O INCT-FR mede a evolução de todos os custos da carga fracionada na operação rodoviária, sendo assim incluindo-se transferência, custos de administração e de terminais (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Nesses custos não estão contemplados impostos, pedágios e margem de lucro.
Tenha na íntegra o simulador e histórico do índice, abaixo:
O INCTF-OU mede a evolução de todos os custos da carga fracionada na operação urbana, incluindo coleta, distribuição, custos de administração e de terminais (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Nesses custos não estão contemplados impostos, pedágios e margem de lucro.
Tenha na íntegra o simulador e histórico do índice, abaixo:
O tradicional encontro do Transporte Rodoviário de Cargas reunirá empresários, executivos e lideranças de todo o Brasil
A NTC&Logística abriu as inscrições para o Congresso NTC 2026 – XIX Encontro Nacional da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários e Executivos da NTC&Logística), um especial encontro de aprendizado e expansão de conhecimento do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) brasileiro. A edição deste ano será realizada entre os dias 26 e 29 de novembro de 2026, no Mavsa Resort Convention SPA, em Cesário Lange (SP).
Promovido anualmente pela NTC&Logística, por meio da COMJOVEM, o Congresso consolidou-se como um importante ambiente de integração, desenvolvimento profissional, networking e fortalecimento do associativismo. Durante os quatro dias de evento, empresários, executivos, sucessores, lideranças de entidades e representantes do setor de todo o país terão a oportunidade de compartilhar experiências, ampliar relacionamentos e debater os desafios e as oportunidades que impactam o Transporte Rodoviário de Cargas.
A programação será voltada ao desenvolvimento de lideranças e à troca de conhecimentos, reunindo conteúdos relevantes para a gestão das empresas, inovação, sucessão empresarial e temas estratégicos para o setor. Além das atividades técnicas, os participantes poderão desfrutar da estrutura do Mavsa Resort Convention SPA, reconhecido pela excelência em hospedagem, lazer e infraestrutura para eventos.
As reservas de hospedagem poderão ser realizadas até o dia 25 de outubro de 2026, com possibilidade de parcelamento em até quatro vezes no cartão de crédito. Após essa data, as novas reservas estarão sujeitas à disponibilidade e deverão ser pagas integralmente no ato da confirmação.
Para realizar a reserva, basta informar o nome do evento e entrar em contato diretamente com o Mavsa Resort Convention SPA pelos seguintes canais:
l WhatsApp: (15) 99103-0899
l E-mail: comercial@mavsaresort.com.br
A NTC&Logística convida empresários, executivos e lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas de todo o Brasil a participarem de mais uma edição do Congresso NTC – XIX Encontro Nacional da COMJOVEM. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas pelo portal da entidade, clicando aqui.
Programação Preliminar
26 DE NOVEMBRO | QUINTA-FEIRA
12h
ALMOÇO
17h
CHECK-IN E ACOMODAÇÃO NOS QUARTOS
18h30|0h
SOLENIDADE DE ABERTURA | JANTAR FESTIVO DE ABERTURA
CENTRO DE CONVENÇÕES
Welcome Drink – Recepção | Área dos estandes
Solenidade de Abertura
Jantar Festivo de Abertura
27 DE NOVEMBRO | SEXTA-FEIRA
7h
CAFÉ DA MANHÃ
9h | 13h
INÍCIO DA PROGRAMAÇÃO
PAINEL 1 | A FORÇA DO ASSOCIATIVISMO E DA REPRESENTAÇÃO EMPRESARIAL
Palestrante: Irani Bertolini, Presidente do Grupo Bertolini e da FETRAMAZ
Tema – A Trajetória do Grupo Bertolini e a Força do Associativismo no Desenvolvimento do Transporte
COFFEE BREAK | CONEXÃO COM EXPOSITORES
Networking, relacionamento e visitação aos estandes dos expositores.
PAINEL 2 | PROGRAMAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO
Encerramento das atividades da manhã.
13h
ALMOÇO – RESTAURANTE DO HOTEL
16h | 21h
TARDE JOVEM – Evento de Confraternização
Espaço Praia – Patrocínio Exclusivo Mercedes-Benz
19h | 22h
JANTAR LIVRE – RESTAURANTE DO HOTEL
28 DE NOVEMBRO | SÁBADO
7h
CAFÉ DA MANHÃ
8h30 | 12h30
INÍCIO DA PROGRAMAÇÃO
PAINEL 3 | COM ELAS, CONVIDA: MULHERES QUE MOVEM O TRANSPORTE
Presença e protagonismo das mulheres no TRC
Conduzido por Jéssica Caballero, Vice-Coordenadora da COMJOVEM NACIONAL
Palestrante: Thais Cassano, CEO da Bequal Mentora de Mulheres
Participantes Convidadas:
Fernanda Schwantes, Gerente Executiva de Economia da CNT
Pesquisas e dados sobre a participação feminina no TRC
Ana Jarrouge,Presidente Executiva do SETCESP, Idealizadora do Movimento Vez&Voz e Membro do Conselho de Ex-Coordenadores da COMJOVEM NACIONAL
Movimento Vez&Voz: experiências, desafios e protagonismo feminino no TRC
COFFEE BREAK | CONEXÃO COM EXPOSITORES
Networking, relacionamento e visitação aos estandes dos expositores.
PALESTRA – FAIXA PRETA COM ESPÍRITO DE FAIXA BRANCA:
Excelência, Aprendizado contínuo e Evolução coletiva
Palestrante: Flávio Canto, Graduado em Direito e Medalhista Olímpico em 2004
12h | 13h30
REUNIÃO NACIONAL DA COMJOVEM
Encerramento das atividades da manhã.
12h | 15h
ALMOÇO – RESTAURANTE DO HOTEL
TARDE LIVRE
20h30|0h
EVENTO DE ENCERRAMENTO DO ENCONTRO NACIONAL DA COMJOVEM | CENTRO DE CONVENÇÕES
Tema – FESTA DAS CORES
29 DE NOVEMBRO | DOMINGO
7h
CAFÉ DA MANHÃ
MANHÃ LIVRE
12h
CHECK-OUT – ALMOÇO NÃO INCLUSO
Patrocínio
I FENATRAN
I GEOTAB
I MERCEDES-BENZ
I TGID
I TRANSPOCRED
I TRUCKPAG
Apoios Institucionais
lSistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)
Produção técnica da CNT de uma série de 5 anos acompanha biometano, eletromobilidade, hidrogênio renovável, diesel verde e SAF e leva conhecimento brasileiro ao debate da COP31
Em 2021, quando a CNT lançou a primeira edição da série Energia no Transporte, o biometano abriu uma sequência de estudos dedicados a compreender como novas fontes de energia e tecnologias têm o potencial de reduzir a dependência dos combustíveis fósseis no transporte. Desde então, novas alternativas entraram nessa discussão, acompanhadas de desafios próprios para sua adoção.
Ao longo de cinco edições, a série acompanhou a evolução de tecnologias, mercados e marcos regulatórios, e analisou vantagens, limitações e condições de uso no transporte brasileiro.
Agora, esse conhecimento acumulado integra a preparação do Sistema Transporte para a COP31, que será realizada de 9 a 20 de novembro, em Antália, na Turquia. A transição energética estará entre os temas levados pela instituição ao debate internacional, a partir de uma questão que atravessa os estudos produzidos ao longo desses anos: um setor formado por modos, operações e necessidades distintas demanda diferentes caminhos para reduzir suas emissões.
Desde sua criação, a série oferece às empresas do setor informações sobre fontes de energia e combustíveis alternativos, considerando aspectos ambientais, econômicos e operacionais, assim como oportunidades e desafios para a adoção. Os estudos ajudam a compreender onde essas soluções podem ser aplicadas e quais condições precisam ser consideradas pelo transportador.
Uma agenda que ganhou novas fontes
A trajetória começou com o biometano, biocombustível produzido a partir da decomposição da matéria orgânica dos resíduos sólidos ou de biomassas, com potencial econômico favorável no transporte rodoviário. O estudo inaugural analisou produção, regulamentação, aplicações e desempenho ambiental dessa fonte energética renovável.
Em 2022, a eletromobilidade levou a discussão para o uso da eletricidade na propulsão dos veículos e para a infraestrutura necessária a esse sistema, que inclui baterias, carregadores, pontos de recarga e rede elétrica. O estudo já apontava que, embora o desenvolvimento tecnológico estivesse concentrado nos veículos leves, a eletrificação começava a alcançar também os veículos pesados.
No ano seguinte, o hidrogênio renovável entrou na série como alternativa com aplicações em diferentes modos de transporte. A publicação analisou seu uso em veículos leves e pesados e aplicações potenciais nos modos aéreo, ferroviário e marítimo. O estudo mostrou ainda a relação entre o desenvolvimento dessa tecnologia e a disponibilidade de energia renovável necessária à sua produção.
Em 2024, o diesel verde acrescentou outra possibilidade ao conjunto. Produzido a partir de biomassas e resíduos, o combustível apresenta características compatíveis com motores vigentes do ciclo diesel. O estudo também apontou desafios relacionados à produção em escala, à necessidade de investimentos na capacidade produtiva e de avanços regulatórios para inserir a participação desse combustível na matriz energética nacional.
A edição de 2025 chegou ao transporte aéreo com o SAF (Sustainable Aviation Fuel). A publicação analisou matérias-primas, tecnologias de produção e as condições brasileiras para aumentar a oferta do combustível sustentável de aviação, além dos desafios relacionados a custos, escala industrial e regulamentação.
Vistas em conjunto, as cinco edições mostram que a transição energética não ocorre da mesma maneira em todo o setor de transporte. Autonomia, distância percorrida, carga transportada, infraestrutura disponível, oferta de energia e custos pesam de forma diferente em cada operação e na escolha das tecnologias.
Essa diversidade também aparece no Inventário CNT de Emissões de Gases do Efeito Estufa do Setor de Transportes. Lançado em 2025, no contexto da participação do Sistema Transporte na COP30, o levantamento também integra a série Rumo à COP31 e considera as particularidades dos modos e operações.
Potencial brasileiro entra nessa equação
Os estudos também identificam características do Brasil que influenciam essa transição. A disponibilidade de biomassa e resíduos abre espaço para biometano, diesel verde e SAF. A presença de fontes renováveis na geração de eletricidade influencia tanto na aplicação da eletromobilidade no transporte quanto a produção de hidrogênio renovável.
Isso não elimina os obstáculos. Infraestrutura de abastecimento e recarga, capacidade de produção, custo das tecnologias, disponibilidade regional dos combustíveis, financiamento e segurança regulatória aparecem, em diferentes graus, entre os desafios para a adoção dessas fontes em maior escala.
Esse conjunto de diferenças sustenta a posição da CNT de que a transição energética do transporte não deve priorizar uma única fonte. As características de cada operação e as condições disponíveis em cada região precisam ser consideradas na escolha das alternativas.
Para Fernanda Rezende, diretora-executiva da CNT, os cinco anos de estudos mostram uma evolução na forma de analisar a transição energética no transporte.
“Quando iniciamos essa série, havia uma discussão muito concentrada nas características de cada combustível ou tecnologia. Ao longo desses anos, ficou cada vez mais claro que a análise precisa considerar o conjunto de fatores envolvidos na adoção de cada solução: disponibilidade da fonte, escala de produção, infraestrutura, maturidade tecnológica, custo e adequação à operação. O Brasil reúne uma diversidade de recursos energéticos e características próprias que também precisam entrar nessa análise. Não se trata de escolher uma tecnologia para todo o setor, mas de entender onde cada alternativa pode ser mais adequada e quais condições são necessárias para sua adoção”, explica.
No Sistema Transporte, a sustentabilidade integra uma agenda permanente, que acompanha as mudanças do setor e os desafios associados à transição para uma economia de baixo carbono.
