por imprensa | mar 27, 2026 | Notícias, Outros
O Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro (DER-RJ) informou que começou, nessa terça-feira (24), a instalar novos radares nas rodovias RJ-104 (antiga Niterói-Manilha) e RJ-106 (Amaral Peixoto), que cortam vários municípios das regiões Metropolitana e dos Lagos.
Segundo o órgão, a medida faz parte de um processo de modernização do sistema de fiscalização eletrônica, com o objetivo de reforçar a segurança viária para motoristas e pedestres.
Ao todo, serão disponibilizados 390 equipamentos em rodovias estaduais. Os novos dispositivos vão substituir radares antigos em pontos já existentes e serão instalados em novos trechos considerados estratégicos.
Na RJ-104, em um trecho de cerca de 21 quilômetros, estão previstos 11 redutores de velocidade nos 2 sentidos da via, que corta Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.
Já na RJ-106, ao longo de aproximadamente 200 quilômetros, devem ser instalados 133 equipamentos, entre redutores de velocidade e controladores de avanço de sinal. A estrada passa por Niterói, São Gonçalo, Maricá, Saquarema, Araruama, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Cabo Frio, Casimiro de Abreu, Rio das Ostras e Macaé.
A relação completa com a localização dos radares será divulgada no site oficial do DER-RJ à medida que os equipamentos entrarem em operação. A previsão é que todo o sistema esteja funcionando até junho.
Reclamações de moradores
Moradores da região afirmam que a falta de radares, lombadas e passarelas ainda coloca pedestres em risco em diferentes pontos das rodovias.
O telespectador Roberto Carlos de Abreu relatou preocupação com um trecho da RJ-106, na altura do Km 9, em Várzea das Moças, onde fica o Colégio Estadual Souza Soares.
“Havia um radar de velocidade, mas foi retirado, colocando os alunos em risco”, disse.
Já o morador Marco Aurélio, de Rio do Ouro, em São Gonçalo, afirma que a retirada de radares aumentou o perigo na via, especialmente na altura do Km 6,5, na chamada Curva do Vento.
Ele diz que os veículos trafegam em alta velocidade e que pedestres precisam circular pela pista, o que eleva o risco de acidentes.
Segundo o DER-RJ, a escolha dos pontos de instalação leva em conta critérios técnicos, e os equipamentos serão ativados de forma gradual.
por imprensa | mar 27, 2026 | Notícias, Outros
De acordo com o Ministério dos Transportes, aportes serão direcionados para fortalecimento de ferrovias, ampliação de rodovias e destravamento de obras paradas
O Ministério dos Transportes anunciou que Minas Gerais receberá mais de R$ 100 bilhões em investimentos em infraestrutura de transportes nos próximos anos. Os aportes serão direcionados para fortalecimento de ferrovias, ampliação de rodovias e destravamento de obras paradas.
De acordo com o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, o estado ganhou destaque na carteira de projetos da pasta, que investiu R$ 7 bilhões em rodovias e ferrovias nos últimos três anos, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
Na visão dele, esse movimento aconteceu devido à revisão de contratos e à mudança na modelagem dos projetos, com recuperação de recursos públicos, principalmente no setor ferroviário. “A estratégia permitiu recompor a capacidade de investimento e estruturar novas concessões no estado”, apontou.
As futuras movimentações do transporte mineiro foram apresentadas durante a terceira edição do Eloos Itatiaia – Ciclo Cidades e Infraestrutura. O evento aconteceu durante a última segunda-feira (23) e reuniu autoridades, especialistas e executivos para debater os desafios da infraestrutura no Brasil.
RODOVIAS MINEIRAS
Do valor previsto, R$ 62,5 bilhões serão direcionados para investimentos nas rodovias, sendo concedidas ou contratadas. De acordo com o Ministério, isso soma projetos já em execução e previsão de novos aportes ao longo dos próximos anos.
Para 2026, a pasta de transporte prevê 13 leilões de concessões rodoviárias. O primeiro deles está marcado ainda para o mês de março, com o lote BR-116/251/MG, conhecido como Rotas Gerais. O projeto contempla trechos das duas rodovias, conecta 24 municípios e prevê cerca de R$ 13 bilhões em investimentos.
