Planilhas Referenciais de Custos NTC – Granéis Sólidos Com Equipamento Silo –Março|26
Conteúdo restrito para Associados.
Por favor, faça login para acessar esta área.
Por favor, faça login para acessar esta área.
A Braspress, tradicional transportadora de encomendas nacional, lidera desde 1998 um movimento de inclusão no setor de transportes com a inserção de mulheres na função de motoristas, por meio do programa “Rainhas do Volante”.
A iniciativa partiu de Urubatan Helou, diretor-presidente da Companhia, que, ao observar uma mulher conduzindo um ônibus articulado no exterior, impulsionou uma mudança cultural significativa na Organização.
O projeto, que se tornou referência no setor, nasceu como uma estratégia de marketing, mas rapidamente evoluiu para um dos principais diferenciais operacionais da Organização.
Estudos internos demonstraram que motoristas mulheres tendem a conduzir com maior cuidado, contribuindo para a redução de custos com manutenção, menor consumo de combustível, diminuição de acidentes, e a construção de um relacionamento mais cordial com os clientes.
“Atiramos no que vimos e acertamos no que não vimos, pois a presença feminina elevou significativamente o padrão de qualidade dos serviços prestados pela Companhia”, afirmou Urubatan Helou, que criou e difundiu o lema de que “Competência não tem Sexo”, consolidando-o como um dos pilares culturais da Organização, que atualmente possui 138 mulheres em seu quadro de motoristas.
A Companhia também investe na capacitação de novas motoristas por meio de parcerias com autoescolas, custeando a obtenção ou mudança de categoria da CNH, além de oferecer treinamentos teóricos e práticos em simuladores de direção, acompanhamento médico e psicológico diários realizados pelo CAMB (Centro de Apoio ao Motorista Braspress), sala de amamentação para as lactantes e infraestrutura adequada com dormitórios e vestiários femininos.
“Não fizemos tudo isso apenas em nome da equidade, da inclusão ou da diversidade, pois nunca tivemos qualquer tipo de preconceito de gênero, raça, credo ou orientação sexual.
Hoje, podemos dizer que o programa “Rainhas do Volante” quebrou paradigmas em um setor historicamente masculino, transformando-o em um ambiente mais inclusivo, justo e seguro”, finalizou o diretor-presidente.
Por favor, faça login para acessar esta área.
Empresas passam a estruturar suas operações com foco em processos, integração entre áreas e gestão orientada por dados
Expandir a operação e ampliar a cobertura já não são suficientes para sustentar a competitividade no transporte de cargas no Brasil, setor que tem enfrentado pressão por eficiência e redução de custos. As despesas logísticas representam cerca de 15,5% do PIB, segundo a consultoria Ilos, o que intensifica a necessidade de maior controle por parte das transportadoras. Empresas que crescem sem estrutura enfrentam perda de controle operacional e dificuldade em manter o padrão de serviço. Nesse cenário, a governança e a padronização de processos ganham protagonismo na estratégia das companhias.
Mais do que organizar rotinas, práticas estruturadas de gestão tornaram-se um vetor direto de eficiência e previsibilidade nas operações logísticas. O monitoramento de indicadores reduz variabilidades, antecipa desvios e garante maior consistência nas entregas. As transportadoras estão de olho nessas questões, de modo que se tornam cada vez mais analíticas e orientadas por dados.
Este é o caso do Mira Transportes que, ao ampliar sua operação em 2026 para cerca de 3.700 cidades no Brasil, tem buscado garantir alto nível de controle, qualidade e eficiência em cada etapa de suas operações. “No Mira, o crescimento é conduzido com base em planejamento, disciplina operacional e governança. A expansão da malha e das operações é acompanhada de padronização de processos, uso intensivo de tecnologia e integração entre áreas”, explica Jansen de Jesus, diretor comercial da transportadora.
Na visão do dirigente, as recentes transformações do setor e a busca por governança estão ligadas ao aumento da sofisticação nas operações. “Hoje, a complexidade das demandas exige controle, previsibilidade e consistência na execução. A governança passa a ser essencial para garantir que o crescimento aconteça com qualidade, sem comprometer o nível de serviço, os custos e a experiência do cliente. Sem estrutura, a expansão tende a gerar ineficiências operacionais e perda de competitividade”, afirma.
Os impactos de uma expansão desestruturada já são percebidos no dia a dia das operações. Transportadoras que crescem sem processos bem definidos acabam apresentando aumento em retrabalhos, inconsistências nas entregas, desvios no padrão de qualidade e dificuldade no controle de processos. Do ponto de vista gerencial, esses fatores dificultam a tomada de decisões focadas na expansão de um negócio.
Para sustentar um modelo de crescimento voltado para a governança, as ferramentas tecnológicas têm tido um papel decisivo. “A tecnologia é um dos principais pilares desse processo. Ferramentas como CRM e BI permitem acompanhar indicadores em tempo real, identificar gargalos e tomar decisões mais rápidas e assertivas. No transporte, isso se traduz em maior controle da operação, melhor gestão de contratos e mais previsibilidade nas entregas. A tecnologia não substitui a gestão, mas potencializa a capacidade de execução com base em dados”, destaca Jansen de Jesus.
Outro fator determinante está na integração entre áreas, especialmente em operações que exigem alto nível de coordenação. “A integração entre comercial, operação e atendimento é fundamental para garantir que o que foi negociado seja executado com precisão. Quando essas áreas trabalham de forma alinhada, há menos ruptura na operação, maior clareza de informações e mais eficiência na entrega. Isso reduz erros, melhora o nível de serviço e fortalece o relacionamento com o cliente, que passa a perceber consistência em toda a jornada”, completa o dirigente.
Com investimento de cerca de R$ 1,25 bi, governo aposta em novo modelo para baratear transporte e manutenção
O Governo de Mato Grosso do Sul projeta reduzir custos no transporte e na manutenção da malha rodoviária estadual com a implantação do programa Rodar MS, que começa a sair do papel com a contratação de empréstimo junto ao Banco Mundial BIRD (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento). A proposta prevê a recuperação de praticamente 1 mil quilômetros de rodovias, com pavimento em melhores condições de trafegabilidade e custo até 38% menor em comparação ao modelo tradicional de gestão.
A iniciativa também deve gerar impacto direto no setor produtivo. A expectativa é de redução significativa nos custos operacionais do transporte de cargas, que podem cair em até quatro vezes, conforme estudos do próprio Banco Mundial, responsável por balizar o projeto. Além da economia, o programa incorpora critérios de segurança viária e conforto aos usuários.
O modelo adotado é o Crema (Contrato de Restauração e Manutenção de Rodovias), considerado inovador por integrar diferentes etapas em um único contrato. “A maior vantagem que Mato Grosso do Sul terá ao adotar o Crema é que a empresa contratada é quem irá executar o projeto executivo. Ela fecha o contrato através de um projeto básico e propõe o projeto executivo, que segue para aprovação da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos). Daí é que ela [a empresa] executa os primeiros dois anos de restauração da rodovia”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara.
Segundo o secretário, o modelo cria um incentivo direto à qualidade das obras. “Quanto melhor for a restauração, menos custo terá para a manutenção. Daí a vantagem de a empresa fazer um ótimo projeto e uma excelente execução”, completa.
O Rodar MS prevê investimento total de US$ 250 milhões, sendo US$ 200 milhões financiados pelo Banco Mundial e US$ 50 milhões como contrapartida do Estado. Ao todo, 22 municípios serão impactados direta ou indiretamente, com destaque para 18 cidades da região leste, no Vale do Ivinhema, e outras quatro no Bolsão, região do Vale da Celulose.
No eixo principal do programa, que segue o modelo DBM (Design, Build, Maintain), serão contemplados 730,3 quilômetros de rodovias, sendo 686,4 km de trechos principais e 43,8 km de travessias urbanas, conforme detalhado nas tabelas do projeto. Entre os municípios atendidos estão Anaurilândia, Angélica, Bataguassu, Brasilândia, Deodápolis, Fátima do Sul, Glória de Dourados, Ivinhema, Jateí, Naviraí, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul, Rio Brilhante, Santa Rita do Pardo, Taquarussu e Vicentina, com intervenções em diferentes rodovias estaduais.
Nesse modelo, os contratos terão duração de 10 anos e incluem desde a elaboração do projeto até a execução das obras e manutenção. O pagamento às empresas será condicionado ao cumprimento de indicadores de desempenho, o que significa que não depende apenas da execução, mas também da qualidade dos serviços prestados.
Já na região do Bolsão, o programa será executado por meio de Parceria Público-Privada (PPP), com contratos de 30 anos. Nesse caso, serão atendidos 208,7 quilômetros das rodovias MS-377 e MS-240, nos trechos entre Água Clara, Inocência e Paranaíba. A empresa responsável deverá garantir condições adequadas de tráfego e segurança ao longo de todo o período contratual.
O Rodar MS também inclui ações voltadas à segurança viária no entorno de escolas públicas. Ao todo, 24 unidades de ensino estaduais e municipais receberão intervenções para melhorar a acessibilidade e reduzir riscos de acidentes. As medidas incluem melhorias para travessia de pedestres, organização do tráfego e adequações que beneficiam estudantes, profissionais da educação e a comunidade.