“É esse conhecimento que queremos levar à COP31, compartilhar com outros países e conhecer as soluções que vêm sendo desenvolvidas em diferentes realidades. A transição energética está avançando rapidamente, e acompanhar essa evolução é essencial para que as decisões do setor sejam tecnicamente consistentes e compatíveis com a realidade brasileira. Em Antália, vamos apresentar uma nova edição da Série CNT Energia no Transporte, com mais uma alternativa que passará a integrar esse acompanhamento”, antecipa a gerente executiva de Sustentabilidade do Sistema Transporte, Gabriela Rizza.
Rumo à COP31
Esta reportagem integra a série Rumo à COP31, que apresenta estudos, análises e iniciativas do Sistema Transporte na preparação para a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que será realizada de 9 a 20 de novembro, em Antália, na Turquia.
Os conteúdos podem ser conferidos no hotsite Transporte e a COP, que reúne informações, estudos, vídeos e notícias sobre a participação do Sistema Transporte na conferência.
Em Antália, essa participação inclui o Pavilhão Internacional do Transporte, na Blue Zone da COP31, desenvolvido em parceria com a SLOCAT Partnership.
Em encontro no Chile, instituição destacou resultados do programa Rota da Acessibilidade e participou de discussões sobre corredores internacionais de carga segura
O Sistema Transporte participou da 43ª Assembleia Geral da CIT (Câmara Internacional de Logística e Transportes), realizada de 7 a 9 de outubro, em Santiago, no Chile. Representado pelo SEST SENAT, o Sistema apresentou a experiência brasileira na promoção da acessibilidade no transporte e defendeu uma agenda integrada que contemple usuários dos serviços, trabalhadores, empresas e instituições de formação profissional.
Durante o encontro, a diretora-executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, apresentou o programa Rota da Acessibilidade e os resultados das ações desenvolvidas no Brasil. A iniciativa reúne medidas de qualificação profissional, inclusão no mercado de trabalho, acessibilidade física e digital, melhoria do atendimento e preparação das empresas para contratar, acolher e desenvolver profissionais com deficiência.
A apresentação foi baseada em um levantamento sobre experiências adotadas por países das Américas. “As experiências de outros países nos ajudam a compreender que a acessibilidade precisa acompanhar toda a jornada da pessoa”, afirmou Nicole.
Segundo a diretora, além de garantir informações acessíveis, infraestrutura adequada, segurança no embarque e atendimento, é necessário assegurar condições para que pessoas com deficiência possam se qualificar, participar de processos seletivos, ingressar no mercado de trabalho e desenvolver suas carreiras no setor.
Nicole destacou que, no Brasil, a legislação estabelece cotas para a contratação de pessoas com deficiência, mas o cumprimento dessa exigência não elimina, por si só, as barreiras enfrentadas por esses profissionais no mercado de trabalho.
“Cumprir a cota não significa que o processo seletivo seja acessível e que a liderança esteja preparada para receber a pessoa com deficiência. É preciso que o profissional encontre oportunidades compatíveis com as suas competências e que tenha condições de crescer dentro da organização”, disse.
A diretora também apresentou o Estudo de Materialidade do Setor de Transporte Rodoviário, elaborado pelo SEST SENAT. O levantamento analisou 30 temas potencialmente relevantes para o setor e identificou dez prioritários para a agenda ESG (ambiental, social e de governança).
Entre os temas prioritários, quatro estão diretamente relacionados ao eixo social: saúde, segurança e qualidade de vida dos trabalhadores; formação, desenvolvimento e retenção de profissionais; qualidade e segurança no atendimento aos usuários e tomadores de serviço; condições dignas de trabalho em toda a cadeia do transporte.
Nesse contexto, a acessibilidade é tratada como uma agenda transversal, que abrange tanto a experiência dos usuários quanto a formação profissional, a empregabilidade e as condições de trabalho.
Rota da Acessibilidade
Desenvolvido pelo SEST SENAT, o programa Rota da Acessibilidade reúne ações de sensibilização e capacitação, identificação e superação de barreiras, promoção da acessibilidade física, digital e comunicacional, inclusão profissional e apoio às empresas. A iniciativa considera a pessoa com deficiência em diferentes etapas de sua relação com o setor de transporte, como cliente, estudante e profissional.
Entre os resultados apresentados, estão 160 turmas de formação profissional para pessoas com deficiência, que somaram mais de 3.500 matrículas. Mais de 500 pessoas foram encaminhadas para oportunidades no setor. Nas ações relacionadas à Libras, à inclusão e ao atendimento humanizado, foram realizadas mais de 1.400 turmas, com mais de 50 mil matrículas. Já os serviços de saúde do SEST registraram mais de 7 mil atendimentos a pessoas com deficiência.
Segurança nos corredores internacionais
A segurança da cadeia logística internacional também integrou a agenda da Assembleia. Durante o encontro, foi assinado um documento que institui a agenda regional “CIT – Corredores Internacionais de Carga Segura”.
A resolução prevê a articulação entre países para enfrentar riscos que afetam o transporte internacional, como roubo de cargas e veículos, sequestro de motoristas, contrabando e contaminação de cargas.
A participação brasileira na Assembleia reuniu, assim, duas frentes estratégicas para o desenvolvimento do transporte: a promoção de ambientes mais acessíveis e inclusivos e o fortalecimento da segurança nas operações internacionais de carga.
Os valores dos contratos variam entre R$ 1,4 milhão e R$ 168,9 milhões. Os serviços são destinados para manutenção e conservação de rodovias e aeródromos de nove municípios goianos.
A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (GoInfra) publicou, no Diário Oficial, dez contratos com empresas de conservação e manutenção de rodovias e aeródromos. Os contratos somam mais de R$ 1,1 bilhão.
Os valores acordados variam entre R$ 1,4 milhão e R$ 168,9 milhões e são destinados para conservação e manutenção de rodovias em Mineiros, Jataí, Goiatuba, Formosa, Cidade de Goiás, Porangatu, Iporá, São Luis de Montes Belos e Morrinhos (confira a lista completa abaixo).
Os extratos dos contratos foram publicados nesta quinta-feira (8). Para realizar os serviços em Porangatu, duas empresas foram contratadas: LCM Construção e Comércio S/A e CBC Construtora Brasil Central Ltda. Os dois contratos somam mais de R$ 128,4 milhões.
O contrato de maior valor, R$ 168,9 milhões, foi firmado com a Construtora Centro Leste S/A para realizar serviços de conservação e manutenção da malha rodoviária pavimentada e não pavimentada, aeródromos e balsas em Iporá.
Confira abaixo os valores destinados para cada um dos dez contratos publicados no Diário Oficial:
Mineiros
Empresa: Construtora Caiapó Ltda.
Valor do contrato: R$ 120.786.852,16
Jataí
Empresa: Stadium Construtora Ltda.
Valor do contrato: R$ 151.578.698,38
Goiatuba
Empresa: SCR – Sinalização e Conservação de Rodovias Ltda.
Fluxo pedagiado recua com baixa nos leves e pesados; acumulado em 12 meses desacelera para 2,0% e acende sinal amarelo para o consumo e a indústria
O Índice ABCR, que mede o fluxo pedagiado de veículos nas estradas brasileiras, apresentou redução de 2,3% em setembro de 2026 na comparação dessazonalizada com agosto, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) em conjunto com a Tendências Consultoria.
O resultado refletiu baixas de 2,8% no segmento de veículos leves e de 1,2% nos veículos pesados, em movimento de acomodação após a alta registrada no mês anterior. Na comparação com setembro de 2025, o índice total cresceu 0,2%, com queda de 1,1% no fluxo de pesados e leve alta de 0,7% nos leves. No acumulado dos últimos 12 meses, tanto o índice total quanto suas aberturas por segmento apresentaram alta de 2,0%.
De acordo com os analistas da Tendências Consultoria, Thiago Xavier e Felipe Melchert, o recuo de setembro foi puxado sobretudo pelos veículos leves e, em menor medida, pelos pesados. “A trajetória dos últimos trimestres, porém, indica perda gradual de dinamismo em todos os segmentos e estados analisados. Esse movimento aparece também no acumulado em 12 meses, que convergiu para 2,0% no fluxo total e nos dois segmentos, abaixo das taxas anteriores de 2,5% no total, 2,6% nos leves e 2,3% nos pesados”, afirmaram em comunicado.
No caso dos veículos leves, o desempenho acompanha a perda de fôlego do consumo das famílias, limitado pelo crédito restrito, pelo endividamento elevado e pela maior parte da renda comprometida com dívidas, apesar do mercado de trabalho aquecido, enquanto o preço dos combustíveis restringe as viagens a lazer.
Entre os veículos pesados, a desaceleração reflete a menor atividade da indústria de transformação, que reduz a demanda por transporte de carga, e o fim dos efeitos positivos da safra agrícola do início do ano. A expansão da infraestrutura logística, impulsionada pelo comércio eletrônico, compensa parte dessa perda. Nos custos, o prolongamento da guerra no Oriente Médio contribuiu para a alta do diesel em setembro, o que encareceu o frete e a produção agrícola, e reforçou a pressão sobre a demanda por transporte de cargas.
RJ retrai 6,8% em setembro
No Rio de Janeiro, o fluxo total apresentou queda de 6,8% comparado a agosto na série dessazonalizada. O resultado decorreu das retrações de 5,1% em leves e de 5,6% em pesados. Na comparação com setembro de 2025, o índice total registrou queda de 2,3%, resultado da diminuição de 1,6% nos veículos leves e de 5,6% nos veículos pesados. Nos últimos 12 meses, o índice total cresceu 2,5%, com o fluxo pedagiado de veículos leves acumulando alta de 2,6% e o fluxo de pesados, de 2,1%. No acumulado do ano, o índice total registra avanço de 2,5%, com altas de 2,7% nos leves e de 1,7% nos pesados.
Fluxo paulista cai 3%
Em São Paulo, o fluxo pedagiado total de veículos teve uma queda de 3,0% em setembro na série dessazonalizada. Nesse mesmo critério, os leves apresentaram queda de 3,5% e os pesados, de 1,0%. Em relação ao mesmo período de 2025, o índice total registrou redução de 0,4%, com o fluxo de veículos leves diminuindo 0,1% e o de pesados, 1,3%. No acumulado em 12 meses, o índice total registrou avanço de 1,6%, refletindo altas de 1,6% no fluxo de veículos leves e de 1,5% no de pesados. No acumulado do ano, o índice total apresenta alta de 1,1%, com leves e pesados registrando o mesmo percentual de crescimento.
Fluxo cresce no Brasil
No acumulado do ano, o Índice ABCR total para o Brasil registra alta de 1,6%, com os veículos leves apresentando avanço de 1,6% e os pesados, de 1,7%. Os dados consolidados de setembro reforçam a tendência de desaceleração gradual do fluxo pedagiado, com o acumulado em 12 meses convergindo para 2,0% em todos os segmentos, abaixo das taxas observadas em períodos anteriores.
A combinação de crédito restrito, endividamento das famílias, preço elevado dos combustíveis e menor atividade industrial aponta para um cenário de dinamismo moderado nos próximos meses, ainda que a expansão da infraestrutura logística voltada ao comércio eletrônico ofereça suporte parcial à demanda por transporte de cargas.
A liberação ocorreu pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em reunião nessa quinta-feira (8), mas ainda precisa da aprovação de alfandegamento da Receita Federal
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) habilitou um ponto de fronteira entre Vila Bela da Santíssima Trindade (MT) e San Ignacio de Velasco, na Bolívia, para o tráfego rodoviário internacional de cargas e passageiros.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (9), mas o início das operações ainda depende do alfandegamento pela Receita Federal e da atuação das autoridades competentes.
Durante a reunião da Diretoria Colegiada da ANTT, o diretor Felipe Queiroz afirmou que a habilitação representa o primeiro passo para viabilizar a operação internacional na região. Segundo ele, o processo cumpriu os requisitos previstos na regulamentação para a autorização do ponto de fronteira.
