A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará a segunda edição do CONET&Intersindical 2026 no Hotel Vila Galé, em Ouro Preto (MG), de 27 a 29 de agosto. O evento tem como entidade anfitriã a FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais, com o apoio dos Sindicatos filiados à entidade.
O CONET&Intersindical é dividido em duas etapas:
1. CONET: apresentação de pesquisas de mercado realizadas pelo Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE) da NTC&Logística, além de debates sobre custos e tarifas do setor;
2. Intersindical: discussão de temas relacionados ao desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC).
O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destaca a importância do evento e o simbolismo da sua realização em Minas Gerais: “Realizar o CONET&Intersindical em Ouro Preto, em Minas Gerais, tem um significado muito especial para o nosso setor. Trata-se de um estado pujante, com forte representatividade econômica e relevância para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Estar em uma cidade histórica como Ouro Preto, patrimônio vivo da humanidade e do país, reforça ainda mais o propósito deste encontro. Será uma excelente oportunidade para ampliarmos o diálogo com lideranças, discutirmos os desafios do TRC e avançarmos na construção de soluções que contribuam para o crescimento sustentável do transporte de cargas. Convidamos todos os empresários e representantes de entidades a estarem conosco nesse importante momento”.
O CONET&Intersindical consolidou-se como um dos eventos mais importantes do setor, reunindo os principais protagonistas do TRC, promovendo debates estratégicos, troca de experiências e oportunidades para o fortalecimento de parcerias.
As inscrições para o evento serão abertas em breve, mas as reservas de hospedagem já estão disponíveis. Garanta sua participação realizando a reserva no hotel do evento, clicando aqui.
Realização
l NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)
Entidade Anfitriã
l FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais
Apoio
l Sindicatos filiados à FETCEMG
Patrocínio
l FENATRAN
l GEOTAB
l ROADCARD
l TRANSPOCRED
Apoios Institucionais
l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)
A NTC&Logística realizará, amanhã, dia 12 de maio, às 9 horas, uma live exclusiva para associados sobre um dos temas mais relevantes da atualidade nas relações de trabalho: as alterações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) e os riscos psicossociais no ambiente corporativo.
O encontro contará com a participação do assessor jurídico da NTC&Logística, Dr. Narciso Figueirôa Junior, e do auditor fiscal do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego, Rodrigo Vieira Vaz, que debaterão os impactos das mudanças da NR-1 no Transporte Rodoviário de Cargas e os cuidados que as empresas precisam adotar diante das novas exigências relacionadas à saúde mental e ao gerenciamento de riscos psicossociais.
Durante a live, serão abordados temas como clima organizacional, pressão excessiva, jornadas desgastantes, assédio, relações interpessoais no ambiente de trabalho e os reflexos dessas questões na segurança, produtividade e bem-estar dos colaboradores.
A programação também trará orientações práticas para as empresas do setor, abordando responsabilidades, medidas preventivas e boas práticas para adequação às mudanças previstas na norma.
A iniciativa reforça o compromisso da NTC&Logística em manter seus associados atualizados sobre temas estratégicos e de grande impacto para o Transporte Rodoviário de Cargas, promovendo debates qualificados e alinhados às transformações do mercado de trabalho e da legislação brasileira.
Unidade, localizada no bairro de Perus, em São Paulo, é resultado do mais relevante investimento já realizado pela empresa em 20 anos e reúne o que há de mais atual no mundo em termos tecnológicos
A Jadlog, uma das principais transportadoras de cargas fracionadas do e-commerce e do mercado B2B do País, inaugura hoje (07/05), em São Paulo, o novo Hub logístico, que permitirá dobrar sua capacidade operacional de processamento. O empreendimento é resultado de um investimento de mais R$ 200 milhões, o maior já realizado pela Jadlog em seus 20 anos de trajetória. O novo hub conta com tecnologias e equipamentos de última geração, incluindo um sorter de 310 metros de comprimento e o uso de Inteligência Artificial em diversas etapas da operação.
“Depois de crescer dez vezes em volume movimentado desde a aquisição da Jadlog pelo grupo Geopost, em 2016, estamos realizando o investimento mais relevante da nossa história, com o objetivo de ampliar as nossas instalações, a capacidade operacional e trazer o que há de mais avançado em tecnologia”, afirma Bruno Tortorello, CEO da Jadlog. “A nossa nova sede nos permitirá operar com padrões elevados de intralogística, fortalecendo a operação da nossa malha nacional de distribuição, formada por mais de 500 franquias, 17 filiais e a rede Pickup, de 4 mil pontos comerciais parceiros de bairro”.
Instalado em uma área de cerca de 20 mil m², o hub conta com 87 docas, cerca de 2 mil m² de mezanino para os escritórios e 5 mil m² de área de apoio.
O novo sorter – equipamento que automatiza a triagem de mercadorias – tem capacidade para movimentar encomendas de até 35 kg e foi projetado para operar em alta velocidade, podendo processar 18 mil volumes por hora, aumentando significativamente a produtividade e reduzindo falhas e retrabalho. Entre os seus principais diferenciais, estão o alto nível de automação, a precisão na leitura e separação dos volumes, o layout flexível e a integração com os sistemas de gestão da Jadlog.
“O uso das novas esteiras e do sistema de classificação automatizado permitirá um aumento expressivo do volume de encomendas processadas por hora, duas vezes maior do que a capacidade atual”, observa Tortorello.
Segundo o CEO da Jadlog, a automação elimina gargalos no fluxo interno e garante maior regularidade, velocidade e previsibilidade na operação, especialmente em períodos de pico como a Black Friday.
O empreendimento vai contribuir diretamente para a redução dos prazos de entrega para o B2C e B2B, ao acelerar as etapas de triagem e despacho. Isso irá impactar positivamente o lead time total, permitindo entregas mais rápidas e maior previsibilidade nos prazos.
Tecnologias específicas
Entre as tecnologias específicas, estão os scanners de alta velocidade, sistemas avançados de leitura automática de códigos e soluções de visão computacional, que ampliam a precisão da triagem, aumentam a velocidade de processamento e reduzem erros operacionais.
Ferramentas de digitalização e inteligência artificial serão aplicadas na leitura automática de volumes, análise de dados operacionais, apoio à tomada de decisão, balanceamento de fluxo e previsão de demandas.
O novo Hub irá operar com sistemas de gerenciamento de armazéns (WMS) de última geração, integrados aos sistemas corporativos da Jadlog, permitindo controle em tempo real das operações, rastreabilidade total e otimização contínua do fluxo interno.
Construção sustentável
Pensado para acompanhar a estratégia de sustentabilidade da Jadlog e de seu controlador, a Geopost, o novo Hub foi construído com infraestrutura preparada para minimizar impactos ambientais, otimizar recursos e reduzir emissões.
Possui iluminação em LED de alta eficiência, sistemas de automação para controle do consumo energético e equipamentos projetados para reduzir o gasto de energia. Também foi projetado para apoiar, de forma progressiva, a operação e a expansão da frota de veículos elétricos da Jadlog.
Na unidade, serão adotadas práticas de gestão responsável de resíduos, com foco na segregação correta, reciclagem de materiais, reaproveitamento de embalagens e redução do uso de plástico.
O projeto do novo Hub contempla soluções para uso racional da água, incluindo dispositivos de redução de consumo e reaproveitamento sempre que possível. Pelas iniciativas implementadas, a Jadlog receberá o selo prata de certificação LEED para o novo empreendimento.
Curso será ofertado nacionalmente para qualificar vigilantes em transição de carreira e motoristas do setor, com aulas teóricas e práticas em carros-fortes e simuladores
O SEST SENAT realizou, em Porto Alegre (RS), a homologação de 22 Unidades Operacionais para a oferta de curso da Escola de Motoristas voltado para o segmento de transporte de valores. Desenvolvido em parceria com a Prosegur, o curso foi validado por meio de turmas-piloto, com carga horária de 45 horas. A grade contempla conteúdos teóricos e práticos, incluindo atividades realizadas em carros-fortes e em simuladores de direção do próprio SEST SENAT.
O curso, que será disponibilizado em todo o país, é destinado a profissionais vinculados a empresas de transporte de valores, incluindo vigilantes em processo de promoção para a função de motorista e motoristas que necessitam de aperfeiçoamento profissional. A participação ocorre mediante indicação das próprias empresas, que encaminham seus colaboradores para a capacitação conforme suas demandas operacionais.
A ação integra o projeto Segurança em Movimento, estruturado para atender às demandas específicas das empresas de transporte de valores, com foco na qualificação profissional, na padronização da oferta e na ampliação da capacidade de atendimento em nível nacional.
“A iniciativa tem como foco a qualificação de vigilantes em processo de transição para a função de motoristas, ampliando suas possibilidades de atuação profissional e contribuindo para o fortalecimento da mão de obra especializada no segmento de transporte de valores”, explica o diretor-executivo nacional interino do SEST SENAT, Vinicius Ladeira.
A definição das Unidades participantes considerou um levantamento de demanda conduzido com o apoio da Fenaval (Federação Nacional das Empresas de Transporte de Valores), garantindo alinhamento com as necessidades do mercado. Durante o processo de homologação, também foram promovidos alinhamentos pedagógicos, técnicos e operacionais com os instrutores responsáveis pela capacitação. Ao todo, 22 instrutores participaram dessa etapa, além da equipe que coordena o projeto.
Para o segundo semestre, a iniciativa prevê ainda uma atualização para vigilantes, a ser ministrado por instituições especializadas credenciadas pelo SEST SENAT.
Movimentação de 4,7 milhões de toneladas reflete investimentos federais em infraestrutura e inovação nos terminais regionais
Os portos da Região Sul do Brasil registraram um crescimento expressivo na movimentação de carga conteinerizada em fevereiro, alcançando 4,7 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 43,98% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).
No total, os portos sulistas movimentaram 14,4 milhões de toneladas no mês, com destaque para cargas como contêineres, soja, petróleo e derivados, fertilizantes e milho. As exportações cresceram 5,04%, enquanto a movimentação de longo curso avançou 1,75%, sinalizando a continuidade das operações ligadas ao comércio exterior.
O Porto de Paranaguá, no Paraná, liderou o desempenho regional, com 4,4 milhões de toneladas, correspondendo a 30,7% do total movimentado na Região Sul. Em seguida, destacam-se o Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, com 2,4 milhões de toneladas, e o Porto Itapoá, em Santa Catarina, com 1,2 milhão de toneladas.
Para o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o avanço na carga conteinerizada demonstra uma logística mais dinâmica e eficiente, integrada ao comércio internacional. “O Governo Federal vem trabalhando para ampliar a capacidade operacional dos portos, melhorar acessos e criar um ambiente mais seguro para investimentos, fortalecendo a competitividade do Sul”, afirmou o ministro.
Esse desempenho ocorre em meio a investimentos federais em infraestrutura portuária na região. Em Santa Catarina, foi retomado o contrato de dragagem do Porto de Itajaí, com R$ 63,8 milhões investidos para garantir navegabilidade por até 48 meses. Além disso, foi assinado contrato de R$ 72,8 milhões para manutenção e reforço do molhe de abrigo do Porto de Imbituba, visando aumentar a segurança e a eficiência operacional.
No Paraná, o Porto de Paranaguá sediou a primeira edição de 2026 das Caravanas da Inovação Portuária, iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos e da Antaq para promover soluções inovadoras e sustentabilidade nas operações portuárias.
O Governo Federal também aprovou R$ 81 milhões do Fundo da Marinha Mercante para projetos na indústria naval do Sul, incluindo a construção de uma embarcação de apoio marítimo em Santa Catarina, com previsão de gerar 350 empregos diretos.
O DECOPE – Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas da NTC&Logística é responsável por estudos técnicos, voltados à apuração de custos de transporte rodoviário de cargas e logística, estatística do setor, estudos macroeconômicos e formação de índices de custos referenciais que medem a inflação do setor, dentre eles os dois com mais destaque são o INCTF – Índice Nacional de Custos de Transporte de Carga Fracionada e o Índice Nacional de Custos de Transporte de Carga Lotação, o INCTL.
