Medida vale para o 82º leilão do setor e deve ser publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (13)
Com a alta do dólar e a crise energética em andamento, o governo federal decidiu reduzir de 13% para 10% a adição de biodiesel no óleo diesel ofertado no 82º leilão do setor. De acordo com informações do Planalto, a mudança deve ser publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (13).
Caso a redução não ocorresse, o aumento dos insumos levaria a uma elevação do preço final, o que poderia gerar animosidade entre os consumidores, como caminhoneiros, que, na semana passada, chegaram a realizar uma paralisação em 14 estados e no Distrito Federal.
“A medida decorre dos efeitos da valorização do custo do óleo de soja nos mercados brasileiro e internacional, combinados com a desvalorização cambial da moeda brasileira frente ao dólar, que tem impulsionado as exportações de soja e também encarecido o valor do biodiesel produzido nacionalmente”, detalha o governo em nota.
A decisão de realizar a redução foi tomada pelo Conselho Nacional de Política Energética e assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A tendência é de que a mesma medida seja tomada em outros leilões de biodiesel. A crise energética deve durar pelo menos até o final do ano, e pode se estender para 2022.
CNI quer ampliar a discussão sobre o aquecimento global para além das queimadas e desmatamentos, que pesam contra a imagem do Brasil
A CNI quer ampliar a discussão sobre o aquecimento global para além das queimadas e desmatamentos que pesam contra a imagem do Brasil. A indústria quer aproveitar a COP26 para mostrar exemplos da indústria brasileira alinhadas às melhores práticas globais de sustentabilidade em áreas como transição energética, precificação de carbono e energia circular.
Na lista de casos de sucesso a serem mostrados, entram a matriz energética com 83% de fontes renováveis, três vezes mais que os 27% registrados nos países da OCDE; os biocombustíveis, 90% mesmo poluentes que os combustíveis fósseis; a reciclagem de 56% do alumínio, mais que o dobro da média global (26%); e a baixa emissão de CO² na fabricação de cimento e concreto. Mundialmente, este setor responde por cerca de 7% de todo o CO₂ emitido na atmosfera pela ação humana. No Brasil, o índice é de 2,3%, uma relação 3 vezes menor.
Com os exemplos de sustentabilidade no setor produtivo, a CNI quer ajudar a destravar a ratificação do acordo Mercosul – União Europeia. De acordo com estudo da entidade, o acordo deve abrir 778,4 mil novos postos de trabalho no Brasil com o aumento de US$ 9,9 bilhões nas exportações para o mercado europeu.
Foi publicada no Diário Oficial da cidade de São Paulo, de 09 de setembro,a Portaria SMT.GAB nº 041, de 03 de setembro de 2021 que suspende até o dia 31 de dezembro de 2021 a exigência de apresentar o Termo de Adesão – Protocolo Brasil-ID e TAG para obtenção da Licença Especial de Transporte de Produtos Perigosos (LETPP), ambos adquiridos somente por meio de contratação dos serviços da empresa MOOVII, nos termos do Comunicado SMT/DSV/DTC Nº 005/2021.
A Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP) acompanha o tema e discutindo sua legalidade desde o início, impetrando, inclusive, um Mandado de Segurança Coletivo em defesa de suas empresas associadas. Diante da publicação desta Portaria, o MSC perde sua urgência, no entanto a discussão sobre a legalidade ainda deve ser apreciada pelo judiciário.
A entidade reafirma o compromisso do setor transportador com a sociedade e com o direito de ir e vir, e esclarece que desconhece o teor da pauta desses profissionais
A CNT (Confederação Nacional do Transporte), entidade máxima de representação do setor de transporte no Brasil, vem acompanhando com preocupação os registros de paralisações com bloqueios do tráfego em diversas rodovias do país.
A entidade informa que não apoia nenhum tipo de paralisação e reafirma o compromisso do setor transportador com a sociedade e com o inegociável direito de ir e vir. A CNT também esclarece que desconhece o teor da pauta desses profissionais.
Os bloqueios nas rodovias, alerta a Confederação, podem provocar sérios transtornos à atividade econômica, impactando diretamente o abastecimento das cidades brasileiras, em um contexto ainda marcado pela pandemia da covid-19. Poderá haver graves dificuldades para realizar o transporte de produtos de primeira necessidade da população, como alimentos, medicamentos e combustíveis – atingindo assim a produção, o comércio e, por extensão, o consumidor final.