Fronteira poderá receber até 580 caminhões por dia
Durante a análise, Queiroz informou que a estimativa inicial é de circulação de aproximadamente 166 caminhões por dia na região. A projeção, segundo ele, é que o fluxo possa chegar a 580 caminhões diários em até dez anos.
O diretor também explicou que a análise considerou a existência de acordo internacional entre Brasil e Bolívia, a necessidade e a conveniência do tráfego transfronteiriço, a infraestrutura rodoviária e a possibilidade de instalação de estruturas para atuação das autoridades responsáveis pelo controle da fronteira.
Segundo Queiroz, houve questionamentos técnicos sobre as condições das estradas e a segurança viária, mas diligências realizadas durante o processo forneceram informações para superar as dúvidas relacionadas à infraestrutura.
Ele acrescentou que a Prefeitura de Vila Bela da Santíssima Trindade manifestou a intenção de disponibilizar uma área sem custos para a instalação de estruturas destinadas aos órgãos de fiscalização, como Receita Federal, Polícia Federal e vigilância sanitária.
Apesar da habilitação, o diretor ressaltou que o ponto só poderá receber veículos internacionais após o cumprimento das etapas posteriores. A deliberação estabelece expressamente a necessidade de alfandegamento pela Receita Federal e de operacionalização pelas autoridades competentes.
Pavimentação da MT-199 busca criar rota até o Pacífico
A decisão da ANTT ocorre enquanto o Governo de Mato Grosso executa obras de pavimentação da MT-199, no extremo oeste do estado. O projeto prevê o asfaltamento de 79,98 quilômetros entre Vila Bela da Santíssima Trindade e a região da fronteira com a Bolívia, com investimento de R$ 112,5 milhões.
A expectativa é que a rodovia amplie as alternativas para o escoamento da produção agrícola mato-grossense, com possibilidade de conexão a portos do Oceano Pacífico, no Chile e no Peru, e acesso a mercados internacionais, incluindo países asiáticos.
A obra está dividida em dois contratos. O primeiro trecho, mais próximo da área urbana de Vila Bela, está na fase de terraplanagem. O segundo, que segue até a região do Destacamento Militar Palmarito, na divisa com a Bolívia, tinha aproximadamente 20% de execução em outubro de 2026 e já começou a receber asfalto em alguns pontos.
Atualmente, grande parte dos grãos produzidos em Mato Grosso segue para portos brasileiros no Oceano Atlântico. A nova ligação poderá diversificar as rotas de exportação e reduzir a dependência de determinados corredores logísticos, desde que a infraestrutura e a operação internacional sejam efetivamente concluídas.
A conexão também poderá favorecer o comércio com a Bolívia, especialmente a importação de fertilizantes. O país vizinho produz ureia, insumo utilizado na agricultura e importante para as lavouras de grãos.
Bolívia prevê estrada até a divisa com o Brasil
Do lado boliviano, também há previsão de melhorias na infraestrutura rodoviária. Em julho de 2026, o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, assinou um termo de cooperação para a construção de uma estrada de 129 quilômetros entre San Ignacio de Velasco e a divisa com o Brasil.
A integração das duas rodovias é considerada necessária para transformar a pavimentação da MT-199 em uma ligação internacional capaz de atender ao transporte de cargas. A consolidação da rota dependerá da conclusão das obras nos dois países, das condições de circulação e da estrutura de fiscalização e logística na fronteira.
Investimentos também contemplam o turismo
Além da ligação com a Bolívia, o governo estadual executa outra obra de pavimentação na MT-199, em Vila Bela da Santíssima Trindade. São mais de 30 quilômetros de asfalto entre o município e o acesso ao Parque Estadual Serra de Ricardo Franco.
O investimento é de R$ 47,8 milhões e busca facilitar o acesso a atrações naturais da região, como o Cânion do Jatobá e a Cachoeira dos Namorados.
Somados, os dois projetos representam R$ 160,3 milhões em investimentos e contemplam aproximadamente 110 quilômetros de pavimentação no município.
O INCTL reflete a variação dos custos do transporterodoviário de cargas fechadas ou lotações, ou seja, ele mede a evolução de todos os custos da carga completa, incluindo a transferência, a administração (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Ele, assim como o INCTF, também não contempla impostos e margem de lucro na sua apuração.
Tenha na íntegra o simulador e histórico do índice, abaixo:
O INCTF mede a evolução de todos os custos da carga fracionada, incluindo transferência, coleta e distribuição, custos administração e de terminais (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Nesses custos não estão contemplados impostos, pedágios e margem de lucro.
Tenha na íntegra o simulador e histórico do índice, abaixo:
Presidente destacou infraestrutura, segurança, roubo de cargas, profissionais, tecnologia e articulação como pontos essenciais para o desenvolvimento do setor no Brasil
O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, participou, nesta quinta-feira, 8 de outubro, do segundo dia da 43ª Assembleia Geral Ordinária da Câmara Internacional de Logística e Transportes (CIT), realizada no Espacio Riesco, em Santiago do Chile.
Dando continuidade à participação da entidade no encontro internacional, Rebuzzi apresentou a palestra “Avanços no Transporte de Cargas e Logística do Brasil”, compartilhando com representantes de diferentes países uma análise sobre a realidade do Transporte Rodoviário de Cargas brasileiro, os avanços registrados pelo setor e os principais desafios que ainda precisam ser enfrentados.
A apresentação partiu da premissa de que, para continuar avançando, o setor precisa enfrentar problemas do presente ao mesmo tempo em que se prepara para as transformações do futuro. Na palestra, o presidente destacou temas relacionados à infraestrutura, segurança, regulação, disponibilidade de profissionais e incorporação de novas tecnologias às operações.
Entre os desafios apontados, está a condição da infraestrutura rodoviária brasileira. Com base na Pesquisa CNT de Rodovias 2025, Rebuzzi comentou que 62,1% dos 114.197 quilômetros avaliados apresentam condições classificadas entre regulares e péssimas, cenário que interfere diretamente na segurança, na eficiência e nos custos das operações de transporte.
Outro ponto central foi a segurança no Transporte Rodoviário de Cargas. A explanação ressaltou o roubo de cargas entre os problemas que continuam afetando o setor, ao lado de questões relacionadas ao piso mínimo do frete, Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), seguros, segurança jurídica e regulamentação da jornada.
O tema também deu continuidade às discussões realizadas no primeiro dia da Assembleia, quando representantes brasileiros expuseram iniciativas e experiências voltadas ao enfrentamento ao roubo e à receptação de cargas. Na ocasião, foram discutidas medidas capazes de atingir não apenas os autores diretos dos crimes, mas também aqueles que sustentam economicamente essa cadeia por meio da receptação.
Para Eduardo Rebuzzi, o avanço do setor depende de uma atuação integrada sobre diferentes desafios que afetam diariamente as empresas transportadoras.
“O Transporte Rodoviário de Cargas brasileiro tem avançado muito, especialmente em tecnologia, gestão e eficiência, mas ainda convivemos com desafios importantes, como a infraestrutura, a falta de profissionais qualificados, a segurança jurídica e, de forma muito significativa, o roubo de cargas, que continua impactando diretamente as empresas, os trabalhadores e toda a cadeia logística. Para continuar evoluindo, precisamos transformar inovação em produtividade, aproximar a tecnologia da realidade das transportadoras e fortalecer a articulação entre empresas, entidades e poder público. O desenvolvimento do setor depende dessa construção conjunta e da capacidade de enfrentar, de forma efetiva, os problemas que impactam diariamente nossas operações”, destaca Rebuzzi.
Profissionais e novos desafios das operações
A disponibilidade de profissionais também esteve entre os temas apresentados pelo presidente da NTC&Logística. Segundo dados do Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE) da NTC&Logística, 65,1% apontam dificuldade na contratação de motoristas, evidenciando desafios relacionados à formação, qualificação, retenção e organização das jornadas de trabalho.
A questão ganhou espaço também na programação oficial desta quinta-feira, que contou com debate específico sobre a escassez de condutores profissionais, um problema que vem sendo observado em diferentes mercados e que afeta diretamente a capacidade operacional das empresas de transporte.
Tecnologia para transformar a operação
Outro eixo da apresentação foi o papel da tecnologia no desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas. Rebuzzi destacou que a inovação precisa ser transformada em produtividade, segurança e sustentabilidade, chegando de fato à realidade das empresas.
Entre as frentes abordadas, estiveram a integração de sistemas, Inteligência Artificial e automação de processos, além da utilização de telemetria, manutenção preditiva, gestão de riscos e cibersegurança. A evolução da frota também integrou a apresentação, com destaque para veículos conectados, eletrificação e perspectivas futuras relacionadas aos veículos autônomos.
A mensagem da NTC&Logística acentuou que a inovação tecnológica precisa estar conectada às necessidades reais das transportadoras, contribuindo para tornar as operações mais eficientes, seguras e competitivas.
Cinco pontos para avançar
Ao sintetizar os caminhos considerados fundamentais para o desenvolvimento do setor, Eduardo Rebuzzi apresentou cinco frentes prioritárias.
A primeira é a existência de uma infraestrutura adequada, capaz de garantir maior segurança e previsibilidade às operações. A segunda envolve profissionais qualificados e valorizados, essenciais para sustentar a atividade.
A terceira frente está relacionada a regras claras e segurança jurídica, incluindo a necessidade de legislação e medidas mais rigorosas para combater a cadeia de receptação de cargas roubadas e proporcionar às empresas condições para planejar e investir.
A quarta prioridade é tornar a tecnologia acessível e integrada à realidade das transportadoras. Por fim, Rebuzzi destacou a importância da articulação entre empresas, entidades e poder público para que os desafios enfrentados pelo setor sejam transformados em ações e resultados concretos.
Ao encerrar a apresentação, o presidente reforçou a mensagem de que o avanço do transporte de cargas e da logística do Brasil passa pela inovação e pela solução dos desafios enfrentados diariamente pelo setor.
Segundo dia amplia debates internacionais
Além da apresentação de Eduardo Rebuzzi, o segundo dia da 43ª Assembleia Geral Ordinária da CIT concentrou uma ampla agenda de discussões internacionais: impactos de eventos climáticos extremos no transporte e na logística, exigindo que a resiliência climática seja tratada como condição essencial de continuidade operacional; resiliência das cadeias de suprimentos e gestão de emergências no Japão, além da importância da cooperação entre a CIT e a União Internacional dos Transportes Rodoviários (IRU).
Também foram discutidos os desafios da representação setorial do transporte, a integração turística e as dificuldades para atravessar fronteiras, os desafios hídricos do Canal do Panamá e as possibilidades de fortalecimento de corredores terrestres.
A programação incluiu a atuação da CIT na defesa dos interesses das entidades do transporte perante organismos governamentais, a integração de agentes de Inteligência Artificial e o panorama da acessibilidade no transporte brasileiro.
O Sistema Transporte participou da programação por meio do SEST SENAT, representado pela diretora-executiva nacional, Nicole Goulart, que apresentou a experiência brasileira na promoção da acessibilidade no transporte e os resultados do programa Rota da Acessibilidade. A iniciativa reúne ações de qualificação profissional, inclusão no mercado de trabalho, acessibilidade física, digital e comunicacional, melhoria do atendimento e preparação das empresas para contratar, acolher e desenvolver profissionais com deficiência.
Durante a apresentação, Nicole destacou que a acessibilidade deve acompanhar toda a jornada da pessoa, envolvendo não apenas infraestrutura e atendimento adequados, mas também condições para qualificação, participação em processos seletivos, ingresso no mercado de trabalho e desenvolvimento profissional. “As experiências de outros países nos ajudam a compreender que a acessibilidade precisa acompanhar toda a jornada da pessoa”, afirmou.
