Pedágio eletrônico: entenda as regras para regularização de multas

Pedágio eletrônico: entenda as regras para regularização de multas

Governo deu prazo até 16 de novembro para pagamento e contestação

Com a suspensão de 3,4 milhões de multas de pedágio eletrônico pelo Governo Federal, quem foi afetado pode regularizar sua situação, mas a situação não é automática e exige ação direta de quem foi multado.

Como em qualquer processo de regularização, é importante ter registro de comprovantes de pagamento e checar a situação de sua Carteira Nacional de Habilitação após os passos. Outro ponto importante é o prazo: a suspensão é válida por 200 dias, até 16 de novembro. Após essa data, quem não regularizar sua situação poderá ser autuado novamente.

Atente também para o fato de que cada autuação por evasão deve ser tratada de forma independente. Embora algumas concessionárias permitam agrupar o pagamento de cobranças em trechos, e mesmo em dias diferentes, as multas não obedecem a mesma lógica, e pendências diferentes podem gerar autuações distintas. Também é importante não deixar passar o prazo de quitação, que é 30 dias após passar o trecho que tem a cobrança eletrônica.

O primeiro passo é o de regularizar a sua situação. Se ainda não o fez, pague os pedágios. Os sites das concessionárias são uma das opções mais acessíveis, mas quem tiver dificuldade pode procurar cabines de cobrança. As concessionárias são obrigadas a dar alternativas de pagamento, inclusive presenciais, conforme a Resolução ANTT Nº 6.079, de 26 de março deste ano.

Em seguida, você deve procurar o órgão responsável pela multa. Em estradas federais, a referência é a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Para estradas estaduais, a referência são os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans). Você deverá recorrer da multa.

Se você não pagou a multa, deve esperar a baixa dos pontos no sistema. O aplicativo CNH Digital é uma boa referência para acompanhar se a pontuação foi retirada da sua carteira.

Caso já tenha pago a multa, você tem direito a pedir o valor de volta. Esse pedido ocorre dependendo novamente do órgão que emitiu a multa. Para estradas federais, é possível pedir o reembolso pelo portal Gov.br. Para estradas estaduais, é importante procurar a referência nos sites, podendo ser via Detran ou Secretaria da Fazenda – lembrando que o reembolso não é automático, a correção e devolução dependem da iniciativa de quem foi multado.

Um fator importante para a devolução é comprovar que você pagou a multa. Vale comprovante bancário, guia quitada, mas tem de ser um documento bancário oficial e precisará ser enviado, normalmente digitalizado. Também é possível enviar cópias físicas, em agências dos correios ou postos presenciais de atendimento das secretarias ou Detrans, mas será necessário se informar de prazos e exigências dos órgãos.

Após o pedido, é importante acompanhar os processos. Guarde protocolos e consulte-os regularmente. Não há um prazo estabelecido para a resposta dos órgãos, que podem pedir documentos adicionais ou mesmo novo envio, caso faltem dados importantes ou haja problema para identificar os dados nos comprovantes.

NTC&Logística participa de encontro com a ABRADIMEX em São Paulo para debater segurança no Transporte Rodoviário de Cargas

NTC&Logística participa de encontro com a ABRADIMEX em São Paulo para debater segurança no Transporte Rodoviário de Cargas

Reunião reforçou a importância da integração entre entidades para enfrentar o roubo de cargas e fortalecer a segurança no setor

O presidente da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), Eduardo Rebuzzi, participou nesta quarta-feira, 29 de abril, em São Paulo, de um almoço institucional com a ABRADIMEX – Associação Brasileira dos Distribuidores de Medicamentos Especializados Excepcionais e Hospitalares. O encontro reuniu representantes das duas entidades para discutir temas estratégicos e desafios comuns aos setores.

A comitiva da NTC&Logística foi recepcionada pelo presidente executivo da ABRADIMEX, Paulo Maia, e pela coordenadora administrativa, Thaís Batista. Também representaram a entidade a assessora executiva da Presidência, Elisete Balarini, e o delegado de polícia e especialista em segurança, Waldomiro Milanesi.

