A Mulher e a Logística

Angela Merke, Chanceler da Alemanha

Christine Lagarde, Diretora do FMI

Luiza Trajano Donato, Fundadora das lojas Magazine Luiza

O que estas mulheres possuem em comum? Todas são grandes líderes inspiradoras que através de muita determinação conquistaram sucesso e reconhecimento de todo o mundo.

Foi uma longa jornada até que estas mulheres pudessem assumir papéis antes somente exercidos por homens. Durante a chegada da Revolução Industrial e a necessidade cada vez maior de contribuir com o sustento das famílias, as mulheres foram inseridas em um mercado desleal de trabalho. Já em tempos atuais, segundo IBGE, mulheres entre 25 a 45 anos ainda recebem somente 79,50% do que os homens na mesma faixa etária. Segundo a folha de São Paulo as mulheres irão ganhar o mesmo que os homens apenas em 2085.

Na logística não é muito diferente, observam-se muitas empresas onde os homens são a grande maioria e quando se depara com uma mulher na função de motorista por exemplo, a reação é no mínimo de surpresa e as vezes infelizmente até mesmo de espanto.

Nosso intuito não é fazer um discurso femista*, mas sim de igualdade. A logística é uma profissão muito promissora e em ascensão e tanto homens e mulheres deveriam poder sonhar e almejar esta carreira. Se pararmos para pensar nas empresas de transporte e logística que conhecemos, a maioria dos colaboradores são homens ou mulheres?

Sou proprietária há 15 anos de uma transportadora juntamente com minha irmã e percebemos que muitas coisas mudaram ao longo destes anos, porém muito ainda tem a ser feito.

No início enfrentávamos muito preconceito em uma negociação pelo fato de sermos mulheres, ou para tratar de uma manutenção ou compra de um veículo e em algumas situações até hoje. Lembro de um fato curioso na aquisição do nosso primeiro veículo: nenhuma revendedora nos deu atenção e tivemos que pedir para que nosso pai fosse até uma revendedora para sermos atendidas.

Podemos enumerar diversas dificuldades que enfrentamos, mas que no final nos fortaleceram e fizeram valer a pena.

Atualmente somos uma empresa que emprega muitas mulheres e temos grande reconhecimento por parte de atendimento, satisfação dos clientes e organização. Acredito que este fato se deve muito a nossa equipe diversificada e multifuncional. Não tratamos somente como um fator ético como nossa equipe é composta e sim como uma estratégia inteligente do ponto de vista econômico.

Desejamos incentivar para que as transportadoras e empresas de logística analisem seu quadro de colaboradores e considerem com igualdade uma mulher em uma entrevista de emprego por exemplo. Cada um pode fazer sua parte para a construção de um mundo mais tolerante e justo. Nossa empresa é um exemplo constante que a mulher a frente da logística é perfeitamente viável e promissor.

* é a ideologia que prega a superioridade do gênero feminino sobre o masculino. É considerado o equivalente ao machismo, mas fazendo com que os oprimidos sejam os homens, enquanto que as mulheres seriam as opressoras. 

Responsável: Ana Carolini Pavanello

Piso Mínimo, Tabela de Frete, Acordo Coletivo, Será Que Vai Funcionar?

Sou a favor do livre mercado, mas a greve dos caminhoneiros autônomos que aconteceu em maio de 2018, acredito que foi até necessário de certa forma, um choque para que todos despertassem, entidades, governos, autônomos e transportadoras, pois da maneira em que os fretes vinham sendo praticados no mercado, tanto pelos autônomos quanto por transportadores, levaria a falência de muitos em um curto espaço de tempo. Essa paralização mostrou a importância e a força que o setor tem.

Acredito que um dos motivos que fez a greve acontecer foi o plano de financiamentos de governos anteriores, com taxas de juros bem atrativas para compra de caminhões através do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) parecia ser a solução para renovar a frota brasileira, mas não foi isso que aconteceu, autônomos que tinha seu caminhão com 10 anos de uso, comprou um caminhão novo, ou o segundo caminhão para abrir a sua pequena transportadora, o seu caminhão foi vendido para o outro autônomo que tinha um caminhão com 20 anos de uso, esse caminhão com 20 anos de uso ou mais, foi vendido para o motorista que era empregado de transportadora até então, e agora virou autônomo.

