por COMJOVEM NTC | set 3, 2026 | Artigos, Artigos, Artigos Técnicos
O associativismo está garantido na Constituição Federal, especificamente no art. 5, incisos XVII a XXIII, como direito de união de grupos de pessoas ou organizações de modo formal ou informal, seja em associações, cooperativas, sindicatos ou outros modelos coletivos. Entretanto, estas organizações não devem ter fins lucrativos, sendo constituídas por pessoas físicas ou jurídicas que possuam os mesmos interesses e necessidades, visando o desenvolvimento de todos, gerando soluções, união, participação, solidariedade, estratégias e ações coletivas.
O associativismo pode auxiliar empresas menores a competir com empresas de grande porte em preços de produtos e serviços prestados, pois dentro de uma organização, tal qual um sindicato, as empresas terão apoio e recursos de modo que consigam trocar informações, experiências, criar melhores estratégias de expansão, formas de atuação, buscar melhores oportunidades e mais.
O ambiente de uma associação ou sindicato é em regra colaborativo, ajudando as empresas a se manterem atualizadas sobre as demandas do setor e fazendo com que estas tenham respostas mais rápidas e ágeis aos desafios impostos pelo mercado ou pelas regulamentações. Algumas características importantes são necessárias para que se mantenha o propósito de uma associação, tal qual a voluntariedade, a democracia, a solidariedade e o interesse comum. Sem estes requisitos básicos a associação perde seu sentido.
Participar de uma associação possui diversas vantagens, tais como: defesa de interesses, fortalecimento de negociação, capacitação e desenvolvimento, troca de experiencia, redução de custos, melhoria das condições de trabalho, reivindicações junto ao poder público, etc.
A cooperação ou integração entre as empresas e a criação do network, são as maiores vantagens do modelo associativo, em nossa opinião. O bordão a “união faz a força” sintetiza de maneira curta e objetiva o principal objetivo do associativismo, fortalecimento do todo, como por exemplo, do setor de transporte.
Esta união entre as empresas cria representatividade, que consequentemente dá à associação ou sindicato maior poder de negociação e acesso a oportunidades que as empresas, de forma individual não teriam. Além disso, a valorização da categoria é algo que pode ser conquistado com o trabalho sério das associações, que podem dar visibilidade ao poder público do quanto aquele setor produtivo ou econômico pode agregar e como seu papel é fundamental na economia, criando ponte entre as empresas e o poder público. Essa capacidade de articulação confere legitimidade e peso político às demandas do setor, ampliando as chances de que sejam ouvidas nas esferas decisórias.
Diante do exposto, o papel do associativismo é nobre e atemporal: unir forças para viabilizar mudanças em prol do coletivo. As empresas que participam das associações percebem benefícios diversos conforme apresentado, sendo a contrapartida a disponibilidade para engajamento e devida representatividade. Deste modo, observa-se que o pouco tempo que é dedicado pelas empresas às associações reverte-se em grandes benefícios ao segmento.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm. Acesso em: 22/07/2025.
Associativismo: importância e benefícios para as empresas. https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/associativismo-importancia-e-beneficios-para-as-empresas,55c1d972abdb6810VgnVCM1000001b00320aRCRD. Acesso em: 25/08/2025.
AMBRA, Cinthia. A importância dos Sindicatos em Momentos de Incerteza. Crane Brasil, São Paulo, ed. 102, p. 28, ago,2025.
por COMJOVEM NTC | set 3, 2026 | Artigos, Núcleo Centro Oeste
Introdução
O transporte rodoviário é fundamental para a economia brasileira, mas a frota envelhecida, especialmente de caminhões, agrava impactos ambientais. Nesse contexto, a renovação veicular é estratégia essencial para reduzir emissões, melhorar a eficiência energética e fortalecer a competitividade do setor. Dentro desse processo de defasagem dos veículos e frota envelhecida, temos alguns agravantes, como a qualidades das nossas rodovias, gerando mais danos aos veículos e aumentando a manutenção, o desafio em relação a qualidade dos serviços prestados, gerando reparos de má qualidade e custos desnecessários.
