Pesados recuam no primeiro quadrimestre apesar da alta geral de 16,3%

Pesados recuam no primeiro quadrimestre apesar da alta geral de 16,3%

Mercado de pesados recua, enquanto leves e eletrificados impulsionam alta de 16,3% no quadrimestre. Programa Move Brasil é ampliado para reverter curva de queda

O setor automotivo brasileiro encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com o melhor desempenho desde 2013, acumulando 1.734.599 unidades emplacadas, o que representa um avanço de 16,30% sobre o mesmo período de 2025. Os dados consolidados pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) mostram, no entanto, um comportamento assimétrico entre os segmentos, já que, enquanto automóveis, comerciais leves e motocicletas sustentam a trajetória ascendente, o mercado de caminhões, ônibus e implementos rodoviários opera em retração no acumulado do ano, refletindo a seletividade de investimentos e a sensibilidade ao custo do crédito no transporte de cargas e passageiros.

Em abril, foram emplacadas 479.662 unidades no total, número 16,79% superior ao registrado no mesmo mês de 2025 e o segundo melhor resultado para o mês desde 2013. A queda nominal de 6,53% em relação a março de 2026 (que teve 22 dias úteis contra 20 em abril) é atribuída exclusivamente ao efeito calendário, segundo análise da federação.

Caminhões

O segmento de caminhões apresentou relativa estabilidade na passagem de março para abril, mas ainda amarga retração tanto na comparação com abril de 2025 quanto no acumulado de 2026. O comportamento, segundo a Fenabrave, evidencia um mercado condicionado por múltiplas variáveis como taxa Selic ainda elevada, oscilações no preço do diesel, demanda por frete e baixa previsibilidade econômica – diante das eleições que se avizinham –, que inibem decisões de renovação de frota por transportadores e autônomos.

“O transportador avalia com cuidado o custo financeiro, o preço do diesel, a demanda por frete e a previsibilidade da economia antes de renovar a frota”, afirma o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior. Ele destaca, contudo, que os efeitos iniciais da segunda fase do Programa Move Brasil, que aportará R$ 21,2 bilhões, já começaram a se fazer sentir. “O maior volume comercializado teve pico inicial em março, e os reflexos das vendas de abril ainda serão contabilizados”, avalia.

Dados internos da entidade indicam que, entre fevereiro e março de 2026, a comercialização de caminhões pesados dentro do programa Move Brasil cresceu 49%, sinalizando que a demanda reprimida pode ser destravada com linhas de crédito adequadas.

Implementos rodoviários

Os implementos rodoviários registraram retração em abril tanto na comparação com março quanto sobre abril de 2025, e seguem em trajetória negativa no acumulado de 2026. “O mercado de implementos está diretamente relacionado à dinâmica dos caminhões, do agronegócio, da logística e da atividade industrial”, explica o executivo.

A retração em 2025 chegou a 20% no segmento, e a expectativa é de que a inclusão dos implementos no refinanciamento do Move Brasil, uma demanda atendida pela nova fase do programa, possa reverter a curva de queda nos próximos meses.

Ônibus

O segmento de ônibus permaneceu praticamente estável na passagem de março para abril, mas ainda opera abaixo dos níveis observados em 2025. A Fenabrave classifica o comportamento como típico de um mercado sujeito a oscilações mais acentuadas, dado que depende de ciclos de renovação de frotas públicas e concessões de transporte.

“Ônibus é um segmento que costuma apresentar oscilações mais acentuadas, porque depende de ciclos de renovação e de projetos públicos de transporte”, comenta Junior. Ele aposta na segunda etapa do Move Brasil, que agora inclui ônibus e micro-ônibus, com redução de taxas e extensão de prazos de financiamento pelo BNDES, como fator de aceleração da recuperação gradual observada.

Automóveis e comerciais leves

Os segmentos de automóveis e comerciais leves mantiveram desempenho positivo tanto em abril (comparado a abril de 2025) quanto no acumulado do quadrimestre. A retração frente a março é atribuída exclusivamente ao menor número de dias úteis, sem alterar a percepção de um mercado aquecido. As vendas no varejo representam cerca de 52% dos volumes comercializados, impulsionadas pelo Programa Carro Sustentável e por promoções crescentes das montadoras.

