por imprensa | ago 6, 2026 | Eventos, Notícias
A Fundação Memória do Transporte (FuMTran) realizará, no dia 18 de agosto, em São Paulo, um seminário dedicado à história do transporte na Amazônia e aos desafios atuais da infraestrutura e da logística brasileira. O encontro reunirá representantes do setor, empresários e convidados no auditório da sede da entidade e marcará o lançamento nacional da obra “A História da Amazônia”, que reúne um amplo levantamento histórico sobre a evolução dos transportes na região e analisa como os diferentes modais contribuíram para a integração territorial do Norte do país.
A programação contará com a presença do presidente da FuMTran, Antonio Luiz Leite; da historiadora e escritora Etelvina Garcia, autora do livro e de integrantes da equipe diretamente envolvida na pesquisa e na produção da publicação. Durante o evento, os participantes conhecerão os bastidores do projeto e acompanharão debates sobre a evolução dos diferentes modais na região amazônica, a integração territorial e os impactos do transporte sobre o desenvolvimento econômico e social do país.
O seminário pretende utilizar a trajetória do transporte amazônico como ponto de partida para uma reflexão sobre os gargalos atuais da infraestrutura brasileira. “Ao conhecer as soluções construídas ao longo da história para superar grandes distâncias, condições geográficas complexas e dificuldades de abastecimento, conseguimos compreender melhor os desafios que ainda permanecem. A memória do transporte não deve ser vista apenas como registro do passado, mas como uma fonte de conhecimento para pensar o desenvolvimento logístico do país”, afirma Antonio Luiz Leite.
Ao longo da programação, serão expostos fatos históricos relacionados à ocupação e ao desenvolvimento da região, aspectos econômicos e sociais, a contribuição de empreendedores e trabalhadores, e as soluções de mobilidade construídas diante das grandes distâncias e das características geográficas amazônicas. “Além de mostrarmos como ocorreu o processo de pesquisa e produção do livro, queremos relacionar essa trajetória aos desafios que ainda se apresentam para a logística da Amazônia e do Brasil. Conhecer o passado ajuda a compreender os desafios atuais e a construir discussões mais qualificadas sobre infraestrutura”, afirma Leite.
O encontro em São Paulo representa a segunda etapa de apresentação da obra, após o pré-lançamento realizado em 27 de maio, durante a TranspoAmazônia, em Manaus. Na ocasião, cerca de 600 exemplares foram distribuídos a empresários, instituições, apoiadores e participantes da maior feira de logística da região Norte. “Realizar a primeira apresentação em Manaus foi uma forma de reconhecer o protagonismo da região onde essa história foi construída. Agora, em São Paulo, ampliamos o debate para um público nacional e reunimos parceiros, patrocinadores e representantes do setor que também contribuíram para a realização do projeto”, destaca o presidente.
Para ampliar o acesso ao conteúdo, foram impressos 3 mil exemplares do livro, que, após o seminário, também serão destinados a bibliotecas públicas, CEUs de São Paulo, entidades nacionais do transporte e autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, nas esferas municipal, estadual e federal. “Esperamos que a publicação alcance diferentes públicos e desperte o mesmo reconhecimento que já observamos no pré-lançamento”, ressalta Leite.
Com o seminário, a FuMTran pretende fortalecer sua atuação na preservação e na divulgação da memória do transporte brasileiro, utilizando o conhecimento histórico como base para reflexões sobre o futuro da infraestrutura nacional. A expectativa é que o encontro estimule discussões qualificadas sobre os desafios logísticos da região Norte e contribua para a construção de soluções mais integradas, eficientes e adequadas às diferentes realidades do território brasileiro.
por imprensa | ago 6, 2026 | Notícias, Outros
Integradas devem ser assinadas apenas no fim de 2027, com início das concessões em 2028
O Ministério dos Transportes confirmou o adiamento dos leilões das novas concessões de rodovias federais em Santa Catarina para 2027. A atualização foi apresentada durante as audiências públicas realizadas no mês passado, quando foi detalhada a modelagem do programa Rodovias Integradas de Santa Catarina, composto por dois lotes que abrangem importantes corredores viários do Estado.
A revisão do cronograma altera a previsão divulgada pelo governo federal no final de 2025. Na ocasião, a expectativa era que os leilões fossem realizados até novembro de 2026. No entanto, o calendário atualizado elimina a possibilidade de realização dos certames ainda neste ano. Durante as audiências públicas, a estimativa apresentada foi de que os leilões ocorram em setembro de 2027, com assinatura dos contratos em dezembro do mesmo ano. Com isso, as novas concessões devem entrar em vigor somente a partir de 2028.
Além dos dois novos lotes, Santa Catarina também aguardava definições sobre a repactuação das concessões da BR-101 Norte e da BR-116. No caso da BR-101 Norte, o Ministério dos Transportes informou que não houve acordo entre as partes, descartando a realização de um novo leilão para esse trecho.
Já em relação à BR-116, as negociações para otimização do contrato seguem em andamento. O processo depende de um entendimento entre o Ministério dos Transportes, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a concessionária responsável e o Tribunal de Contas da União (TCU). Caso haja consenso, o certame também deverá ocorrer apenas em 2027.
Os dois lotes das Rodovias Integradas de Santa Catarina preveem investimentos expressivos para ampliar a capacidade, a segurança e a qualidade da infraestrutura rodoviária federal no Estado.
O Lote 1 possui 515 quilômetros de extensão, abrangendo principalmente a BR-470, além de trechos das BRs-153 e 282. A previsão é de investimentos de aproximadamente R$ 6,4 bilhões ao longo do período de concessão.
Já o Lote 3 contempla 166 quilômetros, com segmentos das BRs-153, 282 e 480, concentrados na região Oeste catarinense. O volume estimado de investimentos é de R$ 2,7 bilhões.
Somados, os dois projetos representam cerca de R$ 9,1 bilhões em investimentos previstos para modernização da malha rodoviária federal de Santa Catarina, incluindo duplicações, terceiras faixas, melhorias operacionais e obras voltadas ao aumento da segurança e da fluidez no trânsito.
Com o adiamento dos leilões, as obras esperadas para os principais corredores logísticos catarinenses também terão seu cronograma postergado, mantendo a expectativa de início efetivo das novas concessões somente em 2028.
por imprensa | ago 6, 2026 | Indústria de Transportes, Notícias
Levantamento inédito revela que 74% das empresas industriais investiram em máquinas e equipamentos novos no ano passado; no entanto, apenas 5% visavam automatizar a produção
A indústria brasileira segue investindo em máquinas e equipamentos novos, mas ainda dá os primeiros passos na modernização tecnológica do parque fabril. É o que mostra levantamento inédito divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (5).
A Sondagem Especial nº 105 mostra que cerca de três em cada quatro (74%) empresas industriais investiram em máquinas e equipamentos novos no ano passado. Embora em 2024 o percentual tenha sido maior – 77% –, as fábricas seguem priorizando a compra de bens de capital novos. Apenas 18% delas adquiriram máquinas e equipamentos usados em 2025, ante 16% no ano anterior.
A renovação do maquinário, contudo, não é acompanhada por um avanço tecnológico significativo. Entre as empresas que investiram em máquinas e equipamentos no ano passado, 72% delas visavam, principalmente, a mecanização, enquanto 9% tinham a robotização como alvo. Somente 5% das indústrias direcionaram seus investimentos para automatizar a produção, a partir de máquinas conectadas em rede, com capacidade de transmissão e processamento autônomo de dados.
“Os investimentos em máquinas e equipamentos que têm conexão com a internet, processamento em nuvens etc. continuam tímidos. A maior parte dos investimentos continua sendo para mecanizar a produção, mas isso não quer dizer que as empresas não busquem ganhos de produtividade. Mesmo na mecanização, uma empresa pode ganhar produtividade, ao incorporar máquinas e equipamentos mais eficientes ao processo produtivo”, avalia Rafael Sales, especialista em Políticas e Indústria da CNI.
Incertezas econômicas travam investimentos
O levantamento também mostra que a imprevisibilidade do ambiente macroeconômico segue como a principal restrição às decisões de investimento da indústria brasileira. Seis em cada dez empresas (61%) que compraram máquinas e equipamentos novos no último ano apontaram as incertezas econômicas como o maior obstáculo para os investimentos.
Na sequência do ranking de principais entraves aos investimentos em bens de capital, aparecem a queda das receitas das empresas (47%) e os entraves tributários (47%). Fecham a lista dos cinco maiores obstáculos as incertezas relativas a cada setor (46%) e à falta de mão de obra (43%).
Entre as empresas que adquiriram maquinário usado, as incertezas econômicas também foram o principal obstáculo: 66% delas apontaram a imprevisibilidade macroeconômica. A queda das receitas foi o segundo maior entrave (55%) mencionado, seguida por entraves tributários e incertezas setoriais, ambas com 53% das assinalações. O aumento dos custos dos insumos, citado por 52% dos empresários, também tem atrapalhado o investimento em máquinas e equipamentos usados.
De acordo com a pesquisa, as empresas, em geral, não têm uma preferência quanto à origem da principal máquina ou equipamento adquirido. Em 2024, 48% do maquinário comprado vieram do exterior, enquanto 47% foram fabricados nacionalmente. No ano seguinte, os percentuais se inverteram: 48% das máquinas e equipamentos eram nacionais, enquanto 47% vieram de fora.
Grandes empresas preferem maquinário novo, importado e investem mais em automatização
O perfil de investimento em máquinas e equipamentos mostra diferenças entre os portes de empresas. Segunda a pesquisa, 78% das grandes indústrias investiram em máquinas e equipamentos novos no ano passado, número que cai para 72% entre as médias e 66% entre as pequenas.
As empresas de grande porte também estão em estágio mais avançado quanto à adoção de tecnologias da Indústria 4.0. Entre as que investiram em máquinas e equipamentos em 2025, 7% visavam automatizar o processo produtivo. Nas médias e nas pequenas, apenas 4% e 2% tinham esse objetivo.
Em relação à origem do maquinário, as grandes empresas foram as únicas a preferir o importado em relação ao nacional no ano passado.
Nacionalidade das máquinas e equipamentos por porte de empresas
- Grandes indústrias: 56% estrangeiro; 40% nacional;
- Médias indústrias: 52% nacional; 44% estrangeiro;
- Pequenas indústrias: 60% nacional; 32% estrangeiro.
“É preciso pensar em políticas industriais que ajudem as pequenas empresas a acessar crédito e tecnologias avançadas mais facilmente, acelerando o desenvolvimento produtivo. Em relação às grandes empresas, que estão mais maduras, é necessário prepará-las para competir internacionalmente. Dessa forma, é possível incentivar precisamente todas as etapas da cadeia”, aponta o economista.
Sobre a Sondagem Especial
Para captar os dados referentes ao ano de 2025, a CNI consultou 599 empresas entre 5 e 14 de janeiro de 2026. Os dados de 2024 foram coletados junto a 656 indústrias entre 7 e 20 de janeiro de 2025.
por imprensa | ago 5, 2026 | Eventos, Notícias
Evento será realizado em São Paulo, reunindo autoridades, especialistas e lideranças do setor para debater segurança pública, crime organizado, inteligência e os desafios do Transporte Rodoviário de Cargas
Termina hoje (5) o prazo para inscrições antecipadas no 3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), promovido pela NTC&Logística. O evento será realizado amanhã, 6 de agosto, na subsede da entidade, em São Paulo (SP), reunindo autoridades públicas, especialistas em segurança, representantes do setor produtivo e lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas, para discutir estratégias de enfrentamento à criminalidade e o fortalecimento da segurança logística no Brasil.
Entre os destaques da programação, está a participação de Francisco Lucas Costa Veloso, Secretário Nacional de Segurança Pública (SENASP/MJSP), que abordará as políticas públicas de segurança e a integração institucional entre os diversos órgãos responsáveis pelo combate ao crime organizado.
O Encontro também reunirá importantes nomes de referência nacional. Dr. Waldomiro Milanesi, Delegado de Polícia e Especialista em Segurança, abrirá o ciclo de palestras com uma análise sobre segurança logística, crime organizado e mercados ilícitos. Em seguida, Cassio Augusto Muniz Borges, Assessor Especial da Presidência da Confederação Nacional da Indústria (CNI), tratará dos impactos da criminalidade sobre a produção, a circulação de mercadorias e o desenvolvimento econômico.
A programação terá ainda a participação do Dr. Lincoln Gakiya, Promotor de Justiça, integrante do GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado de São Paulo, que discutirá os desafios contemporâneos do combate ao crime organizado, e de Leonardo Silva, Coordenador Temático (Estado e Crime Organizado) do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), que apresentará um panorama sobre os impactos da criminalidade na segurança pública, na economia e no desenvolvimento nacional, completando um ciclo de debates conduzido por autoridades e especialistas de referência nacional.
Além das palestras, os participantes acompanharão debates técnicos e momentos de integração entre representantes do setor privado e do poder público, fortalecendo o diálogo e a construção de soluções conjuntas para o enfrentamento ao roubo, furto e receptação de cargas.
De acordo com o Diagnóstico Nacional do Roubo de Cargas, elaborado pela Assessoria de Segurança da NTC&Logística, o Brasil registrou 8.570 ocorrências de roubo de cargas em 2025, uma redução de 16,7% em comparação com 2024. Apesar da queda dos registros, o impacto econômico permanece elevado. O prejuízo direto estimado é de aproximadamente R$ 900 milhões, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão quando considerados os efeitos indiretos, como o aumento dos custos operacionais, dos seguros e o reflexo no preço final dos produtos.
Desde 1998, a NTC&Logística desenvolve, por meio de sua Assessoria de Segurança, ações permanentes voltadas ao enfrentamento dos crimes praticados contra o Transporte Rodoviário de Cargas. Ao longo dessa trajetória, a entidade tem atuado na elaboração de estudos técnicos, diagnósticos nacionais, propostas legislativas, articulações institucionais e iniciativas que contribuem para o fortalecimento da segurança pública, da atividade transportadora e da cadeia logística brasileira.
A participação dos associados da NTC&Logística é gratuita. Para os demais interessados, as inscrições antecipadas podem ser realizadas somente até hoje (5), por meio do portal da entidade, clicando aqui. Após esse prazo, as inscrições poderão ser feitas diretamente no credenciamento, no local do evento, conforme disponibilidade.
Programação
8h – Credenciamento
8h30 às 9h – Abertura
9h às 9h20 – Segurança Logística, Crime Organizado e Mercados Ilícitos: Contextualização e Desafios para o Brasil
Palestrante:
Dr. Waldomiro Milanesi
Delegado de Polícia e Especialista em Segurança
9h20 às 10h10 – Impactos da Criminalidade sobre a Produção, a Circulação e o Desenvolvimento Econômico
Palestrante:
Cassio Augusto Muniz Borges
Assessor Especial da Presidência da CNI – Confederação Nacional da Indústria
10h10 às 11h – Segurança Pública, Crime Organizado e os Desafios Contemporâneos do Estado Brasileiro
Palestrante:
Dr. Lincoln Gakiya
Promotor de Justiça, integrante do GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – Ministério Público do Estado de São Paulo
11h às 11h50 – Diagnósticos e Tendências da Criminalidade no Brasil: Impactos sobre a Segurança Pública, a Economia e o Desenvolvimento Nacional
Palestrante:
Leonardo Silva
Coordenador Presidente da área de Estado e Crime Organizado, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública – FBSP
11h50 às 12h40 – Políticas Públicas de Segurança e Integração Institucional
Palestrante:
Francisco Lucas Costa Veloso
Secretário Nacional de Segurança Pública – SENASP / MJSP
12h40 às 13h – Encerramento
Realização
Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística
Apoio Institucional
Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL)
Fundação Memória do Transporte – FuMTran
por imprensa | ago 5, 2026 | Artigos, Notícias
Por: Dr. Marcos Aurélio Ribeiro, diretor jurídico da NTC&Logística
A reforma tributária entrou agora em sua fase de implementação prática, com a introdução gradual da obrigatoriedade da inclusão, nos documentos fiscais, da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), obrigando as empresas a enfrentarem o desafio de atualizar seus processos tecnológicos para cumprir as novas determinações da Receita Federal.
Em 2026, as empresas que cumprirem as novas exigências da reforma tributária, como informar corretamente os dados nos documentos fiscais, não precisarão pagar os novos tributos.
Para garantir uma transição segura, ato conjunto da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS (CGIBS) estabelece um cronograma para a inclusão dos novos campos do IBS e da CBS nos documentos fiscais eletrônicos (como NF-e, NFC-e e CT-e), já em vigor.
O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4/2026 organizou a obrigatoriedade de emissão dos documentos fiscais eletrônicos adaptados à Reforma Tributária em quatro lotes principais. O objetivo é permitir que os setores econômicos e os desenvolvedores adaptem seus sistemas de maneira escalonada.
Os novos tributos começam a ser destacados no formato de “alíquota-teste” (0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS).
1º Lote – Obrigatoriedade em 3 de agosto de 2026
Este é o bloco principal de documentos que movimentam o setor produtivo nacional.
- NF-e (Modelo 55): Nota Fiscal Eletrônica (operações gerais de bens materiais e serviços).
- NFC-e (Modelo 65): Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (comércio varejista).
- Transportes: CT-e, CT-e OS, MDF-e, GTV-e (Guia de Transporte de Valores) e BP-e (exceto transporte aéreo e metropolitano).
- Utilidades e outros: NF3-e (Energia Elétrica), NFS-e Via (Pedágios) e DC-e (Declaração de Conteúdo).
2º Lote – Obrigatoriedade em 1º de outubro de 2026
Focado em telecomunicações, importações expressas e no início das obrigações de serviços em geral.
- NFS-e: Nota Fiscal de Serviços Eletrônica padrão (ISS), que não esteja sujeita a regras específicas.
- NFCom: Nota Fiscal Fatura de Serviços de Comunicação Eletrônica.
- DIR: Declaração de Importação de Remessa (remessas internacionais).
- DeRE (1ª fase): Eventos de Tabela dos Contribuintes na Declaração de Regimes Específicos.
3º Lote – Obrigatoriedade em 1º de dezembro de 2026
Agrupa serviços complexos, plataformas de tecnologia, mercado imobiliário e utilidades específicas.
- Plataformas digitais: NFS-e para serviços prestados ou intermediados por plataformas eletrônicas.
- Mercado imobiliário: NF-e ABI (Alienação de Bens Imóveis) e NFS-e para locações, arrendamentos e taxas de condomínio.
- Serviços de infraestrutura: NFAg (Água e Saneamento) e NFGas (Gás Canalizado).
- Transporte aéreo e urbano: BP-e para transporte aéreo, metropolitano ou semiurbano.
- Não contribuintes do ICMS: NF-e emitida por sujeitos passivos do IBS/CBS que não contribuem para o ICMS.
4º Lote – Obrigatoriedade em 1º de janeiro de 2027
Fase final da transição, dedicada aos regimes simplificados, comércio exterior definitivo e regimes especiais.
- Simples Nacional: Início da obrigatoriedade para todos os optantes pelo Simples Nacional e pelo MEI.
- Duimp: Declaração Única de Importação (registro definitivo de entrada de bens do exterior).
- Tributação monofásica: Emissão de NF-e para produtos sujeitos ao regime monofásico (como combustíveis).
- DeRE (3ª fase): Demais eventos da Declaração de Regimes Específicos.
No entanto, diante da realidade e da complexidade técnica dessa transição, a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS adotaram uma postura de flexibilização neste primeiro momento.
Por meio do Ato Técnico Conjunto RFB/CGIBS nº 1, publicado em 31 de julho de 2026, foi formalizada a suspensão temporária da rejeição automática de notas fiscais que apresentem ausência ou inconsistência nos novos campos. Isso significa que, temporariamente, as empresas podem continuar operando enquanto ajustam seus sistemas de faturamento aos novos leiautes.
O que mudou com a flexibilização
- Sem rejeição: documentos como NF-e, NFC-e e CT-e emitidos sem o preenchimento do IBS e da CBS não serão rejeitados automaticamente pelos sistemas autorizadores.
- Período de adaptação: a medida funciona como um alívio operacional, concedendo mais tempo para a adequação dos sistemas das empresas no início da Reforma Tributária do Consumo.
- Atenção à regra: a suspensão afeta apenas a rejeição sistêmica imediata. O cronograma oficial de obrigatoriedade por lotes previsto no Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4/2026 continua em vigor para as próximas etapas.
Mesmo em relação às penalidades, foi adotado um modelo de caráter educativo para o período de testes.
- Notificação prévia: empresas com irregularidades serão notificadas para corrigir os dados.
- Prazo de regularização: o contribuinte terá até 60 dias para sanar o erro.
- Cancelamento de multas: caso a correção seja feita dentro do prazo, a penalidade será anulada.
Apesar disso, será um erro adiar a adequação, pois se trata apenas de uma flexibilização temporária. Deixar a atualização dos sistemas, dos cadastros de produtos e dos processos internos para a última hora fatalmente resultará em custos adicionais elevados, sobrecarga das equipes de TI e maior exposição a erros quando as regras definitivas passarem a exigir validação rígida.
O cumprimento das medidas exigidas pela Receita Federal nesta fase requer ações urgentes, mesmo diante da ausência de punições imediatas. A implementação do IBS e da CBS no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) exige a atualização imediata dos sistemas de emissão de CT-e e MDF-e, apesar da flexibilização inicial da Receita Federal, que evita a rejeição automática de documentos até que seja imposta a obrigatoriedade definitiva. As transportadoras tributadas pelo Lucro Real e pelo Lucro Presumido devem adaptar seus sistemas de faturamento ao novo leiaute das tags XML do CT-e e do MDF-e.
As empresas que utilizarem esse período de transição para testar seus sistemas, treinar suas equipes e alinhar seus parâmetros tributários garantirão uma adaptação mais segura ao modelo do IVA (Imposto sobre Valor Agregado), consolidando sua regularidade fiscal até a implementação total do novo sistema tributário.
por imprensa | ago 5, 2026 | Notícias, Outros
NTC&Logística e COMJOVEM convidam empresários, colaboradores, familiares e toda a sociedade a participarem da campanha até o fim de agosto e ajudarem a fortalecer os estoques dos hemocentros em todo o Brasil
A Campanha de Doação de Sangue COMJOVEM Salva Vidas 2026 entra em seu último mês de mobilização reforçando um convite a todo o setor do Transporte Rodoviário de Cargas e à sociedade: doar sangue é um gesto simples, seguro e capaz de salvar vidas.
Promovida pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística e pela COMJOVEM, a campanha acontece anualmente entre os meses de junho e agosto, período em que os hemocentros brasileiros costumam registrar uma redução no número de doadores em razão do inverno, das férias escolares e do aumento de doenças sazonais, fatores que impactam diretamente os estoques de sangue.
Desde sua criação, em 2017, a Campanha COMJOVEM Salva Vidas já contabiliza mais de 5 mil doações de sangue e mais de 300 inscrições no Cadastro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). Os resultados demonstram a força da mobilização promovida pelos Núcleos da COMJOVEM e pelas entidades ligadas à NTC&Logística em todo o país.
Dados divulgados pelo Ministério da Saúde reforçam a importância dessa conscientização. Em 2025, o Brasil registrou 831.518 bolsas de sangue coletadas apenas nos cinco primeiros meses do ano, enquanto o Governo Federal manteve campanhas para ampliar o número de doadores regulares e garantir estoques seguros em todas as regiões do país, especialmente durante o inverno, quando historicamente ocorre redução nas doações.
Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, a reta final da campanha representa uma oportunidade para ampliar ainda mais o alcance da iniciativa.
“A Campanha COMJOVEM Salva Vidas mostra, ano após ano, que o Transporte Rodoviário de Cargas também cumpre um importante papel social. Estamos na reta final da edição de 2026, mas ainda há tempo para que empresas, colaboradores, familiares e amigos participem dessa corrente de solidariedade. Cada doação pode representar esperança para quem aguarda um tratamento, uma cirurgia ou enfrenta uma emergência. Nosso convite é para que todos se mobilizem e ajudem a fortalecer os estoques dos hemocentros”, destaca Rebuzzi.
O coordenador nacional da COMJOVEM, Hudson Rabelo, reforça que a mobilização dos Núcleos é essencial para ampliar o impacto da campanha.
“A força da COMJOVEM está nas pessoas. Quando cada Núcleo mobiliza empresários, colaboradores, familiares e parceiros, conseguimos transformar uma boa ideia em um movimento nacional. Estamos no último mês da campanha e queremos alcançar ainda mais pessoas. Cada comprovante recebido representa muito mais do que um número: representa vidas que poderão ser salvas graças à solidariedade do nosso setor”, afirma.
A participação é simples. Basta procurar um hemocentro, realizar a doação e solicitar o comprovante emitido pela unidade.
Após a doação, os participantes devem encaminhar o comprovante aos Núcleos da COMJOVEM, sindicatos, federações ou associações vinculadas à NTC&Logística em sua região. Essas entidades são responsáveis por reunir os comprovantes e consolidar os resultados nacionais da campanha.
Além de doar sangue, a NTC&Logística e a COMJOVEM convidam todos os participantes a ampliarem essa corrente do bem, incentivando colegas de trabalho, familiares, amigos e parceiros a fazerem o mesmo. Quanto maior a mobilização, maior será o impacto da campanha e o número de vidas beneficiadas.
A Campanha COMJOVEM Salva Vidas 2026 segue até o dia 31 de agosto. Ainda há tempo para participar, fazer a diferença e contribuir para que os hemocentros brasileiros mantenham seus estoques abastecidos.
Agradecemos e contamos com você. Juntos, salvamos vidas!