NTC&Logística 62 anos: nossa trajetória, nossas conquistas e o futuro que construímos juntos

NTC&Logística 62 anos: nossa trajetória, nossas conquistas e o futuro que construímos juntos

Hoje, 17 de setembro de 2025, celebramos os 62 anos da NTC&Logística, a maior entidade representante do Transporte Rodoviário de Cargas do país. Desde 1963, a NTC&Logística vem construindo uma história que honra e fortalece o setor, merecedora mesmo da homenagem que lhe foi prestada pelo então presidente da República Itamar Franco, ao reverenciar a data de sua fundação – por meio do Decreto de 09/07/1993 – criando o “Dia Nacional do Transportador Rodoviário de Cargas”.

Assim a NTC&Logística veio se fortalecendo, se fazendo grande, também por caminhar ao lado do Sistema Transporte (Confederação Nacional do Transporte – CNT / Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte – SEST SENAT / Instituto de Transporte e Logística – ITL), das Federações, Sindicatos, Associações especializadas e empresas associadas, tornando possíveis as conquistas e avanços alcançados. Esta união é a base da nossa representatividade, sempre buscando favorecer e incentivar o desenvolvimento do setor.

Em nome do primeiro presidente da NTC&Logística, Orlando Monteiro, rendo homenagem aos 15 presidentes que o sucederam até a presente gestão, assim como às suas diretorias e aos empresários que cumpriram e acompanharam cada etapa dessa trajetória de mais de seis décadas.

Desde 2024, unimos a comemoração do aniversário da entidade à entrega da Medalha de Mérito do Transporte NTC, criada em 1984 e, neste ano, em sua 37ª edição. Essa escolha reitera o simbolismo da data, unindo a celebração da história da nossa Associação à justa homenagem às personalidades que se notabilizaram por suas realizações e contribuições ao setor.

Ao longo dos seus 62 anos de existência, a NTC&Logística colecionou conquistas importantes, como a ampliação da representatividade nacional, a criação de instrumentos técnicos e econômicos que orientam o setor, o avanço no debate regulatório e o fortalecimento da imagem do Transporte Rodoviário de Cargas na sociedade, entre muitas outras.

Ao mesmo tempo, novos desafios se apresentam: a busca por maior segurança jurídica, a transição energética, a adoção de novas tecnologias e a constante necessidade de tornar as empresas mais competitivas. Mas a nossa entidade mantém firme o compromisso de cumprir sua missão de defender, apoiar e impulsionar o Transporte Rodoviário de Cargas, trabalhando para que este setor estratégico siga crescendo e se modernizando.

O futuro também nos inspira e se fortalece principalmente com a atuação da nossa COMJOVEM, a Comissão de Jovens Empresários e Executivos da NTC&Logística, hoje presente em 27 núcleos espalhados pelo Brasil. São jovens que se dedicam ao setor, aprendem, trazem novos desafios e se preparam para assumir, ao longo do tempo, o papel de líderes e empresários que também deixarão sua marca no TRC.

Tenho plena convicção de que o Transporte Rodoviário de Cargas, atividade essencial para o desenvolvimento do Brasil, merece todas as homenagens. Que possamos seguir unidos, com coragem e determinação, para fortalecer cada vez mais este setor que movimenta a economia e conecta o país.

Viva a NTC&Logística! Parabéns à nossa entidade e a todos que fazem parte desta história. Que Deus nos abençoe.

Eduardo Rebuzzi

Presidente da NTC&Logística

COMUNICADO CONET DE AGOSTO DE 2025

COMUNICADO CONET DE AGOSTO DE 2025

Pesquisa NTC&Logística adverte: ESTABILIDADE DE CUSTOS NÃO RESOLVE DEFASAGEM DO FRETE

Apesar de um início de ano com custos estáveis e um mercado relativamente aquecido, o setor de Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) não conseguiu reverter a defasagem acumulada no valor do frete nos últimos anos.