De acordo com o projeto, as intervenções permitirão deslocamentos mais seguros para pedestres e ciclistas, além de promover inclusão. Um diagnóstico técnico também será realizado para orientar a aplicação dos recursos com base em evidências, priorizando áreas mais críticas. Com isso, o governo espera não apenas melhorar a infraestrutura rodoviária, mas também reduzir custos logísticos, aumentar a segurança e otimizar o uso de recursos públicos ao longo dos próximos anos.
Por favor, faça login para acessar esta área.
Por favor, faça login para acessar esta área.
Evento celebra 25 edições desde 1999 e reúne lideranças para debater os principais desafios e caminhos do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil
No dia 6 de maio de 2026, às 8h30, será realizada, em Brasília (DF), a 25ª edição do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados.
Consolidado como um dos mais importantes fóruns de discussão do setor, o Seminário chega à sua edição comemorativa de 25 realizações, marcando uma trajetória iniciada em 1999, sempre pautada pelo diálogo institucional e pela construção de soluções para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.
A iniciativa é promovida pela Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados, em parceria com a NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, e conta com o apoio institucional do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL) e da FuMTran (Fundação Memória do Transporte).
Ao longo de sua história, o evento tem desempenhado papel fundamental na aproximação entre o setor produtivo e o poder público, contribuindo para o avanço de pautas estratégicas e para o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas como pilar do desenvolvimento econômico e social do país.
Nesta edição, os debates estarão centrados em temas de alta relevância para o setor, como a aplicação prática da Lei nº 14.599/2023, no que se refere a seguro de cargas – com foco na insegurança jurídica e nos conflitos interpretativos –, e a análise da Lei nº 13.703/2018, que institui a Política Nacional dos Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, abordando seus desafios regulatórios, entraves jurídicos e impactos no mercado.
Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, esta edição carrega um significado especial por simbolizar a continuidade e pertinência do Seminário ao longo de décadas.
“Celebrar a 25ª edição deste Seminário é reconhecer a força de um espaço que, desde 1999, promove o diálogo qualificado entre o setor e o poder público. Ao longo dessas edições, acompanhamos transformações importantes e contribuímos ativamente para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas. Ao trazer, para o centro de debates, temas sensíveis como o seguro de cargas e o piso mínimo de frete, esta edição ratifica nosso compromisso com a segurança jurídica, a previsibilidade e o equilíbrio nas relações do setor, além da construção de um ambiente cada vez mais eficiente, seguro e sustentável para a atividade” – enfatiza Rebuzzi.
A edição de 2026 reafirma o empenho das entidades organizadoras em dar continuidade a esse legado, promovendo debates consistentes e alinhados às demandas do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.
Composição da Mesa (convidados)
l Deputado Federal Hugo Motta – Presidente da Câmara dos Deputados (a confirmar)
l Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes
l Deputado Federal Gilberto Abramo – Autor do requerimento para realização da 25ª edição do Seminário
l George Santoro – Ministro dos Transportes (a confirmar)
l Vander Costa – Presidente do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL)
l Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
l Guilherme Theo Sampaio – Diretor-Geral da ANTT
Tema: Seguro no Transporte Rodoviário de Cargas: a aplicação da Lei nº 14.599/2023 na prática
Abordagem
Insegurança jurídica, conflitos interpretativos e seus reflexos para os transportadores
Presidente da Mesa
l Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes
Coordenação
l Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
Palestrantes convidados
l Alessandro Serafin Octaviani Luis – Superintendente da SUSEP
l Marcos Aurélio Ribeiro – Diretor Jurídico da NTC&Logística
Tema: Lei nº 13.703/2018 – Institui a Política Nacional dos Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas
Abordagem
Entre a regulação e a realidade do Transporte Rodoviário de Cargas: análise das distorções interpretativas, entraves jurídicos e reflexos no mercado
Presidente da Mesa
l Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes
Coordenação
l Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
Participação a convite
l Luiz Fux – Ministro do Supremo Tribunal Federal (a confirmar)
Palestrantes convidados
l Guilherme Theo Sampaio – Diretor-Geral da ANTT
Realização
● Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados
Apoio
● NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Apoio Institucional
● Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)
● FuMTran – Fundação Memória do Transporte
Apoio Logístico
● Brasspress
Evento será realizado em Brasília, no dia 6 de maio, e reunirá especialistas para debater temas estratégicos das relações trabalhistas no Transporte Rodoviário de Cargas
O 5o Seminário Trabalhista do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) será realizado no próximo dia 6 de maio de 2026, a partir das 14 horas, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, em Brasília. A iniciativa é organizada pela Comissão de Trabalho (CT) da Câmara, com apoio e sugestão da NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, além do apoio institucional do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL) e da FuMTran.
Promovendo um ambiente de troca de conhecimento, experiências e construção de propostas, o evento reunirá especialistas jurídicos, agentes públicos, lideranças do TRC e representantes do cenário político e do setor produtivo para discutir temas que afetam o Transporte Rodoviário de Cargas.
A programação contará com dois painéis. O primeiro abordará “A Inteligência Artificial nos julgamentos e as Provas Digitais”, destacando como as novas tecnologias estão transformando a análise de processos e a produção de provas no âmbito trabalhista. Já o segundo painel tratará da “Redução da Jornada de Trabalho”, com análise dos desdobramentos e consequências para a organização das operações e a produtividade do setor.
Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, o Seminário cumpre um papel essencial ao estimular discussões qualificadas sobre temas atuais e sensíveis ao setor.
“O Transporte Rodoviário de Cargas é diretamente impactado pela modernização tecnológica e pelas transformações referentes à organização do trabalho. É imprescindível promovermos debates especializados como os previstos na programação do 5o Seminário Trabalhista do Transporte Rodoviário de Cargas, tendo por focos a segurança jurídica, o equilíbrio nas relações trabalhistas e condições sustentáveis para a operação das empresas”, afirma Rebuzzi.
O evento é aberto ao público e se consolida como um importante espaço de atualização e reflexão sobre os desafios trabalhistas que acompanham a evolução do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.
14h às 14h30 – Solenidade de Abertura
Convidados para compor a Mesa:
Deputado Federal Hugo Mota
Presidente da Câmara dos Deputados
Deputado Federal Max Lemos
Presidente da Comissão de Trabalho
Deputado Federal Luiz Gastão
Membro da Comissão de Trabalho e Autor do requerimento para realização do Seminário
Ministro Luiz Marinho
Ministério do Trabalho e Emprego
Vander Francisco Costa
Presidente do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL)
Eduardo Ferreira Rebuzzi
Presidente da NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Valdir de Souza Pestana
Presidente da CNTTT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres
14h30 às 16h30 – 1º Painel
Tema: A Inteligência Artificial nos julgamentos e as Provas Digitais
Presidente da Mesa
Deputado Federal Luiz Gastão
Membro da Comissão de Trabalho
Palestrante 1
Dra. Ana Paula Silva Campos Miskulin
Juíza do Trabalho do TRT/15ª Região
Palestrante 2
Dr. Otavio Torres Calvet
Juiz do Trabalho do TRT/1ª Região
Palestrante 3
Dr. Sérgio Schwartsman
Assessor Jurídico da FENABRAVE – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores e da FENACODIV – Federação Nacional dos Concessionários e Distribuidores de Veículos
16h às 18h30 – 2º Painel
Tema: Redução da Jornada de Trabalho
Presidente da Mesa
Deputado Federal Max Lemos, Presidente da Comissão de Trabalho
Palestrante 1
Deputado Federal Paulo Azi, Relator da PEC 221/2019 e da PEC 08/2025
Palestrante 2
Dr. Alberto Nemer Neto, Advogado
Palestrante 3
Dr. Narciso Figueirôa Junior
Assessor Jurídico da NTC&Logística
Palestrante 4
Bob Everson Machado
Presidente do SINAIT – Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho
18h30 – Encerramento
Realização
● Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados
Apoio
● NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Apoio Institucional
● Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)
● FuMTran – Fundação Memória do Transporte
Apoio Logístico
● Braspress
Instituição participa da maior feira industrial do mundo com painéis sobre descarbonização e integração do transporte às cadeias globais
O Sistema Transporte participará da Hannover Messe 2026 com uma agenda estratégica voltada à descarbonização e à inovação no setor. O evento será realizado entre os dias 20 e 24 de abril, em Hannover, na Alemanha, e é considerado a maior feira de inovação e tecnologia industrial do mundo.
Nessa edição, o Brasil será o país-parceiro oficial. O Sistema Transporte atua como uma das patrocinadoras da participação brasileira, ao lado da ApexBrasil, e promoverá três painéis para discutir a integração do transporte sustentável às políticas públicas e às cadeias globais de valor.
Os debates terão como foco a descarbonização do transporte de cargas, com ênfase no uso do biometano e na expansão da eletromobilidade. Também serão abordados desafios como entraves logísticos, a necessidade de ampliação da infraestrutura de abastecimento e estratégias regulatórias para viabilizar a transição energética no setor.