Da esquerda para direita: Eduardo Rebuzzi; Thaís Batista; Paulo Maia; Elisete Balarini e Waldomiro Milanesi

Durante o encontro, foram abordados os principais desafios enfrentados pelos setores, com destaque para a pauta de segurança, especialmente no combate ao roubo de cargas, tema que impacta diretamente a cadeia logística e a distribuição de produtos sensíveis, como medicamentos.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, a aproximação entre as entidades é fundamental para a construção de soluções conjuntas. “Momentos como este são essenciais para fortalecer o diálogo entre os setores e alinhar estratégias diante de desafios que são comuns. A segurança no Transporte Rodoviário de Cargas é uma pauta prioritária e exige atuação integrada, com troca de informações e construção de caminhos que tragam mais proteção para as operações e para a sociedade como um todo”, destacou.

A iniciativa reforça o compromisso da NTC&Logística em atuar de forma próxima às entidades representativas e aos diversos elos da cadeia logística, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e seguro do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.

Participe da pesquisa internacional sobre descarbonização do Transporte Rodoviário de Cargas

Participe da pesquisa internacional sobre descarbonização do Transporte Rodoviário de Cargas

Iniciativa da IRU, em parceria com a Trimble, busca ampliar a participação brasileira e fortalecer soluções sustentáveis para o setor

A IRU está conduzindo a pesquisa do IRU Green Compact, uma iniciativa global voltada à descarbonização do Transporte Rodoviário de Cargas e de passageiros. Desenvolvido em parceria com a Trimble, o levantamento tem como objetivo coletar dados estratégicos de operadores de caminhões e ônibus para acompanhar o progresso do setor na redução de emissões e identificar caminhos mais eficientes para apoiar essa transformação.

A pesquisa reúne informações diretamente das empresas que estão na linha de frente das operações, permitindo uma leitura mais precisa dos desafios enfrentados, das soluções já implementadas e das oportunidades de avanço em sustentabilidade. Com base nesses dados, a iniciativa busca contribuir para a construção de políticas, tecnologias e práticas mais alinhadas à realidade do transporte rodoviário em diferentes países.

No cenário atual, em que a agenda ambiental ganha cada vez mais relevância nas decisões empresariais e institucionais, a participação ativa dos operadores é fundamental. Além de fortalecer a representatividade do setor, o engajamento das empresas contribui para que as especificidades de cada mercado, como o brasileiro, sejam consideradas no desenvolvimento de soluções globais.

Até o momento, a pesquisa ainda não conta com respostas do Brasil, o que reforça a importância da mobilização das transportadoras e operadores nacionais. A contribuição do país é essencial para garantir que o Transporte Rodoviário de Cargas brasileiro esteja inserido de forma estratégica nas discussões internacionais sobre descarbonização.

A pesquisa está disponível até o dia 31 de maio de 2026 e pode ser acessada por meio do link: https://www.surveymonkey.com/r/QZ9XT53?lang=pt

A participação é simples, rápida e representa uma oportunidade concreta de contribuir com o futuro sustentável do setor.

Mulheres avançam no TRC e pressionam mudança no setor

Mulheres avançam no TRC e pressionam mudança no setor

Contratações crescem, mas baixa presença operacional expõe desafio estrutural de mão de obra

Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres indicam que a participação feminina no transporte rodoviário de cargas (TRC) cresce no Brasil. As mulheres já representam mais de 7% dos condutores no país – ainda uma fatia pequena, mas em expansão.

O avanço aparece também no Índice de Equidade no TRC 2026, elaborado pelo IPTC (Instituto Paulista do Transporte de Cargas) para o movimento Vez e Voz, que atingiu 46 pontos em uma escala de 0 a 100. O indicador sugere evolução gradual, mas ainda distante de um cenário de equilíbrio.

