O SINDIPESA anunciou, na última terça-feira (16), durante o SINDIPESA Conecta, a composição de sua nova diretoria para o triênio 2027-2029. Com a reeleição do atual presidente, Júlio Eduardo Simões, e a permanência de grande parte da equipe que já atua à frente da entidade, o Sindicato ratifica seu compromisso com a continuidade das ações voltadas ao fortalecimento do transporte e movimentação de cargas pesadas e excepcionais em todo o Brasil.
Com chapa única, a eleição foi realizada por aclamação durante o encontro e contou com a participação dos associados presentes. A nova diretoria será responsável por conduzir os trabalhos da entidade pelos próximos três anos, fortalecendo a representatividade institucional e a defesa dos interesses do setor.
Confira, abaixo, a diretoria completa, eleita para o triênio 2027-2029:
Diretoria Executiva
Presidente: Julio Eduardo Simões (Locar Transportes e Guindastes)
Vice-Presidente: Fabio Gaeta (Transdata)
Diretor Financeiro: José Doutel Lopes (Cruz de Malta)
Diretor de Assuntos Técnicos e Operacionais de Transporte: Luciano Poggio Bizzarri (Grupo Santin)
Diretor de Assuntos Técnicos e Operacionais de Guindastes: Guilherme Saraiva (Saraiva Transportes)
Vice-Presidente Executivo: Dásio de Souza e Silva Junior
Espírito Santo: Diego Andrade (Guindastes Centro Oeste)
Rio Grande do Sul: Adauri Silva (Darcy Pacheco)
Conselho Fiscal
Carlos Augusto Costa (Maxpesa)
Charles Boff (I.V. Guindastes)
Denys Garzon (Guindastes Tatuapé)
Suplentes
Alfonso de Castro Gonzalez (Transpes)
Henrique Zuppardo Junior (Megatranz)
Washington Moura (Tomé Equipamentos e Transportes)
Para o presidente reeleito, a continuidade da diretoria representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido nos últimos anos e reforça a responsabilidade da entidade diante dos desafios que o setor enfrentará no próximo mandato.
“Quero agradecer a confiança e o apoio dos associados para mais este mandato. Recebemos essa responsabilidade com o compromisso de continuar fortalecendo o SINDIPESA e ampliando a representatividade do nosso setor. Temos um segmento muito diversificado, que reúne empresas com diferentes perfis de atuação, e nosso objetivo é estimular uma participação cada vez maior dos associados, promovendo a troca de experiências, a aproximação entre as empresas e a formação de grupos de discussão capazes de tratar as demandas específicas de cada atividade. Quanto mais unidos estivermos, mais força teremos para defender os interesses do setor e construir avanços para toda a cadeia de transporte e movimentação de cargas pesadas e excepcionais”, destacou Júlio Eduardo Simões.
A reeleição da diretoria também reflete os avanços alcançados pelo SINDIPESA nos últimos anos. Atualmente, a entidade reúne 53 empresas associadas distribuídas em 14 estados brasileiros, ampliando significativamente sua representatividade nacional. A expansão do quadro associativo e o fortalecimento da presença regional consolidam um importante legado da gestão liderada por Júlio Eduardo Simões e reforçam o compromisso da nova diretoria em seguir ampliando a capilaridade, a representatividade e a atuação institucional do SINDIPESA em defesa do setor.
O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, também cumprimentou a diretoria eleita e destacou a importância do trabalho desenvolvido pelo SINDIPESA para o fortalecimento do segmento de transporte e movimentação de cargas pesadas e excepcionais no Brasil.
“A recondução do presidente Júlio Eduardo Simões ao comando do SINDIPESA reflete a confiança dos associados no trabalho sério, técnico e representativo que vem sendo desenvolvido pela entidade nos últimos anos. O SINDIPESA tem desempenhado um papel fundamental na defesa dos interesses das empresas do segmento, ampliando sua representatividade, fortalecendo o diálogo com os órgãos públicos e contribuindo para o aperfeiçoamento das condições de operação do setor. Tenho convicção de que a nova diretoria dará continuidade a esse importante trabalho, promovendo avanços que beneficiarão não apenas as empresas associadas, mas toda a cadeia de transporte e movimentação de cargas pesadas e excepcionais do país”, enfatizou Rebuzzi.
Em encontro na Firjan, o diretor-geral, Guilherme Theo Sampaio, destacou mais de R$ 388 bilhões previstos em rodovias e ferrovias, reforçando o papel da ANTT na atração de investimentos, na geração de oportunidades e na entrega de infraestrutura feita por pessoas e para pessoas
O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Theo Sampaio, participou, na manhã desta quarta-feira (24/06), de um encontro na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, para apresentar a agenda de concessões e investimentos da Agência para os próximos anos.
A reunião contou com a presença de conselheiros da Federação representando o setor, além de especialistas e convidados, e teve como foco o papel da regulação e das concessões de infraestrutura para impulsionar o desenvolvimento econômico do país.
Durante a apresentação “Agenda ANTT 2026: o papel da Agência para destravar os investimentos no Brasil”, o diretor-geral destacou o volume de investimentos previstos nos setores rodoviário e ferroviário, além das oportunidades de geração de emprego e aumento da competitividade logística nacional.
“Esse ciclo virtuoso da infraestrutura tem sido construído com uma visão de Estado e em permanente diálogo com o setor produtivo. É essa combinação de segurança jurídica, planejamento e parceria que tem permitido destravar investimentos e acelerar a entrega de projetos estratégicos para o Brasil”, reforçou.
Atualmente, a ANTT regula cerca de 18,1 mil quilômetros de rodovias concedidas, com previsão de R$ 306 bilhões em investimentos (CAPEX) e R$ 219 bilhões em operações (OPEX). Entre 2023 e 2026, a Agência já realizou 21 leilões rodoviários, abrangendo mais de 10,7 mil quilômetros de rodovias e R$ 275,4 bilhões em investimentos totais.
Para 2026, estão previstos sete leilões de concessão rodoviária ao todo, que deverão contemplar mais de 4.300 quilômetros de rodovias e mobilizar R$ 86,7 bilhões em investimentos, sendo que, desse total, mais de 870 quilômetros são de duplicações e 637 quilômetros de faixas adicionais.
Obras estratégicas no Rio de Janeiro
O encontro também destacou empreendimentos considerados estratégicos para o estado do Rio de Janeiro, como as obras da Serra das Araras, na BR-116/RJ, que receberão R$ 1,5 bilhão em investimentos e já apresentam mais de 70% de avanço físico, com conclusão prevista para o primeiro semestre de 2027.
Guilherme Theo Sampaio aproveitou para ressaltar a entrega do primeiro trecho da obra da Serra das Araras, realizada em evento na última terça-feira (23/06), com a presença do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro dos Transportes, George Santoro.
Outras intervenções apresentadas foram a duplicação da BR-493/RJ, entre Magé e Manilha; a Nova Subida da Serra, na BR-040/RJ; a reconstrução da Ponte do Arranha-Céu e as obras de otimização da BR-101/RJ, que, juntas, representam um amplo pacote de melhorias para a infraestrutura de transportes no estado.
As cinco concessões estratégicas em operação no Rio de Janeiro somam R$ 49,4 bilhões em investimentos e R$ 38,1 bilhões em despesas operacionais, com potencial de geração de mais de 583 mil empregos.
“Há alguns anos, o Rio enfrentava problemas graves e crônicos de infraestrutura. Hoje, discutimos cronogramas de investimentos e execução de grandes obras. É uma mudança que demonstra a confiança do país no potencial de desenvolvimento do estado”, declarou.
Expansão ferroviária e novos investimentos
No setor ferroviário, Guilherme Theo Sampaio apresentou a perspectiva de realização de dois leilões ao longo de 2026, além da renovação do contrato de concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e do chamamento público para o trecho Minas-Rio.
Os projetos ferroviários previstos totalizam R$ 82,15 bilhões em investimentos e deverão gerar mais de 1,5 milhão de empregos diretos, indiretos e via efeito renda. Somente a renovação da FCA prevê investimentos da ordem de R$ 24 bilhões para malha de mais de 4 mil quilômetros.
A Agência também destacou o avanço do modelo de autorizações ferroviárias, que atualmente conta com 42 contratos vigentes, totalizando aproximadamente 12 mil quilômetros de ferrovias e R$ 227 bilhões em investimentos.
Ao encerrar o encontro, o diretor-geral reforçou a importância do diálogo permanente entre o poder público e o setor produtivo para ampliar a segurança jurídica, atrair investimentos e acelerar a entrega de obras que contribuam para a melhoria da infraestrutura e da competitividade do Brasil.
A Autoridade Portuária de Santos (APS) apresentou, nesta terça-feira (23), um pacote de projetos de infraestrutura que somam investimentos bilionários em ampliação viária, dragagem e geração de energia, com foco em aumentar a eficiência logística do maior porto do país. As iniciativas incluem a expansão da Avenida Perimetral na margem esquerda, a concessão do canal de acesso ao Porto e a relicitação da Usina Hidrelétrica de Itatinga, entre outros empreendimentos estruturantes.
