Infraestrutura, inovação e impacto social marcam debates do Fórum Nacional de PPPs e Concessões 2025

Infraestrutura, inovação e impacto social marcam debates do Fórum Nacional de PPPs e Concessões 2025

Encontro reuniu governo federal, investidores e especialistas para discutir novos modelos de parceria, financiamento e sustentabilidade

A ampliação dos investimentos privados em infraestrutura e a apresentação de novos modelos de parceria marcaram a abertura do Fórum Nacional de PPPs (Parcerias Público-Privadas) e Concessões 2025. Reunidos em Brasília nesta segunda-feira (24), representantes do governo, investidores e especialistas discutiram caminhos para acelerar concessões e atrair mais capital para setores como rodovias, portos, mobilidade urbana e serviços públicos essenciais.

Ao longo do evento, ganharam destaque temas como novas formas de financiamento, modernização regulatória e mecanismos de garantia para reduzir riscos e ampliar a participação de investidores em projetos de grande porte. Também foi reforçada a importância de aprimorar a estruturação dos contratos, garantindo segurança jurídica, previsibilidade e eficiência na execução das parcerias.

Em sua participação na abertura do evento, o diretor-presidente da Infra S.A., Jorge Bastos, ressaltou a importância da qualidade dos projetos para o sucesso do programa de concessões. Bastos ainda destacou o papel da empresa como estruturadora de projetos.

“Entre 2023 e 2025, os estudos de viabilidade resultaram em 25 leilões portuários e rodoviários, que, juntos, somam mais de R$ 150 bilhões em investimentos contratados. Essas concessões modernizam ativos, aumentam a eficiência logística e ampliam a integração da infraestrutura nacional”, disse.

Representando o ministro dos Transportes, Renan Filho, a secretária nacional de Transporte Rodoviário, Viviane Esse, reforçou o papel das parcerias privadas na modernização da malha federal. Ela lembrou que, apenas entre 2023 e 2025, foram realizados 21 leilões de rodovias, totalizando R$ 232 bilhões em investimentos, valor superior ao acumulado entre 1990 e 2022, que foi de R$ 129 bilhões. Segundo ela, esse avanço fortalece a competitividade, reduz custos logísticos e amplia o acesso da população a serviços essenciais.

Debates técnicos, novos instrumentos e expansão das parcerias

Durante os dois dias de programação, especialistas e representantes do governo participam de painéis sobre infraestrutura resiliente e sustentável, expansão de PPPs em setores sociais, inovação contratual, governança, financiamento e mecanismos de garantia que ampliam a segurança jurídica e a atratividade para investimentos.

O secretário especial do Programa de Parcerias de Investimento (PPI), Marcus Cavalcanti, destacou que o Fórum já se consolida como um dos principais marcos da agenda de infraestrutura do país. Segundo ele, a missão do PPI é assegurar que projetos bem estruturados impulsionem o crescimento econômico e melhorem a qualidade de vida. “Os desafios são grandes, da necessidade de investimentos ao rigor na gestão. Este evento é uma oportunidade para discutir soluções inovadoras, compartilhar experiências e identificar novas oportunidades de negócios.”

Na ocasião, Jorge Bastos reforçou que a qualidade dos projetos é determinante para o sucesso das concessões, ampliando competitividade, reduzindo riscos e fortalecendo a fiscalização. Entre os destaques do evento, está o lançamento de guias temáticos do PPI e da ApexBrasil, que apresentam oportunidades de investimento em setores como óleo e gás, energia, aeroportos, florestas, rodovias, parques, mineração e portos.

Viviane Esse também anunciou que o Ministério dos Transportes lançará, nesta terça-feira (25), uma nova carteira com 14 projetos de concessões rodoviárias e iniciativas ferroviárias. Ela ressaltou que os avanços recentes são fruto da atuação integrada entre governo, reguladores e instituições de controle, e lembrou que o leilão de 11 de dezembro, referente ao trecho de maior tráfego do país, será decisivo para renovar investimentos esgotados no modelo anterior. Segundo ela, investimentos bem estruturados reduzem acidentes e ampliam a competitividade, complementando o esforço público que elevou de 53% para 75% o índice de trechos em boas condições desde 2022.

Conexões, negócios e próximos passos

Realizado pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), em parceria com a ApexBrasil e o Banco do Brasil,  o Fórum se consolidou como um marco estratégico ao promover diálogo qualificado entre agentes técnicos, institucionais e políticos, fortalecendo a cooperação entre governo e iniciativa privada. A programação reuniu debates sobre infraestrutura resiliente às mudanças climáticas, ampliação de serviços públicos, novos instrumentos de financiamento, gestão de riscos e inovações em governança e projetos ambientais.

As atividades também incluíram espaços de networking, reuniões bilaterais e prospecção de oportunidades, aproximando atores-chave e impulsionando iniciativas de alto impacto.

NTC&Logística realiza, nesta semana, o primeiro evento carbono neutro do Transporte Rodoviário de Cargas, em Mogi das Cruzes (SP)

NTC&Logística realiza, nesta semana, o primeiro evento carbono neutro do Transporte Rodoviário de Cargas, em Mogi das Cruzes (SP)

Iniciativa inédita reforça o compromisso da entidade com a sustentabilidade e marca um novo capítulo para o setor

O mundo corporativo vive uma transformação silenciosa e profunda. A transição para modelos de negócios mais sustentáveis deixou de ser uma tendência e se tornou uma necessidade global, impulsionada pelas metas internacionais de descarbonização e pela crescente cobrança da sociedade por responsabilidade ambiental. No setor de transportes – responsável por cerca de 25% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA) –, o desafio é ainda mais urgente: equilibrar eficiência logística, competitividade e redução de impacto ambiental.

No Brasil, esse cenário ganha proporção ainda maior. Dados da Coalizão dos Transportes apontam que o país emitiu aproximadamente 2.300 MtonCO₂e (milhões de toneladas de CO₂ equivalente) em 2022, sendo que o setor de transportes respondeu por cerca de 11% desse total. Dentro desse segmento, o modal rodoviário concentra mais de 90% das emissões, reforçando a necessidade de iniciativas que estimulem práticas sustentáveis e inovação no setor.

É nesse cenário que a NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) dá um passo pioneiro e simbólico: o Congresso NTC 2025 – XVIII Encontro Nacional da COMJOVEM, que acontecerá de 27 a 30 de novembro, no Clube Med Lake Paradise, em Mogi das Cruzes (SP), será o primeiro evento do Transporte Rodoviário de Cargas do Brasil a ter suas emissões de carbono integralmente neutralizadas.

A iniciativa faz parte do olhar sustentável da gestão do presidente Eduardo Rebuzzi, que vem fortalecendo as práticas de ESG (ambiental, social e governança) na entidade e estimulando a adoção de políticas concretas que inspirem o setor. Esse movimento também reflete o trabalho conduzido pela vice-presidência extraordinária da Pauta ESG, liderada por Joyce Bessa, e pelo esforço conjunto da Assessoria Executiva da Presidência, coordenada por Elisete Balarini, responsável pela organização e pela implementação das diretrizes sustentáveis nos eventos institucionais da entidade.

Para viabilizar a neutralização, a NTC&Logística firmou parceria com a Domani Global, empresa especializada em soluções ambientais e em projetos de compensação de carbono certificados. Todo o processo envolverá o cálculo preciso das emissões geradas – desde o deslocamento dos participantes até o consumo de energia, alimentação e materiais –, com compensação posterior em projetos de reflorestamento e regeneração ambiental reconhecidos internacionalmente.

Fabiano Santana, CEO da Domani Global, explica que o compromisso da NTC&Logística reflete uma mudança de paradigma no transporte brasileiro: “A neutralização de carbono é uma prática adotada pelas principais organizações do mundo e representa um gesto de responsabilidade com as próximas gerações. Quando uma entidade do porte da NTC assume esse compromisso, ela abre caminho para que todo o setor se mobilize em torno da sustentabilidade”.

A vice-presidente extraordinária da Pauta ESG, Joyce Bessa, ressalta que essa é uma ação que vai além do evento. “Estamos construindo uma jornada. A neutralização do Congresso é uma demonstração prática de que é possível alinhar grandes eventos à responsabilidade ambiental. O objetivo é inspirar empresas e lideranças do transporte a adotar práticas semelhantes em suas operações, criando uma cultura de sustentabilidade contínua.”

O presidente Eduardo Rebuzzi reforça que a sustentabilidade é um pilar estratégico da atuação da NTC&Logística.“Temos buscado unir inovação, governança e responsabilidade socioambiental em todas as nossas ações. Esse resultado é fruto de um trabalho coletivo, que envolve a vice-presidência da Pauta ESG, a Assessoria Executiva da Presidência e nossos parceiros. O transporte brasileiro tem papel essencial na economia, e cabe a nós liderar também na agenda sustentável.”

Responsável pela coordenação e organização dos eventos da entidade, a assessora executiva da presidência, Elisete Balarini, destaca que esse novo olhar também orienta a forma como a NTC&Logística realiza suas atividades institucionais. “Estamos revisitando cada detalhe – fornecedores, logística, estrutura e materiais – para que nossos eventos sejam cada vez mais conscientes e responsáveis. A parceria com a Domani Global representa esse novo momento, em que o cuidado ambiental passa a ser parte do planejamento e da execução de todas as etapas.”

O Congresso NTC 2025 – XVIII Encontro Nacional da COMJOVEM reunirá empresários, lideranças e jovens empreendedores de todo o Brasil para debater inovação, tecnologia, gestão e o futuro do Transporte Rodoviário de Cargas. A neutralização do carbono gerado durante o evento reforça a liderança da NTC&Logística na construção de um setor mais sustentável, moderno e conectado às melhores práticas globais.

Participantes do evento podem preencher suas informações através desse link: https://saas.domani.global/ntc-event 

Transporte brasileiro apresenta diagnóstico de resiliência climática

Transporte brasileiro apresenta diagnóstico de resiliência climática

CNT destacou impactos dos eventos extremos e apontou caminhos para fortalecer o setor

Na segunda semana da COP30, em Belém (PA), o Sistema Transporte marcou presença na Blue Zone com contribuições relevantes em três painéis realizados nos dias 17 e 18 de novembro. Um deles ocorreu no Pavilhão Internacional do Transporte, e os outros dois, no Espaço CDRI (Coalition for Disaster Resilient Infrastructure), reunindo representantes do governo, do setor privado e de organizações internacionais em torno da agenda de infraestrutura resiliente.