O INCTF e INCTL têm como objetivo principal medir a evolução dos custos operacionais de transporte rodoviário de cargas e são índices do setor de transporte com grande repercussão e credibilidade, publicado no site da NTC e por todas as entidades que representam o transporte (Sindicatos e Federações), bem como em outros meios de comunicação. Eles servem ainda como instrumento de atualização de contratos públicos e privados no mercado de frete.
INFORME: Com a decisão do Governo Federal de encerrar o programa de desoneração da folha de pagamento, que permitia a substituição da contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de salários, por alíquota sobre a receita bruta da empresa, desse modo o INCT já contempla a segunda etapado processo de reoneração da folha de pagamento.
O fechamento do Acordo de Convenção Coletiva dos trabalhadores em transporte rodoviário de carga – São Paulo, base do SETCESP em junho/25, acordaram índice de 7,0% (sete por cento) para o reajuste dos salários de motoristas e outras categorias profissionais.
INCT-F DECOPE/NTC DE ABRIL/25 A ABRIL/26
A NTC&LOGÍSTICA comunica aos associados que a variação média do (INCTF[1] DECOPE/NTC) foi de 0,14% no mês de abril e acumula nos últimos doze meses 6,97%(seis virgula noventa e sete por cento), entre maio de 2025 e abril de 2026 (maio de 2026*/- sobre maio de 2025 ou ainda, nos últimos doze meses).
O INCTF mede a evolução de todos os custos da carga fracionada, incluindo transferência, coleta e distribuição, custos administração e de terminais. Nesses custos não estão contemplados impostos, pedágios e margem de lucro.
INCTL – DECOPE/NTC DE ABRIL/25 A ABRIL/26
O INCTL[2]reflete a variação dos custos do transporte rodoviário de cargas fechadas ou lotações, ou seja, ele mede a evolução de todos os custos da carga completa, incluindo a transferência, a administração (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Ele, assim como o INCTF, também não contempla impostos e margem de lucro na sua apuração.
A sua variação média foi de 7,00%(sete por cento) de maio de 2025 a abril de 2026 (abril de 2026 sobre abril de 2025, ou ainda nos últimos doze meses) e no mês variando (0,59%).
COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS
O preço por litro do óleo diesel S-10, teve uma variação de (2,51%) no mês de abril/26, quando comparado com o mês anterior, sendo comercializado a R$ 7,380 p/litro. No período de 12 meses (abr-26 contra abr-25), a variação acumulada é de 17,89%, resultado, principalmente ditado pela nova regra política da Petrobrás.
O aditivo Arla 32, utilizado para reduzir as emissões de poluentes não registrou variação no mês. Desde março/12 até hoje, o aditivo já acumulou queda de (22,37%).
O óleo diesel comum, ainda consumido pela frota brasileira, teve variação acumulada em 16,48% nos 12 meses. No mês de abril, o óleo foi comercializado a R$ 7,38 p/litro, contra R$ 7,57 p/litro no mesmo período do ano anterior, já o período mensal registrou variação de (3,22%).
COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS DEMAIS INSUMOS NA FRACIONADA
No mês, o veículo de transferência não registrou variação e o veículo de distribuição urbana uma variação de 0,30%, já os implementos tanto de transferência e de distribuição não registrou variação, pneu – 275/80 R 22,5 com variação de (3,75%), recapagem 6,69%, salário do motorista 0,00%, seguro 0,29%.
Considerando o período de 12 meses, os insumos que contribuíram para a variação do INCTF na operação de transferência foram: veículo 2,29%, carroceria baú 0,0%,pneu – 275/80 R 22,5 com variação de (3,75%), recapagem 7,33%, rodoar 11,25%, lavagem com 3,40%, salário do motorista 7,00% e seguro do casco 2,16%.
Na operação de coleta e distribuição, os insumos que tiveram variação foram: veículo com variação de (7,00%), carroceria ¾ baú de alumínio com variação de 0,0%, pneu 215/75 – R 17,5 com 2,17%,recapagem com 9,53%,rodoar15,64%, lavagem com 6,11%, seguros do casco e contra terceiros com (6,53%), salário de motorista 7,00% e salário de ajudante 7,00%.
DESPESAS ADMINISTRATIVAS
As despesas administrativas de uma forma geral registraram em abril variação 0,07% de 2026, quando comparada com as despesas do mês anterior. Já as despesas administrativas, exceto os salários, variaram 0,21%.
Nos 12 meses, as despesas administrativas vêm registrando alta de 7,76%, agravado principalmente, pelo reajuste do IPTU para 2026. A evolução acumulada das despesas administrativas, exceto salários, foi de 2,68%.
COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS PRINCIPAIS INSUMOS NA LOTAÇÃO
Considerando a variação mensal, as despesas administrativas registraram variação de 0,10%, despesas administrativas (exceto salários) 0,14%, cavalo mecânico (0,69%), pneus 0,47%, Rodoar 0,0%, semirreboque 0,0%, recapagem (0,20%), seguros (0,77%).
ANÁLISE DE 12 MESES
Nos 12 meses (abr/26 contra abr/25), o cavalo mecânico teve variação de (4,86%), semirreboque 0,00%, óleo cárter 5,98%, óleo câmbio 2,42%, seguros (4,23%), DAT – 4,06%, recapagem com (4,56%), lavagem 6,11%, rodoar 5,45% e (8,70%) pneus – 295/80 R22.
INCT-FR, INCT-FOU INCVT e INCT-FRIG
A evolução completa do INCTF, do INCTL e dos demais índices (INCTFR, INCTFOU, INCVT – Índice Nacional do Custo Variável do Transporte e INCTFRIG Índice Nacional do Custo do Transporte Frigorífico), assim como dos insumos do transporte encontra-se à disposição dos filiados da NTC&LOGÍSTICA na área restrita aos associados do site www.portalntc.org.br. Para acessar esta área, clique no canal Técnico e Econômico. Em seguida, clique “Downloads”.
O Departamento Técnico e Econômico da NTC&LOGÍSTICA (DECOPE) coloca-se à disposição das empresas e entidades associadas para prestar qualquer informação complementar pelo telefone (0xx11) 2632-1526/1536 ou pelo e-mail economia@ntc.org.br.
[1]É livre a reprodução total ou parcial desta nota em qualquer meio de comunicação, desde que não sejam omitidos ou alterados aspectos essenciais à compreensão da mesma e desde que seja citada a fonte como segue: DECOPE/NTC&LOGÍSTICA – Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas/Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística.
[2]Este custo inclui custo peso, GRIS, custo valor para mercadorias de baixo valor (R$ 5.955,68 TON.) e PIS/COFINS. Não inclui taxa de lucro e pedágios. Franquia de 6 horas para carga e descarga. Acima disso, o custo adicional é de R$ 237,13 p/hora útil parada, ou R$ 9,86 por tonelada por hora útil.
A NTC&Logística realizará, no próximo dia 12 de maio, às 9 horas, uma live exclusiva para associados sobre um dos temas mais relevantes da atualidade nas relações de trabalho: as alterações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) e os riscos psicossociais no ambiente corporativo.
O encontro contará com a participação do assessor jurídico da NTC&Logística, Dr. Narciso Figueirôa Junior, e do auditor fiscal do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego, Rodrigo Vieira Vaz, que debaterão os impactos das mudanças da NR-1 no Transporte Rodoviário de Cargas e os cuidados que as empresas precisam adotar diante das novas exigências relacionadas à saúde mental e ao gerenciamento de riscos psicossociais.
Durante a live, serão abordados temas como clima organizacional, pressão excessiva, jornadas desgastantes, assédio, relações interpessoais no ambiente de trabalho e os reflexos dessas questões na segurança, produtividade e bem-estar dos colaboradores.
A programação também trará orientações práticas para as empresas do setor, abordando responsabilidades, medidas preventivas e boas práticas para adequação às mudanças previstas na norma.
A iniciativa reforça o compromisso da NTC&Logística em manter seus associados atualizados sobre temas estratégicos e de grande impacto para o Transporte Rodoviário de Cargas, promovendo debates qualificados e alinhados às transformações do mercado de trabalho e da legislação brasileira.
Encontro com presidente da Câmara abordou avanço de propostas estratégicas para o setor, como o Marco Legal do Transporte Público Coletivo e a PEC dos motoristas profissionais
O presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, e o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza, reuniram-se, na terça-feira (5), com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tratar do avanço de propostas consideradas estratégicas para o setor transportador.
Também participou do encontro o presidente da Fetranslog-NE (Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste) e do Conselho Regional Nordeste II do SEST SENAT, Arlan Rodrigues, e a gerente executiva de Relações com o Poder Legislativo da CNT, Andrea Cavalcanti.
A reunião, realizada na Presidência da Câmara, teve como foco a tramitação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) nº 22/2025, que institui a Política Nacional de Apoio à Atividade de Transporte Rodoviário Profissional, e do PL (Projeto de Lei) nº 3.278/2021, que estabelece o Marco Legal do Transporte Público Coletivo no Brasil. Durante o encontro, Hugo Motta indicou a possibilidade de encaminhamento das matérias nas próximas semanas. Os dois textos avançaram na agenda legislativa, o Marco pode ser deliberado em Plenário nas próximas semanas, e a PEC dos motoristas deve ganhar celeridade na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
O Marco Legal do Transporte Público Coletivo chegou a ser incluído na pauta, mas teve a votação adiada a pedido do relator, deputado federal José Priante (MDB-PA), para ajustes de redação.
O projeto busca estabelecer um novo modelo regulatório e ampliar a sustentabilidade econômica do transporte público coletivo, com medidas voltadas à modicidade tarifária e à previsibilidade dos contratos. Entre os principais pontos, estão a separação entre a tarifa pública paga pelo passageiro e a remuneração do operador pelo serviço prestado, além de mudanças nas regras de financiamento das gratuidades, com o fim do subsídio cruzado e a exigência de previsão orçamentária dos entes públicos para custear os benefícios tarifários.
Já a PEC nº 22/2025 estabelece diretrizes para garantir condições mínimas ao cumprimento das normas de segurança viária. A proposta prevê medidas como o fracionamento das regras de descanso dos motoristas, com a garantia do tempo de descanso mínimo de oito horas consecutivas.
O texto também estabelece diretrizes para políticas públicas voltadas à valorização e à proteção dos profissionais do transporte rodoviário de cargas e passageiros, além de ampliar a segurança jurídica do setor.
A CNT participou da construção das duas propostas, com a apresentação de contribuições técnicas para o aperfeiçoamento dos textos, incluindo sugestões relacionadas ao reconhecimento das convenções coletivas.
A ANTT inicia o mês de maio com o reforço das estratégias de preservação da vida e segurança viária em toda a malha rodoviária federal concedida. Como parte do movimento Maio Amarelo, a Agência intensifica as campanhas de conscientização e prepara o 4º Workshop Vias Seguras, que ocorrerá nos dias 12 e 13 de maio, em Brasília. O evento reunirá especialistas e gestores públicos para discutir soluções práticas voltadas à redução de sinistros e ao aprimoramento dos serviços prestados ao cidadão.
A atuação da Agência combina o monitoramento contínuo de indicadores com intervenções diretas na infraestrutura. Entre as ações viabilizadas pela ANTT nas concessões, destacam-se a implantação de áreas de escape em trechos de serra, adequações geométricas e a instalação de travessias em desnível para pedestres em locais com histórico de atropelamentos. O objetivo é garantir que a rodovia ofereça camadas de proteção que minimizem as consequências de falhas humanas ou mecânicas.
Inovação e Tecnologia na Ponta
Além das obras físicas, a ANTT impulsiona o uso de Recursos para Desenvolvimento Tecnológico (RDT) para modernizar a fiscalização. Estão em fase de desenvolvimento projetos inovadores, como sistemas de monitoramento automático de freios para veículos pesados e tecnologias de avaliação automatizada da sinalização viária. Essas ferramentas permitem que a Agência e as concessionárias atuem de forma preditiva, identificando riscos antes que eles resultem em ocorrências.