Uma recente sondagem do DECOPE/NTC aponta uma defasagem média de 10,3% no TRC. Essa defasagem é de 8,6% para o transporte de carga fracionada, onde cargas de múltiplos clientes são compartilhadas no mesmo veículo, e de 11,1% para carga lotação, na qual a carga de um único embarcador ocupa toda a capacidade do veículo. A persistência dessa diferença entre o frete recebido e os custos apurados pela NTC&LOGÍSTICA demonstra a dificuldade em recuperar as perdas acumuladas ao longo do tempo.

A complexidade da cobrança do frete, com seus diversos componentes tarifários e taxas complementares, imposta pela dificuldade operacional, também é prejudicial. Muitos contratantes ainda não remuneram adequadamente o transportador pelos serviços prestados, pelas situações anormais e pelos serviços adicionais específicos. Tais situações acarretam custos adicionais que deveriam ser cobertos por componentes tarifários básicos, como Frete-Valor, GRIS (Gerenciamento de Risco), TSO (Taxa de Seguro Obrigatório) e outras generalidades, que são de vital importância para a saúde financeira da empresa. Um exemplo notável são os novos custos impostos pela Lei 14.599/23 aos transportadores de carga, tornando obrigatória a contratação de duas novas apólices de seguro, com apenas 10% tendo conseguido o ressarcimento neste caso específico.

Perspectivas para o Segundo Semestre: um cenário desafiador

O ano começou com forte pressão sobre os custos, devido ao início do processo de transição da reoneração da folha de salários, uma taxa de juros (Selic) em patamar muito elevado de 15,0%; o aumento da adição do Biodiesel ao Diesel, elevando o custo de manutenção dos veículos, e o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), entre outros fatores.

Por fim, a elevada taxa de juros no país obriga o transportador a manter atenção na concessão de prazos, que representam um custo financeiro elevado. Este custo deve ser repassado aos contratantes, considerando a negociação da forma de pagamento em cada caso.

Importante ressaltar que as planilhas referenciais de custos do DECOPE/NTC não incluem o custo financeiro.

Bento Gonçalves (RS), 21 de agosto de 2025.

Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística

(NTC&Logística)s e Logística

NTC&LOGÍSTICA

Segunda edição do CONET&Intersindical 2025 destaca integração nacional do TRC em Bento Gonçalves

Segunda edição do CONET&Intersindical 2025 destaca integração nacional do TRC em Bento Gonçalves

A NTC&Logística realizou ontem (21), no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves (RS), o primeiro dia de atividades da segunda edição de 2025 do Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado – CONET. O evento, que tem a Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (FETRANSUL) como entidade anfitriã e o apoio dos Sindicatos filiados à federação, reuniu especialistas e lideranças para análise e debate das tendências econômicas, custos, tarifas e desafios do Transporte Rodoviário de Cargas em âmbito nacional.

Após a apresentação do Grupo The Allpagartas, que entoou o Hino Nacional e o Hino do Rio Grande do Sul, teve início a solenidade oficial de abertura do CONET&Intersindical. A mesa de autoridades foi formada por Eduardo Rebuzzi, presidente da NTC&Logística; Francisco Cardoso, presidente da FETRANSUL; André de Simone, coordenador nacional da COMJOVEM; Diogo Siqueira, prefeito de Bento Gonçalves; Gilmar Sossella, secretário estadual de Trabalho e Desenvolvimento Profissional do Rio Grande do Sul; Juarez José Piva, secretário de Desenvolvimento Econômico de Bento Gonçalves, e Felipe Camozzato, deputado estadual, representando também a Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul (ALRS).

Grupo The Allpagartas

O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, abriu oficialmente a quarta edição do CONET&Intersindical de sua gestão, ressaltando a força econômica e a exemplar atuação das empresas do setor na região Sul. “É com grande alegria que realizamos esta edição do CONET&Intersindical em Bento Gonçalves, cidade marcada pela pujança de sua gente e pela exemplar atuação das empresas de Transporte Rodoviário de Cargas, que têm alcance nacional e internacional”, afirmou Rebuzzi.