Espaço Transporte na COP30

No painel Infraestrutura Resiliente, realizado no dia 18, a CNT e a CDRI promoveram um debate técnico sobre os desafios climáticos enfrentados pelo setor. O evento foi realizado no Pavilhão Internacional do Transporte. A gerente executiva ambiental da CNT, Erica Marcos, esteve ao lado de Ede Ijjasz-Vásquez, autor do Global Infrastructure Resilience Report 2025, para discutir os impactos dos eventos extremos e os caminhos para fortalecer a resiliência da infraestrutura de transporte.

Erica apresentou os resultados da Sondagem CNT sobre Resiliência Climática e revelou um dado alarmante: 77% das empresas afetadas financeiramente utilizam recursos próprios para cobrir danos causados por eventos climáticos extremos no Brasil. A exposição detalhou os impactos operacionais, econômicos e estruturais que afetam diretamente a continuidade das atividades transportadoras, com destaque para atrasos, perdas de ativos e interrupções de operação. Ela enfatizou que os efeitos das mudanças climáticas “não são mais uma previsão futura, mas, sim, uma realidade presente que exige respostas urgentes”.

A apresentação também apontou caminhos para ampliar a resiliência do setor. Erica defendeu investimentos em engenharia adaptativa e soluções baseadas na natureza, além da expansão da rede de monitoramento e da capacitação técnica das equipes. Um dos pontos centrais foi a necessidade de desenvolver produtos de seguros compatíveis com riscos climáticos, já que modelos tradicionais não contemplam perdas decorrentes de desastres naturais. Ela ressaltou que se adaptar “é mais barato do que arcar com os prejuízos” e que o Brasil precisa alinhar seus projetos de infraestrutura às exigências dos financiadores internacionais. “É urgente integrar tecnologia, governança e planejamento climático para garantir a continuidade das operações e a segurança logística do setor de transporte em um cenário de intensificação dos eventos extremos”, afirmou.

Ede Ijjasz-Vásquez apresentou os achados do relatório lançado pela CDRI. A publicação propõe uma abordagem aberta e integrada para estimar perdas causadas por desastres naturais, baseada em modelos probabilísticos semelhantes aos utilizados por seguradoras. Ele defendeu que o setor de transporte incorpore resiliência desde o planejamento, com manutenção preventiva, contratos transparentes e retrofits bem estruturados. Também destacou a importância da reconstrução rápida e do uso de mecanismos financeiros ágeis, como seguros e fundos catastróficos, para garantir respostas eficientes em situações críticas. “A reconstrução rápida e completa após desastres é essencial para o crescimento econômico. As agências de transporte devem assumir esse papel com protagonismo”, afirmou.

A fala foi complementada por Maruxa Cardama, secretária-geral da Slocat Partnership, que reforçou a importância das parcerias público-privadas em pontos logísticos estratégicos, e por Thiago Casagrande, do Ministério dos Transportes, moderador do painel, que destacou alternativas como títulos de catástrofe e a necessidade de renegociar contratos para incluir cláusulas de resiliência.

Espaço CDRI: adaptação climática em debate

Também no dia 18, o painel “Da Visão à Ação: aproveitando a DRI para estratégias nacionais robustas de adaptação” reuniu especialistas para discutir como integrar a infraestrutura resiliente às estratégias nacionais de adaptação climática. Erica Marcos voltou a apresentar os dados da Sondagem, citando exemplos como enchentes e rios que deixam de ser navegáveis, além de sugerir avanços em conectividade tecnológica e mapeamento de áreas de risco.

O encontro contou com as participações de Lincoln Muniz Alves, coordenador-geral do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e de Tomé Barros Monteiro de França, secretário executivo do Ministério de Portos e Aeroportos. A mediação foi conduzida por Cloves Benevides (Ministério dos Transportes), que defendeu o diálogo com operadores privados para viabilizar soluções em parceria com o poder público.

Valor da infraestrutura resiliente

Na segunda-feira (17), a CDRI promoveu o painel “Além da Redução de Riscos: desbloqueando o valor multidimensional da DRI para o desenvolvimento sustentável”, para discutir os benefícios econômicos, sociais e ambientais da infraestrutura resiliente. Erica Marcos destacou os impactos já sentidos pelo transporte brasileiro diante de eventos climáticos extremos e chamou a atenção para a ausência de cobertura securitária adequada: “Se um caminhão for furtado ou sofrer colisão, o seguro o cobrirá. Mas, se o veículo for levado por uma enchente, não há previsão. Esse é um desafio real que precisa ser enfrentado”, afirmou.

Ela também mencionou o estudo AdaptaVias, desenvolvido pelo Ministério dos Transportes em parceria com outros ministérios e instituições de pesquisa, que mapeia riscos climáticos sobre rodovias, ferrovias e portos.

O painel foi moderado por Kátia Queiroz Fenyves (BID) e contou com a participação de Cloves Benevides (Ministério dos Transportes) e Karen Silverwood-Cope (WRI Brasil).

Porto de SC recebe obra histórica de R$ 95 milhões para ampliar capacidade de operação

Porto de SC recebe obra histórica de R$ 95 milhões para ampliar capacidade de operação

Intervenção no Cais 3 de Imbituba inclui reforço de solo, novos equipamentos e ampliação para 271 metros; conclusão está prevista para 2027

O Porto de Imbituba, localizado no Litoral Sul de Santa Catarina, está passando por uma obra histórica, que ampliará a capacidade de movimentação de cargas e permitirá o recebimento de navios maiores. A intervenção estrutural está sendo realizada no Cais 3 e já possui um investimento de aproximadamente R$ 95 milhões.

A obra, que tem o objetivo de recuperar, reforçar e ampliar a estrutura portuária, é a maior intervenção estrutural do porto desde a própria construção, em 1979. A modernização está prevista para ser concluída em 2027.

Ampliação no Porto de Imbituba permitirá receber navios de até 270 metros

O projeto da nova estrutura contará com a ampliação do comprimento do cais, que passará de 245 para 271 metros. Essa nova configuração permitirá que o Porto de Imbituba receba embarcações de até 270 metros de comprimento, 70 metros a mais que o atual limite recebido no espaço.

O novo limite de embarcações também ampliará a capacidade de movimentação de cargas, que atualmente concentra cerca de 30% das operações do complexo.

Além disso, a estrutura passará a conter novos equipamentos de operação e melhorias no sistema de pavimentação, drenagem e contenção, o que elevará o padrão técnico e operacional do cais.

Atividades do cais serão interrompidas durante a última fase

A intervenção estrutural será realizada em quatro etapas principais, que envolvem desde a execução de colunas de contenção até a construção de dolfins, estruturas que ajudam na atracação e amarração dos navios.

O trabalho também prevê o reforço do solo e da laje, assim como da pavimentação em concreto da retroárea, e a instalação de sistemas modernos de defensas para segurança das embarcações.

Medidas de interrupções temporárias nas atividades do Cais 3 serão necessárias na última fase da obra, durante um período de até três meses. Nesta etapa, os trabalhos serão concentrados no trecho central do braço, impossibilitando a atracação simultânea de navios.

Monitoramento de baleias-franca estão sendo realizados

Durante a modernização, a SCPAR Porto de Imbituba afirma que uma série de programas de monitoramento ambiental segue ativa, como o da qualidade das águas oceânicas e subterrâneas, o monitoramento da biota aquática, sedimentos, ruídos subaquáticos e do ar, além da gestão de resíduos da construção civil.

Eles também relataram que um dos principais destaques está sendo o acompanhamento da presença das baleias-francas na região.

“Durante a execução da obra, estão sendo adotadas medidas adicionais de proteção à espécie. Estão definidas áreas de controle com diferentes níveis de alerta. Se uma baleia for avistada em áreas próximas ao local da obra durante o uso de martelos vibratórios ou bate-estacas, as atividades são suspensas ou alertadas, conforme a proximidade do animal”, ressaltou a SCPAR Porto de Imbituba.

Construção atrairá novos negócios para o Sul de SC

A modernização do Cais 3 representa um passo estratégico para o fortalecimento do Porto de Imbituba como um dos principais portos logísticos do Sul do Brasil. A expectativa é que, ao fim das obras, o complexo portuário amplie significativamente sua capacidade de atendimento, tanto em volume quanto em tipos de cargas, atraindo novos negócios para a região.

“Estamos realizando a maior obra da história do Porto de Imbituba, com foco no futuro da logística portuária em Santa Catarina. A modernização do Cais 3 elevará o padrão técnico do complexo portuário, ampliando sua capacidade de movimentação e permitindo o recebimento de navios maiores e mais modernos”, destacou o diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Christiano Lopes.

Inflação deve terminar o ano em 4,45%, segundo o Banco Central

Inflação deve terminar o ano em 4,45%, segundo o Banco Central

O índice está dentro do intervalo de tolerância da meta

Os analistas do mercado financeiro reduziram mais uma vez a projeção para inflação neste ano. O Banco Central divulgou um novo Boletim Focus nesta segunda-feira (24/11). A expectativa agora é que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – índice oficial de inflação – termine o ano a 4,45%. Importante lembrar: dentro do intervalo de tolerância da meta. É uma pequena queda em relação a semana anterior, quando se previa 4,46%.

Os profissionais consultados também rebaixaram a previsão para o ano que vem: 4,18%. Nos outros índices, não houve alteração. Então, espera-se um crescimento de 2,16% da economia brasileira neste ano. O dólar deve terminar 2025 valendo R$ 5,40. E a taxa básica de juros deve permanecer em 15% ao ano pelo menos até o mês que vem. A última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do ano está marcada para 9 e 10 de dezembro.

Indústria de implementos pode faturar US$ 10,6 milhões com exportações ao México; entenda

Indústria de implementos pode faturar US$ 10,6 milhões com exportações ao México; entenda

Empresas do setor participaram da Expotransporte em Guadalajara, evento promovido pela Anfir e ApexBrasil

A indústria brasileira de implementos rodoviários tem boas perspectivas de crescimento no mercado mexicano. Com a participação de 24 empresas do setor na Expotransporte, realizada entre os dias 12 e 14 de novembro em Guadalajara, o setor espera gerar US$ 10,6 milhões em exportações para o México nos próximos 12 meses. A expectativa de faturamento surge a partir das negociações realizadas no evento, que somaram cerca de US$ 5,4 milhões.

A ação fez parte do programa MoveBrazil, uma iniciativa que visa impulsionar as exportações brasileiras e fortalecer a presença do Brasil em mercados internacionais. A missão foi promovida pela Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).