Os modelos incluídos no programa fiscal registram números 31,9% superiores ao período anterior à sua implementação (iniciado em 11 de julho de 2025). Recentemente, o Citroën C3 ingressou na lista de participantes, que já incluía veículos da GM, Hyundai, Renault, Stellantis e VW.

Eletrificados

O mercado de automóveis e comerciais leves eletrificados (híbridos e elétricos) somou 138.886 unidades emplacadas entre janeiro e abril de 2026, um aumento de 97,19% sobre as 70.433 unidades do mesmo período de 2025. Apenas os híbridos acumulam 90.485 unidades (crescimento de 71,53%), enquanto os elétricos puros chegam a 48.401 unidades – um salto de 173,75% sobre o quadrimestre anterior.

Em abril, o crescimento dos eletrificados sobre março foi de 8,59%, e a comparação com abril de 2025 mostra expansão de 119,18%. “A maior oferta de modelos e marcas com esse tipo de tecnologia vem repercutindo positivamente”, avalia o presidente da Fenabrave.

Máquinas agrícolas

O mercado de máquinas agrícolas (tratores e colheitadeiras) segue em retração acumulada no primeiro trimestre de 2026 (dados defasados em um mês, por dependerem de levantamentos diretos junto aos fabricantes). A Fenabrave aponta como fatores a pressão de custos e a baixa rentabilidade do produtor rural, agravados por incertezas geopolíticas, em especial os conflitos no Estreito de Ormuz, que encarecem diesel e fertilizantes, além do baixo preço médio das commodities e das altas taxas de juros para financiamentos.

Motocicletas

As motocicletas seguem como um dos principais vetores de crescimento do setor em 2026, com avanço expressivo no acumulado do quadrimestre e crescimento sobre abril de 2025, mesmo com a queda nominal em relação a março (efeito dias úteis). O segmento atende tanto à mobilidade individual quanto ao uso profissional em entregas e deslocamentos urbanos, consolidando-se como segundo veículo para muitas famílias.

No nicho de motocicletas eletrificadas, foram emplacadas 6.158 unidades no primeiro quadrimestre, contra 4.024 no mesmo período de 2025 – alta superior a 53%. Considerando-se híbridas e elétricas somadas, o quadrimestre apresentou elevação de 100% sobre 2025. No período entre março e abril de 2026, foram emplacadas 1.890 unidades de motos híbridas, categoria que não existia no mercado brasileiro em 2025.

Bola de cristal

A Fenabrave manterá as projeções iniciais para 2026 até o fechamento do primeiro semestre, quando reavaliará o desempenho dos segmentos. A nova fase do Programa Move Brasil, que ampliou o orçamento de R$ 10 bilhões para R$ 21,2 bilhões e passou a incluir ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários, é vista como o principal instrumento para reverter a curva de queda dos pesados nos próximos meses.

“A nova fase do programa chega em um momento importante para todo o segmento de pesados e pode ajudar a reaquecer os emplacamentos de caminhões, ônibus e implementos, com boa capacidade de influenciar positivamente os resultados dos próximos meses”, conclui Arcelio Junior.

ANTT reabre processo de participação social sobre instrumento inédito para reconhecimento de transportadores de cargas sustentáveis

ANTT reabre processo de participação social sobre instrumento inédito para reconhecimento de transportadores de cargas sustentáveis

Selo ESG Cargas, objeto da AP nº 005/2025, avalia desempenho ambiental, social e de governança; audiência pública recebe contribuições até 18 de maio pelo ParticipANTT

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) dá um passo concreto na agenda de sustentabilidade do transporte rodoviário de cargas. Entre 4 e 18 de maio de 2026, a Agência realiza audiência pública para colher contribuições sobre a criação do Selo ESG Cargas – primeiro instrumento regulatório do setor voltado ao reconhecimento de transportadores que adotam práticas responsáveis nos pilares ambiental, social e de governança.

