Presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, reúne-se com Lucas Lagier, da IRU, durante Assembleia da CIT no Chile

Presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, reúne-se com Lucas Lagier, da IRU, durante Assembleia da CIT no Chile

Encontro abordou o relacionamento entre as entidades e pautas relevantes para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas brasileiro

O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, reuniu-se nesta quinta-feira, 8 de outubro, em Santiago, no Chile, com Lucas Lagier, responsável sênior de TIR e Trânsito da União Internacional dos Transportes Rodoviários (IRU), durante as atividades da 43ª Assembleia Geral Ordinária da Câmara Internacional de Logística e Transportes (CIT).

A reunião deu continuidade ao relacionamento institucional entre a NTC&Logística e a IRU, organização internacional da qual a entidade brasileira é associada desde 1970.

Entre os assuntos tratados, constaram a evolução do relacionamento entre a NTC&Logística e a IRU, a inclusão do SEST SENAT na organização internacional, além das reuniões que deverão ocorrer durante a 25ª edição da FENATRAN – Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Cargas, em São Paulo.

Outro tema de destaque foi a criação, no âmbito da IRU, de um grupo dedicado ao combate ao roubo de cargas, do qual a NTC&Logística participa. O assunto está diretamente relacionado às discussões que a entidade brasileira vem desenvolvendo no país e também levou para a Assembleia da CIT, especialmente sobre a necessidade de ampliar a articulação entre setor privado, entidades representativas e poder público no enfrentamento à criminalidade que atinge o Transporte Rodoviário de Cargas.

A segurança também integrou os debates da própria Assembleia da CIT nesta semana, ocasião em que a delegação brasileira apresentou experiências relacionadas ao combate ao roubo e à cadeia de receptação de cargas. A aproximação com a IRU amplia a troca de experiências internacionais sobre um problema que afeta operações de transporte em diferentes países.

A relação entre a NTC&Logística e a IRU também envolve pautas ligadas à integração logística, digitalização, segurança operacional, transporte internacional e desenvolvimento de soluções voltadas à eficiência das operações rodoviárias.

Durante a programação da Assembleia da CIT, nesta quinta-feira, Lucas Lagier também participou do debate sobre a importância da cooperação entre a CIT e a IRU, contribuindo para as discussões sobre integração e fortalecimento da representação internacional do transporte rodoviário.

A agenda realizada em Santiago permitiu, ainda, alinhar os próximos passos do relacionamento entre a NTC&Logística e a IRU, com continuidade das tratativas durante a FENATRAN e participação conjunta em agendas relacionadas à segurança, integração e desenvolvimento do transporte rodoviário.

NTC&Logística participa, em São Paulo, do Encontro Anual de Distribuição e Transporte Seguro da Indústria de Cloro-Álcalis da Abiclor

NTC&Logística participa, em São Paulo, do Encontro Anual de Distribuição e Transporte Seguro da Indústria de Cloro-Álcalis da Abiclor

Evento discutiu segurança, regulação, sustentabilidade e os principais desafios do transporte e da distribuição na indústria de cloro-álcalis

A NTC&Logística participou, nesta quarta-feira (7), em São Paulo, do Encontro Anual de Distribuição e Transporte Seguro da Indústria de Cloro-Álcalis – Edição 2026, promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Cloro-Álcalis e Derivados (Abiclor).

Realizado no Blue Tree Premium Morumbi, o encontro reuniu lideranças, especialistas, transportadores, distribuidores, produtores, fornecedores e clientes em uma programação voltada à atualização técnica, ao relacionamento e à discussão de temas relacionados à segurança, eficiência, sustentabilidade e desenvolvimento da logística da indústria de cloro-álcalis.

A NTC&Logística esteve representada pelo diretor financeiro, José Maria Gomes, e pela assessora jurídica, Gil Menezes, que também integrou a programação como palestrante.

Gil apresentou o tema “Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas”, levando aos participantes informações sobre uma das principais agendas regulatórias que impactam a contratação e a operação do transporte rodoviário no País. A palestra integrou a programação da tarde e apresentou pontos relacionados às regras, aos impactos e à importância do acompanhamento das mudanças regulatórias para transportadores e contratantes.