Relevância do México

José Carlos Sprícigo, presidente da ANFIR, destaca que a participação no evento é uma oportunidade para ampliar as vendas, não só para o México, mas para toda a América do Norte. “Com a Expotransporte, a participação no evento poderá gerar cerca de US$ 16 milhões em vendas, além de ampliar a presença do produto brasileiro em um dos mercados mais importantes da região”, afirma Sprícigo.

O México é um mercado estratégico para o Brasil, sendo um dos principais destinos das exportações de implementos rodoviários do país. As 24 empresas brasileiras presentes ao evento fazem parte de um grupo seleto de fabricantes do setor, entre eles grandes nomes como Cardoso, ComLink, Facchini, Grimaldi, Librelato, Marksell e Rossetti, entre outros.

Avança projeto de Renata Abreu que acaba com ‘cobrança dupla’ em pedágios

Avança projeto de Renata Abreu que acaba com ‘cobrança dupla’ em pedágios

Iniciativa da deputada Renata Abreu teve parecer favorável na Comissão de Finanças e Tributação (CFT)

O projeto de lei da deputada Renata Abreu (SP) que acaba com a chamada ‘cobrança dupla’ em pedágios avançou mais uma etapa na Câmara dos Deputados. A proposta garante ao motorista o direito de atravessar novamente a praça sem pagar outra tarifa quando já tiver passado pelo mesmo local nos últimos 20 minutos.

O texto, que já havia sido aprovado por unanimidade na Comissão de Viação e Transportes (CVT), recebeu agora parecer favorável na Comissão de Finanças e Tributação (CFT). O próximo passo é a análise na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC), última etapa antes de seguir ao Senado. Como o PL tramita em caráter conclusivo, não precisará passar pelo plenário da Câmara.

Para Renata, a medida é uma questão de justiça com quem usa as rodovias todos os dias e não pode ser penalizado por situações simples no trânsito. “O motorista que erra o caminho e precisa retornar ou faz deslocamentos curtos não deve pagar duas vezes pela mesma praça de pedágio. Essa cobrança repetida pesa no bolso das famílias e não faz sentido algum. O projeto traz bom senso e respeito ao cidadão”, afirmou a deputada e presidente nacional do Podemos.

Segundo a deputada Renata Abreu, o seu projeto de lei torna o sistema mais justo e transparente para os usuários das rodovias federais. As regras estão previstas no Projeto de Lei 5366/2016.

Relatório Mensal do Índice Nacional de Custos do Transporte – (INCTF E INCTL) | Outubro/25

Relatório Mensal do Índice Nacional de Custos do Transporte – (INCTF E INCTL) | Outubro/25

O DECOPE – Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas da NTC&Logística é responsável por estudos técnicos, voltados à apuração de custos de transporte rodoviário de cargas e logística, estatística do setor, estudos macroeconômicos e formação de índices de custos referenciais que medem a inflação do setor, dentre eles os dois com mais destaque são o INCTF – Índice Nacional de Custos de Transporte de Carga Fracionada e o Índice Nacional de Custos de Transporte de Carga Lotação, o INCTL.

O INCTF e INCTL têm como objetivo principal medir a evolução dos custos operacionais de transporte rodoviário de cargas e são índices do setor de transporte com grande repercussão e credibilidade, publicado no site da NTC e por todas as entidades que representam o transporte (Sindicatos e Federações), bem como em outros meios de comunicação. Eles servem ainda como instrumento de atualização de contratos públicos e privados no mercado de frete.

INFORMECom a decisão do Governo Federal de encerrar o programa de desoneração da folha de pagamento, que permitia a substituição da contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de salários, por alíquota sobre a receita bruta da empresa, desse modo o INCT já contempla a primeira etapa do processo de reoneração da folha de pagamento.

O fechamento do Acordo de Convenção Coletiva dos trabalhadores em transporte rodoviário de carga – São Paulo, base do SETCESP em junho/25, acordaram índice de 7,0% (sete por cento) para o reajuste dos salários de motoristas e outras categorias profissionais.

INCT-F DECOPE/NTC DE OUTUBRO/24 A OUTUBRO/25

A NTC&LOGÍSTICA comunica aos associados que a variação média do (INCTF[1] DECOPE/NTC) foi de 0,10% no mês de outubro e acumula nos últimos doze meses 4,19% (quatro virgula dezenove por cento), entre novembro de 2024 e outubro de 2025 (outubro de 2025*/- sobre outubro de 2024 ou ainda, nos últimos doze meses).

O INCTF mede a evolução de todos os custos da carga fracionada, incluindo transferência, coleta e distribuição, custos administração e de terminais. Nesses custos não estão contemplados impostos, pedágios e margem de lucro.

INCTL – DECOPE/NTC DE OUTUBRO/24 A OUTUBRO/25

O INCTL[2] reflete a variação dos custos do transporte rodoviário de cargas fechadas ou lotações, ou seja, ele mede a evolução de todos os custos da carga completa, incluindo a transferência, a administração (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Ele, assim como o INCTF, também não contempla impostos e margem de lucro na sua apuração.

A sua variação média foi de 3,01% (três vírgula zero um por cento) de novembro de 2024 a outubro de 2025 (outubro de 2025 sobre outubro de 2024, ou ainda nos últimos doze meses) e no mês variando 1,66%.

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS

O preço por litro do óleo diesel S-10, teve uma ligeira variação de (0,17%) no mês de outubro/25, quando comparado com o mês anterior, sendo comercializado a R$ 6,050 p/litro. No período de 12 meses (out-25 contra out-24), a variação acumulada é de 0,50%, resultado, principalmente ditado pela nova regra política da Petrobrás.

O aditivo Arla 32, utilizado para reduzir as emissões de poluentes não registrou variação no mês. Desde março/12 até hoje, o aditivo já acumulou queda de (20,93%).

O óleo diesel comum, ainda consumido pela frota brasileira, teve variação acumulada em 0,34% nos 12 meses. No mês de outubro, o óleo foi comercializado a R$ 5,970 p/litro, contra R$ 6,00 p/litro no mesmo período do ano anterior, já o período mensal registrou variação de (0,50%).

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS DEMAIS INSUMOS NA FRACIONADA

No mês, o veículo de transferência registrou variação (0,50%) e o veículo de distribuição urbana uma variação de 4,93%, já os implementos tanto de transferência como o de distribuição não registrou variação, pneu – 275/80 R 22,5 com variação de (2,10%), recapagem (2,10%), salário do motorista 7,00%, seguro (0,47%).

Considerando o período de 12 meses, os insumos que contribuíram para a variação do INCTF na operação de transferência foram: veículo (3,66%), carroceria baú 3,99%, pneu – 275/80 R 22,5 com variação de (0,88%), recapagem (8,41%), rodoar 5,45%, lavagem com 3,40%, salário do motorista 7,00% e seguro do casco (3,17%).

Na operação de coleta e distribuição, os insumos que tiveram variação foram: veículo com variação de 6,45%, carroceria ¾ baú de alumínio com variação de 3,89%, pneu 215/75 – R 17,5 com 14,18%, recapagem com (5,40%), lavagem com 3,40%, seguros do casco e contra terceiros com 6,29%, salário de motorista 7,00% e salário de ajudante 7,00%.

DESPESAS ADMINISTRATIVAS

As despesas administrativas de uma forma geral registraram em outubro variação 0,08% de 2025, quando comparada com as despesas do mês anterior. Já as despesas administrativas, exceto os salários, variaram 0,26%.

Nos 12 meses, as despesas administrativas vêm registrando alta de 7,92%, agravado principalmente, pelo reajuste do IPTU para 2025. A evolução acumulada das despesas administrativas, exceto salários, foi de 3,00%.

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS PRINCIPAIS INSUMOS NA LOTAÇÃO

Considerando a variação mensal, as despesas administrativas registraram variação de 0,33%, despesas administrativas (exceto salários) 0,48%, cavalo mecânico 5,36%, pneus (0,75%), Rodoar 0,0%, semirreboque 0,0%, recapagem (0,75%), lavagem 0,0%, seguros 4,64%.

ANÁLISE DE 12 MESES

Nos 12 meses (out/25 contra out/24), o cavalo mecânico teve variação de 3,38%, semirreboque 4,22%, óleo cárter 10,07%, óleo câmbio 10,21%, seguros 3,48%, DAT – 5,36%, recapagem com (1,21%), lavagem 3,40%, rodoar 5,45% e 2,79% pneus – 295/80 R22.

INCT-FR, INCT-FOU INCVT e INCT-FRIG

A evolução completa do INCTF, do INCTL e dos demais índices (INCTFR, INCTFOU, INCVT – Índice Nacional do Custo Variável do Transporte e INCTFRIG Índice Nacional do Custo do Transporte Frigorífico), assim como dos insumos do transporte encontra-se à disposição dos filiados da NTC&LOGÍSTICA na área restrita aos associados do site www.portalntc.org.br. Para acessar esta área, clique no canal Técnico e Econômico. Em seguida, clique “Downloads”.

O Departamento Técnico e Econômico da NTC&LOGÍSTICA (DECOPE) coloca-se à disposição das empresas e entidades associadas para prestar qualquer informação complementar pelo telefone (0xx11) 2632-1526/1536 ou pelo e-mail economia@ntc.org.br.

São Paulo, 31 de outubro de 2025.

DECOPE/NTC&LOGÍSTICA


[1] É livre a reprodução total ou parcial desta nota em qualquer meio de comunicação, desde que não sejam omitidos ou alterados aspectos essenciais à compreensão da mesma e desde que seja citada a fonte como segue: DECOPE/NTC&LOGÍSTICA – Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas/Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística.

[2] Este custo inclui custo peso, GRIS, custo valor para mercadorias de baixo valor (R$ 5.959,25 TON.) e PIS/COFINS. Não inclui taxa de lucro e pedágios. Franquia de 6 horas para carga e descarga. Acima disso, o custo adicional é de R$ 241,17 p/hora útil parada, ou R$ 9,65 por tonelada por hora útil.

Primeira edição do CONET&Intersindical 2026 será realizada em Brasília (DF)

Primeira edição do CONET&Intersindical 2026 será realizada em Brasília (DF)

A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará a primeira edição do CONET&Intersindical 2026 nos dias 26 e 27 de fevereiro, no ROYAL TULIP BRASÍLIA ALVORADA, em Brasília (DF). O evento tem como entidade anfitriã a FENATAC – Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas e Logística, com o apoio dos Sindicatos filiados à entidade.

