Paraíba fortalece setor de transporte de cargas em meio a mudanças na logística e debates sobre jornada nas estradas

Paraíba fortalece setor de transporte de cargas em meio a mudanças na logística e debates sobre jornada nas estradas

Com mais de 21 mil empresas ativas, transporte rodoviário ganha protagonismo na economia paraibana e amplia discussão sobre eficiência e qualidade de vida dos motoristas

O transporte de cargas na Paraíba vive um momento de fortalecimento em meio às transformações do setor logístico brasileiro e às discussões sobre jornada de trabalho nas estradas. Responsável por conectar indústrias, comércio e centros de distribuição, o segmento se consolidou como uma das engrenagens mais importantes da economia estadual.

Dados do setor apontam que a Paraíba possui atualmente 21.038 empresas ativas ligadas ao transporte rodoviário de cargas, o equivalente a 0,9% do mercado nacional. O estado ocupa a 18ª posição no ranking brasileiro do segmento.

Além do crescimento operacional, o setor acompanha debates nacionais relacionados à Lei do Motorista e às novas regras para tempo de direção e períodos obrigatórios de descanso. As mudanças têm exigido adaptação logística das empresas e, ao mesmo tempo, ampliado a discussão sobre segurança e qualidade de vida dos profissionais das estradas.

Para representantes do setor, a regulamentação da jornada tende a gerar impactos positivos no médio e longo prazo, especialmente na redução de acidentes, na melhoria das condições de trabalho e na atração de novos profissionais para o mercado.

O transporte rodoviário segue sendo o principal modal logístico da Paraíba e do Brasil, responsável por grande parte do escoamento de mercadorias. No estado, as operações atendem desde cargas secas até alimentos perecíveis, medicamentos e veículos.

Os custos de frete variam conforme distância e complexidade da operação. No transporte de longa distância entre João Pessoa e grandes centros do país, como São Paulo, os valores podem variar entre R$ 1 mil e R$ 5 mil. Já operações regionais, como entre João Pessoa e Campina Grande, seguem modelo de cotação sob demanda.

O avanço do setor também acompanha investimentos em gestão de frotas, monitoramento logístico e modernização operacional, fatores considerados fundamentais para manter competitividade diante das novas exigências trabalhistas e do crescimento da demanda por eficiência no transporte de mercadorias.

Com a expansão econômica da Paraíba e o fortalecimento de cadeias produtivas regionais, o transporte de cargas amplia seu papel estratégico na movimentação da economia estadual e no abastecimento do mercado nordestino.

ATENÇÃO CIOT – Orientação da ANTT para geração de CIOT em contingência

ATENÇÃO CIOT – Orientação da ANTT para geração de CIOT em contingência

Na hipótese de indisponibilidade técnica do sistema da ANTT, a empresa poderá gerar o CIOT em contingência por meio do “executável” disponibilizado e  instalado na máquina da empresa. Neste momento, não é necessário realizar a transmissão.

Este CIOT gerado em contingência deverá ser validado posteriormente, no prazo máximo de  168 horas ( 07 dias), observando-se a regularização dentro desse período para evitar inconsistências operacionais. 

Nessa hipótese, o número do CIOT gerado em contingência deverá constar no campo apropriado do MDF-e ou no campo observações, a fim de preservar documental da operação.

Sugere-se a seguinte redação:

CIOT número xxxx gerado em contingência em 24/05/2026, devido à indisponibilidade técnica no sistema da ANTT.

NTC&Logística 

Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística

ATENÇÃO CIOT – Orientação da ANTT para geração de CIOT em contingência

ATENÇÃO – EMISSÃO CIOT – IMPORTANTE

A NTC&Logística informa que está atuando e monitorando, junto à ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, instabilidades no sistema de emissão do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte), inclusive em modo de contingência.

A entidade protocolou, em 15/05/2026, pedido de prorrogação de prazo (Ofício PRE/EFR/rca/1223/26), considerando as dificuldades operacionais relatadas pelas empresas. No entanto, até o momento, não houve retorno oficial da ANTT.

Ressaltamos que a geração do CIOT já se encontra em ambiente de produção desde o dia 24/05/2026, com as validações previstas nas Portarias SUROC nº 06 e nº 16/2026.

Diante das instabilidades, solicitamos que os associados que estiverem enfrentando problemas encaminhem à NTC&Logística prints (capturas de tela) com as mensagens de erro apresentadas, para consolidação e envio à ANTT.

