por imprensa | ago 3, 2026 | Notícias, Rodoviário
Mudanças entram em vigor na segunda-feira (3)
A Comissão Mista Brasileiro-Paraguaia da Segunda Ponte Rodoviária Internacional divulgou novas regras para o funcionamento da Ponte da Integração, que liga Foz do Iguaçu a Presidente Franco, no Paraguai. As alterações passam a valer na segunda-feira (3).
Entre as principais mudanças está a ampliação das modalidades de veículos autorizados a utilizar a ponte e a ampliação do horário para caminhões em lastro.
Confira as alterações:
- Transporte de cargas em lastro (veículos vazios): poderão entrar e sair exclusivamente pela Ponte da Integração, das 7h às 19 horas. O retorno com carga deverá ocorrer pela Ponte da Amizade.
- Ônibus do transporte urbano internacional (linha Foz do Iguaçu-Puerto Presidente Franco) poderão utilizar a Ponte da Integração para ida e volta, das 7h às 19 horas, desde que os passageiros apresentem o Documento para Trânsito Vicinal Fronteiriço, previsto em acordo do Mercosul.
- Ônibus de turismo fretados que não tenham como destino final Foz do Iguaçu, Ciudad del Este ou Puerto Presidente Franco passarão a trafegar exclusivamente pela Ponte da Integração, durante 24 horas por dia.
- Ônibus de linhas internacionais regulares também utilizarão exclusivamente a Ponte da Integração, com funcionamento 24 horas.
- Caminhões em lastro terão o horário de circulação ampliado, podendo utilizar a Ponte entre 20h30 e 5h.
As novas medidas foram definidas pela Comissão Mista responsável pela gestão da Ponte e têm como objetivo organizar o fluxo de veículos na fronteira entre Brasil e Paraguai.
por imprensa | jul 31, 2026 | Notícias, Outros
A NTC&Logística realizou, nesta quinta-feira (30), em formato híbrido, a Reunião Ordinária da Diretoria referente ao mês de junho, na subsede da entidade, em São Paulo (SP).
Conduzido pelo presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, o encontro contou com a presença do vice-presidente, Antonio Luiz Leite; do diretor financeiro, José Maria Gomes; dos conselheiros vitalícios Flávio Benatti – também vice-presidente do Transporte Rodoviário de Cargas da Confederação Nacional doTransporte (CNT) – e Urubatan Helou, além de diretores, executivos e representantes de entidades.
O encontro teve início com o expediente institucional, assuntos encaminhados à mesa e comunicações pessoais. Na sequência, os participantes deram início à Ordem do Dia, com a apresentação das matérias tratadas pelas diferentes áreas da NTC&Logística.
A assessora executiva da Presidência, Elisete Balarini, expôs a atualização do calendário de eventos da NTC&Logística, com destaque para a programação do mês de agosto. No dia 6, em São Paulo (SP), o 3º Encontro Nacional de Segurança no TRC congregará autoridades, especialistas e empresários para discutir os problemas relacionados à segurança no setor. No dia 12, também na capital paulista, ocorrerá o RoadShow, novo projeto que passa a integrar a programação de eventos da entidade. Encerrando a agenda do mês, entre os dias 26 e 29 de agosto, a NTC&Logística realizará mais uma edição do CONET&Intersindical, em Ouro Preto (MG), tradicional fórum de debates das principais pautas do Transporte Rodoviário de Cargas.
Coube ao diretor financeiro da NTC&Logística, José Maria Gomes, e ao coordenador operacional, Fernando Silva, explanar a posição financeira da entidade, tendo como referência o fechamento do mês de junho de 2026.
As atividades da COMJOVEM foram descritas pelo coordenador nacional, Hudson Rabelo, que especificou as ações planejadas e desenvolvidas pela Comissão em todo o País.
A agenda institucional da NTC&Logística ao longo do mês de julho foi detalhada pelo presidente da entidade, Eduardo Rebuzzi, que compartilhou as principais articulações encetadas pela Assessoria de Relações Institucionais no período. Foi enfatizada a atuação da entidade junto aos diferentes atores e instâncias de decisão, corroborando o trabalho permanente de representação e defesa dos interesses do Transporte Rodoviário de Cargas.
No âmbito trabalhista, o assessor jurídico da NTC&Logística, Narciso Figueirôa Junior, abordou questões relativas à representação sindical, incluindo processos de registro e impugnações, e as propostas para alteração da legislação de cotas destinada à contratação de aprendizes e pessoas com deficiência, buscando compatibilizá-la com as possibilidades e peculiaridades da atividade de transporte. Lembrou, ainda, a próxima reunião da CATSIND (Câmara Técnica de Assuntos Trabalhistas Sindicais e de Negociações Coletivas), da NTC&Logística, prevista para o dia 27 de agosto, em Ouro Preto (MG) – por ocasião do CONET&Intersindical –, quando serão discutidos temas trabalhistas e sindicais de interesse do setor.
A Medida Provisória nº 1.343 e os aspectos relacionados ao Piso Mínimo de Frete e ao Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), além de questões envolvendo seguros foram os tópicos explanados pelo diretor jurídico da NTC&Logística, Dr. Marcos Aurélio Ribeiro.
Da pauta técnica ressaltada pelo assessor técnico da NTC&Logística, engenheiro Lauro Valdivia, constaram o Piso Mínimo de Frete e a Pesquisa de Mercado que será apresentada no CONET&Intersindical 2026, programado para agosto, em Ouro Preto (MG).
A segurança no Transporte Rodoviário de Cargas também integrou a agenda da Diretoria. O vice-presidente extraordinário de Segurança da NTC&Logística, Roberto Mira, adiantou dados sobre roubo de cargas referentes ao primeiro semestre de 2026 e os preparativos para o 3º Encontro Nacional de Segurança no TRC.
O Encontro reunirá especialistas, autoridades e representantes do setor para ampliar as discussões sobre os desafios enfrentados pelo transporte de cargas e as ações necessárias para fortalecer a prevenção, a inteligência e o enfrentamento à criminalidade que impacta a atividade transportadora.
Ao encerrar a reunião e reafirmar o compromisso da NTC&Logística com a representatividade e o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas brasileiro, o presidente Eduardo Rebuzzi salientou ser relevante o trabalho conjunto da Diretoria, áreas técnicas e representantes da entidade, bem como o acompanhamento permanente dos assuntos que impactam o setor.
por imprensa | jul 31, 2026 | Notícias, Outros
Encontro apresentou soluções e tecnologias voltadas à realização de eventos e promoveu a aproximação institucional
O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, recebeu, nesta quinta-feira (30), na subsede da entidade, em São Paulo (SP), Juan Pablo De Vera, CEO da Diex Midia. A visita também foi acompanhada pela assessora executiva da Presidência, Elisete Balarini.
O encontro teve como objetivo conhecer as soluções e os serviços desenvolvidos pela Diex Mídia, especializada em experiências digitais e tecnologia para eventos, além de promover uma aproximação institucional e a troca de informações sobre possibilidades que possam contribuir com as iniciativas realizadas pela entidade.
Durante a reunião, foram apresentadas tendências, tecnologias e soluções voltadas à comunicação, interatividade e ambientação de eventos, com diferentes recursos capazes de proporcionar experiências mais dinâmicas, modernas e envolventes ao público.
Na oportunidade, Eduardo Rebuzzi destacou a importância de manter a entidade próxima de empresas, profissionais e iniciativas que tragam novas perspectivas e possibilidades para o setor.
“É muito importante estarmos abertos a conhecer novas soluções, tecnologias e experiências que possam contribuir com as atividades que desenvolvemos. Nossos eventos têm como essência a qualidade do conteúdo, o relacionamento e a representação do setor, mas também buscamos acompanhar as transformações do mercado e conhecer ferramentas que possam agregar ainda mais às nossas iniciativas. Essa troca é fundamental para continuarmos evoluindo e aproximando a NTC&Logística de empresas e profissionais que tenham boas ideias e possam contribuir com o Transporte Rodoviário de Cargas”, afirmou o presidente.
A visita faz parte do olhar da atual gestão da NTC&Logística para o acompanhamento da evolução do mercado e para a aproximação com empresas, profissionais e organizações de diferentes áreas. A iniciativa busca ampliar o relacionamento institucional e manter a entidade aberta ao diálogo e à troca de experiências com pessoas e organizações que, por meio do conhecimento, da tecnologia, da inovação e de novas soluções, possam contribuir de diferentes maneiras para o desenvolvimento e o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas.
por imprensa | jul 31, 2026 | Indústria de Transportes, Notícias
Programas Mais Mobilidade e Renovação de Frota impulsionam transporte rodoviário e urbano no estado
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou R$ 3,6 bilhões em financiamentos aprovados em Minas Gerais dos programas BNDES Mais Mobilidade e BNDES Renovação de Frota, que são linhas de crédito voltadas à renovação da frota de veículos pesados e à modernização do transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros.
Do montante liberado para Minas Gerais, R$ 2,4 bilhões foram para frotistas e R$ 117,9 milhões para autônomos do Mais Mobilidade, enquanto R$ 1,2 bilhão foi para o programa Renovação de Frota. No Estado, foram realizadas mais de 3,3 mil operações (1.000 operações do BNDES Renovação de Frota e 2,3 mil operações do BNDES Mais Mobilidade), atendendo a 282 municípios.
Em todo o País, o volume de financiamentos aprovados chegou a R$ 20 bilhões, o que corresponde a 95% da dotação orçamentária da linha (R$ 21 bilhões). Minas Gerais representou mais de 10% do valor total. Uma novidade do programa é que o banco de fomento também beneficiou quem buscava a compra de implementos rodoviários.
“O BNDES tem respondido com rapidez à demanda de modernização da frota de caminhões e ônibus. Chegamos a aprovar quase 1.400 operações por dia, atendendo frotistas e motoristas autônomos de todo o País com condições de crédito facilitadas. Essa linha permite a troca de veículos antigos por uma frota mais segura e menos poluente, reduzindo o custo logístico e impulsionando a indústria nacional”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Objetivos cumpridos
Para o chefe de Operações Digitais do BNDES, Tiago Peroba, os programas tiveram êxito em seus propósitos, pois conseguiram promover a renovação da frota com veículos mais adequados à realidade atual.
“Não temos dúvida nenhuma em dizer que os objetivos foram plenamente alcançados. Foi um sucesso tanto o desempenho da linha Renova Frota quanto o desempenho do programa Mais Mobilidade, evidenciando o protagonismo do BNDES. Foi a renovação de frota do país que possibilitou o financiamento de veículos menos poluentes e mais tecnológicos”, comentou.
Peroba também destacou o benefício que os programas trouxeram para o mercado, pois geraram, em 2026, uma movimentação de compras de veículos bem maior do que a registrada no ano passado. “O BNDES entende que houve uma grande contribuição para o setor automotivo, até porque, quando comparado aos números de 2025, conseguimos, com o Move Brasil, por exemplo, alcançar um resultado três vezes maior do que o obtido no financiamento de ônibus e caminhões em 2025, no mesmo período”, completou.
Média de valor
No Brasil, a linha soma mais de 19 mil operações, com um tíquete médio de R$ 1 milhão por operação. O programa atendeu a transportadores autônomos de cargas, pessoas físicas associadas a cooperativas, empresários individuais e pessoas jurídicas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas e passageiros. Até agora, foram atendidos 1.966 municípios de todas as regiões do País.