Vinculado ao Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), o Selo é de adesão voluntária e se dirige a transportadores em situação ativa. A proposta parte de um princípio direto: a atividade econômica do transporte e a preservação do meio ambiente não são opostos – e quem demonstrar esse equilíbrio merece reconhecimento.

O que será avaliado

A certificação considera três fatores. O Fator Ambiental (E) abrange o uso racional de recursos naturais e a redução de emissões de poluentes. O Fator Social (S) contempla saúde e segurança do trabalho, diversidade, inclusão e impacto nas comunidades. O Fator de Governança (G) avalia a conformidade e a regularidade do transportador perante as regras que disciplinam a atividade.

Quem atender os três fatores recebe o Selo completo. Quem cumprir um ou dois também será reconhecido – a ANTT definirá, em edital específico, a forma de valorizar esse desempenho parcial. A medida amplia o alcance do programa e estimula a evolução gradual de todo o setor.

A avaliação levará em conta a categoria do transportador no RNTRC, seu porte e mercado de atuação, com uso de informações de bases de dados internas e externas. Para o pilar ambiental, o Selo MelhorAr – concedido pela Infra S.A. no âmbito do Programa MelhorAR, instituído pela Portaria MT nº 192, de 27 de fevereiro de 2025 – será aceito como comprovação integral dos critérios desse fator.

Princípios que orientam a certificação

O Selo é pautado por 11 princípios, entre os quais a mitigação de impactos socioambientais, a redução de emissões de gases de efeito estufa, a promoção da resiliência climática, a segurança viária e a saúde do trabalhador. Diversidade, equidade, inclusão e transparência completam o conjunto de diretrizes que orientarão a avaliação.

A Unidade Organizacional competente da ANTT publicará o edital de convocação com os critérios detalhados de participação, seleção e período de validade do Selo. A Agência poderá firmar parcerias estratégicas nas fases de implementação.

Como participar

As contribuições podem ser enviadas entre 4/5 e 18/5, das 9h às 18 horas, pelo canal ParticipANTT. A participação da sociedade qualifica o processo e contribui para que o instrumento chegue ao setor com critérios aderentes à realidade de quem move as cargas do Brasil.

Contratos estão mudando: ESG passa a influenciar a escolha de transportadoras

Contratos estão mudando: ESG passa a influenciar a escolha de transportadoras

Critérios ESG passam a impactar diretamente a escolha de fornecedores logísticos, e transportadoras que se antecipam ganham vantagem competitiva no mercado

A sustentabilidade deixou de ser apenas uma pauta institucional para se tornar um fator decisivo nas relações comerciais. No Transporte Rodoviário de Cargas, essa mudança já é perceptível: empresas contratantes estão incorporando critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) na escolha de seus parceiros logísticos.

Grandes companhias – especialmente multinacionais e empresas de capital aberto – vêm adotando novos padrões de reporte climático e ambiental, ampliando a exigência de transparência em toda a cadeia produtiva. Na prática, isso significa que essas organizações precisam medir, monitorar e divulgar as emissões associadas às suas operações, o que inclui diretamente os serviços de transporte.

Esse movimento reposiciona o papel das transportadoras dentro da cadeia logística. Mais do que executar a operação, passa a ser necessário comprovar eficiência ambiental, controle de emissões e compromisso com práticas sustentáveis.

Para as empresas do setor, essa nova realidade traz desafios, mas também abre oportunidades relevantes. Transportadoras que conseguem estruturar sua gestão ambiental e apresentar dados confiáveis tendem a:

  • fortalecer o relacionamento com clientes estratégicos;
  • aumentar a competitividade em processos de contratação e licitações;
  • acessar novas oportunidades de negócio, especialmente com grandes embarcadores.

Por outro lado, a gestão de indicadores ambientais exige novas ferramentas, organização de dados e conhecimento técnico – o que ainda representa uma barreira para muitas empresas.

Diante desse cenário, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) firmou parceria com a Domani Global, especializada em soluções tecnológicas e estratégicas em ESG, com foco em atender empresas de todos os portes do Transporte Rodoviário de Cargas.

