Diretor da entidade reforça compromisso institucional com a formação de condutores e a qualificação profissional
A segurança no trânsito exige uma atuação integrada e contínua com foco na formação de condutores e na qualificação profissional, portanto não será resultado de ações isoladas. Essa foi a principal mensagem do diretor-executivo nacional interino do SEST SENAT, Vinicius Ladeira, durante a abertura da quarta edição do Seminário Internacional de Segurança no Trânsito, realizada nessa quarta-feira (8), em Brasília.
Ao destacar a relevância do tema como eixo transversal das ações da instituição, Ladeira reforçou o compromisso do Sistema Transporte com a redução da violência viária e colocou a estrutura nacional da entidade à disposição dessa agenda estratégica.
Promovido pela Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito), o evento reuniu especialistas nacionais e internacionais, representantes do SNT (Sistema Nacional de Trânsito), da academia e da sociedade civil no auditório do Instituto Serzedello Corrêa, para discutir o tema “Novos caminhos para a proteção da vida”. A iniciativa integra as ações previstas no Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, que estabelece como meta reduzir em 50% as mortes no trânsito até 2030, em alinhamento com diretrizes da ONU (Organização das Nações Unidas).
Durante sua fala, Ladeira ressaltou que a educação é um dos pilares centrais para a construção de um trânsito mais seguro e destacou que o tema permeia todas as atividades desenvolvidas pelo SEST SENAT. “A segurança no trânsito é um assunto transversal em tudo o que fazemos. Não existe solução simples para um problema tão complexo. Por isso, é fundamental a atuação conjunta de diferentes atores”, afirmou.
Ele também destacou que a instituição mantém agenda permanente voltada à qualificação de profissionais e à melhoria da gestão das empresas de transporte, reforçando a importância da formação como instrumento de transformação do setor.
O diretor enfatizou ainda que o enfrentamento da violência no trânsito demanda ações coordenadas entre educação, fiscalização, infraestrutura e tecnologia. Nesse contexto, reafirmou o compromisso do SEST SENAT em contribuir com essa agenda por meio de sua rede de atendimento em todo o país. “Disponibilizamos nossas Unidades Operacionais, presentes em praticamente todo o território nacional, para apoiar iniciativas que promovam a segurança viária e a preservação de vidas”, destacou.
A diretora do Departamento de Segurança no Trânsito da Senatran, Maria Alice Nascimento Souza, ressaltou a importância do intercâmbio de experiências e da construção coletiva de soluções para um problema complexo e multifacetado. Segundo ela, o trânsito envolve diferentes dimensões, como educação, fiscalização e infraestrutura, e exige diálogo permanente. “A segurança no trânsito precisa ser construída de forma contínua, com aperfeiçoamento das políticas públicas, tendo a formação de condutores como um dos pilares, integrada a ações de fiscalização e melhorias na infraestrutura”, afirmou.
Representando entidades do setor, o presidente da ABSeV (Associação Brasileira de Segurança Viária), Jorge Tannuri, destacou a relevância de espaços institucionais de debate para alinhar estratégias e fortalecer compromissos em prol da segurança viária. Ele chamou a atenção para a necessidade de decisões baseadas em evidências e para o papel da cooperação entre poder público, iniciativa privada e entidades técnicas na construção de um sistema de trânsito mais seguro.
Ao longo da programação, o seminário promoveu painéis e discussões sobre formação de condutores, boas práticas internacionais e desafios da segurança viária no Brasil, reforçando o papel da capacitação e da integração institucional como caminhos fundamentais para a proteção da vida no trânsito. O SEST SENAT também foi representado pela gerente executiva de Desenvolvimento Profissional, Roberta Diniz. O evento reuniu ainda agentes públicos e institucionais ligados à segurança viária, com a participação de representantes da PRF (Polícia Rodoviária Federal), dos Detrans (Departamentos Estaduais de Trânsito) de diferentes estados, especialistas, entidades do setor e instituições parceiras.
Educação profissional
No período da tarde, o segundo painel do seminário, dedicado às experiências brasileiras na implantação do novo processo de formação de condutores, contou com a participação do coordenador executivo de Educação Profissional do SEST SENAT, Christian Riger. Ao lado de representantes de órgãos de trânsito e especialistas do setor, ele destacou a importância de alinhar a formação profissional às novas demandas da segurança viária, com foco na qualificação técnica, no uso de metodologias atualizadas e na valorização da educação como instrumento essencial para a mudança de comportamento no trânsito.
Nota conjunta destaca que crises de mercado não podem justificar flexibilização de requisitos de qualidade e segurança operacional
O Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL) assinou, nesta semana, uma nota conjunta com entidades dos setores de combustíveis e logística defendendo a manutenção do rigor técnico nos testes para o aumento da mistura de biodiesel no diesel.
O documento reforça que a expansão dos biocombustíveis é estratégica para a descarbonização da matriz de transporte, mas deve ser conduzida com critérios técnicos inquestionáveis e mecanismos regulatórios estáveis, assegurando segurança operacional e previsibilidade para a frota nacional.
Além do Sistema Transporte, assinam a nota o IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis); a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis); a Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes); a Brasilcom (Associação das Distribuidoras de Combustíveis); o Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes); o SindTRR (Sindicato Nacional do Comércio Transportador, Revendedor, Retalhista de Combustíveis) e a Semove (Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio de Janeiro).
Leia, abaixo, a nota na íntegra.
Setores de combustíveis e de transporte defendem rigor técnico no mandato de biodiesel
As entidades signatárias desta nota defendem a manutenção do rigor técnico nos testes para o aumento da mistura de biodiesel para garantir a segurança operacional e a integridade da frota brasileira do Ciclo Diesel. Reforçam que o cumprimento integral da Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/2024) exige a comprovação da viabilidade técnica, podendo-se inferir a necessária realização de ensaios abrangentes e transparentes, tanto em bancada quanto em campo, antes de qualquer alteração no mandato. Temos por entendimento que crises conjunturais ou volatilidades no mercado internacional não devem ser utilizadas como fator de simplificação de procedimentos técnicos ou o afrouxamento de requisitos de qualidade. O Brasil possui frota de veículos a diesel extremamente diversificada e, neste contexto, o respeito ao consumidor final e a eficiência da cadeia logística nacional dependem de especificações rigorosas que não podem ser flexibilizadas por fatores de mercado momentâneos. A expansão dos biocombustíveis na matriz energética brasileira é importante medida para a descarbonização da matriz de transporte no Brasil e apoiada pelos setores, mas deve ser pautada por critérios técnicos inquestionáveis e mecanismos regulatórios estáveis, assegurando uma transição energética viável e segura. Os setores de combustíveis e de transporte permanecem à disposição para diálogo construtivo que priorize a previsibilidade técnica e a qualidade do combustível entregue em todo o território nacional.
Índice ABCR de março de 2026 registra estabilidade na movimentação de veículos, na comparação com o mês anterior
O Índice ABCR, que mensura o fluxo de veículos pedagiados nas rodovias concedidas à iniciativa privada, registrou, em março de 2026, uma irrisória alta de 0,1% na comparação dessazonalizada com fevereiro do mesmo ano. O indicador, elaborado pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias em parceria com a Tendências Consultoria, atingiu esse desempenho puxado pelo comportamento dos dois segmentos que o compõem, incluindo o fluxo de veículos leves, que avançou 0,3% no mês, e o de pesados, que cresceu 2%, ambos já desconsiderando efeitos sazonais.
Na comparação com março de 2025, o índice total acelerou 1,6%, resultado que combina uma queda de 0,3% no tráfego de leves com um vigoroso aumento de 7,5% no segmento de pesados. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em março, o índice total avançou 2,4%, impulsionado pelas altas de 2,5% nos veículos leves e de 2,2% nos pesados. Já no acumulado do primeiro trimestre de 2026, o indicador total subiu 1,6%, com leves crescendo 1,4% e pesados, 2,2%.
Os analistas da Tendências Consultoria, Thiago Xavier e Felipe Melchert, comentam que o fluxo nas praças da ABCR cresceu de forma modesta em março, sustentado pelos veículos pesados, mas a retração observada nos leves levou a uma contração no acumulado do primeiro trimestre, interrompendo uma tendência de expansão que vinha desde 2022. Apesar disso, eles ressaltam que o índice ainda se mantém em patamar historicamente elevado, próximo ao pico da série histórica.