A maior parte dos recursos foi destinada aos frotistas, com R$ 19,1 bilhões, em cerca de 17,2 mil operações. Desse total, R$ 2 bilhões foram para aquisição de ônibus. Também foram aprovados R$ 900 milhões para autônomos, em 2,1 mil operações. Os financiamentos estão sendo realizados por meio da rede de agentes financeiros parceiros do BNDES, que atendem a 94% do território nacional.
por imprensa | jul 31, 2026 | Indústria de Transportes, Notícias
Associação aponta desequilíbrio no mercado de reposição, onde a indústria nacional detém apenas 29% de participação, e cobra medidas do governo federal
As vendas de pneus nacionais encerraram o primeiro semestre em retração, em um contexto de crescimento da concorrência dos importados. Dados da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP) indicam que as vendas de pneus de passeio, comerciais leves e de carga fabricados no país caíram 6,8% entre janeiro e junho de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
No total, as fabricantes nacionais comercializaram 17,8 milhões de pneus nos primeiros seis meses do ano, ante 19,1 milhões no mesmo intervalo de 2025. No mesmo período, as importações avançaram 81,2%.
“Há um desequilíbrio no mercado brasileiro de pneus. O crescimento das importações pressiona empregos, investimentos e a sustentabilidade da indústria instalada no país”, afirma Rodrigo Navarro, presidente da ANIP.
A maior retração ocorreu no mercado de reposição, principal canal de atuação dos importados, no qual as vendas da indústria nacional recuaram 10,1%. O fornecimento para as montadoras permaneceu praticamente estável, com queda de 0,3%.
Com esse resultado, a indústria brasileira encerrou o semestre com 29% de participação no mercado de reposição, ante 71% dos produtos importados. No primeiro semestre de 2021, os fabricantes nacionais detinham cerca de 64% desse mercado, enquanto os importados respondiam por 36%.
Importações disparam no segmento de carga
O crescimento das importações foi especialmente acentuado no segmento de pneus de carga. Entre janeiro e junho, as compras externas dessa categoria aumentaram 157,9%. Os produtos importados já representam 73% do mercado de reposição de pneus de carga, enquanto a participação nacional caiu para 27%.
“Os pneus importados frequentemente ingressam no país com preços reduzidos artificialmente e, considerando o volume total reportado pelo IBAMA, os importadores não atendem às exigências ambientais de recolhimento e destinação de pneus inservíveis”, afirma Navarro. Segundo dados do IBAMA, citados pela ANIP, os importadores acumulam mais de 500 mil toneladas de pneus que deixaram de ser recolhidos nos últimos 14 anos.
ANIP clama por medidas
A ANIP aguarda a análise de pleitos encaminhados ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) com o objetivo de reequilibrar o mercado. A associação menciona exemplos de medidas adotadas em outros países. O México elevou a tarifa de importação para 35%, enquanto a União Europeia estabeleceu tarifas de até 45,3% sobre pneus importados da China.
“O mundo está intensificando as barreiras tarifárias contra pneus da Ásia para proteger suas indústrias, enquanto o Brasil segue sem medidas equivalentes. Se ações urgentes não forem adotadas, haverá desindustrialização e aumento da dependência do mercado externo, com impacto inclusive no agronegócio, como no caso da borracha natural produzida no país”, conclui Navarro.
por imprensa | jul 31, 2026 | Notícias, Outros
Diretor-geral da agência afirma, em evento do LIDE, que prioridade agora é integrar modais, ampliar investimentos privados e destravar projetos ferroviários
Depois de cinco anos dedicados à reestruturação de concessões rodoviárias que enfrentavam dificuldades para executar investimentos, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) pretende concentrar a próxima etapa da agenda de infraestrutura na expansão da malha concedida, na integração entre rodovias, ferrovias e portos, e na retomada dos investimentos ferroviários. A estratégia foi apresentada pelo diretor-geral da agência, Guilherme Theo Sampaio, durante o Seminário LIDE Transportes, realizado nesta quinta-feira (30), em São Paulo.
Segundo Sampaio, a recuperação dos contratos considerados problemáticos era uma condição necessária para restabelecer a confiança dos investidores e permitir uma nova rodada de concessões. “Mais importante do que fazer novos leilões era solucionar os problemas existentes”, afirmou. “Quem estava estressado era o poder público, que não via as obras acontecerem; o investidor, que aplicava recursos sem obter retorno, e o usuário, que pagava pedágio sem receber a infraestrutura esperada.”
De acordo com o diretor-geral, a revisão desses contratos permitiu destravar investimentos em concessões consideradas estratégicas, como a BR-163 e a Fernão Dias, ao mesmo tempo em que abriu espaço para uma nova carteira de projetos.
Segundo ele, a malha federal concedida passou de cerca de 12 mil quilômetros para aproximadamente 18 mil quilômetros nos últimos anos e deverá alcançar 25 mil quilômetros no próximo ano. Ainda de acordo com Sampaio, os contratos atualmente em vigor somam mais de R$ 400 bilhões em investimentos previstos para a próxima década.
A estratégia, segundo o diretor, ocorre em paralelo ao avanço da participação da iniciativa privada na infraestrutura nacional. Conforme destacou durante o evento, aproximadamente 70% dos investimentos previstos para o setor de transportes no âmbito do Novo PAC contam com participação privada, movimento que, na avaliação dele, consolida as concessões como uma política permanente de desenvolvimento da infraestrutura brasileira.
“O investimento privado veio para ficar. É uma política que atravessa diferentes governos e continuará sendo fundamental para ampliar a participação da infraestrutura no PIB”, disse em entrevista à Transporte Moderno após o painel.
Infraestrutura passa a ser serviço
Para Sampaio, a nova fase das concessões também representa uma mudança no próprio conceito de infraestrutura. Se, no passado, o foco estava concentrado na execução de obras, agora a expectativa dos usuários está relacionada à eficiência operacional e à integração logística.
“O usuário já não quer apenas duplicação. Ele quer uma viagem mais fluida, pedágio eletrônico, conectividade, corredores para combustíveis de baixa emissão e integração intermodal.”
Na avaliação do diretor-geral, essa evolução também explica a retomada do interesse de investidores privados pelos projetos brasileiros, impulsionada pela previsibilidade regulatória, pelos mecanismos de reequilíbrio contratual e por uma visão mais integrada da logística nacional.
Ferrovias ganham prioridade
Embora o modal rodoviário concentre hoje a maior parte da carteira de concessões, Sampaio afirmou que a ANTT trabalha para acelerar a retomada dos investimentos ferroviários. Segundo ele, a estratégia combina renovações antecipadas, novos leilões e autorizações ferroviárias – incluindo projetos de short lines, destinadas a conectar polos industriais à malha nacional –, além da criação de instrumentos que ampliem a atratividade econômica dos empreendimentos.
“O ferroviário exige investimentos muito superiores aos do modal rodoviário. Enquanto um quilômetro de rodovia custa entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões, um quilômetro de ferrovia pode chegar a cerca de R$ 25 milhões. Isso exige novas formas de financiamento e estímulos para ampliar a participação do setor privado.”
Em entrevista à Agência Transporte Moderno o diretor confirmou que a agência trabalha com a expectativa de realizar ainda este ano novos leilões rodoviários e pelo menos dois ferroviários, além de avançar nas autorizações para short lines, como a ligação ferroviária em implantação para atender à unidade da Arauco, em Três Lagoas (MS).
Para Sampaio, o sucesso desse ciclo dependerá da continuidade das políticas públicas voltadas à infraestrutura. “Os contratos de concessão têm duração de aproximadamente 30 anos. Eles atravessam diferentes governos e precisam ser tratados como uma política de Estado, garantindo segurança jurídica e previsibilidade para os investimentos”, concluiu.
por imprensa | jul 31, 2026 | Notícias, Rodoviário
Levantamento da entidade mapeou 2.837 projetos prioritários envolvendo rodovias, ferrovias, hidrovias e aeroportos; documento será apresentado no Fórum CNT de Debates
Os custos logísticos no Brasil saltaram de 10,4% do PIB em 2014 para 15,5% em 2025. É diante desse cenário que a Confederação Nacional do Transporte (CNT) lançou o “Plano CNT de Transporte e Logística 2026”, estudo que reúne 2.837 projetos prioritários e estima em R$ 2,03 trilhões o investimento necessário para superar os principais gargalos da infraestrutura de transporte e logística do país.
O documento será apresentado nos dias 18 e 19 de agosto, em Brasília, durante o Fórum CNT de Debates. Esse plano foi lançado junto com a publicação “O Transporte Move o Brasil – Propostas da CNT ao País” –, que será entregue aos candidatos à Presidência da República no mesmo evento.
A carteira de projetos do Plano CNT 2026 está distribuída em 2.509 projetos de Integração Nacional – envolvendo as grandes rotas que conectam regiões do país e países vizinhos, essenciais para o escoamento de cargas e movimentação de pessoas – e 328 projetos de mobilidade urbana, voltados ao transporte de passageiros.
Do total de R$ 2,03 trilhões estimados, o estudo explica a divisão por modal: R$ 1,1 trilhão será destinado para o ferroviário; R$ 511,5 bilhões para o rodoviário; R$ 173,1 bilhões para o hidroviário; R$ 125,1 bilhões para a infraestrutura portuária; R$ 36,9 bilhões para terminais; R$ 28,3 bilhões para aeroportos e R$ 7,5 bilhões para o aquaviário.
A metodologia do documento combina a atualização dos projetos de edições anteriores com a análise de programas estratégicos do Governo Federal e as demandas apresentadas por entidades do setor transportador. Nesta edição, foram incorporadas iniciativas do Novo PAC, do Plano Nacional de Logística (PNL 2035) e de planos setoriais específicos, além de intervenções voltadas a resolver problemas identificados pela Pesquisa CNT de Rodovias.
Entre os projetos previstos, estão 152 obras de duplicação de rodovias, que somam quase 10,3 mil km e investimentos de aproximadamente R$ 163,4 bilhões. O estudo também aponta 90 projetos em áreas portuárias, envolvendo 137 unidades e cerca de R$ 22,7 bilhões em aportes.
A RAIZ DO PROBLEMA
De acordo com o documento, o custo logístico é historicamente elevado, mas aumentou significativamente na última década. Em 2014, as despesas logísticas no país representavam 10,4% do PIB; já em 2024, esses valores alcançaram 15,6% desse indicador. O número se manteve estável em 2025 (15,5%).
Para a CNT, “tal cenário possui relação direta com a qualidade e a oferta da infraestrutura de transporte, além de evidenciar ineficiências sistêmicas e contribuir para a diminuição da competitividade do setor produtivo nacional.”
Além disso, o cálculo do custo logístico brasileiro traz outro problema já conhecido por quem opera transportes no país: um desequilíbrio modal. O transporte rodoviário responde por 65,8% da matriz brasileira – uma concentração muito acima da observada em outras economias de dimensão territorial semelhante, como a União Europeia (50%), os Estados Unidos (43%), a China (35%) e a Austrália (27%).
De acordo com a entidade, esses países distribuem melhor a movimentação de cargas entre ferrovias, hidrovias e cabotagem. “Esse equilíbrio induz a redução de custos por unidade movimentada e favorece a geração de emprego, renda e excedentes para o reinvestimento na própria cadeia logística”, apontou a CNT.
Dessa forma, a entidade revelou a necessidade de ampliar o nível de investimentos em infraestrutura, que, historicamente, situa-se em patamar muito inferior ao necessário, para promover a adequada expansão e modernização do sistema de transporte.
De acordo com estimativa do Banco Mundial, o Brasil deveria investir cerca de 3,7% do PIB, anualmente, em infraestrutura de transporte, para suprir suas lacunas estruturais. Porém, na média dos últimos 10 anos (2015 a 2025), esse percentual, considerando os aportes do Governo Federal, foi de apenas 0,15% ao ano.