Transportadoras também aproveitaram essas taxas de juros baixas e renovaram a sua frota, seus veículos usados foram vendidos, em alguns casos aos seus próprios funcionários, esse motorista também virou autônomo.

Além de autônomos e transportadoras, engenheiros, médicos e pessoas de outras profissões que não tinha o registro da ANTT (agencia nacional de transportes Terrestres) , de olho nessa taxa de juros atrativa e incentivados por amigos, se aventuraram na compra de caminhões, deixando esse veículo na mão de motoristas sem registro, com acordo de que esse motorista pagasse as parcelas do financiamento e o restante seria a sua remuneração, para que ao longo de 5 anos esse bem que estaria quitado, seria o seu lucro, não se importando com o valor do frete, mas sim em pagar o financiamento, aumentando assim o número de autônomos e de caminhões.

Além do crescimento do número de caminhões, de motoristas autônomos e de pequenas transportadoras, agora todos estão endividados com os financiamentos adquiridos para compra dos caminhões, com PIB em queda desde de 2011, e depois do Brasil passar por sua pior recessão de sua história entre 2014 e 2016 e não conseguir decolar mais, com a economia estagnada, esses transportadores e autônomos com medo de perder o que já pagaram, e o banco requisitar esses bens por falta de pagamento, começaram a reduzir fretes para não ficar parados, e assim ninguém conseguiu cobrar as tarifas adequadas para remunerar de forma justa, e hoje o que vemos é uma frota sucateada conforme pesquisa realizada pela CNT(Confederação Nacional do Transporte) em agosto de 2018 que aponta que a média de idade dos caminhões dos autônomos é de 18,4 anos e das transportadoras é de 8,6 anos.

Sem dinheiro a solução para sobreviver foi de não realizar a manutenção adequada nos caminhões, não cumprir a lei de jornada dos motoristas e até não pagar os impostos, não cumprindo isso acabam dando desconto para embarcadores e contratando autônomos com preço a baixo do que seria necessário para cobrir os custos de uma viagem, como por exemplos os fretes retornos, isso gera uma concorrência desleal e injusta para quem trabalha dentro da lei e paga um preço caro para honrar os compromissos em dia.

Posso concluir que o nem piso mínimo de frete, tabela de frete ou acordo coletivo vai ser a solução para o que está acontecendo no setor de transportes, a solução é a FISCALIZAÇÃO ! temos que cobrar das entidades para que pressionem nossos governantes a intensificar a fiscalização nos 3 principais pontos que acredito ser um dos mais importantes.

  • Manutenção dos caminhões, cada ano que emite o certificado de licenciamento do caminhão, ser obrigatório uma inspeção nesse veículo com os principais itens de segurança como; pneus, freios, terminais de direção, luzes sinalizadoras, para-choques traseiros e laterais, para que trafeguem com o mínimo de segurança e não provoquem acidentes que custam a vida de outras pessoas, ou que custam caro para o governo com tratamentos em hospitais ou aposentadoria por invalidez, retirando de circulação caminhões que não tem o mínimo de condições de rodar ou obrigaria a realizar a manutenção, com isso as transportadoras cobrariam um frete justo para remunerar.
  • Cumprimento de jornada dos motoristas, ter uma fiscalização intensa nas rodovias através da PRF (Policia Rodoviária Federal) e de documentos arquivados nos escritórios das empresas, como disco de tacógrafos e relatórios de rastreadores e exames toxicológicos aleatórios na própria rodovia, para que as empresas contratem mais motoristas, e adquirem mais caminhões para atender certas rotas onde exigem muitas horas exaustivas de jornada forçando motoristas a usarem drogas que acabam causando acidentes, e prejudicando a sua saúde, custando caro ao governo com tratamentos e indenizações por invalidez, com isso as empresas a cobrariam um frete justo para remunerar essas exigências.
  • Pagamento de impostos, hoje tudo é eletrônico, e o governo não precisa enviar fiscais nas empresas, pois todas as informações está no sistema, o que cada empresa faturou e quem não recolheu os tributos, o bloqueio da emissão de CTE (Conhecimento de Transporte Eletrônico), travaria a operação dessa empresa, sem a emissão de CTE não tem seguro, não tem fatura e não gera os documentos necessários para dar andamento na operação, forçando essas empresas a pagar os tributos em dia, e cobrar um frete justo para que esse frete remunere todas as obrigações.

