Governo federal inclui Pará em obras prioritárias de infraestrutura

Governo federal inclui Pará em obras prioritárias de infraestrutura

Senador Zequinha Marinho anuncia decisão do governo após audiência com ministro da Infraestrutura

O governo federal finalmente resolveu olhar para a Amazônia como solução e não como problema, para alcançar a retomada da economia. Em reunião solicitada pelo senador Zequinha Marinho (PSC-PA), coordenador da Bancada do Pará no Senado, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, anunciou que obras de infraestrutura no Estado do Pará, a partir de agora, estão entre as prioridades do governo federal.

O encontro em Brasília foi logo após a última reunião do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), realizada na terça (19), na qual ficou decidido que as rodovias BR-155 e BR-158 entrarão para o grupo de prioridades nacionais da União.

Isso quer dizer que até março do ano que vem sairá o estudo de viabilidade para a concessão dessas duas importantes vias. Com a concessão, finalmente essas rodovias vão avançar para a sua conclusão, em condições dignas e seguras para o escoamento da produção de grãos e o transporte de pessoas na região, resgatando uma dívida histórica com o Pará e o Mato Grosso.

“Será o fim dos problemas das pontes da BR-158. Conhecidas como pontes assassinas, onde muitas pessoas, sem alternativa de deslocamento, arriscam-se diariamente e muitas já perderam a vida em razão da precariedade dessas pontes. Há muito lutávamos para que a União pudesse fazer algo para resolver esse problema”, comemorou o senador Zequinha Marinho.

Estratégico

O Pará é visto pelo atual governo como estratégico em seus planos para o desenvolvimento do País. “Com a concessão, que se justifica pela movimentação atual de cargas nessas duas vias, as estradas receberão pavimentação adequada e melhores condições para o transporte”, disse o ministro ao senador.
“O fluxo de carretas que trafegam por essas duas rodovias é tão intenso quanto na BR-163. Merecia mesmo atenção do governo. Que bom que agora será prioridade nacional. Parabéns ao presidente Bolsonaro, ao ministro Tarcísio e a todos os envolvidos por esta decisão”, elogiou Zequinha.

Na reunião, o ministro Gomes de Freitas fez questão de revelar ao senador paraense a fotografia da situação em que se encontra as obras na BR-163 (Cuiabá-Santarém). “A obra está entrando na reta final da pavimentação da rodovia. O governo conclui e deverá inaugurar em dezembro desse ano a pavimentação da rodovia até o porto de Miritituba, no Rio Tapajós, na altura do município de Itaituba. Serão mais 70 km pavimentados, o que impulsionará a economia, escoando a produção agrícola brasileira.”

Também em dezembro, o governo entrega a pavimentação dos 12 km da Transamazônica, a BR-230, no trecho que corta o Pará. Esse era o trecho que ainda estava sem asfalto e que liga Marabá até a margem do Rio Araguaia, na divisa com o Estado do Tocantins.

Além de defender melhores condições nas nossas estradas, o senador ressaltou ao ministro outra obra essencial para o desenvolvimento do estado: “A urgência para que inicie a obra de derrocamento do Pedral do Lourenço. Nos foi informado pelo ministro, que, no último dia 11 de novembro, a empresa contratada para fazer a obra entregou no Dnit – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – os estudos de complementação do Eia/Rima. No ano que vem deverão caminhar juntos os processos para o licenciamento e o projeto executivo da obra”, anunciou o senador após a reunião com o ministro.

“Seguiremos firmes em nosso compromisso de cobrar e lutar para que o Pará seja tratado de acordo com sua importância, conforme o seu tamanho, atendendo todo esse potencial que precisa urgentemente ser transformado em benefícios para a população paraense”, reafirmou o senador paraense.

Governo federal levará o Porto de Itajaí a leilão em 2020

Governo federal levará o Porto de Itajaí a leilão em 2020

porto de itajai 10 1

Foto: Divulgação

Dos três portos catarinenses que são propriedade da União – São Francisco do Sul, Itajaí e Imbituba – pelo menos um está no plano de desestatização imediata do governo federal. Uma reunião no Ministério da Infraestrutura definirá, ainda este mês, a inclusão do Porto de Itajaí no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que fechará o ano com mais de 50 leilões para privatização de portos, aeroportos e ferrovias em todo o país. A expectativa é que o Porto de Itajaí tenha o edital lançado ao mercado no segundo semestre do ano que vem.