O presidente da NTC&Logística destacou o caráter histórico do evento, que há décadas reúne empresários, lideranças e autoridades do TRC em diferentes regiões do país. “O CONET&Intersindical é reconhecido como o mais importante evento de integração nacional do Transporte Rodoviário de Cargas, sempre prestigiando as diversas regiões do Brasil e fortalecendo a representatividade do nosso setor”, completou.

Ao agradecer a presença das lideranças e entidades anfitriãs, o dirigente reforçou a importância da união institucional. “A NTC&Logística se fortalece por caminhar ao lado de federações, associações e sindicatos de todo o país, defendendo e valorizando as empresas que atuam nesse estratégico setor da economia nacional”, disse.

Em sua finalização, Rebuzzi reafirmou o compromisso da entidade com o setor. “Ratifico o compromisso de tratar, com dedicação e empenho, todos os temas pertinentes ao Transporte Rodoviário de Cargas. Contamos com a participação de todos, com sugestões, demandas e apoio, para seguirmos fortalecendo a representatividade do nosso setor e o desenvolvimento da economia nacional”.

Em seguida, as autoridades e lideranças presentes à mesa fizeram suas manifestações, salientando a importância do encontro para o setor e trazendo diferentes visões sobre os desafios e as oportunidades do Transporte Rodoviário de Cargas.

O presidente da FETRANSUL, Francisco Cardoso, registrou a alegria de receber o CONET&Intersindical em sua base e a importância do Transporte Rodoviário de Cargas para o desenvolvimento econômico não apenas do estado, mas de todo o país. “É uma grande satisfação receber em nossa casa um evento da relevância do CONET&Intersindical, que reúne lideranças de todo o Brasil em torno dos principais debates do setor. O TRC é fundamental não apenas para a economia do Rio Grande do Sul, mas para o crescimento de todo o país, sendo o elo que conecta a produção nacional aos mercados e garante competitividade para os diversos segmentos. Esta também é uma oportunidade para reforçarmos a representatividade do setor e, juntos, escrevermos mais um capítulo da história do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil”.

Em prosseguimento, o coordenador nacional da COMJOVEM, André de Simone, destacou o fortalecimento da Comissão, que hoje reúne 27 núcleos em todo o país e conta com 51 empresas associadas à NTC&Logística, registrando 15 novas adesões desde o início da gestão. “Esse crescimento é fruto de um trabalho intenso para ampliar o associativismo e reforçar a representatividade da juventude empresarial no Transporte Rodoviário de Cargas. Também buscamos impulsionar a evolução tecnológica do setor e, nesse sentido, o projeto Frota Advisor, criado há dois anos para conectar empresas e motoristas a fornecedores confiáveis, será lançado em breve, trazendo uma solução prática e inovadora para os desafios das estradas. Além disso, temos orgulho do impacto social da nossa Comissão, especialmente com a campanha ‘COMJOVEM Salva Vidas’, que em 2025 já soma 400 doações de sangue, contribuindo de forma efetiva para quem mais precisa”.

O deputado estadual Felipe Camozzato (Novo), representando a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, enfatizou a relevância do Transporte Rodoviário de Cargas para a economia gaúcha, a necessidade de ampliar os investimentos em infraestrutura e os entraves causados pela burocracia e pelo excesso da carga tributária ao desenvolvimento da iniciativa privada. “O Transporte Rodoviário de Cargas é vital para o Rio Grande do Sul, mas sofre com o peso do chamado ‘Custo Brasil’, que corresponde a 20% do PIB, sendo 13% apenas em logística. Para mudar esse cenário, precisamos investir em infraestrutura com planejamento de médio e longo prazo, garantindo responsabilidade fiscal e aproveitando parcerias público-privadas. Também é urgente enfrentar a burocracia, o excesso de tributos e a insegurança jurídica que travam a iniciativa privada e limitam a geração de empregos. Não se trata de ideologia, mas de princípios básicos: respeito à propriedade privada, cumprimento de contratos e valorização de quem produz. Só assim conseguiremos construir um ambiente de negócios mais competitivo, capaz de impulsionar o desenvolvimento sustentável do nosso estado e do país”.

