por imprensa | maio 15, 2026 | Notícias, Outros
Os planejados leilões de concessões rodoviárias no Brasil para os próximos meses, junto com a carteira já existente, pavimenta o segmento como uma área com elevados níveis de investimentos ainda por muitos anos, apresentando oportunidades para empresas de engenharia e construção.
“O setor de rodovias se consolidou como um segmento com elevada capacidade de geração de novos contratos, e isso está atraindo o interesse de empresas já posicionadas e também de outras que estão avaliando entrar na área, inclusive fundos de investimento. O que explica essa situação é um elevado grau de maturidade contratual, que outros setores da infraestrutura ainda não atingiram”, disse João Cortez, sócio da consultoria focada em infraestrutura Vallya, à BNamericas.
“Na agenda de leilões, há muitos projetos que se referem a otimizações contratuais e, nesses casos, são aqueles que tiveram problemas no passado e passaram por um processo de renegociação. Agora, estão prontos para serem leiloados novamente, graças a um trabalho jurídico importante que destravou vários processos que estavam há anos sob discussão”, ressaltou Cortez.
Somente este ano, os investimentos projetados em rodovias no Brasil devem chegar a quase R$ 21 bilhões (bi) (US$ 4.2 bi), expandindo para R$ 24 bi em 2027, até atingir um pico de cerca de R$ 29 bi em 2028, segundo projeções da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib).
Esses dados são amparados por contratos já licitados ao longo dos últimos meses e outros que ainda serão oferecidos.
Para os próximos meses, tanto o governo federal quanto governos de importantes estados planejam uma série de leilões.
Mas alguns analistas ponderam riscos à frente.
“É importante dizer que, atualmente, as empresas já posicionadas, assim como as novas entrantes, enfrentam um cenário desafiador por causa da taxa de juros elevada, e isso pode reduzir o apetite para contratos específicos”, disse Frederico Turolla, sócio da consultoria de infraestrutura Pezco Economics, à BNamericas.
Em meio às oportunidades e desafios, a BNamericas elaborou uma lista desses contratos a serem oferecidos, com os respectivos planos de capex e opex, assim como o status de cada um deles.
Leilões programados
Rota dos Sertões (BR-116/324/BA/PE)
Em 28 de maio, o governo federal leiloará o contrato de concessão da Rota dos Sertões, que abrange trechos das rodovias BR-116 e BR-324, nos estados da Bahia e Pernambuco.
A Rota dos Sertões compreende 502 km de rodovias federais, distribuídos entre trechos da BR-116 nos estados da Bahia e Pernambuco, além de um trecho da BR-324 na Bahia. O contrato de concessão tem prazo de 30 anos, e os principais trabalhos incluem 108 km de duplicação de pistas e a construção de 5,2 km de faixas adicionais, entre outros. Os investimentos estimados no contrato totalizam R$ 4,3 bi.
O edital pode ser lido aqui.
Otimização da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116/SP/PR)
O novo contrato de concessão da rodovia BR-116/PR/SP, conhecida como Régis Bittencourt, será leiloado em 23 de julho.
O contrato, com vencimento em 2041, tem capex estimado em R$ 7,2 bi.
A concessionária Arteris detinha o contrato original, mas devolveu o ativo ao governo após anos de negociações.
Pela legislação brasileira, as concessionárias podem devolver contratos antes do vencimento. No entanto, o processo costuma ser lento, pois exige negociação de indenização financeira.
A rodovia Régis Bittencourt liga São Paulo a Curitiba, capital do Paraná, e conta com 383 km de extensão, atravessando 16 municípios.
Segundo o governo federal, sem revelar os nomes, há cinco grupos estudando o novo contrato. Recentemente, o CEO da empresa de infraestrutura Motiva, Miguel Setas, admitiu que a empresa avalia com interesse o contrato.
Otimização da Rota Arco Norte (BR-163/MT/PA)
O projeto de otimização da Rota Arco Norte envolve a BR-163, nos estados de Mato Grosso e Pará.
O governo federal planeja publicar o edital ainda neste mês, conforme indicado no cronograma do Ministério dos Transportes. O leilão está previsto para agosto, com data exata ainda a ser definida.
O Arco Norte é um trecho rodoviário com extensão de 1.010 km, com capex projetado em R$ 10,42 bi e opex de R$ 4,72 bi.