Um dos destaques é a ampliação da Avenida Perimetral na margem esquerda, com investimento estimado em R$ 1 bilhão, projeto que prevê melhoria do fluxo de caminhões e integração com áreas retroportuárias em Guarujá. Segundo a APS, a obra está em fase de análise interna e depende de aprovação da ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), com início previsto para outubro de 2026, integrando-se ao plano mais amplo do governo federal de investir R$ 12,6 bilhões no complexo santista entre 2024 e 2028.
Outro eixo relevante é o aprofundamento e a concessão do canal de acesso ao Porto de Santos, que tem previsão de investimentos de R$ 6,45 bilhões e contempla a ampliação do calado dos atuais 15 metros para até 17 metros, permitindo a operação de navios de maior porte e aumento da competitividade do Porto em rotas de longo curso. O processo de licitação do canal foi anunciado pelo Ministério de Portos e Aeroportos em 2025 como parte do pacote de 12 projetos estratégicos mapeados para o Porto.
No campo energético, o pacote contempla a relicitação da Usina Hidrelétrica de Itatinga, com investimento próximo de R$ 500 milhões, que estabelece como contrapartida a repotencialização da planta, elevando a capacidade de geração de 12 para 30 megawatts (MW). O modelo proposto também incentiva a produção de energia renovável adicional, que poderá, no futuro, abastecer operações portuárias e navios de cruzeiro, alinhando o complexo a metas de descarbonização do setor marítimo.
Os projetos anunciados se somam a investimentos privados já em curso no Porto de Santos, como o pacote de R$ 1,9 bilhão da Brasil Terminal Portuário (BTP) para expansão do terminal de contêineres; aquisição de guindastes STS e RTGs eletrificados e aumento da capacidade para cerca de 3.500 tomadas reefer, autorizado em 2023. Em outra frente, o Ministério de Portos e Aeroportos autorizou, em 2025, aportes de R$ 1,24 bilhão em infraestrutura de passageiros no Porto, como parte de um programa nacional de R$ 4,7 bilhões em investimentos privados na infraestrutura portuária brasileira.
Estruturas interestaduais devem perder função arrecadatória e ganhar protagonismo em fiscalização, monitoramento e segurança viária
A reforma tributária deverá provocar mudanças profundas na logística brasileira. Com a substituição gradual do ICMS pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a fiscalização física de mercadorias entre estados tende a perder relevância. Ao mesmo tempo, transportadoras e operadores logísticos já começam a revisar a localização de centros de distribuição e o desenho de suas malhas operacionais.
Criados para fiscalizar a circulação de mercadorias entre os estados, os postos fiscais foram concebidos dentro da lógica do ICMS, tributo arrecadado na origem das operações. Com o IBS, cuja arrecadação seguirá o princípio do destino e será coordenada por um Comitê Gestor nacional, essa lógica passará por uma transformação gradual.
Na avaliação de Jonas Ricobello, advogado da área de Tax Management do Silveiro Advogados, os postos não desaparecerão, mas perderão protagonismo na fiscalização tributária. “Eles foram concebidos dentro da lógica do ICMS, um tributo estadual cuja arrecadação ocorre na origem da operação. Por isso fazia sentido controlar fisicamente a circulação de mercadorias entre os estados”, afirma o especialista.
Segundo Ricobello, a mudança estrutural deverá ocorrer ao longo do período de transição da reforma, que se estenderá até 2032, quando o ICMS será extinto definitivamente. A partir de 2029, as alíquotas do imposto estadual começarão a ser reduzidas gradualmente. Os postos passarão a concentrar atividades como fiscalização sanitária e agropecuária, pesagem de cargas, segurança viária e monitoramento ambiental.
Mais fiscalização digital
Para o transporte rodoviário de cargas, uma das mudanças mais perceptíveis poderá ser a redução das paradas relacionadas à fiscalização tributária nas rodovias. Com menos conferências presenciais de mercadorias e documentos fiscais, o setor espera ganhos de produtividade e redução dos tempos de viagem nas operações interestaduais.
O novo modelo tributário foi desenhado para operar em ambiente predominantemente digital, apoiado na integração de dados entre a Receita Federal e o futuro Comitê Gestor do IBS. A mudança também altera a forma de apropriação dos créditos tributários, que deixarão de estar vinculados apenas ao documento fiscal e passarão a depender do efetivo recolhimento do tributo na etapa anterior da cadeia.
Para Ricobello, essa alteração reduz significativamente a necessidade de fiscalização física nas rodovias. “Teremos uma fiscalização muito mais baseada em dados do que na fiscalização física. Só essa mudança conceitual já afasta boa parte da necessidade de conferência presencial de mercadorias”, diz o advogado.
Nova malha logística
Um dos efeitos mais relevantes da reforma, segundo o especialista, será a redistribuição da infraestrutura logística no país. Hoje, a escolha da localização de centros de distribuição e operações logísticas ainda é fortemente influenciada por incentivos fiscais concedidos pelos estados.
Com o fim gradual da guerra fiscal, as empresas tendem a priorizar critérios de eficiência operacional, proximidade dos mercados consumidores e qualidade da infraestrutura disponível. “O que vemos hoje é uma reavaliação bastante relevante das localidades onde transportadoras e operadores logísticos estão estabelecidos. A tendência é que as decisões deixem de ser guiadas pela carga tributária e passem a considerar, sobretudo, a eficiência operacional”, afirma Ricobello.
Na avaliação do advogado, regiões com infraestrutura consolidada, como o interior de São Paulo, tendem a ganhar relevância. O Nordeste também poderá ampliar sua atratividade logística à medida que benefícios fiscais atualmente concedidos por alguns estados forem sendo extintos. A redistribuição da cadeia logística, no entanto, deverá ocorrer gradualmente e ganhar força entre 2029 e 2032, período em que os incentivos fiscais estaduais serão progressivamente eliminados.
Desafios adicionais
Apesar dos ganhos esperados no longo prazo, o período de transição deverá impor desafios adicionais às empresas. Até 2032, transportadoras, embarcadores e operadores logísticos terão de conviver simultaneamente com regras relacionadas ao ICMS, IBS e Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), elevando a complexidade das obrigações acessórias e exigindo adequações em sistemas e processos internos.
Após a conclusão da transição, a expectativa é de simplificação do sistema, com unificação de tributos, consolidação da apuração fiscal e redução da burocracia. “Teremos um documento fiscal único e uma apuração nacionalizada, o que tende a reduzir significativamente a complexidade operacional”, conclui Ricobello.
Para ele, a combinação entre fiscalização digital, simplificação tributária e reconfiguração das redes de distribuição poderá produzir uma das maiores transformações na logística brasileira desde a criação do ICMS.
Relatório da nstech mostra avanço da multimodalidade, alta histórica no frete e déficit estrutural de silos em meio à produção estimada em 356,3 milhões de toneladas na safra 2025/26
O Brasil atingiu uma marca histórica na safra 2025/26, com uma produção estimada em 356,3 milhões de toneladas de grãos e 82,2 milhões de hectares plantados, de acordo com o 6º Levantamento da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), que destaca o país como um dos principais produtores de grãos no cenário global.
Com o agronegócio respondendo por aproximadamente um quarto do PIB nacional, o aumento contínuo da oferta amplia a pressão sobre a infraestrutura logística, reforçando que o grande desafio do país não é mais apenas produzir, mas também escoar toda produção com eficiência, previsibilidade e custo competitivo.
Nesse cenário, a nstech – maior empresa de software para supply chain da América Latina e quarta maior empresa SaaS brasileira – lança o relatório “Retrato da Logística de Grãos do Brasil em 2026”, que analisa a dinâmica da matriz de transportes e aponta tecnologia como vetor central de competitividade no setor.
Reequilíbrio da matriz de transportes
Em 2023, segundo estudo do ESALQ-LOG, o modal rodoviário respondia por 69% do escoamento da soja brasileira, seguido pelas ferrovias (22%) e pelas hidrovias (9%). Dados recentes da ANTT e do Ministério dos Transportes apontam um esforço gradual de reequilíbrio logístico no país. As estimativas elaboradas para esse estudo indicam que o fechamento de 2025 deve registrar avanço da participação ferroviária para 25%, com as hidrovias mantendo 9%, enquanto o modal rodoviário recua para 66%.
“Apesar do avanço rumo à intermodalidade, a predominância rodoviária ainda expõe ineficiências, com o país operando com um excedente estimado de 70 mil caminhões em rotas de longa distância. Para superar os desafios, a agenda ESG (EUDR) e a digitalização (rastreabilidade, multimodalidade) deixaram de ser diferenciais e se tornaram pré-requisitos comerciais”, afirma Thiago Cardoso, diretor de Agronegócio da nstech.
A nova dinâmica logística: produtos de valor agregado e a estratégia do frete de retorno
A exportação agrícola brasileira passa por uma transformação estrutural com o avanço de coprodutos de maior valor agregado. A produção de DDG/DDGS deve atingir 4,9 milhões de toneladas na safra 2025/26, com potencial de chegar a 11 milhões até 2030 – o Brasil já exportou 879 mil toneladas em 2025. No complexo de soja, o esmagamento interno avança para 60,9 milhões de toneladas em 2026, novo recorde puxado pela mistura B16 de biodiesel. Esses produtos têm maior valor por tonelada, são mais sensíveis à umidade e à contaminação cruzada, e exigem rastreabilidade por lote e maior uso de contêineres em substituição ao granel – alterando o padrão logístico tradicional e elevando o nível de sofisticação operacional dos terminais.