Em seu discurso, o secretário estadual de Trabalho e Desenvolvimento Profissional, Gilmar Sossella, assinalou os avanços do mercado de trabalho no Rio Grande do Sul e a importância de alinhar resultados a políticas públicas sustentáveis. “Os dados do Caged mostram que o Rio Grande do Sul gerou mais de 63 mil novos postos de trabalho formais recentemente. No primeiro semestre deste ano, já superamos em 13 mil o total registrado em 2023. Esse resultado é fruto do esforço de quem acredita no estado: os empreendedores, empresários e trabalhadores, que fazem a economia girar. Nosso desafio, portanto, é olhar para esses números com responsabilidade e traçar políticas públicas que unam qualificação profissional, oportunidades de emprego e desenvolvimento sustentável. Só assim poderemos preparar o Rio Grande do Sul para o futuro que já está acontecendo.”

No encerramento da solenidade, o prefeito de Bento Gonçalves, Diogo Siqueira, ressaltou a importância das políticas públicas voltadas para a geração de emprego e renda no município. “Em Bento Gonçalves, cidade com 127 mil habitantes, decidimos trilhar um caminho diferente, com o apoio de toda a sociedade. Nossa escolha foi clara: não oferecer apenas assistência, mas dar às pessoas o melhor benefício possível, o trabalho. Fizemos um esforço conjunto, casa por casa, buscando transformar a dependência em oportunidade. O resultado foi a redução de mais de 40% no número de beneficiários dos programas de distribuição pública de renda, um índice que coloca Bento Gonçalves muito à frente de outros municípios do mesmo porte.”

Após o almoço, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, e o presidente da FETRANSUL, Francisco Cardoso, voltaram ao palco. O presidente do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL), Vander Costa, o vice-presidente da NTC&Logística, Antonio Luiz Leite, e o diretor financeiro da NTC&Logística, José Maria Gomes, também foram convidados a fazer parte da mesa para a condução dos trabalhos e dar início à programação técnica do evento.

O presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, deu início às suas considerações salientando a pertinência do CONET e abordando algumas das principais atividades do Sistema Transporte. “É sempre um prazer participar do CONET&Intersindical, esse evento que, ano após ano, demonstra sua importância para análises de custos das empresas do setor. Na Confederação, seguimos trabalhando em prol do desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas e diante desta oportunidade, ressalto que, graças ao diálogo e à serenidade, conseguimos flexibilizar pontos que nos preocupavam, trazendo mais equilíbrio ao ambiente de negócios. Seguiremos atuando para garantir produtividade e qualidade ao embarcador e ao transportador.”

Em sua fala, o vice-presidente da NTC&Logística, Antonio Luiz Leite, ressaltou a importância da atuação conjunta das entidades representativas do setor. “O trabalho desenvolvido pela Confederação, pela NTC, pelas federações e sindicatos é árduo e merece todo o nosso reconhecimento. Graças ao empenho dessas lideranças, muitas empresas conseguiram se manter firmes ao longo dos anos, mesmo diante de enormes desafios. Tenho muito orgulho de ver a participação da juventude, das novas gerações, que trazem inovação e renovação ao nosso setor. Hoje, tivemos a apresentação de um novo modelo que, em breve, será implantado para auxiliar tanto as grandes frotas quanto os pequenos transportadores em diferentes regiões do país. Desejo muito sucesso nessa iniciativa, que representa um importante caminho de modernização e de protagonismo para o futuro do Transporte Rodoviário de Cargas.”

O diretor financeiro da NTC&Logística, José Maria Gomes, evidenciou o espírito coletivo do setor. “O Transporte Rodoviário de Cargas mostrou toda a sua força, no ano passado, ao auxiliar o Rio Grande do Sul diante das adversidades que o estado enfrentou. Esse exemplo nos dá a certeza de que, com esse mesmo espírito coletivo, os empresários gaúchos também estarão prontos para apoiar outros estados em caso de dificuldades. No geral, o Transporte Rodoviário de Cargas sempre avançou quando atuamos de forma unida. É na soma de esforços entre entidades, empresários e colaboradores que encontramos a força necessária para superar desafios e construir um futuro mais sólido para todo o setor”.