Otimização da Rota do Pequi (BR-060/153/DF/GO)
A otimização da concessão da Rota do Pequi, abrangendo as BRs 060 e 153, entre Distrito Federal e Goiás, terá também o edital publicado em maio, e o leilão deve acontecer em agosto, com data exata ainda a ser definida.
O contrato contempla a concessão da rodovia BR-060/153/DF/GO, que conecta Brasília (DF) e Goiânia (GO), e atua como corredor estratégico entre o Centro-Oeste e o Sudeste do país, com impacto direto na dinâmica socioeconômica de diversos municípios. O contrato original também foi devolvido e era detido pela concessionária Concebra, do grupo Triunfo.
O trecho concedido se estende desde Hidrolândia (GO) até Brasília, no Distrito Federal, e abrange aproximadamente 211,6 km.
Estima-se que os investimentos no contrato de concessão alcancem R$ 3,46 bi.
Rota 2 de Julho (BR-116/324/BA)
A concessão da Rota 2 de Julho, formada pelos trechos das BRs 116 e 324, na Bahia, terá o edital publicado em julho, após as etapas de análise pelo Tribunal de Contas na União (TCU). O leilão está previsto para outubro de 2026.
Segundo a reguladora, ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), a Rota 2 de Julho compreende extensão de 663 km de rodovias. O contrato de concessão tem capex estimado em R$ 15,7 bi e opex projetado em R$ 8 bi.
O novo contrato a ser oferecido é uma relicitação, uma vez que a administração desses trechos está, atualmente, sob responsabilidade da ViaBahia Concessionária de Rodovias S.A.
O contrato original, firmado em outubro de 2009, previa a exploração da infraestrutura e a prestação de serviços de recuperação, manutenção, conservação, monitoramento e ampliação da capacidade ao longo de 681 km das rodovias BR-116/324/BA e BA-526/528.
Ao longo dos anos, no entanto, a concessão enfrentou dificuldades relacionadas ao cumprimento das obrigações contratuais, o que levou à necessidade de uma solução para garantir a continuidade dos serviços e melhorias na infraestrutura.
Rota Portuária do Sul (BR-116/392/RS)
O contrato de concessão da Rota Portuária do Sul, envolvendo as BRs 116 e 392, no Rio Grande do Sul, terá o edital lançado em julho, após as fases de audiência pública e análise do TCU. O leilão está programado para outubro deste ano.
O capex previsto do contrato totaliza R$ 6 bi e o opex, R$ 5,7 bi.
Rodovias Integradas de Santa Catarina – Lote 01 (BR-153/282/470/SC)
O contrato das Rodovias Integradas de Santa Catarina – Lote 01, que reúne trechos das BRs 153, 282 e 470, em Santa Catarina, terá o edital publicado em agosto, e o leilão está previsto para novembro.
O trecho a ser concedido tem 515 km de extensão, com capex projetado em R$ 6,40 bi e opex de R$ 6,71 bi.
Recentemente, a ANTT abriu consulta pública para formular o edital do contrato, assim como para o contrato do Lote 3, em Santa Catarina. A consulta pública para os dois contratos ficará aberta até 29 de junho.
Rodovias Integradas de Santa Catarina – Lote 03 (BR-153/282/480/SC)
O projeto das Rodovias Integradas de Santa Catarina – Lote 03, abrangendo as BRs 153, 282 e 480, terá o edital publicado em agosto. O leilão está programado para novembro.
O trecho rodoviário totaliza 166 km, com capex projetado em R$ 2,71 bi e opex de R$ 3,04 bi.
Rota Integração do Sul (BR-116/158/290/392/RS)
A concessão da Rota Integração do Sul, formada pelas BRs 116, 158, 290 e 392, no Rio Grande do Sul, também tem leilão programado para novembro deste ano, e o edital deve ser publicado em agosto, após apreciação do TCU.
O trecho total tem 674 km, e o governo federal estima capex de R$ 5,1 bi e opex de R$ 3,65 bi, ao longo de 30 anos de contrato.
Otimização da Rodovia Transbrasiliana (BR-153/SP)
O contrato referente à otimização da concessão da Rodovia Transbrasiliana, na BR-153. em São Paulo, terá o edital publicado em setembro, após a fase de consulta pública. O leilão ocorrerá em dezembro deste ano.