Ao longo do dia, a programação abordou temas como o panorama do mercado de cloro-álcalis no Brasil e na América Latina, o cenário do saneamento no País, a realidade do complexo químico brasileiro, política industrial, transporte de produtos perigosos e sustentabilidade.

Também foram realizadas discussões sobre a participação das mulheres no transporte de produtos perigosos e a descarbonização do setor de transporte, ampliando o debate sobre os desafios e transformações que vêm impactando as operações logísticas e a cadeia química.

O encontro marcou ainda a realização da 25ª edição do Prêmio José Tardivo, voltado ao reconhecimento de transportadoras que se destacam pelas práticas de saúde, segurança, meio ambiente e melhoria contínua no transporte de produtos da indústria de cloro-álcalis.

O evento permitiu acompanhar de perto discussões relacionadas à regulação, à segurança operacional, ao transporte de produtos perigosos, à sustentabilidade e às condições de atuação das empresas transportadoras, além de promover a troca de experiências entre representantes da indústria, do transporte e de diferentes elos da cadeia logística.

Novo cálculo impacta cobrança de pedágio de veículos comerciais em todo o país

Novo cálculo impacta cobrança de pedágio de veículos comerciais em todo o país

Metodologia eleva de duas para três vezes a Tarifa Básica de Pedágio por eixo. Mudança tem reflexos diretos sobre a atividade transportadora, aponta CNT

A definição das tarifas de pedágio para veículos comerciais nas novas concessões de rodovias federais passa por uma mudança na metodologia de cálculo, com adoção de um novo multiplicador.

Com a alteração, prevista nos projetos da 6ª Etapa do Programa de Concessões de Rodovias Federais, cada eixo do veículo passa a corresponder a três vezes (3x) a tarifa básica de pedágio (TBP). Anteriormente, cada eixo equivalia a duas vezes (2x) a TBP.

Na prática, como caminhões e ônibus pagam pedágio conforme o número de eixos, a alteração aumenta o valor cobrado desses veículos.

Um caminhão de oito eixos, por exemplo, passa a ter equivalência tarifária de 12 eixos, enquanto um veículo de nove eixos passa a equivaler a 13,5 eixos. A mudança já havia sido questionada em julho pela ANUT (Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga), que estimou, com base em sete projetos de concessão, um custo adicional de R$ 42 bilhões em pedágios ao longo da vigência dos contratos. A entidade também questionou a ausência de uma análise de impacto regulatório e de audiência pública específica sobre a alteração.

A CNT levou o tema ao Ministério dos Transportes e solicitou informações sobre os fundamentos técnicos, econômicos e regulatórios utilizados para definir o novo multiplicador. Segundo informações apresentadas pelo Ministério à Confederação, a mudança considera o impacto dos veículos comerciais sobre a infraestrutura rodoviária. Para a entidade, porém, é necessário conhecer os estudos que fundamentaram a alteração. A cobrança por eixo já estabelece uma diferenciação conforme as características dos veículos, uma vez que caminhões com maior número de eixos pagam valores superiores.

“É importante conhecer os critérios que fundamentaram essa alteração e avaliar seus efeitos sobre o transporte rodoviário de cargas e de passageiros. Mudanças na política tarifária precisam considerar a realidade operacional do setor e seus possíveis reflexos para as empresas, os usuários e toda a cadeia produtiva”, afirmou Vander Costa.

Impacto nos custos do transporte

A discussão sobre o multiplicador tem reflexos diretos sobre a atividade transportadora. Para o transporte rodoviário de cargas, o pedágio integra os custos de operação e pode repercutir sobre o valor do frete, os custos logísticos e os preços dos produtos transportados.

No transporte de passageiros, a alteração também pode afetar empresas que operam linhas em trechos concedidos e, consequentemente, as tarifas pagas pelos usuários. A CNT chama atenção para a necessidade de avaliar esses efeitos na estrutura dos contratos e na operação do transporte coletivo.