Diagnóstico da Frota Nacional
Conforme pesquisa da própria NTC, em 2024, mais da metade dos caminhões em circulação (56%) possui até 15 anos, enquanto a frota com mais de 16 anos aumento de 22% para 32. Essa condição aumenta custos operacionais e emissões. Em contrapartida, veículos leves apresentaram crescimento de 30% na eficiência energética entre 2014 e 2022.
Tecnologias de Baixa Emissão
A substituição por caminhões novos reduz emissões em até 86%. Embora ainda incipiente, a frota elétrica de caminhões e ônibus está em expansão, com destaque para São Paulo. Veículos leves eletrificados já representam 9,8% das vendas em 2025.
Políticas Públicas e Incentivos
O Programa Renovar busca retirar veículos pesados antigos, mas atingiu apenas 18% da meta inicial. O Novo PAC prevê R$ 4,4 bilhões para aquisição de ônibus elétricos e veículos Euro VI. Já o Programa MOVER e a Nova Indústria Brasil mobilizam mais de R$ 30 bilhões em investimentos, incentivando a produção nacional.
Benefícios da Renovação
Veículos modernos consomem até 20% menos combustível, reduzindo custos logísticos em 25%. A implantação de frotas Euro VI pode gerar economia de R$ 28 bilhões anuais em saúde pública e produtividade.
Desafios e Barreiras
O Renovar enfrenta baixa adesão. A infraestrutura de recarga é limitada (10,6 mil pontos em 2024, com apenas 11% rápidos). Além disso, os custos de eletrificação ainda são elevados e dependem de políticas de incentivo.
Projeções Futuras
O mercado de veículos eletrificados segue em expansão. A eletrificação dos ônibus urbanos deve crescer até 2030, enquanto incentivos fiscais e industriais fortalecerão a produção local e a cadeia sustentável.
Recomendações
• Simplificação e ampliação do Programa Renovar;
• Expansão da infraestrutura de recarga fora das capitais;
• Compras públicas coordenadas de ônibus elétricos;
• Integração entre incentivos fiscais, regulatórios e industriais;
• Capacitação e conscientização de transportadores.
Considerações Finais
A renovação da frota brasileira é urgente para reduzir impactos ambientais, elevar a eficiência e gerar ganhos econômicos. Combinando políticas públicas, inovação tecnológica e participação do setor privado, o Brasil pode transformar seu transporte até 2030, alinhando sustentabilidade e competitividade.
por COMJOVEM NTC | set 3, 2026 | Artigos, Núcleo Londrina
Um dos maiores desafios enfrentados, atualmente, pela logística brasileira, está relacionado à sustentabilidade e à eficiência energética, especialmente no setor de transporte rodoviário. Os veículos de frota nacional são, em sua maioria, de idade
avançada, e comprometem não apenas a segurança e a produtividade, mas também agrava os impactos ambientais. Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), cerca de 55% dos caminhões em circulação possuem mais de 14 anos de uso, e mais de 150 mil veículos foram fabricados antes de 1989 (FETCEMG, 2025, online). Essa realidade afeta diretamente no aumento das emissões de CO₂ e material particulado, além de elevar os custos operacionais com combustível e manutenção.
A renovação da frota com foco em veículos de baixa emissão — como, por exemplo, os elétricos, híbridos, movidos a gás natural veicular (GNV), representam uma oportunidade estratégica para o Brasil. Segundo os dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), as vendas de veículos eletrificados cresceram 89% em 2024, refletindo uma tendência de transição energética no setor logístico (FETCEMG, 2025). Grandes operadoras, como DHL e JSL, já projetam migrar até 70% de suas frotas para modelos elétricos até 2030, o que pode reduzir em até 86% as emissões do setor (Folha de S.Paulo, 2024).
O Governo Federal lançou, em 2023, o programa Renovar, com o objetivo de acelerar essa transição. A iniciativa oferece incentivos fiscais, subsídios e linhas de crédito específicas, priorizando motoristas autônomos e pequenas transportadoras. No entanto, até abril de 2025, apenas 18% das metas haviam sido atingidas, evidenciando a necessidade de maior adesão e divulgação (FETCEMG,
2025). Por conseguinte, o Novo PAC destinou R$ 13 bilhões à aquisição de 8.211 ônibus novos, incluindo modelos elétricos e com tecnologia Euro 6, que retêm até 85% dos poluentes antes da liberação na atmosfera (Ministério das Cidades, 2025).
