Primeira empresa autorizada pela ANTT a operar o sistema de identificação por imagem, Roadcard lança a solução “Pamcard na Placa”
A Roadcard realizou a primeira viagem do país com o Vale-Pedágio Obrigatório (VPO) pago pelo sistema de leitura de placa do caminhão. “Trata-se de um marco histórico para o Transporte Rodoviário de Cargas e para a Roadcard, primeira empresa a disponibilizar essa tecnologia ampliando os meios de pagamento do pedágio”, diz Felipe Dick, CEO da Roadcard.
A estreia do sistema de leitura de placas no pagamento do vale-pedágio ocorreu no dia 3 de fevereiro, na rodovia MT-242, administrada pela concessionária Intervias. O trajeto inaugural foi entre as cidades de Sorriso e Nova Ubiratã, ambas no Mato Grosso.
A viagem inaugural também dá início ao “Pamcard na Placa”, a nova solução da Roadcard para transportadores e embarcadores que desejam ter a cobrança do VPO pela identificação automática do caminhão por meio da imagem (OCR).
Primeira empresa homologada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a operar com o novo sistema, a Roadcard preenche uma lacuna do mercado, viabilizando o pagamento do VPO aos motoristas que ainda não possuem ou não podem ter uma TAG eletrônica.
A implantação do novo modelo será feita de forma gradual pelas concessionárias de rodovias. Nos próximos meses, a tecnologia deve chegar a outras praças do país, ampliando a cobertura e a disponibilidade do sistema.
“Nosso propósito é simplificar a vida dos caminhoneiros, das transportadoras e embarcadores. A leitura do vale-pedágio pela placa vai tornar as operações mais rápidas e mais econômicas, contribuindo para a logística”, afirma Everton Kaghofer, diretor comercial da Roadcard.
Como funciona o Pamcard na Placa
O “Pamcard na Placa” será operado em parceria com a MeuPedágio.com, plataforma homologada pela ANTT e que faz a integração entre concessionárias, operadoras de VPO, entidades governamentais e sistemas fiscais.
Testes extensivos foram realizados pela Roadcard e Meu Pedágio, confirmando que as soluções de leitura de placa em praças de pedágio e passagens free flow funcionam eficazmente. Portais de free flow já estão totalmente equipados para leitura de placa (por OCR), e as cabines manuais nas praças tradicionais também realizam essa leitura.
“O Pamcard na Placa marca mais um pioneirismo da Roadcard no Transporte Rodoviário de Cargas e representa um avanço importante para os caminhoneiros autônomos, pois garante um meio de pagamento do vale-pedágio para aqueles que não têm TAGs em seus caminhões”, destaca Anna Miranda, diretora de Marketing, Inovação e Produto da Roadcard.
Mudanças legais e tecnológicas
O Vale-Pedágio Obrigatório (VPO) foi instituído em 2001. A Lei 10.209 estabelece que esse direito não integra o valor do frete e que o pagamento é responsabilidade do embarcador e deve ser antecipado por meio de uma tecnologia e empresa homologadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
No entanto, no início deste ano, entrou em vigor a Resolução nº 6.024/24 da ANTT, determinando que o Vale-Pedágio Obrigatório só pode ser pago de forma eletrônica, através do uso de TAGs, e não mais por cartões ou cupons.
Sobre a Roadcard
A Roadcard é uma das primeiras Instituições de Pagamento Eletrônico de Frete (IPEF) do Brasil. Sua solução Pamcard inclui vale-pedágio, vale-combustível e gestão de despesas, oferecendo eficiência, segurança e conformidade regulatória para transportadoras e embarcadores.
Apesar da queda mensal, indicador registra avanço de 1,5% na comparação anual; veículos leves puxam crescimento interanual
O fluxo de veículos nas rodovias com pedágio no Brasil registrou queda de 1% em janeiro frente a dezembro, considerando ajuste sazonal, segundo o Índice da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), elaborado em parceria com a Tendências Consultoria.
Na comparação com o primeiro mês de 2025, porém, o indicador apresentou alta de 1,5%.
A retração observada em janeiro foi resultado do recuo de 0,9% no fluxo de veículos leves, mesmo com o crescimento de 2,0% entre os veículos pesados. Já o desempenho anual foi impulsionado pela alta de 1,8% nos leves e de 0,5% nos pesados.
Apesar da diminuição no movimento de veículos leves em janeiro ante dezembro, esse segmento havia registrado, em dezembro, o maior nível histórico, conforme destacam Thiago Xavier e Felipe Melchert, da Tendências Consultoria.
Segundo os analistas, o crescimento é explicado pelo cenário favorável, que inclui expansão da massa de renda do trabalho, medidas governamentais para aumento da renda e inflação mais controlada em itens essenciais, fatores que estimulam as viagens das famílias.
Além disso, o mercado de trabalho aquecido e a geração de vagas impulsionam os deslocamentos diários para o trabalho.
“Por outro lado, atuam como freios as condições financeiras mais restritivas, que elevam o endividamento das famílias, e a inflação ainda elevada em serviços, inclusive aqueles relacionados ao lazer”, observam os especialistas.
Desempenho regional
No Rio de Janeiro, o fluxo total de veículos em estradas com pedágio cresceu 0,5% em janeiro ante dezembro, refletindo alta de 0,6% nos leves, apesar da queda de 0,2% nos pesados.
Na comparação anual, o indicador subiu 1,6%, com avanço de 1,7% nos veículos leves e de 1,6% nos pesados. No acumulado de 12 meses encerrados em janeiro, o índice total cresceu 1,3%, com alta de 1,1% nos leves e de 2,3% nos pesados.
Em São Paulo, o fluxo total de veículos com pedágio caiu 0,6% em janeiro, na série dessazonalizada. Os leves tiveram queda de 0,9%, enquanto os pesados avançaram 2,5%, segundo o relatório.
Na comparação com janeiro de 2025, o índice total subiu 1,0%, com alta de 1,3% nos leves e variação de -0,1% nos pesados. No acumulado de 12 meses, o índice total avançou 1,9%, refletindo crescimento de 1,9% nos leves e de 1,7% nos pesados.
A partir de 2026, setor passa a sentir efeitos da redução gradual dos incentivos fiscais federais e da coexistência de dois sistemas de impostos
A partir de 2026, o transporte rodoviário de cargas passa a sentir os efeitos da Reforma Tributária, que altera a lógica de formação de custos das empresas, impacta diretamente o preço do frete e cobra um novo nível de planejamento financeiro e tributário por parte dos transportadores. Segundo o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg), o momento exige atenção redobrada das empresas do setor.
Entre as principais mudanças, estão a redução gradual dos incentivos fiscais federais, a tributação de lucros, dividendos e alta renda. Além disso, há a criação de um novo modelo de impostos sobre o consumo, com a implementação da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de âmbito federal, e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), de competência estadual e municipal.
COEXISTÊNCIA DE TRIBUTOS ANTIGOS COM O IBS E CBS
Em 2026, os novos tributos passam a conviver com o sistema atual, em um período de transição que se estende até 2032, com aplicação plena do novo modelo prevista para 2033. “A coexistência de tributos antigos com o IBS e a CBS aumenta a complexidade operacional, gera duplicidade de obrigações e eleva o risco de erros, autuações e litígios, especialmente em períodos híbridos de transição”, explicou o assessor jurídico do Setcemg, Reinaldo Lage.
“Mesmo antes de a reforma estar totalmente implementada, as transportadoras precisam revisar estrutura societária, contratos, precificação e investimentos. O ano de 2026 já será de convivência entre dois sistemas tributários, o que impacta diretamente custos, margens e fluxo de caixa”, completou.
Para Lage, não se trata apenas de cumprir novas regras, mas uma necessidade para preservar competitividade, segurança jurídica e sustentabilidade dos negócios.
TECNOLOGIA NA FISCALIZAÇÃO
De acordo com o Setcemg, o novo sistema também amplia o uso da tecnologia na fiscalização, com cruzamento automático de dados fiscais e maior transparência das informações.
Nesse cenário, práticas como a sonegação deixam de ser viáveis, e os benefícios fiscais utilizados pelo transportador passam a ser visíveis aos embarcadores, influenciando diretamente as negociações de frete.
“O custo de adaptação, o aumento das obrigações acessórias e possíveis limitações ao aproveitamento de créditos podem pressionar o custo do frete, com reflexos ao longo das cadeias produtivas e potencial repasse ao consumidor final”, completou o assessor jurídico.
É PRECISO SE PREPARAR PARA A REFORMA TRIBUTÁRIA?
Para o Setcemg, a principal mensagem ao setor é clara: quem não se preparar corre o risco de perder margem, previsibilidade e competitividade. A entidade reforçou a importância de mapear os incentivos atuais, simular cenários futuros e estruturar um planejamento que considere a retirada gradual desses benefícios ao longo dos próximos anos.
“As empresas que se prepararem desde já terão maior previsibilidade de custos, menor risco jurídico e mais capacidade de negociação, enquanto quem esperar pode enfrentar ajustes emergenciais, perda de margem e insegurança contratual”, destacou Lage.
