A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) deu início a uma nova edição da Pesquisa de Mercado do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), voltada às empresas transportadoras de todo o país. O levantamento tem como objetivo avaliar a situação econômica do setor ao longo de todo o ano de 2025, identificando os principais desafios enfrentados, além de oportunidades, tendências e indicadores que impactam diretamente o desenvolvimento e a sustentabilidade das operações.
A coleta de informações será realizada por meio de um questionário objetivo e de fácil preenchimento, com perguntas de múltipla escolha, garantindo uma participação prática e acessível para as empresas. A colaboração do setor é essencial para que o estudo retrate com precisão a realidade do transporte de cargas no Brasil e forneça dados consistentes para a formulação de políticas públicas e estratégias empresariais.
Os resultados consolidados serão apresentados durante a primeira edição de 2026 do CONET&Intersindical (Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado), que será realizada no dia 26 de fevereiro, em Brasília (DF).
A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará a primeira edição do CONET&Intersindical 2026 nos dias 26 e 27 de fevereiro, no ROYAL TULIP BRASÍLIA ALVORADA, em Brasília (DF). O evento tem como entidade anfitriã a FENATAC – Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas e Logística, com o apoio dos Sindicatos filiados à entidade.
O CONET&Intersindical é dividido em duas etapas:
1. CONET: apresentação de pesquisas de mercado realizadas pelo Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE) da NTC&Logística, além de debates sobre custos e tarifas do setor;
2. Intersindical: discussão de temas relacionados ao desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC).
O CONET&Intersindical consolidou-se como um dos eventos mais importantes do setor, reunindo os principais protagonistas do TRC, promovendo debates estratégicos, troca de experiências e oportunidades para o fortalecimento de parcerias.
Condições de Inscrição
l Inscrições realizadas até 31 de dezembro ➝ Desconto de 15% sobre os valores de sócio, não sócio e extra jantar.
l Inscrições realizadas até 31 de janeiro ➝ Desconto de 5% sobre os valores de sócio, não sócio e extra jantar.
l Inscrições realizadas de 1º a 19 de fevereiro ➝ Valores integrais, sem desconto.
As inscrições se encerram em 19 de fevereiro.
Hospedagem – Tarifas Especiais
Para a compra de hospedagem com tarifas especiais, utilize o PROMOCODE:
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Canal de contato para reservas:
l Segunda a sexta-feira: das 9h às 18 horas
l Sábado: das 10h às 14 horas
l E-mail: df.reservas@goldentulip.com.br
l Telefone: (61) 3424-7018
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l NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)
Entidade Anfitriã
l FENATAC (Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas e Logística)
Apoio
l Sindicatos filiados à FENATAC
Patrocinadores
l Geotab
l Road Card – Pamcard
Apoios Institucionais
l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte; SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte; ITL – Instituto de Transporte e Logística)
Presidente da entidade defende que a logística rodoviária é estratégica para a economia catarinense e nacional, mas enfrenta entraves históricos
O presidente da Fetrancesc (Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina), Dagnor Schneider, esteve na sede do Grupo ND, no Morro da Cruz, em Florianópolis, onde concedeu entrevista para projetar os desafios e prioridades do setor para este ano.
À frente de uma entidade que representa 13 sindicatos patronais do transporte de cargas no Estado, Schneider defende que a logística rodoviária é estratégica para a economia catarinense e nacional, mas enfrenta entraves históricos que impactam custos, segurança viária e competitividade.
Gargalos históricos do transporte rodoviário
A precariedade da malha rodoviária, avalia, tem efeitos diretos sobre os custos operacionais. “Além de termos um agravamento de custo na ordem de 30% a 35% por conta da precariedade da malha, nós temos uma potencialização do índice de acidentes”, diz.
Para o presidente da Fetrancesc, trata-se de um cenário histórico que se arrasta há décadas e exige atuação constante junto aos governos estadual e federal, DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e concessionárias.
Morro dos Cavalos como prioridade estratégica
Entre as principais pautas de 2025, esteve a articulação para o redirecionamento da obra do Morro dos Cavalos. “Foi um movimento muito intenso e, pelo que tudo indica, nós estamos num processo de finalização para que essa obra demandada, que são os dois túneis, acabe sendo direcionada para a concessionária do trecho Sul”, explica. Segundo ele, a mudança traz mais celeridade diante do volume de obras pendentes no trecho Norte.
A Fetrancesc defende a solução dos túneis e não um Contorno Viário. “É um projeto que já está pronto, elaborado pelo DNIT, com licenciamento ambiental. Ele se encaixa de forma tranquila no contrato da concessionária do Sul, sem gerar um agravamento tão relevante no pedágio”, afirma. Para Schneider, as condições estão dadas para que a obra avance e comece a sair do papel.
BR-101 Norte e a Via Mar
Outro ponto crítico é a BR-101 Norte. Schneider avalia que as intervenções previstas são insuficientes. “As obras que estão sendo citadas agora são as mesmas indicadas lá em 2015. Mesmo executando tudo isso, nós não vamos resolver o problema do colapso que vivenciamos hoje”, diz.
Para ele, a solução estrutural passa pela Via Mar. “Acreditamos que a solução efetiva para a BR-101 Norte perpassa pela Via Mar.” O impacto econômico é elevado. “O setor acaba tendo uma penalização econômica por perda de produtividade e aumento do consumo de óleo diesel, gerando um custo ambiental e econômico na ordem de R$ 1 bilhão por ano”, afirma. A situação também é grave do ponto de vista da segurança.
“O trecho Norte da BR-101 é o mais perigoso das rodovias federais do Brasil, com 23 a 25 óbitos a cada 100 quilômetros, enquanto a média brasileira é de quatro”. Para Schneider, mortes no trânsito não podem ser tratadas como normalidade. “A gente paga, hoje, um preço pela omissão de quem deveria ter feito algo lá atrás.”
BRs estratégicas e investimentos federais
A situação da BR-280, ligação entre a BR-101 e o Porto de São Francisco do Sul, também preocupa. “O porto amplia a capacidade, mas infelizmente a malha rodoviária, do jeito que está, não vai atender essa demanda”, diz. Schneider critica a queda nos repasses federais.
“Em 2023 e 2024, recebemos cerca de R$ 1 bilhão. Em 2025, o compromisso era o mesmo, mas recebemos em torno de R$ 400 milhões. Para 2026, o orçamento do DNIT é mais ou menos na mesma ordem e é insuficiente.” Schneider aponta ainda uma distorção na distribuição de recursos federais na região Sul.
“Em 2024, Santa Catarina, comparado com o Rio Grande do Sul e o Paraná, recebeu a metade dos investimentos do governo federal em relação ao Paraná e ao Rio Grande do Sul. E foi o Estado que mais contribuiu com o governo federal entre os três”, afirma. Para ele, o cenário evidencia uma falta de contrapartida.
“Santa Catarina não recebe o retorno de que precisa e merece. Não é capricho, é necessidade. Precisamos cobrar a contrapartida em investimentos que cabem ao Estado, principalmente na infraestrutura rodoviária.”
Logística, modernização e qualificação
Apesar dos gargalos, o setor logístico segue em expansão. Para 2026, a prioridade é investir em tecnologia e qualificação. “Tecnologia da informação, Inteligência Artificial e preparação do empresário para essa nova realidade são fundamentais”, diz. A Federação criou um clube de compras para ampliar a competitividade e investe na formação profissional. “O motorista, que hoje é um gestor de uma unidade móvel, precisa de qualificação diferenciada.”
O sistema Sest Senat (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) terá novas unidades em Três Barras e Tubarão, com foco em qualificação, saúde e lazer. Há ainda parcerias com o governo do Estado, como o programa Motorista do Futuro. “São 13 sindicatos ligados à Federação, todos conectados em torno do propósito de valorizar o transportador”, afirma.
Ao projetar 2026, o presidente da Fetrancesc reforça que o transporte de cargas seguirá como base da economia. “Sem atividade de transporte, as demais não acontecem”, afirma. A expectativa é de um ano de avanços, com mais investimentos, segurança e cada vez mais reconhecimento do papel estratégico do setor para Santa Catarina e para o país.
Governo prevê para este ano 14 leilões de rodovias e oito de ferrovias, com R$ 300 bilhões em investimentos
Estão previstos, para este ano, 14 leilões de rodovias federais e oito de ferrovias, pacote que deve gerar investimentos de R$ 300 bilhões ao longo dos contratos. Para atrair investidores, o governo tem apostado no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) como fonte de financiamentos. O banco encerrou 2025 com uma carteira de empréstimos estimados em R$ 22 bilhões para concessionárias de rodovias e em R$ 3,7 bilhões para as de ferrovias. O objetivo do BNDES é superar tais valores neste ano.
Faz sentido econômico que um banco estatal de fomento ofereça crédito a projetos de interesse público, em especial para investimentos de longo prazo de maturação, como as obras de infraestrutura. O importante é garantir que sejam projetos bem formatados do ponto de vista financeiro, já que o setor privado só entra em negócios que sejam rentáveis. Num modelo bem estruturado de concessões, o Tesouro não é instado a arcar com custos ou prejuízos de obras faraônicas, as contas públicas são poupadas – e o país ganha com investimentos para recuperar estradas precárias ou construir ferrovias necessárias.
Que um partido como o PT – historicamente resistente a privatizações e a investimentos privados – tenha se rendido à realidade é uma notícia alvissareira. Significa que o país sedimenta uma política de Estado num setor crítico, a infraestrutura de transportes. Como as concessões ao setor privado estão consolidadas, o secretário executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, assegura que as eleições marcadas para este ano em nada afetarão o calendário de licitações.