Em um dos projetos analisados pela CNT, o projeto da Rota Gerais, a estimativa é que a mudança no multiplicador represente aproximadamente 6% de impacto sobre a tarifa final. O percentual não corresponde diretamente aos 50% de aumento do multiplicador, já que o efeito depende da estrutura de cada concessão.

Para a CNT, a definição da política tarifária deve considerar os efeitos sobre a escolha dos usuários e sobre a atividade transportadora.

“O veículo comercial já paga proporcionalmente ao número de eixos e, portanto, ao impacto que causa na rodovia. O que precisamos entender é a base técnica para mudar essa proporção de duas para três vezes. Essa metodologia precisa ser transparente e considerar também os efeitos sobre o transporte de cargas, de passageiros e sobre toda a cadeia produtiva”, explicou a gerente-executiva para Governo Federal da CNT, Danielle Bernardes.

O debate ocorre em um momento de expansão das concessões para rodovias com diferentes níveis de tráfego. Entre as alternativas que estão em estudo por parte do Governo Federal, está a possibilidade de reduzir ou isentar o pedágio para veículos leves, conforme a viabilidade econômico-financeira de cada projeto. Em rodovias de menor tráfego, a menor arrecadação exige que sejam feitos estudos específicos para garantir a sustentabilidade das concessões.

A CNT defende que a análise seja feita caso a caso, considerando a demanda, os investimentos necessários e a capacidade de geração de receitas. Rodovias estratégicas para o país que não apresentem viabilidade econômico-financeira para a iniciativa privada podem demandar investimentos públicos.

Anfavea terá atuação mais ativa diante do avanço chinês nos caminhões em 2027, diz presidente

Anfavea terá atuação mais ativa diante do avanço chinês nos caminhões em 2027, diz presidente

Entidade diz que vai acompanhar de perto a entrada de novas marcas e defender simetria competitiva; avanço dos chineses também já afeta exportações brasileiras na América Latina

A entrada de fabricantes chineses no mercado brasileiro de caminhões deverá levar a Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) a adotar uma postura mais ativa a partir de 2027. Depois de acompanhar a rápida expansão das marcas chinesas no segmento de automóveis, o presidente da entidade, Igor Calvet, afirmou que será necessário monitorar de forma mais próxima a chegada dos novos concorrentes aos veículos pesados, com atenção especial às condições de importação, regimes de montagem e eventuais benefícios tributários.

A mudança de postura foi sinalizada pelo presidente da Anfavea, Igor Calvet, durante encontro com jornalistas. Segundo ele, a entidade não defende o fechamento do mercado brasileiro à concorrência, mas considera necessário garantir condições equivalentes entre fabricantes nacionais e importadores.

“Uma das coisas que a gente nunca pensou na Anfavea foi em fechar o mercado. Todos nós somos favoráveis à competição”, afirmou Calvet. O executivo, porém, destacou a necessidade de observar a chamada simetria competitiva.

Na prática, isso significa verificar se os produtos importados estão submetidos às mesmas condições competitivas enfrentadas pelas fabricantes instaladas no Brasil. Entre os pontos citados, estão tarifas de importação, regimes de produção CKD e SKD, benefícios fiscais e fiscalização sobre os componentes que entram no país.

“Seja por taxa de subsídios, seja por benefícios que estão no governo, por ex-tarifário, por outras tantas coisas, falta de fiscalização, acaba entrando produto no Brasil que não compete de igual para igual”, disse.

A preocupação ganha relevância diante da quantidade de novas marcas chinesas que começam a mirar o mercado brasileiro de caminhões. Segundo Calvet, a Fenatran, maior feira de transporte de cargas da América Latina, que será realizada em novembro, já mostrou esse movimento. Seis marcas chinesas estarão presentes no evento, mas outras empresas ainda poderão chegar ao país.

Para a Anfavea, o avanço dos chineses ocorre em um momento particularmente desafiador para o mercado de caminhões. A entidade revisou as projeções e epera retração de 6,5% nas vendas de caminhões e ônibus em 2026, puxada sobtetudo pelo mercado de caminhões, enquanto o setor enfrenta juros elevados e dificuldades de financiamento. No primeiro semestre, os emplacamentos de caminhões caíram 10,5% na comparação anual. Isso cria uma combinação que pode aumentar a pressão sobre as fabricantes tradicionais: um mercado menor sendo disputado por um número maior de marcas.