No dia 5 de março de 2026, o Bioparque Pantanal, em Campo Grande (MS), será palco do Seminário “O Sistema TIR como catalisador para integração e competitividade no Corredor Bioceânico”, evento que reunirá autoridades públicas, especialistas internacionais, representantes do setor produtivo e lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas para debater os impactos logísticos, comerciais e institucionais da implementação do sistema global de trânsito aduaneiro TIR em sinergia com o desenvolvimento do Corredor Bioceânico.
Com apoio institucional da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), o encontro tem como objetivo apresentar os benefícios que a adoção do TIR pode oferecer aos países que integram o Corredor, incluindo a conexão da rota sul-americana com mercados estratégicos da Ásia e da Europa, a facilitação do comércio internacional e o aumento dos fluxos de cargas de forma mais segura, previsível e eficiente.
A programação terá início às 8h30, com o credenciamento, seguido da abertura oficial às 9 horas. Às 9h45, o senador Nelsinho Trad abordará o impacto do Corredor Bioceânico no desenvolvimento do Mato Grosso do Sul, destacando a importância da infraestrutura logística como vetor de crescimento econômico e integração regional.
Na sequência, Lucas Lagier, da União Internacional dos Transportes Rodoviários (IRU), apresentará os benefícios do sistema TIR para a competitividade do Corredor Bioceânico, enquanto Ana Luiza Taliberti, também da IRU, detalhará as etapas para a implementação do TIR nos países do Corredor, abordando os aspectos técnicos, regulatórios e operacionais do processo.
Após o intervalo para almoço, a programação será retomada às 14 horas, com a palestra “A adoção da Convenção TIR no Corredor Bioceânico de Capricórnio: uma avaliação estratégica da INFRA S.A. para a facilitação do comércio regional”, ministrada por Elaine Radel, da INFRA S.A. Em seguida, uma mesa-redonda reunirá representantes dos setores público e privado para discutir como ampliar a eficiência do Corredor Bioceânico no trânsito internacional, promovendo maior integração, redução de custos e fluidez logística.
O evento será encerrado com uma sessão aberta de perguntas e respostas, seguida de coquetel de relacionamento, entre 16h15 e 17h30.
O Seminário conta com a participação da União Internacional dos Transportes Rodoviários (IRU), organização sediada em Genebra desde 1948, que conecta mais de 100 países por meio de soluções voltadas à mobilidade e à logística segura, eficiente e sustentável. Por mandato da Organização das Nações Unidas (ONU), a IRU administra o TIR, considerado o único sistema global de trânsito aduaneiro capaz de facilitar o comércio internacional, reduzir barreiras burocráticas e promover a integração entre mercados e sociedades.
Normas técnicas, capacitação contínua e fiscalização sustentam a segurança operacional do setor
O transporte rodoviário é a base do sistema logístico brasileiro e responde por cerca de 65% da movimentação de cargas no país, segundo dados do Atlas CNT do Transporte 2025. Em um cenário de grande escala e elevada complexidade operacional, o transporte rodoviário de produtos perigosos se diferencia por figurar entre os segmentos mais seguros da logística nacional, resultado de um ambiente altamente regulado e de um modelo operacional sustentado pela qualificação contínua de profissionais.
De acordo com a Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), o setor opera atualmente sob 384 instrumentos legais vigentes, entre leis, decretos, portarias e resoluções voltadas à segurança, à prevenção de acidentes e à proteção das pessoas, do meio ambiente e do patrimônio. A estrutura regulatória exige que motoristas, gestores e equipes técnicas passem por processos permanentes de capacitação, alinhando conhecimento operacional, atualização normativa e preparo para situações críticas.
Para Oswaldo Caixeta, presidente da ABTLP, a qualificação profissional é um pilar indispensável da atividade. “São indispensáveis treinamentos contínuos para motoristas e equipes operacionais, procedimentos operacionais, atendimento a emergências e principalmente o cumprimento das normas e legislações do setor. A ABTLP mantém, desde 2010, a realização de treinamentos in company junto às empresas associadas, e essa agenda seguirá ativa ao longo de 2026”, afirma.
Os avanços já se traduzem em dados concretos. Segundo dados da ABTLP, o setor registrou uma redução de 9% nas ocorrências envolvendo produtos perigosos no estado de São Paulo, em 2025, resultado associado ao cumprimento rigoroso das normas, à intensificação das fiscalizações, ao investimento contínuo das empresas em capacitação profissional e tecnologia embarcada, além da maior integração entre transportadoras, órgãos reguladores e equipes de resposta a emergências.
A segurança das operações também está diretamente ligada à atuação coordenada dos profissionais envolvidos. “O motorista exerce um papel fundamental na operação, pois está na linha de frente do transporte e é quem executa, na prática, a condução da carga. No entanto, a segurança da operação não depende apenas dele. Todos os profissionais envolvidos precisam estar capacitados e alinhados quanto aos procedimentos e responsabilidades do processo”, afirma Caixeta.
Em paralelo à formação dos motoristas, o setor exige uma estrutura operacional robusta, que envolve operadores capacitados, licenças e autorizações em dia, equipamentos homologados, certificações na construção e inspeções periódicas, bem como o cumprimento rigoroso das normas de trânsito, de transporte, ambientais e trabalhistas. O conjunto de exigências torna o transporte de produtos perigosos uma atividade altamente regulada e tecnicamente estruturada.
Caixeta destaca que o desempenho positivo do setor é resultado direto de um ambiente altamente regulado e do comprometimento contínuo das empresas com a segurança operacional. “O transporte de produtos perigosos está entre as operações mais seguras do setor logístico, justamente em razão do elevado nível de regulamentação e controle existente. É uma atividade acompanhada de perto por diversos órgãos governamentais, o que resulta em exigências constantes de conformidade, fiscalização e melhoria contínua nas operações do dia a dia”, conclui o presidente.
No primeiro semestre de 2026, a ABTLP dará sequência à agenda de capacitação com a realização do ABTLP 360, em São José dos Pinhais (PR), evento técnico que reunirá palestras e debates ao longo de um dia, com foco nas operações do transporte de produtos perigosos e nas particularidades logísticas e regulatórias do estado do Paraná. A programação da entidade inclui, ainda,s um simulado de atendimento a emergências no trecho norte do Rodoanel, em São Paulo, voltado à integração entre empresas, órgãos públicos e equipes de resposta, além do lançamento de um curso online sobre segurança no transporte de produtos perigosos, ampliando o acesso à qualificação profissional em todo o país.
Encontro que acontece nesta terça (10) reúne autoridades e lideranças empresariais para debater cenário econômico e investimentos no setor
O ministro dos Transportes, Renan Filho, participa nesta terça-feira, 10, do CEO Conference 2026, evento que reúne lideranças nacionais e internacionais para debater o cenário macroeconômico global e brasileiro.
O evento discute o papel das instituições e as perspectivas para o futuro da infraestrutura, com foco nos desafios do setor e nas oportunidades de crescimento associadas às estratégias de investimento no mercado financeiro.
No setor rodoviário, desde o início da gestão do ministro à frente da pasta, políticas adotadas favoreceram a ampliação das contratações com a iniciativa privada. Em menos de três anos, o Ministério dos Transportes realizou 22 leilões de rodovias, com geração de R$ 247 bilhões em investimentos. Outro marco foi a entrada de oito empresas de capital estrangeiro como proponentes nessas concessões.
Já em ferrovias, o mercado se prepara para conhecer a carteira de projetos do Governo do Brasil, que prevê, para 2026, 8 leilões e R$ 140 bilhões em novos investimentos. A expectativa é de um impacto estruturante, com potencial de movimentar até R$ 600 bilhões, a partir de rotas estratégicas e da ampliação da malha ferroviária em diferentes regiões do país.
Também participam do evento Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central; Fernando Haddad, ministro da Fazenda; Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos; Vital do Rêgo Filho, ministro do Tribunal de Contas da União, e André Esteves, CEO do BTG Pactual, além de outras autoridades e lideranças empresariais.
Segundo o vice-presidente, o desempenho inicial indica que a estimativa de vendas adicionais de caminhões pode ser revista para cima, especialmente com a expansão do comércio exterior e da produção agrícola
Depois de anunciar a liberação de R$ 1,3 bilhão em crédito no primeiro mês de operação, o programa Move Brasil deu um novo salto. Neste domingo (8), durante evento realizado na concessionária da Scania em Guarulhos (SP), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, informou que mais R$ 600 milhões foram liberados, elevando o total contratado para R$ 1,9 bilhão. “A resposta foi muito boa. Isso mostra que, quando o crédito chega com juros mais baixos, a decisão de compra acontece”, afirmou.
Lançado em dezembro, o Move Brasil prevê R$ 10 bilhões em financiamento para caminhoneiros autônomos, cooperativas e empresas de transporte rodoviário de cargas, com o objetivo de estimular a renovação da frota, aumentar a eficiência logística e reduzir emissões e acidentes. As condições incluem taxas estimadas em torno de 13% ao ano, prazos de até 60 meses, carência de até seis meses e fundo garantidor que cobre até 80% do valor financiado.
Durante o evento, Alckmin destacou que a queda no custo do crédito foi decisiva para destravar a demanda reprimida do setor. “O financiamento estava muito alto, acima de 20% ao ano. Com o Move Brasil, trouxemos juros para um patamar próximo de 13%, além de descontos da indústria e das concessionárias. Isso muda completamente o cenário”, disse.
