PESQUISA: Impacto da COVID-19 no TRC 2021

PESQUISA: Impacto da COVID-19 no TRC 2021

Com o intuito de monitorar o impacto no volume de cargas imposto pela pandemia da COVID-19 em 2021, o DECOPE, da NTC&Logística, está novamente monitorando o desempenho do setor no mês de março de 2021.

Para que isto aconteça, precisamos que você nos auxilie respondendo o questionário abaixo. É de extrema importância que esta pesquisa seja respondida para acompanharmos o impacto causado no segmento.

O acompanhamento será mensal, ao final de cada mês iremos disponibilizar o link para as respostas.

Participe acessando aqui.

Agradecemos desde já a sua participação!

Departamento de Custos Operacionais – DECOPE
NTC&Logística

Logística 4.0: o caminho para a digitalização e produtividade

Logística 4.0: o caminho para a digitalização e produtividade

Apesar do ano de 2020 trazer para a população mundial uma série de desafios, também trouxe a aceleração de alguns setores econômicos que já vinham ensaiando uma Transformação Digital mais intensa mesmo antes da pandemia. A partir do novo cenário e das necessidades que surgiram a partir disso, muitas empresas investiram em modelos de negócio cada vez mais digitais e escaláveis. E o setor logístico é um desses segmentos.

Só em 2020 o e-commerce registrou um crescimento de 73,88% comparado a 2019. Os dados são do MCC-ENET, desenvolvido pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira da Economia Digital.

Com o crescimento exponencial esperado para os próximos anos, impulsionado pelo cenário que começou a se desenhar em 2020, um tema que já vinha sendo explorado mesmo antes da pandemia volta à pauta: a logística 4.0.

O conceito da logística 4.0 está relacionado ao da Indústria 4.0. A quarta revolução industrial deu início a uma nova fase ultra conectada da logística, combinada com as maiores tendências em tecnologia: Internet das Coisas (IoT), Impressoras 3D, Big Data, Analytics, Realidade Aumentada e etc.

Com a Indústria 4.0, para garantir destaque no mercado, passou a ser necessário investimentos em tecnologia, desenvolvimento de processos e equipes com potencial analítico, além de demais recursos que aumentassem o potencial e os diferenciais da empresa. A logística 4.0 segue os mesmos propósitos de tornar os processos mais ágeis e com o maior acesso a dados para a tomada de decisões, permitindo, desse modo, que os gestores observem a performance do negócio através da análise de dados gerados pelo sistema.

Em diversas empresas, muitos processos ainda são feitos manualmente, o que acaba resultando em um alto nível de erros para as organizações. A vantagem da logística 4.0 é que esses processos passam a ser monitorados através de sistemas que garantem precisão e contribuem no aumento da eficiência operacional digitalizando processos que antes eram manuais, diminuem o lead time, melhoram a conectividade e fornecem uma visão integrada e mais transparente da cadeia de suprimentos.

Com as mudanças que a logística 4.0 promove, um novo patamar do setor é atingido. Todo o processo se torna muito mais assertivo, inteligente e eficiente. Com isso, alguns dos benefícios para as empresas que aderem à essa inovação são: redução de erros e perdas de ativos, otimização de frotas e eficiência de roteirização e melhora significativa da eficiência operacional.

Já existem, em escala global, diversas soluções inovadoras que devem ganhar cada vez mais força nos próximos anos. Carros autônomos já são uma realidade em alguns lugares do mundo, quem sabe em breve veremos por aí caminhões autônomos capazes de fazer entregas sem motorista em qualquer horário do dia? Ou então drones que poderão ser usados para acelerar as entregas de compras online?

Estar atento às novas possibilidades e a tudo que a tecnologia tem a oferecer é o melhor caminho para se manter conectado às transformações que precisam ser feitas hoje para um garantir um futuro promissor para as empresas.

Por: Anderson Benetti, head de Logística da Senior Sistemas.

Logística sem papel será debatida hoje em live da FecomercioSP

Logística sem papel será debatida hoje em live da FecomercioSP

Evento online, mostrará como a digitalização dos documentos evitaria a exposição dos dados do comprador nos pacotes que circulam pelo Brasil

A redução de obrigações acessórias dentro das empresas será um avanço especialmente para o e-commerce e empresas de logística, sobrecarregados com a emissão de até 16 documentos que acompanham a entrega de uma mercadoria. O assunto será debatido na live “As Vantagens da Logística sem Papel”, que será realizada no próximo dia 14 de abril, às 17h, no YouTube da FecomercioSP.

A live terá a participação do coordenador-executivo do Conselho de Comércio Eletrônico da FecomercioSP e presidente da Associação Brasileira Online to Offline (ABO2O), Vitor Magnani; da diretora de produtos de transportadoras da VTEX, Aline Salles, e do CEO da Flash Courier, Guilherme Juliani.

Eles vão explicar como a digitalização dos documentos evitaria a exposição dos dados do comprador nos pacotes que circulam pelo Brasil – uma ameaça à segurança do cliente – e diminuiria o espaço para o arquivamento dos comprovantes de entrega, entre outros aspectos positivos que podem contribuir para a desburocratização do e-commerce e da logística nacional.

