Investimentos de R$ 5,1 bilhões avançam em portos como Santos, Pecém e Paranaguá

Investimentos de R$ 5,1 bilhões avançam em portos como Santos, Pecém e Paranaguá

Nove projetos de modernização de portos foram aprovados pelo Ministério de Portos e Aeroportos e pelo Conselho do Fundo da Marinha Mercante

Nove projetos de ampliação e modernização de portos brasileiros receberam aprovação do Ministério de Portos e Aeroportos, por meio do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM). O volume total de investimentos aprovados soma R$ 5,1 bilhões.

Entre os destaques está a modernização dos Terminais 16 e 17 do Porto de Santos, vinculados ao contrato de arrendamento da Operadora CLI Sul, com investimento de R$ 678,2 milhões. Também foi aprovada a implantação de um novo Terminal de Uso Privado no Porto do Pecém, com aporte de R$ 795,1 milhões.

Os projetos têm potencial para gerar 5,3 mil empregos diretos e ampliar a capacidade operacional dos portos, com impacto direto na infraestrutura logística nacional.

INVESTIMENTOS REGIONAIS

Além de São Paulo e Ceará, os investimentos contemplam diferentes regiões do país. No Porto de Paranaguá (PR), foi aprovada a expansão e modernização do terminal PAR-09, com investimento de R$ 1,14 bilhão e previsão de 1,2 mil empregos diretos.

No Porto de Santana (AP), o aporte de R$ 127,8 milhões será destinado à implantação de sistemas de armazenagem e expedição. Já no Porto de Aratu (BA), os projetos incluem a construção de novos silos e melhorias operacionais e estruturais.

FINANCIAMENTO

O Fundo da Marinha Mercante financia projetos de infraestrutura naval e portuária e é administrado pelo Ministério de Portos e Aeroportos. As operações são realizadas por instituições financeiras como BNDES, Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e Caixa Econômica Federal.

Após a aprovação, os projetos têm até 450 dias para contratar o financiamento, prazo que pode ser prorrogado conforme as normas vigentes. O Fundo pode financiar até 90% do valor total dos empreendimentos.

Últimos dias para participar da primeira edição do CONET&Intersindical de 2026, em Brasília

Últimos dias para participar da primeira edição do CONET&Intersindical de 2026, em Brasília

A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará a primeira edição do CONET&Intersindical 2026 nos dias 26 e 27 de fevereiro, no ROYAL TULIP BRASÍLIA ALVORADA, em Brasília (DF). O evento tem como entidade anfitriã a FENATAC – Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas e Logística, com o apoio dos Sindicatos filiados à entidade. 

As inscrições pelo site foram encerradas. Os interessados deverão encaminhar e-mail para gabinete@ntc.org.br, demonstrando interesse até o dia 24 de fevereiro, às 16h. Após esse prazo, as inscrições serão realizadas somente no local.

O CONET&Intersindical consolidou-se como um dos eventos mais importantes do setor, reunindo os principais protagonistas do TRC, promovendo debates estratégicos, troca de experiências e oportunidades para o fortalecimento de parcerias.

Confira a programação preliminar.

PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR

CONET&INTERSINDICAL | EDIÇÃO BRASÍLIA

26 e 27 de fevereiro de 2026

26 de fevereiro de 2026 | CONET

10h – Credenciamento

10h30 | 12h – Abertura Oficial

Composição da Mesa

12h | 13h – Almoço

13h30 | 14h30 – Painel: MERCADO E TARIFAS

Palestrante:

Engo Lauro Valdivia, Assessor Técnico da NTC&Logística

l Atualização do INCT (Índice Nacional de Custos do Transporte)

l Apresentação da Pesquisa de Mercado DECOPE 2026

l Demonstração e Aplicações práticas da Plataforma de Cálculo de Frete

14h30 | 14h45 – Painel: INOVAÇÃO E NOVOS NEGÓCIOS

Palestrante:

André de Simone, Vice-Presidente de Inovação e Novos Negócios

14h45 | 15h30 – TALKS FORNECEDORES DA CADEIA PRODUTIVA DO TRC

O que esperar do ano de 2026 e como os produtos, serviços e soluções

podem contribuir para

o  Redução de custos operacionais

o  Ganhos de eficiência e produtividade

o  Gestão, tecnologia, segurança e sustentabilidade

nas empresas do TRC

15h30 | 16h – Intervalo

16h | 17h – ENCONTRO COM EMPRESÁRIOS DO TRC

l Carga Lotação

Antonio Luis da Silva Junior, CEO da Tora Transportes

l Carga Fracionada

Marcelo Patrus, CEO da Patrus Transportes

l Carga Líquida e Perigosa

Oswaldo Vieira Caixeta Junior, CEO da Transac Transportes

e Presidente da ABTLP – Associação Brasileira de Transporte e

Logística de Produtos Perigosos

Foco:

·  Cenário de mercado e desafios operacionais

·  Expectativas para 2026

17h | 18h30 – Palestra Magna:

CENÁRIO ECONÔMICO E PERSPECTIVAS PARA

O TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS

Palestrante: Eric Klein, Jornalista da CNBC Brasil

Jornalista com sólida trajetória na cobertura de grandes acontecimentos nacionais e internacionais. Passou pela Record, onde consolidou experiência em reportagens investigativas e transmissões ao vivo de alto impacto. Atualmente integra o time da CNBC Brasil, atuando com análise aprofundada e informação em tempo real, reforçando credibilidade e precisão editorial. Sua expertise abrange política, economia e temas sociais, sempre com rigor jornalístico e capacidade de conectar fatos a contextos mais amplos – qualidades que agregam profundidade e relevância a qualquer projeto de comunicação ou conteúdo estratégico.

19h – Considerações Finais e Encerramento

27 de fevereiro de 2026 | INTERSINDICAL

9h – Abertura da INTERSINDICAL

9h30 | 12h – Painel 1: INFRAESTRUTURA

Palestrantes convidados:

CNT – Confederação Nacional do Transporte

l  Apresentação da Pesquisa CNT

Palestrante: Fernanda Rezende, Diretora Executiva

INFRA S.A.

l  Status do Plano Nacional de Logística (PNL)

Palestrante: George Lavor Teixeira, Coordenador

ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres

l  Fiscalização no Transporte Rodoviário de Cargas:

piso mínimo de frete e seguros

Palestrante: Hugo Leonardo Cunha Rodrigues,

Superintendente de Fiscalização de Serviços de Transporte

Rodoviário de Cargas e Passageiros (SUFIS)

Debates

12h | 13h30 – Almoço

13h30 | 15h – Painel 2: TRABALHISTA

Palestrante:

Dr. Narciso Figueirôa Junior, Assessor Jurídico da NTC&Logística

o Atualizações da legislação

Perguntas e respostas

15h30 | 17h30 – Painel 3: TRIBUTÁRIO

Palestrante:

Dr. Marcos Aurélio Ribeiro, Diretor Jurídico da NTC&Logística

Convidados:

Dra. Talita Pimenta Félix, Advogada, Mestre e Doutora em Direito pela PUC/SP, e Coordenadora do Instituto Brasileiro de Estudos Tributários – IBET Goiânia

Dr. Ângelo de Angelis, Mestre em Economia pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP (SP)

o Atualizações do cenário tributário

Perguntas e respostas

18h – Considerações Finais – Encerramento

20h30 – Jantar de Encerramento

Condições de Inscrição

l  Inscrições realizadas até 31 de dezembro
➝ Desconto de 15% sobre os valores de sócio, não sócio e extra jantar.

l  Inscrições realizadas até 31 de janeiro
➝ Desconto de 5% sobre os valores de sócio, não sócio e extra jantar.

l  Inscrições realizadas de 1º a 19 de fevereiro
➝ Valores integrais, sem desconto.