O BNDES será responsável pela estruturação de quatro leilões rodoviários: a Rota dos Sertões (BR-116, entre Bahia e Pernambuco); Rota Gerais (BRs-070 e 251, em Minas); Rota Agro-Central (BRs-070, 174 e 364, entre Mato Grosso e Rondônia) e Rota Integração do Sul (BRs-116, 158, 290 e 392, no Rio Grande do Sul). Além desses, estão previstos vários outros, alguns com a participação das atuais concessionárias. No campo ferroviário, haverá concessões para Corredor MG-RJ, Anel Ferroviário Sudeste, Malha Oeste, Corredor Leste-Oeste, Ferrogrão, Malha Sul (três trechos) e Ferrovia Norte-Sul. Está prevista até licitação para transporte de passageiros entre Brasília e Luiziânia.
A qualidade precária das rodovias brasileiras, exposta na última pesquisa da Confederação Nacional do Transporte, mostra por que os investimentos serão bem-vindos. Apenas 32,5% dos mais de 114 mil quilômetros de estradas analisados (52,6% das pavimentadas no Brasil e 6,6% de toda a malha rodoviária) são considerados de “ótima” qualidade. Outros 19,5% são vistos como “ruins” ou “péssimos”. As vias com melhor avaliação costumam ser aquelas sob gestão privada, pois recebem mais investimentos em manutenção. O indicador que sintetiza melhor a situação diz respeito aos problemas no pavimento: eles ocorrem em 64,4% das estradas sob gestão pública e em 34,4% das vias sob concessão.
Por certo, o setor privado só assumirá as estradas com tráfego razoável. Há muitas vias de baixa circulação, mas vitais para a população do interior. Elas têm de ser mantidas com recursos públicos. Para isso, o governo tem o dever de manter uma gestão fiscal responsável e um plano coerente que lhe permita arcar com os investimentos necessários.
A Associação Profissional das Empresas de Transportes Rodoviários de Blumenau foi o embrião da entidade
No dia 25 de abril, o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (SETCESC) completará 70 anos. Tudo começou no ano de 1956, com a fundação da Associação Profissional das Empresas de Transportes Rodoviários de Blumenau.
Cinco anos depois, há 65 anos. em 20 de janeiro de 1961, a entidade transformou-se em sindicato patronal, quando recebeu sua Carta Sindical, sancionada pelo Ministro de Estado dos Negócios do Trabalho, Indústria e Comércio, instituindo o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Blumenau.
Dos 13 sindicatos patronais do transporte rodoviário de cargas de Santa Catarina, o SETCESC é o segundo mais antigo, vinculado ao Sistema Fetrancesc. A federação estadual foi criada em outubro de 1987, 31 anos após a fundação do SETCESC. Teve, como seu primeiro presidente, o empresário blumenauense Edgar Thomsen (1987-1988). Ele dividiu as atividades com a presidência do SETCESC (1972-1984 e 1987-1990).
Na gestão de Edgar Thomsen, o sindicato incorporou toda a base inorganizada de Santa Catarina e mudou sua razão social para Sindicato das Empresas de Transportes de Carga no Estado de Santa Catarina (SETCESC). Nos anos 2000 incorporou o nome “Logística”, passando a se chamar Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina. Sua base sindical se estende por 53 municípios
Base sindical ampla
O SETCESC atende cerca de 3.500 empresas do setor de transporte, em 53 municípios. Sua base sindical é ampla, atendendo os interesse patronais no Médio Vale do Itajaí, Alto Vale, Vale do Itajaí-Mirim, Vale do Itapocu, Planalto Norte e Vale do Rio do Peixe.
Desde 2001, a entidade é presidida pelo empresário Osmar Ricardo Labes. Anteriormente, o empresário comandou a entidade entre os anos de 90 a 98. Com sede própria em Blumenau, junto ao Centro Empresarial de Blumenau (CEB). o SETCESC é atuante na defesa do transporte rodoviário de carga e coordena anualmente as tratativas das Convenções Coletivas de Trabalho, em negociações com os sindicatos laborais, nas áreas de sua abrangência.
Benefícios amplos aos Associados
Aos Associados, oferece um amplo leque de benefícios, por meio de empresas conveniadas, incluindo vantagens e descontos na efetivação de seguros, compra de pneus, um grupo exclusivo de consórcio e a plataforma virtual de compras e negócios Feconecta, desenvolvida pela Fetrancesc.
Atuação destacada em SC
Nestas quase sete décadas de história, o SETCESC liderou o processo da fundação de várias entidades representativas da categoria, dentre as quais o SETCOM, SETRANSC, SINDICARGAS, SINDIPLAN, SETPLAN e SINDIVALE, e também liderou a criação da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (Fetrancesc).
O SETCESC também participou da criação da Cooperativa de Crédito dos Empresários de Transporte do Sul do Brasil (Transpocred) e do movimento para implantação da unidade do Serviço Social do Transporte e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST SENAT) em Santa Catarina e a implantação de uma unidade na cidade de Blumenau.
Setcemg intensifica capacitações, cobra infraestrutura adequada e destaca compromisso das empresas com segurança viária e a preservação de vidas
O aumento no número de acidentes e mortes nas rodovias brasileiras reforça a importância do debate sobre a segurança no trânsito e a responsabilidade compartilhada entre empresas, motoristas e poder público. Durante o feriado de Ano Novo, 109 pessoas morreram e outras 1.315 ficaram feridas em acidentes registrados em estradas federais, segundo dados da Operação Ano Novo da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Diante desse cenário, o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg) reforça que o setor investe continuamente em treinamentos e ações preventivas para reduzir riscos e preservar vidas. Para o presidente da entidade, Antonio Luis da Silva Junior, a capacitação dos motoristas é um pilar fundamental, mas precisa vir acompanhada de condições adequadas de trabalho e infraestrutura.
“O papel do sindicato e das empresas é treinar e preparar os motoristas para enfrentar os riscos da profissão e as péssimas condições das estradas, sempre obedecendo às regras e à legislação. Já o poder público precisa garantir rodovias em boas condições, com manutenção em dia, locais de parada com infraestrutura, segurança para o transporte de cargas e fiscalização efetiva”, afirma Antonio Luis.
Ainda segundo o presidente do Setcemg, os treinamentos vão além da direção defensiva e incluem o cumprimento rigoroso da legislação trabalhista e de trânsito. “O treinamento é fundamental, mas também é essencial que as empresas proporcionem condições adequadas para o exercício da profissão, com normas rígidas sobre jornada de trabalho, respeito aos períodos de descanso e controle rigoroso do cumprimento das regras de trânsito, especialmente em relação à velocidade compatível com cada trecho”, destaca.
Esse cuidado também se reflete nas práticas adotadas pelas empresas do setor. No Grupo Tora, o treinamento contínuo dos motoristas é tratado como principal ferramenta preventiva e parte estratégica do negócio, com foco na preservação da vida, na sustentabilidade e na excelência operacional. A companhia mantém programas permanentes de capacitação em segurança viária, direção defensiva e uso correto das tecnologias embarcadas, apoiados por telemetria avançada, câmeras inteligentes e monitoramento constante da condução. “Esse modelo permite reduzir significativamente acidentes, sendo central o zelo pela vida de nossos motoristas e o impacto positivo nas vias onde operamos”, destaca o diretor de Operações Logísticas do Grupo Tora, Charles de Cunha.
Na Transpedrosa, os motoristas passam por um processo contínuo que começa na contratação e envolve cerca de 60 horas de treinamentos teóricos, além de capacitação prática acompanhada por motoristas instrutores experientes. “Trabalhamos com formação técnica, gestão de fadiga, uso intensivo de tecnologia embarcada e monitoramento praticamente em tempo real da operação, o que permite atuar de forma preventiva. Segurança começa no treinamento, mas só se consolida quando vira cultura”, afirma o diretor de Operações da Transpedrosa, Leonardo Pedrosa. Segundo ele, o resultado é um histórico consistente: a empresa está há quase quatro anos sem acidentes de alto potencial e há mais de sete anos sem fatalidades por responsabilidade da operação.
O transporte rodoviário de cargas é indispensável para o funcionamento do país. “O caminhão é essencial para a sobrevivência, o abastecimento e o desenvolvimento do Brasil. Pela sua natureza e pela frequência com que circula nas estradas, o número de acidentes envolvendo caminhões chama atenção, mas as empresas estão atentas e trabalham continuamente para evitar acidentes e preservar vidas”, reforça o presidente do sindicato.
Como parte desse compromisso, o Setcemg anuncia que, além de manter e ampliar os treinamentos ao longo do ano, vai fortalecer o seu Grupo Técnico de Segurança. A iniciativa passa a mapear pontos de maior risco nas rodovias e identificar períodos críticos, contribuindo com informações técnicas para ações preventivas e diálogo com autoridades responsáveis pela infraestrutura e fiscalização.
“A segurança no trânsito precisa ser tratada como uma prioridade permanente e ser um esforço conjunto. As empresas estão fazendo a sua parte, investindo em capacitação, gestão responsável e prevenção para que possamos reduzir acidentes e salvar vidas”, conclui o presidente do Setcemg.
Defina primeiramente o tipo de carga a ser transportada, conforme opções apresentadas no Anexo II da Resolução ANTT nº 5.867/2020.
Na sequência, identifique a quantidade de eixos da composição veicular a ser utilizada no transporte;
Depois, identifique os coeficientes de custo de deslocamento (CCD) e de carga e descarga (CC) para a quantidade de eixos carregados da composição veicular que será usada:
Se o transportador for contratado para usar seu próprio veículo automotor e implemento rodoviário, usa-se a Tabela A do Anexo II da Resolução ANTT nº 5.867/2020; ou
Se o transportador for contratado para usar apenas o seu próprio veículo automotor, sendo o implemento rodoviário fornecido pelo contratante, usa-se a Tabela B do Anexo II da Resolução ANTT nº 5.867/2020.
Se o transportador for contratado para usar seu próprio veículo automotor e implemento rodoviário e for uma operação de transporte de alto desempenho, usa-se a Tabela C do Anexo II da Resolução ANTT nº 5.867/2020; ou
Se o transportador for contratado para usar apenas o seu próprio veículo automotor e for uma operação de transporte de alto desempenho, sendo o implemento rodoviário fornecido pelo contratante, usa-se a Tabela D do Anexo II da Resolução ANTT nº 5.867/2020.
