez pneus trocados no Brasil.

A participação dos importados no mercado de reposição saltou de 34% em 2019 para 60% em 2024, recuando levemente para 59% no ano passado.

Além da Anip, o documento é assinado pela Abiquim (setor químico), outras dez entidades das indústrias de pneus e borracha, e pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

O manifesto reitera críticas à entrada de pneus importados, especialmente asiáticos, muitas vezes vendidos a preços inferiores ao custo das matérias-primas. Ademais, barreiras impostas em mercados internacionais – como o México, que elevou o imposto de importação para 35% – têm provocado uma “desova” desses produtos no mercado brasileiro.

Em janeiro, a fatia de pneus fabricados no Brasil no mercado de reposição caiu para 28%, um índice inédito segundo a Anip.

No manifesto, as entidades solicitam um sistema de licenças não automáticas para produtos com valores abaixo do referencial internacional, reforço no combate a fraudes e restrição a pneus que não respeitam normas ambientais de destinação final. Também pedem maior agilidade nas investigações antidumping, com aplicação de direito provisório durante o processo.

A Anip argumenta que processos antidumping são caros, complexos e demorados, podendo levar mais de 18 meses até a aplicação de tarifas, período em que a indústria nacional já sofre prejuízos.

O documento enviado ao MDIC ainda reivindica preferência a pneus com conteúdo local nas compras públicas e que a nacionalização seja critério para linhas de financiamento com juros reduzidos. As entidades também defendem tarifas de importação alinhadas às de outros países, para evitar o desvio de produtos ao Brasil, e cobram a implementação da política de estímulo à produção de borracha nacional, atualmente em fase final de elaboração pelo governo federal.

Segundo a Anip, a entrada massiva de pneus importados ameaça a indústria nacional, gerando risco de desindustrialização e impactos negativos em toda a cadeia produtiva, do cultivo da borracha à indústria química, siderúrgica e têxtil. Por isso, o manifesto conta com o apoio de entidades de fornecedores.

Mulheres impulsionam o transporte: o compromisso da NTC&Logística com um setor mais diverso

Mulheres impulsionam o transporte: o compromisso da NTC&Logística com um setor mais diverso

O setor de Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), historicamente marcado pela predominância masculina, vive um momento simbólico de transformação. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) indicam que, em 2025, pela primeira vez, o saldo de empregos formais ocupados por mulheres no transporte de cargas superou o dos homens. Foram 24.639 vagas preenchidas por mulheres, frente a 22.088 por homens.

O dado revela uma mudança gradual, construída ao longo dos últimos anos, e que ganha ainda mais significado no contexto do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. Mais do que um número, o resultado reflete a ampliação da presença feminina em diferentes áreas do setor, do administrativo à gestão, passando também pelas operações.

Na avaliação da NTC&Logística, esse avanço é resultado de uma combinação de fatores: iniciativas institucionais, programas corporativos voltados à diversidade e, principalmente, o reconhecimento crescente do talento e da capacidade de liderança das mulheres dentro das empresas de transporte.

Ainda assim, os desafios permanecem. O Índice de Equidade no TRC 2024, realizado pelo Instituto Paulista do Transporte de Carga (IPTC), mostra que as mulheres representam 26% da força de trabalho nas empresas do setor, enquanto os homens somam 74%. A presença feminina ainda é mais limitada em algumas funções operacionais: apenas 3% das mulheres atuam como motoristas, e outros 3% ocupam cargos de liderança.

O levantamento também indica que 15% das empresas possuem mais de 3% de mulheres motoristas, enquanto 8% contam com mais de 31% de mulheres em posições de liderança, evidenciando que a representatividade feminina vem avançando, embora ainda exista espaço importante para evolução.

Ao mesmo tempo, cresce entre as empresas a percepção de que a diversidade fortalece o setor. Segundo o estudo, 81% das empresas possuem estratégias para ampliar a contratação de mulheres, e 63% já divulgam planos de ação voltados ao aumento da presença feminina em cargos de liderança.

Outro dado relevante é que 90% das empresas afirmam que o gênero não influencia nos processos de contratação, enquanto 87% informaram ter contratado mulheres para posições de liderança no último ano. A presença feminina também tem sido associada a benefícios como redução de acidentes, melhoria do ambiente organizacional e aumento da produtividade, fatores que reforçam a importância da diversidade na construção de empresas mais sustentáveis.

Na NTC&Logística, a participação feminina também tem se fortalecido em diferentes instâncias. A entidade conta com a contribuição de mulheres que atuam diretamente na construção de agendas estratégicas para o setor, como Joyce Bessa, vice-presidente extraordinária da Pauta ESG; Jéssica Caballero Lopes, vice-coordenadora nacional da COMJOVEM, Roberta Fiorot que integra o conselho de ex-coordenadores e vices-coordenadores da COMJOVEM, além de Gislaine Zorzin; Priscila Zanette e Rafaela Cozar, membros do Conselho Superior da Associação. 

Nos últimos anos, diversas iniciativas também têm contribuído para ampliar a presença feminina no transporte. O movimento “Vez&Voz”, do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP), liderado por sua presidente executiva, Ana Carolina Jarrouge, tornou-se uma das principais referências nesse processo e conta com o apoio da NTC&Logística.

Outros programas relevantes incluem o “A Voz Delas”, da Mercedes-Benz, e o “Caminho para Elas”, da Iveco, que buscam ampliar oportunidades e incentivar a entrada de mais mulheres no setor.

A COMJOVEM – Comissão de Jovens Empresários e Executivos da NTC&Logística também desempenha papel importante na formação de novas lideranças. Atualmente, dos 753 membros da Comissão, 200 são mulheres, sendo que, entre os 79 coordenadores e vice-coordenadores, 23 são mulheres.

Para a NTC&Logística, o avanço da participação feminina no setor deve ser entendido como um processo contínuo de evolução institucional e cultural. A presença das mulheres contribui para o fortalecimento das empresas, para a inovação na gestão e para a construção de um ambiente mais diverso e representativo.

Nesse contexto, a entidade também reconhece o trabalho de mulheres que têm desempenhado papéis relevantes em diferentes organizações do Sistema Transporte. Entre elas, estão Eliana Costa, diretora-adjunta do ITL; Nicole Goulart, diretora executiva nacional do SEST SENAT, que lidera uma equipe de mais de 8.500 colaboradores em todo o país, sendo 60% mulheres; Tania Drumond, vice-presidente da FETRANSCARGA; Cinthia Ambra, diretora executiva do SINDIPESA, e Daniela Capobiango, presidente executiva da FENAVAL.

Elas, assim como tantas outras profissionais que atuam no Transporte Rodoviário de Cargas, ajudam a construir um setor mais moderno, dinâmico e preparado para os desafios do país.

Mais do que celebrar uma data, o momento reforça a importância de continuar ampliando oportunidades e fortalecendo políticas que promovam a equidade. A evolução observada nos últimos anos demonstra que o transporte de cargas avança como um setor cada vez mais diverso, inclusivo e alinhado às transformações da sociedade.