A diretora também apresentou dados do programa desenvolvido pelo SEST SENAT. Entre os resultados estão 160 turmas de formação profissional para pessoas com deficiência, com mais de 3.500 matrículas, além de mais de 500 pessoas encaminhadas para oportunidades no setor. Nas ações relacionadas à Libras, inclusão e atendimento humanizado, foram realizadas mais de 1.400 turmas, que somaram mais de 50 mil matrículas. Os serviços de saúde do SEST SENAT também contabilizaram mais de 7 mil atendimentos a pessoas com deficiência.
Nicole apresentou ainda o Estudo de Materialidade do Setor de Transporte Rodoviário, elaborado pelo SEST SENAT, que analisou 30 temas potencialmente relevantes e identificou dez prioridades para a agenda ESG. Entre elas estão questões ligadas à saúde, segurança e qualidade de vida dos trabalhadores; formação, desenvolvimento e retenção de profissionais; qualidade e segurança no atendimento aos usuários e tomadores de serviço, e condições dignas de trabalho em toda a cadeia do transporte. Nesse contexto, a acessibilidade foi apresentada como uma agenda transversal, relacionada aos usuários, à formação profissional, à empregabilidade e às condições de trabalho.
Na sequência da agenda, foram tratados assuntos referentes ao aumento dos preços dos combustíveis; ao futuro do transporte de cargas entre Peru e Chile; às fronteiras eficientes e corredores logísticos; a medidas adotadas por países importadores de combustíveis fósseis e a questões envolvendo contêineres e transporte multimodal.
O encontro também reservou espaço para fóruns sobre jornada de trabalho e semana de 40 horas, Rota Bioceânica e gestão de riscos e coberturas no transporte, além dos momentos dedicados a marcas, tecnologia e negócios.
A segurança das operações internacionais também ganhou espaço durante a Assembleia com a instituição da agenda regional “CIT – Corredores Internacionais de Carga Segura”. O documento prevê articulação entre os países para enfrentar riscos como roubo de cargas e veículos, sequestro de motoristas, contrabando e contaminação de cargas, ampliando a cooperação internacional em torno da segurança da cadeia logística.
Encontro abordou o relacionamento entre as entidades e pautas relevantes para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas brasileiro
O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, reuniu-se nesta quinta-feira, 8 de outubro, em Santiago, no Chile, com Lucas Lagier, responsável sênior de TIR e Trânsito da União Internacional dos Transportes Rodoviários (IRU), durante as atividades da 43ª Assembleia Geral Ordinária da Câmara Internacional de Logística e Transportes (CIT).
A reunião deu continuidade ao relacionamento institucional entre a NTC&Logística e a IRU, organização internacional da qual a entidade brasileira é associada desde 1970.
Entre os assuntos tratados, constaram a evolução do relacionamento entre a NTC&Logística e a IRU, a inclusão do SEST SENAT na organização internacional, além das reuniões que deverão ocorrer durante a 25ª edição da FENATRAN – Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Cargas, em São Paulo.
Outro tema de destaque foi a criação, no âmbito da IRU, de um grupo dedicado ao combate ao roubo de cargas, do qual a NTC&Logística participa. O assunto está diretamente relacionado às discussões que a entidade brasileira vem desenvolvendo no país e também levou para a Assembleia da CIT, especialmente sobre a necessidade de ampliar a articulação entre setor privado, entidades representativas e poder público no enfrentamento à criminalidade que atinge o Transporte Rodoviário de Cargas.
A segurança também integrou os debates da própria Assembleia da CIT nesta semana, ocasião em que a delegação brasileira apresentou experiências relacionadas ao combate ao roubo e à cadeia de receptação de cargas. A aproximação com a IRU amplia a troca de experiências internacionais sobre um problema que afeta operações de transporte em diferentes países.
A relação entre a NTC&Logística e a IRU também envolve pautas ligadas à integração logística, digitalização, segurança operacional, transporte internacional e desenvolvimento de soluções voltadas à eficiência das operações rodoviárias.
Durante a programação da Assembleia da CIT, nesta quinta-feira, Lucas Lagier também participou do debate sobre a importância da cooperação entre a CIT e a IRU, contribuindo para as discussões sobre integração e fortalecimento da representação internacional do transporte rodoviário.
A agenda realizada em Santiago permitiu, ainda, alinhar os próximos passos do relacionamento entre a NTC&Logística e a IRU, com continuidade das tratativas durante a FENATRAN e participação conjunta em agendas relacionadas à segurança, integração e desenvolvimento do transporte rodoviário.
Evento discutiu segurança, regulação, sustentabilidade e os principais desafios do transporte e da distribuição na indústria de cloro-álcalis
A NTC&Logística participou, nesta quarta-feira (7), em São Paulo, do Encontro Anual de Distribuição e Transporte Seguro da Indústria de Cloro-Álcalis – Edição 2026, promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Cloro-Álcalis e Derivados (Abiclor).
Realizado no Blue Tree Premium Morumbi, o encontro reuniu lideranças, especialistas, transportadores, distribuidores, produtores, fornecedores e clientes em uma programação voltada à atualização técnica, ao relacionamento e à discussão de temas relacionados à segurança, eficiência, sustentabilidade e desenvolvimento da logística da indústria de cloro-álcalis.
A NTC&Logística esteve representada pelo diretor financeiro, José Maria Gomes, e pela assessora jurídica, Gil Menezes, que também integrou a programação como palestrante.
Gil apresentou o tema “Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas”, levando aos participantes informações sobre uma das principais agendas regulatórias que impactam a contratação e a operação do transporte rodoviário no País. A palestra integrou a programação da tarde e apresentou pontos relacionados às regras, aos impactos e à importância do acompanhamento das mudanças regulatórias para transportadores e contratantes.
Ao longo do dia, a programação abordou temas como o panorama do mercado de cloro-álcalis no Brasil e na América Latina, o cenário do saneamento no País, a realidade do complexo químico brasileiro, política industrial, transporte de produtos perigosos e sustentabilidade.
Também foram realizadas discussões sobre a participação das mulheres no transporte de produtos perigosos e a descarbonização do setor de transporte, ampliando o debate sobre os desafios e transformações que vêm impactando as operações logísticas e a cadeia química.
O encontro marcou ainda a realização da 25ª edição do Prêmio José Tardivo, voltado ao reconhecimento de transportadoras que se destacam pelas práticas de saúde, segurança, meio ambiente e melhoria contínua no transporte de produtos da indústria de cloro-álcalis.
O evento permitiu acompanhar de perto discussões relacionadas à regulação, à segurança operacional, ao transporte de produtos perigosos, à sustentabilidade e às condições de atuação das empresas transportadoras, além de promover a troca de experiências entre representantes da indústria, do transporte e de diferentes elos da cadeia logística.
Metodologia eleva de duas para três vezes a Tarifa Básica de Pedágio por eixo. Mudança tem reflexos diretos sobre a atividade transportadora, aponta CNT
A definição das tarifas de pedágio para veículos comerciais nas novas concessões de rodovias federais passa por uma mudança na metodologia de cálculo, com adoção de um novo multiplicador.
Com a alteração, prevista nos projetos da 6ª Etapa do Programa de Concessões de Rodovias Federais, cada eixo do veículo passa a corresponder a três vezes (3x) a tarifa básica de pedágio (TBP). Anteriormente, cada eixo equivalia a duas vezes (2x) a TBP.
Na prática, como caminhões e ônibus pagam pedágio conforme o número de eixos, a alteração aumenta o valor cobrado desses veículos.
Um caminhão de oito eixos, por exemplo, passa a ter equivalência tarifária de 12 eixos, enquanto um veículo de nove eixos passa a equivaler a 13,5 eixos. A mudança já havia sido questionada em julho pela ANUT (Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga), que estimou, com base em sete projetos de concessão, um custo adicional de R$ 42 bilhões em pedágios ao longo da vigência dos contratos. A entidade também questionou a ausência de uma análise de impacto regulatório e de audiência pública específica sobre a alteração.
A CNT levou o tema ao Ministério dos Transportes e solicitou informações sobre os fundamentos técnicos, econômicos e regulatórios utilizados para definir o novo multiplicador. Segundo informações apresentadas pelo Ministério à Confederação, a mudança considera o impacto dos veículos comerciais sobre a infraestrutura rodoviária. Para a entidade, porém, é necessário conhecer os estudos que fundamentaram a alteração. A cobrança por eixo já estabelece uma diferenciação conforme as características dos veículos, uma vez que caminhões com maior número de eixos pagam valores superiores.
“É importante conhecer os critérios que fundamentaram essa alteração e avaliar seus efeitos sobre o transporte rodoviário de cargas e de passageiros. Mudanças na política tarifária precisam considerar a realidade operacional do setor e seus possíveis reflexos para as empresas, os usuários e toda a cadeia produtiva”, afirmou Vander Costa.
Impacto nos custos do transporte
A discussão sobre o multiplicador tem reflexos diretos sobre a atividade transportadora. Para o transporte rodoviário de cargas, o pedágio integra os custos de operação e pode repercutir sobre o valor do frete, os custos logísticos e os preços dos produtos transportados.
No transporte de passageiros, a alteração também pode afetar empresas que operam linhas em trechos concedidos e, consequentemente, as tarifas pagas pelos usuários. A CNT chama atenção para a necessidade de avaliar esses efeitos na estrutura dos contratos e na operação do transporte coletivo.
Em um dos projetos analisados pela CNT, o projeto da Rota Gerais, a estimativa é que a mudança no multiplicador represente aproximadamente 6% de impacto sobre a tarifa final. O percentual não corresponde diretamente aos 50% de aumento do multiplicador, já que o efeito depende da estrutura de cada concessão.
Para a CNT, a definição da política tarifária deve considerar os efeitos sobre a escolha dos usuários e sobre a atividade transportadora.
“O veículo comercial já paga proporcionalmente ao número de eixos e, portanto, ao impacto que causa na rodovia. O que precisamos entender é a base técnica para mudar essa proporção de duas para três vezes. Essa metodologia precisa ser transparente e considerar também os efeitos sobre o transporte de cargas, de passageiros e sobre toda a cadeia produtiva”, explicou a gerente-executiva para Governo Federal da CNT, Danielle Bernardes.
O debate ocorre em um momento de expansão das concessões para rodovias com diferentes níveis de tráfego. Entre as alternativas que estão em estudo por parte do Governo Federal, está a possibilidade de reduzir ou isentar o pedágio para veículos leves, conforme a viabilidade econômico-financeira de cada projeto. Em rodovias de menor tráfego, a menor arrecadação exige que sejam feitos estudos específicos para garantir a sustentabilidade das concessões.
A CNT defende que a análise seja feita caso a caso, considerando a demanda, os investimentos necessários e a capacidade de geração de receitas. Rodovias estratégicas para o país que não apresentem viabilidade econômico-financeira para a iniciativa privada podem demandar investimentos públicos.
Entidade diz que vai acompanhar de perto a entrada de novas marcas e defender simetria competitiva; avanço dos chineses também já afeta exportações brasileiras na América Latina
A entrada de fabricantes chineses no mercado brasileiro de caminhões deverá levar a Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) a adotar uma postura mais ativa a partir de 2027. Depois de acompanhar a rápida expansão das marcas chinesas no segmento de automóveis, o presidente da entidade, Igor Calvet, afirmou que será necessário monitorar de forma mais próxima a chegada dos novos concorrentes aos veículos pesados, com atenção especial às condições de importação, regimes de montagem e eventuais benefícios tributários.
A mudança de postura foi sinalizada pelo presidente da Anfavea, Igor Calvet, durante encontro com jornalistas. Segundo ele, a entidade não defende o fechamento do mercado brasileiro à concorrência, mas considera necessário garantir condições equivalentes entre fabricantes nacionais e importadores.
“Uma das coisas que a gente nunca pensou na Anfavea foi em fechar o mercado. Todos nós somos favoráveis à competição”, afirmou Calvet. O executivo, porém, destacou a necessidade de observar a chamada simetria competitiva.