A CNT conta com a ação dos governos federal e estaduais para assegurar às empresas de transporte rodoviário de cargas o seu pleno exercício. Nesse sentido, a entidade espera que a PRF (Polícia Rodoviária Federal) – instituição reconhecida pela excelência na sua atuação – trabalhe, decisivamente, para retirar os bloqueios e garantir a segurança nas nossas estradas. A Confederação enviou ofício, nesta quinta-feira (9), ao diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, solicitando que o órgão adote todas as medidas para assegurar o direito de ir e vir e de livre circulação nas rodovias em todo o país.
Asseguradas tais garantias, as transportadoras asseveram o restabelecimento da normalidade no abastecimento do país.
Executivas do setor debatem iniciativas e realizações que tem impulsionado as empresas em que atuam
O segmento de transporte de cargas tem sido ocupado nas últimas décadas, majoritariamente, por personalidades masculinas. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) contabilizou quase 2,3 milhões de trabalhadores no setor em âmbito nacional. No entanto, apenas 17% são mulheres. Em contrapartida, a presença feminina tem sido ampliada nos cargos de liderança de forma geral. A pesquisa mais recente realizada pelo International Business Report da Grant Thornton apontou que 34% dos cargos de diretoria executiva são ocupados por pessoas do sexo feminino no Brasil, 5% acima da média global.
É importante destacar as inovações e melhorias que líderes femininas têm proporcionado às organizações. De acordo com o McKinsey Study, organizações que possuem mais mulheres na liderança obtêm um resultado operacional 48% maior em relação à média da indústria e um crescimento no faturamento de 70%.
Na última quarta-feira (01), executivas do segmento de transporte de cargas compartilharam algumas de suas grandes realizações em suas trajetórias profissionais durante a segunda edição do IT Talks Conference 2021. O evento foi realizado de forma totalmente on-line e gratuita, com duas horas de duração.
Ana Jarrouge, presidente executiva do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de São Paulo e Região (SETCESP), atua no setor há mais de 20 anos e percebe a predominância masculina, principalmente nas entidades de classe. Visando uma maior inserção feminina no transporte de cargas, Jarrouge criou o movimento Vez & Voz – Mulheres no TRC em parceria com o SETCESP. “O intuito do movimento é apoiar e incentivar todas as mulheres, não só aquelas que já estão dentro do setor. Queremos mostrar que o segmento está aberto para a diversidade e para inclusão e, com isso, atrair mais mulheres”, explica.
Crescendo dentro do transporte rodoviário de cargas (TRC), Gislaine Zorzin, diretora administrativa e de novos negócios da Zorzin Logística, conta que atualmente 90% das posições estratégicas da transportadora são ocupadas por mulheres. “A criação que meu irmão e eu recebemos do meu pai sempre foi igualitária e sem distinção de gêneros, de modo que levamos esse comportamento para a empresa. Colocamos as pessoas nas posições de acordo com suas competências, e por acaso hoje o nosso quadro tem uma maioria feminina”, aponta Zorzin.
Quando a atual diretora da Ouro Negro Transportes, Priscila Zanette, assumiu a liderança, havia apenas 5 mulheres na companhia. Hoje, a empresária relata que 30% do quadro de funcionários é composto por mulheres. Além de trazer mais personalidades femininas para a transportadora, a gestão de Zanette tem priorizado uma profissionalização maior dos processos. “Depois que eu assumi a empresa e minhas irmãs vieram trabalhar conosco, tivemos uma gestão mais profissionalizada por meio de números e reuniões de resultado. Além do mais, acredito que, por nós mulheres sermos mais detalhistas, no momento da tomada de decisão conseguimos observar diversos pontos e ter uma assertividade maior”, afirma.
A paixão pelo transporte de cargas foi descoberta por Thaís Bandeira há 14 anos, quando iniciou sua carreira no segmento e decidiu que seria uma grande executiva da área. Hoje, enquanto sócia proprietária da Kodex Express, busca se manter atualizada e tornar a transportadora cada vez mais tecnológica. “O nosso objetivo é trazer tecnologias que deem a conveniência do multicanal. A inteligência artificial vem para dar uma celeridade e também proporcionar mais conforto aos clientes”, conta.
Trazendo uma bagagem anterior do segmento industrial, Rafaela Cozar, head de gestão e inovação na Roda Brasil Logística, destaca a importância em saber ouvir e aprender antes de iniciar qualquer projeto de inovação. “Não adianta olharmos apenas por um lado: precisamos da pluralidade. Quando eu desconstruí todos os meus conceitos, como se não soubesse de nada, e fui para o pátio entender de fato o que era um caminhão, eu pude agregar a minha experiência anterior ao setor”, explica Cozar.