Para o diretor da ANTT, Lucas Asfor, a segurança viária é um esforço que exige integração entre engenharia e comportamento. “A regulação precisa funcionar na prática para que o usuário sinta o resultado. Estamos investindo em infraestrutura e inovação, mas o foco central é sempre a preservação da vida. Pequenas escolhas no trânsito, como evitar o celular ao volante, são determinantes para que todos cheguem ao seu destino com segurança”, destaca.
Educação para o Trânsito
A conscientização também chega aos municípios lindeiros por meio da Verba de Segurança no Trânsito, prevista nos contratos de concessão. O recurso é destinado a ações educativas permanentes, que alcançam desde motoristas profissionais até crianças em idade escolar, fomentando uma mudança de cultura sobre o respeito e a percepção do outro no ambiente viário.
Durante todo o mês de maio, equipes da ANTT e parceiros institucionais, como a Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizarão ações integradas de sensibilização nas rodovias. A agenda reforça o compromisso estratégico da Agência em promover viagens mais seguras, aliando rigor técnico, fiscalização eficiente e foco constante no bem-estar do usuário.
O setor de transporte e logística voltou a discutir a necessidade da BR-319 para a integração do Amazonas ao restante do País. Para transportadores, a retomada do tráfego na rodovia representa uma alternativa para facilitar o deslocamento entre a Região Norte e outras regiões brasileiras. O assunto deve ser debatido na 3ª Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística, promovido pela Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Amazonas (Fetramaz), nos dias 27 a 29 deste mês.
O presidente da Fetramaz, Irani Bertolini, afirmou que a reativação da estrada seria um avanço para o estado e para os moradores da região. Segundo ele, a medida garantiria maior mobilidade para a população e também beneficiaria o Estado de Roraima.
“É um grande ganho para o Amazonas, para nós, transportadores, e para as pessoas daqui, que vão ter o direito de ir e vir de carro, sair daqui e ir até o Sul do Brasil. Se realmente acontecer, vai ser uma vitória espetacular, depois de 30 e poucos anos, a gente voltar a trafegar nessa rodovia. E o pessoal de Roraima também vai ser contemplado”, disse.
Bertolini também destacou as dificuldades enfrentadas atualmente pelo transporte de cargas no Amazonas. De acordo com ele, a logística na região difere do restante do país, por depender do transporte fluvial e de etapas adicionais para liberação das mercadorias.
“Aqui, no Amazonas, o transporte de carga é totalmente diferente do que no resto do país. Por exemplo, o caminhão do Rio Grande Sul vai para São Paulo, chega lá, abre a porta e descarrega. Aqui, a gente carrega um caminhão no Rio Grande do Sul, chega em Belém, espera a balsa, embarca na balsa, vem para Manaus, cinco dias e meio, seis dias para chegar aqui, chega aqui tem que fazer despacho na Suframa, na Sefaz, na Receita Federal, porque aqui é considerado exterior. E só depois é liberado para outro estado”, declarou.
Guerra
As guerras mundiais são outro fator que impacta a economia do estado e do país. A alta do diesel reflete no preço do frete, que, consecutivamente, aumenta o preço final para os consumidores, segundo o dirigente classista.
“A guerra está nos prejudicando bastante com o aumento do óleo diesel, aumentou o frete, e as dificuldades aumentaram. Tem contratos que já estavam estabelecidos, e também é uma guerra para o transportador renegociar esse valor. Mas, infelizmente, nós não temos nada a ver com a guerra, mas somos atingidos aqui em Manaus. Inclusive, algumas importações não estão chegando e algumas exportações do Brasil para fora não estão indo. Então prejudica a logística do Brasil também”, disse.
A TranspoAmazônia 2026 – 3ª Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística acontece nos dias 27, 28 e 29 de maio, no Centro de Convenções Vasco Vasques, no bairro Flores, na Zona Centro-Sul de Manaus.
O evento é um espaço estratégico para exposição de produtos e serviços para promover negócios, estabelecer conexões, discutir desafios e apresentar inovações, reunindo a cadeia multimodal do transporte, logística, agenciamento de cargas e construção naval, conectando a Região Amazônica ao Brasil e ao mundo.
Com mais de 350 estandes especializados, praça de alimentação e áreas de convivência, o evento é para o grupo em geral e oferece palestras, workshop, podcasts e painéis temáticos, salas de ideias e salas para reuniões estratégicas.
A alta de 0,1% em março ante fevereiro na produção da indústria foi a terceira expansão consecutiva, acumulando um crescimento de 3,1% no período. O resultado elimina a perda de 2,3% registrada entre setembro e dezembro de 2025, ressaltou André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“A indústria tem uma manutenção do comportamento positivo em março”, afirmou Macedo. “A magnitude de crescimento é menor do que nos meses anteriores, e não houve disseminação. Embora o setor industrial tenha ficado no campo positivo, observa-se somente oito atividades no campo positivo”, ponderou.
Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram registradas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,2%), produtos químicos (4,0%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (1,1%).
“Somando essas três atividades, a gente tem cerca de um terço do setor industrial no campo positivo. Então a gente está falando de um terço do setor industrial com crescimento acima da média”, frisou Macedo. “O crescimento concentrado se deu em atividades com peso importante no segmento industrial.”
Comparação com o nível pré-pandemia
A indústria brasileira chegou a março operando 3,3% acima do patamar de fevereiro de 2020: 10 das 25 atividades investigadas estão operando em nível superior ao pré-crise sanitária, segundo o IBGE.
Em março, os níveis mais elevados em relação ao patamar de fevereiro de 2020 foram os registrados pelas atividades de outros equipamentos de transporte (23,7%); indústrias extrativas (16,3%); produtos do fumo (13,9%); derivados do petróleo (10,6%); máquinas e equipamentos (8,7%) e produtos alimentícios (6,8%).
No extremo oposto, os segmentos mais distantes do patamar pré-pandemia são vestuário e acessórios (-27,8%); móveis (-21,2%); produtos diversos (-16,3%) e produtos de madeira (-15,6%).
Entre as categorias de uso, a produção de bens de capital está 8,4% acima do nível de fevereiro de 2020. A fabricação de bens intermediários está 6,5% acima do pré-covid. Os bens duráveis estão 7,6% abaixo do pré-pandemia, e os bens semiduráveis e não duráveis estão 1,9% aquém do patamar de fevereiro de 2020.
Texto beneficia inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores
A Câmara dos Deputados aprovou, hoje (7), a Medida Provisória (MP) 1.327/25, que prevê, entre outros pontos, a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação para inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). O texto segue agora para análise do Senado.
O RNPC oferece benefícios a motoristas que não cometeram infrações de trânsito sujeitas à pontuação nos últimos 12 meses, como descontos em tributos, pedágios, estacionamentos e seguros, além de prever a renovação sem custos da carteira de motorista.
A MP trata de outras mudanças no Código de Trânsito Brasileiro, ao permitir a emissão física ou digital da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), a critério do condutor.
A medida prevê ainda que a União fixe preço para exames de aptidão física e mental e para avaliação psicológica. Os valores serão reajustados anualmente, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
No parecer, o relator na comissão mista que analisou a MP, senador Renan Filho (MDB-AL), afirma que as alterações propostas modernizam o trâmite de renovação.
“As mudanças representam importante avanço no processo de modernização, racionalização e redução de custos associados ao sistema brasileiro de habilitação de condutores.”
A NTC&Logística, em conjunto com a Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados, realizou ontem, quarta-feira (6), em Brasília (DF), a 25ª edição do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas. O encontro, desenvolvido no Auditório Nereu Ramos, reuniu parlamentares, autoridades do Executivo, representantes de órgãos reguladores, lideranças empresariais e especialistas para discutir temas estratégicos ligados à segurança jurídica, regulação e desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.
Com apoio institucional do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL) e da Fundação Memória do Transporte (FuMtran), o Seminário celebrou 25 edições de uma trajetória marcada pela interlocução entre o setor produtivo e o Poder Público em defesa de pautas estruturantes para a logística nacional. Nesta edição, o Seminário teve como foco central os desafios regulatórios relacionados à aplicação da Lei nº 14.599/2023, que trata dos seguros obrigatórios no Transporte Rodoviário de Cargas, além dos impactos da Lei nº 13.703/2018, que instituiu a Política Nacional dos Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.
Abertura do Seminário
A solenidade de abertura foi iniciada com a execução do hino nacional, realizada pelo Dueto da Banda do Corpo de Bombeiros, e contou com a apresentação de um vídeo comemorativo das 25 edições do Seminário Brasileiro do TRC. Na sequência, foram convidados a compor a mesa de abertura o presidente da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, deputado federal Cláudio Cajado; o diretor de Programa do Ministério dos Transportes, Anderson Lessa; o superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (SUROC) da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), José Aires Amaral Filho; o presidente do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL), Vander Costa, e o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi.
O deputado Cláudio Cajado foi o primeiro a tomar a palavra, salientando a importância estratégica do Transporte Rodoviário de Cargas para a economia brasileira e a necessidade de ampliação do diálogo sobre os desafios regulatórios e estruturais do setor.
“O Transporte Rodoviário de Cargas exerce um papel fundamental para o desenvolvimento do país, conectando regiões, movimentando a produção nacional e garantindo o abastecimento das cidades. Este Seminário é um espaço importante para debatermos temas que impactam diretamente a competitividade do setor, especialmente questões relacionadas à segurança jurídica, ao ambiente regulatório e à aplicação da Lei nº 14.599/2023. Precisamos construir soluções equilibradas, com previsibilidade e diálogo entre todos os envolvidos”, completou Cajado.
Anderson Lessa, representando o Ministério dos Transportes, frisou a importância do diálogo institucional entre o setor e o Governo Federal, assim como dos investimentos em infraestrutura e ampliação da malha concedida no país.
“É fundamental que o Ministério dos Transportes participe ativamente dessas discussões, especialmente em um momento em que buscamos fortalecer o planejamento integrado da logística nacional e construir uma matriz de transporte mais equilibrada. O Ministério, junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e à ANTT, vem trabalhando para ampliar investimentos, melhorar a infraestrutura rodoviária e avançar nas concessões, mesmo diante de um cenário orçamentário desafiador. Também temos buscado fortalecer o diálogo institucional com o setor de Transporte Rodoviário de Cargas, porque entendemos a complexidade das demandas e a importância de construirmos soluções técnicas, equilibradas e alinhadas à realidade das operações” –, refletiu Lessa.
O superintendente José Aires Amaral Filho (SUROC/ANTT), ao registrar a relevância do Transporte Rodoviário de Cargas para a economia brasileira, destacou ser imprescindível o equilíbrio da matriz logística nacional, além do diálogo permanente entre a ANTT e o setor transportador.
“É sempre um prazer participar deste Seminário, especialmente em uma edição tão simbólica como a 25ª. O Transporte Rodoviário de Cargas possui uma relevância estratégica para o país, sendo responsável pela maior parte da movimentação de cargas no Brasil, tanto em volume quanto em valor agregado. Isso reforça a necessidade de avançarmos em uma matriz de transporte mais equilibrada, integrada e eficiente. Na ANTT, temos buscado manter um diálogo constante com o setor, ouvindo as demandas dos transportadores e trabalhando para aperfeiçoar os processos regulatórios. Os temas debatidos aqui são extremamente pertinentes, sobretudo num momento em que discutimos segurança, responsabilidade no trânsito e aprimoramento das relações regulatórias dentro do transporte” –, declarou José Aires Amaral Filho.
Em seu discurso, o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, realçou serem essenciais os investimentos públicos e privados para o fortalecimento da infraestrutura logística brasileira, e defendeu o equilíbrio entre expansão das concessões e presença do Estado em regiões menos desenvolvidas. Na ocasião, também apontou o avanço do diálogo institucional entre entidades, Governo Federal, ANTT e representantes dos trabalhadores na construção de soluções para o setor.