O CONET&Intersindical é dividido em duas etapas:

1. CONET: apresentação de pesquisas de mercado realizadas pelo Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE) da NTC&Logística, além de debates sobre custos e tarifas do setor;

2. Intersindical: discussão de temas relacionados ao desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC).

O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destaca a importância do evento e o peso estratégico da capital federal para o setor: “Brasília é o centro das decisões que impactam o Transporte Rodoviário de Cargas. Realizar o CONET&Intersindical na capital federal, em um momento tão relevante para o país e para o nosso setor, reforça a importância deste encontro como espaço de diálogo, construção e fortalecimento das nossas pautas. Será uma oportunidade única para ampliarmos nossa atuação institucional, discutirmos os desafios que afetam o TRC e avançarmos na busca por soluções que contribuam para o desenvolvimento do transporte de cargas no Brasil. Convidamos todos os empresários e representantes de entidades a participarem desse grande encontro”.

O CONET&Intersindical consolidou-se como um dos eventos mais importantes do setor, reunindo os principais protagonistas do TRC, promovendo debates estratégicos, troca de experiências e oportunidades para o fortalecimento de parcerias.

Faça sua inscrição aqui.

Realização

NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)

Entidade Anfitriã

FENATAC (Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas e Logística)

Apoio

Sindicatos filiados à FENATAC

Apoios Institucionais

Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte; SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte; ITL – Instituto de Transporte e Logística)

FuMTran (Fundação Memória do Transporte)

Apoio Logístico

Braspress

Presidente Eduardo Rebuzzi participa da Feira de Empregabilidade do SEST SENAT em São João de Meriti (RJ)

Presidente Eduardo Rebuzzi participa da Feira de Empregabilidade do SEST SENAT em São João de Meriti (RJ)

Evento reuniu mais de 3 mil candidatos e 34 empresas do setor, reforçando o papel do Transporte na geração de empregos e no desenvolvimento econômico do país

Na última quarta-feira, 19 de novembro de 2025, foi realizada a Feira Emprega Transporte da Unidade do SEST SENAT São João de Meriti, no Rio de Janeiro. O evento contou com a presença de Eduardo Rebuzzi, presidente da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), da FETRANSCARGA (Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado do Rio de Janeiro) e do Conselho Regional do SEST SENAT do Rio de Janeiro.

Durante sua participação, Rebuzzi destacou a importância do Transporte para a economia nacional, ressaltando o papel estratégico que o setor exerce na mobilidade e no abastecimento da sociedade brasileira. Ele também enfatizou o compromisso das entidades que representa com a formação e a inserção profissional de qualidade. “Eventos como este demonstram, na prática, como o Transporte é um setor de oportunidades. A qualificação e a empregabilidade são pilares fundamentais para o crescimento sustentável da nossa atividade. O SEST SENAT tem um papel decisivo nesse processo, oferecendo capacitação e abrindo portas para milhares de profissionais que movimentam o país todos os dias”, afirmou o presidente Eduardo Rebuzzi.

A Feira de Empregabilidade ofereceu mais de 2.000 vagas de emprego e contou com mais de 3.000 candidatos inscritos. Participaram 34 empresas de transporte de cargas e de passageiros, supermercados, diversas agências de recrutamento e seleção, além da Prefeitura de São João de Meriti, por meio do programa “Casa do Trabalhador”. A ação promoveu um elo direto entre candidatos e empresas, iniciativa fundamental para suprir as demandas de mão de obra qualificada – motor de desenvolvimento e geração de renda no estado e em todo o Brasil.

A presença do presidente Eduardo Rebuzzi ratificou, também, o alinhamento entre entidades representativas do setor, como a NTC&Logística, a FETRANSCARGA e o SEST SENAT, que atuam de forma integrada na defesa do transporte, na valorização dos profissionais e na construção de políticas voltadas à inovação e à formação de mão de obra especializada.

O evento teve a participação do secretário municipal de Trabalho e Renda de São João de Meriti, Bruno Correia; da subsecretária de Trabalho e Renda de São João de Meriti, Pâmela Moreira, e do subsecretário do Comando da Civil de São João de Meriti, Worton França.

Com a realização da Feira Emprega Transporte de São João de Meriti em 2025, o SEST SENAT alcança a marca de 49 eventos promovidos em todo o país. No total, já foram reunidas 930 empresas participantes e mais de 30 mil candidatos, com cerca de 9 mil vagas ofertadas, das quais 10% resultaram em contratações efetivas. Esses números evidenciam o impacto concreto da iniciativa na geração de emprego, na qualificação de profissionais e no fortalecimento do setor de Transporte nacional.

NTC&Logística e COMJOVEM realizam hoje transmissão exclusiva para associados com a ANTT sobre Piso Mínimo de Frete e fiscalização eletrônica

NTC&Logística e COMJOVEM realizam hoje transmissão exclusiva para associados com a ANTT sobre Piso Mínimo de Frete e fiscalização eletrônica

Encontro será nesta segunda-feira e reunirá especialistas da ANTT, representantes da NTC&Logística e da coordenação nacional da COMJOVEM para orientar os associados sobre as atualizações regulatórias.

Nesta segunda-feira, 24 de novembro, acontecerá a transmissão ao vivo exclusivamente para associados da NTC&Logística, realizada por meio da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas), em parceria com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O encontro abordará esclarecimentos e orientações práticas sobre o Piso Mínimo de Frete e a nova sistemática de fiscalização eletrônica adotada pela Agência, que passa a monitorar automaticamente o cumprimento da norma em todo o país.

A transmissão contará com a participação de José Aires Amaral Filho, diretor substituto e superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas da ANTT, que apresentará as principais atualizações e procedimentos relacionados ao tema.

Representando a NTC&Logística, participarão o diretor jurídico, Dr. Marcos Aurélio Ribeiro; a assessora jurídica, Dra. Gil Menezes, e o assessor técnico do DECOPE (Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas), engo Lauro Valdivia, trazendo análises complementares e orientações técnicas às transportadoras.

Também estarão presentes o coordenador nacional da COMJOVEM, André de Simone, e os vice-coordenadores nacionais, Hudson Rabelo e Jéssica Caballero Lopes, reforçando a importância do engajamento das novas lideranças do setor em temas regulatórios estratégicos.

A transmissão ocorrerá às 15 horas, e o acesso será realizado mediante inscrição prévia do associado. Para garantir sua participação e receber as informações de acesso, basta preencher o formulário disponível no link: https://forms.gle/ZFcFWfNTVG1Rrp3B7

DNIT avança na restauração da BR-476/PR e garante mais fluidez e durabilidade à rodovia

DNIT avança na restauração da BR-476/PR e garante mais fluidez e durabilidade à rodovia

Intervenções visam melhorias no tráfego e fortalecem a economia local

As obras de manutenção e recuperação da BR-476, no estado do Paraná, seguem em ritmo acelerado. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) está conduzindo os trabalhos no trecho de 81 quilômetros que liga os municípios de União da Vitória a São Mateus do Sul. Por meio do Governo Federal, a intervenção prevê um orçamento aproximado de R$ 92 milhões.

Para a fase inicial, as equipes realizaram serviços de remendo profundo e fresagem do pavimento antigo. Atualmente, está em execução o novo pavimento de revestimento de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ). Na sequência, será iniciada a segunda fase, que consiste na aplicação de uma nova camada de revestimento que beneficiará todo o trecho. Essas ações ocorrem em segmentos descontínuos da rodovia e são essenciais para corrigir as deformações existentes e proporcionar maior durabilidade à pista.

No segmento, estão em andamento também serviços de drenos rasos de pavimento e drenos profundos de plataforma da rodovia. Além disso, está prevista a execução de meio-fio de concreto e sarjeta de concreto. A intervenção visa garantir maior resistência e longevidade do pavimento, e mais conforto e segurança para os usuários, reforçando a qualidade da infraestrutura viária da região.

Para manter a segurança nos trechos em atividade, o tráfego opera com o sistema de Pare e Siga. A previsão é que as intervenções estruturais se estendam até 2027, com a continuidade da conservação da rodovia até 2030. Esse cronograma visa melhorias no tráfego entre os municípios de União da Vitória e São Mateus do Sul, que desempenham papel estratégico no escoamento da produção agrícola e industrial da região Sul do Paraná.

Para o superintendente regional do DNIT no Paraná, Hélio Gomes, o projeto traz reflexos diretos para a população. “A execução das obras vem gerando empregos locais e movimentando a economia das cidades vizinhas, com impacto positivo em setores como hospedagem, alimentação e comércio. A presença constante de equipes técnicas também fortalece o vínculo do DNIT com as comunidades, que acompanham de perto o avanço dos trabalhos”, destaca.

Importância – A BR-476/PR é uma rodovia federal de grande importância para a logística do Paraná, funcionando como um corredor vital para o transporte de diversas cargas, como produtos agroindustriais, combustíveis, produtos químicos e têxteis. Sua extensão por todo o estado torna-se essencial para o escoamento de mercadorias e para a integração das diferentes regiões do estado com a Região Sudeste.

BNDES aprova primeiro financiamento do Fundo Clima para caminhões a biometano

BNDES aprova primeiro financiamento do Fundo Clima para caminhões a biometano

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou o primeiro financiamento do Fundo Clima para a compra de caminhões movidos a biometano, uma das apostas brasileiras para descarbonizar o transporte de cargas.

O contrato de R$ 432 milhões foi assinado com a Loga (Logística Ambiental de São Paulo), do Grupo Solvi, que opera na gestão de resíduos sólidos da capital paulista. Prevê a compra de 84 caminhões e investimentos em coleta e tratamento, e em energia. É o maior aporte já feito pelo banco no setor de resíduos sólidos. Os recursos vêm do Fundo Clima, do Finem (Financiamento Especial do BNDES) e da primeira operação do Eco Invest, programa voltado à bioeconomia e à indústria verde. Parte do valor será captada por meio de debêntures incentivadas coordenadas pelo próprio BNDES.

A Loga, responsável por coletar 6.000 toneladas de lixo por dia na zona noroeste da capital, instalará uma nova unidade de transbordo no Jaguaré, modernizará a Ponte Pequena e ampliará a garagem e os equipamentos de coleta. A empresa também implantará uma usina solar de 2,5 MW para reduzir o uso de energia da rede.

A adoção de caminhões a biometano começa a se configurar como uma tendência em empresas brasileiras que buscam descarbonizar as atividades. O combustível é produzido a partir do lixo ou de dejetos animais e pode reduzir em até 90% das emissões, em comparação ao diesel.

