Implementos têm segundo melhor mês, mas mercado segue em queda

Implementos têm segundo melhor mês, mas mercado segue em queda

Terceiro trimestre ganha ritmo; desempenho de graneleiros revela contraste entre implementos pesados e carrocerias sobre chassis

Os emplacamentos de implementos rodoviários ganharam ritmo no terceiro trimestre, mas o mercado ainda não recuperou o volume registrado em 2025. Entre julho e setembro, foram emplacadas 42.979 unidades, alta de 19,7% sobre o segundo trimestre, com base nos dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir).

Setembro contribuiu para esse avanço com 14.202 emplacamentos, crescimento de 4,4% sobre agosto e o segundo maior volume mensal de 2026, atrás apenas de julho, quando foram registradas 15.173 unidades.

No acumulado de janeiro a setembro, porém, o setor somou 109.715 implementos, queda de 1,47% sobre as 111.355 unidades de igual período de 2025. O crescimento entre o segundo e o terceiro trimestres mostra uma aceleração recente, mas, sem a comparação com os mesmos intervalos do ano anterior, não permite separar os efeitos da sazonalidade de uma recuperação do mercado.

Pesados sustentam volume

O resultado acumulado reúne trajetórias distintas. Reboques e semirreboques chegaram a 53.774 emplacamentos, leve alta de 0,22% sobre os nove primeiros meses de 2025. As carrocerias sobre chassis somaram 55.941 unidades, retração de 3,05%.

Em números absolutos, os implementos pesados acrescentaram 117 unidades na comparação anual, enquanto as carrocerias perderam 1.757. A estabilidade do primeiro grupo, portanto, não compensou a retração do segundo.

“O desempenho do setor de Reboques e Semirreboques pode ser um sinal de que estamos a caminho do equilíbrio, indicando que a recuperação está se consolidando”, afirma José Carlos Sprícigo, presidente da Anfir.

Graneleiros mostram mercado dividido

A diferença aparece também entre equipamentos destinados a cargas semelhantes. Na categoria de graneleiros e carga seca, os reboques e semirreboques avançaram 6,44%, para 10.180 unidades. Nas carrocerias sobre chassis, o mesmo grupo recuou 14,09%, para 11.052.

A categoria perdeu 1.813 emplacamentos nas carrocerias, redução superior à queda líquida de todo esse segmento. Isso significa que o desempenho de outras famílias de produtos compensou parte da retração.

Os números mostram comportamentos distintos de compra entre as configurações, mas não permitem concluir que houve substituição de carrocerias por reboques e semirreboques.

Entre as carrocerias, os baús de alumínio e frigoríficos, agrupados pela Anfir em uma mesma categoria, cresceram 4,41%, para 25.019 unidades. O acréscimo de 1.057 emplacamentos ajudou a conter a queda do segmento. Já as carrocerias tanque recuaram 6,92%, para 3.835 unidades, e os basculantes caíram 1,60%, para 6.399.

Carga geral avança; tanques recuam

Nos reboques e semirreboques, os baús para carga geral tiveram um dos maiores ganhos em volume: passaram de 8.852 para 9.850 unidades, alta de 11,27%. Os basculantes cresceram 2,94%, para 9.299, enquanto os equipamentos para transporte de toras avançaram 16,81%, para 1.723.

Na outra ponta, os tanques de aço carbono recuaram 25,70%, para 2.983 unidades. Os baús lonados registraram queda de 23,93%, para 3.798, e os implementos do tipo carrega-tudo caíram 21,48%, para 1.543.

A combinação de altas e baixas explica por que a estabilidade dos implementos pesados ainda convive com retrações expressivas em determinadas categorias.

Fenatran concentra expectativas

A Anfir aposta nos negócios gerados pela Fenatran, em novembro, para sustentar o desempenho dos próximos meses. Na avaliação de Sprícigo, os reflexos comerciais da Feira podem se estender por pelo menos quatro meses e contribuir para um fechamento de 2026 ligeiramente acima do resultado de 2025.

Até setembro, contudo, o setor precisava recompor uma diferença de 1.640 emplacamentos para alcançar o volume dos nove primeiros meses do ano anterior.

Free-Flow: o que fazer depois de passar pelo pórtico?

Free-Flow: o que fazer depois de passar pelo pórtico?

Sem cancela, cabine ou parada para pagamento, o pedágio eletrônico muda a experiência na rodovia. Entenda como consultar a passagem, acompanhar a cobrança e encontrar o canal correto para pagar

Você segue pela rodovia, mantém a velocidade e, quase sem perceber, passa sob o pórtico. Não há cancela. Ninguém entrega comprovante pela janela. Nenhuma cabine obriga o carro a parar. Em poucos segundos, câmeras e sensores registram a passagem, e a viagem continua.

É justamente depois desse momento que surge uma das dúvidas mais comuns entre os motoristas: passei pelo Free-Flow. E agora?

No pedágio eletrônico, a lógica é diferente da praça tradicional. O pagamento não precisa acontecer no instante da passagem. O veículo é identificado pelos equipamentos instalados no pórtico e, posteriormente, o registro pode ser consultado e a tarifa paga pelos canais disponíveis para cada trecho.

Nas rodovias já integradas ao aplicativo CNH do Brasil, o motorista ganhou mais uma forma de acompanhar esse caminho. Desde 24 de agosto de 2026, a ferramenta permite consultar a situação das passagens e acessar o canal indicado para pagamento. A implantação da funcionalidade contou com a participação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O pórtico ficou para trás. O registro, não

Enquanto o veículo cruza a estrutura, sensores, câmeras e sistemas de leitura trabalham em conjunto para identificá-lo.

Para quem utiliza TAG, o processo tende a acontecer automaticamente, de acordo com as condições contratadas junto à operadora do serviço. O dispositivo é reconhecido pelo sistema, e a cobrança segue o modelo previsto no plano do usuário.

Sem TAG, a placa entra em cena. Ela é identificada pelas câmeras do pórtico e associada à passagem realizada naquele trecho. A partir daí, o motorista deve acompanhar o registro e efetuar o pagamento pelos canais disponibilizados pela concessionária.

Quando a viagem aparece no celular

Nas rodovias integradas à CNH do Brasil, o registro pode aparecer no aplicativo em até 24 horas após a passagem pelo pórtico.

O caminho é simples: basta acessar o aplicativo, entrar em “Veículos” e selecionar “Pedágio Eletrônico”. A funcionalidade está disponível para quem utiliza a versão 7.3.0 ou superior do aplicativo e não exige cadastro específico para o serviço.

Ali, as passagens ficam organizadas em ordem cronológica e podem ser filtradas por período ou situação. O registro pode aparecer como “em processamento”, “pendente de pagamento”, “paga” ou “vencida”.

Se estiver em processamento, significa que as informações ainda estão sendo tratadas e a cobrança ainda não está disponível. Quando o status muda para pendente de pagamento, a tarifa já pode ser quitada.

O motorista também consegue visualizar passagens anteriores, inclusive aquelas que permanecem pendentes ou já venceram. Nesse último caso, é necessário verificar a situação da cobrança e buscar a regularização diretamente pelos canais da concessionária responsável pelo trecho.

Chegou a hora de pagar. Para onde ir?

Quando a passagem aparece como “pendente de pagamento”, o aplicativo apresenta a opção “Como pagar”.

Ao selecionar o botão, o motorista é direcionado ao canal oficial disponibilizado pela concessionária responsável pela rodovia. É nesse ambiente que o pagamento deve ser realizado.

O prazo é de até 30 dias após a passagem.

Um cuidado importante: o pagamento não é feito dentro do aplicativo CNH do Brasil. O aplicativo também não solicita dados de cartão para quitar a tarifa.

Os meios disponíveis podem variar de uma concessionária para outra. Sites, aplicativos próprios, totens e outros canais podem ser utilizados, conforme a estrutura oferecida em cada trecho.

A lógica é simples: a CNH do Brasil ajuda o motorista a localizar e acompanhar a passagem; a quitação acontece no ambiente oficial indicado pela concessionária.

Para saber quais trechos utilizam o sistema, identificar a concessionária responsável e acessar outras informações sobre o pedágio eletrônico, o motorista pode consultar a página do Free-Flow da ANTT: https://www.gov.br/antt/pt-br/free-flow/free-flow .

Balança comercial tem superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro

Balança comercial tem superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro

Exportações crescem 12,9%, e saldo sobe 34,8% em um ano

Com a ajuda do petróleo, dos combustíveis, da soja e do cobre, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro, mais que dobrou em relação a setembro de 2025 (US$ 3,14 bilhões).

O desempenho foi impulsionado pelo crescimento das exportações, que avançaram 12,9% no período, segundo dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O superávit foi o segundo melhor para o mês, só perdendo para setembro de 2023 (US$ 9,18 bilhões).

Principais números

• Superávit: US$ 7,74 bilhões (+146,4% ante setembro de 2025);

• Exportações: US$ 34,42 bilhões (+12,9%);

• Importações: US$ 26,68 bilhões (-2,4%);

• Corrente de comércio: US$ 61,09 bilhões (+8%).

A corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 61,09 bilhões, o maior valor já registrado para meses de setembro na série histórica e o segundo maior para todos os meses, só perdendo para junho deste ano (US$ 61,99 bilhões).

Exportações crescem

O aumento das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, seguida pela indústria de transformação e pelo agronegócio.

Exportações por setor:

• Indústria extrativa: US$ 9,44 bilhões (+39,8% ante setembro de 2025);

• Indústria de transformação: US$ 17,67 bilhões (+5,3%);

• Agropecuária: US$ 7 bilhões (+4,8%).

Produtos em destaque:

• Indústria extrativa: petróleo bruto (+77,3% ante setembro do ano passado), minério de cobre (+74,2%);

• Indústria de transformação: farelos de soja (+47,7%), combustíveis (+39,1%);

• Agropecuária: soja (+11,9%), café não torrado (+8,7%), centeio e aveia (de US$ 407 mil para US$ 127,8 milhões, alta percentual de 31,2 mil, por diferença de cronograma de embarque).

No caso do petróleo, o crescimento da produção e o aumento de 24,7% nos preços médios, após o agravamento da guerra no Oriente Médio, elevaram as exportações.

Destinos das vendas

As exportações cresceram para a maior parte dos principais mercados do Brasil, incluindo os Estados Unidos, apesar das tensões comerciais entre os dois países. No entanto, caíram para a Ásia e ficaram estáveis para a América do Sul.

Exportações por região:

• Europa: US$ 8,3 bilhões (+51,9%);

• América do Norte: US$ 5,2 bilhões (+30,6%);

• América do Sul: US$ 4,2 bilhões (estável);

• Ásia: US$ 17,4 bilhões (-2,5%).

As vendas para os Estados Unidos avançaram 31,9% em setembro, mesmo em meio à aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. No entanto, caíram 6,5% no acumulado do ano.

Para a União Europeia, o crescimento pode ser explicado pelo acordo com o Mercosul, que está impulsionando as vendas, principalmente de alimentos, para o bloco.

Importações avançam

As compras brasileiras no exterior tiveram leve recuo em setembro (-2,4%), principalmente de bens de capital e bens intermediários.

Importações por categoria:

• Bens de capital: US$ 4,1 bilhões (-29,8%);

• Bens intermediários: US$ 14,9 bilhões (-2,4%);

• Bens de consumo: US$ 4,3 bilhões (+11,5%);

• Combustíveis: US$ 3,4 bilhões (+41,2%, impulsionada pela alta de 58,2% no preço).

No caso dos bens de capital, a desaceleração da economia provocada pelos juros altos está diminuindo os investimentos da indústria, principal compradora de máquinas.