“Os investimentos privados em concessões vivem um momento histórico no país, mas é importante reforçar que o investimento público continua sendo indispensável, principalmente nas regiões que ainda precisam de estrutura para promover desenvolvimento econômico e social. Onde existe infraestrutura de transporte, existe crescimento. Também é importante destacar o trabalho conjunto que vem sendo realizado entre o Ministério dos Transportes e a ANTT, com diálogo permanente e busca por soluções para o setor. Muitas pautas debatidas neste Seminário fazem parte de uma construção histórica do Transporte, como a regulamentação do seguro de cargas e as discussões envolvendo a legislação trabalhista dos motoristas. Quando empregadores e trabalhadores conseguem construir soluções em conjunto, o resultado tende a ser muito mais equilibrado e positivo para toda a atividade”, comentou, Vander.
Finalizando os discursos da solenidade de abertura, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, deu ênfase à dimensão histórica do Seminário para o fortalecimento institucional do setor e para a construção de avanços regulatórios ao longo das últimas décadas.
“Celebrar 25 edições deste Seminário é reconhecer uma trajetória construída com diálogo, articulação institucional e defesa permanente do Transporte Rodoviário de Cargas. Ao longo desses anos, este evento consolidou-se como um espaço legítimo para aproximar o setor produtivo do Parlamento brasileiro e discutir temas que afetam a competitividade, a segurança jurídica e o desenvolvimento da logística nacional. Tivemos, no decorrer das últimas edições, a participação de importantes lideranças políticas e institucionais e isso demonstra a relevância que o Transporte conquistou na agenda nacional”, afirmou Rebuzzi.
O presidente da entidade evidenciou, ainda, que o Transporte Rodoviário de Cargas atravessa um momento de profundas transformações, marcado por avanços tecnológicos, pressões econômicas, insegurança jurídica e desafios relacionados à infraestrutura e à formação de mão de obra. Segundo ele, temas como sustentabilidade, transição energética, inteligência artificial aplicada à logística e qualificação profissional precisam estar no centro das discussões do setor nos próximos anos.
Rebuzzi chamou atenção para os impactos da regulamentação da Lei nº 14.599/2023, relacionada aos seguros obrigatórios no transporte de cargas, e para as discussões envolvendo a Lei nº 13.703/2018, que trata do piso mínimo do frete. “A regulamentação dos seguros obrigatórios no Transporte Rodoviário de Cargas vem gerando insegurança jurídica e inúmeras dúvidas operacionais ao setor. Da mesma forma, as discussões envolvendo o piso mínimo do frete exigem cautela e amplo debate técnico, pois qualquer alteração impacta diretamente embarcadores, transportadores e autônomos. O setor precisa de equilíbrio, segurança jurídica e estabilidade regulatória” –, concluiu.
Ao final da solenidade de abertura, o presidente Eduardo Rebuzzi realizou a entrega de troféus comemorativos aos integrantes da mesa de honra, em reconhecimento à participação das autoridades e como homenagem simbólica pela trajetória construída durante as 25 edições do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas.
Painel 1 – “Seguro no Transporte Rodoviário de Cargas: a aplicação da Lei nº 14.599/2023 na prática”
A programação técnica do Seminário foi dividida em dois painéis. O primeiro, presidido por Cláudio Cajado e coordenado pelo presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, debateu o “Seguro no Transporte Rodoviário de Cargas: a aplicação da Lei nº 14.599/2023 na prática” e contou, como palestrantes, com Marcos Antonio Nogueira de Siqueira, presidente da Comissão de Transportes da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg); Marcos Aurélio Ribeiro, diretor jurídico da NTC&Logística, e José Aires Amaral Filho, Superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (SUROC) da ANTT.
Dando início às manifestações do primeiro painel, o presidente da Comissão de Transportes da FenSeg, Marcos Antonio Nogueira de Siqueira, refletiu sobre os desafios operacionais e tecnológicos enfrentados pelo mercado segurador com a implementação da Lei nº 14.599/2023, indicando a necessidade de adaptação conjunta entre seguradoras, transportadores e órgãos reguladores para garantir maior segurança e eficiência ao setor.
“A implementação da nova legislação exigiu um grande esforço de adaptação por parte do mercado de seguros, com investimentos em tecnologia, ajustes de sistemas e integração operacional entre seguradoras, prestadores de serviço e transportadores. Esse processo ainda está em consolidação e, por isso, o diálogo com a ANTT e com o setor transportador tem sido fundamental. Um dos principais desafios hoje é ampliar a utilização correta do MDF-e e garantir que as informações das operações sejam registradas de forma adequada, especialmente em relação à identificação dos veículos. Quando existem inconsistências, como placas informadas incorretamente, o problema aparece justamente no momento em que o transportador mais precisa da cobertura do seguro. Por isso, precisamos continuar trabalhando de forma conjunta para ampliar a adaptação do setor e garantir mais segurança às operações” –, afirmou o representante da FenSeg.
Em seguida, Dr. Marcos Aurélio Ribeiro, diretor jurídico da NTC&Logística, explanou a evolução da legislação relacionada aos seguros no Transporte Rodoviário de Cargas, abordando os principais pontos da Lei nº 14.599/2023, os impactos regulatórios para o setor e as discussões que vêm sendo conduzidas pela entidade junto ao Poder Público.
“A construção dessa legislação foi resultado de um longo processo de debate envolvendo o setor transportador, o mercado segurador e os órgãos reguladores. A Lei nº 14.599/2023 trouxe mudanças importantes ao estabelecer três seguros obrigatórios vinculados diretamente ao RNTRC e sob responsabilidade do transportador. Esse modelo reforça a centralização da contratação pelo transportador, buscando maior clareza nas responsabilidades e mais segurança jurídica para as operações. Ainda existem pontos que demandam aperfeiçoamento e alinhamento regulatório, mas é fundamental que o setor continue participando ativamente dessas discussões para garantir uma implementação equilibrada e operacionalmente viável” –, concluiu o diretor jurídico da NTC&Logística.
Na sequência, o superintendente José Aires Amaral Filho (SUROC/ANTT) pontuou os debates que antecederam a aprovação da Lei nº 14.599/2023, lembrando que a legislação buscou trazer maior segurança jurídica às relações entre embarcadores, transportadores e seguradoras.
“Antes da legislação, existiam situações em que o embarcador realizava a contratação de determinadas coberturas securitárias, o que acabava gerando insegurança jurídica para os transportadores, especialmente em relação às responsabilidades e ao direito de regresso. A construção da Lei nº 14.599/2023 foi resultado de um amplo debate entre os diversos agentes envolvidos e consolidou o entendimento de que a contratação dos seguros obrigatórios deveria ficar sob responsabilidade do transportador. A ANTT vem acompanhando esse processo de implementação e trabalhando para garantir maior clareza regulatória e alinhamento operacional ao setor, especialmente em temas ligados à averbação, rastreabilidade e regularidade das operações” –, afirmou José Aires Amaral Filho.
Ao final das apresentações do primeiro painel, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, reafirmou ser crucial a construção coletiva da regulamentação do seguro obrigatório no Transporte Rodoviário de Cargas e alertou a necessidade de aperfeiçoamentos operacionais para evitar insegurança jurídica e sobreposição de cobranças às transportadoras.
“O setor sempre defendeu a importância do seguro obrigatório justamente para trazer mais proteção às empresas e reduzir conflitos relacionados às indenizações e responsabilidades nas operações. A ANTT cumpre um papel importante nesse processo regulatório, e o nosso objetivo é contribuir para que a aplicação da legislação aconteça de forma clara, equilibrada e operacionalmente viável para todos os envolvidos. Hoje, uma das maiores preocupações das transportadoras é evitar sobreposição de cobranças e garantir que as exigências sejam aplicadas de maneira uniforme e transparente. Também precisamos avançar na atualização e integração das informações do RNTRC, porque isso traz mais controle, organização e segurança para o setor” –, registrou o presidente Eduardo Rebuzzi.
Com o encerramento oficial do painel, os participantes da mesa receberam, das mãos do presidente da NTC&Logística, troféus comemorativos em alusão às 25 edições do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, como forma de reconhecimento pela contribuição aos debates e ao fortalecimento institucional do setor.
Painel 2 – “Lei nº 13.703/2018 – Institui a Política Nacional dos Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas”
O segundo painel, também presidido pelo deputado federal Cláudio Cajado e coordenado por Eduardo Rebuzzi, debateu o tema “Lei nº 13.703/2018 – Institui a Política Nacional dos Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas”. Estiveram na mesa os palestrantes Luis Henrique Teixeira Baldez, presidente da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Cargas (ANUT); Paula Bogossian, analista de Políticas e Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI); Rodrigo Kaufmann, consultor jurídico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), e José Aires Amaral Filho, superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (SUROC) da ANTT.
O primeiro a palestrar foi José Aires Amaral Filho, abordando os impactos da fiscalização eletrônica implementada pela ANTT no cumprimento da Política Nacional dos Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.
“A ANTT já realizava fiscalizações anteriormente, mas grande parte delas acontecia de forma presencial, com abordagem em pista. Desde outubro do ano passado, iniciamos uma fiscalização eletrônica mais estruturada, especialmente relacionada ao piso mínimo do frete. Esse movimento surgiu após diversas manifestações do setor apontando dificuldades no cumprimento da legislação e na efetividade da fiscalização. Com a implementação do novo modelo, observamos um volume muito elevado de autuações, o que gerou preocupação tanto para a Agência quanto para os transportadores e autônomos. Por isso, buscamos ampliar o diálogo com as entidades representativas e os diversos segmentos envolvidos, especialmente em operações portuárias e logísticas mais complexas, para entender os desafios operacionais e avançar em ajustes necessários nesse processo de adaptação”, explicou o superintendente (SUROC) da ANTT.
Na sequência, Paula Bogossian explanou os impactos econômicos da Política Nacional dos Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas sobre a competitividade da indústria brasileira e a eficiência logística do país. Em sua análise, reforçou que o transporte rodoviário possui papel central no escoamento da produção nacional e que qualquer alteração nos custos do setor gera reflexos diretos sobre toda a economia.
“O transporte rodoviário responde por grande parte da movimentação de cargas no Brasil e possui impacto direto no custo logístico nacional, que hoje representa um percentual muito elevado do PIB brasileiro quando comparado a países desenvolvidos. A política de pisos mínimos surgiu em um contexto legítimo de busca por melhores condições de trabalho e remuneração, mas, na prática, ela também trouxe efeitos relevantes sobre a operação logística e o setor produtivo. Entre os principais desafios estão o aumento de custos, a rigidez operacional e a perda de eficiência, já que a metodologia não consegue refletir toda a complexidade e diversidade das operações de transporte existentes no país. Por isso, entendemos que o tema precisa continuar sendo debatido, buscando aprimoramentos regulatórios e metodológicos que tragam mais equilíbrio para toda a cadeia logística” –, enfatizou a analista de Políticas e Indústria da CNI.
O presidente da ANUT, Luis Henrique Teixeira Baldez, em sua exposição, salientou que o Brasil convive com ineficiências estruturais que impactam diretamente os custos logísticos e comprometem a competitividade da economia nacional. Entre os principais pontos abordados, ele chamou atenção para os desequilíbrios da matriz de transportes brasileira e a baixa participação do modal ferroviário no escoamento de cargas.
“O Brasil é um país caro, não porque queira ser caro, mas porque carrega ineficiências estruturais que acabam sendo pagas por toda a sociedade. Uma das principais distorções está justamente na matriz de transportes. Hoje, o modal rodoviário concentra a maior parte da movimentação de cargas, inclusive em operações de longas distâncias que poderiam ser atendidas de forma mais eficiente pela ferrovia. Em muitos casos, o caminhão acaba fazendo o papel que deveria ser do trem, enquanto a ferrovia opera abaixo do potencial esperado há décadas. Se tivéssemos avançado em uma matriz mais equilibrada, teríamos ganhos relevantes de competitividade, redução de custos logísticos e até menor dependência externa em áreas estratégicas para o país” –, refletiu Baldez.
A última apresentação do painel ficou por conta de Rodrigo Kaufmann, consultor jurídico da CNA, que explorou os aspectos constitucionais e econômicos relacionados à política de pisos mínimos do frete, defendendo a necessidade de reflexão sobre os limites da intervenção estatal nas relações de mercado.