“O maior projeto do BNDES de financiamento para gestão de resíduos sólidos urbanos impulsiona a economia circular na cidade de São Paulo e contribui com a descarbonização a partir de recursos do Eco Invest, programa do governo do presidente Lula voltado para a bioeconomia e indústria verde”, afirmou, em nota, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

A possibilidade de financiamento de frotas mais limpas pelo Fundo Clima foi confirmada em julho, com a inclusão do biocombustível no Plano Anual de Aplicação de recursos do fundo, que tem R$ 11,2 bilhões para emprestar a juros de 6,5% ao ano (mais 1,3% de taxa do BNDES).

É uma alternativa para desconcentrar o uso do fundo, que hoje é muito focado em projetos de energias renováveis, que têm pouca contribuição para a redução das emissões brasileiras de gases do efeito estufa, já que o país tem uma matriz energética limpa. O setor de transporte é responsável por pouco mais de 10% das emissões nacionais e tem o desafio de descarbonizar principalmente veículos pesados.

Pedágios na BR-364 podem encarecer combustíveis e alimentos; motoristas enfrentam até uma hora de espera

Pedágios na BR-364 podem encarecer combustíveis e alimentos; motoristas enfrentam até uma hora de espera

A instalação das praças de pedágio ao longo da BR-364 avança rapidamente e já altera a rotina de quem depende diariamente da principal rodovia de Rondônia. Nos trechos em obras, o sistema pare e siga tem provocado congestionamentos que chegam a durar quase uma hora, gerando reclamações de motoristas e transportadores. Caminhoneiros relatam atrasos nas entregas e trabalhadores afirmam que a viagem diária ficou imprevisível.

Além do aumento no tempo de percurso, há preocupação com a segurança. Nos últimos dias, foram registrados acidentes próximos aos pontos de intervenção. Segundo motoristas, a combinação de pista estreitada, sinalização temporária e longos períodos de espera tem contribuído para colisões traseiras e manobras arriscadas de quem tenta evitar as filas. Em alguns casos, a liberação do tráfego ocorre com pouca visibilidade, o que aumenta o risco nos horários de maior movimento.

O avanço das obras reacende o debate sobre o impacto econômico da cobrança quando as praças entrarem em operação. A BR-364 é responsável pela maior parte do transporte de cargas no estado, incluindo combustíveis, alimentos e insumos que abastecem o comércio e a indústria. Transportadoras avaliam que o novo custo no trajeto elevará o valor do frete, e esse reajuste deve chegar ao consumidor final.

Especialistas em logística consideram que produtos sensíveis ao preço do transporte como hortifrutigranjeiros, combustíveis e itens de consumo básico podem sofrer aumentos progressivos. O receio é que, em um estado que depende quase exclusivamente da rodovia para circulação de mercadorias, qualquer acréscimo no custo de operação provoque efeitos imediatos no custo de vida dos rondonienses.

Enquanto isso, quem trafega pela rodovia convive com a rotina de obras, filas e incertezas. A expectativa é de que o fluxo continue lento até a conclusão das praças, cuja estrutura cresce em ritmo acelerado. Motoristas afirmam que compreendem a necessidade de melhorias, mas cobram planejamento mais eficiente para minimizar transtornos e garantir segurança.

Até que os pedágios entrem em funcionamento, o cenário atual – feito de espera prolongada, risco de acidentes e preocupação com impactos futuros – deve continuar sendo parte da realidade diária de quem utiliza a BR-364.

Câmara aprova emenda que suspende CNPJ de empresas envolvidas na receptação de carga roubada

Câmara aprova emenda que suspende CNPJ de empresas envolvidas na receptação de carga roubada

NTC&Logística e CNT contribuíram também para a aprovação da emenda que fortalece o arcabouço legal contra empresas envolvidas em crimes de receptação

A Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira, 19 de novembro, a emenda apresentada pelo deputado federal Fernando Marangoni ao Projeto de Lei 5.582/2025, que integra o pacote antifacção e estabelece a suspensão, por 180 dias, do CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas de empresas constituídas ou utilizadas para facilitar, permitir ou ocultar a receptação de carga roubada. A medida representa um avanço significativo no combate às estruturas empresariais que dão suporte operacional ao crime organizado.

A emenda determina que, uma vez comprovado judicialmente o envolvimento da empresa na receptação, sua inscrição no CNPJ será suspensa, impedindo a emissão de notas fiscais e inviabilizando sua atuação no mercado formal. Em caso de reincidência, a empresa será considerada inidônea, e o administrador responsável ficará proibido de exercer o comércio por cinco anos.

O tema foi debatido em maio deste ano, no 24º Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, evento realizado em Brasília, pela Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados, que conta com o apoio da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), desde 1999. A edição do Seminário em 2025 também marcou o lançamento da Aliança Nacional pela Segurança Logística, iniciativa da NTC&Logística que reúne órgãos públicos, entidades privadas e instituições do setor para reforçar a segurança no Transporte Rodoviário de Cargas em todo o Brasil. A criação da Aliança fortaleceu o debate e ratificou a necessidade de medidas mais eficazes para coibir a atuação de empresas utilizadas por organizações criminosas.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, a aprovação representa um marco importante: “O avanço dessa emenda na Câmara dos Deputados é uma conquista significativa para todo o setor. Esse tema vem sendo amplamente debatido pela NTC&Logística, inclusive no 24º Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, quando ressaltamos a importância de mecanismos mais eficazes contra a receptação de cargas roubadas. A iniciativa do deputado federal Fernando Marangoni demonstra compromisso com a modernização do arcabouço legal e com o fortalecimento da segurança jurídica das empresas. Ainda há muito trabalho pela frente, mas este é um passo fundamental para combater estruturas criminosas que afetam diretamente a economia e o Transporte Rodoviário de Cargas. Parabenizamos a CNT (Confederação Nacional do Transporte) e todos que contribuíram para esse avanço”.

A NTC&Logística enfatiza que a suspensão do CNPJ é um instrumento estratégico para desarticular empresas utilizadas como fachada na legalização de mercadorias roubadas, reduzindo significativamente a capacidade financeira e operacional das organizações criminosas. O texto completo da emenda está disponível no portal da Câmara dos Deputados, clicando aqui.

Presidente Eduardo Rebuzzi participará da Série Debates – Logística no Brasil, realizada pela Editora Globo

Presidente Eduardo Rebuzzi participará da Série Debates – Logística no Brasil, realizada pela Editora Globo

O presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) e da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro (FETRANSCARGA), Eduardo Rebuzzi, participará como palestrante da próxima edição da Série Debates – Logística no Brasil, promovida pela Editora Globo. O evento acontecerá no dia 26 de novembro, das 10h às 11h30, e reunirá autoridades, especialistas e lideranças empresariais para discutir os desafios logísticos e os impactos dos novos investimentos em infraestrutura na região Sudeste.

A Série aborda temas estruturais do país e, nesta edição, coloca em evidência o paradoxo vivido pela região mais rica do Brasil: apesar de concentrar grande parte da atividade industrial nacional, o Sudeste ainda enfrenta gargalos históricos na malha rodoviária, dificuldades de integração modal e limitações que afetam sua competitividade econômica.

A participação de Rebuzzi reforça o protagonismo do Transporte Rodoviário de Cargas no debate sobre políticas públicas, financiamento, corredores logísticos e soluções para a expansão da infraestrutura necessária ao desenvolvimento do país.

Programação

10h | PAINEL 1

Política nacional e financiamento de infraestrutura: diretrizes dos governos, instrumentos de fomento e projetos prioritários no Sudeste e no Rio de Janeiro

10h50 | PAINEL 2

Intermodalidade e ferrovias: corredores logísticos, ampliação ferroviária e integração com portos e polos industriais

11h30 | Encerramento

Palestrantes confirmados

  • Jorge Bastos – Presidente da Infra S.A.
  • Luciana Costa – Diretora de Infraestrutura de Transição Energética do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)
  • George Santoro – Secretário-Executivo do Ministério dos Transportes
  • Mauro Ribeiro Viegas Filho – Diretor-Executivo e Presidente do Conselho Empresarial de Infraestrutura da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro)
  • Ulisses Oliveira – Diretor de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade do Porto Sudeste
  • Gabriela Costa – Diretora Executiva da Associação de Terminais Portuários (ATP)
  • Eduardo Rebuzzi – Presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) e da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro (FETRANSCARGA)

Assista ao vivo: https://www.youtube.com/watch?v=eAkQ6_iUqCI

Scania inicia teste de caminhão elétrico extrapesado em rota de longa distância no Brasil

Scania inicia teste de caminhão elétrico extrapesado em rota de longa distância no Brasil

Operação de seis meses avalia desempenho do modelo Scania 30G 4×2 no corredor Cajamar–Taubaté e integra iniciativa Laneshift para implantação de corredor logístico com emissão zero na Dutra

A Amazon, a DHL Supply Chain e a Scania iniciaram, em outubro, um teste operacional com um caminhão extrapesado 100% elétrico em uma rota de longa distância no estado de São Paulo. O veículo, modelo Scania 30G 4×2, vem sendo utilizado no trajeto entre Cajamar e Taubaté, considerado um dos principais corredores logísticos de movimentação de cargas da Amazon no país. A ação integra o programa Laneshift, iniciativa da The Climate Pledge e da C40 Cities para apoiar a transição para o transporte de cargas com emissão zero.

O teste, previsto para durar seis meses, consiste no monitoramento contínuo do percurso e do consumo energético do veículo, que é recarregado no centro de triagem CGH7, em Cajamar, e segue para a base da transportadora parceira To Do Green. A rota foi anunciada durante o lançamento oficial da aliança Laneshift e-Dutra, apresentado em 11 de novembro, na COP30, em Belém. O objetivo da iniciativa é estabelecer um corredor de transporte elétrico ao longo da Rodovia Presidente Dutra (BR-116), conectando São Paulo ao Rio de Janeiro.

O caminhão transporta cargas gerenciadas pela DHL Supply Chain, que utilizará os resultados para avaliar a viabilidade operacional do transporte de longa distância com propulsão elétrica em escala comercial. Segundo a empresa, esse tipo de operação é relevante para medir impactos reais e orientar futuros investimentos em frotas e infraestrutura.

A Scania destaca que este é o primeiro cavalo mecânico 100% elétrico da marca em operação no Brasil. O veículo possui autonomia de 250 quilômetros, potência de 300 kW e capacidade técnica de 66 toneladas de Peso Bruto Total Combinado (PBTC). A montadora afirma que o teste permitirá analisar o desempenho do modelo em uma rota com grande fluxo de caminhões e condições operacionais variadas.

