por imprensa | jul 24, 2026 | Exportação, Notícias
Empresas exportadoras e de setores industriais relevantes para o comércio exterior poderão ter acesso a linhas de financiamento para enfrentar os impactos de instabilidades internacionais, inclusive do aumento de tarifas comerciais. A medida está prevista na Lei 15.473, de 2026, sancionada pela Presidência da República e publicada, na quarta-feira (22), no Diário Oficial da União.
A norma integra o Plano Brasil Soberano e é resultado da conversão da Medida Provisória (MP) 1.345/2026, cujo texto foi aprovado pelo Senado na forma do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 7/2026. A medida dá continuidade às ações adotadas desde 2025 para enfrentar os impactos do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
A lei autoriza a utilização de até R$ 15 bilhões para as linhas de financiamento e permite ampliar esse limite em até R$ 13,5 bilhões. A ampliação considera recursos que já haviam sido transferidos durante a vigência da MP 1.345/2026 e que poderão retornar à União, provenientes das fontes usadas para financiar as medidas. Com isso, o limite autorizado poderá chegar a R$ 28,5 bilhões.
Os recursos poderão atender empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores; de produtos da agricultura, da pecuária, das florestas plantadas, da pesca e da aquicultura; de recursos minerais e seus produtos, além de empresas que atuem em setores industriais relevantes para o comércio exterior. Cooperativas, associações e outras formas associativas ou coletivas legalmente constituídas também poderão ter acesso ao financiamento, desde que atendam aos critérios de elegibilidade que ainda serão definidos em ato conjunto dos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
As linhas de crédito poderão ser usadas para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos e investimentos para adaptar, ampliar ou modernizar a atividade produtiva. Também poderão financiar inovação tecnológica e adaptações de produtos, serviços e processos para atender a exigências do comércio internacional, como requisitos sanitários, fitossanitários, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade.
O dinheiro para financiar as empresas poderá vir do superávit (excedente) financeiro do Fundo de Garantia à Exportação, apurado em 31 de dezembro de 2025, do superávit financeiro de fontes supervisionadas por unidades do Ministério da Fazenda, também apurado nessa data, e de outras fontes orçamentárias.
Os recursos serão repassados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou a instituições financeiras habilitadas pelo banco, que assumirão os riscos das operações e oferecerão o financiamento às empresas elegíveis. A lei também altera regras do sistema de apoio oficial ao crédito à exportação e prevê a cobertura, pelo sistema de seguro de crédito à exportação, de operações de crédito direto a micros, pequenas e médias empresas exportadoras.
por imprensa | jul 23, 2026 | Exportação, Notícias
As exportações brasileiras para a União Europeia (UE) cresceram 26% em maio e junho, os dois primeiros meses de implementação provisória do acordo comercial entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e o bloco europeu, informou a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
De acordo com um estudo da Agência divulgado nesta segunda-feira, as vendas brasileiras para o mercado europeu cresceram US$ 2 bilhões durante maio e junho em comparação com o mesmo período de 2025. No primeiro semestre do ano, as exportações brasileiras para a UE atingiram US$ 26,9 bilhões, um aumento de US$ 3 bilhões, ou 12,8%, em comparação com os primeiros seis meses do ano passado.
O presidente da ApexBrasil, Laudemir André Müller, evitou atribuir o crescimento exclusivamente ao acordo comercial, embora tenha afirmado que há “muitos indícios” de que as reduções tarifárias já começaram a influenciar o fluxo comercial entre o Brasil e os países europeus.
O acordo Mercosul-União Europeia começou a ser aplicado provisoriamente em 1º de maio, com a eliminação ou redução imediata de tarifas sobre milhares de produtos, embora sua entrada em vigor definitiva ainda dependa da aprovação das instituições europeias.
Para o governo brasileiro e o setor privado, a liberalização comercial visa fortalecer a competitividade das exportações e diversificar os mercados em um contexto de crescente incerteza no comércio internacional.
A ApexBrasil observou que o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros reforçou a estratégia de ampliação do acesso a outros destinos de exportação.
