Piso Mínimo de Frete e a nova sistemática de fiscalização eletrônica
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Evento aconteceu em São Paulo e reuniu empresários, entidades e especialistas
Nesta segunda-feira (17), o presidente da NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, Eduardo Rebuzzi, participou do Fórum de Rastreabilidade de Partes e Peças de Veículos, Máquinas e Equipamentos, realizado no Edifício Sebastião Ubson Carneiro Ribeiro, que abriga entidades do Transporte Rodoviário de Cargas. O encontro promovido pelo SETCESP – Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região, em parceria com a ABIRPP – Associação Brasileira de Identificação e Rastreabilidade de Partes e Peças de Veículos, Máquinas e Equipamentos, reuniu empresários, executivos, autoridades da segurança pública e representantes de diversas instituições, para debater rastreabilidade, segurança pública e o combate ao roubo de cargas.
A Mesa de Abertura contou com Marcelo Rodrigues, presidente do Conselho de Administração do SETCESP; Eduardo Rebuzzi, presidente da NTC&Logística; Carlos Panzan, presidente da FETCESP – Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo, e Cel. Cássio Araújo de Freitas, chefe de gabinete da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Contribuíram com o debate, ao longo do evento, Sinval Pereira, presidente da ABIRPP; Jair Jorge Melanda Júnior, da Guarda Civil Metropolitana (GCM), e Dr. Waldomiro Milanesi, delegado de polícia e especialista em segurança.
Na abertura do Fórum, Marcelo Rodrigues agradeceu a presença das lideranças do transporte e das forças de segurança, reforçando a importância do diálogo permanente entre o setor e as corporações policiais. “É uma satisfação receber todos vocês aqui. Este encontro só acontece porque entendemos que a união entre as entidades representativas e as forças policiais é fundamental. Temos um desafio muito grande no combate ao roubo e furto de veículos, cargas, partes e peças, e sabemos o quanto esse trabalho é árduo para as corporações.”
Ele também destacou que o roubo de cargas permanece como ameaça significativa para o setor: “Infelizmente, o roubo continua nas ruas. É uma doença que atrapalha o desenvolvimento do setor e coloca vidas em risco. Mas eu tenho confiança no trabalho que vem sendo feito pelas forças policiais, porque vemos o esforço diário desses profissionais. Com apoio mútuo, nós vamos avançar”.

Foto: Comunicação SETCESP
Na sequência, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, ratificou a importância da identificação e da parceria com as forças de segurança. Ele salientou o compromisso institucional da entidade e prestou reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelas corporações em todo o país: “Temos um histórico de diálogo permanente com as autoridades policiais. Em todos os estados, faço questão de reconhecer e homenagear o trabalho dessas corporações. Muitas vezes, a sociedade não faz essa homenagem, mas nós sabemos o que enfrentam, o risco, a dedicação e a complexidade desse trabalho”.
Comentando o avanço tecnológico apresentado no Fórum, acrescentou: “Se toda carga e todo veículo pudessem ser identificados, teríamos melhores resultados de recuperação de mercadorias e uma redução significativa de roubos. A identificação visível inibe o criminoso, pois dificulta o escoamento do produto do roubo”.
Rebuzzi finalizou reiterando o compromisso da entidade: “A NTC&Logística está à disposição para apoiar todas as ações que contribuam para a segurança pública, para o combate à receptação e para o desenvolvimento de soluções tecnológicas que protejam o transportador e toda a sociedade”.
O presidente da FETCESP, Carlos Panzan, enfatizou a necessidade urgente de regulamentação das leis voltadas ao combate à receptação no Estado de São Paulo. Ele afirmou: “Nós só vamos resolver o problema quando punirmos o receptador com regras claras e firmes. A lei que trata da receptação em São Paulo existe desde 2014, mas ainda não foi regulamentada. Sem isso, vamos continuar discutindo esse tema sem alcançar resultados concretos, nem promover as mudanças necessárias”.
O Cel. Cássio Araújo de Freitas reforçou o comprometimento da Secretaria de Segurança Pública no enfrentamento ao roubo de cargas. “Um veículo roubado rende até três vezes mais quando é desmontado e vendido ilegalmente. Precisamos atacar o comércio ilegal de peças e conscientizar a população para não comprar produtos abaixo do preço de mercado.” Acentuou, ainda, que o Estado tem ampliado a instalação de leitores, marcadores e tecnologias de monitoramento em sua malha rodoviária.
Em seguida, Sinval Pereira apresentou oficialmente o SINID – Sistema Nacional de Identificação e Rastreabilidade, ressaltando seu papel inovador no combate ao comércio ilegal de peças. “O sistema utiliza identificação por código, QR Code e nanopartículas aplicadas em diversos pontos do caminhão e de seus implementos, permitindo identificar cada parte de maneira indelével. Tudo é registrado em blockchain para comprovar origem e propriedade, com consulta em segundos pelo aplicativo.”
O Inspetor Jair Jorge Melanda Júnior, da Guarda Civil Metropolitana, assinalou o potencial de integração entre tecnologia e vigilância urbana: “A cidade de São Paulo possui mais de 40 mil câmeras com leitura de placas e identificação facial, que podem ser integradas a sistemas de rastreabilidade para auxiliar no combate ao roubo de cargas”. Acrescentou que a GCM já fiscaliza licenças e operações de desmanches e ferros-velhos para coibir práticas ilegais.
Encerrando as contribuições, o delegado Waldomiro Milanesi alertou para a falta de integração de dados no país: “Somente em 12 estados do Brasil temos o Boletim de Ocorrência Único, o que impede o compartilhamento efetivo de informações para ampliar o combate ao roubo de carga de maneira estratégica e rápida”.
O encontro foi concluído com o entendimento comum de que a rastreabilidade é um dos caminhos mais promissores para ampliar a segurança no Transporte Rodoviário de Cargas.
Visita
Após o evento, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, recebeu, no gabinete da subsede da entidade, em São Paulo, uma comitiva composta por (da esquerda para a direita) Ivanildo Santos, assessor de Segurança Patrimonial da FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais; Dr. Waldomiro Milanesi, delegado; Marcelo Turbo, diretor de Segurança do SINDICARGA – Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística do Rio de Janeiro; Marcelo Rodrigues, presidente do Conselho Superior e de Administração do SETCESP, e Carlos Panzan, presidente da FETCESP. A visita de cortesia teve como objetivo corroborar os resultados do encontro e fortalecer a atuação conjunta das entidades representadas em prol da segurança no Transporte Rodoviário de Cargas.

O Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Campinas e Região (SINDICAMP) elegeu, na última semana, sua nova diretoria para o triênio 2026-2028. A executiva Rafaela Cozar foi eleita para presidir a entidade pelos próximos três anos, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo em mais de quatro décadas de atuação do sindicato.
Rafaela já integrava a diretoria do SINDICAMP como vice-presidente e possui uma trajetória consolidada no setor de Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), com mais de dez anos de atuação na Roda Brasil Logística, sendo os últimos cinco como head de gestão e inovação. É reconhecida por sua liderança, visão estratégica e forte engajamento com temas como inovação, sustentabilidade e valorização do setor.
“Assumir a presidência do SINDICAMP é uma grande honra e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade que encaro com seriedade e dedicação. Nosso compromisso é seguir fortalecendo a representatividade do sindicato, apoiando o desenvolvimento das empresas associadas e incentivando a transformação do setor com base em inovação, sustentabilidade e diálogo permanente com a sociedade”, afirma Rafaela Cozar.
Entre as prioridades da nova gestão, estão a modernização da atuação sindical, o fortalecimento de programas de qualificação e inovação, o estreitamento do relacionamento com o poder público e entidades parceiras, além de uma escuta mais ativa das empresas associadas para atender às demandas locais e regionais. Rafaela também pretende ampliar o debate sobre diversidade e inclusão no transporte, promovendo um ambiente mais representativo e alinhado aos desafios contemporâneos.
“Estamos vivendo um momento de mudanças aceleradas, e o setor de transporte precisa acompanhar essa transformação. O SINDICAMP tem um papel fundamental como agente de fomento, apoio técnico e ponte entre as empresas e a sociedade. Vamos trabalhar juntos, com transparência, escuta ativa e ações concretas”, reforça a nova presidente.