A rota entre Cajamar e Taubaté faz parte do corredor em que está sendo desenvolvido o projeto Laneshift E-Dutra, voltado à instalação de hubs de recarga rápida na rodovia. O plano prevê pontos de abastecimento elétrico em locais considerados estratégicos, como unidades do Graal e o PIT de São José dos Campos, com carregadores de 120 kW.

O corredor já teve uma viagem-piloto em setembro, entre Resende (RJ) e Sorocaba (SP), em um percurso de aproximadamente 800 quilômetros, com um caminhão Volkswagen e-Delivery de 11 toneladas. A ação permitiu o registro de dados sobre autonomia, tempo de recarga e condições de infraestrutura, insumos considerados essenciais para a definição de padrões de operação.

O biodiesel ficou caro: alta de 98% em cinco anos acende alerta no transporte

O biodiesel ficou caro: alta de 98% em cinco anos acende alerta no transporte

Custo do biocombustível quase dobrou entre 2020 e 2025 e começa a impactar frotistas e transportadoras

O avanço do biodiesel na matriz brasileira tem impulsionado discussões sobre qualidade, eficiência e, sobretudo, preço. Dados levantados pelo Gasola by nstech mostram que, entre 2020 e 2025, o diesel comum encareceu 57%, com aumento de R$ 2,19 por litro, acompanhando o movimento global dos combustíveis. No mesmo período, o biodiesel registrou uma alta ainda mais expressiva: quase 98%.

A elevação ocorre em um momento em que o percentual obrigatório de mistura também cresce. A partir de agosto deste ano, o Brasil passou a adotar 15% de biodiesel no diesel, após decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). E a meta anunciada pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante evento da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em Brasília, é chegar a 25% nos próximos anos.

Para o especialista em combustível do Gasola, Vitor Sabag, a equação é clara: o biodiesel custa mais caro por litro do que o diesel vendido pela Petrobras. “Quando aumenta a proporção, é natural que o preço final suba. Não significa que o biodiesel seja o vilão, mas que seus impactos precisam ser considerados, especialmente para quem roda muito”, diz. Ele destaca que a transição energética exige previsibilidade e diálogo com o setor para evitar distorções de custo que comprometam a competitividade do transporte rodoviário de cargas.

Dependência do óleo de soja

A pressão sobre os preços também reflete a estrutura produtiva. Embora o biodiesel possa ser fabricado a partir de diferentes matérias-primas, a indústria brasileira ainda depende majoritariamente do óleo de soja — insumo sensível à volatilidade agrícola. Com a demanda crescente, aumentam os custos de produção, logística e armazenagem, deixando o biocombustível mais caro do que o diesel fóssil.

O cenário preocupa um setor cuja frota possui idade média de 18 anos, segundo a CNT. “Muitos caminhões antigos não estão totalmente preparados para misturas mais elevadas, o que traz riscos técnicos e financeiros”, afirma Sabag. Ele compara o Brasil com a Europa, onde o uso de biodiesel é integrado a uma política mais ampla, que combina biocombustíveis avançados, combustíveis sintéticos, eletrificação e programas de renovação de frota.

Apesar dos desafios, Sabag avalia que o Brasil tem vantagens competitivas para avançar nessa agenda. O país é um dos maiores produtores mundiais de matéria-prima para biodiesel, possui cadeia estruturada e um programa de mistura obrigatória que garante previsibilidade. “O biodiesel é parte da solução, não o caminho único. O ideal é combiná-lo a outras tecnologias limpas e políticas de suporte, que garantam compatibilidade técnica e sustentabilidade econômica.”

Na avaliação do especialista, o desafio macroeconômico é tornar o biodiesel competitivo sem pressionar ainda mais os custos logísticos do país – que depende do modal rodoviário para transportar 70% das mercadorias. “O Brasil tem potencial para ser protagonista global em combustíveis renováveis, desde que consiga alinhar transição energética, competitividade e segurança operacional”, diz.

Governo de Minas amplia investimentos em manutenção de rodovias, em 2025

Governo de Minas amplia investimentos em manutenção de rodovias, em 2025

Contratos preveem investimentos de mais de R$ 800 milhões

O Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) deve encerrar 2025 com um investimento de mais de R$ 800 milhões em ações de manutenção e conservação das rodovias estaduais. Esse valor representa um aumento de cerca de 50% em relação ao montante aplicado no ano passado, que foi de R$ 535 milhões.

De acordo com a autarquia, o reforço no orçamento tem como objetivo garantir melhores condições de tráfego e segurança para motoristas e passageiros, além de reduzir custos com reparos emergenciais.

As obras incluem serviços de tapa-buracos, recuperação de pavimento, limpeza de margens, desobstrução de drenagem e manutenção da sinalização, e abrangem cerca de 25 mil quilômetros de rodovias estaduais pavimentadas e não pavimentadas.

“Minas Gerais está entrando em um novo patamar de infraestrutura rodoviária com a determinação de promover a mobilidade e a segurança nas nossas rodovias. Esses recursos serão vitais para a manutenção e conservação contínua”, explica o diretor-geral do DER-MG, Matheus Novais.

“Não é apenas tapa-buracos: é um investimento na prevenção e na segurança de quem trafega. O resultado direto será um tráfego mais fluido, menos acidentes e uma redução significativa no custo logístico para quem movimenta a economia mineira”, avalia.

Atualmente, a malha viária sob responsabilidade do DER-MG apresenta apenas um ponto crítico com interrupção total do tráfego. Além disso, oito trechos estão operando por variantes, sendo que três deles contam com obras em andamento e os outros cinco se encontram em processo de licitação.

O DER-MG reforça que os usuários podem acompanhar, em tempo real, as condições das rodovias estaduais e informações sobre interdições, desvios e obras por meio do site oficial do órgão.

Ainda de acordo com Matheus Novais, com o aumento dos investimentos, o Governo de Minas pretende avançar na recuperação da malha rodoviária e oferecer mais conforto e segurança aos mineiros que circulam pelas estradas do estado.

“Além disso, todas as 40 regionais do DER-MG estão orientadas para atuar com prontidão e em regime de plantão durante o período chuvoso, garantindo uma resposta rápida a ocorrências e a adoção imediata de medidas para restabelecer as condições de tráfego e a segurança nas rodovias estaduais“, acrescenta o diretor-geral do DER-MG.

Os novos contratos abrangem dezenas de obras de manutenção e conservação, tanto na rede pavimentada quanto na não pavimentada, e inclui, também, a recuperação de aterros, revitalização de pavimento e sinalização, podas, capinas e eliminação de pontos críticos, entre outras atividades.

Entre as inúmeras obras em andamento por todo o estado, há intervenções aguardadas há mais de uma década. É o caso da recuperação da rodovia MG-457, no trecho entre Santa Rita de Jacutinga e Bom Jardim de Minas, na Zona da Mata. As intervenções têm como foco principal o Km 33, onde serão realizadas escavações em rocha, construção de muro em gabião e a implantação de um novo sistema de drenagem.

Ainda na Zona da Mata, na área de influência de Manhumirim, diversos trechos de rodovias estão sendo recuperados, entre os quais, os 25 quilômetros da MG-111, que faz a conexão de Carangola e Tombos.

No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, áreas de grande relevância para a economia agropecuária mineira, os serviços são realizados em várias frentes. Entre as rodovias contempladas, destacam-se trechos das LMG-730, LMG-738, LMG-745 e LMG-746, fundamentais para o escoamento da produção agrícola, o transporte de insumos e o acesso a serviços essenciais.

Na região Central, o exemplo vem da MG-259, entre Curvelo (MG) e Felixlândia (MG), que ganhou novo asfalto e nova sinalização em um trecho de 43,1 quilômetros que conecta os dois municípios.

Mais informações no site do DER-MG.

NTC&Logística realiza o primeiro evento carbono neutro do Transporte Rodoviário de Cargas

NTC&Logística realiza o primeiro evento carbono neutro do Transporte Rodoviário de Cargas

Iniciativa inédita reforça o compromisso da entidade com a sustentabilidade e marca um novo capítulo para o setor

O mundo corporativo vive uma transformação silenciosa e profunda. A transição para modelos de negócios mais sustentáveis deixou de ser uma tendência e se tornou uma necessidade global, impulsionada pelas metas internacionais de descarbonização e pela crescente cobrança da sociedade por responsabilidade ambiental. No setor de transportes – responsável por cerca de 25% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA) –, o desafio é ainda mais urgente: equilibrar eficiência logística, competitividade e redução de impacto ambiental.

No Brasil, esse cenário ganha proporção ainda maior. Dados da Coalizão dos Transportes apontam que o país emitiu aproximadamente 2.300 MtonCO₂e (milhões de toneladas de CO₂ equivalente) em 2022, sendo que o setor de transportes respondeu por cerca de 11% desse total. Dentro desse segmento, o modal rodoviário concentra mais de 90% das emissões, reforçando a necessidade de iniciativas que estimulem práticas sustentáveis e inovação no setor.

É nesse cenário que a NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) dá um passo pioneiro e simbólico: o Congresso NTC 2025 – XVIII Encontro Nacional da COMJOVEM, que acontecerá de 27 a 30 de novembro, no Clube Med Lake Paradise, em Mogi das Cruzes (SP), será o primeiro evento do Transporte Rodoviário de Cargas do Brasil a ter suas emissões de carbono integralmente neutralizadas.

A iniciativa faz parte do olhar sustentável da atual gestão do presidente Eduardo Rebuzzi, que vem fortalecendo as práticas de ESG (ambiental, social e governança) na entidade e estimulando a adoção de políticas concretas que inspirem o setor. Esse movimento também reflete o trabalho conduzido pela vice-presidência extraordinária da Pauta ESG, liderada por Joyce Bessa, e pelo esforço conjunto da Assessoria Executiva da Presidência, coordenada por Elisete Balarini, responsável pela organização e pela implementação das diretrizes sustentáveis nos eventos institucionais da entidade.

Para viabilizar a neutralização, a NTC&Logística firmou parceria com a Domani Global, empresa especializada em soluções ambientais e em projetos de compensação de carbono certificados. Todo o processo envolverá o cálculo preciso das emissões geradas – desde o deslocamento dos participantes até o consumo de energia, alimentação e materiais –, com compensação posterior em projetos de reflorestamento e regeneração ambiental reconhecidos internacionalmente.