No primeiro semestre do ano, as vendas brasileiras para o mercado americano totalizaram US$ 17,4 bilhões, 13% a menos que no mesmo período de 2025.
Segundo Müller, desde o início das tensões comerciais, a Agência tem orientado as empresas a diversificarem seus mercados, com atenção especial à Europa, Ásia e Índia, para reduzir a dependência de um único destino.
De acordo com a ApexBrasil, 72% das 2.400 empresas apoiadas pela instituição começaram a exportar para pelo menos um novo mercado desde o início da turbulência comercial.
O estudo também mostrou maior diversificação da cesta de exportações do Brasil para a UE, com crescimento significativo em produtos industriais e de maior valor agregado.
Entre os produtos com maior expansão no primeiro semestre do ano, destacam-se o mel, com aumento de 246,7%; peças para motores turbojato, com 141,9%, e o óleo essencial de laranja, com 110,1%.
por imprensa | jul 15, 2026 | Aquaviário, Exportação, Notícias
Obras de infraestrutura, projetos de transformação digital e medidas ambientais apoiam as operações e exportações com o mercado europeu
O Porto de Paranaguá mantém investimentos em infraestrutura, tecnologia e sustentabilidade com foco na ampliação da capacidade operacional e no atendimento às demandas do comércio internacional, incluindo as exportações para a Alemanha.
Em um processo de transformação, com R$ 6,8 bilhões contratados para expandir a capacidade operacional e modernizar a infraestrutura, o Porto tem como objetivo otimizar acessos e fortalecer a transformação digital.
“Esses investimentos garantirão mais previsibilidade e eficiência, atendendo aos padrões internacionais de qualidade exigidos pela Europa”, afirmou o diretor de Tecnologia e Desenvolvimento Empresarial da Portos do Paraná, Felipe Gama.
No comércio com a Alemanha, o porto registrou crescimento nas exportações de farelo de soja. Em 2024, foram embarcadas 457.969 toneladas da commodity, com valor FOB de US$ 184 milhões. Em 2025, o volume passou para 558 mil toneladas, enquanto o valor FOB ficou em US$ 184,8 milhões, reflexo das variações cambiais e dos preços internacionais. No total, o Porto de Paranaguá exportou mais de 700 mil toneladas de mercadorias para a Alemanha em 2025, somando US$ 406,5 milhões em valor FOB.
Na área de tecnologia, o porto utiliza um sistema de gestão da SAP para apoiar a administração das operações. Segundo a Portos do Paraná, a ferramenta permite ampliar a rastreabilidade dos processos e o acompanhamento das cargas. “A força operacional e a redução de ineficiências ao longo do ciclo de exportação são fundamentais para garantir a competitividade no mercado europeu”, explicou Gama.
De acordo com o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira, entre as medidas estão as certificações ISO e GMP+ Feed Safety Assurance, a classificação de 100% das cargas na recepção e no embarque, o controle automatizado de pesagem, sistemas informatizados de rastreabilidade, aplicação de salmonelicida quando exigida pela União Europeia e auditorias periódicas dos produtos exportados.
Na área ambiental, o Porto de Paranaguá mantém um programa voltado a embarcações com menor impacto ambiental. Os chamados “Navios Verdes” recebem prioridade de acesso e atracação, conforme critérios estabelecidos pela autoridade portuária.
por imprensa | jul 14, 2026 | Exportação, Notícias, Outros
Relatórios da DHL Global Forwarding mostram que o crescimento da demanda, sem o avanço da capacidade logística, já trazem efeitos em “alta temporada precoce” no mercado de cargas da América Latina
O mercado de cargas da América Latina enfrenta uma demanda crescente em ritmo mais acelerado do que a expansão da capacidade logística, provocando uma espécie de alta temporada precoce. A avaliação é dos relatórios Ocean Freight Market Update e Air Freight State of the Industry, da DHL Global Forwarding.
Os documentos registram avanços significativos na demanda e nas tarifas dos transportes aquaviário e aéreo na comparação com o mesmo período de 2025.
