Reforma tributária muda cenário do transporte de cargas

Reforma tributária muda cenário do transporte de cargas

Setor teme aumento de custos e impacto direto no bolso do consumidor

A reforma tributária em andamento no Brasil já acende um alerta no setor de transporte de cargas. Em meio a preocupações com o preço do combustível, do frete e até reflexos de conflitos internacionais, como a guerra no Oriente Médio, empresários e especialistas também voltam a atenção para a nova forma de cobrança de impostos.

A proposta, aprovada por emenda constitucional, prevê a simplificação do sistema tributário com a substituição de cinco tributos – PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS – por dois novos: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).

O período de transição começou em 2026 e segue até 2033. Até lá, empresas terão que lidar com o modelo antigo e o novo simultaneamente.

Os impactos devem atingir diretamente o transporte de cargas, principalmente os profissionais terceirizados, conhecidos como agregados.

Segundo o especialista em direito tributário Rafael Brito, há preocupação com o aumento da carga tributária no setor.

“Quem trabalha com agenciamento de cargas deve ter aumento de impostos, porque lida com pequenos transportadores, que geram menos crédito tributário. Além disso, haverá maior exigência de conformidade fiscal, o que deve pesar a partir de 2027”, explica.

Outro ponto de atenção é a tributação sobre insumos essenciais, como combustível e mão de obra, o que pode encarecer o serviço e refletir no preço final ao consumidor.

A reforma também prevê mudanças na forma de arrecadação, como o chamado “split payment”, sistema em que o imposto é automaticamente separado no momento do pagamento e enviado ao governo.

“Esse modelo deve avançar inclusive para pessoas físicas. Em compras do dia a dia, parte do valor pago já será direcionada diretamente ao governo”, detalha o especialista.

O setor já enfrenta dificuldades com outras medidas, como o piso mínimo do frete e o aumento da fiscalização.

“Com a alta do diesel e o cenário internacional, o transporte vive um momento delicado. A intensificação da fiscalização do piso mínimo de frete também tem gerado impactos no mercado”, acrescenta Rafael.

Para contadores, outro desafio é a falta de informação. Segundo Diego Paim, grande parte dos empresários ainda não compreende os efeitos da reforma.

“Em um levantamento apresentado no fórum da FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), cerca de 70% dos empresários disseram não conhecer os impactos da reforma nos próprios negócios. Isso preocupa, principalmente porque os efeitos começam a aparecer já agora e devem se intensificar nos próximos anos”, afirma.

Apesar da proposta de simplificação, especialistas avaliam que não há redução da carga tributária.

“Houve mudança na forma de cobrança, mas não vemos diminuição de impostos. A tendência é de aumento na arrecadação ao longo do tempo”, conclui o contador.

Senacon, Senasp e PRF combatem aumento abusivo nos preços de combustíveis em rodovias de São Paulo

Senacon, Senasp e PRF combatem aumento abusivo nos preços de combustíveis em rodovias de São Paulo

Operação Majorare fiscalizou 30 estabelecimentos e constatou irregularidades

Nessa segunda-feira (30), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), realizaram a Operação Majorare, em São Paulo (SP).

A iniciativa, que ocorreu de forma integrada, teve como finalidade coibir elevação injustificada de preços de combustíveis para proteger os direitos dos consumidores e garantir o cumprimento da legislação vigente, preservando a regularidade do mercado. Sem comprovação de elevação dos custos, os aumentos de preço podem configurar prática abusiva.

Ao todo, 30 estabelecimentos foram vistoriados, sendo que 36% deles foram autuados por irregularidades, pois estavam em desacordo com o Código de Defesa do Consumidor nas relações de consumo no setor comercial.

Foram autuados 11 estabelecimentos e, em quatro deles, foi verificada elevação de preços sem justa causa. Os outros sete receberam autuações de constatação, em que há materialização do indício para análise de documentação.

As fiscalizações se concentraram nas Rodovias Presidente Dutra, Régis Bittencourt, Fernão Dias, Anchieta, Imigrantes, Raposo Tavares e Ayrton Senna, devido à importância estratégica e ao intenso fluxo de veículos no estado de São Paulo. As rodovias escolhidas conectam diferentes municípios e estados, incluindo rotas que se estendem de norte a sul e alcançam ainda áreas de fronteira.