Para os próximos meses, os analistas recomendam acompanhar o comportamento dos veículos leves em um contexto de pressão sobre os preços dos combustíveis, aumento da inadimplência e fundamentos macroeconômicos mistos. Em relação aos pesados, a consultoria indica que o segmento apresentou recuperação no primeiro trimestre após oscilações recentes, revertendo perdas anteriores, mas ainda segue condicionado a fatores conjunturais, como uma safra de grãos menor, os efeitos defasados da política monetária restritiva e o aumento dos custos de diesel e fertilizantes. No médio e longo prazos, contudo, a expansão do comércio eletrônico e da demanda logística continua a sustentar o desempenho do setor.
Sudeste
Recortando os dados por região, no estado do Rio de Janeiro o índice ABCR total avançou 0,9% em março, na série dessazonalizada ante fevereiro, resultado das altas de 0,8% nos veículos leves e de 5,0% nos pesados. Na comparação com março de 2025, o indicador fluminense registrou alta de 2,2%, puxada pelo avanço de 0,5% nos leves e de 9,9% nos pesados. Nos últimos 12 meses, o índice total cresceu 1,1% no estado, com o fluxo de leves acumulando elevação de 0,9% e o de pesados, de 2,1%. No acumulado do ano até março, os números do Rio de Janeiro mostram alta de 1,3% no total, sendo 1,1% em leves e 2,4% em pesados.
Em São Paulo, o fluxo pedagiado total cresceu 0,7% em março ante fevereiro, já com ajuste sazonal, reflexo do aumento de 0,4% nos veículos leves e de 1,4% nos pesados. Em relação ao mesmo mês de 2025, o índice paulista avançou 1,8%, com alta de 0,3% nos leves e de 7,0% nos pesados. No acumulado em 12 meses, o indicador total registrou avanço de 1,9% em São Paulo, impulsionado pelas altas de 2,0% no fluxo de veículos leves e de 1,7% no de pesados. No primeiro trimestre de 2026, o estado acumula crescimento de 1,2% no índice total, com leves subindo 1,1% e pesados, 1,7%.
O tráfego nas rodovias do Rio de Janeiro cresceu 8,4% em março, na comparação com fevereiro, segundo o monitor da Veloe e da Fipe. Apesar da reação, o estado ainda acumula queda de 2,6% no primeiro trimestre de 2026
O movimento nas rodovias do Rio de Janeiro ganhou força em março. Depois de um fevereiro mais fraco, o tráfego no estado avançou 8,4% na passagem para março de 2026, já com ajuste sazonal, de acordo com dados do Monitor de Tráfego nas Rodovias, levantamento da Veloe em parceria com a Fipe.
A alta foi puxada, sobretudo, pelos veículos pesados. O fluxo de caminhões e outros veículos de carga cresceu 13,6% no período. Entre os leves, o avanço foi de 7,1%. O dado sugere uma retomada depois do impacto do Carnaval, que costuma mexer com o ritmo da circulação nas estradas.
Na comparação com março do ano passado, o cenário é mais contido. O tráfego total nas rodovias fluminenses subiu 2,5%. Os veículos pesados tiveram alta de 7%, enquanto os leves avançaram 1,8%.
Apesar da melhora recente, o ano ainda não deslanchou nas estradas do estado. No primeiro trimestre de 2026, o fluxo acumulado caiu 2,6%. O recuo foi mais forte no transporte de carga, com queda de 4,8%, mas também atingiu os veículos leves, que registraram baixa de 2,3%.
No acumulado de 12 meses, o indicador também continua no negativo. A retração é de 1,7%, com peso maior dos veículos pesados, que caíram 3,6%. Entre os leves, a queda foi de 1,4%.
Parte dessa recuperação de março aparece em um ambiente ainda favorável à circulação de passageiros. O mercado de trabalho brasileiro seguiu aquecido no trimestre encerrado em fevereiro, com taxa de desocupação de 5,8% e rendimento real habitual de R$ 3.679. No mesmo período, o saldo de empregos formais no país foi positivo em 255,3 mil vagas, com abertura de 11,4 mil postos no Rio de Janeiro.
Esse quadro ajuda a sustentar deslocamentos ligados a consumo, turismo e lazer. O setor de serviços também colaborou. Em janeiro, avançou 0,3% e manteve nível recorde da série, o que tende a reforçar viagens e circulação entre cidades.
No caso da carga, o salto de março parece mais uma recomposição do fluxo interrompido em fevereiro do que uma virada mais firme de tendência. Ainda assim, o desempenho pode ter recebido impulso de cadeias importantes para a economia fluminense, como atividade portuária, indústria e óleo e gás.
Os dados da Senatran ajudam a explicar esse pano de fundo. Em fevereiro de 2026, a frota do estado chegou a 8.292.534 veículos, o equivalente a 6,4% do total nacional. Houve alta de 0,3% no mês, crescimento de 0,6% no ano e avanço de 3,7% em 12 meses.
A maior parte da frota fluminense é formada por automóveis, que representam 61,1% do total. Depois aparecem motocicletas, com 17,2%; caminhonetes, com 5,1%; camionetas, com 4,9%; motonetas, com 4%, e caminhões, com 2%.
Também chama atenção a idade dos veículos no estado. A média é de 18,2 anos. Só 16,3% da frota têm até cinco anos de fabricação. Já 36,1% têm mais de 20 anos, sinal de um parque automotivo ainda envelhecido no Rio de Janeiro.
Encontro destacou a importância do diálogo institucional e avanços regulatórios para o Transporte Rodoviário de Cargas no segmento farmacêutico
O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Leandro Pinheiro Safatle, recebeu nesta quinta-feira (09/04), em Brasília (DF), representantes da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), liderados pelo presidente da entidade, Eduardo Rebuzzi, para uma audiência voltada ao debate de temas estratégicos do transporte de produtos farmacêuticos no Brasil.
Também participaram da reunião, pela Anvisa, o diretor-adjunto, Diogo Penha Soares; os assessores Samia Rocha de Oliveira Melo e Eduardo Mulinari, e a secretária Maria Aldenice Gonçalves Costa.
Pela NTC&Logística, estiveram presentes o vice-presidente extraordinário de Assuntos Políticos, José Hélio Fernandes; o vice-presidente extraordinário de Transporte de Produtos Farmacêuticos, Gylson Ribeiro da Silva; o representante do CTFARMA, Kleber Fernandes, e a assessora de Relações Institucionais, Edmara Claudino.
Durante a reunião, foram apresentados os principais pontos de atuação da entidade, reforçando seu papel na representação das empresas do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) e na interlocução com órgãos reguladores, especialmente em um segmento sensível como o de medicamentos. O encontro também marcou a oportunidade de apresentar a NTC&Logística à nova diretoria da Anvisa, fortalecendo o relacionamento institucional e abrindo espaço para uma agenda contínua de diálogo e cooperação.
Entre os temas debatidos, esteve a proposta de criação de um grupo de trabalho conjunto para atualização do escopo regulatório relacionado ao transporte de medicamentos, com base na RDC nº 430/2020, além do aprimoramento das operações de cross-docking, buscando maior alinhamento entre a regulamentação e a realidade operacional das empresas.
Na oportunidade, representantes da entidade também destacaram a realização do 2º Encontro NTC Farma, que acontecerá em outubro, em São Paulo, convidando a Anvisa a participar do evento e reforçando a importância da integração entre o setor produtivo e os órgãos reguladores na construção de soluções conjuntas.
Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, a reunião teve um saldo positivo para o setor. “Foi um encontro muito produtivo, no qual pudemos apresentar os principais desafios do Transporte Rodoviário de Cargas no segmento farmacêutico, além de reforçar a importância do diálogo permanente com a Anvisa. As trocas foram relevantes e demonstram que estamos avançando na construção de soluções conjuntas, mais alinhadas à realidade das operações e às exigências regulatórias”, destacou.
A participação reforça o compromisso da entidade em contribuir ativamente para o desenvolvimento de políticas públicas e normativas que garantam segurança sanitária, eficiência logística e competitividade para o setor, por meio de um relacionamento institucional próximo e contínuo com as autoridades competentes.
Encontro reuniu lideranças nacionais do Transporte Rodoviário de Cargas e especialistas para discutir impactos operacionais, ambientais e econômicos do biodiesel no Brasil
A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) realizou, nesta quarta-feira (8), um encontro técnico para debater o tema “Análise do Biodiesel no Setor de Transporte”, reunindo lideranças e especialistas para discutir os impactos da atual política de mistura do biodiesel no diesel no país.
O evento contou com a diretoria executiva da NTC&Logística, representada pelo presidente da entidade, Eduardo Rebuzzi; pelo vice-presidente, Antonio Luiz Leite, e pelo diretor financeiro, José Maria Gomes. Também participaram vice-presidentes extraordinários, assessores, representantes de federações e sindicatos associados de todo o Brasil, que puderam discutir de forma técnica os efeitos da utilização do biodiesel nas operações do Transporte Rodoviário de Cargas.
