por imprensa | jul 31, 2026 | Notícias, Outros
A NTC&Logística realizou, nesta quinta-feira (30), em formato híbrido, a Reunião Ordinária da Diretoria referente ao mês de junho, na subsede da entidade, em São Paulo (SP).
Conduzido pelo presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, o encontro contou com a presença do vice-presidente, Antonio Luiz Leite; do diretor financeiro, José Maria Gomes; dos conselheiros vitalícios Flávio Benatti – também vice-presidente do Transporte Rodoviário de Cargas da Confederação Nacional doTransporte (CNT) – e Urubatan Helou, além de diretores, executivos e representantes de entidades.
O encontro teve início com o expediente institucional, assuntos encaminhados à mesa e comunicações pessoais. Na sequência, os participantes deram início à Ordem do Dia, com a apresentação das matérias tratadas pelas diferentes áreas da NTC&Logística.
A assessora executiva da Presidência, Elisete Balarini, expôs a atualização do calendário de eventos da NTC&Logística, com destaque para a programação do mês de agosto. No dia 6, em São Paulo (SP), o 3º Encontro Nacional de Segurança no TRC congregará autoridades, especialistas e empresários para discutir os problemas relacionados à segurança no setor. No dia 12, também na capital paulista, ocorrerá o RoadShow, novo projeto que passa a integrar a programação de eventos da entidade. Encerrando a agenda do mês, entre os dias 26 e 29 de agosto, a NTC&Logística realizará mais uma edição do CONET&Intersindical, em Ouro Preto (MG), tradicional fórum de debates das principais pautas do Transporte Rodoviário de Cargas.
Coube ao diretor financeiro da NTC&Logística, José Maria Gomes, e ao coordenador operacional, Fernando Silva, explanar a posição financeira da entidade, tendo como referência o fechamento do mês de junho de 2026.
As atividades da COMJOVEM foram descritas pelo coordenador nacional, Hudson Rabelo, que especificou as ações planejadas e desenvolvidas pela Comissão em todo o País.
A agenda institucional da NTC&Logística ao longo do mês de julho foi detalhada pelo presidente da entidade, Eduardo Rebuzzi, que compartilhou as principais articulações encetadas pela Assessoria de Relações Institucionais no período. Foi enfatizada a atuação da entidade junto aos diferentes atores e instâncias de decisão, corroborando o trabalho permanente de representação e defesa dos interesses do Transporte Rodoviário de Cargas.
No âmbito trabalhista, o assessor jurídico da NTC&Logística, Narciso Figueirôa Junior, abordou questões relativas à representação sindical, incluindo processos de registro e impugnações, e as propostas para alteração da legislação de cotas destinada à contratação de aprendizes e pessoas com deficiência, buscando compatibilizá-la com as possibilidades e peculiaridades da atividade de transporte. Lembrou, ainda, a próxima reunião da CATSIND (Câmara Técnica de Assuntos Trabalhistas Sindicais e de Negociações Coletivas), da NTC&Logística, prevista para o dia 27 de agosto, em Ouro Preto (MG) – por ocasião do CONET&Intersindical –, quando serão discutidos temas trabalhistas e sindicais de interesse do setor.
A Medida Provisória nº 1.343 e os aspectos relacionados ao Piso Mínimo de Frete e ao Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), além de questões envolvendo seguros foram os tópicos explanados pelo diretor jurídico da NTC&Logística, Dr. Marcos Aurélio Ribeiro.
Da pauta técnica ressaltada pelo assessor técnico da NTC&Logística, engenheiro Lauro Valdivia, constaram o Piso Mínimo de Frete e a Pesquisa de Mercado que será apresentada no CONET&Intersindical 2026, programado para agosto, em Ouro Preto (MG).
A segurança no Transporte Rodoviário de Cargas também integrou a agenda da Diretoria. O vice-presidente extraordinário de Segurança da NTC&Logística, Roberto Mira, adiantou dados sobre roubo de cargas referentes ao primeiro semestre de 2026 e os preparativos para o 3º Encontro Nacional de Segurança no TRC.
O Encontro reunirá especialistas, autoridades e representantes do setor para ampliar as discussões sobre os desafios enfrentados pelo transporte de cargas e as ações necessárias para fortalecer a prevenção, a inteligência e o enfrentamento à criminalidade que impacta a atividade transportadora.
Ao encerrar a reunião e reafirmar o compromisso da NTC&Logística com a representatividade e o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas brasileiro, o presidente Eduardo Rebuzzi salientou ser relevante o trabalho conjunto da Diretoria, áreas técnicas e representantes da entidade, bem como o acompanhamento permanente dos assuntos que impactam o setor.
por imprensa | jul 31, 2026 | Notícias, Outros
Encontro apresentou soluções e tecnologias voltadas à realização de eventos e promoveu a aproximação institucional
O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, recebeu, nesta quinta-feira (30), na subsede da entidade, em São Paulo (SP), Juan Pablo De Vera, CEO da Diex Midia. A visita também foi acompanhada pela assessora executiva da Presidência, Elisete Balarini.
O encontro teve como objetivo conhecer as soluções e os serviços desenvolvidos pela Diex Mídia, especializada em experiências digitais e tecnologia para eventos, além de promover uma aproximação institucional e a troca de informações sobre possibilidades que possam contribuir com as iniciativas realizadas pela entidade.
Durante a reunião, foram apresentadas tendências, tecnologias e soluções voltadas à comunicação, interatividade e ambientação de eventos, com diferentes recursos capazes de proporcionar experiências mais dinâmicas, modernas e envolventes ao público.
Na oportunidade, Eduardo Rebuzzi destacou a importância de manter a entidade próxima de empresas, profissionais e iniciativas que tragam novas perspectivas e possibilidades para o setor.
“É muito importante estarmos abertos a conhecer novas soluções, tecnologias e experiências que possam contribuir com as atividades que desenvolvemos. Nossos eventos têm como essência a qualidade do conteúdo, o relacionamento e a representação do setor, mas também buscamos acompanhar as transformações do mercado e conhecer ferramentas que possam agregar ainda mais às nossas iniciativas. Essa troca é fundamental para continuarmos evoluindo e aproximando a NTC&Logística de empresas e profissionais que tenham boas ideias e possam contribuir com o Transporte Rodoviário de Cargas”, afirmou o presidente.
A visita faz parte do olhar da atual gestão da NTC&Logística para o acompanhamento da evolução do mercado e para a aproximação com empresas, profissionais e organizações de diferentes áreas. A iniciativa busca ampliar o relacionamento institucional e manter a entidade aberta ao diálogo e à troca de experiências com pessoas e organizações que, por meio do conhecimento, da tecnologia, da inovação e de novas soluções, possam contribuir de diferentes maneiras para o desenvolvimento e o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas.
por imprensa | jul 31, 2026 | Indústria de Transportes, Notícias
Programas Mais Mobilidade e Renovação de Frota impulsionam transporte rodoviário e urbano no estado
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou R$ 3,6 bilhões em financiamentos aprovados em Minas Gerais dos programas BNDES Mais Mobilidade e BNDES Renovação de Frota, que são linhas de crédito voltadas à renovação da frota de veículos pesados e à modernização do transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros.
Do montante liberado para Minas Gerais, R$ 2,4 bilhões foram para frotistas e R$ 117,9 milhões para autônomos do Mais Mobilidade, enquanto R$ 1,2 bilhão foi para o programa Renovação de Frota. No Estado, foram realizadas mais de 3,3 mil operações (1.000 operações do BNDES Renovação de Frota e 2,3 mil operações do BNDES Mais Mobilidade), atendendo a 282 municípios.
Em todo o País, o volume de financiamentos aprovados chegou a R$ 20 bilhões, o que corresponde a 95% da dotação orçamentária da linha (R$ 21 bilhões). Minas Gerais representou mais de 10% do valor total. Uma novidade do programa é que o banco de fomento também beneficiou quem buscava a compra de implementos rodoviários.
“O BNDES tem respondido com rapidez à demanda de modernização da frota de caminhões e ônibus. Chegamos a aprovar quase 1.400 operações por dia, atendendo frotistas e motoristas autônomos de todo o País com condições de crédito facilitadas. Essa linha permite a troca de veículos antigos por uma frota mais segura e menos poluente, reduzindo o custo logístico e impulsionando a indústria nacional”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Objetivos cumpridos
Para o chefe de Operações Digitais do BNDES, Tiago Peroba, os programas tiveram êxito em seus propósitos, pois conseguiram promover a renovação da frota com veículos mais adequados à realidade atual.
“Não temos dúvida nenhuma em dizer que os objetivos foram plenamente alcançados. Foi um sucesso tanto o desempenho da linha Renova Frota quanto o desempenho do programa Mais Mobilidade, evidenciando o protagonismo do BNDES. Foi a renovação de frota do país que possibilitou o financiamento de veículos menos poluentes e mais tecnológicos”, comentou.
Peroba também destacou o benefício que os programas trouxeram para o mercado, pois geraram, em 2026, uma movimentação de compras de veículos bem maior do que a registrada no ano passado. “O BNDES entende que houve uma grande contribuição para o setor automotivo, até porque, quando comparado aos números de 2025, conseguimos, com o Move Brasil, por exemplo, alcançar um resultado três vezes maior do que o obtido no financiamento de ônibus e caminhões em 2025, no mesmo período”, completou.
Média de valor
No Brasil, a linha soma mais de 19 mil operações, com um tíquete médio de R$ 1 milhão por operação. O programa atendeu a transportadores autônomos de cargas, pessoas físicas associadas a cooperativas, empresários individuais e pessoas jurídicas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas e passageiros. Até agora, foram atendidos 1.966 municípios de todas as regiões do País.
A maior parte dos recursos foi destinada aos frotistas, com R$ 19,1 bilhões, em cerca de 17,2 mil operações. Desse total, R$ 2 bilhões foram para aquisição de ônibus. Também foram aprovados R$ 900 milhões para autônomos, em 2,1 mil operações. Os financiamentos estão sendo realizados por meio da rede de agentes financeiros parceiros do BNDES, que atendem a 94% do território nacional.
por imprensa | jul 31, 2026 | Indústria de Transportes, Notícias
Associação aponta desequilíbrio no mercado de reposição, onde a indústria nacional detém apenas 29% de participação, e cobra medidas do governo federal
As vendas de pneus nacionais encerraram o primeiro semestre em retração, em um contexto de crescimento da concorrência dos importados. Dados da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP) indicam que as vendas de pneus de passeio, comerciais leves e de carga fabricados no país caíram 6,8% entre janeiro e junho de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
No total, as fabricantes nacionais comercializaram 17,8 milhões de pneus nos primeiros seis meses do ano, ante 19,1 milhões no mesmo intervalo de 2025. No mesmo período, as importações avançaram 81,2%.
“Há um desequilíbrio no mercado brasileiro de pneus. O crescimento das importações pressiona empregos, investimentos e a sustentabilidade da indústria instalada no país”, afirma Rodrigo Navarro, presidente da ANIP.
A maior retração ocorreu no mercado de reposição, principal canal de atuação dos importados, no qual as vendas da indústria nacional recuaram 10,1%. O fornecimento para as montadoras permaneceu praticamente estável, com queda de 0,3%.
Com esse resultado, a indústria brasileira encerrou o semestre com 29% de participação no mercado de reposição, ante 71% dos produtos importados. No primeiro semestre de 2021, os fabricantes nacionais detinham cerca de 64% desse mercado, enquanto os importados respondiam por 36%.
Importações disparam no segmento de carga
O crescimento das importações foi especialmente acentuado no segmento de pneus de carga. Entre janeiro e junho, as compras externas dessa categoria aumentaram 157,9%. Os produtos importados já representam 73% do mercado de reposição de pneus de carga, enquanto a participação nacional caiu para 27%.
“Os pneus importados frequentemente ingressam no país com preços reduzidos artificialmente e, considerando o volume total reportado pelo IBAMA, os importadores não atendem às exigências ambientais de recolhimento e destinação de pneus inservíveis”, afirma Navarro. Segundo dados do IBAMA, citados pela ANIP, os importadores acumulam mais de 500 mil toneladas de pneus que deixaram de ser recolhidos nos últimos 14 anos.
ANIP clama por medidas
A ANIP aguarda a análise de pleitos encaminhados ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) com o objetivo de reequilibrar o mercado. A associação menciona exemplos de medidas adotadas em outros países. O México elevou a tarifa de importação para 35%, enquanto a União Europeia estabeleceu tarifas de até 45,3% sobre pneus importados da China.
“O mundo está intensificando as barreiras tarifárias contra pneus da Ásia para proteger suas indústrias, enquanto o Brasil segue sem medidas equivalentes. Se ações urgentes não forem adotadas, haverá desindustrialização e aumento da dependência do mercado externo, com impacto inclusive no agronegócio, como no caso da borracha natural produzida no país”, conclui Navarro.
por imprensa | jul 31, 2026 | Notícias, Outros
Diretor-geral da agência afirma, em evento do LIDE, que prioridade agora é integrar modais, ampliar investimentos privados e destravar projetos ferroviários
Depois de cinco anos dedicados à reestruturação de concessões rodoviárias que enfrentavam dificuldades para executar investimentos, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) pretende concentrar a próxima etapa da agenda de infraestrutura na expansão da malha concedida, na integração entre rodovias, ferrovias e portos, e na retomada dos investimentos ferroviários. A estratégia foi apresentada pelo diretor-geral da agência, Guilherme Theo Sampaio, durante o Seminário LIDE Transportes, realizado nesta quinta-feira (30), em São Paulo.
Segundo Sampaio, a recuperação dos contratos considerados problemáticos era uma condição necessária para restabelecer a confiança dos investidores e permitir uma nova rodada de concessões. “Mais importante do que fazer novos leilões era solucionar os problemas existentes”, afirmou. “Quem estava estressado era o poder público, que não via as obras acontecerem; o investidor, que aplicava recursos sem obter retorno, e o usuário, que pagava pedágio sem receber a infraestrutura esperada.”
De acordo com o diretor-geral, a revisão desses contratos permitiu destravar investimentos em concessões consideradas estratégicas, como a BR-163 e a Fernão Dias, ao mesmo tempo em que abriu espaço para uma nova carteira de projetos.
Segundo ele, a malha federal concedida passou de cerca de 12 mil quilômetros para aproximadamente 18 mil quilômetros nos últimos anos e deverá alcançar 25 mil quilômetros no próximo ano. Ainda de acordo com Sampaio, os contratos atualmente em vigor somam mais de R$ 400 bilhões em investimentos previstos para a próxima década.
A estratégia, segundo o diretor, ocorre em paralelo ao avanço da participação da iniciativa privada na infraestrutura nacional. Conforme destacou durante o evento, aproximadamente 70% dos investimentos previstos para o setor de transportes no âmbito do Novo PAC contam com participação privada, movimento que, na avaliação dele, consolida as concessões como uma política permanente de desenvolvimento da infraestrutura brasileira.
“O investimento privado veio para ficar. É uma política que atravessa diferentes governos e continuará sendo fundamental para ampliar a participação da infraestrutura no PIB”, disse em entrevista à Transporte Moderno após o painel.
Infraestrutura passa a ser serviço
Para Sampaio, a nova fase das concessões também representa uma mudança no próprio conceito de infraestrutura. Se, no passado, o foco estava concentrado na execução de obras, agora a expectativa dos usuários está relacionada à eficiência operacional e à integração logística.
“O usuário já não quer apenas duplicação. Ele quer uma viagem mais fluida, pedágio eletrônico, conectividade, corredores para combustíveis de baixa emissão e integração intermodal.”
Na avaliação do diretor-geral, essa evolução também explica a retomada do interesse de investidores privados pelos projetos brasileiros, impulsionada pela previsibilidade regulatória, pelos mecanismos de reequilíbrio contratual e por uma visão mais integrada da logística nacional.
Ferrovias ganham prioridade
Embora o modal rodoviário concentre hoje a maior parte da carteira de concessões, Sampaio afirmou que a ANTT trabalha para acelerar a retomada dos investimentos ferroviários. Segundo ele, a estratégia combina renovações antecipadas, novos leilões e autorizações ferroviárias – incluindo projetos de short lines, destinadas a conectar polos industriais à malha nacional –, além da criação de instrumentos que ampliem a atratividade econômica dos empreendimentos.
“O ferroviário exige investimentos muito superiores aos do modal rodoviário. Enquanto um quilômetro de rodovia custa entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões, um quilômetro de ferrovia pode chegar a cerca de R$ 25 milhões. Isso exige novas formas de financiamento e estímulos para ampliar a participação do setor privado.”
Em entrevista à Agência Transporte Moderno o diretor confirmou que a agência trabalha com a expectativa de realizar ainda este ano novos leilões rodoviários e pelo menos dois ferroviários, além de avançar nas autorizações para short lines, como a ligação ferroviária em implantação para atender à unidade da Arauco, em Três Lagoas (MS).
Para Sampaio, o sucesso desse ciclo dependerá da continuidade das políticas públicas voltadas à infraestrutura. “Os contratos de concessão têm duração de aproximadamente 30 anos. Eles atravessam diferentes governos e precisam ser tratados como uma política de Estado, garantindo segurança jurídica e previsibilidade para os investimentos”, concluiu.
por imprensa | jul 31, 2026 | Notícias, Rodoviário
Levantamento da entidade mapeou 2.837 projetos prioritários envolvendo rodovias, ferrovias, hidrovias e aeroportos; documento será apresentado no Fórum CNT de Debates
Os custos logísticos no Brasil saltaram de 10,4% do PIB em 2014 para 15,5% em 2025. É diante desse cenário que a Confederação Nacional do Transporte (CNT) lançou o “Plano CNT de Transporte e Logística 2026”, estudo que reúne 2.837 projetos prioritários e estima em R$ 2,03 trilhões o investimento necessário para superar os principais gargalos da infraestrutura de transporte e logística do país.
O documento será apresentado nos dias 18 e 19 de agosto, em Brasília, durante o Fórum CNT de Debates. Esse plano foi lançado junto com a publicação “O Transporte Move o Brasil – Propostas da CNT ao País” –, que será entregue aos candidatos à Presidência da República no mesmo evento.
A carteira de projetos do Plano CNT 2026 está distribuída em 2.509 projetos de Integração Nacional – envolvendo as grandes rotas que conectam regiões do país e países vizinhos, essenciais para o escoamento de cargas e movimentação de pessoas – e 328 projetos de mobilidade urbana, voltados ao transporte de passageiros.
Do total de R$ 2,03 trilhões estimados, o estudo explica a divisão por modal: R$ 1,1 trilhão será destinado para o ferroviário; R$ 511,5 bilhões para o rodoviário; R$ 173,1 bilhões para o hidroviário; R$ 125,1 bilhões para a infraestrutura portuária; R$ 36,9 bilhões para terminais; R$ 28,3 bilhões para aeroportos e R$ 7,5 bilhões para o aquaviário.
A metodologia do documento combina a atualização dos projetos de edições anteriores com a análise de programas estratégicos do Governo Federal e as demandas apresentadas por entidades do setor transportador. Nesta edição, foram incorporadas iniciativas do Novo PAC, do Plano Nacional de Logística (PNL 2035) e de planos setoriais específicos, além de intervenções voltadas a resolver problemas identificados pela Pesquisa CNT de Rodovias.
Entre os projetos previstos, estão 152 obras de duplicação de rodovias, que somam quase 10,3 mil km e investimentos de aproximadamente R$ 163,4 bilhões. O estudo também aponta 90 projetos em áreas portuárias, envolvendo 137 unidades e cerca de R$ 22,7 bilhões em aportes.
A RAIZ DO PROBLEMA
De acordo com o documento, o custo logístico é historicamente elevado, mas aumentou significativamente na última década. Em 2014, as despesas logísticas no país representavam 10,4% do PIB; já em 2024, esses valores alcançaram 15,6% desse indicador. O número se manteve estável em 2025 (15,5%).
Para a CNT, “tal cenário possui relação direta com a qualidade e a oferta da infraestrutura de transporte, além de evidenciar ineficiências sistêmicas e contribuir para a diminuição da competitividade do setor produtivo nacional.”
Além disso, o cálculo do custo logístico brasileiro traz outro problema já conhecido por quem opera transportes no país: um desequilíbrio modal. O transporte rodoviário responde por 65,8% da matriz brasileira – uma concentração muito acima da observada em outras economias de dimensão territorial semelhante, como a União Europeia (50%), os Estados Unidos (43%), a China (35%) e a Austrália (27%).
De acordo com a entidade, esses países distribuem melhor a movimentação de cargas entre ferrovias, hidrovias e cabotagem. “Esse equilíbrio induz a redução de custos por unidade movimentada e favorece a geração de emprego, renda e excedentes para o reinvestimento na própria cadeia logística”, apontou a CNT.
Dessa forma, a entidade revelou a necessidade de ampliar o nível de investimentos em infraestrutura, que, historicamente, situa-se em patamar muito inferior ao necessário, para promover a adequada expansão e modernização do sistema de transporte.
De acordo com estimativa do Banco Mundial, o Brasil deveria investir cerca de 3,7% do PIB, anualmente, em infraestrutura de transporte, para suprir suas lacunas estruturais. Porém, na média dos últimos 10 anos (2015 a 2025), esse percentual, considerando os aportes do Governo Federal, foi de apenas 0,15% ao ano.
POR QUE ISSO IMPORTA?
Para o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, planejar é condição indispensável para transformar a infraestrutura do país. “O estudo prioriza intervenções capazes de promover maior integração entre os modos de transporte, reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade da economia e tornar a infraestrutura mais resiliente e sustentável”, completou.
A entidade também defendeu que uma rede logística mais eficiente reduz custos operacionais, amplia a produtividade das empresas, melhora o acesso aos mercados consumidores e fortalece a inserção do Brasil no comércio internacional.
De acordo com a CNT, a combinação entre planejamento técnico, ambiente regulatório estável e ampliação das fontes de financiamento é fundamental para acelerar a execução das obras e garantir maior eficiência ao sistema de transporte.
A entidade representa um setor de mais de 198 mil empresas, presente em 98,1% dos municípios brasileiros e responsável por mais de 2,9 milhões de empregos formais.
“O TRANSPORTE MOVE O BRASIL”
Ao lado do Plano CNT 2026, a CNT lançou também a publicação “O Transporte Move o Brasil – Propostas da CNT ao País” –, que será entregue aos presidenciáveis. No documento, a entidade argumenta que o transporte é um dos pilares para o crescimento e desenvolvimento econômico e social de uma região ou país.
Elaborado em conjunto com as entidades representativas do setor, a publicação reúne recomendações em diferentes eixos que buscam fortalecer todos os modos de transporte, aprimorar a logística nacional e ampliar a competitividade da economia.
Entre as propostas para a cadeia logística brasileira, o documento defende a recomposição dos investimentos públicos, a aprovação da PEC da Infraestrutura (PEC nº 1/2021), a destinação integral dos recursos da Cide-combustíveis para obras de transporte e a ampliação das fontes de financiamento via mercado de capitais e organismos multilaterais.
A entidade também propõe o fortalecimento da segurança pública para o setor, com endurecimento das penas para roubo de cargas e crimes contra profissionais do transporte, e reforço do policiamento em rodovias, ferrovias e hidrovias.
FIM DA ESCALA 6X1
O documento ainda analisou a redução da jornada e o fim da escala 6×1, que estão em tramitação no Congresso Nacional. De acordo com a CNT, o debate vai além da jornada e envolve a capacidade do país de manter mobilidade e abastecimento com previsibilidade.
“A CNT sustenta que discutir o fim da escala 6×1 no setor significa discutir como o Brasil garante mobilidade, abastecimento e serviços essenciais, e que qualquer mudança abrupta impacta não apenas as empresas e os empregados, mas também o funcionamento cotidiano da sociedade”, afirmou a entidade.
Segundo o estudo técnico “Redução de jornada, mudança de escalas e bem-estar social no setor de transportes”, divulgado recentemente pela CNT, aponta que o fim da escala 6×1 pode provocar, no longo prazo, um impacto de R$ 11,88 bilhões no setor de transporte.
Coordenado pelo sociólogo e professor da Universidade de São Paulo (USP) José Pastore e pelo economista Paulo Rabello de Castro, o levantamento indica que a mudança, sem ajuste proporcional de salários, provocaria um aumento imediato de 10% no valor da hora trabalhada. No setor de transporte, onde 92,5% dos profissionais atuam dentro do limite atual, o impacto seria uma alta de 8,6% nos custos com pessoal.
Nesse cenário, a entidade defende que as mudanças precisam ser setorialmente calibradas, acompanhadas de medidas de produtividade, qualificação e segurança, e ancoradas na negociação coletiva, preservando a adequação das escalas à realidade de cada operação.
TRANSIÇÃO ENERGÉTICA
Em relação aos combustíveis, a CNT ressaltou que o alto custo e a volatilidade dos combustíveis configuram entraves relevantes à previsibilidade e à competitividade do setor de transporte. “No campo logístico, persistem vulnerabilidades estruturais e regionais no abastecimento de combustíveis que impactam diretamente a eficiência e a segurança do fornecimento no território brasileiro.”
De acordo com o órgão, a superação desses gargalos requer investimentos na criação e modernização de estruturas de armazenamento e distribuição, visando a redução de custos operacionais e o aumento da confiabilidade logística, especialmente em regiões mais afastadas dos principais centros produtores e consumidores.
Dessa forma, tornou-se essencial, segundo a entidade, ampliar a transparência na formação de preços e fortalecer os mecanismos de fiscalização ao longo da cadeia de refino e distribuição, com o intuito de preservar a concorrência e coibir práticas distorcivas. “A expansão da capacidade nacional de refino constitui elemento importante para reduzir a dependência externa e mitigar as oscilações de preços no mercado interno”, defendeu o órgão.
A CNT também destacou que a adoção de estoques estratégicos de combustíveis, especialmente de óleo diesel, contribui para aumentar a adaptabilidade do país frente a choques de oferta e eventos geopolíticos. Além das fontes fósseis, a entidade defende a pluralidade energética como uma medida importante que permite a ampliação de alternativas que podem ser utilizadas pelo setor.
Na transição energética, a entidade propõe um processo planejado em etapas de curto, médio e longo prazos. No curto prazo, o órgão aposta no óleo vegetal hidrotratado (HVO) e no biometano.
No médio prazo, a eletromobilidade é vista como “promissora” para o transporte urbano de menor distância do que para as longas rotas do transporte de cargas, dada a autonomia limitada, o tempo de recarga e a perda de capacidade útil dos veículos elétricos. Para ampliar a adesão da tecnologia, são necessários avanços em duas frentes: na infraestrutura de carregamento e na disponibilização de recursos e estímulos financeiros para a aquisição de veículos elétricos.
Já no longo prazo, a CNT aposta no hidrogênio renovável como opção para a matriz energética do setor, dependendo de avanços tecnológicos e da construção de infraestrutura de produção, distribuição e abastecimento.