Relatórios da DHL Global Forwarding mostram que o crescimento da demanda, sem o avanço da capacidade logística, já trazem efeitos em “alta temporada precoce” no mercado de cargas da América Latina
O mercado de cargas da América Latina enfrenta uma demanda crescente em ritmo mais acelerado do que a expansão da capacidade logística, provocando uma espécie de alta temporada precoce. A avaliação é dos relatórios Ocean Freight Market Update e Air Freight State of the Industry, da DHL Global Forwarding.
Os documentos registram avanços significativos na demanda e nas tarifas dos transportes aquaviário e aéreo na comparação com o mesmo período de 2025.
Segundo o relatório, o aumento das tarifas marítimas e as restrições de espaço nos navios, somados às contínuas disrupções nas cadeias globais de suprimentos, estão mudando as condições do transporte aquaviário de cargas em toda a América Latina. Ao mesmo tempo, o transporte aéreo tem mantido um papel fundamental para envios de alto valor agregado e de produtos com temperatura controlada.
“A América Latina atravessa um dos cenários mais dinâmicos dos últimos anos para o transporte internacional de cargas, com uma demanda que cresce em ritmo superior à capacidade disponível”, avalia Erik Meade, CEO da DHL Global Forwarding para a América Latina.
Transporte aquaviário
O levantamento dedicado ao modal aquaviário aponta que as rotas entre Ásia e América Latina são as mais pressionadas, chegando a registrar taxa de ocupação das embarcações de 98%.
Em relação aos preços, o Índice de Frete de Contêineres de Xangai, considerado um dos principais indicadores das tarifas globais de frete marítimo, está 84% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Já as tarifas para a Costa Oeste da América Latina acumulam alta de 126%, acima da média das rotas globais.
Entre os principais problemas apontados pelo levantamento, estão os congestionamentos portuários, a falta de equipe qualificada em Xangai e Ningbo e uma gestão mais disciplinada da capacidade pelas armadoras.
Transporte aéreo
As rotas aéreas também registram demanda aquecida entre Ásia e América Latina, com crescimento de 20% nos volumes transportados em relação a maio de 2025, ao mesmo tempo em que apresentam alta de 27% na média tarifária.
O estudo dedicado ao transporte aéreo aponta que a estabilidade da capacidade de transporte acentua os gargalos nas rotas provenientes da América do Norte e da Europa. O documento destaca os voos com destino a São Paulo, Santiago e Buenos Aires.
Ainda assim, a DHL avalia que a expansão da oferta de carga aérea amplia a conectividade entre América Latina e Europa.
Meade entende os dados como um sinal de resiliência, traduzido pela ampliação das alternativas disponíveis na cadeia logística regional.
“Empresas que diversificam suas fontes de suprimento, adotam estratégias logísticas mais flexíveis e antecipam o planejamento de suas operações estão mais bem posicionadas para manter seus níveis de serviço diante da volatilidade do mercado”, afirma.
Planejamento e estratégias logísticas
A companhia ressalta que o mercado de cargas na América Latina atravessa um dos períodos de maior restrição de capacidade dos últimos anos.
O crescimento da demanda sem a correspondente ampliação da capacidade logística, aliado à tendência de alta das tarifas, torna a organização das operações ainda mais estratégicas para as empresas.
A DHL Global Forwarding indica que o planejamento antecipado e a diversificação das estratégias logísticas se tornam cada vez mais importantes para fortalecer a resiliência das cadeias de suprimentos.
Novo sistema permitirá que motoristas passem pelos pedágios sem parar nas cabines. Cobrança será dividida entre os dois sentidos da serra
Motoristas que utilizam o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) passarão a contar, a partir de 1º de agosto, com um novo sistema de cobrança de pedágio. O free flow (pórticos eletrônicos) permitirá que os veículos passem pelos pedágios sem precisar parar nas cabines. A cobrança será feita pelos pórticos instalados no Km 33 da Via Anchieta e no Km 29 da Rodovia dos Imigrantes, nos dois sentidos, perto das atuais praças de pedágio.
A informação é da diretora da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), Raquel França Carneiro. Segundo ela, a mudança vai aumentar a fluidez do trânsito, reduzir acidentes e abrir caminho para a retirada definitiva das praças de pedágio ainda neste ano.
A principal mudança para os usuários será na forma de cobrança. Atualmente, os motoristas pagam R$ 40,60 apenas na descida da Serra do Mar. Com o free flow, haverá duas cobranças de R$ 20,30, uma em cada sentido.
Raquel afirma que a alteração beneficiará principalmente os caminhoneiros. Hoje, eles pagam a tarifa cheia na descida, quando estão com carga. Com o novo sistema, a tarifa será calculada separadamente em cada sentido e, como muitos retornam vazios e com menos eixos apoiados no solo, o valor da viagem de volta será menor.
Inicialmente, segundo a diretora, nada muda nas praças de pedágio das rodovias Padre Manoel da Nóbrega e Cônego Domênico Rangoni. A adoção do free flow nesses trechos será discutida após a consolidação do modelo no Sistema Anchieta-Imigrantes.
A Artesp estima que 77% dos veículos que circulam pelo Sistema Anchieta-Imigrantes já utilizam tag eletrônica – índice que chega a 71% entre os veículos de passeio e a 93% entre os comerciais. Para esses usuários, a cobrança continuará sendo automática.
Quem não possui tag poderá consultar os débitos e fazer o pagamento pela plataforma Siga Fácil, utilizando Pix, cartão de crédito ou os totens de autoatendimento da Ecovias Imigrantes.
Como determina a Resolução 277 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o prazo para regularizar débitos de pedágios eletrônicos foi ampliado para 16 de novembro. Depois dessa data, deverá voltar a valer o prazo anterior, de 30 dias após a passagem pelos pórticos. Quem não fizer o pagamento estará sujeito a multa de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Não haverá descontos para usuários frequentes, como ocorre em concessões mais recentes. Segundo Raquel Carneiro, o contrato de concessão do Sistema Anchieta-Imigrantes substitui a tecnologia de cobrança, mas mantém o modelo tarifário atual.
Além da cobrança de pedágio, os pórticos farão parte do programa estadual Muralha Paulista, que compartilha informações em tempo real com a Polícia Militar Rodoviária. Os equipamentos identificam características dos veículos, como placa, categoria, peso e quantidade de eixos.
A diretora da Artesp destaca que a tecnologia tem 99,99% de precisão, mesmo em condições de chuva, neblina, placas parcialmente sujas ou veículos trafegando lado a lado.
Com a implantação do free flow, as atuais praças de pedágio permanecerão temporariamente abertas para a passagem livre dos veículos até que sejam parcialmente demolidas. A retirada definitiva das estruturas dependerá da implantação de um novo modelo de Operação Comboio, cujos testes terão início ainda no segundo semestre.
Sequência negativa começou em janeiro do ano passado e é a segunda pior da série histórica
O pessimismo entre os empresários da indústria é o maior desde junho de 2020, durante a pandemia da Covid-19, segundo o Icei (Índice de Confiança do Empresário Industrial), divulgado nesta segunda-feira (13) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).
O índice caiu 2,3 pontos em julho, passando de 46,7 pontos para 44,4 pontos, menor patamar do indicador em cinco anos. Com o resultado negativo, o Icei chegou a 19 meses consecutivos abaixo da linha de 50 pontos, refletindo pessimismo contínuo entre os empresários da indústria.
A sequência negativa começou em janeiro do ano passado e é a segunda pior da série histórica. Apenas entre 2015 e 2016, quando o Brasil atravessou uma recessão econômica, o índice ficou mais tempo em patamar negativo.
“Na medida em que se tem um período tão longo de pessimismo, isso se traduz em redução do número de empregados, da produção ou até cancelamento de investimentos produtivos”, afirma o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.
O levantamento aponta que a falta de confiança se intensificou em julho devido à piora da avaliação dos empresários sobre as condições correntes e as expectativas para as empresas e a economia.
A CNI consultou 1.118 empresas, sendo 442 pequenas, 411 médias e 265 grandes, entre os dias 1º e 7 de julho.
Os dois componentes do ICEI caíram em julho. O Índice de Condições Atuais recuou 0,7 ponto, para 41,6 pontos, distanciando-se ainda mais da linha de 50 pontos – que separa a confiança da falta de confiança. Segundo os industriais, os negócios e a economia estão piores do que há seis meses.
O Índice de Expectativas, por sua vez, caiu 3,1 pontos, registrando 45,8 pontos. Trata-se da maior queda do indicador desde novembro de 2022, quando o componente encolheu 10,8 pontos.
Com o resultado, as expectativas positivas dos empresários para as próprias empresas perderam força e se aproximaram da neutralidade, enquanto o pessimismo em relação à economia brasileira se intensificou.
“A piora das expectativas se deve, possivelmente, ao aumento das incertezas do cenário externo, tanto o acirramento da guerra no Oriente Médio, que ocorreu no início do mês, como também a eventual retomada de tarifas americanas sobre produtos brasileiros”, avalia Marcelo Azevedo.
Economista participará da programação da segunda edição do CONET&Intersindical 2026, em Ouro Preto (MG), com palestra sobre os fatores econômicos que influenciam a competitividade e o planejamento das empresas transportadoras
A segunda edição do CONET&Intersindical 2026, promovida pela NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, contará com uma palestra dedicada à análise da conjuntura macroeconômica do país e seus reflexos sobre o Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). O encontro será realizado nos dias 27 e 28 de agosto, no Hotel Vila Galé Ouro Preto (MG), tendo como entidade anfitriã a FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais.
A palestra “Cenário Econômico e Perspectivas para o Transporte Rodoviário de Cargas” integra a programação do primeiro dia do evento e proporcionará uma visão estratégica sobre os principais indicadores econômicos, os desafios do ambiente de negócios e as tendências que poderão impactar diretamente o setor nos próximos meses.
Em um cenário marcado por transformações econômicas, mudanças no ambiente regulatório e desafios permanentes para a competitividade das empresas, compreender os movimentos da economia tornou-se essencial para o planejamento estratégico e a tomada de decisões no Transporte Rodoviário de Cargas.
Para abordar esse tema, o CONET&Intersindical receberá a economista Rita Mundim, profissional com ampla experiência na análise de cenários econômicos, mercado financeiro e estratégia empresarial. Formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é especialista em Mercado de Capitais pela UFMG e em Ciências Contábeis pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Mestra em Administração pela FEAD-MG e professora convidada da Fundação Dom Cabral desde 1990.
Além da sólida formação acadêmica, Rita Mundim atua como professora de Mercado de Capitais no IBMEC, é diretora da Aporte Educacional, administradora de carteiras autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e possui as certificações ANBIMA CFG e CGA. Também é comentarista econômica da Rádio Itatiaia e participa frequentemente da CNN Brasil, sendo reconhecida por suas análises sobre economia, juros, inflação, mercado financeiro, cooperativismo e governança. Atualmente, é uma das palestrantes mais requisitadas em eventos empresariais e do setor produtivo.
A participação de Rita Mundim reforça o compromisso da NTC&Logística em oferecer uma programação de alto nível técnico, convidando especialistas de reconhecida atuação para discutir os temas que impactam diretamente o ambiente de negócios e o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas.
O CONET&Intersindical 2026 reunirá empresários, executivos, representantes de entidades, autoridades e especialistas de todo o país para debater os principais desafios e oportunidades do setor, consolidando-se como um dos mais importantes fóruns de discussão do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.
As inscrições para o evento estão abertas,clique aqui e faça parte do evento.
A Programação Preliminar está disponível abaixo e poderá sofrer ajustes até a realização do evento.
26 de agosto de 2026 | CONET&INTERSINDICAL
19h – Coquetel de Boas-Vindas | ESPAÇO EXPOSIÇÃO
Oferecido pela FETCEMG
27 de agosto de 2026 | CONET&INTERSINDICAL
10h – Credenciamento
10h30 | 12h – Abertura Oficial
12h | 13h – Almoço
27 de agosto de 2026 | CONET
13h30 | 14h – PAINEL: MERCADO E TARIFAS
Integrantes da Mesa:
Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
Gladstone Lobato – Presidente da FETCEMG
Palestrante: Engo Lauro Valdivia,Assessor Técnico da NTC&Logística
Atualização do INCT (Índice Nacional de Custos do Transporte)
Apresentação da Pesquisa de Mercado DECOPE – 1º semestre de 2026
14h | 15h – ENCONTRO COM EMPRESÁRIOS DO TRC
Integrantes da Mesa:
Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
Gladstone Lobato – Presidente da FETCEMG
Engº Lauro Valdivia Neto – Assessor Técnico da NTC&Logística
José Maria Gomes – Diretor Financeiro da NTC&Logística
Empresários confirmados:
Oswaldo Vieira Caixeta Junior, Sócio-Diretor da Transac Transporte e Presidente da ABTLP
Julio Eduardo Simões, Sócio-Diretor da Locar Guindastes e Transportes Intermodais e Presidente do SINDIPESA
Márcio Afonso de Moraes, CEO da Lenarge Transportes e Serviços Ltda
15h | 15h45 –Palestra: REFORMA TRIBUTÁRIA
Palestrante: Reinaldo Lage Rodrigues de Araújo, Assessor Jurídico Tributário da FETCEMG
15h45 | 16h30 –Palestra: ÍNDICE CNT DE CONFIANÇA
Palestrante: Fernanda Schwantes, Gerente-Executiva de Economia da CNT – Confederação Nacional do Transporte
16h30 | 17h – INVESTIMENTOS REALIZADOS E PROJETOS PARA O TRC
Palestrante convidado: INFRA S.A.
