NTC&Logística reforça a importância da participação das empresas transportadoras no Índice CNT de Confiança do TRC

NTC&Logística reforça a importância da participação das empresas transportadoras no Índice CNT de Confiança do TRC

Levantamento nacional está em andamento e reúne a percepção dos transportadores sobre o cenário econômico e as perspectivas para os próximos seis meses, contribuindo para a construção de indicadores estratégicos para o setor

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) está realizando mais uma edição do

Índice CNT de Confiança do Transportador Rodoviário de Cargas (ICTC),

pesquisa que avalia a percepção dos empresários do Transporte Rodoviário de Cargas sobre a economia brasileira e as expectativas para os próximos seis meses.

O levantamento tem como objetivo reunir informações estratégicas que auxiliem na compreensão do cenário atual do setor, contribuindo para a elaboração de estudos, análises e ações voltadas ao fortalecimento da atividade transportadora em todo o país.

As sondagens regionais já estão sendo realizadas, em parceria com as federações de Santa Catarina (FETRANCESC); Rio Grande do Sul (FETRANSUL); Rio de Janeiro (FETRANSCARGA); São Paulo (FETCESP); Minas Gerais (FETCEMG) e Espírito Santo (FETRANSPORTES), fortalecendo a mobilização das transportadoras e ampliando a representatividade dos resultados obtidos.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, a participação das empresas é fundamental para garantir que os resultados representem com precisão a realidade vivida pelo Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.

“A participação dos empresários é essencial para que possamos compreender, com maior profundidade, os desafios, as expectativas e o sentimento do setor em relação ao futuro. Quanto maior o número de participantes, mais consistentes serão os dados e mais relevantes serão as informações geradas para subsidiar ações, estudos e debates em defesa do Transporte Rodoviário de Cargas. Por isso, convidamos todas as empresas a contribuírem com essa importante iniciativa da CNT.”
A pesquisa estará disponível para participação até o dia 14 de junho. Os empresários interessados podem acessar o questionário por meio do endereço eletrônico: cnt.org.br/ict

Faça já a sua inscrição para a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, que será realizada em Ouro Preto (MG)

Faça já a sua inscrição para a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, que será realizada em Ouro Preto (MG)

Evento promovido pela NTC&Logística acontecerá em agosto, reunindo lideranças e empresários do Transporte Rodoviário de Cargas de todo o Brasil

A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará, nos dias 27 e 28 de agosto de 2026, a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, no Hotel Vila Galé, em Ouro Preto (MG). O evento terá como entidade anfitriã a FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais, com o apoio dos sindicatos filiados à federação.

Consolidado como um dos mais importantes encontros do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil, o CONET&Intersindical reúne empresários, lideranças, representantes de entidades e especialistas para debater os principais desafios, tendências e oportunidades do setor.

A programação do evento é dividida em duas etapas. O CONET contempla a apresentação de pesquisas de mercado, estudos técnicos e levantamentos econômicos desenvolvidos pelo DECOPE (Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas) da NTC&Logística, além de debates relacionados aos custos operacionais e tarifas do setor. Já a Intersindical é voltada às discussões institucionais e estratégicas sobre o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas.

O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destacou a relevância da realização do encontro em Minas Gerais e a importância da participação do setor no evento.

“Realizar o CONET&Intersindical em Ouro Preto, em Minas Gerais, tem um significado muito especial para o nosso setor. Trata-se de um estado pujante, com forte representatividade econômica e relevância para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Estar em uma cidade histórica como Ouro Preto, patrimônio vivo da humanidade e do país, reforça ainda mais o propósito deste encontro. Será uma excelente oportunidade para ampliarmos o diálogo com lideranças, discutirmos os desafios do TRC e avançarmos na construção de soluções que contribuam para o crescimento sustentável do transporte de cargas. Convidamos todos os empresários e representantes de entidades a estarem conosco nesse importante momento”, afirmou.

As inscrições para o evento estão abertas, clique aqui e faça parte do evento.

As reservas de hospedagem também estão disponíveis. Garanta sua participação realizando a reserva no hotel do evento, clicando aqui.

Realização

l NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)

Entidade Anfitriã

l FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais

Apoio

l Sindicatos filiados à FETCEMG

Patrocínio

l FENATRAN

l GEOTAB

l MERCEDES-BENZ

l ROADCARD

l TRANSPOCRED

Apoios Institucionais

l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)

l FuMTran (Fundação Memória do Transporte)

Apoio Logístico

l Braspress

CNT e PRF alinham apoio à PEC da Segurança Pública e discutem integração de dados para o transporte

CNT e PRF alinham apoio à PEC da Segurança Pública e discutem integração de dados para o transporte

Reunião tratou dos impactos da proposta para os modais rodoviário, ferroviário e hidroviário e da construção de políticas públicas com bases em inteligência e estatísticas

Representantes da CNT (Confederação Nacional do Transporte) e da PRF (Polícia Rodoviária Federal) reuniram-se, na última quarta-feira (27), na sede do Sistema Transporte, em Brasília, para discutir a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) nº 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública. Favoráveis à proposta, as entidades trocaram percepções sobre os desafios da segurança nos diferentes

modais e debateram formas de cooperação voltadas à integração de dados, à produção de estatísticas e ao aprimoramento de políticas públicas para o setor.

O encontro marcou um primeiro alinhamento institucional sobre os impactos e os desafios associados à proposta, especialmente diante da perspectiva de ampliação da atuação da força policial nos modais ferroviário e hidroviário, além do rodoviário.

A parceria entre CNT e PRF já contempla iniciativas nas áreas de segurança viária, saúde preventiva, planejamento setorial e intercâmbio de informações. Um dos exemplos é a utilização de diagnósticos produzidos pela CNT, como a Pesquisa CNT de Rodovias, para subsidiar estratégias voltadas à redução de acidentes e à melhoria da infraestrutura rodoviária.

Participaram da reunião, pela CNT, a gerente-executiva Governamental, Danielle Bernardes; o consultor de Segurança Pública, Getúlio Bezerra; o assessor Governamental, Jason Luz, e a assessora para o Poder Legislativo, Amanda Galvão. Pela PRF, estiveram presentes os membros do Projeto Estratégico PEC na Segurança Pública da PRF, José Roberto Barros; Fabiano Moreno; Rodrigo Kraemer; André Kleinowski Pereira e Nivaldo Minervi.

Cooperação para fortalecer a segurança nos modais

Segundo José Roberto Barros, a reunião inaugura uma agenda de cooperação que deverá avançar conforme a tramitação da PEC evoluir. Ele destacou que a PRF já mantém uma parceria consolidada com a CNT no modal rodoviário, mas que o novo contexto exige ampliar o diálogo sobre os demais modais.

“A PRF já tem uma relação histórica com a CNT no modal rodoviário. Agora, precisamos estreitar também a interlocução sobre os outros modais. Estamos estruturando um diagnóstico para compreender os desafios, as competências previstas e os impactos da proposta, e a contribuição da CNT é fundamental para trazer a perspectiva do setor transportador”, afirmou.

Integração de dados e inteligência

Um dos principais temas debatidos foi a necessidade de ampliar a integração de dados e estatísticas de segurança pública para subsidiar políticas mais eficientes e coordenadas. As entidades avaliaram que a fragmentação das informações ainda representa um obstáculo para o planejamento de ações preventivas, o enfrentamento da criminalidade e a identificação de áreas e corredores logísticos mais vulneráveis.

Para Danielle Bernardes, a discussão ganha relevância diante da crescente interdependência entre os modais de transporte.

“A CNT apoia a PEC desde o início porque os problemas de segurança atingem todos os modais de transporte. Hoje, um dos grandes desafios é justamente a integração dos dados. Sem dados integrados, torna-se mais difícil direcionar políticas públicas e identificar com precisão as regiões e os corredores que exigem mais atenção”, destacou.

Danielle observou ainda que fenômenos relacionados à criminalidade frequentemente atravessam diferentes modais logísticos, o que reforça a necessidade de coordenação entre órgãos e sistemas de segurança.

Ao abordar a agenda de dados e inteligência, Getúlio Bezerra ressaltou a importância de ampliar a disponibilidade de informações estatísticas para apoiar tanto o poder público quanto o setor transportador na gestão de riscos e na tomada de decisão.

“Os dados consolidados são essenciais para orientar ações de segurança, planejamento operacional e prevenção. O setor tem se estruturado cada vez mais para fortalecer seus mecanismos de proteção, mas precisa contar com informações estatísticas mais acessíveis e organizadas, sempre respeitando os limites dos dados sensíveis e das atividades de inteligência”, afirmou.

Sobre a PEC

A PEC nº 18/2025 propõe alterações constitucionais relacionadas às competências dos entes federativos em matéria de segurança pública, além de prever maior integração, cooperação e interoperabilidade entre os órgãos que compõem o Sistema Nacional de Segurança Pública.

Entre os pontos da proposta está a ampliação da atuação da PRF – que poderá passar a se chamar Polícia Viária Federal – no patrulhamento ostensivo de rodovias, ferrovias e hidrovias federais.

SEST SENAT fortalece agenda ESG e amplia atuação em sustentabilidade em todo o país

SEST SENAT fortalece agenda ESG e amplia atuação em sustentabilidade em todo o país

Segunda edição do Relatório de Sustentabilidade evidencia avanços na governança, participação em agendas climáticas e integração da sustentabilidade à estratégia institucional

O SEST SENAT lançou, nesta semana, a segunda edição de seu Relatório de Sustentabilidade, documento que consolida os avanços da instituição nas dimensões ESG (ambiental, social e de governança) e demonstra a evolução da sustentabilidade como eixo estratégico da gestão.

A publicação apresenta os resultados alcançados em 2025 e evidencia um novo estágio de maturidade institucional, marcado pela incorporação cada vez mais estruturada de práticas sustentáveis aos processos internos, às operações e ao planejamento estratégico.

Após estruturar sua Estratégia ESG em 2024, o SEST SENAT avançou, em 2025, para uma fase de consolidação dessa agenda, ampliando mecanismos de monitoramento, fortalecendo a governança e promovendo maior alinhamento entre planejamento e execução.

Entre os destaques da nova edição, está a ampliação da atuação da entidade em agendas relacionadas à transição energética, à descarbonização e ao desenvolvimento sustentável. O relatório registra a participação ativa do SEST SENAT em iniciativas como a Coalizão pela Descarbonização do Transporte, o Hub

de Biocombustíveis e Elétricos do Pacto Global da ONU e os debates liderados pelo Sistema Transporte na COP30, realizada pela primeira vez no Brasil.

“Mais do que relatar resultados, este documento evidencia a evolução da sustentabilidade como eixo estruturante da nossa estratégia institucional”, afirma a diretora-executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart.