O evento é uma realização da FecomercioSP em parceria com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), Associação Brasileira de Logística (Abralog), Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NT&C Logística), o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp) e a ABO2O.

Para participar, cadastre-se gratuitamente neste link: https://representa.fecomercio.com.br/webinario-logistica-sem-papel

A importância do transporte de cargas e logística para a economia brasileira

A importância do transporte de cargas e logística para a economia brasileira

A Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgada no dia 27 de Agosto de 2020, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), somou a receita operacional de serviços não financeiros em R$ 1,6 trilhões, sendo que a maior parte ficou para o segmento de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios, somando um total de 30%. Ainda de acordo com a pesquisa, entre as atividades que compõem o segmento de Transporte, os principais crescimentos na receita entre 2009 e 2018 em relação ao total dos Serviços vieram de Transporte rodoviário de cargas, com alta de 1,8 ponto percentual, e de Armazenamento e atividades auxiliares aos transportes, com avanço de 1,1 ponto percentual.

O setor de transportes, armazenagem e serviços acessórios foram responsáveis por movimentar cerca de 480 bilhões de reais, equivalente a 6,4% do PIB. Os dados falam por si só, e durante a pandemia, ficou ainda mais evidente que sem a logística e o transporte, itens essenciais para as nossas vidas não chegariam até a população.

Cada vez mais, o transporte e seus serviços complementares se tornam protagonistas na economia brasileira, outro ponto a ser observado é o crescimento do e-commerce, fundamentalmente nesse ano por conta da pandemia, que está aumentando ainda mais a demanda e necessidade pelo transporte de produtos.

Para nós transportadores, isso é positivo, mas também requer que nossas empresas estejam preparadas para assumir esse protagonismo e mercado cada vez mais exigente. Aqui na Flash Courier estamos percebendo e sentindo essa necessidade, e por isso, inovações estão sendo feitas para que a empresa esteja preparada e suporte as crescentes demandas, seja vindo dos serviços tradicionais que já operamos, e-commerce ou novas necessidades que possam surgir.

Esse ano adicionamos +20.000m2 de operação em São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre. Além disso, como já colocado em artigos anteriores, estamos em fase de instalação de uma automação (sorter) que será uma das mais modernas do Mundo e com a crescente demanda do e-commerce, investimos no modelo Ship From Store para atender esse novo mercado. Nesse momento a mídia e os números irão atrair algumas empresas aventureiras para o nosso seguimento, mas temos que ter a maturidade e estabilidade na operação para nos mantermos sempre diferenciados dos demais.

É importante também, que o governo acompanhe esse crescimento do setor transportador como protagonista e continue criando mecanismos de incentivos fiscais e de infraestrutura. Muito está sendo discutido hoje sobre a Desoneração da Folha. Para o setor de transportes esse benefício está vigente há bastante tempo e isso trouxe uma economia para as empresas que de certa forma foi repassada para os clientes em forma de redução de tarifas de transporte. Se o benefício for finalizado, o setor como um todo, que tem crescido e empregado a população será fortemente afetado e influenciará toda a cadeia econômica brasileira.

Por fim, ver esse crescimento, nos deixa muito orgulhoso. Sabemos do potencial e importância do transporte de cargas e seus serviços complementares e como empresas, precisamos continuar crescendo, aprimorando e otimizando nossos processos para que esse crescimento seja unilateral e possa continuar impactando positivamente a economia brasileira.

Guilherme Juliani, CEO da Flash Courier

Economista: simplificação de impostos é pilar de mudança tributária

Economista: simplificação de impostos é pilar de mudança tributária

Foto: Luís Macedo/Agência Brasil

Luiz Carlos Hauly comenta sobre as principais necessidades do país para uma melhora na economia

Autor de uma das três propostas de alteração da lei sobre tributos brasileiros, que estão em tramitação no Congresso Nacional, o economista Luiz Carlos Hauly defendeu a simplificação de impostos como o primeiro pilar de uma mudança do sistema.

“A reengenharia tributária tecnológica que estamos fazendo vai proporcionar crescimento econômico sustentado e inclusão econômica, social, fraternal e solidária. Na própria base de consumo, a simplificação”, disse.

No programa Brasil Em Pauta – Especial Reforma Tributária, da TV Brasil, que vai ao ar hoje (31), às 22h30, Hauly explica que sua proposta define um imposto único sobre o consumo, outro tributo único sobre a renda dos brasileiros e uma reestruturação das alíquotas sobre patrimônios.

Tributarista, Hauly ressaltou que toda a sociedade está diretamente envolvida no debate. Segundo ele, estudos de entidades como o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram, por exemplo, que quem ganha até dois salários mínimos no Brasil tem 53,9% de impostos, de carga tributária na sua renda pessoal ou familiar. “Ou seja, em R$ 1 mil de salário, tem R$ 539 de impostos. Os que ganham acima de R$ 30 mil por mês pagam só 29%”, disse.