Com essa fiscalização, somente empresas e autônomos corretos ficariam no mercado, tirando de circulação oportunistas e atravessadores que mudam de CNPJ constantemente para enganar o governo, o rombo no caixa do governo por causa de empresas que não cumprem com suas obrigações, fazem com que a carga tributária do Brasil seja uma das mais altas do mundo. Não defendo a alta carga tributária, pois esses impostos não retornam da maneira que deveriam voltar para a sociedade, com saúde, educação e segurança pública, mas a lei tem que valer para todos para a concorrência ser justa. Sobrando apenas empresas sérias, a concorrência seria somente com diferencial no nível de serviço oferecido para seus clientes, tornando-a mais competitivas e regulando o mercado do transporte sem precisar de piso mínimo, tabela de frete ou acordo coletivo.

Responsável: Geovani Serafim

Nós Somos Natureza

Todos sabemos que os seres humanos são diferentes e que, por isso, possuem principalmente suas diferenças. Inclusive pode estar aí a maior beleza da espécie humana quando comparado a outras espécies.

Diferenças, entretanto, que podem ser superadas quando há o respeito um para com o outro e quando se usa toda a inteligência e racionalidade humana para encontrar principalmente, denominadores em comum que possam ser o preâmbulo e a base para a construção de soluções para essas oposições e conflitos.

Uma grande questão por exemplo que causa muitas discussões é a “dicotômica” relação entre a Proteção da Natureza e o Progresso da Humanidade. E afinal, será que há mesmo essa dicotomia? Caso dividíssemos em dois grupos pessoas entre as quais pró proteção à natureza e no outro pró progresso da humanidade, todos os dois grupos apresentariam infinitos argumentos plausíveis para defender sua posição e diriam que estariam certos e o outro grupo errado. Mas será que é essa mesma a sábia ou iluminada pergunta a se fazer? Quem está certo e quem está errado?

Quando geralmente as pessoas não conseguem chegar em um acordo, geralmente o seu campo de visão está limitado as suas “verdades” e além disso tem também pouca empatia com a visão do outro. Principalmente quando se trata de assuntos mais complexos, que dificilmente são respondidos por elucidações simples.

Partindo do pressuposto acima (parágrafo segundo), para encontrarmos esse ponto em comum entre esses dois grupos supostamente “antagônicos”, vamos rapidamente ao preambulo da história do planeta terra. Quando falamos em natureza estamos falando em bilhões de anos e o início da espécie humana seria considerada somente uma fração de segundo se resumíssemos em um dia o tempo da formação das primeiras espécies no planeta terra. Desde esse início até o momento atual, concluímos que a própria natureza nos colocou nessa posição, de espécie dominante nesse planeta. Por determinados momentos foram os peixes, depois os répteis com os dinossauros ou poderia ter sido até mesmo os insetos.. mas em determinado momento, por desígnio da própria Natureza, nós passamos a ser a espécie dominante. Por essa razão nós também somos natureza e vamos continuar como espécie dominante só Deus sabe até quando.

Descoberto esse primeiro pressuposto em comum entre as duas correntes ideológicas – o homem como espécime dominante – a discussão começa a ficar abstrusa quando começamos a discutir as relações que os seres humanos devem ter com as outras espécies. E aí que começa a ficar complicado. Haja vista que se já é difícil estabelecer uma relação entre nós mesmos, da nossa própria espécie, imagina com outras espécies do planeta terra.

Para isso precisamos buscar outro ponto em comum. Que seria afirmar que a espécie humana é a espécie animal com inteligência muito superior as demais espécies e que, por possuir esse atributo, a Natureza nos colocou nessa posição dominante sobre as demais. Logo somos sim a espécie dominante e com a nossa inteligência transformamos o ambiente. Contudo importante lembrar que essa relação com as outras espécies e a nossa própria posição de dominância pode ser também passageira. Como explicitado acima.