17h | 17h30 – Intervalo
17h30 | 18h15 – TALKS FORNECEDORES DA CADEIA PRODUTIVA DO TRC
Integrantes da Mesa:
Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
Gladstone Lobato – Presidente da FETCEMG
Engº Lauro Valdivia Neto – Assessor Técnico da NTC&Logística
GEOTAB
MERCEDES-BENZ
ROADCARD
TRANSPOCRED
VOLKSWAGEN CAMINHÕES E ÔNIBUS
18h15 | 19h45 – Palestra: CENÁRIO ECONÔMICO E PERSPECTIVAS PARA O TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS
Integrantes da Mesa:
Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
Gladstone Lobato – Presidente da FETCEMG
Palestrante: Rita Mundim
Economista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Especialista em Mercado de Capitais pela UFMG e em Ciências Contábeis pela Fundação Getúlio Vargas (FGV); Mestre em Administração pela FEAD-MG; Professora convidada da Fundação Dom Cabral desde 1990; Professora de Mercado de Capitais no IBMEC; Diretora da Aporte Educacional; Administradora de Carteiras autorizada pela CVM; Certificações ANBIMA: CFG e CGA; Comentarista econômica da Rádio Itatiaia; participações como comentarista na CNN Brasil; experiência em cenários econômicos, juros, inflação, mercado financeiro, cooperativismo e governança.
Jornalista e estrategista em comunicação corporativa, com atuação em cenários econômicos e empresariais. Atualmente, é uma das palestrantes mais requisitadas em eventos empresariais e do setor produtivo.
19h45 – Considerações Finais e Encerramento das atividades do dia
19h45 – Coquetel de Boas-Vindas | ESPAÇO EXPOSIÇÃO
Oferecido pela FETCEMG
28 de Agosto de 2026 | INTERSINDICAL
9h – Abertura da INTERSINDICAL
PALESTRA INAUGURAL:O NOVO CENÁRIO GEOPOLÍTICO MUNDIAL
Palestrante: Marcelo Suano
Cientista político, analista de risco político, professor universitário e comentarista brasileiro. Mestrado e Doutorado em Ciência Política pela USP (Universidade de São Paulo), com pesquisas ligadas ao pensamento político e militar brasileiro.
10h30 | 12h30 – AGENDA INSTITUCIONAL DA NTC&LOGÍSTICA
Tema : Principais pautas técnicas e institucionais em andamento no TRC.
Integrantes da Mesa:
Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
Gladstone Lobato – Presidente da FETCEMG
José Maria Gomes – Diretor Financeiro da NTC&Logística
Marcos Aurélio Ribeiro – Diretor Jurídico da NTC&Logística
Narciso Figueirôa Junior –Assessor Jurídico da NTC&Logística
Gil Menezes –Assessora Jurídica da NTC&Logística
Edmara Claudino –Assessora de Relações Institucionais da NTC&Logística
Waldomiro Milanesi – Delegado e especialista em segurança
Engº Lauro Valdivia Neto – Assessor Técnico da NTC&Logística
Conteúdo:
• Impactos da redução da jornada semanal no TRC
• Avaliação das negociações coletivas no TRC
• Demandas regulatórias junto à ANTT: CIOT; Piso minimo de frete
12h30 | 14h – Almoço
14h | 15h – PALESTRA: REGULAMENTAÇÃO DO SETOR
Palestrante convidado: Guilherme Theo Sampaio – Diretor-Geral da ANTT
15h | 16h30 – PALESTRA: PESQUISAS ELEITORAIS E PROJEÇÕES PARA AS ELEIÇÕES 2026
Palestrante: Marcelo Costa Souza
Graduação em Estatística pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 1999, e Mestrado em Estatística e Experimentação Agropecuária pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), em 2002. Foi professor das disciplinas de Bioestatística, Epidemiologia e Estatística Experimental para alunos de graduação e pós-graduação da Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS), de 2002 a 2005. Desde 2006, atua como diretor da MDA PESQUISA. Tem vasta experiência na área de análise e interpretação de dados, modelagem e gerenciamento de bancos de dados complexos.
9h | 12h Visita Técnica à Mineradora de Ferro – Região de ACURI
Saida do ônibus do hotel Villa Galé às 8h e retorno as 12h
As inscrições para o evento estão abertas. Clique aqui e faça parte do evento.
As reservas de hospedagem também estão disponíveis. Garanta sua participação realizando a reserva no hotel do evento,clicando aqui.
Realização
l NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)
Entidade Anfitriã
l FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais
Apoio
l Sindicatos filiados à FETCEMG
Patrocínio
l FENATRAN
l GEOTAB
l MERCEDES-BENZ
l ROADCARD
l TRANSPOCRED
Apoios Institucionais
l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)
Encontro tratou de oportunidades de intercâmbio internacional, inovação, qualificação profissional e aproximação institucional entre o Brasil e os países do Sudeste Asiático
A ampliação do diálogo sobre transporte, logística e intercâmbio internacional foi tema de reunião entre o Sistema Transporte e a Frente Parlamentar Mista Brasil-Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), na quinta-feira (9). A gerente-executiva do Poder Legislativo da CNT, Andrea Cavalcanti, recebeu o secretário-geral da Frente, Alex Kawano, para tratar de agendas de interesse do setor transportador.
Durante a reunião, Andrea Cavalcanti apresentou a atuação da CNT no acompanhamento das pautas do transporte no Congresso Nacional e na articulação institucional com o poder público, destacando o trabalho desenvolvido pela Confederação em defesa dos interesses do setor.
Na ocasião, Alex Kawano apresentou as ações da Frente Parlamentar Mista Brasil-Asean para ampliar as relações entre o Brasil e os países que integram o bloco. A Frente é uma iniciativa multipartidária do Congresso Nacional voltada ao fortalecimento da interlocução e da cooperação com a região, por meio do relacionamento entre parlamentares, representantes diplomáticos e setores público e privado.
A Asean reúne dez países do Sudeste Asiático e representa um mercado de mais de 650 milhões de habitantes, com PIB (Produto Interno Bruto) combinado estimado em cerca de US$ 3 trilhões. Alguns dos objetivos do colegiado são a expansão das relações institucionais, comerciais e de investimento, a promoção do intercâmbio de experiências e a identificação de oportunidades de relacionamento entre o Brasil e os países do bloco.
Entre os temas debatidos, estiveram as missões internacionais promovidas pelas instituições e a possibilidade de aprofundar a troca de experiências sobre tecnologias, modelos operacionais e soluções aplicadas ao transporte e à logística.
A reunião também abordou a atuação do IAP (Instituto Ásia-Pacífico), iniciativa vinculada à Frente Brasil-Asean dedicada à produção de conhecimento e à articulação entre os setores público e privado. Foram apresentadas ações nas áreas de inteligência de mercado, relações institucionais, capacitação, eventos e missões comerciais para os países da região.
Ao final do encontro, Andrea Cavalcanti entregou a Alex Kawano a Agenda Institucional Transporte&Logística 2026, publicação elaborada, anualmente, pela CNT, que reúne e analisa as principais proposições em tramitação no Congresso Nacional com impacto sobre o setor transportador. O documento apresenta o posicionamento da Confederação sobre os temas acompanhados e subsidia o diálogo com parlamentares e demais atores envolvidos no processo legislativo.
A Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (Fetrancesc) empossou, no dia 10 de julho, a nova diretoria para o biênio 2026-2028. A gestão será conduzida pelo presidente Dagnor Roberto Schneider, que permanece à frente da entidade ao lado de uma diretoria formada por representantes do setor transportador de diferentes regiões do Estado.
A nova composição reforça o compromisso da Federação com a defesa dos interesses do Transporte Rodoviário de Cargas, a representatividade institucional e o fortalecimento do diálogo com o poder público e as entidades parceiras. Ao reunir lideranças com ampla experiência no TRC, a diretoria terá como missão dar continuidade às ações voltadas ao desenvolvimento da infraestrutura, à competitividade das empresas transportadoras, à segurança viária, à qualificação profissional e à sustentabilidade do setor.
Ao assumir mais um mandato, o presidente Dagnor Roberto Schneider destacou que a Fetrancesc seguirá atuando de forma técnica e propositiva em defesa de pautas estratégicas para o transporte de cargas e para a economia catarinense.
“O transporte rodoviário de cargas é um dos pilares da economia de Santa Catarina e precisamos seguir unidos para enfrentar desafios históricos, como a melhoria da infraestrutura, a segurança nas rodovias, a competitividade das empresas e a valorização do setor”, defende Schneider.
O presidente destacou ainda que a atuação da diretoria neste segundo mandato continuará sendo pautada pelo diálogo, contribuindo sempre para a construção de políticas públicas, o aprimoramento da infraestrutura logística e a defesa de um ambiente mais competitivo para as empresas do setor.
Presidente destaca desafios e continuidade do trabalho
Durante a reunião que marcou a posse da diretoria da Fetrancesc para o mandato 2026/2028, realizada nesta sexta-feira, o presidente Dagnor Schneider iniciou sua manifestação agradecendo aos diretores que estiveram ao seu lado nos últimos dois anos, destacando a confiança, o comprometimento e o trabalho coletivo que fortaleceram a atuação da Federação. Em sua fala, ressaltou que a renovação do mandato representa, acima de tudo, a continuidade de uma missão assumida, em conjunto, em defesa do transporte rodoviário de cargas catarinense.
“Eu sempre digo que a vida é feita de escolhas e de tomadas de decisão. E nós escolhemos aceitar o desafio de integrar esta diretoria e assumir a responsabilidade de representar um setor que, muitas vezes, não recebe da sociedade catarinense e brasileira o reconhecimento que merece”, afirmou.
NTC&Logística parabeniza diretoria eleita e destaca protagonismo da Fetrancesc
O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, parabenizou Dagnor Roberto Schneider pela continuidade à frente da Fetrancesc e cumprimentou toda a diretoria eleita para o mandato de 2026-2028. Segundo ele, a Federação desempenha um papel fundamental na representação do Transporte Rodoviário de Cargas em Santa Catarina e contribui de forma significativa para o fortalecimento institucional do setor em âmbito nacional.
“Parabenizo o presidente Dagnor Roberto Schneider pela recondução à presidência da Fetrancesc e cumprimento toda a diretoria eleita para este novo mandato. A Fetrancesc é uma entidade de grande relevância para o Transporte Rodoviário de Cargas, com atuação firme na defesa das empresas transportadoras e das pautas estratégicas do setor. Tenho convicção de que esta nova gestão dará continuidade ao excelente trabalho desenvolvido, fortalecendo ainda mais o transporte catarinense e contribuindo para o avanço do nosso setor em todo o Brasil”, destacou Eduardo Rebuzzi.
A Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP) lançou, na última sexta-feira (10), o podcast A Questão, uma iniciativa criada para ampliar o debate sobre os temas que transformam a sociedade e influenciam, direta ou indiretamente, o presente e o futuro do transporte. O projeto reúne especialistas de diferentes áreas do conhecimento para compartilhar análises, experiências e perspectivas sobre assuntos que vão além da atividade operacional, como educação, comportamento humano, segurança, mobilidade, inovação, sustentabilidade e liderança.
Mais do que discutir o transporte rodoviário de cargas, o podcast propõe uma reflexão sobre as mudanças que impactam as pessoas, as organizações e a sociedade. A iniciativa parte da premissa de que compreender essas transformações também é essencial para entender os desafios enfrentados pelo setor e contribuir para sua evolução.
Para o presidente da ABTLP, Oswaldo Caixeta, o lançamento do podcast reforça o compromisso da entidade com a disseminação do conhecimento e a promoção de debates qualificados. “O transporte faz parte da vida de todos nós, porque conecta pessoas, movimenta a economia e garante o abastecimento das cidades. Com o A Questão, queremos ampliar o diálogo sobre os temas que moldam a sociedade e que, consequentemente, também influenciam o futuro do transporte. Compartilhar conhecimento é uma forma de fortalecer o setor e prepará-lo para os desafios dos próximos anos”, afirma.
Conduzido por Eduardo Leal, secretário-executivo da ABTLP, o primeiro episódio aborda o desenvolvimento profissional sob uma perspectiva humana. A conversa discute como fatores como educação, propósito, ambiente de trabalho e comportamento influenciam a evolução das pessoas e das organizações, mostrando que aprender vai além da formação técnica e do cumprimento de normas.
Para aprofundar esse debate, o episódio de estreia recebe a professora Lilian Soares Pereira Carvalho, professora de Marketing da FGV EAESP e pesquisadora nas áreas de comportamento do consumidor, psicologia evolucionista e neuromarketing. Ao longo da conversa, a especialista relaciona pesquisas e experiências aos desafios do mundo do trabalho, propondo reflexões sobre motivação, aprendizagem e desenvolvimento profissional.
Segundo Caixeta, iniciar o podcast discutindo educação e desenvolvimento profissional traduz a proposta da iniciativa de abordar temas que impactam o transporte a partir de uma visão mais ampla. “A evolução do setor depende das pessoas. Quando incentivamos o aprendizado, o diálogo e a troca de experiências, contribuímos para formar profissionais mais preparados, fortalecer a cultura de segurança e construir um transporte cada vez mais humano, eficiente e conectado às necessidades da sociedade”, destaca. O podcast já pode ser visto e ouvido nas plataformas do Youtube e Spotify.
O Índice ABCR, que mede o fluxo pedagiado de veículos nas rodovias brasileiras, registrou queda de 0,8% em junho de 2026 em relação a maio, na série dessazonalizada. O indicador é elaborado pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) em parceria com a Tendências Consultoria.
Na comparação dessazonalizada, o desempenho negativo foi influenciado pela retração de 1,1% nos veículos leves e de 0,6% nos veículos pesados.
Já na comparação com o mesmo mês de 2025, o índice geral apresentou alta de 1,0%, sustentado pelo avanço de 3,5% no fluxo de veículos pesados e de 0,2% no segmento de leves.