Em contrapartida ao escoamento da safra, a movimentação de insumos também bateu marcas históricas, com o Brasil importando o recorde de 45,5 milhões de toneladas de fertilizantes em 2025.
Para reduzir o impacto logístico, que afeta até 20% do custo de produção, o agronegócio consolidou a estratégia do “frete de retorno”, pela qual a mesma frota que descarrega grãos nos portos retorna às regiões produtoras carregada com adubo. Esse modelo atingiu um novo patamar de eficiência intermodal com o corredor do Porto de Itaqui (MA), que integrou o terminal à malha ferroviária nacional, permitindo uma interiorização de insumos muito mais ágil e competitiva até o estado do Mato Grosso.
Infraestrutura, Arco Norte e a pressão no frete
O Arco Norte consolidou-se como a fronteira de maior eficiência, respondendo por 36,2% das exportações de soja e 39,3% das de milho em 2025, impulsionado por portos estratégicos como Santarém e São Luís, segundo dados da Conab.
No entanto, a combinação da supersafra com o maior rigor regulatório da ANTT sobre os pisos mínimos gerou picos recordes no frete rodoviário. No corredor Rio Verde (GO) – Santos (SP), por exemplo, o custo atingiu R$ 310,5 por tonelada no pico de fevereiro de 2026 (colheita da soja 2025/26). Já na ferrovia, opera a R$ 205/t, com desconto estrutural de 28%, o que evidencia a vantagem competitiva dos trilhos.
Armazenagem: o gargalo que encarece o frete
A capacidade estática continua sendo o elo mais frágil da cadeia produtiva, apresentando um déficit estrutural de 132 milhões de toneladas, fortemente concentrado na região Centro-Oeste.
Enquanto os Estados Unidos possuem capacidade para estocar 150% de sua produção (com 65% na própria fazenda), o Brasil armazena apenas cerca de 50%, contando com 17% de capacidade dentro das propriedades rurais.
“Na prática, o relatório aponta que a falta de silos obriga o produtor rural a escoar sua carga imediatamente na colheita, transformando as supersafras em verdadeiros choques logísticos e forçando a contratação de caminhões no momento em que o frete está mais caro”, completa Thiago Cardoso.
Sustentabilidade e tecnologia como vetores de transformação
Diante desses desafios, a pauta de sustentabilidade deixou de ser complementar: regulações rígidas, como o Regulamento da União Europeia contra o Desmatamento (EUDR), que entra em pleno vigor para grandes operadores em 2026 e se estende a pequenos a partir de junho/2026, elevaram a rastreabilidade e o georreferenciamento de cada lote de grãos ao patamar de pré-requisito comercial obrigatório.
Junto a isso, o relatório reforça que o modal rodoviário emite, em média, aproximadamente 7 vezes mais CO₂ por tonelada-quilômetro do que a ferrovia e cerca de 10 vezes mais do que o hidroviário. A migração para modais de menor emissão é destacada não apenas como uma questão de custo, mas de viabilidade comercial futura.
Diante da infraestrutura ainda limitada, a digitalização e a rastreabilidade também despontam como a solução mais imediata e assertiva. “A inteligência de dados deixou de ser diferencial competitivo para tornar-se condição operacional: quem não mede, não orquestra. E quem não orquestra, paga mais caro para movimentar a mesma carga”, evidencia o executivo. O uso de ecossistemas integrados, como o TNS (Transportation Network System) da nstech, aliado a ferramentas inteligentes, garante mais visibilidade de ponta a ponta e, com isso, apoia na conversão dos dados em decisões operacionais e estratégicas.
A segunda edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística ocorrerá no Estado do Rio Grande do Sul, recepcionada pela Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul – FETRANSUL, pelo Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas do Extremo Sul – SETCESUL e pelo Núcleo da COMJOVEM de Porto Alegre, no dia 7 de julho, às 13h30, no SEST SENAT de Rio Grande.
Criado em 2004, o Seminário Itinerante tem o propósito de levar a NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística a diversas regiões do país, promovendo capacitação técnica e oportunidades de negócios para empresários e executivos do setor de transporte de cargas e logística.
A programação contará com temas relevantes para o setor e que impactam diretamente as atividades das empresas. A organização do evento também conta com o apoio da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas) da NTC&Logística.
Ratificando a missão da NTC&Logística de estar ao lado do transportador rodoviário de cargas, de Norte a Sul do Brasil, o Seminário Itinerante já percorreu diversos estados ao longo de mais de duas décadas.
Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, “a segunda edição do Seminário Itinerante de 2026 representa mais uma oportunidade de fortalecer o diálogo com empresários, executivos e lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas. Após uma excelente abertura da temporada em Pernambuco, chegamos ao Rio Grande do Sul, um estado com forte tradição no setor e grande relevância para a economia nacional. Nosso objetivo é seguir promovendo encontros que estimulem a troca de experiências, a atualização técnica e o fortalecimento do associativismo. Temos a convicção de que esta edição proporcionará importantes reflexões e contribuirá para o desenvolvimento das empresas e do Transporte Rodoviário de Cargas em toda a região”.
O evento será realizado presencialmente, no SEST SENAT de Rio Grande (RS), localizado na Rua das Galeras, 190 – Parque Marinha. A participação é aberta a todos os empresários da região, que contribuem para um Transporte Rodoviário de Cargas cada vez mais forte.
Francisco Carlos Gonçalves Cardoso, Presidente da FETRANSUL |
Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul
Egon Bonow Rutz, Presidente do SETCESUL | Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas do Extremo Sul
Hudson Rabelo, Coordenador Nacional da COMJOVEM
Ítalo Grativol, Vice-Coordenador Nacional da COMJOVEM
Betina Kopper, Coordenadora da COMJOVEM Porto Alegre
Palestra: Apresentação NTC&Logística|COMJOVEM
Palestrante: Hudson Rabelo, Coordenador Nacional da COMJOVEM
Momento Patrocinadores
Intervalo
Palestra: Piso Mínimo e CIOT – Atualizações da Regulamentação
Palestrante: Dra. Gil Menezes, Assessora Jurídica da NTC&Logística
17h30 | ENCERRAMENTO
Realização
NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
FETRANSUL– Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul
SETCESUL– Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas do Extremo Sul
Patrocínio
FENATRAN
Transpocred
Apoio Institucional
Sistema Transporte – CNT / Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística
Representantes da entidade participaram da cerimônia de abertura do evento, que reúne autoridades, lideranças empresariais e profissionais de diversos segmentos ligados ao transporte, à logística e à mobilidade
A NTC&Logística participou, nesta terça-feira (23), da cerimônia de abertura da Pneushow 2026 e da Expobor 2026, realizadas no Expo Center Norte, em São Paulo. Promovidos pela Francal Ecossistema, os eventos estão entre os mais importantes da América Latina voltados aos segmentos de pneus, reforma, borracha, transporte, logística e mobilidade, reunindo autoridades, lideranças empresariais, especialistas e profissionais de diversos setores para debater tendências, fomentar negócios e apresentar soluções inovadoras para o mercado.
Representando a Diretoria Executiva da NTC&Logística, estiveram presentes a assessora executiva da Presidência, Elisete Balarini, e a assessora comercial, Erica Rodrigues, que acompanharam a solenidade de abertura e o início da programação dos eventos.
A NTC&Logística também apoia institucionalmente mais uma edição da Pneushow, reafirmando seu compromisso com iniciativas que contribuem para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas, da logística, da inovação e da sustentabilidade no setor.
Durante a visita ao evento, Elisete Balarini e Erica Rodrigues estiveram reunidas com o CEO da Francal Ecossistema, Fernando Ruas, e com o Head de Portfólio da organizadora, Renato Cordeiro. Na oportunidade, as representantes apresentaram o trabalho desenvolvido pela NTC&Logística em defesa do transporte rodoviário de cargas brasileiro e reforçaram a importância da aproximação entre as entidades representativas e os principais eventos de negócios do setor. Também visitaram parceiros da entidade.
Para Elisete Balarini, a realização conjunta da Pneushow e da Expobor desempenha um papel importante na conexão entre empresas, entidades e profissionais que atuam diretamente na cadeia do transporte.
“A Pneushow e a Expobor são importantes espaços de relacionamento, geração de conhecimento e oportunidades para toda a cadeia produtiva. Para a NTC&Logística, é motivo de grande satisfação apoiar mais uma edição da Pneushow e acompanhar de perto iniciativas que promovem inovação, sustentabilidade e competitividade para os setores de transporte, logística e mobilidade”, destacou.
Realizadas entre os dias 23 e 25 de junho, a Pneushow e a Expobor reúnem expositores, fabricantes, fornecedores, reformadores, gestores de frota, operadores logísticos e profissionais da indústria da borracha, apresentando soluções voltadas à eficiência operacional, à inovação tecnológica, à sustentabilidade e à competitividade das empresas.