POR QUE ISSO IMPORTA?
Para o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, planejar é condição indispensável para transformar a infraestrutura do país. “O estudo prioriza intervenções capazes de promover maior integração entre os modos de transporte, reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade da economia e tornar a infraestrutura mais resiliente e sustentável”, completou.
A entidade também defendeu que uma rede logística mais eficiente reduz custos operacionais, amplia a produtividade das empresas, melhora o acesso aos mercados consumidores e fortalece a inserção do Brasil no comércio internacional.
De acordo com a CNT, a combinação entre planejamento técnico, ambiente regulatório estável e ampliação das fontes de financiamento é fundamental para acelerar a execução das obras e garantir maior eficiência ao sistema de transporte.
A entidade representa um setor de mais de 198 mil empresas, presente em 98,1% dos municípios brasileiros e responsável por mais de 2,9 milhões de empregos formais.
“O TRANSPORTE MOVE O BRASIL”
Ao lado do Plano CNT 2026, a CNT lançou também a publicação “O Transporte Move o Brasil – Propostas da CNT ao País” –, que será entregue aos presidenciáveis. No documento, a entidade argumenta que o transporte é um dos pilares para o crescimento e desenvolvimento econômico e social de uma região ou país.
Elaborado em conjunto com as entidades representativas do setor, a publicação reúne recomendações em diferentes eixos que buscam fortalecer todos os modos de transporte, aprimorar a logística nacional e ampliar a competitividade da economia.
Entre as propostas para a cadeia logística brasileira, o documento defende a recomposição dos investimentos públicos, a aprovação da PEC da Infraestrutura (PEC nº 1/2021), a destinação integral dos recursos da Cide-combustíveis para obras de transporte e a ampliação das fontes de financiamento via mercado de capitais e organismos multilaterais.
A entidade também propõe o fortalecimento da segurança pública para o setor, com endurecimento das penas para roubo de cargas e crimes contra profissionais do transporte, e reforço do policiamento em rodovias, ferrovias e hidrovias.
FIM DA ESCALA 6X1
O documento ainda analisou a redução da jornada e o fim da escala 6×1, que estão em tramitação no Congresso Nacional. De acordo com a CNT, o debate vai além da jornada e envolve a capacidade do país de manter mobilidade e abastecimento com previsibilidade.
“A CNT sustenta que discutir o fim da escala 6×1 no setor significa discutir como o Brasil garante mobilidade, abastecimento e serviços essenciais, e que qualquer mudança abrupta impacta não apenas as empresas e os empregados, mas também o funcionamento cotidiano da sociedade”, afirmou a entidade.
Segundo o estudo técnico “Redução de jornada, mudança de escalas e bem-estar social no setor de transportes”, divulgado recentemente pela CNT, aponta que o fim da escala 6×1 pode provocar, no longo prazo, um impacto de R$ 11,88 bilhões no setor de transporte.
Coordenado pelo sociólogo e professor da Universidade de São Paulo (USP) José Pastore e pelo economista Paulo Rabello de Castro, o levantamento indica que a mudança, sem ajuste proporcional de salários, provocaria um aumento imediato de 10% no valor da hora trabalhada. No setor de transporte, onde 92,5% dos profissionais atuam dentro do limite atual, o impacto seria uma alta de 8,6% nos custos com pessoal.
Nesse cenário, a entidade defende que as mudanças precisam ser setorialmente calibradas, acompanhadas de medidas de produtividade, qualificação e segurança, e ancoradas na negociação coletiva, preservando a adequação das escalas à realidade de cada operação.
TRANSIÇÃO ENERGÉTICA
Em relação aos combustíveis, a CNT ressaltou que o alto custo e a volatilidade dos combustíveis configuram entraves relevantes à previsibilidade e à competitividade do setor de transporte. “No campo logístico, persistem vulnerabilidades estruturais e regionais no abastecimento de combustíveis que impactam diretamente a eficiência e a segurança do fornecimento no território brasileiro.”
De acordo com o órgão, a superação desses gargalos requer investimentos na criação e modernização de estruturas de armazenamento e distribuição, visando a redução de custos operacionais e o aumento da confiabilidade logística, especialmente em regiões mais afastadas dos principais centros produtores e consumidores.
Dessa forma, tornou-se essencial, segundo a entidade, ampliar a transparência na formação de preços e fortalecer os mecanismos de fiscalização ao longo da cadeia de refino e distribuição, com o intuito de preservar a concorrência e coibir práticas distorcivas. “A expansão da capacidade nacional de refino constitui elemento importante para reduzir a dependência externa e mitigar as oscilações de preços no mercado interno”, defendeu o órgão.
A CNT também destacou que a adoção de estoques estratégicos de combustíveis, especialmente de óleo diesel, contribui para aumentar a adaptabilidade do país frente a choques de oferta e eventos geopolíticos. Além das fontes fósseis, a entidade defende a pluralidade energética como uma medida importante que permite a ampliação de alternativas que podem ser utilizadas pelo setor.
Na transição energética, a entidade propõe um processo planejado em etapas de curto, médio e longo prazos. No curto prazo, o órgão aposta no óleo vegetal hidrotratado (HVO) e no biometano.
No médio prazo, a eletromobilidade é vista como “promissora” para o transporte urbano de menor distância do que para as longas rotas do transporte de cargas, dada a autonomia limitada, o tempo de recarga e a perda de capacidade útil dos veículos elétricos. Para ampliar a adesão da tecnologia, são necessários avanços em duas frentes: na infraestrutura de carregamento e na disponibilização de recursos e estímulos financeiros para a aquisição de veículos elétricos.
Já no longo prazo, a CNT aposta no hidrogênio renovável como opção para a matriz energética do setor, dependendo de avanços tecnológicos e da construção de infraestrutura de produção, distribuição e abastecimento.
por imprensa | jul 31, 2026 | Notícias, Rodoviário
As chamadas “concessões inteligentes” de rodovias devem ser categorizadas em modelos – a princípio três – pelo governo, que tem o intuito de padronizar formatos a fim de facilitar também o enquadramento de novos projetos pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
A expectativa é que o primeiro leilão neste novo tipo de concessão aconteça com a BR-393, no Rio de Janeiro, que agora está sob manutenção do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) depois de o contrato da antiga concessionária ter sido encerrado por caducidade.
A “concessão inteligente” é como o governo vem chamando as PPPs (Parcerias Público-Privadas) de rodovias, que, no âmbito federal, ainda não existem. Pelo menos desde 2016 o Executivo estuda como viabilizar esse formato, que tenta dar um grau maior de eficiência para o investimento e a manutenção de estradas que, pelo baixo volume de tráfego pedagiado, não seriam viáveis se repassadas à iniciativa privada como concessões puras, sustentadas apenas pela cobrança de pedágio.
A classificação dos modelos está sendo estruturada neste momento entre o Ministério dos Transportes e a ANTT, mas a ideia inicialmente é que existam três tipos: um mais próximo de uma concessão pura, na qual a cobrança de pedágio ainda é possível, embora aliada a aporte público e com uma estrutura de Capex diferente; um formato intermediário e outro, que se assemelha aos contratos do tipo Crema (Contrato de Restauração e Manutenção), pelo qual o DNIT contrata uma empresa que restaura a rodovia e fica responsável por uma manutenção mais simples em prazo que varia de três a cinco anos.
Para além de ofertar um novo modelo ao mercado, o entendimento do governo é de que as “concessões inteligentes” otimizam o uso dos recursos em comparação a como os contratos são mantidos atualmente no DNIT, que são regidos pela Lei de Licitações.
Estreia com 393/RJ
A padronização dos tipos de “concessão inteligente”, que depende de uma definição de política pública por parte do governo, é necessária também para que a ANTT possa tocar o projeto da BR-393/RJ e abrir o período de consulta pública para a proposta. A princípio, a modelagem deve ter aporte público no quinto ano do contrato, mas há possibilidade de essa configuração passar por ajustes.
Embora o governo faça uma estimativa no EVTEA (Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental), o momento da injeção de recursos vai depender de quando os gatilhos previstos forem alcançados.
Além do recurso público para dar sustentabilidade financeira ao contrato, a modelagem também se diferencia das concessões puras em relação ao que será cobrado do concessionário. Para viabilizar o projeto com uma tarifa que seja socialmente aceita, o nível de serviço será diferente. A ideia é que o PER (Programa de Exploração Rodoviária) preveja mais obras, enquanto, em relação a outras obrigações operacionais, como o serviço de reboque, por exemplo, as exigências sejam menores.
O volume de investimentos que será feito nestes projetos vai depender do grau de aporte público e de quanto a tarifa – se for cobrada – pode suportar, de forma que o pedágio se mantenha num patamar próximo ou abaixo do que é pago hoje, em média, por concessões onde o volume de tráfego é maior. Há regiões em que o pedagiamento não será possível, e a receita deve sair integralmente do orçamento público – o que deve ter efeito sobre o volume de Capex e Opex.
Concessão problemática
Quando foram concedidos em 2008, num formato de concessão tradicional, os cerca de 200 quilômetros da BR-393 ofertados à época foram arrematados pela Acciona, que depois vendeu a operação à K-Infra – uma empresa sem qualquer experiência em gestão de rodovias, retirada posteriormente do contrato em processo de caducidade concluído em junho do ano passado após um longo histórico de conflito e acusação de inadimplência por parte do poder público contra a operadora.
Outra diferença na nova concessão é que o traçado será modificado. O trecho repassado à iniciativa privada no passado parava no meio de Volta Redonda (RJ), faltando pouco mais de dez quilômetros para a ligação com a BR-116. O plano é que a futura operadora administre tanto o trecho da “rodovia do contorno”, mais voltado ao transporte de carga, como o pedaço que parte de dentro da área urbana.
Além disso, há chance de, na parte de cima da concessão, que faz divisa com Minas Gerais, o traçado não considerar um pedaço de pouco menos de dez quilômetros da região de Além Paraíba (MG) que atravessava parte da operação da EcoRioMinas, responsável por ligar Governador Valadares (MG) ao Sistema Rodoviário Rio de Janeiro. Embora este pequeno segmento ainda esteja no projeto, se houver sinal verde para que a EcoRodovias absorva o trecho, ele será retirado da modelagem da BR-393/RJ.
A rodovia, importante para municípios do interior do Rio de Janeiro, atende cidades históricas do Vale do Café. E, em Volta Redonda, está instalada a principal usina da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional).
Pontes
O governo também pretende modernizar os contratos relativos à manutenção de pontes em rodovias federais. O plano é lançar ainda em 2026 um pacote de leilões dessas construções que precisam ser recuperadas, divididos em oito lotes. Eles seguirão modelo semelhante ao do Crema.
Como os contratos serão mais longos, de até dez anos, a avaliação é que eles podem despertar o interesse de investidores de maior porte, inclusive de concessionárias, mesmo sendo regidos pela Lei de Licitações. Por isso, os projetos serão licitados na B3, em São Paulo.
O Ministério dos Transportes já identificou que cerca de 700 pontes de madeira ainda existentes nas rodovias federais do país precisam ser substituídas. O diagnóstico é que essas estruturas têm vida útil reduzida e estão concentradas em regiões com poucas empresas capazes de executar as manutenções, impondo custos elevados à União. A licitação em bloco é também uma forma de tentar ampliar a atratividade dos ativos.