Seguiremos acompanhando a situação e manteremos todos informados.

NTC&Logística

Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística

Faça já a sua inscrição para a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, que será realizada em Ouro Preto (MG)

Faça já a sua inscrição para a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, que será realizada em Ouro Preto (MG)

Evento promovido pela NTC&Logística acontecerá em agosto, reunindo lideranças e empresários do Transporte Rodoviário de Cargas de todo o Brasil

A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará, entre os dias 27 e 28 de agosto de 2026, a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, no Hotel Vila Galé, em Ouro Preto (MG). O evento terá como entidade anfitriã a FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais, com o apoio dos sindicatos filiados à federação.

Consolidado como um dos mais importantes encontros do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil, o CONET&Intersindical reúne empresários, lideranças, representantes de entidades e especialistas para debater os principais desafios, tendências e oportunidades do setor.

A programação do evento é dividida em duas etapas. O CONET contempla a apresentação de pesquisas de mercado, estudos técnicos e levantamentos econômicos desenvolvidos pelo DECOPE (Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas) da NTC&Logística, além de debates relacionados aos custos operacionais e tarifas do setor. Já a Intersindical é voltada às discussões institucionais e estratégicas sobre o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas.

O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destacou a relevância da realização do encontro em Minas Gerais e a importância da participação do setor no evento.

“Realizar o CONET&Intersindical em Ouro Preto, em Minas Gerais, tem um significado muito especial para o nosso setor. Trata-se de um estado pujante, com forte representatividade econômica e relevância para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Estar em uma cidade histórica como Ouro Preto, patrimônio vivo da humanidade e do país, reforça ainda mais o propósito deste encontro. Será uma excelente oportunidade para ampliarmos o diálogo com lideranças, discutirmos os desafios do TRC e avançarmos na construção de soluções que contribuam para o crescimento sustentável do transporte de cargas. Convidamos todos os empresários e representantes de entidades a estarem conosco nesse importante momento”, afirmou.

As inscrições para o evento estão abertas, clique aqui e faça parte do evento.

As reservas de hospedagem também estão disponíveis. Garanta sua participação realizando a reserva no hotel do evento, clicando aqui.

Realização

l NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)

Entidade Anfitriã

l FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais

Apoio

l Sindicatos filiados à FETCEMG

Patrocínio

l FENATRAN

l GEOTAB

l MERCEDES-BENZ

l ROADCARD

l TRANSPOCRED

Apoios Institucionais

l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)

l FuMTran (Fundação Memória do Transporte)

Apoio Logístico

l Braspress

Governo, Aleac e setor de transporte discutem medidas para melhorar logística e competitividade no Acre

Governo, Aleac e setor de transporte discutem medidas para melhorar logística e competitividade no Acre

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), reuniu representantes do setor de logística e transporte de cargas para discutir estratégias voltadas à melhoria da infraestrutura, redução de entraves e ampliação da competitividade no estado. O encontro ocorreu na quinta-feira (21) e contou com a participação do deputado estadual Luiz Gonzaga e representantes do Sindicato das Empresas de Logística e Transportes de Carga e Transportadores Autônomos de Cargas do Estado do Acre (Setacre).

Entre as principais pautas debatidas, estiveram a criação de um espaço destinado ao setor na Zona de Processamento de Exportação (ZPE), em Senador Guiomard; a inclusão das empresas de transporte no Programa de Compras Governamentais de Incentivo à Indústria do Acre (Comprac); a implantação de um polo logístico em Rio Branco e a destinação de recursos específicos para fortalecer o segmento.

O secretário da Seict, Márcio Valter Agiolfi, destacou a importância estratégica do setor para o desenvolvimento econômico do estado. Segundo ele, o transporte é peça fundamental para garantir competitividade, reduzir custos e fortalecer a cadeia produtiva acreana.

“Não adianta a indústria produzir sem transporte com segurança, qualidade e custo competitivo. Melhorar o ambiente de negócios dessas empresas representa ganhos econômicos e fortalece a economia do Acre”, afirmou o secretário, ressaltando que as propostas serão analisadas em articulação com outras instituições governamentais.

A presidente do Setacre, Nazaré Cunha, defendeu a criação de políticas públicas que permitam às empresas acreanas acompanhar o crescimento esperado com a integração internacional. Ela explicou que o setor já utiliza uma estrutura no Ceasa, em Rio Branco, mas precisa de um espaço mais adequado para atender caminhões e carretas.