Na prática, isso significa verificar se os produtos importados estão submetidos às mesmas condições competitivas enfrentadas pelas fabricantes instaladas no Brasil. Entre os pontos citados, estão tarifas de importação, regimes de produção CKD e SKD, benefícios fiscais e fiscalização sobre os componentes que entram no país.
“Seja por taxa de subsídios, seja por benefícios que estão no governo, por ex-tarifário, por outras tantas coisas, falta de fiscalização, acaba entrando produto no Brasil que não compete de igual para igual”, disse.
A preocupação ganha relevância diante da quantidade de novas marcas chinesas que começam a mirar o mercado brasileiro de caminhões. Segundo Calvet, a Fenatran, maior feira de transporte de cargas da América Latina, que será realizada em novembro, já mostrou esse movimento. Seis marcas chinesas estarão presentes no evento, mas outras empresas ainda poderão chegar ao país.
Para a Anfavea, o avanço dos chineses ocorre em um momento particularmente desafiador para o mercado de caminhões. A entidade revisou as projeções e epera retração de 6,5% nas vendas de caminhões e ônibus em 2026, puxada sobtetudo pelo mercado de caminhões, enquanto o setor enfrenta juros elevados e dificuldades de financiamento. No primeiro semestre, os emplacamentos de caminhões caíram 10,5% na comparação anual. Isso cria uma combinação que pode aumentar a pressão sobre as fabricantes tradicionais: um mercado menor sendo disputado por um número maior de marcas.
A preocupação da Anfavea não se limita ao mercado brasileiro. O avanço das marcas chinesas em outros países da América Latina também começa a afetar a indústria instalada no Brasil, que depende desses mercados para sustentar parte de sua produção. O presidente da entidade citou Argentina, Colômbia, Chile, Peru e Equador entre os mercados que merecem atenção. A Argentina é especialmente relevante para a indústria brasileira, mas vem reduzindo as compras de veículos produzidos no Brasil ao mesmo tempo em que aumenta a presença de modelos chineses.
Aprendizado com os automóveis
A estratégia para os caminhões também reflete uma mudança de abordagem da Anfavea diante do avanço chinês no setor automotivo.
Nos automóveis, a presença chinesa cresceu rapidamente. No primeiro semestre de 2026, metade dos 280,6 mil veículos importados emplacados no Brasil tinha origem chinesa. Em apenas um ano, o volume de veículos chineses enviados ao país dobrou, passando de 70 mil para 140 mil unidades.
Em agosto, a China já representava 54,2% dos veículos importados comercializados no Brasil, segundo dados divulgados pela Anfavea. A entidade passou a defender com mais intensidade a recomposição das condições de competição, inclusive em relação às regras para importação de veículos desmontados. Em junho, a Anfavea chegou a ameaçar recorrer à Justiça caso fossem renovados benefícios considerados favoráveis à importação de veículos eletrificados em regimes CKD e SKD.
Agora, a preocupação se desloca também para os veículos pesados. A ideia, segundo Calvet, não é impedir a entrada dos chineses, mas acompanhar como essa entrada ocorre e se as empresas concorrem em condições equivalentes às fabricantes que produzem no país. “É uma abordagem muito mais ativa de fiscalização e compliance para a entrada de produtos importados no país”, afirmou.
Atividade do setor entra em contração em meio à perda de ritmo da produção e à baixa confiança empresarial
O índice de crescimento da logística do Brasil caiu para 49,5 pontos em setembro, ante 50,5 em agosto, e atingiu o menor nível da série histórica, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (7) pelo World Research Institute (WRI).
O indicador é uma medida de difusão em que resultados acima de 50 pontos indicam expansão da atividade e, abaixo desse nível, contração. A leitura de setembro, portanto, aponta retração no setor de logística.
A queda de 0,9 ponto foi a mais acentuada entre as 42 economias acompanhadas pelo WRI no mês. O Brasil ficou na 32ª posição no ranking global e em último lugar entre os cinco países das Américas incluídos no levantamento.
O resultado brasileiro também ficou abaixo dos indicadores regional e global. O índice de logística das Américas marcou 52,6 pontos em setembro, enquanto o índice mundial ficou em 51,6 pontos.
Segundo o WRI, a deterioração do indicador brasileiro foi puxada principalmente pela redução do volume de negócios e pela piora da confiança empresarial. A atividade ligada à produção de bens perdeu força, enquanto as empresas reduziram investimentos em um cenário de incertezas relacionadas às eleições e de custo elevado do crédito.
“Os portos brasileiros permaneceram movimentados em setembro, mas o indicador de logística entrou em contração. Os volumes de carga subjacentes recuaram com a perda de força da produção de bens, enquanto a confiança empresarial está muito baixa”, afirmou Stephen Poh, economista-chefe do WRI.
O desempenho ocorre apesar do movimento nos portos. De acordo com o instituto, o volume recorde de cargas manteve a atividade portuária elevada no mês, mas não foi suficiente para compensar a perda de ritmo em outras partes da cadeia logística.
O índice brasileiro vinha próximo da estabilidade nos meses anteriores. Em agosto, havia registrado 50,5 pontos, permanecendo ligeiramente acima da marca de 50 pontos que separa expansão e contração.
O Logistics Growth Index do WRI acompanha mensalmente a atividade do setor de logística em 42 economias. O indicador é calculado como um índice de difusão ponderado pelo Produto Interno Bruto (PIB) e também apresenta resultados agregados por região e para a economia mundial.
A próxima leitura do índice está prevista para 7 de novembro.
Entidade levou iniciativas brasileiras ao debate internacional e acompanha discussões sobre integração, inovação, políticas públicas e avanços no transporte
O presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), Eduardo Rebuzzi, participou, nesta quarta-feira, 7 de outubro, do primeiro dia da 43ª Assembleia Geral Ordinária da Câmara Internacional de Logística e Transportes (CIT), realizada no Espacio Riesco, em Santiago, no Chile. O encontro reúne representantes de diferentes países para discutir temas relacionados ao transporte, à logística, à segurança, à inovação e à participação do setor nas políticas públicas.
O evento recebe delegações de diferentes países, além de uma expressiva representação brasileira. Entre os participantes do Brasil estiveram o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi; o vice-presidente de Transporte Rodoviário de Cargas da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Flávio Benatti; a diretora-executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart; o presidente da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), Oswaldo Caixeta, além de representantes de federações, sindicatos e outras entidades ligadas ao Transporte de Cargas brasileiro.
A abertura oficial contou com pronunciamentos de Paulo Vicente Caleffi, secretário-geral da CIT; Juan Monasterio Salinas, presidente da representação chilena da CIT; Oscar Grenald Castillo, subsecretário-geral da entidade; Julio Reyes Solis, diretor regional para América Central e Caribe, e Maria Cecília Anan, diretora regional do Cone Sul. A programação incluiu a apresentação do relatório de atividades da Secretaria-Geral, conduzida por Larissa Barreto Revete, diretora-executiva da CIT.
Durante a manhã, foram realizadas solenidades institucionais, como a entrega da certificação de Qualidade Classe Mundial CQCIT e CIT Green ESG; a entrega da bandeira oficial da CIT à representação chilena; a votação de novas entidades; o reconhecimento pelos 40 anos da Associação de Transportistas Internacionales (ATI), da Guatemala, e a entrega da Medalha da Ordem do Mérito Interamericano dos Transportes (OMITRANS).
No período da tarde, os debates técnicos começaram com o tema “O impacto da Inteligência Artificial no transporte”, apresentado por Nicolas Salomone, gerente da Solo Buses, da Argentina. Também foram realizadas apresentações relacionadas à sustentabilidade, segurança viária, eficiência, tecnologia e futuro do transporte.
Um dos momentos de maior destaque para a participação brasileira ocorreu durante o painel “A segurança no transporte de cargas dentro da Comunidade Andina”, conduzido por Nelson Eduardo Chávez Vallejo, presidente da representação equatoriana da CIT. A discussão abriu espaço para o compartilhamento de experiências sobre a criminalidade que afeta as operações de transporte em diferentes países da América do Sul.
Durante o debate, Eduardo Rebuzzi pediu a palavra e explanou a experiência brasileira no enfrentamento ao roubo e à receptação de cargas. O presidente ressaltou que a segurança pública não deve ser tratada apenas como uma preocupação das empresas transportadoras, mas como uma questão que envolve o Estado e toda a sociedade.
Rebuzzi lembrou o princípio previsto na Constituição Federal brasileira de que a segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, defendendo maior articulação entre poder público, entidades empresariais, empresas e outros setores da economia no combate à criminalidade que atinge o Transporte Rodoviário de Cargas.
O presidente também compartilhou com os representantes internacionais a mobilização realizada recentemente no Rio de Janeiro, envolvendo entidades e diferentes setores da sociedade em torno da necessidade de medidas mais efetivas contra o roubo e, especialmente, contra a cadeia de receptação de cargas.
Entre as iniciativas mencionadas, Rebuzzi destacou a defesa de sanções mais rigorosas contra empresas envolvidas na receptação de cargas roubadas, incluindo a discussão sobre a possibilidade de suspensão do CNPJ de estabelecimentos comprovadamente envolvidos nesse tipo de crime.
Durante sua manifestação, Rebuzzi também registrou o trabalho apresentado por Flávio Benatti, vice-presidente de Transporte Rodoviário de Cargas da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e chefe da delegação brasileira no encontro. Em nome da CNT, Benatti salientou as ações desenvolvidas no Brasil para avançar no enfrentamento ao roubo e à receptação de cargas, defendendo medidas que atinjam não apenas quem pratica diretamente o crime, mas também aqueles que alimentam economicamente essa cadeia, inclusive com a possibilidade de suspensão do CNPJ de empresas comprovadamente envolvidas na receptação de cargas roubadas.
A discussão realizada em Santiago também abriu espaço para que a questão da segurança no transporte seja ampliada no âmbito da própria CIT, contribuindo para uma articulação internacional sobre problemas que atingem empresas e transportadores de diferentes países.
Rebuzzi colocou a NTC&Logística à disposição para colaborar com a CIT e com as entidades internacionais, compartilhando experiências desenvolvidas no Brasil, apoiando articulações junto às autoridades brasileiras e contribuindo para o intercâmbio de informações e boas práticas.
Além da segurança, o primeiro dia da Assembleia abordou a participação ativa do transporte nas políticas públicas, com Paulo Vicente Caleffi; a indústria do transporte terrestre no Chile, com Vinko Cikutovic Madariaga; o transporte de última milha e a exclusão digital das pessoas idosas.
A programação também contou com os espaços “Marcas, Tecnologia e Negócios”, nos quais empresas apresentaram soluções e experiências relacionadas à sustentabilidade, cultura de segurança viária, eficiência dos veículos, conforto, fabricação certificada e inovação aplicada ao atendimento e às operações de transporte.
Ao final do primeiro dia, foram detalhadas as próximas Assembleias Gerais Ordinárias da CIT. A 44ª edição será realizada em Quito, no Equador, no primeiro semestre de 2027, enquanto a 45ª AGO acontecerá em Montreal, no Canadá, no segundo semestre do mesmo ano. Também foi aberto o período para apresentação de candidaturas dos países interessados em receber a Assembleia da CIT em 2028.
Programação prossegue nesta quinta-feira (8)
Nesta quinta-feira, 8 de outubro, a 43ª Assembleia Geral Ordinária da CIT prossegue em Santiago com uma nova agenda de debates internacionais.
Entre os temas previstos, estão o impacto de eventos climáticos extremos sobre a logística e o transporte, a partir da experiência do Japão; a importância da cooperação entre a CIT e a International Road Transport Union (IRU); os desafios da representação setorial do transporte; a integração turística e as dificuldades nas travessias de fronteiras; os desafios hídricos do Canal do Panamá e as possibilidades de fortalecimento do chamado canal seco.