Um outro ponto importante a se destacar é com relação à aquisição de veículos novos associado ao processo de sucateamento da frota. Considerando a última década (2011-2020), a cada ano foram incorporados, em média, 2,3 milhões de veículos de passeio (automóveis, caminhonetes, camionetas e utiliários) anualmente na frota brasileira (RENAVAM, 2023). Ao mesmo tempo, no entanto, há uma taxa de sucateamento anual devido a sinistros com perda total ou mesmo devidoà saída de circulação de veículos muito velhos. Complementarmente a este processo, programas abrangentes podem ser implementados com o objetivo exclusivo ou não de acelerar a renovação da frota. Neste sentido, este documento buscou reunir os principais aspectos trazidos pelos atuais programas “Renovar” e “Rota 2030 – Mobilidade e Logística”.
Além dos benefícios ambientais, a renovação da frota traz ganhos operacionais relevantes. Veículos modernos consomem até 20% menos combustível e apresentam maior confiabilidade, impactando diretamente a competitividade das empresas. Um estudo da McKinsey & Company aponta que empresas que investiram na eletrificação de suas frotas reduziram seus custos logísticos em até 25% em três anos (FETCEMG, 2025). Assim, a transição para veículos de baixa emissão não é apenas uma demanda ambiental, mas uma estratégia de desenvolvimento sustentável e econômico para o Brasil.
Por fim, apesar dos avanços, a transição ainda enfrenta desafios. A adesão ao Programa Renovar tem sido limitada, revelando a necessidade de ampliar os incentivos financeiros, facilitar o acesso ao crédito e promover campanhas de conscientização entre transportadoras e motoristas autônomos.
Portanto, a renovação da frota e a adoção de veículos de baixa emissão são medidas urgentes para tornar o transporte brasileiro mais sustentável, seguro e competitivo. Com políticas públicas bem estruturadas e apoio do setor privado, o país pode acelerar essa transição e contribuir de forma significativa para a redução das emissões de CO₂.
por COMJOVEM NTC | set 3, 2026 | Artigos, Núcleo Cascavel
Resumo:
O transporte rodoviário de cargas desempenha papel central na logística brasileira, representando mais de 60% da matriz de transporte. Contudo, o setor enfrenta desafios relacionados à alta fragmentação, custos operacionais elevados e baixa competitividade. Nesse contexto, o associativismo surge como alternativa estratégica para pequenos e médios transportadores, possibilitando ganhos de escala, maior acesso a tecnologias, fortalecimento da representatividade política e ampliação das oportunidades de mercado. Este artigo busca discutir a relação entre o associativismo e o desenvolvimento do transporte rodoviário de cargas no Brasil, destacando seus impactos econômicos e sociais.
Palavras-chave: Associativismo. Transporte rodoviário. Logística. Desenvolvimento.
1 Introdução
O transporte rodoviário de cargas é o principal meio de escoamento da produção no Brasil, sendo responsável pela integração territorial e pelo abastecimento de centros urbanos e industriais. Entretanto, a predominância desse modal expõe gargalos estruturais, como a precariedade das rodovias, a dependência de combustíveis fósseis e a alta fragmentação do setor, composto em grande parte por transportadores autônomos e pequenas empresas.
Nesse cenário, o associativismo apresenta-se como mecanismo de fortalecimento coletivo, capaz de reduzir custos, ampliar a competitividade e melhorar a inserção dos pequenos agentes no mercado. Por meio de cooperativas, associações e sindicatos, os transportadores podem acessar melhores condições de financiamento, negociar insumos a preços mais vantajosos e compartilhar recursos tecnológicos.
2 Desenvolvimento
O associativismo no setor de transporte rodoviário de cargas ganhou força especialmente a partir da década de 1990, com a intensificação da globalização e das exigências do mercado logístico. As cooperativas de transporte e associações de caminhoneiros tornaram-se importantes ferramentas de inclusão produtiva, permitindo que pequenos operadores competissem com grandes transportadoras.
Entre os principais benefícios do associativismo destacam-se:
a) Redução de custos – compras coletivas de combustíveis, pneus e peças;
b) Maior acesso a crédito – financiamentos coletivos com taxas reduzidas;
c) Tecnologia e inovação – adoção compartilhada de sistemas de rastreamento e gestão de frota;
d) Representatividade – fortalecimento da categoria junto a órgãos governamentais e reguladores.