Há também problemas com pontes de concreto que estão avaliadas como estando em risco de desabamento e, por isso, estão com o tráfego fechado ou restrito. Nesta década, pelo menos duas pontes em rodovias federais já desabaram, provocando mortes.
por imprensa | jul 30, 2026 | Logística, Notícias
A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística manifesta seu reconhecimento à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e aos demais órgãos de segurança pública envolvidos na denominada “Operação Metástase”, realizada em 21 de julho de 2026, que resultou na desarticulação de organização criminosa investigada por envolvimento em roubos de cargas de medicamentos destinados ao tratamento de pacientes com doenças graves.
A ação demonstra a capacidade técnica, investigativa e operacional das instituições públicas brasileiras e reafirma a importância do trabalho permanente desenvolvido pelas Polícias Judiciárias, Polícias Militares, Polícia Rodoviária Federal e demais instituições que integram o sistema de segurança pública e justiça criminal. A sociedade brasileira deve reconhecer e valorizar esses profissionais, que diariamente atuam na proteção da vida, do patrimônio e da ordem pública.
O episódio revela, entretanto, uma realidade que transcende os prejuízos econômicos normalmente associados ao roubo de cargas.
Quando organizações criminosas subtraem medicamentos destinados ao tratamento de pacientes oncológicos e de outras enfermidades graves, o crime ultrapassa a esfera patrimonial. Trata-se de uma conduta que compromete a saúde pública, coloca em risco a eficácia terapêutica de medicamentos que exigem rigorosas condições de transporte e armazenamento, e ameaça a esperança de milhares de pessoas que dependem desses tratamentos para preservar a vida e a dignidade.
Não se trata apenas de cargas. Trata-se de vidas.
Há décadas, a NTC&Logística, juntamente com suas Federações, Sindicatos e empresas associadas, atua de forma permanente na defesa da segurança do transporte rodoviário de cargas. O setor investe continuamente em gerenciamento de risco, rastreamento, monitoramento eletrônico, capacitação profissional, inteligência logística e tecnologias destinadas à proteção dos motoristas, das cargas e da sociedade.
Paralelamente, desenvolve permanente atuação institucional junto aos Poderes Executivo e Legislativo, contribuindo para o aperfeiçoamento de políticas públicas, da legislação e dos mecanismos de cooperação entre o setor produtivo e os órgãos de segurança pública, sempre com o objetivo de reduzir a criminalidade e fortalecer a segurança logística nacional.
O caso ora divulgado evidencia, mais uma vez, que o combate ao roubo de cargas deve alcançar toda a cadeia criminosa.
É indispensável que a repressão recaia não apenas sobre aqueles que executam materialmente os roubos, mas igualmente sobre os receptadores, intermediários, empresas de fachada e todos aqueles que ocultam, adulteram, redistribuem ou comercializam produtos de origem criminosa, alimentando economicamente organizações criminosas que colocam em risco a segurança da população.
Sem receptação, não há mercado para o roubo.
A NTC&Logística reafirma seu compromisso histórico com a segurança pública, com a proteção da cadeia logística nacional e com a defesa da sociedade brasileira, colocando-se, como sempre, à disposição das autoridades públicas para contribuir com iniciativas voltadas ao enfrentamento qualificado e permanente do roubo de cargas e da receptação.
O Transporte Rodoviário de Cargas é setor essencial, não movimentando apenas mercadorias. Transporta medicamentos, alimentos, insumos estratégicos, impulsiona o desenvolvimento econômico e, em inúmeras situações, conduz a própria esperança de milhões de brasileiros.
Por essa razão, proteger a logística nacional é, acima de tudo, proteger a sociedade.
Brasília, 30 de julho de 2026.
NTC&Logística
Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
por imprensa | jul 30, 2026 | Eventos, Notícias
Evento promovido pela NTC&Logística aprofundará o debate sobre segurança pública, inteligência e ações integradas para o enfrentamento aos crimes contra o Transporte Rodoviário de Cargas
A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) realizará, no dia 6 de agosto de 2026, em sua subsede, em São Paulo (SP), o 3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). Consolidado no calendário institucional da entidade, o Encontro tem como objetivo ampliar o debate sobre os crimes que impactam a cadeia logística nacional, reunindo empresários, executivos, representantes de entidades do setor, autoridades públicas, forças de segurança e especialistas de diversas regiões do Brasil.
O evento contará com painéis temáticos, debates técnicos, apresentação de soluções tecnológicas e espaços de integração entre os setores público e privado, com foco na prevenção e no combate ao roubo, furto e receptação de cargas. A programação também abordará a atuação das organizações criminosas, os desafios enfrentados pelas empresas transportadoras e a construção de propostas voltadas ao fortalecimento da segurança no transporte rodoviário de cargas.
De acordo com o Diagnóstico Nacional do Roubo de Cargas, desenvolvido pela Assessoria de Segurança da NTC&Logística, foram registradas 8.570 ocorrências de roubo de cargas em 2025, uma redução de 16,7% em comparação com 2024. Apesar da queda dos registros, o impacto econômico permanece elevado. O prejuízo direto estimado é de aproximadamente R$ 900 milhões, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão quando considerados os efeitos indiretos, como o aumento dos custos operacionais, dos seguros e o reflexo no preço final dos produtos.
Desde 1998, a NTC&Logística desenvolve, por meio de sua Assessoria de Segurança, ações permanentes voltadas ao enfrentamento dos crimes praticados contra o transporte rodoviário de cargas. Ao longo dessa trajetória, a entidade tem atuado na elaboração de estudos técnicos, propostas legislativas, diagnósticos nacionais, articulações institucionais e iniciativas que contribuem para o fortalecimento da segurança pública, da atividade transportadora e da cadeia logística brasileira.
As inscrições para o 3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas estão disponíveis, clicando aqui.
Programação Preliminar
8h – Credenciamento
8h30 às 9h – Abertura
9h às 9h20 – Segurança Logística, Crime Organizado e Mercados Ilícitos: Contextualização e Desafios para o Brasil
Palestrante:
Dr. Waldomiro Milanesi
Delegado de Polícia e Especialista em Segurança
9h20 às 10h10 – Impactos da Criminalidade sobre a Produção, a Circulação e o Desenvolvimento Econômico
Palestrante:
Cassio Augusto Muniz Borges
Assessor Especial da Presidência da CNI – Confederação Nacional da Indústria
10h10 às 11h – Segurança Pública, Crime Organizado e os Desafios Contemporâneos do Estado Brasileiro
Palestrante:
Dr. Lincoln Gakiya
Promotor de Justiça, integrante do GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado -Ministério Público do Estado de São Paulo
11h às 11h50 – Diagnósticos e Tendências da Criminalidade no Brasil: Impactos sobre a Segurança Pública, a Economia e o Desenvolvimento Nacional
Palestrante:
Renato Sérgio de Lima
Presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública – FBSP
11h50 às 12h40 – Políticas Públicas de Segurança e Integração Institucional
Palestrante:
Francisco Lucas Costa Veloso
Secretário Nacional de Segurança Pública – SENASP / MJSP
12h40 às 13h – Encerramento
Realização
Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística
Apoio Institucional
Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL)
Fundação Memória do Transporte – FuMTran
por imprensa | jul 30, 2026 | Notícias, Outros
Nova iniciativa busca fortalecer a gestão de pessoas no Transporte Rodoviário de Cargas, promovendo a troca de experiências, o desenvolvimento de boas práticas e a construção de soluções para os desafios do setor
A NTC&Logística está ampliando sua atuação em temas estratégicos para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), com a criação do Comitê de Recursos Humanos, uma iniciativa voltada à integração dos profissionais responsáveis pela gestão de pessoas nas empresas e entidades associadas à entidade.
O novo Comitê nasce com o propósito de criar um ambiente permanente de diálogo, colaboração e construção coletiva, reunindo especialistas em Recursos Humanos para debater os principais desafios da área, compartilhar experiências, identificar tendências e desenvolver propostas que contribuam para o fortalecimento da gestão de pessoas no setor.
A iniciativa reforça o compromisso da NTC&Logística em apoiar o desenvolvimento do capital humano, reconhecendo que pessoas qualificadas, ambientes de trabalho saudáveis e práticas modernas de gestão são fatores essenciais para a competitividade, a sustentabilidade e o futuro do TRC.
Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, a criação do Comitê representa mais um passo importante na evolução institucional da entidade. “As pessoas são o maior patrimônio das organizações e, no Transporte Rodoviário de Cargas, investir na gestão de talentos tornou-se uma necessidade estratégica. Com a criação do Comitê de Recursos Humanos, queremos reunir profissionais que vivem os desafios do dia a dia para construir soluções, compartilhar conhecimento e fortalecer, de forma colaborativa, a gestão de pessoas em todo o setor. A participação das empresas e entidades associadas será fundamental para o sucesso dessa iniciativa”, destaca Rebuzzi.
Convite às empresas e entidades associadas
A NTC&Logística convida suas empresas e entidades associadas a indicarem o profissional responsável pela área de Recursos Humanos ou o colaborador que atue diretamente na gestão de pessoas, para integrar o Comitê.
Os participantes terão a oportunidade de:
- contribuir para a construção de diretrizes e boas práticas para o setor;
- acompanhar debates sobre os principais temas relacionados à gestão de pessoas;
- compartilhar experiências com profissionais de diferentes regiões do país;
- ampliar o relacionamento com especialistas e lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas.
As indicações deverão ser realizadas por meio do formulário disponibilizado pela entidade, até o dia 14 de agosto, no link: https://forms.gle/dW7ys3SX5Y29GdLy7
A NTC&Logística reforça o convite para que suas empresas e entidades associadas participem dessa iniciativa e contribuam para o fortalecimento da gestão de pessoas no Transporte Rodoviário de Cargas, promovendo o desenvolvimento de práticas que atendam às demandas atuais e futuras do setor.
por imprensa | jul 30, 2026 | Logística, Notícias
Publicação reúne propostas para orientar políticas públicas e aperfeiçoar o ambiente de negócios; documento será entregue aos candidatos à Presidência da República durante o Fórum CNT de Debates
O fortalecimento do transporte e da logística é condição indispensável para aumentar a competitividade da economia, reduzir o custo Brasil e impulsionar o desenvolvimento sustentável do país. Com esse entendimento, a CNT lança a publicação O Transporte Move o Brasil – Propostas da CNT ao País. O documento será entregue aos candidatos à Presidência da República durante o Fórum CNT de Debates, em agosto, em Brasília.
Elaborada em conjunto com as entidades representativas do transporte, a publicação apresenta propostas para enfrentar os principais desafios da infraestrutura e da logística brasileiras. As recomendações abrangem temas como ampliação dos investimentos, modernização do ambiente regulatório, segurança pública, transição energética, desenvolvimento humano, relações de trabalho e fortalecimento dos diferentes modos de transporte.
A CNT defende que o transporte passe a ocupar posição estratégica na agenda nacional, com políticas públicas permanentes, planejamento de longo prazo e maior previsibilidade para os investimentos. A entidade também propõe ampliar a participação da iniciativa privada na expansão da infraestrutura e fortalecer a integração entre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.
“O transporte é um vetor estratégico para o desenvolvimento de uma nação e deve ocupar posição central na agenda de Estado brasileira. É urgente que o Brasil priorize, de forma contínua e coordenada, o planejamento de longo prazo e a execução de políticas públicas voltadas à modernização, à redução da insegurança jurídica e à integração do sistema de transporte”, afirma o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa.
A publicação também evidencia a dimensão econômica do setor. A CNT representa mais de 198 mil empresas de transporte, presentes em 98,1% dos municípios brasileiros e responsáveis pela geração de mais de 2,9 milhões de empregos formais.
Agenda para o desenvolvimento
As propostas estão organizadas em eixos estratégicos voltados ao aumento da competitividade do país e à melhoria da eficiência logística.
