Atualização da Hora Parada no Transporte Rodoviário de Cargas em 2026

Atualização da Hora Parada no Transporte Rodoviário de Cargas em 2026

Por força do artigo 15 da Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015, que alterou o valor e o índice de reajuste para carga e descarga, todos os contratos firmados com esse objeto deverão ser reajustados a partir de 14/04/2026, mediante a aplicação do percentual de 3,76%, correspondente à variação anual (março/2025 a março/2026) do INPC/IBGE, conforme disposto na Lei nº 11.442/2007, artigo 11, §§ 5º e 6º.

Esse percentual deve ser aplicado sobre o valor vigente em abril de 2025, de R$ 2,41 (dois reais e quarenta e um centavos), que passa a ser de R$ 2,50 (dois reais e cinquenta centavos) por tonelada ou fração, conforme cálculo realizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT e publicado em 14/04/2026.

Link: https://www.gov.br/antt/pt-br/assuntos/cargas/carga-descarga/sei_41736493_nota_tecnica___antt_4102.pdf

Observação: Para o cálculo da hora parada, deve-se considerar a capacidade total do veículo comercial, sendo que as primeiras 5 (cinco) horas não devem integrar o cálculo do tempo parado a ser remunerado.

Base Legal – Lei nº 11.442/2007, artigo 11, §§ 5º ao 9º

“Art. 11. ………………………………………………………

§ 5º O prazo máximo para carga e descarga do Veículo de Transporte Rodoviário de Cargas será de 5 (cinco) horas, contadas da chegada do veículo ao endereço de destino, após o qual será devido ao Transportador Autônomo de Carga (TAC) ou à Empresa de Transporte Rodoviário de Cargas (ETC) o valor equivalente a R$ 1,38 (um real e trinta e oito centavos) por tonelada/hora ou fração.

§ 6º A importância de que trata o § 5º será atualizada, anualmente, de acordo com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ou, na hipótese de sua extinção, pelo índice que o suceder, conforme definido em regulamento.

§ 7º Para o cálculo do valor de que trata o § 5º, será considerada a capacidade total de transporte do veículo.

§ 8º Incidindo o pagamento relativo ao tempo de espera, este deverá ser calculado a partir da hora de chegada na origem ou no destino.

§ 9º O embarcador e o destinatário da carga são obrigados a fornecer ao transportador documento hábil que comprove o horário de chegada do caminhão às dependências dos respectivos estabelecimentos, sob pena de multa a ser aplicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), limitada a 5% (cinco por cento) do valor da carga.” (NR)

CNT reforça protagonismo dos biocombustíveis e defende coordenação para descarbonização do transporte na Hannover Messe

CNT reforça protagonismo dos biocombustíveis e defende coordenação para descarbonização do transporte na Hannover Messe

Em painel na maior feira industrial do mundo, Confederação destaca integração entre políticas públicas, financiamento e inovação para viabilizar a transição energética no setor

O protagonismo dos biocombustíveis brasileiros marcou a abertura da Hannover Messe 2026, na Alemanha, onde o Brasil participa como país-parceiro oficial e coloca a descarbonização do transporte no centro da agenda global de inovação industrial. Iniciado no domingo (19) e com programação até sexta-feira (24), o evento é considerado o principal encontro mundial do setor. O Sistema Transporte participa com atuação estratégica, conduzindo debates voltados à construção de soluções concretas para um modelo mais sustentável.

Em painel realizado nesta terça-feira (21), a CNT destacou que a transição energética no transporte depende da articulação entre políticas públicas, modelos de governança e iniciativas empresariais alinhadas às cadeias globais de valor. “A transição para uma economia de baixo carbono exige novos arranjos de governança e políticas públicas capazes de acelerar essa transformação de maneira coordenada e eficiente”, afirmou a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, na abertura do debate.

A diretora moderou o encontro, que contou com a participação do secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Uallace Moreira Lima, e do head de Sustentabilidade da Bravo Logística, Marcos Azevedo. Durante o encontro, foi ressaltado o desafio de avançar na descarbonização sem comprometer o papel estratégico do transporte para a competitividade econômica e a integração do país às cadeias globais.

Ao longo do painel, os participantes discutiram iniciativas de inovação, avanços regulatórios e a necessidade de coordenação institucional para impulsionar a descarbonização do transporte de forma pragmática. O debate dialoga com a Série CNT Energia no Transporte, conjunto de estudos técnicos desenvolvido pela Confederação Nacional do Transporte para analisar as principais alternativas energéticas aplicáveis ao setor. As publicações apresentam a origem das fontes de energia, o panorama nacional e internacional, além das vantagens, limitações e desafios técnicos, econômicos e ambientais associados à sua adoção, com foco em soluções como hidrogênio renovável, eletromobilidade e diesel verde.

