Sistema Transporte reúne Diretoria Estatutária para balanço de 2026

Sistema Transporte reúne Diretoria Estatutária para balanço de 2026

Segunda reunião do ano apresentou resultados das entidades e ações previstas para os próximos meses

O Sistema Transporte realizou, na terça-feira (15), em Brasília, a segunda Reunião da Diretoria Estatutária de 2026. A programação trouxe um balanço das entregas do ano e das pautas que devem mobilizar o setor nos próximos meses. O primeiro encontro do ano foi realizado excepcionalmente em Manaus (AM), em maio, durante a TranspoAmazônia.

Os trabalhos foram abertos pelo presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, e contaram com a participação de diretores, representantes das federações e dirigentes dos diferentes segmentos do setor. Na sequência, as áreas apresentaram os principais resultados do ano e os projetos prioritários da CNT, do SEST SENAT e do ITL.

CNT

O diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza, fez um panorama da atuação da Confederação nos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. No primeiro semestre, 17 propostas acompanhadas pela entidade foram transformadas em lei, entre elas, medidas relacionadas à renovação da CNH, o Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano e a nova legislação de combate ao furto e ao roubo de cabos. Valter Souza também abordou as articulações conduzidas para preservar o atual modelo de gestão do SEST SENAT.

Na agenda dos próximos meses, estão as propostas relacionadas à jornada de trabalho e à escala 6×1, a definição da nova metodologia do piso mínimo de frete pela ANTT e processos em análise nos tribunais superiores. “A atuação institucional não termina com a aprovação de uma proposta. Precisamos acompanhar a regulamentação, participar das discussões nas agências e atuar no Congresso e no Judiciário. Esse trabalho só produz resultados quando é realizado em conjunto com as federações e as demais entidades do transporte”, afirmou.

A diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, detalhou os estudos e projetos desenvolvidos pela entidade em 2026. Um dos pontos abordados foi o aprimoramento do uso de inteligência artificial na Pesquisa CNT de Rodovias, associado à transmissão e ao processamento de informações em nuvem e à auditoria por vídeo. A evolução desses recursos permite acompanhar o levantamento de campo praticamente em tempo real, identificar eventuais lacunas e agilizar a nova coleta dos trechos.

Fernanda Rezende citou, ainda, o Plano CNT de Transporte e Logística, o documento O Transporte Move o Brasil, o Guia Viagem Segura, o estudo Rodovias que Perdoam e os conteúdos preparatórios para a COP31. “Há um trabalho rigoroso por trás de cada dado produzido pela CNT. Investimos no aprimoramento das tecnologias e dos métodos de pesquisa para garantir a confiabilidade das informações e oferecer ao transportador uma base segura para suas decisões”, disse.

SEST SENAT

O diretor nacional adjunto do SEST SENAT, Vinicius Ladeira, apresentou os resultados alcançados pela entidade até agosto. O balanço mostrou desempenho acima das metas previstas nos atendimentos de saúde e na qualificação profissional, tanto nos cursos presenciais quanto na educação a distância.

Entre os projetos abordados, estiveram o Motorista Série A, que mobilizou mais de oito mil profissionais de 149 Unidades Operacionais, e o Mais Motoristas, cujo primeiro edital recebeu 138 mil inscrições. Cerca de 70 mil candidatos já tiveram a documentação validada, e as primeiras convocações começam neste mês. “O Motorista Série A é uma jornada que dura o ano inteiro, estimula a busca por conhecimento e incentiva o profissional a cuidar da própria saúde, independentemente de chegar às etapas finais”, resumiu o diretor.

ITL

Pelo ITL, o diretor-executivo João Victor Mendes fez um balanço do período entre janeiro e setembro. Foram abertas 16 turmas, que beneficiaram 628 gestores, entre especializações, certificações internacionais e cursos executivos nas áreas de negócios; finanças; recursos humanos; marketing; ciência política; inovação; dados e inteligência artificial. O Instituto também passou a oferecer capacitações in company e iniciou, em parceria com a Vale e a Deloitte, um programa voltado à gestão de sistemas ferroviários.