A reunião contou, ainda, com a participação da diretora-executiva da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Fernanda Rezende, acompanhada de sua equipe técnica, composta por Érica Marcos, gerente executiva da CNT, e pelos analistas ambientais Raflem Santos e Andrea Lima, que apresentaram estudos atualizados sobre o tema.
Durante o encontro, foi reforçado que o Brasil já opera com a mistura de 15% de biodiesel ao diesel (B15), percentual significativamente superior ao nível de homologação dos veículos pesados, que é de 7% (B7).
Além disso, os dados apresentados mostram que o Transporte Rodoviário de Cargas é o principal consumidor de biodiesel no país, representando cerca de 81% do consumo energético desse combustível, com mais de 7,2 bilhões de litros utilizados no modal rodoviário.
Os estudos também evidenciam impactos relevantes com o aumento dos teores de biodiesel. Testes indicam aumento no consumo de combustível – podendo chegar a até 15% em veículos mais antigos –, perda de potência e aumento de emissões, além de impactos financeiros que podem ultrapassar R$ 45 mil por veículo em casos de danos mecânicos.
Outro ponto de atenção destacado foi a formação de resíduos, contaminações e problemas em componentes dos motores, especialmente em teores mais elevados, podendo causar entupimento de filtros, acúmulo de carbono e redução da vida útil dos equipamentos.
Diante desse cenário, houve consenso entre os participantes sobre a necessidade de cautela em relação a novos aumentos na mistura obrigatória, reforçando que qualquer avanço deve estar condicionado à realização de testes técnicos, validações operacionais e estudos científicos mais aprofundados.
Em sua participação, Fernanda Rezende destacou que a CNT não é contrária ao uso do biodiesel, mas defende uma evolução baseada em evidências: “Não somos contra o biodiesel. Entendemos a importância da pauta energética e ambiental, mas é fundamental ampliar as verificações sobre os impactos nos equipamentos, na operação das empresas e também no meio ambiente, para que possamos avançar com segurança e responsabilidade”, afirmou.
Fernanda também reforçou a importância do apoio do setor no compartilhamento de informações e dados reais sobre os impactos do combustível, destacando que a participação ativa das empresas é essencial para qualificar o debate e orientar decisões futuras.
Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, o encontro reforça o papel da entidade na construção de soluções técnicas para o setor. “Gostaria de agradecer à Fernanda Rezende e a toda a sua equipe pela presença e pela disponibilidade em estarem conosco neste encontro, contribuindo com informações qualificadas e esclarecendo dúvidas sobre um tema tão relevante para o Transporte Rodoviário de Cargas. Esse é um assunto que exige atenção, responsabilidade e decisões baseadas na realidade das operações”, destacou.
Rebuzzi também ressaltou a importância de manter o diálogo com os agentes públicos e técnicos envolvidos na formulação de políticas energéticas, garantindo que o setor seja ouvido nas decisões que impactam diretamente sua atividade.
Serviço
A CNT disponibiliza um material com orientações para que transportadores possam relatar problemas relacionados ao uso do biodiesel junto aos órgãos competentes, como ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e CGU (Controladoria-Geral da União).
Evento celebra 25 edições desde 1999 e reúne lideranças para debater os principais desafios e caminhos do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil
No dia 6 de maio de 2026, às 8h30, será realizada, em Brasília (DF), a 25ª edição do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados.
Consolidado como um dos mais importantes fóruns de discussão do setor, o Seminário chega à sua edição comemorativa de 25 realizações, marcando uma trajetória iniciada em 1999, sempre pautada pelo diálogo institucional e pela construção de soluções para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.
A iniciativa é promovida pela Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados, em parceria com a NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, e conta com o apoio institucional do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL) e da FuMTran (Fundação Memória do Transporte).
Ao longo de sua história, o evento tem desempenhado papel fundamental na aproximação entre o setor produtivo e o poder público, contribuindo para o avanço de pautas estratégicas e para o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas como pilar do desenvolvimento econômico e social do país.
Nesta edição, os debates estarão centrados em temas de alta relevância para o setor, como a aplicação prática da Lei nº 14.599/2023, no que se refere a seguro de cargas – com foco na insegurança jurídica e nos conflitos interpretativos –, e a análise da Lei nº 13.703/2018, que institui a Política Nacional dos Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, abordando seus desafios regulatórios, entraves jurídicos e impactos no mercado.
Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, esta edição carrega um significado especial por simbolizar a continuidade e pertinência do Seminário ao longo de décadas.
“Celebrar a 25ª edição deste Seminário é reconhecer a força de um espaço que, desde 1999, promove o diálogo qualificado entre o setor e o poder público. Ao longo dessas edições, acompanhamos transformações importantes e contribuímos ativamente para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas. Ao trazer, para o centro de debates, temas sensíveis como o seguro de cargas e o piso mínimo de frete, esta edição ratifica nosso compromisso com a segurança jurídica, a previsibilidade e o equilíbrio nas relações do setor, além da construção de um ambiente cada vez mais eficiente, seguro e sustentável para a atividade” – enfatiza Rebuzzi.
A edição de 2026 reafirma o empenho das entidades organizadoras em dar continuidade a esse legado, promovendo debates consistentes e alinhados às demandas do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.
l Deputado Federal Hugo Motta – Presidente da Câmara dos Deputados (a confirmar)
l Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes
l Deputado Federal Gilberto Abramo – Autor do requerimento para realização da 25ª edição do Seminário
l George Santoro – Ministro dos Transportes (a confirmar)
l Vander Costa – Presidente do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL)
l Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
l Guilherme Theo Sampaio – Diretor-Geral da ANTT
10h às 11h | 1º Painel
Tema: Seguro no Transporte Rodoviário de Cargas: a aplicação da Lei nº 14.599/2023 na prática
Abordagem
Insegurança jurídica, conflitos interpretativos e seus reflexos para os transportadores
Presidente da Mesa
l Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes
Coordenação
l Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
Palestrantes convidados
l Alessandro Serafin Octaviani Luis – Superintendente da SUSEP
l Marcos Aurélio Ribeiro – Diretor Jurídico da NTC&Logística
11h às 12h | 2º Painel
Tema: Lei nº 13.703/2018 – Institui a Política Nacional dos Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas
Abordagem
Entre a regulação e a realidade do Transporte Rodoviário de Cargas: análise das distorções interpretativas, entraves jurídicos e reflexos no mercado
Presidente da Mesa
l Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes
Coordenação
l Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
Participação a convite
l Luiz Fux – Ministro do Supremo Tribunal Federal (a confirmar)
Palestrantes convidados
l Guilherme Theo Sampaio – Diretor-Geral da ANTT
12h | Encerramento
Realização
● Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados
Apoio
● NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Apoio Institucional
● Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)
Evento será realizado em Brasília, no dia 6 de maio, e reunirá especialistas para debater temas estratégicos das relações trabalhistas no Transporte Rodoviário de Cargas
O 5o Seminário Trabalhista do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) será realizado no próximo dia 6 de maio de 2026, a partir das 14 horas, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, em Brasília. A iniciativa é organizada pela Comissão de Trabalho (CT) da Câmara, com apoio e sugestão da NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, além do apoio institucional do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL) e da FuMTran.
Promovendo um ambiente de troca de conhecimento, experiências e construção de propostas, o evento reunirá especialistas jurídicos, agentes públicos, lideranças do TRC e representantes do cenário político e do setor produtivo para discutir temas que afetam o Transporte Rodoviário de Cargas.
A programação contará com dois painéis. O primeiro abordará “A Inteligência Artificial nos julgamentos e as Provas Digitais”, destacando como as novas tecnologias estão transformando a análise de processos e a produção de provas no âmbito trabalhista. Já o segundo painel tratará da “Redução da Jornada de Trabalho”, com análise dos desdobramentos e consequências para a organização das operações e a produtividade do setor.
Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, o Seminário cumpre um papel essencial ao estimular discussões qualificadas sobre temas atuais e sensíveis ao setor.
“O Transporte Rodoviário de Cargas é diretamente impactado pela modernização tecnológica e pelas transformações referentes à organização do trabalho. É imprescindível promovermos debates especializados como os previstos na programação do 5o Seminário Trabalhista do Transporte Rodoviário de Cargas, tendo por focos a segurança jurídica, o equilíbrio nas relações trabalhistas e condições sustentáveis para a operação das empresas”, afirma Rebuzzi.
O evento é aberto ao público e se consolida como um importante espaço de atualização e reflexão sobre os desafios trabalhistas que acompanham a evolução do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.
