Seminário reuniu governo paulista, órgãos técnicos e especialistas para debater prevenção e resposta a emergências; iniciativa inclui o curso “Primeiro no Local” para capacitação de equipes
A prevenção e a resposta a acidentes envolvendo o transporte de produtos perigosos foi tema do 1º Seminário de Prevenção e Resposta a Sinistros no Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos, realizado pelo Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), em parceria com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB).
O encontro reuniu representantes de órgãos públicos, forças de segurança, concessionárias, agências reguladoras e entidades do setor produtivo para discutir estratégias voltadas à redução de riscos, ao fortalecimento da fiscalização e à ampliação da capacidade de resposta diante de emergências químicas e ambientais.
Durante a abertura do evento, André Luiz Couto Cardoso, diretor de Gestão de Transportes da Subsecretaria de Logística e Transportes da Semil, destacou a importância da integração entre as instituições para enfrentar os desafios relacionados ao transporte de cargas perigosas. “A Comissão de Estudos e Prevenção de Acidentes completa 27 anos de atuação e tem feito a diferença ao reunir especialistas e instituições em torno de um objetivo comum: prevenir acidentes, salvar vidas e proteger o meio ambiente”, afirmou.
Segundo dados apresentados durante o Seminário, o Estado de São Paulo registrou, nos cinco primeiros meses de 2026, 174 sinistros. Apesar de representarem uma pequena parcela dos acidentes gerais registrados nas rodovias paulistas, os episódios exigem atenção devido ao potencial de impacto ambiental e social. “Quando falamos desse tipo de ocorrência, precisamos olhar para além dos números. O grau de periculosidade e os danos que podem ser gerados exigem um trabalho permanente de prevenção”, ressaltou Cardoso.
André Vinicius Garcia, representando a Semil, abordou as principais atividades desenvolvidas pela Comissão e destacou a importância da atuação integrada entre diferentes instituições para reduzir riscos e aprimorar a capacidade de resposta em emergências envolvendo produtos perigosos. “Transformamos conhecimento em prevenção por meio de quatro eixos integrados: análise de acidentes e gestão de riscos; educação e capacitação profissional; dados estatísticos e mapeamento de trechos críticos com fiscalização”, pontuou.
Maria Helena Martins, diretora de Qualidade Ambiental da CETESB, destacou que o transporte rodoviário é fundamental para o abastecimento da população e para a atividade econômica do Estado, mas exige atuação coordenada dos diversos órgãos envolvidos. “Esse é um assunto que demanda articulação permanente. A Comissão tem um papel fundamental porque integra órgãos públicos, agências reguladoras, concessionárias e entidades do setor para discutir soluções, prevenção, fiscalização e atendimento a emergências”, afirmou. Maria Helena também ressaltou que a prevenção é o caminho mais eficaz para reduzir riscos e proteger a população. “Quando trabalhamos com prevenção, protegemos o meio ambiente, a saúde pública e contribuímos para tornar o Estado de São Paulo mais sustentável”, disse.
Curso “Primeiro no Local”
Entre as iniciativas apresentadas durante o seminário, está o curso “Primeiro no Local”, desenvolvido para capacitar profissionais que atuam nas etapas iniciais de atendimento a acidentes com produtos perigosos. A proposta é ampliar o conhecimento técnico e fortalecer a capacidade de resposta dos municípios diante de ocorrências que podem afetar diretamente a população e os recursos naturais.
Segundo Mauro de Souza Teixeira, da Cetesb, o curso já alcançou praticamente todos os municípios do Estado de São Paulo. “Apenas parte da região de São José do Rio Preto ficou inicialmente fora porque já possuía iniciativa semelhante conduzida pelo Corpo de Bombeiros. Há intenção de ampliar novamente as ações naquela região”, informou. O curso gerou também um vídeo educativo “Primeiro no Local”, disponibilizado gratuitamente, sendo utilizado como ferramenta de treinamento e conscientização.
Atuação coordenada
O coronel Guilherme Moura dos Santos, comandante do Policiamento Rodoviário do Estado de São Paulo destacou que o enfrentamento de ocorrências envolvendo produtos perigosos depende da atuação coordenada entre diferentes instituições. “Quando nos deparamos com uma ocorrência dessa natureza, ninguém age isoladamente. Todos os órgãos públicos, forças de segurança, concessionárias, agências reguladoras e entidades precisam atuar de forma integrada. A tecnologia e a integração são fundamentais para aprimorar esse atendimento”, afirmou.