Acumulado de 2026

No acumulado de janeiro a setembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 62,4 bilhões.

No período:

• Exportações: US$ 264,65 bilhões (+10,4%);

• Importações: US$ 222,26 bilhões (+5%);

• Saldo comercial: US$ 62,4 bilhões (+34,8%).

Projeções

Apesar do crescimento das exportações, o MDIC revisou para baixo sua projeção para 2026. A estimativa de superávit da balança comercial passou de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões. Mesmo com a queda, o resultado seria o segundo maior para um ano desde o início da série histórica, em 1989. Só perderia para 2023 (US$ 98,8 bilhões).

A previsão de exportações foi reduzida de US$ 394,4 bilhões para US$ 382,5 bilhões. A projeção para as importações passou de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões.

As estimativas estão mais otimistas que a das instituições financeiras. Segundo o Boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado projetam superávit comercial de US$ 78,3 bilhões para este ano.

Participe da terceira edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em São Paulo, na Fenatran 2026

Participe da terceira edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em São Paulo, na Fenatran 2026

A terceira edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística ocorrerá em São Paulo, no dia 11 de novembro, às 14 horas, no Auditório do Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Cargas – FENATRAN, a maior Feira de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística da América Latina.

Criado em 2004, o Seminário Itinerante tem o propósito de levar a NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística a diversas regiões do país, promovendo capacitação técnica e oportunidades de negócios para empresários e executivos do setor de transporte de cargas e logística.

A programação conterá temas relevantes para o setor e que afetam diretamente as atividades das empresas. A organização do evento conta com o apoio da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas) da NTC&Logística.

Ratificando a missão da NTC&Logística de estar ao lado do transportador rodoviário de cargas, de Norte a Sul do Brasil, o Seminário Itinerante já percorreu diversos estados ao longo de mais de duas décadas.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, “encerrar as edições de 2026 do Seminário Itinerante durante a FENATRAN tem significado especial para a nossa entidade. Iniciamos os ciclos deste ano em Recife, Pernambuco, seguimos para Rio Grande, no Rio Grande do Sul, e agora concluímos os encontros em São Paulo, durante a principal Feira do nosso setor. Ao longo dessas edições, estivemos próximos de empresários, executivos e lideranças de diferentes regiões, promovendo conhecimento, diálogo, relacionamento e debates sobre temas que impactam diretamente o Transporte Rodoviário de Cargas. Agradeço às entidades anfitriãs, à Coordenação Nacional e aos Núcleos Regionais da COMJOVEM, aos nossos parceiros e, principalmente, a todos os transportadores que participaram conosco. Fechamos este ciclo com a certeza de que o Seminário Itinerante continua cumprindo seu propósito de aproximar a NTC&Logística das empresas e contribuir para o fortalecimento do TRC em todo o Brasil”.

O evento será realizado presencialmente, no espaço do São Paulo Expo – Rodovia dos Imigrantes – Km 1,5 – Vila Água Funda – São Paulo (SP). A participação é aberta a todos os empresários presentes e já inscritos na Feira.

Programação Preliminar

Local: São Paulo Expo – Auditório FENATRAN | Rodovia dos Imigrantes – Km 1,5 – Vila Água Funda – São Paulo (SP)

14h00 | 14h30 | Abertura Oficial

14h30 | 14h50 | Apresentação NTC&Logística|COMJOVEM

Palestrante:

Hudson Rabelo, Coordenador Nacional da COMJOVEM

14h50 | 17h | Painel sobre Seguros

Palestrantes:

José Alberto Panzan, Diretor da NTC&Logística e Coordenador do Comitê de Seguros da entidade

Lauro Valdivia, Assessor Técnico da NTC&Logística

17h| ENCERRAMENTO

Faça já sua inscrição, clicando aqui.

Realização: NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística

Apoio Institucional:

CNT – Confederação Nacional do Transporte; SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte; ITL – Instituto de Transporte e Logística

FuMTran – Fundação Memória do Transporte

Apoio Logístico: Braspress

TRANSPOESTE 2027 reunirá setor de transporte de cargas e logística em agosto, em Cascavel

TRANSPOESTE 2027 reunirá setor de transporte de cargas e logística em agosto, em Cascavel

Evento promovido pelo SINTROPAR chega a mais uma edição consolidado como ambiente estratégico para geração de negócios, relacionamento e apresentação de soluções para o transporte e a logística

Cascavel (PR) receberá, nos dias 18, 19 e 20 de agosto de 2027, mais uma edição da TRANSPOESTE – Feira de Transportes e Negócios do Oeste Paranaense. O evento reunirá empresas, empresários, executivos, transportadores e profissionais ligados ao Transporte Rodoviário de Cargas e à logística, consolidando a cidade como ponto de encontro do setor durante os três dias de programação.

Promovida pelo SINTROPAR – Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Oeste do Paraná, a TRANSPOESTE foi criada com o propósito de aproximar os diferentes agentes que integram a cadeia do transporte, proporcionando um ambiente voltado à geração de negócios, relacionamento, inovação, conhecimento e apresentação de soluções para o mercado.

A feira chega a 2027 após uma trajetória de crescimento e fortalecimento. Realizada pela primeira vez em 2019, teve novas edições em 2022 e 2024, ampliando gradativamente sua participação e sua representatividade no setor. Na última edição, em 2024, o evento recebeu mais de 1.800 visitantes por dia, contou com 25 marcas expositoras e movimentou aproximadamente R$ 280 milhões em negócios.

Para a edição de 2027, a expectativa é novamente conectar empresas fornecedoras de produtos, serviços e tecnologias aos profissionais envolvidos diretamente nas decisões e operações das empresas de transporte e logística.

Entre os segmentos que poderão estar presentes estão montadoras de caminhões e veículos comerciais; implementos rodoviários; pneus; peças e componentes; combustíveis e lubrificantes; rastreamento; telemetria; tecnologia embarcada; softwares de gestão; Inteligência Artificial aplicada ao transporte; gerenciamento de riscos; instituições financeiras; seguradoras; meios de pagamento; manutenção e serviços especializados.

Do outro lado, a TRANSPOESTE busca atrair um público formado por empresários, presidentes e diretores de empresas, gestores de frota, gerentes operacionais, compradores, profissionais de logística e suprimentos, motoristas profissionais, transportadores autônomos e representantes de cooperativas, embarcadores e indústrias.

Para o presidente do SINTROPAR, Edson Roberto Pilatti, a realização de mais uma edição reforça a importância da feira como espaço de conexão para o setor. “A TRANSPOESTE foi construída para aproximar quem movimenta o Transporte Rodoviário de Cargas e criar oportunidades concretas para empresas e profissionais. Em 2027, queremos proporcionar novamente um ambiente qualificado para negócios, relacionamento, troca de experiências e apresentação de novas soluções. Cascavel está inserida em uma região extremamente importante para a economia e para a logística brasileira, e a feira contribui para fortalecer ainda mais essa vocação”, destaca o presidente.

A localização também é um dos diferenciais do evento. Cascavel está inserida em uma das regiões mais produtivas do país, com forte presença do agronegócio, da indústria e do comércio, além de intensa movimentação de cargas e posição estratégica para o escoamento da produção e a integração com importantes corredores logísticos do Mercosul.

Além dos espaços destinados aos expositores, a proposta da TRANSPOESTE é estimular networking, aproximação entre fornecedores e clientes, troca de experiências e fortalecimento das relações institucionais e comerciais.

“Mais do que realizar uma feira, queremos reunir o setor. A TRANSPOESTE é um espaço para encontrar clientes, conhecer novas soluções, desenvolver parcerias e enxergar oportunidades. Nossa expectativa é construir uma edição ainda mais estruturada em 2027 e receber novamente profissionais de diferentes regiões em Cascavel”, complementa o presidente do SINTROPAR.

Empresas interessadas em participar poderão contar com diferentes formatos de exposição, cotas de patrocínio, ativações de marca, ações promocionais e oportunidades de mídia durante o evento.

TRANSPOESTE 2027

Data: 18, 19 e 20 de agosto de 2027

Local: Cascavel (PR)

Site: www.transpoeste.com.br

E-mail: transpoeste@sintropar.com.br

Telefone: (45) 3225-1714

WhatsApp: (45) 9802-1807

Setcemg apresenta transporte de cargas às crianças em cartilha

Setcemg apresenta transporte de cargas às crianças em cartilha

Projeto Pequenos do Asfalto utiliza histórias, personagens e atividades para explicar o setor e aproximar famílias de trabalhadores

O Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg) criou o Pequenos do Asfalto, projeto educativo que apresenta às crianças o funcionamento do transporte rodoviário de cargas. A iniciativa utiliza uma cartilha com histórias, personagens e atividades sobre caminhões, estradas e profissionais do setor.

O material pode ser distribuído pelas transportadoras aos filhos de motoristas e de outros trabalhadores. A proposta é explicar como as mercadorias chegam ao destino e apresentar as diferentes ocupações envolvidas na atividade.

Segundo Antonio Luis da Silva Junior, presidente do Setcemg, o contato com o setor pode anteceder a escolha de uma carreira. “A formação de um profissional não começa no momento em que ele procura uma habilitação. Antes disso, existe a possibilidade de conhecer a atividade, entender sua importância e perceber que o transporte reúne diferentes caminhos profissionais”, afirma.

Contato com as famílias

O projeto busca também fortalecer o vínculo das famílias com o trabalho realizado nas empresas de transporte. O sindicato prevê novas edições e abordagens sobre a atividade e seus profissionais.

“O objetivo não é escolher uma profissão por uma criança, mas permitir que ela conheça esse universo, compreenda o papel do transporte e tenha elementos para fazer suas próprias escolhas no futuro”, diz Silva Junior.

Venda de caminhões novos cresce 2,5% em setembro

Venda de caminhões novos cresce 2,5% em setembro

No acumulado de janeiro a setembro, entretanto, o segmento soma 78.665 caminhões, ante 81.850 no mesmo período do ano passado, queda de 3,89%

O mercado brasileiro de caminhões registrou crescimento em setembro, tanto na comparação com agosto quanto ante o mesmo mês do ano passado, mas o resultado acumulado ainda permanece abaixo de 2025. Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) divulgados na manhã desta segunda-feira (5), foram 9.845 caminhões emplacados em setembro, alta de 2,51% sobre agosto, quando foram licenciadas 9.604 unidades, e de 2,65% sobre setembro de 2025, que registrou 9.591 unidades.

No acumulado de janeiro a setembro, entretanto, o segmento soma 78.665 caminhões, ante 81.850 no mesmo período do ano passado, queda de 3,89%. Na avaliação do presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, o desempenho dos veículos pesados continua condicionado ao custo financeiro, mas os programas de incentivo contribuíram para interromper a trajetória de queda observada anteriormente. “Nos veículos pesados, o custo financeiro tem impacto importante, porque estamos falando de um investimento ligado à atividade econômica, mas as linhas especiais ligadas ao Move Brasil, já esgotadas, ajudaram a reverter o movimento de queda”, afirma.

Os efeitos do programa de renovação de frota Move Brasil ainda podem aparecer nos próximos meses, de acordo com a Fenabrave. O prazo para protocolo das operações destinadas à renovação das frotas terminou em 28 de agosto, e a comunicação das contratações ao BNDES foi encerrada em 28 de setembro. Segundo a entidade, o intervalo entre a contratação do financiamento, o faturamento e o licenciamento dos veículos pode fazer com que parte desses negócios apareça nos dados de emplacamentos somente nas próximas semanas.

A evolução dos dados mostra, portanto, uma melhora nos volumes mensais, mas o acumulado ainda não acompanha o resultado de 2025. A diferença entre os nove primeiros meses dos dois anos é de 3.185 caminhões. O desempenho de setembro reduz parcialmente essa distância, mas o segmento ainda precisaria manter resultados positivos nas próximas semanas para diminuir a diferença acumulada.