Apresentações e palestras

O engenheiro de Transporte e assessor Técnico da NTC&Logística, Lauro Valdivia, foi convidado a apresentar o Índice de Variação do INCT – Índice Nacional de Custos do Transporte e os resultados da Pesquisa de Mercado no Transporte de Cargas realizada pelo Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE), com dados referentes ao primeiro semestre de 2025. Essa Pesquisa tem como objetivo analisar os custos operacionais e as principais tendências identificadas no mercado, embasando as reflexões e debates que se seguiram.

Durante sua fala, Lauro também anunciou o SIT, um Sistema de Informação Técnica voltado exclusivamente ao Transporte Rodoviário de Cargas. Por meio de uma plataforma acessível e confiável, os transportadores terão acesso a conteúdos atualizados sobre gestão, operação, manutenção, legislação, logística, segurança, tecnologia e outros temas relevantes. Tudo produzido por especialistas com experiência no setor e foco na realidade das empresas e dos profissionais do TRC.

Na sequência, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi realizou a leitura do tradicional Comunicado oficial do CONET, realizado a partir da recente sondagem do DECOPE/NTC sobre os custos do Transporte Rodoviário de Cargas.

A vice-presidente extraordinária da Pauta ESG da NTC&Logística, Joyce Bessa, não pôde estar presente no evento devido a questões de agenda, mas enviou um vídeo com avisos importantes. A executiva destacou que, a partir de 2027, com a entrada em vigor da Lei 15.042 e do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), empresas do setor que emitirem mais de 10 mil toneladas de CO₂ por ano terão a obrigação de monitorar e reportar suas emissões, e aquelas acima de 25 mil toneladas precisarão comprovar reduções e compensações, sob risco de pesadas sanções. Joyce ressaltou ainda duas iniciativas conduzidas por sua vice-presidência: a parceria com a Domani Global, que visa apoiar empresas do TRC no desenvolvimento de práticas ESG, com indicadores, ferramentas e serviços especializados, e a parceria com o Sindipeças, que estimula o uso de peças remanufaturadas, contribuindo para a economia circular, a redução de custos e o fortalecimento do compromisso ambiental do transporte.

Dando continuidade à programação do CONET, o diretor do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores, Jefferson Germano, foi o responsável por apresentar o conteúdo “Peças Remanufaturadas – Uma escolha econômica, eficiente e sustentável”. O diretor ressaltou que a remanufatura contribui de forma significativa para a sustentabilidade, reduzindo em até 95% o consumo de energia e matéria-prima no processo fabril, além de diminuir em 99% a geração de resíduos. Germano destacou também que as peças remanufaturadas possuem a mesma qualidade e segurança de uma peça nova, com custos mais competitivos, fortalecendo a economia circular e alinhando a indústria automotiva às práticas globais de ESG. Por fim, mencionou o trabalho do Comitê de Remanufatura do Sindipeças, que atua para propor legislações, incentivar o descarte responsável e comunicar à sociedade que os produtos remanufaturados atendem aos mesmos requisitos de desempenho e confiabilidade que os componentes novos.

Após a pausa para o coffee break, a economista Zeina Latif apresentou a palestra “Cenário Econômico e Perspectivas para o Transporte Rodoviário de Cargas”, trazendo uma análise sobre os fatores externos e internos que influenciam diretamente o setor. Ela destacou o impacto do “tarifaço” do presidente Donald Trump, que afetou 35,9% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos até o momento, o equivalente a 0,7% do PIB, e levantou reflexões sobre a necessidade de o Brasil avançar em acordos comerciais e se consolidar como um parceiro confiável no cenário global.