A pedido do governo federal, o prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (MDB), e o superintendente do porto, Fábio da Veiga, emitiram ofício no mês passado informando que concordam com a inclusão do terminal no programa prioritário. Desde que seja mantida a autoridade portuária pública e municipal.

Municipalizado

Embora o porto pertença à União, a gestão em Itajaí é municipal desde 1997 – caso único no país. Inicialmente, falava-se de uma venda de “portas fechadas”. Mas o governo federal tem adotado modelos específicos para cada terminal, e levou em conta que a municipalização em Itajaí teve resultados positivos. O Complexo Portuário do Itajaí-Açu é o segundo maior movimentador de contêineres do país.

Um Grupo de Trabalho, formado por representantes do governo federal – da Advocacia Geral da União (AGU) à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) – vem debatendo o assunto.

Operação

A proposta, neste momento, é que toda a estrutura física do porto seja concedida, incluindo a responsabilidade pela manutenção da infraestrutura do canal de acesso. À autoridade portuária pública caberá a gestão de segurança, meio ambiente, planejamento da expansão portuária, e coordenar a relação entre o porto e a cidade. O modelo é diferente do atual, em que o porto é público, com áreas arrendadas para a iniciativa privada. Em tese, o modelo proposto traz mais liberdade de atuação para a concessionária e menos interferência do poder público.

De tirar o fôlego

O circuito da Serra do Rio do Rastro é uma das quatro rotas cênicas que a empresa Biosphera, de Balneário Camboriú, pretende implementar pelo Estado. Esta semana, a Santur assinou a acordo de cooperação técnica, para apoio institucional do governo no projeto. A ideia é desenvolver o turismo em alguns dos cenários mais deslumbrantes de SC. Além da Serra, com sete cidades no roteiro, serão criadas rotas no Litoral, na região dos cânions no Sul do Estado, e no extremo Oeste, em parceria com a província de Missiones, na Argentina.

Divulgação SCPar Porto de Imbituba 3

Foto: SC Par

Estadual

São Francisco do Sul e Imbituba, os outros dois portos públicos de Santa Catarina, ainda não têm previsão para entrarem no programa de concessões. E o Governo do Estado, que administra os terminais por meio da SC Par, não tem pressa. O entendimento é que o modelo atual de operação funciona bem e atende aos interesses de Santa Catarina, segundo Fabiano Ramalho, diretor jurídico da SC Par. Os dois portos estão em superávit.

Expansão

A SC Par está tocando estudos para expandir os processos de arrendamento da operação no Porto de Imbituba (foto). O processo está na fase de tratativas com o Ministério da Infraestrutura e a Antaq. Em São Francisco do Sul, a discussão no momento é sobre investimentos prioritários – e de que maneira captar recursos.

BBM Logística compra transportadora Translovato

BBM Logística compra transportadora Translovato

bbm logistica

Foto: Facebook BBM Logística

A BBM Logística, listada no Bovespa Mais, anunciou nesta segunda-feria que assinou contrato para comprar 100% da transportadora gaúcha Translovato, por valor não revelado.

Fundada em 1979 em Caixas do Sul (RS), a Translovato é uma das principais empresas do segmento de carga fracionada do país e tem faturamento anual de cerca de 400 milhões de reais, afirmou a BBM em fato relevante. Ela atende aos setores de couro, farmacêutico, têxtil, casa e construção e metalurgia.

“A aquisição da Translovato fortalece a atuação da BBM no segmento de transporte de cargas fracionadas e está alinhada à sua estratégia de crescimento via aquisições”, afirma o documento.
Na semana passada, a Reuters publicou que a gestora de fundo de private equity Stratus, investidora da BBM, pretende fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em 2020. Ao subcontratar pequenos negócios e conectá-los a um rede nacional, a BBM prevê ter neste ano uma receita de cerca de 1 bilhão de reais, quatro vezes o de dois anos atrás.