Posteriormente, verifique a distância a ser percorrida na operação de transporte contratada; e
Por fim, use os valores obtidos nos passos anteriores na seguinte expressão para o cálculo do Piso Mínimo de Frete em Reais por viagem (R$/viagem):
PISO MINIMO DO FRETE (R$/viagem) = (DISTANCIA x CCD) + CC
OBS.: Os valores, tais como tributos (IR, INSS, ICMS etc.), bem como o lucro e demais despesas deverão ser consideradas caso a caso, pois dependem do perfil de cada transportador ou da operação de transporte, podendo ser adicionadas ao valor do piso mínimo, a depender de negociação entre as partes. O valor do pedágio, quando houver, deverá ser obrigatoriamente acrescido aos pisos mínimos, devendo o pagamento ser realizado na forma da Lei nº 10.209, de 23 de março de 2001, e regulamentação vigente.
Norma entra em vigor dia 20 de janeiro e redefine parâmetros que impactam diretamente caminhoneiros, transportadores e o preço dos produtos no país
Quanto custa, de fato, colocar um caminhão na estrada? Combustível, manutenção, pneus, pedágio, desgaste do veículo, distância, tipo de carga. A resposta a essa pergunta é o coração da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas — e foi exatamente sobre isso que a Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT debruçou-se ao concluir a revisão da Resolução nº 5.867/2020. O diretor da ANTT, Lucas Asfor, é o relator do processo.
Com a aprovação do Relatório Final da Audiência Pública nº 08/2025, aprovado nesta segunda-feira (19/1) durante a 1024ª Reunião de Diretoria Colegiada (ReDir), a primeira do ano, a Agência encerra um processo técnico, participativo e transparente que atualiza a metodologia e os coeficientes usados no cálculo do frete mínimo por quilômetro rodado, conforme previsto na Lei nº 13.703/2018. O foco é direto: valores mais próximos da realidade do transporte, menos conflito nas contratações e mais previsibilidade para quem vive da estrada e para quem depende dela.
O piso mínimo do frete não é um número abstrato. Ele influencia a renda do caminhoneiro, o planejamento das transportadoras, a logística das empresas e, no fim da cadeia, o preço que chega ao consumidor. Quando esse valor não acompanha os custos reais da operação, o desequilíbrio se espalha: insegurança jurídica, disputas comerciais e pressão sobre quem está na ponta.
A revisão conduzida pela ANTT atualiza parâmetros técnicos justamente para reduzir essas distorções. O resultado é uma base regulatória mais clara, com critérios compreensíveis e alinhados à dinâmica atual do transporte rodoviário de cargas.
Escuta ativa e participação efetiva
O processo foi construído com ampla participação social. A Audiência Pública permaneceu aberta por 30 dias e utilizou diferentes canais de diálogo: sistema ParticipANTT, e-mail, peticionamento eletrônico, atendimento presencial e sessão pública híbrida, realizada na sede da ANTT, em Brasília, com transmissão ao vivo.
Foram registradas 196 contribuições formais, que se desdobraram em 381 proposições técnicas efetivamente analisadas. Todas as manifestações — acolhidas, parcialmente acolhidas ou não acolhidas — estão disponíveis no processo, acompanhadas de justificativas técnicas, permitindo que qualquer cidadão entenda como e por que cada decisão foi tomada.
O que muda na prática
A resolução revisada mantém a estrutura legal já conhecida pelo setor, mas refina a metodologia e atualiza os coeficientes de cálculo, tornando o piso mínimo mais aderente aos custos operacionais reais do transporte rodoviário.
Isso significa mais clareza nas negociações de frete, redução de conflitos contratuais, maior segurança jurídica para transportadores e contratantes, além de atualização periódica, conforme determina a lei.
A nova norma deverá entrar em vigor dia 20 de janeiro de 2026, data prevista para a publicação semestral dos pisos mínimos, com validade para o respectivo período.
Regulação que explica, não impõe
Com a conclusão da Audiência Pública nº 08/2025, a ANTT reforça um modelo de regulação que prioriza informação clara, participação social e decisões técnicas bem fundamentadas. Em um setor essencial para o abastecimento do país, a previsibilidade é tão importante quanto o diálogo — e a atualização do piso mínimo do frete responde exatamente a essa necessidade.
“Essa revisão busca, além de ajustar números, rever e organizar expectativas, reduzir ruídos e dar estabilidade a um mercado que move o Brasil todos os dias, de ponta a ponta das rodovias”, disse o superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (SUROC), Amaral Filho.
Parceria entre a NTC&Logística e a Domani Global oferece soluções práticas para atender às exigências da nova legislação climática e fortalecer a competitividade das transportadoras
As exigências ambientais impostas às empresas brasileiras avançaram de forma significativa nos últimos anos e, agora, passam a impactar diretamente o Transporte Rodoviário de Cargas. A criação do Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE), por meio da Lei nº 15.042/2024, estabeleceu novas regras para a gestão e o reporte das emissões de gases de efeito estufa, tornando o tema parte integrante da governança e da estratégia empresarial.
Com a regulamentação, empresas que registram emissões superiores a 10 mil toneladas de CO₂ equivalente (CO₂e) por ano passam a ter a obrigação de elaborar e reportar seus inventários de emissões. Já aquelas que ultrapassam 25 mil toneladas anuais devem, adicionalmente, apresentar planos de mitigação e compensação, alinhados às diretrizes do mercado regulado de carbono no Brasil.
Esse novo ambiente regulatório exige organização, dados confiáveis e planejamento. Para apoiar as transportadoras nesse processo, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) estabeleceu uma parceria com a Domani Global, empresa especializada em soluções ESG e gestão de emissões, com foco em oferecer apoio técnico, ferramentas digitais e condições acessíveis às empresas do setor.
O movimento acompanha uma tendência mais ampla do mercado. De acordo com a PwC Brasil (2024), 62% das grandes empresas brasileiras já contam com práticas ESG estruturadas, e essa exigência vem sendo gradualmente transferida para fornecedores e operadores logísticos. No transporte de cargas, atender a essas demandas deixou de ser um diferencial e passou a ser um fator decisivo para manutenção de contratos, acesso a financiamentos e competitividade no mercado.
A parceria entre a NTC&Logística e a Domani Global foi estruturada para atender empresas de todos os portes, respeitando a realidade operacional do transporte e oferecendo soluções escaláveis, que permitem avançar na agenda ESG de forma gradual, segura e financeiramente previsível.
Soluções disponíveis para empresas associadas à NTC&Logística
Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) Mensuração das emissões nos escopos 1, 2 e 3, conforme padrões técnicos e exigências legais.
Plataforma Domani SaaS – Sustainability as a Service Sistema digital para gestão ESG, monitoramento mensal e geração automática de relatórios.
Diagnóstico ESG e Plano de Descarbonização Avaliação de riscos e oportunidades, com definição de estratégias para redução e compensação de emissões.
Treinamentos e capacitações corporativas Formação técnica e estratégica para equipes operacionais, administrativas e comerciais, com certificação.
Certificação e Selo Carbono Neutro Para empresas que realizarem a compensação de suas emissões por meio de projetos certificados.
Atendimento especializado para o Transporte Rodoviário de Cargas Suporte técnico com foco nas particularidades operacionais e regulatórias do setor.
Os pacotes foram desenvolvidos para micro, pequenas, médias e grandes transportadoras, com condições diferenciadas para associadas da NTC&Logística, permitindo que a adequação às exigências ambientais ocorra de forma planejada, estruturada e alinhada às demandas do mercado.
Serviço
Domani Global – Sustentabilidade para o Transporte de Cargas E-mail: contato@domani.global Telefone/WhatsApp: +55 11 99559-8402 Site: www.domani.global Redes sociais: LinkedIn, Instagram e demais plataformas oficiais Código de desconto exclusivo para associadas da NTC&Logística: NTC15
Instituição intensifica investimentos em tecnologia, sustentabilidade e novos programas para o setor de transporte ao longo do ano
O SEST SENAT definiu para 2026 um conjunto de projetos voltados à qualificação profissional, inovação e ampliação do atendimento aos trabalhadores e às empresas do transporte. O plano prioriza eficiência operacional, modernização dos serviços, cuidado com as pessoas e fortalecimento da atuação institucional em todo o país.
A capacitação profissional segue como eixo central da estratégia. O portfólio de ensino será ampliado com novos cursos, como Técnico em Transporte, além do reforço na formação em Manutenção Automotiva.
No ensino a distância, a plataforma SEST SENAT Digital receberá novos cursos com foco em transição energética, tecnologia e desenvolvimento de habilidades profissionais, alinhados às demandas atuais do mercado de transporte. Acesse a site da EaD e saiba mais: https://digital.sestsenat.org.br/
As ações de qualificação por modal ganham destaque em 2026. Estão previstas iniciativas específicas para os segmentos aéreo, ferroviário, aquaviário e de transporte de valores, com foco na formação técnica e na atração de novos talentos. Programas voltados à ampliação do número de motoristas no mercado terão continuidade, apoiados por mudanças na CNH (Carteira Nacional de Habilitação) que reduzem custos e permitem a formação profissional nas próprias unidades do SEST SENAT.
A instituição vai avançar na modernização dos métodos de ensino, com o uso de tecnologias, e vai ampliar as atividades do Learning Village, ambiente que conecta empresas do transporte a startups com soluções voltadas a desafios reais do setor.
Na gestão interna, os projetos concentram esforços no aumento da eficiência operacional. A adoção de ferramentas de inteligência artificial, automação de processos e integração de sistemas buscam tornar os serviços mais ágeis, melhorar a comunicação entre as unidades e qualificar a experiência dos clientes.
Na área de saúde, bem-estar e segurança, o SEST SENAT amplia o portfólio de soluções, com destaque para ações alinhadas à nova NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1). O Programa de Prevenção de Acidentes passa a operar em um novo modelo, com maior presença nas empresas e foco em orientação preventiva, em parceria com o ONSV (Observatório Nacional de Segurança Viária).
