por imprensa | mar 26, 2026 | Notícias, Outros
Valor do preço do barril Brent, referência no mercado internacional, enfrenta forte oscilação, ora acima de US$ 100, ora abaixo, em função da guerra no Oriente Médio
A direção da Petrobras tem sinalizado ao governo que pode aguardar uma maior clareza e consolidação no preço do barril do petróleo antes de reajustar o valor dos combustíveis, especialmente do diesel, no mercado interno. A avaliação é que ainda há dúvidas sobre a tendência de consolidação da cotação internacional do petróleo.
O preço do barril Brent, referência no mercado internacional, enfrenta forte oscilação, ora acima de US$ 100, ora abaixo, em função da guerra no Oriente Médio. Mas um congelamento de preço por prazo indefinido, diante das incertezas em relação ao conflito, teria efeitos sobre a governança da empresa e prejudicaria os acionistas, dizem dirigentes da estatal. Procurada, a empresa não se manifestou.
A direção da Petrobras tem sinalizado ao governo que pode aguardar maior clareza e consolidação no preço do barril do petróleo antes de reajustar o valor dos combustíveis, especialmente do diesel, no mercado interno. A avaliação é que ainda há dúvidas sobre a tendência de consolidação da cotação internacional do petróleo.
O preço do barril Brent, referência no mercado internacional, enfrenta forte oscilação, ora acima de US$ 100, ora abaixo, em função da guerra no Oriente Médio. Mas um congelamento de preço por prazo indefinido, diante das incertezas em relação ao conflito, teria efeitos sobre a governança da empresa e prejudicaria os acionistas, dizem dirigentes da estatal. Procurada, a empresa não se manifestou.
Técnicos da Fazenda admitem não ser possível afirmar se as medidas serão suficientes e argumentam que novas providências poderão ser tomadas em caso de acirramento do conflito.
por imprensa | mar 26, 2026 | Notícias, Outros
Publicações regulamentam o novo modelo do transporte de cargas no Brasil: CIOT obrigatório, integração nacional de dados e um sistema de sanções que atinge quem contrata, intermedeia e insiste em descumprir o piso mínimo
A regra mudou e mudou onde mais importa: no início da operação. Uma semana após o Governo Federal transformar em lei um pacote de medidas anunciado pelo Ministério dos Transportes e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete, a Agência entrega a engrenagem que faltava para fazer a norma funcionar na prática. As Resoluções nº 6.078/2026 e nº 6.077/2026, publicadas nesta quarta-feira (25/3) em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), traduzem a Medida Provisória nº 1.343/2026 em procedimento, sistema e consequência.
Não se trata de ajuste fino regulatório. Trata-se de uma mudança estrutural e, a partir de agora, o controle deixa de ser reativo, feito na estrada, e passa a ser preventivo, feito na contratação. E isso altera, de forma direta, o comportamento de todo o mercado. A Medida Provisória, publicada na semana passada, já havia estabelecido o novo eixo do modelo: obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT); bloqueio de fretes fora do piso mínimo ainda na origem; integração com o Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) e um regime mais rigoroso de penalidades, com multas que podem chegar a R$ 10 milhões. Coube à ANTT, em até sete dias, transformar esse desenho legal em regra operacional. A resposta veio antes do prazo e com precisão.
A primeira peça dessa regulamentação é a Resolução nº 6.078/2026, que reorganiza completamente a lógica do registro das operações de transporte. O CIOT deixa de ser um requisito acessório e passa a ser a própria condição de existência do frete. Toda operação, sem exceção, deve ser registrada previamente, com geração do código de forma gratuita. Não há mais espaço para regularizar depois.
O ponto central está no bloqueio automático. A resolução incorpora, de forma direta, o comando da Medida Provisória. Operações em desacordo com o piso mínimo simplesmente não geram CIOT. Isso significa que a irregularidade não chega à estrada. Ela é barrada no momento em que o contrato é estruturado.
A norma também consolida a integração entre o CIOT e o MDF-e, criando uma trilha única de informação que conecta contratação, documentação fiscal e fiscalização. Com isso, a atuação do Estado ganha escala, previsibilidade e inteligência. Não depende mais apenas da presença física em rodovias. Passa a operar com dados, em tempo real.