Na área de infraestrutura, a CNT defende a recomposição dos investimentos públicos, a aprovação da PEC nº 1/2021 (PEC da Infraestrutura), a destinação integral dos recursos da Cide-combustíveis para obras de transporte e subsídios ao transporte público coletivo, além da ampliação das fontes de financiamento por meio do mercado de capitais, de organismos multilaterais e de operações estruturadas.
No ambiente institucional, a entidade propõe aperfeiçoar os marcos regulatórios, ampliar a segurança jurídica, fortalecer a participação do setor produtivo na formulação de políticas públicas e expandir a representação do transporte em colegiados estratégicos.
Na segurança pública, o documento recomenda o endurecimento das penas para roubos de cargas e crimes contra profissionais do transporte, o reforço do policiamento ostensivo nas rodovias, ferrovias e hidrovias, e medidas para ampliar a proteção da infraestrutura logística nacional.
A agenda também contempla propostas voltadas à descarbonização do transporte, com incentivo à renovação das frotas, ampliação da participação dos modos ferroviário e aquaviário, desenvolvimento de infraestrutura resiliente às mudanças climáticas e aperfeiçoamento dos instrumentos de financiamento da transição energética.
No eixo do desenvolvimento humano, a Confederação defende o fortalecimento das políticas de qualificação profissional, saúde e segurança dos trabalhadores, além da preservação do modelo de atuação do SEST SENAT, reconhecido como referência na formação e no atendimento aos profissionais do setor.
Documento orienta debate sobre o futuro do transporte
Segundo a CNT, a publicação busca contribuir para a construção de uma política de Estado para o transporte, baseada em planejamento, continuidade administrativa e investimentos capazes de ampliar a competitividade da economia brasileira.
As diretrizes apresentadas em O Transporte Move o Brasil – Propostas da CNT ao País são complementadas pelo Plano CNT de Transporte e Logística 2026, estudo técnico que reúne os projetos prioritários para superar os gargalos da infraestrutura nacional e orientar os investimentos necessários ao desenvolvimento do país.
por imprensa | jul 30, 2026 | Combustíveis, Notícias
Entre a urgência climática e os desafios das estradas, o Brasil busca caminhos para que o transporte de cargas não impacte o meio ambiente, mas esbarra no alto custo das novas tecnologias e na falta de políticas públicas, segundo especialistas
Mais de uma década após a assinatura do Acordo de Paris, em 2015, tratado internacional que estabelece metas para reduzir as emissões de dióxido de carbono, o Brasil segue estacionado nas políticas e nas iniciativas práticas para descarbonizar o transporte rodoviário de cargas. Embora o país tenha mais de 3,2 milhões de caminhões em circulação, apenas 0,075% utiliza tecnologias de baixa emissão: são cerca de 2,4 mil veículos nessa categoria. No Distrito Federal, o cenário se repete, com apenas 14 caminhões verdes, entre os quase 30 mil registrados, segundo o Ministério dos Transportes.
Dados mais recentes do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima, revelam que o Brasil foi responsável pela emissão de 221,4 milhões de toneladas de gases de efeito estufa. Desse total, o transporte rodoviário – que inclui, além de caminhões, todos os tipos de veículos – respondeu por 204,1 milhões de toneladas, consolidando-se como a principal fonte de emissões do setor.
Mestre em Transportes pela Universidade de Brasília (UnB), Bruno Batista afirma que o transporte rodoviário é o principal responsável por esse cenário. “Algo em torno de 48% das emissões do transporte rodoviário vêm dos veículos leves, de passeio, que são muito numerosos. Outros 44% ficam por conta dos veículos pesados, que são abastecidos, em sua maioria, por diesel”, completou.
O caminho do futuro
O Correio conversou com gestores de empresas para entender como os avanços e os entraves afetam o setor no dia a dia das corporações. A Braspress – empresa de transporte de encomendas –, por exemplo, deu início à eletrificação da frota há cinco anos. Dos 3.090 veículos, 30 são elétricos, entre vans e caminhões de pequeno porte. “Dentro da estratégia de descarbonização das operações urbanas, a companhia vem incorporando caminhões elétricos em rotas específicas, especialmente em grandes centros, onde esse tipo de tecnologia apresenta maior eficiência operacional e ambiental”, afirmou o diretor de Operações da empresa, Luiz Carlos Lopes.
Os benefícios da troca gradual dos veículos não deixam dúvidas de que esse é o caminho para o futuro. “Além da redução das emissões, os veículos elétricos são menos barulhentos, o custo de manutenção chega a ser 50% menor, e eles são mais eficientes em curtas e médias distâncias”, afirmou Lopes. “Os elétricos são mais compactos e possuem menos complexidade na sua conceituação”, completou.
No entanto, há entraves que limitam o avanço de uma tecnologia verde alinhada às necessidades do planeta. “O alto custo do investimento inicial – que varia entre 50% e 60% mais caro do que os (veículos) movidos a combustão – e a (falta de) infraestrutura nacional de recarga são os principais desafios hoje. Este último afeta a autonomia do veículo pela necessidade de recarga das baterias.”
Apesar dos obstáculos, a empresa pretende dobrar a frota elétrica nos próximos anos. “A eletrificação é um processo contínuo e estratégico para o futuro da companhia”, disse o diretor, ressaltando que a expansão dependerá da evolução do mercado no que diz respeito às opções de veículos e preços e de melhoria da infraestrutura. “(Em âmbito nacional), a transição depende não apenas das empresas, mas também da evolução da infraestrutura nacional e de políticas públicas de incentivo ao setor”, destacou.
por imprensa | jul 30, 2026 | Logística, Notícias
Estudo reúne 2.837 projetos em todos os modos de transporte e apresenta carteira técnica para ampliar a competitividade, reduzir custos logísticos e integrar a infraestrutura nacional
O Brasil precisa investir R$ 2,03 trilhões para superar os principais gargalos da infraestrutura de transporte e logística. Essa é a principal conclusão do Plano CNT de Transporte e Logística 2026, estudo elaborado pela CNT que reúne 2.837 projetos prioritários para ampliar a eficiência do sistema de transporte, reduzir os custos logísticos e fortalecer a competitividade da economia brasileira.
Lançado juntamente com a publicação O Transporte Move o Brasil – Propostas da CNT ao País, o Plano CNT apresenta uma carteira técnica de investimentos construída com base em critérios de viabilidade, integração entre os modos de transporte e potencial de desenvolvimento econômico e social. O documento será apresentado durante o Fórum CNT de Debates, nos dias 18 e 19 de agosto, em Brasília.
Nesta sétima edição do estudo, o levantamento contempla 2.509 projetos de Integração Nacional e 328 projetos de mobilidade urbana, abrangendo rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos e sistemas de transporte público coletivo.
“Planejar é condição indispensável para transformar a infraestrutura brasileira. O estudo prioriza intervenções capazes de promover maior integração entre os modos de transporte, reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade da economia e tornar a infraestrutura mais resiliente e sustentável”, afirma o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa.
Carteira técnica orienta prioridades
O Plano CNT de Transporte e Logística é elaborado a partir da atualização dos projetos das edições anteriores, da análise de programas estratégicos do governo federal e das demandas apresentadas pelas entidades representativas do setor transportador.
Nesta edição, também foram incorporadas iniciativas previstas no Novo PAC, no Plano Nacional de Logística (PNL 2035) e em outros planejamentos setoriais, além de intervenções destinadas a solucionar problemas identificados pela Pesquisa CNT de Rodovias.
A metodologia busca priorizar empreendimentos capazes de promover maior integração entre os diferentes modos de transporte, ampliar a capacidade logística, reduzir tempos de deslocamento e elevar a eficiência da matriz nacional.
Segundo a CNT, o estudo demonstra que o enfrentamento do déficit histórico de infraestrutura depende de planejamento de longo prazo, estabilidade regulatória e continuidade dos investimentos públicos e privados.
Investimentos para aumentar a competitividade
O Plano reforça que a infraestrutura de transporte é um dos principais fatores para a competitividade do país. Uma rede logística mais eficiente reduz custos operacionais, amplia a produtividade das empresas, melhora o acesso aos mercados consumidores e fortalece a inserção do Brasil no comércio internacional.
Além de orientar investimentos públicos, o estudo também serve como referência para projetos de concessão, parcerias público-privadas e outras formas de participação da iniciativa privada na expansão da infraestrutura nacional.
Para a CNT, a combinação entre planejamento técnico, ambiente regulatório estável e ampliação das fontes de financiamento é fundamental para acelerar a execução das obras e garantir maior eficiência ao sistema de transporte.
Principais números do Plano CNT 2026
- R$ 2,03 trilhões em investimentos estimados;
- 2.837 projetos em todo o país;
- 2.509 projetos de Integração Nacional;
- 328 projetos de mobilidade urbana;
- projetos distribuídos entre os modais rodoviário, ferroviário, aquaviário e aéreo;
- carteira construída com base em estudos técnicos, programas federais e demandas do setor transportador.
O Plano CNT de Transporte e Logística 2026 complementa a publicação O Transporte Move o Brasil – Propostas da CNT ao País, detalhando os investimentos considerados prioritários para transformar a infraestrutura brasileira e impulsionar o desenvolvimento econômico.
por imprensa | jul 30, 2026 | Notícias, Rodoviário
Expansão do porto reforça necessidade de modernizar a BR-277, pátios de triagem e integração entre rodovia e ferrovia
O ciclo de R$ 6,8 bilhões em investimentos no Porto de Paranaguá recolocou a infraestrutura de acesso ao complexo portuário no centro das discussões sobre a competitividade logística brasileira. Enquanto a autoridade portuária amplia a capacidade operacional, moderniza a infraestrutura e investe na expansão ferroviária, representantes do transporte rodoviário alertam que os ganhos poderão ser limitados se não forem acompanhados por melhorias na BR-277, nos pátios de triagem e nos sistemas de acesso aos terminais.
O debate ganhou força em um momento de expansão das operações do porto. Em 2025, os portos paranaenses movimentaram o recorde de 73,5 milhões de toneladas, volume 10,1% superior ao registrado no ano anterior. A pressão também se refletiu na infraestrutura terrestre: o Pátio Público de Triagem de Paranaguá recebeu 507.915 caminhões ao longo do ano, crescimento de 29,5% sobre 2024. Em um único dia, o complexo registrou a entrada de 2.523 veículos carregados com grãos e farelos, acima da capacidade diária para a qual foi projetado.
O tema foi discutido durante o painel “Multimodalidade e Eficiência Logística”, realizado no Centro-Oeste Export, em Rio Verde (GO). Segundo Luiz Gustavo Nery, vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR), a eficiência logística deve ser medida por toda a cadeia operacional, desde a origem da carga até o retorno do veículo.
“O porto pode ampliar sua capacidade de recepção e embarque, mas, se o caminhão continuar levando horas para entrar ou sair, o investimento não se traduz em eficiência. Terminal, rodovia, pátio de triagem e sistemas de agendamento precisam funcionar como um fluxo contínuo”, afirmou.
Entre os principais projetos em andamento está o Moegão, complexo ferroviário que recebeu investimentos superiores a R$ 650 milhões e terá capacidade para movimentar até 24 milhões de toneladas de grãos e farelos por ano. Para o dirigente do SETCEPAR, a expansão da ferrovia contribuirá para redistribuir parte do fluxo de cargas durante a safra, mas não elimina a necessidade de investimentos nos acessos rodoviários.
