por imprensa | jun 22, 2026 | Eventos, Notícias
Evento será realizado em novembro, no São Paulo Expo, com mais de 700 marcas e presença dos principais players do Transporte Rodoviário de Cargas e Logística
Com todos os pavilhões ocupados, a Fenatran realizará a maior edição de sua história em 2026. De 9 a 13 de novembro, a capital paulista receberá, no São Paulo Expo, o principal encontro do setor de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística da América Latina.
Mais de 700 marcas participarão do evento, apresentando lançamentos, tendências e soluções inovadoras para toda a cadeia de transporte e logística. O público encontrará desde montadoras de caminhões e fabricantes de implementos rodoviários até empresas de intralogística e operações focadas no last mile, fundamentais para a distribuição nos grandes centros urbanos.
A edição de 2026 contará com uma área de exposição maior do que a de 2024. O destaque fica para a ampliação do espaço externo, que abrigará parte dos novos expositores e elevará a ocupação total do evento para mais de 100 mil metros quadrados.
Para Igor Calvet, presidente da Anfavea, uma das associações apoiadoras da Fenatran, esse crescimento reflete as transformações pelas quais o setor de transporte de cargas vem passando nos últimos dois anos.
“Estamos muito animados para conferir não só as novidades de nossos associados, que já acompanhamos de perto, mas também de nossos parceiros fabricantes de implementos rodoviários, dos transportadores e da extensa rede de serviços. A inovação está na combinação de todos os agentes desse complexo ecossistema do transporte de cargas e de serviços agregados”, explica Calvet.
A 25ª edição da Fenatran coincide com a celebração dos 70 anos da Anfavea e, na visão de Calvet, representa uma oportunidade de apresentar às novas gerações a trajetória dos caminhões no Brasil, sem perder de vista os desafios e as perspectivas que moldarão o futuro do setor.
“Aposto que veremos mais eletrificação e adequação ao uso de biocombustíveis. Em termos de segurança, as novas fronteiras do uso da eletrônica para evitar acidentes. Outra aposta é que a conectividade permita novos avanços no gerenciamento de frotas”, completa.
Setor se prepara para novos desafios
Representante das empresas transportadoras brasileiras, a NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) considera a Fenatran um ambiente estratégico para a apresentação de novas tecnologias, geração de negócios e debate dos principais desafios e oportunidades do setor.
“Muitas soluções que hoje fazem parte da realidade das empresas transportadoras, passaram, primeiramente, pela Fenatran, que será novamente o grande palco para apresentação dessas evoluções. O setor vive uma transformação importante, e temas como eletrificação da frota, combustíveis alternativos, inteligência artificial, telemetria, automação logística, gestão de dados, segurança viária e soluções voltadas à redução de custos operacionais deverão ganhar muito destaque”, afirma o presidente da Associação, Eduardo Rebuzzi.
Ele ressalta ainda a importância da integração entre os diferentes elos da cadeia de transporte. “Essa união entre entidades, indústria e organizadores fortalece ainda mais a Fenatran como um ambiente de negócios, inovação, relacionamento e desenvolvimento para toda a cadeia do transporte”.
Indústria aposta em inovação
Para José Carlos Sprícigo, presidente da Anfir (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários), a 25ª edição do evento representa uma oportunidade estratégica para demonstrar a força, a capacidade de inovação e a competitividade da indústria brasileira de implementos rodoviários.
“Entre as tecnologias que devem ganhar protagonismo, estão os sistemas de telemetria e conectividade embarcada, que permitem o monitoramento em tempo real das operações; equipamentos mais leves e eficientes para ampliar a capacidade de carga e reduzir o consumo de combustível; soluções voltadas à eletrificação do transporte, incluindo sistemas de refrigeração para veículos elétricos; além de novos conceitos construtivos para linhas graneleiras, basculantes, frigoríficas, carga seca e transporte de combustíveis”, detalha.
“Mesmo em um cenário econômico que exige cautela, acreditamos que a Fenatran será decisiva para impulsionar investimentos e criar oportunidades para nossos associados ao longo dos próximos anos”, finaliza Sprícigo.
Novidades em 2026
A Fenatran 2026 contará com uma programação de conteúdo ampliada, abordando temas estratégicos para o setor, como inovação, eficiência operacional e descarbonização do transporte.