Brasília, 6 de março de 2026.

Eduardo Rebuzzi

Presidente da NTC&Logística

NTC&Logística participa de seminário da Raízen sobre roubo de cargas, em Goiânia

NTC&Logística participa de seminário da Raízen sobre roubo de cargas, em Goiânia

A NTC&Logística participou, nesta quarta-feira (4), do Seminário Raízen Centro-Oeste: Roubo de Cargas, Fraudes e Delitos Conexos, realizado em Goiânia (GO), no auditório da Assembleia Legislativa do Estado. O encontro reuniu representantes da indústria, transportadores, embarcadores, autoridades públicas, especialistas em segurança e lideranças do setor, para discutir estratégias de enfrentamento aos crimes que impactam o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.

Representando a entidade, o vice-presidente extraordinário de Segurança da NTC&Logística, Roberto Mira, participou do 4º painel da programação, dedicado à contribuição de diferentes setores envolvidos no enfrentamento desse tipo de crime. Na ocasião, apresentou a visão da entidade sobre o cenário do roubo de cargas no país e os desafios enfrentados pelas empresas do setor.

Durante sua participação, Mira destacou que o enfrentamento a esse tipo de crime exige ações integradas e permanentes entre empresas, entidades representativas e autoridades públicas.

“A segurança logística precisa ser tratada como uma prioridade estratégica. Somente com a integração entre o setor produtivo e o poder público será possível transformar iniciativas isoladas em uma política nacional coordenada de enfrentamento ao roubo de cargas”, afirmou.

Promovido pela Raízen, por meio da área de Segurança Empresarial Downstream (SEMPRE-DS), o Seminário teve como objetivo ampliar o diálogo entre o setor privado e os órgãos governamentais, incentivando a troca de informações, o compartilhamento de boas práticas e a construção de ações conjuntas voltadas à prevenção do roubo de cargas e de fraudes relacionadas à atividade logística.

A programação do encontro contou com a participação de autoridades e especialistas que atuam diretamente na área de segurança e no combate aos crimes logísticos. Entre os presentes, estiveram o secretário de Estado de Goiânia, coronel Renato Brum dos Santos; o diretor do Instituto Combustível Legal (ICL); o gerente de Segurança Patrimonial da Raízen, coronel Rosano Augusto, e o diretor da Raízen, Gustavo Koeler, além de representantes de órgãos federais e estaduais de segurança pública.

A programação do encontro contou com painéis que reuniram representantes da indústria de combustíveis, da Agência Nacional do Petróleo (ANP), de secretarias estaduais da fazenda, de órgãos federais e de autoridades de segurança pública da região Centro-Oeste e de estados vizinhos, ampliando o debate sobre estratégias de prevenção e repressão aos crimes que afetam diretamente o Transporte Rodoviário de Cargas.

Durante sua apresentação, a NTC&Logística também destacou o papel institucional da entidade, fundada em 1963, na defesa dos interesses do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil, com atuação técnica e institucional nas áreas econômica, jurídica, regulatória e de segurança.

Entre os pontos abordados, constaram dados sobre o cenário nacional do roubo de cargas e instrumentos legais voltados ao enfrentamento desse tipo de crime, como a Lei Complementar nº 121/2006 e o Decreto nº 8.614/2015, que instituíram a Política Nacional de Repressão ao Furto e Roubo de Veículos e Cargas e estabeleceram mecanismos de integração entre órgãos responsáveis pela prevenção, fiscalização e repressão a esses delitos.

A participação da NTC&Logística no Seminário reforça a importância de ampliar o diálogo entre o setor produtivo e as autoridades responsáveis pela segurança pública, fortalecendo iniciativas que contribuam para a proteção das operações logísticas, dos profissionais do setor e da economia brasileira.

Presidente do Sistema Transporte defende multimodalidade e segurança regulatória em fórum internacional, em Frankfurt

Presidente do Sistema Transporte defende multimodalidade e segurança regulatória em fórum internacional, em Frankfurt

Encontro reúne autoridades e especialistas do Brasil e da Europa para debater regulação e investimentos em infraestrutura, logística e energia

Frankfurt sedia, entre os dias 2 e 5 de março, o Intercontinental Dialogues – Regulation & Investment, na Universidade Goethe. O encontro reúne autoridades, especialistas e representantes dos setores público e privado do Brasil e da Europa para debater regulação e investimentos em áreas estratégicas, como infraestrutura, energia, logística e finanças.

O presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, participou da programação no painel “Integração das Cadeias Logísticas Globais: eficiência, tecnologia e custo-efetividade”, realizado nessa terça-feira (3). O debate contou ainda com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas; do ministro do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Alexandre Luiz Ramos, e de Gustavo Gardini, da Deutsche Bahn. A moderação foi conduzida por Joachim von Winning, da Associação Federal Alemã de Logística.

Durante sua fala, Vander Costa destacou a importância do transporte para o desenvolvimento econômico e a competitividade dos países. “O transporte é a espinha dorsal da economia. Ele conecta produção, mercados e pessoas. O nível de eficiência logística de um país define diretamente sua capacidade de competir no cenário global”, disse.

O presidente do Sistema Transporte também apontou que, embora o Brasil tenha grande potencial produtivo e logístico, ainda enfrenta desafios relevantes, como custos elevados, necessidade de integração modal e modernização regulatória.

Nesse contexto, Vander Costa ressaltou o papel das concessões e das parcerias público-privadas para ampliar os investimentos em infraestrutura. “A Pesquisa CNT de Rodovias 2025 comprova que, onde há investimento e gestão eficiente, como nas concessões, a infraestrutura melhora. Ampliar concessões é, portanto, essencial para reduzir custos e aumentar a produtividade”, destacou.

A CNT atua, de forma permanente, junto a ministérios e agências reguladoras para defender uma agenda voltada ao fortalecimento do transporte e da logística no país. Entre as prioridades, estão a ampliação dos investimentos públicos, o fortalecimento das concessões, o incremento da segurança viária e a execução de obras estratégicas para promover a multimodalidade.

O painel também discutiu o papel das ferrovias na descarbonização e na eficiência logística, os avanços das concessões aeroportuárias e a importância do planejamento de longo prazo para consolidar a integração entre modais. Vander Costa reforçou que “a integração modal não é uma escolha; é uma necessidade estratégica. Governo, iniciativa privada e sociedade precisam avançar juntos para garantir investimentos e competitividade”.

Programação e relevância institucional

O Intercontinental Dialogues conta com 14 painéis temáticos, com debates sobre setor financeiro, saúde, infraestrutura, justiça, integração comercial, tecnologias emergentes e transição energética.

A participação no encontro reforça a presença do Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL) nos debates internacionais sobre regulação e investimentos, temas que influenciam diretamente a formulação de políticas públicas e a atração de capital para projetos de infraestrutura.

Além do presidente Vander Costa, a gerente executiva governamental da CNT, Daniele Bernardes, acompanhou o fórum em Frankfurt, representando a Confederação.