A preocupação da Anfavea não se limita ao mercado brasileiro. O avanço das marcas chinesas em outros países da América Latina também começa a afetar a indústria instalada no Brasil, que depende desses mercados para sustentar parte de sua produção. O presidente da entidade citou Argentina, Colômbia, Chile, Peru e Equador entre os mercados que merecem atenção. A Argentina é especialmente relevante para a indústria brasileira, mas vem reduzindo as compras de veículos produzidos no Brasil ao mesmo tempo em que aumenta a presença de modelos chineses.

Aprendizado com os automóveis

A estratégia para os caminhões também reflete uma mudança de abordagem da Anfavea diante do avanço chinês no setor automotivo.

Nos automóveis, a presença chinesa cresceu rapidamente. No primeiro semestre de 2026, metade dos 280,6 mil veículos importados emplacados no Brasil tinha origem chinesa. Em apenas um ano, o volume de veículos chineses enviados ao país dobrou, passando de 70 mil para 140 mil unidades.

Em agosto, a China já representava 54,2% dos veículos importados comercializados no Brasil, segundo dados divulgados pela Anfavea. A entidade passou a defender com mais intensidade a recomposição das condições de competição, inclusive em relação às regras para importação de veículos desmontados. Em junho, a Anfavea chegou a ameaçar recorrer à Justiça caso fossem renovados benefícios considerados favoráveis à importação de veículos eletrificados em regimes CKD e SKD.

Agora, a preocupação se desloca também para os veículos pesados. A ideia, segundo Calvet, não é impedir a entrada dos chineses, mas acompanhar como essa entrada ocorre e se as empresas concorrem em condições equivalentes às fabricantes que produzem no país. “É uma abordagem muito mais ativa de fiscalização e compliance para a entrada de produtos importados no país”, afirmou.

Índice de logística do Brasil cai a 49,5 pontos em setembro, menor nível da série

Índice de logística do Brasil cai a 49,5 pontos em setembro, menor nível da série

Atividade do setor entra em contração em meio à perda de ritmo da produção e à baixa confiança empresarial

O índice de crescimento da logística do Brasil caiu para 49,5 pontos em setembro, ante 50,5 em agosto, e atingiu o menor nível da série histórica, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (7) pelo World Research Institute (WRI).

O indicador é uma medida de difusão em que resultados acima de 50 pontos indicam expansão da atividade e, abaixo desse nível, contração. A leitura de setembro, portanto, aponta retração no setor de logística.

A queda de 0,9 ponto foi a mais acentuada entre as 42 economias acompanhadas pelo WRI no mês. O Brasil ficou na 32ª posição no ranking global e em último lugar entre os cinco países das Américas incluídos no levantamento.

O resultado brasileiro também ficou abaixo dos indicadores regional e global. O índice de logística das Américas marcou 52,6 pontos em setembro, enquanto o índice mundial ficou em 51,6 pontos.

Segundo o WRI, a deterioração do indicador brasileiro foi puxada principalmente pela redução do volume de negócios e pela piora da confiança empresarial. A atividade ligada à produção de bens perdeu força, enquanto as empresas reduziram investimentos em um cenário de incertezas relacionadas às eleições e de custo elevado do crédito.

“Os portos brasileiros permaneceram movimentados em setembro, mas o indicador de logística entrou em contração. Os volumes de carga subjacentes recuaram com a perda de força da produção de bens, enquanto a confiança empresarial está muito baixa”, afirmou Stephen Poh, economista-chefe do WRI.

O desempenho ocorre apesar do movimento nos portos. De acordo com o instituto, o volume recorde de cargas manteve a atividade portuária elevada no mês, mas não foi suficiente para compensar a perda de ritmo em outras partes da cadeia logística.

O índice brasileiro vinha próximo da estabilidade nos meses anteriores. Em agosto, havia registrado 50,5 pontos, permanecendo ligeiramente acima da marca de 50 pontos que separa expansão e contração.