No acumulado dos últimos 12 meses, o Índice ABCR mostrou crescimento de 2,2%, resultado do aumento de 2,5% no fluxo de veículos leves e de 2,1% nos pesados.
Segundo os analistas da Tendências Consultoria, Thiago Xavier e Felipe Melchert, o resultado de junho confirma a retração do fluxo total de veículos nas praças pedagiadas da ABCR na série dessazonalizada. Para os veículos leves, a queda dá sequência ao movimento observado em maio, mesmo com o impacto positivo do feriado prolongado de Corpus Christi, tradicionalmente associado a viagens de lazer.
Apesar de fatores favoráveis à demanda das famílias, como a resiliência do mercado de trabalho, o aumento da massa de renda e iniciativas de estímulo ao consumo e à renegociação de dívidas, como o Novo Desenrola, a circulação de veículos segue pressionada por um cenário macroeconômico desafiador. Entre os principais fatores, estão a inflação ainda elevada, o crédito mais restritivo e o alto nível de endividamento das famílias.
Em relação aos veículos pesados, os analistas destacam que o recuo mensal devolveu parte do avanço registrado em maio. Ainda assim, o segmento mantém uma trajetória positiva nos indicadores de médio e longo prazo, sugerindo que o resultado mais recente representa uma acomodação pontual, e não uma mudança estrutural na demanda por transporte de cargas.
A atividade continua apoiada pelo ritmo de escoamento da produção industrial e agropecuária, pela demanda logística e pela expansão do comércio eletrônico, que seguem impulsionando a circulação de mercadorias no país. Por outro lado, o ambiente operacional ainda apresenta desafios, como custos elevados, crédito mais restrito e incertezas sobre os preços dos combustíveis, fatores que podem afetar fretes, margens e decisões de transporte nos próximos meses.
Índice ABCR no Rio de Janeiro recua 0,8% em junho
No Rio de Janeiro, o Índice ABCR teve queda de 0,8% em junho, na comparação com maio, considerando a série dessazonalizada. O resultado refletiu retração de 0,4% nos veículos leves e de 2,5% nos pesados.
Na comparação com junho de 2025, o índice total avançou 1,8%, impulsionado pelo crescimento de 1,2% nos veículos leves e de 4,9% nos veículos pesados.
No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador fluminense registrou alta de 1,7%. No período, o fluxo pedagiado de veículos leves cresceu 1,5%, enquanto o de veículos pesados avançou 2,6%.
Índice ABCR em São Paulo cai 1,1% em junho
Em São Paulo, o fluxo pedagiado total de veículos apresentou queda de 1,1% em junho, na série dessazonalizada. No mesmo recorte, os veículos leves recuaram 0,9% e os pesados, 0,6%.
Na comparação com o mesmo mês de 2025, o índice total teve alta de 0,3%. O fluxo de veículos leves caiu 0,5%, enquanto o de veículos pesados cresceu 3,0%.
No acumulado em 12 meses, o índice paulista registrou avanço de 1,9%, com altas de 1,8% no fluxo de veículos leves e de 2,1% no de pesados.
Apesar da sequência positiva, o ritmo de crescimento perdeu força nos últimos meses
A atividade da indústria brasileira permaneceu praticamente estável em maio, refletindo um ambiente de desaceleração da economia e de crédito mais restritivo. Dados divulgados nesta quinta-feira 9, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostram que tanto o faturamento quanto as horas trabalhadas na produção ficaram praticamente inalteradas em relação a abril, enquanto o nível de utilização da capacidade instalada apresentou leve recuperação.
O faturamento real da indústria de transformação avançou 0,2% na comparação com abril, registrando o sétimo mês consecutivo sem retração. Apesar da sequência positiva, o ritmo de crescimento perdeu força nos últimos meses. Após expansão de 3,8% em março, o indicador desacelerou para 0,5% em abril e praticamente estagnou em maio. No acumulado de janeiro a maio, o faturamento recua 2,7% frente ao mesmo período de 2025.
As horas trabalhadas na produção também permaneceram estáveis em maio, após queda de 1,3% registrada em abril. O comportamento do indicador contrasta com o desempenho observado no primeiro trimestre, quando a atividade industrial apresentou recuperação mais consistente. Nos cinco primeiros meses do ano, o volume de horas trabalhadas acumula retração de 1,6% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.
Em sentido oposto, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) registrou leve alta. O indicador passou de 77,1%, em abril, para 77,5%, em maio, aumento de 0,4 ponto percentual. Ainda assim, a média observada entre janeiro e maio permanece 0,9 ponto percentual abaixo da registrada no mesmo período de 2025, indicando que parte do parque industrial continua operando com capacidade ociosa.
Na avaliação da especialista em Políticas e Indústria da CNI, Larissa Nocko, os resultados refletem o impacto da política monetária sobre o setor produtivo.
“A retração da atividade industrial nos primeiros meses de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, reforça o ambiente desfavorável no qual o setor produtivo se encontra, com a política monetária exercendo um papel relevante no encarecimento do crédito, no aumento do endividamento, na desaceleração da demanda e no desestímulo à aquisição de máquinas e equipamentos.”
O mercado de trabalho industrial apresentou sinais mistos. O emprego cresceu 0,5% em maio, interrompendo uma sequência de duas quedas consecutivas. Apesar da recuperação no mês, o número de trabalhadores empregados pela indústria ainda acumula redução de 0,6%, nos cinco primeiros meses de 2026, em comparação com igual período do ano passado.
Os indicadores de remuneração, por outro lado, registraram retração. A massa salarial real caiu 3,2% em maio, embora ainda acumule alta de 0,8% entre janeiro e maio. O rendimento médio dos trabalhadores também recuou no mês, com queda de 3,3%, mas permanece 1,4% acima do observado nos cinco primeiros meses de 2025.
Os resultados reforçam o cenário de perda gradual de dinamismo da indústria ao longo do segundo trimestre. Embora alguns indicadores permaneçam em patamar superior ao observado durante os períodos de maior desaceleração econômica, o desempenho do setor continua condicionado ao elevado custo do crédito, à demanda doméstica mais fraca e ao adiamento de investimentos produtivos em um ambiente de juros elevados.
Programação preliminar do evento promovido pela NTC&Logística reúne temas estratégicos para o Transporte Rodoviário de Cargas e reforça o encontro como um dos principais fóruns de discussão do setor no Brasil
A NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística realizará, nos dias 27 e 28 de agosto de 2026, a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, no Hotel Vila Galé Ouro Preto (MG). O evento terá como entidade anfitriã a FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais, com o apoio dos sindicatos filiados à federação.
Consolidado como um dos mais importantes encontros do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) no Brasil, o CONET&Intersindical reunirá empresários, lideranças, representantes de entidades, autoridades e especialistas para promover debates sobre os temas que influenciam diretamente a competitividade das empresas transportadoras e o desenvolvimento do setor.
A programação preliminar foi estruturada para abordar os principais assuntos que impactam o Transporte Rodoviário de Cargas, reunindo especialistas, autoridades e lideranças em dois dias de intensos debates, troca de experiências e construção de soluções para o fortalecimento da atividade transportadora.
No primeiro dia, os participantes acompanharão discussões sobre mercado e tarifas, com a apresentação da atualização do Índice Nacional de Custos do Transporte (INCT) e da Pesquisa de Mercado do DECOPE, além de um encontro entre empresários para compartilhar experiências e discutir os desafios da atividade transportadora. A programação também contemplará temas como reforma tributária; Índice CNT de Confiança; investimentos em infraestrutura e projetos voltados ao TRC; apresentações de empresas fornecedoras da cadeia produtiva e uma análise sobre o cenário econômico e as perspectivas para o Transporte Rodoviário de Cargas.
Já no segundo dia, os debates serão voltados às questões institucionais e estratégicas do setor, com destaque para o novo cenário geopolítico mundial; a agenda institucional da NTC&Logística, que incluirá as principais pautas técnicas, regulatórias e jurídicas em andamento; a regulamentação do Transporte Rodoviário de Cargas e uma análise sobre as pesquisas eleitorais e as projeções para as eleições de 2026, temas que influenciam diretamente o ambiente de negócios e o planejamento das empresas.
O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destaca que a realização do encontro em Minas Gerais reforça a importância do diálogo entre as lideranças do setor e da construção de soluções conjuntas para os desafios enfrentados pelo transporte de cargas.
“Realizar o CONET&Intersindical em Ouro Preto, em Minas Gerais, tem um significado muito especial para o nosso setor. Trata-se de um estado pujante, com forte representatividade econômica e relevância para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Estar em uma cidade histórica como Ouro Preto, patrimônio vivo da humanidade e do país, reforça ainda mais o propósito deste encontro. Será uma excelente oportunidade para ampliarmos o diálogo com lideranças, discutirmos os desafios do TRC e avançarmos na construção de soluções que contribuam para o crescimento sustentável do transporte de cargas. Convidamos todos os empresários e representantes de entidades a estarem conosco nesse importante momento.”
Para o presidente da FETCEMG, Gladstone Lobato, entidade anfitriã desta edição, receber o CONET&Intersindical em Minas Gerais representa uma oportunidade de fortalecer a integração entre as entidades representativas e evidenciar a importância do estado para a logística nacional.
“O CONET&Intersindical é reconhecido como o principal espaço de discussão empresarial do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Receber este encontro em Minas Gerais, em parceria com a NTC&Logística, reforça a união das entidades representativas em torno dos temas que impactam diretamente a competitividade do setor e o desenvolvimento da economia brasileira. Para Minas Gerais, que ocupa uma posição estratégica na logística nacional e possui forte participação no transporte de cargas, sediar esta edição representa uma oportunidade de evidenciar a relevância do nosso estado, além de apresentar nossos desafios, potencialidades e contribuições para o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas em todo o país.”
Além do conteúdo técnico e institucional, o evento contará com momentos de integração e relacionamento entre empresários, lideranças e parceiros da cadeia produtiva, fortalecendo o networking e a troca de experiências que fazem do CONET&Intersindical uma das principais referências do calendário nacional do Transporte Rodoviário de Cargas.
A Programação Ppreliminar completa está disponível abaixo e poderá sofrer ajustes até a realização do evento.
26 de agosto de 2026 | CONET&INTERSINDICAL
19h – Coquetel de Boas-Vindas | ESPAÇO EXPOSIÇÃO
Oferecido pela FETCEMG
27 de agosto de 2026 | CONET&INTERSINDICAL
10h – Credenciamento
10h30 | 12h – Abertura Oficial
12h | 13h – Almoço
27 de agosto de 2026 | CONET
13h30 | 14h – PAINEL: MERCADO E TARIFAS
Integrantes da Mesa:
Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
Gladstone Lobato – Presidente da FETCEMG
Palestrante: Engo Lauro Valdivia,Assessor Técnico da NTC&Logística
Atualização do INCT (Índice Nacional de Custos do Transporte)
Apresentação da Pesquisa de Mercado DECOPE – 1º semestre de 2026
14h | 15h – ENCONTRO COM EMPRESÁRIOS DO TRC
Integrantes da Mesa:
Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
Gladstone Lobato – Presidente da FETCEMG
Engº Lauro Valdivia Neto – Assessor Técnico da NTC&Logística
José Maria Gomes – Diretor Financeiro da NTC&Logística
Empresários confirmados:
Oswaldo Vieira Caixeta Junior, Sócio-Diretor da Transac Transporte e Presidente da ABTLP
Julio Eduardo Simões, Sócio-Diretor da Locar Guindastes e Transportes Intermodais e Presidente do SINDIPESA
15h | 15h45 –Palestra: REFORMA TRIBUTÁRIA
Palestrante: Reinaldo Lage Rodrigues de Araújo, Assessor Jurídico Tributário da FETCEMG
15h45 | 16h30 –Palestra: ÍNDICE CNT DE CONFIANÇA
Palestrante: Fernanda Schwantes, GerenteExecutiva de Economia da CNT – Confederação Nacional do Transporte
16h30 | 17h – INVESTIMENTOS REALIZADOS E PROJETOS PARA O TRC
Palestrante convidado: INFRA S.A.
17h | 17h30 – Intervalo
17h30 | 18h15 – TALKS FORNECEDORES DA CADEIA PRODUTIVA DO TRC
Integrantes da Mesa:
Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
Gladstone Lobato – Presidente da FETCEMG
Engº Lauro Valdivia Neto – Assessor Técnico da NTC&Logística
GEOTAB
MERCEDES-BENZ
ROADCARD
TRANSPOCRED
VOLKSWAGEN CAMINHÕES E ÔNIBUS
18h15 | 19h45 – Palestra: CENÁRIO ECONÔMICO E PERSPECTIVAS PARA O TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS
Integrantes da Mesa:
Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
Gladstone Lobato – Presidente da FETCEMG
Palestrante: Rita Mundim
Economista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Especialista em Mercado de Capitais pela UFMG e em Ciências Contábeis pela Fundação Getúlio Vargas (FGV); Mestre em Administração pela FEAD-MG; Professora convidada da Fundação Dom Cabral desde 1990; Professora de Mercado de Capitais no IBMEC; Diretora da Aporte Educacional; Administradora de Carteiras autorizada pela CVM; Certificações ANBIMA: CFG e CGA; Comentarista econômica da Rádio Itatiaia; participações como comentarista na CNN Brasil; experiência em cenários econômicos, juros, inflação, mercado financeiro, cooperativismo e governança.
Jornalista e estrategista em comunicação corporativa, com atuação em cenários econômicos e empresariais. Atualmente é uma das palestrantes mais requisitadas em eventos empresariais e do setor produtivo.