Impacto econômico e ambiental
Segundo o vice-presidente, a renovação da frota tem efeitos diretos sobre a competitividade do país. “Melhora a logística, reduz o custo Brasil, diminui acidentes e polui menos. Um caminhão novo emite até 40 vezes menos do que um veículo de 30 anos atrás”, afirmou. Ele acrescentou que o programa também deve impulsionar a indústria automotiva pesada e o comércio de veículos, em um momento de juros ainda elevados na economia.
O Move Brasil permite o financiamento de caminhões novos e também de seminovos fabricados a partir de 2012, desde que atendam aos critérios ambientais do Proconve 7. A estratégia busca atacar um dos principais gargalos do transporte rodoviário brasileiro: a idade média da frota, estimada em cerca de 13 anos, com milhares de veículos em circulação há mais de duas décadas.
Transportador relata economia e renovação da frota
Entre os beneficiados pelo programa está a Jorge Boaventura Costa Transportes Ltda., microempresa sediada em Santa Isabel (SP), especializada no transporte de cargas gerais e operações de e-commerce. A empresa adquiriu um Scania P 280 6×2 por meio do Move Brasil, que será utilizado principalmente na rota São Paulo–Rio de Janeiro.
“A gente conseguiu fazer uma boa compra. O preço foi competitivo, e o financiamento ajudou muito na decisão”, afirmou Orlando da Aventura Costa Filho, sócio da transportadora. Segundo ele, a escolha pela Scania levou em conta conforto, segurança e, sobretudo, economia de combustível. “Hoje, o caminhão é de 15% a 20% mais econômico. Em uma viagem para o Rio de Janeiro, a economia pode chegar a R$ 150 a R$ 200 por abastecimento”, disse.
Com uma frota de 29 veículos, a empresa utiliza o programa tanto para ampliar quanto para renovar seus caminhões. “A gente vai vendendo os mais antigos e comprando os mais novos. É crescimento e renovação ao mesmo tempo”, explicou o empresário, que também projeta aumento do quadro de funcionários ao longo do ano, acompanhando a demanda do mercado.
Programa pode se tornar permanente?
Diante da forte adesão inicial, o governo federal avalia transformar o Move Brasil em uma política permanente. “Precisamos retirar de circulação caminhões Euro 0, Euro 2 e Euro 3. Trata-se de um programa com impacto estrutural para o país”, afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Segundo ele, o desempenho inicial indica que a estimativa de vendas adicionais de caminhões pode ser revista para cima, especialmente diante da expansão do comércio exterior e do avanço da produção agrícola. “Vocês vão vender muito caminhão. O Brasil tem uma das maiores indústrias do mundo nesse segmento, e o crédito é fundamental para sustentar essa atividade”, disse.
Em entrevista coletiva realizada na última sexta-feira (6), o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet, afirmou que os efeitos do Move Brasil sobre os emplacamentos devem começar a aparecer de forma mais clara a partir de março. Embora o mercado de caminhões tenha registrado forte retração no início do ano, o programa já provocou um aumento significativo da procura por crédito nas concessionárias e nos bancos ligados às montadoras.
Movimento nas concessionárias
De acordo com Calvet, relatos das concessionárias apontam crescimento expressivo da demanda por financiamento. Em alguns casos, a procura aumentou mais de 30% entre dezembro e janeiro, movimento que tende a se converter em vendas e desembolsos ao longo do primeiro trimestre.
Os grandes frotistas devem concentrar uma parcela relevante dos recursos nesta fase inicial, por contarem com maior capacidade financeira e planejamento de longo prazo, com financiamentos que podem chegar a 12 anos. Ainda assim, o executivo destacou que também há operações envolvendo caminhoneiros autônomos e pequenos empresários.
Franca também elogiou o “diálogo com o TCU”, que, afirmou, tem contribuído para maior crescimento da infraestrutura no país
O secretário-executivo do Ministério de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, disse nesta segunda-feira, 9, que o Brasil vem se consolidando como “hub de logística global” em virtude de modelo de agências independentes e técnicas, e vem registrando aumento do número de concessões. Franca também elogiou o “diálogo com o TCU”, que, afirmou, tem contribuído para maior crescimento da infraestrutura no país.
Ele mencionou, ainda, cinco desafios para o avanço nos investimentos em infraestrutura no Brasil. Primeiramente, apontou a estabilidade institucional. “Quem investe em infraestrutura, com longo prazo e investimentos vultuosos, precisa de regra, segurança jurídica, a regra do jogo”, ressaltou.
Outro tópico é o “planejamento permanente de longo prazo”, que, reconheceu, é uma atribuição do governo. “O planejamento é um norte importante” e ajuda quando há demandas de prefeitos e parlamentares.
Franca indicou, ainda, financiamentos estruturados, inovação contínua e compromisso socioambiental.
A fala foi durante o seminário “Superciclo de Investimentos em Infraestrutura – Avanços e Desafios”, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, evento que reuniu nomes como o ministro das Cidades, Jader Filho.
Evento internacional reúne, em Las Vegas, lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas associadas à NTC&Logística
Começa nesta terça-feira, 10 de fevereiro, em Las Vegas (EUA), o Geotab Connect 2026, um dos principais encontros globais voltados à tecnologia, inovação e inteligência de dados aplicadas à gestão de frotas e à logística. A NTC&Logística integra a delegação brasileira no evento por meio dos integrantes da Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas (COMJOVEM), além de empresários associados e membros da diretoria. A programação segue até o dia 12 de fevereiro.
A presença institucional da NTC&Logística e da COMJOVEM no Geotab Connect decorre de uma parceria estratégica com a Geotab, que investe na aproximação com entidades representativas do setor e na formação de lideranças. A iniciativa reflete a visão da marca sobre a importância de integrar tecnologia, dados e representatividade institucional, criando conexões diretas entre tendências globais e a realidade operacional do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.
Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, a participação no evento amplia o acesso da entidade e de seus associados a referências internacionais que impactam diretamente a gestão e a competitividade do setor. “A parceria com a Geotab permite integrar empresas, entidades representativas e jovens lideranças em um ambiente de inovação global. Esse movimento fortalece a leitura estratégica do setor e contribui para decisões mais eficientes, sustentáveis e alinhadas ao futuro do Transporte Rodoviário de Cargas brasileiro”, afirma o presidente.
O coordenador nacional da COMJOVEM, Hudson Rabelo, destaca que a experiência internacional está diretamente conectada aos pilares da Comissão. “A COMJOVEM tem como base a formação, a sucessão empresarial e a inovação. Estar no Geotab Connect amplia o repertório dos nossos integrantes, gera troca de experiências com referências globais e fortalece a aplicação prática dessas soluções à realidade do transporte rodoviário de cargas no Brasil”, ressalta.
Representando a Geotab no Brasil, o vice-presidente Eduardo Canicoba reforça que o investimento da empresa na participação da NTC&Logística e da COMJOVEM reflete uma estratégia clara de atuação conjunta com o setor. “Essa vivência permite que lideranças do transporte brasileiro acompanhem de perto tendências globais em dados, telemetria, vIdeotelemetria e inteligência artificial, com uma leitura mais clara do que é aplicável e do que precisa ser adaptado à realidade das operações no país. É assim que os aprendizados globais se transformam em competitividade local”, avalia.
A COMJOVEM é um órgão auxiliar da administração da NTC&Logística criado em 2008 – 18 anos de atuação –, presente em 27 núcleos distribuídos por 19 estados brasileiros, reunindo cerca de 400 empresas e mais de 600 integrantes. Ao longo de sua trajetória, consolidou um histórico consistente de encontros nacionais e internacionais, promovendo formação de lideranças, acesso a oportunidades estratégicas e estímulo contínuo à inovação no setor.
Ao longo dos cinco dias de programação, de 10 a 12 de fevereiro, os participantes terão contato direto com painéis e apresentações sobre inteligência artificial aplicada à gestão de frotas, uso estratégico de dados para tomada de decisão, segurança viária, eficiência operacional, sustentabilidade, integração de sistemas e cases globais de sucesso. A imersão no Geotab Connect 2026 amplia a visão estratégica das lideranças da NTC&Logística e da COMJOVEM, conectando o Transporte Rodoviário de Cargas brasileiro às principais discussões e soluções que estão moldando o futuro da logística no cenário internacional.
A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará a primeira edição do CONET&Intersindical 2026 nos dias 26 e 27 de fevereiro, no ROYAL TULIP BRASÍLIA ALVORADA, em Brasília (DF). O evento tem como entidade anfitriã a FENATAC – Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas e Logística, com o apoio dos Sindicatos filiados à entidade.
O CONET&Intersindical consolidou-se como um dos eventos mais importantes do setor, reunindo os principais protagonistas do TRC, promovendo debates estratégicos, troca de experiências e oportunidades para o fortalecimento de parcerias.
Confira, abaixo, a programação preliminar.
PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR
CONET&INTERSINDICAL | EDIÇÃO BRASÍLIA
26 e 27 de fevereiro de 2026
26 de fevereiro de 2026 | CONET
10h – Credenciamento
10h30 | 12h – Abertura Oficial
Composição da Mesa
12h | 13h – Almoço
13h30 | 14h30 – Painel: MERCADO E TARIFAS
Palestrante: Engo Lauro Valdivia, Assessor Técnico da NTC&Logística
Atualização do INCT (Índice Nacional de Custos do Transporte)
Apresentação da Pesquisa de Mercado DECOPE 2026
Demonstração e Aplicações práticas da Plataforma de Cálculo de Frete
14h30 | 14h45 – Painel: INOVAÇÃO E NOVOS NEGÓCIOS
Palestrante: André de Simone, Vice-Presidente de Inovação e Novos
Negócios
14h45 | 15h30 – TALKS FORNECEDORES DA CADEIA PRODUTIVA DO TRC
O que esperar do ano de 2026 e como os produtos, serviços e soluções podem contribuir para
Redução de custos operacionais
Ganhos de eficiência e produtividade
Gestão, tecnologia, segurança e sustentabilidade nas empresas do TRC
15h30 | 16h – Intervalo
16h | 17h – ENCONTRO COM EMPRESÁRIOS DO TRC
Carga Lotação – Antonio Luis da Silva Junior, CEO da Tora Transportes
Carga Fracionada – Marcelo Patrus, CEO da Patrus Transportes
Carga Líquida e Perigosa – Oswaldo Vieira Caixeta Junior – CEO da Transac Transportes e Presidente da ABTLP – Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos
Foco:
Cenário de mercado e desafios operacionais
Expectativas para 2026
17h|18h30 – Palestra Magna:
CENÁRIO ECONÔMICO E PERSPECTIVAS PARA
O TRANSPORTERODOVIÁRIO DE CARGAS
Palestrante: Eric Klein, jornalista da CNBC Brasil
Jornalista com sólida trajetória na cobertura de grandes acontecimentos nacionais e internacionais. Passou pela Record, onde consolidou experiência em reportagens investigativas e transmissões ao vivo de alto impacto. Atualmente integra o time da CNBC Brasil, atuando com análise aprofundada e informação em tempo real, reforçando credibilidade e precisão editorial. Sua expertise abrange política, economia e temas sociais, sempre com rigor jornalístico e capacidade de conectar fatos a contextos mais amplos – qualidades que agregam profundidade e relevância a qualquer projeto de comunicação ou conteúdo estratégico.
19h – Considerações Finais e Encerramento
27 de fevereiro de 2026 | INTERSINDICAL
9h – Abertura da INTERSINDICAL
9h30 | 12h – Painel 1: INFRAESTRUTURA
Palestrantes convidados:
CNT – Confederação Nacional do Transporte
Apresentação da Pesquisa CNT
Palestrante: Fernanda Rezende, Diretora Executiva
INFRA S.A.
Status do Plano Nacional de Logística (PNL)
Palestrante: George Lavor Teixeira, Coordenador
ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres
Fiscalização no Transporte Rodoviário de Cargas: piso mínimo de frete e seguros
Palestrante: Hugo Leonardo Cunha Rodrigues, Superintendente de Fiscalização de Serviços de Transporte Rodoviário de Cargas e Passageiros (SUFIS)
Debates
12h | 13h30 – Almoço
13h30 | 15h – Painel 2: TRABALHISTA
Palestrante: Dr. Narciso Figueirôa Junior, Assessor Jurídico da
NTC&Logística
Atualizações da legislação
Perguntas e respostas
15h30 | 17h30 – Painel 3: TRIBUTÁRIO
Palestrante: Dr. Marcos Aurélio Ribeiro, Diretor Jurídico da
NTC&Logística
Convidados:
Dra. Talita Pimenta Félix, Advogada, Mestre e Doutora em Direito pela PUC/SP, e Coordenadora do Instituto Brasileiro de Estudos Tributários – IBET Goiânia
Dr. Ângelo de Angelis, Mestre em Economia pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP (SP)
Atualizações do cenário tributário
Perguntas e respostas
18h – Considerações Finais – Encerramento
20h30 – Jantar de Encerramento
Condições de Inscrição
l Inscrições realizadas até 31 de dezembro ➝ Desconto de 15% sobre os valores de sócio, não sócio e extra jantar.
l Inscrições realizadas até 31 de janeiro ➝ Desconto de 5% sobre os valores de sócio, não sócio e extra jantar.
l Inscrições realizadas de 1º a 19 de fevereiro ➝ Valores integrais, sem desconto.
As inscrições se encerram em 19 de fevereiro.
Hospedagem – Tarifas Especiais
Para a compra de hospedagem com tarifas especiais, utilize o PROMOCODE:
CONETNTCBSB
Canal de contato para reservas:
l Segunda a sexta-feira: das 9h às 18 horas
l Sábado: das 10h às 14 horas
l E-mail: df.reservas@goldentulip.com.br
l Telefone: (61) 3424-7018
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Medida Provisória destina R$ 6 bilhões para a renovação da frota de caminhões
Autorizada pelo governo federal, a nova linha de financiamento para a renovação da frota de caminhões impulsiona a modernização do transporte rodoviário de cargas no Brasil e fortalece a eficiência operacional do setor, ao estimular a substituição de veículos antigos por modelos mais modernos, seguros e menos poluentes. A avaliação consta do Radar CNT do Transporte – Financiamento para a renovação da frota de caminhões, divulgado nesta quinta-feira (5).
A iniciativa foi instituída pela Medida Provisória nº 1.328/2025, publicada no Diário Oficial da União em 16 de dezembro, que destina R$ 6 bilhões para operações de crédito voltadas à aquisição de caminhões novos e seminovos. De acordo com a Confederação, a modernização da frota representa um avanço estrutural para o setor, com impactos positivos sobre a eficiência do segmento, a redução das emissões e a melhoria da qualidade do ar.
A CNT já demonstrou que a renovação dos veículos pesados de carga pode gerar ganhos ambientais de até 86,3%, a depender do volume de investimentos realizados pelo setor, contribuindo de forma significativa para a sustentabilidade e para a melhoria da qualidade do ar.
A linha de crédito contempla transportadores autônomos de cargas, cooperados, empresários individuais e empresas do setor, com valor máximo de financiamento de até R$ 50 milhões por beneficiário e prazo de reembolso de até 60 meses, incluindo carência de até seis meses.
Para solicitar o financiamento, empresários e transportadores autônomos devem procurar uma instituição financeira habilitada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Caso a solicitação de crédito seja aprovada, o financiamento contará com recursos provenientes da Medida Provisória e do BNDES, na proporção de 60% e 40%, respectivamente.
A taxa de juros efetiva de cada operação depende do tipo de caminhão (novo ou seminovo), do perfil do transportador, da composição dos recursos do financiamento e da retirada de circulação do caminhão antigo. Além disso, há outros custos intrínsecos à contratação do crédito, como a taxa de análise cobrada pela instituição financeira e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Para a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, embora a iniciativa represente um avanço relevante para a modernização da frota e para o aumento da eficiência do transporte de cargas, é fundamental que a política seja estruturada de forma permanente, com previsibilidade regulatória e segurança jurídica. “É fundamental que essa política seja transformada em lei, com garantia de recursos e condições adequadas, para viabilizar a renovação da frota ao longo do tempo”, afirma.
O que determina a Medida Provisória
O programa estabelece critérios técnicos e ambientais rigorosos. Para caminhões novos, são admitidos apenas veículos de fabricação nacional, cadastrados no BNDES e enquadrados nos padrões mais avançados de emissão do Proconve P8. No caso dos seminovos, restritos a pessoas físicas e cooperados, são aceitos apenas veículos fabricados a partir de 2012, enquadrados no Proconve P7, com exigências específicas de rastreabilidade fiscal e documental.
As taxas de juros variam conforme o perfil do transportador, o tipo de veículo financiado e o cumprimento das exigências de sustentabilidade, podendo oscilar entre 7,25% e 9,75% ao ano, sem considerar os custos adicionais à contratação de crédito, como IOF e taxas bancárias, o que reforça a importância da análise técnica das condições ofertadas pelas instituições financeiras em cada caso.
A implantação da CNH Nacional, novo padrão de carteira de motorista em vigor desde dezembro de 2025, introduziu ajustes significativos no processo de conquista das categorias C, D e E. A medida oferece aulas teóricas remotas sem custo, diminuição da carga horária prática e autorização para atuação de profissionais independentes como instrutores. Essas mudanças podem cortar consideravelmente as despesas com o processo e facilitar o ingresso de novos profissionais no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC).
Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (SETCEPAR), Silvio Kasnodzei, a iniciativa é um progresso considerável, porém requer cautela do setor. “A nova CNH é uma ação essencial para desburocratizar o acesso às carteiras profissionais e combater a falta de motoristas. Contudo, esse avanço deve ser associado a uma formação de qualidade, para que o crescimento no volume de condutores não afete a segurança viária e a eficiência dos serviços”, declarou.
A carência de motoristas capacitados é um dos principais obstáculos do TRC em todo o território nacional. Números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), referentes ao último trimestre de 2025, revelam que menos de 10% dos empregos formais de caminhoneiros são preenchidos por pessoas com até 29 anos, destacando o desafio de renovar a força de trabalho na área. Com a nova legislação, a quantidade de condutores formados deve aumentar, acentuando a exigência de instrução apropriada para atuar no TRC.