As mesas serão mediadas pela diretora-executiva da CNT, Fernanda Rezende, e contarão com a participação de empresas da área de logística e transporte, incluindo o gerente de Sustentabilidade da Jomed Logística, Carlos Ferreira; o head de Sustentabilidade da Bravo, Marcos Martins dos Santos Azevedo; o diretor de Manutenção da Radial Mais Transporte, Ricardo Irapuan de Albuquerque Silva, e o diretor financeiro da Braspress Transportes Urgentes, Giuseppe Dimas de Oliveira Coimbra.
Representando o setor público, um dos painéis contará com o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) por meio da participação do seu secretário, Uallace Moreira Lima.
A agenda da entidade na feira também inclui visitas técnicas a empresas sediadas na Alemanha, com foco na observação de soluções tecnológicas aplicadas à indústria e à mobilidade. Entre as empresas previstas, estão a Claas, fabricante global de máquinas agrícolas; a Igus, especializada em componentes plásticos de alto desempenho para movimentação, e a Volkswagen, com sede em Wolfsburg.
Pavilhão Brasil
As atividades da comitiva brasileira, incluindo os painéis da CNT, ocorrerão no Pavilhão 12, espaço dedicado à participação do país na feira. Com área de 2.660 m², o pavilhão reunirá empresas, instituições e representantes do governo com o objetivo de promover as ações do mercado brasileiro e ampliar conexões internacionais alinhadas à transição para uma economia de baixo carbono.
A inauguração do pavilhão está prevista para essa segunda-feira (20) e deve contar com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do chanceler alemão, Friedrich Merz.
Distribuído em seis áreas temáticas, o espaço será voltado à atração de investimentos, à geração de negócios e ao fortalecimento da imagem do Brasil como fornecedor de soluções sustentáveis em diversas cadeias produtivas, incluindo o transporte.
O movimento “Abril Verde” é celebrado durante todo o mês de abril, com o objetivo de promover a reflexão, a conscientização e a ação em prol da Segurança e Saúde no Trabalho (SST). Em 2026, o Tribunal Superior do Trabalho adota o tema “Trabalho mais saudável e seguro para todos”, ressaltando a interconexão entre saúde física e mental no ambiente de trabalho e enfatizando a importância de combater os riscos psicossociais.
O setor de transportes enfrenta desafios de segurança mais complexos. Historicamente, é uma área de alto risco, abrangendo desde a condução de veículos pesados em longas jornadas e a movimentação de cargas complexas até as atividades logísticas de armazenagem e distribuição. Com base em dados de 2025 da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Confederação Nacional do Transporte (CNT), foram registradas 72.483 ocorrências nas rodovias federais brasileiras, sendo 19.000 envolvendo caminhões, o que representa uma proporção de um a cada quatro acidentes nessas vias.
Antonio Luiz Leite, presidente da Fundação Memória do Transporte (FuMTran), ressalta que o histórico de ocorrências com profissionais do transporte foi fundamental para a formação das atuais normas de segurança do trabalho para a categoria. “Embora não esteja vinculada a um único grande acidente, a legislação atual é fruto de um histórico consistente de ocorrências, amplamente documentadas ao longo dos anos”, afirma Antonio.
A implementação da legislação sobre a jornada e o descanso dos motoristas profissionais, formalizada na Lei nº 13.103/2015 (conhecida como Lei do Motorista), é um exemplo dessa evolução histórica. Além disso, a crescente demanda por um controle mais rigoroso e segurança operacional impulsionou o aprimoramento das exigências de rastreamento e gerenciamento de risco no transporte de cargas, refletindo a necessidade de resposta ao aumento de ocorrências.
A iniciativa “Abril Verde” foi estabelecida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2003, dedicando o mês de abril à conscientização e o dia 28 de abril ao Dia Mundial de Saúde e Segurança no Trabalho. A escolha da data homenageia as 78 vítimas de um acidente na mina de carvão de Farmington, Estados Unidos, em 1969. No Brasil, o “Abril Verde” começou em 2014 com a missão de ampliar o debate e as ações de prevenção contra acidentes e doenças ocupacionais, além de integrar, de maneira efetiva, a pauta da segurança na rotina e na cultura de todas as empresas nacionais, independentemente do setor.
Para o presidente da FuMTran, ações como o “Abril Verde” são essenciais para manter viva a memória das vítimas de acidentes de trabalho. Além disso, elas promovem uma cultura de segurança mais forte no setor de transportes, visando evitar a repetição de erros anteriores. “O ‘Abril Verde’ reforça o fato de que a evolução das normas de segurança está diretamente ligada à análise de eventos críticos. No transporte, especialmente ao longo do século XX, o aumento da circulação de cargas e passageiros expôs riscos que exigiram respostas regulatórias e operacionais mais estruturadas. A memória permite compreender como acidentes influenciaram mudanças institucionais e registrar esses processos ajuda a entender como a segurança passou de uma prática pontual para um componente operacional essencial”, comenta.
De acordo com o presidente da FuMTran, o registro histórico das ações implementadas no presente será fundamental para a elaboração das futuras diretrizes de segurança no transporte. “A FuMTran atua preservando registros que permitem analisar a evolução das práticas de segurança no transporte brasileiro. Ao documentar trajetórias, mudanças regulatórias e contextos operacionais, nós contribuímos para que o setor compreenda como a segurança foi incorporada ao longo do tempo e por que ela deve ser tratada como um elemento estratégico e permanente”, conclui Antonio Luiz Leite.
Ancoradouro fluminense atinge porte de conglomerado empresarial, ao mesmo tempo que preserva o meio ambiente e promove estímulos para o desenvolvimento da sociedade local
Em contínua expansão, o Porto do Açu se consolida, cada vez mais, como uma plataforma para a descarbonização, apesar de o setor marítimo já ser considerado o menos poluente por tonelada de carga por quilômetro viajado. O modelo porto-indústria adotado pela companhia envolve um conglomerado de empresas que têm como principal característica em comum a sustentabilidade, em especial por meio da redução de emissão dos gases de efeito estufa (GEE). Atualmente, existem cerca de 30 companhias instaladas no local, mas ainda há espaço para chegada de mais. São integrantes de cadeias produtivas diferentes – minério, petróleo, gás natural e projetos de industrialização e logística de baixo carbono.
Administrado pelo Porto do Açu Operações, uma joint venture entre a Prumo Logística e o Porto de Antuérpia-Bruges Internacional, o Porto de Açu integra atividades industriais, infraestrutura portuária e soluções logísticas em um só lugar. “Trata-se de um projeto ousado do ponto de vista que somos mais do que um porto”, diz o diretor de Administração Portuária, Vinicius Patel, grande entusiasta da aplicação de ações sustentáveis. “É um projeto moderno com perspectiva econômica, sem deixar de acreditar na importância do lado social e ambiental”.
Em funcionamento desde 2014, entre 2019 e 2020 colocou em prática a primeira etapa do projeto para a criação de um ambiente de conscientização de sustentabilidade para empreendimentos parceiros, além de se alinhar às premissas regulatórias ligadas às iniciativas de ESG. Desde 2020, a segunda etapa em curso promove a consolidação de uma cultura de apoio mútuo entre economia, ambiental e social. No entorno do Porto do Açu, segundo Patel, foi desenvolvida uma região sustentável com muitos benefícios à comunidade local, passando pelas áreas de educação, empreendedorismo e cidadania. “Se a empresa fortalece a sociedade, a empresa se fortalece como um todo”, afirma o diretor.
Rebocadores movidos a HVO
Após a sanção do governo federal, em 2024, para o licenciamento e regulamentação do uso de hidrogênio de baixa emissão de carbono, o Porto do Açu passou a utilizar nos cilindros dos motores dos seus rebocadores o HVO (Hydrotreated Vegetable Oil). O combustível é feito de óleos vegetais, inclusive oriundos de frituras culinárias, que passam por refinamento e viram diesel renovado, de acordo com Patel. “O HVO é mais caro, mas mostra que o combustível limpo aumenta a vida útil dos rebocadores”, diz. “Com o conflito no Oriente Médio, a busca pela menor dependência do petróleo deve ganhar força”. A diversificação da matriz energética brasileira com a incorporação de fontes mais limpas vem avançando, porém ainda há um longo caminho para percorrer.
O Porto do Açu, que está localizado em São João da Barra (RJ), registra movimentação média diária de 23 navios. Em volume, em 2025, somou um total de 89 milhões de toneladas, 14% superior ao atingido no ano anterior. O porto informa que, na última década, o crescimento médio anual foi de 26%, puxado principalmente pelos segmentos de petróleo, minério de ferro e cargas gerais. “Estamos atrás somente do Porto de Santos”, afirma Patel. O Porto do Açu respondeu por 3% do fluxo brasileiro no comércio exterior e movimentou cerca de US$ 16 bilhões em 2025.