Além disso, o associativismo contribui para a melhoria da segurança viária e para a formalização da atividade, uma vez que promove capacitação e incentiva a adesão a normas legais e trabalhistas. Assim, o desenvolvimento do transporte rodoviário de cargas no Brasil encontra no associativismo uma ferramenta estratégica para enfrentar os desafios logísticos e de competitividade.
3 Considerações finais
O transporte rodoviário de cargas é essencial para a economia brasileira, mas enfrenta limitações que comprometem sua eficiência e sustentabilidade. Nesse contexto, o associativismo se mostra um caminho promissor para fortalecer pequenos e médios transportadores, reduzir custos, ampliar a profissionalização e estimular a inovação.
Conclui-se que políticas públicas de incentivo ao associativismo, aliadas a investimentos em infraestrutura rodoviária, podem potencializar o desenvolvimento do setor, tornando-o mais competitivo e alinhado às demandas da economia nacional e internacional.
Referências
BALLOU, R. H. Logística empresarial: transporte, administração de materiais e distribuição física. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2006.
CNT – Confederação Nacional do Transporte. Pesquisa CNT de Rodovias 2022. Brasília: CNT, 2022.
OLIVEIRA, G. A. de; SOUZA, J. P. Associativismo e cooperativismo no transporte rodoviário de cargas. Revista de Logística, v. 12, n. 2, p. 45-60, 2019.
por COMJOVEM NTC | ago 17, 2026 | Artigos, Núcleo Centro Oeste
Resumo
O transporte rodoviário de cargas é responsável por cerca de 65% da movimentação de mercadorias no Brasil, mas enfrenta desafios como altos custos operacionais, baixa produtividade e fragmentação do setor. O associativismo, por meio de cooperativas, sindicatos e associações, surge como instrumento estratégico para fortalecer transportadores autônomos e pequenas empresas, promovendo ganhos de escala, acesso a inovação, maior representatividade e competitividade. Este artigo discute o papel do associativismo no desenvolvimento do setor.
Introdução
O transporte rodoviário de cargas (TRC) é essencial para a economia nacional, conectando a produção agrícola, industrial e comercial aos centros de consumo. Entretanto, apresenta pulverização: mais de 40% da frota pertence a autônomos, o que dificulta a negociação de fretes, a renovação de frota e o acesso a crédito. Nesse cenário, o associativismo é alternativa viável para agregar força coletiva e modernizar operações.
Associativismo no Transporte
O associativismo pode ocorrer por meio de associações, cooperativas ou sindicatos. Essas estruturas aumentam o poder de negociação frente a embarcadores, fornecedores e bancos, além de oferecer suporte jurídico e capacitação aos transportadores. Dentre as importâncias da união da categoria em torno das instituições representativas estão: fortalecer as negociações frente aos fornecedores, criação de produtos específicos a necessidades do segmento (como seguros, planos de saúdes, de manutenção e serviços que melhoram os negócios), network entre os profissionais do segmento e melhorias na gestão, gerar representatividade dentro do segmento (de tal forma que problemas enfrentados por todos, podem ser negociados de forma ampla), melhora na capacitação de toda a equipe de transportes (de tal forma que gere demanda para formação e melhoria dos profissionais do segmento de transportes) e preocupação contínua com a evolução do negócio e perenidade do segmento, trazendo inovação e ideias que contribuam com a melhoria contínua do negócio e segmento.
Benefícios
O associativismo traz impactos positivos como: redução de custos operacionais por meio de compras coletivas; acesso à inovação e tecnologias; fortalecimento da competitividade; capacitação profissional; e maior representatividade política.
Desafios
Entre os principais entraves estão a cultura individualista, a gestão deficiente de algumas entidades, a baixa adesão regional e a necessidade de modernização com práticas de governança e inovação.
Perspectivas Futuras
O associativismo deve ganhar importância com a renovação de frotas, adoção de veículos menos poluentes, digitalização da logística e maior acesso a crédito coletivo. A integração de redes de associações também pode ampliar a eficiência do TRC.