Boletim de Conjuntura Econômica de junho destaca corte da Selic, alívio na tensão sobre os combustíveis e desafios para o cenário econômico
O setor de transporte voltou a crescer em abril, segundo dados da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) analisados pela CNT. Após recuar 1,6% em março, a atividade avançou 0,9% no mês seguinte, impulsionada principalmente pelo transporte aéreo e pelos serviços de armazenagem e atividades auxiliares aos transportes. Os dados integram a edição de junho do Boletim de Conjuntura Econômica da CNT, divulgado na última sexta-feira (19), que reúne os principais indicadores com impacto sobre o transporte brasileiro.
Apesar das oscilações mensais, o transporte segue operando em patamar superior ao observado antes da pandemia. O volume de serviços do setor permanece 19,2% acima do nível registrado em fevereiro de 2020, evidenciando a expansão acumulada ao longo dos últimos anos. No transporte de cargas, o nível de atividade está 35,8% acima do período pré-pandemia, enquanto o transporte de passageiros opera 4,7% acima daquele marco.
Outro ponto de atenção para o transporte é o comportamento dos preços. Em maio, a inflação acumulada em 12 meses alcançou 4,72%, voltando a superar o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Ainda assim, o grupo Transportes registrou queda de 0,46% no mês, influenciado principalmente pelo recuo dos combustíveis.
O óleo diesel, principal insumo do transporte rodoviário de cargas, apresentou redução de 2,34% em maio após as fortes altas observadas nos meses anteriores. Embora o movimento represente um alívio para os custos operacionais das empresas, o combustível ainda acumula elevação de 14,51% nos últimos 12 meses.
A publicação destaca ainda que a produção nacional de petróleo alcançou nível recorde em março de 2026, com aproximadamente 131,7 milhões de barris produzidos no mês, crescimento de 17,0% na comparação anual. Para o transporte, a ampliação da produção nacional é um fator relevante para o abastecimento energético e para o acompanhamento dos custos relacionados aos combustíveis.
Redução da Selic e avanço do PIB
No campo monetário, o Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a taxa Selic para 14,25% ao ano em 17 de junho, promovendo o terceiro corte consecutivo dos juros básicos. “Para o setor transportador, o corte gradual da taxa Selic tende a favorecer o acesso ao crédito e reduzir os custos financeiros relacionados ao capital de giro e aos investimentos em renovação e ampliação de frota. No entanto, reduções nas próximas reuniões do Copom dependerão do comportamento da inflação”, destaca a gerente de economia, Fernanda Schwantes.
Em relação à atividade econômica, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro avançou 1,1% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o trimestre anterior, alcançando R$ 3,25 trilhões, e registrou crescimento de 1,8% frente ao mesmo período de 2025. O setor de transporte, armazenagem e correio apresentou retração de 0,7% na comparação trimestral, mas manteve crescimento de 0,7% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.
O Boletim também destaca que o consumo das famílias continuou sendo o principal componente da demanda, enquanto os investimentos recuaram 1,4% no período. Em contrapartida, as exportações cresceram 7,4%, contribuindo para sustentar a atividade econômica no início do ano.
Com foco em alta performance e rigor técnico, Ativa Logística amplia estrutura no interior paulista para atender à crescente demanda de indústrias e grandes redes varejistas
A Ativa Logística, uma das principais empresas do país em soluções logísticas para armazenagem, transporte rodoviário e aéreo para o mercado de saúde, beleza e bem-estar, anuncia a expansão estratégica de sua unidade em Ribeirão Preto (SP). Localizada no Condomínio Logístico LOG, a empresa acaba de dobrar sua capacidade instalada, equipada com infraestrutura moderna para movimentação e controle dos processos. O investimento visa sustentar ainda mais o crescimento acelerado de indústrias, distribuidores e grandes redes na região.
Segundo Otair Vicente, gerente de filial da unidade, o movimento reflete o compromisso da companhia com os seus clientes. “Nosso foco é oferecer uma estrutura que acompanhe o ritmo de expansão do mercado. Em Ribeirão Preto, temos uma operação sólida atendendo grandes organizações dos canais farma e beleza, que apresentam um aumento constante no volume de distribuição. Esta ampliação garante que entregaremos ainda mais agilidade e precisão em todas as etapas da cadeia”, afirma Vicente.
Segurança e Integridade na Cadeia de Saúde
Em Ribeirão Preto e em toda a sua rede, a Ativa Logística garante a integridade da cadeia fria por meio de estruturas monitoradas e processos de alta rastreabilidade. Com um Sistema de Gestão da Qualidade consolidado e farmacêuticos responsáveis em 100% das unidades, asseguramos que o transporte de produtos de interesse à saúde siga rigorosamente as diretrizes da ANVISA, funcionando como um braço operacional de confiança para a indústria.
Sobre a Ativa Logística
Com mais de 25 unidades próprias no país, atuando em armazenagem, transporte rodoviário e aéreo para o mercado de saúde, beleza e bem-estar. Atualmente, a empresa conta com 340 mil metros quadrados de infraestrutura logística, distribuídas pelas regiões Sul, Sudeste e em Goiânia (GO), além de mais de 4.000 colaboradores e uma frota de 1.880 veículos padrão Euro 6, menos poluentes e que superam os requisitos de sustentabilidade vigentes.
Com 30 anos de história, a Ativa Logística já conquistou mais de 100 prêmios concedidos por instituições e parceiros relevantes, como Sindusfarma, Eurofarma, FQM, Hypera Pharma e a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), Líderes de Saúde, reconhecendo a excelência da Ativa Logística.
A empresa também se destaca em sua agenda ESG, com reconhecimentos recentes que reforçam seu compromisso com responsabilidade ambiental, governança e práticas corporativas sustentáveis, além de premiações concedidas por parceiros como o Grupo Boticário, SETCEPAR, Troféu IT de Práticas Corporativas e SETCESP.
O número representa uma queda de 4,69% comparado a 2024. Apesar de cenário positivo, ABTLP reforça importância da conscientização e investimento em segurança no setor
A Comissão de Estudos e Prevenção de Acidentes no Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (SEMIL), publicou oficialmente o Relatório Anual de Ocorrências no Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos. O levantamento aponta uma redução de 4,69% no número de sinistros registrados em 2025, com 467 ocorrências contabilizadas, frente a 490 registradas em 2024. Apesar da queda nos acidentes, o relatório registra que 30 ocorrências resultaram em vítimas fatais ao longo do período.
Para o presidente da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), Oswaldo Caixeta, a redução observada nos acidentes demonstra o comprometimento das empresas transportadoras com a segurança operacional, mas o número de vítimas fatais merece atenção. Para a ABTLP, qualquer número diferente de zero é inaceitável, porque estamos falando de vidas humanas e famílias impactadas. “No entanto, essa queda no número geral de acidentes é reflexo de investimentos contínuos em capacitação de motoristas, gestão de riscos, manutenção preventiva da frota e adoção de tecnologias de monitoramento e controle”, afirmou o dirigente.
Entre os tipos de sinistros registrados em 2025, as colisões traseiras concentraram a maior parcela das ocorrências, respondendo por 36% do total. Na sequência, aparecem os choques (15%), as colisões laterais (12%) e os tombamentos (11%). O levantamento mostrou ainda uma concentração maior de acidentes entre maio e julho, período que registrou os maiores índices do ano, com destaque para julho, que contabilizou 49 ocorrências.
Segundo Oswaldo Caixeta, esse tipo de dado reforça a importância de a entidade trabalhar não apenas a capacitação dos motoristas profissionais, mas também a conscientização de todos que compartilham as estradas. “As colisões traseiras passaram a ocupar as primeiras posições entre os tipos de ocorrências envolvendo o transporte de produtos perigosos. Isso chama a atenção porque demonstra que muitos dos riscos enfrentados pelas nossas operações não estão necessariamente ligados apenas ao veículo transportador ou à carga, mas também ao comportamento dos demais usuários das rodovias”.
Os dados levantados pela Comissão servirão de base para a ABTLP desenvolver o “Panorama de Sinistros: Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos no estado de São Paulo 2025”, que será lançado em breve e estará disponível para todos os associados da entidade. Além de trazer um panorama geral sobre as ocorrências no estado, os dados também apoiam as transportadoras na identificação dos principais fatores de risco e no direcionamento de investimentos em treinamento, tecnologia e gestão operacional, fornecendo subsídios importantes para órgãos reguladores, equipes de fiscalização e demais profissionais envolvidos na cadeia logística.
A aplicação prática dos dados do relatório já resultou em iniciativas voltadas ao fortalecimento da segurança operacional. Um exemplo foi o desenvolvimento do curso de Combinação de Veículos de Carga (CVC), realizado pela ABTLP em parceria com o SEST SENAT. “A iniciativa surgiu a partir da análise dos dados de ocorrências, que apontaram um número relevante de tombamentos envolvendo esse tipo de veículo, evidenciando a necessidade de reforçar a capacitação e a conscientização dos profissionais do setor”, explica o presidente da Associação.