Além disso, as ferramentas de monitoramento e análise de dados utilizadas para identificar padrões de acidentes e orientar ações de fiscalização, infraestrutura e capacitação em regiões consideradas mais sensíveis permite direcionar investimentos e desenvolver medidas preventivas mais eficientes, reduzindo riscos tanto para os usuários das rodovias quanto para o meio ambiente.
O Seminário também abordou temas relacionados à inovação tecnológica, modernização dos processos de fiscalização, gestão de riscos e atualização de normas técnicas para atendimento a emergências.
Entidade do transporte reforça que infraestrutura eficiente é condição estratégica para a competitividade do setor e desenvolvimento do Oeste do Paraná
A disparada nos preços de insumos básicos para obras de infraestrutura, como o Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP), diesel, aço e cimento, acendeu um alerta no setor de transporte. Esses materiais, que representam grande parte dos custos de contratos, vêm registrando reajustes expressivos e já colocam em risco cronogramas e investimentos voltados à modernização da malha viária brasileira.
Esse aumento dos custos, influenciado principalmente pela alta do petróleo e de matérias-primas estratégicas, cria um cenário de instabilidade para projetos de infraestrutura, especialmente no segmento rodoviário. Em algumas modalidades, o insumo asfáltico já registrou reajustes superiores a 20%, enquanto materiais como asfalto, cimento, aço e diesel podem responder por mais de 70% do valor total dos contratos, pressionando cronogramas, orçamentos e a continuidade das intervenções.
Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Oeste do Paraná (SINTROPAR), Edson Roberto Pilati, o tema exige atenção, uma vez que a infraestrutura é fator determinante para a operação eficiente das empresas transportadoras. “A infraestrutura rodoviária é um dos pilares do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Quando as obras sofrem impacto pelo aumento no preço de insumos, toda a cadeia logística acaba sentindo os reflexos. O transporte depende diretamente de rodovias em boas condições para garantir eficiência operacional, segurança e previsibilidade nas entregas”, destaca.
O cenário preocupa, visto que a instabilidade nos custos pode pressionar contratos, investimentos e cronogramas de obras. Em muitos casos, a ausência de mecanismos de recomposição pode provocar atrasos e paralisações, ampliando gargalos já existentes na infraestrutura nacional. O aumento nos custos de materiais como combustível, aço e cimento cria desafios tanto para a continuidade das obras quanto para a modernização da infraestrutura necessária ao setor. Quando projetos sofrem atrasos ou redução no ritmo de execução, os impactos aparecem diretamente na logística e no transporte.
No Oeste do Paraná, o tema é ainda mais relevante. A região representa uma parcela relevante do agroindustrial, com grande movimentação de cargas e dependência do transporte rodoviário para o escoamento da produção, integração com centros consumidores e conexão com corredores logísticos estratégicos. “Nossa localidade é muito dependente do transporte rodoviário para escoamento da produção agroindustrial e conexão com outros mercados, inclusive internacionais. Por isso, qualquer impacto na infraestrutura afeta diretamente a competitividade regional”, ressalta o presidente.
Além dos atrasos em obras, rodovias em condições inadequadas também geram efeitos práticos para as empresas, como aumento no consumo de combustível, maior desgaste da frota, elevação dos custos de manutenção, redução da produtividade e mais riscos à segurança viária. Infraestrutura e competitividade estão diretamente ligadas. Uma rodovia bem conservada reduz custos, melhora a segurança, dá previsibilidade às operações e fortalece toda a cadeia produtiva.
Para o executivo, o setor transportador não pode ser visto apenas como usuário da infraestrutura, mas como parte essencial da economia que depende de condições adequadas para continuar cumprindo seu papel. “O transporte rodoviário de cargas é responsável por conectar produção, indústria, comércio e consumo. Cada atraso em uma obra, cada trecho sem manutenção e cada gargalo logístico geram reflexos que vão além das transportadoras. Esses impactos chegam ao custo final dos produtos e à competitividade das empresas brasileiras”, acrescenta.
A expectativa sobre o reequilíbrio de contratos e continuidade das obras é que seja tratado com responsabilidade, previsibilidade e visão estratégica. O setor de transporte avalia que a infraestrutura rodoviária precisa acompanhar o crescimento produtivo das regiões e a demanda crescente por eficiência logística.