Corredor marítimo e reserva Caruara
Junto com o Porto de Antuérpia-Bruges, o Porto do Açu criou um corredor marítimo verde entre Brasil e Europa, com previsão para entrar em operação antes de 2030. A finalidade é de o projeto instalar a principal rota de exportação de e-combustíveis e, também, um canal para a produção brasileira de amônia abastecer o Porto de Antuérpia-Bruges. O porto europeu prevê, até 2030, importar de 6 a 10 milhões de toneladas de amônia verde por ano, o equivalente a 1,2 a 1,5 milhão de toneladas de hidrogênio verde.
Ao lado das instalações portuárias, o Açu tem desde 2012 uma reserva de restinga de 40 quilômetros quadrados ricos em biodiversidade. Chamada Caruara, integra o Programa de Monitoramento de Tartarugas Marinhas desenvolvido em parceria com a Fundação Projeto Tamar e as empresas Porto do Açu Operações, Ferroport, Vast e GNA. É responsável, desde 2008, pelo monitoramento de 62 quilômetros de faixa de areia, que é considerada a região prioritária de desova da espécie Caretta caretta, conhecida como cabeçuda e ameaçada de extinção.
Obras nas BRs 070 e 080 ampliam capacidade viária e atacam gargalos logísticos no Entorno do Distrito Federal
O Ministério dos Transportes autorizou o início de obras em dois dos principais corredores rodoviários entre o Distrito Federal e Goiás, com foco na ampliação de capacidade e redução de gargalos logísticos na região. As intervenções incluem a implantação de terceiras faixas na BR-070 e a duplicação de 16,2 quilômetros da BR-080, com investimento de R$ 147,5 milhões.
As obras atingem um dos eixos mais pressionados do país, responsável tanto pelo deslocamento diário de trabalhadores quanto pelo escoamento de cargas entre o Centro-Oeste e Brasília. Apenas a BR-070 concentra fluxo médio de cerca de 70 mil veículos por dia.
Eixo logístico e urbano pressionado
Na BR-070, a implantação de terceiras faixas no trecho entre Águas Lindas de Goiás e Ceilândia busca separar fluxos e melhorar a fluidez, sobretudo para veículos pesados. A rodovia é utilizada no transporte de produção agrícola e abastecimento do Distrito Federal, além de conectar regiões do interior de Goiás e Mato Grosso.
“A BR-070 é uma rota estratégica para o transporte de cargas”, afirmou Daniel Vilela, governador de Goiás, ao destacar o impacto da obra no escoamento da produção e no abastecimento regional.
O projeto integra contratos de manutenção e conservação sob responsabilidade do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), com execução prevista no curto prazo para reduzir pontos críticos de congestionamento.
Duplicação mira produção agrícola
Já a duplicação da BR-080, no trecho entre Brazlândia e a divisa com Goiás, atende a uma demanda histórica da região e deve melhorar o acesso a um importante polo agrícola do Distrito Federal. A ampliação da capacidade tende a reduzir custos logísticos e aumentar a previsibilidade no transporte.
“Ainda temos gargalos logísticos importantes entre o Distrito Federal e Goiás”, afirmou George Santoro, ministro dos Transportes.
As intervenções fazem parte do Novo PAC e se somam a obras já em andamento na BR-080, reforçando a estratégia de ampliar a infraestrutura em corredores com forte integração entre mobilidade urbana e transporte de cargas – um dos principais desafios logísticos do Entorno do DF.
1. Introdução
O debate sobre a redução da jornada semanal de trabalho, frequentemente sintetizado na expressão “fim da escala 6×1”, ganhou relevo no Congresso Nacional em 2026, impulsionado por propostas legislativas antigas e por uma nova iniciativa do Poder Executivo.
Obviamente que, em se tratando de um ano eleitoral, não é por acaso que o assunto entrou em pauta e há vários interessados na mudança para que possam obter votos na eleição deste ano.
De um lado, tramitam Propostas de Emenda Constitucional (PEC), como a PEC 221/2019, PEC 8/2025 e a PEC 4/2025.
Em 07/04/2026, foi realizada, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, audiência pública para debater a PEC 221/2019, que propõe a redução da jornada semanal de 4 dias para 3 dias de descanso, e a PEC 08/2025, que visa reduzir a jornada semanal de 44 horas para 36 horas.
Na referida audiência pública, foi defendido pelas confederações patronais que o tema é complexo e delicado, há diversos setores com peculiaridades, e as propostas aumentam o custo das empresas, geram risco de desemprego e informalidade, e criam dificuldades operacionais para manter serviços contínuos e turnos flexíveis, como é o caso das atividades essenciais como o transporte rodoviário de cargas.
Interessado na rápida tramitação das propostas num ano eleitoral, foi apresentado recentemente, pelo Governo Federal, o Projeto de Lei nº 1.838/2026, com regime de urgência, que pretende reduzir a jornada semanal para 40 horas por lei ordinária, com aplicação imediata e abrangente.
A estratégia política na apresentação do PL 1.838/2026 é dar prioridade máxima à matéria de interesse do governo federal, pois a tramitação em regime de urgência permite que a proposta seja votada rapidamente no Plenário sem passar por todas as comissões temáticas e, aprovado o regime por requerimento, são reduzidos os prazos e dispensadas as formalidades regimentais, permitindo inclusão imediata na Ordem do Dia.
O tema, porém, revela-se altamente complexo, especialmente quando analisado sob a ótica de setores com forte especificidade operacional, como o Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), sendo preocupante que a discussão seja feita de afogadilho e sem a necessária análise dos impactos nefastos que ela pode acarretar à economia, às empresas, aos trabalhadores e a toda a sociedade.
2. O que propõe o PL 1.838/2026
O PL 1.838/2026 promove alterações diretas na CLT, com quatro pilares centrais: a) redução da jornada semanal para 40 horas; b) instituição de dois repousos semanais; c) limitação do alcance das negociações coletivas.
Está sendo proposta a redução da jornada semanal para 40 horas, com vigência imediata, sem redução nominal ou proporcional dos salários e aplicável a todos os trabalhadores, inclusive aqueles submetidos a regimes especiais.
O PL 1.838/26 estabelece que os trabalhadores passarão a ter 2 repousos semanais de 24 horas consecutivas cada, que deverão coincidir, preferencialmente, com o sábado e o domingo, respeitadas as peculiaridades e a negociação coletiva.
Em relação ao motorista do TRC, propõe alteração no art. 235-D da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) para dispor que:
“Nas viagens de longa distância com duração superior a 7 dias, serão assegurados dois DSR remunerados de 24 horas consecutivas cada por semana ou fração trabalhada, que deverão coincidir, preferencialmente, com o sábado e o domingo, exceto se houver disposição em contrário em negociação coletiva de trabalho e sem prejuízo do intervalo interjornada de 11 horas.
A proposta de alteração do art. 235-D da CLT criará um impacto direto nas operações de transporte rodoviário de cargas e agrava ainda mais as dificuldades de ajustes na jornada do motorista após o julgamento da ADI 5322 pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que declarou inconstitucionais temas sensíveis da Lei 13.103/15.
3. O PL 1.838 e os limites do legislador ordinário
A Constituição Federal, em seu artigo 7º, XIII, estabelece como direito dos trabalhadores a jornada máxima de 44 horas semanais, admitindo compensação e redução mediante acordo ou convenção coletiva.
Essa redação não é casual, e o legislador constituinte optou por fixar um teto máximo de jornada e permitir ajustes por negociação coletiva.
O modelo constitucional brasileiro, portanto, privilegia a flexibilidade negociada, e não a uniformização legal rígida.
Nesse contexto, a imposição, por lei ordinária, de uma jornada uniforme de 40 horas para todas as atividades, inclusive aquelas com disciplina própria, suscita questionamentos relevantes, tais como: a violação à autonomia coletiva (art. 7º, XXVI, CF); a restrição indevida à negociação coletiva e a potencial desconsideração das peculiaridades setoriais.
A jurisprudência do STF, especialmente no Tema 1046, reforça a centralidade da negociação coletiva como instrumento legítimo de regulação das relações de trabalho.
O PL 1.838/26 não apenas reduz a jornada semanal para 40 horas, mas também estende a regra a regimes especiais, estabelece dois descansos semanais obrigatórios e altera dispositivos da CLT aplicáveis a categorias específicas.
No caso do transporte rodoviário de cargas, a proposta altera diretamente o artigo 235-D da CLT, ampliando o número de descansos semanais dos motoristas de longa distância.
A consequência prática é clara, haverá uma intervenção direta em um regime jurídico já altamente regulado por legislação específica e negociação coletiva.
4. Dos Impactos da Redução da Jornada para o TRC
O transporte rodoviário de cargas constitui atividade essencial para a economia brasileira, sendo responsável pela maior parte da circulação de mercadorias no território nacional.
Uma alteração abrupta na legislação infraconstitucional ou na Constituição Federal reduzindo a jornada de trabalho sem redução salarial afeta sensivelmente o segmento econômico e acarreta aumento de custos, e não necessariamente traz benefícios aos trabalhadores.