Fabiano Santana, CEO da Domani Global, explica que o compromisso da NTC&Logística reflete uma mudança de paradigma no transporte brasileiro: “A neutralização de carbono é uma prática adotada pelas principais organizações do mundo e representa um gesto de responsabilidade com as próximas gerações. Quando uma entidade do porte da NTC assume esse compromisso, ela abre caminho para que todo o setor se mobilize em torno da sustentabilidade”.

A vice-presidente extraordinária da Pauta ESG, Joyce Bessa, ressalta que essa é uma ação que vai além do evento. “Estamos construindo uma jornada. A neutralização do Congresso é uma demonstração prática de que é possível alinhar grandes eventos à responsabilidade ambiental. O objetivo é inspirar empresas e lideranças do transporte a adotar práticas semelhantes em suas operações, criando uma cultura de sustentabilidade contínua.”

O presidente Eduardo Rebuzzi reforça que a sustentabilidade é um pilar estratégico da atuação da NTC&Logística.“Temos buscado unir inovação, governança e responsabilidade socioambiental em todas as nossas ações. Esse resultado é fruto de um trabalho coletivo, que envolve a vice-presidência da Pauta ESG, a Assessoria Executiva da Presidência e nossos parceiros. O transporte brasileiro tem papel essencial na economia, e cabe a nós liderar também na agenda sustentável.”

Responsável pela coordenação e organização dos eventos da entidade, a assessora executiva da presidência, Elisete Balarini, destaca que esse novo olhar também orienta a forma como a NTC&Logística realiza suas atividades institucionais. “Estamos revisitando cada detalhe – fornecedores, logística, estrutura e materiais – para que nossos eventos sejam cada vez mais conscientes e responsáveis. A parceria com a Domani Global representa esse novo momento, em que o cuidado ambiental passa a ser parte do planejamento e da execução de todas as etapas.”

O Congresso NTC 2025 – XVIII Encontro Nacional da COMJOVEM reunirá empresários, lideranças e jovens empreendedores de todo o Brasil para debater inovação, tecnologia, gestão e o futuro do Transporte Rodoviário de Cargas. A neutralização do carbono gerado durante o evento reforça a liderança da NTC&Logística na construção de um setor mais sustentável, moderno e conectado às melhores práticas globais.

CNI recomenda teste de viabilidade e integração nos projetos de transportes

CNI recomenda teste de viabilidade e integração nos projetos de transportes

Estudo apresenta recomendações para o país melhorar o atual modelo de priorização de projetos e mostra que falhas no planejamento comprometem a infraestrutura; 220 obras federais de transportes estão paradas

O desenvolvimento de uma infraestrutura de transportes moderna e eficiente é essencial para ampliar a competitividade do setor produtivo, reduzir custos logísticos e inserir o país nas principais cadeias globais de valor.

O estudo Planejamento de Transportes e as Novas Rotas de Integração Logística na América do Sul, divulgado nesta terça-feira (18) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), traz recomendações para que o Brasil aprimore os planos e a execução de sua política de transportes.

A CNI propõe ao governo mudanças no novo ciclo do Planejamento Integrado de Transportes. O estudo traz uma proposição central de que nenhum projeto deveria avançar no ciclo de planejamento sem antes passar por um teste de viabilidade, com o uso de uma análise de custo-benefício, e a identificação de falhas críticas que impeçam sua implantação, operação ou a provisão dos serviços decorrentes, além da avaliação integrada de projetos.

O setor industrial brasileiro enfrenta inúmeros gargalos logísticos, como congestionamentos nos grandes centros urbanos; estradas esburacadas e sem conservação; ferrovias sucateadas; portos com restrições em termos de espaço e limitações de acessos terrestre e marítimo; déficit de armazéns; baixa integração entre os modos de transporte, dentre outros problemas graves.

O estudo menciona obras iniciadas sem projeto básico e executivo, que se arrastam há mais de duas décadas, como a da Ferrovia Transnordestina. Também detalha as melhores soluções para as cinco principais rotas de integração da América do Sul. Na avaliação da CNI, o planejamento de transportes é um pilar central para a construção de um país mais integrado e competitivo.

“A modernização da infraestrutura de transportes representa mais do que eficiência operacional para a indústria. É um vetor de desenvolvimento econômico e social”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban. “A integração entre os diferentes modais, a racionalização dos investimentos públicos e privados, e a busca por soluções sustentáveis de transporte são fatores determinantes para ampliar a produtividade nacional”, acrescenta.

De acordo com dados do Tribunal de Contas da União (TCU), de abril deste ano, 220 obras federais de transporte estão paralisadas no país – 19% do total de empreendimentos. O presidente da CNI observa que essas paralisações significam custos elevados e atraso para a logística de escoamento de cargas industriais.

“Estradas, ferrovias, aeroportos, hidrovias e portos bem estruturados reduzem o Custo Brasil, aumentam a atratividade para novos investimentos e fortalecem a capacidade de as empresas brasileiras competirem no mercado internacional. Ao mesmo tempo, são fatores essenciais para melhorar qualidade de vida da população, com impactos positivos sobre o emprego, a renda e o bem-estar social”, destaca Alban.

Contribuições para o Plano Nacional de Logística

O estudo busca contribuir com o Plano Nacional de Logística (PNL 2050), em elaboração pelo governo federal. A CNI tem participado ativamente desse processo, apresentando contribuições e sugestões em nome do setor industrial, com a expectativa de que o PNL corrija problemas estruturais do modelo vigente.

De acordo com o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, o país não apenas investe pouco no setor de transportes, como aplica de forma ineficiente os recursos disponíveis. “Nas últimas duas décadas, os investimentos em transporte e logística no Brasil têm sido entre 0,4% e 0,7% do PIB ao ano, frente a uma necessidade de algo em torno de 2,2%. Ao longo dos anos, avançamos na adoção de melhores regras de transparência e governança dos investimentos, mas ainda assim é preciso evoluir significativamente para garantir uma alocação mais eficiente desses recursos”, diz.

“O país deve aprender com os erros e acertos passados. Em infraestrutura, falhas na governança dos projetos vêm levando, há muitas décadas, a baixa produtividade dos investimentos no setor, particularmente em transportes. Este trabalho é uma tentativa de contribuir para a melhoria do processo de planejamento, inclusive para que possam ser descartados projetos inviáveis”, enfatiza o diretor da CNI. “Os recursos são escassos e precisam ser usados com eficiência, minimizando sua má alocação e mirando o interesse público”, completa Roberto Muniz.

Cinco rotas de Integração na América do Sul

O estudo da CNI também mapeia rotas estratégicas para melhorar a integração logística da América do Sul. O trabalho aponta a necessidade de melhoria da governança no processo de planejamento de transporte. Ao avaliar os projetos de integração sul-americana, conduzidos pelo governo, não são encontradas evidências ou semelhanças com os critérios metodológicos de seleção de projetos do modelo em curso (PIT 2019-23).

O trabalho da CNI menciona preocupações com os critérios de escolha e priorização dos projetos, bem como defende a necessidade de análises mais rigorosas de custo-benefício e de cálculo da taxa social de retorno das iniciativas. Por fim, ressalta a necessidade de maior transparência e melhoria na governança no novo ciclo de planejamento (PIT 2024-27).

Reforma tributária altera regras do comércio exterior Brasil

Reforma tributária altera regras do comércio exterior Brasil

A reforma tributária modifica a estrutura de tributação aplicada ao comércio exterior, com a substituição de IPI, PIS e Cofins pelo IBS e pela CBS. As alterações exigem atualização dos sistemas governamentais e normas claras de implementação para garantir previsibilidade às operações. A expectativa é que a adaptação tecnológica e regulatória seja determinante para evitar descontinuidades no período de transição.

A reforma tributária, aprovada pelo Congresso Nacional e atualmente em fase de regulamentação, modifica de forma significativa as bases de tributação aplicáveis às operações econômicas do país. No comércio exterior, a substituição de tributos como IPI, PIS e Cofins pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), pilares da reforma, elimina o chamado “resíduo tributário”, custo acumulado que historicamente elevou o preço das exportações brasileiras. A avaliação consta no estudo Tributação no Comércio Exterior: Isonomia para a Competitividade, publicado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), o Brasil registrou corrente de comércio de US$ 527,067 bilhões no acumulado de 2025, com recordes de exportações, importações e saldo comercial. De acordo com o documento da CNI, a implementação do IBS e da CBS exigirá atualização dos sistemas governamentais e definição clara das normas complementares para garantir previsibilidade às operações e evitar descontinuidades no período de adaptação.

A reestruturação tributária altera bases de cálculo e formas de incidência sobre produtos importados, exigindo ajustes nos sistemas integrados ao Portal Único de Comércio Exterior. A expectativa é que o recolhimento do IBS e da CBS ocorra no momento da liberação das mercadorias pela Receita Federal, o que pode reduzir custos logísticos e financeiros e ampliar a previsibilidade das operações.

A Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros (Feaduaneiros) ressalta a importância de que os sistemas públicos e privados sejam atualizados de maneira coordenada. A entidade destaca que os despachantes aduaneiros terão papel relevante na orientação técnica às empresas durante a transição para as novas regras. “Toda mudança gera incertezas, e, no comércio exterior, a previsibilidade é chave. A Feaduaneiros está comprometida em contribuir tecnicamente com os debates para que a transição seja a mais suave possível. O objetivo é modernizar o sistema sem impor novos custos burocráticos que possam prejudicar a competitividade do Brasil”, afirma José Carlos Raposo Barbosa, presidente da Feaduaneiros.

Segundo avaliação técnica da Dra. Miriam Tavares, diretora de Câmbio da AGK Corretora e especialista em Direito Internacional e Aduaneiro, a reforma também traz avanços relevantes para regimes especiais, como Drawback e Recof, ao permitir a suspensão do IBS e da CBS nas aquisições internas destinadas à exportação. Para a especialista, a equiparação entre insumos nacionais e importados reforça o princípio da isonomia tributária e contribui para reduzir assimetrias históricas nas cadeias produtivas.

Tavares destaca ainda que a clareza regulatória e a adaptação tempestiva das plataformas eletrônicas são fatores indispensáveis para evitar descontinuidades operacionais, alinhando o ambiente de negócios brasileiro às melhores práticas internacionais de comércio exterior.

Sobre a Feaduaneiros

Fundada em 21 de abril de 1953, a Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros (Feaduaneiros) congrega e representa a categoria em todo o território nacional. Entre suas atribuições, estão a defesa dos direitos da classe, a conciliação entre sindicatos filiados e a promoção de princípios como liberdade profissional, lealdade concorrencial e ética no exercício da atividade.