Implementos rodoviários entram no campo positivo

O mercado de implementos rodoviários apresentou desempenho mais forte em setembro. Foram 6.821 unidades emplacadas, contra 6.567 em agosto, crescimento de 3,87%. Na comparação com setembro de 2025, quando foram registradas 5.941 unidades, a alta foi de 14,81%.

Com esse resultado, o segmento passou a apresentar crescimento no acumulado de 2026. Entre janeiro e setembro, foram 53.879 implementos rodoviários emplacados, contra 53.695 no mesmo período de 2025. A variação é positiva em 0,34%. A Fenabrave classifica o resultado como uma mudança de trajetória do segmento após períodos de queda.

Segundo Arcelio Junior, a evolução mais recente indica melhora gradual, mas a continuidade desse movimento dependerá das condições de investimento das empresas de transporte. “Os resultados mais recentes indicam uma melhora gradual deste mercado, acima do verificado em 2025 e em anos anteriores. O último resultado expressivo do segmento foi em 2021. A continuidade desse movimento depende das condições de investimento do transportador e da renovação da frota, que foi estimulada pelos incentivos ofertados pelo Move”, afirma o presidente da Fenabrave.

A diferença em relação aos caminhões é clara nos números acumulados. Enquanto os caminhões ainda registram queda de 3,89% nos nove primeiros meses do ano, os implementos já superaram, embora por margem estreita, o volume registrado em igual período de 2025.

Apesar dos resultados positivos de setembro, as projeções da Fenabrave para o fechamento de 2026 permanecem abaixo dos volumes registrados no ano passado. Para caminhões, a entidade estima 102.245 unidades no ano, ante 110.873 em 2025, o que representa retração de 7,8%.

A projeção atual é inferior à estimativa anterior de 114.752 caminhões, que apontava crescimento de 3,5% sobre o resultado de 2025. A revisão reflete o desempenho acumulado do mercado ao longo do ano e coloca a expectativa de fechamento abaixo do volume registrado no exercício anterior.

Com 78.665 caminhões emplacados até setembro, o mercado já atingiu cerca de 77% da projeção anual. Para chegar às 102.245 unidades estimadas pela Fenabrave, seriam necessários aproximadamente 23,6 mil caminhões no último trimestre.

Para os implementos rodoviários, a projeção atual é de 63.516 unidades em 2026, contra 71.030 em 2025, queda de 10,6%. A estimativa anterior era de 72.450 unidades, com previsão de crescimento de 2%.

O resultado acumulado até setembro, contudo, está ligeiramente acima do registrado no ano passado. Os 53.879 implementos licenciados nos nove primeiros meses correspondem a aproximadamente 85% da projeção atual para o ano.

Mercedes-Benz lidera

A distribuição dos emplacamentos por fabricante mostra concentração do mercado de caminhões nas principais marcas. Em setembro, a Mercedes-Benz respondeu por 28,88% dos emplacamentos, seguida pela Volkswagen Caminhões e Ônibus, com 26,74%, e pela Volvo, com 18,86%.

Na sequência, aparecem Scania, com 10,86%; Iveco, com 6,98%; DAF, com 6,02%, e Foton, com 1,70%. As demais marcas representam 0,96% do mercado. Mercedes-Benz, Volkswagen e Volvo, juntas, responderam por 74,48% dos emplacamentos de caminhões em setembro. A participação das três principais fabricantes evidencia a concentração do mercado, enquanto as demais marcas dividem pouco mais de um quarto das vendas.

No acumulado de janeiro a setembro, a disputa entre Mercedes-Benz e Volkswagen permanece bastante próxima. A Mercedes-Benz tem 27,78% de participação, enquanto a Volkswagen Caminhões e Ônibus registra 27,39%. A Volvo aparece com 18,06%, seguida por Scania, com 11,05%; Iveco, com 7,75%; DAF, com 5,91%, e Foton, com 1,48%. As demais fabricantes somam 1%.

Na comparação entre setembro e o acumulado, a Mercedes-Benz teve participação maior no mês, de 28,88%, contra 27,78% no acumulado. A Volkswagen registrou 26,74% em setembro, ante 27,39% no acumulado, enquanto a Volvo passou de 18,06% no acumulado para 18,86% no mês.

Focus: mercado eleva previsão da inflação para 5,01% em 2026

Focus: mercado eleva previsão da inflação para 5,01% em 2026

PIB projetado para 2026 é de 1,85%

A projeção do mercado financeiro para a inflação oficial em 2026 subiu de 4,99% para 5,01%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central. Foi a terceira alta consecutiva da estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país.

Para 2027, a expectativa para a inflação passou de 4,31% para 4,30%. Para 2028, a projeção foi mantida em 3,8%.

PIB

Em relação ao crescimento da economia, a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 1,86% para 1,85% em 2026. Para 2027, a projeção recuou de 1,41% para 1,40%. Para 2028, a expectativa passou de 1,83% para 1,81%.

A projeção para a cotação do dólar no fim deste ano permaneceu em R$ 5,20. Para 2027, a expectativa foi mantida em R$ 5,28. Para 2028, continuou em R$ 5,30.

Selic

A expectativa para a taxa básica de juros (Selic) foi mantida em 13,5% ao ano para o encerramento de 2026. Para 2027, os analistas mantiveram a previsão em 12% ao ano. Para 2028, a estimativa ficou estável, em 10,5% ao ano.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Com menor consumo e investimento, a tendência é reduzir as pressões sobre os preços.

Quando reduz a Selic, o Banco Central busca estimular a atividade econômica. Juros menores facilitam o crédito e incentivam a produção e o consumo, o que pode impulsionar a economia, mas também aumentar as pressões inflacionárias.

Desde janeiro de 2025, o país adota o sistema de meta contínua de inflação. A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Dessa forma, a inflação é considerada dentro da faixa se permanecer entre 1,5% e 4,5%.

A projeção do mercado para 2026 continua acima do limite superior desse intervalo.

Monitoramento portuário deverá orientar expansão de terminais

Monitoramento portuário deverá orientar expansão de terminais

Primeira edição, prevista para 2027, avaliará capacidade dos portos e acessos para identificar riscos de saturação

A capacidade dos terminais e de seus acessos rodoviários, ferroviários e aquaviários deverá ser avaliada conjuntamente pelo Monitoramento da Saturação Portuária (MSP), em desenvolvimento pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Com primeira edição prevista para 2027, a ferramenta pretende identificar onde a infraestrutura poderá ser insuficiente para atender à demanda e subsidiar decisões sobre expansão, arrendamentos e novos leilões.

Segundo informações divulgadas pelo Ministério e publicadas pelo Jornal Portuário, o modelo cruzará a capacidade instalada dos complexos portuários com as projeções de movimentação de cargas. A análise reunirá portos organizados e Terminais de Uso Privado (TUPs), além de indicadores de nível de serviço.

Ao incluir os acessos terrestres e aquaviários, o monitoramento deverá permitir uma avaliação dos limites operacionais de cada complexo para além da capacidade de seus terminais.

Planejamento de investimentos

A iniciativa será conduzida por um grupo de trabalho coordenado pela Secretaria Nacional de Portos. Os resultados terão divulgação anual e poderão apoiar o ministério, as autoridades portuárias e a iniciativa privada na definição de prioridades de investimento.

A construção do MSP prevê contribuições de empresas, usuários dos portos, associações, titulares de outorgas, agências reguladoras, órgãos de controle e governos estaduais. Esses participantes poderão fornecer dados e subsídios técnicos para o desenvolvimento da ferramenta.

A previsão divulgada é concluir a estruturação inicial até dezembro de 2026. O monitoramento deverá complementar os instrumentos de planejamento portuário existentes, oferecendo uma base periódica de comparação entre capacidade, demanda e condições de atendimento às cargas.

Faça já sua inscrição para o Congresso NTC 2026 – XIX Encontro Nacional da COMJOVEM que acontecerá no Mavsa Resort, em Cesário Lange (SP)

Faça já sua inscrição para o Congresso NTC 2026 – XIX Encontro Nacional da COMJOVEM que acontecerá no Mavsa Resort, em Cesário Lange (SP)

O tradicional encontro do Transporte Rodoviário de Cargas reunirá empresários, executivos e lideranças de todo o Brasil

A NTC&Logística abriu as inscrições para o Congresso NTC 2026 – XIX Encontro Nacional da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários e Executivos da NTC&Logística), um especial encontro de aprendizado e expansão de conhecimento do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) brasileiro. A edição deste ano será realizada entre os dias 26 e 29 de novembro de 2026, no Mavsa Resort Convention SPA, em Cesário Lange (SP).

Promovido anualmente pela NTC&Logística, por meio da COMJOVEM, o Congresso consolidou-se como um importante ambiente de integração, desenvolvimento profissional, networking e fortalecimento do associativismo. Durante os quatro dias de evento, empresários, executivos, sucessores, lideranças sindicais e representantes do setor de todo o país terão a oportunidade de compartilhar experiências, ampliar relacionamentos e debater os desafios e as oportunidades que impactam o Transporte Rodoviário de Cargas.

A programação será voltada ao desenvolvimento de lideranças e à troca de conhecimentos, reunindo conteúdos relevantes para a gestão das empresas, inovação, sucessão empresarial e temas estratégicos para o setor. Além das atividades técnicas, os participantes poderão desfrutar da estrutura do Mavsa Resort Convention SPA, reconhecido pela excelência em hospedagem, lazer e infraestrutura para eventos.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, o Congresso representa um momento significativo do calendário institucional da entidade.

“O Congresso NTC 2026 e o Encontro Nacional COMJOVEM representam a força da renovação do nosso setor e a importância de prepararmos as lideranças que darão continuidade ao trabalho desenvolvido ao longo das últimas décadas. É um ambiente de aprendizado, integração e construção de ideias, onde empresários de todas as regiões do país se encontram para fortalecer o associativismo e contribuir para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas. Tenho a convicção de que esta será mais uma edição de grande sucesso.”

O coordenador nacional da COMJOVEM, Hudson Rabelo, destaca que o encontro é uma oportunidade única para fortalecer conexões e incentivar o protagonismo dos jovens empresários.

“Este evento é o momento em que conseguimos reunir lideranças de todas as regiões do Brasil para compartilhar experiências, ampliar conhecimentos e fortalecer os laços que unem o nosso setor. É um ambiente de muito aprendizado, relacionamento e inspiração para quem acredita no futuro do transporte de cargas. Convido todos os integrantes da COMJOVEM e empresários do TRC a estarem conosco nesta edição, que está sendo preparada com muito cuidado para proporcionar uma experiência inesquecível.”

As reservas de hospedagem poderão ser realizadas até o dia 25 de outubro de 2026, com possibilidade de parcelamento em até quatro vezes no cartão de crédito. Após essa data, as novas reservas estarão sujeitas à disponibilidade e deverão ser pagas integralmente no ato da confirmação.

Para realizar a reserva, basta informar o nome do evento e entrar em contato diretamente com o Mavsa Resort Convention SPA pelos seguintes canais:

l  WhatsApp: (15) 99103-0899

l  E-mail: comercial@mavsaresort.com.br

A NTC&Logística convida empresários, executivos e lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas de todo o Brasil a participarem de mais uma edição do Congresso NTC – XIX Encontro Nacional da COMJOVEM. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas pelo portal da entidade, clicando aqui.