A programação também incluirá a atuação da CIT na defesa dos interesses de suas representações perante organismos governamentais; a integração de agentes de Inteligência Artificial; o panorama da acessibilidade no transporte brasileiro e a escassez de condutores profissionais.
Um dos destaques da programação desta quinta-feira será a participação do presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, com a apresentação do tema “Avanços no Transporte de Cargas”, levando ao encontro internacional uma perspectiva brasileira sobre os desafios, transformações e avanços do setor.
Ainda durante o dia, serão discutidos assuntos como o aumento dos preços dos combustíveis; o futuro do transporte de cargas entre Peru e Chile; corredores logísticos e fronteiras eficientes; medidas de subsídio em países importadores de combustíveis fósseis e questões relacionadas ao transporte multimodal e aos contêineres.
A agenda será complementada por fóruns sobre jornada de trabalho e semana de 40 horas, Rota Bioceânica e gestão de riscos e coberturas no transporte, além de novos espaços dedicados a marcas, tecnologia e negócios.
Da esquerda para a direita: Eduardo Rebuzzi; Flávio Benatti; Nicole Goulart e Arlan Rodrigues
Da esquerda para a direita: Newton Gibson Júnior; Eduardo Rebuzzi; Flávio Benatti; Marcelo Maranhão e Arlan Rodrigues
Projeto cria eixo de abastecimento de biometano entre o interior paulista e a região do Porto de Santos, e amplia alternativas para a descarbonização do Transporte Rodoviário de Cargas
A NTC&Logística participou, nesta quarta-feira (7), em Sumaré (SP), do lançamento do Corredor Verde, projeto desenvolvido pela TransJordano, empresa associada à entidade, para ampliar a utilização do biometano no Transporte Rodoviário de Cargas e estruturar um novo eixo de abastecimento entre o interior paulista e a região do Porto de Santos.
Representando o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, e a entidade, esteve no evento o assessor de Comunicação e Imprensa, Rodrigo Bernardino, que acompanhou a apresentação da iniciativa, os pronunciamentos das empresas e instituições envolvidas e o primeiro abastecimento a biometano da nova frota.
O evento reuniu autoridades, empresários, fornecedores, representantes do setor financeiro e entidades do transporte. Participaram o prefeito de Sumaré, Henrique do Paraíso; Maria Caroline Rangel, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), financiador do projeto por meio do Fundo Clima, além de representantes da Ultragaz; Scania; Quinta Roda; Librelato; MAT; Peixe Gás, da Confederação Nacional do Transporte (CNT); da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) e de outras organizações ligadas à cadeia de transporte e logística.
Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, iniciativas como o Corredor Verde mostram como a inovação, a infraestrutura e a participação das empresas podem contribuir para a evolução da agenda de sustentabilidade no transporte.
“A transição energética no Transporte Rodoviário de Cargas é um processo que exige planejamento, infraestrutura, investimento, tecnologia e, principalmente, soluções que sejam aplicáveis à realidade das operações. O Corredor Verde representa um passo importante porque reúne esses elementos e cria condições concretas para ampliar a utilização do biometano no setor. Para a NTC&Logística, é motivo de satisfação acompanhar uma iniciativa desenvolvida por uma empresa associada como a TransJordano, que demonstra, na prática, como o setor pode avançar na busca por mais eficiência e redução de emissões”, destaca Rebuzzi.
Com aproximadamente 450 quilômetros, o Corredor Verde conectará Ribeirão Preto, Sumaré e Cubatão, criando pontos de abastecimento capazes de ampliar a utilização do biometano em importantes corredores logísticos paulistas.
A cerimônia marcou o chamado Marco Zero do Corredor Verde e o início da implantação operacional do projeto. A previsão é que a iniciativa conte com 100 caminhões movidos a biometano até dezembro de 2026. O primeiro ponto de abastecimento entra em operação em Sumaré neste mês, seguido por Ribeirão Preto, em novembro, e Cubatão, em dezembro.
Os veículos terão autonomia de até 700 quilômetros, ampliando o raio das operações realizadas a partir dos três polos e permitindo atender diferentes regiões do Estado de São Paulo e áreas próximas.
Durante o lançamento, o fundador e presidente da TransJordano, João Bessa, destacou que a decisão de investir no biometano acompanha uma transformação que já ocorre entre os próprios contratantes do transporte, especialmente diante das metas de redução de emissões estabelecidas pelas empresas.
“Os clientes mudaram e, hoje, têm metas de redução de emissões, e o transporte entra diretamente nessa conta. Decidimos olhar para o futuro e criar uma solução que pudesse funcionar de verdade na operação. Até dezembro, teremos 100 caminhões movidos a biometano, mas entendemos que não bastava ter os veículos: era preciso garantir onde abastecer. É por isso que o Corredor Verde nasce aberto aos nossos clientes, parceiros e também a outras transportadoras. Ninguém descarboniza a logística sozinho”, afirma João.
Infraestrutura aberta ao setor
Um dos principais diferenciais da iniciativa é que os pontos de abastecimento do Corredor Verde estarão disponíveis também para outras empresas transportadoras, ampliando o alcance da infraestrutura criada inicialmente a partir das necessidades operacionais da TransJordano.
A estrutura será operada pela GarageLog, empresa do Grupo TransJordano que já atua com garagem compartilhada, abastecimento e estruturas de apoio aos motoristas. Na unidade de Cubatão, por exemplo, são recebidos mais de 300 veículos diariamente e movimentados mais de 360 mil litros de combustível por mês.
A proposta é contribuir para enfrentar um dos principais desafios para a expansão do biometano no transporte de cargas: a disponibilidade de infraestrutura de abastecimento ao longo das rotas.
Com os três polos, o projeto amplia as possibilidades de atendimento a regiões como Campinas, Grande São Paulo, Baixada Santista, norte paulista, Sul de Minas e região de Uberlândia.
Para Jordano Bessa, diretor de Novos Negócios da TransJordano, a iniciativa nasceu justamente da identificação dessa necessidade.
“Quando começamos a estudar o biometano, percebemos que um dos maiores obstáculos era não ter onde abastecer nas rotas. Como já tínhamos a experiência da GarageLog e operações importantes em Cubatão, Sumaré e Ribeirão Preto, desenhamos os três pontos e estruturamos o Corredor Verde. O que nasceu para atender nossa operação hoje pode ser utilizado também por outros transportadores e contribuir para a descarbonização da logística brasileira”, explica.
O desenvolvimento da iniciativa começou em junho de 2025 e envolveu estudos com fornecedores, análise de tecnologias, estruturação financeira e adequações destinadas a aumentar a autonomia dos caminhões. Os veículos receberam cilindros adicionais e poderão alcançar aproximadamente 700 quilômetros de autonomia.
Redução de emissões e novas tecnologias
Com a frota completa, o projeto deverá evitar aproximadamente 6.486 toneladas de CO₂ equivalente por ano, segundo verificação independente do Bureau Veritas.
A iniciativa também está relacionada às metas de redução das emissões de Escopo 3 dos grandes embarcadores, uma vez que a substituição do diesel pelo biometano reduz as emissões associadas às operações de transporte inseridas na cadeia de valor dos clientes.
Segundo Joyce Bessa, diretora de ESG e Relações Institucionais da TransJordano, a inauguração demonstra a necessidade de associar os compromissos ambientais a planejamento, mensuração e capacidade de execução.
“Chegar à inauguração do Corredor Verde significa transformar uma estratégia de descarbonização em uma estrutura concreta, que pode ser acompanhada e mensurada. Existe um trabalho muito grande por trás disso, envolvendo financiamento, tecnologia, operação, indicadores e muitas pessoas. Para nós, sustentabilidade precisa chegar à prática e produzir resultados que possam ser comprovados ao longo do tempo”, destaca Joyce.
Durante a programação, a Ultragaz, responsável pelo fornecimento do biometano utilizado no projeto, apresentou informações sobre o combustível e os aspectos de segurança relacionados ao abastecimento.
A Scania abordou a evolução dos veículos a gás no Brasil, a necessidade de ampliar a infraestrutura disponível no País e a incorporação de 100 caminhões Scania G 460 6×4 à frota da TransJordano.
A WLM Quinta Roda também apresentou o suporte previsto para a operação e anunciou a instalação de um ponto de manutenção dentro da GarageLog, além do atendimento aos veículos ao longo das rotas por meio da rede de concessionárias Scania preparada para essa tecnologia.
Finalizando os pronunciamentos, o prefeito de Sumaré, Henrique do Paraíso, destacou o potencial do projeto para reforçar a posição estratégica do município na logística paulista e atrair novos investimentos associados à sustentabilidade.
O Corredor Verde reúne, em uma mesma iniciativa, transportadoras; fornecedores de veículos e combustíveis; operadores de infraestrutura; embarcadores; instituições financeiras e entidades representativas, demonstrando a importância da articulação entre diferentes elos da cadeia para que novas alternativas energéticas possam ganhar escala no Transporte Rodoviário de Cargas.
CNI, CNT, CNC, CNA, CNseg e OCB consideram a discussão importante, mas manifestam preocupação com votação em período eleitoral. Tema precisa ser debatido com mais tempo
O setor produtivo brasileiro considera legítima a discussão da escala 6×1, mas manifesta preocupação com a inclusão na pauta de votações do Senado Federal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, em pleno período eleitoral. A PEC prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e a adoção de dois descansos remunerados por semana, proibindo a escala 6×1.
As confederações empresariais alertam que o tema precisa ser debatido com tempo e cuidado, pois decisões dessa dimensão precisam levar em conta seus efeitos sobre a economia, os investimentos e a criação de empregos formais. Para as instituições que assinam esse manifesto, não há justificativa plausível para que uma matéria de tamanho impacto sobre os setores econômicos seja votada sem um amplo e aprofundado debate, especialmente em um momento marcado pela pressão das urnas.
Os efeitos de uma eventual redução da jornada de trabalho serão significativos para setores como indústria, comércio, transporte, agricultura, cooperativismo, saúde e serviços em geral, provocando aumento dos custos de produção, redução das contratações formais e a consequente pressão sobre a inflação.
Estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) dimensionam os impactos de uma eventual aprovação da PEC. Somente a redução da jornada para 40 horas semanais, com manutenção dos salários, elevará os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e resultará em uma queda de 0,7% do PIB brasileiro, equivalente a R$ 76,9 bilhões.
Dados da CNI mostram também que os preços para o consumidor terão alta de 6,2% em média caso o limite semanal de horas de trabalho seja reduzido para 40 horas semanais, impactando no aumento dos preços de compras em supermercado, por exemplo, que podem ficar 5,7% mais caras. Os produtos industrializados terão alta de 6% em média – no caso de roupas e calçados, a alta de preços pode alcançar 6,6%.
Já a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima alta da inflação de pelo menos 13%, enquanto a Confederação Nacional do Transporte (CNT) projeta um aumento inicial de R$ 11,9 bilhões de custos com mão de obra só para o setor.
Na agropecuária, a mudança ocorreria em um setor que já enfrenta forte escassez de mão de obra. Pesquisa do Cepea/Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), mostra que 94,8% dos produtores têm dificuldade de contratação e 88,3% já percebem impactos na produção. Nesse cenário, a redução da jornada poderá induzir a produção de alimentos que possuem menor demanda por mão de obra, pressionando assim, os preços dos produtos e ampliando os desafios para o controle da inflação no país.
A essas projeções deve ser acrescido, ainda, o aumento de custos com o emprego formal decorrente da criação de um segundo dia de descanso semanal remunerado. Somente esse trecho da PEC deve acarretar outro aumento de custos com os empregos formais, estimado em 9,1%, inclusive para empresas e para o setor público, que já operam em 40 horas e 5 dias de trabalho semanais.