OBRAS PARADAS EM MINAS GERAIS
O Ministério dos Transportes também ampliou a execução de obras em Minas Gerais. De acordo com a pasta, são mais de 300 obras em andamento, e o objetivo é a retomada de empreendimentos paralisados e a melhoria da malha rodoviária.
Entre esses projetos, está a concessão da BR-381/MG/SP (Fernão Dias), que prevê cerca de R$ 14 bilhões em investimentos para modernização, ampliação da capacidade e melhoria da segurança viária ao longo de 569 quilômetros da rodovia.
Segundo o ministério, projetos que enfrentavam entraves históricos também avançaram, como a BR-135, cuja execução ficou parada por cerca de duas décadas devido a questões de licenciamento ambiental.
INVESTIMENTOS EM FERROVIAS
Em relação as ferrovias, a carteira prevista chega a R$ 38 bilhões, com destaque para a ampliação da malha e a renovação de contratos, como a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), Estrada de Ferro Carajás e a Estrada de Ferro Vitória a Minas.
Santoro destacou que o Ministério dos Transportes reviu esses contratos e recuperou o dinheiro público, tudo dentro da legalidade. A iniciativa está trazendo para o sistema ferroviário cerca de R$ 35 bilhões, que vão alavancar a carteira de ferrovias. Para ele, a melhoria no ambiente econômico e regulatório tem contribuído para ampliar a participação do setor privado e garantir maior previsibilidade aos projetos.
O resultado desse cenário pode ser sentido no Brasil inteiro. Em números, quase um terço (31%) dos leilões federais de ferrovias, rodovias, portos e aeroportos desde a Lei das Concessões de 1995 foram realizados entre 2023 e 2025, segundo levantamento feito pelo Ministério de Transportes a pedido da Folha de S.Paulo.
Para 2026, a pasta lançou um pacote ferroviário com a Política Nacional de Outorgas Ferroviárias e a carteira de projetos 2026, que juntos representam a maior agenda de investimentos em trilhos já estruturada no país.
O plano do Ministério dos Transportes prevê oito leilões de ferrovias, que abrangem mais de nove mil quilômetros de extensão e devem atrair cerca de R$140 bilhões em investimentos, com projeção de R$ 600 bilhões injetados no sistema ferroviário.
Os projetos acompanham o crescimento do setor ferroviário. Foram 555,48 milhões de toneladas úteis (TU) de cargas escoadas pelos trilhos do país para abastecimento interno e comércio exterior. O número representa uma alta de 2,57% na comparação com 2024.
por imprensa | mar 27, 2026 | Notícias, Outros
Presidente da Câmara afirmou que a pauta deve ter análise concluída antes na Comissão de Constituição e Justiça até o início do mês de abril. Hugo Motta cumpriu agenda na Paraíba na quarta-feira (25)
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), afirmou que o Projeto de Emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala 6×1 deve ser votado pelo plenário da Câmara em maio deste ano. As declarações foram dadas pelo político em um evento em João Pessoa, na quarta-feira (25).
Antes de ir para a votação em plenário, a pauta foi encaminhada primeiramente para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara no início de fevereiro e, segundo Hugo Motta, deve ser analisada pela Comissão até o início de abril.
“A expectativa é que possamos concluir na CCJ a admissibilidade até o início do mês de abril. Em seguida, criaremos a comissão especial e aí, a partir do trabalho da comissão especial, nós temos a expectativa de levar o plenário até o mês de maio, que é o mês do trabalhador, porque entendemos que é possível sim se rediscutir a redução da jornada de trabalho, dando à classe trabalhadora um tempo a mais para o lazer, o convívio com a família, para cuidar da saúde, sem perder a produtividade do nosso país”, disse.
Sobre possíveis interferências políticas de lados opostos na tramitação da pauta, Hugo Motta afirmou que acredita que isso não deva acontecer, pois é um assunto “acima da disputa política”.