A iniciativa tem como objetivo facilitar o acesso das transportadoras a ferramentas que permitam mensurar emissões, acompanhar indicadores ESG e estruturar planos de ação, de forma prática e alinhada à realidade operacional do setor.

Soluções disponíveis para empresas associadas à NTC&Logística

  • Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)

 Mensuração das emissões nos escopos 1, 2 e 3, conforme padrões técnicos.

  • Plataforma Domani SaaS – Sustainability as a Service

 Sistema digital para gestão ESG, controle de indicadores e geração de relatórios.

  • Diagnóstico ESG e Plano de Descarbonização

 Estruturação de estratégias para redução e compensação de emissões.

  • Treinamentos e capacitações corporativas

 Formação técnica para equipes com foco em práticas sustentáveis.

  • Certificação e Selo Carbono Neutro

 Reconhecimento para empresas que compensam suas emissões.

  • Atendimento especializado para o Transporte Rodoviário de Cargas

 Suporte técnico alinhado às necessidades do setor.

Além disso, empresas associadas à NTC&Logística contam com condições especiais e desconto exclusivo na contratação dos serviços.

Serviço

Domani Global – Sustentabilidade para o Transporte de Cargas

E-mail: contato@domani.global

Telefone/WhatsApp: (11) 99559-8402

Site: www.domani.global

Redes sociais: LinkedIn, Instagram e demais plataformas oficiais

Código de desconto para associadas da NTC&Logística: NTC15

Capacidade de gestão de conflitos é um superpoder na liderança contemporânea

Capacidade de gestão de conflitos é um superpoder na liderança contemporânea

Último dia de imersão contou com aula que destacou como divergências podem ser canalizadas de forma produtiva no ambiente corporativo

Nesta sexta-feira (1º), último dia da programação acadêmica da Missão Internacional do Transporte, a delegação de empresários brasileiros recebeu lições sobre gestão de conflitos no mundo corporativo.

“Em um cenário global marcado por tensões crescentes, a capacidade de gerir conflitos tornou-se uma competência essencial para líderes e empresários”, introduziu Raphael Müller, professor de Negociação na ISE Business School (instituição que representa a IESE na cidade de São Paulo). E, em seguida, fez uma provocação: “Precisamos de conflitos, desde que sejam produtivos”.

Para ele, organizações com maior diversidade tendem a apresentar melhores soluções justamente por reunirem visões distintas. O desafio da liderança, portanto, não é eliminar divergências, mas criar ambientes em que essas diferenças possam ser canalizadas de forma construtiva.

O conceito de conflito, segundo o especialista, envolve a existência de posições opostas decorrentes de percepções divergentes sobre interesses e perspectivas. Nesse sentido, o chamado “consenso superficial” – quando há concordância aparente, sem engajamento real – pode ser mais prejudicial do que o embate aberto. “As soluções criativas nascem do confronto de ideias”, destacou.

Para lidar com esse ambiente, habilidades como empatia e escuta ativa tornam-se fundamentais. Mais do que se colocar no lugar do outro, é preciso compreender o mundo a partir da perspectiva do interlocutor. Essa capacidade permite ao líder adaptar sua comunicação e considerar os impactos de suas decisões sobre diferentes perfis de pessoas.

Müller também chamou a atenção para a complexidade das chamadas “conversas difíceis”. Segundo ele, não se trata de torná-las fáceis, mas de estruturá-las melhor. “Estamos lidando com emoções, não apenas com racionalidade. Preparar-se para essas interações reduz a imprevisibilidade e aumenta a qualidade dos resultados”, afirmou.

Como ferramenta prática, o professor apresentou um modelo baseado em quatro perfis comportamentais predominantes: determinação, controle, energia e afetividade. Cada um possui características específicas, pontos fortes e riscos associados. Indivíduos com alta determinação, por exemplo, tendem a ser diretos e orientados a resultados, mas podem se tornar inflexíveis. Já os de alta afetividade valorizam relações e harmonia, mas podem enfrentar dificuldades na tomada de decisão.