Outro avanço relevante está na definição clara de responsabilidades. Quando há contratação de transportador autônomo de cargas (TAC), o dever de emitir o CIOT é do contratante ou subcontratante. Nos demais casos, a obrigação recai sobre a empresa que efetivamente realiza o transporte. A regra elimina zonas cinzentas e fecha brechas que historicamente fragilizavam a fiscalização.
A resolução também atua em uma dimensão sensível da relação entre contratante e transportador: o pagamento. Ao vedar a imposição de contas por parte de quem contrata, a ANTT reforça a autonomia do transportador e reduz práticas que, na prática, comprometiam o recebimento do frete. É uma medida que dialoga diretamente com a realidade de quem está na ponta.
O descumprimento dessas obrigações passa a ter consequência objetiva: multa de R$ 10.500 por operação, aplicada tanto pela ausência de registro quanto por inconsistências, fraudes ou pela não vinculação do CIOT ao MDF-e. Sem registro correto, não há operação regular.
Se a Resolução nº 6.078 organiza o início da cadeia, a Resolução nº 6.077/2026 atua sobre o comportamento ao longo do tempo e é nesse ponto que o modelo ganha força.
A Medida Provisória já havia elevado o nível das penalidades, mas dependia de detalhamento para se tornar aplicável. A nova resolução cumpre esse papel ao estruturar um sistema progressivo, que começa com alerta, avança para sanções cautelares e pode chegar à exclusão do mercado em casos extremos.
O primeiro movimento é interromper a irregularidade. Transportadores que, de forma reiterada, caracterizada por mais de três autuações em seis meses, contratarem fretes abaixo do piso mínimo poderão ter o Registro Nacional do Transportador Rodoviário de Cargas (RNTRC) suspenso de forma cautelar, por períodos que variam de cinco a trinta dias. Trata-se de uma medida imediata, voltada a cessar a conduta antes mesmo do desfecho do processo administrativo.
Se a prática persiste e se confirma em decisão definitiva, o sistema avança. A reincidência leva a suspensões mais longas, que podem chegar a quarenta e cinco dias. E, no limite, uma nova reincidência dentro do período de referência pode resultar no cancelamento do registro, com impedimento de atuação por até dois anos. É a exclusão do mercado como resposta a um padrão reiterado de descumprimento.
O desenho regulatório, no entanto, não se limita ao transportador. Ele desloca o foco para quem efetivamente define as condições do frete: o contratante.
A resolução institui um modelo de responsabilização escalonada, com multas que variam de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação irregular. Antes disso, a ANTT estabelece um mecanismo formal de notificação de alerta, que informa o infrator sobre o histórico de descumprimentos e deixa explícitas as consequências de uma nova infração. A partir desse ponto, cada nova irregularidade eleva o patamar da penalidade, criando um ambiente de risco crescente para quem insiste em operar fora da regra.
Há ainda uma camada adicional de controle que acompanha a dinâmica atual do setor: o ambiente digital. Plataformas, aplicativos e intermediadores que ofertarem fretes abaixo do piso mínimo passam a ser alcançados pela regulação, com previsão de multa majorada em caso de reiteração. O recado é claro: a regra vale para toda a cadeia, independentemente do meio utilizado para contratar.
Em situações mais complexas, em que há indícios de estruturação para fraudar a norma, a resolução prevê a possibilidade de responsabilização de sócios e grupos econômicos, mediante decisão fundamentada. O objetivo é evitar que a irregularidade se esconda atrás de estruturas jurídicas.
Ao mesmo tempo, o modelo preserva o transportador autônomo de cargas (TAC) nas penalidades mais severas, como suspensão e cancelamento do registro. A lógica regulatória é proteger quem presta o serviço e concentrar a ação coercitiva em quem contrata e influencia o mercado.
Esse conjunto de medidas fecha o ciclo iniciado com o pacote anunciado pelo Governo Federal na semana passada. O que antes dependia de fiscalização pontual passa a operar como sistema integrado: a contratação é validada na origem, os dados são compartilhados entre órgãos, a fiscalização ganha escala e as sanções deixam de ser eventuais para se tornarem estruturadas.