As inscrições pelo site foram encerradas. Os interessados deverão encaminhar e-mail para presidencia@ntc.org.br, demonstrando interesse até o dia 24 de fevereiro, às 16h. Após esse prazo, as inscrições serão realizadas somente no local.

Hospedagem – Tarifas Especiais

Para a compra de hospedagem com tarifas especiais, utilize o PROMOCODE:

CONETNTCBSB

Canal de contato para reservas:

l  Segunda a sexta-feira: das 9h às 18 horas

l  Sábado: das 10h às 14 horas

l  E-mail: df.reservas@goldentulip.com.br

l  Telefone: (61) 3424-7018

Patrocine o evento e impulsione a sua marca.

Fale com Elisete Balarini pelo telefone/WhatsApp (11) 99404-9647 ou pelos e-mails gabinete@ntc.org.br e comercial@ntc.org.br

Realização

l  NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)

Entidade Anfitriã

l FENATAC (Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas & Logística)

Apoio

l  Sindicatos filiados à FENATAC

Patrocinadores

l  FENATRAN

l  Geotab

l  Road Card – Pamcard

l  Transpocred

l  TGID

l  Volkswagen Caminhões e Ônibus

l  Wisevia

Apoios Institucionais

l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte; SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte; ITL – Instituto de Transporte e Logística)

l  FuMTran (Fundação Memória do Transporte)

Apoio Logístico

l  Braspress

Participe da primeira edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em Pernambuco

Participe da primeira edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em Pernambuco

A primeira edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística ocorrerá no estado de Pernambuco, recepcionada pela Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste – FETRACAN, pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas, Entregas, Armazenagem e Logística do Estado de Pernambuco – SETCEPE e pelo Núcleo da COMJOVEM Recife, no dia 19 de março, às 8h30, no Complexo Industrial Portuário de Pernambuco (SUAPE), localizado no litoral sul, abrangendo os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho.

Criado em 2004, o Seminário Itinerante tem o propósito de levar a NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística a diversas regiões do país, promovendo capacitação técnica e oportunidades de negócios para empresários e executivos do setor de transporte de cargas e logística.

A programação contará com temas relevantes para o setor e que impactam diretamente as atividades das empresas. A organização do evento também conta com o apoio da COMJOVEM – Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas da NTC&Logística.

Ratificando a missão da NTC&Logística de estar ao lado do transportador rodoviário de cargas, de Norte a Sul do Brasil, o Seminário Itinerante já percorreu diversos estados ao longo de mais de duas décadas.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, “a primeira edição do Seminário Itinerante de 2026, que ocorrerá no estado de Pernambuco, marca o início de um novo ciclo de encontros, reafirmando o compromisso da entidade de estar próxima do transportador rodoviário de cargas em todas as regiões do país. Abrir o calendário em um Estado estratégico para a logística do Nordeste reforça a importância do diálogo regional e da troca de experiências. Ao longo deste ano, o Seminário Itinerante passará por três cidades, promovendo encontros qualificados, debates relevantes e aprendizados práticos para empresários, executivos e lideranças do setor. Estamos confiantes de que o Seminário Itinerante em Pernambuco dará o tom de mais uma temporada de sucesso, contribuindo de forma efetiva para o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil”.

O evento será realizado presencialmente, no Complexo Industrial Portuário de Pernambuco (SUAPE) – Rodovia Indonésia, S/N – Bairro: Distrito Industrial de Ipojuca – Suape Ipojuca – Pernambuco (PE). A participação é aberta a todos os empresários da região que contribuem para um Transporte Rodoviário de Cargas cada vez mais forte.