O estudo técnico elaborado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), disponível no site www.cnt.org.br, traz uma análise empírica e econômica aprofundada sobre os impactos dessas propostas e alerta que a redução legal, impositiva e uniforme da jornada de trabalho (especialmente com imposição de escala rígida, como 4×3) tende a gerar efeitos econômicos e sociais negativos, sobretudo no setor de transportes.
Ele aponta problema estrutural nas propostas de redução da jornada semanal de trabalho contidas nas PEC e nos PL, pois reduzem jornada sem vinculação à produtividade; impõem modelo único de escala e desconsideram diferenças entre setores, gerando um resultado que engessa o mercado de trabalho.
O estudo demonstra que o segmento econômico do transporte possui características críticas, tais como: alta intensidade de mão de obra; margem operacional baixa (~2%); forte dependência de infraestrutura logística e variáveis externas, sendo que 92,1% dos trabalhadores são assalariados e 47,3% do valor adicionado é gasto com pessoal, o que demonstra que o setor é extremamente sensível a aumento de custo laboral.
Há outros dados importantes contidos neste estudo da CNT em relação à estimativa do impacto econômico direto da redução da jornada semanal de trabalho: aumento de custos entre R$ 11,9 bilhões e R$ 28,1 bilhões/ano no setor; redução do PIB do transporte em -1,3% (no caso da redução para 40 horas semanais) e de -2,6% (para a redução em 36 horas semanais).
Também haverá impacto no emprego dentro da atividade de transporte, estimada em menos 42 mil empregos (no caso da redução da jornada para 40 horas) e diminuição de 84 mil empregos diretos (no caso da redução para 36 horas), sendo os referidos impactos relevantes, imediatos e negativos.
Não se pode ignorar o efeito em cadeia que uma alteração sensível como a redução da jornada semanal pode acarretar, e o estudo da CNT demonstra que a intervenção legal abrupta gera um efeito bumerangue contra o próprio trabalhador, na medida em que gera aumento de custos e dos preços dos fretes, pressão inflacionária, queda da competitividade e redução de emprego formal, através da automação, terceirização e informalização.
Um dos pontos mais críticos nas propostas que estão sendo feitas nas PEC e nos PL é a tentativa de impor uma jornada uniforme para atividades heterogêneas, e o estudo da CNT demonstra que existem dezenas de escalas (6×1, 5×2, 12×36 etc.) e cada uma adaptada à natureza da atividade.
Logo, a imposição de uma escala única (como 4×3 ou limitação rígida semanal) é tecnicamente inadequada.
5. Especificidades do transporte rodoviário de cargas
O transporte rodoviário de cargas apresenta características que o diferenciam de outros setores, pois a atividade é predominantemente externa, dinâmica, essencial e dependente de fatores externos, tais como falta de infraestrutura adequada, trânsito caótico em vias urbanas e em rodovias, além de restrições à circulação em determinadas áreas e horários.
Neste cenário, a jornada de trabalho do motorista profissional empregado, por exemplo, permanece como um dos pontos mais sensíveis da regulação do setor, envolvendo tensões entre produtividade, segurança viária, saúde do trabalhador e custos empresariais.
A legislação brasileira passou por significativas alterações nas últimas décadas, especialmente com a edição das Leis nº 12.619/2012 e nº 13.103/2015, que buscaram regulamentar de forma específica a profissão do motorista.
Paralelamente, o avanço de tecnologias de rastreamento, telemetria e monitoramento alterou substancialmente a forma de controle do trabalho externo.
O julgamento da ADI 5322 pelo Supremo Tribunal Federal introduziu novos parâmetros constitucionais para a interpretação dessas normas, impactando diretamente a autonomia da negociação coletiva e a estrutura regulatória do setor.
A redução da jornada semanal de trabalho imediata e sem considerar as jornadas especiais potencializará as dificuldades na gestão da jornada do motorista e, em alguns casos, tornará inviáveis as operações de transporte rodoviário de cargas.
Atualmente, as empresas de transporte planejam as suas operações com foco na segurança viária, através do controle de tempo de direção e da jornada de trabalho, e da observância dos intervalos obrigatórios de seus colaboradores.
6. Ausência de discussão da produtividade
Estudos mostram que poucos países reduziram jornada por imposição legal e, quando o fizeram, houve necessidade de revisão posterior.
A experiência internacional demonstra que a redução da jornada, quando bem-sucedida, ocorre de forma gradual, vinculada ao aumento de produtividade e por meio de negociação coletiva.
No Brasil, entretanto, a produtividade é baixa e estagnada, a infraestrutura logística é deficiente e o custo do trabalho já é elevado.
No transporte rodoviário de cargas, a produtividade depende muito mais de infraestrutura adequada, estradas seguras e bem pavimentadas e sinalizadas, eficiência logística e tecnologia, do que da simples redução da jornada.
Além disso, as cadeias logísticas não podem ser interrompidas, sob pena de colapso no abastecimento, e, atualmente, as jornadas de trabalho do setor já estão moldadas por regras específicas previstas na CLT e nas diversas negociações coletivas.
A implementação imediata e generalizada da jornada de 40 horas pode gerar para as empresas um aumento expressivo de custos, a necessidade de reestruturação e a perda de competitividade.
Para os trabalhadores, a redução da jornada tal como está sendo proposta acarretará o risco de desemprego, o aumento da informalidade e a redução indireta de renda.
O avanço dessas propostas em ano eleitoral, sob regime de urgência, compromete o necessário debate técnico.
O próprio estudo da CNT recomenda o aprofundamento do diálogo social, a avaliação de impactos e a rejeição de soluções uniformes.
7. Conclusão
A redução da jornada de trabalho é um objetivo legítimo. No entanto, sua implementação exige cautela, técnica e respeito às especificidades setoriais.
No caso do transporte rodoviário de cargas, a imposição de uma jornada uniforme por lei desconsidera a realidade operacional, fragiliza a negociação coletiva e pode produzir efeitos contrários aos pretendidos.
O verdadeiro avanço social não está na imposição de modelos uniformes, mas na construção de soluções compatíveis com a realidade produtiva de cada setor, sob pena de transformar uma boa intenção em um grave retrocesso econômico e social.
Narciso Figueirôa Junior
Assessor Jurídico da NTC&Logística
Financiamento – aprovado pelo BNDES – contemplará a construção de três postos de abastecimento de biometano em Sumaré, Cubatão e Ribeirão Preto (SP)
A agenda ESG tem ganhado espaço estratégico nas empresas brasileiras, especialmente em setores intensivos em emissão de carbono. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 60% das indústrias brasileiras já praticam economia circular, refletindo uma mudança estrutural na forma como os negócios vêm sendo conduzidos no país. Nesse contexto, o transporte rodoviário de cargas, responsável por cerca de 65% da movimentação logística nacional, passa a ocupar papel central nas discussões sobre transição energética.
É nesse cenário que a TransJordano, operadora logística com atuação nacional, dá um passo relevante ao ter aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um financiamento de R$ 140 milhões para a implantação de um corredor verde no estado de São Paulo. O projeto contempla a aquisição de 100 caminhões movidos a biometano, a construção de três postos de abastecimento, em Sumaré, Cubatão e Ribeirão Preto, e a adoção de tecnologias que ampliam a autonomia operacional dos veículos.
Do total aprovado, R$ 98 milhões são provenientes do Fundo Clima e R$ 42 milhões do programa BNDES Máquinas e Serviços, reforçando o alinhamento da iniciativa com políticas públicas voltadas à redução de emissões e incentivo a soluções sustentáveis em larga escala. Esse avanço também é resultado do trabalho contínuo das entidades representativas do setor de Transporte Rodoviário de Cargas, que vêm atuando de forma ativa na promoção de pautas voltadas à sustentabilidade, inovação e transição energética no país.
Além de atender à operação da própria TransJordano, a infraestrutura de abastecimento será aberta a outras transportadoras, criando um ambiente favorável à expansão do uso de biocombustíveis no setor e contribuindo para a construção de uma cadeia logística mais limpa e integrada.
Para João Bessa, presidente da TransJordano, o projeto representa uma mudança de posicionamento do setor frente aos desafios contemporâneos. “Estamos diante de um movimento que exige visão de longo prazo, além, claro, da adaptação operacional. A transição energética no transporte não acontece de forma isolada, dependendo de investimento, estrutura e, principalmente, de uma mudança na forma como as empresas enxergam seu papel dentro da cadeia logística”, afirma.
O executivo destaca que iniciativas desse porte também contribuem para ampliar a competitividade das empresas brasileiras. “Quando falamos de sustentabilidade, estamos falando também de eficiência, inovação e acesso a novas oportunidades de negócio. Projetos como esse mostram que é possível alinhar crescimento com responsabilidade, sem dissociar resultado de impacto”, complementa.
O biometano, combustível renovável produzido a partir de resíduos orgânicos, tem ganhado protagonismo como alternativa ao diesel, especialmente em operações de curta e média distância. A expectativa é que o uso desse tipo de energia contribua para a redução significativa de emissões de gases de efeito estufa, além de fortalecer a diversificação da matriz energética no transporte.