A rodovia conta com trecho de 321,6 km e capex estimado em R$ 3,56 bi. O opex estimado é de R$ 4,35 bi.
Otimização da Rota Planalto Sul (BR-116/PR/SC)
A otimização da concessão da Rota Planalto Sul, na BR-116 entre Paraná e Santa Catarina, tem extensão de 456,20 km, com capex projetado em R$ 6 bi e opex de R$ 5,73 bi.
O leilão está previsto para dezembro, e o edital deve ser publicado em setembro.
Rota Vale do Café (BR-393/RJ)
O projeto da Rota Vale do Café, referente à BR-393, no estado do Rio de Janeiro, deve ter o edital publicado em setembro, e o leilão deve acontecer em dezembro.
O capex estimado do contrato é de R$ 3,05 bi e opex de R$ 3,11 bi. A extensão da rodovia totaliza 204,7 km.
Otimização da Rota Litoral Sul (BR-116/376/PR e BR-101/SC)
A otimização da Rota Litoral Sul, envolvendo as BRs 116 e 376, no Paraná, e a BR-101, em Santa Catarina, também integra o cronograma de concessões de 2026.
O projeto prevê a publicação do edital e a realização do leilão ao longo do ano, conforme o calendário do Ministério dos Transportes. O edital pode ser publicado em junho, e o leilão deve ser realizado em setembro, segundo informações preliminares da ANTT, ainda não confirmadas pelo Ministério dos Transportes.
Esse trecho rodoviário tem 406 km, com projeções de capex de R$ 8,59 bi e opex de R$ 4,94 bi.
Contratos de governos estaduais
São Paulo
O governo do estado de São Paulo já realizou, em fevereiro deste ano, um leilão no setor.
A Azevedo&Travassos venceu o leilão realizado em fevereiro do contrato rodoviário em São Paulo, conhecido como Rota Mogiana, com investimentos estimados em R$ 9,4 bi.
A empresa ofereceu outorga de R$ 1,1 bi ao governo estadual, superando outras três concorrentes: Motiva, EPR e um grupo liderado pelo fundo soberano de Abu Dhabi, Mubadala.
O contrato, com extensão de 520 km, tem duração de 30 anos, prevendo a duplicação de 217 km de rodovias, a construção de 138 km de terceiras faixas e 96 km de vias marginais, entre outras intervenções.
Para os próximos meses, o governo do estado planeja leiloar a concessão do lote rodoviário conhecido como Circuito das Águas.
O trecho rodoviário tem 533 km, e o contrato de 30 anos tem projeções de investimentos de R$ 10 bi.
O edital deve ser publicado no segundo semestre, período também previsto para o leilão. Porém, o governo de São Paulo ainda não divulgou data exata.
Rio Grande do Sul
O governo do estado do Rio Grande do Sul realizará o leilão do contrato de concessão rodoviária do chamado Bloco 2 em 10 de junho.
O investimento previsto é de R$ 6 bi, com os principais trabalhos previstos sendo 182 km de duplicações e 71,5 km de terceiras faixas.
O projeto conta com aporte do fundo estadual FUNRIGS de R$ 1,5 bi, voltado para reconstrução resiliente da rodovia, tornando-a mais preparada para eventos futuros, com reflexos na modicidade tarifária.
Paralelamente, o governo do estado está estruturando o contrato de concessão do Bloco 1, que reúne estradas das regiões metropolitanas de Porto Alegre, Litoral Norte e Serra. Porém, ainda não há data exata para publicação do edital e realização do leilão.
por imprensa | maio 14, 2026 | Notícias, Outros
A NTC&Logística participou nesta quarta-feira (13), em Brasília, da 2ª edição do evento “Mulheres no Transporte – Trajetórias que Inspiram”, iniciativa do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL) voltada à valorização da presença feminina no setor de transporte e logística. Representaram a entidade o vice-presidente extraordinário de Assuntos Políticos da NTC&Logística, José Hélio Fernandes; a assessora de Relações Institucionais, Edmara Claudino, e a assessora executiva da presidência, Elisete Balarini.
Com o tema “Inovar para avançar, respeitar para liderar”, a programação promoveu reflexões sobre liderança, inovação, inclusão, sustentabilidade e desenvolvimento
humano no ambiente corporativo, reunindo empresários, executivos, especialistas e profissionais do transporte de diferentes segmentos.