Logo esse dom que nos colocou até agora no ápice da pirâmide pode também nos ajudar a construir de maneira edificante essa relação. Nossa inteligência e conhecimento distinto pode encontrar alternativas para evoluirmos cada vez mais nesse sentido e, ademais, ajudar ainda outras espécies da Natureza. Logo, como exposto acima, essa dicotomia talvez nem exista. Principalmente quando todos pensam no interesse comum e usamos a nossa inteligência para crescer de maneira edificante e sustentável.

O problema todo inicia quando ao contrário disso colocamos interesses individuais acima dos interesses coletivos. E quando isso ocorre, a procura por esse denominador e bem comum fica difícil de encontrar e a solução equilibrada e sábia fica cada vez mais distante. Portanto quando colocamos o interesse comum a todos acima dos nossos interesses individuais, quando aliamos essa inteligência – capacidade ímpar que possuímos e que a Natureza nos proporcionou – no sentido do desenvolvimento porém de maneira sustentável, sem dúvida nenhuma encontraremos soluções para todos conflitos ideológicos sobre o meio ambiente que temos hoje.

A risco em dizer que quando todas essas variáveis acima estão alinhadas podemos resolver qualquer tipo de conflito. Por exemplo, as vezes sou raptado por pensamentos edílicos sobre nossos representantes políticos, sobre esse interesse comum a todos cidadãos e as reformas que o país tanto precisa.. já pensou se isso tudo que falamos acima fosse aplicado nesse caso também que maravilha que seria!?

Bom.. no mundo e também no transporte de cargas, que é este seguimento no qual estamos inseridos, presenciamos vários exemplos edificantes sendo praticados .. alguns deles já bem difundidos como: a utilização de veículos com outras alternativas de energia (como por exemplo Gás Natural Veicular (GNV), biometano, biodiesel, diesel sintético (HVO), Hidrogênio, Gás Natural Liquefeito (GNL), entre outros) ; sistemas eficientes que promovem mais produtividade dos veículos ; programas empresariais e
governamentais que incentivam um melhor aproveitamento dos recursos; programas de reciclagens dos insumos da atividade; aproveitamento dos recursos como captação da agua da chuva e solar nos complexos logísticos…etc..

Tendo isto exposto concluímos que quando colocamos o interesse coletivo acima do interesse individual, quando procuramos descobrir os pontos em comum como pressuposto para resolução de conflitos e quando usamos nossa inteligência que a Natureza nos proporcionou, não há dúvidas que seguiremos por um caminho próspero, sustentável e bom.

Quando geralmente as pessoas não conseguem chegar em um acordo, geralmente o seu campo de visão está limitado as suas “verdades” e além disso tem também pouca empatia com a visão do outro. Principalmente quando se trata de assuntos mais complexos, que dificilmente são respondidos por elucidações simples.

Partindo do pressuposto acima (parágrafo segundo), para encontrarmos esse ponto em comum entre esses dois grupos supostamente “antagônicos”, vamos rapidamente ao preambulo da história do planeta terra. Quando falamos em natureza estamos falando em bilhões de anos e o início da espécie humana seria considerada somente uma fração de segundo se resumíssemos em um dia o tempo da formação das primeiras espécies no planeta terra. Desde esse início até o momento atual, concluímos que a própria natureza nos colocou nessa posição, de espécie dominante nesse planeta. Por determinados momentos foram os peixes, depois os répteis com os dinossauros ou poderia ter sido até mesmo os insetos.. mas em determinado momento, por desígnio da própria Natureza, nós passamos a ser a espécie dominante. Por essa razão nós também somos natureza e vamos continuar como espécie dominante só Deus sabe até quando.

Descoberto esse primeiro pressuposto em comum entre as duas correntes ideológicas – o homem como espécime dominante – a discussão começa a ficar abstrusa quando começamos a discutir as relações que os seres humanos devem ter com as outras espécies. E aí que começa a ficar complicado. Haja vista que se já é difícil estabelecer uma relação entre nós mesmos, da nossa própria espécie, imagina com outras espécies do planeta terra.