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I FENATRAN

I GEOTAB

I MERCEDES-BENZ

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I TRANSPOCRED

I TRUCKPAG

Apoios Institucionais

l  Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)

l  FuMTran (Fundação Memória do Transporte)

Apoio Logístico

l  Braspress

NTC&Logística participa do EXPOLOG DAY São Paulo e reforça apoio à integração logística entre regiões

NTC&Logística participa do EXPOLOG DAY São Paulo e reforça apoio à integração logística entre regiões

Encontro reuniu empresários e executivos para discutir novas rotas, investimentos, infraestrutura e oportunidades de negócios

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) participou, no dia 1º de outubro, do EXPOLOG DAY São Paulo, realizado na capital paulista com o objetivo de aproximar Norte, Nordeste e Sudeste e ampliar as conexões entre empresas, investimentos, mercados e oportunidades logísticas.

A entidade, que é apoiadora institucional do evento, foi representada por Érica Rodrigues, do Departamento Comercial da NTC&Logística, que acompanhou a programação e reforçou a presença da Associação em iniciativas voltadas ao desenvolvimento do transporte, da logística e do relacionamento entre diferentes regiões do País.

Durante o encontro, Érica também esteve com Enid Câmara de Vasconcelos, CEO da Prática Eventos e responsável pela organização da EXPOLOG, fortalecendo o relacionamento institucional entre a NTC&Logística e a organização da feira. Enid está à frente da Prática Eventos e tem participação direta na consolidação da EXPOLOG como um dos principais encontros do setor logístico.

Com o conceito “Norte, Nordeste e Sudeste em Movimento: Conexões que aproximam regiões, investimentos e mercados”, o EXPOLOG DAY reuniu empresários, investidores, executivos e representantes de entidades para discutir temas como infraestrutura, portos, ferrovias, terminais, multimodalidade, comércio exterior, indústria, energia e tecnologia.

A proposta foi conectar diferentes polos econômicos e logísticos, aproximando empresas do Sudeste das oportunidades e dos projetos em desenvolvimento no Norte e Nordeste, e criando um ambiente favorável à geração de novas relações comerciais, institucionais e de investimento.

Para a NTC&Logística, o apoio ao encontro está alinhado à atuação da entidade na aproximação entre empresas, lideranças, entidades representativas e diferentes mercados, contribuindo para ampliar o diálogo e a integração do Transporte Rodoviário de Cargas com outras frentes da cadeia logística nacional.

Outro aspecto relevante do evento foi a participação do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Ceará (SETCARCE), entidade associada à NTC&Logística e uma das promotoras da iniciativa. O envolvimento do sindicato reforça a importância da atuação conjunta das entidades representativas na criação de espaços de relacionamento, conhecimento e desenvolvimento de novos negócios.

O encontro realizado em São Paulo também antecipou discussões que serão aprofundadas na 21ª EXPOLOG – Feira Internacional de Logística, marcada para os dias 23 e 24 de novembro de 2026, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. Nesta edição, a programação terá como tema “Logística Inteligente: Multimodalidade, IA e Resiliência Geopolítica” e deverá reunir empresários, investidores, embarcadores, operadores logísticos, fornecedores de tecnologia, gestores públicos e especialistas.

A expectativa da organização é que a edição de 2026 contribua para ampliar o ambiente de negócios e relacionamento criado pela feira, que já se consolidou como importante espaço de conexão para a logística brasileira. O EXPOLOG DAY São Paulo, realizado como uma etapa preparatória, reuniu mais de 80 empresários, investidores e executivos, reforçando o interesse do mercado por novas oportunidades e conexões entre diferentes regiões.

A NTC&Logística segue contribuindo para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas ao apoiar iniciativas que ampliem o relacionamento empresarial, estimulem novos investimentos, promovam a integração regional e fortaleçam toda a cadeia do transporte e da logística brasileira.

Para mais informações sobre a EXPOLOG 2026, acesse:

www.feiraexpolog.com.br

Rota da Acessibilidade debate inovação para ampliar inclusão no transporte

Rota da Acessibilidade debate inovação para ampliar inclusão no transporte

Encontro Nacional reúne especialistas, empresas e governo para discutir tecnologia, acessibilidade e inclusão profissional de pessoas com deficiência

A 3ª edição do Rota da Acessibilidade reuniu, nesta quinta-feira (1º), na sede do Sistema Transporte, em Brasília, representantes do setor, do governo federal e especialistas para discutir como a inteligência artificial, a tecnologia assistiva, as adaptações e as parcerias podem tornar mais acessíveis os processos seletivos, a formação profissional, os ambientes de trabalho e as operações do transporte.

Na abertura do evento, a diretora-executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, afirmou que a acessibilidade precisa estar integrada às práticas das organizações e não pode se restringir a eventos ou ao cumprimento de exigências legais.

“A acessibilidade não pode ser uma iniciativa isolada, não pode acontecer só em eventos como esse e não tem que se limitar a uma obrigação legal. A acessibilidade precisa estar presente nos ambientes, na comunicação, na tecnologia e nas oportunidades de trabalho”, afirmou.

Desde a criação do programa, o SEST SENAT realizou 160 turmas de formação profissional para pessoas com deficiência, com mais de 3,5 mil matrículas e mais de 2 mil pessoas formadas. Por meio do banco de talentos e de parcerias com empresas do setor, mais de 500 pessoas já foram encaminhadas para oportunidades de contratação.

Em seguida, o diretor-executivo do ITL, João Victor Mendes, destacou que a inclusão exige continuidade, método e compromisso institucional.

“Para avançarmos nessa agenda, precisamos formar lideranças capazes de compreender que a acessibilidade não depende de uma ou outra iniciativa isolada. Ela é resultado da integração entre pessoas, sistemas e ações”, afirmou.

A diretora-executiva da CNT, Fernanda Rezende, ressaltou que a discussão sobre inclusão no transporte precisa considerar toda a jornada das pessoas, desde o acesso aos sistemas de mobilidade até as condições para chegar ao trabalho e permanecer nele.

“A inovação que buscamos vai além de operar a tecnologia. Por vezes é comunicar diferente, entender o que a pessoa precisa, entender as necessidades da pessoa com deficiência e se inclinar à resolução”, afirmou.

Representando o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, a secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Isadora Rodrigues Nascimento, destacou a necessidade de qualificar os profissionais do transporte. Segundo ela, equipamentos e estruturas acessíveis não são suficientes quando os trabalhadores não estão preparados para utilizá-los ou prestar atendimento adequado às pessoas com deficiência.

A mesa de abertura foi encerrada com a assinatura de um ACT (Acordo de Cooperação Técnica) entre o SEST SENAT e a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down. O documento foi assinado por Nicole Goulart e pela presidente da Federação, Cleunice Bohn.

A parceria prevê a cooperação entre as instituições em ações relacionadas à acessibilidade, à qualificação profissional, à inclusão produtiva e à criação de novas oportunidades para pessoas com síndrome de Down no setor de transporte.

A programação do 3º Encontro Nacional do Rota da Acessibilidade contou com quatro painéis sobre temas como inovação e remoção de barreiras; mobilidade, tecnologia e inclusão na operação do transporte; tecnologia assistiva e autonomia no trabalho, e inteligência artificial aplicada a processos mais inclusivos.

O público também participou de oficinas de Libras, atividades em espaço sensorial, vivências guiadas e ações relacionadas a recursos de autonomia e mobilidade e massoterapia.

A experiência das empresas

Os resultados das empresas que participam do Rota da Acessibilidade também foram apresentados durante o encontro. O gerente de sustentabilidade da Localiza, Fernando Vilela, destacou a iniciativa de capacitação em Libras, que está no segundo ano e teve rápida adesão dos colaboradores.

Segundo Fernando, a formação já produziu resultados no atendimento aos clientes. Em setembro de 2026, um cliente com deficiência auditiva foi atendido em uma agência da empresa por um colaborador que havia participado do curso.

“Graças à capacitação do SEST SENAT, conseguimos atender e entregar um bom produto para o cliente, que ficou supersatisfeito”, afirmou.

A Localiza e o SEST SENAT também desenvolvem o programa Incentiva, voltado ao desenvolvimento de carreira de profissionais com deficiência, com foco na progressão de assistentes para funções de analistas. Segundo o gerente, a expectativa é apresentar os resultados da iniciativa nas próximas edições do encontro.

A Águia Branca também apresentou resultados de ações desenvolvidas em parceria com o Rota da Acessibilidade. Segundo a gerente de Recursos Humanos da empresa, Fernanda Peroba, a companhia conta atualmente com cerca de 117 profissionais com deficiência.

O auxiliar administrativo da Águia Branca João Paulo Tommasi, que é uma pessoa com deficiência, participa dessas iniciativas como promotor de eventos e atua nas ações desenvolvidas em parceria com o SEST SENAT. Para ele, a participação no Rota da Acessibilidade representou uma nova experiência profissional, ao proporcionar sua primeira viagem a trabalho para fora de Cariacica (ES).

TransJordano inaugura Corredor Verde para abastecimento de caminhões a biometano

TransJordano inaugura Corredor Verde para abastecimento de caminhões a biometano

Projeto prevê três pontos de abastecimento e estima redução anual de 6,5 mil toneladas de CO₂ equivalente

A TransJordano inaugura em 7 de outubro, às 9 horas, o Corredor Verde, projeto para ampliar o uso de biometano no transporte rodoviário de cargas. O evento será realizado na unidade da empresa em Sumaré (SP) e incluirá o primeiro abastecimento oficial do corredor.

A operação começa em 8 de outubro com dez caminhões Scania 6×4 movidos a biometano. Os demais veículos serão incorporados gradualmente até dezembro de 2026, quando a frota deverá chegar a 100 caminhões.

O corredor terá cerca de 450 quilômetros, conectando Ribeirão Preto, Sumaré e Cubatão, na região do Porto de Santos. Os pontos de abastecimento entrarão em operação por etapas: Sumaré em outubro, Ribeirão Preto em novembro e Cubatão em dezembro. Com autonomia de até 700 quilômetros, os veículos poderão atender localidades em um raio de até 350 quilômetros de cada ponto. Segundo a empresa, o alcance operacional combinado poderá chegar a aproximadamente 1.150 quilômetros.

O projeto recebeu aprovação de R$ 140 milhões em financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES): R$ 98 milhões do Fundo Clima e R$ 42 milhões do programa BNDES Máquinas e Serviços. O plano inclui a compra dos caminhões, conjuntos adicionais de cilindros e a implantação da infraestrutura de abastecimento. Os veículos serão fornecidos pela Scania e o biometano, pela Ultragaz.

Com a frota completa, a estimativa é percorrer 5,5 milhões de quilômetros por ano com biometano, o equivalente a cerca de 17% da quilometragem anual da TransJordano. De acordo com verificação independente do Bureau Veritas, a operação poderá evitar 6.486,35 toneladas de CO₂ equivalente por ano, redução estimada de 96% em comparação com uma operação equivalente a diesel.

Os pontos de abastecimento serão operados pela GarageLog, empresa do Grupo TransJordano, e poderão ser usados por outras transportadoras. A iniciativa busca ampliar o acesso ao combustível e enfrentar a falta de infraestrutura, apontada como um dos obstáculos à adoção do biometano no transporte de cargas. A unidade da GarageLog em Cubatão recebe mais de 300 veículos por dia.