Uallace Moreira destacou a importância da expansão de infraestrutura e de corredores sustentáveis para ganho de escala. “É um desafio relevante, que temos tratado no âmbito do PAC, com foco em investimento em infraestrutura”, afirmou. Ele também ressaltou o papel do financiamento público, como as linhas do BNDES para biometano, com taxas de cerca de 6% ao ano via Fundo Clima.

Do ponto de vista empresarial, Marcos Azevedo destacou que o financiamento verde é essencial para viabilizar a cadeia do biometano, mas defendeu medidas adicionais. “Incentivos como isenção de IPVA em todo o território nacional, redução de pedágios e estímulos tributários na aquisição de veículos também são importantes”, disse. Segundo ele, o mercado regulado de carbono tende a ganhar relevância no médio prazo, mas o desafio imediato é tornar viáveis os investimentos no presente.

A renovação de frota também foi apontada como eixo da transição energética. A CNT defende políticas voltadas à aquisição de veículos novos e seminovos por autônomos, cooperativas e empresas, com condições financeiras acessíveis. Análises da Confederação indicam que a substituição de veículos antigos pode gerar melhorias na qualidade do ar entre 33,5% e 86,3%. A medida integra iniciativas como o programa Move Brasil, que prevê R$ 10 bilhões em financiamento via BNDES. “O transportador autônomo, em geral, não tem condições de adquirir um caminhão novo. É fundamental que a política pública considere essa realidade e tenha caráter permanente”, destacou Uallace Moreira.

O Sistema Transporte atua como uma das patrocinadoras da participação brasileira no Hannover Messe 2026, ao lado da ApexBrasil. Além do painel desta terça, a CNT irá promover mais duas rodas de debates na feira alemã, ambos nesta quinta-feira (23).

Abertura da Hannover Messe

A CNT integra a comitiva oficial brasileira na Hannover Messe 2026 e participou tanto da cerimônia de abertura, no domingo (19), quanto da inauguração do pavilhão brasileiro, na segunda-feira (20). As agendas contaram com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reforçou o posicionamento do país como potencial líder global na transição energética e na oferta de combustíveis renováveis.

Durante a agenda, Lula destacou a competitividade da matriz energética brasileira e defendeu maior protagonismo do país na inovação industrial limpa e na cooperação internacional. “O Brasil fala que será uma potência mundial na transição energética e que será uma potência mundial na oferta de combustível renovável para o mundo. Nós não estamos falando pouca coisa”, afirmou.

O presidente também propôs a comparação internacional das emissões de combustíveis utilizados no transporte pesado, como forma de evidenciar o potencial dos biocombustíveis brasileiros na redução de CO2 e no ganho de competitividade. “Vamos fazer uma comparação entre os combustíveis brasileiros e os combustíveis alemães ou qualquer outro combustível de outro país, para que a gente possa ver qual é o combustível que emite menos CO2”, disse.

Após a cerimônia, o presidente visitou estandes de empresas brasileiras e internacionais como WEG, BE8, Vale, Volkswagen Brasil, Embraer e Bayer Brasil, onde foram apresentados caminhões movidos a biocombustível. A agenda incluiu ainda visita às instalações da Volkswagen, reforçando o diálogo sobre política industrial, inovação e descarbonização no setor produtivo.

Lideranças do Mercosul e Itália debatem implementação do acordo com a UE em Roma

Lideranças do Mercosul e Itália debatem implementação do acordo com a UE em Roma

Às vésperas da entrada em vigor do tratado, o Conselho Industrial do Mercosul (CIM) e a italiana Confindustria fortalecem o diálogo em busca de resultados

Na expectativa da aplicação provisória do acordo Mercosul-União Europeia, prevista para 1º de maio, a Confederação Geral da Indústria Italiana (Confindustria) sedia nesta quinta-feira (23), em Roma, o 1º Encontro de Alto Nível sobre Relações Econômicas Itália–Mercosul.

A agenda reúne as principais lideranças industriais do Mercosul, incluindo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), e da Itália, às vésperas de um momento estratégico para as relações econômicas entre os blocos.

Para o Brasil, a expectativa é que 82,7% das exportações para o bloco europeu ingressem sem imposto de importação a partir do próximo mês. O presidente da CNI, Ricardo Alban, participa do encontro.