Apesar da categorização, Müller alertou para o risco de rotular pessoas. “Todos transitamos entre os perfis, embora tenhamos predominâncias. O objetivo é adaptar a comunicação para gerar conexão e compreensão”, explicou. A proposta dessas classificações, segundo ele, é utilizar esse conhecimento para ajustar a forma de transmitir mensagens, aumentando a eficácia da interação.

Os participantes da Missão tiveram a oportunidade de testar essa abordagem em um exercício prático, envolvendo quatro casos que demandavam uma tomada de decisão. Após a sessão, Marcio Pasquali, diretor na Bravo, ressaltou: “Conflito e tomada de decisão estão presentes o tempo todo nas operações logísticas. Nessas circunstâncias, saber modular a fala é fundamental para criar engajamento. Não se faz nada sozinho”.

“Técnicas de gestão de conflito, como as que foram mostradas, ajudam muito nas relações. Fala-se muito sobre empatia, mas, se não conhecermos um pouco sobre o outro e como ele processa as informações, fica difícil construir pontes”, sintetizou George Ramos, diretor no Grupo Petrópolis.

Logística aposta na combinação de modais para superar desafios do país

Logística aposta na combinação de modais para superar desafios do país

Braspress contempla transporte aéreo, rodoviário, rodoaéreo e fluvial para atender regiões remotas

A transformação da logística no Brasil passa, cada vez mais, pela integração de diferentes modais de transporte. Em um cenário marcado por grandes distâncias e pela demanda por entregas mais rápidas, a Braspress vem consolidando sua atuação por meio da intermodalidade.

Tradicionalmente reconhecida por sua presença nas rodovias brasileiras, a companhia ampliou sua capacidade operacional no último ano ao incorporar o modal aéreo, com a criação da BAC (Braspress Air Cargo).

– A iniciativa não substitui, mas complementa a nossa estrutura tradicional, permitindo uma operação mais ágil e eficiente em rotas de longa distância, como Campinas (SP)–Manaus (AM) –, afirma o diretor-presidente da Braspress, Urubatan Helou.

Em três pontos, entenda como a operação intermodal da companhia se destaca no mercado.

Dimensão da frota

A Braspress sustenta a operação intermodal com uma frota robusta e diversificada, que promete entregar escala e eficiência ao transporte de cargas em todo o país.

No modal aéreo, a companhia ampliou sua capacidade com a incorporação de mais uma aeronave à BAC (Braspress Air Cargo), totalizando três Boeings 737-400. O reforço visa atender à crescente demanda do mercado e ampliar a agilidade nas rotas de longa distância.

Na malha rodoviária, por sua vez, a empresa conta com 3.090 veículos próprios, que operam diariamente em trajetos urbanos, regionais e de transferência, além de cerca de 2 mil veículos agregados. Essa estrutura tem o intuito de assegurar capilaridade e flexibilidade à operação.

Transporte fluvial

A integração entre os modais também se apoia em soluções complementares, como o transporte fluvial e rodofluvial. Em um país de dimensões continentais como o Brasil, essas soluções se consolidam como alternativa estratégica, especialmente em regiões onde a infraestrutura rodoviária é limitada ou impõe desafios operacionais.

A Braspress incorpora esses modais à operação visando assegurar capilaridade e continuidade no fluxo de cargas, ampliando sua atuação para além das rodovias. No Norte do país, onde os rios são determinantes para a mobilidade, a companhia, em parceria com o Grupo Chibatão, usa rotas fluviais, com barcos e balsas como extensão natural da malha logística.

– Nesses trechos, os rios se tornam verdadeiras vias de escoamento, permitindo o transporte de grandes volumes por longas distâncias e garantindo o atendimento a localidades onde o acesso terrestre é restrito ou inexistente – comenta Helou.

Ganhos concretos

A integração entre os modais se traduz em resultados concretos para a operação da Braspress, com impactos diretos em prazos, eficiência e cobertura logística.

