A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,102 bilhão na segunda semana de outubro, segundo boletim preliminar divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério da Economia.
O valor é resultado de exportações somando US$ 6,183 bilhões e importações de US$ 5,081 bilhões. No mês, as exportações atingem US$ 7,899 bilhões e as importações, US$ 5,971 bi, com saldo positivo de US$ 1,929 bilhão.
Segundo a Secex, no ano as exportações totalizam US$ 221,25 bilhões e as importações, US$ 162,746 bilhões, com saldo positivo de US$ 58,504 bilhões. A balança corrente de comércio somou US$ 383,996 bilhões.
No comparativo médio entre a segunda semana de outubro de 2021 (US$ 1.316,53 milhão) e a de outubro de 2020 (US$ 882,47 milhões), houve crescimento de 49,2%. Em relação às importações, houve expansão de 50,3% na comparação entre as médias até a segunda semana de outubro/2021 (US$ 995,11 milhões) com outubro/2020 (US$ 662,27 milhões).
Números por setores
Os números foram divulgados ontem (11) em Brasília. Entre os setores, o destaque ficou com a Indústria Extrativa, com alta na média diária de US$ 117,66 milhões (52,9%) no acumulado até a segunda semana do mês, comparando com igual período no mês do ano anterior. A Indústria de Transformação atingiu crescimento de US$ 251,37 milhões (48,8%) em produtos e a Agropecuária teve expansão de US$ 63,76 milhões (45,6%) na média diária.
A Secex informou que a combinação dos resultados levou a um aumento das exportações. Esse movimento foi puxado, principalmente, pelo crescimento da soja, na Agropecuária, (+186,6% com aumento de US$ 82,63 milhões na média diária); óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+201,7% com aumento de US$ 127,36 milhões na média diária), na Indústria Extrativa; e, na Indústria de Transformação, da exportação de óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (+584,5% com expansão de US$ 56,42 milhões na média diária).
Importações
No acumulado até a segunda semana de outubro, comparando com outubro de 2020, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 7,18 milhões (41,0%) em Agropecuária; de US$ 25,24 milhões (134,1%) em Indústria Extrativa e de US$ 287,07 milhões (46,5%) em produtos da Indústria de Transformação.
Para a Secex, a combinação dos resultados também levou a um crescimento das importações. Os destaques ficaram para o milho não moído, exceto milho doce (+ 560,3% com alta de US$ 7,01 milhões na média diária); óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+483,0% com aumento de US$ 23,77 milhões na média diária); e nas importações de Adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) (+209,0% com alta de US$ 75,39 milhões na média diária).
Na última quinta-feira (07), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, recebeu em seu gabinete o presidente do SETCESP, Tayguara Helou, o vice-presidente, Antonio Luiz Leite, e a presidente executiva da entidade, Ana Jarrouge.
No encontro, debateram sobre o plano de metas que prevê a redução da emissão de poluentes e gases de estufa, a fim de fomentar o transporte sustentável. A zona máxima de restrição, entregas noturnas, licença para transporte de Cargas de Produtos Perigosos, e veículos elétricos também foram pautas da reunião.
Estavam presentes também o secretário de Mobilidade e Trânsito, Ricardo Teixeira, o Procurador do Município, Ricardo Ferrari e o Assessor Especial do Gabinete do Prefeito, Marcelo Barbieri.
Impacto da privatização dos Correios sobre setor logístico do país foi tema de painel do 4º Fórum CNT de Debates
Com o tema “Desestatização dos Correios: oportunidades e desafios para o Brasil”, o Fórum CNT de Debates, realizado nesta quinta-feira (7), dividiu-se em dois painéis. Se, no primeiro momento, a tônica foi a modelagem da desestatização; no segundo, a discussão girou em torno do impacto da medida sobre o setor logístico. O processo deverá ser regido pelo Projeto de Lei n.º 591/2021, já aprovado pela Câmara dos Deputados e, atualmente, sob análise do Senado Federal.