Conforme o instrutor técnico do SETCEPAR, Cláudio Ferreira, a formação adicional é um elemento crucial para o sucesso da medida no segmento. “É indispensável que as transportadoras acolham esses novos condutores e forneçam capacitações que correspondam às exigências reais do TRC. Na ausência desse preparo prático e especializado, há possibilidade de mais acidentes, prejuízos operacionais e até crescimento no valor dos seguros”, esclarece.
Kasnodzei destaca a função da associação nesse contexto. “A decisão governamental de facilitar a emissão da CNH é positiva, mas a indústria do transporte também precisa cumprir seu papel. O SETCEPAR está pronto para cooperar com treinamento especializado, educação continuada e campanhas educativas, promovendo a segurança, a qualificação e a perenidade do Transporte Rodoviário de Cargas”, finalizou.
Reunião em Brasília destacou o papel estratégico de Minas Gerais no setor transportador brasileiro
A CNT recebeu, nessa terça-feira (3), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, em reunião realizada na sede da entidade, em Brasília. O encontro foi conduzido pelo presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, e contou com a presença do presidente da Seção I – do Transporte Rodoviário de Passageiros da CNT, Rubens Lessa, e do diretor de Relações Institucionais da Confederação, Valter Souza. Na pauta, estiveram o papel estratégico de Minas Gerais para o transporte nacional e o diálogo sobre investimentos em infraestrutura, mobilidade e logística.
Com a maior malha rodoviária do país, Minas Gerais soma mais de 270 mil quilômetros de estradas, o equivalente a cerca de 15% de toda a malha nacional. O estado concentra importantes corredores logísticos que conectam o Sudeste ao Nordeste e ao Centro-Oeste, sendo fundamental para o escoamento da produção agrícola e industrial. Também se destaca no transporte de cargas e de passageiros, com forte presença de rodovias federais e estaduais que dão suporte à economia brasileira.
“O transporte brasileiro encontra, em Minas Gerais, um indispensável ponto de articulação. Sua infraestrutura rodoviária fortalece o agronegócio, a indústria e o comércio. Para a CNT, planejar investimentos para o estado significa planejar a eficiência logística do país e assegurar que o transporte continue a ser um alicerce do desenvolvimento econômico e social”, destacou Vander Costa.
O governador Romeu Zema ressaltou a relevância do setor de transporte para o Brasil e, em especial, para Minas Gerais, um dos maiores exportadores do país tanto no agronegócio quanto na mineração. Segundo ele, a economia mineira depende fortemente dessa atividade. “O que nós queremos é que o setor avance. Uma maior eficiência dos transportes vai significar mais desenvolvimento econômico e social. Na minha gestão, temos dado todo o apoio, com recordes de concessões e investimentos, porque é isso que gera desenvolvimento”, afirmou.
Também participaram da reunião os secretários de Estado de Infraestrutura, Transporte e Parcerias (Seinfra-MG), Pedro Bruno, e de Comunicação Social (Secom), Bernardo Santos. Pela CNT, estiveram presentes ainda a gerente executiva governamental, Danielle Bernardes, e a gerente executiva de Poder Legislativo, Andrea Cavalcanti.
Ao final do encontro, o presidente Vander Costa entregou ao governador o Atlas CNT do Transporte, publicação que reúne dados atualizados sobre a infraestrutura logística brasileira e serve como referência para a formulação de políticas públicas e a orientação de investimentos no setor.
A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que consolida a obrigatoriedade de gerenciamento dos fatores de risco psicossociais no ambiente de trabalho, entra na fase de fiscalização com possibilidade de autuações a partir de 26 de maio de 2026.
A medida, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), marca uma mudança estrutural na forma como as empresas brasileiras devem lidar com a saúde mental e emocional dos trabalhadores.
A advogada trabalhista Naiara Insauriaga, do escritório Barcelos Tucunduva Advogados, destaca que os principais fatores que devem ser identificados dizem respeito a condições que podem levar ao adoecimento mental, incluindo burnout.
Veja, a seguir, outros destaques de Legislação.
Execuções judiciais
Em 2025, o Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud) alcançou o maior resultado desde sua criação, refletindo maior agilidade na localização de bens, aumento expressivo da recuperação de créditos e redução das estratégias de blindagem patrimonial por devedores.
O sistema recuperou R$ 58,34 bilhões ao longo de 2025, quase o dobro dos R$ 31,21 bilhões registrados em 2024. O número de ordens de bloqueio também cresceu de forma relevante, superando 23,8 milhões, o que representa uma alta de 46% na comparação anual.
Para o advogado Paulo De Maria, especialista em recuperação de crédito do escritório Barcellos Tucunduva Advogados, os números revelam uma mudança estrutural na condução das execuções judiciais no País.
Atestados médicos
A discussão sobre o futuro dos atestados médicos ganhou força com o anúncio da criação de uma nova plataforma digital nacional para emissão e validação desses documentos. A novidade, no entanto, acabou alimentando interpretações equivocadas de que apenas atestados eletrônicos seriam aceitos nas relações de trabalho, o que não corresponde ao que prevê a legislação brasileira atualmente.
Ana Paula Cardoso, advogada especialista em Direito Trabalhista no escritório Aparecido Inácio e Pereira Advogados Associados, esclarece que, até o momento, não houve a implementação de uma norma legal ou administrativa para desconsiderar atestados físicos: “É fundamental separar inovação tecnológica de mudança legislativa. Não existe, hoje, qualquer determinação legal que invalide o atestado médico em papel”, ressalta.
Blindagem jurídica
O aumento da complexidade regulatória e da judicialização no País tem levado empresários a rever a forma como lidam com risco. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que o Judiciário brasileiro mantém mais de 80 milhões de processos em tramitação, o que ajuda a dimensionar o ambiente de litígio em que empresas e seus administradores estão inseridos.
Mayra Saitta, advogada empresarial e fundadora do Grupo Saitta, avalia que esse contexto tem impulsionado a busca por modelos estruturados de blindagem jurídica, baseados em diagnóstico e acompanhamento contínuo.
“Hoje, o risco não está apenas na operação da empresa, mas nas decisões tomadas pelos administradores. Blindagem jurídica significa estruturar corretamente o negócio para reduzir exposição e dar previsibilidade”, afirma.
Evento reuniu comunicadores de entidades, federações, sindicatos e associações de todos os modais, em Brasília
A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) participou do 5º Encontro da Rede de Comunicadores do Sistema Transporte, realizado na última quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, na sede do Sistema Transporte, em Brasília (DF). O evento reuniu profissionais de Comunicação de entidades, federações, sindicatos nacionais e associações ligadas ao setor de transporte de todos os modais, com foco no alinhamento institucional, na troca de experiências e no fortalecimento da atuação em rede.
A NTC&Logística foi representada pelo assessor de Comunicação e Imprensa da entidade, Rodrigo Bernardino, que acompanhou toda a programação e participou ativamente dos debates propostos ao longo do Encontro.
Da esquerda para a direita: Edmara Claudino, assessora de Relações Institucionais da NTC&Logística; Rodrigo Bernardino, assessor de Comunicação e Imprensa da NTC&Logística, e Mary Moraes, representando a FETRANSCARGA
A abertura do evento foi conduzida pelo presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, que acentuou a importância do Encontro como espaço estratégico para consolidar uma comunicação integrada e articulada no setor. “É uma grande satisfação recebê-los aqui, na casa do Sistema Transporte, em Brasília. Temos representantes de diversas entidades, de diferentes modais e de todas as regiões do Brasil. Esta reunião é extremamente importante para que possamos consolidar e fortalecer o sistema de comunicação do Transporte”, afirmou.
Na sequência, o presidente ressaltou o papel das entidades e de seus comunicadores na ampliação do alcance das mensagens do setor junto à sociedade. “Temos contato com os grandes veículos de comunicação do país, mas sabemos que não conseguimos chegar ao usuário final do transporte sem o apoio de vocês. A comunicação só se fortalece quando acontece em rede, de forma articulada, levando a informação para as bases”, completou.
Vander Costa assinalou os principais temas que demandam atenção permanente da comunicação do Sistema Transporte, como a qualificação do debate público sobre a qualidade do biodiesel e seus impactos operacionais; o crescimento dos acidentes envolvendo motocicletas e seus reflexos diretos na saúde pública; a mobilidade urbana e a prioridade do transporte coletivo, além da necessidade de uma atuação técnica e institucional do setor, especialmente em um ano marcado por debates no Supremo Tribunal Federal e pelo calendário eleitoral.
Durante o encontro, diretores e representantes apresentaram a atuação e a potencialidade das ações desenvolvidas no âmbito da Confederação Nacional do Transporte (CNT), do Serviço Social do Transporte (SEST) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT), e do Instituto de Transporte e Logística (ITL), evidenciando a amplitude do trabalho institucional, técnico, educacional e social desenvolvido pelo Sistema Transporte.