O impacto é direto. Para o caminhoneiro, significa maior segurança de que o valor combinado será respeitado. Para as empresas que atuam dentro da lei, representa um ambiente de concorrência mais equilibrado. Para o país, é um avanço na organização de um setor que sustenta o abastecimento nacional.
“Nós estamos antecipando a regulamentação e entregando um modelo operacional completo, não apenas cumprindo a Medida Provisória. Estamos estabelecendo um novo padrão de atuação, mais preventiva, mais integrada e mais eficaz. A partir de agora, o frete irregular não é apenas punido. Ele deixa de acontecer”, disse o diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio.
por imprensa | mar 26, 2026 | Notícias, Outros
A movimentação de contêineres nos portos da região Sul do Brasil apresentou forte crescimento em janeiro de 2026, consolidando o dinamismo logístico e industrial da região. O volume de cargas conteinerizadas avançou 22,3% no período, alcançando 4,9 milhões de toneladas e representando mais de um terço de toda a carga movimentada no mês.
Os dados são do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, que apontam ainda uma movimentação total de 13,9 milhões de toneladas nos portos sulistas no período.
Crescimento dos contêineres impulsiona desempenho portuário
Apesar de uma leve variação no volume total em comparação com o mesmo período anterior, o desempenho positivo das cargas conteinerizadas foi determinante para sustentar os resultados da região.
Esse tipo de carga, que possui maior valor agregado, está diretamente ligado ao transporte de produtos industrializados, insumos e bens de consumo, refletindo o aquecimento da economia e a diversificação das cadeias produtivas.
Segundo o ministro Silvio Costa Filho, o crescimento indica maior integração do Brasil ao comércio internacional.
“O avanço das cargas conteinerizadas demonstra um país mais dinâmico, com maior circulação de produtos industrializados e integração às cadeias globais, resultado dos investimentos em infraestrutura portuária”, destacou.
Principais portos do Sul lideram movimentação
A região Sul concentra alguns dos principais complexos portuários do país, com destaque para o Porto de Paranaguá e o Porto de Itajaí.
Em janeiro, o Porto de Paranaguá liderou a movimentação entre os portos públicos, com 4,7 milhões de toneladas, seguido pelo Porto de Rio Grande, que registrou 1,9 milhão de toneladas.
Além dos portos públicos, terminais privados desempenham papel estratégico na logística regional, como o Porto Itapoá e a Portonave, ampliando a capacidade operacional e a competitividade.
Tipos de carga: petróleo e fertilizantes também se destacam
Além dos contêineres, outros segmentos relevantes contribuíram para o desempenho portuário da região.
O transporte de petróleo e derivados somou 2,5 milhões de toneladas, enquanto os fertilizantes atingiram 1,3 milhão de toneladas – insumos essenciais tanto para a indústria quanto para o agronegócio.
Mesmo com recuos pontuais em granéis sólidos e carga geral, a navegação de longo curso cresceu 7,2%, enquanto a cabotagem avançou 3,7%, evidenciando o fortalecimento das rotas marítimas e maior circulação de mercadorias.
Investimentos em infraestrutura ampliam capacidade logística
Os resultados positivos registrados no início de 2026 refletem um ciclo recente de investimentos em infraestrutura portuária na região Sul, voltado à modernização e aumento da eficiência.
No Porto de Paranaguá, a ampliação do calado e as ações contínuas de dragagem já permitem a operação de navios maiores e mais carregados, gerando ganhos de produtividade e redução de custos logísticos.
O terminal também registrou recentemente a maior operação de cevada já realizada em uma única embarcação, com 50 mil toneladas movimentadas.
Outro destaque é a concessão do canal de acesso ao porto, que prevê investimentos de R$ 1,23 bilhão ao longo de 25 anos, destinados à dragagem, manutenção e gestão da infraestrutura aquaviária. A iniciativa deve ampliar o calado para até 15,5 metros, aumentando a capacidade operacional.