Segundo o relatório, o aumento das tarifas marítimas e as restrições de espaço nos navios, somados às contínuas disrupções nas cadeias globais de suprimentos, estão mudando as condições do transporte aquaviário de cargas em toda a América Latina. Ao mesmo tempo, o transporte aéreo tem mantido um papel fundamental para envios de alto valor agregado e de produtos com temperatura controlada.
“A América Latina atravessa um dos cenários mais dinâmicos dos últimos anos para o transporte internacional de cargas, com uma demanda que cresce em ritmo superior à capacidade disponível”, avalia Erik Meade, CEO da DHL Global Forwarding para a América Latina.
Transporte aquaviário
O levantamento dedicado ao modal aquaviário aponta que as rotas entre Ásia e América Latina são as mais pressionadas, chegando a registrar taxa de ocupação das embarcações de 98%.
Em relação aos preços, o Índice de Frete de Contêineres de Xangai, considerado um dos principais indicadores das tarifas globais de frete marítimo, está 84% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Já as tarifas para a Costa Oeste da América Latina acumulam alta de 126%, acima da média das rotas globais.
Entre os principais problemas apontados pelo levantamento, estão os congestionamentos portuários, a falta de equipe qualificada em Xangai e Ningbo e uma gestão mais disciplinada da capacidade pelas armadoras.
Transporte aéreo
As rotas aéreas também registram demanda aquecida entre Ásia e América Latina, com crescimento de 20% nos volumes transportados em relação a maio de 2025, ao mesmo tempo em que apresentam alta de 27% na média tarifária.
O estudo dedicado ao transporte aéreo aponta que a estabilidade da capacidade de transporte acentua os gargalos nas rotas provenientes da América do Norte e da Europa. O documento destaca os voos com destino a São Paulo, Santiago e Buenos Aires.
Ainda assim, a DHL avalia que a expansão da oferta de carga aérea amplia a conectividade entre América Latina e Europa.
Meade entende os dados como um sinal de resiliência, traduzido pela ampliação das alternativas disponíveis na cadeia logística regional.
“Empresas que diversificam suas fontes de suprimento, adotam estratégias logísticas mais flexíveis e antecipam o planejamento de suas operações estão mais bem posicionadas para manter seus níveis de serviço diante da volatilidade do mercado”, afirma.
Planejamento e estratégias logísticas
A companhia ressalta que o mercado de cargas na América Latina atravessa um dos períodos de maior restrição de capacidade dos últimos anos.
O crescimento da demanda sem a correspondente ampliação da capacidade logística, aliado à tendência de alta das tarifas, torna a organização das operações ainda mais estratégicas para as empresas.
A DHL Global Forwarding indica que o planejamento antecipado e a diversificação das estratégias logísticas se tornam cada vez mais importantes para fortalecer a resiliência das cadeias de suprimentos.
por imprensa | jun 23, 2026 | Exportação, Notícias
Terminal movimentou 17 milhões de toneladas entre janeiro e maio, crescimento de 5,3%
O Porto do Rio Grande movimentou 17 milhões de toneladas entre janeiro e maio de 2026, o maior volume já registrado para o período na série histórica contabilizada desde 2016. O resultado representa alta de 5,3% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
O desempenho também supera o registrado em 2024, quando o terminal havia movimentado 14,7 milhões de toneladas.
Entre as cargas que mais impulsionaram o crescimento, estão o milho, a celulose e a soja em grão, com destaque para o forte avanço do cereal.
De acordo com o relatório da Portos RS, o milho registrou o maior crescimento entre os principais produtos, com alta de 77,9%, chegando a 1,39 milhão de toneladas.
A celulose avançou 15,18%, totalizando 1,97 milhão de toneladas, enquanto a soja em grão somou 1,88 milhão de toneladas, crescimento de 4,78% na comparação com os primeiros cinco meses de 2025.
Segundo o diretor de Relações Institucionais da Portos RS, Sandro Oliveira, os números refletem a consolidação do terminal no comércio internacional.