A abertura oficial contou com a participação do presidente do Sistema Transporte, Vander Costa; da diretora-executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart; da diretora-executiva da CNT – Confederação Nacional do Transporte, Fernanda Rezende, e da diretora-adjunta do ITL – Instituto de Transporte e Logística, Eliana Costa.
Na sequência, a palestrante Fernanda Bornhausen conduziu a palestra “Inovação em saúde e estilo de vida – Método SEDO: Farmácia da Mente”. O evento também contou com a apresentação do movimento “A voz delas”.
O Painel 1, com o tema “Ambientes seguros para mulheres no transporte”, reuniu Andrea Simões, diretora de Gente, Cultura&Transformação Digital da Log-In Logística Integrada; Cintia Rocha, diretora de Recursos Humanos da DHL Supply Chain; Ana Patrizia Lira, diretora-presidente da ANPTrilhos; Marcelo Bernardes, superintendente de Governança e Meio Ambiente da ANAC – Agência Nacional da Aviação Civil; Luana Fleck, diretora do Grupo Ouro e Prata, e Nicole Goulart, diretora-executiva nacional do SEST SENAT. A mediação foi realizada por Ana Jarrouge, presidente- executiva do SETCESP.
No período da tarde, o Painel 2 abordou “A força das mulheres que lideram, inspiram e inovam caminhos”, com a participação de Milena Romano, presidente da Eletra Ônibus Elétricos; Leda Casonatto, vice-presidente de Logística da Transportadora Bertolini; Danny Marchesi, gerente-geral de Sustentabilidade e Comunicação da VLI Logística, e Izabel Reis, diretora da Azul Cargo Express, divisão de cargas da Azul Linhas Aéreas Brasileiras. A mediação ficou sob responsabilidade de Vinicius Ladeira, diretor-adjunto nacional do SEST SENAT.
A palestra “Liderança, empoderamento feminino, sustentabilidade, impacto social e ambiental, carreira” foi conduzida por Rachel Maia, referência nacional em liderança e gestão.
Já o Painel 3, “Protagonismo feminino no transporte”, contou com a participação da caminhoneira Dhaisa Bremer e de Graziella Silva, líder de Manutenção da LATAM, com mediação de Fernanda Rezende, diretora-executiva da CNT.
Encerrando a programação de debates, o Painel 4, “Histórias que movem. Memórias que permanecem. Legados que transformam”, reuniu Tania Drumond, empresária e vice-presidente da FETRANSCARGA – Federação do Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro; Vera Naves, vice-presidente do Grupo Rodonaves; Grece Lana da Silva Melo, diretora da Unidade do SEST SENAT CRN I, e Michelle Almeida, coordenadora e coautora do livro “Liderar com um novo tom: mulheres que
transformam”, da Editora Lisboa. A mediação foi conduzida por Eliana Costa, diretora- adjunta do ITL.
O evento foi encerrado com um coquetel e sessão de autógrafos do livro “Liderar com um novo tom: mulheres que transformam”.
A participação da NTC&Logística no encontro também reforçou a importância do relacionamento institucional e da construção de pautas voltadas ao desenvolvimento humano e à valorização da diversidade no Transporte Rodoviário de Cargas.
“Gostaria de parabenizar o Sistema Transporte, representado pela CNT, SEST SENAT e ITL, pela realização de um evento tão importante e necessário para o setor. Iniciativas como essa fortalecem o relacionamento institucional entre as entidades, promovem debates relevantes e ampliam a valorização das mulheres no transporte. Foi um encontro marcado pela troca de experiências, pelo compartilhamento de boas práticas e pela construção de conexões que contribuem diretamente para o desenvolvimento do nosso setor”, destacou Edmara Claudino, assessora de Relações Institucionais da NTC&Logística.
Já Elisete Balarini ressaltou que a participação da entidade em iniciativas como essa demonstra o compromisso da NTC&Logística com a valorização das pessoas e com a construção de um setor cada vez mais preparado para os desafios do futuro.