A grade de palestras inclui a Rota Fenatran, o Fórum Transporte Sustentável, o Frotas Conectadas e o Seminário da NTC. Outra atração confirmada é o Fórum de Mulheres no Transporte e Logística, iniciativa voltada a promover a inclusão e acelerar a chegada de mulheres aos cargos de liderança.
Já a Fenatran Experience promoverá test drive de caminhões das marcas DAF, Foton, IVECO, Mercedes-Benz, Scania, Sany e Volkswagen Caminhões e Ônibus em um circuito montado na área externa dos pavilhões. Os visitantes poderão testar diferentes tipos de veículos – com motores à combustão, elétricos, movidos a gás e biometano – em uma pista que combina trechos de curvas e retas, e permite que os motoristas avaliem o desempenho e sistemas embarcados.
“Vamos entregar um evento ainda mais completo para celebrar esse marco histórico da 25ª edição. A Fenatran reúne, em um único ambiente, o presente e o futuro do transporte de cargas. Os visitantes poderão conhecer e testar as tecnologias mais modernas já disponíveis no mercado e, ainda, terão acesso a especialistas e lideranças que vão discutir as oportunidades e desafios que devem moldar o futuro do setor nos próximos anos”, explica Thiago Braga Ferreira, gerente-executivo da Fenatran.
por imprensa | jun 22, 2026 | Notícias, Outros
Evento promovido pela ANTT, em conjunto com entidades representativas do setor, reunirá autoridades, especialistas e transportadores para debater os desafios e oportunidades do transporte internacional
A NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística participará do 1º Encontro do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas (TRIC 2026), que será realizado, amanhã, dia 23 de junho, em Brasília (DF). A iniciativa é promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, em conjunto com o Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL), a NTC&Logística, a ABTI – Associação Brasileira de Transportadores Internacionais e demais entidades representativas do setor. As inscrições se encerram hoje (22).
O encontro reunirá autoridades públicas, lideranças empresariais, representantes de entidades e especialistas para discutir temas estratégicos relacionados ao Transporte Rodoviário Internacional de Cargas, incluindo integração regional, facilitação do comércio exterior, modernização regulatória, corredores logísticos e perspectivas para o desenvolvimento da atividade nos próximos anos.
A programação foi estruturada para promover o intercâmbio de experiências e o fortalecimento do diálogo entre os diversos atores envolvidos nas operações internacionais, contribuindo para a construção de soluções que tornem o transporte mais eficiente, seguro e competitivo.
Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, o evento representa uma importante oportunidade para ampliar o debate sobre questões que impactam diretamente a competitividade do Transporte Rodoviário de Cargas.
“O Transporte Rodoviário Internacional de Cargas possui papel fundamental na integração econômica entre os países e no fortalecimento das cadeias produtivas. O TRIC representa uma oportunidade valiosa para reunir diferentes visões, compartilhar experiências e construir soluções que contribuam para o desenvolvimento sustentável e competitivo do setor.”
O vice-presidente extraordinário de Relações Internacionais da NTC&Logística, Danilo Guedes, destaca que a realização do encontro reforça a importância do diálogo permanente entre os setores público e privado.
“O transporte internacional exige cooperação, alinhamento regulatório e troca constante de experiências entre os países e as instituições envolvidas. O TRIC surge como um ambiente estratégico para debater desafios comuns, identificar oportunidades e fortalecer a integração logística regional, beneficiando toda a cadeia do Transporte Rodoviário de Cargas.”
Associada à International Road Transport Union (IRU) desde 1970, a NTC&Logística acompanha permanentemente os temas relacionados ao transporte internacional e às relações institucionais globais, atuando em defesa de pautas que contribuam para o fortalecimento e a competitividade das empresas brasileiras.
As inscrições para o evento estão abertas e podem ser realizadas por meio do portal da ANTT.
Serviço
1º Encontro do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas (TRIC 2026)
Data: 23 de junho de 2026
Local: Brasília (DF)
Inscrições, clique aqui
por imprensa | jun 22, 2026 | Notícias, Outros
Evento promovido pela NTC&Logística acontecerá em agosto, reunindo lideranças e empresários do Transporte Rodoviário de Cargas de todo o Brasil
A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará, nos dias 27 e 28 de agosto de 2026, a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, no Hotel Vila Galé, em Ouro Preto (MG). O evento terá como entidade anfitriã a FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais, com o apoio dos sindicatos filiados à federação.