Além disso, projetos estruturantes como o Moegão devem elevar em cerca de 60% a capacidade ferroviária do terminal, melhorando o escoamento de cargas.
Novos projetos devem impulsionar crescimento no Sul
No Rio Grande do Sul, o arrendamento do terminal POA26, no Porto de Porto Alegre, também deve contribuir para ampliar a movimentação e atrair novos investimentos.
A expectativa é de crescimento da capacidade operacional nos próximos anos, reforçando o papel estratégico da região Sul na logística nacional e no comércio exterior.
Logística portuária reforça competitividade do Brasil
O avanço das cargas conteinerizadas e os investimentos em infraestrutura indicam um cenário de fortalecimento da logística portuária brasileira.
Com maior eficiência, capacidade operacional e integração aos mercados globais, os portos da região Sul seguem ganhando relevância no escoamento da produção e no suporte ao crescimento econômico do país.
por imprensa | mar 25, 2026 | Notícias, Outros
Critérios ESG passam a impactar diretamente a escolha de fornecedores logísticos, e transportadoras que se antecipam ganham vantagem competitiva no mercado
A sustentabilidade deixou de ser apenas uma pauta institucional para se tornar um fator decisivo nas relações comerciais. No Transporte Rodoviário de Cargas, essa mudança já é perceptível: empresas contratantes estão incorporando critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) na escolha de seus parceiros logísticos.
Grandes companhias – especialmente multinacionais e empresas de capital aberto – vêm adotando novos padrões de reporte climático e ambiental, ampliando a exigência de transparência em toda a cadeia produtiva. Na prática, isso significa que essas organizações precisam medir, monitorar e divulgar as emissões associadas às suas operações, o que inclui diretamente os serviços de transporte.
Esse movimento reposiciona o papel das transportadoras dentro da cadeia logística. Mais do que executar a operação, passa a ser necessário comprovar eficiência ambiental, controle de emissões e compromisso com práticas sustentáveis.
Para as empresas do setor, essa nova realidade traz desafios, mas também abre oportunidades relevantes. Transportadoras que conseguem estruturar sua gestão ambiental e apresentar dados confiáveis tendem a:
- fortalecer o relacionamento com clientes estratégicos;
- aumentar a competitividade em processos de contratação e licitações;
- acessar novas oportunidades de negócio, especialmente com grandes embarcadores.
Por outro lado, a gestão de indicadores ambientais exige novas ferramentas, organização de dados e conhecimento técnico — o que ainda representa uma barreira para muitas empresas.
Diante desse cenário, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) firmou parceria com a Domani Global, especializada em soluções tecnológicas e estratégicas em ESG, com foco em atender empresas de todos os portes do Transporte Rodoviário de Cargas.
A iniciativa tem como objetivo facilitar o acesso das transportadoras a ferramentas que permitam mensurar emissões, acompanhar indicadores ESG e estruturar planos de ação, de forma prática e alinhada à realidade operacional do setor.
Soluções disponíveis para empresas associadas à NTC&Logística
- Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)
Mensuração das emissões nos escopos 1, 2 e 3, conforme padrões técnicos.
- Plataforma Domani SaaS – Sustainability as a Service
Sistema digital para gestão ESG, controle de indicadores e geração de relatórios.
- Diagnóstico ESG e Plano de Descarbonização
Estruturação de estratégias para redução e compensação de emissões.
- Treinamentos e capacitações corporativas
Formação técnica para equipes com foco em práticas sustentáveis.
- Certificação e Selo Carbono Neutro
Reconhecimento para empresas que compensam suas emissões.
- Atendimento especializado para o Transporte Rodoviário de Cargas
Suporte técnico alinhado às necessidades do setor.
Além disso, empresas associadas à NTC&Logística contam com condições especiais e desconto exclusivo na contratação dos serviços.
