Estradas ruins elevam risco no transporte de carros novos

Estradas ruins elevam risco no transporte de carros novos

Com 1,37 milhão de veículos produzidos no primeiro semestre, cegonheiros alertam para efeito do pavimento e da conservação das vias sobre custos, segurança e avarias

Fazer um carro zero-quilômetro chegar da fábrica à concessionária sem avarias acrescenta uma variável à operação das carretas-cegonha: as condições das rodovias. Buracos, desníveis, pavimento deteriorado e até vegetação que avança sobre as pistas aumentam a exposição dos veículos transportados a danos e também afetam equipamentos, motoristas e prazos de viagem.

A questão ganha dimensão diante do volume movimentado pela indústria automotiva. O Brasil produziu 1,372 milhão de autoveículos no primeiro semestre de 2026, alta de 8,8% sobre igual período do ano passado, segundo a Anfavea. Para o ano, a entidade projeta produção próxima de 2,8 milhões de unidades, crescimento de 5,8%.

Parte significativa desses veículos depende do transporte rodoviário para deixar fábricas e portos, e chegar aos centros de distribuição e concessionárias. Diferentemente de outras cargas, porém, os automóveis seguem expostos durante boa parte do percurso nas estruturas abertas das carretas-cegonha.

“Estamos levando uma carga de alto valor, que precisa chegar ao destino nas mesmas condições em que saiu da fábrica. Quanto melhor a estrada, melhores são as condições para realizar esse trabalho com segurança, previsibilidade e eficiência”, afirma José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg).

Pavimento também pesa nos custos

Os efeitos das condições das estradas não se restringem ao transporte de veículos. A Pesquisa CNT de Rodovias estima em R$ 99,7 bilhões os investimentos necessários para reconstrução, restauração e manutenção dos pavimentos avaliados pelo levantamento.

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) calcula ainda que as condições dos trechos classificados como regular, ruim ou péssimo provocaram o consumo adicional de 1,184 bilhão de litros de diesel por caminhões e ônibus.

No caso das cegonhas, além do consumo e do desgaste dos equipamentos, há o risco de danos à própria carga. Árvores, galhos e outras vegetações que avançam sobre a rodovia são uma preocupação adicional devido à altura e às características desses veículos.

“Uma pista ruim aumenta o desgaste do equipamento, exige mais do motorista e eleva o risco para a carga. No transporte de veículos zero-quilômetro, uma avaria pode comprometer a operação e afetar economicamente o frete”, afirma Márcio Galdino, diretor regional do Sinaceg.

O sindicato, no entanto, não apresentou dados sobre a quantidade de automóveis novos avariados durante o transporte, em razão das condições das rodovias, nem estimativas do custo desses danos para transportadores, montadoras ou seguradoras.

Concessões ampliam investimentos

A discussão ocorre durante a ampliação do programa federal de concessões rodoviárias. A carteira apresentada pelo Ministério dos Transportes reúne projetos em corredores como BR-116/SP/PR, BR-116/376/PR e BR-101/SC, BR-153/SP, BR-116/392/RS e BR-101/RJ, além de trechos nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

Parte desses corredores conecta grandes mercados consumidores, áreas industriais e acessos portuários, tornando a qualidade da infraestrutura relevante também para a distribuição de veículos.

Para os cegonheiros, a expectativa é que os investimentos previstos nos contratos se traduzam em melhores condições de pavimento, conservação e segurança. O resultado dependerá, porém, da execução das obras e dos serviços previstos em cada concessão.

O Ministério dos Transportes mantém uma carteira de 35 novos projetos de concessões rodoviárias, dentro de um conjunto de oportunidades estimado em R$ 396 bilhões em quatro anos. O programa inclui tanto novos contratos como processos de otimização de concessões existentes.

Copom reduz a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 14% para 13,75% ao ano

Copom reduz a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 14% para 13,75% ao ano

Comitê do BC afirmou que levou em conta a desaceleração da inflação e que a decisão “é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta”

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, nesta quarta-feira (16), cortar a taxa básica de juros da economia em 0,25 ponto percentual, reduzindo a Selic de 14% para 13,75% ao ano. É o quinto corte consecutivo da taxa básica de juros da economia. A decisão foi unânime.

A Selic é o principal instrumento do BC para conter a inflação, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. Quando a taxa sobe, o crédito fica mais caro, o que reduz empréstimos, investimentos, o consumo e ajuda a conter a inflação. Quando ela cai, o crédito fica mais barato e estimula novos negócios, contratações e os gastos das pessoas.

“Essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, diz a nota do Comitê.

Em relação ao cenário doméstico, o Copom afirmou que os indicadores econômicos divulgados desde a última reunião do grupo mostra “uma moderação gradual da atividade econômica, principalmente em setores mais cíclicos, embora ainda em patamar resiliente, e mercado de trabalho aquecido”.

“Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e a média das medidas subjacentes desaceleraram, situando-se abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, porém ainda acima da meta”, diz a nota.

O mercado financeiro reduziu sua estimativa de inflação de 5% para 4,9% para 2026. A informação faz parte do “Boletim Focus”, divulgado na segunda-feira (14) pelo BC, com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

O Copom também afirmou que continua analisando a situação fiscal do país. A próxima reunião do Comitê será realizada depois do segundo turno das eleições.

“O Comitê segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”.

O Copom, contudo, afirmou que o ambiente externo permanece incerto em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas.

“Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, afirmou o Comitê.

Com a decisão do Copom, o Brasil segue com o maior juro real do mundo. A Rússia manteve a segunda colocação, com juros reais de 6,79%. No levantamento anterior, a diferença para o Brasil era de apenas 0,21 ponto percentual: 9,30% contra 9,09%. A Colômbia continuou em terceiro lugar, com taxa real de 6,33%.

O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída da inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, o indicador no país ficou em 8,45%.

Juros dos EUA sobem

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, também modificou a taxa de juros do país nesta quarta. O Fed elevou a taxa de juros do país em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano.

É a primeira alta desde julho de 2023. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (16), foi unânime e veio em linha com as expectativas do mercado financeiro.

O movimento interrompe uma sequência de cinco reuniões consecutivas com juros inalterados. A medida foi influenciada, entre outros fatores, pela disparada do preço do petróleo em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, o que reforçou as preocupações do Fed com a inflação.

Em comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) afirmou que a atividade econômica dos EUA segue se expandindo em ritmo sólido e que “os gastos domésticos têm se mostrado resilientes”, apesar do cenário de incerteza elevada causada por “acontecimentos geopolíticos”.

Segundo o Comitê, a decisão de elevar a taxa básica de juros dos EUA considera o duplo mandato do Fed: controlar a inflação e promover o máximo emprego. Enquanto isso, novas projeções apontam que a maioria dos integrantes do Fed espera pelo menos mais uma alta de 0,25 ponto em 2026.

A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio.

Sem dar pistas sobre as próximas reuniões, o colegiado afirmou que “monitora com atenção a desancoragem das expectativas de inflação para prazos mais longos, na medida em que esta contribui para a determinação dos preços e aumenta o custo de desinflação”.

“O cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária. O Comitê seguirá acompanhando a evolução do cenário de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, diz o comunicado.

Como as decisões são tomadas

Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.

Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.

Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos.

Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.

Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.

Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o primeiro trimestre de 2028.

Para 2026, 2027 e 2028, respectivamente, as estimativas de inflação do mercado financeiro estão em 4,9%, 4,3% e 3,80% – todas acima da meta central de inflação.

Recuperação de Rodovias do RN chega a 81% de execução

Recuperação de Rodovias do RN chega a 81% de execução

A segunda etapa do Programa de Recuperação de Rodovias do Rio Grande do Norte chegou a 81% de execução. O programa estadual reúne investimentos de R$ 1,037 bilhão. Considerando as ações do Estado e as parcerias com o Governo Federal, vai resultar na recuperação de mais de 2.100 quilômetros de estradas em todo o RN.

Ao final da segunda etapa, a previsão é que aproximadamente 60% das rodovias estaduais pavimentadas tenham passado por intervenções de recuperação. A primeira etapa do programa, já concluída, contemplou três lotes. A segunda etapa foi ampliada para seis lotes e alcança todas as regiões do Estado, do Oeste ao litoral, fortalecendo a ligação entre municípios, áreas produtoras, centros de comércio e serviços, e os principais destinos turísticos potiguares.

Para o secretário de Estado da Infraestrutura, Gustavo Coelho, a dimensão do programa está diretamente relacionada à necessidade de garantir uma infraestrutura capaz de acompanhar a dinâmica econômica do Rio Grande do Norte.

“Recuperar uma rodovia é muito mais do que melhorar seu pavimento. É garantir segurança para quem circula, reduzir dificuldades para o transporte da produção, aproximar municípios e regiões. Estamos avançando para concluir um programa que tem presença em todas as regiões do Estado e que representa um investimento histórico na nossa infraestrutura rodoviária”, afirma o gestor.

A segunda etapa do Programa teve sua execução distribuída em seis lotes. No Lote 1, que contempla a Região Central, o Médio Oeste e o Litoral Norte, dos sete trechos previstos, quatro já foram inaugurados e os outros três apresentam mais de 90% de execução. Ao todo, 163 quilômetros já foram entregues. O Lote 2, que abrange principalmente o Seridó e a região de Macau, está 100% concluído e entregue.

No Lote 3, na região Agreste, estão previstos 114 quilômetros, dos quais 55 quilômetros já foram concluídos. O Lote 4, que contempla o Agreste e o Litoral Sul, incluindo acessos a áreas como Barra do Cunhaú e Baía Formosa, prevê 98 quilômetros. Desse total, 71 quilômetros já foram entregues, correspondendo a mais de 70% da extensão prevista.

NTC&Logística celebra 63 anos e homenageia personalidades com a 38ª Medalha de Mérito do Transporte, em Brasília

NTC&Logística celebra 63 anos e homenageia personalidades com a 38ª Medalha de Mérito do Transporte, em Brasília

Solenidade realizada em Brasília reuniu lideranças do setor e reconheceu trajetórias que contribuíram para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas e do País

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) realizou, nesta quarta-feira, 16 de setembro, em Brasília (DF), a solenidade de entrega da 38ª Medalha de Mérito do Transporte – NTC, em uma noite que também marcou a comemoração dos 63 anos de fundação da entidade.

A cerimônia, prestigiada com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, reuniu autoridades, dirigentes do Sistema Transporte, empresários, lideranças e profissionais do setor, familiares e convidados para celebrar a trajetória da NTC&Logística e homenagear personalidades que fomentaram, em diferentes áreas de atuação, o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) e da logística brasileira.

A cerimônia contou ainda com a presença dos integrantes da Diretoria Executiva da NTC&Logística – o presidente, Eduardo Rebuzzi; o vice-presidente, Antonio Luiz Leite; e o diretor financeiro, José Maria Gomes –, do presidente do Sistema Transporte (CNT/SEST SENAT/ITL), Vander Costa, e dos ex-presidentes e membros vitalícios da NTC&Logística, Flávio Benatti e Urubatan Helou.

Fundada em 17 de setembro de 1963, a NTC&Logística consolidou, ao longo de mais de seis décadas, um histórico de representação e defesa do setor. A importância da data ganhou reconhecimento nacional em 1993, quando o dia 17 de setembro foi instituído, por decreto federal, como o Dia Nacional do Transportador Rodoviário de Cargas.

Na abertura da solenidade, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, enfatizou a relevância da entidade, abordou os desafios enfrentados pelo TRC e ratificou o significado da Medalha de Mérito do Transporte como um tributo a personalidades que prestaram valiosas contribuições ao setor e ao País.

Em seu pronunciamento, Rebuzzi ressaltou que mais de seis décadas de história representam motivo de orgulho, mas também ampliam a responsabilidade da NTC&Logística diante do futuro. O presidente destacou temas como segurança, infraestrutura, renovação da frota, escassez de motoristas, sustentabilidade, transição energética, transformação digital, novas tecnologias, competitividade, Reforma Tributária, relações de trabalho e segurança jurídica, além de reafirmar a importância da representação institucional e do diálogo em busca de soluções para o setor.

Ao relacionar o aniversário da entidade à homenagem realizada naquela noite, Rebuzzi assinalou: “Seis décadas de história nos dão orgulho, mas também nos impõem responsabilidade. A NTC&Logística não vive apenas de suas conquistas. Ela se renova diante de cada novo desafio e continua olhando para o futuro. Nesta noite de festa, é especialmente significativo realizarmos a entrega da Medalha de Mérito do Transporte, criada pela entidade em 1984, às pessoas que mais tenham se destacado na prestação de relevantes serviços ao setor e ao País. Em nome da Diretoria da NTC&Logística e em meu próprio nome, manifesto congratulações a todos os agraciados, cumprimentando também seus familiares e amigos.”

A fala reuniu os dois significados que marcaram a cerimônia: a celebração de uma entidade que acompanha a evolução do Transporte Rodoviário de Cargas desde 1963 e o reconhecimento às trajetórias de pessoas que contribuíram para o desenvolvimento da atividade.

Na sequência, o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, também se pronunciou durante a solenidade. O Sistema Transporte é composto pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), pelo Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST SENAT) e pelo Instituto de Transporte e Logística (ITL).

“É uma alegria muito grande estar aqui nesta solenidade, em uma entidade que faz parte da minha história e pela qual tenho enorme carinho. Quero cumprimentar todos os agraciados desta edição da Medalha de Mérito do Transporte NTC. Cada homenagem representa uma trajetória de trabalho, dedicação e contribuição para o desenvolvimento do transporte brasileiro. Eu mesmo tive a oportunidade de receber essa Medalha alguns anos atrás e sei o significado que ela carrega. Aproveito também para cumprimentar o presidente Eduardo Rebuzzi pelo trabalho que vem realizando à frente da NTC&Logística e por manter viva essa tradição de reconhecer pessoas que ajudam a construir o nosso setor.

Também precisamos olhar para os desafios mais amplos do Brasil. O desenvolvimento econômico precisa caminhar junto com o desenvolvimento social, e a infraestrutura de transportes é fundamental nesse processo. Precisamos de investimentos consistentes, responsabilidade fiscal, segurança jurídica e de um ambiente de negócios que dê confiança para que as empresas continuem investindo, gerando empregos e contribuindo para o crescimento do país. O Sistema Transporte segue trabalhando para levar essas pautas ao debate nacional e contribuir para o futuro do transporte brasileiro”, afirmou Vander Costa.

Encerrando os pronunciamentos de abertura, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, participou da solenidade e destacou a importância da NTC&Logística para a sociedade e para o desenvolvimento do transporte brasileiro.

“Tenho enorme satisfação de participar desta comemoração pelos 63 anos da NTC&Logística. Não há nada mais importante do que uma sociedade civil organizada. Os governos passam, mas a sociedade permanece, contribuindo para a construção do país e para o fortalecimento de suas instituições. Por isso, quero parabenizar a NTC&Logística por sua trajetória, desejar vida longa à entidade e cumprimentar todos os homenageados com a Medalha de Mérito do Transporte NTC. Esta homenagem representa reconhecimento ao mérito, à dedicação, ao esforço e ao talento de cada um de vocês.

Quero também destacar algumas pautas importantes para o setor, como a renovação da frota, os investimentos em infraestrutura e concessões, a melhoria das rodovias, os pontos de parada e descanso, a redução de custos para obtenção da CNH e as medidas adotadas para reduzir os impactos do preço do diesel. Seguimos atentos também à reforma tributária, à preservação dos avanços da reforma trabalhista, às especificidades das relações de trabalho no transporte e à necessidade de reduzir burocracias e aumentar a competitividade do país. O transporte é essencial para o desenvolvimento econômico e social do Brasil, e o governo precisa estar permanentemente aberto ao diálogo com o setor”, afirmou Geraldo Alckmin.

Mais de quatro décadas enaltecendo o transporte brasileiro

Após os pronunciamentos, teve início a entrega da 38ª Medalha de Mérito do Transporte – NTC. Criada em 1984, a honraria é concedida a pessoas físicas e jurídicas, mediante deliberação do Plenário do Conselho Superior da NTC&Logística, e a escolha dos homenageados é antecedida por um estudo de suas biografias, realizações e contribuições.

Ao longo de mais de quatro décadas, mais de 200 agraciados passaram a integrar a galeria da Medalha, reunindo diferentes gerações de empresários, dirigentes, profissionais, representantes do poder público e personalidades que contribuíram para o progresso do transporte brasileiro.

A homenagem tornou-se, assim, uma forma de preservar a memória do setor. As trajetórias consagradas desde 1984 compõem a história de diferentes períodos da evolução do Transporte Rodoviário de Cargas e da logística no Brasil.

Os homenageados da 38ª edição

Em 2026, o Conselho Superior da NTC&Logística escolheu oito personalidades para receber a Medalha de Mérito do Transporte – NTC: Celso Antonio Gallegario; Danilo Guedes; Filipe da Costa Coelho; Ivo Nilson Lopes de Medeiros; Jaime Krás Borges; João Victor Mendes de Gomes e Mendonça; Milton Domingues Petri e Rita Rocha Fukuhara de Carvalho.

Celso Antonio Gallegario iniciou sua trajetória no Transporte Rodoviário de Cargas aos 14 anos e construiu uma carreira empresarial e institucional especialmente ligada ao transporte internacional. À frente da Transportadora Binacional, deu continuidade à história iniciada por sua família e ampliou sua participação nas discussões relacionadas à integração e ao transporte no Mercosul. Sua atuação institucional inclui a presidência do Sindicato das Empresas de Transportadoras Rodoviárias de Cargas Nacionais e Internacionais de Foz do Iguaçu e Região (SINDIFOZ) e do Conselho Municipal de Comércio Exterior e Logística de Foz do Iguaçu (COMCEL), além da 2ª vice-presidência da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (FETRANSPAR), da vice-presidência da Associação Brasileira de Logística, Transportes e Cargas (ABTC) e da participação como conselheiro do Mercosul–Export.

Da esquerda para a direita: Eduardo Rebuzzi, que entregou a homenagem a Celso Antonio Gallegario, acompanhado de seu padrinho na entrega da Medalha, Afonso Akioshi Shiozaki

Danilo Guedes, fundador da ABC Cargas, desenvolveu sua trajetória empresarial no transporte de veículos no Brasil e na América do Sul. Também mantém participação ativa na representação do setor e exerce a vice-presidência de Relações Internacionais da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), além de ser diretor da Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI).

Da esquerda para a direita: Eduardo Rebuzzi, que entregou a homenagem a Danilo Guedes, acompanhado de seu padrinho na entrega da Medalha, Flávio Benatti

Filipe da Costa Coelho construiu sua carreira no transporte e na logística, e atualmente preside o Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística do Rio de Janeiro (SINDICARGA), além de ocupar a vice-presidência da Federação do Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro (FETRANSCARGA). Sua atuação reúne empreendedorismo, representação institucional e participação em mobilizações humanitárias, incluindo ações durante a pandemia e em apoio às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

Da esquerda para a direita: Eduardo Rebuzzi, que entregou a homenagem a Filipe da Costa Coelho, acompanhado de seu padrinho na entrega da Medalha, Silvio Carvalho

Ivo Nilson Lopes de Medeiros, empresário à frente do Grupo São Tomé, possui uma trajetória marcada pelo empreendedorismo e pela representação empresarial. Presidiu o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado do Rio Grande do Norte (SETCERN), entre 2013 e 2015, e retornou à presidência da entidade em 2025. Também atua como conselheiro do Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST SENAT) e esteve entre as lideranças responsáveis pela criação, em 2018, da Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste (FETRANSLOG-NE), entidade na qual assumiu a tesouraria em 2025.

Da esquerda para a direita: Eduardo Rebuzzi, que entregou a homenagem a Ivo Nilson Lopes de Medeiros, acompanhado de sua madrinha na entrega da Medalha, Vera Lúcia Lopes de Medeiros

Jaime Krás Borges começou sua vida profissional aos 14 anos, ao lado do pai, e, em 1974, foi um dos fundadores da Transportadora Minuano. Formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), construiu uma longa atuação institucional e, atualmente, integra o Conselho Superior da NTC&Logística.

Da esquerda para a direita: Eduardo Rebuzzi, que entregou a homenagem a Jaime Krás Borges, acompanhado de seu padrinho na entrega da Medalha, Paulo Ricardo Ossani

João Victor Mendes de Gomes e Mendonça, diretor-executivo do Instituto de Transporte e Logística (ITL), consolidou uma trajetória ligada à educação, à gestão, à pesquisa e ao desenvolvimento de pessoas. Com experiência nos setores público e privado, sua atuação contribui para a formação de gestores e para o fortalecimento do conhecimento aplicado ao transporte brasileiro.

Da esquerda para a direita: Eduardo Rebuzzi, que entregou a homenagem a João Victor Mendes de Gomes e Mendonça, acompanhado de seu padrinho na entrega da Medalha, Vander Costa

Milton Domingues Petri iniciou sua trajetória profissional ainda jovem e consolidou sua atuação no Transporte Rodoviário de Cargas a partir da década de 1970. Em 1977, recebeu de Urubatan Helou o convite para tornar-se sócio de uma nova empresa, iniciando um capítulo de sua história ligado à Braspress Transportes Urgentes e ao desenvolvimento de diferentes negócios do setor.

Da esquerda para a direita: Eduardo Rebuzzi, que entregou a homenagem a Milton Domingues Petri, acompanhado de seu padrinho na entrega da Medalha, Urubatan Helou

Rita Rocha Fukuhara de Carvalho, servidora de carreira da Câmara dos Deputados, privilegiou seu percurso profissional com foco no serviço público e no diálogo institucional. Sua atuação na Secretaria da Comissão de Viação e Transportes (CVT) contribuiu para o acompanhamento de pautas estratégicas e para a aproximação entre o Poder Legislativo e as entidades representativas do transporte.

Da esquerda para a direita: Eduardo Rebuzzi, que entregou a homenagem a Rita Rocha Fukuhara de Carvalho, acompanhado de seu padrinho na entrega da Medalha, Saulo Marinho

Homenagem da 37ª edição entregue em 2026

A solenidade da 38ª Medalha de Mérito do Transporte contou ainda com um momento especial dedicado a Nilson Alfredo Gibson Duarte Rodrigues Sobrinho.

O dirigente foi agraciado na 37ª edição da Medalha de Mérito do Transporte, realizada em 2025, mas, por motivos de agenda, não pôde comparecer à solenidade naquele ano. Por essa razão, recebeu a comenda em 2026, durante a cerimônia da 38ª edição.

Da esquerda para a direita: Eduardo Rebuzzi, que entregou a homenagem a Nilson Alfredo Gibson Duarte Rodrigues Sobrinho, acompanhado de sua madrinha na entrega da Medalha, Cinthia Ambra

Empresário e dirigente, Nilson Gibson Sobrinho iniciou sua atuação institucional no setor de transporte em 2008, integrando a diretoria do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas, Armazenagem e Logística do Estado de Pernambuco (SETCEPE). Em 2013, assumiu a presidência do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Petrolina (SETCL) e a vice-presidência da Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste (FETRACAN). Dois anos depois, foi escolhido para presidir a FETRACAN e o Conselho Regional Nordeste III do SEST SENAT. Atualmente, é vice-presidente regional da NTC&Logística para os estados de Alagoas e Pernambuco.

Antes do encerramento da solenidade, a Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (Fetrancesc) prestou uma homenagem à NTC&Logística pelos seus 63 anos de história. Representando a entidade, o 1º vice-presidente, Ivalberto Tozzo, e o vice-presidente regional, Riberto Lima, entregaram ao presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, uma placa comemorativa em reconhecimento à trajetória da entidade e à sua contribuição para o Transporte Rodoviário de Cargas brasileiro.

Ao final da solenidade, a NTC&Logística agradeceu o apoio institucional do Sistema Transporte e da Fundação Memória do Transporte (FUMTRAN), além do apoio logístico da Braspress. Após o registro da foto oficial, os convidados participaram do jantar de encerramento, ao som do Quarteto de Cordas Sonho Musical, atração que fechou a programação da noite em Brasília.


NTC&Logística 63 anos de uma história que continua em movimento

NTC&Logística 63 anos de uma história que continua em movimento

Ao celebrar mais de seis décadas de atuação, entidade valoriza aqueles que firmaram sua trajetória e reforça sua preparação para os novos desafios do Transporte Rodoviário de Cargas

Hoje, 17 de setembro de 2026, a NTC&Logística completa 63 anos de história. Mais do que celebrar uma data, este é um momento de valorização de tudo que foi construído até aqui e de reafirmação do empenho pelo crescimento do Transporte Rodoviário de Cargas brasileiro.

Quando a NTC&Logística foi fundada, em 1963, o Brasil, as empresas e o próprio transporte viviam uma realidade muito diferente da atual. De lá para cá, atravessamos transformações econômicas, políticas, sociais, regulatórias e tecnológicas, que modificaram profundamente a maneira de transportar e de fazer negócios. Em cada uma dessas fases, a entidade procurou cumprir seu papel de representar o setor e contribuir para o seu desenvolvimento.

Essa caminhada jamais foi solitária. É resultado da ação de empresários, dirigentes, profissionais, associações, federações e sindicatos de todas as regiões do País. Também é construída em permanente integração com o Sistema Transporte, formado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), pelo Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST SENAT) e pelo Instituto de Transporte e Logística (ITL).

Faço questão de enaltecer aqueles que abriram os primeiros caminhos. Em nome de Orlando Monteiro, nosso primeiro presidente, homenageio todos os presidentes que me antecederam, suas diretorias e as inúmeras lideranças que ajudaram a consolidar a NTC&Logística. Cada geração enfrentou os desafios de seu tempo e deixou uma contribuição para que a geração seguinte pudesse avançar ainda mais.

O aniversário da entidade ocorre em 17 de setembro, Dia Nacional do Transportador Rodoviário de Cargas, reconhecimento estabelecido em 1993. Uma data que amplia o significado desta celebração e nos permite homenagear também empresários, motoristas e todos os profissionais que fazem o transporte acontecer diariamente e garantem que produtos, matérias-primas, alimentos, medicamentos e tantos outros itens cheguem aos seus destinos.

Uma entidade representativa como a NTC&Logística precisa ter sua história valorizada, assim como também é necessário estarmos atentos ao presente e preparados para o que ainda está por vir.

Hoje, convivemos com questões que exigem respostas cada vez mais qualificadas. Segurança e enfrentamento ao roubo de cargas, renovação da frota, escassez e formação de motoristas, segurança jurídica e competitividade permanecem entre as nossas preocupações. Ao mesmo tempo, novas agendas ganham espaço e velocidade, como a transição energética, a sustentabilidade, a transformação digital, a Reforma Tributária e as tecnologias que começam a modificar processos, operações e modelos de negócio.

A NTC&Logística precisa estar preparada para cada uma dessas discussões. É por isso que temos buscado fortalecer nossa capacidade técnica, ampliar a participação dos empresários e criar ambientes nos quais diferentes conhecimentos e experiências possam contribuir para a construção de posicionamentos e propostas.

Esse movimento pode ser percebido na formação e no fortalecimento de comissões, câmaras técnicas, comitês e grupos de trabalho, estruturados de acordo com as demandas que surgem no setor. ESG, seguros, inovação, questões tributárias, mercado, tarifas, relações de trabalho e tecnologia, entre outros temas, vêm ganhando espaços específicos de debate na entidade. Dessa maneira, aproximamos especialistas, empresários e lideranças e conseguimos analisar com maior profundidade assuntos que impactam diretamente o presente e o futuro das transportadoras.

Renovação também significa preparar pessoas. A COMJOVEM – Comissão de Jovens Empresários e Executivos da NTC&Logística continua sendo uma das principais pontes entre a experiência de quem ajudou a construir o setor e a visão das novas gerações que começam a assumir posições de liderança. A presença dos jovens traz perguntas inéditas, perspectivas diferentes e uma visão conectada às mudanças que estão acontecendo nas empresas e na sociedade.

Da mesma forma, precisamos estar onde as decisões são tomadas. A atuação institucional e o diálogo com os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, com o Sistema Transporte, entidades empresariais, trabalhadores, transportadores autônomos e demais agentes relacionados à nossa atividade permanecem fundamentais. Representar o setor é participar, apresentar dados, defender posições, elaborar propostas e buscar soluções.

São 63 anos de uma entidade consciente de que o transporte está em permanente transformação. Os caminhões mudaram, as tecnologias evoluíram, as empresas se profissionalizaram, novas gerações chegaram, e os desafios se tornaram cada vez mais complexos. E, ao longo desses cenários, a NTC&Logística também precisou mudar.

É justamente essa capacidade de evoluir sem perder de vista nossa missão que queremos levar para os próximos anos.

O Transporte Rodoviário de Cargas continuará sendo indispensável para o desenvolvimento do Brasil. E, enquanto houver novos caminhos a percorrer, desafios a enfrentar e oportunidades para tornar nosso setor mais forte, moderno, seguro, sustentável e competitivo, haverá também muito trabalho a ser realizado pela NTC&Logística.

Aos empresários, dirigentes, profissionais, federações, sindicatos, associações, parceiros, todos aqueles que fazem parte da solidificação desses 63 anos, deixo meu agradecimento. Comemorar essa data é reconhecer o que foi edificado e renovar o comprometimento com as atribuições futuras. Seguiremos trabalhando, evoluindo e representando o Transporte Rodoviário de Cargas com a mesma determinação que trouxe a NTC&Logística até aqui. Parabéns a todos que integram essa história e que continuarão conosco na construção dos próximos capítulos.

Eduardo Ferreira Rebuzzi

Presidente da NTC&Logística

NTC&Logística apoia 8º Fórum de Segurança Pública do SINDICARGA no Rio de Janeiro

NTC&Logística apoia 8º Fórum de Segurança Pública do SINDICARGA no Rio de Janeiro

Evento será realizado em 25 de setembro e reunirá debates sobre segurança, retomada de territórios, presença do Estado e proteção das operações de transporte

A NTC&Logística apoia a realização do 8º Fórum de Segurança Pública | Carga Blindada, promovido pelo Sindicato das Empresas do Transporte Rodoviário de Cargas e Logística do Rio de Janeiro (SINDICARGA), que será realizado no próximo dia 25 de setembro, das 9h às 12 horas, na sede da entidade, no Rio de Janeiro.

A iniciativa coloca em discussão um dos temas que mais impactam o ambiente de negócios, a atividade transportadora e o desenvolvimento econômico do Estado: a segurança pública.

Para o Transporte Rodoviário de Cargas e a logística, a segurança vai além da proteção patrimonial. Ela está diretamente relacionada à capacidade das empresas de operar, planejar rotas, cumprir prazos, proteger trabalhadores e cargas e manter a circulação de mercadorias em condições adequadas.

Nesse contexto, o Fórum propõe aprofundar questões como a retomada de territórios, a presença permanente do Estado e a efetividade da punição, além de discutir caminhos capazes de reduzir riscos e criar melhores condições para quem trabalha e investe no setor.

Para a NTC&Logística, apoiar iniciativas dessa natureza faz parte do compromisso da entidade com a construção de um ambiente mais seguro para o Transporte Rodoviário de Cargas. O enfrentamento à criminalidade e aos riscos que afetam as operações exige diálogo permanente entre empresas, entidades representativas, especialistas e poder público.

A segurança das operações também tem reflexos diretos sobre a economia. Ocorrências envolvendo cargas podem gerar prejuízos às empresas, aumento de custos, impacto sobre seguros, alterações de rotas e maior exposição de motoristas e demais profissionais envolvidos na atividade.

O 8º Fórum de Segurança Pública | Carga Blindada busca justamente ampliar esse debate e contribuir para que questões que afetam diariamente o transporte avancem do diagnóstico para a construção de medidas efetivas.

Um ambiente mais seguro significa melhores condições para as empresas operarem, para os profissionais exercerem suas atividades e para o transporte continuar cumprindo sua função essencial de movimentar a economia e conectar diferentes regiões.

Serviço

8º Fórum de Segurança Pública | Carga Blindada

Data: 25 de setembro

Horário: das 9h às 12h

Local: Sede do SINDICARGA

As inscrições estão disponíveis pela plataforma Sympla.

Importante: a inscrição no evento não garante automaticamente a participação. Após a validação dos dados, será enviado um e-mail informando a confirmação ou não da participação. Os inscritos devem ficar atentos à caixa de entrada e também à pasta de spam.

Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/8-fOrum-de-seguranCa-pUblica-do-sindicarga—carga-blindada/3562829