Com isso, a atuação ao longo desses corredores logísticos reforçou a presença institucional nos principais pontos de circulação do estado, ampliou a capacidade de fiscalização e contribuiu para maior transparência nas relações de consumo, em benefício direto da população.

Fiscalização dos Procons e da Senacon 

No último mês, a Senacon mobilizou centenas de Procons em todo o País e consolidou uma frente permanente de coordenação técnica, com fluxo contínuo de informações e harmonização de critérios para a aplicação de multas, de modo a assegurar respostas rápidas e consistentes a variações anômalas de preços.

A secretaria anunciou que subiu para 4.450 o número de postos fiscalizados pelos Procons em 26 estados. Operações diárias vêm sendo realizadas com atuação coordenada e simultânea em todo o país, e somente nessa segunda-feira (30) foram fiscalizados 330 postos de gasolina em nove estados: TO, SP, PB, PR, SC, ES, MG, PE e RO.

Força-tarefa em números da Senacon

  • 11 distribuidoras de combustíveis notificadas a prestar esclarecimentos sobre os preços e outras práticas abusivas;
  • 3 maiores distribuidoras do país, que respondem por 60% do mercado, foram notificadas;
  • 5 Notas Técnicas de orientações sobre fiscalização ao Sistema Nacional de Defesa do Consumidor foram produzidas pela Senacon;
  • mais de 200 representantes dos Procons participaram das reuniões de mobilização da Senacon.
Mais de R$ 400 milhões em investimentos marcam o primeiro ano de concessão das rodovias da Rota Sorocabana

Mais de R$ 400 milhões em investimentos marcam o primeiro ano de concessão das rodovias da Rota Sorocabana

Obras de duplicação, modernização e sinalização das pistas foram prioridades nos primeiros 12 meses

Um ano após o início da concessão da Rota Sorocabana, que engloba 460 quilômetros de rodovias cortando 17 municípios do interior de São Paulo, mais de R$ 400 milhões já foram investidos em obras de segurança viária, inovação tecnológica e conservação da malha rodoviária.

A Motiva Sorocabana, concessionária responsável pelas rodovias, iniciou em 2025 obras de extrema relevância para modernização do sistema rodoviário local, com a duplicação da Rodovia Bunjiro Nakao (SP-250) e intervenções técnicas para estabilizar áreas de risco na Rodovia Tenente Celestino Américo (SP-079). Neste período foram entregues ainda 230 km de recomposição asfáltica, 30 km de microrrevestimento e 210 km de correção de desníveis na pista e melhorias nos acostamentos.

A sinalização das rodovias foi totalmente reformulada, com 2,9 mil pontos de iluminação modernizados e revitalização de sinalização horizontal. Mais de 5 mil placas de sinalização foram trocadas em todo o trajeto, reforçando a segurança dos motoristas, além da modernização do sistema de pedágio com implantação de pórticos eletrônicos do sistema Siga Fácil.

O atendimento ao motorista também foi ampliado com 14 Bases de Serviço de Atendimento ao Usuário (SAUs) distribuídas em pontos estratégicos da malha. As estruturas oferecem totens de emergência, banheiros, água potável, fraldário e áreas de descanso, e contam com 14 ambulâncias (três UTIs móveis), sete guinchos, quatro caminhões-pipa e oito viaturas de inspeção, que circulam continuamente para apoiar o tráfego, combater incêndios e garantir o bem-estar dos usuários.

Na área tecnológica, a nova concessão investiu na instalação de 11 torres de radiocomunicação, 53 novos Sistemas de Atendimento ao Tráfego (SATs) e novos Painéis de Mensagens Variáveis (PMVs), ampliando o monitoramento e a comunicação com os motoristas, coordenada pelo Centro de Controle Operacional (CCO), que atua 24 horas para garantir mais segurança, agilidade e suporte aos usuários.

Para o segundo ano, a concessionária prevê a duplicação da SP-250 entre o Km 45 e o Km 68; pontos de parada para descanso; demolição das praças de pedágio e readequação da geometria da via; implantação da via marginal na SP 270, entre o Km 111,6 e o Km 114,64 e entre o Km 107,6 e o Km 115,36, além de implantação de pontos de ônibus e acessos.