Para isso precisamos buscar outro ponto em comum. Que seria afirmar que a espécie humana é a espécie animal com inteligência muito superior as demais espécies e que, por possuir esse atributo, a Natureza nos colocou nessa posição dominante sobre as demais. Logo somos sim a espécie dominante e com a nossa inteligência transformamos o ambiente. Contudo importante lembrar que essa relação com as outras espécies e a nossa própria posição de dominância pode ser também passageira. Como explicitado acima.

Logo esse dom que nos colocou até agora no ápice da pirâmide pode também nos ajudar a construir de maneira edificante essa relação. Nossa inteligência e conhecimento distinto pode encontrar alternativas para evoluirmos cada vez mais nesse sentido e, ademais, ajudar ainda outras espécies da Natureza. Logo, como exposto acima, essa dicotomia talvez nem exista. Principalmente quando todos pensam no interesse comum e usamos a nossa inteligência para crescer de maneira edificante e sustentável.

O problema todo inicia quando ao contrário disso colocamos interesses individuais acima dos interesses coletivos. E quando isso ocorre, a procura por esse denominador e bem comum fica difícil de encontrar e a solução equilibrada e sábia fica cada vez mais distante. Portanto quando colocamos o interesse comum a todos acima dos nossos interesses individuais, quando aliamos essa inteligência – capacidade ímpar que possuímos e que a Natureza nos proporcionou – no sentido do desenvolvimento porém de maneira sustentável, sem dúvida nenhuma encontraremos soluções para todos conflitos ideológicos sobre o meio ambiente que temos hoje.

A risco em dizer que quando todas essas variáveis acima estão alinhadas podemos resolver qualquer tipo de conflito. Por exemplo, as vezes sou raptado por pensamentos edílicos sobre nossos representantes políticos, sobre esse interesse comum a todos cidadãos e as reformas que o país tanto precisa.. já pensou se isso tudo que falamos acima fosse aplicado nesse caso também que maravilha que seria!?

Bom.. no mundo e também no transporte de cargas, que é este seguimento no qual estamos inseridos, presenciamos vários exemplos edificantes sendo praticados .. alguns deles já bem difundidos como: a utilização de veículos com outras alternativas de energia (como por exemplo Gás Natural Veicular (GNV), biometano, biodiesel, diesel sintético (HVO), Hidrogênio, Gás Natural Liquefeito (GNL), entre outros) ; sistemas eficientes que promovem mais produtividade dos veículos ; programas empresariais e
governamentais que incentivam um melhor aproveitamento dos recursos; programas de reciclagens dos insumos da atividade; aproveitamento dos recursos como captação da agua da chuva e solar nos complexos logísticos…etc..

Tendo isto exposto concluímos que quando colocamos o interesse coletivo acima do interesse individual, quando procuramos descobrir os pontos em comum como pressuposto para resolução de conflitos e quando usamos nossa inteligência que a Natureza nos proporcionou, não há dúvidas que seguiremos por um caminho próspero, sustentável e bom.

Responsável: Jácomo João Isotton Neto

Terceirização da Moral

Terceirização da Moral

Desde o surgimento das primeiras sociedades primitivas, o primeiro grande dilema enfrentado pelos primeiros indivíduos que se relacionavam em grupos e, por incrível que pareça os mesmos desafios até hoje, resguardado o nível de complexidade, foram estabelecer os preceitos mínimos para conviver em grupo de forma pacífica e próspera.

Assim sendo lá no início e sucessivamente na formação das primeiras famílias, grupos, tribos, culturas, sociedades e finalmente, a humanidade globalizada como um todo, nós viemos crescendo continuamente, nos relacionando e miscigenando.

Por consequência e naturalmente essa interação faz com que ocorram a aparição de inúmeras desarmonias que só podem ser sanadas com a criação de regras pariformes entre todos esses seres humanos. Um sistema de leis criados pelos próprios cidadãos que tenham como objetivo a conciliação e a paz. Exemplo dos nossos sistemas democráticos de hoje.

Nesse modelo institucional, praticado pelos países mais evoluídos, muitos foram as iniciativas e ações no sentido de fortalecer a equidade e a justiça com leis para regular essas relações entre as pessoas. Como a constituição dos países, seus códigos e demais leis ordinárias.