Serviço
Domani Global – Sustentabilidade para o Transporte de Cargas
E-mail: contato@domani.global
Telefone/WhatsApp: (11) 99559-8402
Site: www.domani.global
Redes sociais: LinkedIn, Instagram e demais plataformas oficiais
Código de desconto para associadas da NTC&Logística: NTC15
por imprensa | mar 25, 2026 | Notícias, Outros
Diante das alterações, Federação de São Paulo intensifica ações de orientação e esclarecimento para ajudar empresas de transporte a se adequarem às novas exigências
Desde 6 de outubro de 2025, entraram em vigor novas exigências para a emissão do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), documento digital único e obrigatório que reúne informações essenciais da operação de transporte rodoviário de cargas. As mudanças ampliam o conjunto de informações que devem constar no documento e fazem parte de um movimento de fortalecimento da fiscalização eletrônica da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), especialmente no monitoramento do cumprimento da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC).
Na prática, as novas regras do MDF-e aumentam o nível de controle sobre as operações de transporte e permitem o cruzamento automático de dados pelas autoridades regulatórias. Caso essas informações não sejam preenchidas corretamente, o documento pode ser rejeitado automaticamente pelo sistema, o que pode gerar atrasos na operação, autuações e até retenção da carga durante fiscalizações.
Diante desse cenário, a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) tem intensificado ações de orientação para auxiliar os transportadores na adaptação às novas exigências. Por meio de eventos técnicos, encontros regionais e materiais de apoio desenvolvidos em conjunto com especialistas do setor, a entidade busca esclarecer dúvidas e apoiar as empresas na adequação de sistemas, processos operacionais e rotinas de emissão do MDF-e.
Para o presidente da FETCESP, Carlos Panzan, as mudanças reforçam o papel do documento como ferramenta de controle e transparência nas operações do transporte rodoviário de cargas, mas exigem atenção das empresas. “A atualização do MDF-e amplia o nível de detalhamento das informações e torna o documento ainda mais relevante para a fiscalização eletrônica do setor. Isso exige que as transportadoras revisem seus processos internos, adaptem sistemas e capacitem suas equipes para evitar inconsistências que possam gerar rejeições ou autuações”, afirma.
Segundo ele, muitas das dúvidas das empresas desde outubro de 2025 estão relacionadas justamente à aplicação prática das novas exigências no dia a dia das operações. “O MDF-e passou a ter um papel ainda mais ativo no cruzamento de dados pelas autoridades. Por isso, o preenchimento correto das informações é fundamental para garantir segurança jurídica e evitar problemas durante o transporte”, acrescenta.
Como parte desse esforço de orientação, a FETCESP vem , neste início de 2026, promovendo encontros técnicos com transportadores por meio de sindicatos filiados, como SINDICAMP, de Campinas; SETRANS, do ABC Paulista; SINDISAN, do litoral de São Paulo, e SINDIVAPA, do Vale do Paraíba. Os eventos têm reunido empresários e profissionais do setor para discutir as mudanças e esclarecer dúvidas operacionais.
“A experiência desses encontros mostra que existe grande interesse das empresas em entender melhor as novas regras. Muitos transportadores buscam orientação prática sobre como adaptar seus sistemas e rotinas de emissão do MDF-e, e esse diálogo direto tem sido fundamental para reduzir dúvidas e facilitar a adaptação do setor”, destaca Panzan.
Outra iniciativa importante nesse processo foi a criação da Cartilha MDF-e, elaborada e realizada pela FETCESP, com autoria da especialista em logística e tecnologia Shirley Cristina Rosseto. O material reúne orientações práticas sobre as mudanças introduzidas pela Nota Técnica e apresenta exemplos de situações comuns enfrentadas pelas empresas.
Segundo o presidente da FETCESP, a cartilha surgiu justamente da necessidade de tornar as informações mais acessíveis ao setor. “Percebemos que muitas empresas ainda não tinham clareza sobre as mudanças que estavam por vir, e isso poderia gerar dificuldades operacionais e até autuações. A ideia da cartilha foi explicar, de forma simples e objetiva, o que mudou e como os transportadores podem se preparar para atender às novas exigências”, explica.
Para Shirley Rosseto, muitas das dúvidas apresentadas nos eventos estão relacionadas a situações operacionais específicas, como operações com múltiplas entregas. “Em alguns casos, uma única viagem pode gerar mais de um MDF-e vinculado a diferentes CT-es. A orientação é informar corretamente o valor total do frete e esclarecer, no campo de observações, que se trata de uma única operação, evitando interpretações equivocadas durante a fiscalização”, afirma.