A publicação também destaca o papel das Unidades Operacionais na implementação de pilares ESG em todo o país. As iniciativas desenvolvidas localmente ganharam mais visibilidade nesta edição, evidenciando sua contribuição para a geração de impacto socioambiental nos territórios onde o SEST SENAT atua e para o fortalecimento da cultura da sustentabilidade na instituição.

Além dos avanços em governança e posicionamento institucional, o relatório reflete a expansão das atividades do SEST SENAT. Em 2025, a instituição ultrapassou a marca de 21,9 milhões de atendimentos, registrou crescimento da arrecadação compulsória e ampliou sua rede para 174 Unidades Operacionais em funcionamento no país.

Os resultados reforçam a atuação da entidade nas áreas de saúde, qualidade de vida, educação profissional e inovação, beneficiando colaboradores, trabalhadores do transporte, seus dependentes e a sociedade.

“Seguimos avançando com responsabilidade, reafirmando o papel do SEST SENAT como agente estratégico de transformação e impulsionando iniciativas que contribuem para um setor de transporte mais sustentável, inovador e preparado para os desafios contemporâneos”, destaca Nicole Goulart.

O relatório também reafirma o compromisso da instituição com temas considerados prioritários para sua estratégia de sustentabilidade, entre eles ética, integridade, aperfeiçoamento da gestão, diversidade, desenvolvimento profissional, experiência do usuário, impacto social e sustentabilidade no transporte, em alinhamento aos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU (Organização das Nações Unidas).

Acesse aqui o relatório.

Na Bahia, Ministro dos Transportes entrega trecho da BR-020 e autoriza manutenção em 217 quilômetros da BR-242

Na Bahia, Ministro dos Transportes entrega trecho da BR-020 e autoriza manutenção em 217 quilômetros da BR-242

Investimentos melhoram as condições de deslocamento no noroeste baiano e reforçam a conservação da malha rodoviária no estado

Fundamental para a ligação entre Bahia e Piauí, e para o escoamento da produção regional, a BR-020/BA avançou em mais uma etapa nesta terça-feira (2). O ministro dos Transportes, George Santoro, entregou a pavimentação de 11,8 quilômetros da rodovia, entre Campo Alegre de Lourdes e a divisa com o estado vizinho, e autorizou o início dos serviços de manutenção e recuperação de 217,5 quilômetros da BR- 242/BA, entre Paraguaçu e Lençóis.

A pavimentação recebeu investimentos de R$ 32,5 milhões do Novo PAC e beneficia diretamente cerca de 150 mil pessoas no noroeste baiano e no leste do Piauí. A intervenção fortalece a ligação entre os dois estados, melhora as condições de deslocamento de moradores e visitantes, e amplia a eficiência do transporte de cargas na região.

“A BR-020 é um corredor importante para a Bahia. Estamos trabalhando para ampliar essa conexão e integrar a rodovia à FIOL 2 para fortalecer esse corredor logístico fundamental para o desenvolvimento do estado”, afirmou o ministro dos Transportes, George Santoro.

Além de impulsionar as atividades econômicas entre Bahia e Piauí, a conclusão do trecho amplia o acesso à região da Serra da Capivara, importante destino turístico e patrimônio arqueológico brasileiro. A obra também reforça a infraestrutura logística da área de influência do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), uma das principais fronteiras agrícolas do país.

“Estamos retomando investimentos que são fundamentais para o desenvolvimento da Bahia. São obras em rodovias, ferrovias e outros projetos estruturantes que ficaram anos sem receber a atenção necessária. Hoje, vivemos um novo momento, com investimentos do Novo PAC que melhoram a infraestrutura, impulsionam o desenvolvimento regional e transformam a vida das pessoas”, destacou o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.

A BR-020 é um dos principais eixos rodoviários do país, conectando o Centro-Oeste ao Nordeste. A via desempenha papel estratégico para o agronegócio, o turismo e o transporte de bens e serviços, além de contribuir para o escoamento da produção agrícola e mineral.

Manutenção da BR-242

Ainda durante a agenda, George Santoro assinou a ordem de início de serviços para execução de obras de manutenção e recuperação da BR-242/BA, entre Paraguaçu e Lençóis. A intervenção contempla 217,5 quilômetros da rodovia e contará com investimentos de R$ 157,3 milhões.

Os serviços serão executados em dois lotes. O primeiro abrange o trecho entre Paraguaçu e Itaberaba, com extensão de 86,9 quilômetros. O segundo contempla o segmento entre Itaberaba e o entroncamento da BA-144, acesso para Lençóis, totalizando 130,6 quilômetros.

“A BR-242 precisava voltar a receber investimentos. Retomamos os serviços de manutenção para garantir melhores condições de trafegabilidade e mais segurança para quem utiliza a rodovia”, afirmou o ministro.

As intervenções vão contribuir para a preservação da malha rodoviária federal, ampliar a segurança dos usuários e garantir melhores condições de circulação em um dos mais importantes corredores de transporte da Bahia.

Mais investimentos nas rodovias baianas

Durante a agenda, o ministro dos Transportes, George Santoro, entregou a primeira etapa da Travessia Urbana de Juazeiro, que vai beneficiar mais de 42 mil veículos por dia, e vistoriou as obras da Travessia Urbana de Petrolina (PE). As intervenções ampliam a capacidade viária, reduzem congestionamentos e reforçam a integração logística no Vale do São Francisco.

ANTT esclarece conceito de carga lotação e atende questionamento da NTC&Logística

ANTT esclarece conceito de carga lotação e atende questionamento da NTC&Logística

Ofício encaminhado à entidade reforça que as regras operacionais do CIOT não alteram os critérios previstos na regulamentação do piso mínimo de frete

A Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, por meio da Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (SUROC), respondeu oficialmente à Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística sobre as dúvidas relacionadas ao conceito de carga lotação e à aplicação das novas regras para geração do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).

O retorno da Agência ocorreu após manifestação encaminhada pela NTC&Logística, que demonstrou preocupação quanto à interpretação da Portaria SUROC nº 06/2026, especialmente em operações realizadas para um único contratante, mas amparadas por múltiplos Conhecimentos de Transporte Eletrônicos (CT-e) ou Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e). A principal dúvida era se essas operações poderiam ser automaticamente enquadradas como carga lotação e, consequentemente, submetidas à Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.

No documento, a ANTT esclarece que a Portaria SUROC nº 6/2026 foi alterada pela Portaria SUROC nº 16/2026 justamente para conferir maior clareza às regras operacionais relacionadas ao CIOT e garantir compatibilidade com o conceito de carga lotação já estabelecido pela Resolução ANTT nº 5.867/2020. Segundo a Agência, o cadastramento operacional das informações para geração do CIOT possui caráter instrumental e não altera, amplia ou substitui os requisitos normativos exigidos para caracterização da carga lotação.

A ANTT reforçou que, para que uma operação seja considerada carga lotação para fins de aplicação do piso mínimo de frete, é necessário o atendimento cumulativo de todos os requisitos previstos na Resolução nº 5.867/2020, entre eles a existência de um único contrato de transporte, um único contratante, utilização exclusiva da composição veicular, um único par origem-destino e a emissão de um único CT-e ou NF-e.

Dessa forma, a Agência destacou que operações realizadas para um único contratante, mas que envolvam múltiplos CT-e, múltiplas NF-e ou diversos pontos de origem e destino, não serão automaticamente submetidas ao piso mínimo de frete, mas apenas para fins de cadastramento da operação para geração do CIOT.

Para a NTC&Logística, o posicionamento da Agência traz maior segurança jurídica ao setor, ao confirmar que as exigências operacionais relacionadas ao CIOT não modificam o conceito normativo de carga lotação definido pela Resolução 5.867/2020. O esclarecimento também contribui para reduzir interpretações divergentes e garantir maior previsibilidade às operações de Transporte Rodoviário de Cargas.

A entidade segue acompanhando atentamente os desdobramentos relacionados ao cadastramento das operações e geração do CIOT, e às normas que impactam diretamente as empresas transportadoras, mantendo diálogo permanente com a ANTT em defesa da segurança jurídica e da competitividade do setor.

Leia a íntegra do Ofício aqui.

NTC&Logística participará do 1º Encontro do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas

NTC&Logística participará do 1º Encontro do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas

Evento promovido pela ANTT, em conjunto com entidades representativas do setor, reunirá autoridades, especialistas e transportadores para debater os desafios e oportunidades do transporte internacional

A NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística participará do 1º Encontro do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas (TRIC 2026), que será realizado no dia 23 de junho, em Brasília (DF). A iniciativa é promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, em conjunto com o Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL), a NTC&Logística, a ABTI – Associação Brasileira de Transportadores Internacionais e demais entidades representativas do setor.

O encontro reunirá autoridades públicas, lideranças empresariais, representantes de entidades e especialistas para discutir temas estratégicos relacionados ao Transporte Rodoviário Internacional de Cargas, incluindo integração regional, facilitação do comércio exterior, modernização regulatória, corredores logísticos e perspectivas para o desenvolvimento da atividade nos próximos anos.

A programação foi estruturada para promover o intercâmbio de experiências e o fortalecimento do diálogo entre os diversos atores envolvidos nas operações internacionais, contribuindo para a construção de soluções que tornem o transporte mais eficiente, seguro e competitivo.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, o evento representa uma importante oportunidade para ampliar o debate sobre questões que impactam diretamente a competitividade do Transporte Rodoviário de Cargas.

“O Transporte Rodoviário Internacional de Cargas possui papel fundamental na integração econômica entre os países e no fortalecimento das cadeias produtivas. O TRIC representa uma oportunidade valiosa para reunir diferentes visões, compartilhar experiências e construir soluções que contribuam para o desenvolvimento sustentável e competitivo do setor.”

O vice-presidente extraordinário de Relações Internacionais da NTC&Logística, Danilo Guedes, destaca que a realização do encontro reforça a importância do diálogo permanente entre os setores público e privado.

“O transporte internacional exige cooperação, alinhamento regulatório e troca constante de experiências entre os países e as instituições envolvidas. O TRIC surge como um ambiente estratégico para debater desafios comuns, identificar oportunidades e fortalecer a integração logística regional, beneficiando toda a cadeia do Transporte Rodoviário de Cargas.”

Associada à International Road Transport Union (IRU) desde 1970, a NTC&Logística acompanha permanentemente os temas relacionados ao transporte internacional e às relações institucionais globais, atuando em defesa de pautas que contribuam para o fortalecimento e a competitividade das empresas brasileiras.

As inscrições para o evento estão abertas e podem ser realizadas por meio do portal da ANTT.

Serviço

1º Encontro do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas (TRIC 2026)

Data: 23 de junho de 2026

Local: Brasília (DF)

Inscrições, clique aqui

Participe da segunda edição do CONET&Intersindical 2026. Faça sua inscrição!

Participe da segunda edição do CONET&Intersindical 2026. Faça sua inscrição!