A cerimônia de posse da nova diretoria está prevista para o início de 2026 e reunirá empresários, autoridades e representantes do setor. O calendário de ações do próximo ano já está em fase de planejamento, com a continuidade de programas consolidados, como o Programa Inovação Empresarial, e das iniciativas em parceria com o Programa Despoluir e o Instituto IPTC.
Sete em cada dez empresas do setor já foram impactadas financeiramente, revelando uma crise operacional e financeira de dupla face
Estudo inédito da Confederação Nacional do Transporte (CNT) revela que as mudanças climáticas deixaram o campo das projeções para se tornarem uma ameaça concreta e onerosa à operação do sistema de transportes no Brasil. A Sondagem CNT de Resiliência Climática do Setor de Transporte constatou que sete em cada dez empresas (70,6%) já registraram prejuízos financeiros diretos, decorrentes de eventos climáticos extremos, nos últimos cinco anos. A granularidade dos dados é ainda mais impactante: quase um quarto dessas empresas reportou perdas superiores a R$ 1 milhão, e 9,9% enfrentaram prejuízos que ultrapassaram a marca de R$ 5 milhões.
A pesquisa, que ouviu 317 empresários de todos os modais e regiões do país entre 18 de junho e 20 de julho, evidencia uma vulnerabilidade dupla do setor. As empresas são afetadas simultaneamente pela degradação acelerada da infraestrutura física e pelo aumento significativo dos custos operacionais e logísticos necessários para mitigar os efeitos desses fenômenos.
Os impactos operacionais são maciços, atingindo 74,6% das empresas. Essas interrupções se manifestam como paralisação do fluxo de carga, necessidade de remanejamento de rotas, desabastecimento de insumos e, em situações críticas, até mesmo demissões. Do universo de empresas impactadas, 72,2% foram obrigadas a paralisar totalmente suas atividades em algum momento. Para 9% delas, essa interrupção se estendeu por um mês ou mais, cenário que compromete severamente a sustentabilidade financeira dos negócios.
O conceito de resiliência climática, no contexto do transporte, é definido pelo estudo como a capacidade da infraestrutura e das operações de resistir, adaptar-se e recuperar-se de eventos como enchentes, secas, deslizamentos, vendavais e ondas de calor, cuja frequência e intensidade têm aumentado. A diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, enfatiza a urgência do tema. “O estudo reforça que as mudanças climáticas já fazem parte da realidade do transporte brasileiro. Por isso, é preciso investir, com urgência, em infraestrutura resiliente, planejamento estratégico e capacidade de resposta rápida“, afirmou.
O ano de 2024 serve como um painel ilustrativo desses desafios, com exemplos em todas as regiões: 170 bloqueios em 79 rodovias no Sul; secas severas em mais de 1,3 mil municípios; incêndios florestais no Centro-Oeste; mais de 250 mil estabelecimentos sem energia no Sudeste, devido a tempestades, e uma estiagem histórica na bacia dos rios Negro e Solimões, que isolou comunidades e comprometeu o abastecimento na Amazônia.
A análise da CNT detalha os impactos específicos por modal. O transporte rodoviário, que responde por 84,5% da amostra, sofre com trincas e deformações no asfalto devido a temperaturas elevadas, enquanto chuvas intensas e enxurradas danificam pontes, túneis e pavimento. As enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024, exemplificam a magnitude do problema, com a CNT estimando a necessidade de investimentos superiores a R$ 18,9 bilhões apenas para a recuperação da malha rodoviária afetada.
No modal ferroviário, os riscos incluem deslizamentos de terra, erosões e o fenômeno da flambagem (empenamento) dos trilhos sob calor extremo, que compromete a estabilidade da via. Chuvas torrenciais podem soterrar o lastro com material de deslizamentos, elevando o risco de descarrilamento. Ondas de calor também provocam o superaquecimento de equipamentos elétricos, reduzindo a eficiência energética e podendo causar falhas na rede de alimentação.
O transporte aquaviário enfrenta sérios desafios com a estiagem, particularmente na Amazônia. A drástica redução dos níveis dos rios restringe as vias economicamente navegáveis, impactando o abastecimento de regiões que dependem quase que exclusivamente do transporte fluvial. A região hidrográfica amazônica, com aproximadamente 16.200 quilômetros de vias navegadas, representa mais de 80% da malha hidroviária nacional, dimensionando a escala do risco.
No transporte aéreo, tempestades e ciclones elevam a incidência de descargas elétricas e turbulências, resultando em atrasos e cancelamentos. Condições de baixa visibilidade, como neblina e chuva intensa, impõem maior distanciamento entre as aeronaves, afetando a regularidade e a capacidade operacional dos aeroportos.
A escalada de custos é uma consequência direta. Das empresas com prejuízos financeiros, 63,4% reportaram despesas adicionais com reparos e manutenção de ativos, e 47,9% enfrentaram custos com armazenamento extraordinário, atrasos logísticos e perda de prazos. O estudo também revela uma fragilidade financeira: dentre as empresas que precisaram tomar medidas para cobrir prejuízos, 76,9% utilizaram recursos próprios, enquanto apenas 7,7% receberam algum tipo de auxílio governamental, destacando a carência de mecanismos de suporte emergencial.
Diante desse cenário, a CNT elaborou um conjunto de propostas. Érica Marcos, gerente executiva ambiental da CNT, defende a adoção de técnicas de engenharia resiliente, com reforço de áreas críticas e utilização de materiais construtivos mais resistentes. O pacote de soluções inclui a implementação de engenharia adaptativa em infraestruturas críticas, a ampliação de redes de monitoramento meteorológico com uso inteligente de dados, a capacitação técnica de equipes, o fortalecimento da governança climática com cooperação entre os entes federados e o setor privado, e o fomento a linhas de financiamento e seguros climáticos adequados à realidade do setor.
Estimativa para o PIB é 2,16% este ano
Após a divulgação da inflação de outubro, a menor para o mês em quase 30 anos, a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,55% para 4,46% este ano. Com isso, a estimativa alcançou o intervalo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central (BC).
Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.
A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (17), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília, com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Para 2026, a projeção da inflação permaneceu em 4,2%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.
A redução na conta de luz puxou a inflação oficial para baixo e fez o IPCA fechar outubro em 0,09%, o menor para o mês desde 1998, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Em setembro, o índice havia marcado 0,48%. Em outubro de 2024, a variação havia sido de 0,56%.
Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses é 4,68%, a primeira vez, em oito meses, que o patamar fica abaixo da casa de 5%. No entanto, ainda acima do teto da meta do CMN.
Juros básicos
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O recuo da inflação e a desaceleração da economia levaram à manutenção da Selic pela terceira vez seguida, na última reunião, no início deste mês.
No entanto, o colegiado não descarta a possibilidade de voltar a elevar os juros “caso julgue apropriado”.
Em nota, o BC informou que o ambiente externo se mantém incerto por causa da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais.
Já no Brasil, a autarquia destacou que a inflação continua acima da meta, apesar da desaceleração da atividade econômica, o que indica que os juros continuarão altos por bastante tempo.
A estimativa dos analistas de mercado é que a taxa básica encerre 2025 nesses 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB e câmbio
Nesta edição do Boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 2,16%.
Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,78%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,88% e 2%, respectivamente.
Puxada pelas expansões dos serviços e da indústria, no segundo trimestre deste ano a economia brasileira cresceu 0,4%. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.
A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,50.
Os portos públicos da região Nordeste movimentaram 65,1 milhões de toneladas de janeiro a setembro de 2025, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O resultado foi puxado pelo aumento de 3,6% no movimento de granéis sólidos e de 2,3% das cargas em contêineres, em comparação com o mesmo período do ano passado.
No caso específico da soja, com 13,9 milhões de toneladas, a alta em relação a 2024 foi de 11%. O produto foi o mais movimentado da região e contribuiu para o desempenho do Porto de Itaqui, no Maranhão, que movimentou, em nove meses, 28,3 milhões de toneladas, cresceu 8,73% e foi o de maior movimentação do Nordeste.