Nova Rota do Oeste no Mato Grosso antecipará em quatro anos duplicação de rodovia

Nova Rota do Oeste no Mato Grosso antecipará em quatro anos duplicação de rodovia

A Nova Rota do Oeste (BR-163/MT) prevê concluir, até o fim deste ano, cerca de 335 quilômetros de duplicações, antecipando de oito para quatro anos o calendário estabelecido na repactuação firmada em 2023, que retomou obras paradas por cerca de sete anos. O avanço dos investimentos nos dois primeiros anos – em acordo que foi a origem da SecexConsenso no TCU (Tribunal de Contas da União) – foi atestado em fiscalização analisada nesta quarta-feira (30) pelo órgão de controle, a partir de dados da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

O relatório aponta que as metas de duplicação previstas para 2023 e 2024 foram integralmente cumpridas, em ritmo que contrasta com a primeira década da concessão, quando as obras ficaram paralisadas por praticamente sete anos. Considerando todo o conjunto das intervenções programadas, o índice de execução ficou em 95,32% no primeiro ano, entre março de 2023 e março de 2024, e em 85,49% no segundo, entre março de 2024 e março de 2025.

Em balanço encaminhado à Agência iNFRA, a concessionária afirma que as frentes de duplicações avançaram desde o período analisado pelo TCU. Segundo a empresa, 230 quilômetros foram entregues até dezembro do ano passado. Entre os trechos finalizados, estão 86 quilômetros entre Diamantino e Nova Mutum. Os demais segmentos são divididos em oito contratos ainda em execução, com investimento total estimado em R$ 4,1 bilhões.

Acordo

O contrato original da concessão foi assinado em 2014, dando origem à Rota do Oeste, então controlada pela Odebrecht Transport. O calendário previa a duplicação de 453,6 quilômetros nos primeiros cinco anos, mas apenas 26% foram entregues. As obras foram totalmente interrompidas em 2016 e permaneceram paradas por aproximadamente sete anos, em meio à crise financeira da antiga controladora e a discussões sobre caducidade e relicitação do contrato.

A saída começou a ser construída em 2022, com um acordo para reorganizar as obrigações da concessão e permitir a troca de controle da empresa. Um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), firmado com a ANTT e mediado no TCU, redefiniu o cronograma de investimentos e estabeleceu condições para a retomada das obras. Em maio de 2023, a MTPar, estatal controlada pelo governo de Mato Grosso, assumiu a concessionária, que passou a se chamar Nova Rota do Oeste.

A rodovia tem papel central na logística do agronegócio: o trecho concedido possui cerca de 850 quilômetros entre Itiquira e Sinop, e integra um dos principais corredores para escoar a produção de Mato Grosso. Segundo o BNDES, a BR-163 é o principal corredor logístico do agronegócio brasileiro e movimenta mais de 20% das exportações agrícolas do país. O banco aprovou R$ 5,05 bilhões em apoio ao atual programa de investimentos da concessionária.

A solução construída nessa concessão foi um dos precedentes que levaram à criação da SecexConsenso, estrutura instituída pelo TCU em janeiro de 2023 para buscar soluções negociadas para conflitos envolvendo contratos públicos. O acordo da Rota do Oeste foi aprovado pelo tribunal ainda em 2022 e ajudou a formar as bases do modelo posteriormente utilizado em negociações envolvendo diferentes concessões de infraestrutura.

Ajustes de metodologia

Apesar do avanço das obras, o TCU identificou problemas na metodologia usada pela ANTT para medir o cumprimento do acordo. A agência considerou o ano-concessão, com aniversário em março, quando deveria adotar como referência a vigência do TAC, iniciada em maio de 2023. Também avaliou o segundo ano isoladamente, embora o acordo preveja o cumprimento acumulado das obrigações.

O tribunal apontou ainda que a metodologia pode atribuir peso semelhante a intervenções de diferentes portes e que os relatórios não apresentavam formalmente os índices e seus cálculos. Por isso, recomendou que a ANTT diferencie o peso das obrigações conforme sua relevância e detalhe nos próximos relatórios como os resultados foram calculados. O acompanhamento seguirá aberto até o fim do TAC, em 2031.

BR-230/PB e Nova 364

Também na sessão desta quarta-feira, o TCU decidiu arquivar a auditoria sobre as obras de adequação e segurança da BR-230/PB, mas alertou para riscos de novos atrasos e até de paralisação dos serviços. O processo foi encerrado após o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) corrigir uma falha no cálculo dos reajustes que havia elevado indevidamente os pagamentos do contrato e recuperar os valores pagos além do devido.

Em um terceiro processo envolvendo rodovias, o TCU manteve suspensa uma licitação do DNIT para obras em 4,03 quilômetros de vias marginais da BR-364/RO, em Pimenta Bueno. O tribunal identificou que 3,05 quilômetros incluídos no projeto já fazem parte das obrigações da concessionária Nova 364, o que poderia fazer com que a mesma obra fosse custeada pela concessionária e pelo poder público. O DNIT já havia suspendido a licitação por iniciativa própria.

Diretoria da NTC&Logística reúne-se em São Paulo para discutir pautas do TRC

Diretoria da NTC&Logística reúne-se em São Paulo para discutir pautas do TRC

Encontro mensal abordou temas relevantes para o TRC e as principais pautas de impacto no setor

A Diretoria da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) realizou, nesta quinta-feira, 1º de outubro, mais uma reunião para tratar de temas relacionados à gestão da entidade e às principais pautas que impactam o Transporte Rodoviário de Cargas. O encontro aconteceu em formato híbrido, na subsede da NTC&Logística, em São Paulo.

A reunião foi conduzida pelo presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, e contou com a presença da Diretoria Executiva – o vice-presidente, Antonio Luiz Leite, e o diretor financeiro, José Maria Gomes – e dos conselheiros vitalícios da entidade, Flávio Benatti, José Hélio Fernandes e Urubatan Helou. Participaram também membros da Diretoria, convidados, empresários e representantes de entidades associadas, ampliando o diálogo sobre as questões institucionais e setoriais acompanhadas pela NTC&Logística.

O presidente Eduardo Rebuzzi deu início aos trabalhos e agradeceu as manifestações recebidas em virtude do 63o aniversário da Associação, celebrado no último dia 17 de setembro.

Na sequência, Elisete Balarini, assessora executiva da presidência, fez um relato dos eventos da NTC&Logística, com informações sobre as iniciativas previstas na agenda institucional da entidade. Foram ressaltadas as atividades relativas à FENATRAN 2026, que acontecerá de 9 a 13 de novembro, em São Paulo, e ao Congresso NTC 2026 – XIX Encontro Nacional da COMJOVEM, com realização no período de 26 a 29 de novembro, no Mavsa Resort, em Cesário Lange (SP).

O status financeiro da NTC&Logística, referente ao fechamento de agosto de 2026, foi detalhado por Fernando Silva, coordenador operacional da entidade, e José Maria Gomes, diretor financeiro.

Coube ao assessor jurídico da entidade, Dr. Narciso Figueirôa Junior, a explanação de assuntos trabalhistas de interesse do Transporte Rodoviário de Cargas.

O vice-presidente extraordinário de Segurança da NTC&Logística, Roberto Mira, atualizou os presentes quanto aos principais assuntos dessa área, dando ênfase à proteção das operações, das cargas, das empresas e dos profissionais do setor. Ele salientou a participação da NTC&Logística no VIII Fórum de Prevenção e Combate ao Roubo de Cargas, realizado pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Espírito Santo – Transcares, no dia 10 de setembro de 2026, no Hotel Ilha do Boi, em Vitória (ES).

O trabalho desenvolvido pela COMJOVEM, comissão que reúne jovens empresários e executivos do Transporte Rodoviário de Cargas em diferentes regiões do País, foi apresentado pelo coordenador nacional, Hudson Rabelo, com o detalhamento de eventos e atividades gerais.

Tendo por foco temas jurídicos e regulatórios que integram a agenda da NTC&Logística, o diretor jurídico, Dr. Marcos Aurélio Ribeiro, e a assessora jurídica, Dra. Gil Menezes, abordaram questões que afetam a atividade transportadora e que vêm sendo atentamente acompanhadas pela entidade: a suspensão do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC); o Piso Mínimo do Frete Rodoviário de Cargas; o processo relacionado às multas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Também esteve em discussão o crédito relacionado ao Vale-Pedágio Obrigatório (VPO).

A exposição das atividades da Assessoria de Relações Institucionais, referentes aos meses de agosto e setembro de 2026, foi conduzida por José Hélio Fernandes, vice-presidente extraordinário de Assuntos Políticos da NTC&Logística, com informações sobre as ações desenvolvidas no período.

Finalizado o último item da ordem do dia – outros assuntos –, a reunião foi oficialmente encerrada pelo presidente Eduardo Rebuzzi, com agradecimentos pela presença e participação de todos.

Participe da terceira edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em São Paulo, na Fenatran 2026

Participe da terceira edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em São Paulo, na Fenatran 2026

A terceira edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística ocorrerá em São Paulo, no dia 11 de novembro, às 14 horas, no Auditório do Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Cargas – FENATRAN, a maior Feira de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística da América Latina.

Criado em 2004, o Seminário Itinerante tem o propósito de levar a NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística a diversas regiões do país, promovendo capacitação técnica e oportunidades de negócios para empresários e executivos do setor de transporte de cargas e logística.

A programação conterá temas relevantes para o setor e que afetam diretamente as atividades das empresas. A organização do evento conta com o apoio da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas) da NTC&Logística.

Ratificando a missão da NTC&Logística de estar ao lado do transportador rodoviário de cargas, de Norte a Sul do Brasil, o Seminário Itinerante já percorreu diversos estados ao longo de mais de duas décadas.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, “encerrar as edições de 2026 do Seminário Itinerante durante a FENATRAN tem significado especial para a nossa entidade. Iniciamos os ciclos deste ano em Recife, Pernambuco, seguimos para Rio Grande, no Rio Grande do Sul, e agora concluímos os encontros em São Paulo, durante a principal Feira do nosso setor. Ao longo dessas edições, estivemos próximos de empresários, executivos e lideranças de diferentes regiões, promovendo conhecimento, diálogo, relacionamento e debates sobre temas que impactam diretamente o Transporte Rodoviário de Cargas. Agradeço às entidades anfitriãs, à Coordenação Nacional e aos Núcleos Regionais da COMJOVEM, aos nossos parceiros e, principalmente, a todos os transportadores que participaram conosco. Fechamos este ciclo com a certeza de que o Seminário Itinerante continua cumprindo seu propósito de aproximar a NTC&Logística das empresas e contribuir para o fortalecimento do TRC em todo o Brasil”.

O evento será realizado presencialmente, no espaço do São Paulo Expo – Rodovia dos Imigrantes – Km 1,5 – Vila Água Funda – São Paulo (SP). A participação é aberta a todos os empresários presentes e já inscritos na Feira.

Programação Preliminar

Local: São Paulo Expo – Auditório FENATRAN | Rodovia dos Imigrantes – Km 1,5 – Vila Água Funda – São Paulo (SP)

14h00 | 14h30 | Abertura Oficial

14h30 | 14h50 | Apresentação NTC&Logística|COMJOVEM

Palestrante:

Hudson Rabelo, Coordenador Nacional da COMJOVEM

14h50 | 17h | Painel sobre Seguros

Palestrantes:

José Alberto Panzan, Diretor da NTC&Logística e Coordenador do Comitê de Seguros da entidade

Lauro Valdivia, Assessor Técnico da NTC&Logística

17h| ENCERRAMENTO

Faça já sua inscrição, clicando aqui.

Realização: NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística

Apoio Institucional:

CNT – Confederação Nacional do Transporte; SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte; ITL – Instituto de Transporte e Logística

FuMTran – Fundação Memória do Transporte

Apoio Logístico: Braspress

Sindicamp: Novas tecnologias ampliam controle das empresas sobre frota, custos e riscos

Sindicamp: Novas tecnologias ampliam controle das empresas sobre frota, custos e riscos

Encontro reuniu especialistas para discutir soluções que contribuem para operações mais eficientes e seguras

O Sindicato das Empresas de Transportes e Cargas de Campinas e Região (Sindicamp) promoveu nova edição do programa Inovação, Estratégia e Gestão Empresarial. Com o tema “Transporte inteligente: serviços que geram resultados”, o encontro reuniu empresários e profissionais do transporte rodoviário de cargas (TRC) na sede da entidade para conhecer soluções voltadas à tecnologia, gestão, segurança e eficiência das operações.