“A ferrovia é essencial para cargas de grande volume, mas o transporte rodoviário continuará desempenhando papel estratégico na coleta da produção, na movimentação de contêineres e nas operações que exigem capilaridade. Os diferentes modais precisam atuar de forma complementar”, destacou.
A discussão ocorre em um cenário de crescente concorrência entre os corredores de exportação brasileiros. Em 2025, os portos do Arco Norte responderam por 36,2% das exportações nacionais de soja e por 48% dos embarques de milho, enquanto Paranaguá concentrou 13,4% e 10,4%, respectivamente.
Outro tema abordado durante o encontro foi a medida provisória que altera as regras do piso mínimo do frete rodoviário. Representantes do setor defenderam que os impactos da nova regulamentação sobre operações multimodais sejam avaliados para evitar perda de competitividade em cadeias logísticas que integram rodovia, ferrovia e cabotagem.
por imprensa | jul 29, 2026 | Notícias, Pesquisas NTC
A NTC&Logística deu início a uma nova edição da Pesquisa de Mercado do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), com o objetivo de avaliar o cenário econômico do setor no primeiro semestre de 2026 e reunir informações estratégicas sobre os desafios, oportunidades e tendências que impactam as empresas transportadoras em todo o país.
O levantamento será realizado por meio de um questionário objetivo e de fácil preenchimento, composto por perguntas de múltipla escolha. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre a realidade do transporte rodoviário de cargas, contribuindo para a elaboração de análises, estudos e ações voltadas ao fortalecimento do setor.
A participação das empresas é fundamental para garantir a representatividade dos dados coletados e permitir a construção de um panorama atualizado e confiável da atividade transportadora no Brasil. As informações obtidas também servirão de base para discussões institucionais e para o desenvolvimento de estratégias que atendam às demandas do segmento.
Os resultados consolidados da pesquisa serão apresentados durante a segunda edição de 2026 do CONET&Intersindical (Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado), que será realizada no dia 27 de agosto, em Ouro Preto (MG).
A NTC&Logística convida todas as empresas transportadoras a participarem da pesquisa e contribuírem para o fortalecimento da representação e do desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas.
Acesse o questionário e participe:
https://forms.gle/ktGbDcBM3KQfMPyB7
por imprensa | jul 29, 2026 | Notícias, Outros
Nova etapa do programa passa a medir o impacto das ações educativas e amplia foco na redução dos prejuízos causados pelos acidentes em rodovias
O SEST SENAT encerrou o primeiro semestre de 2026 com 697.809 atendimentos presenciais e online realizados em campanhas de educação para o trânsito e prevenção de acidentes. O resultado marca o início de uma nova fase do programa, que passa a priorizar a mensuração dos impactos das ações educativas e o fortalecimento de estratégias voltadas à redução dos custos econômicos e sociais dos acidentes nas rodovias brasileiras.
A reformulação ocorre em um cenário que inspira atenção. Em 2024, os acidentes nas rodovias geraram R$ 16,79 bilhões em prejuízos ao país, valor superior ao investimento realizado pelo governo federal em infraestrutura viária no mesmo período.
A partir de julho, as ações do Programa CNT SEST SENAT de Prevenção de Acidentes passam a ser realizadas em três formatos, definidos conforme o perfil do público e as características de cada operação: palestras rápidas, rodas de conversa em empresas e instituições parceiras, e abordagens diretas, com orientações personalizadas aos participantes.
A principal novidade é a adoção de um sistema de avaliação antes e depois das atividades. O objetivo é mensurar o ganho de conhecimento dos participantes e a mudança na percepção dos riscos no trânsito, permitindo aperfeiçoar continuamente as estratégias de prevenção.
“A prevenção de acidentes entra em uma nova etapa, mais estruturada e baseada em evidências. Nosso foco é levar informação de qualidade, de forma acessível, e acompanhar os resultados dessas iniciativas ao longo do tempo, ampliando o impacto positivo na segurança viária”, afirma Nicole Goulart, diretora executiva nacional do SEST SENAT.
Após registrar mais de 1,2 milhão de atendimentos em 2025, o SEST SENAT estabeleceu, para este ano, a meta de atender 842.960 pessoas, priorizando a qualidade das intervenções e seus resultados para as empresas de transporte e para a sociedade.
Entre janeiro e junho, já foram realizados 697.809 atendimentos. Desse total, 135.378 contemplaram trabalhadores do transporte, e 562.431 alcançaram moradores de comunidades localizadas nas áreas de atuação das campanhas.
As ações de campo também serão ampliadas em parceria com o ONSV (Observatório Nacional de Segurança Viária), fortalecendo iniciativas de conscientização e gestão de riscos junto aos profissionais do transporte.
Tecnologia amplia alcance das ações
Além das atividades presenciais, o SEST SENAT investe em soluções tecnológicas para ampliar a efetividade das campanhas de prevenção.
O projeto Saúde Conectada – Prevenção de Acidentes utiliza recursos de realidade virtual para simular situações críticas enfrentadas no trânsito. Em um ambiente seguro, motoristas e trabalhadores do transporte vivenciam cenários que reproduzem os efeitos da embriaguez ao volante, da sonolência, da distração causada pelo uso do celular e da falta do cinto de segurança.
A proposta é tornar o aprendizado mais imersivo e estimular mudanças de comportamento por meio da experiência prática, fortalecendo a cultura de prevenção e segurança viária.
Infraestrutura continua sendo desafio
A qualificação dos motoristas ocorre em um contexto de deficiências persistentes da infraestrutura rodoviária. A Pesquisa CNT de Rodovias 2025 mostra que 62,1% da extensão avaliada apresenta estado regular, ruim ou péssimo.
O levantamento também identificou 2.146 pontos críticos, apontou que 45,8% das rodovias não possuem acostamento e verificou que 29% das curvas perigosas carecem de sinalização adequada.
Os dados evidenciam que a redução dos acidentes depende de uma combinação entre infraestrutura de qualidade, educação permanente e adoção de práticas seguras por parte dos usuários das rodovias. Nesse contexto, o fortalecimento das ações de prevenção torna-se um componente estratégico para aumentar a segurança viária e reduzir os impactos econômicos dos acidentes.
por imprensa | jul 29, 2026 | Notícias, Outros
Londrina e região enfrentam alta procura por caminhões durante a safra; setor aponta gargalos estruturais e custos operacionais como fatores que pressionam o valor do frete
O agronegócio paranaense segue como o grande motor do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) no estado, mas o crescimento acelerado da produção vem expondo os limites da infraestrutura logística regional. No Norte do Paraná, polo estratégico que conecta a produção rural aos portos e centros consumidores, a alta na demanda por caminhões durante os períodos de safra provocou uma valorização expressiva do frete. Movimento que, segundo especialistas, reflete mais a recomposição de custos do que o aumento da margem de lucro das transportadoras.
O Paraná está entre os maiores produtores agropecuários do Brasil, e o transporte rodoviário é o principal modal utilizado para escoar grãos, insumos e produtos industrializados. De acordo com André Ribeiro, diretor regional da unidade de Londrina do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR), “o agronegócio é um dos principais motores do Transporte Rodoviário de Cargas no Paraná. Grande parte da produção agrícola e agroindustrial do estado depende dos caminhões para chegar aos centros de distribuição, indústrias, cooperativas, portos e mercados consumidores”.
Cidades como Londrina exercem papel central nessa engrenagem. A região funciona como um hub logístico que interliga a produção rural aos corredores de exportação, movimentando não apenas o setor de transportes, mas toda a economia regional.
Demanda aquecida e capacidade no limite
Com o avanço da produção agropecuária, a procura por transporte disparou, especialmente nos picos de safra. As transportadoras têm conseguido atender à demanda, mas com esforço operacional redobrado. “É necessário reorganizar frotas, otimizar rotas, ampliar o planejamento das operações e investir continuamente em tecnologia e gestão”, explica Ribeiro.
No entanto, a capacidade de resposta do setor esbarra em limitações estruturais. A escassez de motoristas qualificados, as filas para carga e descarga, as restrições de infraestrutura rodoviária e os gargalos nos principais corredores logísticos reduzem a produtividade dos caminhões e pressionam os custos operacionais.
A alta do frete: muito além da lei da oferta e da procura
A valorização do frete agrícola costuma ser atribuída exclusivamente à maior disputa por veículos durante a safra. Mas a realidade é mais complexa. Diesel, pedágios, manutenção da frota, seguros, impostos, mão de obra e gerenciamento de risco compõem uma cesta de custos que impacta diretamente o valor final do serviço.
“A alta do frete demonstra que a demanda por transporte cresceu em ritmo superior à capacidade operacional disponível. O Norte do Paraná é um importante polo agroindustrial, porém enfrenta limitações na oferta de caminhões, escassez de motoristas qualificados e pressão sobre corredores logísticos que ligam a região aos portos e centros consumidores”, destaca o diretor do SETCEPAR.
Além disso, a perda de produtividade ao longo da operação tem peso significativo na equação. Cada hora adicional de espera em terminais reduz o número de viagens possíveis e eleva o custo de cada deslocamento. “Muitas vezes, o reajuste do frete não representa aumento da margem de lucro, mas apenas a recomposição dos custos necessários para manter a operação funcionando com segurança e eficiência”, esclarece Ribeiro.
ICMS zero: previsibilidade para a cadeia
A prorrogação da isenção do ICMS até 31 de dezembro trouxe alívio e previsibilidade para o setor. Com um ambiente tributário mais estável, produtores e agroindústrias tendem a manter o ritmo de investimentos, o que gera reflexos positivos para a logística: mais movimentação de cargas, mais demanda por transporte, armazenagem e distribuição.
Contudo, Ribeiro ressalta que o incentivo fiscal, isoladamente, não resolve os problemas estruturais. “Para que esses benefícios sejam plenamente aproveitados, é fundamental que o incentivo tributário venha acompanhado de investimentos em infraestrutura, qualificação profissional e melhoria da eficiência logística da região.”
Perspectivas para 2026 e 2027
As expectativas para o segundo semestre de 2026 e para o ano de 2027 são positivas. O Paraná mantém uma produção agropecuária forte e competitiva, e o agronegócio deve continuar impulsionando o transporte rodoviário de cargas. A tendência é de continuidade na movimentação de grãos, insumos e produtos industrializados.
No entanto, o crescimento sustentável do setor dependerá de avanços em temas estruturais: ampliação da infraestrutura logística, melhoria dos corredores rodoviários, formação de mão de obra qualificada e ganhos de eficiência operacional. “O transporte está preparado para acompanhar esse desenvolvimento, mas sua competitividade dependerá de investimentos que permitam aumentar a capacidade de escoamento e reduzir os gargalos existentes”, conclui o diretor regional do SETCEPAR.
por imprensa | jul 29, 2026 | Notícias, Outros
Levantamento identifica quase 5 mil oportunidades abertas, enquanto o Brasil enfrenta déficit superior a 120 mil profissionais
A escassez de motoristas profissionais continua sendo um dos principais gargalos da logística brasileira. Levantamento divulgado pelo Infojobs mostra que há 4.966 vagas abertas para motoristas em todo o país, com salário médio de R$ 2.850 mensais. Mais do que indicar aquecimento do mercado de trabalho, o número reforça um problema que transportadoras e empresas de ônibus vêm enfrentando há anos: preencher essas vagas tornou-se cada vez mais difícil.
O desafio ocorre justamente em um setor responsável por aproximadamente 65% de toda a carga movimentada no Brasil e por mais de R$ 1 trilhão em mercadorias transportadas anualmente, segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT). Ao mesmo tempo, entidades do setor estimam que o país conviva atualmente com um déficit superior a 120 mil motoristas profissionais, situação que já impacta a disponibilidade de veículos, os custos operacionais e a eficiência das cadeias logísticas.