Na visão da ABTLP, os resultados refletem os investimentos realizados pelo setor, além dos avanços regulatórios e do fortalecimento da fiscalização, mas ainda existem desafios importantes. “Ao longo dos anos, as empresas especializadas investiram muito em treinamento, gestão de riscos, tecnologia e desenvolvimento de uma verdadeira cultura de prevenção. Mas a segurança no transporte de produtos perigosos é resultado do compromisso de todos os envolvidos nessa cadeia. Precisamos de rodovias melhores, áreas seguras para parada, locais adequados para atendimento de emergências e de um ambiente que valorize as empresas que investem e trabalham corretamente”, finaliza Caixeta.
Evento reuniu autoridades do Judiciário, especialistas e lideranças empresariais para debater temas estratégicos das relações de trabalho
A NTC&Logística participou, na última sexta-feira, 19 de junho, do II Seminário Desafios Trabalhistas no Segmento de Transporte de Valores, realizado no Hotel Tivoli Mofarrej, em São Paulo (SP). A entidade foi representada pela assessora executiva da Presidência, Elisete Balarini, que acompanhou os debates e discussões promovidos durante o encontro.
Promovido pela Federação Nacional das Empresas de Transporte de Valores (FENAVAL) e pela Associação Brasileira das Empresas de Transporte de Valores (ABTV), o Seminário reuniu representantes do Judiciário Trabalhista, especialistas, advogados, lideranças empresariais e autoridades públicas, para discutir temas estratégicos e atuais que impactam diretamente o segmento.
A programação foi marcada por painéis e debates voltados ao fortalecimento das relações de trabalho, à segurança jurídica e ao aperfeiçoamento do ambiente regulatório, proporcionando um espaço qualificado para a troca de experiências e a análise técnica dos desafios enfrentados pelas empresas do setor.
De acordo com Elisete Balarini, a participação da NTC&Logística no Seminário reforça a importância da integração entre as entidades representativas do transporte e do debate permanente sobre temas que impactam o setor.
“Foi um encontro de elevado nível técnico, que reuniu autoridades do Judiciário, especialistas e lideranças empresariais para discutir questões fundamentais relacionadas às relações de trabalho e à segurança jurídica das operações. Os debates propiciaram importantes reflexões e permitiram ampliar o conhecimento sobre as particularidades do transporte de valores, uma atividade estratégica para a economia do país. Para a NTC&Logística, foi muito importante participar de um evento promovido pela FENAVAL e pela ABTV, entidades associadas que desempenham um papel relevante na defesa e no fortalecimento de seu segmento. Parabenizo a presidente-executiva Daniela Capobiango e toda a equipe pela realização de uma iniciativa tão qualificada e necessária para o desenvolvimento institucional e técnico do transporte”, destacou.
O Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Campinas e Região (SINDICAMP) realizou, nesta sexta-feira, 19 de junho, no Centro de Convenções Royal Palm Hall, em Campinas (SP), o XVI Seminário sobre Relações Trabalhistas no Transporte Rodoviário de Cargas, iniciativa promovida em parceria com o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15).
O evento reuniu autoridades, magistrados, representantes de entidades patronais e laborais, advogados, empresários e profissionais do setor para debater os principais desafios das relações trabalhistas no TRC, em um momento marcado por mudanças regulatórias, novas dinâmicas de contratação, escassez de mão de obra e impactos diretos na gestão das empresas transportadoras.
A abertura oficial contou com a presença da presidente do SINDICAMP, Rafaela Cozar; do presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), Carlos Panzan; do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT) e da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo (FTTRESP), Valdir de Souza Pestana, e da presidente do TRT da 15ª Região, desembargadora Dra. Ana Paula Pellegrina Lockmann.
Em sua fala de boas-vindas, Rafaela Cozar destacou a importância do evento como um espaço de diálogo entre todos os agentes envolvidos nas relações de trabalho do Transporte Rodoviário de Cargas.
“Este Seminário tem um papel muito importante porque reúne empresários, trabalhadores, especialistas e representantes do Poder Judiciário para discutir os desafios das relações de trabalho no Transporte Rodoviário de Cargas. Em um cenário de constantes transformações, o diálogo se torna cada vez mais necessário para a construção de soluções que atendam à realidade do setor”, afirmou a presidente do SINDICAMP.
O presidente da FETCESP, Carlos Panzan, destacou a importância histórica do Seminário Sobre Relações Trabalhistas do TRC como um dos principais espaços de construção coletiva do setor.
“Ao longo de 16 edições, este encontro se consolidou como um ambiente de troca de experiências, aprendizado e aproximação entre todos os agentes envolvidos nas relações de trabalho. O que começou como uma iniciativa modesta tornou-se um dos mais importantes fóruns de discussão do Transporte Rodoviário de Cargas, resultado da visão, da perseverança e do compromisso de pessoas que sempre acreditaram na construção conjunta de soluções para o setor”.
O executivo, Valdir de Souza Pestana, destacou que os desafios atuais do transporte exigem a construção de soluções conjuntas, especialmente em temas relacionados às negociações coletivas, à valorização profissional e às novas formas de organização do trabalho.
“Não podemos ter medo dos desafios. Precisamos encará-los como oportunidades para aperfeiçoar as relações de trabalho e fortalecer o setor. Quando não existe consenso, o diálogo se torna ainda mais importante para que possamos construir soluções equilibradas e sustentáveis. Nenhuma discussão sobre o futuro do transporte pode ignorar a realidade dos trabalhadores que estão diariamente nas estradas, nos portos e nos centros logísticos, garantindo o funcionamento da economia”.
A desembargadora Ana Paula Pellegrina Lockmann destacou como um dos principais diferenciais do evento a capacidade de reunir diferentes perspectivas em um ambiente de respeito institucional e debate qualificado.
“Aqui, não se discute apenas a visão empresarial ou a visão dos trabalhadores. O que se busca é a construção de soluções por meio do diálogo, permitindo que cada participante contribua com sua experiência e seu conhecimento para o fortalecimento do setor. A presença de magistrados, empresários, representantes dos trabalhadores e especialistas cria um ambiente de altíssimo nível técnico e institucional, fundamental para o aperfeiçoamento das relações de trabalho e para a construção de maior segurança jurídica”, afirmou a magistrada.
Após a abertura solene, teve início o primeiro painel, moderado pela desembargadora Dra. Ana Paula Pellegrina Lockmann, presidente do TRT da 15ª Região. O painel trouxe como tema central os precedentes judiciais e seus efeitos regulatórios nas relações de trabalho.
A palestra principal foi conduzida pelo desembargador Dr. Wilton Borba Canicoba, vice-presidente judicial do TRT da 15ª Região, que abordou o tema “Precedentes do TST e seus efeitos regulatórios nas relações de trabalho”. Durante a apresentação, destacou como os entendimentos consolidados pelos tribunais superiores influenciam diretamente a atuação das empresas, a interpretação das normas trabalhistas e a condução das relações laborais. Segundo Canicoba, a adoção desse modelo tem como objetivo fortalecer a segurança jurídica e reduzir divergências de interpretação para situações semelhantes.
“Não se trata apenas de uma mudança processual. Trata-se de uma arquitetura institucional construída para garantir que situações equivalentes recebam respostas equivalentes, fortalecendo princípios como igualdade, racionalidade e segurança jurídica”, explicou Dr. Wilton Canicoba.
Na sequência, o Dr. Jonadabe Rodrigues Laurindo, mestre em Direito e especialista em negociações coletivas e Direito Sindical, falou sobre “Quais são os reflexos dos precedentes vinculantes e da jurisprudência consolidada nas relações coletivas e individuais do trabalho”. A exposição trouxe uma análise sobre os efeitos práticos dessas decisões no ambiente sindical, nas negociações coletivas e na relação entre empregadores e trabalhadores.
“Estamos vivendo um período de profundas transformações, em que precisamos revisitar conceitos e refletir sobre qual sistema de Justiça melhor atende às necessidades da sociedade. O objetivo deve ser sempre construir soluções que promovam segurança jurídica, estabilidade e justiça”, acrescentou o desembargador.
Encerrando as participações do primeiro painel, a Dra. Lisa Helena Arcaro, advogada e assessora jurídica do SINDICAMP, apresentou reflexões sobre “Quais os impactos práticos dos precedentes judiciais na gestão trabalhista, na segurança jurídica e na tomada de decisões pelas empresas de transportes”. A especialista destacou a necessidade de as transportadoras acompanharem de perto as mudanças jurisprudenciais para reduzir riscos, aprimorar processos internos e tomar decisões mais seguras.
“Os precedentes passaram a fazer parte da rotina das empresas, dos departamentos de recursos humanos, dos sindicatos e dos profissionais que atuam na área jurídica. O objetivo é justamente proporcionar maior segurança jurídica e uniformidade na aplicação das normas”, explicou a advogada.
Após o intervalo, a programação seguiu com o segundo painel, moderado pela desembargadora Dra. Tereza Aparecida Asta Gemignani, do TRT da 15ª Região. O debate teve como foco o futuro do Transporte Rodoviário de Cargas diante da escassez de mão de obra, das novas relações de trabalho e dos impactos para o setor.
A Dra. Fernanda Rezende, diretora-executiva da Confederação Nacional do Transporte (CNT), abriu o painel com a palestra “O futuro do TRC já começou: escassez de mão de obra, novas relações de trabalho e os impactos para o setor”. Em sua apresentação, abordou as transformações que vêm remodelando o mercado de trabalho no transporte, os desafios para atração e retenção de profissionais e a necessidade de adaptação das empresas às novas realidades do setor.