Na oportunidade, a atuação em rede da NTC&Logística foi salientada pelos representantes da Comunicação do Sistema Transporte, e Rodrigo Bernardino foi convidado a relatar o trabalho desenvolvido pela Associação. Em sua fala, ele destacou que a produção e disseminação de conteúdo técnico, institucional e estratégico, voltado à defesa do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), fazem parte das diretrizes da gestão do presidente Eduardo Rebuzzi, bem como o empenho em manter a NTC&Logística o mais próxima possível das empresas e entidades associadas em todo o Brasil.
“A NTC&Logística alinha-se à Comunicação do Sistema Transporte por reconhecer a relevância do conteúdo técnico e institucional que é desenvolvido. Atuamos diariamente para levar informações de qualidade às empresas e entidades associadas, com a devida ênfase ao desenvolvimento do TRC, também integrado à valorização dos demais modais. Eventos como este são fundamentais para promover alinhamento, troca de experiências e um debate qualificado”, afirmou Rodrigo Bernardino.
Programação e temas debatidos
O 5º Encontro da Rede de Comunicadores do Sistema Transporte contou com uma programação abrangente ao longo do dia 4 de fevereiro, reunindo palestras, apresentações institucionais e espaços de diálogo voltados ao fortalecimento da comunicação do setor.
Após a abertura e as boas-vindas dos diretores do Sistema Transporte, a programação seguiu com a palestra “Imagem e reputação institucional”, ministrada pela jornalista Vania Bueno, especialista em comunicação empresarial e governança corporativa, que abordou a construção de reputação, posicionamento estratégico e credibilidade institucional.
Em seguida, foi realizado o alinhamento político-institucional para 2026, com a apresentação dos principais direcionamentos do Sistema Transporte para a atuação institucional nos próximos anos, destacando a importância de uma comunicação técnica e responsável.
O encontro também contou com o Momento Prêmio CNT de Jornalismo, reforçando a valorização do jornalismo especializado e da comunicação qualificada no setor de transporte.
No período da tarde, os participantes acompanharam a palestra “Comunicação em rede como ativo estratégico”, do jornalista Rodrigo Caetano, que atuou como gerente-executivo de Jornalismo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Rodrigo Caetano, que hoje é diretor de Conteúdo e Novos Negócios da Nexus, ressaltou a atuação colaborativa entre as entidades como fator essencial para ampliar alcance e fortalecer narrativas institucionais.
A programação seguiu com a apresentação da Gerência Executiva de Comunicação, que detalhou os fluxos de divulgação e relacionamento com as entidades, e foi encerrada com um momento de escuta, diálogo e troca de experiências, fortalecendo ainda mais a Rede de Comunicadores do Sistema Transporte.
A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará a primeira edição do CONET&Intersindical 2026 nos dias 26 e 27 de fevereiro, no ROYAL TULIP BRASÍLIA ALVORADA, em Brasília (DF). O evento tem como entidade anfitriã a FENATAC – Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas e Logística, com o apoio dos Sindicatos filiados à entidade.
O CONET&Intersindical consolidou-se como um dos eventos mais importantes do setor, reunindo os principais protagonistas do TRC, promovendo debates estratégicos, troca de experiências e oportunidades para o fortalecimento de parcerias.
Confira a programação preliminar.
PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR
CONET&INTERSINDICAL | EDIÇÃO BRASÍLIA
26 e 27 de fevereiro de 2026
26 de fevereiro de 2026 | CONET
10h – Credenciamento
10h30 | 12h – Abertura Oficial
Composição da Mesa
12h | 13h – Almoço
13h30 | 14h30 – Painel: MERCADO E TARIFAS
Palestrante: Engo Lauro Valdivia, Assessor Técnico da NTC&Logística
Atualização do INCT (Índice Nacional de Custos do Transporte)
Apresentação da Pesquisa de Mercado DECOPE 2026
Demonstração e Aplicações práticas da Plataforma de Cálculo de Frete
14h30 | 14h45 – Painel: INOVAÇÃO E NOVOS NEGÓCIOS
Palestrante: André de Simone, Vice-Presidente de Inovação e Novos
Negócios
14h45 | 15h30 – TALKS FORNECEDORES DA CADEIA PRODUTIVA DO TRC
O que esperar do ano de 2026 e como os produtos, serviços e soluções podem contribuir para
Redução de custos operacionais
Ganhos de eficiência e produtividade
Gestão, tecnologia, segurança e sustentabilidade nas empresas do TRC
15h30 | 16h – Intervalo
16h | 17h – ENCONTRO COM EMPRESÁRIOS DO TRC
Carga Lotação
Carga Fracionada – Marcelo Patrus, CEO da Patrus Transportes
Carga Geral
Foco:
Cenário de mercado e desafios operacionais
Expectativas para 2026
17h|18h30 – Palestra Magna:
CENÁRIO ECONÔMICO E PERSPECTIVAS PARA
O TRANSPORTERODOVIÁRIO DE CARGAS
Palestrante: Eric Klein, jornalista da CNBC Brasil
Jornalista com sólida trajetória na cobertura de grandes acontecimentos nacionais e internacionais. Passou pela Record, onde consolidou experiência em reportagens investigativas e transmissões ao vivo de alto impacto. Atualmente integra o time da CNBC Brasil, atuando com análise aprofundada e informação em tempo real, reforçando credibilidade e precisão editorial. Sua expertise abrange política, economia e temas sociais, sempre com rigor jornalístico e capacidade de conectar fatos a contextos mais amplos – qualidades que agregam profundidade e relevância a qualquer projeto de comunicação ou conteúdo estratégico.
19h – Considerações Finais e Encerramento
27 de fevereiro de 2026 | INTERSINDICAL
9h – Abertura da INTERSINDICAL
9h30 | 12h – Painel 1: INFRAESTRUTURA
Palestrantes convidados:
CNT – Confederação Nacional do Transporte
Apresentação da Pesquisa CNT
Palestrante: Fernanda Rezende, Diretora Executiva
INFRA S.A.
Status do Plano Nacional de Logística (PNL)
Palestrante: George Lavor Teixeira
ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres
Fiscalização no Transporte Rodoviário de Cargas: piso mínimo de frete e seguros
Palestrante: Hugo Leonardo Cunha Rodrigues, Superintendente de Fiscalização de Serviços de Transporte Rodoviário de Cargas e Passageiros (SUFIS)
Debates
12h | 13h30 – Almoço
13h30 | 15h – Painel 2: TRABALHISTA
Palestrante: Dr. Narciso Figueirôa Junior, Assessor Jurídico da
NTC&Logística
Atualizações da legislação
Perguntas e respostas
15h30 | 17h30 – Painel 3: TRIBUTÁRIO
Palestrante: Dr. Marcos Aurélio Ribeiro, Diretor Jurídico da
NTC&Logística
Convidada: Dra. Talita Pimenta Félix, Advogada, Mestre e Doutora em Direito pela PUC/SP, e Coordenadora do Instituto Brasileiro de Estudos Tributários – IBET Goiânia
Atualizações do cenário tributário
Perguntas e respostas
18h – Considerações Finais – Encerramento
20h30 – Jantar de Encerramento
Condições de Inscrição
l Inscrições realizadas até 31 de dezembro ➝ Desconto de 15% sobre os valores de sócio, não sócio e extra jantar.
l Inscrições realizadas até 31 de janeiro ➝ Desconto de 5% sobre os valores de sócio, não sócio e extra jantar.
l Inscrições realizadas de 1º a 19 de fevereiro ➝ Valores integrais, sem desconto.
As inscrições se encerram em 19 de fevereiro.
Hospedagem – Tarifas Especiais
Para a compra de hospedagem com tarifas especiais, utilize o PROMOCODE:
CONETNTCBSB
Canal de contato para reservas:
l Segunda a sexta-feira: das 9h às 18 horas
l Sábado: das 10h às 14 horas
l E-mail: df.reservas@goldentulip.com.br
l Telefone: (61) 3424-7018
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Tarifa de pedágio continua a ser paga nas praças físicas ao longo do período de instalação e testes dos equipamentos; pórticos eletrônicos vão eliminar as longas filas existentes nas praças de pedágio, especialmente em grandes feriados
A modernização da cobrança de pedágio no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) tem início no próximo sábado (7) com a instalação do pórtico eletrônico no Km 33 da Via Anchieta, ainda inativo, pela concessionária Ecovias Imigrantes. A tradicional praça física de pedágio, hoje no Km 31 da rodovia, será substituida pelo sistema eletrônico Siga Fácil, permitindo mais fluidez e segurança no tráfego.
Na Rodovia dos Imigrantes, o pórtico será instalado até o final do mês no Km 29, em substituição à atual praça do Km 32. Neste momento, haverá apenas o posicionamento da estrutura, mas sem cobrança. O pagamento do pedágio continua sendo realizado apenas na praça existente. A previsão é que o Siga Fácil comece a operar em julho.
Com a instalação dos pórticos, a concessionária começa a fazer o monitoramento para testes com câmeras, sensores e antenas. Além disso, a concessionária iniciou estudos para modernizar a Operação Comboio, com um conceito mais dinâmico e tecnológico, que permitirá o tráfego seguro mesmo em condições de neblina intensa no trecho de serra.