Conclusão
O associativismo é ferramenta estratégica para o desenvolvimento do transporte rodoviário de cargas. Apesar dos desafios, sua expansão é essencial para fortalecer transportadores autônomos, reduzir custos e promover a sustentabilidade do setor. Com apoio de políticas públicas, pode transformar o futuro do TRC e sua contribuição para a economia nacional.
por COMJOVEM NTC | ago 17, 2026 | Artigos, Núcleo Cascavel
Resumo:
A crescente preocupação com as mudanças climáticas e a poluição atmosférica tem levado diversos países a adotarem políticas de renovação de frotas e incentivo à transição para veículos de baixa emissão. No Brasil, esse processo apresenta avanços, mas também enfrenta desafios relacionados à infraestrutura, políticas públicas e custos de aquisição. Este artigo analisa o contexto nacional, destacando oportunidades e barreiras para a implementação de uma frota mais sustentável.
Palavras-chave: Renovação de frotas; veículos de baixa emissão; sustentabilidade; mobilidade urbana; Brasil.
1 INTRODUÇÃO
O setor de transporte é um dos maiores emissores de gases de efeito estufa (GEE) no Brasil, principalmente pela dependência de combustíveis fósseis. Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente (BRASIL, 2022), cerca de 47% das emissões de dióxido de carbono do setor energético nacional são provenientes do transporte rodoviário. Nesse cenário, a renovação da frota e a transição para veículos de baixa emissão — como elétricos, híbridos e movidos a biocombustíveis — tornam-se fundamentais para o alcance das metas ambientais brasileiras.
Este artigo tem como objetivo discutir a importância da renovação de frotas e da adoção de veículos de baixa emissão no Brasil, considerando aspectos ambientais, econômicos e sociais.
2 RENOVAÇÃO DE FROTAS NO BRASIL
A frota brasileira é composta majoritariamente por veículos antigos, com idade média de 10,6 anos para automóveis e 20 anos para caminhões (ANFAVEA, 2023). Essa realidade contribui para maiores índices de poluição e menor eficiência energética.
Programas de renovação, como o Renovar, lançado em 2023, buscam estimular a retirada de veículos antigos de circulação e sua substituição por modelos mais eficientes. No entanto, a abrangência ainda é limitada, especialmente devido à falta de incentivos econômicos significativos e à baixa adesão do setor privado.
3 A TRANSIÇÃO PARA VEÍCULOS DE BAIXA EMISSÃO
A transição para veículos de baixa emissão envolve múltiplas tecnologias, como carros elétricos, híbridos e movidos a etanol de segunda geração. O Brasil possui vantagens competitivas, como a matriz energética limpa e a produção consolidada de biocombustíveis, especialmente o etanol (GOLDEMBERG; COELHO, 2019).
Entretanto, a difusão dos veículos elétricos ainda encontra obstáculos, como o alto custo de aquisição, a ausência de rede ampla de recarga e a dependência da importação de baterias. Já os veículos a etanol e híbridos flex representam uma alternativa viável no curto prazo, aproveitando a infraestrutura existente.
4 DESAFIOS E OPORTUNIDADES
Entre os principais desafios, destacam-se:
– Infraestrutura insuficiente para abastecimento e recarga;
– Custo elevado dos veículos de baixa emissão;
– Baixa articulação de políticas públicas de longo prazo.
Por outro lado, há oportunidades:
– Redução da dependência de combustíveis fósseis;
– Estímulo à inovação tecnológica na indústria automotiva;
– Cumprimento de compromissos climáticos assumidos pelo Brasil no Acordo de Paris.
5 CONCLUSÃO
A renovação de frotas e a transição para veículos de baixa emissão no Brasil representam um caminho estratégico para reduzir emissões e modernizar o setor de transportes. Apesar dos desafios econômicos e estruturais, a combinação de incentivos governamentais, investimentos privados e fortalecimento da produção nacional de tecnologias limpas pode consolidar uma mobilidade mais sustentável.
REFERÊNCIAS
ANFAVEA. Anuário da Indústria Automobilística Brasileira 2023. São Paulo: ANFAVEA, 2023.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Inventário Nacional de Emissões de Gases de Efeito Estufa 2022. Brasília: MMA, 2022.
GOLDEMBERG, J.; COELHO, S. T. Renewable energy—traditional biomass vs. modern biomass. Energy Policy, v. 122, p. 713–719, 2019.