Pedágio free flow entra em fase de teste no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Pedágio free flow entra em fase de teste no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Etapa é necessária para garantir a confiabilidade do sistema que será homologado pela Artesp

A Via Anchieta (SP-150) e a Rodovias dos Imigrantes (SP-160) terão pedágio no sistema free flow, porém com data de início de operação ainda incerta.

De acordo com a concessionária responsável pelo SAI, a instalação dos equipamentos do pedágio de livre passagem, batizado no Estado de São Paulo de “Siga Fácil”, já foi concluída. Agora, é necessário realizar a fase de testes e validação da tecnologia e dos processos operacionais, conforme prevê o contrato de concessão com a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).

Segundo a empresa, os pórticos estão instalados no Km 33 da Via Anchieta e no Km 29 da Rodovia dos Imigrantes, nos dois sentidos das vias, mas sem cobrança de tarifas. As estruturas irão substituir as atuais praças de pedágio convencionais, localizadas nos Km 31 da Anchieta e 32 da Imigrantes, que serão desmobilizadas, futuramente.

Essa etapa de testes é necessária para assegurar a confiabilidade do sistema e a melhor experiência aos usuários. O trabalho agora envolve testes técnicos, integrações sistêmicas e calibração dos equipamentos responsáveis pela leitura e identificação dos veículos, que serão acompanhados pela Artesp. Na sequência, se tudo estiver de acordo, a Agência fará a homologação do sistema.

O que é o pedágio “Siga Fácil”

O sistema de pedágio eletrônico, o “Siga Fácil”, utiliza tecnologia mais avançada de identificação veicular atualmente aplicada em sistemas de cobrança de fluxo livre no Brasil e no exterior. O conjunto é composto por câmeras, sensores e antenas capazes de identificar automaticamente os veículos por meio da leitura de placas e tags eletrônicas, inclusive em condições de alta velocidade, neblina ou tráfego intenso.

As câmeras com tecnologia OCR (Reconhecimento Óptico de Caracteres) realizam a leitura das placas dianteiras e traseiras em todas as faixas da rodovia. Os sensores a laser fazem a classificação dos veículos conforme características como altura, largura, comprimento e quantidade de eixos rodantes e suspensos.

As antenas responsáveis pela identificação das tags complementam as informações captadas pelos equipamentos. Todos os dados são enviados para um sistema central de processamento, responsável pela validação das informações registradas e pelo cálculo da tarifa correspondente à passagem do veículo.

A fase de testes inclui validações operacionais e cruzamento de dados para conferência das leituras realizadas pelos equipamentos. O sistema foi desenvolvido para operar com alto nível de precisão na identificação dos veículos, seguindo parâmetros já aplicados em operações de pedágio eletrônico no país.

Lei desburocratiza armazenagem e alivia gargalo logístico

Lei desburocratiza armazenagem e alivia gargalo logístico

Com certificação voluntária, governo espera reduzir custos e ampliar capacidade de estocagem para desafogar escoamento da safra

A nova legislação, sancionada em 8 de junho de 2026, transforma a certificação de armazéns, antes obrigatória, em um processo facultativo. A medida integra uma estratégia mais ampla do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para reduzir a burocracia e estimular investimentos privados em um setor que se tornou um dos principais gargalos da cadeia produtiva nacional.

O cenário que motivou a mudança é desafiador. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que, na última década, a produção de grãos no país cresceu a uma média anual de 6,72%, enquanto a expansão da capacidade de armazenamento foi significativamente menor, de apenas 2,38% ao ano. Essa disparidade resultou em um déficit superior a 130 milhões de toneladas, com a infraestrutura nacional conseguindo estocar, atualmente, apenas entre 60% e 63% da produção anual de grãos.

Essa lacuna entre a colheita e a capacidade de estocagem cria sérios descompassos logísticos. A concentração da produção em janelas curtas, especialmente entre março e junho, sobrecarrega o sistema, reduzindo drasticamente a capacidade funcional disponível no pico da safra. Tradings, cooperativas e grandes operadores concentram cerca de 83% da armazenagem nacional, criando uma assimetria de poder na cadeia que frequentemente força o produtor a negociar sua produção sob pressão, em momentos de menor valor de mercado.

Ao eliminar a obrigatoriedade da certificação, um processo realizado por organismos privados credenciados pelo Inmetro, que gerava despesas e burocracia adicionais, o governo espera acelerar a implantação de novas unidades e reduzir os custos operacionais do setor. A expectativa é que a simplificação das regras reduza o tempo e o custo para a construção de novos silos, amplie a oferta de infraestrutura e diminua as perdas pós-colheita.

“Estamos retirando um gargalo burocrático para acelerar investimentos em armazenagem, fortalecer a logística do agro e dar mais competitividade ao Brasil”, afirmou o ministro André de Paula, reforçando que a flexibilização não compromete a qualidade ou a segurança sanitária, que continuam asseguradas por outros mecanismos legais e de fiscalização.

Os efeitos dessa medida devem reverberar por toda a cadeia. O Brasil exportou mais de US$ 169 bilhões em produtos do agro em 2025, gerando um superávit comercial de aproximadamente US$ 149 bilhões. Uma logística de armazenagem mais robusta e menos onerosa tem o potencial de fortalecer essa posição, reduzindo a dependência do transporte rodoviário, que responde por 69% do escoamento de grãos, e permitindo um uso mais estratégico dos modais ferroviário e hidroviário.

Dessa forma, com a sanção da Lei nº 15.429/2026, o Brasil dá um passo significativo para transformar sua infraestrutura logística de um ponto de estrangulamento em um verdadeiro ativo de competitividade para o agronegócio, oferecendo ao produtor rural a flexibilidade necessária para aguardar o momento mais oportuno para a comercialização de sua safra.

BNDES alcança 31% dos recursos para renovação de frota em cinco dias

BNDES alcança 31% dos recursos para renovação de frota em cinco dias

Voltada a caminhões, ônibus e implementos rodoviários, linha do BNDES já acumula R$ 6,6 bilhões em recursos aprovados

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) alcançou R$ 6,6 bilhões em recursos aprovados do BNDES Mais Mobilidade, linha de crédito de até R$ 21 bilhões voltada à renovação da frota nacional de veículos pesados e à modernização do transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros.

O volume, que corresponde a 31,2% da dotação orçamentária do programa, foi alcançado em cinco dias após a abertura do protocolo de recebimento de propostas. Deste total, R$ 3,1 bilhões já foram contratados e R$ 299,7 milhões, desembolsados. O BNDES Mais Mobilidade financia a aquisição de caminhões, caminhões-tratores, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários.

A linha, que integra o Move Brasil, um programa de mobilidade verde do governo federal, foi criada para fortalecer e modernizar a infraestrutura de transporte do país.

Aberta no último dia 29 de maio, a linha contabiliza 4,9 mil operações, atendendo transportadores autônomos de cargas, pessoas físicas associadas a cooperativas, empresários individuais e pessoas jurídicas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas e passageiros em 1.056 municípios de todas as regiões do país.

O ticket médio foi de R$ 1,3 milhão por operação. A maior parte dos recursos foi destinada aos frotistas, com R$ 6,58 bilhões, em 4,8 mil operações. Foram aprovados R$ 43,8 milhões para clientes autônomos, em 104 operações. Os financiamentos estão sendo realizados por meio da rede de agentes financeiros parceiros do BNDES.

Coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a iniciativa prevê reserva de R$ 2 bilhões para aquisição de ônibus e micro-ônibus, além de R$ 2 bilhões para transportadores autônomos de cargas e pessoas físicas associados a cooperativas. No novo programa, a compra de caminhões e caminhões-tratores seminovos será permitida apenas para transportadores autônomos e cooperados.

Para veículos novos, o programa exige fabricação nacional, credenciamento no CFI (Credenciamento de Fornecedores Informatizados) do BNDES e atendimento ao padrão Proconve P-8 (Programa de Controle de Emissões Veiculares). No caso de caminhões e caminhões-tratores seminovos, os veículos devem ter fabricação a partir de 2012, atender à fase P-7 do Proconve e observar critérios de rastreabilidade fiscal.

NTC&Logística e SETCESP inauguram novo plenário de reuniões no Edifício Sebastião Ubson Carneiro Ribeiro, em São Paulo

NTC&Logística e SETCESP inauguram novo plenário de reuniões no Edifício Sebastião Ubson Carneiro Ribeiro, em São Paulo

Nova estrutura recebeu investimentos, reforçando o compromisso das entidades com a excelência na representação do Transporte Rodoviário de Cargas

No dia 10 de junho, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) e o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP) realizaram a inauguração oficial do novo espaço plenário de reuniões do Edifício Sebastião Ubson Carneiro Ribeiro, localizado na capital paulista. O prédio abriga importantes entidades representativas do Transporte Rodoviário de Cargas, incluindo a subsede da NTC&Logística e a sede do SETCESP.

O encontro reuniu lideranças das duas entidades para marcar a entrega de um espaço totalmente revitalizado, que passa a oferecer uma infraestrutura mais moderna, tecnológica e adequada às necessidades atuais de reuniões, eventos institucionais, treinamentos, encontros estratégicos e transmissões híbridas.

A modernização integra um projeto contínuo de atualização e padronização das áreas comuns do edifício, conduzido pelas entidades responsáveis pela gestão do condomínio, com foco na valorização do patrimônio, na melhoria da experiência dos usuários e na preparação da estrutura para os desafios da comunicação, da conectividade e da representatividade institucional contemporânea.