Leia o comunicado da BBM LOGÍSTICA (clique aqui)

Logística é o principal desafio para a Black Friday

Logística é o principal desafio para a Black Friday

logística entrega

Fonte: Divulgação

Black Friday se consolidou como uma das principais datas para os lojistas online e não é para menos. Para o empreendedor, é a oportunidade de aumentar o faturamento e garantir mais visibilidade para o negócio. No entanto, para que a data seja um sucesso garantido entre os consumidores, é necessário o lojista se assegurar de que as operações vão dar conta de toda demanda.

“Pelo grande número de visitas, transações e vendas, é possível que aconteça imprevistos durante a Black Friday. Para diminuir os danos, é importante contar com um plano de contingência que delimite o que será feito em cada situação. Dessa forma, você protege a sua operação e se prepara para o aumento das vendas”, explicou Tiago Girelli, diretor da divisão corporativa da Tray Corp.

Para as grandes empresas, pensar na logística desde a conclusão da venda até a entrega do produto é essencial para garantir resultados no período. Por isso que o trabalho começa com antecedência e com o planejamento das ações que serão realizadas antes, durante e depois da data. É preciso controlar o estoque e analisar quais produtos são mais importantes. Nesse sentido, até vale dar uma olhada nos números do ano anterior: eles ajudam a ter uma boa base da preferência dos clientes. Para evitar qualquer contratempo, tentar trabalhar com uma margem de segurança, focando nos produtos mais importantes ou atrativos, também é importante.

Superar essa barreira vai garantir a tranquilidade para trabalhar com a logística dos produtos, pois, tão importante quanto realizar a venda, será assegurar uma entrega rápida dentro dos prazos estabelecidos. Na Black Friday, é comum a reclamação de consumidores com problemas com o frete. Por isso, dentro do planejamento, vale considerar as possibilidades para fugir dos erros. Assim, uma dica é alinhar a estimativa de entrega com os fornecedores previamente e, se possível, colocar uma folga no período estimado.

“É fundamental entender o impacto que a Black Friday gera na expedição de produtos da sua loja. Correios e transportadoras estarão sobrecarregados, e atrasos são frequentes. Você deve proteger a sua operação ao máximo da insatisfação buscando estratégias complementares de frete. Uma outra possibilidade é o aumento do tempo de entrega previsto para evitar insatisfação”, acrescentou Girelli.

No período da Black Friday, as principais transportadoras criam planos especiais de logística para desenvolver as ações especiais focadas na data. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, nas empresas com faturamento superior a R$ 10 milhões, a participação dos Correios ainda é de 38%. Contornando possíveis problemas, é possível alinhar a expectativa de compra com a satisfação do cliente.

Mercedes-Benz projeta investimento de 2,3 bilhões no Brasil

Mercedes-Benz projeta investimento de 2,3 bilhões no Brasil

mercedes20na20acij

Foto: Divulgação

O presidente da Mercedes-Benz do Brasil & Daimler Latin America, Philipp Schiemer, falou sobre a gestão da empresa na Associação Empresarial de Joinville (Acij) nesta segunda-feira, 4, em reunião conduzida pelo presidente da entidade, João Joaquim Martinelli. De acordo com o CEO, são 100 mil novas unidades em circulação no mercado brasileiro neste ano, sendo o mês de outubro o de melhor desempenho em vendas de caminhões. E, embora tenha havido pouca licitações no transporte público, o mês passado também foi bom para a comercialização de ônibus. Em 2016, foram investidos 2,5 bilhões e até 2023 serão mais 2,3 bilhões.

— De 2016 a 2023 são 4,8 bilhões em investimentos no Brasil — destacou Schiemer.

Ele também disse que tem boas expectativas para aumento das exportações.

— A palavra do futuro é competitividade, quem não for competitivo estará fora do mercado. E na empresa nós temos um lema, “as estradas falam, a Mercedes-Benz ouve” — diz

Neste aspecto, é preciso que os motoristas gostem dos produtos porque ele é o centro das atenções.

— Quem define o caminhão no final é o motorista — afirmou, e complementou — Cada vez existem mais mulheres motoristas, fizemos ações voltadas às mulheres.

Como destaque, o presidente destacou o novo caminhão Actros. Lançado no mês passado, começará a ser comercializado em 2020.