“Hoje, 65% das empresas do setor relatam dificuldades para contratar mão de obra, especialmente motoristas. Temos um setor que continua crescendo e gerando empregos, mas que enfrenta o desafio de encontrar profissionais para atender essa demanda. É fundamental ouvir quem está na operação e utilizar dados para orientar a tomada de decisões. Somente assim conseguiremos construir soluções capazes de fortalecer a atratividade da profissão e garantir a sustentabilidade do setor no longo prazo”, pontuou Dra. Fernanda Rezende.
Em seguida, Júlio Ramos, pesquisador e sócio-fundador da startup Trucker SINDICAMP, apresentou o tema “O que as pesquisas revelam sobre o perfil da categoria, a escassez de mão de obra e as novas formas de contratação do TRC”. A contribuição trouxe dados e percepções sobre o perfil dos profissionais, as mudanças nas expectativas da categoria e os caminhos para tornar o setor mais atrativo às novas gerações.
“Precisamos entender o que afasta os jovens da profissão e o que pode tornar o transporte mais atrativo para quem está entrando no mercado de trabalho. Ouvir os motoristas e conhecer sua realidade é fundamental para construir soluções que fortaleçam o futuro da atividade”, observou Júlio Ramos.
O painel também contou com a participação do Dr. Narciso Figueirôa Junior, assessor jurídico da NTC&Logística, FETCESP e SETCESP, com o seguinte tema: “Diante do cenário apresentado, quais são os impactos para as empresas transportadoras, a responsabilidade dos embarcadores e os desafios para a sustentabilidade econômica do TRC”. A abordagem destacou os reflexos jurídicos e econômicos das mudanças trabalhistas e operacionais, especialmente em relação à responsabilidade compartilhada na cadeia do transporte.
“Não é possível discutir qualidade de vida do motorista sem discutir a eficiência logística dos embarcadores. Grande parte do tempo improdutivo do motorista decorre de filas para carregamento e descarregamento, esperas em centros de distribuição, terminais e processos burocráticos. O problema da jornada não depende apenas das empresas. Precisamos investir em eficiência logística e em uma responsabilidade compartilhada por toda a cadeia”, reforçou o assessor jurídico.
Finalizando as exposições, o Dr. Adilson Rinaldo Boaretto, assessor jurídico da FTTRESP e da CNTTT, tratou do tema “Quais os possíveis reflexos desse cenário nas negociações coletivas de trabalho e na formulação de políticas públicas voltadas ao TRC”. A apresentação trouxe a perspectiva dos trabalhadores e destacou a importância das negociações coletivas como instrumento de equilíbrio, adaptação e construção de soluções para os desafios do setor.
“Eu acredito cada vez mais na negociação coletiva. A situação do motorista transportador é muito complexa. É impossível a lei abarcar todas essas variáveis. A vantagem do acordo e da convenção coletiva é que ela pode ser revista com muito mais facilidade do que um texto legal. Então é importante investir na negociação coletiva. Acredito também que a PEC 22 vai abrir um caminho importante para que os senhores possam sentar e construir soluções”, afirmou Dr. Adilson Boaretto.
Ao longo da manhã, o Seminário promoveu uma discussão ampla sobre os caminhos das relações trabalhistas no Transporte Rodoviário de Cargas, conectando aspectos jurídicos, econômicos, sociais e operacionais. A programação evidenciou que temas como jurisprudência, negociação coletiva, escassez de profissionais e novas formas de contratação exigem uma atuação integrada entre empresas, entidades representativas, trabalhadores e instituições públicas.
No encerramento, Rafaela Cozar agradeceu a presença dos participantes, palestrantes, moderadores, autoridades e entidades apoiadoras, reforçando que o SINDICAMP seguirá promovendo espaços de diálogo técnico e institucional sobre assuntos decisivos para a evolução do setor.
“Depois dessa manhã inteira de reflexões e trocas de experiência, acredito que todos nós estamos saindo daqui com algo em comum: mais conhecimento, mais perspectivas e, principalmente, mais consciência da complexidade dos desafios e da união que precisamos ter para resolvê-los”, finalizou.
O XVI Seminário sobre Relações Trabalhistas no TRC contou com o apoio da FETCESP, dos sindicatos filiados, da FTTRESP, do SEST SENAT e da Escola Judicial do TRT da 15ª Região.
Estruturação de concessões busca ampliar a segurança para investidores, viabilizar financiamentos de longo prazo e garantir melhores serviços à população
A capacidade de atrair financiamento de longo prazo tem se consolidado como um dos principais fatores para o sucesso das concessões rodoviárias brasileiras. Contratos com adequada distribuição de riscos, maior previsibilidade regulatória e mecanismos que garantam sustentabilidade econômico-financeira ao longo de toda a concessão são fundamentais para viabilizar investimentos, ampliar a participação do mercado e assegurar a entrega dos serviços previstos à sociedade.
Nesse contexto, a Infra S.A. tem atuado, em parceria com o Ministério dos Transportes, na estruturação de projetos capazes de combinar segurança para investidores, financiadores e operadores com mais resultados para os usuários das rodovias. A adoção de instrumentos como compartilhamento de riscos, bandas de desempenho e novas tecnologias operacionais tem contribuído para tornar os contratos mais resilientes, atrativos e aderentes às necessidades do mercado.
Esses temas estiveram em debate durante o painel “Soluções Financeiras para Concessões”, realizado na Bienal das Rodovias 2026, em Brasília (DF). Representando a Infra S.A., o diretor de Planejamento, Cristiano Della Giustina, destacou que a viabilidade de um projeto de concessão vai além dos aspectos técnicos e depende de uma modelagem econômico-financeira sólida, com adequada distribuição de responsabilidades entre os diferentes agentes envolvidos.
“Quando os financiadores analisam um projeto, eles avaliam a matriz de riscos, os incentivos previstos e a forma como as responsabilidades estão distribuídas. O objetivo é estruturar contratos sustentáveis, não apenas do ponto de vista ambiental, mas também econômico-financeiro”, afirmou.
A Infra S.A., em parceria com o Ministério dos Transportes, também tem promovido roadshows no Brasil e no exterior para apresentar ao mercado os projetos em estruturação. Os novos contratos contam com mecanismos como compartilhamento de riscos, bandas de desempenho e tecnologias como o sistema de pedágio eletrônico free flow, ampliando a previsibilidade e a segurança para investidores e financiadores.
Para Della Giustina, a sustentabilidade econômico-financeira dos contratos é condição indispensável para garantir a realização dos investimentos previstos e a prestação adequada dos serviços ao longo da concessão.
“Se não houver recursos para financiar os investimentos, o contrato não avança, e os serviços deixam de ser entregues. No fim, quem mais perde é a sociedade”, ressaltou.
Segurança jurídica e previsibilidade fortalecem os projetos
Outro aspecto destacado foi a importância do alinhamento entre os diversos órgãos envolvidos na estruturação das concessões, como ministérios, agências reguladoras, órgãos ambientais e instituições de controle.
Segundo o diretor, a convergência entre esses atores fortalece a segurança jurídica dos projetos, reduz incertezas e amplia a confiança de investidores e financiadores, contribuindo para um ambiente regulatório mais estável e previsível.
Cristiano Della Giustina também destacou o uso de ferramentas e metodologias que ampliam a precisão dos estudos de viabilidade e reduzem riscos ao longo da execução dos contratos. Entre elas, estão o Building Information Modeling (BIM), o sistema Highway Development and Management (HDM-4) e modelos avançados de projeção de tráfego.
“Nosso desafio é estruturar contratos tecnicamente sólidos, financeiramente sustentáveis e capazes de se adaptar às mudanças ao longo da concessão. É isso que gera previsibilidade para o mercado e mais resultados para a sociedade”, concluiu.
Ao reunir representantes dos setores público, financeiro, segurador e de concessões, o debate reforçou a importância de modelos contratuais cada vez mais equilibrados e financiáveis para ampliar investimentos em infraestrutura, fortalecer a confiança do mercado e garantir a entrega de serviços de qualidade aos usuários das rodovias brasileiras.
Estudo da CNT estima alta anual de 8,66% nas despesas com mão de obra em um setor que já enfrenta déficit de mais de 100 mil motoristas
O primeiro semestre de 2026 impôs uma nova camada de desafios ao Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). Responsável por cerca de 65% da movimentação de mercadorias no Brasil, o setor precisou se adaptar simultaneamente a mudanças regulatórias, aumento de custos operacionais, maior rigor na fiscalização eletrônica e escassez de mão de obra, cenário que elevou a complexidade das operações e pressionou a rentabilidade das empresas.
Entre as principais mudanças, estiveram as novas exigências relacionadas ao Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), alterações no Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) e a ampliação dos mecanismos de fiscalização digital.
Na avaliação da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), essas transformações exigiram investimentos em tecnologia e revisão dos processos internos. “O primeiro semestre mostrou que o desafio das transportadoras deixou de ser apenas operacional. Hoje, as empresas precisam acompanhar um ambiente regulatório cada vez mais dinâmico, investir em tecnologia, reforçar controles internos e manter capacidade de adaptação rápida para preservar eficiência e competitividade”, afirma o presidente da FETCESP, Carlos Panzan.