Além dele, a reunião na Itália conta com a presença das demais lideranças do Conselho Industrial do Mercosul (CIM): o presidente da Câmara de Indústrias do Uruguai (CIU), Leonardo García; o presidente da União Industrial Argentina (UIA), Martín Rappallini, e o vice-presidente da União Industrial Paraguaia (UIP), Carlos Insfran Micossi.

Também participam o presidente da Confindustria, Emanuele Orsini; a vice-presidente de Exportações e Atração de Investimentos do país, Barbara Cimmino, e a vice-diretora da BusinessEurope, Luisa Santos.

CNI defende diálogo para transformar texto do acordo em resultados 

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o diálogo entre as lideranças industriais é fundamental para transformar o acordo entre os blocos em resultados efetivos. “A entrada em vigor do acordo Mercosul-UE abre uma janela histórica de oportunidades.

O diálogo direto entre as indústrias é fundamental para que possamos identificar prioridades, superar desafios e garantir que os benefícios previstos no tratado se traduzam em mais investimentos, comércio e competitividade para nossas economias”, avalia Alban.

A reunião em Roma pretende fortalecer o diálogo estratégico entre o Mercosul e a Itália, aumentar a cooperação institucional – incluindo parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) – e promover qualificação profissional, com foco em setores como têxtil, moda e couro.

A agenda também prevê discussões para identificar oportunidades de integração produtiva, avançar em temas como transição verde e transformação digital e criar mecanismos de colaboração entre empresas.

Acordo vai beneficiar mais de 700 milhões de pessoas

Ao entrar em vigor em maio, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia vai compreender um mercado de mais de 712 milhões de pessoas e um produto interno bruto (PIB) de cerca de US$ 22,4 trilhões.

Na prática, o tratado prevê a eliminação de tarifas sobre cerca de 95% dos bens exportados para a UE, além de avanços em áreas como desenvolvimento sustentável, facilitação de comércio e propriedade intelectual.

Tratado deve impactar comércio, produção e empregos   

Os dados do comércio entre Brasil e União Europeia indicam o potencial do acordo para ampliar a relação econômica entre os blocos. De acordo com levantamento da CNI com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em 2024, a cada R$ 1 bilhão em exportações brasileiras para a UE foram criados 21,8 mil empregos e movimentados R$ 441,7 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção.

Em 2025, o bloco europeu recebeu US$ 49,8 bilhões das exportações brasileiras – 14,3% do total exportado pelo país – e foi o segundo principal parceiro comercial do Brasil.

A indústria ocupa papel central nessa relação. Em 2025, 98,8% das importações brasileiras da UE foram produtos da indústria de transformação, essenciais para o acesso a insumos, tecnologias e bens de maior valor agregado. Já nas exportações brasileiras ao bloco, 47,4% corresponderam a bens industriais, uma participação que tende a crescer com a implementação do acordo.

Além disso, a União Europeia é o principal investidor estrangeiro no Brasil e respondeu por 31,6% do estoque de investimento produtivo externo em 2023, o equivalente a US$ 321,4 bilhões, enquanto o Brasil é o maior investidor latino-americano no bloco.

Comércio entre Brasil e Itália aumentou em 2025 

O encontro também evidencia a importância da relação bilateral entre Brasil e Itália. Em 2025, a corrente de comércio entre os dois países alcançou US$ 12,4 bilhões, aumento de 14,4% em relação a 2024. A indústria de transformação tem papel central nessa parceria, respondendo por quase metade das exportações brasileiras e pela maioria das importações do país europeu.

Setor de logística registra 168 mil novas empresas em 2026 e ultrapassa 1,5 milhão de CNPJs

Setor de logística registra 168 mil novas empresas em 2026 e ultrapassa 1,5 milhão de CNPJs

Dados da EmpresAqui revelaram que MEIs lideraram a abertura de novos negócios; serviços de malote e operações de entrega rápida estão entre os principais segmentos

O setor de logística brasileiro registrou a abertura de mais de 168 mil empresas no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 62% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são de um levantamento realizado pela EmpresAqui.

De acordo com o estudo, o país soma mais de 1,5 milhão de negócios ativos no segmento —apesar de uma parcela desse número ainda estar em fase de estruturação operacional. Nesse cenário, cerca de 70% das empresas ativas no setor têm menos de quatro anos de vida e, desse valor, o maior grupo é formado por negócios com um ano de existência (404,9 mil), seguido pelas empresas que possuem de cinco a 10 anos (274,89 mil).

Para a EmpresAqui, essa estrutura etária reforça a leitura de um setor com indício de baixa maturidade média, entrada constante de novos operadores e alta capacidade de renovação da base.