Porém, esses processos envolvem diretamente os seres humanos, sua consciência e adaptação. E tudo leva muito questão de tempo. Principalmente quando o aprimoramento evolutivo não se trata de uma pessoa específica, mas de uma consciência coletiva de um grupo ou de uma sociedade inteira de indivíduos. Fazendo muitas vezes que ocorram retrocessos ou que as pessoas não sigam esses preceitos legais que foram definidos em prol dessa justiça e, por consequência, da paz entre elas mesmas. Percebendo isso, criamos e fortalecemos as instituições, sua capacidade fiscalizatória, criamos dispositivos de transparência, investimos na educação, etc.. Entretanto, muitas vezes com resultados vagarosos e em alguns casos ineficientes.

É nesse momento que as tecnologias podem nos ajudar a nos desenvolvermos de forma mais vertiginosa nesse âmbito. Nesse contexto então, nos perguntamos: porque a tecnologia não pode também auxiliar-nos no fortalecimento e zelo dessas relações entre as pessoas, que já lá desde o início, nas primeiras formações de grupo de indivíduos, já era o grande desafio e que continua sendo na formação de toda humanidade?

Resultados mais céleres e eficazes já são vistos por exemplo em campos onde a tecnologia é mais presente. Onde podemos evidenciar de forma mais efetiva em áreas como da medicina, engenharia, indústria, serviços, automação.. entre outros.

Entendemos que a tecnologia por si só é desprovida de essência, espírito, alma, como prefiram definir. Ou que ainda assim estaria subjugada aos homens. Todavia, devemos lembrar que ela é muito mais incansável, imparcial e eficaz do que nós mortais! E ainda temos a tecnologia com a evolução de todas suas vertentes como: RFID (Radio-Frequency Identification), Telemetria, Vídeo Monitoramento, todas as tecnologias AVL (Aut. Vehicle Location), IoT (Internet of Things), Nanotecnologia, Big Data, Tecnologias Prescritivas e Cognitivas, AI (Artificial Intelligence), que serão elas capazes de aprender, evoluir e nos ajudar de forma mais rápida do que qualquer grupo de indivíduos.

E só os sistemas computadorizados autônomos possuem a incansável e impecável habilidade de fiscalizar ou monitorar todo grupo de indivíduos ou coisas sem falhas ou exceções de forma justa. Processo muito mais abrangente, imparcial e justo que as fiscalizações humanas por amostragem de hoje em dia.

Pegamos o exemplo o Brasil, que passa por um dilema muito grave de falta de assistência para população e ao mesmo tempo uma enorme carga tributária cobrada de seus cidadãos.

Um estudo elaborado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) mediu a carga tributária cobrada por cada país e comparou com o seu IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que mede a qualidade de vida e o bem-estar da população. Essa conta deu origem ao IRBES (Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade), para medir o retorno recebido pelos seus cidadãos sobre os impostos que são pagos por eles.

O resultado apresentado deixou evidenciado que o Brasil salta entre os primeiros países que mais cobram impostos dos seus cidadãos. Quando consideraram o que pagamos de imposto e o retorno que recebemos do Estado e, quando adicionamos o que temos que pagar como custos adicionais em saúde, educação, segurança, entre outros, por exemplo, a relação fica estarrecedora. Estes estudos mostraram portanto que o Brasil é o país que mais cobra impostos no mundo! O IRBES mostra exatamente isso, quanto os cidadãos no mundo pagam de impostos e o quanto recebem de retorno dos seus países. Veja a baixo:

RESULTADO OBSERVADO

O resultado observado é preocupante. Com uma carga tributária de 35% do PIB o Brasil, nosso pais, tem um IDH de 0,744, em um índice vai de 0 a 1. Estamos atrás, por exemplo, da Argentina e Uruguai, país irmãos e vizinhos do Brasil.

Portanto é mais do que evidente que o estado não precisa e nem pode cobrar mais impostos, correndo o risco de colapsar todo sistema. Mas ao mesmo tempo precisa encontrar alternativas para atender as necessidades básicas de seus cidadãos para que não ocorram conflitos e que a paz seja preservada. E mesmo tomando iniciativas boas que permitam a retomada do crescimento do país, elas não serão longevas se não forem sustentadas em alicerces muito consistentes.