Diesel e frete pressionam as margens
Além das adequações regulatórias, o setor continua convivendo com dificuldades estruturais. O diesel segue entre os principais fatores de pressão sobre os custos das transportadoras.
Em março, o combustível chegou a acumular alta de 19% e permanece representando entre 35% e 50% do custo operacional das empresas. Em algumas operações, esse percentual pode ultrapassar 70% do valor total do frete.
Ao mesmo tempo, levantamento da NTC&Logística apontou uma defasagem média de 10,1% no frete rodoviário no início deste ano, o que reduz a capacidade das empresas de repassar os custos e compromete as margens de operação.
Segundo a FETCESP, a adaptação às novas regras deixou de ser uma demanda pontual e passou a integrar a estratégia das empresas. Para a entidade, o segundo semestre deve ser marcado principalmente pelos desafios relacionados ao ambiente econômico, político e trabalhista.
Escassez de motoristas preocupa setor
Entre os temas que mais mobilizam as transportadoras está a discussão sobre mudanças na jornada de trabalho e o possível fim da escala 6×1.
Estudo encomendado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) estima que a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas poderá elevar em 8,66% os custos com mão de obra no setor de transporte, gerando impacto anual de aproximadamente R$ 11,9 bilhões.
O levantamento aponta ainda que seriam necessários cerca de 240 mil novos trabalhadores para manter os atuais níveis de operação e atendimento.
A preocupação é ainda maior no transporte rodoviário de cargas, que enfrenta um déficit estimado em mais de 100 mil motoristas profissionais, além da dificuldade para preencher outras vagas operacionais. “Estamos diante de uma discussão que exige equilíbrio. O transporte de cargas é uma atividade essencial para o abastecimento da economia e qualquer mudança estrutural precisa considerar seus impactos sobre custos, produtividade e capacidade de atendimento”, afirma Panzan.
Segundo semestre deve exigir mais planejamento
As empresas também acompanham com atenção o cenário político e econômico, especialmente diante do calendário eleitoral e da implementação gradual da Reforma Tributária.
Para a FETCESP, a previsibilidade será um dos fatores decisivos para a competitividade do setor nos próximos meses. “A tendência é que o segundo semestre continue exigindo elevado nível de planejamento e capacidade de adaptação das empresas. O setor precisa de previsibilidade para investir, organizar operações e manter competitividade. Quanto maior a estabilidade regulatória e o diálogo entre poder público e setor produtivo, maiores serão as condições para que as transportadoras continuem operando com eficiência e segurança”, destaca o presidente da entidade.
Diante desse cenário, a federação defende a ampliação da participação das empresas em pesquisas de confiança do setor, argumentando que um diagnóstico mais preciso sobre custos, ambiente regulatório e expectativas dos empresários pode contribuir para orientar políticas e fortalecer a representação institucional das transportadoras em um período marcado por mudanças e incertezas.
Terminal movimentou 17 milhões de toneladas entre janeiro e maio, crescimento de 5,3%
O Porto do Rio Grande movimentou 17 milhões de toneladas entre janeiro e maio de 2026, o maior volume já registrado para o período na série histórica contabilizada desde 2016. O resultado representa alta de 5,3% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
O desempenho também supera o registrado em 2024, quando o terminal havia movimentado 14,7 milhões de toneladas.
Entre as cargas que mais impulsionaram o crescimento, estão o milho, a celulose e a soja em grão, com destaque para o forte avanço do cereal.
De acordo com o relatório da Portos RS, o milho registrou o maior crescimento entre os principais produtos, com alta de 77,9%, chegando a 1,39 milhão de toneladas.
A celulose avançou 15,18%, totalizando 1,97 milhão de toneladas, enquanto a soja em grão somou 1,88 milhão de toneladas, crescimento de 4,78% na comparação com os primeiros cinco meses de 2025.
Segundo o diretor de Relações Institucionais da Portos RS, Sandro Oliveira, os números refletem a consolidação do terminal no comércio internacional.
– Estamos participando de um momento importante para a logística do Rio Grande do Sul. Ainda há desafios a enfrentar, mas os números demonstram que o Porto do Rio Grande vem ampliando sua movimentação e consolidando sua posição como um dos principais terminais do país – afirma.
China segue como principal destino
A China manteve a liderança entre os destinos das exportações realizadas pelo Porto do Rio Grande, sendo inclusive o destino dos produtos mais exportados.
Nos primeiros cinco meses do ano, mais de duas toneladas saíram do porto rio-grandino com destino ao país asiático.
Ao todo, o Porto do Rio Grande exportou 9,8 milhões de toneladas e importou 3,78 milhões de toneladas nos cinco primeiros meses do ano.
Terminais concentram maior parte das operações
O Terminal de Contêineres de Rio Grande (Tecon) liderou a movimentação, com 4,32 milhões de toneladas, o equivalente a 25,4% do total.
Na sequência, aparecem o Porto Novo (3,66 milhões), a Bianchini (3,1 milhões) e a Tergrasa (2,67 milhões). Juntos, esses quatro terminais responderam por mais de 80% da movimentação do complexo portuário.
Também tiveram participação relevante a Yara, com 1,05 milhão de toneladas, e a Bunge, com 857 mil toneladas.
Os indicadores setoriais e macroeconômicos permitem aos empresários, principalmente, os de transporte, o acompanhamento da evolução da inflação no setor do transporte rodoviário de cargas, e, sobretudo, dos principais indicadores macroeconômicos para a tomada de decisão.
Esse trabalho acompanha a evolução dos mais diversos indicadores, tanto setoriais, quanto macroeconômicos, com o objetivo de servir de ferramenta na tomada de decisão no que diz respeito a reajustes de contratos de transporte e outros de uma maneira geral, bem como, ações indenizatórias, reajustes de salários, entre outros.
A COMJOVEM Núcleo Santos realizou sua sexta reunião mensal de 2026 em formato externo nesta sexta-feira (19), na sede da Terra Master Terminais. O encontro reuniu participantes do núcleo para conhecer de perto a estrutura da empresa e, na sequência, seguiu com uma visita técnica ao terminal.
A reunião foi um convite de Gabriel Veneziani, Coordenador Financeiro da Terra Master e membro da COMJOVEM Santos. “É uma honra receber a COMJOVEM aqui, agradecer sempre pela nossa parceria. Vamos conhecer um pouco da empresa, da história, dos nossos aposentos aqui. Espero que seja um dia de muito enriquecimento para todo mundo”, disse Veneziani. Gabriel Alves, Coordenador do Núcleo Santos, destacou o porte da empresa visitada e agradeceu a recepção. “Conhecer toda a estrutura da empresa, uma empresa enorme, renomada aqui na Baixada Santista. Só agradecer pela recepção”, afirmou.
Os participantes também tiveram a oportunidade de ouvir um pouco da trajetória de Fernanda Veneziani, CEO da Terra Master, fundada em 2005 e conduzida como um negócio de família. “A gente trabalhou num processo aqui de governança corporativa para estruturar bem o modelo de sucessão. Nós temos um acordo de sócios muito bem definido, muito bem estruturado”, explicou.
Outro ponto abordado por Fernanda, que é advogada de formação, foi a importância da conformidade regulatória no setor. “As leis existem para serem cumpridas, independente de eu aceitar, de eu concordar. Os CIOTs, os fretes mínimos. A gente vai se adaptar rapidamente para cumprir”, afirmou, citando as recentes mudanças do CIOT.
Também participaram do encontro representantes da Transpocred, cooperativa de crédito especializada no segmento de transportes, logística e correios, que apresentaram aos membros da COMJOVEM Santos soluções de financiamento e crédito voltadas ao setor, como linhas para aquisição e renovação de frota, capital de giro e produtos de gestão financeira desenvolvidos especificamente para atender às necessidades do segmento de transportes e logística.
Após a reunião, o grupo seguiu para uma visita técnica ao terminal da Terra Master, conhecendo de perto a operação e a estrutura logística da empresa. Encontros como esse reforçam o propósito da COMJOVEM de aproximar jovens executivos do setor de transporte rodoviário de cargas e ampliar o conhecimento sobre diferentes modelos de negócio e operação na região da Baixada Santista.
Evento será realizado em novembro, no São Paulo Expo, com mais de 700 marcas e presença dos principais players do Transporte Rodoviário de Cargas e Logística
Com todos os pavilhões ocupados, a Fenatran realizará a maior edição de sua história em 2026. De 9 a 13 de novembro, a capital paulista receberá, no São Paulo Expo, o principal encontro do setor de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística da América Latina.
Mais de 700 marcas participarão do evento, apresentando lançamentos, tendências e soluções inovadoras para toda a cadeia de transporte e logística. O público encontrará desde montadoras de caminhões e fabricantes de implementos rodoviários até empresas de intralogística e operações focadas no last mile, fundamentais para a distribuição nos grandes centros urbanos.
A edição de 2026 contará com uma área de exposição maior do que a de 2024. O destaque fica para a ampliação do espaço externo, que abrigará parte dos novos expositores e elevará a ocupação total do evento para mais de 100 mil metros quadrados.