SERVIÇOS DE MALOTES E OUTROS SEGMENTOS

A pesquisa considerou dados de empresas formalizadas entre 1º de janeiro e 14 de março de 2024, 2025 e 2026. Nesse contexto, quatro segmentos se destacaram pela recorrência entre os principais CNAEs utilizados pelas empresas recém-abertas nesse ano: serviços de malote não realizados pelo correio nacional, transporte rodoviário de carga municipal, serviços de entrega rápida e transporte de carga intermunicipal, interestadual e internacional.

Em relação ao crescimento dos segmentos, o transporte de carga municipal liderou as aberturas com 26,4 novos CNPJs no período analisado em 2024. Porém, o serviço de malotes liderou nos dois anos seguintes e cresceu 194% no volume de novas empresas abertas.

Segundo a pesquisa, o crescimento do segmento está relacionado com uma transformação mais ampla da logística brasileira. Entre os fatores que ajudam a interpretar essa alta está a lacuna operacional deixada pelos Correios – que enfrenta dificuldades financeiras, com prejuízo de R$ 2,6 bilhões em 2024. A expansão do e-commerce e a maior maturidade tecnológica de pequenos operadores também impactaram na alta de volume do CNAE de malote.

MAIS DE 70% DAS EMPRESAS SÃO MEI

Grande parte do avanço registrado pelo setor de logística no Brasil é puxado pelos microempreendedores individuais (MEIs). De acordo com o levantamento, cerca de 74% das empresas logísticas ativas no Brasil se enquadram nessa categoria.

Esse percentual chega a 96% entre os negócios abertos em 2026. O domínio do MEI indica um setor altamente pulverizado, com baixa barreira de entrada operacional e grande presença de operadores individuais ou negócios muito pequenos.

Além disso, mais de 1,3 milhão de empresas são optantes pelo Simples Nacional, representando 85,2% do setor. Por outro lado, apenas 3,4% dos CNPJs analisados estão inseridos em regimes mais complexos, como Lucro Presumido e Lucro Real.

Segundo a pesquisa, a estrutura tributária revela um setor dominado por empresas de pequeno porte, com baixa complexidade societária e fiscal, além de registrar uma barreira de entrada operacional.

QUEM ABRE EMPRESAS DE LOGÍSTICA NO BRASIL?

O estudo da EmpresAqui também detalhou o perfil de quem está abrindo empresas na logística brasileira. Na base total ativa, a faixa etária predominante dos sócios está entre 31 e 60 anos, representando cerca de 70% do total.

No entanto, há uma mudança nesse padrão. Empreendedores de 21 a 50 anos dominaram a abertura de novos negócios em 2026. Para se ter uma ideia, sócios de 31 a 40 anos foram responsáveis pela abertura de mais de 1,9 mil empresas nos primeiros três meses do ano.

Do ponto de vista geográfico, o estado de São Paulo liderou com mais de 53 mil empresas abertas apenas no primeiro trimestre de 2026 e cerca de 34% do total de negócios ativos no segmento. Por outro lado, Minas Gerais liderou no crescimento relativo com uma alta de 239% em comparação com 2024.

Conforme o exposto pelo levantamento, o Sudeste continua sendo o principal eixo do mercado em estoque e em abertura, mas o crescimento relativo mostra aceleração importante em estados fora do núcleo histórico de maior densidade econômica.

MORTE DOS NOVOS NEGÓCIOS

No entanto, na mesma medida em que as empresas nascem, uma grande parcela delas não consegue se manter na ativa por muito tempo. Cerca de 41% dos negócios abertos em 2024 já encerraram as atividades, enquanto em 2025 esse índice foi de 35%.

Em comparação, dados do IBGE indicam que 79,6% das empresas empregadoras criadas em 2022 permaneceram ativas após o primeiro ano, o que equivale a uma taxa de mortalidade de 20,4% já no início da operação.

Dessa forma, os números indicam que o segmento de logística possui uma taxa de mortalidade empresarial superior aos benchmarks nacionais, especialmente em comparação com empresas mais maduras.

No Paraná, mais de 280 km de rodovias federais recebem reforço em sinalização e segurança viária

No Paraná, mais de 280 km de rodovias federais recebem reforço em sinalização e segurança viária

Ações incluem intervenções em trechos urbanos e pontos críticos

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) intensificou, nesse primeiro semestre de 2026, as ações do Programa Nacional de  Segurança e Sinalização Rodoviária – BR-Legal 2 no Paraná. As intervenções até o momento já alcançaram aproximadamente 280 quilômetros de rodovias federais, ampliando a segurança viária nas estradas sob administração da autarquia. O investimento global – contemplado no Novo PAC – para o segmento supera R$ 266 milhões.