Com mais de duas décadas de atuação no transporte rodoviário de cargas sensíveis, a TransJordano passa a integrar um grupo ainda restrito de empresas que investem em soluções estruturadas de descarbonização, posicionando-se como agente ativo na transformação do setor e na construção de um modelo logístico mais sustentável no Brasil.
Comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa mudanças no Código de Trânsito Brasileiro debateu redução da idade mínima para habilitação
O SEST SENAT defendeu a revisão dos critérios de acesso às categorias profissionais de habilitação durante audiência pública realizada na quarta-feira (15), na Câmara dos Deputados. O debate ocorreu no âmbito da Comissão especial que analisa propostas de alteração no Código de Trânsito Brasileiro (PL nº 8.085/2014).
Representando a instituição, o coordenador de Educação Profissional do SEST SENAT, Christian Riger, destacou que a escassez de motoristas profissionais já impacta diretamente a produtividade do transporte no Brasil e tende a se agravar sem mudanças estruturais na formação de condutores.
Segundo ele, o país perdeu cerca de 1,4 milhão de motoristas na última década, passando de 13 milhões, em 2015, para 11,6 milhões, em 2025. Além da redução no contingente, há uma mudança no perfil etário da categoria: a participação de profissionais mais jovens diminuiu, enquanto aumentou a presença de motoristas com mais de 60 anos.
Diante desse cenário, Riger defendeu a eliminação da idade mínima de 21 anos para acesso às categorias D e E e da exigência de tempo mínimo entre categorias. Para o SEST SENAT, os critérios atuais não garantem, por si só, a qualificação prática dos condutores.
“O critério temporal não assegura experiência. É possível substituí-lo por modelos estruturados de formação, com avaliação de competências e prática supervisionada”, afirmou. Ele comparou a situação com a aviação civil, na qual é possível formar pilotos a partir dos 18 anos, sob rigorosos protocolos de capacitação.
O coordenador ressaltou ainda que o SEST SENAT já tem expertise consolidada na formação profissional de motoristas, com cursos voltados ao desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais, sempre com foco em segurança viária. Segundo ele, a instituição está preparada para adaptar seus programas a eventuais mudanças na legislação.
Debate sobre o Código de Trânsito
A audiência integra a análise de cerca de 270 propostas de alteração no CTB, incluindo a possibilidade de condução supervisionada a partir dos 16 anos. Relator da comissão, o deputado Áureo Ribeiro (SOLIDARIEDADE/RJ) destacou que muitos adolescentes já dirigem de forma irregular, antes da idade mínima legal, sem qualquer formação, o que eleva os riscos no trânsito.
A sessão foi presidida pelos deputados Coronel Meira (PL/PE) e Fausto Pinato (PP/SP) e reuniu representantes do setor, especialistas e entidades da sociedade civil, que apresentaram diferentes perspectivas sobre a formação de condutores e os impactos da eventual redução da idade mínima para a habilitação.
Projetos em diferentes regiões do país ampliam a capacidade das rodovias, reforçam a segurança e fortalecem corredores logísticos estratégicos
A Infra S.A. vem consolidando seu papel estratégico na estruturação de projetos de concessões rodoviárias em todo o país, reunindo iniciativas que somam mais de R$ 118 bilhões em investimentos. Os empreendimentos conectam diferentes regiões do Brasil e promovem ganhos concretos para quem utiliza as rodovias no dia a dia.
Na prática, isso significa estradas mais seguras, viagens mais rápidas e melhores condições para o transporte de pessoas e mercadorias, impactando diretamente a rotina da população e a competitividade da economia brasileira.
De acordo com o diretor de planejamento da estatal, Cristiano Della Giustina, os projetos estruturados refletem mais do que avanços na infraestrutura do país. São ganhos que fazem diferença na vida da população.
“Para a Infra S.A., os projetos representam mais do que números: são investimentos que tornam as rodovias mais seguras para quem dirige, mais eficientes para o transporte de cargas e mais integradas ao desenvolvimento das regiões atendidas. Ao estruturar concessões robustas e atrativas, contribuímos para viabilizar obras que reduzem gargalos históricos e impulsionam o crescimento econômico do Brasil”, afirmou.
Projetos por todo o Brasil
Entre os destaques, está a estruturação da concessão dos 6 lotes de rodovias do Paraná. O projeto paranaense representa um dos maiores conjuntos de intervenções rodoviárias simultâneas já organizados no país. Ao todo, são mais de R$ 58 bilhões em investimentos ao longo dos contratos, com melhorias que incluem mais de 1,7 mil quilômetros de duplicações – o equivalente a uma viagem entre Curitiba e Salvador –, além de cerca de 209 passarelas, 18 áreas de escape e mais de 190 quilômetros de ciclovias.
As intervenções fortalecem corredores estratégicos e conectam importantes polos urbanos e produtivos do Paraná, como Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu, ampliando a integração regional e a competitividade do estado.
A Infra S.A. também estruturou a concessão da BR-040 entre Juiz de Fora e Rio de Janeiro, um dos principais corredores rodoviários do Sudeste. O trecho, com cerca de 219 quilômetros de extensão, é amplamente utilizado por quem viaja entre Minas Gerais e a capital fluminense – seja a trabalho, turismo ou transporte de cargas, e conta com o maior túnel rodoviário do país, com aproximadamente 5 km de extensão.
Os investimentos de R$ 5 bilhões em obras e melhorias se traduzem em viagens mais rápidas e seguras, com a ampliação da capacidade da rodovia, redução de congestionamentos e intervenções em pontos críticos. Para o usuário, isso significa menos tempo parado no trânsito, mais previsibilidade no deslocamento e menor risco de acidentes, especialmente em períodos de grande movimento.
Outro exemplo é a estruturação do corredor da BR-153/262 entre Goiás e Minas Gerais, eixo estratégico que conecta regiões produtoras do Centro-Oeste ao Sudeste, facilitando o escoamento da produção agrícola e industrial, e o projeto da BR-381, em Minas Gerais, uma das rodovias mais relevantes do país para o transporte de cargas e a ligação entre polos industriais.
A Infra S.A., de forma pioneira, junto com o Ministério dos Transportes, estruturou o projeto internacional para concessão da Ponte que liga São Borja (RS) e Santo Tomé (Argentina), que além da recuperação e modernização da ponte, integrou a operação do Centro Unificado de Fronteira, reforçando um dos principais corredores de integração do Mercosul.
Esse conjunto de projetos evidencia a atuação da Infra S.A. na estruturação de eixos logísticos nacionais, conectando o Centro-Oeste ao Sudeste, o Sul aos mercados internacionais e regiões produtoras a portos e fronteiras, fundamentais para a circulação de bens, serviços e pessoas.
Em 21 de abril de 1960, o então presidente Juscelino Kubitschek inaugurou Brasília, marcando a transferência da capital federal para o interior do país. Mais do que uma mudança geográfica, a criação da nova capital representou um ponto de inflexão na organização da infraestrutura e da logística nacional, com impactos que se estendem até os dias atuais. A construção de capital exigiu a abertura e consolidação de importantes eixos rodoviários, impulsionando a conectividade entre regiões e reforçando o transporte rodoviário como base da circulação de cargas no país.
Para Antonio Luiz Leite, presidente da Fundação Memória do Transporte (FuMTran), o principal legado da construção da capital brasileira está diretamente ligado à integração nacional. “A inauguração de Brasília consolidou a interiorização do desenvolvimento nacional e exigiu a criação de novos eixos de conexão. Esse movimento impulsionou a expansão da malha rodoviária e estruturou a logística brasileira com base na articulação do território. Rodovias estratégicas, como a BR-010, foram fundamentais para conectar regiões produtoras à nova capital”, afirma.
A consolidação da cidade teve efeitos duradouros na dinâmica logística do país ao estabelecer fluxos mais contínuos de transporte entre diferentes regiões, exigindo maior capacidade operacional e organização das rotas de longa distância. Esse movimento contribuiu para a profissionalização do setor e para a consolidação de rotas logísticas mais estruturadas, que passaram a dar suporte ao crescimento econômico e à distribuição nacional de cargas.
Segundo Leite, os efeitos da construção de Brasília são visíveis na forma como o sistema de transporte brasileiro se estruturou e funciona hoje. “O crescimento do transporte no Brasil durante o século XX acompanhou o modelo consolidado a partir da capital, com forte expansão do modal rodoviário. Já os modais ferroviário e aquaviário avançaram de forma mais concentrada, voltados principalmente ao transporte de commodities. Hoje, há um movimento de retomada da intermodalidade, ainda em consolidação, que busca justamente equilibrar essa matriz e aumentar a eficiência logística”, afirma o executivo.
Ao completar 66 anos, a cidade reafirma seu papel não apenas como centro político do país, mas também como peça-chave na evolução da infraestrutura e da logística brasileira. O futuro da infraestrutura modal na capital federal passa pela ampliação da integração entre diferentes meios de transporte. “Os próximos passos envolvem fortalecer a conexão com a malha ferroviária, melhorar a qualidade das rodovias e investir em tecnologia para gestão logística. Pela sua posição estratégica, Brasília tem potencial para se consolidar como um importante hub de distribuição nacional, desde que haja maior articulação entre os modais”, conclui o presidente.