Os portos públicos da região Nordeste movimentaram 65,1 milhões de toneladas de janeiro a setembro de 2025, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O resultado foi puxado pelo aumento de 3,6% no movimento de granéis sólidos e de 2,3% das cargas em contêineres, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Cerimônia destaca impacto da formação e compromisso do Sistema Transporte com a excelência educacional
Na última quinta-feira (13), foi realizada, no Rio de Janeiro (RJ), a cerimônia de conclusão da Especialização em Gestão de Negócios, coordenada pelo ITL (Instituto de Transporte e Logística) e promovida pelo SEST SENAT, em parceria com a FDC (Fundação Dom Cabral). O evento reuniu formandos, dirigentes e convidados em uma programação marcada por apresentações de projetos, falas institucionais e momentos de celebração.
A manhã foi dedicada à banca dos projetos aplicativos elaborados pelos grupos, que apresentaram soluções aos desafios do setor de transporte e logística. À tarde, a cerimônia oficial contou com a palavra de encerramento do diretor executivo do ITL, João Victor Mendes, seguida pelas falas do presidente da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) – que também preside a FETRANSCARGA (Federação do Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro) e o Conselho Regional do SEST SENAT do Rio de Janeiro –, Eduardo Rebuzzi; do gerente executivo de Finanças do SEST SENAT, Bruno Rafael de Souza, e da diretora executiva da RioCard TI, Renata Faria.
Abrindo a sessão da tarde, Mendes destacou a relevância da formação para o futuro do transporte brasileiro. Ele ressaltou que a conclusão da especialização representa, ao mesmo tempo, uma conquista pessoal para cada formando e um avanço coletivo que fortalece todo o setor. “Cada profissional que conclui essa especialização sai mais preparado para enfrentar os desafios da gestão e contribuir para o fortalecimento do setor de transporte e logística. É uma conquista também para nós, do Sistema Transporte, que temos a missão de oferecer excelência educacional, aliada à inovação e à formação de lideranças capazes de transformar a realidade das empresas e da nossa sociedade”, afirmou.
Em sua fala, Rebuzzi celebrou a qualificação e destacou a relevância do setor. “Tivemos, hoje, um evento de muita alegria e realização, com o encerramento de mais uma turma do ITL em parceria com a Fundação Dom Cabral. São 39 alunos formados, preparados e mais qualificados para o exercício da profissão que escolheram em um setor essencial para a economia do país. O transporte é a base de funcionamento de tudo o que acontece. Por isso, devemos ter muita responsabilidade no exercício diário de nossas funções, seja no transporte de passageiros ou de cargas. Parabéns a todos!”, salientou.
Celebração e simbolismo
O momento mais aguardado foi a entrega dos canudos, seguida pela exibição de um vídeo de encerramento e pela facilitação poética conduzida pelo educador e músico Nuno Arcanjo, que trouxe muita emoção à celebração. O evento foi concluído com um brinde especial promovido pela FDC, simbolizando a conquista coletiva e o início de uma nova etapa para os alunos formados.
Para Marcela Montenegro, diretora administrativa da Manumonte Transportes e uma das alunas formadas do curso, a Especialização em Gestão de Negócios foi uma experiência transformadora na carreira. “O curso trouxe uma oportunidade única de aprendizado e crescimento. A diversidade da turma, com profissionais de diferentes modais, trouxe luz a uma demanda crescente do setor, que é a intermodalidade. Além disso, cada dinâmica e cada disciplina estimularam nosso pensamento crítico e ampliaram nossa visão de gestão, algo que certamente fará a diferença na aplicabilidade do conhecimento e no legado para a sociedade”, enfatizou.
Formação estratégica para o setor
A Especialização em Gestão de Negócios é uma pós-graduação lato sensu gratuita voltada exclusivamente a profissionais do Sistema Transporte. Ministrada pela FDC e regulamentada pelo MEC (Ministério da Educação), a formação integra o Programa Avançado de Capacitação do Transporte. Com carga horária de 370 horas, o curso explora temas como liderança, inovação, ESG, finanças, marketing, inteligência artificial, diversidade e negociação, promovendo uma formação robusta e alinhada às demandas do setor.

Da esquerda para a direita: Nuno Arcanjo; Professor Frederico Vidigal; Professor Márcio Boaventura; Professor Eduardo Penna; Mônica Côrtes; Flavia Durães; Eduardo Rebuzzi; João Victor e Sérgio Vianna

Eduardo Rebuzzi; Marcela Montenegro e Sérgio Vianna






Projeto que direciona as contribuições sociais de empresas de todos os modais de transporte para o SEST SENAT foi aprovado nesta quarta-feira (12) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS)
Pelo texto, o Serviço Social do Transporte (SEST) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT) deixarão de contar apenas com recursos do setor rodoviário e de atender somente aos trabalhadores do transporte rodoviário e o transportador autônomo. O objetivo é viabilizar treinamento e qualificação para trabalhadores de todos os modais, como o aéreo, o ferroviário, o aquaviário e de logística. Caso não haja recurso para votação em Plenário, o PL 79/2020 seguirá para a análise da Câmara dos Deputados.
Do senador Wellington Fagundes (PL-MT), o PL 79/2020 foi aprovado na forma de substitutivo do relator, senador Laércio Oliveira (PP-SE). De acordo com a proposta, as contribuições sociais de empresas de transporte e os recursos de dois fundos públicos deixam de ir para benefícios gerais ou para o uso reservado por cada modal do setor, sendo direcionados integralmente ao SEST SENAT.
Ao justificar o projeto, Wellington Fagundes observa que, pela legislação, o SEST SENAT atende exclusivamente aos trabalhadores do transporte rodoviário. Mas, com as crescentes demandas dos transportadores aéreos, ferroviários, aquaviários e de logística, as instituições abraçaram o compromisso de desenvolver e valorizar o transporte como um todo, afirma o senador.
Contribuições
Ele argumenta que o SEST e o SENAT já prestam serviços para os trabalhadores de todo o setor do transporte, mas recebem apenas a arrecadação das contribuições de empresas do setor rodoviário. Os demais modais de transporte contribuem para o Sistema Indústria, Serviço Social da Indústria (SESI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), bem como para os fundos geridos pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e pela Diretoria de Portos e Costas do Ministério da Marinha.
Para o relator, a proposta é justa, pois estende ao SEST SENAT um tratamento igualitário em relação a outros setores, contribuindo para uma logística de excelência e para a reindustrialização do país.
– É um assunto bastante discutido e ele traz justiça aos trabalhadores da atividade e do setor de transporte, uma vez que a CNT (Confederação Nacional de Transporte) tem toda uma estrutura, através das suas Unidades do SEST e SENAT nas rodovias do Brasil afora, em todos os cantos, para oferecer treinamento, capacitação e assistência aos trabalhadores do setor de transporte – disse Laércio Oliveira, que também foi o relator do projeto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Impacto no Orçamento
O relator destacou ainda que, com a transferência das contribuições para o SEST SENAT, “haverá um impacto de R$ 249 milhões na redução de receitas da União, sendo R$ 154 milhões do setor aéreo e R$ 95 milhões do setor portuário”.
Entre as alterações no substitutivo, está a que trata das atribuições e contribuições que serão transferidas para o SEST SENAT, mantendo a responsabilidade da Marinha e da ANAC pelo ensino profissional de algumas atividades, como o ensino de navegação. Outra alteração trata da recomposição das receitas do Fundo Aeroviário, que ocorrerá por meio da transferência de 5% da arrecadação do Fundo Nacional de Aviação Civil, em relação aos valores devidos como contrapartida à União pelas outorgas de infraestrutura aeroportuária.
Para assegurar o atendimento aos trabalhadores portuários avulsos, cujo recolhimentos são feitos pelos órgãos gestores de mão de obra portuária, o relator também apresentou uma subemenda para deixar claro que a destinação deve ser ao SEST SENAT.
Serviços
Laércio Oliveira destacou que o SEST SENAT realizou um total de 17,63 milhões de atendimentos apenas em 2024, sendo 8,11 milhões em desenvolvimento profissional e 9,52 milhões em saúde e qualidade de vida. A rede de Unidades conta com 173 instalações no país, gerando impacto em cerca de 5 mil municípios.