Evento promovido pela NTC&Logística acontecerá em agosto, reunindo lideranças e empresários do Transporte Rodoviário de Cargas de todo o Brasil

A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará, nos dias 27 e 28 de agosto de 2026, a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, no Hotel Vila Galé, em Ouro Preto (MG). O evento terá como entidade anfitriã a FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais, com o apoio dos sindicatos filiados à federação.

Consolidado como um dos mais importantes encontros do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil, o CONET&Intersindical reúne empresários, lideranças, representantes de entidades e especialistas para debater os principais desafios, tendências e oportunidades do setor.

A programação do evento é dividida em duas etapas. O CONET contempla a apresentação de pesquisas de mercado, estudos técnicos e levantamentos econômicos desenvolvidos pelo DECOPE (Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas) da NTC&Logística, além de debates relacionados aos custos operacionais e tarifas do setor. Já a Intersindical é voltada às discussões institucionais e estratégicas sobre o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas.

O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destacou a relevância da realização do encontro em Minas Gerais e a importância da participação do setor no evento.

“Realizar o CONET&Intersindical em Ouro Preto, em Minas Gerais, tem um significado muito especial para o nosso setor. Trata-se de um estado pujante, com forte representatividade econômica e relevância para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Estar em uma cidade histórica como Ouro Preto, patrimônio vivo da humanidade e do país, reforça ainda mais o propósito deste encontro. Será uma excelente oportunidade para ampliarmos o diálogo com lideranças, discutirmos os desafios do TRC e avançarmos na construção de soluções que contribuam para o crescimento sustentável do transporte de cargas. Convidamos todos os empresários e representantes de entidades a estarem conosco nesse importante momento”, afirmou.

As inscrições para o evento estão abertas, clique aqui e faça parte do evento.

As reservas de hospedagem também estão disponíveis. Garanta sua participação realizando a reserva no hotel do evento, clicando aqui.

Realização

NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)

Entidade Anfitriã

FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais

Apoio

Sindicatos filiados à FETCEMG

Patrocínio

FENATRAN

GEOTAB

MERCEDES-BENZ

ROADCARD

TRANSPOCRED

Apoios Institucionais

l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)

l FuMTran (Fundação Memória do Transporte)

Apoio Logístico

Braspress

SEST SENAT abre inscrições para cursos técnicos EaD com foco em qualificação profissional

SEST SENAT abre inscrições para cursos técnicos EaD com foco em qualificação profissional

Cursos técnicos em Segurança do Trabalho, Administração e Logística oferecem flexibilidade para quem busca capacitação e novas oportunidades profissionais

O SEST SENAT está com inscrições abertas para cursos técnicos na modalidade Educação a Distância (EaD). A iniciativa oferece formação profissional com flexibilidade e praticidade, permitindo que os alunos estudem no próprio ritmo, de onde estiverem.

As inscrições seguem abertas até o dia 30 de junho e contemplam três áreas estratégicas para o mercado de trabalho:

  • Técnico em Segurança do Trabalho;
  • Técnico em Administração;
  • Técnico em Logística.

Com metodologia voltada para a rotina dos estudantes e profissionais, os cursos foram desenvolvidos para ampliar oportunidades de qualificação e crescimento profissional, atendendo às demandas de um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo.

Além da comodidade do ensino a distância, os cursos técnicos do SEST SENAT oferecem uma formação alinhada às necessidades do setor produtivo, contribuindo para o desenvolvimento de competências práticas e estratégicas.

Os interessados podem realizar a inscrição diretamente pela plataforma digital do SEST SENAT: digital.sestsenat.org.br/processo-seletivo/sobre-processo-seletivo#

Transporte de produtos perigosos necessita de mais infraestrutura e integração regulatória

Transporte de produtos perigosos necessita de mais infraestrutura e integração regulatória

Encontro com representantes do setor ocorreu na Câmara Internacional de Logística e Transportes (CIT), no último dia 27

A Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP) participou, na última quarta-feira (27), da Câmara Internacional de Logística e Transportes (CIT), um dos principais fóruns de discussão do Transporte Rodoviário de Cargas no país.

O encontro reuniu representantes do setor produtivo, especialistas e lideranças ligadas à regulação, fiscalização e desenvolvimento da infraestrutura logística brasileira, para debater os principais desafios operacionais e estruturais do transporte nacional.

Durante a participação da entidade, o presidente da ABTLP, Oswaldo Caixeta, apresentou um panorama do transporte de produtos perigosos no Brasil, destacando o nível de exigência regulatória do segmento, os investimentos realizados pelas empresas em segurança operacional, os impactos da infraestrutura rodoviária sobre a eficiência e a redução de riscos nas operações.

Dados apresentados pela entidade mostram que o setor reúne mais de 49 mil transportadores registrados no RNTRC e opera sob um ambiente com cerca de 390 instrumentos legais federais relacionados à atividade.

Segundo Caixeta, o transporte de produtos perigosos está entre os segmentos mais fiscalizados e tecnicamente exigidos do país, demandando investimentos contínuos em rastreabilidade, monitoramento, gestão de risco, capacitação de motoristas e conformidade regulatória. “As empresas convivem diariamente com exigências relacionadas à rastreabilidade, gestão de riscos, certificações específicas, monitoramento operacional e treinamento permanente das equipes. A ABTLP entende que esse rigor é necessário diante da complexidade das operações”, explicou.

A apresentação também abordou os impactos da infraestrutura logística sobre a segurança operacional do setor. Para a entidade, problemas relacionados à conservação das rodovias, sinalização inadequada, ausência de áreas seguras de parada e limitações estruturais aumentam diretamente o risco das operações e os custos do transporte especializado.

Dados da Pesquisa CNT de Rodovias 2025 mostram que, apesar da melhora recente da malha viária brasileira, os desafios ainda permanecem relevantes: 43% dos trechos avaliados foram classificados como regulares e 19,1% como ruins ou péssimos, além de 2.144 pontos críticos identificados nas estradas brasileiras.

“Rodovias em más condições, sinalização inadequada, falta de áreas seguras de parada e deficiência logística aumentam significativamente os riscos das operações. O transportador faz sua parte, investe em tecnologia, treinamento e gestão de risco, mas a segurança não depende apenas dele”, destacou Caixeta.

Outro ponto reforçado pela ABTLP durante o encontro foi a importância da corresponsabilidade entre setor privado e poder público para garantir operações mais seguras. A entidade defende que o avanço da segurança operacional depende não apenas do investimento das transportadoras, mas também da ampliação dos investimentos públicos em infraestrutura, fiscalização técnica, planejamento logístico e modernização regulatória.

Para a Associação, a participação na CIT fortalece a aproximação entre empresas, entidades representativas e órgãos públicos, ampliando o debate técnico sobre prevenção de riscos, integração logística e desenvolvimento estrutural do transporte de cargas no Brasil.

Free Flow avança no Norte do Paraná e setor de transportes vê modernização positiva para a logística

Free Flow avança no Norte do Paraná e setor de transportes vê modernização positiva para a logística

Novo modelo de pedágio eletrônico começou a operar em trechos estratégicos da região de Londrina e deve trazer mais fluidez, previsibilidade e eficiência às operações de transporte

O início da operação do sistema de pedágio eletrônico Free Flow em trechos do Norte do Paraná, iniciado no início de maio deste ano, marca uma nova etapa na modernização da infraestrutura rodoviária da região. A tecnologia, que está em operação nas rodovias que passam por regiões estratégicas próximas a Londrina, como Jataizinho, Rolândia, Arapongas e Mandaguari, vem substituindo gradualmente o modelo tradicional de cobrança em praças físicas por pórticos eletrônicos com identificação automática dos veículos.

A implantação ocorre em corredores logísticos relevantes para o transporte rodoviário de cargas, especialmente nas BRs-369 e 376, utilizadas diariamente no escoamento da produção agroindustrial e na conexão logística do Paraná com outros estados. Para o setor transportador, o avanço do Free Flow é visto de forma positiva, principalmente pela possibilidade de ganho operacional nas viagens de longa distância.

Para Márcio Pozzer, diretor regional da unidade de Londrina do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná – SETCEPAR, o free flow representa uma modernização importante da infraestrutura rodoviária. “Entendemos que essa tecnologia tende a trazer benefícios relevantes para o transporte de cargas, especialmente em corredores logísticos estratégicos do Norte do Paraná. A eliminação das praças físicas reduz filas, melhora a fluidez do tráfego e contribui para maior previsibilidade das operações”, afirma Marcio Pozzer, diretor regional do SETCEPAR Londrina.

Segundo ele, os impactos positivos já começam a ser percebidos na prática, especialmente em rotas que antes registravam retenções frequentes em praças convencionais. Para as transportadoras, qualquer redução de tempo parado influencia diretamente indicadores operacionais importantes, como produtividade da frota, consumo de combustível, desgaste mecânico e cumprimento de janelas logísticas. “Apesar de a legislação já obrigar o pagamento eletrônico do Vale Pedágio quando o veículo está carregado, o deslocamento vazio da frota também passa a ter ganho operacional importante com a redução das paradas”, destaca Pozzer.

Ao mesmo tempo, o setor reconhece que o novo sistema exige adaptação operacional por parte das empresas. O controle das passagens deixa de ser concentrado em praças físicas e passa a depender de monitoramento eletrônico, validação de cobranças e acompanhamento rigoroso dos prazos de pagamento. Esse processo exige maior integração tecnológica e controle administrativo, especialmente em empresas com grande volume de viagens diárias.

De acordo com o SETCEPAR Londrina, os desafios são ainda maiores para transportadores autônomos e pequenas empresas, que nem sempre possuem sistemas automatizados de gestão de frota e controle financeiro. “Muitas empresas ainda estão compreendendo detalhes sobre cadastramento, formas de pagamento, identificação automática dos veículos e os próprios prazos para regularização das tarifas”, explica Pozzer.

Outro ponto considerado importante pelo setor é a necessidade de ampliar as ações educativas e a comunicação sobre o funcionamento do modelo. A recente suspensão de milhões de multas relacionadas ao Free Flow em todo o país reforçou a percepção de que a tecnologia ainda passa por um período de maturação no Brasil, especialmente diante das dúvidas operacionais existentes entre usuários e empresas.

Para o SETCEPAR Londrina, a consolidação do sistema na região dependerá da padronização de processos, integração entre concessionárias e maior familiaridade dos usuários com a tecnologia. “Embora o conceito do free flow seja amplamente utilizado em outros países, no cenário brasileiro ainda existem dúvidas operacionais e dificuldades práticas por parte dos usuários. A transição em nossa região precisa ser acompanhada de campanhas educativas mais intensas. Entendemos que a tecnologia é positiva, mas sua implementação precisa ocorrer de forma gradual, educativa e com segurança jurídica para evitar penalizações indevidas”, finaliza o diretor.