A economista avaliou ainda que, embora o ambiente internacional seja incerto e o quadro macroeconômico brasileiro apresente fragilidades, há pontos de resiliência que não podem ser ignorados, como a valorização das commodities e a robustez de alguns setores produtivos. Ela destacou, no entanto, que o desafio de longo prazo do Brasil está em elevar sua produtividade e ampliar o mercado consumidor, objetivos que somente serão alcançados com a implementação de reformas estruturais e políticas públicas consistentes.

Ao final da apresentação, foi realizada uma rodada de perguntas do público, permitindo à economista Zeina Latif dialogar diretamente com os participantes.

A segunda edição do CONET&Intersindical de 2025 é uma realização da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), tendo como entidade anfitriã a FETRANSUL (Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul) e o apoio dos sindicatos filiados à federação. Conta ainda com o patrocínio da Autotrac, Fenatran, Rands, TOTVS, Transpocred e XBRI Pneus, além dos apoios institucionais do Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL), da FuMTran (Fundação Memória do Transporte), da Anfir (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários), do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) e do apoio logístico da Braspress.



NOTA OFICIAL: NTC&Logística manifesta preocupação com possível aumento tarifário sobre produtos brasileiros

NOTA OFICIAL: NTC&Logística manifesta preocupação com possível aumento tarifário sobre produtos brasileiros

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística manifesta a preocupação do Setor em vista da sobretaxa tarifária imposta pelo governo dos Estados Unidos da América aos produtos importados do Brasil,  prevista a partir do dia 1o de agosto de 2025.

O Transporte Rodoviário de Cargas é atividade essencial para a cadeia produtiva da logística da exportação, e a referida imposição, além de causar grande impacto ao setor produtivo nacional, provocará, por natural consequência, perdas significativas ao Setor.

A NTC&Logística reforça a importância do diálogo entre os governos brasileiro e norte-americano e espera que encontrem o melhor caminho para atender aos legítimos interesses das duas nações e de seus ecossistemas empresariais.

Brasília, 15 de julho de 2025.

Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística

NTC&Logística

Hora Parada – 2025

Hora Parada – 2025

Por força do artigo 15, da Lei 13.103, de 2 de março de 2015, que alterou o valor e índice de reajuste para carga e descarga, todos os contratos firmados com esse objeto deverão ser reajustados – desde o dia 17/04/2025 –, aplicando o percentual de 5,20%, que é resultado da variação anual (abril/24 a março/25) do INPC/IBGE (Lei 11.442/07, artigo 11, §§ 5º e 6º).

Este percentual deve ser aplicado sobre o valor vigente em abril de 2024, de R$ 2,29 (dois reais e vinte e nove centavos), que passa a ser de R$ 2,41 (dois reais e quarenta e um centavos) por tonelada ou fração – cálculo feito pela ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres e publicado em 11/05/2025 (https://www.gov.br/antt/pt-br/assuntos/cargas/arquivos/arquivos-pagamento-do-tempo-adicional-de-carga-e-descarga/sei_31291793_nota_tecnica___antt_3335.pdf).

Observação: para o cálculo da hora parada, deve-se considerar a capacidade total do veículo comercial, e as primeiras 5 (cinco) horas não devem fazer parte do cálculo do tempo parado a ser remunerado.

Hora Parada

(Lei 11.442/07, artigo 11, §§ 5º e 6º)

“Art. 11. ………………………………………………………………………………………………………………………..

§ 5 O prazo máximo para carga e descarga do Veículo de Transporte Rodoviário de Cargas será de 5 (cinco) horas, contadas da chegada do veículo ao endereço de destino, após o qual será devido ao Transportador Autônomo de Carga – TAC ou à ETC a importância equivalente a R$ 1,38 (um real e trinta e oito centavos) por tonelada/hora ou fração.

§ 6o A importância de que trata o § 5o será atualizada, anualmente, de acordo com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, calculado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE ou, na hipótese de sua extinção, pelo índice que o suceder, definido em regulamento.

§ 7o Para o cálculo do valor de que trata o § 5o, será considerada a capacidade total de transporte do veículo.