O setor produtivo reconhece a importância da discussão sobre jornada e escala de trabalho, mas defende que eventuais mudanças no tema considerem as profundas diferenças entre setores, atividades e processos produtivos, bem como a possibilidade de adaptação da jornada por negociação coletiva e de regras de transição mais flexíveis, o que requer mais tempo para discussão.
O Brasil não pode ir na contramão das economias que buscam recuperar espaço nos mercados. Precisamos ser produtivos e competitivos. Não há espaço para retroceder, especialmente nesse momento. O pós-eleição obrigará o país a fazer algumas correções de rumo que certamente impactarão a inflação e a economia brasileira.
As confederações empresariais, portanto, consideram inoportuna a decisão de votar a PEC em um momento em que o debate público estará marcado pela polarização em torno do segundo turno das eleições presidenciais. Somente com maturidade e diálogo social será possível avançar na construção de um futuro do trabalho mais justo, produtivo e equitativo para todos os brasileiros.
Confederação Nacional da Indústria (CNI)
Confederação Nacional do Transporte (CNT)
Confederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
Encontro reuniu sete países signatários do Acordo sobre Transporte Internacional Terrestre (ATIT) e resultou em seis resoluções para atualizar as regras do transporte rodoviário e ferroviário internacional
Representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) integraram a delegação brasileira na XXVIII Reunião da Comissão de Acompanhamento do Artigo 16 do Acordo sobre Transporte Internacional Terrestre (ATIT), realizada nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, em Montevidéu, no Uruguai. O encontro reuniu Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai na sede da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI).
A Gerência de Relacionamento Institucional e Internacional (Gerin) representou a Agência, com a participação do Gerente Paulo Rychardson e o Coordenador de Relações Institucionais e Estudos Avançados, Andre Dolci Gonçalves. A reunião resultou na aprovação de seis resoluções voltadas à modernização do marco normativo do transporte terrestre internacional na região. Entre os principais avanços, estão a atualização do regulamento de funcionamento da Comissão, a revisão de protocolos do Acordo e o novo capítulo sobre o transporte internacional de mercadorias por ferrovia.
Também foram criadas três subcomissões para aprofundar as discussões sobre seguros, modernização do Conhecimento Internacional de Transporte Rodoviário (CRT) e revisão de acordos ministeriais históricos.
Brasil contribui para modernização das regras
A delegação brasileira teve participação ativa nas discussões técnicas, com propostas voltadas à simplificação de procedimentos, à digitalização de documentos e ao aperfeiçoamento das regras aplicáveis às operações internacionais.
No transporte ferroviário, os países analisaram o novo capítulo do ATIT, elaborado por especialistas ao longo de quatro reuniões realizadas em 2026. O Brasil manifestou concordância com o texto negociado e apresentou sua posição sobre o modelo de entrada em vigor das novas regras.
Já no transporte rodoviário, o Brasil propôs a adoção do CRT como documento operacional único, medida que pode contribuir para reduzir a burocracia e ampliar a digitalização dos procedimentos. A delegação também apoiou a adoção de listas digitais de passageiros e apresentou proposta para aperfeiçoar as regras de seguro de cargas em operações realizadas por transportadores subcontratados.
A agenda incluiu ainda discussões sobre inspeção técnica veicular, requisitos ambientais para veículos, permissões internacionais, documentos de transporte, assinatura digital e aplicação de multas.
Seis resoluções e próximos passos
Entre as principais decisões do encontro, está a aprovação do novo Regulamento de Funcionamento da Comissão do Artigo 16. O texto estabelece regras para reuniões presenciais, virtuais ou híbridas, define prazos para aprovação de atas e organiza a formalização das decisões por meio de resoluções adotadas por consenso.
Os países também avançaram na revisão dos mecanismos de assinatura e entrada em vigor dos protocolos do ATIT, com o objetivo de tornar mais ágil a implementação das decisões. As seis resoluções aprovadas abrangem o novo regulamento da Comissão, a atualização do anexo ferroviário e a revisão de quatro protocolos de modificação do Acordo.
A participação da ANTT reforça a atuação brasileira na construção de um ambiente regulatório mais moderno e harmonizado para o transporte terrestre internacional, com foco na simplificação das operações, na segurança jurídica e na integração logística entre os países sul-americanos.
Como Secretaria Técnica do ATIT, a ALADI presta apoio às delegações e acompanha o processo de atualização do Acordo. As discussões terão continuidade nas subcomissões técnicas e nas próximas reuniões da Comissão, com foco em ampliar a eficiência, a conectividade e a integração do transporte regional.
A TCP movimentou 152.347 TEUs em setembro, recorde mensal do Terminal de Paranaguá. No acumulado do ano, o volume cresceu 4%
A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, movimentou 152.347 TEUs em setembro, recorde mensal da operação. O volume superou em 2,5% a marca anterior, de 148.690 TEUs, registrada em outubro de 2025.
O Terminal também registrou recordes diários: em 17 de setembro, a ferrovia alcançou 488 transações de contêineres; no dia 21, a movimentação total chegou a 10.640 TEUs.
De janeiro a setembro, a TCP movimentou 1,279 milhão de TEUs, 4% acima do mesmo período de 2025, quando foram registrados 1,228 milhão. No acesso rodoviário, as transações cresceram 3%, para 489 mil. A ferrovia contabilizou 1.010 encostes, também 3% a mais. O volume de cargas cheias transportadas por esse modal aumentou 25%, de 964 mil para 1,210 milhão de toneladas.
Até setembro, 760 navios atracaram no Terminal, que opera 22 linhas marítimas regulares.
Exportações e importações
As exportações de cargas cheias somaram 6,363 milhões de toneladas, alta de 6% em relação ao mesmo período de 2025. Carnes e congelados responderam por 2,973 milhões de toneladas, crescimento de 8% e 47% do volume exportado. Madeira e produtos florestais movimentaram 1,064 milhão de toneladas, alta de 6%. Papel e celulose somaram 824 mil toneladas, avanço de 10%.
A movimentação de contêineres refrigerados cresceu 6%, chegando a 112.315 unidades. O pátio tem 5.280 tomadas para contêineres refrigerados. As obras de ampliação para 6.000 tomadas estão em andamento, com conclusão prevista até o fim de 2027.
As importações totalizaram 2,440 milhões de toneladas, aumento de 5%. O segmento automotivo movimentou 454 mil toneladas, 7% acima do período equivalente de 2025. Bens de consumo avançaram 17%, de 144 mil para 168 mil toneladas.
Encontro internacional reúne delegações de diferentes países para discutir os principais desafios e transformações do transporte e da logística
A Câmara Internacional de Logística e Transportes (CIT) inicia nesta quarta-feira, 7 de outubro, em Santiago, no Chile, sua 43ª Assembleia Geral Ordinária (AGO), encontro que reúne representantes do setor de transporte e logística de diferentes países para trocar experiências, fortalecer a cooperação internacional e discutir temas estratégicos para o desenvolvimento da atividade.
A NTC&Logística participa da programação por meio de seu presidente, Eduardo Rebuzzi, reforçando a presença da entidade em ambientes internacionais de diálogo, relacionamento institucional e discussão sobre temas que impactam o Transporte Rodoviário de Cargas e a logística.
Nesta edição, a Asociación de Empresarios del Transporte de Carga Internacional de Chile (AGETICH), entidade anfitriã do Capítulo CIT Chile, recebe os participantes e acompanha a CIT na realização da programação, que acontece no Espacio Riesco, em Santiago.
A abertura oficial está prevista para as 11h e contará com a participação de Paulo Vicente Caleffi, secretário-geral da CIT; Juan Monasterio Salinas, presidente do Capítulo CIT Chile; representantes dos diferentes capítulos da Câmara, diretores regionais, entidades do setor e autoridades convidadas.
Transporte, inovação e negócios em um mesmo espaço
Paralelamente à programação da 43ª Assembleia, o Espacio Riesco receberá uma exposição de marcas e instituições ligadas ao ecossistema do transporte, ampliando as oportunidades de relacionamento empresarial, apresentação de produtos e soluções e intercâmbio entre os participantes.
Essa integração também estará presente na agenda do evento por meio dos espaços “Marcas, Tecnologia e Negócios”, criados para aproximar o setor empresarial das discussões relacionadas à inovação, à logística e ao transporte no Chile e em outros mercados internacionais.
A presença do presidente Eduardo Rebuzzi no encontro também contribui para ampliar a troca de experiências da NTC&Logística com entidades e lideranças de outros países, acompanhar tendências internacionais e fortalecer a participação do Transporte Rodoviário de Cargas brasileiro em debates sobre integração, tecnologia, segurança e desenvolvimento do setor.
Agenda internacional
A programação do primeiro dia colocará em debate alguns dos temas que vêm transformando o transporte e a logística. Entre os assuntos previstos estão o impacto da inteligência artificial no transporte, a segurança no transporte de cargas dentro da Comunidade Andina, a participação ativa do transporte nas políticas públicas e a indústria do transporte terrestre no Chile.
As atividades dos dias 7 e 8 de outubro serão realizadas no Espacio Riesco. Na sexta-feira, 9 de outubro, a programação prevê uma visita técnica a Los Libertadores, destinada aos participantes estrangeiros, encerrando as atividades da 43ª Assembleia Geral Ordinária.
Transmissão ao vivo
Para ampliar o acesso aos debates e permitir o acompanhamento por participantes de diferentes países, a 43ª AGO da CIT será transmitida ao vivo pelo canal oficial da Câmara Internacional de Logística e Transportes no YouTube, durante a programação dos dias 7 e 8 de outubro.
A participação da NTC&Logística, representada por Eduardo Rebuzzi, integra o trabalho da entidade de acompanhar discussões internacionais, ampliar o relacionamento com organizações do transporte de diferentes países e contribuir para agendas voltadas ao fortalecimento do setor e da integração logística.
Associados têm acesso a conhecimento técnico, espaços de participação, relacionamento institucional, eventos e benefícios voltados ao desenvolvimento das empresas
Fazer parte da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) significa integrar uma rede de empresas e entidades que trabalham diariamente pelo fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) brasileiro.
Com mais de seis décadas de atuação, a NTC&Logística acompanha as transformações do setor e participa das principais discussões que impactam a atividade transportadora. Questões regulatórias, jurídicas, econômicas, trabalhistas, tributárias, de segurança, inovação, sustentabilidade e gestão constam entre os temas permanentemente acompanhados pela entidade.
Para as empresas associadas, essa atuação representa a possibilidade de estar mais próxima das informações e dos debates que influenciam diretamente o ambiente de negócios do transporte.
Informação técnica para apoiar decisões
Um dos diferenciais da associação é o acesso ao trabalho desenvolvido pelas assessorias e áreas técnicas da NTC&Logística, que acompanham temas de interesse das transportadoras e produzem orientações, análises, estudos e informações para auxiliar as empresas diante das constantes mudanças do setor.
Os associados também acompanham levantamentos econômicos e técnicos, pesquisas, indicadores, conteúdos relacionados aos custos operacionais e às principais alterações regulatórias que podem impactar suas operações.
Em um mercado cada vez mais complexo, ter acesso a informações especializadas contribui para que empresários e gestores tomem decisões com maior conhecimento e segurança.
Participação nos debates do setor
Ser associado também significa ter oportunidade de participar mais ativamente da construção das discussões conduzidas pela entidade.
A NTC&Logística mantém comissões, comitês, câmaras técnicas e grupos de trabalho dedicados a diferentes áreas do Transporte Rodoviário de Cargas. Esses ambientes reúnem empresários, especialistas e lideranças para compartilhar experiências, identificar desafios e contribuir para a formulação de propostas.
Temas como mercado e tarifas, ESG, seguros, inovação, tributação, segurança, relações de trabalho e novas tecnologias fazem parte desses espaços de discussão, que vêm sendo ampliados de acordo com as novas demandas das empresas e do mercado.
Representação institucional
Outro importante eixo de atuação é a representação dos interesses do Transporte Rodoviário de Cargas junto aos espaços de decisão.