O palestrante Diogo Mac Cord, secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, expôs que os ativos dos Correios devem ser tratados com três pontos de atenção: governança, quantidade de investimentos e qualidade do serviço prestado. Segundo ele, a estatal precisa evoluir nessas três dimensões, apesar do balanço positivo do ano passado, em que se registrou lucro de R$ 1,5 bilhão. “O bom desempenho sinaliza que a empresa está apta a ser privatizada, porque a gente valorizou o ativo, e, agora, tem que garantir que ele vai continuar a ser bem gerido”, afirmou.
Sobre o receio de haver uma grande baixa no quadro de funcionários da empresa, Mac Cord tranquilizou: “Quem fala que a privatização vai gerar desemprego não observa a quantidade imensa de empregos gerada pelo aumento de investimento. Isso acontece em todas empresas estatais que são privatizadas. Assim foi na Vale, assim foi na Embraer, assim foi na CSN (Companhia Siderúrgica Nacional). Uma empresa bem gerida e capitalizada é um veículo de investimento fortíssimo e, por consequência, um veículo de geração de emprego e renda para toda a população brasileira”.
Em sua participação, Urubatan Helou, diretor presidente da Braspress, mostrou preocupação com as diretrizes contidas no PL n.º 591/2021, que preveem, entre outros aspectos, a aquisição de 100% da estatal pelo arrematante (sem fatiamento), com exclusividade na exploração de serviços postais por, pelo menos, cinco anos. Se os termos forem mantidos, ressaltou o empresário, “será o mesmo que trocar o monopólio do Estado pelo monopólio privado”. E complementou: “No vácuo do monopólio, vêm a incompetência e a inobservância com relação a questões de custos”.
Helou também questionou a forma como o projeto delimita a estabilidade de emprego do atual quadro da empresa, embora reconheça a qualidade do corpo técnico. “Vamos colocar as mesmas regras do mercado”, enfatizou. E concluiu da seguinte forma: “Não sou contra a privatização, sou contra a desinteligência de mercado. Se for necessário privatizar, por uma questão de diminuição do Estado, que essa desestatização não signifique a transferência de privilégios à iniciativa privada”.
Último convidado a falar no Fórum CNT de Debates, Piero Minardi, sócio-diretor do escritório da Warbug Pincus em São Paulo, ponderou que a privatização dos Correios é inevitável e está acima de posições ideológicas. “É um caso de disrupção tecnológica, que chegou ao setor de logística, como chegou aos bancos, por exemplo. A realidade se impõe”, argumentou. “A questão é o que fazer daqui para frente. Se a questão da competitividade não for resolvida, a empresa vai continuar sendo comida pelas beiradas pelos players do mercado”, avaliou. “É preciso dar uma satisfação para sociedade, dizer o que é o melhor a ser feito, senão, o ativo vai se dissolver aos poucos”, previu.
Na última terça-feira (5), aconteceu mais reunião da Câmara de transporte de granéis em silo (CTGS), em ambiente on-line, reunindo representantes do segmento de todo o Brasil.
O Diretor Institucional da FETRANSLOG-NE e Presidente em Exercício do SETCARCE, Marcelo de Holanda Maranhão, foi eleito para presidir a Câmara Técnica de Granéis em Silos da NTC para o próximo biênio 2021/2023.
O encontro foi conduzido pelo coordenador da câmara técnica e presidente do SETCEMG, Gladstone Lobato que abriu a reunião agradecendo e ressaltando a importância do encontro. Aproveitando explicou os pontos que seriam abordados.
O presidente da NTC&Logística, Francisco Pelucio foi convidado para dar os cumprimentos iniciais e comentou sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido pela entidade e também da importância da CTGS.
Durante a reunião, o diretor jurídico da entidade, Marcos Aurélio Ribeiro, comentou sobre os assuntos tributários e regulatórios que a entidade vem acompanhando, dando um panorama geral das medidas. Em seguida o assessor jurídico, Narciso Figueirôa Junior relatou as medidas trabalhistas acompanhadas pela NTC, além de comentar sobre o seminário trabalhista que será realizado no dia 25 de outubro em Brasília. O assessor técnico e responsável pelo Departamento de Custos Operacionais (DECOPE), Lauro Valdivia, falou sobre os assuntos técnicos e de impacto no segmento, além da regulamentação de equipamentos e de custos.