§ 8o Incidente o pagamento relativo ao tempo de espera, este deverá ser calculado a partir da hora de chegada na procedência ou no destino.

§ 9o O embarcador e o destinatário da carga são obrigados a fornecer ao transportador documento hábil a comprovar o horário de chegada do caminhão nas dependências dos respectivos estabelecimentos, sob pena de serem punidos com multa a ser aplicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, que não excederá a 5% (cinco por cento) do valor da carga.” (NR).

DECOPE – Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Econômicas da NTC&Logística

COMUNICADO CONET DE FEVEREIRO DE 2025

COMUNICADO CONET DE FEVEREIRO DE 2025

Pesquisa NTC&Logística indica que, apesar da estabilidade dos custos em 2024, o frete continua defasado

Apesar de um ano com os custos sem grandes variações e com o mercado relativamente aquecido, esse ambiente não foi suficiente para recompor a defasagem do valor do frete acumulada nos últimos anos no setor de Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). A última sondagem feita pelo DECOPE/NTC indica a existência de uma defasagem média no TRC de 13,0%, sendo de 10,6% no transporte de carga fracionada (onde as cargas de vários clientes são compartilhadas no mesmo veículo) e de 14,7% na carga lotação (onde a carga de um único embarcador ocupa toda a capacidade do veículo).

Essa defasagem entre o frete recebido e os custos apurados pela NTC&LOGÍSTICA demonstra bem como é difícil recompor tudo que foi perdido ao longo do tempo. Por exemplo, o combustível, antes do recente anúncio de aumento pela Petrobras, em 31 de janeiro de 2025, estava praticamente estável nos 18 meses anteriores, sendo que, considerando os últimos 3 anos, já acumula uma alta de 12,6%. O preço do caminhão é outro exemplo: variou 5,8% no último ano, porém, em 36 meses, o acumulado atingiu 51,6%.

O Índice Nacional de Custos de Transporte – INCT, que mede a inflação do serviço de transporte de carga, também reflete bem essa situação, pois, apesar da variação, em 2024, de 4,86% na fracionada e de 6,7% para a lotação, estar bem próxima da inflação geral medida pelo IPCA, de 4,83% em 2024, quando comparado com o acumulado dos últimos 3 anos, a diferença é significativa, alcançando +12,93% na lotação e +3,27% na fracionada.

A complexidade da cobrança do frete pelo transportador, com seus diversos componentes tarifários e taxas complementares, que é imposta pela dificuldade operacional, também acaba sendo prejudicial, pois o que se nota é que são muitos os contratantes que ainda não remuneram adequadamente o transportador pelo serviço prestado e pelas situações anormais, assim como pelos serviços específicos adicionais. 

Tais situações acarretam custos adicionais que são cobertos através de componentes tarifários básicos como Frete-Valor, GRIS, a TSO e demais generalidades que assumem importância vital para a saúde da empresa.

Finalizando, vislumbra-se um mercado difícil em 2025. O ano já começou com forte pressão sobre os custos, decorrente do início do processo de transição da reoneração da folha de salários; do aumento do diesel, anunciado e já aplicado pela PETROBRAS; do que foi decidido pelo CONFAZ; pela variação do ICMS e, ainda, a taxa de juros (Selic), que, na primeira reunião do ano, o Copom elevou para 13,25%. E tudo isso não está considerado na defasagem apurada acima, pois são fatores que surgiram depois de finalizada a pesquisa, o que dá a certeza de que, hoje, a defasagem já é maior do que a identificada na pesquisa, chegando a +3,7%, em média, conforme apurado pelo DECOPE.

Por último, vale destacar a renitente inflação e a elevação da taxa de juros no país, o que obriga o transportador a manter atenção na concessão de prazos, que tem elevado custo financeiro, o qual deve ser repassado aos contratantes considerando a negociação quanto à forma de pagamento em cada um.

Importante: as planilhas do DECOPE/NTC não incluem o custo financeiro.

Foz do Iguaçu, 7 de fevereiro de 2025.

Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística NTC&LOGÍSTICA