Clique aqui e faça já a sua inscrição

PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR

PERÍODO DA MANHÃ – VISITA TÉCNICA

8h30 | 9h | Recepção com Café de Boas-Vindas e Credenciamento

9h | 11h30 | Visita Técnica – Porto de Suape

• Apresentação institucional

• Visita guiada às operações

• Ênfase em eficiência logística, integração multimodal

e relação porto–TRC

11h30 | 12h15 | Palestra: BR do Mar e os Impactos para a Cabotagem

e a Competitividade Logística

Palestrante Convidado: a ser definido

12h30 | 14h | Almoço de Relacionamento

Local: a ser definido

PERÍODO DA TARDE – CONTEÚDO TÉCNICO E MERCADO

Local: Prédio administrativo do Porto de Suape – Rodovia Indonésia, S/N – Bairro: Distrito Industrial de Ipojuca – Suape Ipojuca – Pernambuco (PE)

14h15 | 14h30 | Abertura Oficial

• Boas-vindas institucionais

• Contextualização do encontro

• Importância do associativismo e das conexões logísticas regionais

14h30 | 15h45 | Palestra: Mercado e Tarifa

Palestrante: Engo Lauro Valdivia, Assessor Técnico da NTC&Logística

Conteúdo:

• Atualização do INCT (Índice Nacional de Custos do Transporte)

• Apresentação da Pesquisa de Mercado DECOPE 2026

• Demonstração Aplicações práticas da Plataforma de Cálculo de Frete

15h45 | 16h15 | Intervalo

16h15 | 17h30 | NTC TALKS – Soluções para o TRC

Participantes: Transpocred – Crédito e soluções financeiras para o TRC

NDD – Tecnologia, gestão fiscal e documentos eletrônicos

The – Soluções corporativas e apoio à gestão empresarial

Apvida – Saúde e bem-estar para empresas e colaboradores

Pamcard – Meios de pagamento e gestão de benefícios para o transporte

17h30 | 19h30 | Happy Hour de Encerramento

Clique aqui e faça já a sua inscrição

Realização

  • NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
  • FETRACAN – Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste
  • SETCEPE – Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas, Entregas, Armazenagem e Logística do Estado de Pernambuco

Patrocínio

  • FENATRAN
  • Transpocred

Apoio Institucional

  • Sistema Transporte – CNT / Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística
  • FuMTran – Fundação Memória do Transporte

Apoio Logístico

  • Braspress
Rodovias concentram 76% dos recursos federais em transportes em 2025

Rodovias concentram 76% dos recursos federais em transportes em 2025

Os aportes federais em rodovias somaram R$ 12,7 bilhões em 2025, montante equivalente a 76,2% de todo o valor desembolsado pela União e por estatais no setor de transportes ao longo do ano. A informação, extraída do Boletim Unificado de janeiro de 2026, divulgado pelo Ministério dos Transportes, reforça a prioridade do modal rodoviário na matriz de infraestrutura brasileira e indica a continuidade de um fluxo de recursos essencial para assegurar trafegabilidade e segurança nas estradas – ambiente de trabalho de milhões de profissionais.

De acordo com os dados, a execução orçamentária no segmento rodoviário ultrapassou 100% do crédito autorizado para o exercício. Na prática, essa constância na aplicação dos investimentos representa obras em andamento, manutenção permanente e maior agilidade na recuperação de trechos desgastados da malha viária. Para quem atua no transporte, os reflexos aparecem na redução do desgaste dos veículos, maior cumprimento de prazos e diminuição da exposição a acidentes provocados por falhas no pavimento.

“O investimento em rodovia salva vidas. Para quem vive na estrada, ver o recurso se transformar em asfalto novo e sinalização adequada significa trabalhar com mais segurança. A regularidade dos aportes garante proteção aos trabalhadores e às famílias que circulam pelo país”, afirma José Ronaldo Marques da Silva, conhecido como Boizinho, presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg). A entidade reúne cerca de 5 mil profissionais especializados no transporte de veículos zero quilômetro em todo o Brasil.

A manutenção dos pagamentos em patamar superior a R$ 12 bilhões anuais desde 2023 contribui para um ambiente de maior previsibilidade no planejamento logístico. Em um segmento que movimenta cargas de elevado valor agregado, como o de veículos novos, a continuidade dos investimentos públicos atua como base para ganhos de eficiência e produtividade.