Concessões de rodovias no Estado de São Paulo impulsionam Transporte Rodoviário de Cargas na Região

Concessões de rodovias no Estado de São Paulo impulsionam Transporte Rodoviário de Cargas na Região

Segundo a Pesquisa CNT de Rodovias 2024, o Estado de São Paulo concentra nove das dez melhores estradas do Brasil, todas elas administradas pela iniciativa privada

No início de 2025, o Governo do Estado de São Paulo lançou o programa “SP para toda Obra”, anunciando a previsão de 30 bilhões de reais em investimentos em rodovias públicas e concedidas de São Paulo. Posteriormente, foi anunciada a inclusão de três novos projetos, que somarão mais 21,8 bilhões de reais em melhorias na malha viária do estado. As novas iniciativas fazem parte da próxima rodada de concessões realizadas pelo Governo de São Paulo por meio da Secretaria de Parcerias em Investimentos. Entre elas, estão o Circuito das Águas, a Rota Mogiana e o Lote Paranapanema, que abrangem 1.203 quilômetros de rodovias em diferentes regiões do estado. 

De acordo com a Pesquisa CNT de Rodovias 2024, das dez melhores estradas do país, nove estão em território paulista; todas sob gestão privada. O levantamento também mostra que 75,4% dos trechos avaliados no estado foram classificados entre ótimo e bom, resultado que reforça o impacto dos contratos de concessão na qualidade das vias e na segurança viária.

Ao todo, 10.760 quilômetros de rodovias paulistas foram analisados pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). Desses, 4.366 quilômetros receberam classificação ótima, e 3.746 quilômetros foram avaliados como bons. Nos critérios técnicos, o desempenho também se destaca: a pavimentação alcançou 61% de classificação ótima; a sinalização, 59,3%, e a geometria da via, 41,4%. Apesar do bom resultado geral, algumas estradas classificadas como regulares, entre elas SP-055, SP-125, SP-079, SP-312, SP-322, SP-171, SP-250 e SP-425, seguem sob administração pública e ainda exigem intervenções estruturais.

Para o presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), Carlos Panzan, a qualidade das estradas paulistas deve-se ao pioneirismo do estado nas autorizações de privatização das rodovias. “No início, enfrentamos alguns desafios, porém avançamos de forma consistente ao aprimorar os processos de concorrência, os estudos técnicos e os modelos de privatização, o que nos posicionou em um patamar significativamente superior ao dos demais estados.”

Apesar da qualidade apresentada, ainda há um trabalho a ser realizado para aprimorar a infraestrutura das vias. Panzan afirma que as rodovias do estado de São Paulo, como um todo, estão muito prejudicadas pelo elevado fluxo de veículos. “É necessário repensar o transporte nas grandes metrópoles para dar mais fluidez ao trânsito, pensar em alternativas como entregas noturnas para aliviar o trânsito dos grandes centros. Isso realmente facilitaria a logística e o abastecimento da cidade”, conta.

As novas concessões, como o Circuito das Águas, a Rota Mogiana e o Lote Paranapanema, vêm para trazer um grande avanço para a logística, fluidez de trânsito, a implementação de novas tecnologias e duplicação das rodovias. “As concessões rodoviárias contribuirão para reduzir congestionamentos e ampliar a segurança de todos os usuários. No campo tecnológico, destaca-se a implementação do sistema Free Flow, que atende a uma demanda histórica do setor ao permitir a cobrança de pedágio proporcional ao trecho efetivamente percorrido”.

A FETCESP reforça que é fundamental que São Paulo mantenha seu protagonismo no modelo de concessões, especialmente por ser o principal estado da América Latina em relevância econômica e logística. A entidade destaca que a continuidade e a ampliação dos investimentos são essenciais para assegurar rodovias cada vez mais modernas, seguras e compatíveis com as demandas crescentes do transporte de cargas. Manter esse padrão de excelência é determinante para sustentar o desenvolvimento do setor e fortalecer a competitividade do país.

Sobre a FETCESP

A Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo foi fundada em 1989, com a finalidade de representar o Transporte Rodoviário de Cargas no Estado de São Paulo junto às autoridades em todos os níveis das administrações pública e privada federal e estadual. Por isso, atua como órgão técnico e consultivo no estudo de soluções de questões ligadas ao transporte.

A Federação mantém comissões de trabalho formadas por empresários e assessorias jurídica e técnica especializadas. Os grupos participam de discussões sobre infraestrutura dos transportes, privatização das rodovias, terminais de cargas, tributos nas empresas de transportes, política trabalhista, acidentes no trabalho, roubo e desvio de cargas, multimodalidade, poluição veicular, legislação de trânsito e transporte de produtos químicos (perigosos), entre outros temas.

Porto de Santos cresce 11,6% em contêineres e tem melhor mês da história

Porto de Santos cresce 11,6% em contêineres e tem melhor mês da história

Movimentação total de cargas cresce 8%, e porto atinge segundo maior volume da história, impulsionado por granéis sólidos e alta de embarques de soja

O Porto de Santos registrou, em outubro, o melhor mês de sua história na movimentação de contêineres, com 550,8 mil TEU, um avanço de 11,6% em relação ao mesmo período de 2024. O crescimento confirma o porto como o principal centro logístico do país e ocorre em um momento de expansão do comércio exterior brasileiro.

A movimentação total de cargas também subiu, alcançando 16,77 milhões de toneladas, alta de 8% na comparação anual. Trata-se do segundo maior volume já registrado pelo complexo, ficando atrás apenas de julho deste ano, quando foram movimentadas 17,4 milhões de toneladas.

O desempenho de outubro foi influenciado pelos embarques, que cresceram 14% e somaram 12,44 milhões de toneladas, enquanto os desembarques recuaram 6,2%, totalizando 4,32 milhões de toneladas. A alta dos embarques está diretamente relacionada ao comportamento dos granéis sólidos, especialmente do complexo soja. O grupo teve um salto de 94,9% no mês, com destaque absoluto para a soja em grãos a granel, cujo volume disparou 1.020%, passando de 138,7 mil toneladas para 1,55 milhão. A soja foi determinante para o avanço da carga geral como um todo, em um mês em que outros produtos relevantes também contribuíram de maneira positiva.

O açúcar atingiu 2,7 milhões de toneladas em outubro, crescendo 3,5% em relação ao ano anterior, enquanto os embarques de carnes aumentaram 5,6% e somaram 281 mil toneladas. A celulose também evoluiu no mês, com alta de 2,6% e 860,8 mil toneladas movimentadas. Alguns segmentos, no entanto, registraram retração, como o álcool, que caiu 59% no comparativo anual, os sucos cítricos, com baixa de 9,3%, o milho, que recuou 1,5%, e a gasolina, cuja movimentação diminuiu 27,2%.

O volume de importações foi predominantemente negativo. A movimentação de fertilizantes – uma das principais cargas de desembarque – caiu 5,8%, chegando a 843,9 mil toneladas. O GLP apresentou queda de 79,1%, enquanto os desembarques de soda cáustica diminuíram 23,1%. Por outro lado, alguns itens mostraram avanço, caso do fosfato de cálcio, que cresceu 9,9%, e do metanol, que registrou alta de 82% no mês.

Desempenho no acumulado do ano

No acumulado de janeiro a outubro, o Porto de Santos também opera em ritmo recorde. A movimentação de contêineres atingiu 4,92 milhões de TEU, resultado 8,2% superior ao do mesmo período de 2024. A tonelagem total chegou a 155,5 milhões de toneladas, com expansão de 1,7%. O volume de unidades movimentadas cresceu 6,3%, alcançando 2,86 milhões no período. O fluxo de navios aumentou 2,1% no ano, com 4.757 atracações registradas. Com esse desempenho, a participação de Santos na corrente comercial brasileira alcançou 29,6%, acima dos 29% verificados no ano anterior.

Para o diretor de Administração e Finanças e presidente interino da Autoridade Portuária de Santos, Júlio Cezar Alves de Oliveira, o avanço reflete um ciclo consistente de investimentos públicos e privados, como o megaterminal STS10 e o aprofundamento do canal de navegação, iniciativas consideradas estratégicas para sustentar o crescimento da demanda.

Vinculada ao Ministério dos Portos e Aeroportos, a APS é responsável pela administração do maior porto da América Latina, por onde passam cerca de 30% das trocas comerciais do país. Localizado a 70 quilômetros da Região Metropolitana de São Paulo, o complexo reúne 53 terminais distribuídos entre Santos e Guarujá, incluindo áreas arrendadas, retroportuárias e instalações privadas, compondo uma das principais engrenagens da economia brasileira.

Tocantins inaugura nesta terça nova ponte que liga Xambioá (TO) ao Pará

Tocantins inaugura nesta terça nova ponte que liga Xambioá (TO) ao Pará

A nova ponte sobre o Rio Araguaia, entre Xambioá (TO) e São Geraldo do Araguaia (PA), será entregue nesta terça-feira (18), às 10 horas, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo governador do Tocantins, Laurez Moreira. Com 2.010 metros de extensão e investimento total de R$ 232,3 milhões, dos quais R$ 28,8 milhões são do Novo PAC, a estrutura substituirá a travessia por balsa, que hoje pode custar mais de R$ 300 por viagem, e deve beneficiar mais de 500 mil pessoas na região Norte.

A ponte faz parte do corredor de transporte da BR-153 e é considerada um marco para a infraestrutura e logística do país. Segundo o Ministério dos Transportes, a obra deve ampliar a segurança dos usuários, reduzir custos operacionais e agilizar o escoamento da produção agropecuária e industrial do Tocantins e do Pará.

Para o governo estadual, o impacto será direto no desenvolvimento regional. “A ponte representa desenvolvimento, união e novas oportunidades para o nosso povo. A estrutura diminuirá os custos e o tempo no transporte de cargas e de veículos, gerando crescimento econômico em diversos setores”, afirma o governador Laurez Moreira.

A expectativa é de aumento no fluxo diário de veículos e de fortalecimento do comércio e dos serviços locais. A cerimônia contará também com a presença do ministro dos Transportes, Renan Filho; do governador do Pará, Helder Barbalho, e do diretor-geral do DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, Fabrício Galvão.

Serviço

Entrega da ponte Xambioá (TO) – São Geraldo do Araguaia (PA)

Data: Terça-feira, 18 de novembro

Horário: 10 horas

Local: Orla de Xambioá