Reforma tributária muda papel dos postos fiscais nas rodovias

Reforma tributária muda papel dos postos fiscais nas rodovias

Estruturas interestaduais devem perder função arrecadatória e ganhar protagonismo em fiscalização, monitoramento e segurança viária

A reforma tributária deverá provocar mudanças profundas na logística brasileira. Com a substituição gradual do ICMS pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a fiscalização física de mercadorias entre estados tende a perder relevância. Ao mesmo tempo, transportadoras e operadores logísticos já começam a revisar a localização de centros de distribuição e o desenho de suas malhas operacionais.

Criados para fiscalizar a circulação de mercadorias entre os estados, os postos fiscais foram concebidos dentro da lógica do ICMS, tributo arrecadado na origem das operações. Com o IBS, cuja arrecadação seguirá o princípio do destino e será coordenada por um Comitê Gestor nacional, essa lógica passará por uma transformação gradual.

Na avaliação de Jonas Ricobello, advogado da área de Tax Management do Silveiro Advogados, os postos não desaparecerão, mas perderão protagonismo na fiscalização tributária. “Eles foram concebidos dentro da lógica do ICMS, um tributo estadual cuja arrecadação ocorre na origem da operação. Por isso fazia sentido controlar fisicamente a circulação de mercadorias entre os estados”, afirma o especialista.

Segundo Ricobello, a mudança estrutural deverá ocorrer ao longo do período de transição da reforma, que se estenderá até 2032, quando o ICMS será extinto definitivamente. A partir de 2029, as alíquotas do imposto estadual começarão a ser reduzidas gradualmente. Os postos passarão a concentrar atividades como fiscalização sanitária e agropecuária, pesagem de cargas, segurança viária e monitoramento ambiental.

Mais fiscalização digital

Para o transporte rodoviário de cargas, uma das mudanças mais perceptíveis poderá ser a redução das paradas relacionadas à fiscalização tributária nas rodovias. Com menos conferências presenciais de mercadorias e documentos fiscais, o setor espera ganhos de produtividade e redução dos tempos de viagem nas operações interestaduais.

O novo modelo tributário foi desenhado para operar em ambiente predominantemente digital, apoiado na integração de dados entre a Receita Federal e o futuro Comitê Gestor do IBS. A mudança também altera a forma de apropriação dos créditos tributários, que deixarão de estar vinculados apenas ao documento fiscal e passarão a depender do efetivo recolhimento do tributo na etapa anterior da cadeia.

Para Ricobello, essa alteração reduz significativamente a necessidade de fiscalização física nas rodovias. “Teremos uma fiscalização muito mais baseada em dados do que na fiscalização física. Só essa mudança conceitual já afasta boa parte da necessidade de conferência presencial de mercadorias”, diz o advogado.

Nova malha logística

Um dos efeitos mais relevantes da reforma, segundo o especialista, será a redistribuição da infraestrutura logística no país. Hoje, a escolha da localização de centros de distribuição e operações logísticas ainda é fortemente influenciada por incentivos fiscais concedidos pelos estados.

Com o fim gradual da guerra fiscal, as empresas tendem a priorizar critérios de eficiência operacional, proximidade dos mercados consumidores e qualidade da infraestrutura disponível. “O que vemos hoje é uma reavaliação bastante relevante das localidades onde transportadoras e operadores logísticos estão estabelecidos. A tendência é que as decisões deixem de ser guiadas pela carga tributária e passem a considerar, sobretudo, a eficiência operacional”, afirma Ricobello.

Na avaliação do advogado, regiões com infraestrutura consolidada, como o interior de São Paulo, tendem a ganhar relevância. O Nordeste também poderá ampliar sua atratividade logística à medida que benefícios fiscais atualmente concedidos por alguns estados forem sendo extintos. A redistribuição da cadeia logística, no entanto, deverá ocorrer gradualmente e ganhar força entre 2029 e 2032, período em que os incentivos fiscais estaduais serão progressivamente eliminados.