“Foi um encontro muito importante para refletirmos sobre o papel da liderança, da inovação e, principalmente, do respeito nas organizações. O Transporte Rodoviário de Cargas vem avançando em diversas pautas relacionadas à valorização das mulheres e à construção de ambientes mais inclusivos e colaborativos. Participar desse momento representando a NTC&Logística confirma o nosso compromisso institucional com o desenvolvimento humano, com a diversidade e com o fortalecimento das relações no setor”, destacou Elisete.
por imprensa | maio 14, 2026 | Notícias, Outros
Governo detalha critérios de financiamento, exigências ambientais e condições especiais para renovação da frota
O governo federal publicou a portaria que regulamenta o acesso aos R$ 21,2 bilhões do programa Move Brasil, iniciativa voltada à renovação da frota de caminhões, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários no país. A nova etapa do programa amplia o escopo da linha de crédito operada pelo BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que anteriormente era voltada apenas para caminhões.
Os recursos poderão ser utilizados por transportadores autônomos, cooperativas e empresas de transporte rodoviário de cargas e passageiros para aquisição de veículos novos e, em alguns casos, seminovos. O objetivo do programa é estimular a modernização da frota brasileira, reduzir emissões de poluentes, aumentar a segurança nas estradas e impulsionar a indústria nacional.
Segundo o governo federal, o orçamento total do programa será composto por R$ 14,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões do próprio BNDES.
A portaria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) estabelece que os veículos elegíveis deverão atender critérios mínimos de fabricação nacional, sustentabilidade e eficiência ambiental. No caso dos caminhões seminovos, o financiamento será permitido apenas para veículos fabricados a partir de 2012 e alinhados às exigências ambientais do Proconve 7.
Além de caminhões, o Move Brasil ampliado passa a contemplar ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários, como reboques e carrocerias. A expectativa do governo é ampliar o alcance do programa para diferentes segmentos do transporte rodoviário e acelerar a renovação da frota circulante.
Condições conforme o perfil
As condições financeiras variam conforme o perfil do tomador. Para transportadores autônomos, o prazo de pagamento poderá chegar a dez anos, com até 12 meses de carência. Já para empresas, o financiamento terá prazo de até cinco anos, com até seis meses de carência. O limite máximo financiável será de R$ 50 milhões por cliente.
O programa também prevê condições diferenciadas para quem entregar um caminhão antigo para reciclagem ou desmonte. Nesses casos, os beneficiários poderão acessar juros mais baixos. O veículo usado deverá ter mais de 20 anos, estar em condição de rodagem e com documentação regularizada. Após a aprovação da operação, o proprietário terá prazo para comprovar a destinação correta do veículo para empresa recicladora autorizada.
Outro ponto previsto na regulamentação é a possibilidade de cobertura parcial das operações pelo Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), mecanismo criado para ampliar o acesso ao crédito e reduzir riscos para as instituições financeiras.
De acordo com o MDIC e o BNDES, o programa faz parte da estratégia do governo federal de estimular a neoindustrialização, reduzir emissões no transporte rodoviário e aumentar a competitividade logística do país.
por imprensa | maio 14, 2026 | Notícias, Outros
São Paulo mantém avanço da circulação, enquanto Rio registra retração puxada por veículos pesados
O aumento da circulação nas rodovias brasileiras vem ocorrendo ao mesmo tempo em que cresce a idade média da frota nacional, combinação que amplia preocupações ligadas à segurança viária, eficiência logística e custos operacionais do transporte.
Levantamento da Veloe, empresa brasileira de meios de pagamento automáticos para mobilidade e transporte, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostra que o fluxo de veículos nas estradas de São Paulo cresceu 8,4% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado.
O desempenho foi puxado tanto por veículos leves quanto pesados e reforça o nível elevado de movimentação no principal corredor logístico do país. Ao mesmo tempo, dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) mostram que 37,4% da frota paulista já ultrapassam 20 anos de uso. São Paulo concentra hoje 35,5 milhões de veículos – cerca de 27% da frota nacional – e possui idade média de 18,5 anos.
O cenário expõe um contraste crescente no setor de transportes: enquanto a atividade logística e a circulação seguem em expansão, a renovação da frota avança em ritmo mais lento, pressionada por juros elevados, aumento dos custos operacionais e encarecimento dos veículos novos.
Pesados recuam no Rio
No Rio de Janeiro, o comportamento do tráfego mostrou uma dinâmica diferente. Embora o fluxo nas rodovias tenha avançado 5,7% em abril na comparação anual, o estado acumula retração de 1,3% no movimento rodoviário nos primeiros quatro meses do ano.