Ao longo dos próximos 30 anos, a concessionária vai investir R$ 8,8 bilhões para transformar os 460 km da Rota Sorocabana, que passam por 17 municípios, em estradas mais modernas, seguras e conectadas. O plano prevê 68 km de duplicações; quase 40 km de marginais; 24 km de ciclovias; 171 km de acostamentos; 140 km de faixas adicionais; rampas de escape; passarelas; pontos de parada para caminhoneiros e obras de arte especiais, além de sistemas de monitoramento em tempo real e conectividade em toda a malha.

Siga Fácil

Siga Fácil é o sistema do Governo de São Paulo que substitui as praças de pedágio por pórticos eletrônicos inteligentes, identificando veículos por placas ou tags, tornando o processo mais rápido, mais eficiente e com justiça tarifária. Ou seja, com o Siga Fácil, o motorista paga apenas pelo trecho percorrido. Supervisionado pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), ele elimina filas e reduz acidentes. O site sigafacil.sp.gov.br traz o mapa de pórticos, formas de pagamento e canais de atendimento.

ITL forma 39 executivos em governança, compliance e gestão de riscos voltados ao transporte

ITL forma 39 executivos em governança, compliance e gestão de riscos voltados ao transporte

Capacitação realizada em Brasília apresentou soluções práticas para fortalecer processos e apoiar a tomada de decisões nas empresas do setor

O ITL formou, nessa quinta-feira (26), em Brasília, 39 executivos do setor de transporte e logística no curso executivo Governança, Compliance e Gestão de Riscos com Ênfase no Transporte e Infraestrutura. A capacitação, ministrada pelo IGCP (Instituto Latino-Americano de Governança e Compliance Público), teve a duração de seis meses.

Divididos em cinco grupos, os trabalhos de conclusão abordaram temas centrais para o fortalecimento da governança e da gestão no setor. Entre os destaques, estão a estruturação de políticas de gestão de riscos, o aprimoramento de processos de due diligence de fornecedores, a elaboração de manuais de integridade e compliance, a definição de diretrizes de governança voltadas ao mercado de capitais e o desenvolvimento de políticas e planos estratégicos para empresas do segmento.

A gerente jurídica da Carsten Serviços e Transportes, Amanda Woida, participou do grupo que elaborou o projeto “Manual de Governança para Sustentabilidade e Expansão de Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas sob a Ótica do Mercado de Capitais”. O trabalho parte de uma análise prática do setor, que, segundo a formanda, ainda apresenta, em muitos casos, estruturas pouco institucionalizadas de governança, gestão de riscos e organização da informação.

De acordo com Amanda, o cenário se torna ainda mais desafiador diante de mudanças regulatórias e da reforma tributária em curso, que tende a impactar a dinâmica financeira das empresas. “No fundo, a ideia central é simples, mas muito estratégica: sem governança, o capital fica caro ou inacessível; e, sem capital acessível, o setor pode estar em risco e não cresce na velocidade de que o país precisa”, afirmou.

Já a coordenadora de Administração e Finanças da ATP, Aline Borges, integrou o grupo que desenvolveu o trabalho “Due Diligence de Fornecedores: integração entre política de integridade e processo de qualificação e monitoramento”. O estudo analisa o processo de due diligence aplicado a fornecedores e terceiros, com foco na mitigação de riscos legais, reputacionais, financeiros e operacionais.

“Como resultado, o trabalho busca demonstrar a coerência entre a política de integridade e os procedimentos operacionais, reforçando o papel da governança, do compliance e da gestão de riscos na cadeia de suprimentos”, destacou.

Qualificação para o setor de transporte

Durante o encerramento da turma, o diretor executivo do ITL, João Victor Mendes, ressaltou a importância das capacitações para o desenvolvimento do setor. “Quando investimos na formação de lideranças mais preparadas em governança, compliance e gestão de riscos, contribuímos para que as empresas se tornem mais estruturadas, sustentáveis e competitivas. Esse é um movimento essencial para acompanhar as transformações do transporte”, afirmou.

A especialista em compliance do Grupo Comporte, Yasmin Zollinger, avaliou que o curso foi fundamental para o desenvolvimento profissional. Segundo ela, a formação fortalece a capacidade de análise de riscos, amplia a compreensão sobre políticas públicas e qualifica a atuação no setor. “A experiência do curso foi extremamente enriquecedora, sobretudo por aprofundar uma visão integrada entre estratégia, regulação e operação.”