“O setor acompanha esse cenário com atenção porque a infraestrutura não representa apenas mobilidade, mas uma condição estratégica para o desenvolvimento econômico. O transporte rodoviário precisa de planejamento de longo prazo e investimentos contínuos para acompanhar o crescimento produtivo e logístico das regiões”, finaliza Edson Roberto Pilati.
Representantes do governo, entidades e empresas debateram integração regional, desburocratização, corredores logísticos, competitividade e o futuro do transporte internacional de cargas na América do Sul
A NTC&Logística participou, na última terça-feira (23), em Brasília (DF), do 1º Encontro do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas (TRIC) – 2026, promovido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com a colaboração do Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL), da NTC&Logística e da Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI). O evento teve como objetivo fortalecer a cooperação institucional entre o poder público e a iniciativa privada, ampliando o debate sobre os desafios e oportunidades do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas. Realizado na sede da Agência, o Encontro reuniu autoridades, entidades representativas, especialistas e lideranças empresariais do setor.
Representando a NTC&Logística, participaram o presidente Eduardo Rebuzzi; o vice-presidente extraordinário de Relações Internacionais, Danilo Guedes; a assessora de Relações Institucionais, Edmara Claudino; e o secretário-executivo, Lucas Alcântara, acompanhando as discussões que trataram de temas estratégicos para o desenvolvimento do TRIC e para a ampliação da integração logística entre os países da América do Sul.
A abertura do Encontro contou com a presença de autoridades e lideranças do setor, entre elas o diretor da ANTT, Felipe Queiroz; o superintendente de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas da Agência, José Aires Amaral Filho; o superintendente de Fiscalização de Serviços de Transporte Rodoviário de Cargas e Passageiros, Hugo Rodrigues; o diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Valter Souza; o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi; o diretor da Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI), Cássio Sampaio Barros; a diretora, Júlia Borghetti; a vice-presidente-executiva da entidade, Gladys Vinci; além de especialistas e técnicos da ANTT, como Gizelle Coelho e Iana Araújo.
Construído conjuntamente pela ANTT e as principais entidades representativas do setor, o Encontro propiciou um espaço adequado de diálogo para a análise de tópicos relevantes concernentes ao TRIC, segmento fundamental para o comércio exterior brasileiro e para a integração econômica sul-americana.
Ao comentar a realização do Encontro, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destacou a importância da atuação conjunta das entidades representativas do setor para o fortalecimento do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas. Na oportunidade, cumprimentou a Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI), na pessoa do diretor Cássio Sampaio Barros; da diretora Júlia Borghetti, e da vice-presidente-executiva Gladys Vinci, ressaltando a parceria institucional mantida entre as entidades em defesa das pautas estratégicas do transporte internacional.
Autoridades governamentais – representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), da Receita Federal, da ANTT –, entidades empresariais, transportadores, especialistas e operadores logísticos que atuam diretamente nas operações de fronteira e comércio exterior discutiram assuntos relacionados à integração logística regional; à desburocratização de processos; à modernização regulatória; à digitalização documental; à gestão coordenada de fronteiras; aos corredores logísticos internacionais; à descarbonização do transporte; à adoção de novas tecnologias e ao fortalecimento da competitividade do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas.
A programação foi estruturada em cinco painéis temáticos. O primeiro, “Panorama do TRIC”, apresentou uma visão geral do segmento, sua importância para a economia brasileira e para a integração regional.
Na sequência, o painel “Integração e Desburocratização no Setor Público” debateu a simplificação de processos, a integração entre órgãos governamentais e a modernização dos procedimentos de fronteira.
O terceiro painel, “Desafios Operacionais e Impactos na Competitividade”, abordou os principais gargalos enfrentados pelas empresas que atuam no transporte internacional, incluindo questões relacionadas à infraestrutura, fiscalização, custos operacionais e eficiência logística.
Já o quarto painel, “Corredores Logísticos e Integração Regional – Estratégia e Eficiência”, promoveu discussões sobre os corredores bioceânicos, a integração dos modais e as oportunidades para ampliar a competitividade do comércio internacional.
Encerrando a programação, o painel “Visão de Futuro do TRIC” trouxe reflexões sobre inovação, transformação digital, sustentabilidade, harmonização regulatória e as tendências que devem impactar o setor nos próximos anos.
Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, esse Encontro representa um importante avanço para a consolidação de uma agenda permanente voltada ao fortalecimento do transporte internacional brasileiro.
“O Transporte Rodoviário Internacional de Cargas é essencial para a integração econômica da América do Sul e para a competitividade das empresas brasileiras. A realização deste Encontro demonstra o amadurecimento das discussões sobre o segmento e cria um ambiente fundamental para aproximar o setor produtivo dos órgãos reguladores, permitindo a construção de soluções que tornem as operações mais eficientes, seguras e integradas”, afirmou Rebuzzi.
O vice-presidente extraordinário de Relações Internacionais da NTC&Logística, Danilo Guedes, destacou a relevância do Encontro para o fortalecimento do diálogo entre os diversos agentes envolvidos nas operações internacionais.
“O encontro proporcionou um ambiente muito positivo para o diálogo entre transportadores, órgãos reguladores e demais intervenientes do comércio exterior. Tivemos a oportunidade de discutir temas fundamentais para o transporte internacional, como a digitalização de documentos, a gestão coordenada de fronteiras, a integração entre os países da região e a adoção de soluções que tragam mais eficiência e competitividade às operações. A iniciativa da ANTT fortalece uma agenda estratégica para o desenvolvimento do setor”, destacou Danilo Guedes.
Homenagem resgata a história dos pioneiros do transporte internacional
Um dos momentos marcantes do Encontro foi a homenagem prestada ao presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, em reconhecimento à contribuição histórica da Coral – Consórcio Rodoviário da América Latina, uma das maiores empresas de transporte de cargas do Brasil e da América Latina, para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas no Brasil.
A homenagem foi recebida por Eduardo Rebuzzi por sua ligação direta com a trajetória da empresa. Filho de Haroldo Rebuzzi, um dos sócios da companhia e uma das lideranças que contribuíram para a consolidação do Transporte Rodoviário Internacional no país, o presidente da NTC&Logística iniciou sua carreira profissional, aos 19 anos, na Coral.
Considerada uma das empresas pioneiras do segmento, a Coral realizou sua primeira operação internacional em 1964, abrindo caminho para a integração logística entre o Brasil e os países da América do Sul. Ao longo dos anos, a empresa expandiu sua atuação para mercados como Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai, Bolívia e Peru, tornando-se uma referência no transporte internacional da região.
O reconhecimento também resgatou a trajetória dos empresários que participaram da construção desse legado, além de Haroldo Rebuzzi, como Bernardo Carlos Weinert e Osvaldo Rodolpho Weinert, responsáveis por ajudar a desenvolver uma atividade que viria a desempenhar papel estratégico para a integração regional e para o comércio exterior brasileiro.
Ao agradecer a homenagem, Eduardo Rebuzzi expôs um breve relato sobre a origem da Coral, registrando a importância de preservar a memória dos pioneiros que ajudaram a construir as bases do transporte internacional no país.
“Recebo esta homenagem com muita emoção, pois ela resgata a história de uma empresa que marcou profundamente minha vida e a trajetória da minha família. A Coral foi pioneira em um período em que o transporte internacional ainda dava seus primeiros passos na América do Sul e ajudou a construir caminhos que hoje são fundamentais para a integração econômica da região. Este reconhecimento pertence a todos que fizeram parte dessa história e acreditaram no potencial do transporte rodoviário internacional brasileiro”, afirmou Rebuzzi.
Atuação internacional fortalece a representatividade da NTC&Logística
A participação da NTC&Logística no TRIC 2026 está alinhada à atuação permanente da entidade em defesa do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas (TRIC). Há décadas, a entidade acompanha os principais debates relacionados à integração logística regional, à modernização regulatória e à ampliação da competitividade das empresas brasileiras no comércio exterior.
Durante o encontro, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, lembrou que muitos dos temas discutidos ao longo da programação fazem parte da agenda internacional da entidade, como a integração entre os países sul-americanos, a digitalização de documentos de transporte, a modernização regulatória, a harmonização de procedimentos de fronteira e a busca por maior eficiência e competitividade para o transportador brasileiro.
Associada à International Road Transport Union (IRU) desde 1970, a NTC&Logística participa ativamente das discussões globais sobre transporte rodoviário, logística, digitalização, descarbonização, segurança operacional, escassez de motoristas e comércio internacional, levando a visão do transportador brasileiro para fóruns que reúnem representantes de mais de 100 países.