Membro da Comissão de Trabalho e Autor do requerimento para realização do Seminário
Ministro Luiz Marinho
Ministério do Trabalho e Emprego
Vander Costa
Presidente do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL)
Eduardo Ferreira Rebuzzi
Presidente da NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Valdir de Souza Pestana
Presidente da CNTTT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres
14h30 às 16h30 – 1º Painel
Tema: A Inteligência Artificial nos julgamentos e as Provas Digitais
Presidente da Mesa
Deputado Federal Luiz Gastão
Membro da Comissão de Trabalho
Palestrante 1
Dra. Ana Paula Silva Campos Miskulin
Juíza do Trabalho do TRT/15ª Região
Palestrante 2
Dr. Otavio Torres Calvet
Juiz do Trabalho do TRT/1ª Região
Palestrante 3
Dr. Sérgio Schwartsman
Assessor Jurídico da FENABRAVE – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores e da FENACODIV – Federação Nacional dos Concessionários e Distribuidores de Veículos
16h às 18h30 – 2º Painel
Tema: Redução da Jornada de Trabalho
Presidente da Mesa
Deputado Federal Max Lemos, Presidente da Comissão de Trabalho
Palestrante 1
Deputado Federal Paulo Azi, Relator da PEC 221/2019 e da PEC 08/2025
Palestrante 2
Dr. Alberto Nemer Neto, Advogado
Palestrante 3
Dr. Narciso Figueirôa Junior
Assessor Jurídico da NTC&Logística
Palestrante 4
Bob Everson Machado
Presidente do SINAIT – Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho
18h30 – Encerramento
Realização
● Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados
Apoio
● NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Apoio Institucional
● Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)
Promovido pelo Ministério dos Transportes, por meio da Senatran, debate trouxe perspectivas sobre formação de condutores, infraestrutura e gestão de velocidades
“Novos caminhos para a proteção da vida”. Esse foi o tema da 4ª edição do Seminário Internacional de Segurança no Trânsito, promovido pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). O evento ocorreu na quarta-feira (4) e reuniu autoridades e especialistas nacionais e internacionais do setor, em Brasília.
A diretora do Departamento de Segurança no Trânsito da Senatran, Maria Alice Nascimento Souza, abriu o Seminário com o primeiro painel sobre formação de condutores e reforçou a importância de alinhar práticas brasileiras a experiências internacionais.
“O trânsito é, de fato, um tema complexo. É preciso abordá-lo de forma integrada, pelo viés da educação, da infraestrutura e da fiscalização. No ano passado, registramos uma redução de sinistros nas rodovias federais, graças a um trabalho intenso de fiscalização. Por isso, precisamos trazer todos esses setores para essa discussão”, afirmou Maria Alice.
Segurança viária
O papel da educação no trânsito foi um dos destaques do evento. O fortalecimento de políticas públicas, a importância de campanhas de conscientização para a mudança de comportamento e o incentivo à cultura de respeito nas vias foram apontados como fundamentais para reduzir riscos e proteger a vida.
O presidente da Associação Nacional dos Detrans (AND), Givaldo Vieira, destacou que a prioridade dos Departamentos de Trânsito em todo o Brasil é garantir a segurança cotidiana da população, um aspecto que exige atenção e acompanhamento constantes. “A principal contribuição de um Seminário como esse é reforçar a necessidade de um acompanhamento mais presente nos estados brasileiros”, ressaltou.
Prêmio Senatran 2025
Os principais projetos, soluções tecnológicas e produções acadêmicas voltadas à segurança no trânsito foram reconhecidas pelo Prêmio Senatran 2025. A premiação contou com 27 vencedores, distribuídos em 7 categorias.
As iniciativas reconhecidas vão de ações estratégicas ligadas ao Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans) a soluções inovadoras voltadas à infraestrutura viária.
A edição de 2025 reuniu diversos projetos entre os premiados, com destaque para a produção acadêmica de Gabriel Lucca de Melo, orientado por Renato Gonçalves Rocha, reconhecida na categoria relacionada aos pilares do Pnatrans, e para a Polícia Rodoviária Federal (PRF), premiada na esfera federal pelo maior número de lançamentos no Sistema de Gestão do plano.
Guia de Gestão de Velocidades
Durante o Seminário, a Secretaria lançou o Guia de Gestão de Velocidades, que faz parte da Coleção de Boas Práticas em Segurança no Trânsito. O documento é uma ferramenta que busca contribuir para a criação de ambientes viários seguros para todos os usuários, ao promover velocidades compatíveis com o espaço urbano e a proteção dos usuários da via.
Conferência Nacional de Segurança no Trânsito
O evento também marcou o lançamento do Relatório Técnico da Conferência Nacional de Segurança no Trânsito. O texto consolida os principais temas debatidos durante a conferência realizada pela Senatran e está fundamentado nas diretrizes do Pnatrans.
Concentração de cargas pressiona acessos, capacidade e eficiência em principal hub do comércio exterior
O Porto de Santos, responsável por cerca de 29% da corrente de comércio brasileira, tornou-se também o principal indicador das limitações estruturais do sistema portuário nacional. Em 2024, o complexo movimentou 179,8 milhões de toneladas, recorde que, ao mesmo tempo em que confirma sua centralidade, amplia a pressão sobre a infraestrutura logística.
A concentração de fluxos no porto evidencia um modelo ainda dependente de poucos eixos logísticos, com impactos diretos sobre custos, prazos e previsibilidade das operações de comércio exterior.
Acessos e capacidade sob pressão
O principal ponto de estrangulamento está nos acessos terrestres. Corredores rodoviários como Anchieta-Imigrantes operam sob forte pressão em períodos de safra, com filas, restrições de circulação e aumento do tempo de trânsito.
No modal ferroviário, embora haja avanço na participação, a capacidade ainda é limitada frente ao crescimento da demanda, especialmente para granéis agrícolas. A disputa por janelas de descarga e embarque tende a se intensificar em ciclos de pico.
Operação portuária e dragagem
Dentro do porto, desafios de capacidade e de gestão de janelas de atracação impactam a produtividade. A necessidade recorrente de dragagem para manutenção do calado também segue como fator crítico para a competitividade, ao influenciar o porte dos navios e o custo do frete marítimo.
Esses elementos, combinados, ampliam o risco de congestionamentos operacionais e elevam o custo logístico em momentos de maior fluxo.
Concentração e risco sistêmico
A dependência de Santos, em detrimento de uma maior dispersão de cargas entre portos como Porto de Paranaguá e Porto de Itaqui, reforça um risco sistêmico para a logística brasileira.
Em um sistema que movimenta mais de 1,3 bilhão de toneladas por ano, gargalos em um único complexo têm potencial de afetar cadeias inteiras, do agronegócio à indústria.
A expansão da demanda, impulsionada pelo comércio regional e global, aumenta a pressão por investimentos em infraestrutura e por maior integração entre modais. Projetos de ampliação de capacidade, novos arrendamentos e revisão de áreas operacionais avançam, mas ainda enfrentam desafios de execução e coordenação.
“Quando observamos o comércio regional, percebemos que a infraestrutura logística tem impacto direto na competitividade das empresas”, afirma Mayra Saitta, advogada empresarial e fundadora do Grupo Saitta.
Impacto nas cadeias produtivas
Na prática, os gargalos logísticos se traduzem em aumento de custos, atrasos e menor previsibilidade para embarcadores. Em um cenário de maior integração com o Mercosul e de cadeias mais sensíveis a disrupções, a eficiência portuária passa a ser um fator determinante de competitividade.
O caso de Santos evidencia que o avanço do comércio exterior brasileiro depende não apenas da expansão da demanda, mas da capacidade de a infraestrutura acompanhar esse crescimento.
A Medida Provisória nº 1.343/2026, publicada em 19 de março de 2026 e regulamentada pelas Resoluções ANTT nº 6.077 e nº 6.078, ambas de 24 de março de 2026, trouxe alterações relevantes na Política Nacional do Piso Mínimo de Frete, além de mudanças no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) e no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), com potenciais impactos imediatos nas operações das empresas do Transporte Rodoviário de Cargas.
Diante desse cenário, a NTC&Logística está conduzindo uma análise técnica e jurídica aprofundada das medidas, com o objetivo de consolidar, de forma clara e objetiva, os principais pontos de atenção para o setor.
Para fortalecer esse trabalho e garantir uma avaliação alinhada à realidade das empresas, a entidade convida seus associados e representantes das empresas de transporte a participarem do levantamento, encaminhando dúvidas e questionamentos sobre a aplicação prática da Medida Provisória nas operações do dia a dia.