“Essa é uma matéria que está acima da disputa política que teremos neste ano. Os trabalhadores, que não precisam dizer a sua opção política em sua grande maioria, para não dizer na totalidade, defendem essa redução da jornada de trabalho. O que nós precisamos é ter muita sabedoria para ouvir também o setor produtivo, ouvir quem emprega e, com isso, termos uma proposta que traga sim o avanço e não represente nenhum retrocesso para o nosso país”, destacou.
Governo cogitou mandar novo projeto com urgência caso tema não avance
O ministro do Trabalho e do Emprego, Luiz Marinho, disse, no início de março, que o governo pode enviar um projeto de lei com urgência ao Congresso Nacional, se julgar que o tema não está caminhando com a “velocidade desejada” nos textos em análise pelo Legislativo.
Principal bandeira de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na economia, em sua busca por uma nova reeleição no fim deste ano, o projeto que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais sofre resistência do setor produtivo. O principal argumento é que haverá aumento de custos, o que tende a ser repassado ao consumidor.
Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a proposta de redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas pode elevar entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais na economia. Isso equivale a um acréscimo de até 7% na folha de pagamentos, diz a entidade.
De acordo com o ministro Luiz Marinho, o debate sobre a redução da jornada de trabalho é uma necessidade cobrada pela sociedade brasileira. Ele afirmou, porém, que já há empresas que vêm antecipando esse debate, reduzindo voluntariamente a jornada de seus trabalhadores.
Segundo ele, há necessidade de enquadramento das empresas que não desejam. “Aí é lei, não haverá um acordo coletivo que leve à redução da jornada máxima. A partir da jornada máxima, empresas podem fazer adequações para menos, mas não podem para mais” explicou.
Terras raras
Outro tema tratado por Hugo Motta na agenda em João Pessoa, nessa quarta-feira (25), foi a questão das terras raras e eventuais legislações que podem ser pensadas sobre isso. Conforme o presidente da Câmara dos Deputados, um relatório está sendo preparado para ser apresentado sobre terras raras pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania).
“Essa é uma matéria estratégica para o Brasil. O Brasil tem a segunda maior reserva de minerais críticos do mundo, de terras raras. Esse é um assunto que interessa nessa grande geopolítica mundial, porque é uma matéria-prima que está diretamente ligada às novas tecnologias, e o Brasil precisa, nessa aprovação, ter a condução de uma matéria que venha a ser estratégica do ponto de vista da geração de emprego, da geração de renda e não seja apenas um exportador de commodities nessa área”, disse.
Ainda na mesma entrevista à TV Paraíba, em Campina Grande, o presidente da Câmara afirmou que pretende retomar a discussão sobre a reforma política no segundo semestre, após o período da janela partidária, e defendeu que o Brasil precisa revisar o atual modelo eleitoral.
Segundo ele, a proposta busca fortalecer os partidos e melhorar a qualidade da representação política, com medidas como a adoção do voto distrital misto e a redução dos custos das eleições. O parlamentar também destacou avanços recentes, como a diminuição do número de partidos, e avaliou que há condições no Congresso para liderar esse debate, com foco nas eleições futuras, e não no pleito de 2026.
“Eu penso que nós já evoluímos, fizemos reformas recentemente que estão culminando com a diminuição da quantidade de partidos, que tem ajudado principalmente a termos aí uma condição de governabilidade e de administração do país mais facilitada, e isso tudo foi construído dentro do Congresso. Então nós temos sim a capacidade de fazer a discussão e liderar esse processo na perspectiva de uma reforma política, não para a eleição de 2026, óbvio, mas para as próximas eleições”, comentou Hugo Motta.
Outro ponto que Hugo Motta debateu em Campina Grande foi a alta no preço dos combustíveis. O presidente da Câmara afirmou que o Congresso mantém diálogo com o governo federal para conter os impactos da alta nos combustíveis e evitar prejuízos à economia, especialmente no setor de transporte.
Segundo ele, medidas recentes adotadas pelo Executivo buscam reduzir o custo do frete e prevenir o risco de desabastecimento de diesel, em meio aos reflexos de tensões internacionais. O parlamentar destacou que o Legislativo acompanha o tema de perto e se mantém disponível para colaborar, com o objetivo de evitar uma possível greve de caminhoneiros e minimizar os efeitos sobre o dia a dia da população.