Levantamento divulgado nesta quinta-feira (13) orienta metas da NDC brasileira e estrutura ações de mitigação e adaptação na logística
O Brasil segue na linha de frente dos esforços globais pela descarbonização da cadeia logística entre os 197 países-membros da Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), realizada em Belém (PA). Nesta quinta-feira (13), o Governo Federal apresentou o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do Setor de Transportes.
“É um levantamento absolutamente detalhado, com dados primários e participação efetiva de empresas, associações e operadores de transporte. O estudo aborda as emissões por modal, por tipo de veículo e também pela infraestrutura”, destacou o subsecretário de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes, Cloves Benevides.
A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e será essencial para orientar o país no cumprimento de metas, como a nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), apresentada em novembro de 2024, durante a COP29. O compromisso prevê a redução voluntária das emissões de GEE em pelo menos 59% até 2035, com uma meta ideal de 67%.
“Ambição sem trilha de implementação é apenas um compromisso etéreo. O inventário contribui para o reposicionamento do setor, tanto na atuação direta de empresas e operadores dos modais, quanto na formulação de políticas públicas dentro de uma nova realidade”, completou Benevides.
Segundo o subsecretário de Sustentabilidade da pasta, o agrupamento dos indicadores ambientais do setor permitirá a construção das melhores diretrizes para o Plano Clima e para o Plano Nacional de Logística (PNL) 2050, instrumentos fundamentais para definir medidas de mitigação e fortalecer a infraestrutura resiliente a médio e longo prazo. O levantamento também servirá de base para projetos como os Corredores Azuis, que incentivam o uso de gás natural e biometano como combustíveis em veículos rodoviários.
“Agora, o setor tem mais segurança para comunicar o que já realiza e quais compromissos pode assumir. O inventário oferece as condições para organizar políticas públicas nos corredores azuis, em projetos de descarbonização e na operação da infraestrutura, aproveitando toda a vantagem competitiva que o Brasil possui”, detalhou.
Nos últimos três anos, o Ministério dos Transportes vem ampliando ações voltadas à sustentabilidade. Durante a COP30, foram apresentados a delegações estrangeiras mais de US$ 2 bilhões em novos investimentos destinados a aprimorar a adaptação da infraestrutura e a descarbonização das rodovias brasileiras.
As discussões também abordaram medidas para estimular o uso de múltiplos combustíveis, a eletrificação, a racionalização e a modernização das frotas, ações que fortalecem outras cadeias produtivas, como a de milho e etanol, utilizados na fabricação de biocombustíveis.
De Belém, o mundo escuta
Na agenda da COP30, o Ministério dos Transportes esteve presente em rodadas de negociação com representantes de governos, instituições multilaterais e organismos internacionais para avançar no consenso entre entendimentos voltados à adaptação da infraestrutura.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados deu um passo significativo ao aprovar a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 51/24, de autoria do deputado Toninho Wandscheer (PP-PR). Essa proposta busca estabelecer condições especiais de trabalho para motoristas que atuam no transporte rodoviário de passageiros e de cargas, uma medida que, segundo defensoras e defensores da proposta, é essencial para garantir melhores condições laborais para essa categoria frequentemente trabalhosa e exposta.
O texto da PEC prevê a criação de uma legislação específica, que vai detalhar aspectos cruciais, como a jornada de trabalho, o tempo que o motorista deve estar à disposição do empregador e os períodos de espera entre as operações de carga e descarga. Além disso, as normas regem os intervalos necessários para descanso e alimentação, o repouso semanal e a remuneração em períodos não trabalhados.
A proposta estabelece que, a cada 24 horas, os motoristas devem ter direito a um descanso de 11 horas, podendo esse tempo ser fracionado, desde que respeitado um período mínimo de 8 horas ininterruptas. A legislação também permite que o intervalo para refeição coincida com as paradas obrigatórias, promovendo maior flexibilidade para os motoristas em relação à sua rotina.
Outro ponto relevante é a questão do tempo de espera, que é excluído da jornada de trabalho, mas deve ser remunerado com 30% do salário-hora habitual. Durante esse período, os motoristas têm permissão para realizar pequenas movimentações com o veículo, desde que seu descanso seja respeitado.
O relator da proposta, deputado Zé Trovão (PL-SC), manifestou apoio ao texto, ressaltando a importância de assegurar direitos e condições que reflitam a realidade enfrentada pelos motoristas. A PEC também estabelece regras para viagens longas, permitindo que o repouso semanal ocorra na base da empresa ou na residência do motorista, desde que haja condições adequadas durante a viagem.
Se aprovado, o próximo passo envolve a análise da proposta por uma comissão especial, que se aprofundará na avaliação dos méritos da PEC, antes de seguir para votação no Plenário da Câmara. Com essa proposta, espera-se que a rotina desgastante dos motoristas receba a atenção devida, promovendo segurança e dignidade no exercício de suas funções.
A cada 10% de crescimento na movimentação de cargas, aumenta em cerca de 6% a 8% o consumo de componentes de reposição, principalmente pneus
Pela mais recente Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgada em outubro, o volume do transporte de cargas no País está quase 40% acima do nível pré-pandemia, impactando diretamente na demanda por peças e pneus. Por outro lado, isso não significa melhora no valor do frete, e o setor continua enfrentando o déficit de mão de obra.
Segundo Carlos Panzan, presidente da FETCESP – Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo, é preciso ponderar este resultado. “Apesar dos números divulgados, o setor de transporte de cargas ainda vive com margens mais apertadas. Ainda assim, as empresas têm buscado alternativas para manter a competitividade, apostando em eficiência operacional, revisão de custos e inovação em serviços logísticos. Desde 2022, os indicadores apontam um crescimento. Em 2023, tivemos patamar recorde da série histórica da pesquisa. De qualquer forma, é preciso ter um olhar atento ao que ocorre dentro das transportadoras, que reflete na maior atenção das empresas em manter equilíbrio financeiro e aprimorar a gestão”, afirmou.
Para Ludymila Mahnic, diretora Administrativa e Comercial da Mahnic Soluções Logísticas, o avanço (40%) é resultado de uma combinação de fatores que movimentaram toda a cadeia. “O crescimento do e-commerce, a retomada da produção industrial e agrícola e o aumento das exportações deram um novo ritmo ao transporte de cargas. Além disso, o setor evoluiu bastante em gestão e tecnologia, com empresas investindo em frota própria, rastreamento, automação e eficiência operacional. Tudo isso ajudou o transporte rodoviário, que continua sendo o principal responsável pela movimentação de mercadorias no Brasil, a se destacar nesse cenário”, explicou.
Ela disse também que, em parte, esse resultado já era esperado. “A gente já vinha percebendo um movimento positivo depois da pandemia. O transporte ganhou um papel ainda mais estratégico para a economia, e fatores como o bom desempenho do agronegócio e o reaquecimento da indústria aceleraram esse avanço. O setor está mais profissional, com empresas apostando em tecnologia e infraestrutura, o que também tem sustentado esse patamar elevado de atividade”, comentou.
Principais demandas
Sobre as principais demandas, Ludymila respondeu que bebidas e alimentos sempre têm uma demanda muito alta no Brasil. “Principalmente, quando chega no final do ano, pois tem o chamado plano verão, que temos que abastecer para o Natal, Réveillon, Férias e Carnaval. Mas, neste ano, nós tivemos um aumento significativo de níquel para exportação e uma procura também para terras raras, que foi pouca, mas um percentual maior que nos anos anteriores”, especificou. Panzan sintetizou: “as cargas agropecuárias continuam liderando o volume transportado, especialmente grãos, carnes e derivados”, citou.
Valor do frete
Ainda que o volume transportado tenha aumentado, Panzan esclareceu que isso não reflete diretamente no aumento do valor do frete. “O aumento no volume transportado nem sempre se traduz em valorização do frete. O setor opera em um ambiente altamente competitivo, no qual custos como combustível, pedágio, pneus e manutenção exercem forte pressão sobre as margens”, explicou.