Quando o sistema entrar em operação, a cobrança passará a ser feita de forma eletrônica e bidirecional, substituindo o modelo atual concentrado em um único sentido. Atualmente, o pedágio do Sistema Anchieta-Imigrantes é de R$ 38,70, valor que passará a ser dividido igualmente, com cobrança de R$ 19,35 na descida (sentido Litoral) e R$ 19,35 na subida (sentido São Paulo).
O usuário pagará apenas no sentido em que utilizar a rodovia. Motociclistas permanecem isentos da cobrança, conforme as regras vigentes. O modelo vai eliminar as longas filas que se formam nas atuais praças de pedagio, especialmente em grandes feriados.
O Siga Fácil é o sistema do Governo de São Paulo que substitui as atuais praças de pedágio com cancelas por um modelo eletrônico, sem necessidade de parada dos veículos, trazendo mais fluidez e segurança ao tráfego no Sistema Anchieta-Imigrantes, um dos corredores logísticos mais importantes do país, por onde circulam, em média, 120 mil veículos por dia, com picos significativamente maiores em feriados e na alta temporada.
A entrada em operação do sistema com cobrança está condicionada à conclusão das etapas técnicas, à realização dos testes operacionais e à autorização formal da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), responsável pela fiscalização das obrigações contratuais das concessionárias. A data de início da cobrança será divulgada oficialmente após essa validação regulatória e ampla comunicação aos usuários.
Nova Operação Comboio
Haverá um período de transição mesmo quando o Siga Fácil entrar em funcionamento. As estruturas físicas das praças de pedágio existentes serão mantidas temporariamente para que a Operação Comboio tradicional continue sendo realizada em situações de neblina intensa.
A Artesp analisa uma nova solução técnica, que dispensa a parada obrigatória dos veículos. É um conceito inédito em rodovias no Brasil, com a utilização de novas tecnologias que priorizam a segurança dos motoristas. O novo modelo conta com painéis eletrônicos inteligentes, que identificam automaticamente os níveis de neblina e ajustam a sinalização em tempo real.
Com base nessas informações, os limites de velocidade são adequados às condições de visibilidade, garantindo que os motoristas trafeguem pelo trecho de maneira segura, orientada e compatível com a Operação de Comboio Autônomo. As praças de pedágio só serão removidas quando o projeto for homologado e implantado.
Investimentos
Em quase 30 anos de concessão, a Ecovias Imigrantes investiu R$ 10,2 bilhões em melhorias e ampliações de infraestrutura no Sistema Anchieta-Imigrantes, incluindo a construção da segunda pista da Rodovia dos Imigrantes, o anel viário de Cubatão e as duas fases de melhorias da Entrada de Santos.
Atualmente, estão em andamento estudos e projetos para implantação de um novo acesso ao Porto de Santos e de uma saída do bairro Alemoa, também em Santos, para a Rodovia Anchieta.
Além disso, a pedido do Governo de São Paulo, a concessionária está desenvolvendo o projeto para construção da terceira pista da Imigrantes, viabilizando uma nova ligação entre a região metropolitana de São Paulo e a Baixada Santista.
A pista projetada terá 21,5 km de extensão, sendo 17 km em túneis e 4 km em viadutos. O empreendimento inclui também o maior túnel rodoviário do país, com cerca de 6 km de extensão. O projeto ampliará a capacidade no trecho de serra em 25% no geral e em 145% quando se considera apenas a descida de caminhões, atendendo às demandas atuais e futuras de mobilidade e logística na região.
Os projetos em andamento não fazem parte do contrato original da concessionária e serão realizados conforme definições e autorizações do governo.
Siga Fácil
Siga Fácil (www.sigafacil.sp.gov.br) é o sistema do Governo de São Paulo que substitui as praças de pedágio por pórticos eletrônicos inteligentes, identificando veículos por placas ou tags, tornando o processo mais rápido, eficiente e com justiça tarifária. Ou seja, com o Siga Fácil, o motorista paga apenas pelo trecho percorrido. Supervisionado pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), ele elimina filas e reduz acidentes.
O sistema é implantado gradualmente nos projetos de concessão mais recentes, como o Novo Litoral Paulista, a Nova Raposo e a Rota Sorocabana, além dos contratos já existentes. O site sigafacil.sp.gov.br traz o mapa de pórticos, formas de pagamento e canais de atendimento.
Governo lançou programa para aproximar Brasil dos vizinhos e da Ásia
O governo federal oficializou, nesta semana, a criação do Programa Rotas de Integração Sul-Americana. Um dos objetivos finais da medida é reduzir o tempo e o custo do transporte de mercadorias entre o Brasil e os vizinhos, e também com a Ásia.
Para atender a esse objetivo, a proposta é viabilizar ações para integrar infraestruturas física, digital, social, ambiental e cultural entre os países da América do Sul. A portaria de criação, assinada pela ministra Simone Tebet, e publicada no Diário Oficial da União de terça-feira (3), oficializa cinco rotas de integração.
Segundo o que prevê o programa, a ideia inclui a elaboração de estudos técnicos e pesquisas aplicadas a diferentes áreas, como a multimodalidade de transportes, a conectividade e a integração energética e digital, a unidade geoeconômica, a bioceanidade e perspectivas fronteiriças e não fronteiriças no território nacional.
Cinco rotas
As redes de infraestrutura focam em cinco rotas estratégicas desenhadas após consulta aos 11 Estados brasileiros que fazem fronteira com os países da América do Sul.
As rotas foram divididas da seguinte forma:
Ilha das Guianas – áreas do Norte brasileiro com Guiana Francesa, Suriname, a Guiana e Venezuela;
Amazônica – norte com Colômbia, Equador e Peru;
Quadrante Rondon – Norte e Centro-Oeste no Brasil com Peru, Bolívia e Chile;
Bioceânica de Capricórnio – Centro-Oeste, Sudeste e Sul com Paraguai, Argentina e Chile;
Bioceânica do Sul – Sul do Brasil com Uruguai, Argentina e Chile;
Segundo o governo, o projeto das cinco rotas surgiu depois de reunião de líderes da América do Sul, em 2023, que decidiu por uma agenda de integração regional.
Entre os argumentos do governo, está o fato de que o Brasil privilegiou, ao longo do tempo, o comércio com países da Europa e Estados Unidos via Atlântico. A formulação leva em conta que, nas últimas décadas, ocorreu um deslocamento da produção rumo aos estados do Centro-Oeste e do Norte e um incremento maior do comércio com os países asiáticos.
Após nova vistoria, tráfego fica suspenso para todos os veículos na ponte do Rio Grande, por risco estrutural
O tráfego na ponte sobre o Rio Grande, que liga as rodovias AMG-2540 e SP-413, na divisa entre Minas Gerais e São Paulo, no Triângulo Mineiro, será totalmente interditado para qualquer tipo de veículo a partir das 18 horas desta quinta-feira (5). A medida substitui a decisão anterior, que autorizava apenas a circulação de veículos com peso máximo de 4 toneladas.
A interdição total foi definida após uma segunda vistoria técnica realizada por especialistas em estruturas de pontes e viadutos do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). Durante a inspeção, foram identificadas trincas em um dos pilares da estrutura com dimensões que comprometem a segurança dos usuários.
O DER-MG mantém diálogo com o Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo para viabilizar as ações necessárias à recuperação da estrutura e, assim, permitir a retomada segura da circulação de veículos no local.
Com 540 metros de extensão e 7,84 metros de largura, a ponte foi construída em 1974 por uma usina da região e representa um importante elo de ligação entre a MG-427 e o estado de São Paulo, garantindo acesso a diversos municípios paulistas, como a cidade de Barretos.
O DER-MG orienta os motoristas a respeitarem rigorosamente a interdição e a sinalização instalada no local, uma vez que o descumprimento pode colocar em risco a vida dos usuários da via. Serão instaladas sinalização específica de impedimento de tráfego e de orientação para os desvios, garantindo que os condutores sejam informados com antecedência sobre as rotas alternativas.
Desvios
Há duas opções de desvio para atravessar de Minas até São Paulo, pela MG-427, por Planura ou Uberaba.
Quem seguir por Planura, deve depois acessar a BR-364, que, ao mudar de estado, passa a se chamar SP-326 e chega até Barretos. De lá, os motoristas podem acessar a rodovia SP-425 até Guaíra.
A rota por Uberaba depois leva à rodovia BR-050, até Delta e, ao atravessar a divisa entre Minas Gerais e São Paulo, continuar pela SP-330 em direção a Ituverava e, de lá, acessar a SP-385 até Miguelópolis.
Números indicam que 1 em cada 10 motoristas que dirigem veículos pesados não passam no teste
O Brasil enfrenta um cenário preocupante na fiscalização do transporte profissional. Mais de 1,1 milhão de motoristas estão com o exame toxicológico obrigatório vencido, segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
O problema se espalha por todo o país, mas alguns estados concentram os maiores volumes de irregularidades. São Paulo lidera o ranking nacional, com cerca de 350 mil condutores em situação irregular. Na sequência, aparecem o Paraná, com aproximadamente 93 mil motoristas, e Minas Gerais, que registra 82.355 condutores com o exame vencido.