Para Igor Calvet, presidente da Anfavea, uma das associações apoiadoras da Fenatran, esse crescimento reflete as transformações pelas quais o setor de transporte de cargas vem passando nos últimos dois anos.
“Estamos muito animados para conferir não só as novidades de nossos associados, que já acompanhamos de perto, mas também de nossos parceiros fabricantes de implementos rodoviários, dos transportadores e da extensa rede de serviços. A inovação está na combinação de todos os agentes desse complexo ecossistema do transporte de cargas e de serviços agregados”, explica Calvet.
A 25ª edição da Fenatran coincide com a celebração dos 70 anos da Anfavea e, na visão de Calvet, representa uma oportunidade de apresentar às novas gerações a trajetória dos caminhões no Brasil, sem perder de vista os desafios e as perspectivas que moldarão o futuro do setor.
“Aposto que veremos mais eletrificação e adequação ao uso de biocombustíveis. Em termos de segurança, as novas fronteiras do uso da eletrônica para evitar acidentes. Outra aposta é que a conectividade permita novos avanços no gerenciamento de frotas”, completa.
Setor se prepara para novos desafios
Representante das empresas transportadoras brasileiras, a NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) considera a Fenatran um ambiente estratégico para a apresentação de novas tecnologias, geração de negócios e debate dos principais desafios e oportunidades do setor.
“Muitas soluções que hoje fazem parte da realidade das empresas transportadoras, passaram, primeiramente, pela Fenatran, que será novamente o grande palco para apresentação dessas evoluções. O setor vive uma transformação importante, e temas como eletrificação da frota, combustíveis alternativos, inteligência artificial, telemetria, automação logística, gestão de dados, segurança viária e soluções voltadas à redução de custos operacionais deverão ganhar muito destaque”, afirma o presidente da Associação, Eduardo Rebuzzi.
Ele ressalta ainda a importância da integração entre os diferentes elos da cadeia de transporte. “Essa união entre entidades, indústria e organizadores fortalece ainda mais a Fenatran como um ambiente de negócios, inovação, relacionamento e desenvolvimento para toda a cadeia do transporte”.
Indústria aposta em inovação
Para José Carlos Sprícigo, presidente da Anfir (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários), a 25ª edição do evento representa uma oportunidade estratégica para demonstrar a força, a capacidade de inovação e a competitividade da indústria brasileira de implementos rodoviários.
“Entre as tecnologias que devem ganhar protagonismo, estão os sistemas de telemetria e conectividade embarcada, que permitem o monitoramento em tempo real das operações; equipamentos mais leves e eficientes para ampliar a capacidade de carga e reduzir o consumo de combustível; soluções voltadas à eletrificação do transporte, incluindo sistemas de refrigeração para veículos elétricos; além de novos conceitos construtivos para linhas graneleiras, basculantes, frigoríficas, carga seca e transporte de combustíveis”, detalha.
“Mesmo em um cenário econômico que exige cautela, acreditamos que a Fenatran será decisiva para impulsionar investimentos e criar oportunidades para nossos associados ao longo dos próximos anos”, finaliza Sprícigo.
Novidades em 2026
A Fenatran 2026 contará com uma programação de conteúdo ampliada, abordando temas estratégicos para o setor, como inovação, eficiência operacional e descarbonização do transporte.
A grade de palestras inclui a Rota Fenatran, o Fórum Transporte Sustentável, o Frotas Conectadas e o Seminário da NTC. Outra atração confirmada é o Fórum de Mulheres no Transporte e Logística, iniciativa voltada a promover a inclusão e acelerar a chegada de mulheres aos cargos de liderança.
Já a Fenatran Experience promoverá test drive de caminhões das marcas DAF, Foton, IVECO, Mercedes-Benz, Scania, Sany e Volkswagen Caminhões e Ônibus em um circuito montado na área externa dos pavilhões. Os visitantes poderão testar diferentes tipos de veículos – com motores à combustão, elétricos, movidos a gás e biometano – em uma pista que combina trechos de curvas e retas, e permite que os motoristas avaliem o desempenho e sistemas embarcados.
“Vamos entregar um evento ainda mais completo para celebrar esse marco histórico da 25ª edição. A Fenatran reúne, em um único ambiente, o presente e o futuro do transporte de cargas. Os visitantes poderão conhecer e testar as tecnologias mais modernas já disponíveis no mercado e, ainda, terão acesso a especialistas e lideranças que vão discutir as oportunidades e desafios que devem moldar o futuro do setor nos próximos anos”, explica Thiago Braga Ferreira, gerente-executivo da Fenatran.
Evento promovido pela ANTT, em conjunto com entidades representativas do setor, reunirá autoridades, especialistas e transportadores para debater os desafios e oportunidades do transporte internacional
A NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística participará do 1º Encontro do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas (TRIC 2026), que será realizado, amanhã, dia 23 de junho, em Brasília (DF). A iniciativa é promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, em conjunto com o Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL), a NTC&Logística, a ABTI – Associação Brasileira de Transportadores Internacionais e demais entidades representativas do setor. As inscrições se encerram hoje (22).
O encontro reunirá autoridades públicas, lideranças empresariais, representantes de entidades e especialistas para discutir temas estratégicos relacionados ao Transporte Rodoviário Internacional de Cargas, incluindo integração regional, facilitação do comércio exterior, modernização regulatória, corredores logísticos e perspectivas para o desenvolvimento da atividade nos próximos anos.
A programação foi estruturada para promover o intercâmbio de experiências e o fortalecimento do diálogo entre os diversos atores envolvidos nas operações internacionais, contribuindo para a construção de soluções que tornem o transporte mais eficiente, seguro e competitivo.
Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, o evento representa uma importante oportunidade para ampliar o debate sobre questões que impactam diretamente a competitividade do Transporte Rodoviário de Cargas.
“O Transporte Rodoviário Internacional de Cargas possui papel fundamental na integração econômica entre os países e no fortalecimento das cadeias produtivas. O TRIC representa uma oportunidade valiosa para reunir diferentes visões, compartilhar experiências e construir soluções que contribuam para o desenvolvimento sustentável e competitivo do setor.”
O vice-presidente extraordinário de Relações Internacionais da NTC&Logística, Danilo Guedes, destaca que a realização do encontro reforça a importância do diálogo permanente entre os setores público e privado.
“O transporte internacional exige cooperação, alinhamento regulatório e troca constante de experiências entre os países e as instituições envolvidas. O TRIC surge como um ambiente estratégico para debater desafios comuns, identificar oportunidades e fortalecer a integração logística regional, beneficiando toda a cadeia do Transporte Rodoviário de Cargas.”
Associada à International Road Transport Union (IRU) desde 1970, a NTC&Logística acompanha permanentemente os temas relacionados ao transporte internacional e às relações institucionais globais, atuando em defesa de pautas que contribuam para o fortalecimento e a competitividade das empresas brasileiras.
As inscrições para o evento estão abertas e podem ser realizadas por meio do portal da ANTT.
Serviço
1º Encontro do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas (TRIC 2026)
Evento promovido pela NTC&Logística acontecerá em agosto, reunindo lideranças e empresários do Transporte Rodoviário de Cargas de todo o Brasil
A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará, nos dias 27 e 28 de agosto de 2026, a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, no Hotel Vila Galé, em Ouro Preto (MG). O evento terá como entidade anfitriã a FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais, com o apoio dos sindicatos filiados à federação.
Consolidado como um dos mais importantes encontros do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil, o CONET&Intersindical reúne empresários, lideranças, representantes de entidades e especialistas para debater os principais desafios, tendências e oportunidades do setor.
A programação do evento é dividida em duas etapas. O CONET contempla a apresentação de pesquisas de mercado, estudos técnicos e levantamentos econômicos desenvolvidos pelo DECOPE (Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas) da NTC&Logística, além de debates relacionados aos custos operacionais e tarifas do setor. Já a Intersindical é voltada às discussões institucionais e estratégicas sobre o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas.
O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destacou a relevância da realização do encontro em Minas Gerais e a importância da participação do setor no evento.
“Realizar o CONET&Intersindical em Ouro Preto, em Minas Gerais, tem um significado muito especial para o nosso setor. Trata-se de um estado pujante, com forte representatividade econômica e relevância para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Estar em uma cidade histórica como Ouro Preto, patrimônio vivo da humanidade e do país, reforça ainda mais o propósito deste encontro. Será uma excelente oportunidade para ampliarmos o diálogo com lideranças, discutirmos os desafios do TRC e avançarmos na construção de soluções que contribuam para o crescimento sustentável do transporte de cargas. Convidamos todos os empresários e representantes de entidades a estarem conosco nesse importante momento”, afirmou.
As inscrições para o evento estão abertas, clique aqui e faça parte do evento.
As reservas de hospedagem também estão disponíveis. Garanta sua participação realizando a reserva no hotel do evento, clicando aqui.
Realização
l NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)
Entidade Anfitriã
l FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais
Apoio
l Sindicatos filiados à FETCEMG
Patrocínio
l FENATRAN
l GEOTAB
l MERCEDES-BENZ
l ROADCARD
l TRANSPOCRED
Apoios Institucionais
l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)