Segundo o levantamento, 60% das empresas ampliaram a contratação de mulheres para cargos de liderança no último ano, enquanto 88% registraram promoções ou aumentos salariais. Apesar disso, a presença feminina em funções operacionais – especialmente na condução de veículos – segue limitada.

“Vivemos um ponto de inflexão importante, com mulheres conquistando espaços antes pouco acessados”, afirma Camila Florencio, coordenadora do movimento Vez & Voz, iniciativa do SETCESP.

O estudo, que ouviu 83 empresas e mais de 35 mil trabalhadores, aponta entraves estruturais à ampliação da participação feminina, como ausência de políticas de apoio à parentalidade, dificuldades de reintegração após licença-maternidade e lacunas em programas de prevenção ao assédio.

“Organizações que investem em equidade têm mais chances de melhorar desempenho e engajamento”, afirma Camila.

Governo estuda ampliar crédito para renovar frota de caminhões

Governo estuda ampliar crédito para renovar frota de caminhões

Nova etapa do Move Brasil pode incluir ônibus e ampliar alcance da linha operada pelo BNDES

O governo federal estuda ampliar o programa Move Brasil com uma nova rodada de crédito voltada à renovação da frota de veículos pesados e à possível inclusão de ônibus. A informação foi confirmada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.

Segundo Alckmin, os recursos da fase inicial do programa, de R$ 10 bilhões, já foram totalmente utilizados. O governo trabalha agora na criação de uma nova etapa da linha, que deve ampliar o alcance da política.

“O programa ajudou a indústria de veículos pesados e deve ganhar outra tranche, agora com a inclusão de ônibus”, afirmou.

Operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Move Brasil é uma linha de crédito criada pelo governo federal para incentivar a substituição de caminhões antigos por modelos mais novos, com o objetivo de modernizar a frota, reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência do transporte.

Lançado no início do ano, o programa ofereceu R$ 10 bilhões na primeira fase, com taxas de juros entre 13% e 14% ao ano, abaixo da taxa básica da economia. O acesso aos recursos estava condicionado à renovação da frota.

A possível ampliação do programa ocorre em paralelo a outras medidas do governo voltadas a estimular o investimento e a atividade econômica. O setor de veículos pesados é considerado estratégico pelo Executivo por sua capacidade de gerar empregos e impacto sobre diferentes cadeias produtivas.

Rodovias concedidas devem ampliar fiscalização com IA

Rodovias concedidas devem ampliar fiscalização com IA

Diretor-presidente da ABCR diz que medida busca reduzir sinistros nas estradas; entidade aponta colisões traseiras e atropelamentos como principais ocorrências

O diretor-presidente da ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias), Marco Aurélio Barcelos, afirmou nesta quarta-feira (29), em Brasília, que as concessionárias pretendem ampliar o uso de inteligência artificial na fiscalização das rodovias concedidas.

A medida faz parte do planejamento estratégico do setor e busca reduzir sinistros em um cenário de alta nas ocorrências. A fala ocorreu durante a cerimônia de abertura do Maio Amarelo 2026, campanha voltada à conscientização para a segurança no trânsito.

Segundo Barcelos, um estudo feito pela entidade mostra que colisões traseiras e atropelamentos estão entre as principais ocorrências registradas nas rodovias concedidas. Os dados indicam problemas ligados sobretudo à falta de atenção e ao excesso de velocidade.

O executivo afirmou que a segurança viária é tema recorrente nas reuniões de conselho da Associação, que reúnem executivos dos principais grupos de concessão rodoviária do país.

Barcelos também defendeu que as rodovias concedidas trazem benefícios em engenharia, sinalização e gestão, citando levantamentos da CNT (Confederação Nacional do Transporte) que, segundo ele, classificam essas vias entre as melhores do Brasil.

Para o diretor-presidente da ABCR, a gestão das rodovias deve ter como objetivo central a preservação de vidas. “A fiscalização pode doer no bolso de quem quebra as regras, mas isso poupa uma família da dor de um telefonema”, disse.