“Temos profundo respeito pelas instituições e pelos profissionais que atuam na regulação do setor, mas é importante discutir os impactos econômicos e jurídicos das medidas adotadas ao longo dos últimos anos. O tabelamento de preços sempre foi um tema sensível na ordem econômica brasileira e precisa ser analisado à luz dos princípios constitucionais da livre iniciativa e da livre concorrência. Sabemos que a criação da política de pisos mínimos ocorreu em um contexto excepcional, diante de uma crise muito específica vivida em 2018, mas é necessário refletir sobre os efeitos de longo prazo dessa intervenção sobre o funcionamento do mercado, a competitividade e a eficiência logística do país”, afirmou Rodrigo Kaufmann.
Assim como no primeiro painel, ao final das apresentações, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, trouxe uma reflexão, desta vez sobre a necessidade de fortalecimento do diálogo institucional entre o setor transportador, o Poder Legislativo, os órgãos reguladores e o Judiciário, buscando maior previsibilidade regulatória e segurança jurídica para o Transporte Rodoviário de Cargas.
“A ANTT cumpre o papel dela ao fiscalizar uma legislação que está vigente desde 2018 e que, durante muito tempo, acabou não sendo aplicada de forma efetiva pelo mercado. É importante compreender que estamos falando de piso mínimo do frete e não de tabelamento de preços. Existe uma realidade operacional e econômica muito complexa dentro do transporte, tanto para os autônomos quanto para as empresas transportadoras, e o setor precisa enfrentar esse debate com responsabilidade e equilíbrio. Ao mesmo tempo, precisamos avançar em políticas públicas estruturantes, investimentos em infraestrutura e em uma matriz de transporte mais equilibrada para reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade do país. O que gera insegurança hoje é justamente a falta de definição clara sobre diversos temas que ainda estão em discussão no Judiciário e no ambiente regulatório, criando incertezas tanto para transportadores quanto para embarcadores” –, assinalou o presidente Rebuzzi.
Com o fechamento do segundo painel, a NTC&Logística prestou homenagens aos participantes da mesa com a entrega de troféus comemorativos pelos 25 anos do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, em reconhecimento à contribuição de cada autoridade para o fortalecimento dos debates e das pautas estratégicas do setor. Na ocasião, o presidente Eduardo Rebuzzi entregou ao deputado federal Cláudio Cajado o Troféu Destaque, uma homenagem concedida pela entidade em reconhecimento à sua atuação em prol do Transporte Rodoviário de Cargas.
Encerramento
Encerrando o evento, o deputado federal Cláudio Cajado, presidente da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, agradeceu a participação de todos e reiterou o compromisso da Comissão em encaminhar as discussões debatidas durante o Seminário para análise e aprofundamento dentro do Legislativo.
“Os debates realizados ao longo deste Seminário reforçam a importância de mantermos um diálogo permanente entre o setor produtivo, o Parlamento, os órgãos reguladores e as entidades representativas do transporte. Levaremos as contribuições apresentadas aqui às lideranças da Câmara dos Deputados e aos parlamentares envolvidos com os temas debatidos, buscando avançar na construção de soluções legislativas e regulatórias para o Transporte Rodoviário de Cargas. Quero agradecer a presença de todos os participantes, palestrantes, autoridades e entidades parceiras que contribuíram para o sucesso desta 25ª edição do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas” –, finalizou Cláudio Cajado.
Coquetel Festivo
À noite, concluindo a programação comemorativa da 25ª edição do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, a NTC&Logística promoveu um jantar especial de confraternização e celebração da trajetória construída ao longo das últimas décadas em defesa do setor transportador. Na oportunidade, também foi realizada a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica nº 001/2026 entre a NTC&Logística e a Infra S.A., representada pelo diretor-presidente, Jorge Bastos. A parceria prevê o desenvolvimento conjunto de estudos, pesquisas, intercâmbio de informações, apoio à formulação de políticas públicas e iniciativas voltadas ao fortalecimento e modernização do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.
Durante o momento institucional, Eduardo Rebuzzi, ressaltou a significativa celebração das 25 edições do Seminário Brasileiro do TRC e o fortalecimento das parcerias institucionais construídas pela entidade em prol do desenvolvimento do setor.
“Celebrar as 25 edições do Seminário Brasileiro do TRC é motivo de grande orgulho para todos nós. São décadas de diálogo, construção coletiva e defesa permanente das pautas do Transporte Rodoviário de Cargas. Ao mesmo tempo em que comemoramos as conquistas alcançadas ao longo dessa trajetória, também temos consciência dos muitos desafios que ainda estão pela frente. A assinatura deste acordo de cooperação técnica com a Infra S.A. representa mais um passo importante nesse processo de fortalecimento institucional e construção conjunta de soluções para o setor. A NTC&Logística vem ampliando cada vez mais suas parcerias com órgãos públicos, entidades e instituições estratégicas, sempre com o objetivo de contribuir para uma logística mais eficiente, moderna e integrada para o país”, afirmou.
Ao receber a palavra, Jorge Bastos agradeceu a parceria construída com a NTC&Logística ao longo dos últimos anos e reforçou o compromisso da Infra S.A. em contribuir com iniciativas voltadas ao fortalecimento e modernização do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.
“Quero cumprimentar o presidente Eduardo Rebuzzi e parabenizar a NTC&Logística pelo trabalho que vem sendo desenvolvido em defesa do Transporte Rodoviário de Cargas. Ao longo dos anos, temos acompanhado de perto a atuação da entidade e o esforço permanente em buscar soluções para melhorar a logística nacional. Para a Infra S.A., é motivo de satisfação firmar esta parceria e contribuir com estudos, projetos e iniciativas que possam fortalecer ainda mais o setor”, destacou Jorge.
Com a assinatura do acordo formalizada, os convidados participaram de um momento de confraternização, networking e fortalecimento institucional, celebrando a construção coletiva de pautas estratégicas para o futuro do setor. O encerramento da programação reforçou o papel do evento como um espaço permanente de diálogo entre o Transporte Rodoviário de Cargas, o Poder Público, entidades representativas e agentes da cadeia logística, consolidando sua relevância na discussão dos principais desafios regulatórios, operacionais e estruturais do país.
Na tarde desta quarta-feira (6), foi realizado, no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), o 5º Seminário Trabalhista do Transporte Rodoviário de Cargas, promovido pela Comissão de Trabalho (CT) da Câmara dos Deputados, com apoio e sugestão da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), e apoio institucional do Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL). O evento reuniu autoridades dos poderes Legislativo e Executivo, magistrados, representantes do Ministério Público do Trabalho, especialistas jurídicos, lideranças empresariais e representantes dos trabalhadores para discutir temas atuais e estratégicos das relações trabalhistas no Transporte Rodoviário de Cargas.
Para iniciar a programação do evento, foram chamados para compor a mesa o deputado federal Luiz Gastão (PSD-CE), autor do requerimento para a realização do Seminário; Eduardo Rebuzzi, presidente da NTC&Logística, e Valdir de Souza Pestana, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT).
Abertura do Seminário
A solenidade foi iniciada com a execução do Hino Nacional e, em seguida, o deputado federal Luiz Gastão recebeu a palavra para realizar a abertura oficial do 5º Seminário Trabalhista do Transporte Rodoviário de Cargas. O parlamentar ressaltou a importância do Seminário como um ambiente de diálogo e construção conjunta entre empresários, trabalhadores, entidades representativas e o poder público, bem como a relevância do debate técnico para o fortalecimento das relações trabalhistas e para o avanço do Transporte Rodoviário de Cargas no país.
“Capital e trabalho sentam à mesa para discutir e buscar alternativas, fazendo com que a atividade econômica e as relações trabalhistas sejam o mais proveitosas possíveis. O objetivo deste Seminário é justamente debater formas de melhorar as condições de trabalho e a legislação, promovendo avanços para todo o segmento. Esse diálogo é fundamental para construirmos soluções equilibradas, que atendam às necessidades do setor e acompanhem as transformações do mundo do trabalho”, registrou Luiz Gastão.
Em sequência, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destacou a consolidação do Seminário como uma referência nacional no debate trabalhista voltado ao Transporte Rodoviário de Cargas e ressaltou os desafios enfrentados pelo setor diante das transformações tecnológicas e das mudanças nas relações de trabalho.
“Chegamos à quinta edição com a certeza de que este Seminário se consolidou como um espaço técnico e institucional indispensável para o debate trabalhista do nosso setor. Discutir temas como inteligência artificial nos julgamentos, provas digitais e redução da jornada de trabalho é fundamental para garantir equilíbrio entre segurança jurídica, competitividade, produtividade e proteção social. O Transporte Rodoviário de Cargas vive um momento de profundas transformações, e somente com diálogo responsável entre o setor produtivo, o Legislativo, o Judiciário e os órgãos de fiscalização conseguiremos construir soluções modernas, equilibradas e alinhadas à realidade do país”, afirmou.
Finalizando os discursos iniciais, Valdir de Souza Pestana acentuou ser fundamental ampliar os debates sobre os impactos das transformações econômicas e tecnológicas nas relações de trabalho do Transporte Rodoviário de Cargas. O presidente da CNTTT chamou atenção para as mudanças no comportamento do consumo, o crescimento do comércio eletrônico e os reflexos dessas transformações para os trabalhadores do setor.
“Hoje vivemos uma transformação muito grande no mercado e no comportamento da sociedade. Todos nós, em algum momento, compramos pela internet, utilizamos plataformas digitais e acompanhamos mudanças que impactam diretamente o transporte e o comércio tradicional. Isso altera a dinâmica do setor e afeta trabalhadores, empresas e toda a cadeia produtiva. Por isso, precisamos discutir essas mudanças com responsabilidade e ouvir quem vive a realidade do transporte todos os dias. Muitas pesquisas e debates acabam sendo feitos sem considerar a visão de quem está na operação, dos trabalhadores e das entidades que acompanham de perto os desafios do setor. Precisamos construir soluções equilibradas, que protejam os empregos, garantam condições dignas de trabalho e acompanhem as transformações que já estão acontecendo no Brasil”, afirmou Valdir de Souza Pestana.
Painel 1 – “A Inteligência Artificial nos julgamentos e as Provas Digitais”
O primeiro painel do Seminário – “A Inteligência Artificial nos julgamentos e as Provas Digitais” – foi presidido pelo deputado federal Luiz Gastão e coordenado pelo presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi. Na ocasião, participaram dos debates, como palestrantes, a juíza do Trabalho do TRT da 15ª Região, Dra. Ana Paula Silva Campos Miskulin; o juiz do Trabalho do TRT da 1ª Região, Dr. Otavio Torres Calvet, e Sérgio Schwartsman, assessor jurídico da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (FENABRAVE) e da Federação Nacional dos Concessionários e Distribuidores de Veículos (FENACODIV).
A juíza Ana Paula Silva Campos Miskulin ratificou a relevância do debate em um momento marcado pelas rápidas transformações tecnológicas no universo jurídico. A magistrada ressaltou que o painel dedicado à inteligência artificial e às provas digitais representa um dos temas mais atuais e desafiadores do Direito do Trabalho, especialmente diante das constantes mudanças nas ferramentas tecnológicas e dos impactos dessas evoluções nas relações processuais e trabalhistas.
“Na rotina da Justiça do Trabalho, lidamos diariamente com questões extremamente complexas envolvendo prova digital, registros eletrônicos e novas formas de produção de informação. E quando falamos do Transporte Rodoviário de Cargas, os desafios se tornam ainda maiores, porque estamos tratando de uma atividade com muitas peculiaridades, jornadas diferenciadas, trabalhadores em constante deslocamento e uma série de situações que exigem uma análise muito cuidadosa. O que pretendo demonstrar é que o direito probatório foi pensado para uma realidade muito diferente da que vivemos hoje. As tecnologias mudaram a forma como as pessoas se comunicam, trabalham e produzem provas, e o direito precisa acompanhar essa transformação para conseguir responder adequadamente às novas demandas que chegam ao Judiciário” –, acrescentou Dra. Ana Paula Silva Campos Miskulin.