Especialistas alertam que o número elevado representa um desafio direto para a segurança viária e para a fiscalização nas rodovias, especialmente no transporte de cargas e passageiros. Os motoristas que não comparecem ao exame são definidos como parte da “positividade escondida”, conforme explica Rodolfo Rizzotto, autor do estudo “As Drogas e os Motoristas Profissionais”.
“Quem faz uso de drogas regulamente não vai pagar para fazer um exame que terá laudo positivo. Então a tendência natural é que não compareçam. Por outro lado, os que pagam pelo exame que dá positivo já perderam a noção do grau de dependência química. Mas todos são bombas-relógio circulando nas rodovias.
Os motoristas que não comparecem deveriam ter suas habilitações suspensas pelos Detrans e serem autuados, pagando a chamada multa de balcão, de R$ 1.467,35, conforme prevê a legislação. Entretanto, a maioria dos dirigentes de Detrans tem sido omissa e garante a impunidade desses motoristas que, na maioria absoluta, são usuários de drogas.
PRF flagra motorista com freios precários, transportando 13 toneladas acima do limite e com o toxicológico vencido
Na tarde desta terça-feira (3), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagrou na BR-153, em Erechim (RS), carreta que transitava com diversas irregularidades, somando mais de 13 toneladas de excesso de peso e falhas no sistema ABS dos freios.
A equipe apurou que o conjunto possuía um total de 13,6 mil quilos de excesso de peso na carga e 7,6 mil quilos acima da Capacidade Máxima de Tração (CMT).
Além da sobrecarga, foi constatado defeito no sistema de freios ABS e verificado que o condutor estava com o exame toxicológico vencido e descumprindo o descanso obrigatório previsto em lei.
Especialista alerta sobre a dependência química
Para o médico Alysson Coimbra, diretor científico da Associação Mineira de Medicina do Tráfego (Ammetra), o alto índice de motoristas que deixam de realizar o exame pode estar associado à dependência química, muitas vezes ligada às condições de trabalho.
“Muitos profissionais passam a utilizar substâncias psicoativas tentando superar algo que é impossível de vencer: a necessidade de descansar”, afirma Coimbra.
Segundo o especialista, jornadas exaustivas e privação de sono criam um ambiente de vulnerabilidade emocional, levando condutores a buscar nas drogas uma falsa solução para suportar a jornada. “Em geral, esse ciclo começa com anfetaminas e pode evoluir para combinações cada vez mais complexas de substâncias psicoativas”, acrescenta.
Conforme apuração do Estradas.com.br, a cocaína é a droga mais utilizada e predominante em mais de 70% dos laudos positivos.
O que diz a lei
O exame toxicológico é obrigatório para motoristas com CNH nas categorias C, D e E. A não realização do teste é considerada infração gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), com multa de R$ 1.467,35 e sete pontos na carteira.
Desde dezembro, o exame – capaz de identificar o uso recorrente de drogas nos 90 dias anteriores por meio de amostras de cabelo ou pelos – passou também a ser exigido para candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B.
O INCTF mede a evolução de todos os custos da carga fracionada, incluindo transferência, coleta e distribuição, custos administração e de terminais (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Nesses custos não estão contemplados impostos, pedágios e margem de lucro.
Tenha na íntegra o simulador e histórico do índice, abaixo:
O INCTL reflete a variação dos custos do transporterodoviário de cargas fechadas ou lotações, ou seja, ele mede a evolução de todos os custos da carga completa, incluindo a transferência, a administração (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Ele, assim como o INCTF, também não contempla impostos e margem de lucro na sua apuração.
Tenha na íntegra o simulador e histórico do índice, abaixo:
Primeiro encontro institucional de 2026, na sede da entidade, reuniu lideranças do setor de Transporte e ilustres convidados
A NTC&Logística promoveu na terça-feira, dia 3 de fevereiro, um momento especial na sede da entidade, em Brasília: o primeiro encontro institucional de 2026 realizado nas intalações da entidade, após as melhorias estruturais inauguradas em dezembro de 2025. A iniciativa foi selada com um almoço que congregou lideranças setoriais, autoridades e parlamentares.
Conduzido pelo presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi – ao lado do vice-presidente extraordinário de Assuntos Políticos, José Hélio Fernandes, e da assessora de Relações Institucionais, Edmara Claudino –, o evento foi prestigiado com a presença do senador Wellington Fagundes (PL-MT); do presidente do Sistema Transporte, Vander Costa; do vice-presidente do Transporte Rodoviário de Cargas da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Flávio Benatti; do presidente da Seção I – do Transporte Rodoviário de Passageiros da CNT, Rubens Lessa; do diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza; da diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart; do diretor do Instituto de Transporte e Logística (ITL), João Victor Mendes; do presidente da Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas & Logística (FENATAC), Paulo Lustosa, e demais convidados.
Os participantes puderam dialogar sobre temas estratégicos relacionados ao Transporte Rodoviário de Cargas, com foco nas pautas que devem integrar a agenda do setor ao longo de 2026, além das frentes de trabalho que serão desenvolvidas pela NTC&Logística em articulação com o Congresso Nacional, o poder público e entidades representativas.
Com a consolidação desse espaço e da agenda institucional, a sede da NTC&Logística em Brasília reforça seu papel como ambiente permanente de diálogo, articulação e construção de agendas estratégicas, fortalecendo a atuação da entidade junto aos Poderes da República e às lideranças do setor.
Encontro tratou das demandas do Transporte Rodoviário de Cargas em 2026
O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, esteve no gabinete do senador Wellington Fagundes (PL-MT), em Brasília, na terça-feira (03/02), para uma visita de cortesia e alinhamento institucional sobre as principais pautas do Transporte Rodoviário de Cargas em 2026. Também estiveram presentes o vice-presidente do Transporte Rodoviário de Cargas da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Flávio Benatti; o vice-presidente extraordinário de Assuntos Políticos da NTC&Logística, José Hélio Fernandes; a assessora de Relações Institucionais, Edmara Claudino, e o ex-deputado federal, Edinho Bez.
Durante o encontro, foram apresentadas ao senador as principais demandas do setor, bem como os temas estratégicos que estarão em evidência ao longo de 2026. A reunião também propiciou troca de informações relevantes para a condução dos trabalhos institucionais do TRC, reforçando o diálogo permanente entre o setor produtivo e o poder Legislativo.
Na ocasião, o presidente Eduardo Rebuzzi formalizou o convite para que o senador Wellington Fagundes participe do CONET&Intersindical, que será realizado nos dias 26 e 27 de fevereiro, em Brasília, reunindo lideranças, entidades e representantes do Transporte Rodoviário de Cargas para debater temas prioritários e os rumos do setor.
A NTC&Logística segue atuando de forma propositiva e institucional, fortalecendo relações e ampliando o diálogo com os Poderes para contribuir com o desenvolvimento sustentável do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.
Brasil tornou-se a 79ª parte contratante da Convenção TIR das Nações Unidas
O Brasil aderiu ao TIR, o único sistema de trânsito global.
Esse desenvolvimento histórico abre caminho para um comércio mais eficiente e seguro na América do Sul e em todo o mundo.
O secretário-geral da IRU, Umberto de Pretto, afirmou: “A adesão do Brasil ao sistema global de trânsito TIR é um marco transformador para o país e para a região”.
“Com o TIR, o Brasil pode aumentar significativamente a eficiência e a segurança do comércio com seus países vizinhos e muito além. É isso que o TIR, a parceria público-privada mais antiga da ONU, vem fazendo há mais de 75 anos”, acrescentou.
O sistema TIR, apoiado pela ONU, ajudará o Brasil e a América do Sul a maximizar o investimento no Corredor Bioceânico, que conectará os oceanos Atlântico e Pacífico através do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
O Corredor Bioceânico reforçará a liderança do Brasil na conectividade regional e elevará seu papel no cenário logístico da América do Sul. No entanto, sua competitividade seria prejudicada sem processos fronteiriços harmonizados. O TIR (Transportes Internacionais Rodoviários) é fundamental para concretizar o potencial do Corredor.
“A combinação desse grande investimento em infraestrutura, com a comprovada ferramenta de facilitação do comércio que é o TIR, é fundamental para o sucesso do Corredor Bioceânico”, afirmou Umberto de Pretto. “A infraestrutura é crucial, mas a harmonização dos processos transfronteiriços também é. Caso contrário, o Corredor corre o risco de se tornar apenas mais uma rota rodoviária, sem a competitividade necessária para atrair investimentos e comércio.”
A IRU criou o TIR em 1949. Tornou-se uma convenção das Nações Unidas em 1959, que mais tarde foi substituída pela atual Convenção TIR em 1975, após o advento da conteinerização, que tornou o TIR aplicável aos movimentos multimodais.
Testado e comprovado, o TIR reduz o tempo de trânsito nas fronteiras em até 92% e diminui os custos de transporte em até 50%.
Mais sobre TIR
Gerido pela IRU sob mandato das Nações Unidas, o TIR permite o transporte de mercadorias de um país para outro, transitando por quantos países forem necessários ao longo do percurso, através de um sistema seguro, multilateral, multimodal e mutuamente reconhecido.
As mercadorias são seladas no ponto de origem e só são reabertas no destino – independentemente do número de fronteiras nacionais que atravessarem.
O TIR também oferece uma garantia financeira para o pagamento de impostos e taxas suspensos.