Indicadores econômicos reacendem alerta para a desindustrialização, aponta CNI

Indicadores econômicos reacendem alerta para a desindustrialização, aponta CNI

Indústria de transformação acumula quinta queda nos últimos sete anos; cenário econômico exige prudência nas discussões sobre redução da jornada de trabalho

A queda de 0,2% do PIB da indústria de transformação no ano passado reforça o processo de desindustrialização do país, alerta a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O setor passa pela quinta retração nos últimos sete anos e, se nada for feito, deve perder mais espaço na economia em 2026. 

Após crescer 3,9% em 2024, o desempenho da indústria de transformação não se sustentou. Em 2025, o setor foi asfixiado pelos juros elevados e pela invasão de produtos estrangeiros no mercado nacional.

“A Selic desestimulou o investimento, encareceu o crédito aos consumidores e restringiu a demanda por bens industriais. Essa situação é agravada pela expansão das importações, que cresceram de forma generalizada e em ritmo muito superior ao da demanda”, afirma o superintendente de Economia da CNI, Marcio Guerra.

Crescimento da indústria foi mais fraco e desigual que em 2024

A política monetária contracionista se refletiu em toda a cadeia produtiva. A construção, por exemplo, cresceu 0,5%. Não à toa, o PIB industrial, como um todo, subiu 1,4%, menos da metade do registrado em 2024. O resultado só não foi pior devido à alta de 8,6% da indústria extrativa, puxada pela produção de petróleo e gás.

Já a taxa de investimento fechou 2025 em 16,8% do PIB, aquém dos 20% verificados entre 2010 e 2013 e do necessário para sustentar taxas de crescimento mais elevadas na economia brasileira.

“O cenário preocupa, mas não é novo: desindustrialização e baixo investimento. As medidas para reverter esse quadro precisam ser tomadas de forma imediata; do contrário, o desempenho do PIB em 2026 será ainda mais modesto”, pontua Marcio Guerra.

Discussão sobre jornada de trabalho exige maior sobriedade

Nesse contexto, a CNI ressalta a falta de pragmatismo nas discussões sobre a redução da jornada de trabalho. A imposição de novos custos, neste momento, agravaria a saúde financeira das empresas.

Vale lembrar que a indústria:

  • usa, proporcionalmente, mais mão de obra qualificada que a média do setor privado;
  • está mais sujeita às elevações de custos do que outros setores, pois ocupa posição central nas cadeias produtivas;
  • opera sob elevada exposição à concorrência internacional, o que amplia o impacto de aumentos de custos sobre produção e emprego no setor;
  • possui setores e postos de trabalho em que a compensação de horas é inviável ou muito cara.

As incertezas em torno desse debate, por sua vez, afetam investimentos, que poderiam impulsionar a produtividade, condição que deveria ser tratada como prévia à redução da jornada e não consequência.

Free Flow: ANTT esclarece implantação do pedágio eletrônico nos Lotes 4 e 5 das Rodovias Integradas do Paraná

Free Flow: ANTT esclarece implantação do pedágio eletrônico nos Lotes 4 e 5 das Rodovias Integradas do Paraná

Instalação dos pórticos está prevista nos contratos de concessão e antecede fase de testes e autorização da Agência para início da cobrança

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informa que a substituição das praças de pedágio físicas pelo sistema de pedágio eletrônico (free flow), nos Lotes 4 e 5 das Rodovias Integradas do Paraná, está prevista nos respectivos contratos de concessão e em conformidade com a regulação vigente do setor rodoviário federal.

A implantação dos pórticos integra a etapa preparatória necessária à implementação do sistema de livre passagem nas rodovias concedidas. A Agência ressalta que não há autorização para cobrança neste momento. O início da arrecadação somente poderá ocorrer após o cumprimento integral das obrigações contratuais, a conclusão da instalação da infraestrutura tecnológica, a realização de testes operacionais e a autorização formal da ANTT, conforme exigem as normas regulatórias aplicáveis.

Nos contratos de concessão dos Lotes 4 e 5, o modelo de pedagiamento eletrônico foi incorporado como alternativa tecnológica às tradicionais praças de barreira, alinhando as concessões paranaenses às melhores práticas internacionais de gestão rodoviária.

Modernização do sistema de pedágio

O sistema de livre passagem integra a política pública de modernização do Programa de Concessões Rodoviárias, permitindo que a cobrança seja realizada por meio de identificação automática dos veículos, sem necessidade de parada ou redução significativa da velocidade.

Esse modelo já é amplamente utilizado em diversos países e tem como principais benefícios a melhoria da fluidez do tráfego, a redução de filas e gargalos nas rodovias, a diminuição do risco de acidentes nas áreas de aproximação das antigas praças de pedágio e a economia de combustível, além de contribuir para a redução de emissões de poluentes.

A implantação física dos pórticos é etapa indispensável para a validação técnica do sistema e para a realização dos testes operacionais necessários antes de qualquer autorização de cobrança.

Localização dos pórticos

Os contratos de concessão estabelecem que os pórticos poderão ser implantados em um raio de até cinco quilômetros em relação aos pontos originalmente previstos para as praças de pedágio, desde que respeitados os parâmetros técnicos, operacionais e econômicos da concessão.

Essa flexibilidade contratual tem como objetivo permitir ajustes de engenharia e garantir maior eficiência operacional do sistema, além de preservar a segurança viária e o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos. A possibilidade está expressamente prevista na modelagem das concessões e não configura descumprimento das regras estabelecidas.

Justiça tarifária e descontos

Nos contratos dos Lotes 4 e 5, está previsto o Desconto para Usuário Frequente (DUF), mecanismo de justiça tarifária que concede reduções progressivas no valor pago por veículos de passeio que utilizam a rodovia de forma recorrente.

Dependendo da frequência de utilização, os descontos podem alcançar reduções significativas sobre o valor nominal da tarifa. Além disso, usuários que utilizam etiqueta eletrônica (tag) recebem automaticamente 5% de desconto em cada passagem.

No modelo de pedágio eletrônico, os veículos são identificados automaticamente pelos pórticos instalados ao longo da rodovia. Após a passagem, o valor da tarifa é disponibilizado nos canais oficiais da concessionária responsável pela rodovia.

O pagamento pode ser realizado por meio de diferentes modalidades, incluindo:

  • tag automática vinculada ao veículo;
  • aplicativos ou canais digitais da concessionária;
  • pagamento digital ou presencial em pontos credenciados.

Atualmente, não existe uma plataforma única nacional para pagamento de tarifas de diferentes concessões, uma vez que os contratos são individualizados. Ainda assim, a ANTT acompanha a evolução tecnológica e regulatória do setor, com o objetivo de ampliar a interoperabilidade dos sistemas e simplificar a experiência do usuário nas rodovias concedidas.

A ANTT realiza acompanhamento permanente da execução dos contratos de concessão e reforça que o início da cobrança somente ocorrerá após a verificação do cumprimento integral das exigências técnicas, operacionais e regulatórias previstas.