“A previsibilidade é fundamental para a eficiência logística. Com estradas em melhores condições, conseguimos cumprir prazos com segurança e preservar os equipamentos. O transporte de veículos exige alto nível de precisão, e a permanência dos investimentos é decisiva para sustentar a operação de um setor que movimenta cerca de 3 milhões de veículos zero quilômetro por ano”, destaca Márcio Galdino, diretor regional do Sinaceg.

Prévia do PIB do Banco Central cresce 2,5% em 2025, ante 3,7% em 2024

Prévia do PIB do Banco Central cresce 2,5% em 2025, ante 3,7% em 2024

A economia brasileira caiu 0,2% em dezembro de 2025, fechando o ano com aumento acumulado de 2,5%, segundo dados do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), indicador do BC (Banco Central), conhecido por antecipar o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto), a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país. Em 2024, o indicador havia avançado 3,7%.

O que aconteceu

Atividade econômica nacional cresceu 2,5% em 2025. Após encolher nos meses de setembro e outubro e avançar em novembro, a prévia do PIB voltou a recuar em dezembro, cedendo 0,2%. Com essa variação mensal, fechou o ano com crescimento inferior ao apurado em 2024, que foi de 3,7%.

Indicador atingiu níveis recordes em 2025. Com a perda de ritmo da atividade econômica nacional nos últimos meses do ano, o IBC-Br fechou dezembro em 109,1 pontos, abaixo do pico, de 110,4 pontos, atingido em abril do ano passado. No acumulado em 12 meses até novembro, a alta era de 2,39%, conforme os dados do BC.

Desempenho mensal em dezembro ante novembro mostrou desaceleração. Na série com ajuste sazonal, o indicador teve variações de 2,3% na agropecuária, de 0,3% na indústria e de menos 0,3% em serviços.

Agronegócio foi destaque da economia. Separando por ramos de atividade, o IBC-Br apurou, em 2025, aumento de 1,5% na indústria, de 2,1% nos serviços e, grande destaque do ano, de 13,1% na agropecuária, segundo dados do Banco Central.

“No caso do agro, a forte expansão da produção de grãos da safra 2024/25 foi favorecida pelas condições climáticas e pelo aumento das exportações. Já o setor de serviços exibiu crescimento robusto, puxado sobretudo por serviços empresariais, transportes e comércio. Esse desempenho refletiu o avanço da renda das famílias, em grande medida devido ao mercado de trabalho aquecido, além da maior digitalização da economia.” – Rafael Perez, economista da Suno Research

Excluindo o agronegócio, IBC-BR teria sido de 1,8%. No levantamento de dezembro, o Banco Central apurou que o desempenho da economia brasileira teria sido sete pontos percentuais mais fraco se excluindo o resultado da atividade do campo.

“O setor primário destacou-se em 2025, com salto de 13,1% em função da safra recorde de grãos, enquanto o setor de serviços permaneceu em trajetória de crescimento sólido, embora com perda de fôlego ao longo do segundo semestre do ano passado. No campo negativo, a indústria teve o terceiro declínio consecutivo na base trimestral.” – Rodolfo Margato, economista da XP

O que é o IBC-Br

Indicador é calculado a partir de uma base similar à do IBGE. Com divulgações mensais, a coleta de dados do Banco Central é classificada como a “prévia do PIB” por antecipar o andamento da atividade econômica. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apresenta os dados sobre o desempenho da economia apenas a cada período de três meses.
Resultado do terceiro trimestre teve diferença expressiva. Os dados oficiais do IBGE mostraram que o PIB brasileiro permaneceu estável e avançou 0,1% entre os meses de julho e setembro, na comparação com os três meses anteriores. No IBC-Br, foi contabilizado um recuo de 0,9% da atividade econômica no mesmo intervalo. Ambos os resultados ainda podem ser atualizados.