Consolidado como um dos mais importantes encontros do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil, o CONET&Intersindical reúne empresários, lideranças, representantes de entidades e especialistas para debater os principais desafios, tendências e oportunidades do setor.
A programação do evento é dividida em duas etapas. O CONET contempla a apresentação de pesquisas de mercado, estudos técnicos e levantamentos econômicos desenvolvidos pelo DECOPE (Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas) da NTC&Logística, além de debates relacionados aos custos operacionais e tarifas do setor. Já a Intersindical é voltada às discussões institucionais e estratégicas sobre o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas.
O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destacou a relevância da realização do encontro em Minas Gerais e a importância da participação do setor no evento.
“Realizar o CONET&Intersindical em Ouro Preto, em Minas Gerais, tem um significado muito especial para o nosso setor. Trata-se de um estado pujante, com forte representatividade econômica e relevância para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Estar em uma cidade histórica como Ouro Preto, patrimônio vivo da humanidade e do país, reforça ainda mais o propósito deste encontro. Será uma excelente oportunidade para ampliarmos o diálogo com lideranças, discutirmos os desafios do TRC e avançarmos na construção de soluções que contribuam para o crescimento sustentável do transporte de cargas. Convidamos todos os empresários e representantes de entidades a estarem conosco nesse importante momento”, afirmou.
As inscrições para o evento estão abertas, clique aqui e faça parte do evento.
As reservas de hospedagem também estão disponíveis. Garanta sua participação realizando a reserva no hotel do evento, clicando aqui.
Realização
l NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)
Entidade Anfitriã
l FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais
Apoio
l Sindicatos filiados à FETCEMG
Patrocínio
l FENATRAN
l GEOTAB
l MERCEDES-BENZ
l ROADCARD
l TRANSPOCRED
Apoios Institucionais
l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)
l FuMTran (Fundação Memória do Transporte)
Apoio Logístico
l Braspress
por imprensa | jun 22, 2026 | Notícias, Outros
Presidente que representa as empresas de transporte de carga em Minas Gerais defende que discussão sobre infraestrutura seja encarada como estratégia de desenvolvimento econômico
Minas Gerais reúne características únicas para se consolidar como o principal corredor logístico do Brasil. Com a maior malha rodoviária do País, estimada em cerca de 272 mil quilômetros, e localização estratégica entre as principais regiões produtoras e consumidoras, o Estado tem potencial para liderar a movimentação de cargas em território nacional. No entanto, gargalos históricos na infraestrutura viária continuam elevando custos, reduzindo a competitividade das empresas e dificultando o aproveitamento pleno dessa vocação logística.
O tema ganha ainda mais relevância em um momento em que o agronegócio mineiro assumiu a liderança das exportações estaduais, superando a mineração e movimentando US$ 19,8 bilhões em 2025. A dependência do modal rodoviário para o transporte da produção faz com que a qualidade das estradas tenha impacto direto nos custos das empresas, no preço dos produtos e na eficiência das cadeias de abastecimento.
Dados da Pesquisa CNT de Rodovias 2025 mostram que 65,4% das rodovias avaliadas em Minas Gerais foram classificadas como regulares, ruins ou péssimas. O levantamento também aponta que as condições das vias podem elevar em até 34,8% os custos operacionais do transporte no Estado, devido ao aumento do consumo de combustível, desgaste dos veículos e maior tempo de deslocamento.
Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg), Antonio Luis da Silva Junior, a discussão sobre infraestrutura deve deixar de ser vista apenas como uma demanda do setor de transportes e passar a ser tratada como uma estratégia de desenvolvimento econômico.
“Minas ocupa uma posição privilegiada no mapa brasileiro. Estamos próximos dos principais mercados consumidores e produtores do País. Se tivermos uma infraestrutura mais eficiente, podemos reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade das empresas mineiras e transformar o Estado em um grande corredor de distribuição nacional”, afirma.