Na pauta também foram abordados o mercado financeiro, alta do diesel, motoristas, inflação, alta do custo de equipamentos, entre outros assuntos.
Como a falta de contêineres no mundo afeta o Porto de Itajaí – Foto: Arquivo/Bruno Golembiewski/ND
Fenômeno é causado por uma “redistribuição” destes materiais para portos com alta demanda de exportação
Mesmo com aumento na movimentação geral de contêineres, o Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes tem sofrido dificuldades no transporte de cargas, devido a falta mundial de contêineres.
“A falta de contêineres é mundial, não é só no Brasil nem só na nossa região”, afirma o diretor-geral de Operações Logísticas do Porto de Itajaí, Heder Cassiano Moritz. O fenômeno é causado pela alta demanda do material em portos exportadores, como dos Estados Unidos e da Ásia. “Foi um efeito mundial de redistribuição”, explica.
A falta de contêineres, segundo Moritz, afeta o valor dos fretes, principalmente os internacionais. Itajaí é um dos principais portos de transportes de cargas conteinerizadas do Brasil, e apesar de ter registrado uma alta na movimentação, sentiu o atraso nas movimentações.cont
Mas quem mais sente os impactos são os importadores e exportadores, que têm mais dificuldades na disponibilização destes equipamentos. Isso pode atrasar e encarecer fretes.
Cargas refrigeradas
A falta de contêineres também afetou o transporte de cargas refrigeradas, como frango e suínos. Segundo Moritz, este ano, depois de muito tempo, houve uma movimentação deste tipo de cargas em navios “reefer”, ou seja, a carga solta, em caixas, “utilizando a movimentação normal em um navio de carga frigorificada”.
Aumento de movimentação
Mesmo com a crise, o Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes encerrou agosto com um crescimento de 9% na movimentação de TEUs (unidade de medida de um contêiner de 20 pés). Foram movimentados 129.546 TEUs, 10 mil a mais do que em agosto de 2020.
A movimentação também foi positiva no indicativo de toneladas, com um crescimento de 14%. As exportações no Porto de Itajaí representaram 56% no mês de agosto, e 44% nas importações.
As principais exportações durante o mês de agosto foram de frango congelado (12,3%), madeiras e derivados (43,0%), carnes (10,6%), mecânicos e eletrônicos (19,9%) e alimentos em geral (25,6). As importações mais significativas ainda no mês de agosto foram os mecânicos e eletrônicos (61,0%), produtos químicos (85,7%), têxteis diversos (69,6%), plásticos e borrachas (80,7%) e alimentos em geral (25,4%).
O Complexo teve participação de 57,4% na corrente de comércio catarinense e 3,8% na corrente de comércio brasileira.
Secretaria de Desenvolvimento Regional repassa verbas para 80 cidades
O Governo de SP segue com o objetivo melhorar e modernizar a infraestrutura urbana dos 645 municípios paulistas e transformar a vida de sua população. Para tanto, a Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR), por meio da Subsecretaria de Convênios com Município e Entidades Não Governamentais, repassou, apenas em setembro, mais de R$ 24 milhões para obras de infraestrutura urbana municipal em 80 Prefeituras.
“Infraestrutura urbana é uma das prioridades do nosso Governo. Vamos seguir trabalhando diariamente para garantir uma elevação na qualidade de vida da população paulista”, afirmou o Secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi.
Até 30 de setembro, a SDR repassou, por meio de convênios firmados com as Prefeituras, mais de R$ 264 milhões para municípios das 16 Regiões Administrativas do Estado.
As obras de infraestrutura urbana englobam intervenções como aquisição de equipamentos e materiais, reforma de praças públicas, pavimentação e recapeamento asfáltico, reforma de creches e escolas, construção de galerias pluviais, modernização de iluminação pública, entre outras ações.
Apesar da pandemia de Covid-19, o Governo de SP segue empenhado em não deixar nenhuma obra paralisada, apoiando os municípios em diversas demandas locais e urgentes.