A Agência reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência, a modicidade tarifária e a defesa do interesse público, garantindo que a modernização do sistema de pedágio ocorra com segurança jurídica e benefícios concretos para os usuários das rodovias federais concedidas.

Participe da primeira edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em Pernambuco

Participe da primeira edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em Pernambuco

A primeira edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística ocorrerá no estado de Pernambuco, recepcionada pela Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste – FETRACAN, pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas, Entregas, Armazenagem e Logística do Estado de Pernambuco – SETCEPE e pelo Núcleo da COMJOVEM Recife, no dia 19 de março, às 8h30, no Complexo Industrial Portuário de Pernambuco (SUAPE), localizado no litoral sul, abrangendo os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho.

Criado em 2004, o Seminário Itinerante tem o propósito de levar a NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística a diversas regiões do país, promovendo capacitação técnica e oportunidades de negócios para empresários e executivos do setor de transporte de cargas e logística.

A programação contará com temas relevantes para o setor e que impactam diretamente as atividades das empresas. A organização do evento também conta com o apoio da COMJOVEM – Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas da NTC&Logística.

Ratificando a missão da NTC&Logística de estar ao lado do transportador rodoviário de cargas, de Norte a Sul do Brasil, o Seminário Itinerante já percorreu diversos estados ao longo de mais de duas décadas.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, “a primeira edição do Seminário Itinerante de 2026, que ocorrerá no estado de Pernambuco, marca o início de um novo ciclo de encontros, reafirmando o compromisso da entidade de estar próxima do transportador rodoviário de cargas em todas as regiões do país. Abrir o calendário em um Estado estratégico para a logística do Nordeste reforça a importância do diálogo regional e da troca de experiências. Ao longo deste ano, o Seminário Itinerante passará por três cidades, promovendo encontros qualificados, debates relevantes e aprendizados práticos para empresários, executivos e lideranças do setor. Estamos confiantes de que o Seminário Itinerante em Pernambuco dará o tom de mais uma temporada de sucesso, contribuindo de forma efetiva para o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil”.

O evento será realizado presencialmente, no Complexo Industrial Portuário de Pernambuco (SUAPE) – Rodovia Indonésia, S/N – Bairro: Distrito Industrial de Ipojuca – Suape Ipojuca – Pernambuco (PE). A participação é aberta a todos os empresários da região que contribuem para um Transporte Rodoviário de Cargas cada vez mais forte.

Clique aqui e faça já a sua inscrição

PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR

PERÍODO DA MANHÃ – VISITA TÉCNICA

8h30 | 9h | Recepção com Café de Boas-Vindas e Credenciamento

9h | 11h30 | Visita Técnica – Porto de Suape

•   Apresentação institucional

•   Visita guiada às operações

•   Ênfase em eficiência logística, integração multimodal

e relação porto–TRC

11h30 | 12h15 | Palestra: BR do Mar e os Impactos para a Cabotagem

e a Competitividade Logística

Palestrante Convidado: a ser definido

12h30 | 14h | Almoço de Relacionamento

Local: a ser definido

PERÍODO DA TARDE – CONTEÚDO TÉCNICO E MERCADO

Local: Prédio administrativo do Porto de Suape – Rodovia Indonésia, S/N – Bairro: Distrito Industrial de Ipojuca – Suape Ipojuca – Pernambuco (PE)

14h15 | 14h30 | Abertura Oficial

• Boas-vindas institucionais

• Contextualização do encontro

• Importância do associativismo e das conexões logísticas regionais

14h30 | 15h45 | Palestra: Mercado e Tarifa

Palestrante: Engo Lauro Valdivia, Assessor Técnico da NTC&Logística

Conteúdo:

• Atualização do INCT (Índice Nacional de Custos do Transporte)

• Apresentação da Pesquisa de Mercado DECOPE 2026

Demonstração de Aplicações práticas da Plataforma de Cálculo de Frete

15h45 | 16h15 | Intervalo

16h15 | 17h30 | NTC TALKS – Soluções para o TRC

Participantes: Transpocred – Crédito e soluções financeiras para o TRC

       NDD – Tecnologia, gestão fiscal e documentos eletrônicos

       The – Soluções corporativas e apoio à gestão empresarial

       Apvida – Saúde e bem-estar para empresas e colaboradores

       Pamcard – Meios de pagamento e gestão de benefícios para o transporte

17h30 | 19h30 | Happy Hour de Encerramento

Clique aqui e faça já a sua inscrição

Realização

NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística

FETRACAN – Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste

SETCEPE – Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas, Entregas, Armazenagem e Logística do Estado de Pernambuco

Patrocínio

FENATRAN

Transpocred

Apoio Institucional

Sistema Transporte – CNT / Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística

FuMTran – Fundação Memória do Transporte

Apoio Logístico

Braspress

CNT e entidades do setor produtivo entregam manifesto sobre jornada de trabalho – Confederação alerta para impactos no transporte

CNT e entidades do setor produtivo entregam manifesto sobre jornada de trabalho – Confederação alerta para impactos no transporte

Documento reúne mais de cem entidades e defende debate responsável, com foco em preservação de empregos, produtividade e negociação coletiva

A CNT (Confederação Nacional do Transporte) e as demais confederações patronais e entidades do setor produtivo lançaram, nesta terça-feira (3), um manifesto sobre a modernização da jornada de trabalho. Na oportunidade, a CNT reforçou que o transporte é essencial para a economia e para a vida da população, operando de forma contínua, 24 horas por dia. A entidade alerta que reduzir a jornada sem considerar as especificidades do setor pode ampliar o déficit de mão de obra, elevar custos e comprometer a regularidade dos serviços.

O documento é assinado por confederações nacionais como a CNT, a CNI (Confederação Nacional da Indústria), a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), a CNSeg (Confederação Nacional das Seguradoras) e a OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), além federações e associações.

O manifesto defende que a discussão seja guiada por quatro princípios: preservação dos empregos formais, aumento da produtividade, diferenciação por setor e valorização da negociação coletiva. No trecho dedicado ao transporte, o texto destaca que mais de 65% das empresas de cargas e 53% das empresas de transporte urbano já relatam falta de motoristas, cenário que pode comprometer a regularidade dos serviços prestados à população.

Entrega ao Senado

O manifesto também foi protocolado no Senado Federal e entregue pessoalmente ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (UNIÃO BRASIL-AP), durante reunião em Brasília. A entrega ocorreu após um almoço na sede da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), articulado pela coalizão das Frentes Produtivas, reforçando a mobilização das entidades empresariais em torno do tema. Na ocasião, a CNT foi representada pelo diretor de Relações Institucionais, Valter Souza.

Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil

Emprego formal, produtividade e qualidade de vida

O debate sobre a modernização da jornada de trabalho é legítimo e relevante para o bem-estar dos trabalhadores e para a dinâmica econômica do país. O objetivo social é claro: saúde e qualidade de vida. Para tanto, é necessário colocar também como aspecto central os impactos em competitividade, produtividade e a precarização dos empregos no Brasil.