As iniciativas de inclusão, esporte e cultura também integram a agenda de 2026. Projetos como o Rota da Acessibilidade, a Copa SEST SENAT de Futebol 7 Society, o programa Nós, Elas e Todo Mundo e a expansão do Proteção e do SEST SENAT com Você reforçam o compromisso com a equidade, a inclusão social e o fortalecimento do vínculo com as comunidades atendidas.
A ampliação e modernização da rede de unidades operacionais também seguem como prioridade. Estão previstos novos investimentos em inaugurações, obras e requalificação de estruturas existentes. A instituição vai avançar na agenda de sustentabilidade, com a meta de alcançar a autossuficiência em geração de energia elétrica até o fim de 2026, por meio da implantação de sistemas fotovoltaicos, além da ampliação do reúso de água nas unidades.
Com esse conjunto de ações, o SEST SENAT consolida, em 2026, uma estratégia integrada para fortalecer o setor de transporte, combinando qualificação profissional, inovação, eficiência na gestão e cuidado com os trabalhadores.
Para saber mais sobre os projetos do SEST SENAT e descobrir qual é a unidade mais próxima de você, acesse: https://www.sestsenat.org.br
De cada dez empresas industriais, oito enfrentaram dificuldades para obter crédito. Elas apontam os juros elevados como o principal obstáculo ao financiamento no país. O dado faz parte de pesquisa divulgada nesta segunda-feira (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com apoio da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE).
Segundo a Sondagem Especial: Condições de Acesso ao Crédito em 2025, 80% dos empresários que tiveram problemas para acessar crédito de curto ou médio prazo (até 5 anos) citaram os juros altos como o maior entrave. Em seguida, aparecem a exigência de garantias reais, como imóveis ou máquinas (32%), e a falta de linhas de crédito adequadas às necessidades das empresas (17%).
O cenário se repete no crédito de longo prazo, acima de 5 anos. Nesse caso, 71% dos industriais atribuíram as dificuldades aos juros elevados, enquanto 31% mencionaram a exigência de garantias, e 17%, a ausência de linhas compatíveis com seus projetos de investimento.
“A atual política monetária é bastante restritiva e encarece o crédito. Com a Selic em 15% ao ano e juros reais em torno de 10%, o financiamento fica mais caro e desestimula investimentos em expansão e inovação”, explica Maria Virgínia Colusso, analista de Políticas e Indústria da CNI.
Selic alta reduziu a busca por crédito
54% das empresas não buscaram crédito de longo prazo nos seis meses anteriores à pesquisa
49% não procuraram crédito de curto ou médio prazo no mesmo período
apenas 26% contrataram ou renovaram crédito de curto prazo
no crédito de longo prazo, o percentual caiu para 17%
Dificuldade maior no crédito de longo prazo
Quase um terço das empresas que tentaram crédito de longo prazo não teve sucesso
Cerca de 20% das que buscaram crédito de curto ou médio prazo também não conseguiram
Crédito de curto ou médio prazo
Médias: 26% não obtiveram crédito
Pequenas: 21%
Grandes: 16%
Crédito de longo prazo
Médias empresas: 43% não obtiveram crédito
Pequenas empresas: 37%
Grandes empresas: 27%
Condições de crédito pioraram
35% das empresas avaliaram que as condições de crédito de curto ou médio prazo pioraram
33% fizeram a mesma avaliação para o crédito de longo prazo
Para 47%, as condições permaneceram semelhantes
Apenas 14% relataram melhora no curto ou médio prazo
No longo prazo, o índice cai para 12%
Baixa adesão ao risco sacado
Apenas 13% das indústrias contrataram operações de risco sacado nos últimos 12 meses
Outros 5% pretendiam contratar
54% não contrataram nem pretendiam contratar
29% não souberam ou preferiram não responder
O risco sacado é uma modalidade de antecipação de recebíveis em que o fornecedor recebe o pagamento antecipado de uma instituição financeira, enquanto o comprador assume o compromisso de quitar o valor na data acordada.
A Sondagem Especial ouviu 1.789 empresas industriais de 1º a 12 de agosto do ano passado. Desse total, 713 são de pequeno porte, 637 de médio porte e 439 de grande porte.
Monitoramento da CNT (Confederação Nacional do Transporte) acerca do déficit de motoristas em cada segmento aponta que, no transporte de cargas, 44,6% das empresas têm vaga aberta para motoristas. Em transporte urbano de passageiros, o número vai a 50,6% das companhias. No segmento de passageiros rodoviários, o patamar chega a 55,6% das empresas com vagas abertas.
Para a entidade, a escassez de motoristas no Brasil resulta de uma combinação de fatores estruturais e conjunturais: alta responsabilidade; desafios diários no trânsito; condições adversas de trabalho, o que reduz sua atratividade, e a necessidade de qualificações específicas, como a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) nas categorias D ou E e cursos especializados.
Em relação à CNH, a avaliação do governo é que mudanças implementadas recentemente pelo Ministério dos Transportes – que entre outros pontos acabam com a exigência de aulas em autoescolas – podem ajudar em parte na formação de novos motoristas de ônibus e caminhão, com redução de custos. A resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) que moderniza o processo de obtenção da carteira também prevê, por exemplo, a oferta de custos para caminheiros pelo Sest/Senat.
Os problemas relatados pelo setor produtivo, contudo, são mais profundos. Segundo o diagnóstico do PNL (Plano Nacional de Logística) 2050, a insuficiência de motoristas está associada à remuneração relativa, às condições de trabalho, à rotatividade elevada e à imagem negativa da ocupação, fatores estruturais, e não apenas reflexo de um ciclo conjuntural do mercado de trabalho.
“Ajustes na legislação podem ampliar o acesso de novos profissionais ao mercado. Por isso, defendemos iniciativas como a do Ministério dos Transportes, que buscam reduzir o custo da obtenção da CNH por meio do fim da obrigatoriedade das autoescolas, sem, contudo, desconsiderar a questão da segurança, que deverá ser mantida com a continuidade da exigência dos testes teóricos e práticos para a obtenção da CNH”, avalia a CNT.
O setor de logística e transporte de encomendas no Brasil está passando por uma transformação significativa. Ao mesmo tempo que o e-commerce avança e novas tecnologias surgem para imprimir maior eficiência às operações, o mercado assiste à constatação de crises recorrentes e falhas operacionais na estatal brasileira de serviços postais, enquanto uma gigante norte-americana de logística anuncia o encerramento das atividades no país. Embora possam surgir dúvidas sobre o efeito disso sobre o mercado, o fato é que esse cenário representa um ambiente repleto de oportunidades para as transportadoras privadas emergirem como protagonistas capazes de suprir a demanda reprimida e de redefinir padrões de serviço no segmento de encomendas do e-commerce.
Historicamente, a estatal de serviços postais desempenha um papel representativo na distribuição de encomendas em todo o território nacional pelo altíssimo volume movimentado. Entretanto, os problemas de gestão operacionais, financeiros e estruturais têm se traduzido em atrasos frequentes, extravios e limitações na cobertura, gerando insatisfação crescente entre empresas e consumidores. Também o encerramento das operações no país de um importante player internacional, ao mesmo tempo que elevou a sensação de vulnerabilidade, criou oportunidades para as empresas de serviços logísticos, especialmente no mercado B2B e no e-commerce.
Esse cenário reforça a necessidade de soluções ágeis, confiáveis e inovadoras, abrindo espaço para transportadoras privadas e operadores logísticos expandirem sua atuação com a conquista de clientes que estão demandando um atendimento melhor, e também através da consolidação e ampliação de parcerias com empresas estratégicas dos mais variados segmentos, desde o varejo até o setor industrial.
Alternativas de entregas e capilaridade nacional são diferenciais importantes
A diversificação de soluções e a capacidade de personalizar ofertas de acordo com as necessidades específicas de cada cliente tornam-se diferenciais competitivos fundamentais. Transportadoras privadas que investem em capilaridade nacional, com presença em regiões remotas e hubs em centros urbanos, também ganham vantagem ao oferecer cobertura abrangente e agilidade nas operações.
Além disso, soluções variadas de entrega como serviços expressos, entregas agendadas, lockers, pontos de retirada e integração multimodal agregam valor ao portfólio e ampliam as possibilidades de atendimento personalizado.
Uso da tecnologia e comunicação eficiente atendem a exigências atuais
A tecnologia tem sido aliada estratégica na transformação do setor, e o uso de plataformas como a inteligência artificial (IA), com a finalidade de otimizar rotas, reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência das entregas, é outro diferencial competitivo essencial.
Ferramentas de IA também são fundamentais para prever demandas, identificar padrões de comportamento dos clientes e automatizar processos administrativos, como rastreamento de encomendas e gestão de ocorrências. A adoção dessas soluções coloca as empresas em posição de vanguarda, tornando-as mais competitivas e preparadas para atender às exigências do mercado atual.
Dentro desse cenário de oportunidades, mas também desafiador, a comunicação transparente e eficiente com os clientes é um fator determinante para a fidelização. Informações em tempo real sobre o status das encomendas, canais de atendimento acessíveis e respostas rápidas a dúvidas e reclamações contribuem para construir relações de confiança.
Transportadoras que investem em plataformas digitais, aplicativos e soluções automatizadas e integradas aos sistemas dos clientes têm contribuído para uma experiência diferenciada, ampliando o potencial de retenção.
Investir em busca da excelência operacional
O mercado brasileiro de encomendas está, portanto, em processo de transformação, impulsionado por desafios conjunturais e pelo avanço da tecnologia. Diante desse cenário, as transportadoras privadas têm uma janela de oportunidades para expandir sua atuação, inovar em serviços e conquistar a confiança de clientes exigentes. Investir em capilaridade, soluções diversificadas, tecnologia, inteligência artificial e comunicação eficiente são estratégias essenciais para se destacar e consolidar posições de liderança.