As contribuições recebidas serão fundamentais para subsidiar o posicionamento técnico da NTC&Logística, apoiar a interlocução com a agência reguladora e orientar a definição de estratégias regulatórias em defesa do Transporte Rodoviário de Cargas.
A NTC&Logística enfatiza a importância da participação de todos os associados, contribuindo para a construção de um entendimento sólido e representativo de todo o setor.
Encontro aproxima o setor das discussões que podem se transformar em políticas públicas sustentáveis
No dia 25 de março, a Comissão de Sustentabilidade do SETCESP, representada por sua coordenadora, Fernanda Veneziani, participou de reunião com a Frente Parlamentar de ESG da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), que contou também com a presença de representantes de diversos setores.
Durante o encontro, Veneziani expôs as principais propostas do Transporte Rodoviário de Cargas para o avanço da agenda ESG no estado. As pautas prioritárias destacadas foram:
a implementação de políticas públicas voltadas à gestão e destinação de resíduos;
a melhoria da infraestrutura e das condições de trabalho para mulheres nas estradas;
incentivos à renovação de frota e ao uso de combustíveis alternativos, especialmente no que diz respeito à ampliação da infraestrutura de abastecimento.
Alex Gama, secretário executivo da Frente Parlamentar de ESG, avaliou positivamente as propostas apresentadas. Segundo ele, o engajamento das empresas do setor em discussões estruturadas fortalece a construção de iniciativas que podem evoluir para projetos de lei na área.
Durante o encontro, Veneziani reforçou que a contribuição das transportadoras foi essencial para a consolidação das pautas apresentadas. “A participação ativa das empresas garante que as propostas reflitam, de fato, os desafios e necessidades do setor”, afirmou.
A coordenadora também destacou, na ocasião, as ações promovidas pela entidade. “Compartilhei a nossa premiação annual, que reconhece empresas com melhores práticas, e os nossos materiais, como o e-book de ESG e cases disponíveis no YouTube, que exemplificam ações concretas do setor”, acrescentou.
A atuação da Comissão reforça o papel do SETCESP como interlocutor junto ao poder público, levando ao debate legislativo temas alinhados à realidade operacional das empresas.
“Mantemos reuniões mensais, geralmente online, e deixo o convite aberto aos executivos e profissionais do setor interessados em ESG, segurança e qualidade, para que participem contribuindo assim também para o avanço da agenda de sustentabilidade do estado de São Paulo”, compartilhou Veneziani.
Texto do Poder Executivo prevê subsídio ao diesel, apoio ao GLP e crédito para aviação em razão de conflito no Oriente Médio
A Medida Provisória (MP) 1349/26 cria o Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis, em resposta aos impactos nos preços do petróleo e de seus derivados causados pelo atual conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.
A MP foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União de terça-feira (7). Segundo o Palácio do Planalto, as medidas buscam garantir a soberania energética e o abastecimento nacional de derivados de petróleo e gás natural.
Subvenção
O texto autoriza a União a cooperar financeiramente com os estados e o Distrito Federal para sustentar o abastecimento de óleo diesel rodoviário. Com esse apoio ampliado, a subvenção econômica poderá chegar a R$ 1,20 por litro.
Inicialmente, nos meses de abril e maio, a subvenção será de até R$ 4 bilhões para a importação de óleo diesel. Do total, até R$ 2 bilhões poderão ser vinculados à adesão de estados e do Distrito Federal ao regime de cooperação.
Sanções
Entre outros pontos, a Medida Provisória também prevê sanções em caso de elevação abusiva dos preços e de recusa injustificada de fornecimento de combustíveis.
A multa ao infrator vai variar de R$ 50 mil a R$ 500 milhões, além da possibilidade de interdição das instalações do fornecedor.
O texto do Poder Executivo também altera a Medida Provisória 1340/26, que destinou R$ 10 bilhões a subsídios no diesel; a Lei do Abastecimento Nacional de Combustíveis, e a Lei 12.462/11, que trata do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), para abrir linha de crédito temporária destinada a empresas aéreas.
Diesel e gás
A Medida Provisória estabelece que importadores habilitados poderão receber subvenção direta para o óleo diesel importado. O texto do Poder Executivo também altera regras da MP 1340/26 para ampliar o apoio a esse combustível.
No caso do gás liquefeito de petróleo (GLP), a União fica autorizada a conceder subvenção de até R$ 850 por tonelada, entre 1º de abril e 31 de maio deste ano. O valor global dessa medida estará limitado a R$ 330 milhões.
O recebimento dessa subvenção dependerá da habilitação dos importadores e distribuidores no regime emergencial.
O texto cria exigências de comprovação de preços, repasse e compartilhamento de informações com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Aviação e tarifas
O texto do Poder Executivo também abre espaço para financiamento de capital de giro para o setor aéreo. Em 2026, a União poderá conceder até R$ 1 bilhão em financiamentos para prestadores de serviços aéreos regulares.
Além disso, posterga o vencimento das tarifas de navegação aérea dos meses de junho, julho e agosto de 2026. O pagamento dessas tarifas passará para o dia 4 de dezembro deste ano.
Próximos passos
A MP 1349/26 já está em vigor. Para virar lei, terá de ser aprovada por uma comissão mista formada por deputados e senadores e, depois, pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.
Levantamento realizado pela consultoria Macroinfra, especializada em transporte e logística, apontou que o alto uso de capacidade nos principais portos do país tem gerado perdas econômicas e migração dos fluxos de contêineres para outros terminais menos saturados
Os portos brasileiros poderão atingir o limite de capacidade de movimentação de contêineres até o ano de 2030, segundo apontou uma pesquisa da Macroinfra, consultoria estratégica especializada em infraestrutura e logística de transporte.
A partir de dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), considerando os anos de 2015 a 2025, o estudo mostrou um quadro de saturação operacional em quatro importantes terminais portuários do país, sendo Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí/Navegantes (SC) e Itapoá (SC).
Com o cenário saturado, ocorre a migração dos fluxos de contêineres para outros portos e terminais menos ocupados.
O levantamento prevê esgotamento da capacidade portuária de movimentação de contêineres, no Brasil, para os próximos 4 anos, caso os projetos de expansão de capacidade e novos terminais não saiam do papel.
À CNN, Olivier Girard, sócio-diretor da Macroinfra, afirmou que os principais terminais do país operam de forma saturada, no limite ou acima de sua capacidade prática, especialmente desde o ano de 2020, além de mostrar que a operação no limite gera custos extras, além de atrasos, perda de confiabilidade da cadeia logística, aumentando o risco de paralisações.
Em Santos, no litoral paulista, o maior complexo portuário da América Latina opera sob pressão extrema, com taxa de ocupação do conjunto dos principais terminais saltando de 55,9%, em 2015, para 76,8% em 2024, fechando em 79,7% no último ano.
Apesar do aumento da produtividade média dos terminais ao longo dos últimos dez anos (de 72 para 86 TEUs/hora), o ganho ainda é insuficiente para acomodar o crescimento da demanda.
TEUs é a unidade de medida padrão utilizada na logística marítima, representando o volume de um contêiner de 20 pés de comprimento.
No Porto de Paranaguá (PR), embora partindo de níveis mais confortáveis (35,7% em 2015), a taxa de uso do terminal TCP (o principal do porto) atingiu 81,8% em 2024 e 86,0% em 2025, entrando em uma zona de saturação.
A produtividade, no entanto, segue em crescimento consistente, subindo de 83 para 107 TEUs/hora, entre 2015 e 2023, antes de apresentar queda para 88 TEUs/hora no último ano.
Já em Santa Catarina, na região de São Francisco do Sul (SC), o Porto Itapoá, um dos mais eficientes, também sente a sobrecarga.
Sua taxa de uso subiu de 50,2%, em 2015, para 84,7%, em 2024.
No último ano, o indicador marcou 88,7%, reforçando a operação acima da capacidade prática do terminal.
A produtividade, contudo, cresceu de forma potente (passando de 64 para 93 TEUs/hora).
Migração para terminais secundários
Com os gargalos e sobrecargas dos principais terminais, a logística marítima tem sido obrigada a fazer uma redistriuição geográfica, favorecendo o crescimento de portos secundários, antes ociosos, como o do Rio de Janeiro.
Com a medida, a participação do porto carioca no total do fluxo nacional de contêineres quase que dobrou, saltando de 3,7% para 6,2%, entre 2015 e 2025.
“Sua movimentação total cresceu 139% no período, saindo de 292 mil TEUs para 917 mil TEUs”, ressaltou Girard.