No período, foram concluídas dez turmas, com 197 gestores formados. João Victor também mencionou os 13 anos de parceria com a Fundação Dom Cabral, que somam mais de 400 projetos educacionais e R$ 139 milhões investidos na qualificação do setor. “A formação executiva precisa acompanhar as mudanças que já estão chegando às empresas. Por isso, atualizamos continuamente os programas e ampliamos os formatos para responder às necessidades do transporte”, afirmou.

Reuniões das Seções

A programação da Diretoria começou com o encontro da Seção I, dedicada ao transporte rodoviário de passageiros, e a segunda Reunião da Diretoria Estatutária de 2026. Nesta quarta-feira (16), a agenda continua com as atividades das demais Seções da Confederação, um debate conjunto sobre transporte ferroviário, infraestrutura e logística e a masterclass Reforma Tributária Aplicada ao Setor de Transporte, voltada aos segmentos de passageiros e de cargas.

ANTT inicia procedimentos para suspensão de empresas que descumprem o piso mínimo do frete

ANTT inicia procedimentos para suspensão de empresas que descumprem o piso mínimo do frete

Medida alcança empresas com histórico reiterado de contratação ou subcontratação por valores inferiores aos estabelecidos em lei

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) iniciou os procedimentos para a suspensão cautelar de empresas que descumprem reiteradamente a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. As empresas identificadas serão formalmente notificadas após análise individual de cada caso.

Os atos de suspensão do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) serão publicados no Diário Oficial da União e produzirão efeitos 72 horas após a publicação. A suspensão cautelar poderá variar de cinco a 30 dias.

A medida poderá ser aplicada às empresas que acumularem mais de quatro autuações, em datas distintas, no período de seis meses, quando houver risco concreto de continuidade da infração, prejuízo à fiscalização ou comprometimento da política do piso mínimo do frete.

A atuação será conduzida pela Superintendência de Fiscalização de Serviços de Transporte Rodoviário de Cargas e Passageiros (Sufis) e pela Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (Suroc).

A fiscalização foi reforçada a partir da Medida Provisória nº 1.343/2026 e das Resoluções ANTT nº 6.077 e nº 6.078. As normas tornaram obrigatório o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) nas operações de transporte rodoviário remunerado de cargas e determinaram sua vinculação ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), ampliando a rastreabilidade das operações.

Nas operações de carga lotação, o CIOT não é gerado quando o valor informado está abaixo do piso mínimo. Em caso de reincidência, após decisão administrativa definitiva, a suspensão poderá chegar a 45 dias. A repetição das irregularidades também poderá resultar no cancelamento do RNTRC por até dois anos e em multa majorada de até R$ 1 milhão.

As medidas de suspensão e cancelamento não se aplicam ao Transportador Autônomo de Cargas quando ele atua exclusivamente como contratado.

Financiamento privado dobra em transportes; novo ciclo enfrenta limitações

Financiamento privado dobra em transportes; novo ciclo enfrenta limitações

O setor de infraestrutura de transportes ampliou de 23,6% para 58,2% a participação de fontes privadas em seu financiamento entre 2014 e 2024, em um movimento impulsionado principalmente pelo mercado de capitais. Os dados fazem parte de estudo divulgado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) nesta terça-feira (15).

Apesar da diversificação no financiamento e da ampliação de ativos repassados à iniciativa privada, o setor ainda apresenta a maior participação de recursos públicos (seja em aporte ou origem de financiamento) na comparação com outros segmentos de infraestrutura, o que, segundo a entidade, impõe limites para um novo ciclo de investimentos, sendo necessário ampliar tanto as fontes de recursos quanto a base de investidores. 

A transformação do modelo de financiamento acompanhou a expansão das concessões e autorizações nos últimos anos. Nesse processo, as debêntures incentivadas se consolidaram como um dos principais instrumentos para financiar projetos de longo prazo, permitindo às empresas captar recursos diretamente no mercado de capitais. Esses papéis são beneficiados por uma redução da carga tributária, o que impulsionou seu uso nos últimos anos. Em transportes, o instrumento respondeu por 25,7% do financiamento em 2024, e o setor concentrou 31% das debêntures incentivadas destinadas à infraestrutura.

Um dos limites para ampliar os investimentos está na concentração dos compradores desses títulos e na baixa participação de investidores institucionais de longo prazo. Em 2024, intermediários e participantes ligados às ofertas detinham 59,9% do estoque de debêntures incentivadas, enquanto fundos de investimento respondiam por 27% e pessoas físicas, por 9,8%. Os demais investidores institucionais representavam apenas 3,3%. A presença estrangeira era praticamente nula: os investimentos desse grupo passaram de R$ 466 milhões em 2023 para R$ 41 milhões em 2024.

Diversificação

A CNI defende, por isso, ampliar a participação de investidores institucionais, como fundos de pensão e seguradoras, além do capital estrangeiro. O estudo aponta que fundos de pensão e seguradoras encontram nos títulos públicos de longo prazo uma alternativa de maior liquidez e melhor perfil de risco, enquanto a atração de recursos externos é prejudicada por fatores como risco fiscal e cambial. A ampliação dessa base é considerada necessária para mobilizar recursos de longo prazo compatíveis com os projetos de infraestrutura.

A necessidade de diversificação ganha peso diante do déficit de infraestrutura do país, aponta a CNI. O Brasil investiu R$ 266,8 bilhões no setor em 2024, equivalentes a 2,27% do PIB, segundo o estudo. Para aproximar o estoque de infraestrutura das necessidades do país, a estimativa é que os investimentos precisarão alcançar 4,65% do PIB ao ano e permanecer nesse patamar por duas décadas. O estudo também destaca a necessidade de segurança jurídica, previsibilidade regulatória e estabilidade macroeconômica para viabilizar essa expansão.

Uma das alternativas apontadas como novas fontes são as debêntures de infraestrutura, criadas pela Lei 14.801/2024 e regulamentadas em 2024 para complementar as debêntures incentivadas. Enquanto nas debêntures incentivadas, criadas em 2011, o benefício tributário é direcionado ao comprador dos títulos, a nova modalidade concede incentivos à empresa emissora. Segundo a CNI, o desenho colabora justamente para ampliar a participação de investidores hoje pouco presentes nesse mercado, como estrangeiros, fundos de pensão e instituições de previdência privada.

O estudo também propõe ampliar o uso do project finance, modelo em que o pagamento da dívida se apoia principalmente no fluxo de caixa gerado pelo próprio empreendimento. A estrutura pode reduzir a necessidade de garantias dos acionistas e ampliar a participação de bancos, seguradoras e outros agentes no financiamento. Nesse cenário, instituições públicas como o BNDES continuariam relevantes, mas com papel de destaque também na estruturação de concessões e PPPs e na criação de condições para mobilizar recursos privados.

Dependência de recursos públicos

Apesar do avanço das fontes privadas, transportes continua sendo o segmento de infraestrutura com maior participação de financiamento público. Em 2024, 40,3% dos recursos destinados ao setor tiveram origem pública. Desse total, parte veio de aportes orçamentários diretos da União e dos estados, que juntos responderam por cerca de 22% do financiamento do setor, enquanto outra parcela veio principalmente de instituições financeiras públicas.

A diferença também aparece no peso das debêntures incentivadas. Embora transportes tenha registrado o segundo maior volume, em reais, de emissões entre os setores de infraestrutura (31%), esses títulos responderam por cerca de um quarto do financiamento total do setor de transportes em 2024, proporção inferior à de energia elétrica (51,4%), telecomunicações (45,5%) e saneamento (38,1%).

Complementaridade

Para a CNI, a tendência não é de substituição completa dos recursos públicos, mas de complementaridade: recursos do Estado continuariam participando do financiamento e da estruturação dos projetos, enquanto mercado de capitais, crédito privado e novos investidores ganhariam espaço para sustentar a expansão dos investimentos.

Nesse sentido, o BNDES mantém peso relevante em duas frentes. Embora sua participação direta no crédito tenha caído de quase 40% em 2014 para cerca de 20% em 2024, o banco atua para estimular as emissões de debêntures, participando como investidor-âncora, subscrevendo até 100% dos títulos e oferecendo garantias para reduzir riscos e melhorar as condições das operações.

O Banco também dispõe de instrumentos para dar maior segurança às captações. Pode prestar garantias a emissões, quando isso for necessário para viabilizá-las ou melhorar suas condições, e possui mecanismos que combinam crédito temporário com garantia futura de subscrição de debêntures. A estratégia é reduzir a necessidade de o BNDES financiar sozinho os empreendimentos e usar sua participação para mobilizar um volume maior de capital privado.

Atividade econômica cai 0,2% em julho, diz BC

Atividade econômica cai 0,2% em julho, diz BC

Resultado corrobora um quadro de desaceleração da atividade econômica

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) recuou 0,2% em julho na comparação com junho, descontados os efeitos sazonais. Foi a segunda queda mensal consecutiva do indicador, considerado um termômetro do desempenho da economia brasileira.

O resultado foi puxado principalmente pela agropecuária, que caiu 1,2% no mês, e pela indústria, com recuo de 0,4%. O setor de serviços, que tem o maior peso no indicador, ficou estável. Sem considerar a agropecuária, o IBC-Br apresentou queda de 0,1%.

Na comparação com julho de 2025, a atividade econômica cresceu 1,1%. No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, o avanço foi de 1,5%, mesmo percentual registrado nos 12 meses encerrados em julho.

Já no trimestre terminado em julho, o IBC-Br caiu 0,3% em relação aos três meses encerrados em abril, também com ajuste sazonal. Nessa comparação, houve retração em todos os componentes: agropecuária (-0,6%), indústria (-0,5%) e serviços (-0,2%).

O IBC-Br reúne informações de diferentes setores para acompanhar mensalmente a evolução da atividade econômica. Embora seja conhecido como “prévia do PIB”, o índice não substitui o dado oficial calculado pelo IBGE, que segue uma metodologia mais ampla.

O resultado do IBC-Br de julho corrobora um quadro de desaceleração da atividade econômica que vem se apresentando nos indicadores setoriais.

O arrefecimento da economia é esperado diante dos juros elevados, de 14% atualmente, considerando a Taxa Selic. A expectativa é de que a desaceleração continue no segundo semestre, sobretudo com a redução dos efeitos dos estímulos fiscais dados pelo governo federal na primeira metade do ano, como a antecipação de precatórios.

O Banco Central estima que a economia do país deve crescer 2,0% este ano; já o governo federal projeta expansão de 2,3%.

Para Alexandre Maluf, economista da XP, a composição do resultado mostra uma perda de fôlego disseminada pela economia. Ele destaca que até os serviços, único componente que não recuou em julho, apenas ficaram estáveis. A instituição espera que essa fraqueza se prolongue e projeta estagnação do PIB no terceiro trimestre.

— O impacto negativo das condições monetárias restritivas e do elevado peso do serviço da dívida das famílias tem se tornado cada vez mais visível nos dados de alta frequência. Para 2027, projetamos crescimento do PIB de 1,0%, com riscos inclinados para baixo. Para mais detalhes, veja nosso relatório Macro Monthly: Desaceleração econômica mais cedo do que o esperado — afirmou Maluf.

Rafael Perez, economista da Suno Research, atribui o desempenho mais fraco da indústria aos efeitos dos juros elevados sobre a demanda e à desaceleração do setor extrativo. Na agropecuária, segundo ele, a perda de ritmo já era esperada após a concentração da colheita das principais culturas no começo do ano. O economista avalia ainda que o endividamento, o crédito mais caro e a perda de confiança das famílias devem limitar o avanço dos serviços nos próximos meses.

— A combinação de uma política monetária restritiva, cujos efeitos sobre a atividade vêm se tornando mais evidentes, com estímulos fiscais que dão sinais de esgotamento e elevado endividamento das famílias aponta para um cenário de estagnação até o final do ano — disse Perez.

A Suno ainda prevê algum crescimento no terceiro trimestre, de 0,2%, antes de uma estabilidade nos últimos três meses do ano. Para 2026, a instituição projeta alta de 1,9% do PIB, acima da estimativa de 1,7% da XP.

Alberto Ramos, economista do Goldman Sachs, avalia que a atividade poderá receber algum impulso de transferências de renda, programas de crédito e medidas voltadas à ampliação da renda disponível das famílias. Esses efeitos, porém, devem ser limitados pelas condições monetárias e financeiras restritivas, pelo endividamento das famílias e pela inflação. Nos cálculos do banco, o desempenho registrado até agora deixa um carregamento de 1,2% para o crescimento da economia em 2026.

NTC&Logística celebra hoje 63 anos de história, em Brasília, e homenageia personalidades com a 38ª Medalha de Mérito do Transporte

NTC&Logística celebra hoje 63 anos de história, em Brasília, e homenageia personalidades com a 38ª Medalha de Mérito do Transporte

Solenidade reúne lideranças do setor nesta quarta-feira (16) e antecede comemoração do dia 17 de setembro, data do 63o aniversário da entidade

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) realiza, nesta quarta-feira, 16 de setembro, em Brasília (DF), a 38ª Medalha de Mérito do Transporte – NTC, uma das mais tradicionais homenagens promovidas pela entidade para reconhecer personalidades que contribuíram para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC).

A solenidade reunirá autoridades, empresários, lideranças e dirigentes de entidades, profissionais do setor, familiares e convidados para reconhecer trajetórias que, em diferentes áreas de atuação, ajudaram a fortalecer o transporte brasileiro.

A edição deste ano se dá às vésperas de uma data histórica para a entidade – o que vem ocorrendo tradicionalmente. Na quinta-feira, 17 de setembro, a NTC&Logística completa 63 anos de existência. Criada em 1963, a Associação consolidou, ao longo de mais de seis décadas, uma sólida trajetória de representação em defesa do setor. A data de sua fundação ganhou ainda maior significado em 1993, ao ser escolhida – por decreto presidencial de 9 de julho – como Dia Nacional do Transportador Rodoviário de Cargas.

“Celebrar os 63 anos da entidade é motivo de muito orgulho para todos nós, mas também aumenta a nossa responsabilidade com o futuro. A Medalha de Mérito do Transporte NTC traduz justamente o reconhecimento às pessoas que, com seu trabalho, dedicação e compromisso, contribuíram para o desenvolvimento do nosso setor e do País. É um momento de homenagem, de exaltação da nossa história e de agradecimento a quem ajuda a construir diariamente um Transporte Rodoviário de Cargas cada vez mais forte e representativo”, destaca o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi.

Uma homenagem criada em 1984

A Medalha de Mérito do Transporte – NTC foi criada em 1984 e chega, em 2026, à sua 38ª edição. A honraria é concedida, mediante deliberação do Plenário do Conselho Superior da NTC&Logística, a pessoas físicas e jurídicas que tenham prestado relevantes serviços ao Transporte Rodoviário de Cargas e ao País.

Ao longo de mais de quatro décadas, mais de 200 agraciados passaram a integrar a história da Medalha, reunindo diferentes gerações de empresários, dirigentes, profissionais, representantes do poder público e outras personalidades que contribuíram para o desenvolvimento do transporte brasileiro.

Além de reconhecer essas contribuições, a Medalha tornou-se uma forma de preservar a memória do setor. As histórias dos homenageados ajudam a registrar diferentes momentos da evolução das empresas, das entidades e do próprio Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.

Oito personalidades serão agraciadas em 2026

Nesta 38ª edição, o Conselho Superior da NTC&Logística escolheu oito personalidades para receber a Medalha de Mérito do Transporte – NTC: Celso Antonio Gallegario; Danilo Guedes; Filipe da Costa Coelho; Ivo Nilson Lopes de Medeiros; Jaime Krás Borges; João Victor Mendes de Gomes e Mendonça; Milton Domingues Petri e Rita Rocha Fukuhara de Carvalho.

Os homenageados representam diferentes frentes do transporte brasileiro, reunindo trajetórias ligadas à atividade empresarial, à representação institucional, à formação profissional, ao serviço público e ao desenvolvimento de iniciativas que contribuíram para o fortalecimento do setor.

Celso Antonio Gallegario construiu sua trajetória empresarial e institucional especialmente ligada ao transporte internacional e ao Mercosul. É presidente do Sindicato das Empresas de Transportadoras Rodoviárias de Cargas Nacionais e Internacionais de Foz do Iguaçu e Região (SINDIFOZ) e do Conselho Municipal de Comércio Exterior e Logística de Foz do Iguaçu (COMCEL), além de ocupar posições na Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (FETRANSPAR) e na Associação Brasileira de Logística, Transportes e Cargas (ABTC).

Danilo Guedes, fundador da ABC Cargas, possui trajetória empresarial ligada ao transporte de veículos no Brasil e na América do Sul e atua na representação institucional do setor como vice-presidente de Relações Internacionais da NTC&Logística e diretor da Associação Brasileira do Transporte Internacional (ABTI).

Filipe da Costa Coelho é presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística do Rio de Janeiro (SINDICARGA) e vice-presidente da Federação do Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro (FETRANSCARGA), reunindo em sua trajetória empreendedorismo, representação institucional e participação em ações humanitárias.

Ivo Nilson Lopes de Medeiros, empresário do Grupo São Tomé, preside o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado do Rio Grande do Norte (SETCERN), é conselheiro do SEST SENAT e uma das lideranças responsáveis pela criação da Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste (FETRANSLOG-NE).

Jaime Krás Borges, um dos fundadores da Transportadora Minuano, reúne mais de cinco décadas de experiência empresarial e uma extensa atuação na representação do Transporte Rodoviário de Cargas, integrando atualmente o Conselho Superior da NTC&Logística.

João Victor Mendes de Gomes e Mendonça, diretor-executivo do Instituto de Transporte e Logística (ITL) do Sistema Transporte, possui trajetória ligada à educação, gestão, pesquisa e desenvolvimento de pessoas, contribuindo para a qualificação de profissionais e gestores do transporte brasileiro.

Milton Domingues Petri possui uma trajetória de mais de cinco décadas no Transporte Rodoviário de Cargas. Em 1977, tornou-se sócio de Urubatan Helou na criação da Braspress Transportes Urgentes, participando desde então do desenvolvimento de diferentes negócios ligados ao setor.

Rita Rocha Fukuhara de Carvalho, servidora de carreira da Câmara dos Deputados, construiu sua trajetória no serviço público e no diálogo institucional, com atuação na Secretaria da Comissão de Viação e Transportes (CVT) e no acompanhamento de pautas estratégicas para o transporte brasileiro.

Homenagem da 37ª edição

A programação desta quarta-feira terá ainda a entrega da Medalha a Nilson Alfredo Gibson Duarte Rodrigues Sobrinho, agraciado na 37ª edição, em 2025. Por motivos de agenda, o dirigente não pôde comparecer à solenidade realizada no ano passado e receberá a comenda durante a cerimônia de 2026.

Empresário e dirigente, Nilson Gibson Sobrinho iniciou sua atuação institucional no transporte em 2008, integrando a diretoria do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas, Armazenagem e Logística do Estado de Pernambuco (SETCEPE). Posteriormente, presidiu o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Petrolina (SETCL) e assumiu a liderança da Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste (FETRACAN). Atualmente, também é vice-presidente regional da NTC&Logística para Alagoas e Pernambuco.

A 38ª Medalha de Mérito do Transporte – NTC será realizada em Brasília e integra a agenda institucional da NTC&Logística em um período marcado pela celebração de seus 63 anos de atuação em defesa e representação do Transporte Rodoviário de Cargas brasileiro.



Em encontro, transportadores paulistas entregam a Fernando Haddad propostas para o Governo de São Paulo

Em encontro, transportadores paulistas entregam a Fernando Haddad propostas para o Governo de São Paulo

Agenda reuniu empresários e lideranças do transporte de cargas para debater com o candidato os principais desafios da logística e da competitividade no estado

A Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) recebeu, nesta segunda-feira (14), Fernando Haddad (PT), candidato ao Governo do Estado de São Paulo, para mais uma edição do Projeto Eleições 2026. Realizado no Palácio dos Transportes, na capital paulista, o encontro reuniu empresários, dirigentes sindicais e lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) para o terceiro encontro da série, que anteriormente recebeu Ronaldo Caiado (PSD), candidato à Presidência, e Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição no estado.

Na abertura do evento, o presidente da FETCESP, Carlos Panzan, apresentou prioridades que, na avaliação da entidade, devem integrar o planejamento do próximo governo estadual. Entre elas, estão investimentos em infraestrutura, melhoria dos acessos logísticos, segurança pública, renovação da frota, transição energética, geração de empregos e competitividade.

“O Transporte Rodoviário de Cargas é responsável por movimentar cerca de 65% de toda a carga do país e está diretamente ligado ao abastecimento, à geração de empregos e à competitividade da economia. São Paulo possui uma estrutura diferenciada, mas ainda temos desafios importantes em acessos ao Porto de Santos, terminais de cargas, corredores logísticos e segurança. Esperamos que essas questões sejam tratadas como prioridades, com planejamento e diálogo permanente com o setor produtivo”, afirmou Panzan.

A infraestrutura ocupou parte importante das discussões. Embora São Paulo tenha as rodovias mais bem avaliadas do país, a FETCESP apontou gargalos capazes de elevar custos e comprometer a produtividade. Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), as deficiências dos pavimentos aumentam, em média, 31,2% os custos operacionais do transporte rodoviário de cargas no Brasil.

Em seu pronunciamento, Haddad abordou a infraestrutura, relacionando suas propostas para São Paulo à experiência recente do governo Lula na ampliação dos investimentos e das parcerias com a iniciativa privada. O candidato citou o avanço das concessões federais e defendeu que esse modelo continue sendo utilizado, mas com atenção ao equilíbrio dos contratos e à modicidade das tarifas cobradas dos usuários. “No governo federal, demos uma ênfase muito grande às parcerias privadas e ampliamos os investimentos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. Esse investimento aumenta a produtividade, reduz custos e fortalece as exportações. Ao mesmo tempo, precisamos buscar concessões cada vez mais justas para o usuário e ter zelo com a modicidade tarifária”, afirmou Haddad.

Com relação à reforma tributária, tema de suma importância para o TRC, Haddad reiterou o trabalho desenvolvido à frente do Ministério da Fazenda e avaliou que as mudanças terão impacto direto sobre o transporte, principalmente pela redução da cumulatividade e pela desoneração dos investimentos e das exportações. “A Reforma Tributária tem garantia constitucional de neutralidade fiscal. Ela foi construída para acabar com a cumulatividade, garantir os créditos e retirar imposto do investimento e da exportação. Poucos setores podem ser tão beneficiados quanto o transporte, porque estamos falando de empresas que precisam investir constantemente, renovar e ampliar suas frotas para acompanhar o crescimento da economia”, destacou.

A segurança pública também esteve entre as preocupações apresentadas pela Federação, que defendeu atuação integrada no combate ao roubo de cargas e ao crime organizado. A entidade ainda ressaltou a importância de políticas para renovação de frota e transição energética, citando o Programa Despoluir, que já realizou cerca de 17 mil avaliações ambientais em veículos de empresas associadas em 2026.

A FETCESP pretende receber outros candidatos à Presidência da República e ao governo do estado nas próximas semanas. A iniciativa terá caráter institucional, plural e apartidário, com igualdade de tratamento e foco nas propostas para o transporte, a logística e o desenvolvimento econômico.