LOGÍSTICA HUMANITÁRIA E O TRANSPORTE RODOVIÁRIO: O Papel do Setor em Situações de Emergência

As situações de emergência, como desastres naturais, expõem com clareza o papel estratégico da logística e, em especial, do transporte rodoviário na proteção da vida humana e na manutenção da resiliência econômica. O Brasil, país de dimensões continentais e grandes contrastes regionais, enfrenta desafios intensos neste campo. O aumento da frequência e da intensidade dos desastres naturais nas últimas décadas tem revelado lacunas estruturais e operacionais que precisam ser superadas com urgência.
Em 2023, o Brasil registrou 1.161 ocorrências de desastres naturais — o maior número desde o início dos registros. Essa realidade evidencia a necessidade de sistemas logísticos mais eficientes e integrados. Eventos extremos como enchentes, deslizamentos e secas são agravados por fatores como mudanças climáticas, urbanização desordenada e desigualdade no acesso à infraestrutura básica. Milhares de comunidades vivem em condições de alta vulnerabilidade, onde o tempo de resposta pode significar a diferença entre a vida e a morte. A resposta a essas emergências é frequentemente prejudicada por barreiras logísticas estruturais e organizacionais. A complexidade territorial do país, a desigualdade na distribuição da infraestrutura de transporte e a fragmentação entre os diversos atores — órgãos públicos, organizações não governamentais e setor privado — dificultam uma ação rápida, coordenada e eficaz. Em momentos críticos, como desastres naturais, a logística humanitária torna-se fundamental para garantir o envio ágil e seguro de suprimentos essenciais — alimentos, água potável, medicamentos, roupas e equipamentos de resgate. Além disso, é por meio dela que se viabiliza a mobilização de equipes de socorro e a evacuação de populações em áreas de risco.
Nesse contexto, o transporte rodoviário de cargas exerce um papel central, pois representa o principal meio logístico do Brasil, responsável por cerca de 60% da movimentação de mercadorias no território nacional. Sua capilaridade e flexibilidade operacional tornam-no indispensável para alcançar regiões afetadas com rapidez, especialmente onde outros modais têm acesso limitado ou foram comprometidos.
A catástrofe no Rio Grande do Sul, em abril de 2024, é um exemplo contundente da relevância do transporte rodoviário em cenários de emergência. Enchentes devastadoras afetaram mais de 90% das cidades do estado, exigindo uma resposta nacional articulada. Transportadoras de todo o país mobilizaram carretas com doações e suprimentos. A eficácia desse socorro foi diretamente proporcional à capacidade da rede logística em operar com agilidade, mesmo em condições extremas. Além das rodovias, galpões logísticos também foram mobilizados por empresas privadas para servir como centros de distribuição emergenciais, demonstrando como a força das empresas do TRC no Brasil é essencial a sociedade. As transportadoras foram essenciais na entrega de alimentos, medicamentos, água potável e outros itens de primeira necessidade às comunidades isoladas pelas enchentes. Mesmo com diversas
rodovias interditadas, os caminhoneiros atuaram incansavelmente para manter o fluxo de mercadorias e atender às necessidades da população. Além disso, veículos de carga foram adaptados para auxiliar no transporte de pessoas resgatadas e no deslocamento de equipes de socorro, contribuindo significativamente para as ações de salvamento em áreas de difícil acesso.
Em resumo, apesar dos enormes desafios e prejuízos enfrentados, o transporte rodoviário de cargas foi vital para a resposta emergencial e para a recuperação do Rio Grande do Sul após as enchentes de 2024. A atuação do setor demonstrou resiliência e solidariedade, evidenciando sua importância estratégica para o país. O Brasil não está sozinho nesses desafios. O estudo de desastres internacionais oferece lições valiosas sobre a importância da logística em contextos críticos. No Haiti, após o terremoto de 2010, a logística internacional coordenada pela ONU — por meio de frotas como as da Logistique Handicap International/Atlas — foi essencial para levar assistência às regiões mais afetadas, enfrentando um cenário de infraestrutura colapsada.
Cada uma dessas experiências reforça a mesma conclusão: sem logística eficiente, não há resposta eficaz. O transporte rodoviário, por sua capilaridade e flexibilidade, ocupa posição de destaque nesse ecossistema, principalmente em países com grandes extensões territoriais como o Brasil.
Diante da crescente frequência dos desastres naturais e da imprevisibilidade das crises, o transporte rodoviário e a logística devem ser tratados como ativos estratégicos. Investimentos em infraestrutura viária, sistemas de informação integrados, capacitação de profissionais e parcerias entre setores público e privado são fundamentais para aumentar a capacidade de resposta e recuperação diante de emergências. Mais do que mover cargas, o TRC em tempos de crise se estabelece como um pilar essencial da solidariedade e da resiliência social e econômica.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AFP. Era dos extremos: eventos climáticos intensos serão mais frequentes no Brasil.
EXAME. 2024. Disponível em:. Acesso em 01 de julho de 2025.
BBC. Precisamos de qualquer embarcação: o apelo da prefeitura de Porto Alegre para resgate
de milhares de ilhados. BBC NEWS BRASIL. 2024. Disponível em:https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjljpe8gn88o. Acesso em: 01 de julho de 2025.
BRASIL ESCOLA. Terremotos no Haiti: causas, consequências, resumo. Brasil Escola.
Disponível em https://brasilescola.uol.com.br/geografia/o-terremoto-no-haiti.htm. Acesso em: 01 de julho de 2025.
CNN BRASIL. Chuvas no RS: quase 80% das cidades gaúchas foram afetadas, veja lista.
CNN. 2024. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/chuvas-no-rs-quase-80-das-cidades-gauchas-foram-afetadas-veja-lista Acesso em: 01 de julho de 2025. JORNAL NACIONAL. Toneladas de doações chegam ao RS e desafio é entregá-las a quem precisa sem que haja desperdício. G1. 2024. Disponível em:. Acesso em: 01 de julho. de 2025.
RIO GRANDE DO SUL. Portal SOS Enchentes RS. 2024. Disponível em: https://sosenchentes.rs.gov.br/situacao-nos-municipios?utm_source=chatgpt.com. Acesso em: 09 junh. 2025

Comunicado aos associados da NTC&Logística

Comunicado aos associados da NTC&Logística

Comunicamos aos Senhores Associados que foi publicada a Nota Técnica nº 2026.001 v1.00, que altera as regras de validação do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), tornando obrigatória a informação do CIOT nas prestações de serviço de Transporte Rodoviário de Cargas realizadas por conta de terceiros e mediante remuneração, conforme o Ajuste SINIEF nº 03/2026.

Quanto ao cronograma de implantação, a exigência da regra de validação do CIOT entrará em ambiente de homologação (fase de testes) a partir de 21/09/2026 e em ambiente de produção (exigência efetiva) a partir de 23/11/2026.

Recomendamos atenção às adequações necessárias nos sistemas e processos operacionais, a fim de garantir o cumprimento da nova exigência dentro dos prazos estabelecidos.

Acesse aqui a nota técnica

Assessoria Jurídica

NTC&Logística

Artigo: Flexibilização de regras para motofrete exige responsabilidade, não improviso

Artigo: Flexibilização de regras para motofrete exige responsabilidade, não improviso

País precisa de políticas estruturantes, de médio e longo prazo, e não de atalhos que buscam repercussão imediata

Por Vander Costa, presidente do Sistema Transporte

O Brasil vive, hoje, uma grave crise de segurança viária. Em 2024, o país registrou 37.150 mortes no trânsito, o maior número desde 2016. As estatísticas revelam ainda um dado alarmante: o crescimento acelerado da letalidade envolvendo motociclistas.

Segundo o Atlas da Violência, levantamento recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), as mortes pelo uso de motocicletas correspondem a 41,6% dos óbitos.

Diante desse cenário, é preocupante a decisão do governo federal de flexibilizar exigências de qualificação técnica para motofretistas e mototaxistas por meio da MP 1.360/2026. A retirada da obrigatoriedade do curso especializado para profissionais que atuam no transporte remunerado sobre duas rodas representa um relevante retrocesso em uma atividade reconhecidamente exposta a elevados riscos operacionais e humanos.

Não se trata de debater uma burocracia, mas de priorizar a preservação de vidas. Não há dúvidas de que a formação especializada desses profissionais é um instrumento essencial de prevenção de acidentes, condução defensiva, gerenciamento de riscos e conscientização sobre responsabilidade no trânsito.

Portanto, é imperativo deduzir que qualificação técnica não pode ser tratada como mera exigência formal ou entrave regulatório. É uma política pública voltada diretamente à preservação da vida e à redução da violência viária.

E nenhuma política pública séria pode ignorar que estamos discutindo uma atividade de alto risco, que exige preparo técnico mínimo para proteger trabalhadores, passageiros e toda a sociedade. O país já assistiu, em diferentes momentos, à adoção de decisões de forte impacto midiático, mas de baixa sustentabilidade técnica e institucional. Segurança pública, relações de trabalho e mobilidade urbana não podem ser tratadas sob a lógica do improviso.

Paralelamente, é preciso observar com cautela iniciativas que, ainda que sob o argumento de estímulo econômico, acabam por reforçar a lógica de valorização do transporte individual em detrimento de soluções coletivas. Esse movimento aprofunda desequilíbrios já evidentes nas grandes cidades, onde a expansão da frota individual está associada ao aumento dos congestionamentos, da sinistralidade e da pressão sobre a infraestrutura urbana.

Além dos impactos sobre a segurança viária, essa orientação também contraria compromissos ambientais relevantes. O transporte individual responde por parcela expressiva das emissões do setor, enquanto o transporte coletivo, mais eficiente por passageiro transportado, contribui para reduzir poluentes e racionalizar o uso do espaço urbano. Priorizar políticas públicas com maior retorno coletivo, portanto, não é apenas uma questão de mobilidade, mas de saúde pública, sustentabilidade e qualidade de vida nas cidades.

Chama a atenção também a tramitação na Câmara dos Deputados de um marco regulatório para o trabalho de motoristas e entregadores de aplicativos. A regulamentação deve assegurar mecanismos de financiamento da previdência, condizentes com a realidade da prestação do serviço. Além disso, conceder instrumentos sindicais típicos a trabalhadores de aplicativo sem impor às plataformas os mesmos ônus e obrigações das empresas convencionais agrava a assimetria concorrencial no transporte.

Portanto, o Brasil precisa de políticas estruturantes, de médio e longo prazo, e não de atalhos que buscam repercussão imediata. A experiência mostra que flexibilizações sem critérios tendem a produzir consequências severas: aumento de acidentes, maior pressão sobre o SUS, crescimento de afastamentos previdenciários, insegurança jurídica e elevação dos custos sociais e econômicos para o país. O aparente benefício imediato frequentemente se converte em prejuízo coletivo duradouro.

O setor de transportes conhece bem de perto essa realidade. Todos os avanços obtidos nas últimas décadas em segurança viária vieram justamente da combinação entre fiscalização, profissionalização, educação no trânsito e exigência técnica. Enfraquecer esses pilares, como indica a Medida Provisória 1.360, é caminhar na direção oposta ao que o Brasil precisa.

