Reunião da Diretoria da NTC&Logística reúne lideranças do setor durante a TranspoAmazônia 2026, em Manaus

Reunião da Diretoria da NTC&Logística reúne lideranças do setor durante a TranspoAmazônia 2026, em Manaus

Reunião conduzida pelo presidente Eduardo Rebuzzi integrou a programação da TranspoAmazônia 2026 e debateu pautas estratégicas para o Transporte Rodoviário de Cargas

Conduzida pelo presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, a Reunião da Diretoria da NTC&Logística realizada nesta quinta-feira, 28 de maio, em Manaus (AM), integrou a programação oficial da TranspoAmazônia 2026, evento promovido entre 27 e 29 de maio, reunindo lideranças, empresários, autoridades e representantes do Transporte Rodoviário de Cargas da Região Norte e de todo o Brasil.

O encontro contou com a participação do vice-presidente, Antonio Luiz Leite; do diretor financeiro, José Maria Gomes; dos conselheiros vitalícios Flávio Benatti e Francisco Pelucio, além de representantes de entidades, associados e integrantes da diretoria da entidade.

Durante a reunião, foram debatidos temas relevantes para o Transporte Rodoviário de Cargas, com base nos relatórios e materiais técnicos encaminhados previamente pelas assessorias da entidade. Os relatos foram disponibilizados de forma impressa aos participantes e serviram de base para as discussões da reunião, não havendo apresentações presenciais por parte dos assessores responsáveis pelos conteúdos.

Entre os assuntos apresentados no relatório da assessora executiva da presidência, Elisete Balarini, estiveram os principais eventos promovidos pela NTC&Logística. Durante a atualização da agenda institucional, foi destacada a realização da segunda edição do CONET&Intersindical 2026, que acontecerá entre os dias 27 e 29 de agosto, em Ouro Preto (MG), reforçando que as inscrições para o evento já estão abertas.

Também foi mencionada, a pedido do presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), Carlos Panzan, a cerimônia de descerramento da Pedra Fundamental da Unidade do SEST SENAT Barueri – Unidade Geraldo Aguiar de Brito Vianna, que será realizada no dia 2 de junho de 2026, às 11 horas, em Barueri (SP).

Na sequência, o diretor financeiro da NTC&Logística, José Maria Gomes, apresentou o status financeiro da entidade, referente ao fechamento do mês de abril de 2026.

O relatório elaborado pela Dra. Gil Menezes, assessora jurídica da NTC&Logística, expôs o tema “CIOT para todos”, que segue mobilizando o setor diante das mudanças e adequações às quais as empresas transportadoras têm se visto submetidas.

Também foram compartilhados os relatórios da área de Relações Institucionais, elaborados pela assessora Edmara Claudino e pelo vice-presidente extraordinário de Assuntos Políticos, José Hélio Fernandes, além do relatório da assessoria Técnica, elaborado pelo engenheiro Lauro Valdivia Neto. Entre os temas abordados, constaram a reunião do Comitê de Seguros da NTC&Logística e o encontro realizado com a INFRA S.A., tratando de questões ligadas à infraestrutura e à logística nacional.

Os participantes também tiveram acesso ao relatório elaborado pelo Dr. Narciso Figueirôa Junior, assessor jurídico, contendo atualização sobre as propostas de redução da jornada semanal de trabalho, pauta que vem sendo acompanhada pela entidade em razão dos impactos ao Transporte Rodoviário de Cargas.

Na área de Segurança, foi apresentado o relatório elaborado pelo delegado de polícia e especialista em segurança Waldomiro Milanesi, com destaque para a reunião do Grupo de Trabalho Permanente da Aliança Nacional pela Segurança Logística (GTP/ANSL), realizada no último dia 5 de maio, em Brasília (DF).

Durante a reunião, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, deu ênfase à importância da realização do encontro em Manaus, integrado à programação da TranspoAmazônia 2026, e ressaltou a relevância estratégica da Região Norte para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.

“A realização desta reunião em Manaus, inserida na programação da TranspoAmazônia 2026, reforça o compromisso da NTC&Logística em estar presente em todas as regiões do Brasil, acompanhando de perto os desafios, as necessidades e as oportunidades do Transporte Rodoviário de Cargas. Também agradecemos a todos que se deslocaram de diferentes estados e regiões do país para participar da nossa reunião da diretoria e prestigiar a TranspoAmazônia 2026, demonstrando a força, a união e o comprometimento do nosso setor. Aproveito, ainda, para agradecer o convite da organização da feira e da FETRAMAZ, na pessoa do presidente Irani Bertolini, por toda a receptividade e parceria neste importante momento para o Transporte Rodoviário de Cargas brasileiro”, destacou Rebuzzi.

Ao final da reunião, o presidente da NTC&Logística passou a palavra ao anfitrião da TranspoAmazônia 2026 e presidente da Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (FETRAMAZ), Irani Bertolini, que agradeceu a presença dos participantes, destacou a importância da integração nacional promovida pelo encontro e realizou o encerramento oficial da reunião.

A TranspoAmazônia 2026 segue nesta sexta-feira, 29 de maio, último dia da programação do evento, apresentando as principais inovações, tendências, soluções e debates voltados ao Transporte Rodoviário de Cargas, além de reforçar a importância estratégica da Região Norte para o desenvolvimento logístico, econômico e social do Brasil.

A reunião ratificou o papel da NTC&Logística, associação fundada em 1963, no acompanhamento permanente das pautas estratégicas do setor transportador, promovendo debates técnicos, articulações institucionais e ações voltadas ao fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas.

Presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, recebe Medalha da Ordem do Mérito Interamericano de Transportes em Manaus

Presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, recebe Medalha da Ordem do Mérito Interamericano de Transportes em Manaus

A honraria destaca profissionais e representantes institucionais que contribuem para o avanço do setor de transportes no cenário nacional e internacional

O presidente da NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, Eduardo Rebuzzi, recebeu, nesta quinta-feira, 28 de maio, em Manaus (AM), a Medalha da Ordem do Mérito Interamericano de Transportes (OMITrans), Uma Estrela – Grau Diário, concedida pela CIT – Câmara Internacional de Logística e Transportes. A solenidade aconteceu no Centro de Convenções Vasco Vasques, como parte da programação oficial da TranspoAmazônia 2026 e da 42ª Assembleia Geral Ordinária da CIT.

A honraria foi entregue pelo secretário-geral da CIT, Paulo Vicente Caleffi, e reconhece personalidades e lideranças que contribuem significativamente para o fortalecimento, desenvolvimento e integração do transporte e da logística no cenário nacional e internacional. Além de Eduardo Rebuzzi, outras autoridades e representantes de entidades de diversas regiões do Brasil também receberam a medalha durante a cerimônia.

Também foram agraciados com a Ordem do Mérito Interamericano de Transportes (OMITrans) Álvaro Perez Rocha, presidente do Capítulo Bolívia da CIT; Carlos Eduardo de Souza Braga, senador pelo Estado do Amazonas; Daniel Luis Carvalho Bertolini, diretor da Transportes Bertolini; Francisco Plínio Valério Tomaz, senador pelo Estado do Amazonas; Marco Riquelme, ministro da Indústria e Comércio do Paraguai; Nicolas Martin Salomone, gerente da Solo Buses, da Argentina; Omar José Abdel Aziz, senador pelo Estado do Amazonas; Paulo Afonso Rodrigues Lustosa, presidente da Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas e Logística (FENATAC); Rodrigo Otaviano Vilaça, diretor da LORAM; Ronaldo Ramos Caiado, ex-governador do Estado de Goiás; Serafim Fernandes Corrêa, secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas; Urubatan Helou Doca, fundador e diretor-presidente da Braspress; Valter Luiz de Sousa, diretor institucional da Confederação Nacional do Transporte (CNT); Wellington Antonio Fagundes, senador pelo Estado do Mato Grosso e presidente da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (FRENLOGI), e Wilson Miranda Lima, governador do Estado do Amazonas.

Representando a NTC&Logística e o Transporte Rodoviário de Cargas brasileiro, Eduardo Rebuzzi destacou a importância do reconhecimento para o setor e para o trabalho desenvolvido pela entidade ao longo dos anos.

“Receber uma homenagem como esta, em um momento tão importante para o setor e em uma região estratégica como a Amazônia, representa não apenas um reconhecimento pessoal, mas principalmente uma valorização do trabalho desenvolvido pela NTC&Logística em defesa do Transporte Rodoviário de Cargas brasileiro. Divido essa honraria com todos que atuam diariamente pelo fortalecimento do nosso setor, conectando o Brasil e contribuindo diretamente para o desenvolvimento econômico e social do país”, afirmou o presidente.

A programação da TranspoAmazônia 2026 segue nesta sexta-feira, 29 de maio, último dia da feira, reunindo empresários, executivos, lideranças, autoridades e representantes do setor para debates sobre infraestrutura, inovação, sustentabilidade, logística e os desafios do transporte na Região Norte do Brasil, considerada estratégica para o desenvolvimento nacional e para a integração logística do continente.

CNT defende transição gradual e segurança jurídica em debate sobre redução da jornada de trabalho

CNT defende transição gradual e segurança jurídica em debate sobre redução da jornada de trabalho

Representante do Sistema Transporte destacou impactos econômicos e operacionais de mudanças sem planejamento, especialmente para atividades essenciais e com funcionamento contínuo

A CNT participou, nessa terça-feira (26), do CB Debate “Escala 6×1: Em busca de equilíbrio na jornada de trabalho”, promovido pelo Correio Braziliense. O encontro reuniu representantes do setor produtivo, parlamentares e integrantes do Judiciário para discutir os impactos de uma eventual redução da jornada semanal de trabalho no Brasil.

Representando o Sistema Transporte, o gerente executivo de Relações Trabalhistas da CNT, Frederico Toledo Melo, defendeu que a discussão sobre mudanças na jornada de trabalho seja conduzida com responsabilidade, previsibilidade e regras de transição claras, considerando as especificidades de cada setor econômico.

“A CNT é favorável ao debate, até porque os contratos de trabalho mudam de forma constante e temos a obrigação de discutir esse assunto permanentemente. Mas isso precisa ser feito com a cautela devida”, afirmou.

Durante o evento, Toledo apresentou dados do estudo técnico “Redução de jornada, mudança de escalas e bem-estar social no setor de transportes”, coordenado pelo sociólogo e professor da USP José Pastore e pelo economista Paulo Rabello de Castro. Segundo o levantamento, a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas pode elevar em 8,6% os custos com pessoal no setor.

De acordo com o representante da CNT, a ausência de uma transição adequada pode ter efeitos significativos para a atividade transportadora. “Sem regras de transição claras, o impacto apenas no setor de transporte pode chegar a quase R$ 12 bilhões”, alertou.

O estudo também aponta possíveis reflexos sobre inflação e informalidade. Atualmente, a taxa de informalidade no Brasil gira em torno de 40%, enquanto no setor de transporte permanece abaixo de 8%. Segundo Toledo, mudanças abruptas na jornada, sem ajustes estruturais e manutenção da produtividade, podem pressionar custos e afetar diretamente o poder de compra da população.

“Se há redução de jornada e alteração de escalas sem mudanças compensatórias, existe um efeito econômico, que é a inflação. O trabalhador sentirá isso no poder de compra e poderá buscar novas formas de complementar renda, ampliando a informalidade”, argumentou.

Outro ponto destacado pelo representante do Sistema Transporte foi o déficit de mão de obra qualificada no setor. Segundo ele, uma implementação acelerada das mudanças poderia comprometer a prestação de serviços essenciais à população.