As atividades contemplaram quatro lotes e alcançaram aproximadamente 22 municípios paranaenses, com frentes de trabalho em importantes corredores logísticos, como a BR-153, BR-163, BR-369, BR-373 e BR-476. Os serviços incluem implantação e manutenção de sinalização horizontal e vertical, além da instalação e recuperação de dispositivos de proteção, como defensas metálicas e elementos de sinalização retrorrefletivos.

Entre os destaques do período, está a atuação em áreas urbanas e trechos considerados estratégicos, como o município de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, e a região de Barracão, no Sudoeste do estado, onde foram executadas melhorias na organização do tráfego, com pintura de faixas, implantação de sinalização ostensiva e intervenções voltadas à redução de velocidade.

Também foram realizadas ações emergenciais na BR-373/PR, com o objetivo de restabelecer as condições adequadas de visibilidade e segurança, além da aplicação de tecnologias, como sinalização em alto relevo em segmentos com maior risco de sinistros, contribuindo para alertar motoristas e reduzir acidentes. 

Além da implantação de nova sinalização, os serviços incluem manutenção e conservação periódica, como limpeza e substituição de placas, recomposição de dispositivos e adequação às normas técnicas vigentes, garantindo a durabilidade e a eficiência das intervenções.

Queda de sinistros – Levantamento do DNIT que compara o último trimestre de 2025 com os primeiros meses de 2026, já com o início das ações do BR-Legal 2, indica mudanças no comportamento dos sinistros nos trechos atendidos. Como, por exemplo, na BR-163/PR, onde foram contabilizados 15 sinistros no período anterior, redução para duas ocorrências em pontos específicos após o início das intervenções. Já no segmento urbano da BR-369/PR em Ibiporã, o total de registros caiu de 25 para seis ocorrências, indicando impacto direto nas áreas com maior concentração de tráfego. Já em relação à BR-153/PR, os dados mostram variação no número de sinistros, passando de 16 registros no período anterior para três ocorrências em trechos monitorados após o início das ações.

A análise por quilômetro evidencia que as reduções se concentram, principalmente, em pontos críticos que receberam reforço na sinalização e dispositivos de segurança, sugerindo efeito positivo inicial das intervenções na organização do tráfego e na mitigação de riscos.

Sobre o BR-Legal 2 – Criado para ampliar a segurança na malha rodoviária federal, o BR-Legal 2 dá continuidade às ações do programa anterior, com foco na padronização da sinalização e na prevenção de acidentes. A iniciativa considera que intervenções de engenharia, como a melhoria da sinalização, apresentam alto impacto com baixo custo, contribuindo para a redução de riscos e para a fluidez do tráfego.

Novos radares começam a multar em rodovias mineiras na próxima semana

Novos radares começam a multar em rodovias mineiras na próxima semana

Com os novos radares, as rodovias mineiras estaduais passam a ser monitoradas por 673 radares fixos; multas serão aplicadas a partir de 28/4

Belo Horizonte – A partir da próxima terça-feira (28/4), sete novos radares começam a operar no Triângulo Mineiro. Os radares já operam em modo educativo, sem aplicar penalidades aos motoristas, desde a terça-feira (21/4).

A partir da próxima semana, no entanto, já haverá a aplicação de multas para quem exceder o limite de velocidade permitido na rodovia. Os equipamentos foram instalados em rodovias mineiras sob responsabilidade da concessão EPR Triângulo Mineiro: BR-365, MGC-462, LMG-798 e MG-427.

A partir da próxima semana, no entanto, já haverá a aplicação de multas para quem exceder o limite de velocidade permitido na rodovia. Os equipamentos foram instalados em rodovias mineiras sob responsabilidade da concessão EPR Triângulo Mineiro: BR-365, MGC-462, LMG-798 e MG-427.

Localização dos novos radares

  • BR-365 (km 583,25) – Indianópolis – velocidade permitida: 50 km/h
  • BR-365 (km 597,45) – Uberlândia – velocidade permitida: 80 km/h
  • BR-365 (km 591,30) – Araguari – velocidade permitida: 80 km/h
  • BR-365 (km 599,15) – Uberlândia – velocidade permitida: 80 km/h
  • MGC-462 (km 20,45) – Patrocínio – velocidade permitida: 60 km/h
  • LMG-798 (km 14,10) – Uberaba – velocidade permitida: 60 km/h
  • MG-427 (km 55,20) – Conceição dos Alagoas – velocidade permitida: 60 km/h

O controle eletrônico de velocidade tem como principal objetivo garantir a segurança dos usuários que transitam pelas rodovias mineiras.