O juiz do Trabalho do TRT da 1ª Região, Dr. Otavio Torres Calvet, em sua explanação, abordou os impactos da inteligência artificial nos julgamentos e destacou os desafios relacionados ao uso dessas ferramentas no Poder Judiciário. O magistrado explicou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já possui regulamentações específicas autorizando a utilização da IA como instrumento de apoio à atividade jurisdicional, mas ressaltou que a adoção dessas tecnologias exige cautela, responsabilidade e supervisão humana constante.
“A inteligência artificial já faz parte da nossa realidade e também pode ser utilizada pelo Judiciário, inclusive com regulamentação específica do CNJ. Mas é importante entender que a IA deve servir como apoio ao juiz, jamais como substituição da atividade humana. O julgamento precisa continuar sendo humano, porque a máquina não cria, não interpreta a realidade social e não possui sensibilidade para compreender as nuances de cada caso concreto. O grande risco da inteligência artificial é justamente reproduzir erros históricos e distorções que nós, como sociedade, já cometemos ao longo do tempo. Por isso, o uso dessas ferramentas exige muito cuidado, supervisão e responsabilidade, para que a tecnologia seja utilizada como instrumento de aprimoramento da Justiça, e não como um mecanismo de automatização fria das decisões” –, relatou Dr. Otavio Torres Calvet.
Sérgio Schwartsman, assessor jurídico da FENABRAVE e da FENACODIV, finalizando as apresentações do primeiro painel, destacou que o uso das provas digitais no ambiente jurídico representa um caminho irreversível nas relações processuais contemporâneas. O especialista assinalou que a legislação já reconhece a validade dos meios digitais como instrumentos legítimos de prova e defendeu que essas ferramentas podem trazer mais precisão e confiabilidade para a análise dos processos, especialmente quando utilizadas de forma técnica e responsável.
“A prova digital é um caminho sem volta. A legislação já estabelece que todos os meios lícitos de prova são admissíveis, e não há qualquer dúvida de que a prova digital se enquadra nesse contexto. Além disso, quando bem produzida, bem requerida e corretamente analisada, ela tende a ser muito mais eficaz do que outros métodos tradicionais. Muitas vezes, a prova testemunhal possui limitações naturais, porque as pessoas podem se confundir, esquecer detalhes ou até mesmo ficarem nervosas diante de uma audiência. Isso faz parte da condição humana. A tecnologia, quando utilizada de forma adequada, pode trazer um grau maior de confiabilidade, precisão e segurança para o processo. O desafio está justamente em aprender a utilizar essas ferramentas com responsabilidade, equilíbrio e senso crítico”, afirmou Sérgio Schwartsman.
Painel 2 – “Redução da Jornada de Trabalho”
Na sequência, o segundo painel tratou da “Redução da Jornada de Trabalho”, sob a presidência do deputado federal Alexandre Lindenmeyer e a coordenação de Valdir de Souza Pestana, presidente da CNTTT. Participaram como palestrantes Lucas Reis da Silva, diretor do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho – SINAIT; Paulo Douglas Almeida de Morais, procurador do Ministério Público do Trabalho; Alberto Nemer Neto, advogado, e Narciso Figueirôa Junior, Assessor Jurídico da NTC&Logística.
O primeiro a palestrar foi Lucas Reis da Silva, diretor do SINAIT, reafirmando a importância de aproximar os debates jurídicos e institucionais da realidade observada diariamente nas fiscalizações do trabalho. O representante do SINAIT ressaltou que discutir a jornada dos motoristas profissionais exige uma análise que vai além da legislação trabalhista, envolvendo diretamente questões relacionadas à saúde, segurança e prevenção de acidentes nas rodovias.
“Quando discutimos jornada de trabalho, estamos falando também de segurança e saúde do trabalhador. Essa é uma questão central para nós, auditores fiscais do trabalho, porque somos nós que muitas vezes estamos na ponta analisando acidentes graves e fatais. Ao longo da minha trajetória no Ministério do Trabalho, participei de centenas de análises de acidentes e posso afirmar que, em muitos casos, a jornada de trabalho está diretamente ligada às ocorrências. Por isso, o debate sobre a realidade dos motoristas profissionais precisa ser considerada não apenas pela operação logística e dinâmica econômica do setor, mas também pelos impactos que a sobrecarga, o cansaço e as condições de trabalho podem gerar para a segurança desses profissionais e de toda a sociedade” –, afirmou Lucas Reis da Silva.
Em seguida, Paulo Douglas, de maneira remota, trouxe em sua palestra uma reflexão sobre a evolução histórica da regulamentação da jornada dos motoristas profissionais e a importância do diálogo institucional na construção das normas trabalhistas do setor. O procurador relembrou o processo de debates que resultou na Lei nº 12.619/2012, destacando a atuação conjunta de entidades patronais e laborais na construção de uma legislação voltada ao reconhecimento dos limites biológicos e das condições humanas dos motoristas profissionais.
“Tivemos, naquele momento, um dos maiores exemplos de diálogo social da história recente do parlamento brasileiro. De um lado, estavam as entidades patronais; do outro, os sindicatos laborais, cada um defendendo seus interesses legítimos, mas todos compreendendo a necessidade de construir uma solução equilibrada para o setor. A legislação trouxe um reconhecimento de que o motorista profissional possui limites físicos, biológicos e humanos que precisam ser respeitados. Quando discutimos a jornada de trabalho, estamos discutindo saúde, segurança e preservação da vida. Por isso, é fundamental que o setor continue debatendo essas questões com responsabilidade, buscando equilíbrio entre atividade econômica e proteção ao trabalhador” –, pontuou Paulo Douglas Almeida de Moraes.
De posse da palavra, Alberto Nemer Neto, advogado especialista no Transporte Rodoviário de Cargas, sublinhou ser primordial um debate técnico, equilibrado e responsável sobre a jornada de trabalho no setor, sem generalizações que desconsiderem a realidade das empresas e dos profissionais que atuam no transporte. O especialista ressaltou que o setor investe constantemente em segurança, qualificação e modernização da frota, reforçando que a preservação da vida e da integridade dos trabalhadores é prioridade para as transportadoras.
“O debate não pode ser conduzido apontando culpados ou construindo narrativas que não representam a realidade da maior parte do setor. As empresas de transporte sabem que o seu maior patrimônio são os trabalhadores e investem diariamente para oferecer equipamentos mais modernos, tecnologia, treinamento e melhores condições de trabalho. Evidentemente, se existem irregularidades, elas precisam ser combatidas de forma pontual pelas autoridades competentes. O que não podemos admitir é a generalização. Precisamos enfrentar esse tema com responsabilidade, porque estamos falando de um setor essencial para a economia brasileira, que gera empregos, arrecada impostos e mantém o país funcionando. E, acima de tudo, precisamos discutir segurança jurídica, porque a insegurança sobre a aplicação das normas é hoje um dos maiores desafios enfrentados por quem empreende e gera oportunidades no Brasil” –, afirmou Alberto Nemer Neto.
O assessor jurídico da NTC&Logística, Dr. Narciso Figueirôa Junior, em sua palestra, enfatizou a importância do Seminário como um espaço permanente de diálogo institucional com o Poder Legislativo sobre temas atuais e estratégicos para o Transporte Rodoviário de Cargas. Ele reforçou que o debate sobre redução da jornada de trabalho e escala 6×1 vai além da atividade dos motoristas profissionais e envolve toda a cadeia de trabalhadores do setor, como ajudantes, conferentes, arrumadores e profissionais administrativos. Defendeu, também, a necessidade de se ampliar a discussão sobre as condições estruturais das rodovias brasileiras, segurança jurídica e valorização das iniciativas de qualificação e prevenção desenvolvidas pelo Sistema Transporte.
“Precisamos lembrar que o Transporte Rodoviário de Cargas não é formado apenas pelos motoristas. Temos diversos profissionais fundamentais para o funcionamento das operações e todos merecem ser considerados nesse debate. A discussão sobre jornada de trabalho é ampla, complexa e exige responsabilidade. Não podemos tratar o setor de forma generalizada ou ignorar fatores importantes, como a precariedade das rodovias brasileiras, que impacta diretamente a segurança das operações e dos trabalhadores. O setor investe constantemente em capacitação, prevenção e melhoria das condições de trabalho, e instituições como o SEST SENAT desenvolvem um papel essencial nesse processo. O que defendemos é um debate técnico, equilibrado e baseado na realidade operacional do Transporte, sempre buscando segurança jurídica e valorização de todos os profissionais que fazem o setor funcionar” –, reiterou Dr. Narciso Figueirôa Junior.
Ao final do Seminário, o deputado federal Alexandre Lindenmeyer formalizou o encerramento das atividades, agradecendo a presença das autoridades, palestrantes e participantes, além de ratificar a importância da continuidade do diálogo técnico e institucional para o fortalecimento das relações trabalhistas e do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.
Encontro reuniu representantes do setor e autoridades públicas para alinhamento de ações estratégicas voltadas à segurança logística no Transporte Rodoviário de Cargas
A NTC&Logística realizou, na última terça-feira (5), em sua sede em Brasília (DF), a reunião presencial do Grupo de Trabalho Permanente da Aliança Nacional pela Segurança Logística (GTP-ANSL), iniciativa instituída por meio do ATO NTC nº 216/2025, com o objetivo de articular ações integradas de prevenção e repressão aos ilícitos que impactam diretamente a cadeia logística nacional.
O encontro reuniu representantes de federações, lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas, especialistas em segurança e autoridades públicas, promovendo um importante alinhamento institucional sobre os desafios enfrentados pelo setor no combate ao roubo, furto e receptação de cargas.
A reunião foi conduzida pelo vice-presidente extraordinário de Segurança da NTC&Logística, Roberto Mira, que destacou a relevância da criação da Aliança Nacional pela Segurança Logística e o papel estratégico da entidade na construção de ações integradas junto aos órgãos públicos.
Durante sua apresentação, Roberto Mira contextualizou para o coordenador da RedeCarga e representante do Ministério da Justiça e Segurança Pública, André Luis Gossain, a importância do Transporte Rodoviário de Cargas para o abastecimento e o desenvolvimento econômico do país, além dos impactos causados pelos crimes praticados contra o setor.
“O Grupo de Trabalho da ANSL representa um passo importante para aproximar o setor privado com os órgãos de segurança pública, promovendo integração e cooperação no enfrentamento ao roubo, furto e receptação de cargas”, registrou Roberto Mira.
Na oportunidade, representantes da Secretaria Nacional de Segurança Pública expuseram pontos focais referentes à Rede Nacional de Enfrentamento ao Roubo e Furto de Carga – RedeCarga, iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública voltada a fortalecer a atuação integrada das forças de segurança no combate a um dos crimes que mais impactam a logística, a economia e a segurança pública no País.
O coordenador da RedeCarga, André Luis Gossain, apresentou aos participantes detalhes sobre a criação, implementação, atribuições e objetivos da iniciativa, reforçando a importância da troca de informações, da inteligência integrada e da cooperação institucional para o fortalecimento das ações de prevenção e repressão em todo o território nacional.
Dentre os principais tópicos debatidos durante a reunião, constaram a consolidação das metas da ANSL para o biênio 2026/2027, o alinhamento de cooperação entre a RedeCarga e o setor transportador, além da definição de fluxos para intercâmbio de dados, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), e a construção de um cronograma de capacitações.
Os participantes também compartilharam experiências e práticas adotadas em diferentes regiões do País no enfrentamento aos crimes contra cargas, apresentando medidas que têm gerado resultados positivos, bem como os principais desafios que ainda persistem nas operações de segurança logística.
“A reunião do Grupo de Trabalho foi extremamente positiva, permitindo que a NTC&Logística e o Ministério da Justiça estreitassem relações institucionais e avançassem em pautas fundamentais para o setor. Os trabalhos terão continuidade ao longo de 2026, com reuniões regionais e maior integração entre as instituições públicas e privadas”, reforçou Roberto Mira.