O futuro do setor depende da capacidade de adaptação e da busca contínua por excelência operacional, colocando as transportadoras privadas e operadores logísticos como agentes centrais na evolução da logística nacional do e-commerce e do B2B.
O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR) inicia o ano de 2026 reforçando seu papel como parceiro estratégico das transportadoras. Por meio do Instituto Setcepar de Educação no Transporte (ISET), a entidade apresenta um planejamento de capacitações, produzido para responder aos desafios regulatórios e humanos que o Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) enfrenta atualmente.
Para o presidente do SETCEPAR, Silvio Kasnodzei, o planejamento deste ano foi construído de forma estratégica, olhando para as necessidades reais das empresas e para as mudanças na legislação. “Em 2026, daremos ênfase especial a cursos voltados à gestão de pessoas, liderança e saúde mental, além das adequações à NR-1 e riscos psicossociais. Entendemos que o desempenho do setor está diretamente ligado à qualificação das lideranças e ao cuidado com as pessoas, especialmente diante do cenário de escassez de mão de obra”, afirma.
Um dos pilares centrais deste ano será o enfrentamento ao déficit de profissionais. Para isso, o SETCEPAR mantém sua agenda mensal de Formação de Motorista Carreteiro e de Instrutor de Motorista. A estratégia visa não apenas preparar novos condutores para a realidade das estradas, mas também criar multiplicadores de conhecimento dentro das próprias empresas, fortalecendo a segurança viária e a valorização da carreira.
A grade de treinamentos também contempla Gestão e Segurança com foco em NR-1, gerenciamento de riscos ocupacionais e segurança do trabalho. Cursos de liderança, saúde mental e desenvolvimento comportamental, essenciais para a retenção de talentos. E Eficiência Operacional com treinamentos técnicos que visam aprimorar processos e reduzir custos logísticos.
Uma das grandes apostas para 2026 é a ampliação dos cursos In Company, que permitem a personalização total dos conteúdos de acordo com a realidade de cada associado. Além disso, o sindicato introduz as Consultorias Pocket nas áreas de Recursos Humanos, Operacional e Vendas, oferecendo um apoio ágil e prático para as demandas cotidianas das transportadoras. “Nosso objetivo é que as empresas encontrem no SETCEPAR um suporte permanente. Os cursos foram pensados para atender tanto áreas administrativas quanto operacionais, com instrutores que possuem forte atuação prática no setor”, conclui Kasnodzei.
As inscrições para as turmas de fevereiro já estão abertas e podem ser realizadas pelo site oficial ou pelo e-mail (treinamento@setcepar.com.br). O SETCEPAR mantém uma programação contínua de Reuniões das Comissões Técnicas e programas especializados de consultoria.
A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará a primeira edição do CONET&Intersindical 2026 nos dias 26 e 27 de fevereiro, no ROYAL TULIP BRASÍLIA ALVORADA, em Brasília (DF). O evento tem como entidade anfitriã a FENATAC – Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas e Logística, com o apoio dos Sindicatos filiados à entidade.
O CONET&Intersindical é dividido em duas etapas:
1. CONET: apresentação de pesquisas de mercado realizadas pelo Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE) da NTC&Logística, além de debates sobre custos e tarifas do setor;
2. Intersindical: discussão de temas relacionados ao desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC).
O CONET&Intersindical consolidou-se como um dos eventos mais importantes do setor, reunindo os principais protagonistas do TRC, promovendo debates estratégicos, troca de experiências e oportunidades para o fortalecimento de parcerias.
Condições de Inscrição
l Inscrições realizadas até 31 de dezembro ➝ Desconto de 15% sobre os valores de sócio, não sócio e extra jantar.
l Inscrições realizadas até 31 de janeiro ➝ Desconto de 5% sobre os valores de sócio, não sócio e extra jantar.
l Inscrições realizadas de 1º a 19 de fevereiro ➝ Valores integrais, sem desconto.
As inscrições se encerram em 19 de fevereiro.
Hospedagem – Tarifas Especiais
Para a compra de hospedagem com tarifas especiais, utilize o PROMOCODE:
CONETNTCBSB
Canal de contato para reservas:
l Segunda a sexta-feira: das 9h às 18 horas
l Sábado: das 10h às 14 horas
l E-mail: df.reservas@goldentulip.com.br
l Telefone: (61) 3424-7018
Patrocine o evento e impulsione a sua marca.
Fale com Elisete Balarini pelo telefone/WhatsApp (11) 99404-9647 ou pelos e-mails assessoria@ntc.org.br e comercial@ntc.org.br
l NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)
Entidade Anfitriã
l FENATAC (Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas e Logística)
Apoio
l Sindicatos filiados à FENATAC
Patrocinadores
l Geotab
l Road Card – Pamcard
Apoios Institucionais
l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte; SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte; ITL – Instituto de Transporte e Logística)
Vander Costa acompanha o ministro Renan Filho em início da agenda que percorre obras estratégicas em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo
O presidente do Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL), Vander Costa, participou, nessa quarta-feira (14), em Belo Horizonte (MG), da abertura de mais uma edição da caravana “Na Boleia do Brasil”, iniciativa do Ministério dos Transportes que leva a agenda ministerial diretamente às obras em andamento e promove o diálogo com a sociedade sobre os desafios e as prioridades da infraestrutura nacional.
A caravana é liderada pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, que, ao longo de três dias, percorrerá os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo com visitas a cerca de dez obras estratégicas. O projeto dá continuidade à ação iniciada em novembro de 2025, quando o ministro deixou Brasília em uma viagem de caminhão rumo à COP30, em Belém (PA).
O pontapé inicial ocorreu na capital mineira, durante uma reunião com instrutores de trânsito para tratar do programa CNH do Brasil, voltado à ampliação do acesso à primeira habilitação. De acordo com o Ministério, cerca de 135 mil pessoas de todo o país já se inscreveram, pelo aplicativo, para o curso de instrutor. Somente em Minas Gerais, foram registradas 261 mil solicitações para a obtenção da carteira de motorista pela plataforma.
Durante o encontro, o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, destacou que a iniciativa representa um avanço ao ampliar o acesso à habilitação, fortalecer a formação de condutores e promover a segurança viária. Ele também ressaltou o papel estratégico do SEST SENAT na qualificação de novos motoristas, na ampliação da oferta de cursos e na disponibilização de conteúdos para a capacitação dos instrutores no novo formato do programa.
Ainda em Minas Gerais, o ministro dos Transportes autorizou o início das obras do PPD (Ponto de Parada e Descanso) para caminhoneiros, que será instalado em Carandaí, no trecho da BR-040 que liga Belo Horizonte a Juiz de Fora. A estrutura integra a política nacional de melhoria das condições de trabalho e segurança dos profissionais do transporte rodoviário de cargas.
A agenda da caravana inclui também o Rio de Janeiro, com visita às obras da Serra das Araras, na BR-116 (Rodovia Presidente Dutra). Com investimento de R$ 1,5 bilhão, o projeto prevê a construção de novas pistas de subida e descida em um trecho sinuoso de dez quilômetros, solucionando um gargalo histórico que compromete a fluidez e a segurança de um dos principais corredores rodoviários do país.
Em São Paulo, Renan Filho visitará as obras na Via Dutra, nos trechos de São José dos Campos e Guarulhos, considerados estratégicos para desafogar o tráfego nas principais entradas da capital e no Vale do Paraíba, além de facilitar o escoamento da produção aeroespacial, automotiva, química e de tecnologia, setores fortes da região.
A caravana reforça a integração entre governo e setor produtivo, e o compromisso com a modernização da infraestrutura de transportes, pauta considerada estratégica pelo Sistema Transporte para o desenvolvimento econômico e social do país.
Em ano decisivo, a entidade estrutura estudos, análises técnicas e ações de defesa setorial para ampliar a competitividade e apoiar o desenvolvimento do transporte brasileiro
A CNT inicia 2026 com uma agenda robusta, que integra produção técnica, inovação, sustentabilidade e articulação institucional, para enfrentar desafios estruturais do setor em um ano marcado por eleições gerais e por mudanças esperadas no ambiente regulatório e institucional do país. O conjunto de projetos da entidade foi estruturado para orientar decisões de empresários, gestores públicos e representantes governamentais, com foco em avanços na infraestrutura, competitividade e capacidade operacional do transporte brasileiro.
Ao projetar o ano que começa, o presidente da CNT, Vander Costa, destacou que a atuação da Confederação seguirá de forma integrada para apoiar o setor em um momento estratégico. “Este é um ano decisivo para o Brasil, e o Sistema Transporte continuará trabalhando com visão técnica e articulação política para assegurar avanços concretos para o transporte e o desenvolvimento do país”, afirmou.
Atuação institucional
No campo institucional, a CNT estruturou sua atuação para assegurar que as prioridades do transporte avancem ao longo do calendário político de 2026. A agenda inclui ações de defesa setorial, gestão de riscos regulatórios e acompanhamento de pautas que impactam diretamente o ambiente de negócios. Entre os principais marcos do ano, está o lançamento da Agenda Institucional Transporte e Logística 2026, que reunirá propostas, ações jurídicas e temas legislativos acompanhados pela entidade, com contribuições das federações e associações representativas do setor.
A CNT também fará o monitoramento contínuo das concessões de infraestrutura, incluindo novos leilões e o avanço de projetos em rodovias, ferrovias, hidrovias, aeroportos regionais e terminais portuários. O acompanhamento do Plano Nacional de Logística 2050 e das regulamentações decorrentes da reforma tributária integra esse esforço, assim como a análise de votações de grande impacto no Congresso Nacional, entre elas o Marco Regulatório do Transporte Público de Passageiros, a PEC da Segurança Pública, a PEC 22/2025 (chamada Lei do Descanso) e o PL 79/2020, que amplia os recursos destinados ao SEST SENAT.