O Logistics Growth Index do WRI acompanha mensalmente a atividade do setor de logística em 42 economias. O indicador é calculado como um índice de difusão ponderado pelo Produto Interno Bruto (PIB) e também apresenta resultados agregados por região e para a economia mundial.

A próxima leitura do índice está prevista para 7 de novembro.

Presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destaca segurança no transporte de cargas durante Assembleia da CIT no Chile

Presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destaca segurança no transporte de cargas durante Assembleia da CIT no Chile

Entidade levou iniciativas brasileiras ao debate internacional e acompanha discussões sobre integração, inovação, políticas públicas e avanços no transporte

O presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), Eduardo Rebuzzi, participou, nesta quarta-feira, 7 de outubro, do primeiro dia da 43ª Assembleia Geral Ordinária da Câmara Internacional de Logística e Transportes (CIT), realizada no Espacio Riesco, em Santiago, no Chile. O encontro reúne representantes de diferentes países para discutir temas relacionados ao transporte, à logística, à segurança, à inovação e à participação do setor nas políticas públicas.

O evento recebe delegações de diferentes países, além de uma expressiva representação brasileira. Entre os participantes do Brasil estiveram o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi; o vice-presidente de Transporte Rodoviário de Cargas da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Flávio Benatti; a diretora-executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart; o presidente da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), Oswaldo Caixeta, além de representantes de federações, sindicatos e outras entidades ligadas ao Transporte de Cargas brasileiro.

A abertura oficial contou com pronunciamentos de Paulo Vicente Caleffi, secretário-geral da CIT; Juan Monasterio Salinas, presidente da representação chilena da CIT; Oscar Grenald Castillo, subsecretário-geral da entidade; Julio Reyes Solis, diretor regional para América Central e Caribe, e Maria Cecília Anan, diretora regional do Cone Sul. A programação incluiu a apresentação do relatório de atividades da Secretaria-Geral, conduzida por Larissa Barreto Revete, diretora-executiva da CIT.

Durante a manhã, foram realizadas solenidades institucionais, como a entrega da certificação de Qualidade Classe Mundial CQCIT e CIT Green ESG; a entrega da bandeira oficial da CIT à representação chilena; a votação de novas entidades; o reconhecimento pelos 40 anos da Associação de Transportistas Internacionales (ATI), da Guatemala, e a entrega da Medalha da Ordem do Mérito Interamericano dos Transportes (OMITRANS).

No período da tarde, os debates técnicos começaram com o tema “O impacto da Inteligência Artificial no transporte”, apresentado por Nicolas Salomone, gerente da Solo Buses, da Argentina. Também foram realizadas apresentações relacionadas à sustentabilidade, segurança viária, eficiência, tecnologia e futuro do transporte.

Um dos momentos de maior destaque para a participação brasileira ocorreu durante o painel “A segurança no transporte de cargas dentro da Comunidade Andina”, conduzido por Nelson Eduardo Chávez Vallejo, presidente da representação equatoriana da CIT. A discussão abriu espaço para o compartilhamento de experiências sobre a criminalidade que afeta as operações de transporte em diferentes países da América do Sul.

Durante o debate, Eduardo Rebuzzi pediu a palavra e explanou a experiência brasileira no enfrentamento ao roubo e à receptação de cargas. O presidente ressaltou que a segurança pública não deve ser tratada apenas como uma preocupação das empresas transportadoras, mas como uma questão que envolve o Estado e toda a sociedade.

Rebuzzi lembrou o princípio previsto na Constituição Federal brasileira de que a segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, defendendo maior articulação entre poder público, entidades empresariais, empresas e outros setores da economia no combate à criminalidade que atinge o Transporte Rodoviário de Cargas.

O presidente também compartilhou com os representantes internacionais a mobilização realizada recentemente no Rio de Janeiro, envolvendo entidades e diferentes setores da sociedade em torno da necessidade de medidas mais efetivas contra o roubo e, especialmente, contra a cadeia de receptação de cargas.

Entre as iniciativas mencionadas, Rebuzzi destacou a defesa de sanções mais rigorosas contra empresas envolvidas na receptação de cargas roubadas, incluindo a discussão sobre a possibilidade de suspensão do CNPJ de estabelecimentos comprovadamente envolvidos nesse tipo de crime.

Durante sua manifestação, Rebuzzi também registrou o trabalho apresentado por Flávio Benatti, vice-presidente de Transporte Rodoviário de Cargas da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e chefe da delegação brasileira no encontro. Em nome da CNT, Benatti salientou as ações desenvolvidas no Brasil para avançar no enfrentamento ao roubo e à receptação de cargas, defendendo medidas que atinjam não apenas quem pratica diretamente o crime, mas também aqueles que alimentam economicamente essa cadeia, inclusive com a possibilidade de suspensão do CNPJ de empresas comprovadamente envolvidas na receptação de cargas roubadas.

A discussão realizada em Santiago também abriu espaço para que a questão da segurança no transporte seja ampliada no âmbito da própria CIT, contribuindo para uma articulação internacional sobre problemas que atingem empresas e transportadores de diferentes países.

Rebuzzi colocou a NTC&Logística à disposição para colaborar com a CIT e com as entidades internacionais, compartilhando experiências desenvolvidas no Brasil, apoiando articulações junto às autoridades brasileiras e contribuindo para o intercâmbio de informações e boas práticas.

Além da segurança, o primeiro dia da Assembleia abordou a participação ativa do transporte nas políticas públicas, com Paulo Vicente Caleffi; a indústria do transporte terrestre no Chile, com Vinko Cikutovic Madariaga; o transporte de última milha e a exclusão digital das pessoas idosas.

A programação também contou com os espaços “Marcas, Tecnologia e Negócios”, nos quais empresas apresentaram soluções e experiências relacionadas à sustentabilidade, cultura de segurança viária, eficiência dos veículos, conforto, fabricação certificada e inovação aplicada ao atendimento e às operações de transporte.

Ao final do primeiro dia, foram detalhadas as próximas Assembleias Gerais Ordinárias da CIT. A 44ª edição será realizada em Quito, no Equador, no primeiro semestre de 2027, enquanto a 45ª AGO acontecerá em Montreal, no Canadá, no segundo semestre do mesmo ano. Também foi aberto o período para apresentação de candidaturas dos países interessados em receber a Assembleia da CIT em 2028.

Programação prossegue nesta quinta-feira (8)

Nesta quinta-feira, 8 de outubro, a 43ª Assembleia Geral Ordinária da CIT prossegue em Santiago com uma nova agenda de debates internacionais.

Entre os temas previstos, estão o impacto de eventos climáticos extremos sobre a logística e o transporte, a partir da experiência do Japão; a importância da cooperação entre a CIT e a International Road Transport Union (IRU); os desafios da representação setorial do transporte; a integração turística e as dificuldades nas travessias de fronteiras; os desafios hídricos do Canal do Panamá e as possibilidades de fortalecimento do chamado canal seco.

A programação também incluirá a atuação da CIT na defesa dos interesses de suas representações perante organismos governamentais; a integração de agentes de Inteligência Artificial; o panorama da acessibilidade no transporte brasileiro e a escassez de condutores profissionais.

Um dos destaques da programação desta quinta-feira será a participação do presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, com a apresentação do tema “Avanços no Transporte de Cargas”, levando ao encontro internacional uma perspectiva brasileira sobre os desafios, transformações e avanços do setor.

Ainda durante o dia, serão discutidos assuntos como o aumento dos preços dos combustíveis; o futuro do transporte de cargas entre Peru e Chile; corredores logísticos e fronteiras eficientes; medidas de subsídio em países importadores de combustíveis fósseis e questões relacionadas ao transporte multimodal e aos contêineres.

A agenda será complementada por fóruns sobre jornada de trabalho e semana de 40 horas, Rota Bioceânica e gestão de riscos e coberturas no transporte, além de novos espaços dedicados a marcas, tecnologia e negócios.

Da esquerda para a direita: Eduardo Rebuzzi; Flávio Benatti; Nicole Goulart e Arlan Rodrigues

Da esquerda para a direita: Newton Gibson Júnior; Eduardo Rebuzzi; Flávio Benatti; Marcelo Maranhão e Arlan Rodrigues