“Uma eventual redução abrupta da jornada, sem o necessário escalonamento de trabalhadores, teria consequências diretas para a população: menos ônibus nas ruas, considerando que 95% dos passageiros utilizam o transporte terrestre, além de aumento dos prazos e custos no transporte de cargas”, afirmou.

O setor de transporte possui características operacionais específicas, como funcionamento contínuo e elevada dependência de mão de obra, fatores que exigem tratamento diferenciado no debate. Diante disso, a CNT defende que eventuais mudanças considerem os acordos coletivos e priorizem a preservação do emprego formal.

Gilmar Mendes defende debate técnico e equilíbrio entre proteção social e economia

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, participou da abertura do CB Debate e ressaltou a importância de uma discussão técnica e plural sobre o tema.

O magistrado citou o Tema 1.046 da repercussão geral, de sua relatoria, que consolidou o entendimento sobre a prevalência do negociado sobre o legislado em relação a direitos trabalhistas disponíveis. Segundo ele, o mecanismo fortalece as negociações coletivas e amplia a capacidade de adaptação das relações de trabalho às diferentes realidades setoriais.

Gilmar Mendes afirmou, ainda, que o principal desafio do país é equilibrar proteção social e dinamismo econômico. “O desafio não é escolher entre um e outro, mas refletir sobre formas de compatibilizar esses dois vetores, respondendo aos legítimos anseios por melhores condições de trabalho sem desconsiderar os impactos sobre o emprego, a atividade produtiva e o crescimento da economia”, concluiu.

CNT quer entender percepção de empresários do transporte rodoviário de cargas sobre o cenário econômico e suas perspectivas

CNT quer entender percepção de empresários do transporte rodoviário de cargas sobre o cenário econômico e suas perspectivas

Índice CNT de Confiança do Transportador amplia alcance e inicia nova coleta em seis estados

A CNT inicia, no próximo dia 28 de maio, uma nova coleta do Índice CNT de Confiança do Transportador Rodoviário de Cargas, que acompanha a percepção dos empresários do setor sobre o cenário econômico, o ambiente de negócios e as suas expectativas para os próximos seis meses.

Nesta edição, o levantamento amplia seu alcance. Além de Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo passam a participar da sondagem, fortalecendo a representatividade regional da pesquisa. As coletas serão realizadas até 14 de junho, em parceria com as federações estaduais do transporte, evidenciando a atuação conjunta da CNT e das entidades regionais na mobilização do empresariado e na geração de informações estratégicas para o setor de transporte e logística.

Com apenas seis perguntas objetivas, o questionário pode ser preenchido em menos de cinco minutos. Todas as informações são tratadas de forma confidencial e agregada, sem identificação individual das empresas participantes. Os resultados consolidados da pesquisa serão divulgados no dia 25 de junho.

O Índice CNT de Confiança do Transportador Rodoviário de Cargas é um importante instrumento de acompanhamento das expectativas do setor desde 2023, permitindo identificar tendências econômicas, avaliar o ambiente de negócios e subsidiar o planejamento das empresas transportadoras.

“Além de acompanhar o nível de confiança do empresariado, o levantamento ajuda a identificar tendências e desafios que impactam diretamente a atividade transportadora. A entrada de Minas Gerais e Espírito Santo amplia a abrangência da pesquisa e fortalece a leitura estadual, e agora em toda a região Sudeste, sobre o ambiente de negócios no transporte rodoviário de cargas”, afirma a diretora-executiva da CNT, Fernanda Rezende.

A articulação com os empresários conta com a parceria das seguintes federações:

• Santa Catarina – Fetrancesc

• Rio Grande do Sul – Fetransul

• Rio de Janeiro – Fetranscarga

• São Paulo – Fetcesp

• Minas Gerais – Fetcemg

• Espírito Santo – Fetransportes

Ineficiência logística amplia emissões no transporte

Ineficiência logística amplia emissões no transporte

Especialistas defendem que redução de desperdícios operacionais pode acelerar descarbonização e diminuir custos do setor

Enquanto o debate sobre descarbonização do transporte no Brasil segue concentrado em eletrificação e combustíveis alternativos, uma parcela relevante das emissões do setor continua ligada a problemas básicos de eficiência operacional. Caminhões rodando vazios, longas filas para carga e descarga, congestionamentos e rotas mal planejadas aumentam diariamente o consumo de diesel e os custos logísticos do país.

O tema ganhou espaço diante da avaliação de que parte da redução de emissões no transporte pesado pode ser alcançada imediatamente, sem depender exclusivamente de mudanças tecnológicas de longo prazo.

O modal rodoviário responde por cerca de 65% da movimentação de cargas no Brasil, segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT). Ao mesmo tempo, o setor concentra a maior parte das emissões do transporte nacional, reflexo direto da dependência das rodovias e da baixa eficiência operacional do sistema.

Na prática, especialistas apontam que o desperdício começa antes mesmo de o veículo entrar em circulação. Tempo excessivo parado para carregamento, retorno sem carga, manutenção inadequada, pneus desregulados e uso ineficiente das rotas fazem com que caminhões consumam mais combustível para transportar menos carga.

Um dos principais gargalos apontados pelo setor é o chamado “empty miles” ou “frete-retorno”, quando caminhões circulam sem carga, sem gerar receita, mas consumindo combustível e ampliando emissões. Relatório mais recente da American Transportation Research Institute (ATRI) aponta que as viagens vazias representaram 16,7% da quilometragem total percorrida por transportadoras nos Estados Unidos em 2024, índice considerado um dos maiores fatores de desperdício operacional do transporte rodoviário, estimando emissões de cerca de 76 milhões de toneladas de CO₂ por ano.

Medidas simples de eficiência operacional, como direção econômica, roteirização inteligente, monitoramento da frota e redução do tempo parado, têm potencial para gerar economia significativa de combustível no transporte rodoviário. Ferramentas de consolidação de carga também vêm sendo utilizadas para reduzir viagens parcialmente vazias e aumentar a eficiência operacional.

Além disso, investimentos em telemetria e integração logística permitem identificar, em tempo real, excessos de marcha lenta, desvios de rota, acelerações bruscas e outros padrões de condução que aumentam o consumo de combustível.

A renovação da frota é apontada como um dos caminhos mais diretos para ganhos de eficiência e redução de emissões. Levantamento do Sindipeças referente a 2024 mostra que a proporção de caminhões com mais de 16 anos de uso passou de 22% para 32% da frota total entre 2015 e 2024, evidenciando um claro envelhecimento do parque nacional. Segundo a CNT, em 2024, cerca de 300 mil caminhões circulavam com mais de 20 anos de vida útil, enquadrados na fase P-4 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), com limites de emissão de material particulado até 15 vezes mais elevados do que os exigidos nos modelos da fase P-8 (Euro 6).

Para a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), um motor a diesel com 30 anos de uso polui 87% mais do que um equivalente Euro 6. Além da redução de poluentes, os caminhões modernos oferecem maior capacidade de carga por quilômetro rodado, permitindo transportar mais mercadoria com menos combustível, um ganho que impacta diretamente as emissões de CO₂ por tonelada transportada. Nesse contexto, o governo federal lançou, em janeiro de 2026, o programa Move Brasil, com linhas de crédito a juros reduzidos voltadas à substituição de caminhões com mais de 20 anos por modelos mais eficientes e menos poluentes.

A qualidade da infraestrutura rodoviária também compromete diretamente o consumo de combustível e as emissões do setor. A Pesquisa CNT de Rodovias 2025, que avaliou mais de 114 mil quilômetros de rodovias pavimentadas, estima que a má conservação do pavimento gerou um desperdício superior a 1,2 bilhão de litros de diesel no país em 2025, com emissão correspondente de 3,17 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, prejuízo de R$ 7,21 bilhões aos transportadores.

A pesquisa aponta ainda que o custo operacional do transporte aumenta, em média, 31,2% nas vias em condições inadequadas, reflexo direto de defeitos como trincamentos, afundamentos e perda de aderência superficial. Apesar de avanços recentes, a proporção de trechos classificados como ruins ou péssimos caiu de 26,6% para 19,1% entre 2024 e 2025. E 62% das rodovias brasileiras ainda apresentam algum tipo de problema estrutural, com impacto direto sobre emissões e competitividade logística.

Para José Eduardo Luzzi, presidente do Conselho de Administração do Instituto MBCBrasil, a discussão sobre descarbonização precisa incorporar medidas de aplicação imediata e alinhadas à realidade operacional brasileira.

“O Brasil discute tecnologias futuras enquanto ainda desperdiça combustível em operações ineficientes todos os dias. Existe redução de emissões disponível agora, com melhor planejamento logístico, menos ociosidade e uso mais eficiente da frota”, afirma. Segundo Luzzi, parte importante do desafio climático no transporte está ligada à baixa produtividade logística do país.

“Quando um caminhão passa horas parado, roda vazio no retorno ou enfrenta congestionamentos constantes, existe um custo econômico e ambiental ao mesmo tempo. Melhorar a eficiência operacional reduz consumo de diesel, corta emissões e aumenta competitividade sem exigir mudanças imediatas de infraestrutura ou substituição completa da frota”, diz.

O impacto econômico também preocupa o setor. Levantamento do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS) aponta que os custos logísticos brasileiros representam cerca de 18% do Produto Interno Bruto (PIB), percentual acima da média internacional e considerado um dos entraves à competitividade da economia nacional.

Na avaliação do Instituto MBCBrasil, a descarbonização do transporte brasileiro não dependerá apenas da substituição tecnológica dos veículos, mas também da capacidade de reduzir desperdícios históricos da logística nacional. A combinação entre eficiência operacional, melhoria da infraestrutura, renovação gradual da frota e adoção de tecnologias de baixo carbono é vista como um dos caminhos para diminuir emissões e aumentar a competitividade do transporte no país.

ANTT registra mais de 37 mil multas em cinco dias; piso mínimo de frete lidera autuações

ANTT registra mais de 37 mil multas em cinco dias; piso mínimo de frete lidera autuações

Conforme dados publicados no Diário Oficial da União, maior volume de autuações foi registrado em 21 de maio; ao todo, foram mais de 15 mil autos de infração nesse único dia

O volume de multas aplicadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) voltou a chamar atenção nos últimos dias após a publicação, no Diário Oficial da União (DOU), de 37.473 autos de infração individuais entre 18 e 22 de maio.

Parte dos dados ganhou visibilidade após a empresa Rumo Brasil divulgar, nas redes sociais, um levantamento sobre as autuações publicadas no dia 21 de maio. Na data em questão, foram identificados mais de 15 mil autos de infração.

A partir disso, a MundoLogística ampliou a análise e consolidou os dados publicados entre os dias 18 e 22 de maio.

Os dados mostram que a fiscalização da Agência vem operando em uma escala significativamente maior do que a observada nos últimos anos, em meio à ampliação das regras de controle sobre operações de transporte rodoviário de cargas e à entrada em vigor de novas exigências relacionadas ao Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).

O maior volume de autuações foi registrado na quinta-feira, 21 de maio, quando foram publicados 15.930 autos de infração em um único dia. Ao longo na semana, foram registradas 133 ocorrências na segunda-feira (18), número que saltou para 6.666 multas no dia seguinte (19). Na quarta-feira (20), o total chegou a 12.671 registros. Na sexta-feira (22), o número caiu para 2.073.

