5º Seminário Trabalhista do TRC 2026 destacará impactos da tecnologia e da jornada de trabalho no setor. Participe!

5º Seminário Trabalhista do TRC 2026 destacará impactos da tecnologia e da jornada de trabalho no setor. Participe!

Evento será realizado em Brasília, no dia 6 de maio, e reunirá especialistas para debater temas estratégicos das relações trabalhistas no Transporte Rodoviário de Cargas

O 5o Seminário Trabalhista do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) será realizado no próximo dia 6 de maio de 2026, a partir das 14 horas, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, em Brasília. A iniciativa é organizada pela Comissão de

Trabalho (CT) da Câmara, com apoio e sugestão da NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, além do apoio institucional do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL) e da FuMTran.

Promovendo um ambiente de troca de conhecimento, experiências e construção de propostas, o evento reunirá especialistas jurídicos, agentes públicos, lideranças do TRC e representantes do cenário político e do setor produtivo para discutir temas que afetam o Transporte Rodoviário de Cargas.

A programação contará com dois painéis. O primeiro abordará “A Inteligência Artificial nos julgamentos e as Provas Digitais”, destacando como as novas tecnologias estão transformando a análise de processos e a produção de provas no âmbito trabalhista. Já o segundo painel tratará da “Redução da Jornada de Trabalho”, com análise dos desdobramentos e consequências para a organização das operações e a produtividade do setor.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, o Seminário cumpre um papel essencial ao estimular discussões qualificadas sobre temas atuais e sensíveis ao setor.

“O Transporte Rodoviário de Cargas é diretamente impactado pela modernização tecnológica e pelas transformações referentes à organização do trabalho. É imprescindível promovermos debates especializados como os previstos na programação do 5o Seminário Trabalhista do Transporte Rodoviário de Cargas, tendo por focos a segurança jurídica, o equilíbrio nas relações trabalhistas e condições sustentáveis para a operação das empresas”, afirma Rebuzzi.

O evento é aberto ao público e se consolida como um importante espaço de atualização e reflexão sobre os desafios trabalhistas que acompanham a evolução do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.

Faça sua inscrição aqui.

Programação Preliminar

14h às 14h30 – Solenidade de Abertura Convidados para compor a Mesa:

Deputado Federal Hugo Mota

Presidente da Câmara dos Deputados Deputado Federal Max Lemos

Presidente da Comissão de Trabalho

Deputado Federal Luiz Gastão

Membro da Comissão de Trabalho e Autor do requerimento para realização do Seminário

Ministro Luiz Marinho

Ministério do Trabalho e Emprego

Vander Francisco Costa

Presidente do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL)

Eduardo Ferreira Rebuzzi

Presidente da NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística

Valdir de Souza Pestana

Presidente da CNTTT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres

14h30 às 16h30 – 1º Painel

Tema: A Inteligência Artificial nos julgamentos e as Provas Digitais

Presidente da Mesa

Deputado Federal Luiz Gastão

Membro da Comissão de Trabalho

Palestrante 1

Dra. Ana Paula Silva Campos Miskulin

Juíza do Trabalho do TRT/15ª Região

Palestrante 2

Dr. Otavio Torres Calvet

Juiz do Trabalho do TRT/1ª Região

Palestrante 3

Dr. Sérgio Schwartsman

Assessor Jurídico da FENABRAVE – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores e da FENACODIV – Federação Nacional dos Concessionários e Distribuidores de Veículos

16h às 18h30 – 2º Painel

Tema: Redução da Jornada de Trabalho

Presidente da Mesa

Deputado Federal Max Lemos, Presidente da Comissão de Trabalho

Palestrante 1

Deputado Federal Paulo Azi, Relator da PEC 221/2019 e da PEC 08/2025

Palestrante 2

Dr. Alberto Nemer Neto, Advogado

Palestrante 3

Dr. Narciso Figueirôa Junior

Assessor Jurídico da NTC&Logística

Palestrante 4

Bob Everson Machado

Presidente do SINAIT – Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho

18h30 – Encerramento

Realização

  • Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados
Apoio
  • NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Apoio Institucional
  • Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)
  • FuMTran – Fundação Memória do Transporte
Apoio Logístico
  • Braspress
Em evento da Senatran, SEST SENAT destaca educação e integração para reduzir violência no trânsito

Em evento da Senatran, SEST SENAT destaca educação e integração para reduzir violência no trânsito

Diretor da entidade reforça compromisso institucional com a formação de condutores e a qualificação profissional

A segurança no trânsito exige uma atuação integrada e contínua com foco na formação de condutores e na qualificação profissional, portanto não será resultado de ações isoladas. Essa foi a principal mensagem do diretor-executivo nacional interino do SEST SENAT, Vinicius Ladeira, durante a abertura da quarta edição do Seminário Internacional de Segurança no Trânsito, realizada nessa quarta-feira (8), em Brasília.

Ao destacar a relevância do tema como eixo transversal das ações da instituição, Ladeira reforçou o compromisso do Sistema Transporte com a redução da violência viária e colocou a estrutura nacional da entidade à disposição dessa agenda estratégica.

Promovido pela Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito), o evento reuniu especialistas nacionais e internacionais, representantes do SNT (Sistema Nacional de Trânsito), da academia e da sociedade civil no auditório do Instituto Serzedello Corrêa, para discutir o tema “Novos caminhos para a proteção da vida”. A iniciativa integra as ações previstas no Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, que estabelece como meta reduzir em 50% as mortes no trânsito até 2030, em alinhamento com diretrizes da ONU (Organização das Nações Unidas).

Durante sua fala, Ladeira ressaltou que a educação é um dos pilares centrais para a construção de um trânsito mais seguro e destacou que o tema permeia todas as atividades desenvolvidas pelo SEST SENAT. “A segurança no trânsito é um assunto transversal em tudo o que fazemos. Não existe solução simples para um problema tão complexo. Por isso, é fundamental a atuação conjunta de diferentes atores”, afirmou.

Ele também destacou que a instituição mantém agenda permanente voltada à qualificação de profissionais e à melhoria da gestão das empresas de transporte, reforçando a importância da formação como instrumento de transformação do setor.

O diretor enfatizou ainda que o enfrentamento da violência no trânsito demanda ações coordenadas entre educação, fiscalização, infraestrutura e tecnologia. Nesse contexto, reafirmou o compromisso do SEST SENAT em contribuir com essa agenda por meio de sua rede de atendimento em todo o país. “Disponibilizamos nossas Unidades Operacionais, presentes em praticamente todo o território nacional, para apoiar iniciativas que promovam a segurança viária e a preservação de vidas”, destacou.

A diretora do Departamento de Segurança no Trânsito da Senatran, Maria Alice Nascimento Souza, ressaltou a importância do intercâmbio de experiências e da construção coletiva de soluções para um problema complexo e multifacetado. Segundo ela, o trânsito envolve diferentes dimensões, como educação, fiscalização e infraestrutura, e exige diálogo permanente. “A segurança no trânsito precisa ser construída de forma contínua, com aperfeiçoamento das políticas públicas, tendo a formação de condutores como um dos pilares, integrada a ações de fiscalização e melhorias na infraestrutura”, afirmou.

Representando entidades do setor, o presidente da ABSeV (Associação Brasileira de Segurança Viária), Jorge Tannuri, destacou a relevância de espaços institucionais de debate para alinhar estratégias e fortalecer compromissos em prol da segurança viária. Ele chamou a atenção para a necessidade de decisões baseadas em evidências e para o papel da cooperação entre poder público, iniciativa privada e entidades técnicas na construção de um sistema de trânsito mais seguro.

Ao longo da programação, o seminário promoveu painéis e discussões sobre formação de condutores, boas práticas internacionais e desafios da segurança viária no Brasil, reforçando o papel da capacitação e da integração institucional como caminhos fundamentais para a proteção da vida no trânsito. O SEST SENAT também foi representado pela gerente executiva de Desenvolvimento Profissional, Roberta Diniz. O evento reuniu ainda agentes públicos e institucionais ligados à segurança viária, com a participação de representantes da PRF (Polícia Rodoviária Federal), dos Detrans (Departamentos Estaduais de Trânsito) de diferentes estados, especialistas, entidades do setor e instituições parceiras.

Educação profissional

No período da tarde, o segundo painel do seminário, dedicado às experiências brasileiras na implantação do novo processo de formação de condutores, contou com a participação do coordenador executivo de Educação Profissional do SEST SENAT, Christian Riger. Ao lado de representantes de órgãos de trânsito e especialistas do setor, ele destacou a importância de alinhar a formação profissional às novas demandas da segurança viária, com foco na qualificação técnica, no uso de metodologias atualizadas e na valorização da educação como instrumento essencial para a mudança de comportamento no trânsito.

Sistema Transporte se une a entidades para exigir rigor técnico no mandato de biodiesel

Sistema Transporte se une a entidades para exigir rigor técnico no mandato de biodiesel

Nota conjunta destaca que crises de mercado não podem justificar flexibilização de requisitos de qualidade e segurança operacional

O Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL) assinou, nesta semana, uma nota conjunta com entidades dos setores de combustíveis e logística defendendo a manutenção do rigor técnico nos testes para o aumento da mistura de biodiesel no diesel.

O documento reforça que a expansão dos biocombustíveis é estratégica para a descarbonização da matriz de transporte, mas deve ser conduzida com critérios técnicos inquestionáveis e mecanismos regulatórios estáveis, assegurando segurança operacional e previsibilidade para a frota nacional.

Além do Sistema Transporte, assinam a nota o IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis); a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis); a Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes); a Brasilcom (Associação das Distribuidoras de Combustíveis); o Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes); o SindTRR (Sindicato Nacional do Comércio Transportador, Revendedor, Retalhista de Combustíveis) e a Semove (Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio de Janeiro).

Leia, abaixo, a nota na íntegra.

Setores de combustíveis e de transporte defendem rigor técnico no mandato de biodiesel

As entidades signatárias desta nota defendem a manutenção do rigor técnico nos testes para o aumento da mistura de biodiesel para garantir a segurança operacional e a integridade da frota brasileira do Ciclo Diesel. Reforçam que o cumprimento integral da Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/2024) exige a comprovação da viabilidade técnica, podendo-se inferir a necessária realização de ensaios abrangentes e transparentes, tanto em bancada quanto em campo, antes de qualquer alteração no mandato. Temos por entendimento que crises conjunturais ou volatilidades no mercado internacional não devem ser utilizadas como fator de simplificação de procedimentos técnicos ou o afrouxamento de requisitos de qualidade. O Brasil possui frota de veículos a diesel extremamente diversificada e, neste contexto, o respeito ao consumidor final e a eficiência da cadeia logística nacional dependem de especificações rigorosas que não podem ser flexibilizadas por fatores de mercado momentâneos. A expansão dos biocombustíveis na matriz energética brasileira é importante medida para a descarbonização da matriz de transporte no Brasil e apoiada pelos setores, mas deve ser pautada por critérios técnicos inquestionáveis e mecanismos regulatórios estáveis, assegurando uma transição energética viável e segura. Os setores de combustíveis e de transporte permanecem à disposição para diálogo construtivo que priorize a previsibilidade técnica e a qualidade do combustível entregue em todo o território nacional.

Fluxo de caminhões se sobressai nas rodovias pedagiadas

Fluxo de caminhões se sobressai nas rodovias pedagiadas

Índice ABCR de março de 2026 registra estabilidade na movimentação de veículos, na comparação com o mês anterior

O Índice ABCR, que mensura o fluxo de veículos pedagiados nas rodovias concedidas à iniciativa privada, registrou, em março de 2026, uma irrisória alta de 0,1% na comparação dessazonalizada com fevereiro do mesmo ano. O indicador, elaborado pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias em parceria com a Tendências Consultoria, atingiu esse desempenho puxado pelo comportamento dos dois segmentos que o compõem, incluindo o fluxo de veículos leves, que avançou 0,3% no mês, e o de pesados, que cresceu 2%, ambos já desconsiderando efeitos sazonais.

Na comparação com março de 2025, o índice total acelerou 1,6%, resultado que combina uma queda de 0,3% no tráfego de leves com um vigoroso aumento de 7,5% no segmento de pesados. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em março, o índice total avançou 2,4%, impulsionado pelas altas de 2,5% nos veículos leves e de 2,2% nos pesados. Já no acumulado do primeiro trimestre de 2026, o indicador total subiu 1,6%, com leves crescendo 1,4% e pesados, 2,2%.

Os analistas da Tendências Consultoria, Thiago Xavier e Felipe Melchert, comentam que o fluxo nas praças da ABCR cresceu de forma modesta em março, sustentado pelos veículos pesados, mas a retração observada nos leves levou a uma contração no acumulado do primeiro trimestre, interrompendo uma tendência de expansão que vinha desde 2022. Apesar disso, eles ressaltam que o índice ainda se mantém em patamar historicamente elevado, próximo ao pico da série histórica.

Para os próximos meses, os analistas recomendam acompanhar o comportamento dos veículos leves em um contexto de pressão sobre os preços dos combustíveis, aumento da inadimplência e fundamentos macroeconômicos mistos. Em relação aos pesados, a consultoria indica que o segmento apresentou recuperação no primeiro trimestre após oscilações recentes, revertendo perdas anteriores, mas ainda segue condicionado a fatores conjunturais, como uma safra de grãos menor, os efeitos defasados da política monetária restritiva e o aumento dos custos de diesel e fertilizantes. No médio e longo prazos, contudo, a expansão do comércio eletrônico e da demanda logística continua a sustentar o desempenho do setor.

Sudeste

Recortando os dados por região, no estado do Rio de Janeiro o índice ABCR total avançou 0,9% em março, na série dessazonalizada ante fevereiro, resultado das altas de 0,8% nos veículos leves e de 5,0% nos pesados. Na comparação com março de 2025, o indicador fluminense registrou alta de 2,2%, puxada pelo avanço de 0,5% nos leves e de 9,9% nos pesados. Nos últimos 12 meses, o índice total cresceu 1,1% no estado, com o fluxo de leves acumulando elevação de 0,9% e o de pesados, de 2,1%. No acumulado do ano até março, os números do Rio de Janeiro mostram alta de 1,3% no total, sendo 1,1% em leves e 2,4% em pesados.

Em São Paulo, o fluxo pedagiado total cresceu 0,7% em março ante fevereiro, já com ajuste sazonal, reflexo do aumento de 0,4% nos veículos leves e de 1,4% nos pesados. Em relação ao mesmo mês de 2025, o índice paulista avançou 1,8%, com alta de 0,3% nos leves e de 7,0% nos pesados. No acumulado em 12 meses, o indicador total registrou avanço de 1,9% em São Paulo, impulsionado pelas altas de 2,0% no fluxo de veículos leves e de 1,7% no de pesados. No primeiro trimestre de 2026, o estado acumula crescimento de 1,2% no índice total, com leves subindo 1,1% e pesados, 1,7%.

Tráfego nas rodovias do Rio sobe 8,4% em março, mas ano ainda tem queda

Tráfego nas rodovias do Rio sobe 8,4% em março, mas ano ainda tem queda

O tráfego nas rodovias do Rio de Janeiro cresceu 8,4% em março, na comparação com fevereiro, segundo o monitor da Veloe e da Fipe. Apesar da reação, o estado ainda acumula queda de 2,6% no primeiro trimestre de 2026

O movimento nas rodovias do Rio de Janeiro ganhou força em março. Depois de um fevereiro mais fraco, o tráfego no estado avançou 8,4% na passagem para março de 2026, já com ajuste sazonal, de acordo com dados do Monitor de Tráfego nas Rodovias, levantamento da Veloe em parceria com a Fipe.

A alta foi puxada, sobretudo, pelos veículos pesados. O fluxo de caminhões e outros veículos de carga cresceu 13,6% no período. Entre os leves, o avanço foi de 7,1%. O dado sugere uma retomada depois do impacto do Carnaval, que costuma mexer com o ritmo da circulação nas estradas.

Na comparação com março do ano passado, o cenário é mais contido. O tráfego total nas rodovias fluminenses subiu 2,5%. Os veículos pesados tiveram alta de 7%, enquanto os leves avançaram 1,8%.

Apesar da melhora recente, o ano ainda não deslanchou nas estradas do estado. No primeiro trimestre de 2026, o fluxo acumulado caiu 2,6%. O recuo foi mais forte no transporte de carga, com queda de 4,8%, mas também atingiu os veículos leves, que registraram baixa de 2,3%.

No acumulado de 12 meses, o indicador também continua no negativo. A retração é de 1,7%, com peso maior dos veículos pesados, que caíram 3,6%. Entre os leves, a queda foi de 1,4%.

Parte dessa recuperação de março aparece em um ambiente ainda favorável à circulação de passageiros. O mercado de trabalho brasileiro seguiu aquecido no trimestre encerrado em fevereiro, com taxa de desocupação de 5,8% e rendimento real habitual de R$ 3.679. No mesmo período, o saldo de empregos formais no país foi positivo em 255,3 mil vagas, com abertura de 11,4 mil postos no Rio de Janeiro.

Esse quadro ajuda a sustentar deslocamentos ligados a consumo, turismo e lazer. O setor de serviços também colaborou. Em janeiro, avançou 0,3% e manteve nível recorde da série, o que tende a reforçar viagens e circulação entre cidades.

No caso da carga, o salto de março parece mais uma recomposição do fluxo interrompido em fevereiro do que uma virada mais firme de tendência. Ainda assim, o desempenho pode ter recebido impulso de cadeias importantes para a economia fluminense, como atividade portuária, indústria e óleo e gás.

Os dados da Senatran ajudam a explicar esse pano de fundo. Em fevereiro de 2026, a frota do estado chegou a 8.292.534 veículos, o equivalente a 6,4% do total nacional. Houve alta de 0,3% no mês, crescimento de 0,6% no ano e avanço de 3,7% em 12 meses.

A maior parte da frota fluminense é formada por automóveis, que representam 61,1% do total. Depois aparecem motocicletas, com 17,2%; caminhonetes, com 5,1%; camionetas, com 4,9%; motonetas, com 4%, e caminhões, com 2%.

Também chama atenção a idade dos veículos no estado. A média é de 18,2 anos. Só 16,3% da frota têm até cinco anos de fabricação. Já 36,1% têm mais de 20 anos, sinal de um parque automotivo ainda envelhecido no Rio de Janeiro.

NTC&Logística participa de audiência com a Anvisa em Brasília e reforça agenda estratégica para o transporte de medicamentos

NTC&Logística participa de audiência com a Anvisa em Brasília e reforça agenda estratégica para o transporte de medicamentos

Encontro destacou a importância do diálogo institucional e avanços regulatórios para o Transporte Rodoviário de Cargas no segmento farmacêutico

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Leandro Pinheiro Safatle, recebeu nesta quinta-feira (09/04), em Brasília (DF), representantes da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), liderados pelo presidente da entidade, Eduardo Rebuzzi, para uma audiência voltada ao debate de temas estratégicos do transporte de produtos farmacêuticos no Brasil.

Também participaram da reunião, pela Anvisa, o diretor-adjunto, Diogo Penha Soares; os assessores Samia Rocha de Oliveira Melo e Eduardo Mulinari, e a secretária Maria Aldenice Gonçalves Costa.

Pela NTC&Logística, estiveram presentes o vice-presidente extraordinário de Assuntos Políticos, José Hélio Fernandes; o vice-presidente extraordinário de Transporte de Produtos Farmacêuticos, Gylson Ribeiro da Silva; o representante do CTFARMA, Kleber Fernandes, e a assessora de Relações Institucionais, Edmara Claudino.

Durante a reunião, foram apresentados os principais pontos de atuação da entidade, reforçando seu papel na representação das empresas do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) e na interlocução com órgãos reguladores, especialmente em um segmento sensível como o de medicamentos. O encontro também marcou a oportunidade de apresentar a NTC&Logística à nova diretoria da Anvisa, fortalecendo o relacionamento institucional e abrindo espaço para uma agenda contínua de diálogo e cooperação.

Entre os temas debatidos, esteve a proposta de criação de um grupo de trabalho conjunto para atualização do escopo regulatório relacionado ao transporte de medicamentos, com base na RDC nº 430/2020, além do aprimoramento das operações de cross-docking, buscando maior alinhamento entre a regulamentação e a realidade operacional das empresas.

Na oportunidade, representantes da entidade também destacaram a realização do 2º Encontro NTC Farma, que acontecerá em outubro, em São Paulo, convidando a Anvisa a participar do evento e reforçando a importância da integração entre o setor produtivo e os órgãos reguladores na construção de soluções conjuntas.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, a reunião teve um saldo positivo para o setor. “Foi um encontro muito produtivo, no qual pudemos apresentar os principais desafios do Transporte Rodoviário de Cargas no segmento farmacêutico, além de reforçar a importância do diálogo permanente com a Anvisa. As trocas foram relevantes e demonstram que estamos avançando na construção de soluções conjuntas, mais alinhadas à realidade das operações e às exigências regulatórias”, destacou.

A participação reforça o compromisso da entidade em contribuir ativamente para o desenvolvimento de políticas públicas e normativas que garantam segurança sanitária, eficiência logística e competitividade para o setor, por meio de um relacionamento institucional próximo e contínuo com as autoridades competentes.