19h45 – Considerações Finais e Encerramento das atividades do dia
19h45 – Coquetel de Boas-Vindas | ESPAÇO EXPOSIÇÃO
Oferecido pela FETCEMG
28 de Agosto de 2026 | INTERSINDICAL
9h – Abertura da INTERSINDICAL
PALESTRA INAUGURAL:O NOVO CENÁRIO GEOPOLÍTICO MUNDIAL
Palestrante: Marcelo Suano
Cientista político, analista de risco político, professor universitário e comentarista brasileiro. Mestrado e Doutorado em Ciência Política pela USP (Universidade de São Paulo), com pesquisas ligadas ao pensamento político e militar brasileiro.
10h30 | 12h30 – AGENDA INSTITUCIONAL DA NTC&LOGÍSTICA
Tema : Principais pautas técnicas e institucionais em andamento no TRC
Integrantes da Mesa:
Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
Gladstone Lobato – Presidente da FETCEMG
José Maria Gomes – Diretor Financeiro da NTC&Logística
Marcos Aurélio Ribeiro – Diretor Jurídico da NTC&Logística
Narciso Figueirôa Junior –Assessor Jurídico da NTC&Logística
Gil Menezes –Assessora Jurídica da NTC&Logística
Edmara Claudino –Assessora de Relações Institucionais da NTC&Logística
Waldomiro Milanesi – Delegado e Especialista em segurança
Engº Lauro Valdivia Neto – Assessor Técnico da NTC&Logística
Conteúdo:
• Impactos da redução da jornada semanal no TRC
• Avaliação das negociações coletivas no TRC
• Demandas regulatórias junto à ANTT: CIOT; Piso minimo de frete
12h30 | 14h – Almoço
14h | 15h – PALESTRA: REGULAMENTAÇÃO DO SETOR
Palestrante convidado: Guilherme Theo Sampaio – Diretor-Geral da ANTT
15h | 16h30 – PALESTRA: PESQUISAS ELEITORAIS E PROJEÇÕES PARA AS ELEIÇÕES 2026
Palestrante: Marcelo Costa Souza
Graduação em Estatística pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 1999, e Mestrado em Estatística e Experimentação Agropecuária pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), em 2002. Foi professor das disciplinas de Bioestatística, Epidemiologia e Estatística Experimental para alunos de graduação e pós-graduação da Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS), de 2002 a 2005. Desde 2006, atua como diretor da MDA PESQUISA. Tem vasta experiência na área de análise e interpretação de dados, modelagem e gerenciamento de bancos de dados complexos.
As inscrições para o evento estão abertas. Clique aqui e faça parte do evento.
As reservas de hospedagem também estão disponíveis. Garanta sua participação realizando a reserva no hotel do evento, clicando aqui.
Realização
l NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)
Entidade Anfitriã
l FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais
Apoio
l Sindicatos filiados à FETCEMG
Patrocínio
l FENATRAN
l GEOTAB
l MERCEDES-BENZ
l ROADCARD
l TRANSPOCRED
Apoios Institucionais
l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)
Por Narciso Figueirôa Junior – Assessor Jurídico da NTC&Logística
1.Introdução
O Transporte Rodoviário de Cargas responde por aproximadamente 65% da movimentação de mercadorias no Brasil e desempenha papel estratégico para o funcionamento da economia nacional.
Trata-se de um setor econômico fundamental para o abastecimento dos centros urbanos, para o escoamento da produção agrícola e pecuária, para a logística da indústria e do comércio. É certo que toda atividade econômica depende, em maior ou menor grau, da eficiência do transporte rodoviário de cargas.
Entretanto, apesar da importância estratégica do setor, um de seus principais ativos vem se tornando cada vez mais escasso: o motorista profissional.
A dificuldade de atrair novos profissionais, o envelhecimento da categoria e a crescente complexidade da atividade têm despertado preocupação não apenas entre as empresas transportadoras, mas também entre entidades representativas, órgãos públicos e organismos internacionais especializados em transporte.
Não se trata de um problema exclusivamente brasileiro.
2.Dados da IRU alertam para uma carência mundial de motoristas
A International Road Transport Union (IRU), entidade internacional que representa o transporte rodoviário em mais de cem países, vem alertando, há alguns anos, para o agravamento da escassez mundial de motoristas profissionais.
Segundo dados do Global Truck Driver Shortage Report 2024, divulgado em abril de 2025, cerca de 3,6 milhões de vagas de motoristas de caminhão permanecem abertas nos 36 países pesquisados, que representam aproximadamente 70% do PIB mundial.
Embora esse número seja semelhante ao observado em 2023, a IRU esclarece que isso ocorreu em razão da desaceleração da demanda por transporte em alguns mercados, e não porque o problema tenha sido resolvido.
Para a IRU, o fator mais preocupante atualmente não é apenas a falta de profissionais, mas a evolução demográfica da profissão.
Os dados mostram que apenas 6,5% dos motoristas profissionais têm menos de 25 anos e aproximadamente 31,6% possuem mais de 55 anos.
Segundo a entidade, esse “abismo etário” constitui hoje a maior ameaça ao transporte rodoviário.
O estudo estima que, até 2029, aproximadamente 3,4 milhões de motoristas atualmente empregados deverão se aposentar apenas nos países pesquisados.
Em outras palavras, o setor já possui milhões de vagas abertas e, simultaneamente, perderá milhões de profissionais experientes em poucos anos.
A principal conclusão da IRU é que a escassez de motoristas deixou de ser um fenômeno conjuntural e passou a constituir um problema estrutural do transporte rodoviário de cargas em praticamente todas as regiões do mundo.
3.A falta de motoristas no Brasil
No Brasil, essa preocupação também vem sendo objeto de estudos cada vez mais aprofundados.
Estudos de 2024 do Instituto Paulista do Transporte de Cargas (IPTC) apontam que o Transporte Rodoviário de Cargas perdeu, na última década, 1,17 milhão de motoristas habilitados (categorias C e E).
Mais de 71% dos motoristas estão na faixa de 41 a 70 anos, e a adesão de jovens é inexpressiva: menos de 5% de todos os habilitados têm 30 anos ou menos.
Além disso, 88% das Empresas de Transporte no Brasil relatam dificuldade de contratar motoristas.
4.As condições de trabalho dos motoristas no Brasil
Recentemente, duas importantes pesquisas foram divulgadas com o propósito de conhecer melhor a realidade do motorista profissional. A primeira foi realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), ouvindo motoristas empregados e autônomos em diversas regiões do país. A segunda foi elaborada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT), direcionada especificamente aos motoristas empregados.
Embora desenvolvidas por entidades representativas de setores distintos, ambas apresentam um aspecto extremamente relevante: chegaram, em grande medida, às mesmas conclusões sobre os principais desafios enfrentados atualmente pela profissão.
Esse talvez seja o maior mérito dessas pesquisas.
Mais do que identificar problemas, elas oferecem um diagnóstico consistente da realidade vivenciada pelos motoristas profissionais e fornecem importantes elementos para que empresas, trabalhadores e Poder Público possam construir soluções capazes de fortalecer o Transporte Rodoviário de Cargas.
5.Principais dados da Pesquisa da CNT
A pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) foi realizada no período de 25 de setembro a 03 de outubro de 2025 e realizou 800 entrevistas, sendo 474 motoristas profissionais autônomos (59,3%) e 326 motoristas empregados (40,8%), e possui uma margem de erro de 3,5%, estando disponível no link: https://cdn.cnt.org.br/diretorioVirtual/e291a057-703a-4ee5-8849-e276ebe749c0.pdf
Houve o cuidado de realizar as entrevistas em pontos de parada, ou seja, 58 postos de combustíveis distribuídos em seis estados, abrangendo as cinco regiões do país.
Alguns dados relevantes foram extraídos da pesquisa da CNT sobre o perfil dos motoristas e as condições de trabalho.
A média de quilometragem mensal percorrida pelos motoristas entrevistados é de 9.859 km, sendo que 29,3% percorrem até 5 mil km e 33,1% de 5 a 10 mil km por mês.
Há prevalência de rotas de longas distâncias, ou seja, mais de 500 km por dia, correspondendo esta hipótese a 59,1%.
A média de folgas no mês é de 5,6 dias, e a média de dias trabalhados na semana é de 5,7 e sem considerar períodos de descanso, pausas e refeições.
Sobre o descanso interjornada a cada 24 horas previsto na Lei 13.103/15, 54,5% dos entrevistados entende que este período é mais do que suficiente e, ao serem indagados sobre qual período entendem ser adequado, 69,3% responderam acima de 6 horas até 8 horas, e a média ficou em 7 horas e 30 minutos.
6.Principais dados da Pesquisa da CNTTT
A pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT) entrevistou 1.015 motoristas profissionais do Transporte Rodoviário de Cargas nas cinco regiões do país e foi realizada de 9 a 25 de janeiro de 2026, e pode ser acessada pelo link: https://www.cnttt.org.br/noticias/pesquisa-nacional-motoristas-2026
Alguns dados relevantes foram identificados nessa amostra, tais como: envelhecimento acentuado, com a média de idade de 45 anos; prevalência de homens (99,7%); escolaridade até o ensino fundamental em 43,6%, sendo casa a maior parte dos motoristas (75%); remuneração média de R$ 3.206,00 de salário base e de R$ 6.006,00 de salário líquido.
Em relação aos atrativos na profissão, foram citados: renda competitiva (57%); contato com diversas regiões do país, culturas e paisagens (35%); liberdade de escolher onde comer e onde dormir (33%).
Quanto aos fatores de afastamento da profissão, foram identificadas barreiras estruturais e simbólicas, sendo as mais citadas: preconceito contra a classe (70%); baixas remunerações (58%); condições de trabalho adversas (51%); insuficiência da legislação e políticas públicas efetivas (41%); falta de perspectivas de crescimento (38%).
Outro aspecto importante da pesquisa da CNTTT é que 93% dos motoristas afirmaram que fazem o descanso obrigatório diário em postos de combustíveis, o que evidencia a importância de estruturas adequadas e disponíveis para que possam cumprir os descansos legais.
No que tange à quantidade de horas consecutivas ideal para o intervalo interjornada, 58% dos entrevistados preferem o fracionamento das 11 horas enquanto que 42% preferem usufruir do descanso interjornada de forma ininterrupta.
Em relação ao descanso semanal remunerado, cerca de 81% dos motoristas preferem usufruir o descanso ao final da viagem em suas residências, e 84% indicaram médio ou alto nível de dificuldade para encontrar um local adequado e seguro para cumprir o descanso diário.
7.O motorista profissional como protagonista da logística nacional
Muito se discute sobre renovação de frota, infraestrutura rodoviária, tecnologia embarcada, inteligência artificial, rastreamento de cargas e eficiência operacional, sendo todos temas relevantes.
Entretanto, nenhuma dessas soluções substitui o principal protagonista da logística brasileira: o motorista profissional.
É ele quem transforma investimentos em infraestrutura, veículos e tecnologia em transporte efetivamente realizado.
Sem profissionais qualificados, experientes e motivados, nenhuma cadeia logística consegue atingir elevados níveis de produtividade.
Por essa razão, discutir o futuro do transporte rodoviário de cargas exige, necessariamente, discutir o futuro da profissão de motorista.
8.O que revelam as pesquisas
Um dos primeiros aspectos que chamam a atenção diz respeito ao perfil da categoria.
As pesquisas demonstram que a profissão é exercida predominantemente por trabalhadores do sexo masculino e experientes, ao mesmo tempo em que revelam dificuldades cada vez maiores para atrair jovens interessados em ingressar na atividade.
Trata-se de um fenômeno que preocupa todo o setor, pois a renovação da mão de obra tornou-se um dos principais desafios para a sustentabilidade do transporte rodoviário de cargas.
Outro ponto de convergência identificado pelos levantamentos refere-se às condições operacionais da atividade.
Longos períodos de espera para carregamento e descarregamento, dificuldades de infraestrutura, escassez de pontos adequados para descanso, insegurança nas rodovias e limitações operacionais continuam fazendo parte da rotina de milhares de motoristas.
De acordo com a pesquisa das CNTTT, houve frequência de relatos dos motoristas sobre esperas superiores a 5 horas na carga e descarga (82%), o que demonstra que os gargalhos logísticos, muitas vezes criados pelos embarcadores e não pelas transportadoras, são responsáveis pela redução da eficiência nas operações.
Esses fatores reduzem a produtividade das operações, aumentam o desgaste físico e emocional dos profissionais e dificultam ainda mais a atração de novos trabalhadores para a atividade.
As pesquisas também demonstram que o convívio familiar permanece entre os aspectos mais valorizados pelos motoristas.
A possibilidade de retornar com maior frequência à residência e permanecer mais tempo junto à família constitui um fator importante para a satisfação profissional e para a permanência desses trabalhadores na atividade.
Essa constatação demonstra que a discussão sobre jornada de trabalho não deve ser analisada apenas sob o aspecto jurídico. Ela envolve qualidade de vida, saúde física e mental, segurança e valorização profissional.
9.A eficiência logística depende de toda a cadeia produtiva
Um aspecto importante revelado pelas pesquisas é que muitos dos fatores que comprometem a qualidade de vida do motorista não decorrem exclusivamente da relação entre empregado e empresa transportadora.
Grande parte das dificuldades enfrentadas diariamente nasce fora da transportadora, tais como: filas para carga e descarga; longos períodos de espera nas instalações dos embarcadores e destinatários; restrições operacionais nos centros urbanos; escassez de áreas seguras para descanso e deficiência da infraestrutura rodoviária.
Esses fatores representam tempo improdutivo, elevam os custos operacionais e reduzem significativamente a eficiência do transporte.