Entre as empresas com maior número de autuações no período, os volumes variam de 1.398 infrações, no caso da companhia mais autuada, até 53 registros entre as 50 empresas com maior quantidade de multas publicadas nos cinco dias analisados.

A empresa com maior número de autuações concentrou 1.398 registros no período, sendo 748 apenas no dia 21 de maio. A segunda companhia com mais infrações somou 1.247 autuações, das quais 559 foram publicadas no mesmo dia. Já a terceira empresa registrou 547 multas no período, com 357 concentradas em 21 de maio. A quarta colocada acumulou 524 autuações, sendo 149 apenas naquela quinta-feira.

PISO MÍNIMO LIDERA VOLUME DE AUTUAÇÕES

Embora as autuações envolvam diferentes tipos de infrações regulatórias monitoradas pela ANTT, o maior volume está concentrado no piso mínimo de frete.

Do total de 37.473 autuações registradas no período, 25.969 estavam relacionadas ao descumprimento do piso mínimo do frete, o equivalente a 69,3% dos registros publicados pela Agência nos cinco dias analisados.

Na sequência, aparecem autuações ligadas ao Vale-Pedágio, com 10.071 registros, além de infrações relacionadas ao Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), transporte de passageiros, evasão de balança, Pagamento Eletrônico de Frete (PEF) e transporte rodoviário de produtos perigosos.

Os dados também mostram concentração das autuações de piso mínimo em poucos dias específicos. Somente em 21 de maio foram publicados 11.416 autos relacionados ao PMF. No dia anterior (20), foram 10.088 registros. Já em 19 de maio, o número chegou a 2.898 autuações.

FISCALIZAÇÃO MUDA DE ESCALA

O aumento do volume ocorre em meio ao endurecimento das regras de fiscalização adotadas pelo Governo Federal e pela ANTT nos últimos meses.

Em março, o governo publicou a Medida Provisória nº 1.343/2026, que reforçou mecanismos de controle sobre o cumprimento do piso mínimo do frete e ampliou penalidades para casos de descumprimento.

Na sequência, a ANTT publicou as Resoluções nº 6.077/2026 e nº 6.078/2026, regulamentando a medida e estabelecendo um novo modelo operacional baseado na validação prévia das operações por meio do CIOT.

Em abril, a agência avançou com a publicação da Portaria SUROC nº 6/2026, que passou a impedir a geração do CIOT em operações com frete abaixo do piso mínimo. A norma entrou em vigor no último domingo (24).

A nova etapa da fiscalização prevê ainda integração entre CIOT, MDF-e e notas fiscais eletrônicas, ampliando a rastreabilidade das operações e a capacidade de verificação automática das informações registradas no transporte rodoviário de cargas.

NOVAS REGRAS AMPLIAM RASTREABILIDADE

Em março, durante o anúncio das novas medidas relacionadas ao piso mínimo do frete, o então ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que o número de autuações aplicadas pela ANTT havia passado de cerca de 300 por mês, antes do início do atual governo, para aproximadamente 6 mil em 2024, chegando naquele momento à marca de cerca de 40 mil autuações mensais.

Segundo o ministro, até março, as multas aplicadas às empresas haviam somado R$ 419 milhões nos quatro meses anteriores.

Dados levantados pela ANTT a pedido do g1 mostram que, somente em 2026, a Agência já aplicou mais de R$ 354 milhões em multas relacionadas ao descumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas, com mais de 90 mil autuações registradas no período.

O volume representa alta de 33% em relação a todo o ano de 2025, quando cerca de 67 mil multas foram aplicadas. Em 2018, primeiro ano da série histórica, o valor total das multas aplicadas por esse tipo de infração foi de R$ 69 mil em todo o ano.

De acordo com a Agência, o aumento no número de autuações está relacionado ao uso mais intensivo da fiscalização eletrônica no setor.

A MundoLogística também solicitou à ANTT os valores atualizados referentes às multas aplicadas em abril deste ano, mas ainda não recebeu retorno da Agência até a publicação desta reportagem.

NTC&Logística participa da abertura da TranspoAmazônia 2026 em Manaus

NTC&Logística participa da abertura da TranspoAmazônia 2026 em Manaus

Evento reúne representantes de 65 países, lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas, autoridades e empresários para discutir infraestrutura, integração logística e desenvolvimento da Amazônia

A abertura oficial da TranspoAmazônia 2026 – III Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística aconteceu nesta quarta-feira (27), no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus (AM), reunindo autoridades, empresários, lideranças do setor de Transporte Rodoviário de Cargas e logística de todo o Brasil, além de representantes internacionais de 65 países.

Da esquerda para a direita: Flávio Benatti; Carlos Panzan; Antonio Luiz Leite; Eduardo Rebuzzi; Irani Bertolini; José Maria Gomes e Arlan Rodrigues

Considerada a maior feira de logística da Região Norte e uma das principais do segmento no país, a TranspoAmazônia reúne 150 marcas nacionais e internacionais, com expectativa de movimentar mais de R$ 1 bilhão em negócios ao longo da programação, que segue até sexta-feira (29). O evento é promovido pela Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (FETRAMAZ).

Representando a NTC&Logística, participaram da solenidade de abertura o presidente da entidade, Eduardo Rebuzzi; o vice-presidente, Antonio Luiz Leite, e o diretor financeiro, José Maria Gomes, reforçando a presença institucional da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística em um momento estratégico para o fortalecimento da infraestrutura e da integração logística da Região Norte.

A mesa de abertura contou com a presença de Paulo Caleffi, secretário-geral da CIT; Eduardo Rebuzzi, presidente da NTC&Logística; Vander Costa, presidente do Sistema Transporte; Irani Bertolini, presidente da FETRAMAZ; Ricardo Mendes Lasmar, diretor-presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados e Contratados do Estado do Amazonas (ARSEPAM), representando o Governo do Estado do Amazonas, e a secretária-executiva Thayrine Oliveira, representando o Ministério de Portos e Aeroportos.

Paralelamente à realização da TranspoAmazônia, Manaus também sediou importantes agendas voltadas à logística, à navegação e à infraestrutura da Amazônia. Entre elas, a visita do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao Estaleiro Beconal (Bertolini Construção Naval da Amazônia), considerado referência da indústria naval da região. Durante a agenda, foram anunciados investimentos federais superiores a R$ 7 bilhões voltados à expansão da navegação, da infraestrutura energética e da indústria naval no Amazonas.

Em seu discurso, o presidente Lula destacou a importância do fortalecimento da indústria nacional e dos investimentos em infraestrutura para geração de emprego e desenvolvimento regional. “O Brasil sabe produzir navios, barcaças e equipamentos. Quando a gente investe aqui, gera emprego, desenvolve tecnologia e fortalece a indústria nacional”, afirmou.

O presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, também ressaltou a importância da integração logística da Amazônia e da ampliação do debate sobre infraestrutura na região. “A logística faz parte da realidade da Amazônia. As hidrovias têm um peso enorme para a região e integrar melhor os modais é fundamental. Trazer esse debate para Manaus ajuda a dar mais visibilidade às necessidades de infraestrutura do Norte”, destacou.

Irani Bertolini, presidente da FETRAMAZ e idealizador da TranspoAmazônia 2026, destacou a importância da feira para ampliar a visibilidade do potencial logístico e econômico da Região Norte, reforçando o papel estratégico da Amazônia para o desenvolvimento nacional.

“A TranspoAmazônia nasceu da necessidade de dar voz e vitrine ao setor na região, que, além da floresta, também é tecnologia, logística, indústria e sustentabilidade. Em todos os estados, temos muito a desenvolver e vamos reunir os principais players nacionais e internacionais para criar esta conexão com o empresariado local e mostrar onde podemos chegar juntos”, destacou Bertolini, um dos pioneiros no transporte de cargas para a Amazônia na década de 1970.

Durante o evento, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, reforçou a importância da TranspoAmazônia para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas e para a construção de soluções integradas para a logística nacional.

“A TranspoAmazônia demonstra a força estratégica da Região Norte para o desenvolvimento do Brasil. Discutir infraestrutura, integração logística, sustentabilidade e investimentos é essencial para o presente e o futuro do Transporte Rodoviário de Cargas e de toda a cadeia produtiva. A NTC&Logística participa deste momento reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento do setor e com a busca de soluções que contribuam para uma logística cada vez mais eficiente e integrada no país”, afirmou Rebuzzi.

Lançamento do livro “A História do Transporte na Amazônia”

Durante a programação oficial da TranspoAmazônia 2026, aconteceu também o lançamento do livro “A História do Transporte na Amazônia”, escrito por Etelvina Garcia e publicado pela Fundação Memória do Transporte (FuMTran). A obra resgata a trajetória do transporte na Região Amazônica, os desafios logísticos enfrentados ao longo das décadas e as soluções desenvolvidas para conectar uma das regiões mais estratégicas do país.

O projeto editorial, desenvolvido em parceria com a FETRAMAZ, destaca o impacto da logística no desenvolvimento econômico e social da Amazônia, além de apresentar reflexões sobre o futuro do transporte sustentável e da integração multimodal na região. A publicação também conecta a memória cultural amazônica aos debates globais sobre mobilidade, infraestrutura e desenvolvimento.

O presidente da Fundação Memória do Transporte (FuMTran) e vice-presidente da NTC&Logística, Antonio Luiz Leite, destacou a importância da obra para preservar a história do setor e valorizar o papel do transporte no desenvolvimento da Amazônia e do Brasil.

“Contar a história do transporte na Amazônia é preservar a memória de homens e mulheres que ajudaram a integrar uma das regiões mais desafiadoras e estratégicas do país. Esta obra reforça a importância da logística para o desenvolvimento regional e para a construção de um futuro mais conectado, sustentável e integrado para o Brasil”, afirmou.

42ª Assembleia Geral Ordinária da CIT

Outro importante destaque da programação foi a realização da 42ª Assembleia Geral Ordinária da Câmara Internacional de Logística e Transportes (CIT), realizada em Manaus, tendo como anfitriã a FETRAMAZ, entidade filiada à Câmara Internacional.

A Assembleia acontece concomitantemente à TranspoAmazônia 2026 e reúne representantes de diversos países para discutir temas estratégicos ligados ao comércio internacional; transporte ferroviário; inteligência artificial aplicada ao transporte; legislação do transporte de cargas; rotas bioceânicas; resiliência climática; descarbonização; transporte de produtos perigosos; escassez de motoristas e outros assuntos relevantes para o desenvolvimento da logística global.

O encontro também proporciona um ambiente de networking e geração de negócios entre representantes da cadeia multimodal do transporte e logística, ampliando conexões internacionais e oportunidades de investimentos para o setor.

Durante a programação da CIT, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, realizou uma apresentação sobre os impactos da possível redução da escala 6×1 no Transporte Rodoviário de Cargas, abordando os desafios operacionais, econômicos e trabalhistas que poderão afetar diretamente o setor. Rebuzzi expôs um panorama das mudanças que vêm sendo debatidas no Brasil e a necessidade de um amplo diálogo entre empresas, trabalhadores e poder público para construção de soluções sustentáveis para o Transporte Rodoviário de Cargas.

A programação da TranspoAmazônia 2026 continua nesta quinta-feira (28) e segue até sexta-feira (29), reunindo empresários, autoridades, representantes de entidades, especialistas e profissionais do setor em uma agenda ampla de debates, troca de experiências, geração de negócios e discussões estratégicas voltadas ao fortalecimento da logística, da infraestrutura e do Transporte Rodoviário de Cargas na Região Amazônica e no Brasil.

Sistema Transporte defende multimodalidade, investimentos e segurança operacional em seminário do LIDE-MG

Sistema Transporte defende multimodalidade, investimentos e segurança operacional em seminário do LIDE-MG

Durante debate sobre infraestrutura e mobilidade, Vander Costa destacou a integração entre modais, os desafios logísticos de Minas Gerais e os impactos da proposta de redução da jornada de trabalho no transporte

O presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, participou, nesta segunda-feira (25), do seminário Cidades: Infraestrutura e Mobilidade, promovido pelo LIDE (Grupo de Líderes Empresariais) Minas Gerais, em Belo Horizonte (MG). Durante o painel Infraestrutura e Mobilidade Terrestre, o dirigente defendeu o fortalecimento da multimodalidade, a ampliação dos investimentos em infraestrutura e a análise dos impactos da proposta de redução da jornada de trabalho no setor transportador.

O encontro reuniu autoridades públicas, lideranças empresariais e especialistas para discutir os desafios da mobilidade urbana e da logística em Minas Gerais e no país.

Em sua participação, Vander Costa defendeu um modelo de transporte integrado, baseado na interdependência entre os diferentes modais. “O Brasil precisa tratar o transporte como uma prioridade estratégica de Estado. Não existe competição entre modais, existe complementaridade. Um sistema logístico eficiente depende da integração inteligente entre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos, com planejamento, investimento e visão de longo prazo”, afirmou.

Segundo o presidente do Sistema Transporte, a eficiência logística é fundamental para o crescimento econômico, a integração produtiva e a redução das desigualdades regionais. Nesse contexto, ele destacou a participação ativa da CNT na construção do PNL 2050 (Plano Nacional de Logística), iniciativa voltada ao planejamento de longo prazo da infraestrutura nacional, com foco na integração modal, na redução do custo Brasil e na diminuição das emissões de poluentes.

Ao abordar o cenário mineiro, Vander Costa ressaltou a relevância estratégica de Minas Gerais para a logística nacional. O estado concentra a maior malha rodoviária do país, com cerca de 272 mil quilômetros, o equivalente a 16% da malha nacional, mas ainda enfrenta desafios relacionados à capacidade, manutenção e modernização da infraestrutura.

Dados da Pesquisa CNT de Rodovias 2025 mostram que 37,9% dos trechos avaliados em Minas Gerais foram classificados como regulares, enquanto 27,5% apresentaram condições ruins ou péssimas, reforçando a necessidade de investimentos em recuperação e ações emergenciais na malha estadual. Segundo estimativas da CNT, seriam necessários R$ 15,8 bilhões em obras de recuperação e outros R$ 11,9 bilhões em intervenções emergenciais.

Outro tema debatido no painel foi o déficit de mão de obra qualificada no transporte e os possíveis impactos da proposta de redução da jornada semanal de trabalho. De acordo com dados apresentados durante o encontro, a diminuição da carga horária de 44 para 40 horas semanais demandaria cerca de 240 mil novas contratações e gerar impacto de R$ 11,88 bilhões no longo prazo.

“O transporte já convive com escassez de mão de obra e dificuldades de contratação, com 65,1% das empresas do setor enfrentando dificuldades para contratar motoristas. Por isso, mudanças na jornada de trabalho precisam considerar os impactos sobre a operação, os custos e a capacidade do setor de manter seus serviços”, afirmou Vander Costa.

O painel contou ainda com a participação do secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias de Minas Gerais, Pedro Bruno; do diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Guilherme Theo Sampaio; do presidente da ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias), Marco Aurélio Barcelos; do vice-presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), Emir Cadar, e da vice-presidente de Produtos da Wabtec, Daniela Rodrigues Ornelas.

Transporte farmacêutico aposta em nova fase de diálogo com a Anvisa em 2026

Transporte farmacêutico aposta em nova fase de diálogo com a Anvisa em 2026

O transporte farmacêutico iniciou 2026 com expectativa de maior aproximação junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). A avaliação é de Gylson Ribeiro, representante da Comissão de Transportes Farmacêuticos do SETCESP e vice-presidente extraordinário de Transporte de Produtos Farmacêuticos da NTC&Logística, que aponta a mudança na diretoria da Agência como um dos fatos mais relevantes para o segmento neste ano.

Segundo ele, a troca de quatro diretores da Anvisa, incluindo a presidência do órgão, abriu espaço para um relacionamento mais próximo com as entidades do transporte. Em abril, representantes da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC) participaram de uma reunião com a presidência da Agência para discutir demandas do setor.

De acordo com Ribeiro, o principal avanço percebido pelas transportadoras é a disposição da Anvisa em ouvir as dificuldades operacionais enfrentadas pelas empresas na aplicação das normas sanitárias. “A norma precisa ser economicamente viável e executável. O diálogo é fundamental para que ela funcione na prática”, afirmou.

A expectativa do setor, agora, é firmar um acordo de cooperação entre a Anvisa e as entidades representativas do transporte. A proposta prevê reuniões periódicas, criação de grupos técnicos conjuntos e maior alinhamento sobre interpretação das regras e processos de fiscalização.

Fiscalização e interpretação das normas seguem entre os principais desafios

Apesar do avanço no diálogo, o setor ainda enfrenta dificuldades relacionadas à interpretação das regulamentações sanitárias em diferentes regiões do país. Segundo Ribeiro, um dos principais desafios está na uniformização da fiscalização.

“O Brasil possui milhares de órgãos municipais ligados à vigilância sanitária, o que acaba gerando entendimentos distintos sobre uma mesma norma. Se o fiscal entende a regra de uma forma e a transportadora de outra, isso gera insegurança operacional”, explicou.

Entre os pontos que seguem em discussão, está a operação de cross-docking, prática comum no transporte rodoviário de cargas. Atualmente, a Anvisa entende que a armazenagem temporária durante a transferência de produtos entre veículos configura atividade de armazenagem, exigindo estrutura e documentação específicas.

Para o setor de transporte, porém, o processo faz parte da movimentação logística e não deveria receber o mesmo enquadramento de um centro de armazenagem convencional. A intenção das entidades é ampliar o diálogo técnico para revisar interpretações consideradas incompatíveis com a dinâmica operacional do transporte.

Última milha ainda gera preocupação no transporte farmacêutico

Outro tema que permanece no radar das transportadoras é a chamada última milha, especialmente nas entregas realizadas entre farmácias e consumidores finais.

Segundo Ribeiro, as exigências regulatórias aplicadas ao transporte especializado não são cobradas com o mesmo rigor nas operações realizadas por empresas de e-commerce e entregadores independentes. Para ele, isso cria uma assimetria competitiva e pode comprometer o controle de qualidade dos medicamentos.

“O produto farmacêutico exige cuidados específicos. Hoje, ainda existe uma abertura regulatória nessa etapa final da cadeia”, afirmou.

Mesmo diante desse cenário, o representante do SETCESP afirma que as transportadoras especializadas seguem investindo no cumprimento das normas sanitárias e em melhorias operacionais, especialmente no controle de temperatura e rastreabilidade dos produtos.

Tecnologia e soluções térmicas ganham espaço nas operações

A evolução tecnológica também tem ampliado as alternativas para o transporte farmacêutico. Segundo Ribeiro, o setor vem acompanhando o surgimento de novas soluções térmicas passivas e tecnologias voltadas ao monitoramento da cadeia fria. Essas inovações têm sido discutidas em encontros promovidos por entidades como Sindusfarma, Interfarma, ABOL e Abrafarma, que reúnem representantes da indústria, transporte, armazenagem e varejo farmacêutico.

Encontro NTC Farma em outubro

Como parte desse movimento de integração do setor, a NTC deve realizar, em 6 de outubro, a segunda edição do Encontro NTC Farma, no Palácio dos Transportes, em São Paulo. O evento reunirá representantes da indústria farmacêutica, operadores logísticos, transportadoras, armazenadoras, especialistas técnicos e entidades setoriais para debater regulamentação, tecnologia e boas práticas no transporte de medicamentos.

Para Ribeiro, iniciativas como essa ajudam a fortalecer o alinhamento entre os diferentes elos da cadeia e contribuem para a construção de normas mais aplicáveis à realidade operacional do setor.

Debatedores apontam necessidade de ajustes em sistema de pedágio de livre passagem

Debatedores apontam necessidade de ajustes em sistema de pedágio de livre passagem

Tema foi discutido na Câmara dos Deputados

Audiência pública da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados debateu, na terça-feira (26), as cobranças indevidas de multas nos pontos de pedágio de livre passagem, chamados de free flow.

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) suspendeu cerca de 3,4 milhões de multas aplicadas por esse sistema de livre passagem, em que os motoristas tinham sido penalizados por terem supostamente fugido do pagamento do pedágio.

O gerente de Projetos da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), Fábio Vargas, explicou que as sanções foram suspensas até novembro, para que, nesse período, os usuários regularizem a situação.

O deputado Hugo Leal (PSD-RJ), que propôs a reunião, disse que a mudança tecnológica é inevitável, mas não pode trazer um ônus indevido para os motoristas.

“O sistema precisa ser bem aplicado para agregar praticidade. A população deve ser corretamente informada sobre como funciona o pagamento dos pedágios”, afirmou.

Fernando de Freitas, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), considera que, apesar dos problemas de implantação, o free flow vai permitir avanços, como o pagamento apenas pelo trecho percorrido.

“A ideia do sistema de livre passagem é que, no futuro, a gente tenha um controle de entradas e saídas da rodovia, com vários pontos de cobrança”, informou Freitas. “O usuário só pagará o valor do trecho utilizado, trazendo justiça tarifária.”

IPCA-15: prévia da inflação desacelera em maio e fica em 0,62%, acima do esperado

IPCA-15: prévia da inflação desacelera em maio e fica em 0,62%, acima do esperado

Em 12 meses, alta foi de 4,64%, acima do teto da meta do BC, ante taxa de 4,37% até abril, segundo o IBGE; maiores impactos vieram dos preços da energia elétrica e da carne

Os preços dos combustíveis deram trégua na prévia da inflação de maio, mas o orçamento das famílias ainda sofreu pressão do encarecimento dos alimentos, da energia elétrica e dos gastos com saúde. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) desacelerou de um avanço de 0,89% em abril para alta de 0,62% em maio, informou nesta quarta-feira, 27, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar do arrefecimento, a taxa foi a mais elevada para o mês em uma década. O resultado ficou acima da estimativa dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam uma alta mediana de 0,56%.

Como consequência, a inflação acumulada em 12 meses acelerou pelo segundo mês seguido, subindo a 4,64% em maio (ante taxa de 4,37% até abril), rompendo assim o teto (de 4,5%) da meta de inflação de 3,0% perseguida pelo Banco Central.

Economista sênior da 4intelligence, Fábio Romão revisou sua projeção, para o IPCA do mês fechado de maio, de 0,44% para 0,60%. A previsão para o ano de 2026 também subiu: de 5,2% para 5,4%.

“São muito relevantes os desdobramentos do conflito EUA-Irã na precificação de enorme cadeia de bens e serviços, destacadamente na Alimentação no domicílio e em Serviços – com destaque para os efeitos vindouros dos fortes reajustes do querosene de aviação, bem como da ocorrência do fenômeno El Niño”, justificou Romão, em relatório.

Em maio, apenas três dos nove grupos de produtos e serviços que integram o IPCA-15 responderam por 95% de toda a inflação: Alimentação e bebidas, alta de 1,38%; Habitação, 1,03%; Saúde e cuidados pessoais, 1,05%.

Em Habitação, subiu 2,16% a energia elétrica residencial, item de maior pressão individual sobre a inflação do mês, contribuição de 0,09 ponto porcentual. Houve tanto impacto da mudança na bandeira tarifária quanto de reajuste em concessionárias de Fortaleza, Salvador e Recife.

“Em maio, passou a vigorar a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100kWh consumidos”, lembrou o IBGE.

O gasto das famílias brasileiras com a alimentação para consumo no domicílio subiu pelo quinto mês consecutivo em maio, uma alta de 1,73%. Houve reajustes na batata inglesa (26,29%), tomate (12,97%), leite longa vida (6,07%) e carnes (1,98%). Na direção oposta, ficaram mais baratos a maçã (-2,32%) e o café moído (-2,09%).

Faça já a sua inscrição para a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, que será realizada em Ouro Preto (MG)

Faça já a sua inscrição para a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, que será realizada em Ouro Preto (MG)

Evento promovido pela NTC&Logística acontecerá em agosto, reunindo lideranças e empresários do Transporte Rodoviário de Cargas de todo o Brasil

A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará, nos dias 27 e 28 de agosto de 2026, a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, no Hotel Vila Galé, em Ouro Preto (MG). O evento terá como entidade anfitriã a FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais, com o apoio dos sindicatos filiados à federação.

Consolidado como um dos mais importantes encontros do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil, o CONET&Intersindical reúne empresários, lideranças, representantes de entidades e especialistas para debater os principais desafios, tendências e oportunidades do setor.

A programação do evento é dividida em duas etapas. O CONET contempla a apresentação de pesquisas de mercado, estudos técnicos e levantamentos econômicos desenvolvidos pelo DECOPE (Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas) da NTC&Logística, além de debates relacionados aos custos operacionais e tarifas do setor. Já a Intersindical é voltada às discussões institucionais e estratégicas sobre o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas.

O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destacou a relevância da realização do encontro em Minas Gerais e a importância da participação do setor no evento.

“Realizar o CONET&Intersindical em Ouro Preto, em Minas Gerais, tem um significado muito especial para o nosso setor. Trata-se de um estado pujante, com forte representatividade econômica e relevância para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Estar em uma cidade histórica como Ouro Preto, patrimônio vivo da humanidade e do país, reforça ainda mais o propósito deste encontro. Será uma excelente oportunidade para ampliarmos o diálogo com lideranças, discutirmos os desafios do TRC e avançarmos na construção de soluções que contribuam para o crescimento sustentável do transporte de cargas. Convidamos todos os empresários e representantes de entidades a estarem conosco nesse importante momento”, afirmou.

As inscrições para o evento estão abertas, clique aqui e faça parte do evento.

As reservas de hospedagem também estão disponíveis. Garanta sua participação realizando a reserva no hotel do evento, clicando aqui.

Realização

NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)

Entidade Anfitriã

l FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais

Apoio

l Sindicatos filiados à FETCEMG

Patrocínio

l FENATRAN

l GEOTAB

MERCEDES-BENZ

ROADCARD

TRANSPOCRED

Apoios Institucionais

Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)

FuMTran (Fundação Memória do Transporte)

Apoio Logístico

Braspress

IET alerta para risco de paralisação no transporte por falha no CIOT

IET alerta para risco de paralisação no transporte por falha no CIOT

O IET (Instituto de Estudos do Transporte e Logística) alertou para riscos de paralisação no transporte rodoviário de cargas após falhas registradas no novo sistema de validação do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte), exigido pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) desde domingo (24).

Segundo o IET, falhas sistêmicas têm impedido a emissão de documentos essenciais, como o MDF-e e o CT-e, travando a circulação de caminhões.

O presidente do Instituto, Cristiano José Baratto, afirmou que o problema pode comprometer a distribuição de mercadorias, já que o próprio sistema eletrônico impede automaticamente o início das viagens quando há falhas na validação dos documentos.

Em comunicado, o Instituto pediu medidas emergenciais à ANTT, como suspensão temporária das novas validações, interrupção de autuações e criação de um período de adaptação operacional até a estabilização completa do sistema.

ANTT diz que não há previsão de adiar prazo para novas regras do CIOT

ANTT diz que não há previsão de adiar prazo para novas regras do CIOT

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) informou, nesta segunda-feira (25), que, “até o momento”, não há previsão de prorrogar o prazo para a entrada em vigor das novas regras do sistema de emissão do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte), que passaram a valer no último domingo (24). A Agência explicou ainda que, devido ao aumento “considerável de demandas”, as respostas às solicitações estão levando mais tempo, mas todas “estão sendo analisadas”.

Os ajustes na emissão do CIOT fazem parte do conjunto de medidas lançado pelo governo e pela Agência para endurecer o cumprimento da tabela do piso mínimo do frete rodoviário.

O pedido de prorrogação do prazo partiu da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), que, em nota divulgada nesta segunda, relatou que o sistema de emissões do CIOT apresentou instabilidades. A ANTT confirmou o problema e informou que a instabilidade ocorreu no período da manhã, por volta das 9 horas, com retorno das produções às 15 horas, e que segue monitorando a emissão do código. Porém, a reguladora destacou que o pedido protocolado pela entidade trata apenas da entrada em vigor das novas regras e não aborda as instabilidades registradas nesta segunda.

Com as mudanças recentes, o CIOT passou a ser obrigatório para todas as operações de transporte remunerado de cargas. As exceções são as operações com veículos não emplacados ou de transporte de cargas especiais. O código gerado é usado para identificar as operações de transporte rodoviário remunerado de cargas que estejam registradas na ANTT.

Ele contém informações como origem e destino da carga, valor do frete, contratante e transportador responsável. Cada operação gera um código único, que permite maior rastreabilidade e melhor acompanhamento das informações. Segundo a Agência, o novo modelo diversifica os mecanismos de validação das informações, conferindo, inclusive, se as regras do Piso Mínimo de Frete estão sendo seguidas.

Porto de Santos inaugura hub de inovação para logística e tecnologia

Porto de Santos inaugura hub de inovação para logística e tecnologia

O Porto de Santos inaugurou, na última sexta-feira (22), o Hub de Inovação Armazém 7, espaço voltado ao desenvolvimento de soluções tecnológicas para o setor portuário e logístico. Instalado em um antigo armazém próximo ao centro histórico da cidade, o projeto reunirá startups, coworking, auditório, laboratório e experiências imersivas ligadas ao universo portuário.

Com 1.822 metros quadrados, o espaço terá recursos de realidade aumentada, visitas virtuais ao porto e áreas dedicadas a universidades, ONGs e instituições ligadas à sustentabilidade, meteorologia e oceanografia.

Durante a inauguração, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca destacou que o hub busca fortalecer a inovação e a capacitação técnica no maior porto do país.

A gestão do Armazém 7 ficará sob responsabilidade da Universidade Presbiteriana Mackenzie, que firmou contrato de R$ 7,5 milhões com a APS (Autoridade Portuária de Santos) para desenvolver e coordenar as atividades do projeto.

Leilão rodoviário da Rota dos Sertões recebe três propostas

Leilão rodoviário da Rota dos Sertões recebe três propostas

O segundo leilão rodoviário do ano será disputado por três grupos. As propostas recebidas nesta segunda-feira (25) para a concessão da Rota dos Sertões, corredor entre Feira de Santana (BA) e Salgueiro (PE), incluem investidores já ligados ao setor até grupos que ainda não operam concessões rodoviárias. O certame está marcado para esta quinta-feira (28), na B3.

Segundo apurou a Agência iNFRA, uma das propostas foi apresentada pelo Consórcio 116 Sertões, formado pela NEO Invest, Mota-Engil e Infra I Fundo de Investimento, estrutura pela qual a Odebrecht oficializa seu retorno às disputas por leilões federais de rodovias. A Mota-Engil, parceira no consórcio, é a empresa vencedora da concessão do túnel Santos-Guarujá. A companhia portuguesa tem participação acionária da CCCC (China Communications Construction Company), grupo chinês de infraestrutura.

O movimento marca a tentativa de a Odebrecht retomar o setor após vender seus ativos rodoviários nos desdobramentos da Operação Lava Jato. Antes da reestruturação, a empresa operava concessões rodoviárias em Pernambuco, Bahia e Mato Grosso. No ano passado, ela ensaiou disputar a PPP do túnel seco, mas acabou não entrando no leilão.

Outro concorrente para o leilão de quinta-feira é o consórcio Atlas Rodovias, composto pelo Infra Brasil Fundo de Investimento e pela Yvy Capital, gestora fundada em 2023 pelo ex-ministro da Economia Paulo Guedes e pelo ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) Gustavo Montezano. O grupo também conta com a Houer, empresa que atua na estruturação e gestão de concessões e PPPs (Parcerias Público-Privadas).

A terceira proposta foi apresentada pelo consórcio Via dos Sertões, formado pelos grupos Aspen e DMDL. As duas empresas atuam nos segmentos de engenharia e infraestrutura, mas ainda não administram concessões rodoviárias. A Aspen tem operações em áreas como engenharia civil, locação de máquinas pesadas e comercialização de insumos, enquanto a DMDL atua em engenharia, arquitetura e gestão de infraestrutura.

Projeto

A concessão da Rota dos Sertões abrange 502 quilômetros de extensão. O projeto inclui cerca de 429 milhas da BR-116 na Bahia, outros 66 milhas em Pernambuco e um trecho de 7,2 milhas da BR-324, também na Bahia, que integra o anel viário de Feira de Santana.

O contrato terá duração de 30 anos e prevê cerca de R$ 4,3 bilhões em investimentos para recuperação de pavimento, ampliação de capacidade e modernização operacional. Entre as principais obras previstas, estão 108 quilômetros de duplicações, implantação de faixas adicionais, passarelas, pontos de parada e descanso, além de um contorno viário no trecho urbano de Serrinha (BA). O vencedor também ficará responsável pelos serviços de operação, manutenção e recuperação da rodovia.

Artigo: O que está em discussão no Congresso Nacional sobre o fim da escala 6×1

Artigo: O que está em discussão no Congresso Nacional sobre o fim da escala 6×1

Por Narciso Figueirôa Junior, Assessor Jurídico da NTC&Logística

Atualmente, tramita na Câmara dos Deputados a PEC 221/2019, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT/MG), que originalmente propõe a redução gradual da jornada constitucional de 44 horas semanais para 36 horas semanais, no prazo de 10 anos.

Posteriormente, foi apensada à PEC 221/2019 a PEC 8/2025, de autoria da deputada Erika Hilton, que também trata da redução da jornada e do chamado “fim da escala 6×1”, prevendo uma jornada semanal de 36 horas e a possibilidade de semana de 4 dias.

COMISSÃO ESPECIAL

Em abril de 2026, foi criada a Comissão Especial da Câmara dos Deputados para análise da matéria, tendo sido designado como relator o deputado Leo Prates (PDT/BA).

PRINCIPAIS PROPOSTAS EM DISCUSSÃO

Hoje, existem basicamente três linhas em debate:

        Proposta      Conteúdo
PEC original    – redução para 36h semanais;
PEC apensada (Erika Hilton)    – semana de 4 dias / 36h;
Tendência do relatório    – redução moderada para 40h.

AS DUAS EMENDAS APRESENTADAS À PEC

Foram apresentadas duas emendas principais com forte apoio do setor empresarial e do chamado Centrão.

1) EMENDA DO DEPUTADO SÉRGIO TURRA (PP/RS)

Apresentada em 14/05/2026. Essa emenda é a mais ampla e estruturada do ponto de vista empresarial.

Os principais pontos são: a) redução para 40h — e não 36h; b) transição de 10 anos; c) manutenção de 44h para atividades essenciais; d) condicionamento da eficácia da redução à edição de Lei Complementar; e) possibilidade de flexibilização por negociação coletiva; f) fortalecimento constitucional da negociação coletiva; g) possibilidade de compensação e banco de horas; h) previsão de incentivos econômicos às empresas; i) possibilidade de ampliação da jornada por negociação coletiva.

A emenda admite a ampliação de até 30% da jornada mediante negociação coletiva, o que poderia permitir jornadas superiores a 40 horas.

Esse ponto gerou forte repercussão política, porque opositores afirmaram que a emenda poderia permitir jornadas próximas de 52 horas semanais.

Amplia fortemente os mecanismos de flexibilização e transição, prevê tratamento diferenciado às atividades essenciais, manutenção da jornada de 44 horas e a necessidade de regulamentação prévia.

Além disso, ela inclui, no art. 7o da Constituição Federal (CF), autorização expressa para negociação coletiva sobre jornada; escalas; banco de horas; compensação; intrajornada; interjornada; teletrabalho; trabalho intermitente; sobreaviso; produtividade e controle de jornada.

Isso já está previsto no art. 611-A da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), desde 2017, com a reforma trabalhista, mas é importante que a CF também tenha essa previsão, pois o art. 611-A é uma norma infraconstitucional e sofre constantes questionamentos sobre a sua constitucionalidade.

Esta Emenda é muito favorável ao setor produtivo, especialmente para o transporte; logística; indústria; agronegócio; saúde e outras atividades que exigem operação contínua.

A Emenda também prevê que até 30% do limite semanal de jornada pode ser estabelecido em negociação coletiva.

Embora tal proposta possa gerar resistência sindical, questionamento social e forte oposição política, entendemos ser uma excelente ideia, pois fortalece a negociação coletiva setorial.

Outra proposta contida na Emenda é a de que haja uma transição econômica e produtiva para que a redução da jornada semanal seja implementada: monitoramento de produtividade; avaliação de impacto; critérios fiscais; adaptação setorial e qualificação profissional.

Além disso, cria regras de incentivos econômicos para a adoção da jornada de 40 horas semanais através de incentivos tributários; desoneração; redução de contribuições e apoio às microempresas.

Por fim, a Emenda estabelece que a Emenda Constitucional entre em vigor em 10 anos após a sua publicação.

2) EMENDA DO DEPUTADO TIÃO MEDEIROS

Também apresentada em maio de 2026. Esta emenda é mais enxuta e menos ampla que a de Sérgio Turra.

Os principais pontos são: manutenção da jornada de 44h para atividades essenciais; necessidade de Lei Complementar para definir quais setores serão considerados essenciais; transição gradual; redução para 40h — e não 36 horas.

O ponto mais importante desta emenda é a proposta de uma nova redação ao art. 139 do ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias), para dispor que as atividades essenciais serão definidas por Lei Complementar e poderão ter jornada máxima de 44 horas semanais.

Esta é uma ótima oportunidade para que o Transporte Rodoviário de Cargas seja incluído nesse rol, haja vista que, de acordo com a Lei de Greve, o Transporte Rodoviário de Passageiros é considerado como atividade essencial, e o TRC, não. Outro ponto relevante na Emenda é que estabelece que a redução da jornada para 40 horas semanais não poderá entrar em vigor antes da publicação da Lei Complementar.

Trata-se de uma Emenda razoável, pois cria tratamento diferenciado para atividades essenciais; condiciona a eficácia da redução da jornada semanal para 40 horas à aprovação de Lei Complementar; preserva a jornada de 44h semanais em setores críticos e reconhece, na própria Constituição, a necessidade de tratamento específico aos setores econômicos essenciais.

OS PONTOS MAIS IMPORTANTE DAS DUAS EMENDAS

As duas emendas estabelecem que a redução da jornada não entrará automaticamente em vigor.

Ela dependerá da edição prévia de Lei Complementar, e isto é muito relevante, porque permitirá o tratamento diferenciado, a proteção de atividades essenciais, a transição regulatória e a adaptação econômica dos setores.

NEGOCIAÇÃO COLETIVA

Outro aspecto muito relevante é que a emenda do deputado Sérgio Turra pretende constitucionalizar temas hoje previstos no art. 611-A da CLT, ou seja, banco de horas; compensação; escalas; jornada; intervalos e prevalência do negociado passariam a ter previsão constitucional.

Isto é relevante, porque fortalece a negociação coletiva, o Tema 1046 do STF e reduzirá questionamentos futuros sobre flexibilização negociada.

CENÁRIO POLÍTICO ATUAL

Hoje, há forte pressão sindical e social pela redução da jornada, mas também forte mobilização empresarial, especialmente dos setores de transporte, indústria, comércio, saúde, logística e agronegócio.

TENDÊNCIA ATUAL

Pelo que se observa, a redução para 36h parece ter perdido força, e o cenário mais provável, hoje, será eventual redução gradual para 40h semanais com transição longa, diferenciação setorial e fortalecimento da negociação coletiva.

3) PARECER DO RELATOR DEPUTADO LEO PRATES

O parecer do Deputado Leo Prates, apresentado em 25/05/26, propõe a redução da jornada constitucional de 44h para 40h semanais com os seguintes pilares: a) manutenção do limite diário de 8 horas; b) preservação da negociação coletiva; c) vedação de redução salarial; d) garantia de dois dias de descanso semanal; e) transição gradual; f) flexibilização setorial via ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) / CCT (Convenção Coletiva de Trabalho).

O relator não acolheu a proposta de semana obrigatória de 4 dias prevista na PEC 08/26, que prevê 36 horas semanais e jornada em 4 dias semanais.

O relator sustenta que a jornada atual está socialmente esgotada, especialmente a escala 6×1, mas a mudança não pode causar ruptura econômica abrupta.

Em relação à negociação coletiva, o relator afirma que a Constituição Federal deve fixar um teto geral, parâmetros mínimos, enquanto os Acordos e Convenções Coletivas devem adaptar escalas; turnos; compensações e peculiaridades setoriais.

No que tange à transição gradual, o relator defende uma implementação progressiva para adaptação econômica das mudanças e mitigação de impactos.

Foram examinadas no parecer as duas Emendas apresentadas pelo Deputado Sérgio Turra e pelo Deputado Tião Medeiros. Embora não acolhidas integralmente, o parecer absorve alguns pontos importantes nelas previstos: a)  valorização da negociação coletiva; b) necessidade de transição; c) preocupação com pequenas empresas; d) necessidade de adaptação setorial; e) diferenciação de atividades econômicas; f) preocupação fiscal e econômica.

O parecer reconhece expressamente a situação de atividades essenciais, sendo este ponto extremamente relevante para o transporte; logística; saúde; agronegócio; segurança e infraestrutura.

O parecer admite a necessidade de tratamento específico e adaptação das escalas por negociação coletiva.

REDAÇÃO PROPOSTA PELO RELATOR

Embora o texto final ainda precise passar pelo Plenário, o eixo central da proposta do relator é: a) jornada máxima de 40 horas semanais; b) manutenção das 8 horas diárias; c) garantia de 2 dias de descanso semanal; d) sem redução salarial.

A negociação coletiva está preservada no relatório ao dispor que, em caráter excepcional, convenção ou acordo coletivo de trabalho poderão estabelecer regime compensatório que assegure, em média, dois dias de repouso semanal remunerado, dentro do mês-calendário, garantido o gozo de pelo menos um dos dias do período máximo de uma semana de trabalho.

IMPLEMENTAÇÃO GRADUAL

No tocante à implementação progressiva, o relatório propõe: a) em um primeiro momento, 60 dias após a promulgação da Emenda Constitucional (EC), a jornada será reduzida para 42 horas semanais; b) doze meses após esse período, a jornada semanal diminuirá em mais 2 horas, atingindo-se o novo limite de 40 horas semanais.

Também estabelece uma autorização para que a lei possa tratar de hipóteses e condições de que a duração do trabalho e os dias de repouso semanal remunerado possam ser observados em regimes diferenciados.

O parecer fixa um prazo de 60 dias após a promulgação da EC para que fiquem sem efeito as cláusulas de ACT ou CCT que tratem da duração do trabalho e repouso semanal remunerado incompatíveis com a Emenda Constitucional.

Também possibilita que Lei Complementar possa estabelecer medidas transitórias, condicionadas à manutenção de níveis de emprego, de mitigação dos impactos decorrentes desta Emenda Constitucional, para os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte.

O parecer propõe que, ao empregado portador de diploma de nível superior e que perceba remuneração mensal igual ou superior a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, não se aplicam as regras relativas à duração do trabalho e ao controle da jornada, salvo por liberalidade do empregador ou se houver previsão em Acordo ou Convenção Coletiva de Trabalho, respeitado o inciso XV e § 2º do art. 7º da Constituição Federal.

O QUE O PARECER NÃO DEFINE

O parecer não resolve integralmente o regime de transição; os impactos fiscais; as regras setoriais específicas; as atividades essenciais; as compensações econômicas ou regras especiais para transporte/logística.

Esses temas são remetidos à negociação coletiva, à legislação infraconstitucional e ao debate político posterior.

IMPACTO PARA O TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS

O parecer deixa claro que atividades essenciais precisarão de tratamento diferenciado e que a negociação coletiva será central.

Isso é relevante para o TRC, porque o setor depende de operação contínua; janelas logísticas; carga e descarga; turnos; escalas diferenciadas e regras específicas da Lei 13.103/2015.

O parecer apresentado pelo relator ainda não produz efeitos, pois ele precisa ser discutido, votado e aprovado na Comissão Especial, para posterior discussão e aprovação no Plenário da Câmara dos Deputados.

Narciso Figueirôa Junior

Assessor Jurídico da NTC&Logística

Tubarão (SC) ganha nova Unidade do SEST SENAT e amplia atendimento aos trabalhadores do transporte

Tubarão (SC) ganha nova Unidade do SEST SENAT e amplia atendimento aos trabalhadores do transporte

Estrutura moderna reforça oferta de saúde, qualificação profissional e promoção social em Santa Catarina

O SEST SENAT inaugurou, nesta quinta-feira (21), sua nova Unidade Operacional, em Tubarão (SC), ampliando a presença da instituição na região Sul do país e fortalecendo o atendimento aos trabalhadores do transporte, seus dependentes e à comunidade local.

A cerimônia reuniu lideranças do setor transportador, empresários, autoridades políticas e representantes do Sistema Transporte. Tubarão é um dos principais polos econômicos e logísticos do sul de Santa Catarina, com forte presença do setor de transporte e atuação estratégica na região da Amurel (Associação dos Municípios da Região de Laguna). A cidade exerce papel relevante na movimentação de cargas e na integração regional, conectando polos industriais e logísticos do sul do estado por meio da BR-101 e do acesso ao Porto de Imbituba.

Com capacidade para mais de 53 mil atendimentos anuais, a Unidade oferecerá serviços de odontologia, fisioterapia, nutrição e psicologia, além de salas de aula, simulador de direção e espaços voltados à qualificação profissional e à promoção da qualidade de vida.

Durante a inauguração, o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, destacou a importância da nova estrutura para o desenvolvimento do setor e para a segurança dos profissionais do transporte. “Um motivo de muita alegria estar aqui, pois a gente está entregando para Tubarão e região o que há de melhor em termos de tecnologia para formação profissional”, afirmou.

O presidente também ressaltou a relevância do simulador de direção presente na Unidade. “Muito se fala do simulador, porque é uma ferramenta que realmente salva vidas, no qual é possível aprenderem a reagir rapidamente em caso de acidente. É um aprendizado sem risco nenhum, sem machucar ninguém e que, na estrada, vai proporcionar reação rápida, pois o motorista vai estar condicionado a tomar a decisão correta e evitar acidente”, disse.

O presidente da Fetrancesc (Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina) e do Conselho Regional do SEST SENAT de Santa Catarina, Dagnor Schneider, enfatizou o impacto social e econômico da nova Unidade para a região. “O que estamos entregando hoje para Tubarão e toda a Amurel é muito mais do que um prédio. Estamos entregando saúde, qualificação profissional, oportunidades e qualidade de vida para os trabalhadores do transporte e suas famílias”, afirmou.

Segundo ele, a estrutura foi planejada para a comunidade e para fortalecer o desenvolvimento regional. “É um espaço preparado para acolher pessoas, transformar histórias e contribuir diretamente para o desenvolvimento da região”, destacou.

O prefeito de Tubarão, Estêner Soratto da Silva Júnior (PL), afirmou que a cidade aguardava uma estrutura com esse perfil.

“Tubarão merecia um espaço como esse. Que essa Unidade realmente sirva o seu propósito de capacitar pessoas, de levar saúde e lazer para as pessoas”, afirmou.

Homenagem ao setor transportador

A Unidade leva o nome do empresário Rui Acácio Lima, pioneiro do transporte de cargas em Santa Catarina e referência histórica do setor na região.

Durante a cerimônia, o filho do homenageado, Beto Lima, vice-presidente da Fetrancesc e do Setram (Sindicato das Empresas de Logística e Transportes de Cargas da Região da Amurel), destacou a ligação da família com o transporte rodoviário.

“Nós somos de uma família de tradição de transporte rodoviário. O caminhão do pai ficava no pátio da casa, estacionado; então, a gente vive o transporte desde sempre”, afirmou.

Beto Lima ressaltou também a importância da homenagem prestada ao pai. “É uma homenagem extremamente justa e isso enaltece muito a nossa família”, declarou.

Expansão da rede

Com a inauguração em Tubarão, o SEST SENAT passa a contar com 13 Unidades Operacionais em Santa Catarina, ampliando a capilaridade dos serviços no estado.

A nova estrutura integra o plano contínuo de expansão e modernização da instituição, com foco no fortalecimento da infraestrutura e na ampliação do atendimento aos trabalhadores do transporte em todo o país.

Sistema Transporte leva agenda inédita à TranspoAmazônia 2026

Sistema Transporte leva agenda inédita à TranspoAmazônia 2026

Participação na TranspoAmazônia 2026 inclui reuniões setoriais, presença de federações nacionais e programação aberta ao público em Manaus

A partir da próxima semana, Manaus será a “capital do transporte brasileiro”. Isso porque a capital do Amazonas receberá uma ampla programação institucional do Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL) durante a terceira edição da TranspoAmazônia, maior feira e congresso internacional de transporte e logística da região Norte. Pela primeira vez, a CNT (Confederação Nacional do Transporte) realizará na Amazônia reuniões estatutárias, encontros setoriais e uma programação aberta ao público voltada aos desafios logísticos, à inovação e ao desenvolvimento do transporte na região.

A participação inédita levará à capital amazonense o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, integrantes da diretoria da entidade, empresários e representantes de 29 federações, cinco sindicatos nacionais e 29 entidades associadas, ampliando a presença institucional do setor na região e fortalecendo o debate sobre infraestrutura, conectividade e integração logística.

Um dos principais destaques da programação será o estande do Sistema Transporte, que reunirá CNT, SEST SENAT, ITL, Despoluir, Fetramaz, Fetranorte e diversos sindicatos regionais em um espaço integrado de relacionamento, conteúdo e experiências voltadas ao público da feira.

Durante os três dias do evento, o estande terá programação contínua, com palestras dinâmicas, apresentações institucionais e debates sobre inovação, sustentabilidade, qualificação profissional e os desafios logísticos da Amazônia.

A programação incluirá temas como transformação tecnológica no transporte, inteligência logística, redução de emissões, formação profissional e perspectivas para o setor na região Norte. O público também poderá participar de ativações interativas, bem como conhecer produtos, serviços e iniciativas desenvolvidas pelo SEST SENAT, além de estudos e indicadores apresentados pelo CNT Data. Entre as experiências disponíveis no espaço estará o simulador de embriaguez, atividade que utiliza óculos especiais para reproduzir os efeitos da fadiga e da ingestão de álcool na condução de veículos, como distorção visual, redução do tempo de reação e diminuição da prontidão motora.

Outro eixo da programação será a atuação do ITL (Instituto de Transporte e Logística), que levará apresentações sobre capacitação executiva e desenvolvimento profissional. Na pauta ambiental, o Despoluir levará ao evento ações voltadas à sustentabilidade e redução de emissões no transporte, destacando o compromisso do setor com uma agenda alinhada aos desafios ambientais da Amazônia e às exigências globais de sustentabilidade.

O estande foi concebido para aproximar empresários, autoridades, estudantes e jovens profissionais da atuação do Sistema Transporte, por meio de conteúdos acessíveis, experiências interativas e discussões conectadas às transformações da logística nacional.

Além da programação aberta ao público, a CNT realizará, em Manaus, reuniões da diretoria estatutária, encontros setoriais e agendas institucionais com lideranças nacionais do transporte de cargas e passageiros.

Para o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, a realização da agenda institucional em Manaus representa um avanço na integração da Amazônia às principais discussões sobre infraestrutura e logística no país. “Estar na Amazônia com uma agenda institucional dessa dimensão representa uma oportunidade de aproximar o setor transportador das demandas regionais e ampliar a integração logística do país”, afirma.

TranspoAmazônia reúne cadeia logística nacional em Manaus

A TranspoAmazônia 2026 reunirá empresas, operadores logísticos, autoridades públicas, especialistas e representantes dos modais rodoviário, aquaviário, aéreo e multimodal.

A programação inclui feira de negócios, congresso internacional, painéis técnicos, networking e exposição de soluções voltadas ao desenvolvimento logístico da Amazônia, com foco em inovação, conectividade e integração regional.

O evento acontecerá entre os dias 27 e 29 de maio, no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus, com apoio do Governo do Amazonas, entidades representativas do setor e patrocínio da Transpetro.

Para o presidente da Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz) e idealizador da TranspoAmazônia, Irani Bertolini, a edição de 2026 consolida o crescimento do evento e amplia a relevância da Amazônia nas discussões nacionais sobre logística e infraestrutura.

“A TranspoAmazônia se consolida como um espaço estratégico para debater os desafios logísticos da região e apresentar soluções voltadas à realidade amazônica. A presença da CNT e do Sistema Transporte fortalece ainda mais esse ambiente de integração entre empresas, especialistas e lideranças do setor”, destaca.

SERVIÇO

TranspoAmazônia 2026 – III Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística da Amazônia

DATA: 27, 28 e 29 de maio de 2026

LOCAL: Centro de Convenções Vasco Vasques – Manaus (AM)

HORÁRIO: 9h às 21 horas

Inscrições gratuitas pelo site oficial: TranspoAmazônia 2026

  • Programação do Sistema Transporte
  • Reuniões institucionais da CNT (agenda restrita)
  • Encontros setoriais com lideranças nacionais do transporte
  • Palestras em formato TED Talks
  • Programação interativa
  • Apresentações sobre inovação, sustentabilidade e logística na Amazônia
Governo apresentará Plano Nacional de Logística em junho, diz ministro

Governo apresentará Plano Nacional de Logística em junho, diz ministro

Documento deverá orientar investimentos até 2050 e ampliar integração entre rodovias, ferrovias, hidrovias e portos; especialistas cobram inclusão de riscos climáticos e impactos sociais no planejamento

O governo federal deve apresentar em junho o novo Plano Nacional de Logística (PNL), documento que irá orientar os investimentos em infraestrutura e transporte do país nas próximas décadas. A informação foi divulgada pelo Times Brasil, após fala do ministro dos Transportes, George Santoro, durante o Fórum Esfera Brasil 2026, realizado no Guarujá (SP).

Segundo o ministro, o novo PNL terá como eixo principal a integração entre rodovias, ferrovias, hidrovias e portos, em uma tentativa de reduzir gargalos históricos da logística brasileira e aumentar a competitividade do transporte nacional.

“A gente está trabalhando no novo Plano Nacional de Logística, que vai sair agora em junho, e todo o conceito dele é integração e interoperabilidade entre os modais rodoviário, ferroviário e hidroviário”, afirmou Santoro.

A proposta sucede o antigo PNL 2035 e deverá consolidar uma estratégia logística até 2050, em um momento em que o governo tenta acelerar concessões e ampliar investimentos privados em infraestrutura de transporte.

Durante o evento, Santoro afirmou que o objetivo do governo é reorganizar os corredores logísticos brasileiros a partir da nova dinâmica econômica do país, especialmente com o avanço do agronegócio no Centro-Oeste e no Norte.

“A nossa intenção é que a carga que saia de Sinop chegue a Santos a um custo menor que a de Santos para Xangai”, declarou o ministro, ao defender maior eficiência logística e redução do chamado “Custo Brasil”.

Segundo o Ministério dos Transportes, o novo Plano também servirá como base técnica para futuras concessões rodoviárias, projetos ferroviários, corredores hidroviários e investimentos portuários. A expectativa do governo é alcançar 35 concessões rodoviárias até dezembro, além de ampliar a carteira ferroviária nacional.

O Plano vem sendo estruturado com apoio técnico do CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe, responsável por auxiliar na construção de diagnósticos regionais, estudos de demanda e análises de integração logística entre os estados.

Política de Estado

A expectativa do setor é que o novo PNL 2050 represente uma ruptura com o histórico de descontinuidade dos grandes programas de infraestrutura no Brasil. Em apuração anterior publicada pela Agência Transporte Moderno, especialistas avaliaram que o Plano reúne condições técnicas inéditas para reposicionar a logística brasileira, mas alertaram que o sucesso dependerá de sua transformação em uma política permanente de Estado – e não apenas de governo.

“O maior aprendizado dos últimos 25 anos é que planejamento logístico não pode estar atrelado a mandatos”, afirmou Paulo Resende, professor de Logística e Transporte da Fundação Dom Cabral e diretor do Núcleo de Infraestrutura, Supply Chain e Logística da instituição.

“Se o PNL 2050 não se transformar em um Plano de Estado, ele corre o risco de repetir a trajetória dos Planos anteriores, que foram descontinuados a cada mudança de governo”, disse o especialista à Transporte Moderno.

Segundo Resende, o Brasil acumulou, ao longo das últimas décadas, uma série de iniciativas relevantes de planejamento logístico – como o Brasil em Ação, o PAC, o Plano de Integração Logística e o próprio PNL 2035 –, mas poucos programas conseguiram manter continuidade efetiva na execução dos projetos estruturantes.

Na avaliação do especialista, um dos principais diferenciais do novo PNL está justamente na visão de longo prazo, com horizonte até 2050, característica considerada essencial para atrair investidores privados para projetos de maturação extensa, como ferrovias e hidrovias.

“Esse tipo de infraestrutura exige planejamento de décadas. O Plano coloca o Brasil no radar de investidores globais ao sinalizar claramente quais modais e corredores serão priorizados”, afirmou.

Outro avanço apontado por Resende é o nível de escuta estruturada do setor produtivo durante a elaboração do Plano. Segundo ele, o PNL 2050 incorporou demandas logísticas de cerca de 40 setores econômicos, ouvindo embarcadores, operadores logísticos e representantes de diferentes cadeias produtivas. “Isso dá mais realismo ao planejamento, porque parte de quem usa efetivamente a infraestrutura”, disse.

Integração multimodal e priorização de investimentos

A integração entre modais é considerada um dos pilares centrais do novo PNL. O plano busca reduzir a dependência histórica do transporte rodoviário no Brasil ao fortalecer ferrovias, hidrovias, cabotagem e portos organizados em corredores logísticos integrados.

A avaliação de especialistas é que essa reorganização pode reduzir custos operacionais, ampliar eficiência e minimizar gargalos históricos no escoamento da produção agrícola e industrial.

Para Olivier Girard, sócio-diretor da consultoria Macroinfra, uma das principais inovações do PNL 2050 está na tentativa de hierarquizar investimentos.

“Os Planos anteriores eram grandes listas de obras, sem uma definição clara de prioridade. Agora, o Plano tenta responder à pergunta fundamental: o que fazer primeiro, considerando a escassez de recursos?”, afirmou.

Segundo Girard, o novo modelo também utiliza bases de dados mais sofisticadas, apoiadas em custos logísticos reais monitorados pelas empresas, o que aproxima o planejamento público da dinâmica operacional do setor privado.

“Hoje, o embarcador escolhe rotas e modais com base em custos efetivos, monitorados por sistemas de controle. O Plano passa a dialogar melhor com essa realidade”, explicou.

Apesar dos avanços, Girard aponta desafios importantes, especialmente relacionados à fragmentação de dados logísticos no país. Segundo ele, o transporte rodoviário – responsável por cerca de 65% da movimentação de cargas no Brasil – ainda opera com bases de informação dispersas entre estados e órgãos diferentes.

A expectativa do setor é que a reforma tributária contribua para melhorar a qualidade e a integração dessas informações nos próximos anos.

Governança e resiliência climática

Os especialistas ouvidos pela Transporte Moderno convergem na avaliação de que a governança será decisiva para garantir a continuidade do PNL 2050. Resende defende a criação de uma instância “guardiã” do Plano, com participação de universidades, órgãos de controle, Congresso Nacional e entidades independentes, para blindar o planejamento logístico contra mudanças políticas.

Girard também sugere um órgão suprapartidário e autônomo responsável por acompanhar a execução das diretrizes ao longo das próximas décadas. Além da questão institucional, cresce no setor a pressão para que o novo Plano incorpore critérios ambientais e climáticos de forma estrutural.

Especialistas alertam que a infraestrutura logística brasileira já sofre impactos diretos de eventos extremos, como enchentes no Sul, secas severas na Região Norte e interrupções em rodovias estratégicas. A avaliação é que projetos sem planejamento adequado de resiliência climática podem gerar custos bilionários futuros e comprometer a competitividade logística do país.

Outro ponto defendido pelas entidades é que o PNL 2050 fortaleça a integração entre planejamento logístico e transição energética, com expansão ferroviária, ampliação das hidrovias e redução gradual da dependência do modal rodoviário em longas distâncias.

O PNL 2050 é o primeiro Plano elaborado sob as diretrizes do Planejamento Integrado de Transportes (PIT). Para especialistas do setor, o desenho técnico é mais robusto do que os modelos anteriores. O desafio agora será garantir continuidade política e capacidade efetiva de execução ao longo das próximas décadas.

Comissão debate problemas na concessão da BR-364 em Rondônia; participe

Comissão debate problemas na concessão da BR-364 em Rondônia; participe

O debate atende a pedido do deputado Rafael Fera (Pode-RO). Segundo o parlamentar, a BR-364 integra um vetor logístico importante para o País, por onde passa a produção de Rondônia em ligação com a região Centro-Oeste.

Com a conclusão do processo de concessão em 2025, conforme o parlamentar, houve cobrança antecipada de pedágio, sem a realização de obras de infraestrutura no trecho concedido. Para ele, o processo deveria ter sido precedido de procedimentos técnicos e de ampla discussão com a sociedade e a população de Rondônia.

Na avaliação de Rafael Fera, é urgente “ter acesso irrestrito ao plano de execução de obras da rodovia, aos documentos que ensejaram os valores das tarifas autorizadas em contrato e a autorização da ANTT da cobrança antecipada de tarifa já com valores corrigidos”.

O parlamentar também quer tratar das obrigações previstas na concessão, como obras de duplicação, faixas adicionais, acostamentos, passarelas, pontos de parada de ônibus e de descanso para caminhoneiros.

Paraíba fortalece setor de transporte de cargas em meio a mudanças na logística e debates sobre jornada nas estradas

Paraíba fortalece setor de transporte de cargas em meio a mudanças na logística e debates sobre jornada nas estradas

Com mais de 21 mil empresas ativas, transporte rodoviário ganha protagonismo na economia paraibana e amplia discussão sobre eficiência e qualidade de vida dos motoristas

O transporte de cargas na Paraíba vive um momento de fortalecimento em meio às transformações do setor logístico brasileiro e às discussões sobre jornada de trabalho nas estradas. Responsável por conectar indústrias, comércio e centros de distribuição, o segmento se consolidou como uma das engrenagens mais importantes da economia estadual.

Dados do setor apontam que a Paraíba possui atualmente 21.038 empresas ativas ligadas ao transporte rodoviário de cargas, o equivalente a 0,9% do mercado nacional. O estado ocupa a 18ª posição no ranking brasileiro do segmento.

Além do crescimento operacional, o setor acompanha debates nacionais relacionados à Lei do Motorista e às novas regras para tempo de direção e períodos obrigatórios de descanso. As mudanças têm exigido adaptação logística das empresas e, ao mesmo tempo, ampliado a discussão sobre segurança e qualidade de vida dos profissionais das estradas.

Para representantes do setor, a regulamentação da jornada tende a gerar impactos positivos no médio e longo prazo, especialmente na redução de acidentes, na melhoria das condições de trabalho e na atração de novos profissionais para o mercado.

O transporte rodoviário segue sendo o principal modal logístico da Paraíba e do Brasil, responsável por grande parte do escoamento de mercadorias. No estado, as operações atendem desde cargas secas até alimentos perecíveis, medicamentos e veículos.

Os custos de frete variam conforme distância e complexidade da operação. No transporte de longa distância entre João Pessoa e grandes centros do país, como São Paulo, os valores podem variar entre R$ 1 mil e R$ 5 mil. Já operações regionais, como entre João Pessoa e Campina Grande, seguem modelo de cotação sob demanda.

O avanço do setor também acompanha investimentos em gestão de frotas, monitoramento logístico e modernização operacional, fatores considerados fundamentais para manter competitividade diante das novas exigências trabalhistas e do crescimento da demanda por eficiência no transporte de mercadorias.

Com a expansão econômica da Paraíba e o fortalecimento de cadeias produtivas regionais, o transporte de cargas amplia seu papel estratégico na movimentação da economia estadual e no abastecimento do mercado nordestino.

ATENÇÃO CIOT – Orientação da ANTT para geração de CIOT em contingência

ATENÇÃO CIOT – Orientação da ANTT para geração de CIOT em contingência

Na hipótese de indisponibilidade técnica do sistema da ANTT, a empresa poderá gerar o CIOT em contingência por meio do “executável” disponibilizado e  instalado na máquina da empresa. Neste momento, não é necessário realizar a transmissão.

Este CIOT gerado em contingência deverá ser validado posteriormente, no prazo máximo de  168 horas ( 07 dias), observando-se a regularização dentro desse período para evitar inconsistências operacionais. 

Nessa hipótese, o número do CIOT gerado em contingência deverá constar no campo apropriado do MDF-e ou no campo observações, a fim de preservar documental da operação.

Sugere-se a seguinte redação:

CIOT número xxxx gerado em contingência em 24/05/2026, devido à indisponibilidade técnica no sistema da ANTT.

NTC&Logística 

Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística

ATENÇÃO CIOT – Orientação da ANTT para geração de CIOT em contingência

ATENÇÃO – EMISSÃO CIOT – IMPORTANTE

A NTC&Logística informa que está atuando e monitorando, junto à ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, instabilidades no sistema de emissão do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte), inclusive em modo de contingência.

A entidade protocolou, em 15/05/2026, pedido de prorrogação de prazo (Ofício PRE/EFR/rca/1223/26), considerando as dificuldades operacionais relatadas pelas empresas. No entanto, até o momento, não houve retorno oficial da ANTT.

Ressaltamos que a geração do CIOT já se encontra em ambiente de produção desde o dia 24/05/2026, com as validações previstas nas Portarias SUROC nº 06 e nº 16/2026.

Diante das instabilidades, solicitamos que os associados que estiverem enfrentando problemas encaminhem à NTC&Logística prints (capturas de tela) com as mensagens de erro apresentadas, para consolidação e envio à ANTT.

Seguiremos acompanhando a situação e manteremos todos informados.

NTC&Logística

Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística

Faça já a sua inscrição para a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, que será realizada em Ouro Preto (MG)

Faça já a sua inscrição para a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, que será realizada em Ouro Preto (MG)

Evento promovido pela NTC&Logística acontecerá em agosto, reunindo lideranças e empresários do Transporte Rodoviário de Cargas de todo o Brasil

A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará, entre os dias 27 e 28 de agosto de 2026, a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, no Hotel Vila Galé, em Ouro Preto (MG). O evento terá como entidade anfitriã a FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais, com o apoio dos sindicatos filiados à federação.

Consolidado como um dos mais importantes encontros do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil, o CONET&Intersindical reúne empresários, lideranças, representantes de entidades e especialistas para debater os principais desafios, tendências e oportunidades do setor.

A programação do evento é dividida em duas etapas. O CONET contempla a apresentação de pesquisas de mercado, estudos técnicos e levantamentos econômicos desenvolvidos pelo DECOPE (Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas) da NTC&Logística, além de debates relacionados aos custos operacionais e tarifas do setor. Já a Intersindical é voltada às discussões institucionais e estratégicas sobre o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas.

O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destacou a relevância da realização do encontro em Minas Gerais e a importância da participação do setor no evento.

“Realizar o CONET&Intersindical em Ouro Preto, em Minas Gerais, tem um significado muito especial para o nosso setor. Trata-se de um estado pujante, com forte representatividade econômica e relevância para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Estar em uma cidade histórica como Ouro Preto, patrimônio vivo da humanidade e do país, reforça ainda mais o propósito deste encontro. Será uma excelente oportunidade para ampliarmos o diálogo com lideranças, discutirmos os desafios do TRC e avançarmos na construção de soluções que contribuam para o crescimento sustentável do transporte de cargas. Convidamos todos os empresários e representantes de entidades a estarem conosco nesse importante momento”, afirmou.

As inscrições para o evento estão abertas, clique aqui e faça parte do evento.

As reservas de hospedagem também estão disponíveis. Garanta sua participação realizando a reserva no hotel do evento, clicando aqui.

Realização

NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)

Entidade Anfitriã

FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais

Apoio

Sindicatos filiados à FETCEMG

Patrocínio

FENATRAN

GEOTAB

MERCEDES-BENZ

ROADCARD

TRANSPOCRED

Apoios Institucionais

Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)

FuMTran (Fundação Memória do Transporte)

Apoio Logístico

Braspress