Sob o ponto de vista econômico, o emprego formal é um ativo social que precisa ser preservado. Segundo o IBGE, em 2025, o Brasil tinha 38,9 milhões de empregados com carteira assinada no setor privado. Já o Ministério do Trabalho e Emprego registrou estoque de 48,45 milhões de vínculos celetistas em dezembro de 2025 (Novo Cage). Essas bases capturam recortes diferentes do mercado de trabalho, mas convergem ao indicar a dimensão do contingente formal que deve estar no centro de qualquer mudança.

Pesquisas recentes indicam que uma parcela elevada das empresas relata dificuldade para preencher vagas e reter trabalhadores, enquanto entidades apontam a escassez de mão de obra qualificada como entrave recorrente.  Modernizar a jornada não significa escolher entre qualidade de vida e atividade econômica. Significa construir um caminho em que o trabalhador possa viver melhor sem que o emprego formal se torne mais escasso ou mais instável. Para isso, é necessário reconhecer que a forma como a mudança é implementada importa tanto quanto o objetivo que se busca alcançar.

No setor industrial, o Mapa do Trabalho Industrial 2025–2027 (SENAI/CNI) estima necessidade de qualificar cerca de 14 milhões de pessoas no período; paralelamente, há relatos setoriais de volumes expressivos de vagas abertas não preenchidas, como no varejo supermercadista, citado com mais de 350 mil vagas em recorte recente. No setor de transportes, mais de 65% das empresas do transporte de cargas e mais de 53% das empresas de transporte urbano de passageiros já relatam falta de motoristas, o que pode comprometer a regularidade dos serviços prestados à população.

A experiência internacional demonstra que, nos países onde ocorreu a redução do número de horas trabalhadas, o debate evoluiu por meio de um processo histórico vinculado a ganhos de produtividade. Quando a produção por hora trabalhada cresce, a sociedade consegue reduzir o volume de trabalho e preservar renda e preços. Isto torna o processo sustentável.

No entanto, quando a mudança ocorre sem esse equilíbrio, o resultado pode ser o aumento de custos, a redução de contratações formais e/ou o repasse de preços para o consumidor. Nenhum desses cenários favorece o país, seus trabalhadores e suas empresas. Nesse contexto, o Brasil precisa acelerar qualificação, ampliar oportunidades e viabilizar adoção de tecnologia e inovação, sustentando produtividade.

O ordenamento jurídico já dispõe de mecanismos de ajuste por meio de negociação, e a Reforma Trabalhista ampliou instrumentos para acomodar heterogeneidades por setor e atividade. O desafio, portanto, não é apenas “mudar a regra”, mas calibrar a implementação para que diferentes realidades produtivas – operações contínuas, serviços essenciais, picos sazonais e distintos portes empresariais – possam se adaptar sem rupturas.

Diante disso, defendemos que essa discussão tenha por base quatro princípios:

1. Preservação do emprego formal e mitigação de incentivos à informalidade: cerca de 40% da população economicamente ativa encontra-se na informalidade. A redução de incentivos à informalidade, direcionando estratégias e políticas que observem diferenças setoriais e por porte de empresa, é essencial ao crescimento econômico e ao desenvolvimento social sustentáveis do país.

2. Produtividade como base para sustentabilidade e desenvolvimento social e econômico: a adoção de medidas concretas para aumentar a produtividade, tais como qualificação e difusão tecnológicas, é urgente.

3. Diferenciação por setor e uso de negociação coletiva: reconhecer a heterogeneidade do mercado de trabalho e focar em ajustes setoriais, seja por atividade ou por meio da negociação coletiva, ao permitir ajustar escalas, turnos e limites de trabalho de forma adaptada ao contexto do setor e da região.

4. Discussão técnica aprofundada e governança de diálogo social: mudanças estruturais como a dos limites constitucionais da jornada de trabalho devem ser fundamentadas em debates técnicos aprofundados, que considerem impactos e alternativas, com governança por meio de diálogo social centrado no consenso entre trabalhadores, empregadores e poder público. 

Os setores produtivos defendem que a sociedade avance no diálogo sobre o tema com maturidade, acolhendo a importância do debate e garantindo que ele ocorra sem abrir mão de discutir, com profundidade e com base em elementos técnicos. Colocar esses pontos no centro do diálogo é assegurar que ele caminhe na direção correta.

Mudanças estruturais que nascem do enfrentamento responsável de seus detalhes protegem melhor, duram mais e entregam resultados reais. É isso que se espera de uma agenda dessa dimensão. A não observância dos impactos em custos de produção e seus reflexos em preços de bens e serviços essenciais, como alimentação, medicamentos, transporte e outros serviços cotidianos, têm o risco de produzir um paradoxo: ampliação formal do limite de um direito e redução do bem-estar material por meio, por exemplo, da perda do poder de compra.

Proteger quem mais precisa significa, também, prevenir que mudanças provoquem aumento da informalidade, da necessidade de aumento do volume de trabalho para obter renda complementar e esvaziamento da promessa de melhoria de qualidade de vida.

Focados na responsabilidade social do tema, conclamamos a todos os atores envolvidos, como poder público, autoridades, trabalhadores e sociedade civil, para a construção de um diálogo responsável, pautado pela racionalidade, pela busca de consensos e pela análise rigorosa dos dados.

Nesse sentido, considera-se recomendável que o aprofundamento desta pauta ocorra fora do ambiente de disputas eleitorais, em momento mais propício à construção de consensos duradouros e de soluções equilibradas, evitando que decisões pressionadas possam comprometer a qualidade de políticas públicas e seus efeitos sobre o país. Somente com maturidade social poderemos avançar para construir um futuro de trabalho mais justo, produtivo e equitativo para todos os brasileiros.