Por essa razão, a busca por soluções deve envolver toda a cadeia logística, pois transportadoras, embarcadores, destinatários, concessionárias de rodovias, órgãos públicos e entidades representativas possuem responsabilidades compartilhadas na construção de um ambiente operacional mais eficiente.
Quanto menor o tempo improdutivo da operação, maior será a produtividade do transporte, melhor será o aproveitamento da jornada de trabalho e maiores serão as possibilidades de ampliar o tempo disponível para descanso e convivência familiar.
10.A ADI nº 5.322 e a importância de decisões baseadas em evidências
O julgamento da ADI nº 5.322 pelo Supremo Tribunal Federal trouxe profundas alterações na disciplina da jornada do motorista profissional, especialmente quanto ao intervalo interjornada e ao descanso semanal remunerado.
Independentemente das diferentes interpretações existentes acerca dos efeitos dessa decisão, um aspecto merece reflexão.
As normas que disciplinam uma atividade tão complexa quanto o transporte rodoviário de cargas, devem estar apoiadas na realidade operacional do setor.
Nesse contexto, as pesquisas recentemente realizadas assumem especial importância.
Elas oferecem dados concretos sobre a rotina dos motoristas, permitindo que futuras discussões legislativas, negociações coletivas e até mesmo debates institucionais possam ser desenvolvidos com base em evidências empíricas e não apenas em premissas teóricas.
Em relação ao descanso semanal remunerado, a pesquisa da CNT constatou que: a) 82,7% dos motoristas empregados preferem gozar o DSR em casa e apenas 11,9% preferem descansar na estrada; b) 41,4% dos motoristas preferem que o DSR seja fracionado e 55,8% preferem o DSR de forma contínua; c) 50,4% dos motoristas gostariam que a lei permitisse que o DSR fosse fracionado; d) 49,1% dos motoristas empregados disseram que 11 horas de intervalo interjornada é mais do que suficiente para descanso; e) 58,1% dos motoristas empregados entendem que o descanso de 11 horas deve ser fracionado e apenas 36,3% dos motoristas empregados preferem usufruir o descanso de forma ininterrupta.
Quanto maior o conhecimento sobre a realidade da atividade, maiores serão as possibilidades de construção de soluções equilibradas, capazes de conciliar a proteção à saúde do trabalhador, a segurança viária e a eficiência da logística nacional.
11.Pontos de convergências entre os relatórios da IRU e das pesquisas da CNT e da CNTTT
Fazendo uma comparação entre os relatórios da IRU e as pesquisas da CNT e da CNTTT sobre as condições de trabalho dos motoristas de caminhão no Brasil, identificamos uma convergência muito interessante.
Os dados internacionais da IRU apontam para: escassez mundial de motoristas; envelhecimento da categoria; pouca participação feminina; infraestrutura insuficiente; muito tempo longe da família e busca por melhor qualidade de vida.
Na pesquisa nacional da CNT foram identificadas as seguintes características: falta de renovação da mão de obra; perfil etário elevado; necessidade de ampliar diversidade; problemas com pontos de parada inadequados; preferência por descanso em casa e não na estrada, e melhores condições de trabalho.
O levantamento feito pela CNTTT trouxe outras informações relevantes do cenário nacional: dificuldade de atrair novos profissionais; predominância de profissionais experientes; problemas operacionais e de descanso; impacto da jornada na vida familiar e social; necessidade de saúde e valorização profissional.
12.O futuro exige uma agenda construída em conjunto
Talvez a principal mensagem extraída das pesquisas seja a de que os maiores desafios do Transporte Rodoviário de Cargas não pertencem exclusivamente ao setor patronal nem ao setor profissional.
Eles pertencem ao próprio País, pois valorizar o motorista profissional significa investir na eficiência logística, na competitividade das empresas brasileiras e no fortalecimento da economia nacional.
Isso exige uma agenda permanente de cooperação, focada nos investimentos em infraestrutura; ampliação da rede de pontos de parada e descanso; redução do tempo de espera para carga e descarga; programas de formação e qualificação profissional; incentivos ao ingresso de jovens na atividade; estímulo à participação feminina no transporte rodoviário; melhoria das condições de segurança e saúde ocupacional, e aperfeiçoamento contínuo da legislação a partir de dados concretos.
Todas essas medidas caminham na mesma direção.
13.Conclusão
As pesquisas realizadas pelas entidades representativas do setor demonstram que empregadores e trabalhadores podem possuir posições distintas quanto às soluções legislativas para determinados temas. Entretanto, quando se analisam os principais desafios enfrentados pelo transporte rodoviário de cargas, verifica-se uma expressiva convergência de diagnósticos.
Ambas evidenciam uma profissão que enfrenta dificuldades para atrair novos profissionais, convive com limitações de infraestrutura, elevados tempos improdutivos, longos períodos de afastamento familiar e crescente necessidade de valorização do motorista profissional.
Com respaldo em evidências nacionais e internacionais, podemos afirmar que os desafios enfrentados pelo motorista profissional brasileiro não são isolados, mas refletem uma realidade observada em diversos países.
Esse cenário reforça que o futuro do transporte rodoviário de cargas não depende apenas da evolução da legislação ou da interpretação dos tribunais. Depende, sobretudo, da capacidade de transformar esse diagnóstico comum em ações concretas que tornem a profissão mais atrativa, mais valorizada e mais sustentável.
O motorista profissional continua sendo o principal elo da logística brasileira. Valorizar esse profissional significa fortalecer toda a cadeia produtiva, aumentar a competitividade das empresas, melhorar as condições de trabalho e contribuir para o desenvolvimento econômico do País.
As duas pesquisas oferecem uma oportunidade rara: demonstram que, apesar das naturais diferenças de perspectivas entre os diversos atores do setor, existe um amplo consenso quanto aos problemas que precisam ser enfrentados.
Isso reforça a necessidade de soluções estruturais, construídas de forma conjunta por empresas, trabalhadores, embarcadores e Poder Público, para garantir a sustentabilidade do Transporte Rodoviário de Cargas.
O grande desafio, agora, consiste em transformar essa convergência de diagnósticos em uma agenda permanente de cooperação entre empresas, trabalhadores, entidades representativas e Poder Público, capaz de construir soluções equilibradas para um dos setores mais importantes da economia nacional.
O INCTL reflete a variação dos custos do transporterodoviário de cargas fechadas ou lotações, ou seja, ele mede a evolução de todos os custos da carga completa, incluindo a transferência, a administração (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Ele, assim como o INCTF, também não contempla impostos e margem de lucro na sua apuração.
Tenha na íntegra o simulador e histórico do índice, abaixo:
Presidente do Sistema Transporte abordou conexão entre modalidades, digitalização e agilidade nos processos de exportação e importação durante seminário no Senado Federal
Os ganhos de produtividade alcançados pelo Brasil precisam ser acompanhados por avanços na infraestrutura de transporte e nos processos de exportação e importação. A avaliação foi feita pelo presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, na quarta-feira (8), durante a abertura do 1º Seminário de Integração Logística e Modernização Aduaneira, realizado no auditório do Interlegis, no Senado Federal.
Para Vander Costa, ampliar a competitividade do comércio exterior exige avanços tanto na infraestrutura de transporte quanto nos processos aduaneiros. Nesse contexto, ele destacou o potencial da digitalização e do compartilhamento antecipado de informações para dar mais agilidade às operações sem comprometer a segurança e a fiscalização.
“Acredito que, com a expertise da Receita Federal, que tem colaborado, e, principalmente, com a digitalização dos processos e das notas fiscais, será possível facilitar as exportações e importações com a segurança necessária. Ao transmitir as informações com antecedência, a Receita pode cumprir o papel de fiscalizar e cuidar do Brasil, mas também dar agilidade ao processo”, afirmou.
O presidente ressaltou, ainda, que a modernização aduaneira deve caminhar junto com uma melhor integração da infraestrutura de transporte. Segundo ele, a eficiência dos portos depende também das condições de acesso e da conexão entre rodovias, ferrovias e hidrovias. “A CNT tem defendido muito a multimodalidade, e aqui está mais um ponto dessa discussão. Eu tenho que ter portos eficientes, mas, para ter porto eficiente, tenho que ter ligação com o porto. A safra não nasce no porto, eu preciso fazer com que ela chegue lá”, observou.
A integração entre os diferentes modos de transporte está entre as pautas defendidas pela CNT para ampliar a eficiência do sistema logístico brasileiro. Na avaliação da entidade, uma matriz mais equilibrada, com melhor aproveitamento das características de cada modal, contribui para reduzir custos, melhorar a movimentação de cargas e avançar na descarbonização do setor.
Ao abordar os benefícios ambientais dessa integração, Vander Costa citou estudo apresentado durante a COP30, que reúne dados sobre as emissões das diferentes modalidades e contribui para o debate sobre caminhos para a descarbonização do setor.
Competitividade e modernização
Promovido pela Frenlogi (Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura), pelo IBL (Instituto Brasil Logística) e pela SkyPostal Brazilian Shipping Solutions, o seminário reuniu autoridades públicas, parlamentares, representantes da Receita Federal do Brasil, especialistas, operadores logísticos, instituições setoriais e representantes da iniciativa privada.
Presidente da Frenlogi, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) destacou que o seminário busca aproximar o poder público, o setor produtivo e as instituições para discutir soluções capazes de ampliar a eficiência logística e a competitividade do país. Segundo ele, as experiências internacionais apresentadas ao longo do encontro podem contribuir para o aperfeiçoamento dos processos brasileiros, consideradas as características e as necessidades do país.
“Estamos aqui para promover um debate técnico qualificado e institucional, conhecendo experiências internacionais, principalmente as bem-sucedidas, e avaliando de forma responsável aquilo que pode contribuir para aperfeiçoar os processos brasileiros”, afirmou.
Na abertura do evento, o subsecretário de Administração Aduaneira da Receita Federal, Fabiano Coelho, apresentou um panorama da modernização dos procedimentos aduaneiros no país e abordou o uso da digitalização, da tecnologia e da gestão de risco para conciliar maior agilidade nas operações com controle e segurança.
A mesa de abertura também contou com as presenças de Edinho Bez, diretor de Relações Institucionais da Frenlogi; do deputado federal Júlio Lopes (PP-RJ), presidente da Câmara Temática de Infraestrutura Aeroportuária da Frente; de Jesualdo Silva, presidente do Conselho Gestor do IBL; e de Alberto Javier Hernández, CEO da SkyPostal.
Debates ao longo do dia
Após a abertura institucional, o seminário prosseguiu com painéis sobre os desafios do comércio exterior brasileiro, a integração logística e a modernização aduaneira. Os debates abordaram experiências internacionais de inspeção conjunta e processamento unificado de cargas, comércio eletrônico transfronteiriço, gestão de risco, controle e facilitação do comércio exterior, infraestrutura aeroportuária e alfandegada e o papel dos portos secos e dos CLIAs na movimentação de cargas.
Edição de 2026 debaterá os desafios da cibersegurança e da gestão de riscos para as empresas do setor
Já estão abertas as inscrições para o 6º FIT (Fórum ITL de Inovação do Transporte), que será realizado no dia 23 de setembro de 2026, na sede do Sistema Transporte, em Brasília. O encontro reunirá empresários, executivos e lideranças do setor para discutir o tema Cibersegurança e Gestão de Riscos.
Em um cenário de crescente digitalização das operações, proteger dados, sistemas e infraestruturas tornou-se um fator essencial para garantir a continuidade dos negócios, preservar a reputação das empresas e fortalecer a competitividade do transporte. Nesse contexto, o Fórum promoverá um ambiente de troca de conhecimento sobre os desafios relacionados à segurança cibernética no setor.
A programação contará com palestras, painéis e casos de sucesso, reunindo especialistas e representantes de empresas para compartilhar experiências, tendências e soluções voltadas à prevenção de ataques, à gestão de riscos e à resposta a incidentes.
Para o diretor executivo do ITL, João Victor Mendes, discutir cibersegurança é uma necessidade para todas as organizações do transporte.
“A transformação digital trouxe ganhos expressivos de eficiência para o setor, mas também ampliou a exposição a novos riscos. Assim, o FIT de 2026 será um espaço para disseminar conhecimento e contribuir para que as empresas estejam mais preparadas para proteger suas operações, seus dados e seus negócios”.
Ao longo de seis edições, o Fórum ITL de Inovação do Transporte consolidou-se como um dos principais espaços de debate sobre inovação, tecnologia e gestão no transporte brasileiro, aproximando especialistas, empresas e instituições em torno de temas que impactam diretamente o futuro do setor.
Faça gratuitamente a sua inscrição e não perca a oportunidade de participar do evento, acompanhar debates de alto nível, conhecer experiências práticas e ampliar sua rede de relacionamento com as principais lideranças do transporte. Acesse o site do ITL e garanta sua vaga.
Prazo adicional amplia a oportunidade para interessados em obter gratuitamente a mudança de categoria da CNH e a qualificação profissional pelo SEST SENAT
O SEST SENAT prorrogou até o dia 21 de julho o prazo de inscrições para o público geral no Mais Motoristas. A iniciativa oferece, gratuitamente, a mudança de categoria da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e a qualificação profissional para quem deseja atuar no transporte de cargas e de passageiros.
O programa contempla a mudança da CNH para as categorias C, D ou E, além da capacitação profissional oferecida pela Escola de Motoristas Profissionais do SEST SENAT.
Para participar, é necessário:
ter, no mínimo, 19 anos;
saber ler e escrever;
possuir CPF;
estar com a CNH válida para a mudança de categoria pretendida;
não estar com o direito de dirigir suspenso;
não ter cometido mais de uma infração gravíssima nos últimos 12 meses.
As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet, na página do programa Mais Motoristas.