Segundo ele, o desafio não está necessariamente na abertura de novas rodovias, mas na melhoria das condições das estradas já existentes, especialmente nas ligações regionais e nos acessos a áreas produtoras. “Temos muitos trechos secundários e estradas não pavimentadas que dificultam o transporte e aumentam significativamente as distâncias percorridas. Em alguns casos, uma ligação que poderia ser feita de forma direta exige desvios muito maiores, gerando mais custos para toda a cadeia produtiva”, observa.
Além da recuperação e modernização da malha rodoviária, o presidente da entidade defende investimentos em estruturas capazes de integrar diferentes modais de transporte. “Infraestrutura não é apenas estrada, precisamos ampliar os terminais intermodais, fortalecer os centros de distribuição e criar condições para que as cargas percorram trajetos mais eficientes. O caminhão continuará sendo fundamental, mas ele deve atuar integrado a outros modais sempre que possível”, destaca.
Na avaliação do presidente do Setcemg, Minas Gerais reúne todas as condições para se tornar um dos principais hubs logísticos do País, desde que a infraestrutura acompanhe o crescimento econômico do Estado. “Minas já tem a localização, a produção e a vocação logística. O que precisamos é transformar esse potencial em vantagem competitiva. Investir em infraestrutura significa reduzir custos, atrair investimentos, gerar empregos e impulsionar o desenvolvimento regional”, acrescenta.
Diante do crescimento da produção agropecuária, da expansão das atividades industriais e da posição estratégica de Minas Gerais no mapa nacional, especialistas e representantes do setor apontam que a modernização da infraestrutura logística será decisiva para o futuro da economia estadual. A melhoria das rodovias, associada à ampliação de terminais intermodais e centros de distribuição, pode fortalecer a competitividade mineira, reduzir custos operacionais e consolidar o Estado como um dos principais corredores logísticos e de distribuição de cargas do Brasil.
por imprensa | jun 22, 2026 | Notícias, Outros
Em entrevista à Bloomberg Línea, ministro da Desregulamentação e Transformação do Estado, Federico Sturzenegger, afirmou que a Rota Nacional 14 poderá receber veículos autônomos quando as obras estiverem concluídas
O ministro da Desregulamentação e Transformação do Estado, Federico Sturzenegger, da Argentina, afirmou que a Rota Nacional 14 será a primeira via do país habilitada para a circulação de veículos com condução autônoma, uma vez concluídas as obras previstas no corredor.
Em entrevista ao podcast La Estrategia del Día Argentina, da Bloomberg Línea, o ministro assegurou que o governo já adequou a regulamentação para permitir esse tipo de tecnologia e sustentou que sua adoção pode contribuir para reduzir os acidentes de trânsito.
“A 14, uma vez que esteja concluída e em condições, será a primeira rota que vamos habilitar para a condução autônoma”, afirmou.
O plano do governo para a condução autônoma
Sturzenegger explicou que o Executivo decidiu modificar o marco regulatório para que o país possa incorporar esse tipo de veículo quando a tecnologia estiver disponível em maior escala.
“Entendo que alguém que me escuta pode pensar que é ficção científica, mas o que acontece é que, se o país não cria o mecanismo para permitir isso, então nunca vai ocorrer”, disse.
Nesse sentido, sustentou que a adequação das normas busca evitar que a legislação se torne um obstáculo à adoção de novas tecnologias.
O argumento da segurança viária
Para o ministro, a condução autônoma tem potencial de reduzir de forma significativa os acidentes de trânsito, especialmente nas rodovias nacionais.
Segundo ele, uma das principais causas de mortes em sinistros viários na Argentina são as colisões frontais – um tipo de acidente que, em sua avaliação, poderia diminuir com essa tecnologia.
“Uma rota vai e volta, esses carros não batem, nunca podem bater de frente”, afirmou.
Sturzenegger acrescentou que a segurança viária também depende de outros fatores, como a infraestrutura e o estado dos veículos.
Nesse contexto, disse que o preço elevado dos pneus na Argentina levou durante anos muitos motoristas a adiar a troca, o que, segundo ele, também influenciou nos índices de acidentes.
A eventual chegada da Tesla à Argentina
Questionado sobre por que a Tesla ainda não desembarcou oficialmente na Argentina – ao contrário do Chile e da Colômbia –, o ministro respondeu que o governo buscará avançar para facilitar esse processo. “Temos que nos colocar a trabalhar nisso”, disse.