— É o primeiro caminhão digital da América Latina. Inteligente, conectado e eficiente.

Entre as novidades, estão o espelhamento de smartphones, carregamento celular indutivo e todo o sistema com chave elétrica. No total, são 18 recursos inteligentes, e incluem câmera, radar e leitura de pessoas e objetos.

Redução de custos na cadeia logística

Redução de custos na cadeia logística

uytr

Foto: CNT

A cena é comum: uma fila de caminhões carregados de soja esperando a hora de entregar no entreposto ferroviário. A demora é longa: às vezes, são 24 horas com motoristas e caminhões parados. O que nunca para são os custos dos empresários e a dificuldade do Brasil em tornar sua produção mais competitiva no mercado externo.

Pensando em solucionar esse problema, um grupo de alunos do curso Especialização em Gestão de Negócios, promovido pelo SEST SENAT e coordenado pelo ITL (Instituto de Transporte e Logística), desenvolveu um sistema de controle de agendamento para as chegadas das carretas no entreposto da ferrovia. O curso é oferecido a gestores de transporte de todos os modais dentro do Programa Avançado de Capacitação do Transporte e ministrado pela FDC (Fundação Dom Cabral).

O principal objetivo do trabalho foi analisar o ciclo logístico de exportação de grãos e tentar otimizar a operação para aumentar a competitividade. Com as safras brasileiras batendo recorde ano após ano, as filas de caminhão para descarregar em portos e entrepostos já estão famosas, principalmente, no auge da colheita, entre os meses de agosto e outubro.

Em uma visita técnica ao sistema de logística integrada da VLI, os gestores puderam elencar os gargalhos. O principal problema identificado foi o tempo de espera para descarregamento da carga, que pode chegar a 24 horas. Um dia de espera significa muito no caixa das empresas, e a análise dos relatórios do entreposto não deixou dúvidas sobre a principal causa desse entrave: 80% das chegadas das carretas se concentravam no período noturno: entre 18h e 22h.

Com esses resultados em mãos, o grupo propôs a implantação de um sistema de agendamento. De acordo com a capacidade diária de tombamento de carretas do terminal, são distribuídas as cotas com o agendamento dos horários ainda no terminal de origem. O sistema calcula a distância da carreta até o terminal, estimando quanto tempo levará até realizar a descarga no entreposto. Enquanto o carregamento é realizado, nota fiscal e quantidade de carga são inseridas no sistema para agilizar a operação de descarga.

Segundo Thiago Vinícius Almeida Barbosa Lima, gerente da VLI e um dos integrantes do grupo, a ideia do sistema surgiu da necessidade de ampliar a integração do sistema logístico do país. “Quando comparamos a dimensão e os sistemas de transporte do Brasil com países de dimensão aproximada (Canadá, Estados Unidos, China, Rússia, Índia etc.), observamos que há um grande déficit que precisa ser superado tanto com investimentos quanto com medidas inovadoras. Acreditamos que esse sistema é uma maneira de melhorar a eficiência logística nacional e aumentar a competitividade dos nossos produtos.”

Por meio dos testes iniciais de simulação aplicados na VLI, foi possível reduzir o tempo de descarregamento de 24 horas para sete horas, em média, o que potencializou o uso de caminhões que conseguiriam fazer mais viagens ao longo do mês. Em um período de pico no transporte de cargas, a quantidade de caminhões para transportar a produção da origem ao entreposto seria reduzida de 2.041 para 1.317 veículos.

No caso da VLI, com a implantação do sistema, os ganhos potenciais para um período de safra somam, aproximadamente, R$ 366 milhões em redução de investimento para atender aos volumes projetados em um horizonte de oito anos. Os cálculos levam em consideração, entre outros itens, o valor da aquisição das carretas, custos do salário de motoristas e o valor residual da carreta após o período do investimento.

Os ganhos não serão apenas para a empresa responsável pela logística da carga, mas, sim, para toda a cadeia de transporte. “A integração gera um sistema mais eficiente e sustentável, sendo uma alternativa para aumentar consideravelmente a capacidade de transporte do Brasil em curto prazo, suportando e impulsionando o nosso crescimento econômico por meio da redução dos custos logísticos nacionais”, finaliza Lima.