A iniciativa leva ações de conscientização a todo o país e reforça a importância de atitudes mais responsáveis no trânsito
O SEST SENAT realiza, ao longo de todo o mês, a Mobilização Nacional em alusão ao Maio Amarelo, promovendo uma série de ações de conscientização voltadas à segurança no trânsito em Unidades Operacionais de todo o país. A iniciativa reforça o compromisso da instituição com a preservação da vida e com a promoção de atitudes mais responsáveis entre todos os usuários das vias, por meio de atividades educativas, abordagens diretas e conteúdos informativos.
A Mobilização integra o movimento Maio Amarelo, campanha nacional coordenada pelo Observatório Nacional de Segurança Viária, com o apoio do SEST SENAT, que atua como um dos principais parceiros na ampliação do alcance das ações junto ao setor de transporte e à sociedade.
Em 2026, o Observatório definiu como tema oficial “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, um chamado à empatia e à atenção diante de um cenário preocupante no Brasil.
De acordo com o Observatório, o país enfrenta um contexto crítico no trânsito, especialmente em relação à crescente vulnerabilidade dos motociclistas, que hoje representam uma parcela significativa dos deslocamentos urbanos e das vítimas de sinistros.
A escolha do tema busca justamente evidenciar a importância de tornar visível aquilo que muitas vezes passa despercebido no cotidiano, destacando que reconhecer a presença do outro é uma atitude simples, mas capaz de salvar vidas.
Com essa iniciativa, o SEST SENAT reforça seu papel na construção de um trânsito mais seguro, incentivando mudanças de comportamento que impactam diretamente a redução de acidentes e a proteção da vida.
“Com a flexibilização, essas empresas poderão disponibilizar o combustível ao mercado, sem necessidade de manterem os estoques mínimos”, disse a ANP em nota divulgada nesta quarta-feira, 6
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) prorrogou para 30 de junho a vigência da flexibilização excepcional de estoques de gasolina e diesel, anteriormente prevista para terminar em 30 de abril, e que desobriga as empresas de manterem estoques mínimos dos combustíveis.
“Com a flexibilização, essas empresas poderão disponibilizar o combustível ao mercado, sem necessidade de manterem os estoques mínimos”, disse a ANP em nota divulgada nesta quarta-feira, 6. “A flexibilização visa aproximar os estoques da ponta de consumo e ampliar a fluidez de suprimento ao mercado”, acrescentou.
A Resolução ANP nº 949/2023 regulamenta a obrigatoriedade de manutenção de estoques semanais médios de gasolina A, de óleo diesel A S10 e de óleo diesel A S500 por parte dos produtores de derivados de petróleo e distribuidores de combustíveis.
A medida foi adotada pela agência em meio a outras ações para garantir o abastecimento do mercado brasileiro de combustíveis, em um momento em que o preço do petróleo disparou no mercado internacional, contaminando o valor dos seus derivados, e a oferta dos produtos foi restringida pelo fechamento do Estreito de Ormuz.
Segundo dados da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), esse é o maior valor de aportes para o setor desde 2015
Somando aportes públicos e privados, os investimentos em infraestrutura de transporte e logística no Brasil alcançaram R$ 76,5 bilhões em 2025, o maior valor registrado pelo país desde 2015. Os dados são da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) e foram publicados no Livro Azul da Infraestrutura.
De acordo com o ministério de Portos e Aeroportos (MPor), houve uma mudança nos aportes para esse setor nos últimos anos. Entre 2019 e 2022, os investimentos totalizaram R$ 138 bilhões, o que corresponde a uma média anual de R$ 33 bilhões.
Já no período mais recente, de 2023 a 2025, os aportes acumulados ultrapassaram R$ 200 bilhões, elevando a média anual para mais de R$ 65 bilhões. Para o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os números mostram uma trajetória consistente de ampliação dos aportes, com participação crescente do setor privado e projetos mais estruturados.
“Isso permite ao país avançar na modernização da sua infraestrutura e ganhar eficiência logística, o que é fundamental para sustentar o crescimento econômico e ampliar a competitividade do Brasil no cenário internacional”, completou.
INVESTIMENTOS PRIVADOS
O MPor destacou que a maior parte dos investimentos nesse setor da infraestrutura nacional, cerca de R$ 53,6 bilhões, foi realizada por empresas privadas. De acordo com a pasta, o movimento reflete a consolidação de um modelo de sucesso, baseado em concessões e parcerias público-privadas.
Em 2025, foram viabilizados R$ 7,8 bilhões em autorizações e contratos no setor portuário. Na aviação civil, o movimento segue na mesma direção, com R$ 8,7 bilhões em investimentos privados entre 2023 e 2025.
Durante a inauguração da nova sede da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), Franca ressaltou a importância dessa relação entre o Governo Federal e as instituições privadas.
Na visão do ministro, o diálogo permanente com entidades representativas do setor produtivo tem sido fundamental para o aprimoramento das políticas públicas e o fortalecimento do ambiente de negócios.
“Para o Ministério de Portos e Aeroportos, a ATP é uma parceira estratégica. As contribuições do setor privado são essenciais para aperfeiçoarmos nossos instrumentos e garantirmos condições adequadas à ampliação dos investimentos no país”, apontou.
IMPACTOS NO TRANSPORTE E LOGÍSTICA
Segundo o MPor, esses investimentos possuem um impacto que vão além das obras. Como resultado, os portos movimentaram cerca de de 1,35 bilhão de toneladas em 2025, o maior resultado dos últimos sete anos.
Já o volume movimentado pelos rios foi de 140 milhões de toneladas no último. Na cabotagem, a movimentação também foi recorde, com 223 de toneladas em 2025.
O INCTF mede a evolução de todos os custos da carga fracionada, incluindo transferência, coleta e distribuição, custos administração e de terminais (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Nesses custos não estão contemplados impostos, pedágios e margem de lucro.
Tenha na íntegra o simulador e histórico do índice, abaixo:
O INCTL reflete a variação dos custos do transporterodoviário de cargas fechadas ou lotações, ou seja, ele mede a evolução de todos os custos da carga completa, incluindo a transferência, a administração (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Ele, assim como o INCTF, também não contempla impostos e margem de lucro na sua apuração.
Tenha na íntegra o simulador e histórico do índice, abaixo:
Iniciativa da NTC&Logística, organizada pela COMJOVEM, reuniu lideranças em uma programação voltada à qualificação, ao alinhamento institucional e à discussão de pautas prioritárias do TRC
O prédio da Confederação Nacional do Transporte (CNT), que também abriga a sede da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), em Brasília, foi palco, no dia 5 de maio de 2026, do 16º Congresso Técnico Olhar Empresarial. O encontro promovido pela NTC&Logística, com organização da COMJOVEM – Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas, reuniu jovens empresários, executivos do setor, lideranças institucionais e especialistas em uma programação voltada à atualização estratégica, ao fortalecimento institucional e à aproximação com pautas relevantes para o Transporte Rodoviário de Cargas (TRC).
A abertura oficial do encontro contou com a participação de Eduardo Rebuzzi, presidente da NTC&Logística; Paulo Lustosa, presidente da Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas & Logística (FENATAC); Hudson Rabelo, coordenador nacional da COMJOVEM; Jéssica Caballero Lopes e Italo Grativol, vice-coordenadores nacionais da COMJOVEM.
Em sua fala inicial, o presidente da NTC&Logística fez um panorama das últimas edições do evento, destacando a presença recorrente de importantes lideranças políticas e o fortalecimento do Olhar Empresarial como espaço de diálogo qualificado entre o setor e o poder público. Ao relembrar os encontros anteriores, citou participações relevantes, reforçando a proximidade da entidade com parlamentares atuantes nas pautas do Transporte e a construção de uma agenda consistente com o decorrer do tempo.
“Este encontro vem se consolidando, ao longo das edições, como um espaço fundamental para a formação de novas lideranças do nosso setor e para a aproximação com quem está diretamente envolvido nas decisões que impactam o Transporte Rodoviário de Cargas. Estar aqui, em Brasília, tem um significado especial, porque é onde essas pautas ganham forma. Nos últimos anos, trouxemos para esse debate parlamentares importantes, que contribuem com uma visão estratégica e ajudam a fortalecer o posicionamento do setor. A programação de hoje foi pensada justamente para isso: conectar vocês ao cenário político, institucional e regulatório, preparando todos para aprofundar essas discussões nos eventos que acontecem na sequência. Aproveitem esse momento, troquem experiências e absorvam ao máximo o conteúdo, porque é assim que evoluímos como setor”, acrescentou Rebuzzi.
Paulo Lustosa recebeu a palavra e salientou também a pertinência do Olhar Empresarial para oxigenar as ideias do setor. “O Olhar Empresarial tem um papel essencial nesse processo de oxigenar as ideias do setor, de trazer novas visões e provocar reflexões que muitas vezes não acontecem no dia a dia das operações. Quando reunimos aqui diferentes experiências, gerações e regiões, conseguimos ampliar o olhar sobre os desafios e, principalmente, sobre as oportunidades que o Transporte Rodoviário de Cargas tem pela frente”.
Na sequência, Hudson Rabelo, coordenador nacional da COMJOVEM, fez seu pronunciamento de abertura e ressaltou o compromisso dos participantes com o futuro do setor, além da relevância do evento como espaço de formação e conexão com as pautas estratégicas em discussão no país. “A presença de cada um de vocês aqui mostra o quanto estão comprometidos com o futuro do Transporte Rodoviário de Cargas. Sabemos que não é simples se afastar da rotina das empresas, mas esse movimento faz toda a diferença. O Olhar Empresarial tem esse papel de ampliar a visão, aproximar vocês das discussões que acontecem em Brasília e preparar cada um para os desafios que impactam diretamente o nosso setor. Aproveitem esse momento, troquem experiências e se envolvam, porque é assim que fortalecemos o setor e construímos caminhos mais sólidos para o futuro”.
A vice-coordenadora nacional da COMJOVEM, Jéssica Caballero Lopes, também fez uso da palavra e enfatizou o significado do encontro no contexto institucional do setor, com a presença dos jovens empresários em Brasília. “Este é, sem dúvida, um dos eventos mais marcantes que temos, justamente por acontecer aqui, onde muitas das decisões que impactam diretamente o nosso setor são discutidas. Estar em Brasília, acompanhar de perto essas pautas e entender o que está sendo construído é fundamental para todos nós. Mais do que assistir, é determinante participar, questionar, trocar ideias e aproveitar esse espaço para ampliar o nosso olhar sobre o que está acontecendo e como isso afeta as nossas empresas. Desejo que todos aproveitem ao máximo esse momento e tenham um excelente Congresso”.
Por fim, o vice-coordenador nacional da COMJOVEM, Italo Grativol, em sua manifestação, destacou ser primordial encarar o encontro como uma oportunidade prática de aprendizado e evolução para os negócios. “É muito gratificante estarmos aqui, em Brasília, reunidos em um ambiente tão estratégico para o nosso setor. Sabemos o quanto é desafiador se afastar das empresas, do dia a dia das operações, mas o momento exige essa dedicação. Mais do que participar de mais um evento, é fundamental que cada um aproveite esse espaço para extrair conteúdos que realmente façam diferença na gestão e no futuro das nossas empresas. O setor enfrenta desafios constantes e exige posicionamento, exige presença. Por isso, espero que todos possam sair daqui não apenas com reflexões, mas com ações concretas que possam transformar os nossos negócios e fortalecer ainda mais o Transporte Rodoviário de Cargas”.
Agenda estratégica e protagonismo institucional
O painel “Agenda NTC BSB: Regulamentações e Projetos que estão impactando o setor do TRC” reuniu Eduardo Rebuzzi, presidente da NTC&Logística; José Hélio Fernandes, vice-presidente de Assuntos Políticos da NTC&Logística, e Edmara Claudino, assessora de Relações Institucionais da entidade, trazendo uma leitura atualizada das pautas em tramitação no Congresso Nacional e confirmando a importância da atuação técnica e institucional em Brasília.
Durante sua participação, José Hélio Fernandes acentuou serem decisivos a união do setor e o engajamento contínuo nas pautas legislativas. “O nosso partido é o Transporte Rodoviário de Cargas. Independentemente de sigla ou composição política, o que faz a diferença é a nossa capacidade de estarmos presentes, acompanhando, dialogando e defendendo aquilo que é essencial para o setor. Essa é uma construção de longo prazo, feita com relacionamento, conhecimento e consistência”.
Dentre os principais temas da apresentação, constaram propostas com impacto direto na operação das empresas, como a PEC 221/2019 (escala 6×1), a MP 1.343/2026 (piso mínimo de frete), o PLP 153/2021 (ICMS para autônomos) e a PEC 22/2025 (repouso do motorista profissional). Também foram abordados projetos relacionados ao vale-pedágio, tacógrafo, anistia de multas e reconhecimento do TRC como atividade essencial.
Para fechar o painel, Edmara Claudino ratificou o papel técnico e estratégico da NTC&Logística na atuação política em Brasília, assinalando a complexidade do ambiente legislativo e a premência do acompanhamento constante das pautas. “Muitas vezes, quem está de fora não consegue dimensionar como funciona, na prática, a tramitação de um projeto. São negociações complexas, momentos políticos delicados e decisões que nem sempre seguem uma lógica técnica. Por isso, a presença da NTC aqui é fundamental. Nós acompanhamos de perto, atuamos para ajustar textos, buscamos retirar de pauta o que pode prejudicar o setor e levamos posicionamentos sempre com base em dados e argumentos técnicos. É isso que garante respeito e espaço para o setor nas discussões”.
Panorama das Metas da COMJOVEM: gestão, engajamento e capilaridade
Na sequência, o painel “Panorama das Metas da COMJOVEM”, conduzido por Hudson Rabelo, Jéssica Caballero Lopes e Italo Grativol, apresentou os indicadores e diretrizes que orientam a atuação da Comissão em todo o país, com dados estruturados sobre o funcionamento dos Núcleos, incluindo metas de reuniões periódicas, integração entre coordenadores, relacionamento com federações e sindicatos, realização de visitas técnicas e produção de conteúdo técnico e institucional.
Segurança nas estradas: visão integrada e desafios operacionais
Seguindo a programação, o debate “Em Pauta: Segurança nas Estradas” reuniu o Dr. Stênio Pires Benevides, coordenador-geral de Gestão Operacional da Polícia Rodoviária Federal, e o delegado de Polícia Civil Waldomiro Milanesi, especialista em segurança e roubo de cargas.
Durante sua participação, Waldomiro Milanesi expôs o impacto direto do roubo de cargas na operação e na sustentabilidade das empresas. “Quando falamos de roubo de cargas, não estamos tratando apenas de um crime pontual, mas de um problema estrutural que afeta toda a cadeia logística, eleva custos e compromete a competitividade do setor. O enfrentamento passa pela atuação das forças de segurança, com inteligência e repressão qualificada, mas também exige um avanço no campo legislativo. Precisamos de instrumentos legais mais eficazes, que atinjam não só quem executa o crime, mas toda a cadeia que se beneficia dele. É um trabalho que envolve polícia, setor produtivo e aprimoramento das leis, para que possamos reduzir de forma consistente esse tipo de ocorrência.”
Complementando o debate, o Dr. Stênio Pires Benevides explanou a atuação da Polícia Rodoviária Federal no combate ao roubo de cargas nas rodovias federais, apontando os avanços recentes. “A PRF vem estruturando suas ações com base em inteligência, tecnologia e integração com outros órgãos, buscando aumentar a eficiência no combate ao roubo de cargas. Nosso objetivo é claro: trabalhar para que esse índice chegue a zero. Sabemos que é um desafio complexo, mas os resultados mostram evolução. Nos últimos três anos, temos registrado uma queda consistente nos casos, fruto de planejamento, presença operacional e atuação coordenada. Seguimos avançando, sempre com foco em ampliar a segurança e garantir mais previsibilidade para o transporte nas rodovias federais.”
A discussão trouxe uma leitura prática e atualizada sobre os principais riscos enfrentados nas operações, com destaque para o avanço das estratégias de combate ao roubo de cargas, a atuação integrada entre inteligência policial e fiscalização, e a necessidade de alinhamento entre empresas e o poder público.
Encerramento e imersão prática
O encerramento da programação de conteúdo do Congresso Técnico 16º Olhar Empresarial contou com a participação do patrono da COMJOVEM, Flávio Benatti, e foi conduzido por Hudson Rabelo, Jéssica Caballero Lopes e Italo Grativol, consolidando os principais aprendizados do encontro e reforçando o papel da COMJOVEM na formação de lideranças mais preparadas para os desafios do setor.
Em seguida, os participantes seguiram para uma visita técnica à sede da Polícia Rodoviária Federal (PRF), onde foram recebidos pelo Dr. Stênio Pires Benevides, e puderam conhecer a estrutura de um centro de operações de alta tecnologia, responsável pelo monitoramento 24 horas das rodovias federais em todo o país.
Durante a visita, tiveram acesso aos sistemas de visualização em tempo real, com câmeras distribuídas pelas principais vias, além de soluções avançadas de reconhecimento facial e leitura de placas. O grupo também conheceu o centro de gestão de crises, ambiente estratégico utilizado na tomada de decisão em operações especiais e grandes eventos, compreendendo de forma concreta como tecnologia, inteligência e coordenação operacional se integram para fortalecer a segurança nas rodovias brasileiras.
Entidade foi representada pela Coordenação Nacional da COMJOVEM e reforça parceria histórica com a indústria automotiva brasileira
A NTC&Logística participou, nesta terça-feira (5), de sessão solene realizada no Senado Federal em homenagem aos 70 anos da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), que representa a indústria automotiva no Brasil e desempenha papel estratégico no desenvolvimento econômico e industrial do país.
O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, foi representado pelos membros da Coordenação Nacional da Comissão de Jovens Empresários e Executivos do TRC (COMJOVEM) – o coordenador Hudson Rabelo e os vice-coordenadores Jéssica Caballero Lopes e Ítalo Grativol –, acompanhados da assessora executiva da Presidência, Elisete Balarini.
Durante a solenidade, parlamentares e representantes do setor destacaram a relevância da indústria automotiva, responsável por cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial brasileiro e aproximadamente 5% do PIB total, além de empregar mais de 1,3 milhão de pessoas direta e indiretamente. O setor também foi reconhecido como um dos pilares da cadeia produtiva nacional, integrando tecnologia, inovação e serviços, com forte impacto no Transporte Rodoviário de Cargas.
A participação da NTC&Logística reforça o alinhamento institucional entre o setor de transporte e a indústria automotiva, que historicamente caminham de forma integrada no desenvolvimento do país. Nesse contexto, a ANFAVEA se consolida como parceira estratégica da entidade, especialmente na construção de soluções conjuntas e no fortalecimento de agendas comuns para o setor.
O presidente Eduardo Rebuzzi registrou a relevância dessa relação ao longo das últimas décadas: “A ANFAVEA é uma parceira histórica da NTC&Logística e do setor de Transporte Rodoviário de Cargas. Ao longo desses 70 anos, acompanhamos juntos a evolução da indústria automotiva brasileira, que tem papel fundamental no desenvolvimento econômico do país. Parabenizo a atual diretoria da entidade, assim como todos aqueles que contribuíram para essa trajetória de sucesso, e desejo pleno êxito nos próximos anos, com ainda mais avanços para o setor. Essa parceria também se reflete em iniciativas importantes, como a realização da Fenatran – Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Cargas, que conecta toda a cadeia produtiva e fortalece o nosso segmento.”
A sessão solene contou com a presença de parlamentares, autoridades públicas e executivos da indústria automotiva, além de representantes de entidades setoriais, evidenciando a importância da ANFAVEA e o papel estratégico do setor para o desenvolvimento econômico, industrial e logístico do Brasil.
Além da Ponte de Guaratuba, obra que já foi entregue pelo Governo do Paraná, outras ações em mobilidade seguem em andamento e vão beneficiar tanto o estado paranaense quanto Santa Catarina. Trata-se das duplicações das rodovias estaduais PR-412 e a SC-417. Na primeira delas, que fica no Paraná, já há previsão para conclusão de um segmento da obra.
Quais são as obras nas rodovias entre SC e PR
A duplicação da PR-412 será realizada entre Garuva e Guaratuba, sob responsabilidade do governo do Paraná, em segmento de 12,8 quilômetros entre a divisa entre os dois Estados e o acesso a Balneário Coroados. O investimento será de R$ 254,5 milhões. A licitação foi realizada em modelo integrado, com projeto e obras no mesmo pacote. Neste momento, o projeto está em elaboração.
Depois, a rodovia parananense, que “continua” em Santa Catarina, a SC-417, também será duplicada pelo governo paranaense, em segmento até a BR-101. Nesse caso, a obra faz parte do acordo dos royalties, já homologado pelo Superior Tribunal Federal (STF). A ampliação da rodovia será feita em etapas, uma delas será o Contorno de Garuva, no acesso à BR-101.
O que são os royalties entre SC e PR
O Paraná vai desembolsar, ao todo, R$ 365 milhões para bancar as obras em SC, como ressarcimento pelo período em que recebeu royalties a mais devido a equívoco do IBGE na demarcação de limites territoriais marítimos. As obras escolhidas atendem aos dois Estados, já que as SCs 416 e 417 são usadas também no acesso ao litoral do Paraná, em cidades em Guaratuba e Matinhos, a partir da BR-101.
O governo de SC, por sua vez, vai trabalhar na SC-416, do entroncamento da SC-417 até a estrada José Alves, na entrada de Itapoá. Serão 26 quilômetros com duplicação em pavimento rígido. Esta obra terá recursos estaduais do Programa Estrada Boa.
Atualização das obras nas rodovias
Segundo o governo do Paraná, a duplicação da PR-412 entre Matinhos e Pontal do Paraná, no Litoral, continua avançando em bom ritmo. Até esta terça-feira (5), a obra já tinha 15% de execução, com a conclusão prevista para março de 2028.
No que se refere à parte do governo de Santa Catarina, no que diz respeito à SC-416, a obra ainda está em fase de preparação do edital de licitação.
O Governo de São Paulo anunciou um novo pacote de 2 bilhões de reais em investimentos em infraestrutura viária dentro do programa SP Pra Toda Obra, consolidado como o maior plano de modernização de rodovias do país. A iniciativa prevê melhorias em cerca de 2 mil quilômetros de estradas, com intervenções que incluem pavimentação, duplicações, manutenção e implantação de terceiras faixas, além de novos projetos de concessão.
O anúncio também marcou a autorização de obras estratégicas, como intervenções no Rodoanel Mário Covas e no Trevo de Buri, na região de Itapeva, somando 317,6 milhões de reais em investimentos voltados à segurança viária e fluidez do tráfego. Paralelamente, o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER-SP) dará início a 40 novas obras distribuídas em 45 municípios, totalizando 540,5 milhões de reais. Desse montante, 469,4 milhões de reais serão destinados a estradas vicinais, com foco na pavimentação e recuperação de 236,7 quilômetros em 31 cidades, enquanto 71,1 milhões de reais serão aplicados em rodovias estaduais.
Outro eixo relevante do pacote é o fortalecimento da integração logística entre municípios. Um decreto assinado pelo governo estabelece critérios para a estadualização de trechos viários, permitindo que estradas municipais estratégicas passem a integrar a malha estadual. A medida busca elevar o padrão de manutenção, ampliar a conectividade e melhorar o escoamento da produção, especialmente em regiões menos atendidas.
Além das obras, o programa inclui 200 milhões de reais em crédito por meio da Desenvolve SP, com uma linha emergencial voltada ao recapeamento urbano. O financiamento será destinado a prefeituras, com condições facilitadas, como prazo de até 72 meses e carência de até 12 meses, além de suporte técnico para a estruturação dos projetos. Outros 200 milhões de reais serão investidos diretamente pelo governo em convênios com municípios para recuperação de vias.