Desafios adicionais

Apesar dos ganhos esperados no longo prazo, o período de transição deverá impor desafios adicionais às empresas. Até 2032, transportadoras, embarcadores e operadores logísticos terão de conviver simultaneamente com regras relacionadas ao ICMS, IBS e Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), elevando a complexidade das obrigações acessórias e exigindo adequações em sistemas e processos internos.

Após a conclusão da transição, a expectativa é de simplificação do sistema, com unificação de tributos, consolidação da apuração fiscal e redução da burocracia. “Teremos um documento fiscal único e uma apuração nacionalizada, o que tende a reduzir significativamente a complexidade operacional”, conclui Ricobello.

Para ele, a combinação entre fiscalização digital, simplificação tributária e reconfiguração das redes de distribuição poderá produzir uma das maiores transformações na logística brasileira desde a criação do ICMS.

Safra recorde pressiona logística de grãos e expõe gargalos de armazenagem e transporte no Brasil

Safra recorde pressiona logística de grãos e expõe gargalos de armazenagem e transporte no Brasil

Relatório da nstech mostra avanço da multimodalidade, alta histórica no frete e déficit estrutural de silos em meio à produção estimada em 356,3 milhões de toneladas na safra 2025/26

O Brasil atingiu uma marca histórica na safra 2025/26, com uma produção estimada em 356,3 milhões de toneladas de grãos e 82,2 milhões de hectares plantados, de acordo com o 6º Levantamento da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), que destaca o país como um dos principais produtores de grãos no cenário global.

Com o agronegócio respondendo por aproximadamente um quarto do PIB nacional, o aumento contínuo da oferta amplia a pressão sobre a infraestrutura logística, reforçando que o grande desafio do país não é mais apenas produzir, mas também escoar toda produção com eficiência, previsibilidade e custo competitivo.

Nesse cenário, a nstech – maior empresa de software para supply chain da América Latina e quarta maior empresa SaaS brasileira – lança o relatório “Retrato da Logística de Grãos do Brasil em 2026”, que analisa a dinâmica da matriz de transportes e aponta tecnologia como vetor central de competitividade no setor.

Reequilíbrio da matriz de transportes

Em 2023, segundo estudo do ESALQ-LOG, o modal rodoviário respondia por 69% do escoamento da soja brasileira, seguido pelas ferrovias (22%) e pelas hidrovias (9%). Dados recentes da ANTT e do Ministério dos Transportes apontam um esforço gradual de reequilíbrio logístico no país. As estimativas elaboradas para esse estudo indicam que o fechamento de 2025 deve registrar avanço da participação ferroviária para 25%, com as hidrovias mantendo 9%, enquanto o modal rodoviário recua para 66%.

“Apesar do avanço rumo à intermodalidade, a predominância rodoviária ainda expõe ineficiências, com o país operando com um excedente estimado de 70 mil caminhões em rotas de longa distância. Para superar os desafios, a agenda ESG (EUDR) e a digitalização (rastreabilidade, multimodalidade) deixaram de ser diferenciais e se tornaram pré-requisitos comerciais”, afirma Thiago Cardoso, diretor de Agronegócio da nstech.

A nova dinâmica logística: produtos de valor agregado e a estratégia do frete de retorno

A exportação agrícola brasileira passa por uma transformação estrutural com o avanço de coprodutos de maior valor agregado. A produção de DDG/DDGS deve atingir 4,9 milhões de toneladas na safra 2025/26, com potencial de chegar a 11 milhões até 2030 – o Brasil já exportou 879 mil toneladas em 2025. No complexo de soja, o esmagamento interno avança para 60,9 milhões de toneladas em 2026, novo recorde puxado pela mistura B16 de biodiesel. Esses produtos têm maior valor por tonelada, são mais sensíveis à umidade e à contaminação cruzada, e exigem rastreabilidade por lote e maior uso de contêineres em substituição ao granel – alterando o padrão logístico tradicional e elevando o nível de sofisticação operacional dos terminais.

Em contrapartida ao escoamento da safra, a movimentação de insumos também bateu marcas históricas, com o Brasil importando o recorde de 45,5 milhões de toneladas de fertilizantes em 2025. 

Para reduzir o impacto logístico, que afeta até 20% do custo de produção, o agronegócio consolidou a estratégia do “frete de retorno”, pela qual a mesma frota que descarrega grãos nos portos retorna às regiões produtoras carregada com adubo. Esse modelo atingiu um novo patamar de eficiência intermodal com o corredor do Porto de Itaqui (MA), que integrou o terminal à malha ferroviária nacional, permitindo uma interiorização de insumos muito mais ágil e competitiva até o estado do Mato Grosso.

Infraestrutura, Arco Norte e a pressão no frete 

O Arco Norte consolidou-se como a fronteira de maior eficiência, respondendo por 36,2% das exportações de soja e 39,3% das de milho em 2025, impulsionado por portos estratégicos como Santarém e São Luís, segundo dados da Conab.

No entanto, a combinação da supersafra com o maior rigor regulatório da ANTT sobre os pisos mínimos gerou picos recordes no frete rodoviário. No corredor Rio Verde (GO) – Santos (SP), por exemplo, o custo atingiu R$ 310,5 por tonelada no pico de fevereiro de 2026 (colheita da soja 2025/26). Já na ferrovia, opera a R$ 205/t, com desconto estrutural de 28%, o que evidencia a vantagem competitiva dos trilhos.

Armazenagem: o gargalo que encarece o frete 

A capacidade estática continua sendo o elo mais frágil da cadeia produtiva, apresentando um déficit estrutural de 132 milhões de toneladas, fortemente concentrado na região Centro-Oeste.

Enquanto os Estados Unidos possuem capacidade para estocar 150% de sua produção (com 65% na própria fazenda), o Brasil armazena apenas cerca de 50%, contando com 17% de capacidade dentro das propriedades rurais. 

“Na prática, o relatório aponta que a falta de silos obriga o produtor rural a escoar sua carga imediatamente na colheita, transformando as supersafras em verdadeiros choques logísticos e forçando a contratação de caminhões no momento em que o frete está mais caro”, completa Thiago Cardoso.

Sustentabilidade e tecnologia como vetores de transformação 

Diante desses desafios, a pauta de sustentabilidade deixou de ser complementar: regulações rígidas, como o Regulamento da União Europeia contra o Desmatamento  (EUDR), que entra em pleno vigor para grandes operadores em 2026 e se estende a pequenos a partir de junho/2026, elevaram a rastreabilidade e o georreferenciamento de cada lote de grãos ao patamar de pré-requisito comercial obrigatório.

Junto a isso, o relatório reforça que o modal rodoviário emite, em média, aproximadamente 7 vezes mais CO₂ por tonelada-quilômetro do que a ferrovia e cerca de 10 vezes mais do que o hidroviário. A migração para modais de menor emissão é destacada não apenas como uma questão de custo, mas de viabilidade comercial futura.

Diante da infraestrutura ainda limitada, a digitalização e a rastreabilidade também despontam como a solução mais imediata e assertiva. “A inteligência de dados deixou de ser diferencial competitivo para tornar-se condição operacional: quem não mede, não orquestra. E quem não orquestra, paga mais caro para movimentar a mesma carga”, evidencia o executivo. O uso de ecossistemas integrados, como o TNS (Transportation Network System) da nstech, aliado a ferramentas inteligentes, garante mais visibilidade de ponta a ponta e, com isso, apoia na conversão dos dados em decisões operacionais e estratégicas.

Participe da segunda edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em Rio Grande (RS)

Participe da segunda edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em Rio Grande (RS)

A segunda edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística ocorrerá no Estado do Rio Grande do Sul, recepcionada pela Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul – FETRANSUL, pelo Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas do Extremo Sul – SETCESUL e pelo Núcleo da COMJOVEM de Porto Alegre, no dia 7 de julho, às 13h30, no SEST SENAT de Rio Grande.

Criado em 2004, o Seminário Itinerante tem o propósito de levar a NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística a diversas regiões do país, promovendo capacitação técnica e oportunidades de negócios para empresários e executivos do setor de transporte de cargas e logística.

A programação contará com temas relevantes para o setor e que impactam diretamente as atividades das empresas. A organização do evento também conta com o apoio da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas) da NTC&Logística.

Ratificando a missão da NTC&Logística de estar ao lado do transportador rodoviário de cargas, de Norte a Sul do Brasil, o Seminário Itinerante já percorreu diversos estados ao longo de mais de duas décadas.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, “a segunda edição do Seminário Itinerante de 2026 representa mais uma oportunidade de fortalecer o diálogo com empresários, executivos e lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas. Após uma excelente abertura da temporada em Pernambuco, chegamos ao Rio Grande do Sul, um estado com forte tradição no setor e grande relevância para a economia nacional. Nosso objetivo é seguir promovendo encontros que estimulem a troca de experiências, a atualização técnica e o fortalecimento do associativismo. Temos a convicção de que esta edição proporcionará importantes reflexões e contribuirá para o desenvolvimento das empresas e do Transporte Rodoviário de Cargas em toda a região”.

O evento será realizado presencialmente, no SEST SENAT de Rio Grande (RS), localizado na Rua das Galeras, 190 – Parque Marinha. A participação é aberta a todos os empresários da região, que contribuem para um Transporte Rodoviário de Cargas cada vez mais forte.

Faça já sua inscrição, clique aqui

Confira a programação preliminar

13h30 | Credenciamento

Abertura Oficial

Participantes:

Francisco Carlos Gonçalves Cardoso, Presidente da FETRANSUL | 

Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul

Egon Bonow Rutz, Presidente do SETCESUL | Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas do Extremo Sul

Hudson Rabelo, Coordenador Nacional da COMJOVEM

Ítalo Grativol, Vice-Coordenador Nacional da COMJOVEM

Betina Kopper, Coordenadora da COMJOVEM Porto Alegre

Palestra: Apresentação NTC&Logística|COMJOVEM

Palestrante: Hudson Rabelo, Coordenador Nacional da COMJOVEM

Momento Patrocinadores

Intervalo

Palestra: Piso Mínimo e CIOT – Atualizações da Regulamentação

Palestrante: Dra. Gil Menezes, Assessora Jurídica da NTC&Logística

17h30 | ENCERRAMENTO

Realização

  • NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
  • FETRANSUL – Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul
  • SETCESUL – Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas do Extremo Sul

Patrocínio

  • FENATRAN
  • Transpocred

Apoio Institucional

  • Sistema Transporte – CNT / Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística
  • FuMTran – Fundação Memória do Transporte

Apoio Logístico

  • Braspress
NTC&Logística prestigia abertura da Pneushow e Expobor 2026, em São Paulo

NTC&Logística prestigia abertura da Pneushow e Expobor 2026, em São Paulo

Representantes da entidade participaram da cerimônia de abertura do evento, que reúne autoridades, lideranças empresariais e profissionais de diversos segmentos ligados ao transporte, à logística e à mobilidade

A NTC&Logística participou, nesta terça-feira (23), da cerimônia de abertura da Pneushow 2026 e da Expobor 2026, realizadas no Expo Center Norte, em São Paulo. Promovidos pela Francal Ecossistema, os eventos estão entre os mais importantes da América Latina voltados aos segmentos de pneus, reforma, borracha, transporte, logística e mobilidade, reunindo autoridades, lideranças empresariais, especialistas e profissionais de diversos setores para debater tendências, fomentar negócios e apresentar soluções inovadoras para o mercado.

Representando a Diretoria Executiva da NTC&Logística, estiveram presentes a assessora executiva da Presidência, Elisete Balarini, e a assessora comercial, Erica Rodrigues, que acompanharam a solenidade de abertura e o início da programação dos eventos.

A NTC&Logística também apoia institucionalmente mais uma edição da Pneushow, reafirmando seu compromisso com iniciativas que contribuem para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas, da logística, da inovação e da sustentabilidade no setor.