Segundo o levantamento, o principal impacto veio da queda na circulação de veículos pesados, que recuaram 4,5% no acumulado de 2026. Para operadores do setor, o desempenho pode refletir desaceleração pontual da atividade logística e menor movimentação de cargas em comparação ao ritmo observado em São Paulo.
A frota fluminense também apresenta envelhecimento relevante. Segundo a Senatran, 36,3% dos veículos do estado têm mais de 20 anos, enquanto a idade média chegou a 18,1 anos. O Rio possui atualmente cerca de 8,3 milhões de veículos.
Renovação lenta preocupa setor
O envelhecimento da frota vem ganhando espaço nas discussões sobre segurança, emissões e produtividade do transporte brasileiro. Veículos mais antigos tendem a apresentar maior consumo de combustível, custos mais altos de manutenção e índices maiores de emissão de poluentes.
Além disso, especialistas apontam impactos diretos sobre disponibilidade operacional e segurança viária, principalmente no transporte rodoviário de cargas. “O envelhecimento dos veículos em circulação tem impacto direto sobre segurança viária, eficiência logística, custos operacionais e sustentabilidade da mobilidade”, afirmou Mauro Kondo, superintendente de Negócios B2B da Veloe.
Apesar do avanço gradual de modelos híbridos e elétricos, a participação desses veículos ainda permanece baixa nas duas maiores economias do Sudeste. Em São Paulo, por exemplo, elétricos e híbridos representam apenas 0,7% da frota em circulação.
por imprensa | maio 14, 2026 | Notícias, Outros
Somente em abril foram movimentadas mais de 6 milhões de toneladas, com crescimento puxado pelas exportações de soja, carnes e derivados de petróleo
Com mais de 6 milhões de toneladas movimentadas, a Portos do Paraná registrou o melhor mês de abril da história, com crescimento de 11% em relação a abril de 2025
– que movimentou 5,405 milhões de toneladas. Crescimento foi puxado pelas exportações de soja, carnes e derivados de petróleo. Os dados constam em relatório elaborado pela equipe de estatísticas da Diretoria de Operações Portuárias da empresa pública.
Somente em abril, o volume das exportações cresceu 16,06% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O embarque de soja em grão aumentou 43%; os óleos vegetais, 35%, e os derivados de petróleo, 33%.
No acumulado entre janeiro e abril, a soja segue em alta, com crescimento de 19%. Os óleos vegetais avançaram 33%, seguidos pelas exportações de cargas conteinerizadas, com aumento de 9%, e pelos derivados de petróleo, com alta de 2% na comparação com os quatro primeiros meses de 2025.
As exportações de carne de frango congelada cresceram 10,5% em relação a abril de 2025. No acumulado do ano, os embarques realizados em Paranaguá representam 47,5% de todas as exportações brasileiras do produto. Isso corresponde a mais de 834 mil toneladas enviadas para outros países.
Considerando todas as proteínas animais, o crescimento em abril foi de 8,7%, com mais de 1,1 milhão de toneladas embarcadas, principalmente para China, África do Sul, Japão e Emirados Árabes Unidos. O volume representa 38% de toda a exportação de proteína animal realizada pelo Brasil nos quatro primeiros meses de 2026.
IMPORTAÇÕES – Em abril, as importações cresceram 2,7% em relação ao mesmo mês de 2025. As cargas gerais – movimentadas fora de contêineres – registraram alta de 254%. O desembarque de trigo apresentou crescimento de 50%, seguido pelos fertilizantes (18%) e pelos contêineres (14%).
Já no acumulado dos quatro primeiros meses do ano, as importações apresentam retração de 5,8%. O resultado, porém, indica recuperação em relação aos meses de fevereiro e março, quando as movimentações de cargas vindas de outros países registraram índices ainda menores. A queda nas importações tem relação direta com o conflito no Oriente Médio.
Apesar disso, a diversidade de cargas movimentadas pelos portos de Paranaguá e Antonina garantiu estabilidade ao saldo acumulado do quadrimestre, que atingiu 22,7 milhões de toneladas, volume em linha ao registrado no mesmo período de 2025.
A movimentação de cargas rolantes – como veículos, maquinários e equipamentos agrícolas – também contribuiu para manter o equilíbrio operacional. Somente em abril, mais de 15,5 mil unidades foram embarcadas ou desembarcadas. Entre janeiro e abril, a movimentação totalizou 42.657 unidades.