A presidente da entidade, Rafaela Cozar, destacou que, diante das mudanças enfrentadas pelo segmento, as empresas precisam buscar novos caminhos e aproveitar a tecnologia como uma ferramenta para transformar as operações. Também incentivou os participantes a levarem para dentro das empresas os conhecimentos compartilhados durante o encontro. “Precisamos nos reinventar, e a tecnologia é um caminho que vai poder contribuir muito. Perguntem, questionem e voltem para a empresa levando essa informação. Que o que vocês vejam aqui não termine aqui, mas continue sendo discutido para que, de fato, mude a realidade de vocês”, afirmou.

A ComJovem Campinas apresentou um novo projeto voltado à valorização do TRC junto ao público infantil. A coordenadora do núcleo, Natália Bigatto, explicou que a iniciativa surgiu a partir das ações desenvolvidas pelo grupo dentro da agenda ESG, especialmente no pilar social. “Identificamos uma carência de material para o público infantil falando sobre o transporte rodoviário de cargas. Esperamos que as empresas se encantem com esse projeto e façam uso desse material”, destacou.

Fernando Kenor, da ComJovem Campinas, detalhou o projeto “A grande viagem das coisas”, criado para mostrar às crianças tudo o que acontece entre uma compra e a chegada de um produto ao seu destino. Por meio de personagens e de uma linguagem lúdica, o material apresenta diferentes etapas e profissionais envolvidos na cadeia de transporte. “Para nós que estamos no transporte, tudo o que acontece dentro do setor é muito claro. Mas será que do outro lado do muro também é? O objetivo do projeto é mostrar tudo o que acontece do momento da compra até a entrega”, explicou.

Integração e segurança

Vinicius da Silva, diretor comercial da Siimp Sistemas, abordou a transformação tecnológica no setor e a necessidade de integrar tecnologia à realidade operacional das transportadoras. Além das ferramentas disponíveis, chamou a atenção para a importância de preparar processos e pessoas para acompanhar as mudanças regulatórias e a crescente automatização da fiscalização. “Quando falamos de tecnologia, precisamos pensar em pessoas também. Para gerar resultado, primeiro precisamos ter um processo. Trabalhamos muito forte com três pontos: pessoas, processos e tecnologia, que entra como consequência de uma estrutura que precisa estar preparada para utilizá-la”, afirmou.

Ivoney Ferreira, head de operações da Skymark, apresentou diferentes frentes do gerenciamento de riscos e mostrou que a atividade vai além do rastreamento dos veículos. Monitoramento, análise de exceções durante as viagens, consultas, ferramentas digitais e recursos para acompanhamento das operações estiveram entre as soluções apresentadas. “Como gerenciadora, não vendemos apenas sistemas. Trabalhamos com serviços e pessoas capacitadas para fazer o gerenciamento das exceções que surgem durante uma viagem. A responsabilidade é contribuir para que a operação siga aquilo que foi planejado e atuar quando alguma situação foge desse padrão”, explicou.

Gestão de custos

Thiago da Cruz, gerente regional Sudeste da TruckPag, apresentou soluções voltadas à gestão das despesas e serviços utilizados pelas frotas. A partir da experiência da empresa com transportadoras, destacou como o acompanhamento de informações pode ajudar na gestão de abastecimento, pedágio, manutenção e outros custos da operação. “Nosso principal diferencial é entender a dor do transportador. Não basta apenas negociar o combustível, por exemplo, é preciso analisar os dados, entender onde o caminhão está abastecendo, se o preço é competitivo e usar essas informações para ajudar na tomada de decisão”, ressaltou.

Daniel Lopes, diretor comercial da Sendo Seguros, trouxe a perspectiva da gestão de riscos e dos seguros dentro da estratégia empresarial. Destacou que o desafio não está apenas em ter acesso a novas soluções, mas em compreender quais delas realmente fazem sentido para cada operação e transformá-las em ações práticas. “A partir do momento em que uma empresa tem pessoas e processos, a utilização de sistemas se torna inevitável. Mas inovação só gera resultado quando vira ação. Precisamos olhar para sistemas, fornecedores, gerenciamento de risco e seguros, entendendo se essas soluções realmente estão aderentes à operação e ajudando a melhorar os processos”, reforçou.

Operador da Rota do Pequi terá de refazer traçado do Contorno de Goiânia

Operador da Rota do Pequi terá de refazer traçado do Contorno de Goiânia

A empresa que assumir a Rota do Pequi, trecho de 211 quilômetros das BR-060 e BR-153, entre Brasília (DF) e Hidrolândia (GO), terá de atualizar o projeto do Contorno de Goiânia, uma das principais obras previstas na otimização da concessão da Concebra, do grupo Triunfo. Em audiência pública realizada na última quinta-feira (24), técnicos da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) apontaram que a revisão é necessária porque o traçado de referência tem mais de uma década.

O leilão do ativo está marcado para o dia 11 de dezembro. A nova modelagem prevê R$ 4,3 bilhões em investimentos, entre eles, os 43,52 quilômetros do Contorno de Goiânia. E a prioridade do governo é que a obra seja executada dentro da concessão, apesar de o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) ter avançado, paralelamente, com uma licitação para executar o empreendimento como obra pública.

Durante a audiência, o analista de engenharia da FGR Incorporações, Igor Guerra, questionou como serão aproveitados os estudos já elaborados pelo DNIT e chamou a atenção para os efeitos da expansão urbana sobre o projeto. Segundo ele, além da definição do traçado, será necessário discutir acessos, marginais e possíveis desapropriações, assim como os impactos da nova rodovia sobre a dinâmica da Região Metropolitana de Goiânia.

O gerente substituto de Estudos e Projetos de Rodovias da ANTT, Newton de Souza, reconheceu que o traçado original não considerava o nível de ocupação atual. “Atualmente, ele corta vários condomínios, então torna-se inviável”, afirmou. O projeto continuará sendo utilizado como referência para os custos da obra, mas caberá à futura concessionária estudar uma alternativa de traçado.

A definição deverá passar ainda pelo licenciamento ambiental. De acordo com Souza, por se tratar de um trecho novo, a expectativa é que seja necessário elaborar um EIA-Rima, no qual a alternativa proposta para o contorno deverá ser confrontada com outros traçados. A discussão com a população deverá ocorrer principalmente nessa etapa, por meio da audiência pública conduzida no processo de licenciamento.

Contratação direta

A inclusão do contorno na Rota do Pequi chegou a avançar simultaneamente à tentativa do governo de contratar a mesma obra diretamente pelo DNIT. Uma concorrência eletrônica previa contratação integrada para a elaboração dos projetos e a execução do Contorno Sudeste/Nordeste de Goiânia, com orçamento estimado em R$ 1,13 bilhão. Em agosto, o TCU (Tribunal de Contas da União) determinou cautelarmente a suspensão do certame diante do risco de sobreposição com a Rota do Pequi.

Na audiência, o diretor da ANTT, Marcelo Fonseca, afirmou que as duas alternativas foram desenvolvidas paralelamente, mas indicou que, com o avanço da otimização, a tendência é que a execução fique a cargo do novo operador. O contrato estabelece os pontos de início e fim do contorno, que também poderão ser alterados mediante justificativa.

Outro ponto levantado foi o prazo para a obra. O Programa de Exploração da Rodovia prevê a execução do contorno entre o terceiro e o sexto ano do contrato. Fonseca afirmou que o cronograma também é adaptável. “Podemos discutir eventual antecipação dessas etapas. Teremos essas possibilidades abertas também pelos incentivos que o contrato de concessão traz”, afirmou.

Leilão

A Rota do Pequi é o trecho remanescente da concessão original da Concebra, assinada em 2014 e que abrangia cerca de 1,177 mil quilômetros. Após o pedido de devolução antecipada apresentado pela companhia em 2020, a malha foi dividida em três projetos: Rota do Zebu, Rota Sertaneja e Rota do Pequi. Para este último trecho, a solução consensual aprovada pelo TCU prevê a modernização do contrato e a saída da atual controladora até dezembro.

No leilão marcado para dezembro, a disputa será pela compra de 100% das ações da própria SPE Concebra – empresa da Triunfo criada especificamente para administrar a concessão. Se não houver comprador, a segunda etapa será a realização de um leilão convencional para que uma nova SPE assuma a concessão.

Pontos de parada

Representantes dos caminhoneiros também criticaram a previsão de apenas um PPD (Ponto de Parada e Descanso) no projeto. Vantuir José Rodrigues, presidente do Sinditac-GO (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de Goiânia e Região), afirmou que há falta de locais adequados para descanso, principalmente no entorno de Goiânia. Os representantes da categoria questionam os critérios utilizados para concluir que uma única estrutura seria suficiente para atender ao fluxo de veículos pesados no corredor.

Fonseca disse que a modelagem segue a política do Ministério dos Transportes, que utiliza como referência a instalação de um PPD a cada 400 quilômetros. Mesmo com extensão de 211,6 quilômetros, a Rota do Pequi terá uma unidade, com implantação prevista até o 24º mês da concessão. O diretor afirmou, porém, que o contrato permite incluir novos pontos posteriormente, caso a demanda justifique a ampliação. Segundo ele, a necessidade poderá ser discutida durante a gestão da concessão, e há mecanismos contratuais para financiar investimentos adicionais.

TCU quer mapa do caminho mais barato para transporte de carga no país

TCU quer mapa do caminho mais barato para transporte de carga no país

O planejamento de transporte no país vai ganhar uma ferramenta especial de acompanhamento pelo TCU (Tribunal de Contas da União), que terá o objetivo de mostrar onde o investimento pode ser mais efetivo para reduzir o custo logístico da carga. A ideia é que o instrumento funcione como um “espelho” do PNL (Plano Nacional de Logística) 2050, embora com critérios diferentes, que devem permitir aos auditores da corte avaliar, por simulações, qual escolha de investimento é mais vantajosa de ser feita pelo poder público sob a ótica do custo logístico.

A metodologia para esse projeto vai ser rodada pela Infra S.A., estatal que foi o braço técnico de elaboração do PNL 2050, lançado em agosto e responsável por dividir o país em 42 eixos que organizam os investimentos em transportes no país para as próximas duas décadas. A parceria será firmada por meio de ACT (Acordo de Cooperação Técnica) entre a empresa e o TCU.

“Vamos mapear qual é o melhor uso da nossa malha do ponto de vista do custo para a carga, qual o caminho mais barato. Vamos conseguir ter informações de onde vale a pena efetivamente investir dinheiro”, explicou à Agência iNFRA o auditor do TCU Maurício de Albuquerque Wanderley.

Segundo Wanderley, diferente do planejamento feito pelo governo, a simulação vai rodar um cenário ideal, que desconsidera as limitações do mundo real. Por trás disso, está a ideia de olhar os projetos por um prisma diverso, diferente do planejamento do governo que endereça empreendimentos a partir de um diagnóstico que considera gargalos.

“Quando o governo vier com um projeto, baseado na melhoria de determinado corredor, conseguiremos saber se aquele projeto é o mais efetivo economicamente falando, se traz o melhor resultado. Consegue olhar de um prisma diferente. E aí teremos um indicativo de onde pode ter a melhor rentabilidade”, afirmou o auditor.