Exportações do agro recuam 2,2% em janeiro, a US$ 10,8 bilhões

Exportações do agro recuam 2,2% em janeiro, a US$ 10,8 bilhões

As exportações brasileiras de produtos agropecuários alcançaram US$ 10,8 bilhões em janeiro, informou o Ministério da Agricultura em nota técnica. O valor é 2,2% inferior ao obtido no mesmo mês do ano anterior, o equivalente a uma queda de US$ 244 milhões frente aos US$ 11 bilhões registrados um ano antes.

O setor representou 42,8% dos embarques totais do país no período, ante 43,3% em 2024. Apesar do recuo, o desempenho é o terceiro maior já registrado para janeiro na série histórica.

Segundo a pasta, o resultado foi pressionado pela queda de 8,6% nos preços médios dos produtos exportados, mesmo com aumento de 7% no volume comercializado ao exterior. Em nota técnica da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, o ministério explicou que a cesta de alimentos que compõe o Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação caiu 0,4% em janeiro na comparação com dezembro e 0,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Já o índice de preços dos alimentos do Banco Mundial registrou redução de 3,1% na comparação anual. Conforme o ministério, as duas instituições apontam para quedas nos preços, fator que teve influência preponderante na diminuição do valor exportado pelo Brasil.

A pasta destacou ainda que as proteínas animais apresentaram recorde de exportação no mês, com a carne bovina in natura liderando o ranking de maior valor embarcado, somando US$ 1,3 bilhão.

Os seis principais setores exportadores do agronegócio brasileiro em janeiro foram carnes, com US$ 2,58 bilhões; complexo soja, com US$ 1,66 bilhão; produtos florestais, com US$ 1,38 bilhão; cereais, farinhas e preparações, com US$ 1,12 bilhão; café, com US$ 1,10 bilhão, e complexo sucroalcooleiro, com US$ 750 milhões. Juntos, esses segmentos responderam por 79,8% do total exportado pelo agronegócio no mês, somando US$ 8,6 bilhões.

Entre os destinos, a China manteve-se como principal importadora dos produtos do agronegócio brasileiro, com US$ 2,16 bilhões comercializados, o equivalente a 20% das exportações do setor e alta de 5,4% em relação a 2024. Na sequência, aparece a União Europeia, com US$ 1,69 bilhão, participação de 15,7% do total e recuo de 11% frente a 2025. Os Estados Unidos importaram US$ 705,54 milhões, representando 6,6% do total, com queda de 31% na comparação anual.

No período, cresceram as exportações para Emirados Árabes Unidos, Turquia, Filipinas, Irã, Iêmen, Iraque, Chile, Arábia Saudita, Japão e Marrocos. O Ministério ressaltou ainda o avanço das vendas para os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático, que cresceram 5,7% em janeiro de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O bloco reúne Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Singapura, Tailândia, Timor-Leste e Vietnã.

No lado das importações, o Brasil desembolsou US$ 1,633 bilhão com produtos agropecuários em janeiro, queda de 11,2% ante 2024. Os principais itens importados foram papel, trigo, salmão, fibras e produtos têxteis.

Segundo o Ministério, a redução nas importações de cacau inteiro ou partido foi a que mais contribuiu para o resultado, com US$ 81,33 milhões a menos do que no mesmo mês de 2025. Também houve forte queda nas compras de trigo, com redução de US$ 58,55 milhões, e de malte, com US$ 31,38 milhões a menos na comparação anual.

Além disso, foram importados insumos relevantes para a produção agropecuária, como fertilizantes, que somaram US$ 940,0 milhões, alta de 1,1%, e defensivos agrícolas, que totalizaram US$ 301,3 milhões, com queda de 26,4%.

Com esse desempenho, o saldo da balança comercial do agronegócio ficou positivo em US$ 9,12 bilhões no período, levemente abaixo dos US$ 9,16 bilhões registrados no ano anterior.