A NTC&Logística mantém diálogo permanente com órgãos públicos, agências reguladoras, Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, Sistema Transporte e entidades empresariais, acompanhando pautas que podem produzir impactos diretos sobre as transportadoras.
Esse trabalho permite levar aos formuladores de políticas públicas as necessidades, os desafios e as contribuições das empresas que vivem diariamente a realidade do transporte.
Relacionamento e troca de experiências
Os associados também passam a integrar uma ampla rede de relacionamento formada por transportadoras, federações, sindicatos, empresários, executivos, especialistas e parceiros de diferentes regiões do Brasil.
Ao longo do ano, a NTC&Logística promove encontros, reuniões técnicas, seminários, congressos e eventos institucionais que criam oportunidades para atualização profissional, networking, troca de experiências e geração de novos relacionamentos.
A entidade também mantém uma agenda de parcerias comerciais e institucionais que amplia os benefícios disponibilizados às empresas associadas.
Uma entidade construída com a participação do setor
A força de uma entidade representativa está diretamente relacionada à participação das empresas que representa. Quanto maior a integração entre empresários, sindicatos, federações e lideranças, maior também a capacidade de compreender diferentes realidades e construir propostas que atendam às necessidades do Transporte Rodoviário de Cargas.
Por isso, associar-se à NTC&Logística não significa apenas acessar serviços e benefícios. Significa também participar de uma estrutura de representação que trabalha para fortalecer as empresas e contribuir para o desenvolvimento do TRC brasileiro.
Empresas interessadas em conhecer os benefícios e saber como fazer parte da NTC&Logística podem entrar em contato com a área comercial da entidade.
Faça parte da NTC&Logística e esteja mais próximo das informações, discussões, relacionamentos e oportunidades que movimentam o Transporte Rodoviário de Cargas.
Iniciativa começou como projeto-piloto em São Vicente e agora é ampliada para outras regiões do estado
O projeto Mulheres na Direção, do SEST SENAT em São Paulo, chega a 18 Unidades – das 41 unidades operacionais do estado paulista. O projeto-piloto começou em São Vicente; o objetivo é qualificar mulheres habilitadas nas categorias D ou E para atuar no segmento rodoviário de cargas e de passageiros, com formação técnica e oportunidades de inserção no mercado de trabalho.
A primeira turma teve início em junho e foi concluída com nove alunas aprovadas. Desse grupo, duas foram contratadas pela Nelcar Transportes Rodoviários, duas pela CarpoLog e uma pela S. Magalhães. As outras quatro seguem em processos seletivos.
“Esse curso mudou a minha vida. Eu era cozinheira e não tinha nada a ver com o transporte, mas sonhava ser motorista profissional. Por meio do SEST SENAT, tive a oportunidade de fazer essa formação e, logo depois, recebi uma proposta de emprego da Nelcar. Passei pelos processos da empresa e agora estou na fase de treinamento”, conta Rita Beatriz dos Santos.
A iniciativa considera a participação ainda reduzida de mulheres em funções operacionais do transporte. Para a diretora-executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, a atuação feminina nessas atividades ainda causa surpresa, e a formação profissional pode contribuir para transformar esse cenário.
“Ainda nos espantamos quando vemos uma mulher na cabine de um avião, na boleia de um caminhão ou conduzindo um ônibus. Enquanto instituição formadora, nosso papel é diminuir esse espanto”, explica.
O projeto-piloto foi estruturado com base em indicadores do Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo) referentes à Baixada Santista. Segundo os dados utilizados na iniciativa, 97 mulheres da região possuem habilitação nas categorias AE e E, enquanto 678 estão habilitadas nas categorias AD e D. Ao todo, 775 mulheres são habilitadas em categorias profissionais. Desse total, 12,5% possuem categoria AE/E e 87,5% permanecem nas categorias AD/D.
O público-alvo da iniciativa são mulheres maiores de 21 anos, residentes na Baixada Santista e habilitadas na categoria E, prioritariamente em situação de vulnerabilidade social ou que buscam inserção ou reinserção no mercado de trabalho.
Para Nicole, a presença de mulheres em funções ainda associadas aos homens precisa se tornar cada vez mais natural. “A gente precisa fazer com que esses sejam espaços possíveis de serem ocupados por mulheres, seja por capacitação profissional, seja por incentivos fiscais, seja por infraestrutura e logística adequada, com investimentos governamentais”, afirma a diretora-executiva.
Formação tem 107 horas
A primeira edição foi estruturada com 107 horas de formação. As atividades combinaram aulas teóricas presenciais, práticas em simulador de direção, condução real em atividades coletivas e individuais, além de estudos de caso, exercícios e dinâmicas.
O conteúdo foi dividido em quatro módulos. O primeiro, com 28 horas, aborda comportamento, segurança e economia. O segundo, de 50 horas, é dedicado à especialização para produtos perigosos. O terceiro, com 16 horas, trata de transporte e expedição de produtos perigosos. O quarto, com 13 horas, trabalha competências específicas.
A avaliação considera frequência mínima, desempenho teórico e prático, participação nas simulações e na condução real, além do comprometimento das alunas.
“Tive uma preparação muito importante durante o curso, aprendi um pouco de tudo, e a formação foi fundamental para essa mudança na minha vida. Hoje, consigo levar esse aprendizado para a prática com mais segurança”, afirma Rita.
A formação utilizou a infraestrutura e o corpo técnico do SEST SENAT e contou com a articulação do Sindisan (Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Cargas do Litoral Paulista) para aproximar as interessadas das empresas do setor.
Próximos passos
A expectativa é que o projeto também passe a oferecer outros cursos e qualificações. Entre as possibilidades, estão formações para operador de empilhadeira, primeiros socorros e operador de drone, entre outras.
A proposta é ampliar o alcance da iniciativa e oferecer diferentes possibilidades de qualificação para mulheres interessadas em ingressar ou avançar no mercado de trabalho do setor de transporte.
Estrutura de 700 m², em Toledo, amplia espaço para atendimento, reuniões, capacitações e eventos, e marca uma nova fase dos 34 anos de atuação da entidade
O Transporte Rodoviário de Cargas ganha um novo espaço de representação e integração no Oeste do Paraná. O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de Toledo (SINTRATOL) inaugura, no dia 15 de outubro, sua nova sede. O investimento de aproximadamente R$ 3 milhões, realizado com recursos próprios, vem para fortalecer o transporte de cargas da cidade de Toledo e região, além de marcar uma nova etapa na história da entidade, que tem 34 anos de história e, atualmente, representa 535 empresas da região, sendo quase 120 associadas.
Com 700 m² de área, a nova estrutura está localizada na Rua São João, nº 9.123, esquina com a Rua Paulo Bonetti, nº 223, no Jardim Gisele, em Toledo, e já está em funcionamento. A cerimônia de inauguração reunirá dirigentes sindicais, empresários, representantes do setor de transporte, associados, parceiros e convidados.
O espaço foi projetado para ampliar a atuação do sindicato e oferecer ao transportador uma estrutura adequada para reuniões, negócios, capacitações e relacionamento com fornecedores e parceiros. Entre os ambientes, estão salas administrativa e de reuniões, auditório com capacidade para 70 pessoas, espaço gourmet, recepção ampla, banheiros, estacionamento e área externa destinada ao atendimento de fornecedores.
“A principal motivação foi dar estrutura para o associado ter um espaço dedicado a ele. Hoje, temos condições de receber eventos de diferentes modalidades e tamanhos, que possam contribuir para o setor de Transporte de Rodoviário de Cargas”, afirma o presidente do SINTRATOL, Celso Antonio Rosa Junior.
Investimento planejado
A nova sede é resultado de um projeto amadurecido durante aproximadamente cinco anos. A aquisição e estruturação foram viabilizadas com recursos próprios, incluindo ativos adquiridos em gestões anteriores, que possibilitaram a realização do investimento.
Para o atual presidente, a obra representa uma conquista coletiva. “É um marco na história da entidade, construído a várias mãos. Cada ex-presidente e ex-diretor, dentro do seu tempo e das suas possibilidades, deixou sua contribuição. Estar à frente do SINTRATOL neste momento é um privilégio e representa uma grande responsabilidade para com o setor”, destaca Celso.
A trajetória da entidade começou em 29 de junho de 1992. Ao longo de 34 anos, o sindicato ampliou sua representação e fortaleceu o relacionamento com empresas, associados, trabalhadores, poder público e instituições ligadas ao transporte de cargas. A nova sede passa a simbolizar, segundo a diretoria, a continuidade desse processo de crescimento.
“Tenho um agradecimento especial ao ex-presidente Allan Tressi, que trouxe a ideia do projeto para a diretoria e a Prefeitura Municipal de Toledo, que concedeu o terreno para construção deste projeto, além de toda a comissão de obras que discutiu junto e sugeriu melhorias”, ressalta Celso.
Desafios do setor
A ampliação da estrutura ocorre em um momento de profundas transformações para o transporte rodoviário de cargas. Entre os desafios enfrentados atualmente pelas empresas da região estão os custos operacionais, infraestrutura rodoviária, pedágios, falta de mão de obra qualificada e mudanças constantes na legislação.
A Reforma Tributária, que terá impactos progressivos sobre as atividades econômicas a partir de 2027, também está entre as prioridades da entidade. O SINTRATOL, inclusive, já programou para o dia 27 de outubro, no novo auditório, a primeira palestra da nova fase da sede, justamente sobre o tema.
“A Reforma Tributária vai demandar muito das entidades na busca e disseminação de informações relacionadas ao setor. Com a nova estrutura, estaremos preparados para promover eventos que possam esclarecer e atualizar o empresário para este momento”, afirma o presidente.
A intenção é transformar a sede em um ponto permanente de conhecimento e integração. O sindicato pretende ampliar a realização de palestras, cursos, reuniões, capacitações e eventos, além de abrir espaço para novos parceiros e fornecedores que possam contribuir com as empresas transportadoras.
Região estratégica
De acordo com Celso, a nova sede do Sindicato na região de Toledo reforça a importância estratégica do Oeste do Paraná para o Transporte Rodoviário de Cargas. “Nossa localização reúne forte produção agropecuária, agroindústrias e um diversificado parque industrial. As empresas representadas pelo SINTRATOL atuam no transporte de grãos, alimentos, proteína animal, cargas refrigeradas, produtos industrializados, insumos e outras mercadorias, em operações locais, regionais, nacionais e também internacionais”, conta o presidente.
Entre os segmentos diretamente dependentes do transporte, estão empresas de proteína animal, armazenagem de grãos, indústria farmacêutica, setor têxtil, calçadista e fabricantes de produtos e insumos para nutrição, entre outros.
“Temos aqui, na região Oeste, um grande polo de produção. É preciso transportar aquilo que sai daqui, mas também trazer matérias-primas, insumos e tudo o que envolve a produção. Estamos no Oeste, mas temos a certeza de que ajudamos a alimentar o mundo”, ressalta Celso.
Serviços
Atualmente, o SINTRATOL oferece aos associados serviços como assessoria jurídica; inclusão e atualização de veículos no RNTRC; orientações sobre normas da ANTT; multas e recursos; CIOT; vale-pedágio e piso mínimo de frete, além de convênios, ações do Programa DESPOLUIR FETRANSPAR, cursos e parcerias com o SEST SENAT.
A sede inaugurada amplia esse conjunto de possibilidades e cria espaço para novas iniciativas. A prioridade, segundo a diretoria, é fazer com que o transportador encontre na entidade não apenas representação, mas também informação, relacionamento e oportunidades para aprimorar seus negócios.
“Queremos trazer parceiros, organizar eventos e convidar o transportador a vir à entidade em busca de conhecimento e energia para levar para dentro de suas empresas. O associado pode se aproximar, solicitar, buscar e trazer novidades para fortalecermos cada vez mais o SINTRATOL”, conclui Celso.