Além do porto do Rio, os de Salvador, Pecém (CE) e Suape (PE), ambos no Nordeste, mantiveram ou aumentaram sua participação, absorvendo as cargas que buscavam alternativas aos corredores congestionados.
O levantamento também mostrou que o volume do comércio exterior e do mercado interno de cargas em contêineres justifica a pressão na cadeia logística com ênfase nos terminais portuários.
De 2015 até o último ano, as exportações e importações marítimas brasileiras de carga utilizando o modal saltou 60%.
No mercado interno, a navegação por cabotagem também subiu 111%. Entretanto, o volume na demanda interna e externa não é acompanhado pela expansão da capacidade dos principais terminais, mesmo com obras de melhorias em andamento – como o terminal STS10 em Santos, além do novo terminal da Maersk em Suape –, podendo causar problemas à infraestrutura brasileira após 2030, chegando a uma saturação completa em 2032.
A demanda projetada para daqui a quatro anos é de 20,4 milhões de TEUs, consumindo quase toda a capacidade total prevista, de 23 milhões, o que evidencia que o esgotamento ocorrerá bem antes do previsto, exigindo o planejamento imediato de uma nova leva de projetos para sustentar o crescimento econômico.
Evento celebra 25 edições desde 1999 e reúne lideranças para debater os principais desafios e caminhos do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil
No dia 6 de maio de 2026, às 8h30, será realizada, em Brasília (DF), a 25ª edição do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados.
Consolidado como um dos mais importantes fóruns de discussão do setor, o Seminário chega à sua edição comemorativa de 25 realizações, marcando uma trajetória iniciada em 1999, sempre pautada pelo diálogo institucional e pela construção de soluções para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.
A iniciativa é promovida pela Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados, em parceria com a NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, e conta com o apoio institucional do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL) e da FuMTran (Fundação Memória do Transporte).
Ao longo de sua história, o evento tem desempenhado papel fundamental na aproximação entre o setor produtivo e o poder público, contribuindo para o avanço de pautas estratégicas e para o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas como pilar do desenvolvimento econômico e social do país.
Nesta edição, os debates estarão centrados em temas de alta relevância para o setor, como a aplicação prática da Lei nº 14.599/2023, no que se refere a seguro de cargas – com foco na insegurança jurídica e nos conflitos interpretativos –, e a análise da Lei nº 13.703/2018, que institui a Política Nacional dos Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, abordando seus desafios regulatórios, entraves jurídicos e impactos no mercado.
Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, esta edição carrega um significado especial por simbolizar a continuidade e pertinência do Seminário ao longo de décadas.
“Celebrar a 25ª edição deste Seminário é reconhecer a força de um espaço que, desde 1999, promove o diálogo qualificado entre o setor e o poder público. Ao longo dessas edições, acompanhamos transformações importantes e contribuímos ativamente para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas. Ao trazer, para o centro de debates, temas sensíveis como o seguro de cargas e o piso mínimo de frete, esta edição ratifica nosso compromisso com a segurança jurídica, a previsibilidade e o equilíbrio nas relações do setor, além da construção de um ambiente cada vez mais eficiente, seguro e sustentável para a atividade” – enfatiza Rebuzzi.
A edição de 2026 reafirma o empenho das entidades organizadoras em dar continuidade a esse legado, promovendo debates consistentes e alinhados às demandas do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.
l Deputado Federal Hugo Motta – Presidente da Câmara dos Deputados (a confirmar)
l Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes
l Deputado Federal Gilberto Abramo – Autor do requerimento para realização da 25ª edição do Seminário
l George Santoro – Ministro dos Transportes (a confirmar)
l Vander Costa – Presidente do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL)
l Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
l Guilherme Theo Sampaio – Diretor-Geral da ANTT
10h às 11h | 1º Painel
Tema: Seguro no Transporte Rodoviário de Cargas: a aplicação da Lei nº 14.599/2023 na prática
Abordagem
Insegurança jurídica, conflitos interpretativos e seus reflexos para os transportadores
Presidente da Mesa
l Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes
Coordenação
l Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
Palestrantes convidados
l Alessandro Serafin Octaviani Luis – Superintendente da SUSEP
l Marcos Aurélio Ribeiro – Diretor Jurídico da NTC&Logística
11h às 12h | 2º Painel
Tema: Lei nº 13.703/2018 – Institui a Política Nacional dos Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas
Abordagem
Entre a regulação e a realidade do Transporte Rodoviário de Cargas: análise das distorções interpretativas, entraves jurídicos e reflexos no mercado
Presidente da Mesa
l Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes
Coordenação
l Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
Participação a convite
l Luiz Fux – Ministro do Supremo Tribunal Federal (a confirmar)
Palestrantes convidados
l Guilherme Theo Sampaio – Diretor-Geral da ANTT
12h | Encerramento
Realização
● Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados
Apoio
● NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Apoio Institucional
● Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)
Evento será realizado em Brasília, no dia 6 de maio, e reunirá especialistas para debater temas estratégicos das relações trabalhistas no Transporte Rodoviário de Cargas
O 5o Seminário Trabalhista do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) será realizado no próximo dia 6 de maio de 2026, a partir das 14 horas, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, em Brasília. A iniciativa é organizada pela Comissão de Trabalho (CT) da Câmara, com apoio e sugestão da NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, além do apoio institucional do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL) e da FuMTran.
Promovendo um ambiente de troca de conhecimento, experiências e construção de propostas, o evento reunirá especialistas jurídicos, agentes públicos, lideranças do TRC e representantes do cenário político e do setor produtivo para discutir temas que afetam o Transporte Rodoviário de Cargas.
A programação contará com dois painéis. O primeiro abordará “A Inteligência Artificial nos julgamentos e as Provas Digitais”, destacando como as novas tecnologias estão transformando a análise de processos e a produção de provas no âmbito trabalhista. Já o segundo painel tratará da “Redução da Jornada de Trabalho”, com análise dos desdobramentos e consequências para a organização das operações e a produtividade do setor.
Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, o Seminário cumpre um papel essencial ao estimular discussões qualificadas sobre temas atuais e sensíveis ao setor.
“O Transporte Rodoviário de Cargas é diretamente impactado pela modernização tecnológica e pelas transformações referentes à organização do trabalho. É imprescindível promovermos debates especializados como os previstos na programação do 5o Seminário Trabalhista do Transporte Rodoviário de Cargas, tendo por focos a segurança jurídica, o equilíbrio nas relações trabalhistas e condições sustentáveis para a operação das empresas”, afirma Rebuzzi.
O evento é aberto ao público e se consolida como um importante espaço de atualização e reflexão sobre os desafios trabalhistas que acompanham a evolução do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.
Membro da Comissão de Trabalho e Autor do requerimento para realização do Seminário
Ministro Luiz Marinho
Ministério do Trabalho e Emprego
Vander Francisco Costa
Presidente do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL)
Eduardo Ferreira Rebuzzi
Presidente da NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Valdir de Souza Pestana
Presidente da CNTTT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres
14h30 às 16h30 – 1º Painel
Tema: A Inteligência Artificial nos julgamentos e as Provas Digitais
Presidente da Mesa
Deputado Federal Luiz Gastão
Membro da Comissão de Trabalho
Palestrante 1
Dra. Ana Paula Silva Campos Miskulin
Juíza do Trabalho do TRT/15ª Região
Palestrante 2
Dr. Otavio Torres Calvet
Juiz do Trabalho do TRT/1ª Região
Palestrante 3
Dr. Sérgio Schwartsman
Assessor Jurídico da FENABRAVE – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores e da FENACODIV – Federação Nacional dos Concessionários e Distribuidores de Veículos
16h às 18h30 – 2º Painel
Tema: Redução da Jornada de Trabalho
Presidente da Mesa
Deputado Federal Max Lemos, Presidente da Comissão de Trabalho
Palestrante 1
Deputado Federal Paulo Azi, Relator da PEC 221/2019 e da PEC 08/2025
Palestrante 2
Dr. Alberto Nemer Neto, Advogado
Palestrante 3
Dr. Narciso Figueirôa Junior
Assessor Jurídico da NTC&Logística
Palestrante 4
Bob Everson Machado
Presidente do SINAIT – Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho
18h30 – Encerramento
Realização
● Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados
Apoio
● NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Apoio Institucional
● Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)
Evento em Jataí (GO) marca assunção da concessionária e início de ações prioritárias na BR-364
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) participa, nesta quarta-feira (02/04), em Jataí (GO), do evento que marca o início da assunção da Rota Agro (BR-364) pela concessionária Way 364 e o lançamento do Plano de 100 dias para a rodovia. A solenidade contou com a presença do diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, e do diretor Alex Azevedo, e representou o começo de um novo ciclo de investimentos, melhorias operacionais e ampliação da segurança no trecho concedido.