Entre as melhorias implementadas, estão a renovação arquitetônica do ambiente, novo projeto de iluminação, modernização do mobiliário, aprimoramento da acústica, climatização adequada, instalação de sistema de som de alta performance, além da implementação de câmeras de alta definição e equipamentos audiovisuais de última geração. A nova estrutura permite a realização de reuniões presenciais e remotas com elevado padrão de qualidade, ampliando a interação entre lideranças, associados, convidados e representantes do setor em todo o país.

Eduardo Rebuzzi, presidente da NTC&Logística, destacou que a entrega do novo espaço plenário de reuniões representa mais um passo no processo de fortalecimento institucional das entidades e na busca contínua por ambientes cada vez mais preparados para atender às demandas do setor. “Estamos entregando um espaço preparado para o presente e para o futuro. Mais do que uma modernização física, este investimento representa nosso compromisso com a eficiência, a integração entre as lideranças e a construção de um ambiente cada vez mais adequado para debater os temas estratégicos que impactam o Transporte Rodoviário de Cargas. É uma iniciativa que fortalece nossas entidades e contribui para que possamos desempenhar nosso papel de representação com ainda mais qualidade.”

Ao comentar a importância da iniciativa, Marcelo Rodrigues, presidente do Conselho Superior e de Administração do SETCESP, ressaltou que a nova estrutura foi concebida para acompanhar a evolução das necessidades das entidades e dos profissionais que utilizam o espaço. “A nova plenária reúne tecnologia, conforto e funcionalidade. É um espaço pensado para fortalecer o trabalho das entidades, ampliar a participação dos representantes do setor e garantir melhores condições para os encontros que contribuem para o desenvolvimento do transporte e da logística. Investir em ambientes modernos e preparados para as novas demandas é investir também no futuro das nossas instituições.”

Participaram da inauguração, representando a NTC&Logística, o presidente Eduardo Rebuzzi, o vice-presidente Antonio Luiz Leite e o diretor financeiro José Maria Gomes.

Pelo SETCESP, estiveram presentes Marcelo Rodrigues, presidente do Conselho Superior e de Administração; Hélio Rosolen, vice-presidente;Evandro Samuel Ferrari,diretor financeiro, e Luis Felipe Machado, secretário-geral.

Participe do 1º Encontro do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas, em Brasília

Participe do 1º Encontro do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas, em Brasília

Evento promovido pela ANTT, em conjunto com entidades representativas do setor, reunirá autoridades, especialistas e transportadores para debater os desafios e oportunidades do transporte internacional

A NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística participará do 1º Encontro do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas (TRIC 2026), que será realizado no dia 23 de junho, em Brasília (DF). A iniciativa é promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, em conjunto com o Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL), a NTC&Logística, a ABTI – Associação Brasileira de Transportadores Internacionais e demais entidades representativas do setor.

O encontro reunirá autoridades públicas, lideranças empresariais, representantes de entidades e especialistas para discutir temas estratégicos relacionados ao Transporte Rodoviário Internacional de Cargas, incluindo integração regional, facilitação do comércio exterior, modernização regulatória, corredores logísticos e perspectivas para o desenvolvimento da atividade nos próximos anos.

A programação foi estruturada para promover o intercâmbio de experiências e o fortalecimento do diálogo entre os diversos atores envolvidos nas operações internacionais, contribuindo para a construção de soluções que tornem o transporte mais eficiente, seguro e competitivo.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, o evento representa uma importante oportunidade para ampliar o debate sobre questões que impactam diretamente a competitividade do Transporte Rodoviário de Cargas.

“O Transporte Rodoviário Internacional de Cargas possui papel fundamental na integração econômica entre os países e no fortalecimento das cadeias produtivas. O TRIC representa uma oportunidade valiosa para reunir diferentes visões, compartilhar experiências e construir soluções que contribuam para o desenvolvimento sustentável e competitivo do setor.”

O vice-presidente extraordinário de Relações Internacionais da NTC&Logística, Danilo Guedes, destaca que a realização do encontro reforça a importância do diálogo permanente entre os setores público e privado.

“O transporte internacional exige cooperação, alinhamento regulatório e troca constante de experiências entre os países e as instituições envolvidas. O TRIC surge como um ambiente estratégico para debater desafios comuns, identificar oportunidades e fortalecer a integração logística regional, beneficiando toda a cadeia do Transporte Rodoviário de Cargas.”

Associada à International Road Transport Union (IRU) desde 1970, a NTC&Logística acompanha permanentemente os temas relacionados ao transporte internacional e às relações institucionais globais, atuando em defesa de pautas que contribuam para o fortalecimento e a competitividade das empresas brasileiras.