“Nós estamos vigilantes, atentos e prontos para colaborar nesse diálogo para que se encontre uma solução acerca desse conflito que não depende de nós, mas que diretamente nos afeta, já que o Brasil tem uma dependência direta dos preços dos combustíveis para as atividades no país”, finalizou Hugo Motta em Campina Grande.
por imprensa | mar 26, 2026 | Notícias, Outros
A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), entidade que há mais de duas décadas monitora e analisa o roubo de cargas no Brasil, divulgou seu levantamento anual sobre o tema. Referência nacional desde 1998, a entidade consolida dados e contribui ativamente para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à segurança no Transporte Rodoviário de Cargas.
De acordo com o estudo, em 2025 foram registradas 8.570 ocorrências, representando uma redução de 16,7% em relação a 2024.
Apesar da queda, o impacto financeiro permanece elevado. O prejuízo direto estimado chega a aproximadamente R$ 900 milhões, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão ao considerar os efeitos indiretos, como aumento de custos operacionais, seguros e impacto no preço final dos produtos.
Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, os dados reforçam a importância da continuidade das ações conjuntas, mas evidenciam que o problema ainda está longe de ser superado – ainda que haja avanços importantes no campo institucional e legislativo.
“A redução registrada ao longo dos últimos anos demonstra que o trabalho conjunto entre setor produtivo e poder público tem gerado resultados. Ao mesmo tempo, evoluímos em pautas importantes, fruto de um trabalho consistente de articulação e construção técnica. Um dos pontos centrais para reduzir o roubo de cargas é o combate à receptação, que sustenta economicamente esse tipo de crime. E vemos, agora, um avanço concreto nesse sentido com a sanção da Lei nº 15.358/2026, que institui o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado no Brasil, fortalecendo o enfrentamento das estruturas criminosas e ampliando os mecanismos de punição e investigação. Essa é uma medida importante para dar mais segurança a quem atua dentro da legalidade. Ainda assim, o cenário segue preocupante e exige atenção permanente, com ações estruturadas e integradas em todo o país” – enfatiza Rebuzzi.
O levantamento mostra ainda que o crime segue concentrado em regiões estratégicas do país. O Sudeste responde por 86,8% das ocorrências, com destaque para Rio de Janeiro e São Paulo, que concentram a maior parte dos registros nacionais.
Além da concentração geográfica, o estudo aponta uma evolução no perfil das ações criminosas. As quadrilhas têm priorizado cargas de alta liquidez – como alimentos, combustíveis, medicamentos e eletrônicos – e adotado estratégias mais sofisticadas, como interceptações em movimento, abordagens durante entregas e atuação em áreas urbanas e corredores logísticos.
O vice-presidente extraordinário de Segurança da NTC&Logística, Roberto Mira, destaca que o cenário atual exige uma resposta ainda mais coordenada. “Mesmo com a redução no volume de ocorrências, o crime vem se tornando cada vez mais sofisticado. As organizações criminosas atuam de forma estruturada e com inteligência, o que exige do setor e das autoridades uma resposta igualmente integrada, com uso de tecnologia, informação e cooperação contínua.”
O roubo de cargas é um problema que ultrapassa a esfera criminal, impactando a competitividade do Transporte Rodoviário de Cargas, a previsibilidade logística e o custo Brasil. No levantamento, desafios estruturais, como a fragmentação de dados e a necessidade de maior integração entre os sistemas de segurança pública, também são evidenciados.
Nesse contexto, a entidade reafirma seu papel histórico e institucional no enfrentamento do problema, priorizando a produção de estudos, articulação com autoridades e promoção de iniciativas voltadas à segurança logística no país. “Nosso compromisso é seguir contribuindo com dados, inteligência e articulação institucional. O enfrentamento do roubo de cargas passa por uma visão sistêmica, que envolve toda a cadeia logística e, principalmente, o combate às estruturas que financiam essa atividade criminosa”, conclui Rebuzzi.