Atualmente, a agenda internacional da NTC&Logística está fortemente concentrada na consolidação do Sistema TIR na América do Sul; no desenvolvimento da Rota Bioceânica; no fortalecimento da integração logística sul-americana; na harmonização regulatória entre os países do Mercosul; na digitalização dos processos aduaneiros; na descarbonização do transporte; no enfrentamento da escassez de motoristas; na ampliação da competitividade do transporte rodoviário de cargas brasileiro no comércio exterior e no intercâmbio de conhecimento e inovação por meio de missões técnicas e eventos internacionais.
A entidade também atua diretamente em pautas relacionadas à integração de fronteiras e à coordenação entre órgãos intervenientes, como Receita Federal, MAPA, ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), ANTT e autoridades aduaneiras dos países vizinhos, além de apoiar iniciativas como o CRT-e Mercosul, programas de facilitação do comércio e a implementação do Operador Econômico Autorizado (OEA).
A NTC&Logística conta, hoje, com 95 empresas associadas com atuação no TRIC, distribuídas por todas as regiões do país. O Sudeste lidera com 58 empresas (61,1%), seguido pela região Sul, com 28 empresas (29,5%). Juntas, as duas regiões concentram mais de 90% das empresas associadas que atuam no segmento, evidenciando a relevância da entidade na representação institucional do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas brasileiro.
A participação da entidade no TRIC 2026 reforça seu compromisso com a construção de um ambiente regulatório moderno, eficiente e alinhado às necessidades do transporte rodoviário internacional de cargas, contribuindo para o desenvolvimento econômico, a ampliação da integração logística do Brasil com os países vizinhos e o fortalecimento da competitividade do transportador brasileiro no cenário global.
Ao comentar a atuação internacional da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi destacou que iniciativas como o TRIC fortalecem o diálogo entre governos, entidades e empresas, criando oportunidades para o avanço de pautas estratégicas que impactam diretamente o presente e o futuro do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas.
O SINDIPESA anunciou, na última terça-feira (16), durante o SINDIPESA Conecta, a composição de sua nova diretoria para o triênio 2027-2029. Com a reeleição do atual presidente, Júlio Eduardo Simões, e a permanência de grande parte da equipe que já atua à frente da entidade, o Sindicato ratifica seu compromisso com a continuidade das ações voltadas ao fortalecimento do transporte e movimentação de cargas pesadas e excepcionais em todo o Brasil.
Com chapa única, a eleição foi realizada por aclamação durante o encontro e contou com a participação dos associados presentes. A nova diretoria será responsável por conduzir os trabalhos da entidade pelos próximos três anos, fortalecendo a representatividade institucional e a defesa dos interesses do setor.
Confira, abaixo, a diretoria completa, eleita para o triênio 2027-2029:
Diretoria Executiva
Presidente: Julio Eduardo Simões (Locar Transportes e Guindastes)
Vice-Presidente: Fabio Gaeta (Transdata)
Diretor Financeiro: José Doutel Lopes (Cruz de Malta)
Diretor de Assuntos Técnicos e Operacionais de Transporte: Luciano Poggio Bizzarri (Grupo Santin)
Diretor de Assuntos Técnicos e Operacionais de Guindastes: Guilherme Saraiva (Saraiva Transportes)
Vice-Presidente Executivo: Dásio de Souza e Silva Junior
Espírito Santo: Diego Andrade (Guindastes Centro Oeste)
Rio Grande do Sul: Adauri Silva (Darcy Pacheco)
Conselho Fiscal
Carlos Augusto Costa (Maxpesa)
Charles Boff (I.V. Guindastes)
Denys Garzon (Guindastes Tatuapé)
Suplentes
Alfonso de Castro Gonzalez (Transpes)
Henrique Zuppardo Junior (Megatranz)
Washington Moura (Tomé Equipamentos e Transportes)
Para o presidente reeleito, a continuidade da diretoria representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido nos últimos anos e reforça a responsabilidade da entidade diante dos desafios que o setor enfrentará no próximo mandato.
“Quero agradecer a confiança e o apoio dos associados para mais este mandato. Recebemos essa responsabilidade com o compromisso de continuar fortalecendo o SINDIPESA e ampliando a representatividade do nosso setor. Temos um segmento muito diversificado, que reúne empresas com diferentes perfis de atuação, e nosso objetivo é estimular uma participação cada vez maior dos associados, promovendo a troca de experiências, a aproximação entre as empresas e a formação de grupos de discussão capazes de tratar as demandas específicas de cada atividade. Quanto mais unidos estivermos, mais força teremos para defender os interesses do setor e construir avanços para toda a cadeia de transporte e movimentação de cargas pesadas e excepcionais”, destacou Júlio Eduardo Simões.
A reeleição da diretoria também reflete os avanços alcançados pelo SINDIPESA nos últimos anos. Atualmente, a entidade reúne 53 empresas associadas distribuídas em 14 estados brasileiros, ampliando significativamente sua representatividade nacional. A expansão do quadro associativo e o fortalecimento da presença regional consolidam um importante legado da gestão liderada por Júlio Eduardo Simões e reforçam o compromisso da nova diretoria em seguir ampliando a capilaridade, a representatividade e a atuação institucional do SINDIPESA em defesa do setor.
O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, também cumprimentou a diretoria eleita e destacou a importância do trabalho desenvolvido pelo SINDIPESA para o fortalecimento do segmento de transporte e movimentação de cargas pesadas e excepcionais no Brasil.
“A recondução do presidente Júlio Eduardo Simões ao comando do SINDIPESA reflete a confiança dos associados no trabalho sério, técnico e representativo que vem sendo desenvolvido pela entidade nos últimos anos. O SINDIPESA tem desempenhado um papel fundamental na defesa dos interesses das empresas do segmento, ampliando sua representatividade, fortalecendo o diálogo com os órgãos públicos e contribuindo para o aperfeiçoamento das condições de operação do setor. Tenho convicção de que a nova diretoria dará continuidade a esse importante trabalho, promovendo avanços que beneficiarão não apenas as empresas associadas, mas toda a cadeia de transporte e movimentação de cargas pesadas e excepcionais do país”, enfatizou Rebuzzi.
Em encontro na Firjan, o diretor-geral, Guilherme Theo Sampaio, destacou mais de R$ 388 bilhões previstos em rodovias e ferrovias, reforçando o papel da ANTT na atração de investimentos, na geração de oportunidades e na entrega de infraestrutura feita por pessoas e para pessoas
O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Theo Sampaio, participou, na manhã desta quarta-feira (24/06), de um encontro na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, para apresentar a agenda de concessões e investimentos da Agência para os próximos anos.
A reunião contou com a presença de conselheiros da Federação representando o setor, além de especialistas e convidados, e teve como foco o papel da regulação e das concessões de infraestrutura para impulsionar o desenvolvimento econômico do país.
Durante a apresentação “Agenda ANTT 2026: o papel da Agência para destravar os investimentos no Brasil”, o diretor-geral destacou o volume de investimentos previstos nos setores rodoviário e ferroviário, além das oportunidades de geração de emprego e aumento da competitividade logística nacional.
“Esse ciclo virtuoso da infraestrutura tem sido construído com uma visão de Estado e em permanente diálogo com o setor produtivo. É essa combinação de segurança jurídica, planejamento e parceria que tem permitido destravar investimentos e acelerar a entrega de projetos estratégicos para o Brasil”, reforçou.
Atualmente, a ANTT regula cerca de 18,1 mil quilômetros de rodovias concedidas, com previsão de R$ 306 bilhões em investimentos (CAPEX) e R$ 219 bilhões em operações (OPEX). Entre 2023 e 2026, a Agência já realizou 21 leilões rodoviários, abrangendo mais de 10,7 mil quilômetros de rodovias e R$ 275,4 bilhões em investimentos totais.
Para 2026, estão previstos sete leilões de concessão rodoviária ao todo, que deverão contemplar mais de 4.300 quilômetros de rodovias e mobilizar R$ 86,7 bilhões em investimentos, sendo que, desse total, mais de 870 quilômetros são de duplicações e 637 quilômetros de faixas adicionais.
Obras estratégicas no Rio de Janeiro
O encontro também destacou empreendimentos considerados estratégicos para o estado do Rio de Janeiro, como as obras da Serra das Araras, na BR-116/RJ, que receberão R$ 1,5 bilhão em investimentos e já apresentam mais de 70% de avanço físico, com conclusão prevista para o primeiro semestre de 2027.
Guilherme Theo Sampaio aproveitou para ressaltar a entrega do primeiro trecho da obra da Serra das Araras, realizada em evento na última terça-feira (23/06), com a presença do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro dos Transportes, George Santoro.
Outras intervenções apresentadas foram a duplicação da BR-493/RJ, entre Magé e Manilha; a Nova Subida da Serra, na BR-040/RJ; a reconstrução da Ponte do Arranha-Céu e as obras de otimização da BR-101/RJ, que, juntas, representam um amplo pacote de melhorias para a infraestrutura de transportes no estado.
As cinco concessões estratégicas em operação no Rio de Janeiro somam R$ 49,4 bilhões em investimentos e R$ 38,1 bilhões em despesas operacionais, com potencial de geração de mais de 583 mil empregos.
“Há alguns anos, o Rio enfrentava problemas graves e crônicos de infraestrutura. Hoje, discutimos cronogramas de investimentos e execução de grandes obras. É uma mudança que demonstra a confiança do país no potencial de desenvolvimento do estado”, declarou.
Expansão ferroviária e novos investimentos
No setor ferroviário, Guilherme Theo Sampaio apresentou a perspectiva de realização de dois leilões ao longo de 2026, além da renovação do contrato de concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e do chamamento público para o trecho Minas-Rio.
Os projetos ferroviários previstos totalizam R$ 82,15 bilhões em investimentos e deverão gerar mais de 1,5 milhão de empregos diretos, indiretos e via efeito renda. Somente a renovação da FCA prevê investimentos da ordem de R$ 24 bilhões para malha de mais de 4 mil quilômetros.
A Agência também destacou o avanço do modelo de autorizações ferroviárias, que atualmente conta com 42 contratos vigentes, totalizando aproximadamente 12 mil quilômetros de ferrovias e R$ 227 bilhões em investimentos.
Ao encerrar o encontro, o diretor-geral reforçou a importância do diálogo permanente entre o poder público e o setor produtivo para ampliar a segurança jurídica, atrair investimentos e acelerar a entrega de obras que contribuam para a melhoria da infraestrutura e da competitividade do Brasil.
A Autoridade Portuária de Santos (APS) apresentou, nesta terça-feira (23), um pacote de projetos de infraestrutura que somam investimentos bilionários em ampliação viária, dragagem e geração de energia, com foco em aumentar a eficiência logística do maior porto do país. As iniciativas incluem a expansão da Avenida Perimetral na margem esquerda, a concessão do canal de acesso ao Porto e a relicitação da Usina Hidrelétrica de Itatinga, entre outros empreendimentos estruturantes.
Um dos destaques é a ampliação da Avenida Perimetral na margem esquerda, com investimento estimado em R$ 1 bilhão, projeto que prevê melhoria do fluxo de caminhões e integração com áreas retroportuárias em Guarujá. Segundo a APS, a obra está em fase de análise interna e depende de aprovação da ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), com início previsto para outubro de 2026, integrando-se ao plano mais amplo do governo federal de investir R$ 12,6 bilhões no complexo santista entre 2024 e 2028.
Outro eixo relevante é o aprofundamento e a concessão do canal de acesso ao Porto de Santos, que tem previsão de investimentos de R$ 6,45 bilhões e contempla a ampliação do calado dos atuais 15 metros para até 17 metros, permitindo a operação de navios de maior porte e aumento da competitividade do Porto em rotas de longo curso. O processo de licitação do canal foi anunciado pelo Ministério de Portos e Aeroportos em 2025 como parte do pacote de 12 projetos estratégicos mapeados para o Porto.
No campo energético, o pacote contempla a relicitação da Usina Hidrelétrica de Itatinga, com investimento próximo de R$ 500 milhões, que estabelece como contrapartida a repotencialização da planta, elevando a capacidade de geração de 12 para 30 megawatts (MW). O modelo proposto também incentiva a produção de energia renovável adicional, que poderá, no futuro, abastecer operações portuárias e navios de cruzeiro, alinhando o complexo a metas de descarbonização do setor marítimo.
Os projetos anunciados se somam a investimentos privados já em curso no Porto de Santos, como o pacote de R$ 1,9 bilhão da Brasil Terminal Portuário (BTP) para expansão do terminal de contêineres; aquisição de guindastes STS e RTGs eletrificados e aumento da capacidade para cerca de 3.500 tomadas reefer, autorizado em 2023. Em outra frente, o Ministério de Portos e Aeroportos autorizou, em 2025, aportes de R$ 1,24 bilhão em infraestrutura de passageiros no Porto, como parte de um programa nacional de R$ 4,7 bilhões em investimentos privados na infraestrutura portuária brasileira.