Durante a visita ao evento, Elisete Balarini e Erica Rodrigues estiveram reunidas com o CEO da Francal Ecossistema, Fernando Ruas, e com o Head de Portfólio da organizadora, Renato Cordeiro. Na oportunidade, as representantes apresentaram o trabalho desenvolvido pela NTC&Logística em defesa do transporte rodoviário de cargas brasileiro e reforçaram a importância da aproximação entre as entidades representativas e os principais eventos de negócios do setor. Também visitaram parceiros da entidade.

Para Elisete Balarini, a realização conjunta da Pneushow e da Expobor desempenha um papel importante na conexão entre empresas, entidades e profissionais que atuam diretamente na cadeia do transporte.

“A Pneushow e a Expobor são importantes espaços de relacionamento, geração de conhecimento e oportunidades para toda a cadeia produtiva. Para a NTC&Logística, é motivo de grande satisfação apoiar mais uma edição da Pneushow e acompanhar de perto iniciativas que promovem inovação, sustentabilidade e competitividade para os setores de transporte, logística e mobilidade”, destacou.

Realizadas entre os dias 23 e 25 de junho, a Pneushow e a Expobor reúnem expositores, fabricantes, fornecedores, reformadores, gestores de frota, operadores logísticos e profissionais da indústria da borracha, apresentando soluções voltadas à eficiência operacional, à inovação tecnológica, à sustentabilidade e à competitividade das empresas.

Saiba mais sobre as feiras

Pneushow: https://pneushow.com.br/

Exporbor: https://expobor.com.br/ 

Setor de transportes interrompe queda e avança na Pesquisa Mensal de Serviços, aponta CNT

Setor de transportes interrompe queda e avança na Pesquisa Mensal de Serviços, aponta CNT

Boletim de Conjuntura Econômica de junho destaca corte da Selic, alívio na tensão sobre os combustíveis e desafios para o cenário econômico

O setor de transporte voltou a crescer em abril, segundo dados da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) analisados pela CNT. Após recuar 1,6% em março, a atividade avançou 0,9% no mês seguinte, impulsionada principalmente pelo transporte aéreo e pelos serviços de armazenagem e atividades auxiliares aos transportes. Os dados integram a edição de junho do Boletim de Conjuntura Econômica da CNT, divulgado na última sexta-feira (19), que reúne os principais indicadores com impacto sobre o transporte brasileiro.

Apesar das oscilações mensais, o transporte segue operando em patamar superior ao observado antes da pandemia. O volume de serviços do setor permanece 19,2% acima do nível registrado em fevereiro de 2020, evidenciando a expansão acumulada ao longo dos últimos anos. No transporte de cargas, o nível de atividade está 35,8% acima do período pré-pandemia, enquanto o transporte de passageiros opera 4,7% acima daquele marco.

Outro ponto de atenção para o transporte é o comportamento dos preços. Em maio, a inflação acumulada em 12 meses alcançou 4,72%, voltando a superar o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Ainda assim, o grupo Transportes registrou queda de 0,46% no mês, influenciado principalmente pelo recuo dos combustíveis.

O óleo diesel, principal insumo do transporte rodoviário de cargas, apresentou redução de 2,34% em maio após as fortes altas observadas nos meses anteriores. Embora o movimento represente um alívio para os custos operacionais das empresas, o combustível ainda acumula elevação de 14,51% nos últimos 12 meses.

A publicação destaca ainda que a produção nacional de petróleo alcançou nível recorde em março de 2026, com aproximadamente 131,7 milhões de barris produzidos no mês, crescimento de 17,0% na comparação anual. Para o transporte, a ampliação da produção nacional é um fator relevante para o abastecimento energético e para o acompanhamento dos custos relacionados aos combustíveis.

Redução da Selic e avanço do PIB

No campo monetário, o Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a taxa Selic para 14,25% ao ano em 17 de junho, promovendo o terceiro corte consecutivo dos juros básicos. “Para o setor transportador, o corte gradual da taxa Selic tende a favorecer o acesso ao crédito e reduzir os custos financeiros relacionados ao capital de giro e aos investimentos em renovação e ampliação de frota. No entanto, reduções nas próximas reuniões do Copom dependerão do comportamento da inflação”, destaca a gerente de economia, Fernanda Schwantes.

Em relação à atividade econômica, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro avançou 1,1% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o trimestre anterior, alcançando R$ 3,25 trilhões, e registrou crescimento de 1,8% frente ao mesmo período de 2025. O setor de transporte, armazenagem e correio apresentou retração de 0,7% na comparação trimestral, mas manteve crescimento de 0,7% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

O Boletim também destaca que o consumo das famílias continuou sendo o principal componente da demanda, enquanto os investimentos recuaram 1,4% no período. Em contrapartida, as exportações cresceram 7,4%, contribuindo para sustentar a atividade econômica no início do ano.

Ativa Logística dobra capacidade em Ribeirão Preto e consolida centro de distribuição estratégico para os setores de Saúde, Beleza e Bem-estar

Ativa Logística dobra capacidade em Ribeirão Preto e consolida centro de distribuição estratégico para os setores de Saúde, Beleza e Bem-estar

Com foco em alta performance e rigor técnico, Ativa Logística amplia estrutura no interior paulista para atender à crescente demanda de indústrias e grandes redes varejistas

A Ativa Logística, uma das principais empresas do país em soluções logísticas para armazenagem, transporte rodoviário e aéreo para o mercado de saúde, beleza e bem-estar, anuncia a expansão estratégica de sua unidade em Ribeirão Preto (SP). Localizada no Condomínio Logístico LOG, a empresa acaba de dobrar sua capacidade instalada, equipada com infraestrutura moderna para movimentação e controle dos processos. O investimento visa sustentar ainda mais o crescimento acelerado de indústrias, distribuidores e grandes redes na região.

Segundo Otair Vicente, gerente de filial da unidade, o movimento reflete o compromisso da companhia com os seus clientes. “Nosso foco é oferecer uma estrutura que acompanhe o ritmo de expansão do mercado. Em Ribeirão Preto, temos uma operação sólida atendendo grandes organizações dos canais farma e beleza, que apresentam um aumento constante no volume de distribuição. Esta ampliação garante que entregaremos ainda mais agilidade e precisão em todas as etapas da cadeia”, afirma Vicente.

Segurança e Integridade na Cadeia de Saúde

Em Ribeirão Preto e em toda a sua rede, a Ativa Logística garante a integridade da cadeia fria por meio de estruturas monitoradas e processos de alta rastreabilidade. Com um Sistema de Gestão da Qualidade consolidado e farmacêuticos responsáveis em 100% das unidades, asseguramos que o transporte de produtos de interesse à saúde siga rigorosamente as diretrizes da ANVISA, funcionando como um braço operacional de confiança para a indústria.

Sobre a Ativa Logística

Com mais de 25 unidades próprias no país, atuando em armazenagem, transporte rodoviário e aéreo para o mercado de saúde, beleza e bem-estar. Atualmente, a empresa conta com 340 mil metros quadrados de infraestrutura logística, distribuídas pelas regiões Sul, Sudeste e em Goiânia (GO), além de mais de 4.000 colaboradores e uma frota de 1.880 veículos padrão Euro 6, menos poluentes e que superam os requisitos de sustentabilidade vigentes.

Com 30 anos de história, a Ativa Logística já conquistou mais de 100 prêmios concedidos por instituições e parceiros relevantes, como Sindusfarma, Eurofarma, FQM, Hypera Pharma e a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), Líderes de Saúde, reconhecendo a excelência da Ativa Logística.

A empresa também se destaca em sua agenda ESG, com reconhecimentos recentes que reforçam seu compromisso com responsabilidade ambiental, governança e práticas corporativas sustentáveis, além de premiações concedidas por parceiros como o Grupo Boticário, SETCEPAR, Troféu IT de Práticas Corporativas e SETCESP.