IA, radares e drones: como SP usa tecnologia para vigiar estradas e motoristas

IA, radares e drones: como SP usa tecnologia para vigiar estradas e motoristas

O uso de tecnologias de monitoramento nas estradas de São Paulo tem avançado para além dos radares tradicionais de velocidade. Câmeras com inteligência artificial (IA) capazes de identificar infrações dentro dos veículos e drones com sensores térmicos empregados no combate ao crime e na segurança viária passaram a integrar a rotina de fiscalização em diferentes trechos do estado.

Embora não estejam concentradas em um único sistema rodoviário, câmeras com IA vêm sendo utilizadas tanto por concessionárias quanto pela Polícia Militar Rodoviária, com impactos diretos na redução de acidentes, infrações e crimes nas estradas paulistas, dizem as autoridades.

A tecnologia de inteligência artificial está sendo empregada em diversos locais, entre eles a concessionária Entrevias, responsável por uma malha de aproximadamente 570 quilômetros de rodovias no interior de São Paulo. Segundo a empresa, as câmeras com IA embarcada vêm sendo instaladas prioritariamente em trechos urbanos, onde há maior incidência de acidentes.

Câmeras com IA identificam infrações dentro dos veículos

De acordo com Ariel Garavine, especialista em Segurança Viária da Entrevias, uma pesquisa interna mostrou que 92% dos acidentes registrados na concessão têm como causa principal a falha humana. “Falta de atenção, uso indevido do celular e outras imprudências explicam a maior parte dos sinistros que observamos”, afirmou Garavine.

“A tecnologia permite identificar, em tempo real, infrações como o uso do celular ao volante e a não utilização do cinto de segurança”, explicou. Apesar da automação na identificação das infrações, as autuações não são feitas de forma automática.

Todo flagrante registrado pela IA precisa ser analisado e validado por um policial rodoviário. “As imagens são encaminhadas diretamente ao sistema da Polícia Rodoviária, onde o policial confere se o registro corresponde, de fato, a uma infração antes de lavrar a autuação”, disse Garavine.

A concessionária afirma ter conhecimento de que são emitidos, em média, cerca de 1,5 mil flagrantes por dia com auxílio da tecnologia nos trechos sob sua concessão, número cuja consolidação compete à Polícia Rodoviária.

Implantação da tecnologia impactou na redução de acidentes, diz concessionária

O impacto da IA na segurança viária começou a aparecer nos indicadores, na avaliação da concessionária. A Entrevias comparou os dados do último trimestre de 2024, período anterior à implantação da tecnologia, com o último trimestre de 2025, já com as câmeras em operação.

Segundo a empresa, houve redução de 15% no número de sinistros e queda de 14% no número de vítimas. Para a concessionária, os números indicam mudança no comportamento dos motoristas.

“Esses dados mostram que o condutor está mais atento e prudente, o que contribui para um trânsito mais seguro e fluido”, afirmou Garavine.

Drones térmicos reforçam segurança no Sistema Anchieta-Imigrantes

No Sistema Anchieta-Imigrantes, que liga a capital paulista à Baixada Santista, a tecnologia empregada é diferente. Não há uso de inteligência artificial para autuações de trânsito, mas drones equipados com sensores térmicos vêm sendo utilizados pela Polícia Militar Rodoviária, especialmente durante a operação Verão.

Segundo o tenente-coronel Marcelo Estevão de Oliveira, comandante do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária, os drones permitem encontrar pessoas escondidas em áreas remotas, tanto de dia quanto à noite. “Com o drone térmico, conseguimos identificar a presença de pessoas escondidas na mata, algo que não seria possível apenas com o patrulhamento tradicional”, afirmou Oliveira.

O uso dos drones começou no meio de 2024, de forma piloto, e foi intensificado durante a operação Verão, que abrangeu os períodos de Natal, Ano Novo e férias escolares. Ao todo, quatro drones térmicos, com custo aproximado de R$ 80 mil cada, foram distribuídos na área de atuação do batalhão.

Segundo o comandante, os resultados foram expressivos. “Não tivemos nenhum registro de roubo com arrastão nesse período”, disse. Além disso, houve redução de 71% nos roubos ao usuário e aumento de 83% no número de foragidos da Justiça presos, em comparação com a média dos últimos dez anos.

Efetividade deve tornar tecnologia permanente

Além do combate ao crime, os drones térmicos vêm sendo empregados em ações de segurança viária. Um dos focos é a fiscalização de caminhões na descida da Rodovia Anchieta, onde há risco de superaquecimento dos freios.

“O sensor térmico permite identificar freios superaquecidos, abordar o veículo preventivamente e evitar acidentes graves ou incêndios na serra”, explicou o comandante. A fiscalização ainda ocorre em caráter piloto, mas de forma recorrente.

Segundo o comandante do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária, o uso dos drones térmicos deve deixar de ser pontual e passar a integrar a rotina operacional da corporação. “Essa ferramenta se mostrou extremamente eficiente e deve ser incorporada de forma permanente ao policiamento rodoviário”, afirmou.

Acelerar concessões ajudará a reduzir acidentes e mortes nas estradas

Acelerar concessões ajudará a reduzir acidentes e mortes nas estradas

Houve melhora no ano passado, mas indicadores são assustadores nas rodovias deterioradas, de pista simples

Apesar de as mortes nas rodovias federais terem caído em 2025, há pouco a comemorar. As estatísticas ainda são assustadoras. De janeiro a dezembro de 2025, houve 53.435 acidentes, com 15.098 feridos graves e 4.799 vítimas fatais. Nas três categorias, os números são superiores aos registrados antes da pandemia, segundo a última edição de estudo da Plataforma de Infraestrutura em Logística de Transporte, da Fundação Dom Cabral (FDC). De mudança significativa, apenas a constatação de que a BR-116 ultrapassou a BR-101 como rodovia mais perigosa do Brasil. É evidente que a situação exige mais atenção das autoridades.

Estudos aqui e no exterior confirmam que estradas duplicadas, com traçados apropriados, sinalização visível dia e noite e controle eficaz de velocidade reduzem acidentes e mortes. Incapaz de investir para garantir tais condições, o governo não tem alternativa a não ser conceder as rodovias à iniciativa privada. Depois de anos de resistência à privatização, enfim o governo petista entendeu isso. O criticável é o ritmo. Como os dados da FDC mostram, é preciso acelerar as concessões. Rodovias concedidas apresentam taxas de acidentes e níveis de gravidade inferiores aos das congêneres públicas. Nas estradas já concedidas, em que as estatísticas permanecem ruins, é preciso exigir celeridade nas obras. Os pontos mais perigosos são de conhecimento de todos.

Para comparar rodovias e trechos com intensidade de tráfego distintas, os pesquisadores da FDC usam um indicador que considera volume e gravidade dos acidentes. No ranking da severidade, a BR-116 está em primeiro lugar, seguida por BR-101, BR-153 (no Tocantins) e BR-364 (no Acre). Em 2025, os trechos mais perigosos da BR-101 ficaram concentrados na divisa do Rio com o Espírito Santo. Na BR-116, as áreas mais letais foram registradas do Rio à Bahia, passando por Minas Gerais. “Quanto maior a extensão da pista simples, maior a tendência de colisões frontais. E esse é um dos tipos de acidente com maior taxa de severidade”, disse ao GLOBO Paulo Resende, responsável pela pesquisa. “No Norte de Minas e em áreas baianas de pista simples, a combinação de pavimento irregular, ausência de acostamento e retas longas tem sido especialmente letal.”

O que acontece nas estradas e nas ruas brasileiras não é normal. Aqui, a taxa de mortes por 100 mil habitantes é superior à de países como Argentina, Chile, Colômbia, México ou Uruguai. Para melhorar, o Brasil poderia se inspirar na Bulgária. O país ainda apresenta indicadores ruins, mas entre 2017 e 2019 houve queda de 25% nas mortes – e, em 2024, de 9% em relação a 2023. Isso é prova de que, com investimentos e exigências certas, se obtêm bons resultados. As medidas necessárias para acabar com a carnificina nas estradas não são segredo. Se o Estado não tem condição de implementá-las, é preciso deixar a tarefa a cargo da iniciativa privada – e cobrar com afinco.

Coordenação Nacional da COMJOVEM realiza visita institucional à CIT, em Brasília

Coordenação Nacional da COMJOVEM realiza visita institucional à CIT, em Brasília

Encontro reforçou o diálogo institucional e a aproximação entre as entidades em pautas estratégicas para o Transporte Rodoviário de Cargas

A Coordenação Nacional da COMJOVEM – Comissão de Jovens Empresários e Executivos da NTC&Logística participou, no último dia 25 de fevereiro de 2026, de uma reunião institucional na sede da Câmara Internacional da Indústria de Transportes (CIT), em Brasília (DF). O encontro foi realizado a convite da executiva da Câmara e teve como foco a apresentação institucional das entidades, estreitando a inter-relação e o alinhamento de pautas de interesse comum ao setor.

Representando a COMJOVEM, estiveram presentes o coordenador nacional, Hudson Rabelo, e os vice-coordenadores nacionais, Jéssica Caballero Lopes e Italo Grativol. A comitiva foi recebida pelo CEO da CIT, Marcelo Augusto de Felipes; pela diretora executiva, Larissa Del Carmen Revete, e pela diretora institucional, Ana Paula Motta Cardoso.

Durante o encontro, os representantes apresentaram a atuação de suas respectivas instituições, destacando projetos, iniciativas e a importância da articulação institucional para o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil e no cenário internacional. O momento também foi marcado pela troca de experiências e pela manifestação de interesse em manter o diálogo contínuo entre as entidades.

Para Hudson Rabelo, a reunião representou um passo importante no relacionamento institucional. “Foi um momento muito importante para explicarmos o trabalho desenvolvido pela NTC&Logística por meio da COMJOVEM, apresentando nossas ações, nossa representatividade e o compromisso da nova geração de lideranças com o futuro do setor. A COMJOVEM já representou a NTC&Logística em diversas reuniões da CIT e, com certeza, continuaremos acompanhando esse trabalho, contribuindo para levar a mensagem do Transporte Rodoviário de Cargas a diferentes espaços, em linha com os objetivos da nossa Associação”, destacou.

A agenda na CIT consolida mais um movimento da COMJOVEM no sentido de ampliar sua presença institucional e fortalecer pontes com organismos que dialogam com o Transporte em âmbito nacional e internacional. A aproximação reafirma o papel da Comissão como elo entre a nova geração de lideranças e os espaços onde se constroem debates relevantes para o futuro do setor, mantendo a NTC&Logística presente e atuante nas discussões que impactam o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil e no mundo.

O mercado já cobra práticas ESG de toda a cadeia produtiva. Sua transportadora está preparada?

O mercado já cobra práticas ESG de toda a cadeia produtiva. Sua transportadora está preparada?

Com grandes empresas exigindo critérios ambientais de seus fornecedores, o Transporte Rodoviário de Cargas passa a ocupar posição estratégica na agenda ESG – e conta com o apoio da NTC&Logística e da Domani Global para se adequar

O avanço da agenda ESG no Brasil não está restrito às grandes corporações. Cada vez mais, as exigências ambientais, sociais e de governança estão sendo estendidas a toda a cadeia produtiva – e isso inclui diretamente o Transporte Rodoviário de Cargas, responsável por conectar todos os setores da economia.

Hoje, empresas de diversos segmentos já incorporam critérios ESG na seleção e manutenção de fornecedores. De acordo com a Pesquisa Firjan ESG 2025, um número crescente de organizações passou a exigir comprovações de práticas sustentáveis de seus parceiros comerciais. Isso significa que transportadoras que desejam manter contratos estratégicos precisam estar preparadas para apresentar dados, relatórios e planos estruturados de gestão ambiental.

Além disso, a transparência tornou-se um padrão no mercado corporativo. Estudos recentes da KPMG (2025) indicam que 93% das grandes empresas brasileiras publicam relatórios de sustentabilidade, enquanto 89% divulgam metas de redução de emissões de carbono. Esse cenário reforça que a sustentabilidade já integra a estratégia empresarial – e que fornecedores passam a ser avaliados sob os mesmos critérios.

Paralelamente, a criação do Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE), instituído pela Lei nº 15.042/2024, estabeleceu novas obrigações relacionadas à mensuração e ao reporte de emissões de gases de efeito estufa. Empresas que emitam acima de 10 mil toneladas de CO₂ equivalente (CO₂e) por ano devem reportar seus inventários, enquanto aquelas que ultrapassam 25 mil toneladas anuais precisam apresentar planos de mitigação e compensação.

Diante desse novo ambiente regulatório e de mercado, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) firmou parceria com a Domani Global, especializada em soluções ESG e gestão de emissões, para apoiar as transportadoras na estruturação de seus processos ambientais de forma prática, acessível e alinhada à realidade do setor.

A iniciativa busca oferecer às empresas de transporte ferramentas para organizar dados, atender exigências legais e fortalecer sua posição competitiva em um cenário no qual a sustentabilidade já é critério de decisão comercial.

Soluções disponíveis para empresas associadas à NTC&Logística

  • Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)
    Mensuração das emissões nos escopos 1, 2 e 3, conforme padrões técnicos e exigências regulatórias.
  • Plataforma Domani SaaS – Sustainability as a Service
    Sistema digital para gestão ESG, monitoramento contínuo e geração automatizada de relatórios.
  • Diagnóstico ESG e Plano de Descarbonização
    Identificação de riscos e definição de estratégias para redução e compensação de emissões.
  • Treinamentos e capacitações corporativas
    Formação técnica para equipes operacionais, administrativas e comerciais, com certificação.
  • Certificação e Selo Carbono Neutro
    Para empresas que realizarem compensação de emissões por meio de projetos certificados.
  • Atendimento especializado para o Transporte Rodoviário de Cargas
    Suporte técnico alinhado às particularidades operacionais e regulatórias do setor.

Os pacotes foram estruturados para atender micro, pequenas, médias e grandes transportadoras, com condições diferenciadas para associadas da NTC&Logística, permitindo que as empresas avancem na agenda ESG de forma planejada, segura e estratégica.

Serviço

Domani Global – Sustentabilidade para o Transporte de Cargas

E-mail: contato@domani.global

Telefone/WhatsApp: +55 11 99559-8402

Site: www.domani.global

Redes sociais: LinkedIn, Instagram e demais plataformas oficiaisCódigo de desconto exclusivo para associadas da NTC&Logística: NTC15

Webinar Rota CNT do Conhecimento apresenta diagnóstico inédito sobre emissões do transporte

Webinar Rota CNT do Conhecimento apresenta diagnóstico inédito sobre emissões do transporte

Inventário CNT de Emissões consolida dados inéditos e orienta a agenda de descarbonização do transporte no Brasil

A CNT realizou, nessa quinta-feira (26), o Webinar Rota CNT do Conhecimento, iniciativa voltada a empresas do setor transportador, representantes de federações, sindicatos e associações, além de lideranças do Sistema Transporte. A iniciativa marcou a construção coletiva do Inventário CNT de Emissões de Gases do Efeito Estufa do Transporte, estudo pioneiro apresentado na COP30 e realizado em parceria com a Ambipar.

O Inventário analisou todos os modos de transporte — rodoviário, ferroviário, aéreo e aquaviário —, incluindo as infraestruturas portuária e aeroportuária, dimensionando as emissões e identificando ações em curso voltadas à descarbonização. O estudo também evidenciou o protagonismo do setor em iniciativas já implementadas pelas diferentes modalidades para mitigação e neutralização de emissões.

Além de reunir números inéditos, o levantamento se destaca pelo processo de construção coletiva, conduzido sob a coordenação técnica da CNT, com o apoio da Ambipar e a colaboração de entidades e empresas do setor. A participação ampla assegura legitimidade ao diagnóstico e estabelece base sólida para a formulação de políticas públicas e estratégias empresariais voltadas à descarbonização.

A Confederação informou que novas edições do estudo serão desenvolvidas, com a ampliação do uso de dados primários e o fortalecimento do engajamento das entidades representativas.

Durante o Webinar, a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, destacou que o estudo apresenta dados detalhados por estado e por tipo de veículo, o que amplia a precisão na formulação de políticas públicas e estratégias regionais. Segundo ela, o Inventário representa um marco para a estruturação de programas de incentivo à descarbonização e reforça o alinhamento das entidades do transporte em torno de uma agenda comum de sustentabilidade.

O consultor técnico da CNT Bruno Batista, que contribuiu para a coordenação do estudo, ressaltou que o setor já desenvolve diversas ações favoráveis à conservação ambiental. “Com esse diagnóstico, damos visibilidade às iniciativas em curso e ao potencial do transporte para avançar na redução das emissões”, afirmou.

Representando a Ambipar, o presidente de Sustentabilidade da companhia, Rafael Tello, contextualizou o trabalho como parte de uma jornada contínua de descarbonização. Ele observou que o Brasil já é referência em biocombustíveis e tem uma matriz elétrica limpa, fatores que inserem o país em posição estratégica para avançar na transição energética.

Tello também destacou os diferenciais técnicos do Inventário, que consolidou, pela primeira vez, dados desagregados por tipo de veículo e por estado, garantindo maior precisão às análises. A partir dessas informações, cada entidade regional poderá formular estratégias próprias, alinhadas às suas realidades locais. Como próximos passos, apontou a ampliação do uso de dados primários e o engajamento de mais entidades com vistas à padronização das informações e ao aprimoramento das futuras edições do Inventário.

O Webinar contou ainda com a participação da equipe técnica ambiental da CNT: a gerente executiva Erica Marcos, os analistas em transporte Gustavo Willy e Raflem dos Santos, e as técnicas Andreia Lima e Wlliane Magna. Pela Ambipar, também participou o líder em ESG, Henrique Dutra.

Projeto de Lei que desburocratiza exportação é aprovado

Projeto de Lei que desburocratiza exportação é aprovado

De autoria do Senado e aprovada na Câmara dos Deputados, em Brasília, PL 6139/23 agora segue para sanção do presidente da República

A Câmara dos Deputados aprovou projeto que cria um portal único para centralizar a solicitação de seguro de exportação, eliminando a necessidade de múltiplos cadastros e agilizando o acesso ao crédito. A medida reduz a burocracia e acelera a liberação de cargas, impactando positivamente os prazos logísticos e a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.

O ambiente digital permitirá que diferentes operadores analisem a mesma solicitação de forma paralela, compartilhando documentos e informações. Essa integração diminui o tempo de espera por garantias, desobstruindo gargalos administrativos e facilitando o planejamento de embarques e a contratação de fretes internacionais.

A exigência de transparência nas condições financeiras e nos prazos de tramitação dá previsibilidade aos exportadores, que podem ajustar suas cadeias de suprimentos com maior segurança. A inclusão de mecanismos como mediação e arbitragem oferece soluções rápidas para conflitos, evitando paradas inesperadas nas operações.

Ao permitir que seguradoras e financiadores privados atuem na modalidade indireta, o projeto amplia as fontes de recursos para o comércio exterior. Mais opções de crédito significam maior capacidade de investimento em infraestrutura logística, como armazéns e terminais, essenciais para escoar a produção.

A prioridade para projetos de economia verde e a extensão do prazo de cobertura para 750 dias beneficiam micro, pequenas e médias empresas, que ganham fôlego financeiro para estruturar operações complexas. “Às vezes, o debate público é contaminado pela falsa ideia de que esses recursos financiariam outros países ou governos, mas o correto é considerar que o crédito e as garantias dirigem-se ao financiamento de produtos e serviços brasileiros, para serem exportados”, diz o deputado Arlindo Chinaglia, relator do Projeto de Lei 6139/23, que agora segue para sanção presidencial.

A reformulação do Fundo Garantidor e a disciplina nos financiamentos do BNDES – Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social trazem estabilidade para contratos de longo prazo e para projetos binacionais. Com regras claras e proteção contra inadimplência, a logística de exportação ganha fluxo contínuo, reduzindo riscos e fortalecendo a presença brasileira no mercado global.