A escassez de mão de obra é resultado de uma combinação de fatores. O envelhecimento da categoria, a baixa entrada de jovens na profissão, os custos para obtenção e mudança de categoria da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), as despesas com cursos obrigatórios e as condições de trabalho nas estradas estão entre os principais motivos apontados por especialistas e entidades do setor. A dificuldade para conciliar as longas jornadas com a vida familiar e os problemas de segurança nas rodovias também contribuem para reduzir o interesse pela atividade.
Os dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) ajudam a dimensionar essa transformação. Na última década, o número de motoristas habilitados nas categorias profissionais caiu de aproximadamente 5,6 milhões para cerca de 4,4 milhões, enquanto a idade média dos condutores aumentou e a participação de jovens diminuiu, evidenciando a dificuldade de renovação da força de trabalho.
A preocupação com esse cenário levou, inclusive, o SEST SENAT a lançar, neste ano, o programa Mais Motoristas, voltado à ampliação do número de profissionais habilitados por meio do custeio da mudança de categoria da CNH e da capacitação para o exercício da profissão. A iniciativa busca reduzir uma das principais barreiras de entrada na carreira: o elevado custo para obtenção das habilitações C, D e E e das certificações exigidas para o transporte profissional.
Concentração das vagas
Segundo o levantamento do Infojobs, São Paulo concentra o maior volume de oportunidades, com 913 vagas abertas, reflexo do peso do estado na movimentação de cargas e passageiros. Na Região Sul, o Paraná reúne 390 vagas, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 343, e por Santa Catarina, com 317.
Em remuneração, Santa Catarina apresenta o maior salário médio entre os três estados, de R$ 3 mil mensais. No Paraná, a média é de R$ 2.850, enquanto no Rio Grande do Sul chega a R$ 2.736.
Embora o levantamento indique salário médio nacional de R$ 2.850, o valor engloba diferentes perfis de contratação e modalidades de transporte. Na prática, a remuneração varia conforme o segmento de atuação, o tipo de veículo conduzido, a região do país e a composição entre salário fixo, diárias, comissões e benefícios.
Desafio vai além do recrutamento
Para especialistas, a dificuldade de contratação não decorre da falta de vagas, mas da redução da oferta de profissionais qualificados. O envelhecimento da categoria, aliado à baixa reposição por novos motoristas, faz com que muitas empresas mantenham processos seletivos abertos durante meses.
O problema afeta tanto o transporte rodoviário de cargas quanto o de passageiros e tende a ganhar importância nos próximos anos, à medida que aumenta a demanda por serviços logísticos impulsionada pelo comércio eletrônico, pelo agronegócio e pela recuperação da atividade econômica. Nesse cenário, atrair, formar e reter motoristas passou a ser uma prioridade estratégica para transportadoras, operadores logísticos e empresas de transporte coletivo.
Os dados do Infojobs foram divulgados em referência ao Dia do Motorista, celebrado em 25 de julho, e reforçam que a falta de mão de obra continua sendo um dos principais desafios para a competitividade do transporte brasileiro.
por imprensa | jul 29, 2026 | Notícias, Rodoviário
Entenda quem participa, o que pode entrar na pauta e como o cidadão pode acompanhar esse espaço de fiscalização das rodovias concedidas
As 31 concessões de rodovias federais administradas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que somam cerca de 15,8 mil quilômetros de extensão, contam, cada uma, com uma Comissão Tripartite durante toda a vigência dos contratos.
O nome da comissão descreve exatamente sua composição: representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), da concessionária responsável pela rodovia e dos usuários e comunidades impactados pela via, escolhidos por um processo prévio de seleção.
O objetivo é acompanhar, de forma técnica e contínua, se as obrigações contratuais estão sendo cumpridas, e dar aos representantes dos usuários um canal formal para apresentar demandas relacionadas à rodovia.
Quem participa
Cada rodovia concedida tem sua própria Comissão Tripartite, instituída por portaria específica assim que o contrato começa a valer. A ANTT é representada por servidores da Coordenação de Fiscalização da Infraestrutura Rodoviária da unidade regional responsável pelo trecho, um deles designado coordenador dos trabalhos. A concessionária indica seus próprios representantes.
Os usuários e comunidades da região, por sua vez, são representados por instituições e entidades, como prefeituras, câmaras municipais, associações, sindicatos e organizações do setor produtivo com atuação na área de influência da rodovia. Também podem representar os usuários pessoas físicas que utilizam o serviço. Em temas que envolvem obrigações contratuais mais complexas, representantes técnicos e jurídicos também podem acompanhar as discussões.
O que entra na pauta
As pautas variam conforme a realidade de cada rodovia, mas costumam girar em torno de sinalização e segurança viária, pontos com histórico de acidentes, cronograma de obras, adequação de acessos urbanos e impactos operacionais durante as intervenções.
Quanto mais detalhada for a informação levada à comissão, é possível uma análise técnica mais rápida: vale informar a localização exata do problema, o quilômetro da rodovia e, se houver, registros ou fotos que ajudem a embasar a avaliação.
Quem convoca as reuniões é o coordenador dos trabalhos, sempre um servidor da ANTT designado para aquele contrato. A data, o horário e o local são definidos com antecedência e divulgados publicamente pela ANTT.
O Diário Oficial da União (DOU) entra em outro momento do processo: é lá que a ANTT publica o edital de chamamento público para selecionar, a cada dois anos, quem serão os representantes dos usuários na comissão. Pode se candidatar qualquer pessoa maior de idade que utilize os serviços da rodovia, ou entidades e associações que representem esses usuários, desde que comprovem essa relação.
A inscrição é feita pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI) da ANTT, com envio de documento de identificação e, no caso de entidades, comprovante de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e estatuto social que demonstre atuação na representação de usuários daquele serviço. A função é considerada serviço público relevante e não remunerado. Depois de selecionados, os representantes participam de todas as reuniões da comissão durante o mandato.
Como funciona na prática
A comissão se reúne, no mínimo, duas vezes por ano, com possibilidade de reuniões extraordinárias quando a ANTT ou pelo menos duas categorias de representantes de usuários solicitarem. Durante os encontros, os temas apresentados são debatidos tecnicamente e registrados em ata. A concessionária presta contas sobre o cumprimento das obrigações contratuais, e a comissão pode, inclusive, realizar inspeções na própria infraestrutura da rodovia, sob condução da ANTT, com o resultado formalizado em relatório.
As manifestações da comissão não têm poder de decisão automática: elas funcionam como recomendações, que podem ser direcionadas à ANTT, à concessionária ou a outros agentes envolvidos no serviço. Quando a comissão identifica indícios de irregularidade por parte da empresa responsável pela rodovia, deve notificar formalmente à ANTT, que conduz a apuração.
A comissão também é consultada, sem que sua opinião precise ser seguida, sempre que a concessionária propõe ajustes em projetos que possam afetar moradores do entorno da rodovia. As atas com os encaminhamentos definidos em cada reunião ficam públicas no painel da ANTT, o que permite acompanhar se as recomendações foram, de fato, cumpridas.
Por que isso importa para quem usa a rodovia
Quem trafega diariamente por uma rodovia concedida, mora perto dela ou representa uma comunidade impactada tem, na Comissão Tripartite, um canal formal para que sua demanda vire pauta técnica, e não apenas uma reclamação isolada. Um problema de sinalização, um ponto de acidentes recorrentes ou um acesso urbano mal planejado, levados à comissão com informações precisas, entram num processo com registro em ata, análise da concessionária e acompanhamento da ANTT ao longo de todo o contrato.
por imprensa | jul 28, 2026 | Notícias, Outros
Nova iniciativa busca fortalecer a gestão de pessoas no Transporte Rodoviário de Cargas, promovendo a troca de experiências, o desenvolvimento de boas práticas e a construção de soluções para os desafios do setor
A NTC&Logística está ampliando sua atuação em temas estratégicos para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), com a criação do Comitê de Recursos Humanos, uma iniciativa voltada à integração dos profissionais responsáveis pela gestão de pessoas nas empresas e entidades associadas à entidade.
O novo Comitê nasce com o propósito de criar um ambiente permanente de diálogo, colaboração e construção coletiva, reunindo especialistas em Recursos Humanos para debater os principais desafios da área, compartilhar experiências, identificar tendências e desenvolver propostas que contribuam para o fortalecimento da gestão de pessoas no setor.
A iniciativa reforça o compromisso da NTC&Logística em apoiar o desenvolvimento do capital humano, reconhecendo que pessoas qualificadas, ambientes de trabalho saudáveis e práticas modernas de gestão são fatores essenciais para a competitividade, a sustentabilidade e o futuro do TRC.
Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, a criação do Comitê representa mais um passo importante na evolução institucional da entidade. “As pessoas são o maior patrimônio das organizações e, no Transporte Rodoviário de Cargas, investir na gestão de talentos tornou-se uma necessidade estratégica. Com a criação do Comitê de Recursos Humanos, queremos reunir profissionais que vivem os desafios do dia a dia para construir soluções, compartilhar conhecimento e fortalecer, de forma colaborativa, a gestão de pessoas em todo o setor. A participação das empresas e entidades associadas será fundamental para o sucesso dessa iniciativa”, destaca Rebuzzi.
Convite às empresas e entidades associadas
A NTC&Logística convida suas empresas e entidades associadas a indicarem o profissional responsável pela área de Recursos Humanos ou o colaborador que atue diretamente na gestão de pessoas, para integrar o Comitê.
Os participantes terão a oportunidade de:
- contribuir para a construção de diretrizes e boas práticas para o setor;
- acompanhar debates sobre os principais temas relacionados à gestão de pessoas;
- compartilhar experiências com profissionais de diferentes regiões do país;
- ampliar o relacionamento com especialistas e lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas.
As indicações deverão ser realizadas por meio do formulário disponibilizado pela entidade, até o dia 14 de agosto, no link: https://forms.gle/dW7ys3SX5Y29GdLy7
A NTC&Logística reforça o convite para que suas empresas e entidades associadas participem dessa iniciativa e contribuam para o fortalecimento da gestão de pessoas no Transporte Rodoviário de Cargas, promovendo o desenvolvimento de práticas que atendam às demandas atuais e futuras do setor.
por imprensa | jul 28, 2026 | Eventos, Notícias
Evento promovido pela NTC&Logística aprofundará o debate sobre segurança pública, inteligência e ações integradas para o enfrentamento aos crimes contra o Transporte Rodoviário de Cargas
A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) realizará, no dia 6 de agosto de 2026, em sua subsede, em São Paulo (SP), o 3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). Consolidado no calendário institucional da entidade, o Encontro tem como objetivo ampliar o debate sobre os crimes que impactam a cadeia logística nacional, reunindo empresários, executivos, representantes de entidades do setor, autoridades públicas, forças de segurança e especialistas de diversas regiões do Brasil.
O evento contará com painéis temáticos, debates técnicos, apresentação de soluções tecnológicas e espaços de integração entre os setores público e privado, com foco na prevenção e no combate ao roubo, furto e receptação de cargas. A programação também abordará a atuação das organizações criminosas, os desafios enfrentados pelas empresas transportadoras e a construção de propostas voltadas ao fortalecimento da segurança no transporte rodoviário de cargas.
De acordo com o Diagnóstico Nacional do Roubo de Cargas, desenvolvido pela Assessoria de Segurança da NTC&Logística, foram registradas 8.570 ocorrências de roubo de cargas em 2025, uma redução de 16,7% em comparação com 2024. Apesar da queda dos registros, o impacto econômico permanece elevado. O prejuízo direto estimado é de aproximadamente R$ 900 milhões, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão quando considerados os efeitos indiretos, como o aumento dos custos operacionais, dos seguros e o reflexo no preço final dos produtos.