Na prática, o modelo intermodal funciona de forma coordenada: as encomendas são coletadas por caminhões em diferentes regiões, seguem por via aérea até destinos estratégicos e, em seguida, são redistribuídas por transporte terrestre até a entrega final, com o suporte das 112 filiais da companhia.

Os ganhos são expressivos. Em algumas rotas, o tempo de entrega caiu de 15 dias para intervalos entre 36 horas e quatro dias, especialmente em destinos no Norte do país, historicamente mais desafiadores do ponto de vista logístico.

– Este é mais um passo importante que consolida a companhia como player estratégico do transporte de cargas no país. O sistema amplia nossa capacidade operacional e permite que possamos oferecer ainda mais agilidade, confiabilidade e cobertura aos clientes – conclui Helou.

Setcemg promove curso sobre aumento de rentabilidade no transporte de cargas

Setcemg promove curso sobre aumento de rentabilidade no transporte de cargas

Capacitação será realizada no dia 9 de maio e abordará estratégias para tornar operações mais eficientes e lucrativas

Em um cenário de margens cada vez mais pressionadas e custos operacionais elevados, o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística de Minas Gerais (Setcemg) promove, no dia 9 de maio, o curso presencial “Empresas de Transportes Mais Lucrativas e Rentáveis através da Viagem Perfeita”. A capacitação será realizada das 9h às 12h30 e é voltada para empresários, gestores e profissionais do setor que buscam aprimorar a gestão operacional e aumentar a rentabilidade das operações de transporte.

Com foco na melhoria dos resultados financeiros, o treinamento apresenta estratégias práticas para otimizar o desempenho das viagens e reduzir desperdícios. A proposta é mostrar como uma gestão mais eficiente pode impactar diretamente a lucratividade no transporte rodoviário de cargas.

Entre os conteúdos abordados está o conceito de “viagem perfeita”, que envolve a padronização de processos desde o planejamento até a entrega final, além da adoção de medidas para reduzir a ociosidade da frota, como a eliminação de viagens com veículos vazios e a redução de tempos de espera em operações de carga e descarga. O curso também destaca a importância da manutenção preventiva como forma de evitar interrupções nas operações e perdas de receita.

Na parte financeira, a capacitação aborda o cálculo detalhado dos custos operacionais, com a distinção entre despesas fixas e variáveis, além da identificação do ponto de equilíbrio por rota. Também serão discutidas estratégias de precificação do frete que garantam não apenas a cobertura de custos, mas a geração de margem, além da análise de rentabilidade por cliente, veículo e motorista, com base em indicadores de desempenho e retorno sobre investimento.

A capacitação será conduzida por Carlos Augusto Silveira, profissional com trajetória no setor de transporte e logística desde 1982, com atuação nas áreas de transporte, armazenagem e distribuição, em funções operacionais e gerenciais.

Inscrições

A capacitação é gratuita para associados, com limite de dois participantes por empresa, e tem investimento de R$ 400 para não associados. As inscrições devem ser feitas no site do Setcemg. Informações pelo telefone (31) 3490-0330.

Pedágio Free Flow começa a operar em rodovias do Norte e Noroeste do Paraná; veja pontos de cobrança e valor das tarifas

Pedágio Free Flow começa a operar em rodovias do Norte e Noroeste do Paraná; veja pontos de cobrança e valor das tarifas

Pórticos de cobrança ficam em quatro praças do Lote 4 das Rodovias Integradas do Paraná. Tarifas custam entre R$ 9,90 e R$ 17,10

Começaram a operar nesta segunda-feira (4) os pórticos do sistema de pedágio eletrônico, chamado de Free Flow, em rodovias do Norte e Noroeste do Paraná. Eles ficam na BR-376, em Presidente Castelo Branco e Mandaguari, e na BR-369 em Arapongas e Jataizinho.

Os trechos fazem parte do Lote 4 das Rodovias Integradas do Paraná e estão sob responsabilidade da concessionária EPR. Atualmente, o sistema também funciona em cidades do Oeste e Sudoeste.