Segundo Hauly, os mesmos levantamentos revelam que a distância fica ainda maior à medida que o ganho aumenta. “Isso porque os governos tributam a base de consumo. Esses tributos vão para o preço e as famílias que ganham menos, consomem mais serviços e bens essenciais. O Brasil precisa, primeiro, eliminar o excesso de tributos que gerou 6 milhões de normas tributárias – por isso é chamado de manicômio tributário – e, segundo, o excesso de carga tributária sobre a base do consumo diante da baixa tributação na renda”, afirmou.

Para o ex-parlamentar, o Brasil que ocupa o lugar de oitava economia do mundo não tem razões para não crescer. O problema, segundo ele, são as inconsistências do sistema tributário brasileiro.

Além da simplificação dos tributos, a proposta defendida por Hauly ainda prevê o que ele define como tecnologia 5.0 de cobrança, recaindo sobre o consumo por débito ou crédito, em moldes similares aos praticados pelos americanos. “Se você fez uma compra no mercado ou na farmácia, instantaneamente se você gastou R$ 500, R$ 500 vão para o caixa da empresa e se o imposto for 10%, R$ 50 vão para o governo. Fica neutro no meio da cadeia”, disse.

O terceiro pilar da PEC determina mecanismos para diminuir a tributação considerada agressiva. “Comida, remédio, água, esgoto, transporte público, educação e saúde terão a menor alíquota de cinco para o Imposto de Bens e Serviços Único. Estamos advogando que seja de 7%, que é a alíquota internacional para comida e remédio”, explicou.

Também convidado do Brasil em Pauta – Especial Reforma Tributária, o cientista politico e professor da UnB Ricardo Caldas lembrou que a sociedade tem noção de que há muitos impostos e carga tributária excessiva, ao mesmo tempo em que sofre com a falta de serviços básicos como saúde e educação. Mas, segundo ele, faltam clareza e uma diferenciação limitada sobre as cobranças tributárias no país.

“Há uma confusão no Brasil e a Receita Federal não faz questão de explicar o que é renda aferida pelo trabalho e o que é renda aferida por aluguel, aplicações, etc. No Brasil tudo entra no mesmo pacote, enquanto outros países separam o que é renda do trabalho”, acrescentou.

Para Caldas, há uma consciência social de que a reforma tributária é necessária. “O que é difícil é que os autores da cada uma das casas do Congresso – Câmara e Senado – abram mão de suas propostas. Se for possível uma negociação, aproveitando os melhores pontos de cada uma, seria o ideal”, concluiu.

Tráfego de caminhões cresce 5,3% em rodovias com pedágio

Tráfego de caminhões cresce 5,3% em rodovias com pedágio

Aumento de 5,3% no tráfego de caminhões apontado pelo Índice ABCR é reflexo da retomada da atividade econômica em vários setores e deve manter tendência de alta

O movimento de veículos pesados, sobretudo caminhões, aumentou 5,3% nas rodovias brasileiras com pedágio. O aumento foi registrado em julho na comparação com os números de junho. O dado faz parte do Índice da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), que mede o movimento nas estradas. Na comparação com julho do ano passado, o fluxo desses veículos recuou 0,1%.

O indicador é apurado mensalmente por meio de uma parceria com a Tendências Consultoria Integrada. “O movimento de pesados é influenciado pela produção e circulação de bens de primeira necessidade, como sinalizado pelo dinamismo recente da indústria de alimentos e as vendas de supermercados”, afirma Thiago Xavier, analista da Tendências.

De acordo com ele, a expectativa é que o índice continue a apresentar resultados positivos nos próximos meses. “O transporte de cargas foi o menos penalizado pela crise do coronavírus e tem se recuperado com mais velocidade”, afirma o especialista.

Tráfego de caminhões cresce no Sudeste

O fluxo de caminhões também aumentou mais em alguns Estados. O Rio de Janeiro, por exemplo, foi o Estado em que o movimento de veículos pesados nas estradas apresentou resultado mais intenso. A alta registrada em julho ante junho foi 6,5%. Na comparação com o mesmo mês de 2019, contudo, houve retração de 6,5%.

Outros Estados do Sudeste também apresentaram evolução no volume de tráfego. Em São Paulo, o índice ABCR mostra avanço de 4,3% na comparação com junho e redução de 0,5% ante julho de 2019. No Paraná, houve, respectivamente, aumento de 1,2% e recuo de 0,4%.

Movimento de veículos leves em baixa

No caso de veículos leves, o cenário é totalmente diferente, de acordo com os dados apurados pela ABCR. Em julho, o número de automóveis que passaram pelos pedágios das rodovias brasileiras caiu 0,9% ante junho. Na comparação com o mesmo mês de 2019, a queda muito maior, de 24,9%.

A redução do número de automóveis circulando por estradas com pedágio é devido a dois fatores principais, segundo informações da ABCR. Um deles é a necessidade de isolamento social, relacionada ao avanço do novo coronavírus no Brasil. O outro está ligado à diminuição da renda das famílias. “Isso limita as decisões de viagem”, afirma Xavier.