– Estamos participando de um momento importante para a logística do Rio Grande do Sul. Ainda há desafios a enfrentar, mas os números demonstram que o Porto do Rio Grande vem ampliando sua movimentação e consolidando sua posição como um dos principais terminais do país – afirma.
China segue como principal destino
A China manteve a liderança entre os destinos das exportações realizadas pelo Porto do Rio Grande, sendo inclusive o destino dos produtos mais exportados.
Nos primeiros cinco meses do ano, mais de duas toneladas saíram do porto rio-grandino com destino ao país asiático.
Ao todo, o Porto do Rio Grande exportou 9,8 milhões de toneladas e importou 3,78 milhões de toneladas nos cinco primeiros meses do ano.
Terminais concentram maior parte das operações
O Terminal de Contêineres de Rio Grande (Tecon) liderou a movimentação, com 4,32 milhões de toneladas, o equivalente a 25,4% do total.
Na sequência, aparecem o Porto Novo (3,66 milhões), a Bianchini (3,1 milhões) e a Tergrasa (2,67 milhões). Juntos, esses quatro terminais responderam por mais de 80% da movimentação do complexo portuário.
Também tiveram participação relevante a Yara, com 1,05 milhão de toneladas, e a Bunge, com 857 mil toneladas.
por imprensa | jun 16, 2025 | Exportação, Notícias
A movimentação dos portos brasileiros registrou 107,6 milhões de toneladas de cargas, em abril de 2025. O volume corresponde a um aumento de 1,12% na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado foi o melhor da série histórica. Os dados constam no Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
Entre janeiro e abril deste ano, a movimentação atingiu 412 milhões de toneladas. Na avaliação do economista Carlos Eduardo de Oliveira Jr., conselheiro do Conselho Federal de Economia (Cofecon), esse crescimento sugere uma recuperação do desempenho do setor e um aumento da atividade econômica do país.
“O setor portuário é fundamental para a evolução econômica do Brasil. Ele desempenha um papel na logística e no transporte de mercadorias, facilitando assim o comércio internacional e nacional. A movimentação portuária é um indicador crucial da saúde econômica, pois está diretamente associada ao comércio exterior”, destaca.
“O aumento no volume de cargas movimentadas pode indicar que setores como agronegócio, indústria e comércio estão se expandindo”, acrescenta o economista.
Navegação por longo curso
O levantamento mostra, ainda, que a navegação por longo curso – que inclui exportação e importação – apresentou um salto de 1,71% ante o mesmo mês de 2024. Ao todo, foram 76,6 milhões de toneladas de cargas.
Em relação à cabotagem – tipo de navegação que se faz na costa –, a movimentação chegou a 23,3 milhões. Quanto à navegação interior – ou seja, em águas abrigadas, como rios, lagos e canais, por exemplo –, o volume movimentado foi de 7,6 milhões de toneladas.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a alta nas movimentações portuárias está relacionada ao aumento da demanda de produtos que saem ou entram no país.
“Na medida em que a economia cresce, automaticamente os portos do Brasil, públicos e privados, crescem. Porque são novos carros que chegam no país, novos investidores internacionais que vêm comprar produtos brasileiros, o Brasil cada vez mais exportando grãos, proteína animal e minério de ferro. Tudo isso vai fortalecer o setor portuário”, considera.
“Além disso, hoje, nós temos quase R$ 40 bilhões de investimentos no setor portuário do Brasil. Com o movimento do volume de carga, é preciso fazer investimento em novos portos, novos equipamentos, requalificação de molhe e de píeres”, complementa o ministro.
De acordo com o levantamento, os terminais autorizados tiveram elevação de 4%, em abril, com 69,8 milhões de toneladas. Já nos portos públicos, o registro foi de 37,8 milhões de toneladas.
Na abertura por produtos, foi notada uma alta de 2,27% nos granéis sólidos, com 65,1 milhões de toneladas, e de 1,94% em granéis líquidos, com 25,7 milhões de toneladas de cargas.