O primeiro trimestre de 2026 foi marcado por uma combinação de fatores que elevaram a complexidade operacional e o nível de incerteza no transporte rodoviário de cargas. Entre os principais pontos estão a alta do diesel, pressionada por fatores internos e pelo cenário internacional, os desdobramentos da Reforma Tributária e o aumento do rigor na fiscalização da Tabela de Frete, que ampliaram o ambiente regulatório sobre o setor.
Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (SETCEPAR), Silvio Kasnodzei, o momento exige atenção redobrada por parte das empresas. “Sabíamos desde o início que 2026 seria um ano de muitos desafios, mas não esperávamos um cenário global tão impactado. Diante desse contexto, a orientação é de maior atenção à gestão de custos e à necessidade de adequação dos valores de frete, sempre com foco na qualidade da receita e na sustentabilidade das operações”, afirma o executivo.
O diesel, principal insumo do transporte, concentrou boa parte dos impactos no período. Apenas em março, o combustível registrou alta média de 16,2% em relação a fevereiro, passando de cerca de R$ 6,10 para R$ 7,09 por litro, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Com peso de até 35% nos custos operacionais, de acordo com a Confederação Nacional do Transporte (CNT), esse movimento elevou os custos do setor e afetou diretamente a formação do frete e a rentabilidade das operações.
No campo regulatório, a Reforma Tributária também entra no radar das empresas ao longo de 2026. Segundo Kasnodzei, este é um período de adaptação e preparação para as mudanças que entram em vigor nos próximos anos. “Este é um ano de preparação para a Reforma Tributária. Precisamos estar prontos para 2027, quando as novas regras passarem a valer de fato”, destaca o presidente.
Para o presidente do SETCEPAR, a adaptação ao cenário passa por uma gestão mais detalhada e estratégica. “O principal desafio está em conhecer o negócio no detalhe, revisar rotas e fazer os ajustes necessários. Não há o que temer, todos estão sujeitos às mesmas regras e a estruturas de custo semelhantes. Vai se destacar quem estiver mais preparado para enfrentar esse período, revisar suas tabelas diante do aumento dos custos, especialmente do diesel, e encontrar a melhor forma de remunerar e reter talentos”, conclui Kasnodzei.
Evento celebra 25 edições desde 1999 e reúne lideranças para debater os principais desafios e caminhos do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil
No dia 6 de maio de 2026, às 8h30, será realizada, em Brasília (DF), a 25ª edição do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados.
Consolidado como um dos mais importantes fóruns de discussão do setor, o Seminário chega à sua edição comemorativa de 25 realizações, marcando uma trajetória iniciada em 1999, sempre pautada pelo diálogo institucional e pela construção de soluções para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.
A iniciativa é promovida pela Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados, em parceria com a NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, e conta com o apoio institucional do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL) e da FuMTran (Fundação Memória do Transporte).
Ao longo de sua história, o evento tem desempenhado papel fundamental na aproximação entre o setor produtivo e o poder público, contribuindo para o avanço de pautas estratégicas e para o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas como pilar do desenvolvimento econômico e social do país.
Nesta edição, os debates estarão centrados em temas de alta relevância para o setor, como a aplicação prática da Lei nº 14.599/2023, no que se refere a seguro de cargas – com foco na insegurança jurídica e nos conflitos interpretativos –, e a análise da Lei nº 13.703/2018, que institui a Política Nacional dos Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, abordando seus desafios regulatórios, entraves jurídicos e impactos no mercado.
Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, esta edição carrega um significado especial por simbolizar a continuidade e pertinência do Seminário ao longo de décadas.
“Celebrar a 25ª edição deste Seminário é reconhecer a força de um espaço que, desde 1999, promove o diálogo qualificado entre o setor e o poder público. Ao longo dessas edições, acompanhamos transformações importantes e contribuímos ativamente para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas. Ao trazer, para o centro de debates, temas sensíveis como o seguro de cargas e o piso mínimo de frete, esta edição ratifica nosso compromisso com a segurança jurídica, a previsibilidade e o equilíbrio nas relações do setor, além da construção de um ambiente cada vez mais eficiente, seguro e sustentável para a atividade” – enfatiza Rebuzzi.
A edição de 2026 reafirma o empenho das entidades organizadoras em dar continuidade a esse legado, promovendo debates consistentes e alinhados às demandas do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.
Composição da Mesa (convidados)
l Deputado Federal Hugo Motta – Presidente da Câmara dos Deputados (a confirmar)
l Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes
l Deputado Federal Gilberto Abramo – Autor do requerimento para realização da 25ª edição do Seminário
l George Santoro – Ministro dos Transportes (a confirmar)
l Vander Costa – Presidente do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL)
l Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
l Guilherme Theo Sampaio – Diretor-Geral da ANTT
Tema: Seguro no Transporte Rodoviário de Cargas: a aplicação da Lei nº 14.599/2023 na prática
Abordagem
Insegurança jurídica, conflitos interpretativos e seus reflexos para os transportadores
Presidente da Mesa
l Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes
Coordenação
l Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
Palestrantes convidados
l Alessandro Serafin Octaviani Luis – Superintendente da SUSEP
l Marcos Aurélio Ribeiro – Diretor Jurídico da NTC&Logística
Tema: Lei nº 13.703/2018 – Institui a Política Nacional dos Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas
Abordagem
Entre a regulação e a realidade do Transporte Rodoviário de Cargas: análise das distorções interpretativas, entraves jurídicos e reflexos no mercado
Presidente da Mesa
l Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes
Coordenação
l Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
Participação a convite
l Luiz Fux – Ministro do Supremo Tribunal Federal (a confirmar)
Palestrantes convidados
l Guilherme Theo Sampaio – Diretor-Geral da ANTT
Realização
● Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados
Apoio
● NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Apoio Institucional
● Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)
● FuMTran – Fundação Memória do Transporte
Apoio Logístico
● Brasspress
Evento será realizado em Brasília, no dia 6 de maio, e reunirá especialistas para debater temas estratégicos das relações trabalhistas no Transporte Rodoviário de Cargas
O 5o Seminário Trabalhista do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) será realizado no próximo dia 6 de maio de 2026, a partir das 14 horas, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, em Brasília. A iniciativa é organizada pela Comissão de Trabalho (CT) da Câmara, com apoio e sugestão da NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, além do apoio institucional do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL) e da FuMTran.
Promovendo um ambiente de troca de conhecimento, experiências e construção de propostas, o evento reunirá especialistas jurídicos, agentes públicos, lideranças do TRC e representantes do cenário político e do setor produtivo para discutir temas que afetam o Transporte Rodoviário de Cargas.
A programação contará com dois painéis. O primeiro abordará “A Inteligência Artificial nos julgamentos e as Provas Digitais”, destacando como as novas tecnologias estão transformando a análise de processos e a produção de provas no âmbito trabalhista. Já o segundo painel tratará da “Redução da Jornada de Trabalho”, com análise dos desdobramentos e consequências para a organização das operações e a produtividade do setor.
Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, o Seminário cumpre um papel essencial ao estimular discussões qualificadas sobre temas atuais e sensíveis ao setor.
“O Transporte Rodoviário de Cargas é diretamente impactado pela modernização tecnológica e pelas transformações referentes à organização do trabalho. É imprescindível promovermos debates especializados como os previstos na programação do 5o Seminário Trabalhista do Transporte Rodoviário de Cargas, tendo por focos a segurança jurídica, o equilíbrio nas relações trabalhistas e condições sustentáveis para a operação das empresas”, afirma Rebuzzi.
O evento é aberto ao público e se consolida como um importante espaço de atualização e reflexão sobre os desafios trabalhistas que acompanham a evolução do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.
14h às 14h30 – Solenidade de Abertura
Convidados para compor a Mesa:
Deputado Federal Hugo Mota
Presidente da Câmara dos Deputados
Deputado Federal Max Lemos
Presidente da Comissão de Trabalho
Deputado Federal Luiz Gastão
Membro da Comissão de Trabalho e Autor do requerimento para realização do Seminário
Ministro Luiz Marinho
Ministério do Trabalho e Emprego
Vander Francisco Costa
Presidente do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL)
Eduardo Ferreira Rebuzzi
Presidente da NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Valdir de Souza Pestana
Presidente da CNTTT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres
14h30 às 16h30 – 1º Painel
Tema: A Inteligência Artificial nos julgamentos e as Provas Digitais
Presidente da Mesa
Deputado Federal Luiz Gastão
Membro da Comissão de Trabalho
Palestrante 1
Dra. Ana Paula Silva Campos Miskulin
Juíza do Trabalho do TRT/15ª Região
Palestrante 2
Dr. Otavio Torres Calvet
Juiz do Trabalho do TRT/1ª Região
Palestrante 3
Dr. Sérgio Schwartsman
Assessor Jurídico da FENABRAVE – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores e da FENACODIV – Federação Nacional dos Concessionários e Distribuidores de Veículos
16h às 18h30 – 2º Painel
Tema: Redução da Jornada de Trabalho
Presidente da Mesa
Deputado Federal Max Lemos, Presidente da Comissão de Trabalho
Palestrante 1
Deputado Federal Paulo Azi, Relator da PEC 221/2019 e da PEC 08/2025
Palestrante 2
Dr. Alberto Nemer Neto, Advogado
Palestrante 3
Dr. Narciso Figueirôa Junior
Assessor Jurídico da NTC&Logística
Palestrante 4
Bob Everson Machado
Presidente do SINAIT – Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho
18h30 – Encerramento
Realização
● Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados
Apoio
● NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Apoio Institucional
● Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)
● FuMTran – Fundação Memória do Transporte
Apoio Logístico
● Braspress
O transporte rodoviário de cargas, essencial para o abastecimento e o desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul, será tema central do seminário promovido pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (SETCERGS) no dia 16 de abril, às 14 horas, na sede da entidade em Porto Alegre. O evento, intitulado “Infraestrutura, competitividade e reconstrução do RS: o papel das concessões rodoviárias no desenvolvimento do Estado”, reunirá autoridades, empresários e especialistas para discutir os rumos da infraestrutura logística gaúcha.