Além de participar da mediação do debate durante o segundo bloco, Joyce Bessa, head de gestão estratégica, finanças e pessoas na TransJordano, compartilhou alguns de seus maiores aprendizados. “Buscando o autoconhecimento, entendi que eu posso fazer mais e realizar mais transformações, mas para isso tive que me conhecer mais e estar disposta a transformar para fazer novas coisas e obter resultados diferentes”, aponta Bessa.
Além de ser a incentivadora do evento, a Mercedes-Benz contribuiu com a presença da Ebru Semizer, gerente sênior de marketing de caminhões da Mercedes-Benz. “É importante lembrarmos sempre que diversidade só traz benefícios, já que trabalhamos a empatia e estamos em contato com diferentes perspectivas. A nossa empresa tem o compromisso de ouvir cada voz das estradas e isso também inclui a voz feminina”, afirma Semizer.
De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal-Regional do IBGE, apenas Bahia (6,7%) e Espírito Santo (3,7%) tiveram desempenho superior no período. Em relação à Região Sul, Santa Catarina (-1,5%) e Rio Grande do Sul (-1,7%) apresentaram retração, acompanhando a média brasileira, que ficou em -1,3%.
O Paraná foi o terceiro Estado do País com maior crescimento na produção industrial em julho. O avanço foi de 3,3% de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal-Regional (PIM-PF-Regional), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira (09) – apenas Bahia (6,7%) e Espírito Santo (3,7%) tiveram desempenho superior no período. Em relação à Região Sul, Santa Catarina (-1,5%) e Rio Grande do Sul (-1,7%) apresentaram retração, acompanhando a média brasileira, que ficou em -1,3% no mesmo recorte.
“Esses números são relevantes porque reforçam uma vez mais que as medidas tomadas pelo Governo do Estado para reaquecer a economia em razão da pandemia da Covid-19 surtiram efeitos. A retomada está realmente acontecendo, com a abertura de mais de 132 mil empregos com carteira assinada no ano e mais de R$ 50 bilhões em investimentos privados desde 2019,” destacou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
No comparativo com julho do ano passado, um dos períodos mais severos da pandemia, o crescimento da indústria paranaense foi de 8,2%, novamente o terceiro melhor resultado do País, atrás somente de Espírito Santo (9,4%) e Minas Gerais (8,6%).
Já no acumulado dos últimos 12 meses (agosto de 2020 a julho de 2021), o Estado também apresentou resultado positivo, com crescimento de 11,5% em relação ao período exatamente anterior (julho de 2019 a agosto de 2020), o sexto principal desempenho do Brasil.
“Além de incentivar a chegada de novos investidores, nós como Estado buscamos favorecer, acabando com a burocratização da máquina pública, o que facilita a tomada de ações. O Paraná tem um bom ambiente para atrair investimentos”, ressaltou Ratinho Junior.
MÊS A MÊS – Segundo o levantamento mensal do IBGE (variação entre julho de 2020 e de 2021), o crescimento foi impulsionado pelos bons resultados da fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (83%); máquinas e equipamentos (52,6%), produtos de metal (18,5%), celulose, papel e produtos de papel (6,8%), produtos de minerais não-metálicos (3,9%) e produtos de madeira (2,9%).
O incremento em julho acompanha uma série de bons resultados do Paraná ao longo dos últimos períodos analisados. Mês a mês, sempre em relação ao mesmo recorte do ano anterior, a expansão industrial foi de 8,2% em julho/2021; 7,5% em junho/2021; 23% em maio/2021; 54,3% em abril/2021; 16,9% em março/2021; 3,5% em fevereiro/2021; e 11,5% em janeiro/2021.
NACIONAL – Com a queda de 1,3% da indústria nacional de junho para julho de 2021, na série com ajuste sazonal, sete dos 15 locais pesquisados pelo IBGE apresentaram taxas negativas, com destaque para o Amazonas (-14,4%). São Paulo (-2,9%), Minas Gerais (-2,6%), Pará (-2,0%), Rio Grande do Sul (-1,7%), Santa Catarina (-1,5%) e Rio de Janeiro (-1,4%) completaram o conjunto de locais com recuo na produção nesse mês.
Já a Bahia (6,7%) apontou a maior alta nesse mês. Espírito Santo (3,7%), Região Nordeste (3,4%), Paraná (3,3%), Pernambuco (2,5%), Ceará (1,5%), Mato Grosso (1,1%) e Goiás (0,8%) assinalaram os demais resultados positivos.
Na comparação com julho de 2020, o setor industrial nacional cresceu 1,2%.