Desde 1998, a NTC&Logística desenvolve, por meio de sua Assessoria de Segurança, ações permanentes voltadas ao enfrentamento dos crimes praticados contra o transporte rodoviário de cargas. Ao longo dessa trajetória, a entidade tem atuado na elaboração de estudos técnicos, propostas legislativas, diagnósticos nacionais, articulações institucionais e iniciativas que contribuem para o fortalecimento da segurança pública, da atividade transportadora e da cadeia logística brasileira.
As inscrições para o 3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas estão disponíveis, clicando aqui.
Programação Preliminar
8h
Credenciamento
8h30 às 9h
Abertura
9h às 9h20
Segurança Logística, Crime Organizado e Mercados Ilícitos: Contextualização e Desafios para o Brasil
Expositor:
Dr. Waldomiro Milanesi
Delegado de Polícia e Especialista em Segurança
9h20 às 10h10
Impactos da Criminalidade sobre a Produção, a Circulação e o Desenvolvimento Econômico
Expositor convidado:
Cassio Augusto Muniz Borges
Assessor Especial da Presidência da CNI – Confederação Nacional da Indústria
10h10 às 11h
Segurança Pública, Crime Organizado e os Desafios Contemporâneos do Estado Brasileiro
Expositor convidado:
Dr. Lincoln Gakiya
Promotor de Justiça
GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado -Ministério Público do Estado de São Paulo
11h às 11h50
Diagnósticos e Tendências da Criminalidade no Brasil: Impactos sobre a Segurança Pública, a Economia e o Desenvolvimento Nacional
Expositor convidado:
Renato Sérgio de Lima
Presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública – FBSP
11h50 às 12h40
Políticas Públicas de Segurança e Integração Institucional
Expositor convidado:
Francisco Lucas Costa Veloso
Secretário Nacional de Segurança Pública – SENASP / MJSP
12h40 às 13h – Encerramento
•Síntese dos trabalhos desenvolvidos
•Considerações sobre a continuidade das ações da Aliança Nacional pela Segurança Logística
•Encerramento oficial do 3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas
Realização:
Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística
Apoio Institucional
Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL)
Fundação Memória do Transporte – FuMTran
por imprensa | jul 28, 2026 | Notícias, Outros
Cronograma tem o objetivo de informar contribuintes, profissionais da área fiscal e desenvolvedores de sistemas sobre os prazos de adaptação às novas exigências relacionadas à CBS e ao IBS
Receita Federal (RFB) e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) informam que está sendo deliberado e deverá ser publicado, até o final de julho, ato conjunto estabelecendo as datas de início da obrigatoriedade da emissão dos documentos fiscais eletrônicos (DF-e) com destaque da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
O cronograma, a ser formalizado por meio de ato conjunto, tem o objetivo de informar contribuintes, profissionais da área fiscal e desenvolvedores de sistemas sobre os prazos de adaptação às novas exigências relacionadas à CBS e ao IBS.
O ato fixará as datas de obrigatoriedade para cada documento fiscal eletrônico e, na data de sua publicação, será divulgada, também, a previsão de disponibilização dos leiautes técnicos dos documentos cujos padrões ainda não tenham sido disponibilizados. Sempre que possível, esses leiautes serão disponibilizados com uma antecedência mínima de 60 dias, contada do início da obrigatoriedade de utilização dos respectivos documentos fiscais eletrônicos.
O ato conjunto também disporá que a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS publicarão, no prazo de até 30 dias, programa de estímulo à conformidade para o ano de 2026, voltado ao período de transição para a implementação da CBS e do IBS, garantindo o caráter orientador neste período de implantação.
A previsão é que o programa contemple medidas relacionadas à autorregularização de informações pelos contribuintes durante a fase inicial de implantação dos novos tributos, observados os limites e condições previstos na legislação aplicável. Os detalhes do programa serão divulgados em ato específico.
por imprensa | jul 28, 2026 | Notícias, Rodoviário
Setor aponta que violência nas rodovias, longas jornadas e mudanças nas expectativas dos trabalhadores reduziram o interesse pela carreira e dificultam a renovação da mão de obra
Mesmo sendo o segundo estado brasileiro em número de viagens de carga, Minas Gerais enfrenta um desafio crescente para renovar o quadro de motoristas profissionais. Segundo representantes do setor, a carreira perdeu atratividade diante da violência nas rodovias, das longas jornadas e das mudanças nas expectativas dos trabalhadores, o que acende um alerta para o futuro do transporte de cargas.
A preocupação ganha ainda mais peso diante da importância do transporte rodoviário para a economia. Só no ano passado, Minas realizou 2,34 milhões de embarques, segundo o Anuário do Transporte Rodoviário de Cargas 2025, elaborado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Apesar desse cenário, a profissão de motorista tem perdido atratividade, segundo alerta o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg). Para a entidade, o quadro exige uma mudança na forma como o tema é tratado por empresas, entidades e poder público.
A discussão ganha destaque às vésperas do Dia do Motorista, celebrado neste sábado (25). Para o presidente do Setcemg, Antonio Luis da Silva Junior, insistir na ideia de escassez de mão de obra não contribui para enfrentar o problema.
“O setor precisa discutir por que a profissão deixou de atrair novos profissionais. Existem pessoas aptas a atuar na atividade, mas a carreira perdeu espaço para outros caminhos no mercado de trabalho. Recuperar esse interesse é o primeiro passo para garantir a continuidade da profissão”, afirma.
Violência e rotina desgastante afastam novos motoristas
Entre os fatores que afastam novos profissionais, segundo o Setcemg, estão a violência nas rodovias, o tempo prolongado longe da família, as jornadas desgastantes e a percepção de que a rotina da profissão compromete a qualidade de vida. Embora a remuneração seja um fator importante, o presidente do sindicato avalia que ela, por si só, não é suficiente para tornar a carreira mais atrativa.
“Quem escolhe uma profissão considera o conjunto de condições oferecidas. Segurança, respeito, boas práticas nas empresas, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e perspectiva de crescimento têm peso nessa decisão. A valorização do motorista passa por todos esses aspectos”, acrescenta.
O dirigente também chama atenção para outro sinal de alerta observado pelo setor. Segundo ele, muitos pais já não enxergam a profissão como uma opção para os filhos, o que compromete a renovação geracional e reforça a necessidade de iniciativas voltadas à formação e à valorização de novos condutores.
Renovação depende de mobilização conjunta
Para enfrentar esse cenário, o setor de transporte de cargas tem investido em ações de qualificação e incentivo à entrada de novos profissionais. Entre elas, estão iniciativas desenvolvidas pelo Serviço Social do Transporte (SEST) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT), como o Programa Mais Motoristas, que custeia a mudança de categoria da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e oferece capacitação especializada, além de projetos voltados à inclusão de mulheres e à formação de novos condutores.
Criado em 2023, o programa já capacitou milhares de profissionais, segundo o SEST SENAT. Na primeira edição, mais de 55 mil pessoas se inscreveram em todo o Brasil. As inscrições para a edição deste ano foram encerradas no último dia 14, no site oficial das instituições.
“O programa é uma resposta a um problema real que afeta o transporte e toda a cadeia produtiva do País: a falta de motoristas qualificados. Quando formamos novos profissionais, estamos não só oferecendo oportunidades de emprego e renda, mas também fortalecendo a economia brasileira”, explica a diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart.
Minas Gerais tem o segundo maior número de motoristas de caminhão do País
Segundo o Anuário do Transporte Rodoviário de Cargas de 2024, da ANTT, Minas Gerais tinha, naquele ano, o segundo maior contingente de motoristas de caminhão do País, com 82,3 mil profissionais. São Paulo liderava o ranking, com 195,3 mil trabalhadores da área.
Em relação à remuneração, o salário da categoria em Minas Gerais era de R$ 2.960 em 2024, o sétimo maior entre os profissionais da área. São Paulo (R$ 3.540), Mato Grosso e Paraná (ambos com R$ 3.287) concentravam, há dois anos, os melhores proventos.
por imprensa | jul 28, 2026 | Notícias
Modelo free flow calcula o valor exato da distância percorrida, mas regra para moradores locais pegou motoristas de surpresa
Motoristas que trafegam pelas rodovias federais do Oeste catarinense devem passar a conviver com um novo modelo de pedágio a partir de 2027. O sistema free flow, que dispensa praças de cobrança e cancelas, está previsto para entrar em operação entre maio e junho do próximo ano, após o leilão da concessão das rodovias, marcado para novembro de 2026.
No Oeste, serão instalados oito pórticos eletrônicos ao longo das BRs-153, 282 e 480. A cobrança será feita de forma automática, por meio de tag eletrônica ou da leitura da placa dos veículos, com tarifa calculada conforme a distância percorrida.
Onde ficará o pedágio free flow no Oeste de SC
Os equipamentos serão distribuídos entre os dois lotes de concessão.
Lote 1
- Concórdia
- Joaçaba
- Erval Velho
- Campos Novos
Lote 3
- Água Doce
- Irani
- Xaxim
- Faxinal dos Guedes
O Lote 3 reúne trechos das BRs-153, 282 e 480, incluindo o acesso a Chapecó, enquanto o Lote 1 contempla rodovias entre o Vale do Itajaí e o Oeste de Santa Catarina.
Como vai funcionar o free flow
Diferentemente do modelo tradicional, o motorista não precisará reduzir a velocidade nem parar em uma praça de pedágio.
Os pórticos serão equipados com câmeras, sensores e antenas capazes de identificar automaticamente os veículos. Quem possuir tag eletrônica terá a cobrança realizada de forma automática. Já os demais usuários serão identificados pela placa do veículo e deverão efetuar o pagamento pelos canais disponibilizados pela concessionária.
O valor da tarifa será proporcional ao trecho percorrido por cada motorista.
Cobrança terá desconto no primeiro ano
Durante os primeiros 12 meses da concessão, os usuários pagarão 50% da tarifa prevista em contrato. O desconto faz parte da fase inicial de operação, enquanto são executadas as primeiras melhorias nas rodovias.
Veículos equipados com tag também terão tarifas diferenciadas em relação aos demais usuários.
Haverá desconto para moradores?
Não.
Segundo o Ministério dos Transportes, o projeto não prevê descontos para moradores das cidades onde haverá pórticos nem para usuários frequentes das rodovias. A justificativa é que o próprio sistema de cobrança proporcional ao trecho percorrido já representa uma forma mais justa de tarifação.
Leilão está previsto para novembro
Antes da implantação do sistema, o projeto ainda passará pelas etapas finais de consulta pública e análise do Tribunal de Contas da União (TCU).
Se o cronograma for mantido, o edital será publicado nos próximos meses, e o leilão das concessões ocorrerá em novembro de 2026. A concessionária vencedora deverá assumir a operação no início de 2027, iniciando a cobrança dos pedágios cerca de quatro meses depois.
Mais de R$ 19 bilhões em investimentos
Os dois lotes das Rodovias Integradas de Santa Catarina somam previsão de aproximadamente R$ 19,3 bilhões em investimentos e custos operacionais ao longo do período de concessão.
Entre as principais obras previstas, estão duplicações, implantação de vias marginais, faixas adicionais e melhorias na infraestrutura das BRs-153, 282 e 480. Apenas no Lote 3, que atende o Oeste catarinense, estão previstos quase 30 quilômetros de duplicação na BR-282, além de novos trechos de vias marginais e faixas adicionais.