Confira as entidades signatárias
  • ABAD – Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores
  • ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio
  • ABAG/RP – Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto
  • ABCS – Associação Brasileira dos Criadores de Suínos
  • ABCZ – Associação Brasileira dos Criadores de Zebu
  • ABERC – Associação Brasileira das Empresas de Refeições Coletivas
  • Abesata – Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares ao Transporte Aéreo
  • ABIA – Associação Brasileira da Indústria de Alimentos
  • ABIEC – Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne
  • ABIFUMO – Associação Brasileira da Indústria do Fumo
  • ABIH – Associação Brasileira da Indústria de Hotéis
  • ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos
  • ABIOGÁS – Associação Brasileira do Biogás e do Biometano
  • ABIÓPTICA – Associação Brasileira das Indústrias Ópticas
  • ABIOVE – Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais
  • ABIPESCA – Associação Brasileira das Indústrias de Pescados
  • ABIR – Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas
  • ABIS – Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes
  • ABISOLO – Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal
  • ABIT – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção
  • ABLOS – Associação Brasileira dos Lojistas Satélites de Shoppings
  • ABNC – Associação Brasileira de Nozes, Castanhas e Frutas Secas
  • ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal
  • ABRABOR – Associação Brasileira de Produtores e Beneficiadores de Borracha Natural
  • ABRAFESC – Associação Brasileira de Factoring, Securitização e Empresas Simples de Crédito
  • ABRAFRIGO – Associação Brasileira de Frigoríficos
  • ABRAFRUTAS – Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados
  • ABRALOG – Associação Brasileira de Logística
  • ABRAMILHO – Associação Brasileira dos Produtores de Milho
  • ABRAPA – Associação Brasileira dos Produtores de Algodão
  • ABRAS – Associação Brasileira de Supermercados
  • ABRASCA – Associação Brasileira das Companhias Abertas
  • ABRASCE – Associação Brasileira de Shopping Centers
  • ABRASEL – Associação Brasileira de Bares e Restaurantes
  • ABRASEM – Associação Brasileira de Sementes e Mudas
  • ABRASS – Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja
  • ABREMA – Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente
  • ABTC – Associação Brasileira de Logística e Transporte de Cargas
  • ABTP – Associação Brasileira dos Terminais Portuários
  • ACAD BRASIL – Associação Brasileira de Academias
  • ACRIMAT – Associação dos Criadores de Mato Grosso
  • ADIAL – Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado do Goiás
  • AELO – Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano
  • AENDA – Associação Nacional das Empresas de Produtos Fitossanitários
  • AMA BRASIL – Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil
  • AMPA – Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão
  • ANAPA – Associação Nacional dos Produtores de Alho
  • ANDAV – Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários
  • ANR – Associação Nacional de Restaurantes
  • ANTF – Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários
  • APROSMAT – Associação dos Produtores de Sementes de MT
  • APROSOJA BR – Associação Brasileira dos Produtores de Soja
  • APROSOJA MS – Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul
  • APROSOJA MT – Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso
  • BIOENERGIA BRASIL
  • BIOSUL – Associação de Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul
  • CACB – Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil
  • CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção
  • CEBRASSE – Central Brasileira do Setor de Serviços
  • CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil
  • CIESP – Centro das Indústrias do Estado de São Paulo
  • CITRUSBR – Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos
  • CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
  • CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
  • CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas
  • CNI – Confederação Nacional da Indústria
  • CNseg – Confederação Nacional das Seguradoras
  • CNT – Confederação Nacional do Transporte
  • CROPLIFE BRASIL
  • FAEP – Federação da Agricultura do Estado do Paraná
  • FAESP – Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo
  • FAMASUL – Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul
  • FAMATO – Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso
  • FBHA – Federação Brasileira de Hotéis e Alimentação
  • FECOMERCIO/SP – Federação do Comércio de Bens de São Paulo
  • FENAMAR – Federação Nacional das Agências de Navegação Marítima
  • FENATAC – Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas & Logística
  • FENEP – Federação Nacional das Escolas Particulares
  • FENERC – Federação Nacional das Empresas de Refeições Coletivas
  • FENINFRA – Federação Nacional de Call Center, Instalações e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e Informática
  • FEPLANA – Federação dos Plantadores de Cana do Brasil
  • FETPESP – Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo
  • FETRAMAZ – Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia
  • FETRANCESC – Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina
  • FETRANSLOG – Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste
  • FETRANSPAR – Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná
  • FIEG – Federação de Indústrias do Estado de Goiás
  • FIEMT – Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso
  • FIEP – Federação das Indústrias do Estado do Paraná
  • FIEPE – Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco
  • FIERGS – Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul
  • FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
  • FIRJAN – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro
  • FOHB – Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil
  • IBÁ – Indústria Brasileira de Árvores
  • IBISA – Instituto Brasileiro para Inovação e Sustentabilidade do Agronegócio
  • IBL – Instituto Brasil Logística
  • IBRAM – Instituto Brasileiro de Mineração
  • INSTITUTO DAS CIDADES
  • INSTITUTO LIVRE MERCADO
  • MCB – Movimento Brasil Competitivo
  • OCB – Organização das Cooperativas Brasileiras
  • ORPLANA – Organização de Associações de Plantadores de Cana do Brasil
  • REFINA BRASIL – Associação Brasileira dos Refinadores Privados
  • RESORTS BRASIL
  • SEAC/MG – Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação no Estado de Minas Gerais
  • SECOVI/SP – Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo
  • SINDAG – Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola
  • SINDAN – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal
  • SINDEPAT – Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas
  • SINDESP/MG – Sindicato das Empresas de Segurança e Vigilância do Estado de MG
  • SINDIRAÇÕES – Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal
  • SINDIVEG – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal
  • SINFAC/SP – Sindicato das Sociedades de Fomento Mercantil (Factoring) do Estado de São Paulo
  • SNETA – Sindicato Nacional das Empresas de Táxi Aéreo
  • SRB – Sociedade Rural Brasileira
  • SUCOSBR – Associação Brasileira das Indústrias de Suco Integral
  • UNEM – União Nacional do Etanol de Milho
  • ÚNICA – União da Indústria de Cana-de-Açúcar
  • VIVA LÁCTEOS – Associação Brasileira de Laticínios
Comissão do Senado marcou votação do acordo provisório de comércio do Mercosul-UE

Comissão do Senado marcou votação do acordo provisório de comércio do Mercosul-UE

A Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado marcou para esta quarta-feira (4) a votação do acordo provisório de comércio entre os blocos do Mercosul e da União Europeia. O texto que será apreciado é o da parte comercial, que foi assinado em janeiro por chefes de Estados dos dois blocos. O acordo mais global, que incorpora a parte comercial mais as partes política e de cooperação, ainda depende de avaliação do Tribunal de Justiça Europeu. O acordo provisório foi aprovado pela Câmara dos Deputados e, agora, tramita na Comissão do Senado como Projeto de Decreto Legislativo e tem como relatora a senadora Tereza Cristina (PP-MS).

O acordo internacional prevê a redução gradual, em até 18 anos, na média, das tarifas comerciais entre os cinco países do Mercosul e os 27 da União Europeia. Além disso, cria regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas e investimentos. Juntos, os países do Mercosul e da União Europeia têm hoje cerca de 718 milhões de habitantes e produto interno bruto (PIB) estimado em aproximadamente 22,4 trilhões de dólares.

Escala 6×1 pode agravar falta de motoristas de produtos perigosos, diz ABTLP

Escala 6×1 pode agravar falta de motoristas de produtos perigosos, diz ABTLP

Entidade que representa 60% da frota de produtos perigosos vê risco de aumento de custos e pressão sobre setor estratégico

A possível adoção de mudanças na jornada de trabalho com impacto sobre a escala 6×1 pode agravar um problema já crítico no transporte de produtos perigosos: a escassez de motoristas qualificados. O alerta é de Oswaldo Caixeta, presidente da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), entidade que representa cerca de 60% da frota dedicada a esse tipo de carga no país.

Segundo ele, muitas empresas do segmento já operam no limite da capacidade operacional. “Há transportadoras que, hoje, estão com 50 motoristas a menos do que o necessário para completar o quadro. Se você altera a escala sem planejamento, esse número pode crescer ainda mais”, afirma.