Modernizar regras é legítimo, mas não se pode, dentro dessa premissa, fragilizar mecanismos mínimos de segurança. A Confederação Nacional do Transporte (CNT) seguirá defendendo que geração de oportunidades, simplificação regulatória e desenvolvimento econômico caminhem lado a lado com responsabilidade, qualificação profissional e preservação da vida.

TranspoAmazônia 2026 destaca infraestrutura e logística como vetores do desenvolvimento regional

TranspoAmazônia 2026 destaca infraestrutura e logística como vetores do desenvolvimento regional

Programação desta quarta-feira no estande reuniu assinatura de acordo técnico, debates sobre ESG, empregabilidade, cooperativismo financeiro e os desafios da BR-319

O Sistema Transporte participou da TranspoAmazônia 2026 com uma programação voltada ao desenvolvimento regional, à sustentabilidade e à inovação no setor transportador. As atividades realizadas no estande institucional incluíram a assinatura de um acordo de cooperação técnica, palestras e debates sobre infraestrutura, mercado de trabalho, ESG e inteligência estratégica.

A abertura da programação foi marcada pela assinatura de um ACT (Acordo de Cooperação Técnica) entre o SEST SENAT e o Concultura (Conselho Municipal de Cultura), órgão vinculado à Prefeitura de Manaus. A parceria busca integrar ações de desenvolvimento social, promoção da qualidade de vida e valorização cultural na capital amazonense, ampliando o acesso da população a serviços institucionais básicos e especializados.

O acordo prevê desconto de 30% nos serviços oferecidos pelas Unidades Operacionais do SEST SENAT no Amazonas, incluindo atendimentos de saúde, atividades esportivas, lazer e cursos de qualificação profissional. A cooperação também incentiva a participação de artistas, grupos culturais e agentes cadastrados no Concultura em campanhas, eventos e ações promovidas pela entidade.

A assinatura contou com a presença do presidente do Conselho Regional Norte I (CRN I) do SEST SENAT e da Fetranorte (Federação das Empresas de Transportes Rodoviários da Região Norte), Francisco Saldanha Bezerra Junior; da diretora operacional da Unidade SEST SENAT Jorge Teixeira, Grece Melo; do gerente operacional da Unidade SEST SENAT Planalto, Welton Flexa, e da presidente do Concultura, Janayna Castro de Vasconcelos.

Cooperativismo financeiro e sustentabilidade econômica

O papel das finanças sustentáveis no transporte foi tema de painel conduzido por Carlos Eduardo Gomes, gerente de Expansão Nacional da Transpocred, cooperativa integrante do Sistema Ailos.

Durante a apresentação, foram destacadas as diferenças entre cooperativas de crédito e instituições bancárias tradicionais, com foco no desenvolvimento comunitário e em soluções financeiras voltadas aos cooperados.

Segundo os dados apresentados, o cooperativismo financeiro reúne mais de 24 milhões de cooperados no país e soma R$ 1 trilhão em ativos, com presença em mais de 3 mil municípios brasileiros. Em cerca de 500 cidades, as cooperativas representam a única instituição financeira disponível.

O painel também destacou a relevância econômica do setor transportador, responsável por movimentar R$ 700 bilhões do PIB nacional em 2025 e operar uma frota superior a 125 milhões de veículos.

ESG e sustentabilidade corporativa

A Braspress apresentou iniciativas voltadas à agenda ESG (ambiental, social e de governança), com destaque para o projeto-piloto de eletrificação da frota. Segundo a empresa, metade da frota da filial CCT já opera com veículos elétricos, reduzindo a emissão de 18 toneladas de CO2 por ano.

A transportadora também apresentou resultados obtidos com o uso de telemetria e do curso Motorista Eficiente, que proporcionaram melhora de 80% na condução técnica dos veículos e redução dos custos de manutenção.

Entre as iniciativas ambientais, a empresa destacou ainda o uso de energia renovável em 26 filiais, programas de gestão de resíduos, logística reversa de componentes automotivos e reúso da água utilizada na lavagem de frotas.

Na área social, foram apresentados programas como Rainhas do Volante, voltado à formação de mulheres motoristas; o Comitê de Diversidade; o CAMB (Centro de Apoio ao Motorista), e o Programa do Sono.

A Braspress também ressaltou a parceria com o Programa Despoluir, iniciativa ambiental do Sistema Transporte voltada à redução de emissões de poluentes. Segundo a empresa, as ações realizadas em 2025 resultaram na redução de 3.025 toneladas de CO2 e na diminuição do consumo anual de diesel, de 660 mil para 380 mil litros.

Empregabilidade no transporte

O mercado de trabalho no setor foi abordado em palestra conduzida por Wlliane Magna, analista administrativa da CNT.

Segundo dados apresentados pela gerente executiva de relacionamento corporativo do SEST SENAT, Jamile Antunes, o transporte está presente em mais de 5 mil municípios brasileiros e responde por 6% dos empregos formais do país, reunindo cerca de 2,9 milhões de trabalhadores.

Após registrar mais de 94 mil novos postos de trabalho em 2025, o setor acumula saldo positivo de 39.063 empregos formais em 2026. Durante a apresentação, também foi destacado o projeto Emprega Transporte, plataforma desenvolvida pelo SEST SENAT para conectar empresas e profissionais do setor.

Desafios da BR-319

A programação técnica abordou ainda os desafios de infraestrutura e sustentabilidade relacionados à BR-319, rodovia que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO).

O debate foi conduzido pelos engenheiros Alzira Miranda, Érika Pinheiro e Alan Ferreira, que destacaram os desafios técnicos e ambientais da recuperação da via, considerada a única ligação terrestre do Amazonas com o restante do país.

Segundo os especialistas, o chamado Trecho do Meio, com cerca de 756 quilômetros, concentra os principais gargalos da rodovia, incluindo problemas de drenagem, baixa capacidade de suporte do solo e deterioração causada pelo elevado volume de chuvas da região amazônica.

Os palestrantes também ressaltaram a necessidade de investimentos em pontes permanentes, conectividade, bases de atendimento e suporte médico emergencial.

A estimativa apresentada aponta necessidade de investimentos de R$ 8 bilhões para reconstrução e pavimentação da rodovia, com potencial de geração de 40 mil empregos diretos e impacto positivo para cerca de 3 milhões de habitantes.

No aspecto logístico, os estudos indicam possibilidade de redução de até 30% nos custos do frete, fortalecendo a competitividade do Distrito Industrial e da Zona Franca de Manaus.

Na área ambiental, os especialistas defenderam a realização de estudos rigorosos de impacto, além da adoção de medidas mitigadoras e monitoramento contínuo da região.

Dia Mundial do Meio Ambiente reforça avanço da descarbonização no transporte de cargas

Dia Mundial do Meio Ambiente reforça avanço da descarbonização no transporte de cargas

Entre pressão regulatória, exigências ambientais e avanços tecnológicos, setor de logística aposta em inovação, eficiência operacional e renovação de frota para reduzir emissões e manter competitividade

Durante décadas, a eficiência no transporte rodoviário de cargas esteve associada principalmente a prazo, custo e capacidade de entrega. Agora, um novo fator passou a ocupar espaço estratégico nas decisões das empresas do setor: a sustentabilidade. Às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, a logística brasileira vive um processo de transformação impulsionado pela necessidade de reduzir emissões, atender novas exigências de mercado e responder às crescentes pressões ambientais.

Responsável por mais de 60% do transporte de cargas no Brasil, o modal rodoviário também figura entre os principais emissores de gases de efeito estufa da cadeia produtiva nacional. O cenário fez com que sustentabilidade deixasse de ser apenas um discurso institucional e passasse a impactar diretamente contratos, financiamentos, competitividade e permanência no mercado.

No centro dessa mudança, empresas vêm apostando em soluções que combinam eficiência operacional, inovação tecnológica e redução de impactos ambientais. Frotas com menor emissão de poluentes, uso de inteligência artificial, telemetria, roteirização inteligente, combustíveis alternativos e gestão de emissões já começam a fazer parte da rotina de transportadoras e operadores logísticos.

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg), Antonio Luis da Silva Junior, o Dia Mundial do Meio Ambiente reforça a necessidade de o setor avançar em uma agenda ambiental conectada à realidade econômica do transporte brasileiro. Segundo ele, a pauta da sustentabilidade deixou de ser tendência futura e passou a integrar o presente das operações logísticas. “O transporte rodoviário tem consciência da sua responsabilidade ambiental e vem buscando alternativas para reduzir impactos sem comprometer a eficiência das operações. Hoje, sustentabilidade e competitividade caminham juntas. Quem não acompanhar essa transformação corre o risco de perder mercado, contratos e acesso a crédito”, afirma.

A pressão vem de diferentes frentes. Grandes embarcadores passaram a exigir inventários de emissões, metas ambientais e indicadores ESG de seus parceiros logísticos. Instituições financeiras também incorporaram critérios socioambientais em análises de crédito e concessão de financiamento. Na prática, reduzir emissões passou a influenciar diretamente a saúde financeira e a capacidade competitiva das empresas.

De acordo com o assessor jurídico-ambiental do Setcemg, Walter Cerqueira, o Brasil ainda vive uma fase de transição no processo de descarbonização do transporte rodoviário. “As soluções adotadas até hoje são mais incrementais do que disruptivas. Há avanços importantes, mas ainda existem gargalos estruturais que dificultam uma transformação mais acelerada”, avalia.

Entre os avanços já incorporados pelo setor, Walter destaca a ampliação da mistura de biodiesel na matriz energética do transporte. Apesar dos ganhos ambientais, ele ressalta que o setor também aponta desafios relacionados à qualidade do combustível e ao impacto sobre manutenção e durabilidade dos veículos. “A gente reconhece a importância do biodiesel para a redução das emissões, mas também existe uma preocupação crescente com os custos operacionais, desgaste de peças e manutenção das frotas”, explica.

Além do biodiesel, outras alternativas começam a ganhar espaço no transporte rodoviário, como diesel verde, biometano e eletrificação. O uso do gás metano aparece principalmente em operações de frota cativa, nas quais as empresas conseguem maior previsibilidade de abastecimento e controle logístico. Já a eletrificação do transporte de longa distância ainda enfrenta obstáculos importantes, como o alto custo da tecnologia, baixa disponibilidade de infraestrutura de recarga nas rodovias e rede limitada de assistência técnica especializada.

Eficiência operacional impulsiona logística mais sustentável

À medida que o setor de transporte avança na agenda ambiental, a tecnologia vem assumindo papel central na redução das emissões e no aumento da eficiência logística. Mesmo com a substituição total da frota ainda distante da realidade brasileira, empresas já apostam em inteligência artificial, telemetria, roteirização inteligente e veículos menos poluentes para reduzir impactos ambientais e otimizar custos operacionais.