As inscrições para o evento estão abertas e podem ser realizadas por meio do portal da ANTT.

Serviço

1º Encontro do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas (TRIC 2026)

Data: 23 de junho de 2026

Local: Brasília (DF)

Inscrições, clique aqui

Empresas familiares do transporte aceleram profissionalização e fortalecem agenda ESG para sustentar crescimento no longo prazo

Empresas familiares do transporte aceleram profissionalização e fortalecem agenda ESG para sustentar crescimento no longo prazo

Dados mostram que menos de 30% das empresas familiares chegam à segunda geração, enquanto mercado pressiona por gestão mais estruturada

As empresas familiares seguem dominando o ambiente corporativo brasileiro e representam cerca de 90% dos negócios do país, sendo responsáveis por mais da metade dos empregos formais. Apesar da relevância econômica, poucas conseguem atravessar processos sucessórios de forma estruturada. Dados do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) apontam que menos de 30% das empresas familiares chegam à segunda geração e menos de 10% alcançam a terceira. Um dos principais fatores está justamente na dificuldade de adaptação às novas exigências de mercado.

Ao mesmo tempo, cresce a pressão para que as empresas incorporem temas ligados à governança, sustentabilidade e inovação às suas estratégias de negócio. Segundo levantamento da Amcham Brasil e do Pacto Global da ONU, 76% das empresas brasileiras já incluíram sustentabilidade em suas estratégias corporativas, enquanto 71% aplicam práticas ESG em suas operações. No transporte rodoviário de cargas, responsável por cerca de 65% da movimentação logística nacional, essa mudança começa a ganhar impacto direto na competitividade, no relacionamento com clientes e no acesso a novas oportunidades de mercado.

É dentro desse cenário que empresas familiares do setor vêm acelerando processos de profissionalização e reorganização estratégica. A TransJordano, empresa com mais de 27 anos de atuação no transporte rodoviário de cargas, anunciou recentemente a criação da diretoria de ESG e Relações Institucionais, assumida por Joyce Bessa, executiva que atua há mais de duas décadas na companhia.

Segundo Joyce, a mudança reflete uma evolução na forma como o setor passou a enxergar temas ligados à sustentabilidade, governança e posicionamento institucional. “Hoje, o transporte é muito mais complexo do que era há alguns anos. A operação continua sendo essencial, mas já não é suficiente sozinha. Tecnologia, sustentabilidade, governança, segurança, gestão de pessoas, inovação e posicionamento institucional passaram a fazer parte das decisões estratégicas do negócio”, afirma.

Na avaliação da executiva, o próprio mercado passou a exigir uma postura mais estruturada das transportadoras. Grandes embarcadores, investidores e parceiros comerciais começaram a considerar fatores como responsabilidade ambiental, gestão de riscos, compliance e desenvolvimento humano na construção de relações comerciais e estratégicas. Nesse contexto, a agenda ESG passou a influenciar diretamente competitividade, acesso a oportunidades e capacidade de crescimento sustentável.

Um dos principais reflexos desse novo momento na TransJordano foi o anúncio do corredor verde da empresa, projeto viabilizado após aprovação de financiamento de R$ 140 milhões junto ao BNDES para aquisição de caminhões movidos a biometano e construção de infraestrutura de abastecimento. Para Joyce Bessa, o movimento simboliza uma mudança de mentalidade dentro do transporte. “O projeto enfatizou para nós como inovação, eficiência operacional e responsabilidade começam a caminhar juntas dentro da estratégia das empresas”, destaca.

Segundo a Bloomberg Intelligence, os investimentos globais em ativos alinhados a critérios ESG alcançaram aproximadamente US$ 53 trilhões até o fim de 2025, representando cerca de um terço de todos os ativos sob gestão profissional no mundo. Já no Brasil, levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 60% das indústrias brasileiras já adotam práticas ligadas à economia circular, reforçando que a sustentabilidade vem deixando de ser tendência para se consolidar como elemento estrutural da estratégia corporativa.

Para Joyce, esse processo também exige uma mudança cultural dentro das próprias empresas familiares. “Existe uma tendência natural de associar legado à preservação absoluta de modelos que funcionaram durante muitos anos. Mas preservar um legado significa garantir que a empresa continue relevante, preparada e competitiva diante das transformações do mercado”, explica.

A executiva avalia que o transporte continuará passando por mudanças profundas nos próximos anos, impulsionado pelo avanço tecnológico, pelas demandas ambientais e pela necessidade crescente de eficiência operacional. “Queremos participar ativamente dessa evolução sem perder a essência que sempre fez parte da nossa história. No final, empresas sustentáveis continuarão sendo feitas por pessoas, lideradas por pessoas e sustentadas por cultura”, conclui Joyce Bessa.