O plano reúne ações emergenciais que serão executadas nos primeiros meses da concessão, com foco na recuperação da rodovia, no reforço da segurança viária, na modernização dos serviços e na melhoria do atendimento ao usuário. As medidas foram definidas a partir de visitas aos municípios atendidos, diálogo com comunidades, representantes de prefeituras, usuários e análise de dados da ANTT, DNIT e Polícia Rodoviária Federal.
“Estamos iniciando uma nova etapa para a BR-364, com ações concretas que serão percebidas imediatamente por quem utiliza a rodovia. O objetivo é garantir mais segurança, melhor trafegabilidade e uma infraestrutura à altura da importância desse corredor para o agronegócio e para o desenvolvimento regional”, afirmou Alex Azevedo.
Segurança e melhorias imediatas
Entre as primeiras intervenções previstas, estão a correção de falhas no pavimento, revitalização da sinalização horizontal e vertical, limpeza e roçada da faixa de domínio, e substituição de placas e dispositivos danificados. Também será realizada uma força-tarefa nos pontos mais críticos da rodovia, com instalação de 15 quilômetros de defensas metálicas, recuperação de guarda-corpos de pontes, limpeza de sistemas de drenagem e retirada de vegetação em áreas de risco.
Uma das primeiras entregas será a melhoria da iluminação pública no perímetro urbano de Jataí, medida que deve contribuir para a redução de acidentes e ampliar a segurança dos motoristas. O plano também antecipa a obra de adequação da ponte sobre o Rio Claro, no Km 200, originalmente prevista para etapas futuras do contrato.
Segundo Guilherme Theo Sampaio, a antecipação dessas intervenções demonstra o compromisso da concessionária com resultados rápidos e efetivos. “O cidadão não pode esperar anos para perceber os benefícios de uma concessão. Por isso, estamos priorizando investimentos de impacto imediato, capazes de transformar as condições da rodovia já nos primeiros 100 dias”, destacou o diretor-geral da ANTT.
Conectividade e atendimento 24 horas
A modernização da BR-364 também prevê a implantação de cobertura 4G em toda a extensão concedida, por meio da instalação de 45 torres de telecomunicação. A medida amplia a conectividade dos usuários, melhora a comunicação em situações de emergência e prepara a rodovia para novas soluções tecnológicas.
O plano inclui ainda a implantação de uma estrutura permanente de atendimento 24 horas, com Centro de Controle Operacional, canal de ouvidoria por telefone 0800, ambulâncias, guinchos leves e pesados, viaturas de inspeção, caminhões-pipa, veículos para captura de animais e bases de atendimento distribuídas ao longo do trecho.
“Mais do que investir em obras, estamos estruturando uma rodovia moderna, conectada e preparada para atender o usuário com rapidez e eficiência. Segurança, tecnologia e qualidade de serviço caminham juntas nesse projeto”, ressaltou Guilherme Theo Sampaio.
Resultados esperados
Ao longo dos 100 dias, a concessionária deverá recuperar mais de 500 mil metros quadrados de pavimento, revitalizar 30 mil metros quadrados de sinalização horizontal, implantar mais de 2 mil placas e instalar cerca de 50 mil tachas refletivas. O cronograma também prevê serviços de roçada em mais de 500 quilômetros, instalação de câmeras de monitoramento e painéis de mensagens variáveis.
Com as ações, a expectativa é melhorar a trafegabilidade, reduzir acidentes e fortalecer a logística de uma das principais rotas do agronegócio no país, gerando benefícios diretos para motoristas, transportadores, produtores rurais e comunidades ao longo da BR-364.
Alta mensal sinaliza reação pontual, mas queda no acumulado reflete juros altos e frete pressionado, mantendo transportadores cautelosos em 2026
As vendas de caminhões voltaram a crescer em março, mas o desempenho no acumulado do ano ainda aponta para um mercado mais cauteloso. Pressionado por juros elevados e menor apetite por investimento, o setor segue operando em ritmo mais lento na comparação anual.
Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostram que foram licenciados 8.767 caminhões em março de 2026, alta de 32,6% sobre fevereiro, quando haviam sido vendidas 6.611 unidades. Apesar da recuperação na margem, o resultado ainda representa uma queda de 3,6% em relação a março de 2025, sinalizando que a demanda segue enfraquecida na comparação interanual.
No acumulado do primeiro trimestre, o mercado soma 21.751 unidades, retração de 19,3% frente ao mesmo período do ano passado, quando foram emplacados 26.946 caminhões. O desempenho reforça a percepção de que transportadoras e autônomos seguem mais seletivos na renovação de frota, diante do custo elevado do crédito e das incertezas econômicas.
A alta de março pode indicar uma recomposição pontual da demanda, possivelmente influenciada por entregas represadas ou ajustes operacionais das frotas. Ainda assim, o cenário estrutural permanece desafiador, com margens pressionadas no transporte e menor previsibilidade sobre o comportamento do frete ao longo do ano.
Outro sinal de fragilidade é a perda de participação dos caminhões no mercado total de veículos, cuja fatia recuou de 2,5% no primeiro trimestre de 2025 para 1,7% em 2026. O dado mostra que a recuperação do segmento tem sido mais lenta do que a de outras categorias.
A leitura do mercado, no entanto, vai além dos números. O desempenho de março evidencia que há demanda reprimida no setor, mas que ainda não se traduz de forma consistente em novos negócios. Trata-se menos de falta de necessidade e mais de restrições para viabilizar a compra, sobretudo em um ambiente de crédito caro e seletivo.
“O momento que nós estamos vivendo é de muita incerteza”, afirmou o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, durante coletiva. Segundo ele, esse ambiente, marcado por dúvidas sobre crescimento, inflação e juros, tem impacto direto sobre as decisões de investimento no setor.
Dependência do crédito e cenário global
O principal entrave continua sendo o financiamento. Como o segmento depende fortemente de crédito, o nível elevado dos juros tem efeito direto sobre a decisão de investimento. “Dependendo dos juros, os setores serão mais prejudicados”, disse o executivo, ao destacar que o custo do dinheiro segue como fator determinante para a retomada.
Além disso, o ambiente macroeconômico global adiciona uma camada extra de pressão, com volatilidade no preço do petróleo e incertezas geopolíticas afetando custos e previsibilidade. Esse cenário impacta diretamente a operação das transportadoras, já que a oscilação do diesel e a pressão sobre o frete comprimem margens e reduzem a capacidade de renovação de frota.
Com isso, mesmo diante da necessidade operacional, muitos operadores optam por postergar decisões. “Nesse momento, a gente acha que é um momento de cautela”, reforçou Arcelio Junior.
O descompasso em relação a outros segmentos automotivos também chama atenção. Enquanto veículos leves apresentam desempenho mais robusto, impulsionados por melhores condições de crédito e incentivos, o mercado de caminhões segue mais dependente do ciclo econômico e da confiança empresarial.
Apesar do cenário desafiador, a Fenabrave decidiu manter, por ora, sua projeção para o ano. A entidade estima o emplacamento de 114.752 caminhões em 2026, o que representaria uma alta de 3,5% sobre as 110.873 unidades registradas em 2025.
Para os próximos meses, a expectativa é que o desempenho do setor continue condicionado à evolução das taxas de juros e à retomada da confiança dos transportadores. Sem esses gatilhos, a tendência é de recuperação gradual, com oscilações ao longo do ano e ainda distante de uma retomada mais consistente em 2026.
Lotes das Rodovias Integradas concentram expectativas para 2026, apesar de desafios técnicos
Diante das incertezas que cercam os leilões de rodovias federais em Santa Catarina em 2026, os projetos de novas concessões passaram a ocupar o centro das atenções. Os lotes 1 e 3 das chamadas Rodovias Integradas de Santa Catarina despontam como as principais apostas do governo federal para viabilizar investimentos robustos em infraestrutura viária no Estado.
O Lote 1, considerado o mais abrangente, contempla cerca de 515 quilômetros de rodovias, com destaque para a BR-470 – um dos principais corredores logísticos de Santa Catarina –, além de trechos das BRs 153 e 282. A previsão é de investimentos na ordem de R$ 6,45 bilhões. O cronograma indica publicação do edital até julho e realização do leilão em novembro deste ano.
Já o Lote 3, com extensão de 166 quilômetros, abrange rodovias estratégicas do Oeste catarinense, incluindo trechos das BRs 282, 153 e 480. Para este lote, o volume estimado de investimentos é de R$ 2,82 bilhões, com o mesmo calendário previsto: edital até julho e leilão até novembro.