Na prática, explica Caixeta, a redução de dias trabalhados por semana exigiria a contratação de mais profissionais para manter o mesmo nível de operação – algo difícil em um mercado que já sofre com a falta de condutores habilitados, experientes e treinados para o transporte de combustíveis, gás e produtos químicos. “Se, hoje, já faltam 50, vai faltar muito mais. Isso é fato. E alguém vai pagar essa conta”.

Pressão sobre custos

A consequência direta, segundo o dirigente, é o aumento do frete e a pressão inflacionária sobre cadeias estratégicas. “Quem paga é toda a sociedade, porque o transporte vai ficar mais caro”, afirma.

Embora ainda não haja um percentual fechado sobre o impacto financeiro, entidades como a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizam estudos para dimensionar os efeitos da eventual mudança na jornada sobre o custo Brasil.

Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) indicam que, das cerca de 153 mil transportadoras registradas no país, aproximadamente 49 mil atuam no transporte de produtos perigosos – um universo relevante em volume, valor agregado e risco operacional.

Para Caixeta, o problema central é a falta de diálogo setorial antes de qualquer decisão ampla. “Há segmentos do transporte em que é possível ajustar para uma escala 5×2, como algumas operações urbanas. Mas existem atividades em que isso simplesmente não é viável. Não dá para resolver tudo de uma canetada”, afirma.

Ele defende que eventuais mudanças sejam tratadas por meio de convenções coletivas específicas, respeitando as características regionais e operacionais de cada nicho. “Se você setoriza e constrói acordos adequados à realidade de cada operação, consegue alinhar melhor. O que não dá é impor uma regra única para atividades tão diferentes.”

Regime de urgência

O debate ganhou novo impulso nesta terça-feira (3), em São Paulo. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o governo poderá enviar um projeto de lei com urgência ao Congresso Nacional caso as discussões sobre a jornada de trabalho – incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal – não avancem na “velocidade desejada”.

Segundo o ministro, há diálogo com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para acelerar tanto as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) quanto projetos de lei já em tramitação. O envio de um PL em regime de urgência não está descartado, a depender das conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O regime de urgência impõe prazo de 45 dias para deliberação na Câmara e no Senado, sob pena de trancamento da pauta.

Uma das PECs em discussão amplia de um para dois dias o descanso semanal – preferencialmente aos sábados e domingos – e reduz a jornada máxima de 44 para 36 horas semanais, sem contar horas extras. Hoje, a Constituição estabelece limite de oito horas diárias e 44 semanais.

Marinho afirmou considerar viável o fim da jornada 6×1, mas disse que a prioridade do governo é a redução da carga semanal para 40 horas. “É plenamente possível reduzir a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais. Isso pode levar ao fim da escala 6×1, que é o grande sonho de milhões de trabalhadores, especialmente no comércio e nos serviços”, declarou.

O ministro também descartou, neste momento, compensações fiscais às empresas como contrapartida à mudança. “O pressuposto para a compensação é o aumento da produtividade”, afirmou, defendendo investimentos em tecnologia, prevenção de acidentes e melhoria das condições de trabalho como caminhos para elevar a eficiência.

Rodovias do sul do Estado podem ter 14 pontos de pedágio free flow; veja onde serão

Rodovias do sul do Estado podem ter 14 pontos de pedágio free flow; veja onde serão

Contrato da Ecovias Sul encerrado na terça-feira tinha cinco praças de pedágio

As cinco praças de pedágios que estavam em operação na BR-116 e na BR-392, no sul do Estado, durante a concessão da Ecovias Sul, que se encerrou na terça-feira (3), devem dar espaço para uma nova forma de cobrança das tarifas de pedágio: os pórticos free flow. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já prevê a criação de 14 pontos de cobrança.

Na BR-116, o trecho de concessão vai de Camaquã a Jaguarão e deve contar com oito pontos. Entre a Capital e Pelotas, os pórticos serão um em Cristal, dois em São Lourenço do Sul e dois em Pelotas. Já entre Pelotas e Jaguarão, serão um pórtico em Capão do Leão, um em Arroio Grande e um em Jaguarão.

A concessão da BR-392 vai de Rio Grande até Santana da Boa Vista e terá os outros seis pórticos. Entre Rio Grande e Pelotas, serão dois pórticos em Rio Grande, enquanto entre Pelotas e a região central do Estado haverá um pórtico em Pelotas, dois em Canguçu e um em Piratini, perto do acesso a Santana da Boa Vista.

A mudança no pedágio, no entanto, não entrará em vigor imediatamente. A adoção do novo formato depende de um processo que inclui a realização de audiências públicas, o lançamento do edital (previsto para maio) e o leilão, que está previsto para agosto.

Até uma nova concessão assumir as rodovias federais do sul do Estado, a manutenção das pistas será de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), enquanto o serviço de socorro a urgências e emergências será assumido pelo Samu e pelo Corpo de Bombeiros.

Como funciona o pedágio free flow?

O sistema de pedágio free flow não utiliza as tradicionais cancelas e já é utilizado em outras concessões de rodovias no Rio Grande do Sul. O sistema funciona através de equipamentos com câmeras que capturam a placa do veículo quando ele passa por cada ponto de cobrança. Assim, ao invés de pagar uma tarifa fixa, o valor do pedágio será calculado pela distância percorrida pelo motorista.

Quem tem tag de pedágio instalada no para-brisa paga o valor imediatamente, enquanto quem não tem pode pagar o valor num prazo de 30 dias pela internet ou em pontos físicos de autoatendimento.

Caso o condutor não pague a tarifa no prazo, poderá ser enquadrado em uma infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.

IA, radares e drones: como SP usa tecnologia para vigiar estradas e motoristas

IA, radares e drones: como SP usa tecnologia para vigiar estradas e motoristas

O uso de tecnologias de monitoramento nas estradas de São Paulo tem avançado para além dos radares tradicionais de velocidade. Câmeras com inteligência artificial (IA) capazes de identificar infrações dentro dos veículos e drones com sensores térmicos empregados no combate ao crime e na segurança viária passaram a integrar a rotina de fiscalização em diferentes trechos do estado.

Embora não estejam concentradas em um único sistema rodoviário, câmeras com IA vêm sendo utilizadas tanto por concessionárias quanto pela Polícia Militar Rodoviária, com impactos diretos na redução de acidentes, infrações e crimes nas estradas paulistas, dizem as autoridades.

A tecnologia de inteligência artificial está sendo empregada em diversos locais, entre eles a concessionária Entrevias, responsável por uma malha de aproximadamente 570 quilômetros de rodovias no interior de São Paulo. Segundo a empresa, as câmeras com IA embarcada vêm sendo instaladas prioritariamente em trechos urbanos, onde há maior incidência de acidentes.