Ele dá como exemplo o Porto de Santos. “Se eu tiro as limitações, se eu não tenho mais o problema de capacidade na descida de Santos, o que é que acontece com o Porto de Santos? Quanto de carga que quer sair pelo Porto de Santos por ser mais barato? É uma informação que a APS (Autoridade Portuária de Santos) não tem, o governo não tem, a gente não tem”, apontou Wanderley.

Esse problema é considerado especialmente grave para os investimentos em ferrovias abandonadas. Os planejamentos de transporte têm desconsiderado trechos que não são operacionais hoje, devido a restrições de capacidade das vias, mesmo quando as cargas têm potencial para transitar de forma mais barata do que por rodovia por esses corredores ferroviários, se eles tivessem capacidade.

Gap de informação

A busca pela construção dessa metodologia, segundo o técnico, parte da identificação de que o tribunal trabalha hoje com um “gap” traduzido pela falta de um critério para realização das auditorias. “Como que vou saber se determinado projeto está efetivamente levando ao resultado que o PNL pensou?”, explicou o auditor durante o evento “Controle, Investimentos e Futuro da Infraestrutura para o cidadão”, realizado pelo TCU neste mês.

O projeto com a Infra S.A. integra a preparação do tribunal para avaliar os desdobramentos do novo plano de logística do país. O lançamento do PNL 2050 em agosto não concluiu os trabalhos, já que o próximo passo é a criação dos planos setoriais de cada um dos modais, que o Ministério dos Transportes espera concluir até dezembro. 

Como mostrou a Agência iNFRA, estes planos vão detalhar regionalmente cada cronograma de investimentos, complementando o plano nacional em nível tático. O documento divulgado em agosto já dividiu o sistema de transporte atual do país em três tipos de corredores: exportação, consumo interno e integração territorial. A partir deles, foram identificadas as necessidades de manutenção dos diferentes ativos que compõem esses corredores. 

Sem descontinuidade

Há uma preocupação, dentro do TCU, de que o novo PNL não sofra uma descontinuidade com eventuais mudanças de governo. A avaliação feita por técnicos da corte é que a base do que foi construído no novo plano seja preservada. O entendimento é que o planejamento deve ser maleável o suficiente para incorporar avanços – em especial de coleta e tratamento de dados que forneçam informações mais precisas –, mas sem perder o olhar mais abrangente que a estruturação por corredores proporcionou.

A ideia é que isso evite que novas gestões reiniciem planejamentos de transporte do zero apenas para justificar novas listas de obras, que tenham um caráter muito mais político do que resolutivo para os problemas de logística no país.

Acesso de R$ 80 milhões a Miritituba (PA) chega a 50%

Acesso de R$ 80 milhões a Miritituba (PA) chega a 50%

Nova ligação de 5,6 km começa a ser pavimentada após corredor enfrentar filas de caminhões no pico da safra

As obras do novo acesso às Estações de Transbordo de Carga (ETCs) de Miritituba, no Pará, chegaram a 50% de execução e entraram na etapa de pavimentação. Com 5,6 quilômetros de extensão e investimento de aproximadamente R$ 80 milhões, a ligação deverá ser concluída em novembro de 2026.

O projeto da Via Brasil BR-163 pretende melhorar a chegada dos caminhões aos terminais e retirar o tráfego pesado do perímetro urbano de Miritituba, um dos principais pontos de transbordo da produção agrícola de Mato Grosso para o sistema hidroviário do Arco Norte.

O corredor no qual a intervenção acontece vem recebendo volumes crescentes de grãos e enfrentou gargalos durante o pico da safra deste ano. Em fevereiro, filas de caminhões chegaram a cerca de 30 quilômetros em Miritituba, com relatos de motoristas que aguardaram dois dias para descarregar soja nos terminais.

A carga percorre a BR-163 a partir das regiões produtoras de Mato Grosso até Miritituba, onde é transferida dos caminhões para barcaças. A partir daí, segue pelo Tapajós em direção aos terminais de Santarém e Barcarena, de onde parte para o mercado externo.

Corredor amplia participação nas exportações

A hidrovia do Tapajós movimentou 16,8 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 14,3% sobre o ano anterior, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos. Soja e milho responderam por 88,4% desse volume.

O avanço acompanha o crescimento do Arco Norte na logística agrícola brasileira. De janeiro a julho de 2026, os portos da região responderam por 46,12% das exportações brasileiras de milho e 39,03% das de soja, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Mato Grosso foi o principal estado de origem das exportações das duas commodities no período.

O novo acesso às ETCs terá 5,6 quilômetros e deverá desviar as carretas do atual percurso pelo perímetro urbano de Miritituba. A obra também pretende reduzir interferências no tráfego em direção à balsa que faz a travessia para a área central de Itaituba.

Atualmente, 179 trabalhadores e 80 equipamentos estão mobilizados nas frentes de serviço. A Via Brasil BR-163 prevê concluir o projeto em novembro.

ANTT reajusta pisos mínimos de frete após variação no preço do diesel

ANTT reajusta pisos mínimos de frete após variação no preço do diesel

Portaria SUROC nº 22/2026 atualiza os coeficientes da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou a Portaria SUROC nº 22, de 28 de setembro de 2026, que reajusta os coeficientes dos pisos mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. A atualização ocorre em razão do mecanismo previsto na Lei nº 13.703/2018 para revisão extraordinária dos valores.

A medida foi motivada pela alteração do preço médio nacional do diesel S10, que passou a R$ 7,33 por litro, considerando a média Brasil apurada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na semana de 20 a 26 de setembro de 2026.

A legislação que instituiu a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas prevê a revisão dos coeficientes quando a variação do preço do óleo diesel ultrapassa o percentual estabelecido para o chamado gatilho de atualização. Com isso, a ANTT promove ajustes extraordinários para que os valores utilizados na composição dos pisos reflitam a evolução de um dos principais custos da atividade transportadora.

A nova Portaria altera os coeficientes previstos no Anexo II da Resolução ANTT nº 5.867/2020 e atualiza o parâmetro referente ao preço do combustível anteriormente utilizado nos cálculos.

As novas tabelas contemplam diferentes tipos de carga, configurações de veículos e modalidades de contratação, com valores específicos para os coeficientes de deslocamento e de carga e descarga.

A atualização merece atenção de transportadores, embarcadores e demais agentes envolvidos na contratação do frete, já que os novos parâmetros passam a ser considerados na apuração dos valores mínimos das operações sujeitas à Política Nacional de Pisos Mínimos.

De acordo com a Portaria, os novos coeficientes entram em vigor no dia seguinte ao de sua publicação.

Consulte a Portaria e as novas tabelas

O texto completo da Portaria SUROC nº 22/2026, incluindo os coeficientes atualizados para cada tipo de operação, está disponível no sistema ANTTLegis:

https://anttlegis.antt.gov.br/action/ActionDatalegis.php?acao=abrirTextoAto&tipo=POR&numeroAto=00000022&seqAto=000&valorAno=2026&orgao=SUROC/ANTT/MT&cod_modulo=623&cod_menu=9230

Controle de peso dos caminhões reduz riscos, custos e impactos nas rodovias

Controle de peso dos caminhões reduz riscos, custos e impactos nas rodovias

Tara, lotação e Peso Bruto Total (PBT) estão entre os principais parâmetros que devem ser observados pelas transportadoras para garantir segurança, eficiência e conformidade no transporte de cargas

O controle de peso dos veículos de carga vai muito além do cumprimento de uma exigência legal. A medida é fundamental para reduzir riscos de acidentes, preservar a infraestrutura rodoviária, evitar desgastes prematuros dos veículos e contribuir para uma operação mais eficiente e ambientalmente responsável. No Brasil, conceitos como tara, lotação e Peso Bruto Total (PBT) são definidos pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e regulamentados por resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN).

A tara corresponde ao peso do veículo em ordem de marcha, sem carga, considerando estrutura, carroceria ou implementos, combustível, fluidos e equipamentos obrigatórios. Já a lotação indica a capacidade máxima de carga autorizada. O PBT, por sua vez, corresponde à soma da tara com o peso da carga transportada. Respeitar esses limites é obrigatório, e o excesso de peso pode resultar em multa e retenção do veículo até a regularização.

Na prática, o controle começa ainda antes de o caminhão pegar a estrada. Na Transportes Maçaneiro, empresa parceira do Programa DESPOLUIR FETRANSPAR, a verificação faz parte da rotina operacional. São avaliados fatores como peso e distribuição da carga, capacidade dos eixos, tipo de implemento e dimensões do conjunto. Quando necessário, o veículo é pesado antes de seguir viagem.

“Antes e durante a operação, são observados pontos como o peso da carga, sua correta distribuição, capacidade dos eixos, tipo de implemento e dimensões do conjunto. Quando necessário, também realizamos a pesagem do veículo antes de seguir viagem, evitando excesso de peso e garantindo maior segurança e conformidade com a legislação”, explica o coordenador de frota da Transportes Maçaneiro, Denner Vieira Lemos.

Segundo ele, a atenção ao peso também representa uma estratégia de gestão. “O excesso de peso não representa apenas risco de multa ou retenção do veículo; ele também impacta diretamente na segurança, no desgaste de pneus, suspensão, freios e demais componentes, além de aumentar os custos de manutenção. Por isso, esse controle deve fazer parte da gestão da operação, garantindo que o veículo viaje dentro dos limites permitidos, com a carga bem distribuída e de forma segura”, avalia.

Mais peso, mais consumo e emissões

O impacto do excesso de carga também chega ao meio ambiente. De acordo com o coordenador do DESPOLUIR FETRANSPAR, Adriano Jacomel, o sobrepeso exige maior esforço do conjunto e pode aumentar o consumo de combustível.

“Com maior carga, o motor trabalha sob esforço elevado, os pneus sofrem maior resistência ao rolamento e o veículo perde desempenho, especialmente em aclives. Como consequência, aumenta o consumo de diesel e, consequentemente, as emissões de CO₂ e outros poluentes”, explica.

Nas rodovias, os efeitos também são significativos. O excesso de peso contribui para a deterioração mais acelerada do pavimento, aumentando a necessidade de manutenção e intervenções na infraestrutura.

“Respeitar os limites de tara, lotação e PBT, portanto, é mais do que cumprir a legislação: é contribuir para um transporte mais seguro, econômico, eficiente e ambientalmente responsável”, destaca Jacomel.

Para o setor de transporte rodoviário de cargas, o controle de peso representa, assim, uma medida que beneficia toda a cadeia: protege motoristas e demais usuários das rodovias, reduz custos operacionais, preserva os veículos e a infraestrutura, e ainda contribui para a redução do consumo de combustível e das emissões.

Ministério dos Transportes atualiza regras de certificação e operação de PPDs e PPAs destinados aos motoristas profissionais do transporte rodoviário de cargas e de passageiros

Ministério dos Transportes atualiza regras de certificação e operação de PPDs e PPAs destinados aos motoristas profissionais do transporte rodoviário de cargas e de passageiros

O Ministério dos Transportes publicou, em 28/09/2026, a Portaria nº 805, de 21 de setembro de 2026, que estabelece novos procedimentos e diretrizes para a certificação, o reconhecimento, a operacionalização e o acompanhamento dos Pontos de Parada e Apoio (PPAs) e dos Pontos de Parada e Descanso (PPDs) destinados aos motoristas profissionais do transporte rodoviário de cargas e de passageiros. A norma entra em vigor sete dias após sua publicação e revoga expressamente a Portaria nº 45/2021.

A nova regulamentação complementa a Portaria Interministerial nº 4, de 3 de julho de 2026, que reorganizou a política federal dos estabelecimentos adequados à espera, ao repouso e ao descanso dos motoristas profissionais.