Gestão de governos anteriores mostraram que o crescimento por si só não é garantia de sucesso ou estabilidade econômica. O crescimento é sem dúvida um caminho importante para saída de uma crise, mas não é a solução singular
e com o fim em si mesma. Isto é, se essas ações não vierem acompanhadas de fundações sólidas e sérias, elas se tornam muito frágeis. Bom, a história nos mostra isso com o apogeu e decadência das inúmeras civilizações e países que já foram protagonistas em determinados momentos de nossa história e que posteriormente faliram ou foram superados por outros.

É nesse contexto e encruzilhada, entre elevada arrecadação e grandes necessidades básicas da população, que a tecnologia pode nos ajudar. Nos auxiliando a acompanhar e fiscalizar tanto os setores públicos e privados de nossa economia. Para que nas relações de arrecadação, no viés privado, e empregabilidade dos recursos, no viés público, deixem o Estado mais eficiente, transparente, probo e, por consequência, melhor gerido!

Na esfera privada, já temos inúmeras soluções e projetos em andamento, como por exemplo: OCR, ECD, ECF, CTE-E, MDF-E, DANF, E-SOCIAL.. etc.. Soluções que por sinal, em alguns casos atrasadas ou ainda não completas, mas que precisam ser implantas para dar credibilidade ao mercado, para corroborar as boas práticas e principalmente dar esperança aos cidadãos de bem!

Muitos países como o Japão e EUA investem muito nos controles tecnológicos, tanto na esfera privada quanto na esfera pública. Isso talvez seja uns dos segredos de serem por tanto tempo países com sólidas bases de crescimento e de larga hegemonia por vários anos.

Por isso, para sairmos desse nó górdio, basta vontade política e agirmos!

Porque no final todos nós já sabemos: os impostos atingem a todos nós, sem exceções. E todos, tanto os brasileiros na área pública quanto na área privada, pagamos por tudo isso! Afinal o último elo da corrente é sempre e, invariavelmente, todo o cidadão brasileiro.

Em alguns encontros de tecnologia procuro observar em “startups” ou nas empresas mais antigas e consolidadas em tecnologia, soluções ligadas a áreas públicas. Tanto para o auxílio e transparência no controle interno das instituições públicas quanto do controle público para com o privado. Já presenciei algumas alternativas bem interessantes, mas ainda muito aquém da grandeza das oportunidades e do tamanho que é o Estado – que convenhamos, está muito grande.

Logo, a necessidade e carência do Estado Brasileiro da necessidade de ajuda nesse sentido é enorme. E ainda pergunto, espreitando os últimos momentos políticos e públicos, se não é de se indagar se não seria bastante oportuno refletirmos como podemos evoluir e se as soluções tecnológicas poderiam mesmo nos ajudar? Lanço até aqui um desafio às mentes brilhantes que temos nesses país, muitos até gênios na área tecnológica, se a tecnologia pode nos acudir nisso. Ou não pode?

Voltamos a reforçar que nesse artigo não pretendo fazer uma apologia à Tecnologia em detrimento das pessoas. Pelo contrário, queremos mostrar que a tecnologia pode nos auxiliar e muito nos processos para que nós dediquemos nosso tempo e foco exatamente nas pessoas. Mesmo porque ainda precisaremos das pessoas de bem para que essas boas práticas sejam implementadas.

A história nos mostra, com uma série de exemplos, que as inovações tecnológicas nos auxiliaram e n os auxiliam e muito no nosso dia a dia e em toda evolução científica, então porque não também em manter essa imprescindível harmonia na relação entre os homens, como discorremos nesse texto. Com o objetivo de garantir ao mesmo tempo a prosperidade e a paz entre as pessoas.

Portanto vale a reflexão, se a tecnologia pode nos ajudar nessas relações entre os homens, no zelo da equidade, transparência, da justiça e na sua paz ao monitorar e fiscalizar nossas seculares e atávicas fraquezas humanas.

Responsável: Jácomo João Isotton Neto