Será gerado um ranking de seleção após o período de cadastros. O método prioriza mulheres no CadÚnico, seguidas por pessoas no CadÚnico, demais mulheres e público geral. Candidatos desempregados e com maior número de dependentes diretos largam na frente na classificação.
Sobre o programa
Criado em 2023, o Mais Motoristas já qualificou milhares de profissionais para atuar no setor. Em sua primeira edição, registrou mais de 55 mil inscritos em todo o país, evidenciando a elevada demanda por formação profissional.
O transporte é um dos principais motores da economia brasileira e depende do desenvolvimento contínuo de profissionais qualificados para garantir eficiência, segurança e competitividade às operações.
O INCTF mede a evolução de todos os custos da carga fracionada, incluindo transferência, coleta e distribuição, custos administração e de terminais (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Nesses custos não estão contemplados impostos, pedágios e margem de lucro.
Tenha na íntegra o simulador e histórico do índice, abaixo:
Evento promovido pela NTC&Logística aprofundará o debate sobre segurança pública, inteligência e ações integradas para o enfrentamento aos crimes contra o Transporte Rodoviário de Cargas
A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) realizará, no dia 6 de agosto de 2026, em sua subsede, em São Paulo (SP), o 3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). Consolidado no calendário institucional da entidade, o Encontro tem como objetivo ampliar o debate sobre os crimes que impactam a cadeia logística nacional, reunindo empresários, executivos, representantes de entidades do setor, autoridades públicas, forças de segurança e especialistas de diversas regiões do Brasil.
O evento contará com painéis temáticos, debates técnicos, apresentação de soluções tecnológicas e espaços de integração entre os setores público e privado, com foco na prevenção e no combate ao roubo, furto e receptação de cargas. A programação também abordará a atuação das organizações criminosas, os desafios enfrentados pelas empresas transportadoras e a construção de propostas voltadas ao fortalecimento da segurança no transporte rodoviário de cargas.
De acordo com o Diagnóstico Nacional do Roubo de Cargas, desenvolvido pela Assessoria de Segurança da NTC&Logística, foram registradas 8.570 ocorrências de roubo de cargas em 2025, uma redução de 16,7% em comparação com 2024. Apesar da queda dos registros, o impacto econômico permanece elevado. O prejuízo direto estimado é de aproximadamente R$ 900 milhões, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão quando considerados os efeitos indiretos, como o aumento dos custos operacionais, dos seguros e o reflexo no preço final dos produtos.
Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, os números demonstram que o trabalho conjunto entre o setor privado e o poder público vem produzindo resultados, mas também evidenciam que o enfrentamento ao crime precisa ser permanente. “A redução dos índices é um sinal importante, mas está longe de representar que o problema foi solucionado. O Transporte Rodoviário de Cargas continua sendo alvo da atuação de organizações criminosas altamente estruturadas, e o combate à receptação permanece como um dos principais desafios. Este Encontro Nacional reafirma o compromisso da NTC&Logística de reunir autoridades, especialistas e lideranças do setor para discutir soluções, compartilhar experiências e fortalecer uma agenda nacional de segurança para o transporte de cargas.”
O vice-presidente extraordinário de Segurança da NTC&Logística, Roberto Mira, destaca que a terceira edição amplia o papel do Encontro como espaço permanente de diálogo e cooperação. “Chegamos à terceira edição convictos de que a integração entre transportadores, órgãos de segurança, poder público e iniciativa privada é o caminho mais eficiente para enfrentar a criminalidade. O evento permitirá avaliar a evolução dos indicadores, conhecer novas tecnologias, discutir estratégias regionais e fortalecer a inteligência aplicada à proteção das operações logísticas. Segurança no transporte é um compromisso permanente e exige atuação coordenada de todos os envolvidos.”
Desde 1998, a NTC&Logística desenvolve, por meio de sua Assessoria de Segurança, ações permanentes voltadas ao enfrentamento dos crimes praticados contra o transporte rodoviário de cargas. Ao longo dessa trajetória, a entidade tem atuado na elaboração de estudos técnicos, propostas legislativas, diagnósticos nacionais, articulações institucionais e iniciativas que contribuem para o fortalecimento da segurança pública, da atividade transportadora e da cadeia logística brasileira.
As informações sobre a programação e as inscrições para o 3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas estão disponíveis no Portal NTC&Logística, clicando aqui.
Associados da NTC&Logística têm inscrição gratuita. Para não associados, o valor da inscrição é R$ 300,00.
Programação Preliminar
8h
Credenciamento
8h30 às 9h
Abertura
9h às 9h20
Segurança Logística, Crime Organizado e Mercados Ilícitos: Contextualização e Desafios para o Brasil
Expositor:
Dr. Waldomiro Milanesi
Delegado de Polícia e Especialista em Segurança
9h20 às 10h10
Impactos da Criminalidade sobre a Produção, a Circulação e o Desenvolvimento Econômico
Expositor convidado:
Cassio Augusto Muniz Borges
Assessor Especial da Presidência da CNI – Confederação Nacional da Indústria
10h10 às 11h
Segurança Pública, Crime Organizado e os Desafios Contemporâneos do Estado Brasileiro
Expositor convidado:
Dr. Lincoln Gakiya
Promotor de Justiça
GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado -Ministério Público do Estado de São Paulo
11h às 11h50
Diagnósticos e Tendências da Criminalidade no Brasil: Impactos sobre a Segurança Pública, a Economia e o Desenvolvimento Nacional
Expositor convidado:
Renato Sérgio de Lima
Presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública – FBSP
11h50 às 12h40
Políticas Públicas de Segurança e Integração Institucional
Expositor convidado:
Francisco Lucas Costa Veloso
Secretário Nacional de Segurança Pública – SENASP / MJSP
12h40 às 13h – Encerramento
•Síntese dos trabalhos desenvolvidos
•Considerações sobre a continuidade das ações da Aliança Nacional pela Segurança Logística
•Encerramento oficial do 3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas
Realização:
Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística
Instituição integra programação dos debates sobre a Agenda 2030, desenvolvimento sustentável e políticas públicas
A atuação do Sistema Transporte em favor do desenvolvimento sustentável esteve em destaque na 1ª Conferência Nacional dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), realizada entre 30 de junho e 2 de julho. A instituição participou como apoiadora do evento, que reuniu representantes do poder público, da iniciativa privada e da sociedade civil para debater pontos relevantes para o desenvolvimento social, ambiental e econômico do país.
Ao longo da programação, o Sistema Transporte marcou presença com dois espaços institucionais voltados à conscientização e ao compartilhamento de informações sobre sustentabilidade e sobre as ações do Sistema Transporte.
“A atuação do Sistema Transporte está alinhada aos desafios da Agenda 2030, especialmente em temas como qualificação profissional, inovação, inclusão social, transição energética e sustentabilidade”, afirma a gerente executiva de Sustentabilidade do Sistema Transporte, Gabriela Rizza, referindo-se ao plano de ação que engloba os 17 ODS.
Segundo a gerente, que liderou a participação do Sistema no evento, “eventos como este permitem compartilhar experiências, construir parcerias e contribuir para que as políticas públicas avancem de forma cada vez mais conectada às necessidades da sociedade brasileira”.
Participações
Um dos destaques do encontro foi a dinâmica “Meu hábito, nosso planeta”, que convidava os participantes a relacionarem hábitos da rotina pessoal e profissional para construir um mapa-múndi personalizado sobre impactos ambientais. Dessa forma, era possível entender como pequenas ações individuais podem contribuir para os ODS.
A cerimônia de abertura contou com a participação de autoridades e especialistas. O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, apresentou ações do governo federal relacionadas aos ODS, abordando iniciativas nas áreas de soberania digital, igualdade de gênero, combate à fome, políticas de distribuição de renda, inclusão racial e direitos trabalhistas.
Mais tarde, a primeira-dama Janja Lula da Silva destacou a necessidade de transformar as metas da Agenda 2030 em resultados concretos para a população. Em sua fala, defendeu a integração das políticas públicas aos ODS e enfatizou a importância da igualdade de gênero e do enfrentamento ao racismo para o avanço da Agenda.
Já a deputada federal e ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, ressaltou a importância da participação da sociedade na implementação das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Ela também apresentou resultados relacionados à redução do desmatamento e das emissões de carbono, além de destacar mecanismos de financiamento destinados à conservação ambiental e ao fortalecimento de comunidades tradicionais.
Na ocasião, o Sistema Transporte foi representado pelo gerente executivo de Governança e Estratégia da CNT, João Guilherme Abrahão. Como conselheiro da Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável, ele destacou a importância da participação do setor de transporte na construção de soluções.
“É uma importante oportunidade para fortalecer o diálogo entre os diversos setores da sociedade em torno de soluções que promovam o desenvolvimento sustentável. Participar desse debate é essencial, pois o setor tem papel estratégico na integração do país, na geração de oportunidades e na construção de uma economia mais eficiente e inclusiva”, afirmou.
Agenda 2030
Com o tema “A Agenda 2030 no Brasil: Fortalecer a democracia e defender os direitos humanos para a construção coletiva de um novo modelo de desenvolvimento socialmente justo e inclusivo, ambientalmente responsável e economicamente viável”, a Conferência buscou ampliar o debate sobre os ODS no país.
Entre os objetivos propostos, destacaram-se a mobilização de diferentes segmentos da sociedade em torno da Agenda 2030; a avaliação do avanço dos ODS nos territórios brasileiros; a identificação de boas práticas; o incentivo à articulação entre governos, setor privado e sociedade civil, e a maior incorporação dos ODS nas políticas públicas.
Instituição destacou ações voltadas à qualificação profissional e à ampliação do acesso de PCDs ao mercado de trabalho durante evento promovido pelo MDHC e pelo CPB
O SEST SENAT participou do III Encontro do Fórum Nacional de Gestores e Gestoras de Políticas para Pessoas com Deficiência, realizado nos dias 18 e 19 de junho, em São Paulo. Promovido pelo MDHC (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania) e pelo CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro), o evento reuniu representantes dos governos federal, estaduais e municipais, especialistas e organizações da sociedade civil para debater políticas públicas voltadas à inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
Representando o SEST SENAT, a gerente-executiva de Desenvolvimento Profissional, Roberta Diniz, apresentou as iniciativas da instituição voltadas à qualificação profissional e à inclusão de PCDs (pessoas com deficiência) no setor de transporte. Ela também ressaltou a importância da participação em espaços de diálogo para o aperfeiçoamento das políticas públicas.
“Esses fóruns permitem compartilhar evidências, experiências e soluções, além de contribuir para o aprimoramento de políticas públicas mais efetivas e alinhadas às demandas do mercado de trabalho”, afirmou.
Durante a apresentação, Roberta destacou o programa Rota da Acessibilidade, iniciativa que busca eliminar barreiras em todas as etapas da jornada profissional das pessoas com deficiência, desde a qualificação até o ingresso e a permanência no mercado de trabalho, promovendo mais oportunidades e equidade.
“Acreditamos que o desafio da empregabilidade não está na falta de potencial das pessoas com deficiência, mas nas barreiras existentes nos processos formativos e no ambiente corporativo. Por isso, trabalhamos com qualificação profissional acessível, adequação de ambientes, tecnologias assistivas e sensibilização de equipes e empresas para uma inclusão efetiva”, completou.
A abertura do encontro foi conduzida pela secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Isadora Nascimento, que apresentou um panorama da inclusão no mercado de trabalho. Segundo ela, as pessoas com deficiência ainda registram menor participação no emprego formal, menor renda e elevados índices de informalidade. Atualmente, apenas 54% das vagas previstas pela Lei de Cotas estão ocupadas no país.
Novo Viver Sem Limite
Durante o evento, também foram apresentados os avanços do plano Novo Viver Sem Limite, lançado pelo governo federal em 2023 para ampliar a inclusão e garantir direitos às pessoas com deficiência.
A iniciativa reúne 14 ministérios e já executou R$ 2,7 bilhões. O plano está estruturado em quatro eixos: gestão e participação social; enfrentamento ao capacitismo e à violência; acessibilidade e tecnologia assistiva, e promoção de direitos. A maior parte das 95 ações previstas já está em execução.
*Com informações do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
A Comissão de Pequenas Empresas do SETCESP tem se consolidado como um espaço estratégico para debater os principais desafios das transportadoras de menor porte, especialmente em um cenário de mudanças regulatórias, pressão por produtividade e necessidade de profissionalização. À frente da Comissão, Vander Baptista (foto) afirma que o grupo atua como ponto de apoio para empresários que buscam referências, atualização e troca de experiências para sustentar o crescimento do negócio.
Segundo Baptista, a comissão nasceu da necessidade de discutir, de forma prática, temas que impactam diretamente a operação diária das pequenas empresas do transporte. Entre os assuntos mais recorrentes, estão obrigações documentais, adequação a novas normas e adaptações exigidas por sistemas e processos, como o CIOT, que, na avaliação dele, trouxe novas exigências e demandou tempo de maturação das empresas.
Outro tema de destaque é a NR-1, especialmente no que diz respeito à saúde e à saúde mental dos colaboradores. Para o coordenador, as mudanças no setor exigem que as empresas olhem não apenas para a conformidade legal, mas também para o acompanhamento e o treinamento contínuo das equipes. “Toda novidade demanda adaptação”, resume a lógica que, na visão dele, pauta o trabalho da comissão.
A escassez de mão de obra qualificada também figura entre as principais preocupações. Baptista destaca que a dificuldade de contratação é geral no transporte, mas se torna ainda mais sensível quando a empresa depende de motoristas para operações regionais e, em alguns casos, para viagens mais longas. A saída, segundo ele, está em combinar experiência de mercado com formação interna, além de adaptar o perfil da vaga às necessidades reais do negócio.