No âmbito jurídico, a CNT seguirá atenta a processos relacionados a temas como desoneração da folha de pagamentos, seguro de carga, tabela do frete, adicional de periculosidade e questões que envolvem motoristas profissionais. A atuação internacional também ganhará relevância, com a participação em fóruns como a OIT (Organização Internacional do Trabalho) e o Mercosul, reforçando o posicionamento institucional do transporte brasileiro.
Ao avaliar o cenário político de 2026, a CNT ressaltou que o ano pode trazer transformações relevantes para o país. “Por isso, a CNT trabalhará para garantir que as prioridades do transporte estejam presentes nas propostas governamentais durante e após o processo eleitoral”, afirmou a entidade. Nesse contexto, a agenda também prevê a realização de uma nova edição do Fórum CNT de Debates, que, em 2026, reunirá candidatos à Presidência da República para discutir prioridades do setor e apresentar propostas para o avanço da infraestrutura nacional.
A pauta ambiental completa a agenda estratégica de 2026, impulsionada por marcos decisivos, como o protagonismo do transporte na COP31, a execução dos Planos Clima e o avanço da implementação da Nova NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) brasileira, que estabelece novas metas de mitigação de emissões e exige uma atuação integrada de diferentes setores da economia, incluindo o transporte. Nesse contexto, a CNT reforça seu compromisso em contribuir tecnicamente para a construção de soluções que conciliem desenvolvimento, competitividade e sustentabilidade.
Agenda técnica
No eixo técnico, a CNT dará prioridade a estudos voltados à sustentabilidade das empresas e à modernização do sistema de transporte. Entre os principais destaques, está a elaboração de um diagnóstico nacional sobre o déficit de motoristas no transporte rodoviário, que irá analisar as causas da perda de atratividade da profissão e indicar caminhos para a valorização e retenção da mão de obra. A entidade também prevê a publicação do Catálogo CNT de Práticas Sustentáveis, com foco em economia circular e reciclagem automotiva, apontando oportunidades para a renovação de frotas, redução de resíduos e diminuição das emissões de gases de efeito estufa.
Outro eixo relevante será uma nova edição da Série CNT Energia no Transporte, dedicada à análise dos combustíveis sintéticos como alternativa ao diesel de origem fóssil, abordando vantagens ambientais, desafios operacionais e aspectos regulatórios. Complementando esse conjunto de iniciativas, a CNT desenvolverá um levantamento nacional de cases de boas práticas em empresas de transporte e logística, reunindo soluções replicáveis que já demonstram eficiência em diferentes modais.
A agenda técnica de 2026 também contempla a continuidade de levantamentos já consolidados, como o Índice de Confiança do Transportador, que mede a percepção empresarial sobre a economia e o desempenho do setor, e a Pesquisa CNT de Rodovias, responsável por avaliar as condições de pavimento, sinalização e geometria das rodovias brasileiras, com o uso de tecnologias modernas de captura e análise de dados.
Em um ano eleitoral, a CNT ampliará sua contribuição ao debate nacional por meio da realização da Pesquisa CNT de Opinião, que monitora a percepção da população sobre temas econômicos e políticos. Também está prevista a atualização do Plano CNT de Transporte e Logística, que organiza uma carteira nacional de projetos necessários de infraestrutura. Complementando o eixo estratégico, será publicada uma nova edição do documento O Transporte Move o Brasil, que reúne propostas do setor para o aprimoramento de políticas públicas e o aumento da eficiência logística do país.
Durante a última reunião ordinária dos Conselhos de 2025, a CNT reforçou a relevância de sua produção técnica para o setor. “Os estudos da CNT oferecem ao setor informações estratégicas que qualificam decisões, orientam investimentos e fortalecem a competitividade das empresas de transporte”, destacou a diretora executiva da entidade, Fernanda Rezende.
O Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs) e a Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul) promovem, a partir de 21 de janeiro, em Porto Alegre, o Fórum de Debates Setcergs | Federasul, com três encontros voltados à discussão das concessões rodoviárias no estado. Os debates darão ênfase especialmente aos Blocos 1 e 2. O evento reunirá lideranças empresariais, representantes do poder público, da classe política e da sociedade civil para dialogar e construir consensos sobre o futuro das rodovias gaúchas.
De acordo com os organizadores, o fórum tem como objetivo promover escuta ativa, esclarecimento e diálogo sobre a modelagem das concessões rodoviárias, considerando o papel estratégico das estradas para o desenvolvimento econômico, a logística, a segurança e a integração entre as regiões do Rio Grande do Sul. A iniciativa parte do entendimento de que a qualidade da malha rodoviária impacta diretamente o abastecimento, a competitividade e a atração de investimentos no Estado.
Estrutura dos encontros
O fórum será composto por três encontros, que ocorrem nos dias 21 de janeiro, 4 de fevereiro e 25 de fevereiro, na sede do Setcergs, conhecida como Casa das Rodas e Rodovias. A moderação será conduzida pelo ex-vice-prefeito Ricardo Gomes e pelo presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, com a proposta de organizar um processo de diálogo baseado em transparência, respeito e responsabilidade.
Primeiro encontro
No primeiro encontro, marcado para o dia 21 de janeiro, às 14 horas, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), fará uma apresentação da modelagem proposta para as concessões, desenvolvida em parceria com técnicos do BNDES e do Governo do Estado. Na sequência, o presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Marco Aurélio Barcelos, apresentará um panorama das modelagens adotadas em outros estados. Após as exposições, os moderadores conduzirão perguntas direcionadas ao governador.
Segundo e terceiro encontros
O segundo encontro, em 4 de fevereiro, será destinado ao recebimento, por parte do Governo do Estado, de sugestões e proposições de aprimoramento ao modelo apresentado. No terceiro e último encontro, em 25 de fevereiro, o Governo indicará quais contribuições poderão ser incorporadas e de que forma.
Construção coletiva
O presidente do Setcergs, Delmar Albarello, afirma que o fórum é um espaço de construção coletiva. “Estamos muito contentes em receber, na nossa casa, representantes dos setores da indústria, do comércio e de serviços para um diálogo aberto, responsável e técnico. As rodovias são estruturantes para o estado e precisam ser discutidas com profundidade, dados e compromisso com a sociedade”, destaca Albarello.
Convergência entre setores
Já o presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, destaca a convergência entre os setores. “O Rio Grande do Sul precisa de união e de decisões sustentadas em dados. Falar sobre infraestrutura rodoviária é ampliar a discussão sobre segurança, desenvolvimento econômico e progresso. O fórum é uma oportunidade concreta de alinhar interesses e construir soluções para o futuro do estado”, ressalta Sousa Costa.
Malha rodoviária gaúcha
O Rio Grande do Sul possui uma malha rodoviária superior a 150 mil quilômetros, considerando rodovias federais, estaduais e municipais. O transporte rodoviário é o principal modal do estado, responsável pela maior parte do escoamento de cargas, incluindo produtos agrícolas e manufaturados, além de conectar regiões, reduzir custos logísticos e fortalecer cadeias produtivas.
Serviço
O quê: Fórum de Debates Setcergs | Federasul
Quando: 21 de janeiro, às 14 horas
Onde: Sede do Setcergs (Av. São Pedro, 1420 – Bairro São Geraldo – Porto Alegre)
Quando retomar suas atividades, em fevereiro, a Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado (CI) poderá votar projetos como o PL 1.508/2019, que exige sinalização definitiva em rodovias federais após obras de pavimentação, restauração, recuperação ou manutenção.
Para isso, o projeto insere dispositivos na Lei 10.233, de 2001, para determinar que os editais de licitação de obras em rodovias deverão conter cláusulas de obrigatoriedade de sinalização definitiva antes da liberação do tráfego na via.
Na época em que apresentou a proposta, o então deputado federal Santini (RS) afirmou que seu objetivo era garantir o trânsito em condições seguras.
Na CI, o relator da matéria é o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). Em seu relatório, o senador recomenda a aprovação do projeto, “considerando que os elementos de sinalização têm interferência direta na segurança do tráfego, servindo para informar sobre as condições das vias e os perigos existentes, além de induzir o comportamento dos usuários das vias públicas e garantir boas condições de trafegabilidade”.
A Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado é presidida por Marcos Rogério (PL-RO).
Um trabalho de formatura desenvolvido na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) adiciona novos elementos ao debate sobre descarbonização do transporte rodoviário. Segundo o estudo, caminhões que operam no Brasil podem alcançar desempenho ambiental superior ao de modelos europeus quando a análise considera as emissões de CO₂ por carga transportada, e não apenas o consumo absoluto de combustível.
A pesquisa, conduzida pelo engenheiro mecânico Eduardo Eisenbach de Oliveira Fortes, indica que veículos pesados em operação no país emitem até 35% menos CO₂ por tonelada-quilômetro do que caminhões equivalentes que circulam na Europa. Dessa forma, o trabalho sugere que a logística brasileira, marcada por alta capacidade de carga, pode representar uma vantagem ambiental relevante.
Simulação europeia adaptada à realidade brasileira
Para chegar a esse resultado, Fortes aplicou de forma pioneira no Brasil a ferramenta VECTO (Vehicle Energy Consumption Calculation Tool), utilizada obrigatoriamente na União Europeia para certificar consumo energético e emissões de caminhões. No entanto, em vez de replicar o modelo europeu, o pesquisador adaptou os parâmetros do simulador às condições nacionais.
Assim, o estudo incorporou rotas longas, topografia mais severa e composições veiculares com até 74 toneladas, realidade bastante distinta do limite europeu de 40 toneladas. Além disso, Fortes comparou caminhões padrão 6×4 operando em rotas típicas da Europa com o corredor logístico entre Campo Grande (MS) e o Porto de Paranaguá (PR), eixo estratégico para o escoamento da produção de grãos.
“O setor de transporte de cargas responde por níveis relevantes de emissão de CO₂. Como o modal rodoviário movimenta mais de 60% das cargas no Brasil, precisamos de métricas mais precisas e aderentes à nossa realidade”, explica o autor.