Ludymila foi enfática ao dizer que, infelizmente, não melhorou o valor do frete, mas que o ganho vem de outra forma. “Hoje ganhamos mais em fidelização de clientes, uso de frota própria e veículo com capacidade maior, e isso faz com que o seu percentual de atendimento para tal rota aumente dentro daqueles clientes. Então ganhamos no volume carregado”, afirmou.
Demanda por peças de reposição e pneus
Nas palavras de Panzan, “o aumento da movimentação naturalmente eleva o desgaste da frota e, consequentemente, a demanda por pneus, peças e serviços de manutenção. Esse cenário reforça a importância da manutenção preventiva e da gestão de frota baseada em dados, fundamentais para preservar a segurança e reduzir custos operacionais”, ressaltou.
E Ludymila falou em números. “O aumento do volume de transporte tem impacto direto na demanda por peças e pneus. Estimamos que, a cada 10% de crescimento na movimentação de cargas, haja um aumento de cerca de 6% a 8% no consumo de componentes de reposição, especialmente pneus, que são os itens de maior desgaste. Nas frotas próprias, esse movimento é ainda mais visível, porque o planejamento de manutenção precisa estar sempre em dia para garantir disponibilidade e segurança”, explicou.
Escassez de motoristas
Recorrente no setor de transporte rodoviário de carga, a falta de motoristas continua sendo um percalço. “A escassez de motoristas é uma preocupação nacional e tem mobilizado empresas, federações e entidades de classe. Há um esforço coletivo, liderado por instituições como o SEST SENAT e os sindicatos regionais, para capacitar novos profissionais e requalificar aqueles que estão fora do mercado. As transportadoras também têm adotado políticas de valorização, com melhores condições de trabalho e programas de reconhecimento. A prioridade é fortalecer a mão de obra nacional e tornar a profissão mais atrativa para as novas gerações, garantindo a sustentabilidade do transporte rodoviário de cargas no longo prazo”, disse Panzan.
Ludymila lamentou que está cada vez mais difícil e que esse é um dos maiores desafios do transporte hoje. “Faltam profissionais qualificados, e as empresas têm precisado agir para formar seus próprios talentos. Aqui na Mahnic, por exemplo, investimos na capacitação de motoristas por meio de parcerias com o SEST/SENAT e com iniciativas internas de treinamento prático. Além disso, estamos trabalhando para oferecer melhores condições de trabalho, com planos de carreira, reconhecimento por desempenho e estruturas de apoio mais adequadas”, informou.
Perspectivas para 2026
Para o próximo ano, Ludymila disse que a expectativa é de crescimento sustentável e mais qualificado no transporte rodoviário. “A Mahnic Soluções Logísticas está se preparando para isso. Nosso foco é fortalecer a eficiência operacional da frota própria, investir em tecnologia e capacitação de motoristas, e ampliar a estrutura de armazenagem nas bases de Pirassununga (SP) e Aparecida de Goiânia (GO). Acreditamos que 2026 será um ano de consolidação e expansão, com a Mahnic cada vez mais posicionada como uma solução completa, integrada e confiável para atender às novas demandas logísticas do mercado”, finalizou.
Panzan respondeu que o ano de 2026 tende a ser de adaptação e atenção redobrada para o setor de transporte de cargas. “As mudanças previstas com a Reforma Tributária e o contexto político exigirão das empresas uma gestão cada vez mais técnica, estratégica e conectada às entidades representativas. Será um período de ajustes e de busca por eficiência, em que o foco estará na análise cuidadosa de custos, processos e oportunidades que surgirem a partir das transformações do mercado”, afirmou.
Segundo ele, mediante este cenário, “a orientação é que os transportadores se mantenham próximos aos sindicatos e federações, participando ativamente das discussões que impactam o setor. A expectativa é de um ano desafiador, mas também de fortalecimento coletivo, em que o diálogo e a união entre empresas, entidades e poder público serão fundamentais para que o transporte rodoviário continue cumprindo seu papel essencial na economia brasileira”, concluiu.
Reconhecimento nacional destaca ações ambientais, sociais e de governança e reforça inserção internacional do complexo portuário
O Porto do Rio Grande foi reconhecido como uma das principais referências brasileiras em práticas ambientais, sociais e de governança. A autoridade portuária conquistou o 4º lugar no Prêmio Melhor Desempenho ESG.
O reconhecimento foi anunciado durante o XII Congresso Internacional de Desenvolvimento Portuário (CIDESPORT), em Santa Catarina.
A premiação avalia indicadores técnicos de gestão ambiental, transparência, ações sociais e governança.
– Temos uma prática de controle interno e monitoramento para redução de riscos, mas o que vem crescendo na Portos, a partir da criação da empresa pública, são as iniciativas junto às comunidades lindeiras ao Porto, uma série de projetos sociais importantes, como ‘Minha Cidade tem um Porto’, que impactam a comunidade e também a estruturação da governança interna – afirma Henrique Ilha, diretor de Meio Ambiente da Portos RS.
ESG como parâmetro global
O conceito de ESG – sigla em inglês para Environmental, Social and Governance – reúne práticas adotadas por organizações para reduzir impactos ambientais, fortalecer relações sociais e manter processos internos transparentes e responsáveis.
Nos últimos anos, tornou-se um padrão internacional de avaliação do compromisso de empresas e instituições com sustentabilidade, ética corporativa e desenvolvimento social.
– A sigla surgiu em 2004, na ONU (Organização das Nações Unidas). Nesse momento, também surgiu o conceito de desenvolvimento sustentável, nas grandes corporações, e e se propagou em toda a cadeia de negócios. É a sigla do mercado responsável, ou seja, investir em práticas de meio ambiente e bem-estar social é estratégico – explica Marcelo Dutra, ecólogo e docente da Universidade Federal do Rio Grande (Furg).
Entre as atuações práticas do Porto do Rio Grande, está a redução de riscos, como o controle para o não vazamento de óleo na Lagoa dos Patos.
Impacto nas movimentações portuárias
O avanço nas práticas sustentáveis também tem influenciado diretamente as movimentações portuárias e ampliado a inserção internacional do Porto do Rio Grande.
Segundo Ilha, a autoridade portuária tem firmado acordos com países como Holanda, Bélgica, China e Japão, que exigem comprometimento com a agenda ESG:
— O Porto do Rio Grande é um player internacional. Esses parceiros pedem alinhamento com a pauta ESG, e isso tem atraído investimentos importantes – finaliza.
Ainda conforme a autoridade portuária, o movimento abre portas para novos negócios e fortalece o desenvolvimento do Distrito Industrial e da região Sul do Estado.
Atualmente, o Porto de Rio Grande é responsável por movimentar mais de 20 toneladas de cargas anualmente.
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Parceria oferece soluções práticas e acessíveis para a implementação de práticas ESG, e inventário de emissões em conformidade com a Lei nº 14.948/2024
A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) firmou uma parceria estratégica com a Domani Global, empresa especializada em soluções ESG e gestão de emissões, com o objetivo de apoiar as transportadoras brasileiras na adequação às novas exigências ambientais previstas na Lei nº 14.948/2024.
A legislação criou o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE), que obriga empresas que emitem acima de 10 mil toneladas de CO₂ equivalente (CO₂e) por ano a reportarem suas emissões de gases de efeito estufa. Já as que ultrapassam 25 mil toneladas anuais devem apresentar também um plano de mitigação e compensação, alinhado aos compromissos climáticos nacionais.
Segundo levantamento da PwC Brasil (2024), 62% das grandes empresas brasileiras já adotam práticas ESG estruturadas, e o movimento se estende agora para empresas de médio e pequeno porte, impulsionado por exigências legais, pressão de mercado e compromissos com cadeias de suprimento mais sustentáveis.
Neste contexto, a parceria entre NTC&Logística e Domani Global visa facilitar o acesso das empresas do setor de transporte a soluções completas, acessíveis e adaptadas ao seu porte e nível de maturidade em sustentabilidade.
Serviços disponíveis para empresas associadas à NTC&Logística
Além disso, a estrutura dos pacotes foi elaborada para atender a empresas de todos os tamanhos – de micro e pequenas transportadoras até grandes operadores logísticos –, com valores reduzidos e condições especiais para associadas da NTC&Logística, utilizando o código de desconto NTC15.