Câmeras com IA identificam infrações dentro dos veículos

De acordo com Ariel Garavine, especialista em Segurança Viária da Entrevias, uma pesquisa interna mostrou que 92% dos acidentes registrados na concessão têm como causa principal a falha humana. “Falta de atenção, uso indevido do celular e outras imprudências explicam a maior parte dos sinistros que observamos”, afirmou Garavine.

“A tecnologia permite identificar, em tempo real, infrações como o uso do celular ao volante e a não utilização do cinto de segurança”, explicou. Apesar da automação na identificação das infrações, as autuações não são feitas de forma automática.

Todo flagrante registrado pela IA precisa ser analisado e validado por um policial rodoviário. “As imagens são encaminhadas diretamente ao sistema da Polícia Rodoviária, onde o policial confere se o registro corresponde, de fato, a uma infração antes de lavrar a autuação”, disse Garavine.

A concessionária afirma ter conhecimento de que são emitidos, em média, cerca de 1,5 mil flagrantes por dia com auxílio da tecnologia nos trechos sob sua concessão, número cuja consolidação compete à Polícia Rodoviária.

Implantação da tecnologia impactou na redução de acidentes, diz concessionária

O impacto da IA na segurança viária começou a aparecer nos indicadores, na avaliação da concessionária. A Entrevias comparou os dados do último trimestre de 2024, período anterior à implantação da tecnologia, com o último trimestre de 2025, já com as câmeras em operação.

Segundo a empresa, houve redução de 15% no número de sinistros e queda de 14% no número de vítimas. Para a concessionária, os números indicam mudança no comportamento dos motoristas.

“Esses dados mostram que o condutor está mais atento e prudente, o que contribui para um trânsito mais seguro e fluido”, afirmou Garavine.

Drones térmicos reforçam segurança no Sistema Anchieta-Imigrantes

No Sistema Anchieta-Imigrantes, que liga a capital paulista à Baixada Santista, a tecnologia empregada é diferente. Não há uso de inteligência artificial para autuações de trânsito, mas drones equipados com sensores térmicos vêm sendo utilizados pela Polícia Militar Rodoviária, especialmente durante a operação Verão.

Segundo o tenente-coronel Marcelo Estevão de Oliveira, comandante do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária, os drones permitem encontrar pessoas escondidas em áreas remotas, tanto de dia quanto à noite. “Com o drone térmico, conseguimos identificar a presença de pessoas escondidas na mata, algo que não seria possível apenas com o patrulhamento tradicional”, afirmou Oliveira.

O uso dos drones começou no meio de 2024, de forma piloto, e foi intensificado durante a operação Verão, que abrangeu os períodos de Natal, Ano Novo e férias escolares. Ao todo, quatro drones térmicos, com custo aproximado de R$ 80 mil cada, foram distribuídos na área de atuação do batalhão.

Segundo o comandante, os resultados foram expressivos. “Não tivemos nenhum registro de roubo com arrastão nesse período”, disse. Além disso, houve redução de 71% nos roubos ao usuário e aumento de 83% no número de foragidos da Justiça presos, em comparação com a média dos últimos dez anos.

Efetividade deve tornar tecnologia permanente

Além do combate ao crime, os drones térmicos vêm sendo empregados em ações de segurança viária. Um dos focos é a fiscalização de caminhões na descida da Rodovia Anchieta, onde há risco de superaquecimento dos freios.

“O sensor térmico permite identificar freios superaquecidos, abordar o veículo preventivamente e evitar acidentes graves ou incêndios na serra”, explicou o comandante. A fiscalização ainda ocorre em caráter piloto, mas de forma recorrente.

Segundo o comandante do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária, o uso dos drones térmicos deve deixar de ser pontual e passar a integrar a rotina operacional da corporação. “Essa ferramenta se mostrou extremamente eficiente e deve ser incorporada de forma permanente ao policiamento rodoviário”, afirmou.

Acelerar concessões ajudará a reduzir acidentes e mortes nas estradas

Acelerar concessões ajudará a reduzir acidentes e mortes nas estradas

Houve melhora no ano passado, mas indicadores são assustadores nas rodovias deterioradas, de pista simples

Apesar de as mortes nas rodovias federais terem caído em 2025, há pouco a comemorar. As estatísticas ainda são assustadoras. De janeiro a dezembro de 2025, houve 53.435 acidentes, com 15.098 feridos graves e 4.799 vítimas fatais. Nas três categorias, os números são superiores aos registrados antes da pandemia, segundo a última edição de estudo da Plataforma de Infraestrutura em Logística de Transporte, da Fundação Dom Cabral (FDC). De mudança significativa, apenas a constatação de que a BR-116 ultrapassou a BR-101 como rodovia mais perigosa do Brasil. É evidente que a situação exige mais atenção das autoridades.

Estudos aqui e no exterior confirmam que estradas duplicadas, com traçados apropriados, sinalização visível dia e noite e controle eficaz de velocidade reduzem acidentes e mortes. Incapaz de investir para garantir tais condições, o governo não tem alternativa a não ser conceder as rodovias à iniciativa privada. Depois de anos de resistência à privatização, enfim o governo petista entendeu isso. O criticável é o ritmo. Como os dados da FDC mostram, é preciso acelerar as concessões. Rodovias concedidas apresentam taxas de acidentes e níveis de gravidade inferiores aos das congêneres públicas. Nas estradas já concedidas, em que as estatísticas permanecem ruins, é preciso exigir celeridade nas obras. Os pontos mais perigosos são de conhecimento de todos.

Para comparar rodovias e trechos com intensidade de tráfego distintas, os pesquisadores da FDC usam um indicador que considera volume e gravidade dos acidentes. No ranking da severidade, a BR-116 está em primeiro lugar, seguida por BR-101, BR-153 (no Tocantins) e BR-364 (no Acre). Em 2025, os trechos mais perigosos da BR-101 ficaram concentrados na divisa do Rio com o Espírito Santo. Na BR-116, as áreas mais letais foram registradas do Rio à Bahia, passando por Minas Gerais. “Quanto maior a extensão da pista simples, maior a tendência de colisões frontais. E esse é um dos tipos de acidente com maior taxa de severidade”, disse ao GLOBO Paulo Resende, responsável pela pesquisa. “No Norte de Minas e em áreas baianas de pista simples, a combinação de pavimento irregular, ausência de acostamento e retas longas tem sido especialmente letal.”

O que acontece nas estradas e nas ruas brasileiras não é normal. Aqui, a taxa de mortes por 100 mil habitantes é superior à de países como Argentina, Chile, Colômbia, México ou Uruguai. Para melhorar, o Brasil poderia se inspirar na Bulgária. O país ainda apresenta indicadores ruins, mas entre 2017 e 2019 houve queda de 25% nas mortes – e, em 2024, de 9% em relação a 2023. Isso é prova de que, com investimentos e exigências certas, se obtêm bons resultados. As medidas necessárias para acabar com a carnificina nas estradas não são segredo. Se o Estado não tem condição de implementá-las, é preciso deixar a tarefa a cargo da iniciativa privada – e cobrar com afinco.