Capacidade de carga como fator-chave
Os resultados da simulação mostram que, embora o caminhão brasileiro consuma mais combustível em termos absolutos, devido ao maior peso total, a eficiência cresce quando o consumo se dilui pela quantidade de mercadoria transportada. Enquanto o caminhão padrão europeu Euro VI emite 29,0 gCO₂/ton·km, o modelo brasileiro analisado alcança 18,8 gCO₂/ton·km.
Nesse contexto, o estudo identifica a carga transportada como o principal diferencial ambiental, superando até mesmo a influência da topografia. “Mesmo com tecnologias veiculares por vezes defasadas, consequência de uma frota envelhecida, a escala de transporte no Brasil compensa ambientalmente quando avaliamos a emissão por unidade de carga”, afirma Fortes.
Rigor técnico e uso de dados reais
Para assegurar consistência metodológica, o pesquisador utilizou dados reais de repositórios oficiais do VECTO, além da legislação brasileira para caracterizar os veículos padrão do Brasil e da Europa. Além disso, para mapear uma rota de mais de mil quilômetros, Fortes combinou informações reais com Inteligência Artificial integrada ao Google Maps, a fim de identificar limites de velocidade ao longo do trajeto.
Posteriormente, algoritmos desenvolvidos em Python processaram mais de 100 mil pontos de dados, o que elevou o nível de detalhamento da simulação. Dessa maneira, o trabalho conseguiu refletir com maior fidelidade as condições operacionais do transporte rodoviário nacional.
Para o professor Marcelo Augusto Leal Alves, coordenador do Centro de Engenharia Automotiva da Poli-USP e orientador do projeto, o estudo preenche uma lacuna importante. “No Brasil, onde o transporte rodoviário domina o escoamento de cargas, a avaliação das emissões de CO₂ de caminhões é estratégica. Como o país não dispõe de uma ferramenta equivalente ao VECTO, pesquisas como essa ganham ainda mais relevância”, destaca.
Desafios climáticos e frota envelhecida
Embora os resultados indiquem eficiência relativa elevada, o estudo também dialoga com desafios estruturais do setor. O Brasil assumiu, no âmbito do Acordo de Paris, metas de redução de emissões de gases de efeito estufa. No transporte rodoviário, os caminhões respondem por cerca de 42% das emissões do segmento, segundo o Observatório do Clima.
Além disso, a idade média da frota brasileira, próxima de 12 anos, compromete a eficiência energética e reforça a necessidade de renovação tecnológica, conforme dados do Anuário CNT do Transporte. Ainda assim, o trabalho da Poli-USP demonstra que a forma de medir as emissões pode alterar significativamente a percepção sobre sustentabilidade no setor.
Ao considerar a emissão por carga efetivamente transportada, a pesquisa sugere que o Brasil pode contribuir de maneira mais eficiente para as metas climáticas do que indicam análises baseadas apenas em padrões europeus. Nesse sentido, o estudo abre espaço para um debate mais técnico e ajustado à realidade do transporte pesado nacional.
A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) deu início a uma nova edição da Pesquisa de Mercado do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), voltada às empresas transportadoras de todo o país. O levantamento tem como objetivo avaliar a situação econômica do setor ao longo de todo o ano de 2025, identificando os principais desafios enfrentados, além de oportunidades, tendências e indicadores que impactam diretamente o desenvolvimento e a sustentabilidade das operações.
A coleta de informações será realizada por meio de um questionário objetivo e de fácil preenchimento, com perguntas de múltipla escolha, garantindo uma participação prática e acessível para as empresas. A colaboração do setor é essencial para que o estudo retrate com precisão a realidade do transporte de cargas no Brasil e forneça dados consistentes para a formulação de políticas públicas e estratégias empresariais.
Os resultados consolidados serão apresentados durante a primeira edição de 2026 do CONET&Intersindical (Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado), que será realizada no dia 26 de fevereiro, em Brasília (DF).
Documento reúne indicadores e iniciativas da empresa com destaque para oito anos sem acidentes de alto potencial e frota com 99% de veículos Euro 6 e Euro 5
A sustentabilidade deixou de ser uma pauta restrita a grandes corporações globais e passou a ocupar posição central nas estratégias empresariais em diferentes setores da economia. No Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), essa agenda ganha ainda mais relevância diante das transformações regulatórias, das exigências de mercado e da crescente cobrança da sociedade por práticas responsáveis, transparentes e alinhadas aos princípios ambientais, sociais e de governança (ESG).
Esse movimento acompanha uma tendência global consistente. Segundo a Bloomberg Intelligence, os investimentos em ativos que seguem critérios ESG devem alcançar US$ 53 trilhões até o final de 2025, representando cerca de um terço de todos os ativos sob gestão profissional no mundo. No Brasil, dados da Amcham e do Pacto Global da ONU indicam que 76% das empresas já incorporaram a sustentabilidade às suas estratégias de negócio, enquanto 71% aplicam práticas ESG no dia a dia operacional, evidenciando um avanço significativo em relação aos últimos anos.
É nesse contexto que a TransJordano, empresa com mais de 27 anos de experiência no transporte rodoviário de cargas, anuncia o lançamento do seu Relatório ESG 2025, documento que consolida resultados, práticas e compromissos da companhia nas dimensões ambiental, social e de governança. A iniciativa posiciona a empresa entre as transportadoras que adotam uma postura estruturada e transparente diante da agenda de sustentabilidade, alinhando-se às novas demandas do mercado e aos marcos regulatórios que passam a exigir maior rigor a partir de 2026.
Para João Bessa, CEO da TransJordano, o documento representa um avanço institucional relevante. “O Relatório ESG 2025 é a prova de que a TransJordano não trata sustentabilidade como tendência, trata como estratégia. Nós construímos uma operação com gestão robusta, baseada em segurança, transparência e responsabilidade, porque sabemos que o futuro do transporte será decidido por quem entrega resultado com integridade”.
Entre os principais dados apresentados, o documento destaca o resultado de oito anos consecutivos sem acidentes de alto potencial, refletindo uma gestão focada em segurança, prevenção e cuidado com as pessoas. Também apresenta indicadores robustos de governança, como a manutenção de certificações ISO 39001, ISO 9001, SASSMAQ e Selo Ouro de Mobilidade Segura, além do uso de ferramentas como o Sistema Alerta e a telemetria, que monitoram o comportamento dos motoristas de forma preventiva, aliadas a políticas de LGPD e canais de denúncia estruturados.
Na dimensão ambiental, o relatório aponta que 99% da frota da TransJordano é composta por veículos Euro 6 e Euro 5, índice considerado altamente relevante para o TRC, além da participação ativa no Programa Despoluir e da mensuração contínua das emissões de gases de efeito estufa. No pilar social, ganham destaque iniciativas como o programa Saúde em Movimento, que impacta colaboradores e comunidades com ações de vacinação infantil, atividades esportivas, programas de mindfulness e apoio a causas sociais, além de políticas voltadas à diversidade e ao fortalecimento da presença feminina no setor.
Na avaliação de Joyce Bessa, diretora de estratégia e gestão da TransJordano, os resultados apresentados no relatório demonstram como o ESG precisa estar integrado à operação. “Quando falamos em sustentabilidade, estamos falando de segurança, de pessoas, de governança e de decisões responsáveis no dia a dia. O marco de oito anos sem acidentes de alto potencial, os investimentos em frota moderna, as certificações, o cuidado com a saúde e o bem-estar dos colaboradores e a atuação junto às comunidades mostram que ESG não é discurso, é gestão”, destaca a executiva.
O Relatório ESG 2025 também projeta os compromissos da TransJordano para os próximos anos, incluindo metas de redução de emissões, aquisição de frotas com menor impacto ambiental, investimentos em infraestrutura sustentável, fortalecimento da governança e ampliação de programas sociais. A iniciativa reforça o posicionamento da empresa em um cenário em que responsabilidade e competitividade caminham juntas no novo ciclo de desenvolvimento do setor.
Por fim, o diretor comercial da empresa, Jordano Bessa, destaca o olhar e as exigências que o mercado tem com seus parceiros diante dessa nova realidade. “Hoje, o mercado não quer apenas um fornecedor, quer um parceiro confiável, previsível e preparado para o futuro. O Relatório ESG 2025 mostra que a TransJordano entrega exatamente isso: uma operação eficiente, segura, certificada e alinhada às exigências que já estão moldando o transporte a partir de 2026. Para os nossos clientes, ESG é garantia de continuidade, reputação protegida e eficiência com responsabilidade. Para nós, esse é um diferencial competitivo que sustenta relações de longo prazo”, conclui.
Investimentos estão previstos para ser executados ao longo dos contratos assinados pelos vencedores dos certames realizados na B3
Em 2025, foram realizados sete leilões na B3, em São Paulo, envolvendo Minas Gerais, conforme levantamento do Diário do Comércio. Esses certames viabilizaram mais de R$ 45 bilhões em investimentos, previstos para serem executados no decorrer dos contratos.
O último leilão, promovido em dezembro pelo governo federal, também o que soma o maior volume de aportes, em torno de R$ 14 bilhões, foi o da BR-381 entre Belo Horizonte e a capital paulista, a famosa Fernão Dias. O certame marcou a primeira repactuação contratual com competição de uma rodovia no Brasil.
Outro certame de destaque foi o das rodovias federais BR-153 e BR-262, que perpassam Goiás e Minas Gerais. O trecho leiloado, mais conhecido como Rota Sertaneja, deve receber investimentos da ordem de R$ 10 bilhões.
Além desses, ocorreram outros dois leilões de concessões rodoviárias. O governo federal promoveu o certame das BR 040 e 495, entre Juiz de Fora e o Rio de Janeiro, com previsão de aportes de cerca de R$ 8,8 bilhões. Já o governo estadual leiloou o lote Ouro Preto-Mariana, batizado de Via Liberdade, que abrange rodovias que ligam Nova Lima a Rio Casca, com estimativa de investimentos de aproximadamente R$ 5 bilhões.