Para Amanda Woida, a capacitação também teve impacto direto na sua trajetória. “O curso trouxe uma virada de chave. Ele me ajudou a conectar teoria e prática, permitindo enxergar como governança, riscos e compliance impactam diretamente questões como custo de capital e acesso a financiamento”, afirmou.

Aline Borges destacou ainda que a formação contribui para a atuação em um setor altamente regulado. “O conhecimento que o curso proporciona é importante para dar mais segurança na tomada de decisões, ampliar a transparência nos processos e garantir aderência às exigências legais.”

A qualificação integra o Programa Avançado de Capacitação do Transporte, coordenado pelo ITL e promovido pelo SEST SENAT. O curso é gratuito para empresas vinculadas ao Sistema Transporte e foi desenvolvido em parceria com o IGCP, responsável pela execução.

Transcares capacita profissionais em comunicação e compliance

Transcares capacita profissionais em comunicação e compliance

Em um cenário que exige cada vez mais preparo das lideranças, o Transcares reuniu gestores e profissionais do transporte rodoviário de cargas e logística para uma experiência de aprendizado voltada à prática, o curso Liderança Comunicativa: Conexão, Controle e Compliance. Ministrado pela advogada Mariana Figueira, na manhã da quinta-feira, 19 de março, o treinamento destacou o papel da comunicação como ferramenta essencial para liderar com segurança e eficiência.

Curso inédito no portfólio do sindicato, Liderança Comunicativa nasceu da realidade do próprio segmento, que une alta pressão, demandas comerciais urgentes, cumprimento de prazos, gestão de jornada e necessidade constante de alinhamento entre operação e pessoas. Diante disso, a forma como o líder se comunica deixa de ser apenas uma questão comportamental e passa a ter impacto direto na execução, no clima da equipe, na performance e no risco trabalhista.

“A comunicação assertiva permite ao líder orientar, cobrar, corrigir e alinhar sem gerar ruído desnecessário, desgaste ou exposição indevida. Já o domínio, ainda que básico, de aspectos jurídicos é importante para que ele compreenda os limites da sua atuação. Hoje em dia, não basta ao líder apenas conhecer a operação, ele precisa saber conduzir pessoas com clareza, firmeza e segurança.”

A partir da proposta de apresentar ferramentas aplicáveis já no dia seguinte, sem excessos teóricos, ela destacou comportamentos que costumam fazer parte do dia a dia operacional e que, geralmente, causam ruídos. Fizeram parte dessa lista a validação de compreensão da equipe; diferença entre orientação, feedback, alinhamento e correção de conduta, e estruturação de feedback.

Segundo a advogada, presumir que comunicar é apenas falar, não validar o entendimento da equipe, confundir firmeza com agressividade e tratar orientação, feedback, correção de conduta e punição tratados da mesma forma são alguns dos erros mais comuns que as lideranças cometem.

“Não validar entendimento gera retrabalho, desalinhamento e falhas de execução. Além disso, é importante que gestores tenham em mente que cada situação exige uma abordagem diferente. Muitos conflitos trabalhistas não nascem necessariamente do conteúdo da cobrança, mas da forma como ela é feita. Às vezes a empresa tem razão no que exige, mas erra completamente na forma de conduzir a situação”, argumenta. E mesmo à frente de um tema considerado delicado, Mariana saiu satisfeita com a “maturidade das trocas”.

“Houve uma percepção muito clara de que a liderança já não pode ser vista apenas sob a ótica operacional, abrindo margem para uma conscientização de que a forma de conduzir pessoas impacta o resultado, a retenção, o clima, a segurança e o risco trabalhista. Foi uma troca muito rica porque mostrou que existe espaço, e necessidade, para desenvolver lideranças mais preparadas, conscientes e alinhadas aos desafios atuais das empresas e do mercado.”