Na visão da FETCESP, iniciativas de orientação e capacitação são essenciais para garantir que as empresas estejam preparadas para as mudanças regulatórias e possam manter suas operações em conformidade com as exigências fiscais e regulatórias do setor. “Nosso papel é justamente levar informação técnica ao transportador e ajudar as empresas a se adaptarem com segurança às mudanças. Quanto mais preparado o setor estiver, menores serão os riscos operacionais e regulatórios”, conclui Carlos Panzan.
por imprensa | mar 25, 2026 | Notícias, Outros
Para o SETCEPAR, o novo sistema vai agilizar o tráfego e trazer mais eficiência logística para o Transporte de Cargas
Desde 23 de fevereiro de 2026, o sistema de pedágio eletrônico Free Flow passou a operar em trechos das rodovias BR-163, BR-277 e PR-280, sob concessão da EPR Iguaçu, no sudoeste do Paraná. Com o novo modelo, as tradicionais praças de pedágio e cancelas físicas foram substituídas por sensores e câmeras de identificação automática por placa ou TAG, eliminando paradas obrigatórias e tornando o tráfego mais fluido.
A tecnologia já é amplamente utilizada em países europeus e tem apresentado resultados positivos. Um estudo do Departamento de Energia do Politecnico di Milano, na Itália, apontou redução de até 79% nas filas em rodovias que adotaram o sistema. No Brasil, o Free Flow já foi implementado em trechos de São Paulo e agora começa a avançar também no Paraná. Para o Transporte Rodoviário de Cargas, responsável por movimentar cerca de 65% de tudo o que é produzido no país – o modelo representa uma oportunidade de modernizar a cobrança de pedágio e ampliar a eficiência logística.
O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR) acompanha de perto a implementação da tecnologia e avalia que o sistema tende a trazer ganhos importantes para a operação logística nas rodovias da região. A eliminação das paradas em praças de pedágio contribui para reduzir congestionamentos, melhorar o fluxo nas rodovias e otimizar o deslocamento de cargas em corredores estratégicos de transporte.
Para o presidente do SETCEPAR, Silvio Kasnodzei, a adoção do Free Flow representa um avanço relevante na modernização da infraestrutura rodoviária. “O sistema elimina interrupções no fluxo de veículos e permite que o transporte mantenha uma velocidade média mais estável. Para a logística, isso significa mais previsibilidade nas operações, melhor aproveitamento da frota e maior eficiência no planejamento das viagens”, afirma.
Além de melhorar a fluidez nas rodovias, o novo modelo também pode gerar benefícios operacionais para as transportadoras. De acordo com o SETCEPAR, com menos paradas e retomadas de velocidade, há redução no consumo de combustível e menor desgaste de componentes dos veículos, como freios e pneus, fatores que impactam diretamente os custos de operação do transporte rodoviário.
Segundo Kasnodzei, esses ganhos operacionais se refletem também em benefícios ambientais e na eficiência do sistema logístico como um todo. “Quando o veículo consegue manter o fluxo contínuo na rodovia, reduzimos consumo de combustível, emissões de poluentes e desgaste mecânico. Isso melhora a eficiência da operação e contribui para um transporte mais sustentável”, destaca.
A implantação do Free Flow também traz um novo modelo de cobrança, baseado no trecho efetivamente percorrido pelo usuário, o que pode tornar o sistema mais equilibrado ao longo do tempo. A expectativa do setor é que, com a expansão do modelo para outras rodovias, haja maior racionalidade na cobrança e melhor distribuição dos custos logísticos.
Para o presidente do SETCEPAR, o período inicial de implantação exige adaptação dos usuários e ajustes operacionais, algo natural em processos de modernização tecnológica. “Toda mudança estrutural passa por um período de adaptação. O importante é que o sistema evolua com transparência, segurança jurídica e comunicação clara com os usuários. Com o amadurecimento do modelo, o Free Flow tem potencial para se consolidar como uma solução moderna e eficiente para o sistema de pedágio brasileiro”, conclui.