A lista de certames ainda incluiu outros segmentos. O Estado realizou os leilões das parcerias público-privada (PPP) do Complexo de Saúde Hospitalar Padre Eustáquio (Complexo HoPE), que prevê aportes de mais de R$ 2 bilhões, e de duas unidades socioeducativas, com previsão de investimentos da ordem de R$ 100 milhões. Já o governo federal fez o Leilão de Transmissão nº 4/2025, que atraiu cerca de R$ 5,5 bilhões.
Os sete leilões que envolveram Minas Gerais ajudaram a B3 a bater recorde no ano passado, com um total de 75 leilões, representando R$ 243,8 bilhões em investimentos. Apenas no Sudeste, foram 25 leilões, viabilizando em torno de R$ 91 bilhões em aportes.
Três certames já previstos para 2026 envolvem o Estado
Para este ano, a expectativa da B3 também é bastante positiva para a realização de leilões. De acordo com a gerente de Relacionamento e Governança em Licitações da B3, Mônica Salles Lanna, apenas para o primeiro trimestre já estão publicados 14 certames, número que ainda deve aumentar para mais de 20 se as perspectivas se confirmarem. Segundo ela, entre os certames publicados, três envolvem Minas Gerais.
“Já tem publicada a PPP para construção da ponte que liga Delfinópolis até Cássia e a PPP do transporte aquaviário, das balsas do Lago de Furnas. E também temos que mencionar o sistema rodoviário Rotas das Gerais, que pega a BR-251 e a BR-116, com leilão previsto para o final de março, que tem também um impacto direto em Minas Gerais”, destaca.
A safra agrícola de 2026 deve totalizar 339,8 milhões de toneladas, uma queda de 1,8% em relação a 2025. O resultado equivale a 6,3 milhões de toneladas a menos. Os dados são do terceiro Prognóstico da Safra Agrícola divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao segundo prognóstico, a safra de 2026 será 1,2% maior, 4,2 milhões de toneladas. Já a safra de 2025 alcançou um recorde de 346,1 milhões de toneladas, 53,4 milhões de toneladas a mais que o desempenho de 2024, um aumento de 18,2%, segundo os dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de dezembro. Em relação ao levantamento de novembro, houve um aumento de 0,1% na estimativa, o equivalente a 196,1 mil toneladas a mais.
A área colhida na safra agrícola de 2025 totalizou 81,6 milhões de hectares, 2,5 milhões de hectares a mais que o desempenho de 2024, um aumento de 3,2%. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de dezembro, divulgado pelo IBGE. Em relação ao levantamento de novembro, houve uma alta de 58,531 mil hectares na estimativa da área colhida, elevação de 0,1%.
Quanto à área a ser colhida na safra de 2026, a projeção é de 82,7 milhões de hectares, um crescimento de 1,4% em relação a 2025, ou 1,2 milhão de hectares a mais, de acordo com o terceiro Prognóstico da Safra Agrícola. As projeções apontam aumentos nas áreas do milho (2,3% ou mais 522,8 mil hectares, sendo de 9,2% ou mais 405,8 mil hectares para o milho 1ª safra e de 0,7% ou mais 117,0 mil hectares para o milho 2ª safra), soja (0,4% ou mais 208,2 mil hectares) e feijão 1ª safra (0,9% ou mais 10,7 mil hectares). Na direção oposta, a área deve ser menor para o algodão herbáceo em caroço (-5,7% ou -122,5 mil hectares) e arroz (-5,6% ou -97,9 mil hectares).
Em 2026, a área a ser colhida deve ser maior do que em 2025 no Mato Grosso (3,3%); Rio Grande do Sul (1,4%); Tocantins (1,5%); Mato Grosso do Sul (0,8%); Piauí (9,6%); Minas Gerais (1,3%); Ceará (1,1%); São Paulo (0,8%); Pará (5,2%) e Rondônia (2,6%). Há expectativa de quedas no Paraná (-0,4%); Goiás (-0,7%); Bahia (-3,5%); Maranhão (-0,1%) e Santa Catarina (-0,4%).
Em coletiva de imprensa realizada em São Paulo, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apresentou um balanço técnico do desempenho do setor em 2025, ano marcado por crescimento tímido diante de um cenário macroeconômico desafiador, com destaque para uma severa retração no segmento de veículos pesados. O presidente da entidade, Igor Calvet, detalhou os números e apontou o recém-lançado Programa Move Brasil como a principal ferramenta para estabilizar um mercado de caminhões que acumulou uma queda de 20,5% nas vendas de modelos pesados no ano passado.
A produção nacional de autoveículos atingiu 2.644.054 unidades em 2025, um incremento de 3,5% sobre o ano anterior, mantendo o Brasil como o oitavo maior produtor global. O mercado interno, por sua vez, registrou 2.689.634 emplacamentos, alta de 2,1%, consolidando o terceiro ano consecutivo de expansão, ainda que abaixo das projeções iniciais da entidade. “É o terceiro ano consecutivo em que há um aumento nos emplacamentos no país. Diante das dificuldades e instabilidades do ano de 2025, o setor sai sim, positivamente“, avaliou Calvet.
Contudo, a performance agregada escondeu uma forte divergência entre segmentos. Enquanto os veículos leves (automóveis e comerciais leves) tiveram alta de 4,5% na produção, o segmento de pesados (caminhões e ônibus) sofreu uma retração de 9,9%. O foco principal da preocupação da indústria recaiu sobre os caminhões, especialmente os pesados, cujo emplacamento despencou 20,5% em 2025, com uma queda de 9,2% no total do segmento. Em contrapartida, o mercado de ônibus apresentou um comportamento positivo, com alta de 6,8% nos licenciamentos.
“O que aconteceu no mercado de caminhões foi, como eu já mostrei, o campeão das avessas. Podemos dizer que foi o que aconteceu de pior no mercado automotivo no ano de 2025, essa queda de 20,5% no emplacamento de caminhões pesados“, afirmou Calvet, atribuindo a crise principalmente aos patamares elevados da taxa de juros, que inviabilizaram as contas de transportadores autônomos e frotistas.
Como resposta a essa crise setorial, o governo federal instituiu o Programa Move Brasil, linha de crédito de R$ 10 bilhões com prazos de até 60 meses e taxas subsidiadas, variando entre 11,8% e 13,9% ao ano. Calvet definiu a iniciativa como uma “medida desfibrilatória” para o setor. “O programa, portanto, destrava, de certa forma, esse mercado de caminhões que estava vindo num processo bastante ruim. E o principal problema, como já alertado pela Anfavea, eram as altas taxas de juros“, declarou. Segundo o executivo, clientes podem antecipar compras programadas para mais adiante para se beneficiarem dessa vantagem.
O presidente da Anfavea explicou que o impacto concreto do programa nas vendas ainda está sendo mensurado, uma vez que sua operacionalização começou há aproximadamente 15 dias. No entanto, ele adiantou que há demanda reprimida e que a medida deve funcionar como um estabilizador. “A importância [do Move Brasil] foi para refrear uma queda grande. Portanto, prevemos uma estabilidade no mercado de pesados em 2026, por enquanto“, projetou, esperando que os caminhões pesados, mais afetados pela crise, sejam os maiores beneficiados.
Para 2026, a Anfavea, em parceria com o Itaú BBA para análises macroeconômicas, projeta um cenário de “otimismo contido”. As expectativas são de um crescimento de 2,8% nas vendas de veículos leves, estabilidade (com leve queda de 0,5%) para os pesados, alta de 1,3% nas exportações e incremento de 3,7% na produção total, que deve alcançar 2,74 milhões de unidades. “É um ano em que nós vemos um crescimento, mas um ano que nos traz bastante dúvidas e instabilidades”, ponderou Calvet, citando a indefinição sobre a trajetória da taxa básica de juros e as discussões pendentes sobre reforma tributária.
Outro tema técnico de alta relevância abordado foi o das cotas de importação para veículos em kits (SKD/CKD), que expiram em 31 de janeiro de 2026. Calvet fez um apelo veemente para que não haja prorrogação, alertando para riscos à base industrial nacional. “Nossa preocupação é um processo de empobrecimento da base industrial brasileira”, afirmou, apresentando um estudo interno que estima, em um cenário extremo de migração total para montagem de kits, uma perda de R$ 3 bilhões em compras de autopeças, risco a 69 mil empregos diretos nas montadoras e impacto de R$ 42 bilhões nas exportações.
O executivo também comentou o forte crescimento de 60,8% no emplacamento de veículos eletrificados (híbridos, híbridos plug-in e elétricos) em 2025, que passaram a representar 11,2% do mercado total (285 mil unidades). Desse volume, 73 mil unidades foram produzidas nacionalmente. Para 2026, a expectativa é que a produção local dessas tecnologias ganhe ainda mais participação, na esteira dos investimentos anunciados.
Acordo Mercosul-União Europeia
Em meio às projeções para o ano, Calvet também abordou os potenciais impactos do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, recentemente retomado. Ele classificou o entendimento como “bom para a economia brasileira” e uma “inevitabilidade”, mas alertou para os desafios competitivos que ele impõe ao setor automotivo local. “Para veículos leves a combustão, nós temos um cronograma de desgravação em 15 anos, com uma carência de cerca de sete anos antes do início da redução tarifária linear“, explicou.
O ponto de maior atenção, no entanto, está nos veículos eletrificados, que teriam um tratamento diferenciado. “Nos veículos eletrificados, o que aconteceria é uma redução imediata de 20% para 25% do imposto no ano zero, com desgravação linear até o ano 15, sem carência“, detalhou o presidente.
Para a Anfavea, esse período de transição é crucial. “Esse período de carência é um período de preparação do Brasil. É bom ter o desafio porque também estabelece um tempo: olha, em 7 anos nós temos que ajustar todos os gargalos da nossa competitividade“, finalizou Calvet, ressaltando que a entidade apoia o acordo, mas monitora de perto seus desdobramentos e o cenário de internalização pelos parlamentos.