Com o Free Flow, houve a substituição das praças físicas por pórticos eletrônicos que realizam a leitura automática dos veículos. Com isso, a cobrança do pedágio será realizada no sistema de livre passagem, sem que o motorista precise parar em cabines e passar por cancelas. Entenda como o sistema funciona abaixo.

O início da cobrança foi autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), após a avaliação técnica de condições de infraestrutura, como a qualidade do pavimento, sinalização, faixa de domínio e o funcionamento dos pórticos.

A ANTT também aprovou o reajuste da Tarifa Básica de Pedágio (TBP) para as quatro praças. Os valores foram calculados a partir da variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Veja quais são os valores:

  • BR-376 em Presidente Castelo Branco: R$ 13,50;
  • BR-376 em Mandaguari: R$ 9,90;
  • BR-369 em Arapongas: R$ 10,50;
  • BR-369 em Jataizinho: R$ 17,10.

No fim de abril, o Ministério dos Transportes anunciou a suspensão de 3,4 milhões de multas em rodovias no free flow.

A medida deu aos motoristas até 200 dias para quitar débitos do pedágio eletrônico e suspendeu a aplicação de multas desse sistema durante esse período. Segundo o governo, a medida tem como objetivo assegurar prazo adequado para a integração e o pleno funcionamento dos sistemas.

Como funciona o pagamento pelo sistema Free Flow?

Com o sistema Free Flow, não existem praças físicas e cancelas. Neste modelo, os veículos passam por pórticos que identificam automaticamente TAGs ou placas, e a cobrança é feita de forma eletrônica.

Com a TAG, a tarifa é debitada automaticamente. O motorista que não tiver a TAG instalada no veículo deve fazer o pagamento online, em até 30 dias após a passagem pelo pórtico.

Para realizar o pagamento, o usuário pode optar pelo aplicativo ou pela consulta e quitação de débitos online no site da EPR. Em caso de dúvidas, a concessionária informa que é possível entrar em contato por meio do telefone 0800 369 0376, que também funciona como WhatsApp.

O não pagamento dentro do prazo caracteriza evasão de pedágio, com possibilidade de multa.

Quem tem direito a descontos?

Segundo a EPR, todos os veículos com TAG, independentemente da categoria ou da quantidade de viagens, recebem automaticamente 5% de desconto ao passarem pelos pórticos do pedágio eletrônico. O benefício é válido para qualquer uma das praças sob concessão da EPR no Paraná.

Também há o Desconto de Usuário Frequente (DUF), que é aplicado de forma progressiva, conforme a frequência mensal em que o mesmo veículo passa pela praça de pedágio, na mesma direção. O desconto acontece a partir da segunda passagem pela pista automática e pode chegar a até 93%.

Conforme a concessionária, a opção é válida para usuários de veículos de passeio ou leves – carros, caminhonetes e similares usados para transporte apenas de pessoas – que utilizarem TAG.

Em Rolândia, a ANTT definiu que não haverá cobrança de pedágio para deslocamentos exclusivamente urbanos entre bairros. A medida é definitiva e será implementada por meio da instalação de validadores complementares aos pórticos.

Frota velha, crédito novo: o que muda para as transportadoras com o Move Brasil 2

Frota velha, crédito novo: o que muda para as transportadoras com o Move Brasil 2

Nova fase do programa é criada por medida provisória, que já vale, mas precisa ser aprovada pelo Congresso para não perder efeito

O governo federal anunciou, nesta quinta-feira (30, a segunda fase do Move Brasil, programa de crédito voltado à renovação da frota nacional de veículos de carga e passageiros. Com R$ 21,2 bilhões em recursos – sendo R$ 14,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões do BNDES –, o programa chega ampliado em volume, em público-alvo e em condições de financiamento. Para empresários do setor de transporte, o anúncio representa uma das maiores janelas de crédito subsidiado dos últimos anos para renovação de frota.

Por que o governo lançou uma segunda fase

A primeira edição do Move Brasil, lançada no início de 2026, ofereceu R$ 10 bilhões exclusivamente para caminhões e teve adesão expressiva: os recursos se esgotaram em cerca de dois meses, com mais de 8 mil operações de financiamento registradas em todo o país. O alto volume de demanda – e o fato de que apenas um quinto do orçamento reservado para caminhoneiros autônomos havia sido utilizado – levou o governo a reavaliar o desenho do programa.