Segundo o CEO da Zero Carbon, Felipe Marçal, sustentabilidade e eficiência deixaram de caminhar separadas. “No Brasil, as soluções mais eficientes são aquelas que reduzem emissão enquanto melhoram a performance financeira da operação”, afirma. A empresa investe em frota elétrica para entregas urbanas, veículos Euro 6, energia renovável certificada e centros de distribuição estrategicamente posicionados para reduzir viagens vazias e ampliar a ocupação dos veículos.

A combinação entre tecnologia e gestão inteligente já apresenta resultados concretos. Em operações otimizadas, a empresa registrou redução de até 50% nas emissões de CO₂ em determinadas rotas. Em um projeto voltado ao setor de mineração, mais de 120 toneladas de carbono foram compensadas em apenas um mês.

Descarbonização ainda esbarra em desafios estruturais

Apesar dos avanços, a transição sustentável no transporte rodoviário enfrenta obstáculos importantes. Para o assessor jurídico do Setcemg, um dos principais entraves está na própria estrutura do setor, altamente pulverizada e formada majoritariamente por pequenos transportadores e autônomos. “Discutir transição energética sem criar mecanismos que permitam a participação dos pequenos transportadores é uma das principais questões que o Brasil precisa enfrentar”, alerta. Segundo ele, a descarbonização precisa ocorrer de forma gradual e equilibrada, evitando aumento excessivo dos custos do frete e perda de competitividade para empresas menores.

Além disso, o avanço regulatório ainda é insuficiente para atender às demandas do transporte de cargas. Embora programas como o Rota 2030 e a Lei do Combustível do Futuro representem avanços importantes, ainda faltam incentivos específicos para renovação de frota, eletrificação do transporte de longa distância e melhoria da infraestrutura rodoviária. “A melhoria das estradas também reduz emissões e aumenta a eficiência das operações”, afirma.

ESG deixa de ser tendência e passa a ser exigência de mercado

No cenário atual, adiar práticas ambientais já representa risco operacional e financeiro para as transportadoras. Além das penalidades previstas em lei para danos ambientais, cresce a pressão de embarcadores, investidores e instituições financeiras por metas ambientais e inventários de emissões. Empresas que não se adaptarem às exigências ESG podem enfrentar dificuldades na renovação de contratos e no acesso a crédito. “O ESG funciona como uma corrente; quando a empresa principal muda seu posicionamento, toda a cadeia passa a ser pressionada a se adequar”, explica Walter.

Às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, o setor de logística mostra que sustentabilidade deixou de ser apenas discurso institucional para se tornar fator estratégico de competitividade. Entre inovação tecnológica, eficiência operacional e pressão regulatória, a redução das emissões já passa a definir quais empresas estarão preparadas para o futuro do transporte no Brasil.

Move Brasil: BNDES abre protocolo para recebimento de propostas

Move Brasil: BNDES abre protocolo para recebimento de propostas

Para aderir ao programa, interessados devem procurar uma instituição financeira credenciada ao BNDES até o dia 28 de agosto de 2026

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu, na última sexta-feira (29), o protocolo para recebimento de solicitações de financiamento da segunda edição do programa “Move Brasil”. A iniciativa do Governo Federal disponibilizará R$ 21,2 bilhões para a renovação da frota nacional de veículos pesados, incluindo caminhões, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários fabricados no Brasil.

Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o programa procura modernizar o transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros, com foco na redução de custos logísticos, aumento da segurança nas estradas e renovação da frota nacional.

De acordo com o MDIC, esse eixo do “Move Brasil” é voltado a transportadores autônomos de cargas, pessoas físicas associadas a cooperativas, empresários individuais e pessoas jurídicas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas e passageiros. A pasta destacou que a compra de caminhões e caminhões-tratores seminovos será permitida apenas para transportadores autônomos e cooperados.

COMO ADERIR AO MOVE BRASIL?

Para aderir ao programa, os interessados devem procurar uma instituição financeira credenciada ao BNDES, que não realiza operações diretas com os clientes finais nessa modalidade. Segundo o MDIC, o agente financeiro será responsável por analisar o crédito, negociar as condições finais da operação e encaminhar o pedido ao BNDES, conforme as regras do programa. 

O prazo para protocolo das operações no sistema do BNDES vai até 28 de agosto de 2026, e a data limite para comunicação da contratação ao Banco é 28 de setembro de 2026. No entanto, a pasta apontou que o programa poderá ser suspenso ou encerrado antes dessas datas em caso de esgotamento da dotação orçamentária disponível.

REGRAS DO PROGRAMA

Para veículos novos, o programa exige fabricação nacional, credenciamento no CFI do BNDES e atendimento ao padrão Proconve P-8, conforme os limites de emissão da Resolução Conama nº 490/2018.

No caso de caminhões e caminhões-tratores seminovos, os veículos devem ter fabricação a partir de 2012, atender à fase P-7 do Proconve e observar critérios de rastreabilidade fiscal.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços ainda divulgou as diferentes condições de financiamento. Para transportadores autônomos, o prazo total poderá chegar a 120 meses, com até 12 meses de carência.

Para empresas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas, o prazo poderá chegar a 60 meses, com até seis meses de carência. No caso de empresas do setor de transporte rodoviário ou urbano de passageiros, o prazo poderá chegar a 120 meses, com até seis meses de carência.

De acordo com o MDIC, o “Move Brasil” prevê um limite de financiamento de até R$ 50 milhões por cliente, sem valor mínimo. Além disso, o programa admite utilizar fundos garantidores, conforme disponibilidade, regras específicas de cada fundo e política do agente financeiro.

As taxas de juros podem alcançar níveis competitivos em relação aos praticados pelo mercado, ficando em torno de 13% ao ano.

RENOVAÇÃO DA FROTA BRASILEIRA

O lançamento do “Move Brasil – Caminhões e Ônibus” aconteceu após a forte demanda registrada pelo “Mover”, programa do governo do Brasil criado para financiar a aquisição de caminhões novos e seminovos. Conforme divulgado pelo MDIC, entre 30 de dezembro de 2025 e 18 de maio de 2026, o “Mover” registrou consumo superior a R$ 9,7 bilhões, com 8.444 operações, 5.135 clientes atendidos e mais de 15,6 mil caminhões financiados.

“É um programa extremamente exitoso, com muitos efeitos positivos não só para o beneficiário final, mas ao longo de toda a cadeia automotiva, aumentando a produção da indústria, as vendas nas concessionárias e, com isso, fortalecendo também os empregos nesse setor”, apontou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, enfatizou que o programa vai modernizar a frota brasileira, reduzir o custo logístico, melhorar o transporte de cargas e passageiros, aumentar a segurança nas estradas e estimular a indústria nacional. “Estamos combinando eficiência econômica, sustentabilidade e inclusão produtiva, com atenção especial aos transportadores autônomos e cooperados”, ressaltou.

Durante o lançamento da nova edição do “Move Brasil”, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), solicitou o esforço dos presentes, que inclui representantes de bancos e ministros, para a realização do projeto.

“Então eu queria pedir para vocês, vamos fazer isso com muito carinho. Se a gente fizer isso e der certo para os autônomos, a gente tem chance de dizer que vamos, uma vez na vida, renovar de verdade a frota dos caminhões e ônibus nesse país”, ressaltou Lula.

Do valor total da linha de crédito, R$ 14,5 bilhões são provenientes do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

Além dos veículos e implementos, o MDIC destacou que também poderão ser financiados itens associados à operação, como seguro do bem, seguro prestamista e comissão de fundos garantidores, desde que contratados em conjunto com o financiamento. Esses itens adicionais são elegíveis para clientes com receita operacional bruta de até R$ 300 milhões.

Maior porto de SC anuncia obra milionária para ampliar acesso de caminhões

Maior porto de SC anuncia obra milionária para ampliar acesso de caminhões

O edital deve ser lançado em junho, e a previsão é de que os trabalhos no Porto de São Francisco do Sul sejam concluídos em até 10 meses

Duas novas faixas serão implantadas na BR-280, em São Francisco do Sul, para melhorar o fluxo logístico de caminhões que acessam o complexo portuário da cidade. A intervenção também prevê melhorias na Avenida Engenheiro Leite Ribeiro, ligação entre a rodovia federal e o porto.

O projeto contempla cerca de 1,4 mil metros de novas pistas, sendo aproximadamente 800 metros na BR-280 e outros 600 metros na via municipal, a partir do quilômetro zero, em frente à entrada do Tesc.

A obra terá investimento estimado em R$ 12,5 milhões, custeados com recursos próprios do Porto de São Francisco do Sul. O edital deve ser lançado em junho, e a previsão é que os trabalhos sejam concluídos em até 10 meses após o início da execução.

A proposta busca melhorar a movimentação de cargas e reduzir os impactos causados pelo grande fluxo de caminhões na região portuária. Além disso, a intervenção pretende diminuir os custos frequentes de manutenção do pavimento, que sofre desgaste constante.

Um dos trechos, no cruzamento da ferrovia, será executado em concreto para aumentar a durabilidade da pavimentação diante do intenso tráfego de veículos pesados.

Segundo o Porto de São Francisco, as novas faixas devem proporcionar mais fluidez no acesso aos terminais e melhores condições de circulação para os motoristas que utilizam diariamente o trecho.

O projeto foi elaborado pelo Sindicato dos Operadores Portuários e já recebeu autorização do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e do Ministério dos Portos, Aeroportos e Ferrovias.

AVISO AOS ASSOCIADOS DA NTC&LOGÍSTICA

AVISO AOS ASSOCIADOS DA NTC&LOGÍSTICA

Comunicamos aos Senhores Associados que foi publicada a Nota Técnica nº 2026.001 v1.00, que altera as regras de validação do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), tornando obrigatória a informação do CIOT nas prestações de serviço de Transporte Rodoviário de Cargas realizadas por conta de terceiros e mediante remuneração, conforme o Ajuste SINIEF nº 03/2026.

Quanto ao cronograma de implantação, a exigência da regra de validação do CIOT entrará em ambiente de homologação (fase de testes) a partir de 21/09/2026 e em ambiente de produção (exigência efetiva) a partir de 23/11/2026.

Recomendamos atenção às adequações necessárias nos sistemas e processos operacionais, a fim de garantir o cumprimento da nova exigência dentro dos prazos estabelecidos.

Acesse aqui a nota técnica

Assessoria Jurídica

NTC&Logística

NTC&Logística participa da Assembleia Geral da IRU, em Genebra, na Suíça

NTC&Logística participa da Assembleia Geral da IRU, em Genebra, na Suíça

Encontro debateu temas importantes sobre mobilidade, sustentabilidade, governança internacional e os rumos do Transporte Rodoviário de Cargas no cenário global

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) participou da Assembleia Geral da IRU (União Internacional dos Transportes Rodoviários), realizada nos dias 28 e 29 de maio em Genebra, na Suíça. O vice-presidente extraordinário de Relações Internacionais da NTC&Logística, Danilo Guedes, representou o presidente da entidade, Eduardo Rebuzzi, no encontro internacional.

Associada à IRU desde 1970, a NTC&Logística mantém uma relação histórica de parceria institucional e alinhamento de pautas voltadas ao fortalecimento e ao desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil e no cenário internacional. A participação da entidade no encontro ratifica o empenho da NTC&Logística em acompanhar as principais discussões globais ligadas ao setor e fomentar troca de experiências, conhecimento e iniciativas estratégicas para o futuro da atividade transportadora.

A Assembleia Geral da IRU reúne representantes de entidades, empresários, especialistas e lideranças do transporte rodoviário de diversos países, para debater temas ligados à mobilidade, logística, sustentabilidade, relações internacionais e inovação no setor. Entre os assuntos em pauta, estão questões relacionadas à crise global de combustíveis, fortalecimento da participação feminina no transporte rodoviário, governança internacional e alinhamentos institucionais da organização.

Para Danilo Guedes, a presença da NTC&Logística no encontro internacional fortalece ainda mais o posicionamento da entidade junto às principais lideranças mundiais do setor.

“Estar presente na Assembleia Geral da IRU é extremamente importante para fortalecermos o relacionamento internacional da NTC&Logística e acompanharmos de perto os debates e tendências que influenciam o Transporte Rodoviário de Cargas em todo o mundo. O Brasil possui um setor estratégico e protagonista, e essa troca de experiências com lideranças internacionais contribui diretamente para o desenvolvimento, a inovação e a competitividade das nossas empresas”, destacou Danilo Guedes.

A programação da Assembleia Geral da IRU também conta com debates institucionais, apresentações técnicas e encontros voltados ao fortalecimento das relações entre os países membros da organização internacional.

Durante a Assembleia Geral da IRU, os membros também participaram do processo de deliberação e votação de importantes temas institucionais da organização.

Entre os itens aprovados, constaram a ata da Assembleia Geral da IRU realizada em 9 de maio de 2025; a declaração do presidente da IRU, Radu Dinescu; a apresentação do palestrante convidado Dr. Ayed S. Al-Qahtani, diretor da Divisão de Pesquisa da OPEP, além dos assuntos financeiros da entidade, incluindo o relatório do presidente do Comitê de Finanças, a aprovação das contas auditadas de 2025 e a destituição dos membros da Diretoria Presidencial e do então secretário-geral, conforme previsto no artigo 12.k da Constituição da IRU.

Da esquerda para a direita: Umberto de Pretto, atual secretário-geral da IRU; Danilo Guedes, vice-presidente extraordinário de Relações Internacionais da NTC&Logística; Habib Turki, secretário-geral eleito da IRU, e Radu Dinescu, presidente da IRU.

Outro destaque da Assembleia foi a aprovação da nomeação do Sr. Habib Turki para o cargo de secretário-geral da IRU. A indicação foi apresentada pela Diretoria Presidencial da entidade e recebeu o apoio dos membros presentes. O mandato de Habib Turki terá início em agosto de 2026.

A participação da NTC&Logística nesse processo reforça o compromisso da entidade em contribuir ativamente para as decisões estratégicas que impactam o transporte rodoviário internacional, acompanhando de perto os rumos da governança global do setor e fortalecendo a representação brasileira junto às principais lideranças mundiais do transporte.

Faça já a sua inscrição para a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, que será realizada em Ouro Preto (MG)

Faça já a sua inscrição para a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, que será realizada em Ouro Preto (MG)

Evento promovido pela NTC&Logística acontecerá em agosto, reunindo lideranças e empresários do Transporte Rodoviário de Cargas de todo o Brasil

A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará, nos dias 27 e 28 de agosto de 2026, a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, no Hotel Vila Galé, em Ouro Preto (MG). O evento terá como entidade anfitriã a FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais, com o apoio dos sindicatos filiados à federação.

Consolidado como um dos mais importantes encontros do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil, o CONET&Intersindical reúne empresários, lideranças, representantes de entidades e especialistas para debater os principais desafios, tendências e oportunidades do setor.

A programação do evento é dividida em duas etapas. O CONET contempla a apresentação de pesquisas de mercado, estudos técnicos e levantamentos econômicos desenvolvidos pelo DECOPE (Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas) da NTC&Logística, além de debates relacionados aos custos operacionais e tarifas do setor. Já a Intersindical é voltada às discussões institucionais e estratégicas sobre o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas.

O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destacou a relevância da realização do encontro em Minas Gerais e a importância da participação do setor no evento.

“Realizar o CONET&Intersindical em Ouro Preto, em Minas Gerais, tem um significado muito especial para o nosso setor. Trata-se de um estado pujante, com forte representatividade econômica e relevância para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Estar em uma cidade histórica como Ouro Preto, patrimônio vivo da humanidade e do país, reforça ainda mais o propósito deste encontro. Será uma excelente oportunidade para ampliarmos o diálogo com lideranças, discutirmos os desafios do TRC e avançarmos na construção de soluções que contribuam para o crescimento sustentável do transporte de cargas. Convidamos todos os empresários e representantes de entidades a estarem conosco nesse importante momento”, afirmou.

As inscrições para o evento estão abertas, clique aqui e faça parte do evento.

As reservas de hospedagem também estão disponíveis. Garanta sua participação realizando a reserva no hotel do evento, clicando aqui.

Realização

l NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)

Entidade Anfitriã

l FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais

Apoio

Sindicatos filiados à FETCEMG

Patrocínio

FENATRAN

l GEOTAB

l MERCEDES-BENZ

l ROADCARD

l TRANSPOCRED

Apoios Institucionais

l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)

FuMTran (Fundação Memória do Transporte)

Apoio Logístico

Braspress

Move Brasil 2 começa a valer com recursos de R$ 21,2 bi

Move Brasil 2 começa a valer com recursos de R$ 21,2 bi

Programa entra em operação nesta sexta-feira (29) com crédito subsidiado para caminhões, ônibus e implementos rodoviários

O programa Move Brasil – Caminhões e Ônibus (Move Brasil 2) entrou oficialmente em operação nesta sexta-feira (29), com a abertura do protocolo de financiamentos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A nova etapa da iniciativa disponibiliza até R$ 21,2 bilhões para renovação da frota nacional de veículos pesados, incluindo caminhões, caminhões-tratores, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários.

Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o programa amplia o escopo da primeira fase, que era voltada principalmente ao transporte rodoviário de cargas. Agora, além dos caminhões, o crédito subsidiado contempla também ônibus urbanos, micro-ônibus e implementos, buscando acelerar a modernização da frota brasileira.

Do total disponibilizado, R$ 14,5 bilhões têm origem em recursos da União, via Tesouro Nacional, enquanto até R$ 6,7 bilhões serão aportados pelo BNDES. O programa também reservou R$ 2 bilhões para aquisição de ônibus e micro-ônibus, e outros R$ 2 bilhões para transportadores autônomos e cooperados.

A iniciativa foi estruturada para enfrentar um dos principais gargalos logísticos do país: o envelhecimento da frota de veículos pesados. A expectativa do governo é estimular a substituição de veículos mais antigos por modelos mais modernos, eficientes e menos poluentes, reduzindo custos operacionais, emissões e acidentes.

O programa permite o financiamento de veículos novos fabricados no Brasil e credenciados no BNDES, além de caminhões seminovos produzidos a partir de 2012 para transportadores autônomos e cooperativas. Os financiamentos poderão ter prazo de até 120 meses para autônomos e empresas de transporte de passageiros, com taxas que giram em torno de 13% ao ano, abaixo das linhas tradicionais de mercado.

Esgotamento rápido dos recursos?

Como já adiantou a reportagem da Agência Transporte Moderno, a Volkswagen Caminhões e Ônibus, por exemplo, avalia que a nova etapa do programa deverá provocar uma forte aceleração das vendas nos próximos meses. Segundo o vice-presidente de Vendas e Marketing da montadora, Ricardo Alouche, existe uma demanda reprimida acumulada durante o período em que o programa ficou suspenso aguardando regulamentação.

A expectativa da fabricante é comercializar entre 4,5 mil e 5 mil caminhões dentro das duas fases do Move Brasil. Somente na primeira etapa, a marca estima ter financiado cerca de 3 mil veículos por meio das linhas subsidiadas.

De acordo com Alouche, muitos transportadores adiaram decisões de compra enquanto aguardavam a confirmação da segunda fase do programa. Com a retomada dos financiamentos, a tendência é de forte aquecimento das vendas em junho e julho.

A montadora acredita que os R$ 21,2 bilhões disponibilizados pelo governo podem ser consumidos rapidamente, possivelmente antes mesmo do encerramento oficial das contratações previsto para agosto. O executivo observa que parte dos negócios que normalmente seriam fechados apenas no segundo semestre ou durante a Fenatran está sendo antecipada para aproveitar as condições mais favoráveis de financiamento.

Para a Volkswagen, o Move Brasil tornou-se um dos principais sustentáculos do mercado brasileiro de caminhões em 2026. A avaliação é que, sem o programa, o setor poderia registrar retração próxima de 10% em comparação com 2025, diante do atual cenário de juros elevados e restrição de crédito.

Apesar do otimismo com a demanda, a fabricante defende que a iniciativa se transforme em uma política permanente. Segundo a empresa, o atual formato ainda apresenta barreiras para os caminhoneiros autônomos, especialmente em razão das exigências documentais e dos critérios de aprovação de crédito.

Crédito mais barato não elimina riscos

Embora o novo ciclo de financiamentos tenha sido recebido com entusiasmo pela indústria e pelos transportadores, especialistas alertam para os riscos de endividamento em um setor que vem operando com margens cada vez mais apertadas.

O advogado Gustavo Maffioleti, sócio-fundador da Maffioletti & Arndt Advogados, avalia que parte das empresas interessadas em renovar a frota já enfrenta dificuldades financeiras decorrentes da alta dos custos operacionais e da dificuldade de repassar esses aumentos ao valor do frete.

Segundo ele, o crédito subsidiado pode melhorar as condições de financiamento, mas não resolve problemas estruturais de rentabilidade. Em operações financeiramente fragilizadas, a aquisição de novos veículos pode ampliar o comprometimento financeiro sem necessariamente gerar aumento proporcional de receita.

A taxa de inadimplência da carteira de financiamento de caminhões deve ultrapassar 5% nos próximos trimestres, aproximando-se do pico registrado durante a recessão de 2015 e 2016, quando o indicador chegou a 5,8%, segundo alerta Francisco Maqueda, diretor de Risco do Banco Traton, braço financeiro da Volkswagen Caminhões e Ônibus. “Estamos voltando para um período de estresse semelhante ao de 2016”, afirmou Maqueda à Agência Transporte Moderno. “Hoje a taxa está em 4,7%, segundo os últimos dados do Banco Central, mas com certeza vai passar de 5%.”

O movimento ocorre em um ambiente de juros elevados, crédito seletivo e aumento dos custos operacionais, fatores que afetam diretamente transportadoras e frotistas, tradicionalmente dependentes de financiamentos para renovação da frota.

Margens cada vez menores

A pressão financeira sobre as empresas de transporte tem origem em uma mudança estrutural observada nos últimos anos. De acordo com estimativas apresentadas por Maffioletti, custos como diesel, pneus, manutenção, pedágios e mão de obra acumularam aumento próximo de 60% nos últimos cinco anos.

No mesmo período, os reajustes do frete ficaram entre 30% e 35%, reduzindo significativamente a rentabilidade das operações.

Na avaliação do advogado, transportadoras que historicamente trabalhavam com margens próximas de 12% passaram a operar com rentabilidades em torno de 5%, mesmo em estruturas consideradas eficientes.

Nesse contexto, o Move Brasil surge como uma oportunidade para modernizar a frota e reduzir custos operacionais de manutenção e consumo de combustível. Entretanto, especialistas ressaltam que o sucesso dos investimentos dependerá da capacidade das empresas de equilibrar crescimento, geração de caixa e gestão financeira.

A expectativa do setor é que a nova rodada de financiamentos impulsione a produção da indústria, fortaleça concessionárias, fabricantes de implementos e fornecedores de autopeças. O desafio será garantir que a renovação da frota venha acompanhada de sustentabilidade financeira para os transportadores, evitando que o crédito subsidiado se transforme em um novo fator de pressão sobre um segmento já bastante alavancado.

Regras de acesso

Podem participar do Move Brasil 2 transportadores autônomos de cargas, pessoas físicas associadas a cooperativas, empresários individuais e empresas de transporte rodoviário ou urbano de cargas e passageiros.

Para veículos novos, é obrigatório que sejam fabricados no Brasil, credenciados no BNDES e atendam às exigências ambientais da fase P-8 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve). Já os caminhões e caminhões-tratores seminovos, disponíveis apenas para autônomos e cooperados, devem ter sido fabricados a partir de 2012 e atender à fase P-7 do Proconve.

Os prazos variam conforme o perfil do tomador:

  • transportadores autônomos e cooperados: até 120 meses para pagamento, com carência de até 12 meses;
  • empresas de transporte de cargas: até 60 meses para pagamento, com carência de até seis meses;
  • empresas de transporte de passageiros: até 120 meses para pagamento, com carência de até seis meses.

As taxas de juros devem ficar próximas de 13% ao ano, abaixo das praticadas em financiamentos convencionais. O limite de crédito é de até R$ 50 milhões por cliente. Além dos veículos e implementos, o financiamento pode incluir despesas associadas à operação, como seguro do bem, seguro prestamista e custos relacionados a fundos garantidores, desde que contratados juntamente com a operação principal.

Os interessados devem procurar um banco ou instituição financeira credenciada ao BNDES. O Banco não realiza a contratação diretamente com o cliente final. Cabe ao agente financeiro analisar o crédito, definir as condições da operação e encaminhar a proposta para aprovação. O prazo para protocolar pedidos vai até 28 de agosto de 2026, enquanto a contratação deverá ser comunicada ao BNDES até 28 de setembro. Os recursos, porém, podem se esgotar antes dessas datas, caso a demanda supere a dotação orçamentária disponível.

ANTT realiza audiência pública para atualização das regras do transporte de produtos perigosos

ANTT realiza audiência pública para atualização das regras do transporte de produtos perigosos

Revisão busca alinhar regulamentação brasileira à 23ª edição do Orange Book e incorporar avanços tecnológicos ao setor

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizou, na quinta-feira (28/05), no auditório de sua sede, a Audiência Pública nº 7/2026, com o objetivo de apresentar a proposta de revisão da Resolução ANTT nº 5.998/2022, que atualiza o Regulamento para o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos e suas Instruções Complementares.

A iniciativa tem como objetivo aprimorar as regras aplicáveis ao transporte de cargas perigosas nas rodovias federais concedidas e em todo o sistema regulado pela Agência. Compuseram a mesa o presidente da audiência, Rodrigo Amorim; a presidente da sessão, Rafaela Brandão, e a secretária substituta, Iana Rodrigues.

Rodrigo Amorim abriu a audiência com a contextualização da proposta e das principais inovações previstas no projeto de revisão e adequação à 23ª edição do Orange Book, documento internacional de referência para o transporte de produtos perigosos, conhecido como “Recomendações para o Transporte de Produtos Perigosos da Organização das Nações Unidas”.

Entre os temas abordados durante a audiência, destacaram-se as novas tecnologias de baterias, os veículos elétricos, a relação de produtos perigosos, as provisões especiais, as instruções para embalagens e as referências normativas.

Foram detalhadas as atualizações previstas na 23ª edição do Orange Book e os impactos técnicos associados a cada tema, especialmente em relação à adequação regulatória, à segurança operacional e à harmonização dos procedimentos aplicáveis ao transporte.

A expectativa é que, com a atualização, o regulamento seja alinhado às normas internacionais, além de promover a redução de barreiras logísticas e regulatórias, o fortalecimento da segurança operacional, o acompanhamento da evolução tecnológica global no setor e o aprimoramento da harmonização multimodal.

O prazo para envio de contribuições à audiência pública segue aberto até 28 de junho. Após essa etapa, a Agência realizará a análise das contribuições, prevista para ser concluída em setembro. Na sequência, ocorrerão as análises jurídica e institucional, com expectativa de finalização até janeiro de 2027.

Você pode conferir a gravação da audiência no canal da ANTT no YouTube ou clicar abaixo:

Rodovias da Anhanguera, Dutra e Castello Branco passam a usar energia solar

Rodovias da Anhanguera, Dutra e Castello Branco passam a usar energia solar

A Motiva firmou um contrato de dois anos com a FIT Energia para fornecimento de energia solar destinada às operações rodoviárias administradas pela companhia em São Paulo e no Paraná. O acordo prevê o uso de sistemas de geração distribuída (GD) para abastecimento de praças de pedágio, bases operacionais, iluminação e câmeras de monitoramento instaladas nas rodovias concedidas.

A operação começa com fornecimento estimado de 2.636 MWh por ano em créditos de energia para 293 unidades consumidoras em baixa tensão. Segundo as empresas, o volume poderá alcançar 11.231 MWh anuais, atendendo até 350 pontos de consumo conforme a ampliação da demanda. A expectativa é de redução de cerca de 22% nas despesas anuais com energia elétrica das operações contempladas, além da diminuição de aproximadamente 479 toneladas de emissões de CO₂ por ano durante a vigência do contrato.

Rodovias contempladas

Entre as concessões incluídas no acordo, estão o Sistema Anhanguera-Bandeirantes, administrado pela Motiva AutoBan, além da operação Rio-SP, responsável pelas rodovias Presidente Dutra e Rio-Santos. Também fazem parte do projeto o Sistema Castello Branco-Raposo Tavares, operado pela ViaOeste e Motiva Sorocabana, além de trechos administrados pela Motiva Paraná.

A energia será gerada em usinas fotovoltaicas da FIT Energia localizadas em municípios paulistas e paranaenses. Em São Paulo, os empreendimentos ficam em Bebedouro, Altair, Limeira, Lorena, Cubatão e Sorocaba. No Paraná, as usinas estão instaladas em Campo Mourão, Capanema e Colorado.

Segundo a Motiva, parte da energia renovável também será utilizada no abastecimento de frotas operacionais eletrificadas empregadas pelas concessionárias.

Estratégia de descarbonização

A iniciativa integra a estratégia da Motiva para ampliar o uso de fontes renováveis em operações de rodovias, trilhos e aeroportos. De acordo com a companhia, todas as operações passaram a utilizar energia elétrica proveniente integralmente de fontes renováveis em 2024, antecipando em um ano a meta inicialmente prevista.

Para atingir esse objetivo, a empresa afirma ter investido em geração própria, migração de ativos para o Mercado Livre de Energia e contratação de energia associada a certificados renováveis I-RECs.

No fim de 2024, a Motiva também se tornou sócia de três usinas eólicas no Piauí, em um projeto de autoprodução por equiparação. A energia gerada é destinada ao abastecimento de operações metroferroviárias em São Paulo, incluindo as linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda.

Além disso, a companhia opera atualmente 6,3 MWp em usinas solares próprias instaladas em áreas rodoviárias de Santa Catarina, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Meta agora é reduzir emissões diretas

Segundo a empresa, 2025 foi encerrado com redução de 61% nas emissões de escopo 1 e 2 em relação aos níveis registrados em 2019, índice acima da meta intermediária estabelecida pela Science Based Targets initiative (SBTi) para 2033. Com as emissões ligadas ao consumo de energia elétrica praticamente zeradas, o foco da companhia passa agora para a redução das emissões diretas, principalmente relacionadas ao uso de combustíveis fósseis.

Entre as medidas previstas, estão a ampliação da eletrificação da frota operacional, maior utilização de biocombustíveis e adoção de sistemas mais eficientes nas operações metroferroviárias.

Economia brasileira cresce 1,1% no 1º trimestre

Economia brasileira cresce 1,1% no 1º trimestre

Em 12 meses, PIB avança 2%, revela IBGE

A economia brasileira cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o último trimestre de 2025. Esse crescimento de 1,1% na passagem de trimestres imediatamente seguidos é o maior desde o mesmo trimestre de 2025, quando tinha avançado 1,3%. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 2%.

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) foi divulgado na manhã desta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta do PIB fica em 1,8%.

Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,3 trilhões no primeiro trimestre.

Setores

Na comparação entre trimestres imediatamente seguidos, os três setores analisados pelo IBGE apresentaram expansão: agropecuária (2%), indústria (1%) e serviços (0,5%).

A indústria respondeu por 23% do PIB no primeiro trimestre. Dentro do setor, as atividades que mais puxaram o crescimento para cima foram a extrativa Mineral (3,6%) e a construção (2,9%).

O setor de serviços, que representa 70% da economia brasileira, teve como puxadores da expansão as atividades informação e comunicação (2,4%), atividades imobiliárias (1,2%), outras atividades de serviços (0,8%) e comércio (0,6%).

Na análise do coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes, os serviços puxaram o crescimento médio do PIB para baixo, e a agropecuária, para cima.

Apresentaram alta, também, o item despesa de consumo das famílias (1%) e a Formação Bruta de Capital Fixo (3,5%), que mede o nível de investimento. O chamado consumo do governo subiu 0,4%.

As exportações recuaram 1,7%, enquanto as importações cresceram 4,4%. No cálculo do PIB, exportação em baixa contribui negativamente, assim como importação em alta.

O que é o PIB

O PIB é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos em uma localidade em determinado período. Com o dado, é possível traçar o comportamento da economia do país, estado ou cidade, assim como fazer comparações internacionais. 

O PIB é calculado com o auxílio de diversas pesquisas setoriais, como comércio, serviços, indústria e agropecuária. 

Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos cobrados.

O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida.

É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida.