Summit 2026: Levantamento inédito apoia o setor na implementação dos pilares ESG

Summit 2026: Levantamento inédito apoia o setor na implementação dos pilares ESG

Estudo de Materialidade do Setor Rodoviário aponta descarbonização e busca por eficiência energética como ações prioritárias

O setor transportador tem, na transição ambiental e na eficiência energética, alguns dos principais desafios para avançar em sua agenda ESG. É o que aponta o Estudo de Materialidade do Setor de Transporte Rodoviário, divulgado nesta terça-feira (4), em São Paulo, no primeiro dia do SEST SENAT Summit 2026.

O levantamento identifica prioridades comuns ao setor. No transporte rodoviário, essa leitura é especialmente importante diante da amplitude da agenda ESG e da diversidade de desafios que envolvem a atividade. O levantamento inédito oferece referências para orientar decisões e a construção de programas e indicadores.

Para chegar aos resultados, o Estudo partiu de uma lista de 30 temas potencialmente relevantes para o transporte, complementada pela análise de padrões ESG, do ambiente regulatório e de tendências relacionadas à atividade transportadora. Desses, 10 temas foram classificados como de alta relevância, com destaque para descarbonização e eficiência energética.

Agenda conectada

Os resultados revelam uma agenda ESG conectada, que reúne questões ambientais, sociais e de governança. Além dos temas relacionados à transição ambiental, o Estudo destaca: saúde, segurança e qualidade de vida dos trabalhadores do transporte; formação, desenvolvimento e retenção de profissionais; gestão integrada; qualidade e segurança no atendimento aos usuários; governança corporativa; condições de trabalho dignas em toda a cadeia produtiva; relações governamentais, regulamentação e políticas públicas, e ética, integridade e compliance.

“A agenda ESG do transporte é ampla e envolve diferentes dimensões da atividade. A materialidade nos ajuda a olhar para esse conjunto de temas de forma estratégica, identificando as prioridades que são comuns ao setor e que podem orientar decisões e ações concretas. É um ponto de partida para transformar sustentabilidade em gestão e fortalecer a capacidade do setor de responder aos desafios do presente e do futuro”, afirma Nicole Goulart, diretora executiva nacional do SEST SENAT.

O estudo constitui um ponto de partida para que empresas, entidades e os demais atores do ecossistema do transporte compreendam seus impactos, reconheçam riscos e oportunidades, e avancem na construção de uma agenda de sustentabilidade conectada à gestão e à realidade do setor.

Conheça o documento na íntegra, no site da CNT.

Inclusão de imigrantes pode ajudar a reduzir escassez de motoristas no transporte

Inclusão de imigrantes pode ajudar a reduzir escassez de motoristas no transporte

Projeto desenvolvido por executivos da especialização em Gestão de Negócios do ITL cria metodologia para apoiar transportadoras em recrutamento, capacitação e retenção de profissionais

A escassez de motoristas profissionais, um dos principais desafios enfrentados pelo transporte rodoviário brasileiro, motivou o desenvolvimento do Rotas de Inclusão, projeto que orienta transportadoras a recrutar, capacitar e reter imigrantes e refugiados para atuar como motoristas e profissionais de áreas operacionais. A iniciativa alia inclusão social à gestão estratégica de pessoas e oferece uma metodologia para ampliar a oferta de mão de obra qualificada no setor.

O projeto foi elaborado por executivos da 71ª turma da Especialização em Gestão de Negócios, curso integrante do Programa Avançado de Capacitação do Transporte, coordenado pelo ITL (Instituto de Transporte e Logística), promovido pelo SEST SENAT e ministrado pela FDC (Fundação Dom Cabral).

Participaram do desenvolvimento Jacqueline Queiroz, gerente de SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho) da Rodonaves; Carlos Lacerda, diretor executivo da Opção JCA; Bruno da Silva Santos, supervisor de Logística da LP Guizilim; Cibele Thais Telles, coordenadora de Controladoria da JCA, e Wagner Militani da Silva, gerente operacional da Suzantur.

Segundo Jacqueline Queiroz, muitos imigrantes e refugiados já ocupam funções operacionais nas empresas, mas a contratação costuma ocorrer de forma pouco estruturada.

“Falta um programa de acolhimento, capacitação e acompanhamento. Isso dificulta a retenção desses profissionais e limita o potencial de contribuição que eles podem oferecer ao setor”.

A partir dessa realidade, o grupo desenvolveu uma metodologia específica para o transporte urbano e rodoviário. “Identificamos a oportunidade de estruturar um programa voltado para esse público, em um momento em que o setor enfrenta uma escassez significativa de profissionais e pode se beneficiar diretamente dessa força de trabalho”.

O guia reúne orientações para recrutamento, regularização documental, capacitação técnica e linguística, integração cultural e acompanhamento dos profissionais, transformando iniciativas pontuais em uma política estruturada de gestão de pessoas.

Implementação

A metodologia proposta está organizada em quatro etapas: recrutamento e regularização documental; capacitação técnica, linguística e sensibilização das equipes; mentoria e integração cultural, e avaliação contínua por indicadores de desempenho.

O projeto prevê parcerias com organizações de acolhimento, instituições de formação de motoristas e órgãos públicos para apoiar a regularização documental e a qualificação dos candidatos.

O guia também disponibiliza ferramentas para facilitar sua implementação, como modelos de plano de ação (5W2H), checklists de conformidade legal, kits de integração e painéis de indicadores adaptáveis à realidade de cada transportadora.

Outro diferencial é a utilização do conceito de Retorno Social sobre o Investimento (SROI), que permite mensurar os impactos gerados para empresas, trabalhadores, famílias, comunidades e poder público. O material identifica riscos operacionais, como barreiras linguísticas e atrasos na regularização documental, propondo medidas para mitigá-los.

Para o diretor executivo do ITL, João Victor Mendes, o projeto representa o propósito da especialização de transformar desafios do setor em soluções aplicáveis.

“Nosso objetivo é conectar teoria e prática para gerar resultados concretos. O Rotas de Inclusão transforma conhecimento em uma metodologia capaz de ajudar as empresas a enfrentar a escassez de mão de obra, fortalecer sua competitividade e contribuir para um transporte mais eficiente”.

Desafio para o setor

A relevância da iniciativa é reforçada pelos dados da Confederação. Levantamento da entidade mostra que 65,1% das empresas apontam a função de motorista como a principal carência de mão de obra. Entre as transportadoras de cargas, 44,6% mantêm vagas abertas, e mais da metade possui cinco ou mais postos sem preenchimento. No transporte de passageiros, 53,4% também enfrentam dificuldades para contratar profissionais.

Responsável por 64,85% da matriz brasileira de transporte de cargas, o modal rodoviário concentra 44% da receita do setor, emprega cerca de 1,3 milhão de trabalhadores com vínculo formal e gerou 47.440 novos empregos em 2025, evidenciando que a demanda por motoristas continua crescendo em ritmo superior à oferta de profissionais qualificados.

Produção industrial no Brasil perde tração e cai mais do que o esperado em junho

Produção industrial no Brasil perde tração e cai mais do que o esperado em junho

Setor industrial encerra o segundo trimestre com forte desaceleração e queda maior do que o esperado

A indústria brasileira registrou, em junho, retração bem maior do que o esperado, encerrando o segundo trimestre com o segundo mês consecutivo de perdas depois de mostrar fôlego nos primeiros meses do ano.

Em junho, a produção teve queda de 1,8% em relação a maio. Os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram ainda que, na comparação com o mesmo período do ano passado, houve alta de 1,7% na produção.

Os resultados ficaram bem aquém das expectativas em pesquisa da Reuters com analistas de retração de 0,8% no mês e de alta de 3,0% na base anual.

Com isso, o setor industrial brasileiro encerra o segundo trimestre com ganho de 0,3% sobre os três meses anteriores, mostrando forte desaceleração ante a alta de 1,4% no primeiro trimestre.

“O que pode ser dito é que há uma interrupção da trajetória ascendente da indústria. Há uma menor intensidade do setor industrial com espalhamento da queda”, avaliou o gerente da pesquisa no IBGE, André Macedo.

“Temos aqueles fatores negativos de pé, como política monetária e inadimplência afetando o poder de consumo. Há também paralisações em plantas industriais, talvez numa tentativa de ajuste à demanda menor. Há uma clara redução de ritmo da indústria”, completou.

A indústria iniciou o ano com resultados positivos, mostrando resiliência diante, principalmente, de bons desempenhos da indústria extrativa e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis.

Mas analistas avaliam que o setor, agora, pode mostrar desaceleração sob os impactos da política monetária restritiva, com a taxa Selic em patamar elevado (atualmente em 14,25%). O Banco Central anuncia na quarta sua decisão de política monetária, com expectativas de corte de 0,25 ponto percentual nos juros.

“Os dados de atividade conjuntamente sugerem moderação do crescimento, o que, na nossa visão, contribui para o Copom continuar o ciclo de calibração da Selic. Esperamos novo corte de 25 pontos base amanhã e em todas as reuniões restantes desse ano, levando a Selic a 13,25% ao final de 2026”, disse André Valério, economista sênior do Inter.

Em junho, a principal influência negativa foi da produção de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com recuo de 5,9%. O grupo marcou, assim, o segundo mês seguido de queda na produção, acumulando no período perda de 11,8%.

“Foi uma parte importante, até porque responde por 15% da pesquisa. Esse segmento cresceu 16,5% em quatro meses, e agora as duas quedas eliminam parte dessa alta, mas ainda está positivo”, disse Macedo.

Segundo ele, as quedas ocorreram em álcool, gasolina e diesel, destacando que o processamento de cana-de-açúcar cai em maio e junho por conta de mais chuva.

Também pesaram de forma negativa produtos químicos (-4,3%); produtos alimentícios (-1,9%); produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-11,0%); confecção de artigos do vestuário e acessórios (-11,0%), e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-8,9%).

Entre as grandes categorias econômicas, a produção de bens de consumo semi e não duráveis caiu 4,1% em junho sobre maio, enquanto a de bens de consumo duráveis recuou 3,2%. Os setores produtores de bens de capital e de bens intermediários tiveram quedas de 1,1% cada.

Último dia para se inscrever no Comitê de Recursos Humanos da NTC&Logística

Último dia para se inscrever no Comitê de Recursos Humanos da NTC&Logística

Nova iniciativa busca fortalecer a gestão de pessoas no Transporte Rodoviário de Cargas, promovendo a troca de experiências, o desenvolvimento de boas práticas e a construção de soluções para os desafios do setor

A NTC&Logística está ampliando sua atuação em temas estratégicos para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), com a criação do Comitê de Recursos Humanos, uma iniciativa voltada à integração dos profissionais responsáveis pela gestão de pessoas nas empresas e entidades associadas à entidade. Hoje (4), é o último dia para mostrar interesse em participar.

O novo Comitê nasce com o propósito de criar um ambiente permanente de diálogo, colaboração e construção coletiva, reunindo especialistas em Recursos Humanos para debater os principais desafios da área, compartilhar experiências, identificar tendências e desenvolver propostas que contribuam para o fortalecimento da gestão de pessoas no setor.

A iniciativa reforça o compromisso da NTC&Logística em apoiar o desenvolvimento do capital humano, reconhecendo que pessoas qualificadas, ambientes de trabalho saudáveis e práticas modernas de gestão são fatores essenciais para a competitividade, a sustentabilidade e o futuro do TRC.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, a criação do Comitê representa mais um passo importante na evolução institucional da entidade. “As pessoas são o maior patrimônio das organizações e, no Transporte Rodoviário de Cargas, investir na gestão de talentos tornou-se uma necessidade estratégica. Com a criação do Comitê de Recursos Humanos, queremos reunir profissionais que vivem os desafios do dia a dia para construir soluções, compartilhar conhecimento e fortalecer, de forma colaborativa, a gestão de pessoas em todo o setor. A participação das empresas e entidades associadas será fundamental para o sucesso dessa iniciativa”, destaca Rebuzzi.

Convite às empresas e entidades associadas

A NTC&Logística convida suas empresas e entidades associadas a indicarem o profissional responsável pela área de Recursos Humanos ou o colaborador que atue diretamente na gestão de pessoas, para integrar o Comitê.

Os participantes terão a oportunidade de:

  • contribuir para a construção de diretrizes e boas práticas para o setor;
  • acompanhar debates sobre os principais temas relacionados à gestão de pessoas;
  • compartilhar experiências com profissionais de diferentes regiões do país;
  • ampliar o relacionamento com especialistas e lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas.

As indicações deverão ser realizadas por meio do formulário disponibilizado pela entidade, até o dia 14 de agosto, no link: https://forms.gle/dW7ys3SX5Y29GdLy7

A NTC&Logística reforça o convite para que suas empresas e entidades associadas participem dessa iniciativa e contribuam para o fortalecimento da gestão de pessoas no Transporte Rodoviário de Cargas, promovendo o desenvolvimento de práticas que atendam às demandas atuais e futuras do setor.

Participe da Pesquisa de Mercado do TRC 2026

Participe da Pesquisa de Mercado do TRC 2026

A NTC&Logística deu início a uma nova edição da Pesquisa de Mercado do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), com o objetivo de avaliar o cenário econômico do setor no primeiro semestre de 2026 e reunir informações estratégicas sobre os desafios, oportunidades e tendências que impactam as empresas transportadoras em todo o país.

O levantamento será realizado por meio de um questionário objetivo e de fácil preenchimento, composto por perguntas de múltipla escolha. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre a realidade do transporte rodoviário de cargas, contribuindo para a elaboração de análises, estudos e ações voltadas ao fortalecimento do setor.

A participação das empresas é fundamental para garantir a representatividade dos dados coletados e permitir a construção de um panorama atualizado e confiável da atividade transportadora no Brasil. As informações obtidas também servirão de base para discussões institucionais e para o desenvolvimento de estratégias que atendam às demandas do segmento.

Os resultados consolidados da pesquisa serão apresentados durante a segunda edição de 2026 do CONET&Intersindical (Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado), que será realizada no dia 27 de agosto, em Ouro Preto (MG).

A NTC&Logística convida todas as empresas transportadoras a participarem da pesquisa e contribuírem para o fortalecimento da representação e do desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas.

Acesse o questionário e participe:
https://forms.gle/ktGbDcBM3KQfMPyB7

Fenatran 2026 apresenta tecnologias para logística urbana e cargas

Fenatran 2026 apresenta tecnologias para logística urbana e cargas

Eletrificação, conectividade e novos serviços impulsionam a eficiência das operações de last mile

O crescimento do e-commerce e a demanda por entregas rápidas transformaram a logística urbana em um dos principais desafios do transporte de cargas. Com previsão de faturar R$ 379 bilhões e registrar cerca de 560 milhões de pedidos até 2030, segundo a Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce, o setor exige operações cada vez mais ágeis e eficientes para as entregas de last mile, etapa que leva o produto do centro de distribuição ao consumidor final.

Esse movimento também é impulsionado por regras mais rígidas para a circulação de veículos nas grandes cidades, pelos altos custos operacionais e pelas metas de descarbonização.

Na Fenatran, principal encontro do transporte rodoviário de cargas e logística da América Latina, serão apresentados os mais recentes lançamentos voltados a esse mercado. Entre os dias 9 e 13 de novembro, no São Paulo Expo, o evento reunirá veículos comerciais desenvolvidos para aumentar a produtividade das entregas e atender às novas exigências da distribuição urbana.

“Essas operações são estratégicas para a cadeia de suprimentos, e a Fenatran apresentará diversas novidades desenvolvidas especialmente para esse segmento, que desempenha um papel fundamental na movimentação de mercadorias”, explica Thiago Braga Ferreira, gerente executivo da Fenatran

Montadoras ampliam portfólio

Para atender às novas exigências das entregas nas cidades, as fabricantes ampliam seus portfólios com veículos de diferentes capacidades de carga, tecnologias alternativas de propulsão sustentável e voltadas ao aumento da eficiência operacional. O objetivo é oferecer opções mais versáteis, conectadas e adaptadas às diversas demandas do transporte urbano de mercadorias.

Nesse mercado, a IVECO destaca a linha Daily como sua principal aposta para as entregas. Disponível nas configurações chassi-cabine e furgão, a família contempla modelos de 3,5 a 7 toneladas, incluindo versões que podem ser conduzidas com CNH B. A marca também conta com alternativas voltadas à descarbonização, como o eDaily, 100% elétrico, e o conceito Daily Multifuel, capaz de operar com etanol, gás natural e biometano.

A Mercedes-Benz oferece, para as operações de distribuição, coletas e transferências de mercadorias, os modelos das linhas Accelo e Atego, que vão de 8 a 45,1 toneladas. A empresa também avança em sua estratégia de eletrificação do transporte de cargas com testes do eActros – caminhão 100% elétrico da marca – no Brasil.

A divisão de veículos comerciais Ford PRO acaba de anunciar, para o segundo semestre desse ano, o lançamento da nova Transit City, uma van elétrica com o tamanho e a configuração certos para rodar em zonas urbanas restritas. A novidade chega para complementar o portfólio da marca, que conta ainda com a Transit nas versões Chassi, Furgão, Minibus e Vidrada; Ranger XL Cabine Simples, Chassi Cabine e Cabine Dupla, com transmissão manual ou automática; Ranger XLS e E-Transit Furgão.

Já a Volkswagen Caminhões e Ônibus leva à Fenatran diferentes modelos do Delivery Express, além do e-Delivery, 100% elétrico, e versões da família Constellation voltados a operações urbanas e regionais.

“A principal tendência no segmento de last mile é o avanço da logística sustentável com veículos elétricos e modais leves. Também se destaca o uso crescente de tecnologia e inteligência artificial para otimização de rotas”, afirma Giulianno Nasi, gerente de Marketing de Produto da Volkswagen Caminhões e Ônibus.

Tecnologia embarcada transforma o last mile

Além das alternativas de propulsão sustentável, a conectividade e a gestão de dados vêm ampliando a eficiência das operações urbanas. Recursos como telemetria, monitoramento em tempo real e manutenção preditiva ajudam a otimizar rotas, reduzir custos operacionais e o consumo de combustível, aumentar a disponibilidade da frota e minimizar paradas para manutenção.

“Empresas que conseguem transformar dados em eficiência operacional tendem a ganhar competitividade e melhorar seus indicadores de desempenho”, afirma Marco Pacheco, diretor de Marketing da IVECO para a América Latina.

Atuação integrada para maior eficiência operacional

As montadoras também ampliam a oferta de serviços, como manutenção e gestão de frotas, reforçando estratégias para reduzir custos operacionais e maximizar a disponibilidade dos veículos. Esse modelo permite que os transportadores concentrem seus esforços na operação logística, enquanto a gestão dos ativos fica sob responsabilidade da fabricante.

Além disso, a locação vem se tornando uma alternativa para empresas que buscam novas formas de contratar e administrar suas frotas. “Existe espaço para esse modelo porque muitos clientes comerciais buscam flexibilidade financeira, previsibilidade de custos e menor imobilização de capital. Em operações urbanas, em que o veículo é uma ferramenta de trabalho e precisa estar sempre disponível, a locação pode ser uma solução interessante”, afirma Matias Guimil, gerente de Estratégia e Produto de Veículos Comerciais da Ford.

Segundo o vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil, Jefferson Ferrarez, a etapa de última milha pode representar até 65% do custo total do transporte, tornando qualquer ganho de eficiência um fator decisivo para a competitividade.

“O futuro do last mile no Brasil não será sustentado apenas por um veículo novo, mas por um ecossistema que combina caminhão, conectividade, manutenção inteligente e novos modelos operacionais”, afirma.

Da eletrificação à conectividade, as tecnologias voltadas a tornar o transporte de cargas mais eficiente estarão entre os destaques da Fenatran. A programação do evento contará ainda com uma edição do Frotas Conectadas, workshop que debate os desafios e as oportunidades da inovação aplicada ao transporte rodoviário de cargas e à gestão de operações.