Na visão do coordenador, o crescimento de uma pequena empresa só se sustenta quando acompanha a capacitação das pessoas. Ele defende que empreender no transporte exige coragem, disciplina e investimento em processos, treinamento e benchmark com empresas mais maduras. “A empresa cresce, e as pessoas precisam crescer junto”, afirma.
A Comissão também discute o ambiente econômico e financeiro do setor. Juros altos, custo dos veículos e acesso ao crédito são vistos como fatores que impactam diretamente a capacidade de renovação da frota e de expansão dos negócios. Baptista observa que, embora o crédito possa ser uma oportunidade, ele precisa ser usado com planejamento para evitar endividamento excessivo.
As reuniões da Comissão, realizadas mensalmente, costumam ser guiadas pelos temas mais urgentes do momento, como reforma tributária, CIOT e NR-1. Para Vander Baptista, esse formato mantém o grupo conectado às necessidades reais dos associados e ajuda a responder, com rapidez, às mudanças do setor.
Setor perdeu cerca de 10% do efetivo em um ano, enquanto produção de caminhões caiu 14,4% no primeiro semestre
A crise no mercado de caminhões já começou a provocar um ajuste significativo nas fábricas. Na comparação entre o primeiro semestre de 2026 e o mesmo período de 2025, as montadoras de veículos pesados passaram a empregar 2.300 trabalhadores a menos, o equivalente a cerca de 10% do efetivo do segmento, segundo informou a Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) à Agência Transporte Moderno. O dado representa a diferença no nível de emprego entre os dois semestres e não, necessariamente, o total de demissões realizadas entre janeiro e junho.
Como caminhões e chassis de ônibus são produzidos, em geral, nas mesmas plantas industriais, a entidade afirma que não é possível separar quantas dessas vagas correspondem a cada segmento.
O segmento de ônibus, por sua vez, seguiu na direção oposta e registrou crescimento de 3,2% no semestre. A produção passou de 15.742 unidades, entre janeiro e junho de 2025, para 16.241 unidades no mesmo intervalo deste ano. O avanço, porém, não foi suficiente para compensar a forte retração dos caminhões.
No consolidado, a produção de veículos pesados somou 73.039 unidades no primeiro semestre de 2026, ante 82.113 unidades registradas no mesmo período do ano passado, uma redução de 11,1%.
O desempenho dos pesados contrasta com o restante da indústria automobilística. Enquanto automóveis e comerciais leves continuam sustentando o crescimento da produção nacional, a fraqueza do mercado de caminhões tem levado as montadoras a reduzir o ritmo das fábricas. Consultada, a Anfavea não revelou qual é o nível de ociosidade das fábricas nem em quantos turnos, em média, elas estão operando.
Para o restante do ano, a perspectiva permanece de retração. A Anfavea projeta que a produção de caminhões encerre 2026 em 118.153 unidades, queda de 4,8% em relação às 124.116 produzidas em 2025. Ainda assim, a produção total da indústria deverá crescer 5,8%, alcançando 2,798 milhões de veículos, impulsionada principalmente pelos segmentos de automóveis e comerciais leves.
Sem nova fase do Move Brasil
Nem mesmo as duas etapas do programa de renovação de frota do Governo Federal Move Brasil foram suficientes para reverter a queda nas vendas de caminhões e evitar a retração da produção. Para piorar o cenário, a Anfavea não espera uma terceira fase do programa de incentivo neste ano. Segundo o presidente da entidade, Igor Calvet, o governo informou que não há espaço fiscal nem tempo hábil para lançar uma nova rodada de estímulos.
“Já ouvi isso de autoridades tanto pela questão fiscal quanto pela questão eleitoral. A partir de determinado período, o governo também não pode lançar um novo programa”, afirmou.
De acordo com Calvet, os recursos remanescentes das duas etapas do Move Brasil serão os únicos estímulos disponíveis para o mercado de caminhões no restante do ano. Com isso, a expectativa da entidade é de um segundo semestre ainda mais desafiador.
Apesar disso, Calvet ressaltou que o Move 1 e o Move 2 ajudaram a reduzir a intensidade da retração. “O Move 1 e o Move 2 foram fundamentais este ano. O governo fez um esforço gigantesco para disponibilizar esses recursos ao setor. Infelizmente, eles não foram suficientes para reverter o quadro negativo. Conseguiram diminuir a queda.”
Segundo a Anfavea, a expectativa é de um segundo semestre ainda difícil para os próximos meses, diante da manutenção da taxa básica de juros em patamar elevado, do cenário ainda desafiador para o agronegócio e da ausência de novos incentivos para a renovação da frota.
Durante a apresentação das projeções do setor automotivo, Calvet afirmou que a indústria perdeu, em apenas dois anos, um volume equivalente ao tamanho do mercado argentino de caminhões. “Em dois anos, estamos falando de menos 18 mil unidades”, afirmou.
Segunda edição do evento reuniu empresários, executivos e lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas para discutir temas estratégicos, promover atualização técnica e fortalecer o associativismo na Região Sul
A NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, em conjunto com a Coordenação Nacional da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários e Executivos), realizou, no dia 7 de julho de 2026, em Rio Grande (RS), a segunda edição de 2026 do Seminário Itinerante, reunindo empresários, executivos e lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas no SEST SENAT Rio Grande. O encontro foi realizado com o apoio da FETRANSUL – Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul, do SETCESUL – Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas do Extremo Sul e do Núcleo da COMJOVEM Porto Alegre, reafirmando o compromisso da entidade de levar conhecimento, atualização e integração às diversas regiões do país.
A abertura foi conduzida por Hudson Rabelo, vice-presidente extraordinário para Assuntos dos Jovens Empresários da NTC&Logística e coordenador nacional da COMJOVEM, e por Italo Grativol, vice-coordenador nacional da COMJOVEM. Em suas palavras iniciais, Hudson destacou que o Seminário Itinerante, criado há mais de duas décadas, representa um dos principais projetos da NTC&Logística para aproximar a entidade dos transportadores em todas as regiões do Brasil, promovendo atualização técnica, desenvolvimento de lideranças, fortalecimento do associativismo e debates sobre temas estratégicos para o setor.
“O Seminário Itinerante traduz o compromisso da NTC&Logística de estar cada vez mais próxima das empresas, promovendo debates sobre temas atuais, compartilhando conhecimento e fortalecendo o associativismo. É uma grande satisfação estarmos no Rio Grande do Sul, contando com o apoio das entidades locais e da COMJOVEM Porto Alegre para realizar mais uma edição deste importante projeto. Tenho certeza de que todos sairão daqui ainda mais preparados para enfrentar os desafios do Transporte Rodoviário de Cargas”, afirmou.
Na oportunidade, Hudson e Italo agradeceram à diretora da unidade do SEST SENAT Rio Grande, Queli Schenkel, pela receptividade e pela cessão do espaço, também agradecendo à FETRANSUL, ao SETCESUL e aos parceiros locais pelo apoio para a realização do encontro.
Antes das falas das lideranças presentes, os participantes acompanharam uma mensagem em vídeo do presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, que deu as boas-vindas aos participantes, cumprimentou as lideranças presentes e enfatizou a importância do Seminário Itinerante como um dos principais projetos da entidade para fortalecer a proximidade com o transportador rodoviário de cargas, promovendo conhecimento, relacionamento e desenvolvimento em todas as regiões do Brasil.
Na sequência, a coordenadora do Núcleo da COMJOVEM Porto Alegre, Betina Kopper, deu as boas-vindas aos participantes e salientou a importância de o Rio Grande do Sul receber mais uma edição do Seminário Itinerante da NTC&Logística. Em sua fala, ressaltou a pertinência dos temas abordados para o TRC, lembrando que o setor vive um momento de transformações e desafios cruciais, especialmente diante dos impactos da Lei do Descanso e das exigências relacionadas ao CIOT, que têm gerado reflexos significativos na operação das empresas transportadoras. “São temas extremamente relevantes para o nosso setor e que exigem atualização constante, diálogo e troca de experiências. Tenho certeza de que esta será uma tarde de muito aprendizado e de importantes esclarecimentos para todos os participantes”, afirmou.
Representando o presidente da FETRANSUL, Francisco Carlos Gonçalves Cardoso, participou da abertura Rudimar Cachapuz Puccinelli, vice-presidente da FETRANSUL – Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul e do SETCESUL – Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas do Extremo Sul. Em sua manifestação, agradeceu à NTC&Logística por levar ao Sul do Estado um evento voltado à discussão de temas estratégicos para o Transporte Rodoviário de Cargas. “É uma grande satisfação receber este importante encontro em nossa região. Este é um momento de adquirir conhecimento, esclarecer dúvidas e compartilhar experiências que certamente contribuirão para o fortalecimento das empresas e do nosso setor. Desejo a todos um excelente evento e um ótimo aproveitamento das palestras”, destacou.
Após as boas-vindas, Hudson Rabelo e Italo Grativol conduziram uma apresentação institucional sobre a NTC&Logística e a COMJOVEM. Hudson explanou a atuação da entidade em âmbito nacional, destacando as principais bandeiras, projetos, eventos, comissões técnicas e ações desenvolvidas em defesa do Transporte Rodoviário de Cargas. Na sequência, Italo relatou a estrutura da COMJOVEM, seu crescimento ao longo dos últimos anos, seus indicadores e o trabalho realizado na formação de novas lideranças, ratificando a importância da sucessão empresarial e da participação dos jovens empresários no fortalecimento do setor.
Em seguida, foi realizado o Momento Patrocinadores, oportunidade em que a NTC&Logística e a Coordenação Nacional da COMJOVEM ressaltaram o apoio das empresas parceiras, que contribuem para a realização do Seminário Itinerante em diferentes regiões do país. Na ocasião, os participantes acompanharam uma mensagem em vídeo da FENATRAN, reforçando o convite para a 25ª edição do Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Cargas, que será realizada entre os dias 9 e 13 de novembro, no São Paulo Expo, em São Paulo (SP). Em prosseguimento, Viviane Ratzmann, representante regional da Transpocred, apresentou aos participantes as principais soluções, produtos e benefícios oferecidos pela cooperativa financeira ao Transporte Rodoviário de Cargas, destacando o compromisso da instituição com o desenvolvimento e o fortalecimento das empresas do setor.
Encerrando a programação técnica, a assessora jurídica da NTC&Logística, Dra. Gil Menezes, ministrou a palestra “Piso Mínimo e CIOT: Atualizações da Regulamentação”. Foram abordadas as principais atualizações relacionadas ao Piso Mínimo de Frete e ao CIOT, esclarecendo dúvidas dos participantes sobre a regulamentação vigente, os impactos práticos das recentes alterações para as empresas transportadoras e os cuidados necessários para garantir segurança jurídica nas operações. A palestra foi marcada pela grande participação do público, ensejando o aprofundamento do debate sobre o tema.
Ao final do encontro, a organização agradeceu a presença dos participantes, das entidades anfitriãs, dos patrocinadores e dos apoiadores, corroborando a consolidação do Seminário Itinerante como um dos projetos primordiais da NTC&Logística e da Coordenação Nacional da COMJOVEM para promover conhecimento, integração e fortalecimento institucional do Transporte Rodoviário de Cargas em todas as regiões do Brasil.
Realização
NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
FETRANSUL – Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul
SETCESUL – Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas do Extremo Sul
Patrocínio
FENATRAN
Transpocred
Apoio Institucional
Sistema Transporte – CNT / Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística
Programação preliminar do evento promovido pela NTC&Logística reúne temas estratégicos para o Transporte Rodoviário de Cargas e reforça o encontro como um dos principais fóruns de discussão do setor no Brasil
A NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística realizará, nos dias 27 e 28 de agosto de 2026, a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, no Hotel Vila Galé Ouro Preto (MG). O evento terá como entidade anfitriã a FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais, com o apoio dos sindicatos filiados à federação.
Consolidado como um dos mais importantes encontros do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) no Brasil, o CONET&Intersindical reunirá empresários, lideranças, representantes de entidades, autoridades e especialistas para promover debates sobre os temas que influenciam diretamente a competitividade das empresas transportadoras e o desenvolvimento do setor.
A programação preliminar foi estruturada para abordar os principais assuntos que impactam o Transporte Rodoviário de Cargas, reunindo especialistas, autoridades e lideranças em dois dias de intensos debates, troca de experiências e construção de soluções para o fortalecimento da atividade transportadora.
No primeiro dia, os participantes acompanharão discussões sobre mercado e tarifas, com a apresentação da atualização do Índice Nacional de Custos do Transporte (INCT) e da Pesquisa de Mercado do DECOPE, além de um encontro entre empresários para compartilhar experiências e discutir os desafios da atividade transportadora. A programação também contemplará temas como reforma tributária; Índice CNT de Confiança; investimentos em infraestrutura e projetos voltados ao TRC; apresentações de empresas fornecedoras da cadeia produtiva e uma análise sobre o cenário econômico e as perspectivas para o Transporte Rodoviário de Cargas.
Já no segundo dia, os debates serão voltados às questões institucionais e estratégicas do setor, com destaque para o novo cenário geopolítico mundial; a agenda institucional da NTC&Logística, que incluirá as principais pautas técnicas, regulatórias e jurídicas em andamento; a regulamentação do Transporte Rodoviário de Cargas e uma análise sobre as pesquisas eleitorais e as projeções para as eleições de 2026, temas que influenciam diretamente o ambiente de negócios e o planejamento das empresas.
O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destaca que a realização do encontro em Minas Gerais reforça a importância do diálogo entre as lideranças do setor e da construção de soluções conjuntas para os desafios enfrentados pelo transporte de cargas.