Sturzenegger lembrou ainda que o acordo comercial com os Estados Unidos prevê uma cota de importação de veículos sem tarifas e afirmou considerar “absolutamente central” a entrada de automóveis com condução autônoma no país.
por imprensa | jun 22, 2026 | Notícias, Outros
Em artigo à CNN, Pedro Fornari, CEO da Kartado, fala como a tecnologia pode auxiliar na qualidade de rodovias que ainda não foram concedidas, diminuindo, por exemplo, o número de buracos na via
O uso de IA (Inteligência Artificial) é uma tendência na administração da malha rodoviária brasileira. Em Minas Gerais, os benefícios do uso da tecnologia já podem ser vistos: houve redução de 80% no número de buracos em estradas sob responsabilidade do Estado de acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), reflexo da possibilidade de acompanhamento contínuo e da agilidade nas ações de manutenção a partir da digitalização de dados.
E não é só no estado mineiro. A Kartado, startup brasileira especializada na digitalização de informações para o setor de infraestrutura, atende mais de 50% das concessionárias de rodovias no país, e dados obtidos entre os clientes apontam que o uso dessas tecnologias resultaram em até 98% na economia de tempo em processos operacionais: a redução na geração de relatórios caiu de 8 horas manuais para 10 minutos automáticos. Com a administração de dados obtidos em campo, quando os trabalhadores passaram do uso de papel ou aplicativo de mensagens para uma tecnologia dedicada, a economia de tempo chegou a 75%.
A IA – com a capacidade de integração de fontes de dados, automação de tarefas, bem como de tomada de decisão e velocidade de ação – irá mudar o jogo para o setor e resolver dores históricas do setor de infraestrutura. Será praticamente como se os gestores conseguissem conversar com seus ativos para otimizar os recursos e prestar um serviço melhor para a população.
Hoje, segundo a consultoria McKinsey & Company, empresas que ainda não têm uma boa governança de dados gastam cerca de 30% do tempo total dos serviços prestados em tarefas relacionadas à coleta, preparação e correção de dados, devido à baixa qualidade ou falta de disponibilidade deles, o que limita a capacidade de uso dessas informações para análises e decisões estratégicas.
Já de acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o segmento está entre os menos digitalizados do país, muito dependente de papel, comunicação informal, pouca automação e monitoramento em tempo real, além de baixa integração de dados. Muitas vezes, dados inseridos manualmente em planilhas precisam ser revisados e padronizados, um processo que toma tempo, reduz produtividade e aumenta o risco de inconsistências.
Em contrapartida, quando a gestão de dados é feita de forma estruturada, integrada e orientada a processos, o impacto vai além da organização de informações. Exemplo disso é a BR-040, com 881 quilômetros de extensão e que faz a ligação entre a divisa com Goiás até o Rio de Janeiro. É um dos corredores mais movimentados e estratégicos do país, cortando Belo Horizonte e o coração de áreas de mineração, siderurgia e agronegócio. A nova tecnologia permitiu o registro de 176.073 anotações ou relatórios técnicos de problemas, buracos, rachaduras ou defeitos no pavimento e na sinalização ao longo de 8 anos — o que possibilitou a solução desses problemas com rapidez.
A tendência é que a tecnologia aliada à inovação ajude as concessionárias a manterem a posição e a melhorarem os serviços. A tecnologia permite conectar eficiência operacional com transparência regulatória e modernização. Pelo menos 80% das 20 melhores concessões rodoviárias já digitalizam informações, o que as ajuda a garantir um melhor atendimento do contrato: ao saber mais rapidamente onde estão os problemas, conseguem avaliar a criticidade para definir quais deles precisam ser resolvidos primeiro, sejam buracos, placas danificadas ou vegetação alta, por exemplo. Além de garantir a segurança da população, protege a concessão do risco contratual de uma eventual multa, que pode chegar a milhões de reais.
A iniciativa, que tem sido positiva para as concessões rodoviárias, também pode ser vantajosa para outras empresas do setor de infraestrutura. Seja para quem atua na prestação de serviços como energia, saneamento, até portos e aeroportos, o acesso facilitado a informações por meio da digitalização agiliza análises, permite melhor tomada de decisões pelo gestor e um melhor serviço em geral para a população.