Os dois projetos envolvem a concessão inédita dessas rodovias à iniciativa privada, o que exige uma série de etapas técnicas, jurídicas e regulatórias. O processo passa pela análise do Ministério dos Transportes, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e, posteriormente, pelo crivo do Tribunal de Contas da União (TCU), responsável por validar os estudos e garantir a viabilidade dos contratos.
Mesmo com os cronogramas mantidos até o momento, especialistas alertam que o prazo é desafiador. A complexidade dos projetos de concessão, somada ao tempo necessário para avaliação dos órgãos de controle, pode impactar a realização dos leilões ainda em 2026.
O protagonismo dos lotes 1 e 3 também se deve ao enfraquecimento de outros projetos importantes. A repactuação da BR-101 Norte, considerada o principal leilão do ano, foi descartada por falta de consenso no TCU. Já a proposta de otimização da BR-116, no Planalto Sul, segue atrasada e ainda não foi encaminhada para análise.
Com isso, as novas concessões ganham ainda mais relevância no planejamento da infraestrutura rodoviária catarinense. Caso sejam concretizadas, as obras previstas devem melhorar a logística, ampliar a segurança viária e impulsionar o desenvolvimento econômico em diferentes regiões do Estado – especialmente no Vale do Itajaí e no Oeste, diretamente beneficiados pelos trechos incluídos nos dois lotes.
Intervenções das empresas EPR Sul de Minas e Vias do Café podem causar interdições e sistema Pare e Siga até o próximo domingo
As concessionárias EPR Sul de Minas e EPR Vias do Café iniciaram, nesta segunda-feira (6), um cronograma de obras que atinge 14 rodovias da região. As frentes de trabalho, que somam mais de 27 pontos apenas em uma das áreas de concessão, seguem até domingo (12) com o objetivo de realizar manutenções de pavimento, drenagem e reforço na sinalização.
As intervenções ocorrem em rodovias importantes, como a BR-459, MG-290, MGC-491 e BR-265. O cronograma abrange as cidades de Pouso Alegre, Poços de Caldas, Itajubá, Varginha, Alfenas, Lavras e Guaxupé. Em trechos específicos, como na MG-455 em Santa Rita de Caldas, o sistema Pare e Siga funcionará durante 24 horas para viabilizar serviços de reciclagem e manutenção.
Os serviços são realizados diariamente, das 7h às 17 horas. Motoristas devem ficar atentos para interdições parciais com tempo de espera de até 15 minutos e redução da velocidade para 40 km/h nos pontos com equipes na pista.
A execução das melhorias depende de condições climáticas favoráveis. Em caso de chuva forte, as atividades podem ser reprogramadas.
O INCTL reflete a variação dos custos do transporterodoviário de cargas fechadas ou lotações, ou seja, ele mede a evolução de todos os custos da carga completa, incluindo a transferência, a administração (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Ele, assim como o INCTF, também não contempla impostos e margem de lucro na sua apuração.
Tenha na íntegra o simulador e histórico do índice, abaixo:
O INCTF mede a evolução de todos os custos da carga fracionada, incluindo transferência, coleta e distribuição, custos administração e de terminais (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Nesses custos não estão contemplados impostos, pedágios e margem de lucro.
Tenha na íntegra o simulador e histórico do índice, abaixo:
A Medida Provisória nº 1.343/2026, publicada em 19 de março de 2026 e regulamentada pelas Resoluções ANTT nº 6.077 e nº 6.078, ambas de 24 de março de 2026, trouxe alterações relevantes na Política Nacional do Piso Mínimo de Frete, além de mudanças no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) e no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), com potenciais impactos imediatos nas operações das empresas do Transporte Rodoviário de Cargas.
Diante desse cenário, a NTC&Logística está conduzindo uma análise técnica e jurídica aprofundada das medidas, com o objetivo de consolidar, de forma clara e objetiva, os principais pontos de atenção para o setor.
Para fortalecer esse trabalho e garantir uma avaliação alinhada à realidade das empresas, a entidade convida seus associados e representantes das empresas de transporte a participarem do levantamento, encaminhando dúvidas e questionamentos sobre a aplicação prática da Medida Provisória nas operações do dia a dia.
As contribuições recebidas serão fundamentais para subsidiar o posicionamento técnico da NTC&Logística, apoiar a interlocução com a agência reguladora e orientar a definição de estratégias regulatórias em defesa do Transporte Rodoviário de Cargas.
A NTC&Logística enfatiza a importância da participação de todos os associados, contribuindo para a construção de um entendimento sólido e representativo de todo o setor.
Critérios ESG passam a impactar a escolha de fornecedores logísticos, e transportadoras que se antecipam ganham vantagem competitiva no mercado
A sustentabilidade deixou de ser apenas uma pauta institucional para se tornar um fator decisivo nas relações comerciais. No Transporte Rodoviário de Cargas, essa mudança já é perceptível: empresas contratantes estão incorporando critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) na escolha de seus parceiros logísticos.
Grandes companhias – especialmente multinacionais e empresas de capital aberto – vêm adotando novos padrões de reporte climático e ambiental, ampliando a exigência de transparência em toda a cadeia produtiva. Na prática, isso significa que essas organizações precisam medir, monitorar e divulgar as emissões associadas às suas operações, o que inclui diretamente os serviços de transporte.
Esse movimento reposiciona o papel das transportadoras na cadeia logística. Mais do que executar a operação, passa a ser necessário comprovar eficiência ambiental, controle de emissões e compromisso com práticas sustentáveis.
Para as empresas do setor, essa nova realidade traz desafios, mas também abre oportunidades relevantes. Transportadoras que conseguem estruturar sua gestão ambiental e apresentar dados confiáveis tendem a:
fortalecer o relacionamento com clientes estratégicos;
aumentar a competitividade em processos de contratação e licitações;
acessar novas oportunidades de negócio, especialmente com grandes embarcadores.
Por outro lado, a gestão de indicadores ambientais exige novas ferramentas, organização de dados e conhecimento técnico – o que ainda representa uma barreira para muitas empresas.
Diante desse cenário, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) firmou parceria com a Domani Global, especializada em soluções tecnológicas e estratégicas em ESG, com foco em atender empresas de todos os portes do Transporte Rodoviário de Cargas.
A iniciativa tem como objetivo facilitar o acesso das transportadoras a ferramentas que permitam mensurar emissões, acompanhar indicadores ESG e estruturar planos de ação, de forma prática e alinhada à realidade operacional do setor.
Soluções disponíveis para empresas associadas à NTC&Logística
Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)
Mensuração das emissões nos escopos 1, 2 e 3, conforme padrões técnicos.
Plataforma Domani SaaS – Sustainability as a Service
Sistema digital para gestão ESG, controle de indicadores e geração de relatórios.
Diagnóstico ESG e Plano de Descarbonização
Estruturação de estratégias para redução e compensação de emissões.
Treinamentos e capacitações corporativas
Formação técnica para equipes com foco em práticas sustentáveis.
Certificação e Selo Carbono Neutro
Reconhecimento para empresas que compensam suas emissões.
Atendimento especializado para o Transporte Rodoviário de Cargas
Suporte técnico alinhado às necessidades do setor.
Além disso, empresas associadas à NTC&Logística contam com condições especiais e desconto exclusivo na contratação dos serviços.
Serviço
Domani Global – Sustentabilidade para o Transporte de Cargas
O SEST SENAT iniciou, neste mês de abril, mais uma edição da Mobilização Nacional de Saúde, reforçando a importância da integração entre qualidade de vida, saúde mental e segurança viária.
A iniciativa, realizada anualmente em celebração ao Dia Mundial da Saúde, comemorado em 7 de abril, mobiliza as Unidades Operacionais da instituição em todo
o país para levar informação, serviços e orientação aos trabalhadores do transporte e à população em geral.
Ao longo do mês, será promovida uma série de atividades gratuitas, como blitze educativas, palestras de conscientização e atendimentos de saúde. As ações têm como objetivo estimular hábitos saudáveis, prevenir doenças e contribuir para a redução de acidentes no trânsito.
Profissionais do SEST SENAT estarão presentes em diversas localidades, oferecendo orientações sobre cuidados com a saúde física e mental, gestão do estresse e práticas que favorecem o bem-estar no dia a dia. A programação também busca ampliar o acesso da população aos serviços disponibilizados pela instituição.
A Mobilização Nacional de Saúde reforça o compromisso do SEST SENAT com a qualidade de vida dos trabalhadores do transporte e de toda a sociedade, evidenciando que a promoção da saúde é fator essencial para um trânsito mais seguro.