“Realizar o CONET&Intersindical em Ouro Preto, em Minas Gerais, tem um significado muito especial para o nosso setor. Trata-se de um estado pujante, com forte representatividade econômica e relevância para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Estar em uma cidade histórica como Ouro Preto, patrimônio vivo da humanidade e do país, reforça ainda mais o propósito deste encontro. Será uma excelente oportunidade para ampliarmos o diálogo com lideranças, discutirmos os desafios do TRC e avançarmos na construção de soluções que contribuam para o crescimento sustentável do transporte de cargas. Convidamos todos os empresários e representantes de entidades a estarem conosco nesse importante momento.”
Para o presidente da FETCEMG, Gladstone Lobato, entidade anfitriã desta edição, receber o CONET&Intersindical em Minas Gerais representa uma oportunidade de fortalecer a integração entre as entidades representativas e evidenciar a importância do estado para a logística nacional.
“O CONET&Intersindical é reconhecido como o principal espaço de discussão empresarial do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Receber este encontro em Minas Gerais, em parceria com a NTC&Logística, reforça a união das entidades representativas em torno dos temas que impactam diretamente a competitividade do setor e o desenvolvimento da economia brasileira. Para Minas Gerais, que ocupa uma posição estratégica na logística nacional e possui forte participação no transporte de cargas, sediar esta edição representa uma oportunidade de evidenciar a relevância do nosso estado, além de apresentar nossos desafios, potencialidades e contribuições para o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas em todo o país.”
Além do conteúdo técnico e institucional, o evento contará com momentos de integração e relacionamento entre empresários, lideranças e parceiros da cadeia produtiva, fortalecendo o networking e a troca de experiências que fazem do CONET&Intersindical uma das principais referências do calendário nacional do Transporte Rodoviário de Cargas.
A programação preliminar completa está disponível abaixo e poderá sofrer ajustes até a realização do evento.
26 de agosto de 2026 | CONET&INTERSINDICAL
19h – Coquetel de Boas-Vindas | ESPAÇO EXPOSIÇÃO
Oferecido pela FETCEMG
27 de agosto de 2026 | CONET&INTERSINDICAL
10h – Credenciamento
10h30 | 12h – Abertura Oficial
12h | 13h – Almoço
27 de agosto de 2026 | CONET
13h30 | 14h – PAINEL: MERCADO E TARIFAS
Integrantes da Mesa:
Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
Gladstone Lobato – Presidente da FETCEMG
Palestrante: Eng. Lauro Valdivia, Assessor Técnico da NTC&Logística
Atualização do INCT (Índice Nacional de Custos do Transporte)
Apresentação da Pesquisa de Mercado DECOPE – 1º semestre de 2026
14h | 15h – ENCONTRO COM EMPRESÁRIOS DO TRC
Integrantes da Mesa:
Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
Gladstone Lobato – Presidente da FETCEMG
Engº Lauro Valdivia Neto – Assessor Técnico da NTC&Logística
José Maria Gomes – Diretor Financeiro da NTC&Logística
Empresários confirmados:
Oswaldo Vieira Caixeta Junior, Sócio-Diretor da Transac Transporte e Presidente da ABTLP
Julio Eduardo Simões, Sócio-Diretor da Locar Guindastes e Transportes Intermodais e Presidente do SINDIPESA
15h | 15h45 – Palestra: REFORMA TRIBUTÁRIA
Palestrante: Reinaldo Lage Rodrigues de Araújo, Assessor Jurídico Tributário da FETCEMG
15h45 | 16h30 – Palestra: ÍNDICE CNT DE CONFIANÇA
Palestrante: Fernanda Schwantes, Gerente Executiva de Economia da CNT – Confederação Nacional do Transporte
16h30 | 17h – INVESTIMENTOS REALIZADOS E PROJETOS PARA O TRC
Palestrante convidado: INFRA S.A.
17h | 17h30 – Intervalo
17h30 | 18h15 – TALKS FORNECEDORES DA CADEIA PRODUTIVA DO TRC
Integrantes da Mesa:
Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
Gladstone Lobato – Presidente da FETCEMG
Engº Lauro Valdivia Neto – Assessor Técnico da NTC&Logística
GEOTAB
MERCEDES-BENZ
ROADCARD
TRANSPOCRED
VOLKSWAGEN CAMINHÕES E ÔNIBUS
18h15 | 19h45 – Palestra: CENÁRIO ECONÔMICO E PERSPECTIVAS PARA O TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS
Integrantes da Mesa:
Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
Gladstone Lobato – Presidente da FETCEMG
Palestrante: Rita Mundim
Economista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Especialista em Mercado de Capitais pela UFMG e em Ciências Contábeis pela Fundação Getúlio Vargas (FGV); Mestre em Administração pela FEAD-MG; Professora convidada da Fundação Dom Cabral desde 1990; Professora de Mercado de Capitais no IBMEC; Diretora da Aporte Educacional; Administradora de Carteiras autorizada pela CVM; Certificações ANBIMA: CFG e CGA; Comentarista econômica da Rádio Itatiaia; participações como comentarista na CNN Brasil; experiência em cenários econômicos, juros, inflação, mercado financeiro, cooperativismo e governança.
Jornalista e estrategista em comunicação corporativa, com atuação em cenários econômicos e empresariais. Atualmente é uma das palestrantes mais requisitadas em eventos empresariais e do setor produtivo.
19h45 – Considerações Finais e Encerramento das atividades do dia
19h45 – Coquetel de Boas-Vindas | ESPAÇO EXPOSIÇÃO
Oferecido pela FETCEMG
28 de Agosto de 2026 | INTERSINDICAL
9h – Abertura da INTERSINDICAL
PALESTRA INAUGURAL:O NOVO CENÁRIO GEOPOLÍTICO MUNDIAL
Palestrante: Marcelo Suano
Cientista político, analista de risco político, professor universitário e comentarista brasileiro. Mestrado e Doutorado em Ciência Política pela USP (Universidade de São Paulo), com pesquisas ligadas ao pensamento político e militar brasileiro.
10h30 | 12h30 – AGENDA INSTITUCIONAL DA NTC&LOGÍSTICA
Tema: Principais pautas técnicas e institucionais em andamento no TRC
Integrantes da Mesa:
Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
Gladstone Lobato – Presidente da FETCEMG
José Maria Gomes – Diretor Financeiro da NTC&Logística
Marcos Aurélio Ribeiro – Diretor Jurídico da NTC&Logística
Narciso Figueirôa Junior –Assessor Jurídico da NTC&Logística
Gil Menezes –Assessora Jurídica da NTC&Logística
Edmara Claudino –Assessora de Relações Institucionais da NTC&Logística
Waldomiro Milanesi – Delegado e Especialista em segurança
Engº Lauro Valdivia Neto – Assessor Técnico da NTC&Logística
Conteúdo:
• Impactos da redução da jornada semanal no TRC
• Avaliação das negociações coletivas no TRC
• Demandas regulatórias junto à ANTT: CIOT; Piso minimo de frete
12h30 | 14h – Almoço
14h | 15h – PALESTRA: REGULAMENTAÇÃO DO SETOR
Palestrante convidado: Guilherme Theo Sampaio – Diretor-Geral da ANTT
15h | 16h30 – PALESTRA: PESQUISAS ELEITORAIS E PROJEÇÕES PARA AS ELEIÇÕES 2026
Palestrante: Marcelo Costa Souza
Graduação em Estatística pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 1999, e Mestrado em Estatística e Experimentação Agropecuária pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), em 2002. Foi professor das disciplinas de Bioestatística, Epidemiologia e Estatística Experimental para alunos de graduação e pós-graduação da Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS), de 2002 a 2005. Desde 2006, atua como diretor da MDA PESQUISA. Tem vasta experiência na área de análise e interpretação de dados, modelagem e gerenciamento de bancos de dados complexos.
As inscrições para o evento estão abertas. Clique aqui e faça parte do evento.
As reservas de hospedagem também estão disponíveis. Garanta sua participação realizando a reserva no hotel do evento, clicando aqui.
Realização
l NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)
Entidade Anfitriã
l FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais
Apoio
l Sindicatos filiados à FETCEMG
Patrocínio
l FENATRAN
l GEOTAB
l MERCEDES-BENZ
l ROADCARD
l TRANSPOCRED
Apoios Institucionais
l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)
Na Agenda Infra Brasil, presidente do Sistema Transporte afirmou que previsibilidade, integração logística e investimentos contínuos são essenciais para reduzir custos e ampliar a competitividade do país
O planejamento da infraestrutura brasileira como política de Estado foi uma das principais mensagens apresentadas pelo presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, nesta quinta-feira (2), durante a abertura da Agenda Infra Brasil – Planejamento, Projetos e Investimentos, realizada em Brasília. O encontro reuniu representantes do governo, de agências reguladoras e do setor produtivo para discutir os desafios da logística nacional.
Durante sua participação, Vander Costa afirmou que decisões sobre infraestrutura precisam ultrapassar os ciclos de governo e ser orientadas por uma estratégia permanente de desenvolvimento. “É planejar com espírito de Estado, e não de governo, porque a infraestrutura precisa ser pensada no longo prazo, a exemplo do que foi feito no Plano Nacional de Logística 2050”, pontuou.
O presidente destacou, ainda, que a independência das agências reguladoras é fundamental para assegurar estabilidade institucional, continuidade dos projetos e segurança para os investimentos. Segundo ele, além da autonomia técnica, é preciso fortalecer a independência financeira dessas autarquias, evitando que restrições orçamentárias comprometam a atuação.
Outro eixo da discussão foi a necessidade de uma matriz de transporte mais integrada. Para Vander Costa, a complementaridade entre rodovias, ferrovias, hidrovias e portos é essencial para reduzir custos logísticos, aumentar a eficiência da infraestrutura e ampliar a competitividade brasileira. Nesse contexto, chamou atenção para o potencial do transporte hidroviário, considerado uma alternativa de menor custo para o escoamento de cargas, especialmente do agronegócio, e defendeu que sua expansão seja construída por meio do diálogo entre os diferentes atores envolvidos.
Ao abordar o PNL 2050, Vander Costa afirmou que o planejamento da infraestrutura deve responder às demandas do país e ser concebido como uma política de longo prazo. Também argumentou que investimentos públicos e privados desempenham papéis complementares: enquanto o capital privado tende a se concentrar onde há retorno econômico, o investimento público é decisivo para promover o desenvolvimento regional e reduzir desigualdades. “Onde há demanda, o investimento privado pode assumir. Porém precisamos de investimento público para garantir o equilíbrio regional. Onde existe infraestrutura de transporte de qualidade, a indústria investe, o comércio investe e o desenvolvimento acontece”, finalizou.
Momento favorável para a infraestrutura
Além de Vander Costa, participaram da mesa de abertura o presidente da Infra S.A., Jorge Bastos; o diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Guilherme Theo Sampaio, e o diretor da Agência iNFRA, Dimmi Amora.
Ao abrir o debate, Jorge Bastos avaliou que o Brasil vive um ambiente favorável para ampliar os investimentos em infraestrutura e ressaltou a parceria com a CNT na elaboração do PNL 2050. “Hoje, a gente vive um momento ímpar na infraestrutura brasileira. Tudo está conspirando para melhorar a nossa infraestrutura”, comentou.
A programação incluiu mesas sobre estruturação de projetos, atração de investimentos e os desafios para ampliar a eficiência da infraestrutura de transportes. O encerramento reuniu secretários das áreas de rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aviação civil para discutir as perspectivas do setor.
Estudo da ANTT analisa viabilidade de obras em trecho entre Belo Oriente e Governador Valadares, com potencial de reduzir mortes e melhorar o tráfego
O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) relativo à possível duplicação de um trecho de 74 quilômetros da BR-381, entre os municípios de Belo Oriente e Governador Valadares, no Leste de Minas Gerais, foi recebido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na quarta-feira (1º) e terá um custo previsto de R$ 1,4 bilhão.
A documentação da futura obra, que ainda não tem confirmação oficial de prazos e cronogramas, já está em posse do poder público. O material foi entregue pela concessionária Nova 381 à prefeitura de Governador Valadares, e agora segue para análise técnica e regulatória por parte da ANTT.
Essa avaliação servirá de base para uma futura decisão sobre a incorporação da obra ao contrato de concessão, conforme os trâmites previstos na regulamentação em vigor.
Benefícios
As projeções das obras indicam que, se a duplicação for efetivamente incluída no contrato e realizada, o trecho poderá registrar uma queda em torno de 45% no número de mortes ao longo da vigência contratual, além de uma redução de 36% nos casos de ferimentos graves.
Os estudos de viabilidade apontam ainda a diminuição do tempo de deslocamento para motoristas e transportadoras, bem como a redução das emissões de poluentes, resultado de melhores condições de tráfego na rodovia.
Segundo as estimativas da concessionária, caso o projeto seja aprovado e passe a integrar o contrato, as obras poderão ser finalizadas em um prazo de até seis anos.
Rota importante
A duplicação desse trecho da BR-381 não fazia parte do escopo original do contrato de concessão. Em dezembro de 2025, a ANTT havia autorizado a concessionária a elaborar o EVTEA, seguindo os instrumentos regulatórios cabíveis.
A BR-381 é uma rota importante, que conecta Minas Gerais a portos no Rio de Janeiro, Espírito Santo e ao Nordeste do País, além de ser um corredor para polos industriais dessas localidades, com transporte de passageiros e cargas.
Próximos passos
Com o EVTEA em mãos, a ANTT dá início à análise técnica e regulatória do documento. Serão examinados aspectos como engenharia, viabilidade econômica, impactos socioambientais, modelagem regulatória e possíveis efeitos sobre as tarifas.
Concluídas essas etapas, o estudo poderá ser levado à Diretoria Colegiada da ANTT, responsável por decidir sobre a eventual inclusão da duplicação no contrato de concessão.