Segundo a dirigente, a expectativa é de aumento na movimentação econômica impulsionada pela conexão com o Peru e pelo acesso ao mercado asiático por meio do porto de Chancay, no Pacífico.

O deputado Luiz Gonzaga reforçou que a logística será determinante para que o Acre aproveite oportunidades comerciais abertas pela rota de integração internacional. O parlamentar também defendeu ajustes no Comprac e a reestruturação da ZPE como medidas para fortalecer o ambiente produtivo e estimular o crescimento econômico do estado.

Rota Bioceânica pode transformar Mato Grosso do Sul em eixo estratégico do comércio internacional

Rota Bioceânica pode transformar Mato Grosso do Sul em eixo estratégico do comércio internacional

Os dados são do ministro João Carlos Parkinson, diplomata de carreira do Ministério das Relações Exteriores, antecipados ao Campo Grande News. O mapeamento será apresentado na segunda-feira, 25, em Campo Grande, no decorrer do 3° Fórum Centro-Oeste de Segurança Rodoviária.

A tendência, segundo o diplomata, é de que haja uma migração gradual dos embarques via terrestre, principalmente da Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia, Rondônia e Tocantins, que exportaram US$ 1,1 bilhão em 2025 para os países vizinhos pelos tradicionais corredores da região Sul do País.

Comércio exterior – O montante significa 2,6% do comércio exterior de produtos brasileiros escoados por rodovias no ano passado, que somou US$ 43,1 bilhões, o equivalente a 26% do total exportado. O restante dos embarques ocorreu por vias áreas e marítimas.

Esse cenário deve ser um dos efeitos mais imediatos do corredor internacional. “Não fará sentido percorrer um trajeto mais longo levando cargas originadas nas regiões Norte e Nordeste do país até São Borja (RS) ou Uruguaiana (RS). Com o corredor, você reduz distância, diminui o tempo de entrega e ganha competitividade”, analisa o diplomata, que também é coordenador nacional dos Corredores Rodoviários e Ferroviários Bioceânicos no âmbito do Itamaraty.

Hoje, a maioria (60%) das exportações brasileiras via terrestre depende de corredores que passam pela região Sul do país para acessar mercados sul-americanos, como Paraguai, Argentina e Chile, que são países parceiros do Brasil na Rota Bioceânica.

No Rio Grande do Sul, São Borja responde por 29% do fluxo total, seguido por Uruguaiana, responsável por 27% do total. Foz do Iguaçu, no Paraná, representa 19% do fluxo.

Como exemplo hipotético, Parkinson traçou o trajeto de uma carga da Bahia em direção à Argentina, cujo tempo pode ser reduzido em dois a três dias pelo Corredor Bioceânico em relação às rotas da região Sul do país. Ou seja, a carga sairia da Bahia em direção ao Centro-Oeste e, em Mato Grosso do Sul, pegaria a ponte sobre o Rio Paraguai que conectará Porto Murtinho à cidade paraguaia Carmelo Peralta. Daí seguiria até a Argentina, utilizando uma rota mais curta em relação às da região Sul do país para acessar países vizinhos. A obra está em fase de conclusão.

Benefícios e projeções – O mesmo cenário se aplica a produtores dos países vizinhos, que poderão ampliar as vendas para o Norte e Nordeste via Corredor Bioceânico.

Ou seja, o comércio exterior do eixo Norte-Nordeste e, especificamente, o dos países sul-americanos podem se beneficiar do corredor internacional bioceânico, que os quatro países projetam transformar em uma grande via de escoamento de produtos e mercadorias entre a América do Sul e os mercados asiáticos. As previsões para esse trajeto apontam redução de 30% a 40% nos custos logísticos e de até 15 dias em relação a rotas marítimas tradicionais, como o Canal do Panamá.

O entendimento do diplomata é que, além de fortalecer Mato Grosso do Sul como eixo estratégico de integração logística entre o Brasil e os mercados sul-americanos, a consolidação do Corredor Bioceânico pode alterar significativamente a logística terrestre brasileira.

O chamado Corredor Rodoviário de Capricórnio é uma rota rodoviária com extensão de 2,3 mil quilômetros, que conecta o Oceano Atlântico aos portos de Antofagasta e Iquique, no Chile, cortando o Brasil, Paraguai e Argentina.

Apesar do avanço das obras físicas, o empreendimento ainda depende de acordos entre os quatro países para solucionar entraves institucionais e regulatórios e, assim, viabilizar processos transfronteiriços entre todas as partes envolvidas.