Infraestrutura impulsiona desenvolvimento de Goiás

Infraestrutura impulsiona desenvolvimento de Goiás

Investimentos de R$ 12,1 bilhões ampliam logística, melhoram rodovias e levam Goiás da 19ª à 8ª posição em avaliação da Confederação Nacional do Transporte

O Governo de Goiás adotou a infraestrutura como eixo estratégico para impulsionar o desenvolvimento econômico de Goiás. Com investimentos, o Estado promoveu a readequação da infraestrutura estadual, retomou obras inacabadas e implantou novos projetos com padrão de excelência em todas as regiões. O resultado foi a ampliação da capacidade logística, a melhoria da qualidade de vida da população e o avanço expressivo em ranking nacional — Goiás saltou da 19ª para a 8ª posição, com 47% das rodovias classificadas como ‘ótimas’ ou ‘boas’ pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), entre 2019 e 2025.

Em sete anos, foram mais de R$ 12,1 bilhões investidos em infraestrutura por meio da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), abrangendo construção, modernização e ampliação da malha viária, além do suporte a projetos estruturantes e obras civis em todo o estado. As ações melhoraram a conexão entre municípios, facilitaram o escoamento da produção, fortaleceram o turismo e ampliaram o acesso a serviços públicos. Os investimentos, realizados sobretudo após a gestão estadual alcançar o equilíbrio das contas públicas, refletem uma política pública estruturada para promover transformação econômica e social em Goiás.

Entre 2019 e 2025, foram pavimentados 976 quilômetros de rodovias, duplicados 122 quilômetros, restaurados 876 quilômetros e realizados serviços de melhoria em 3,3 mil quilômetros. Nesse período, mais de 50 obras rodoviárias e civis paralisadas foram retomadas e concluídas. “Não é asfalto de faz de conta. Fizemos asfalto de qualidade, ligando regiões e dando mais acesso à população”, ressalta o governador Ronaldo Caiado.

O vice-governador Daniel Vilela destaca que a meta é colocar Goiás entre os cinco melhores estados no ranking da CNT. “Saímos de soluções provisórias e passamos a executar obras completas, com base reforçada, drenagem e sinalização, garantindo durabilidade e segurança. Esse padrão de gestão permite investir com constância e entregar resultados concretos à população”, explica.

Para 2026, investimento será de R$ 3,5 bilhões em obras em andamento e novas frentes de duplicação, pavimentação e restauração, abrangendo mais de 1,4 mil quilômetros de rodovias. Entre os projetos em licitação, estão a pavimentação da GO-469, entre Abadia de Goiás e Aragoiânia; a duplicação da GO-222, de Nerópolis a Inhumas, e a segunda etapa da duplicação da GO-330, entre Catalão e Ipameri, com 18,6 quilômetros de extensão.

Só neste ano já foram entregues rodovias em todas as regiões de Goiás. Entre os destaques estão a pavimentação da GO-050, ligando a BR-364 a GO-306, com acesso a Chapadão do Céu; a pavimentação da GO-110, entre Iaciara e o distrito de Estiva (São Domingos), e da GO-108, de Guarani de Goiás ao Parque Estadual de Terra Ronca, também em São Domingos. Outra obra festejada pela população local foi a entrega da pavimentação da GO-154, entre Bonópolis e Novo Planalto. Compromisso de Caiado, a obra com 36 km de extensão e investimento de R$ 80 milhões, concluiu a integração asfáltica de todos os 246 municípios goianos.

A maior obra de reconstrução rodoviária da atual gestão, a restauração da GO-184, entre Aporé (povoado de Itumirim) e o acesso a Cassilândia, no Mato Grosso do Sul, recebeu investimento de R$ 304,3 milhões em 91,4 quilômetros e foi concluída em apenas oito meses. Para o prefeito de Aporé, Leonardo Carvalho, a obra representa uma mudança concreta na região. “Vivemos uma nova realidade logística, com mais eficiência, melhor acesso à saúde, mais qualidade de vida e economia fortalecida”, afirmou.

Outras obras

Além das rodovias, a gestão estadual executou obras estratégicas em diversas áreas. Entre elas, estão o Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora); a conclusão e ampliação do Hospital Estadual de Águas Lindas; a construção do Hospital Regional do Centro-Norte Goiano, em Uruaçu; a implantação de feiras cobertas em Novo Gama, Jaraguá e Santo Antônio do Descoberto; reformas de ginásios esportivos; ampliação de Centros de Atendimento Socioeducativo (Cases); construção de unidades prisionais e a conclusão do Centro de Convenções de Anápolis.