Debate sobre concessões e investimentos
Com a presença de representantes do Governo do Estado, o encontro busca aprofundar o debate sobre o papel das concessões rodoviárias na ampliação da competitividade regional. A palestra principal será conduzida por Guilherme Peixoto, advogado e especialista em concessões e parcerias público-privadas. Profissional com mais de uma década de atuação na B3, Peixoto já assessorou mais de 300 leilões de infraestrutura, que resultaram em cerca de R$ 800 bilhões em investimentos no país. Ele abordará experiências práticas e estratégias para fortalecer a eficiência logística e a segurança viária no Rio Grande do Sul.
Movimento “Tudo Gira Sobre Rodas”
O seminário integra o movimento Tudo Gira Sobre Rodas, iniciativa do SETCERGS que vem promovendo fóruns e debates sobre o papel estratégico do Transporte Rodoviário de Cargas. A proposta é estimular o diálogo entre sociedade, poder público e setor privado, destacando a importância das rodovias para a competitividade dos negócios e o crescimento sustentável do Estado.
Homenagem a lideranças
Durante o evento, o SETCERGS prestará homenagem a mais de 30 líderes empresariais e setoriais que contribuíram ativamente para o movimento Tudo Gira Sobre Rodas. O reconhecimento valoriza o engajamento e a dedicação desses profissionais na construção de uma agenda voltada ao fortalecimento da infraestrutura e da logística gaúcha.
Participação de entidades representativas
Lideranças da FIERGS, FEDERASUL e do próprio SETCERGS também participarão das discussões, trazendo análises sobre os desafios e oportunidades do setor. O objetivo é consolidar um espaço de reflexão e proposição de políticas que impulsionem o desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul.
Compromisso com o futuro
Para o presidente do SETCERGS, Delmar Albarello, o seminário reafirma o papel da entidade como articuladora do diálogo estratégico entre os diversos segmentos produtivos. “As estradas conectam destinos, e o transporte gera oportunidades que impulsionam o progresso”, destacou.
Colegiado vai conduzir seleção e monitoramento de projetos em ambiente experimental, com foco em segurança, sustentabilidade e eficiência no transporte
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) instituiu a Comissão de Sandbox Regulatório para coordenar o processo seletivo e acompanhar experimentos voltados à implantação de Corredores Logísticos Sustentáveis Multimodais. A medida foi formalizada pela Portaria DG nº 73, de 7 de abril de 2026, e reforça a atuação da Agência na promoção da inovação e da sustentabilidade no setor de transportes terrestres.
O grupo terá papel estratégico na avaliação de soluções inovadoras em ambiente regulatório experimental, permitindo que projetos sejam testados com acompanhamento técnico antes de eventual incorporação definitiva às normas do setor. A iniciativa está alinhada à Resolução ANTT nº 5.999/2022, que disciplina o uso do sandbox regulatório na Agência.
“O sandbox regulatório é um instrumento essencial para estimular a inovação com segurança, permitindo que novas soluções sejam avaliadas de forma estruturada, com foco no interesse público e na melhoria dos serviços prestados à sociedade”, destacou o diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio.
Seleção e acompanhamento de projetos
A Comissão será responsável por conduzir todas as etapas do processo seletivo previsto no Edital Eletrônico nº 02/2025, desde a análise documental das empresas participantes até o julgamento final das propostas. Também caberá ao grupo acompanhar a execução dos projetos autorizados temporariamente, avaliando resultados, riscos e impactos ao longo de todo o ciclo dos experimentos.
Nesse contexto, o colegiado atuará na análise das propostas inovadoras apresentadas, na formalização de termos de referência e instrumentos contratuais, além do monitoramento contínuo dos projetos. A Comissão também avaliará os impactos regulatórios, concorrenciais, operacionais e socioambientais das iniciativas, propondo recomendações à Diretoria Colegiada quanto à continuidade, ajustes ou eventual descontinuidade das soluções testadas.
Transparência e participação social
A Portaria estabelece diretrizes de transparência ativa, prevendo a divulgação de informações sobre os projetos aprovados, relatórios periódicos de acompanhamento e os resultados parciais e finais dos experimentos no site da ANTT. O objetivo é garantir acesso à informação com linguagem clara e acessível à sociedade.
Além disso, a norma assegura mecanismos de participação social durante a execução dos projetos, com a possibilidade de recebimento de manifestações de usuários e interessados. As contribuições serão analisadas e consideradas na avaliação dos resultados, com apoio da Ouvidoria da Agência como canal institucional.
Monitoramento e governança
Os projetos serão acompanhados por meio de metodologia estruturada de monitoramento, com definição de indicadores de desempenho e avaliações periódicas. Relatórios técnicos consolidados deverão ser elaborados, no mínimo, a cada três meses, permitindo análise comparativa entre os participantes e acompanhamento da evolução dos resultados.
Após a conclusão do processo seletivo e a publicação das autorizações temporárias, a Comissão passará a se reunir mensalmente, garantindo governança contínua dos experimentos. Reuniões extraordinárias poderão ser convocadas em caso de riscos relevantes ou necessidade de deliberação urgente.
A coordenação dos trabalhos ficará sob responsabilidade da Superintendência de Sustentabilidade, Pessoas e Inovação (SUSPI), com participação de representantes de diferentes áreas da ANTT, assegurando uma atuação integrada entre os diversos modais e temas regulatórios.
Inovação com foco no cidadão
A criação da Comissão de Sandbox Regulatório reforça o compromisso da ANTT com a modernização da regulação, a eficiência logística e a sustentabilidade. Ao permitir a experimentação de soluções inovadoras em ambiente controlado, a Agência amplia sua capacidade de resposta às transformações do setor e fortalece a construção de políticas públicas mais eficazes.
Ao final dos trabalhos, será elaborado um relatório consolidado com os resultados dos experimentos, que subsidiará a tomada de decisão da Diretoria Colegiada sobre a adoção das soluções testadas, sempre com foco na melhoria dos serviços prestados e na geração de benefícios concretos para a sociedade.
Recursos do Bird, com garantia da União, serão destinados ao programa Rodar MS para manutenção e adaptações climáticas em estradas estaduais
O Senado Federal autorizou o estado de Mato Grosso do Sul a contratar um empréstimo de US$ 200 milhões junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), com garantia da União. A aprovação ocorreu por unanimidade, em votação simbólica, e segue para promulgação.
Os recursos serão utilizados no programa Rodar MS, destinado à manutenção, adaptação às mudanças climáticas e melhoria da segurança viária das rodovias estaduais. A iniciativa, de mensagem enviada pela Presidência da República, envolve a recuperação de 730 km de pavimento e beneficia mais de 20 municípios por meio de uma parceria público-privada (PPP) de dez anos.
A relatora da proposta, senadora Tereza Cristina (PP-MS), apresentou parecer favorável, destacando que o estado demonstrou equilíbrio fiscal e capacidade de pagamento para obter o crédito. Ela enfatizou que o projeto inclui não apenas manutenção e restauração das rodovias, mas também melhorias na logística, aquisição de equipamentos e capacitação de servidores.
A senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) apresentou requerimento de urgência para a matéria, argumentando que a aprovação é essencial para cumprir prazos com o Bird e evitar a perda de acesso a condições favoráveis de financiamento. Sem a urgência, o texto seria analisado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) antes do plenário.
O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) manifestou apoio à proposta, elogiando a equipe técnica do governo estadual por adequar o projeto às exigências necessárias. Ele afirmou que a iniciativa garantirá rodovias mais seguras e tornará o estado mais atrativo para novos investimentos.
Pela Constituição, cabe ao Senado autorizar operações de crédito externo de interesse da União, estados, Distrito Federal e municípios.
O INCT-FR mede a evolução de todos os custos da carga fracionada na operação rodoviária, sendo assim incluindo-se transferência, custos de administração e de terminais (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Nesses custos não estão contemplados impostos, pedágios e margem de lucro.

Tenha na íntegra o simulador e histórico do índice, abaixo: