por imprensa | jul 29, 2026 | Notícias, Rodoviário
Entenda quem participa, o que pode entrar na pauta e como o cidadão pode acompanhar esse espaço de fiscalização das rodovias concedidas
As 31 concessões de rodovias federais administradas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que somam cerca de 15,8 mil quilômetros de extensão, contam, cada uma, com uma Comissão Tripartite durante toda a vigência dos contratos.
O nome da comissão descreve exatamente sua composição: representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), da concessionária responsável pela rodovia e dos usuários e comunidades impactados pela via, escolhidos por um processo prévio de seleção.
O objetivo é acompanhar, de forma técnica e contínua, se as obrigações contratuais estão sendo cumpridas, e dar aos representantes dos usuários um canal formal para apresentar demandas relacionadas à rodovia.
Quem participa
Cada rodovia concedida tem sua própria Comissão Tripartite, instituída por portaria específica assim que o contrato começa a valer. A ANTT é representada por servidores da Coordenação de Fiscalização da Infraestrutura Rodoviária da unidade regional responsável pelo trecho, um deles designado coordenador dos trabalhos. A concessionária indica seus próprios representantes.
Os usuários e comunidades da região, por sua vez, são representados por instituições e entidades, como prefeituras, câmaras municipais, associações, sindicatos e organizações do setor produtivo com atuação na área de influência da rodovia. Também podem representar os usuários pessoas físicas que utilizam o serviço. Em temas que envolvem obrigações contratuais mais complexas, representantes técnicos e jurídicos também podem acompanhar as discussões.
O que entra na pauta
As pautas variam conforme a realidade de cada rodovia, mas costumam girar em torno de sinalização e segurança viária, pontos com histórico de acidentes, cronograma de obras, adequação de acessos urbanos e impactos operacionais durante as intervenções.
Quanto mais detalhada for a informação levada à comissão, é possível uma análise técnica mais rápida: vale informar a localização exata do problema, o quilômetro da rodovia e, se houver, registros ou fotos que ajudem a embasar a avaliação.
Quem convoca as reuniões é o coordenador dos trabalhos, sempre um servidor da ANTT designado para aquele contrato. A data, o horário e o local são definidos com antecedência e divulgados publicamente pela ANTT.
O Diário Oficial da União (DOU) entra em outro momento do processo: é lá que a ANTT publica o edital de chamamento público para selecionar, a cada dois anos, quem serão os representantes dos usuários na comissão. Pode se candidatar qualquer pessoa maior de idade que utilize os serviços da rodovia, ou entidades e associações que representem esses usuários, desde que comprovem essa relação.
A inscrição é feita pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI) da ANTT, com envio de documento de identificação e, no caso de entidades, comprovante de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e estatuto social que demonstre atuação na representação de usuários daquele serviço. A função é considerada serviço público relevante e não remunerado. Depois de selecionados, os representantes participam de todas as reuniões da comissão durante o mandato.
Como funciona na prática
A comissão se reúne, no mínimo, duas vezes por ano, com possibilidade de reuniões extraordinárias quando a ANTT ou pelo menos duas categorias de representantes de usuários solicitarem. Durante os encontros, os temas apresentados são debatidos tecnicamente e registrados em ata. A concessionária presta contas sobre o cumprimento das obrigações contratuais, e a comissão pode, inclusive, realizar inspeções na própria infraestrutura da rodovia, sob condução da ANTT, com o resultado formalizado em relatório.
As manifestações da comissão não têm poder de decisão automática: elas funcionam como recomendações, que podem ser direcionadas à ANTT, à concessionária ou a outros agentes envolvidos no serviço. Quando a comissão identifica indícios de irregularidade por parte da empresa responsável pela rodovia, deve notificar formalmente à ANTT, que conduz a apuração.
A comissão também é consultada, sem que sua opinião precise ser seguida, sempre que a concessionária propõe ajustes em projetos que possam afetar moradores do entorno da rodovia. As atas com os encaminhamentos definidos em cada reunião ficam públicas no painel da ANTT, o que permite acompanhar se as recomendações foram, de fato, cumpridas.
Por que isso importa para quem usa a rodovia
Quem trafega diariamente por uma rodovia concedida, mora perto dela ou representa uma comunidade impactada tem, na Comissão Tripartite, um canal formal para que sua demanda vire pauta técnica, e não apenas uma reclamação isolada. Um problema de sinalização, um ponto de acidentes recorrentes ou um acesso urbano mal planejado, levados à comissão com informações precisas, entram num processo com registro em ata, análise da concessionária e acompanhamento da ANTT ao longo de todo o contrato.
por imprensa | jul 28, 2026 | Notícias, Outros
Nova iniciativa busca fortalecer a gestão de pessoas no Transporte Rodoviário de Cargas, promovendo a troca de experiências, o desenvolvimento de boas práticas e a construção de soluções para os desafios do setor
A NTC&Logística está ampliando sua atuação em temas estratégicos para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), com a criação do Comitê de Recursos Humanos, uma iniciativa voltada à integração dos profissionais responsáveis pela gestão de pessoas nas empresas e entidades associadas à entidade.
O novo Comitê nasce com o propósito de criar um ambiente permanente de diálogo, colaboração e construção coletiva, reunindo especialistas em Recursos Humanos para debater os principais desafios da área, compartilhar experiências, identificar tendências e desenvolver propostas que contribuam para o fortalecimento da gestão de pessoas no setor.
A iniciativa reforça o compromisso da NTC&Logística em apoiar o desenvolvimento do capital humano, reconhecendo que pessoas qualificadas, ambientes de trabalho saudáveis e práticas modernas de gestão são fatores essenciais para a competitividade, a sustentabilidade e o futuro do TRC.
Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, a criação do Comitê representa mais um passo importante na evolução institucional da entidade. “As pessoas são o maior patrimônio das organizações e, no Transporte Rodoviário de Cargas, investir na gestão de talentos tornou-se uma necessidade estratégica. Com a criação do Comitê de Recursos Humanos, queremos reunir profissionais que vivem os desafios do dia a dia para construir soluções, compartilhar conhecimento e fortalecer, de forma colaborativa, a gestão de pessoas em todo o setor. A participação das empresas e entidades associadas será fundamental para o sucesso dessa iniciativa”, destaca Rebuzzi.
Convite às empresas e entidades associadas
A NTC&Logística convida suas empresas e entidades associadas a indicarem o profissional responsável pela área de Recursos Humanos ou o colaborador que atue diretamente na gestão de pessoas, para integrar o Comitê.
Os participantes terão a oportunidade de:
- contribuir para a construção de diretrizes e boas práticas para o setor;
- acompanhar debates sobre os principais temas relacionados à gestão de pessoas;
- compartilhar experiências com profissionais de diferentes regiões do país;
- ampliar o relacionamento com especialistas e lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas.
As indicações deverão ser realizadas por meio do formulário disponibilizado pela entidade, até o dia 14 de agosto, no link: https://forms.gle/dW7ys3SX5Y29GdLy7
A NTC&Logística reforça o convite para que suas empresas e entidades associadas participem dessa iniciativa e contribuam para o fortalecimento da gestão de pessoas no Transporte Rodoviário de Cargas, promovendo o desenvolvimento de práticas que atendam às demandas atuais e futuras do setor.
por imprensa | jul 28, 2026 | Eventos, Notícias
Evento promovido pela NTC&Logística aprofundará o debate sobre segurança pública, inteligência e ações integradas para o enfrentamento aos crimes contra o Transporte Rodoviário de Cargas
A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) realizará, no dia 6 de agosto de 2026, em sua subsede, em São Paulo (SP), o 3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). Consolidado no calendário institucional da entidade, o Encontro tem como objetivo ampliar o debate sobre os crimes que impactam a cadeia logística nacional, reunindo empresários, executivos, representantes de entidades do setor, autoridades públicas, forças de segurança e especialistas de diversas regiões do Brasil.
O evento contará com painéis temáticos, debates técnicos, apresentação de soluções tecnológicas e espaços de integração entre os setores público e privado, com foco na prevenção e no combate ao roubo, furto e receptação de cargas. A programação também abordará a atuação das organizações criminosas, os desafios enfrentados pelas empresas transportadoras e a construção de propostas voltadas ao fortalecimento da segurança no transporte rodoviário de cargas.
De acordo com o Diagnóstico Nacional do Roubo de Cargas, desenvolvido pela Assessoria de Segurança da NTC&Logística, foram registradas 8.570 ocorrências de roubo de cargas em 2025, uma redução de 16,7% em comparação com 2024. Apesar da queda dos registros, o impacto econômico permanece elevado. O prejuízo direto estimado é de aproximadamente R$ 900 milhões, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão quando considerados os efeitos indiretos, como o aumento dos custos operacionais, dos seguros e o reflexo no preço final dos produtos.
Desde 1998, a NTC&Logística desenvolve, por meio de sua Assessoria de Segurança, ações permanentes voltadas ao enfrentamento dos crimes praticados contra o transporte rodoviário de cargas. Ao longo dessa trajetória, a entidade tem atuado na elaboração de estudos técnicos, propostas legislativas, diagnósticos nacionais, articulações institucionais e iniciativas que contribuem para o fortalecimento da segurança pública, da atividade transportadora e da cadeia logística brasileira.
As inscrições para o 3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas estão disponíveis, clicando aqui.
Programação Preliminar
8h
Credenciamento
8h30 às 9h
Abertura
9h às 9h20
Segurança Logística, Crime Organizado e Mercados Ilícitos: Contextualização e Desafios para o Brasil
Expositor:
Dr. Waldomiro Milanesi
Delegado de Polícia e Especialista em Segurança
9h20 às 10h10
Impactos da Criminalidade sobre a Produção, a Circulação e o Desenvolvimento Econômico
Expositor convidado:
Cassio Augusto Muniz Borges
Assessor Especial da Presidência da CNI – Confederação Nacional da Indústria
10h10 às 11h
Segurança Pública, Crime Organizado e os Desafios Contemporâneos do Estado Brasileiro
Expositor convidado:
Dr. Lincoln Gakiya
Promotor de Justiça
GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado -Ministério Público do Estado de São Paulo
11h às 11h50
Diagnósticos e Tendências da Criminalidade no Brasil: Impactos sobre a Segurança Pública, a Economia e o Desenvolvimento Nacional
Expositor convidado:
Renato Sérgio de Lima
Presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública – FBSP
11h50 às 12h40
Políticas Públicas de Segurança e Integração Institucional
Expositor convidado:
Francisco Lucas Costa Veloso
Secretário Nacional de Segurança Pública – SENASP / MJSP
12h40 às 13h – Encerramento
•Síntese dos trabalhos desenvolvidos
•Considerações sobre a continuidade das ações da Aliança Nacional pela Segurança Logística
•Encerramento oficial do 3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas
Realização:
Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística
Apoio Institucional
Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL)
Fundação Memória do Transporte – FuMTran
por imprensa | jul 28, 2026 | Notícias, Outros
Cronograma tem o objetivo de informar contribuintes, profissionais da área fiscal e desenvolvedores de sistemas sobre os prazos de adaptação às novas exigências relacionadas à CBS e ao IBS
Receita Federal (RFB) e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) informam que está sendo deliberado e deverá ser publicado, até o final de julho, ato conjunto estabelecendo as datas de início da obrigatoriedade da emissão dos documentos fiscais eletrônicos (DF-e) com destaque da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
O cronograma, a ser formalizado por meio de ato conjunto, tem o objetivo de informar contribuintes, profissionais da área fiscal e desenvolvedores de sistemas sobre os prazos de adaptação às novas exigências relacionadas à CBS e ao IBS.
O ato fixará as datas de obrigatoriedade para cada documento fiscal eletrônico e, na data de sua publicação, será divulgada, também, a previsão de disponibilização dos leiautes técnicos dos documentos cujos padrões ainda não tenham sido disponibilizados. Sempre que possível, esses leiautes serão disponibilizados com uma antecedência mínima de 60 dias, contada do início da obrigatoriedade de utilização dos respectivos documentos fiscais eletrônicos.
O ato conjunto também disporá que a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS publicarão, no prazo de até 30 dias, programa de estímulo à conformidade para o ano de 2026, voltado ao período de transição para a implementação da CBS e do IBS, garantindo o caráter orientador neste período de implantação.
A previsão é que o programa contemple medidas relacionadas à autorregularização de informações pelos contribuintes durante a fase inicial de implantação dos novos tributos, observados os limites e condições previstos na legislação aplicável. Os detalhes do programa serão divulgados em ato específico.
por imprensa | jul 28, 2026 | Notícias, Rodoviário
Setor aponta que violência nas rodovias, longas jornadas e mudanças nas expectativas dos trabalhadores reduziram o interesse pela carreira e dificultam a renovação da mão de obra
Mesmo sendo o segundo estado brasileiro em número de viagens de carga, Minas Gerais enfrenta um desafio crescente para renovar o quadro de motoristas profissionais. Segundo representantes do setor, a carreira perdeu atratividade diante da violência nas rodovias, das longas jornadas e das mudanças nas expectativas dos trabalhadores, o que acende um alerta para o futuro do transporte de cargas.
A preocupação ganha ainda mais peso diante da importância do transporte rodoviário para a economia. Só no ano passado, Minas realizou 2,34 milhões de embarques, segundo o Anuário do Transporte Rodoviário de Cargas 2025, elaborado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Apesar desse cenário, a profissão de motorista tem perdido atratividade, segundo alerta o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg). Para a entidade, o quadro exige uma mudança na forma como o tema é tratado por empresas, entidades e poder público.
A discussão ganha destaque às vésperas do Dia do Motorista, celebrado neste sábado (25). Para o presidente do Setcemg, Antonio Luis da Silva Junior, insistir na ideia de escassez de mão de obra não contribui para enfrentar o problema.
“O setor precisa discutir por que a profissão deixou de atrair novos profissionais. Existem pessoas aptas a atuar na atividade, mas a carreira perdeu espaço para outros caminhos no mercado de trabalho. Recuperar esse interesse é o primeiro passo para garantir a continuidade da profissão”, afirma.
Violência e rotina desgastante afastam novos motoristas
Entre os fatores que afastam novos profissionais, segundo o Setcemg, estão a violência nas rodovias, o tempo prolongado longe da família, as jornadas desgastantes e a percepção de que a rotina da profissão compromete a qualidade de vida. Embora a remuneração seja um fator importante, o presidente do sindicato avalia que ela, por si só, não é suficiente para tornar a carreira mais atrativa.
“Quem escolhe uma profissão considera o conjunto de condições oferecidas. Segurança, respeito, boas práticas nas empresas, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e perspectiva de crescimento têm peso nessa decisão. A valorização do motorista passa por todos esses aspectos”, acrescenta.
O dirigente também chama atenção para outro sinal de alerta observado pelo setor. Segundo ele, muitos pais já não enxergam a profissão como uma opção para os filhos, o que compromete a renovação geracional e reforça a necessidade de iniciativas voltadas à formação e à valorização de novos condutores.
Renovação depende de mobilização conjunta
Para enfrentar esse cenário, o setor de transporte de cargas tem investido em ações de qualificação e incentivo à entrada de novos profissionais. Entre elas, estão iniciativas desenvolvidas pelo Serviço Social do Transporte (SEST) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT), como o Programa Mais Motoristas, que custeia a mudança de categoria da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e oferece capacitação especializada, além de projetos voltados à inclusão de mulheres e à formação de novos condutores.
Criado em 2023, o programa já capacitou milhares de profissionais, segundo o SEST SENAT. Na primeira edição, mais de 55 mil pessoas se inscreveram em todo o Brasil. As inscrições para a edição deste ano foram encerradas no último dia 14, no site oficial das instituições.
“O programa é uma resposta a um problema real que afeta o transporte e toda a cadeia produtiva do País: a falta de motoristas qualificados. Quando formamos novos profissionais, estamos não só oferecendo oportunidades de emprego e renda, mas também fortalecendo a economia brasileira”, explica a diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart.
Minas Gerais tem o segundo maior número de motoristas de caminhão do País
Segundo o Anuário do Transporte Rodoviário de Cargas de 2024, da ANTT, Minas Gerais tinha, naquele ano, o segundo maior contingente de motoristas de caminhão do País, com 82,3 mil profissionais. São Paulo liderava o ranking, com 195,3 mil trabalhadores da área.
Em relação à remuneração, o salário da categoria em Minas Gerais era de R$ 2.960 em 2024, o sétimo maior entre os profissionais da área. São Paulo (R$ 3.540), Mato Grosso e Paraná (ambos com R$ 3.287) concentravam, há dois anos, os melhores proventos.
por imprensa | jul 28, 2026 | Notícias
Modelo free flow calcula o valor exato da distância percorrida, mas regra para moradores locais pegou motoristas de surpresa
Motoristas que trafegam pelas rodovias federais do Oeste catarinense devem passar a conviver com um novo modelo de pedágio a partir de 2027. O sistema free flow, que dispensa praças de cobrança e cancelas, está previsto para entrar em operação entre maio e junho do próximo ano, após o leilão da concessão das rodovias, marcado para novembro de 2026.
No Oeste, serão instalados oito pórticos eletrônicos ao longo das BRs-153, 282 e 480. A cobrança será feita de forma automática, por meio de tag eletrônica ou da leitura da placa dos veículos, com tarifa calculada conforme a distância percorrida.
Onde ficará o pedágio free flow no Oeste de SC
Os equipamentos serão distribuídos entre os dois lotes de concessão.
Lote 1
- Concórdia
- Joaçaba
- Erval Velho
- Campos Novos
Lote 3
- Água Doce
- Irani
- Xaxim
- Faxinal dos Guedes
O Lote 3 reúne trechos das BRs-153, 282 e 480, incluindo o acesso a Chapecó, enquanto o Lote 1 contempla rodovias entre o Vale do Itajaí e o Oeste de Santa Catarina.
Como vai funcionar o free flow
Diferentemente do modelo tradicional, o motorista não precisará reduzir a velocidade nem parar em uma praça de pedágio.
Os pórticos serão equipados com câmeras, sensores e antenas capazes de identificar automaticamente os veículos. Quem possuir tag eletrônica terá a cobrança realizada de forma automática. Já os demais usuários serão identificados pela placa do veículo e deverão efetuar o pagamento pelos canais disponibilizados pela concessionária.
O valor da tarifa será proporcional ao trecho percorrido por cada motorista.
Cobrança terá desconto no primeiro ano
Durante os primeiros 12 meses da concessão, os usuários pagarão 50% da tarifa prevista em contrato. O desconto faz parte da fase inicial de operação, enquanto são executadas as primeiras melhorias nas rodovias.
Veículos equipados com tag também terão tarifas diferenciadas em relação aos demais usuários.
Haverá desconto para moradores?
Não.
Segundo o Ministério dos Transportes, o projeto não prevê descontos para moradores das cidades onde haverá pórticos nem para usuários frequentes das rodovias. A justificativa é que o próprio sistema de cobrança proporcional ao trecho percorrido já representa uma forma mais justa de tarifação.
Leilão está previsto para novembro
Antes da implantação do sistema, o projeto ainda passará pelas etapas finais de consulta pública e análise do Tribunal de Contas da União (TCU).
Se o cronograma for mantido, o edital será publicado nos próximos meses, e o leilão das concessões ocorrerá em novembro de 2026. A concessionária vencedora deverá assumir a operação no início de 2027, iniciando a cobrança dos pedágios cerca de quatro meses depois.
Mais de R$ 19 bilhões em investimentos
Os dois lotes das Rodovias Integradas de Santa Catarina somam previsão de aproximadamente R$ 19,3 bilhões em investimentos e custos operacionais ao longo do período de concessão.
Entre as principais obras previstas, estão duplicações, implantação de vias marginais, faixas adicionais e melhorias na infraestrutura das BRs-153, 282 e 480. Apenas no Lote 3, que atende o Oeste catarinense, estão previstos quase 30 quilômetros de duplicação na BR-282, além de novos trechos de vias marginais e faixas adicionais.