Serviço
Domani Global – Sustentabilidade para o Transporte de Cargas
E-mail: contato@domani.global
Telefone/WhatsApp: +55 11 99559-8402
Redes sociais: LinkedIn, Instagram e outras plataformas oficiaisCódigo de desconto para associados da NTC&Logística: NTC15
A CVT (Comissão de Viação e Transportes) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 2.831/2025, de autoria do deputado Jilmar Tatto (PT/SP). A proposta altera a Lei nº 8.029/1990 para incluir um representante do setor de transporte no CDNS (Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae).
A medida busca corrigir uma lacuna de representatividade, já que o setor é um dos grandes contribuintes do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), mas ainda não tem assento no Conselho. Com a aprovação na CVT, a matéria segue agora para a análise da CICS (Comissão de Indústria, Comércio e Serviços) e, posteriormente, será deliberada pela CCJC (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania). O Projeto tem caráter conclusivo nas Comissões, o que significa que, se for aprovado nas duas próximas etapas, poderá seguir diretamente para a apreciação do Senado Federal.
Atualmente, o setor de transporte não está representado no CDNS, diferentemente de áreas como a indústria (CNI), o comércio (CNC) e a agricultura (CNA). A aprovação do Projeto permitirá que a CNT indique um representante para ocupar uma cadeira no Conselho Nacional, o que, por consequência, possibilitará a participação também nos conselhos regionais e estaduais do Sebrae.
O relator da matéria na Comissão, deputado Guilherme Uchoa (PSB-PE), votou pela aprovação do Projeto. Em seu parecer, Uchoa destacou que “o transporte é um elo essencial para as atividades produtivas, o escoamento da produção e a viabilização do comércio e dos serviços”.
O relator ressaltou ainda a expressiva participação de micro e pequenas empresas no setor, especialmente com o crescimento do comércio eletrônico, o que reforça a necessidade de inclusão. O parecer considera a medida um avanço para o fortalecimento do Sebrae e a valorização das empresas de transporte, corrigindo uma lacuna histórica.
Articulação e tramitação
A aprovação foi resultado de um trabalho de articulação da CNT, que participou da formulação do texto e da sugestão da proposta ao autor da matéria. Também houve mobilização para a designação da relatoria e a construção do parecer favorável, além de esforços para pautar e votar a matéria na Comissão. O tema está entre as principais pautas institucionais da CNT e conta com um trabalho conjunto do presidente da Confederação, Vander Costa, e das federações representantes do setor transportador nos estados.
Com 55 votos favoráveis, Severino Medeiros Ramos Neto assume direção da Agência Nacional de Transportes Terrestres; indicação foi celebrada pela bancada paraibana
O Plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (12), a indicação de Severino Medeiros Ramos Neto, feita pela Presidência da República (MSF 78/2025), para o cargo de diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O nome de Severino Neto recebeu 55 votos favoráveis e apenas um contrário. Ele ocupará a vaga aberta, após a posse de Guilherme Theo Rodrigues da Rocha Sampaio, no mesmo cargo.
Graduado em ciências jurídicas, com mestrado em direito ambiental e atualmente doutorando em direito, Severino Neto possui ampla experiência em direito público. Foi conselheiro seccional da OAB da Paraíba nos triênios de 2019 a 2021 e de 2022 a 2024, além de membro consultor da Comissão Especial de Acompanhamento Legislativo do Conselho Federal da OAB no mesmo período.
Durante a votação, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) pediu apoio ao conterrâneo paraibano e destacou o orgulho da bancada do estado pela indicação:
— Nos sentimos felizes e honrados de poder participar da indicação e votar favoravelmente, não apenas por ser um conterrâneo do Cariri paraibano, mas principalmente pelos seus valores pessoais, reconhecidos pelo relator na Comissão de Infraestrutura, senador Jayme Campos. Pedimos aos colegas a mesma compreensão e o voto favorável para que o competente cidadão, que já demonstrou excelência como advogado, possa contribuir também à frente da ANTT — afirmou o parlamentar.
O apelo foi reforçado pelo senador Efraim Filho (União-PB):
— Como paraibano, me somo ao apoio da bancada do União Brasil e solicito a todo o Plenário o voto sim para aquele que, entre tantas qualidades, destaca-se também por ser paraibano, doutor Severino Medeiros Ramos Neto.
Sobre a ANTT
Criada pela Lei 10.233, de 2001, a ANTT é uma autarquia sob regime especial, com sede e foro no Distrito Federal, e atuação nacional por meio de unidades regionais e postos de fiscalização.
A Agência tem como finalidade regular, supervisionar e fiscalizar os serviços e a exploração da infraestrutura de transportes terrestres realizados por terceiros, buscando garantir a movimentação de pessoas e bens, harmonizar os interesses dos usuários e das empresas concessionárias, permissionárias, autorizadas e arrendatárias, além de preservar o interesse público, arbitrar conflitos de interesses e coibir práticas anticompetitivas.
Entre as atribuições da ANTT, estão a regulação do transporte ferroviário de passageiros e cargas; a exploração da infraestrutura ferroviária e o arrendamento de ativos operacionais; o transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros; o transporte rodoviário de cargas; a gestão da infraestrutura rodoviária federal; o transporte multimodal e o transporte de cargas especiais e perigosas em rodovias e ferrovias.
A construção do Túnel Imerso Santos–Guarujá, no litoral de São Paulo, foi confirmada após o fim do prazo de recursos contra o resultado do leilão de concessão. A empresa portuguesa Mota-Engil será responsável pela construção, operação e manutenção do empreendimento por 30 anos, dentro de uma parceria público-privada (PPP).
O investimento total será de R$ 6,8 bilhões, e a assinatura do contrato está prevista para dezembro, quando também devem começar as obras. O túnel será a primeira travessia submersa do Brasil, ligando Santos e Guarujá por uma via seca de 1,5 km de extensão, com 870 metros sob o canal do Porto de Santos.
O trajeto, que atualmente pode levar até uma hora utilizando balsas, passará a ser feito em apenas dois minutos. A expectativa é que o projeto traga ganhos significativos para a mobilidade urbana, reduzindo filas e melhorando o fluxo de veículos, pedestres e transporte público.
Impactos e monitoramento da obra
A iniciativa é uma parceria entre o governo federal, o governo de São Paulo e a Autoridade Portuária de Santos (APS). Segundo a APS, o túnel é considerado uma das obras mais estratégicas do estado, com potencial de modernizar a região e aumentar a eficiência do Porto, um dos mais movimentados da América Latina.
A construção será acompanhada por um comitê regional de monitoramento de impactos ambientais, com o objetivo de minimizar interferências nas operações portuárias e garantir sustentabilidade durante as obras. Além de impulsionar a logística e o turismo, o túnel deve gerar milhares de empregos diretos e indiretos. O Túnel Santos–Guarujá tem conclusão prevista para 2030.
Implementos pesados sobem 7,4% em outubro, mas o acumulado de 2025 ainda registra queda; leves seguem em alta
O mercado brasileiro de implementos rodoviários registrou desempenho misto em outubro de 2025, com sinais de recuperação pontual para alguns segmentos. No mês passado, o setor de implementos pesados – formado por reboques e semirreboques – apresentou crescimento de 7,4% em relação à média anual, com 6.460 unidades emplacadas, superando a média de 6.012 unidades registrada ao longo do ano. Apesar dessa alta mensal, o acumulado de 2025 ainda mostra retração de 19,96%. Os dados são da Associação Nacional de Fabricantes de Implementos Rodoviários (ANFIR).
O segmento de carrocerias sobre chassis, classificado como leve, registrou nova alta nos emplacamentos. Em outubro, foram vendidos 7.520 produtos, volume 15,3% acima da média anual de 6.521 unidades.
Quando se considera o mercado de implementos como um todo, a soma dos segmentos indica uma retração de 6,02% de janeiro a outubro de 2025 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Nesse ínterim, a indústria vendeu 125.341 implementos, ante 133.376 unidades em 2024.
Caminhões e implementos em queda em 2025
As vendas de caminhões também apresentaram queda em outubro. Conforme dados da Fenabrave, o volume vendido de janeiro a outubro de 2025 foi de 92.317 unidades. No mesmo período de 2024, o total foi de 100.390 produtos, o que representa recuo de 8,04%.
De acordo com José Carlos Sprícigo, presidente da ANFIR, a queda das vendas nos setores de caminhões e implementos desacelera o desenvolvimento do país. “Os dois setores de mercado são motores importantes do desenvolvimento econômico brasileiro e refletem diretamente o andamento dos negócios no Brasil.”
Além disso, Sprícigo defendeu mudanças na política econômica para a recuperação sustentável do setor: “Faz-se necessário o controle de gastos para que, com superávit, o Banco Central possa aliviar esta taxa Selic, que influencia negativamente os negócios, principalmente os de bens de capital”, afirmou.
Com a conclusão das obras no trecho entre São Paulo e Arujá, a Rodovia Presidente Dutra (BR-116) passa por sua maior transformação desde a inauguração, em 1951. A CCR RioSP, concessionária responsável pela via, investiu R$ 1,4 bilhão na modernização do corredor que conecta a capital paulista ao Aeroporto Internacional de Guarulhos e ao Rio de Janeiro.
Entre as novidades estão 21 pórticos de pedágio com tecnologia de passagem livre (free flow), cinco novos viadutos e ampliação das pistas expressas e marginais. A intervenção tem como objetivo melhorar o fluxo dos cerca de 350 mil veículos diários que utilizam o trecho, especialmente nas ligações com a Marginal Tietê, Rodovia Fernão Dias e Rodovia Hélio Smidt, principal acesso ao aeroporto.
Viadutos imponentes e trânsito mais fluido
As mudanças são perceptíveis para quem trafega pela região. A nova alça de acesso à Rodovia Hélio Smidt impressiona: a estrutura atinge 20,65 metros de altura e forma uma curva suspensa que conecta subida e descida. A via expressa também ganhou uma terceira faixa por sentido, enquanto a velocidade máxima no trecho foi reduzida de 110 km/h para 50 km/h em pontos de maior complexidade.
Segundo Denysson Canesso, gerente executivo de Engenharia da CCR RioSP, o principal desafio foi desafogar um trecho historicamente congestionado.
“Aquela região sempre foi muito complexa, com tráfego que cresce a cada ano. Era necessário dar fluidez a uma área já saturada”, explica.
A concessionária estima que o novo traçado possa economizar até uma hora de viagem no trajeto de ida e volta até o aeroporto.
Pedágios de passagem livre e cobrança variável
Os 21 pórticos eletrônicos estão posicionados em todas as entradas e saídas entre a via expressa e as marginais, até o pedágio de Arujá. O novo sistema free flow permitirá que os veículos passem sem precisar parar – a cobrança será feita automaticamente, por leitura de placa ou tag.
Por enquanto, o sistema está instalado, mas a cobrança ainda não começou. A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) informou que os valores e a data de início só serão definidos após deliberação da diretoria colegiada. A expectativa é que a tarifa seja dinâmica, com preço mais alto em horários de pico.
Motoristas que utilizarem somente a via expressa pagarão o pedágio físico de R$ 4,50, enquanto quem circular apenas pelas marginais não será tarifado.
Reações e polêmicas
Apesar dos avanços, o novo sistema gera discussões judiciais. A Prefeitura de Guarulhos entrou com ação contra a União pedindo a suspensão da cobrança no trecho urbano da cidade, alegando que o pedágio afetaria moradores que precisam circular entre bairros.
Em outra decisão recente, a 6ª Vara Federal de Guarulhos atendeu a um pedido do Ministério Público Federal e suspendeu a aplicação de multas a motoristas que deixarem de pagar as tarifas até que a situação seja regulamentada.
Mesmo com as controvérsias, representantes do setor de transporte veem avanços. Marinaldo dos Reis, diretor do SETCESP, avalia que as melhorias eram necessárias e trarão impacto positivo para o tráfego de cargas.
“Haverá melhora significativa, especialmente na chegada à Marginal Tietê. Quando o Rodoanel Norte estiver concluído, a fluidez deve ser ainda maior”, afirma.
O que vem pela frente
Além das obras na Grande São Paulo, a CCR RioSP também conduz melhorias em outros dois trechos da Dutra: entre Jacareí e São José dos Campos (SP), com ampliação de faixas até 2025, e na Serra das Araras (RJ), onde estão sendo construídas novas pistas de subida e descida em um trecho de 8 km.
A expectativa é que as intervenções consolidem a nova fase da BR-116, uma das rodovias mais movimentadas do país – agora com infraestrutura moderna, iluminação em LED e tecnologia de cobrança automatizada, que promete mudar o padrão de mobilidade entre São Paulo e o Rio de Janeiro.
E mais uma vez, a Comjovem-ES entrou em ação! Nesta quinta-feira, 6 de novembro, o vice-coordenador da comissão capixaba, Filipe Cortês, da PHT Transportes, e Leonardo Souza dos Santos, da Expresso Sul Capixaba, fizeram chegar ao projeto Mão Estendida doações de materiais recicláveis para serem utilizados na montagem de cestas de legumes, verduras e frutas que serão doadas a pessoas de vulnerabilidade social. A ação integrou o calendário anual de entregas da Comjovem-ES e estava inserida na meta de ESG.
Mão Estendida é uma expressão que se refere a diversas iniciativas sociais voluntárias que ajudam famílias carentes. As ações incluem arrecadação e doação de alimentos, roupas, móveis e outros itens, além de serviços de apoio, como atendimento psicológico, jurídico e saúde.
O projeto é desenvolvido em vários estados do Brasil, além do distrito federal. No Espírito Santo, ele acontece na Serra. Dentre outras ações, o Mão Estendida capixaba distribui semanalmente cestas verdes, com frutas, verduras e legumes, além de ajuda psicológica, atendimentos nutricionais, doação de roupas e oficinas de artes e formação profissional, aulas de informática e suporte jurídico.
“A doação, mesmo que pequena nesse primeiro momento, se somará a outros recursos para proporcionar alimentos saudáveis a cerca de 180 famílias”, destacou o coordenador, Alexandre Denzin, completando em seguida. “Com a ação, encerramos o ciclo anual da Comjovem-ES, mais uma vez com o comprometimento e engajamento de todos, cumprimos todas as metas, com o propósito de integrar, capacitar e trocar experiências entre os empresários e despertar lideranças no TRC”.
Anna Carolina Passos
Levantamento conduzido pelo DECOPE busca retratar a realidade da remuneração dos profissionais do Transporte Rodoviário de Cargas em todo o país
A NTC&Logística, por meio do Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE), iniciou uma nova pesquisa, com foco na realidade salarial dos motoristas de caminhão que atuam no Transporte Rodoviário de Cargas.
O levantamento tem como objetivo reunir informações atualizadas sobre os salários praticados em diferentes regiões e segmentos do setor, contribuindo para a elaboração de estudos técnicos e análises que orientem a atuação da Associação junto às empresas, entidades e autoridades públicas.
Segundo o DECOPE, a participação das empresas é essencial para garantir a representatividade dos dados e aprimorar o entendimento sobre a estrutura de custos e remuneração no transporte de cargas.
As informações enviadas serão tratadas de forma confidencial, e os resultados consolidados serão divulgados posteriormente pela NTC&Logística em seus canais oficiais.
As empresas interessadas em participar podem responder à pesquisa por meio do formulário disponível neste link: https://forms.gle/DAg5pT52mhQqiPRM6
Página oferecerá informações oficiais sobre a implementação da reforma tributária e o avanço do novo sistema de tributação sobre o consumo
O Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) deu, nesta quarta-feira (12), um passo importante na construção de sua identidade institucional ao lançar o site oficial. A página entra no ar em versão inicial, mas com uma missão: oferecer à sociedade um espaço seguro, oficial e permanente para acompanhar a implementação da reforma tributária e a instalação dessa nova entidade pública de regime especial responsável por coordenar estados e municípios na gestão federativa do IBS.
O lançamento marca um avanço simbólico e concreto na transição para o novo sistema tributário, criando o primeiro canal público inteiramente dedicado às ações, decisões e documentos que estruturam o IBS. Com isso, cidadãos, governos e instituições passam a dispor de uma fonte oficial e unificada para acompanhar, com transparência, cada etapa da construção do novo modelo de tributação sobre o consumo.
Acesse o site do Comitê Gestor do IBS em https://cgibs.gov.br/inicial.
Seminário irá debater os impactos da decisão do STF nas relações trabalhistas do TRC
A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5322, transformou o cenário das relações de trabalho no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). Para aprofundar a discussão sobre as implicações dessa mudança, o SETCESP realizará o Seminário Relações Trabalhistas no TRC, que reunirá Desembargadores e Juízes do TRT-2, além de representantes jurídicos de entidades patronais e laborais do setor.
O encontro tem como objetivo analisar os limites constitucionais e discutir alternativas negociadas que garantam segurança jurídica, valorizem a dignidade dos trabalhadores e mantenham a produtividade das empresas de transporte.
Se sua rotina, frota ou representação jurídica é impactada por essas transformações, este é o evento mais importante do ano.
Venha participar deste diálogo essencial e contribuir para a construção de um entendimento comum sobre o futuro das relações trabalhistas no TRC.
Data: 18 de novembro de 2025
Horário: 8h30
Local: SETCESP – Rua Orlando Monteiro, 21 – Vila Maria – São Paulo (SP)
Programação
08h30 – Credenciamento e Welcome Coffee
9h00 – ABERTURA OFICIAL E COMPOSIÇÃO DA MESA INSTITUCIONAL
Presidente do TRT da 2ª Região: Desembargador Valdir Florindo;
Diretora da EJUD2: Desembargadora Bianca Bastos;
Presidente da FETCESP: Carlos Panzan;
Presidente da FTTRESP: Valdir de Souza Pestana;
Presidente do SETCESP: Marcelo Rodrigues.
09h30 – Tema: “Novos Limites para a Negociação Coletiva da Jornada de Trabalho do Motorista após o julgamento da ADI 5322 pelo STF”
Presidente da Mesa: Desembargadora Bianca Bastos (Diretora da EJUD2)
09h30 – Palestrante: Desembargadora Ivani Contini Bramante (TRT2)
10h30 – Palestrante: Juiz Thomaz Moreira Werneck – Juiz Auxiliar de Presidência (TRT2)
11h30 – Debatedor: Narciso Figueirôa Junior (Assessor Jurídico da FETCESP e do SETCESP)
11h50 – Debatedor: Adilson Rinaldo Boaretto (Assessor Jurídico da FTTRESP e da CNTTT)
12h10 – Perguntas e considerações finais
12h30 – Encerramento
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Subcomissão especial discute impactos do regime de trabalho no transporte e no comércio
A CNT participou, nessa segunda-feira (10), de audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, para debater o regime de escala 6×1. O evento, realizado no Auditório Nereu Ramos, foi solicitado pelos deputados Luiz Gastão (PSD/CE) e Luiz Carlos Motta (PL/SP), e integra as atividades da Subcomissão Especial da Escala de Trabalho 6×1.
As autoridades presentes destacaram a importância de avaliar os efeitos do atual regime de seis dias de trabalho por um de folga na saúde e na vida social dos trabalhadores. Representando a CNT, o assessor trabalhista Brunno Batista Contarato chamou a atenção para os riscos que uma mudança abrupta na jornada pode trazer ao setor de transporte, especialmente diante da crescente escassez de mão de obra.
O assessor ressaltou que o transporte vive um cenário crítico de falta de profissionais. Segundo ele, qualquer alteração no regime de trabalho impacta diretamente a mobilidade urbana, o abastecimento e serviços essenciais. Para Contarato, a simples contratação de mais trabalhadores não é viável diante da carência de mão de obra qualificada. No modal aquaviário, por exemplo, o déficit estimado até 2030 varia entre dois e quatro mil marítimos. No setor aéreo, estudos apontam a necessidade de 1,3 milhão de novos profissionais no mundo, nos próximos dez anos.
O modal rodoviário, responsável por 65% da movimentação de cargas no Brasil, também enfrenta forte pressão. A idade média dos caminhoneiros é de 46 anos, sendo 22% deles com mais de 50 anos, um indicativo de que boa parte da força de trabalho se aproxima da aposentadoria sem reposição adequada. Estudos da Confederação mostram ainda que 65,1% das empresas de transporte relatam dificuldade para encontrar motoristas.
O assessor alertou que uma alteração repentina na jornada poderia gerar consequências diretas para a população. “A redução da escala poderia não garantir qualidade de vida se gerar inflação, levando o trabalhador a buscar um segundo emprego”, explicou Bruno. Segundo ele, o impacto poderia ser sentido na redução da oferta de ônibus, em entregas mais demoradas e na elevação de custos logísticos.
A CNT defende que eventuais mudanças sejam conduzidas por meio da negociação coletiva, considerando as especificidades de cada segmento do transporte.
Proposta de mudança na jornada tramita na Câmara
Paralelamente aos debates na Subcomissão, tramita na Câmara a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) nº 8/2025, que propõe a adoção de uma carga semanal de quatro dias de trabalho e três de descanso, extinguindo a escala 6×1 e limitando a jornada a 36 horas semanais. A proposta ainda será analisada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) e, se for aprovada, seguirá para uma comissão especial antes de ser votada em dois turnos pelo Plenário.
A audiência pública contou com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, além de representantes de confederações patronais – CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), CNI (Confederação Nacional da Indústria) e CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) – e de centrais sindicais, como CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical e UGT (União Geral dos Trabalhadores).
O setor cresceu 0,6% sobre agosto, na série com ajuste sazonal, e avançou 4,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior
O volume do setor de serviços do Brasil cresceu mais que o esperado por economistas em setembro, marcando o oitavo mês consecutivo de alta e renovando o ápice da série histórica, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.
O setor, que tem sido importante pilar de sustentação da atividade no país em meio ao aperto monetário, cresceu 0,6% sobre agosto, na série com ajuste sazonal, e avançou 4,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Em pesquisa da Reuters, economistas previam alta de 0,4% frente a setembro e de 3,6% no ano.
Três das cinco atividades pesquisadas cresceram em setembro frente a agosto, com destaque para a alta de 1,2% de transportes, impulsionado principalmente pelo transporte rodoviário de carga.
“A recuperação do transporte rodoviário de carga tem sido determinante para essa sustentação do setor de serviços em patamares elevados”, disse o gerente da pesquisa do IBGE, Rodrigo Lobo, em nota. “Há uma correlação direta do aumento da receita das empresas do transporte de cargas, especialmente o rodoviário, com o aumento do escoamento da safra agrícola.”
Os serviços de informação e comunicação e o grupo “outros serviços”, que inclui seguros, planos de saúde e previdência, entre outros, cresceram respectivamente 1,2% e 0,6%.
Já os serviços profissionais e administrativos encolheram 0,6% no mês, enquanto os serviços prestados às famílias sofreram queda de 0,5%, sob o impacto de uma menor receita do setor de restaurantes.
“A difusão dos ganhos, com três dos cinco grupos em alta, sugere continuidade do crescimento em ritmo gradual, com informação, comunicação e logística como principais vetores positivos”, disse o economista da ASA Investments, Leonardo Costa, em nota.
Em entrevista à imprensa, Lobo disse não ver efeitos do tarifaço dos Estados Unidos – que elevou a 50% o imposto de importação sobre boa parte dos produtos exportados pelo Brasil – sobre o setor de serviços.
“O tarifaço dos Estados Unidos afetou segmentos da indústria, mas isso não se refletiu no setor de serviços em perda dos fretes”, disse.
O setor de serviços, que acumulou alta de 3,3% nos oito meses até setembro, tem sido foco de preocupação do Banco Central no que diz respeito à inflação, ainda que na ata de reunião de política monetária da semana passada, divulgada na terça-feira, os diretores da autarquia tenham destacado “algum arrefecimento” na alta de preços do setor, a despeito da resiliência.
O BC voltou a sinalizar a intenção de manter a taxa básica de juros em 15% por tempo prolongado para esfriar a atividade e trazer a inflação de volta à meta de 3%.