Principais novidades

Novo procedimento para certificação dos PPAs. O processo passa a compreender cinco etapas: requerimento, avaliação prévia, vistoria, avaliação final e emissão da certificação. A Secretaria Nacional de Transporte Rodoviário (SNTR) coordena o processo, enquanto ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) realizam as vistorias conforme suas respectivas esferas de atuação.

•Abrangência ampliada. Os procedimentos alcançam estabelecimentos situados em rodovias federais, acessos a portos organizados, instalações portuárias e terminais ferroviários, reforçando a integração dos pontos de apoio com terminais de outros modos de transporte.

•Prazos definidos para o processo de certificação. A avaliação prévia deverá ser comunicada ao interessado em até 30 dias após a abertura do processo, enquanto ANTT ou DNIT terão até 60 dias para realizar a vistoria solicitada pela SNTR. Após a vistoria, o respectivo relatório deverá ser encaminhado à Secretaria em até 30 dias.

•Possibilidade de certificação com ressalvas. A regulamentação passa a admitir situações de “não objeção com ressalvas”. Dependendo da irregularidade identificada, a SNTR poderá permitir sua correção posteriormente ou exigir a adequação antes da certificação. A comprovação das correções poderá ocorrer, conforme o caso, por registros fotográficos ou filmagens, sem necessariamente exigir nova vistoria presencial.

•Acompanhamento permanente dos PPAs certificados. Os estabelecimentos poderão ser vistoriados a qualquer momento, sendo previstas vistorias periódicas em intervalos não superiores a cinco anos, além de fiscalizações motivadas por reclamações ou indícios de descumprimento das condições exigidas. A certificação poderá ser cassada caso os requisitos deixem de ser atendidos, assegurados o contraditório e a ampla defesa.

•Procedimento próprio para PPDs de concessões e do DNIT. Os PPDs previstos nos contratos de concessão de rodovias e aqueles implantados pelo DNIT serão certificados pela SNTR. ANTT ou DNIT deverão comunicar ao Ministério dos Transportes, com antecedência de 45 dias do início da operação, as informações necessárias à certificação. Os PPDs de concessionárias que já estejam em funcionamento também deverão ser certificados.

•Regra de gratuidade nos PPDs. A Portaria veda a cobrança de tarifa pela permanência dos usuários nos PPDs, ressalvadas as exceções previstas nos contratos de concessão e eventual exceção estabelecida em normativo técnico do DNIT.

•Monitoramento da utilização dos PPDs. ANTT e DNIT deverão encaminhar anualmente à SNTR informações sobre a quantidade de veículos atendidos, taxa média de ocupação e tempo médio de permanência em cada PPD. A medida permitirá acompanhar não apenas a quantidade de pontos existentes, mas também sua efetiva utilização e capacidade.

•Incentivo à implantação de novos PPAs. A ANTT e o DNIT deverão editar regulamentação específica para permitir a cessão de áreas da faixa de domínio das rodovias federais a entidades públicas ou privadas interessadas na implantação e operação de PPAs. A futura regulamentação deverá tratar, entre outros aspectos, dos critérios de seleção das áreas, chamamento público, gestão, operação e encerramento da cessão.

•Uso da faixa de domínio sem ônus. Os PPAs e PPDs certificados pelo Ministério dos Transportes e localizados em rodovias federais terão permissão de uso da faixa de domínio sem ônus, observada a legislação aplicável.

•Participação dos usuários no acompanhamento da qualidade. Motoristas e demais usuários poderão encaminhar reclamações, elogios e sugestões por meio da Ouvidoria do Governo Federal, do canal eletrônico indicado pelo Ministério e do aplicativo InfraBR. A funcionalidade específica no aplicativo deverá ser disponibilizada em até 120 dias.

Ficam mantidos os benefícios aos PPAs e PPDs de preferência nas ações do Governo Federal destinadas ao setor para acesso a treinamentos profissionais e capacitações desenvolvidas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte – SENAT (III, art. 25), nos mesmos termos da Portaria nº 45/2021(III, art. 15).

Executive Program reúne empresários do transporte em imersão sobre futuro do setor

Executive Program reúne empresários do transporte em imersão sobre futuro do setor

Terceira edição do programa reúne 81 participantes em atividades sobre liderança, inovação e tecnologia, em Embu das Artes (SP)

Empresários e executivos do transporte iniciaram, neste domingo (27), em Embu das Artes (SP), uma imersão sobre liderança, inovação e tecnologia. A terceira edição do Executive Program SEST SENAT reúne 81 participantes em uma programação que segue até quarta-feira (30).

Entre os participantes estão lideranças do Sistema Transporte, presidentes de Conselhos Regionais do SEST SENAT e empresários e gestores do setor, que levam aos debates questões vivenciadas pelo transporte em diferentes regiões do país. Realizada em parceria com a HSM/Singularity Brazil, a iniciativa aproxima esse público de especialistas em educação executiva, inovação e estudos de futuro.

Na abertura, Glaucia Guarcello, CEO da HSM e da Singularity Brazil, falou sobre os efeitos das novas tecnologias nos negócios e as habilidades que os dirigentes precisam desenvolver. Entre elas, citou pensamento crítico, criatividade e capacidade de adaptação.

O presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, relacionou a discussão à experiência dos empresários presentes. “Preparar o futuro do transporte começa por quem toma as decisões hoje. Por isso, reunimos empresários com experiências diferentes para que possam questionar suas certezas, trocar ideias e voltar às suas empresas mais preparados para as mudanças do setor”, afirmou.

Vander também incentivou os participantes a aproveitar as oportunidades de networking proporcionadas pelo programa e a trocar experiências com dirigentes de empresas e regiões diferentes das suas.

A diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, apresentou um exemplo de como uma ideia discutida no Executive Program pode avançar. A partir de uma discussão sobre o futuro realizada em uma edição anterior, a instituição iniciou um trabalho de análise de cenários para o transporte.

“Se vocês saírem daqui com uma única ideia que possa melhorar, incrementar ou transformar o seu negócio, a nossa missão está cumprida”, afirmou.

A conexão entre aprendizado e desafios do setor também esteve presente nas falas dos demais diretores do Sistema Transporte. O diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza, destacou a atuação conjunta das empresas nas questões institucionais. Pelo ITL, o diretor executivo João Victor Mendes falou sobre as oportunidades de formação para gestores. Já a diretora adjunta do Instituto, Eliana Costa, relacionou essa formação a temas que já exigem atenção das empresas, como inteligência artificial e segurança digital.

Novas perguntas para novos cenários

Na masterclass de abertura, Jeff Rogers, especialista em estudos de futuro da Singularity, questionou a maneira como as empresas planejam os próximos anos a partir das experiências do passado. “Todos os nossos dados são sobre o passado, mas muitas das nossas decisões mais importantes são sobre o futuro”, afirmou.

Segundo Rogers, olhar apenas para o que já funcionou pode dificultar a identificação de mudanças que começam fora do próprio setor.

O especialista usou a expansão dos veículos elétricos para mostrar como diferentes sinais podem apontar para uma transformação antes que ela se torne evidente no mercado. O avanço da tecnologia parecia improvável quando observado apenas pela trajetória da indústria automobilística. Ao mesmo tempo, mudanças no armazenamento e na geração de energia, combinadas à maior capacidade de processamento de dados, abriam novas possibilidades para a mobilidade.

Acompanhar essa combinação de fatores, explicou, ajuda as lideranças a considerar diferentes cenários e decidir onde vale a pena experimentar.

A inteligência artificial tornou a reflexão ainda mais próxima das decisões atuais. Em uma dinâmica, os participantes compartilharam suas experiências com a tecnologia e discutiram aplicações e riscos. Rogers argumentou que reconhecer uma tendência não é suficiente para aproveitar suas possibilidades. As empresas precisam testar caminhos, aprender com os resultados e rever decisões à medida que o cenário se transforma.

Próximos dias

Até quarta-feira, a programação abordará temas como resiliência, neurociência, mudanças na logística global, impactos da inteligência artificial, regulação, mobilidade e futuro das cidades. As atividades incluem workshops e uma apresentação sobre a colaboração entre pessoas e IA.

Saiba mais sobre o Executive Program

Transporte rodoviário de cargas cria 44,6 mil empregos formais no 1º semestre de 2026

Transporte rodoviário de cargas cria 44,6 mil empregos formais no 1º semestre de 2026

Saldo de vagas cresceu 26,29% ante o mesmo período de 2025; Sudeste concentrou mais de 80% do resultado, e motoristas lideraram as admissões

O transporte rodoviário de cargas (TRC) registrou saldo de 44.633 empregos formais no primeiro semestre de 2026, alta de 26,29% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado é o maior dos últimos quatro anos, segundo levantamento do Instituto Paulista do Transporte de Cargas (IPTC), com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Entre 2022 e 2025, o saldo de vagas no primeiro semestre caiu de 44.739 para 35.341. A recuperação de 2026 ocorreu em um contexto de baixa taxa de desocupação no país, mas especialistas destacam que os indicadores têm escopos diferentes. A PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), acompanha o mercado de trabalho em geral; o levantamento do IPTC considera empregos formais no TRC.

Para o presidente do Conselho Superior e de Administração do SETCESP, Marcelo Rodrigues, a busca por empregos formais pode ter aumentado em meio à redução de oportunidades em outros setores. Ele pondera, porém, que o resultado ainda não permite concluir que há uma expansão econômica duradoura. A evolução da movimentação de cargas e das condições econômicas nos próximos meses será determinante para avaliar a continuidade da tendência.

Sudeste concentra o saldo de vagas

O saldo regional, que exclui 54 registros sem informação de origem, foi de 44.579 postos. O Sudeste respondeu por 35.989 vagas – mais de 80% do total – ante 24.120 no primeiro semestre de 2025, crescimento próximo de 50%.

No Nordeste, o saldo passou de menos 249 vagas em 2025 para 646 em 2026. Nas demais regiões, houve recuo: o Centro-Oeste passou de 5.020 para 2.878 postos; o Sul, de 5.684 para 4.471, e o Norte, de 794 para 595.

Admissões se concentram em funções operacionais

Motoristas de caminhão em rotas regionais e internacionais somaram 146.178 admissões brutas no semestre, 33,2% do total do setor. Auxiliares de logística e ajudantes de motorista também aparecem entre as ocupações mais contratadas. Juntas às vagas de motorista, essas funções representam mais da metade das admissões.

As cinco ocupações com maior número de admissões reuniram 286.108 registros, equivalentes a 65% do total. Auxiliares de escritório e assistentes administrativos estão entre elas, mas representam menos de 7% das admissões quando considerados em conjunto.

Escolaridade e participação por gênero

A proporção de homens é maior nos grupos com menor escolaridade: chega a 90,5% entre pessoas classificadas como analfabetas, 83,1% entre aquelas com ensino fundamental 2 completo e 77,6% entre as que concluíram o ensino médio. Entre admitidos com ensino superior completo, a participação feminina é de 45%, ante 55% masculina.

Os dados indicam maior equilíbrio entre homens e mulheres nas contratações de pessoas com ensino superior. Nas ocupações de maior volume no setor, associadas a níveis de escolaridade mais baixos, os homens seguem como maioria.

Recuperação ainda depende dos próximos meses

O levantamento aponta aumento das contratações formais no primeiro semestre, mas não permite afirmar que o ritmo será mantido até o fim do ano. Rodrigues cita a dificuldade de contratar e reter profissionais e afirma que mudanças nas condições previstas na última convenção coletiva podem ter contribuído para atrair trabalhadores.

A coordenadora de projetos do IPTC, Raquel Serini, avalia que os números sinalizam uma mudança de direção, mas não garantem uma recuperação contínua. A manutenção do avanço dependerá da atividade do transporte e do desempenho da economia.