Confira o levantamento completo, clicando aqui.
por imprensa | mar 26, 2026 | Notícias, Outros
Após anos de articulação do setor, medida sancionada endurece regras contra receptação e reforça a segurança jurídica na logística
A sanção da Lei nº 15.358/2026, que institui o novo marco legal de combate ao crime organizado no Brasil, representa um avanço relevante para o setor produtivo e, especialmente, para o Transporte Rodoviário de Cargas. A nova legislação amplia o rigor no enfrentamento às organizações criminosas, com impacto direto na segurança logística e no combate à receptação de cargas roubadas.
A medida é resultado de uma construção institucional ao longo dos últimos anos, com participação ativa da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), em conjunto com a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e demais entidades representativas do setor, atuando de forma consistente na defesa de um ambiente mais seguro, competitivo e equilibrado para as operações logísticas no país.
Entre os principais avanços da nova lei, está a previsão de suspensão da inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) de estabelecimentos envolvidos com a receptação, além da possibilidade de declaração de inaptidão em casos de reincidência. A medida atinge diretamente a estrutura econômica que sustenta o roubo de cargas, um dos principais desafios enfrentados pelo setor.
Segundo Eduardo Rebuzzi, presidente da NTC&Logística, a sanção da lei consolida um trabalho de longo prazo conduzido pelas entidades representativas do transporte: “Essa é uma conquista construída com diálogo, articulação e consistência técnica ao longo dos anos. O principal ponto para reduzir o roubo de cargas é penalizar o receptador, e esse é um caminho que agora vemos avançar de forma concreta. A nova legislação atinge o elo econômico do crime e representa um avanço importante para proteger quem trabalha dentro da legalidade. O Transporte Rodoviário de Cargas precisa de segurança jurídica e operacional, e essa medida vai na direção correta”.
A nova legislação também fortalece a integração entre os órgãos de segurança pública e amplia os instrumentos de investigação e repressão, criando um ambiente mais favorável ao combate estruturado ao crime organizado e às práticas ilícitas que impactam diretamente a economia formal.
A NTC&Logística seguirá atuando, em conjunto com as demais entidades do setor, no acompanhamento da regulamentação e na defesa de novas medidas que contribuam para a redução do roubo de cargas, o fortalecimento da atividade transportadora e a promoção de um ambiente de negócios mais justo no Brasil.
por imprensa | mar 26, 2026 | Notícias, Outros
Atuação em Genebra garante subsídios técnicos e apoio às pautas nacionais na 356ª Sessão do Conselho de Administração da OIT
Entre os dias 23 de março e 2 de abril, a CNT participa da 356ª Sessão do Conselho de Administração da OIT (Organização Internacional do Trabalho), em Genebra, na Suíça. A Confederação contribui com subsídios técnicos sobre a realidade dos empregadores e do mercado de trabalho brasileiro, apoiando a IOE (International Organisation of Employers) na defesa das prioridades do setor junto ao Conselho.
Segundo o gerente executivo de Relações Trabalhistas e Sindicais da CNT, Frederico Melo, “a CNT estará ao lado do secretariado do grupo de empregadores no Conselho, trabalhando para que as demandas do setor sejam incorporadas às deliberações. Além disso, buscaremos fortalecer a interlocução com o governo brasileiro e com os trabalhadores para que as particularidades nacionais sejam devidamente contempladas”, explica.
Durante duas semanas de reuniões presenciais, o Conselho de Administração da OIT discutirá temas centrais para o mundo do trabalho, como o combate ao assédio laboral; a transformação da OIT como ambiente multilateral mais eficaz; cortes orçamentários após a saída dos Estados Unidos como país contribuinte; estratégias de direitos humanos para o triênio 2026-2029; iniciativas para garantir trabalho decente nas cadeias de suprimentos, além da análise de países que descumprem normas internacionais, como Venezuela, Belarus, Bangladesh, Nicarágua e Arábia Saudita.
Gestão internacional
O Conselho de Administração é o órgão executivo da OIT e se reúne três vezes ao ano, para definir políticas, aprovar o programa e o orçamento, organizar a agenda da Conferência Internacional do Trabalho e eleger o diretor-geral.
Como parte da estrutura tripartite da OIT, a sessão reúne representantes de governos, empregadores e trabalhadores. A CNT atuará na defesa dos interesses das empresas brasileiras, buscando evitar retrocessos e garantindo visibilidade às pautas do setor.