O próprio presidente Lula reconheceu o problema durante o evento. “Me chamou a atenção porque nós tínhamos disponibilizado R$ 1 bilhão e só tinham sido liberados R$ 200 milhões até o dia que conversei com eles”, disse, referindo-se à equipe econômica. Segundo ele, havia algo “atrapalhando as pessoas a terem acesso ao dinheiro” – o que motivou a revisão das condições para a nova fase.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, resumiu a lógica por trás da iniciativa: “O Brasil é um país que se move sobre rodas, mais de 60% da carga nacional trafega por rodovias. Frota velha custa caro, para o trabalhador, para o meio ambiente, para a economia”.

O que muda para as transportadoras

Para empresas do setor de transporte – donas de frotas de caminhões, ônibus ou veículos de carga –, a principal novidade é a ampliação dos tipos de veículos elegíveis ao financiamento. Se, antes, apenas caminhões novos podiam ser financiados, agora o programa passa a contemplar também ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários, como reboques e carrocerias.

Transportadoras que operam linhas de passageiros ou que trabalham com logística que exige equipamentos complementares ao caminhão ganham acesso a uma linha que antes não existia.

As condições financeiras também melhoram de forma relevante. O prazo de pagamento pode chegar a dez anos, com até 12 meses de carência – período em que o veículo já está em operação, mas as parcelas ainda não começaram a vencer. Para uma empresa que está renovando parte da frota sem interromper as operações, esse intervalo pode ser decisivo para equilibrar o fluxo de caixa durante a transição.

As taxas de juros vão cair em relação à primeira fase. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as condições estão sendo melhoradas, com redução de até 3 pontos percentuais em relação ao Move Brasil 1, quando os autônomos pagavam entre 14,2% e 14,9% ao ano. Na nova fase, os juros devem ficar entre 11,3% e 12,4% ao ano – ainda acima da Selic em termos reais, mas abaixo das linhas tradicionais de financiamento de veículos pesados disponíveis no mercado.

O valor máximo financiável por cliente chegará a R$ 50 milhões, o que abre espaço para empresas de médio porte renovarem parcelas significativas da frota em uma única operação. Uma restrição importante, no entanto, permanece: os recursos só poderão ser aplicados na compra de veículos produzidos no Brasil, com regras de conteúdo local a serem observadas.

A fatia reservada para autônomos

Dentro do pacote de R$ 21,2 bilhões, R$ 2 bilhões estão reservados exclusivamente para caminhoneiros autônomos, com condições diferenciadas de prazo e carência. Outra mudança relevante para esse perfil de beneficiário é a possibilidade de financiar veículos seminovos – e não apenas zero-quilômetro –, o que reduz o valor de entrada e amplia o acesso para quem não teria capital suficiente para um veículo novo. Outros R$ 2 bilhões estão reservados para linhas de ônibus.

Para transportadoras que subcontratam autônomos ou que operam em conjunto com caminhoneiros independentes, essa fatia do programa pode influenciar indiretamente a disponibilidade e o custo da mão de obra agregada – à medida que autônomos com veículos mais novos e em melhores condições tendem a ter menor custo operacional e maior disponibilidade.

O que ainda não está definido

Apesar do volume do anúncio, parte das condições do Move Brasil 2 ainda não está fechada. As taxas de juros finais e as regras operacionais detalhadas serão estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em etapa posterior. O programa foi formalizado por meio de Medidas Provisórias – instrumentos que já têm força de lei desde a publicação, mas que precisam ser aprovados pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não perder a validade.

Há também a questão do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), destacada pelo ministro Durigan. Com um aporte de R$ 2 bilhões no fundo, o governo afirma ser possível alavancar até R$ 16 bilhões em crédito para pequenos e médios empresários via rede bancária – mecanismo que pode complementar as linhas diretas do BNDES para transportadoras de menor porte.

Vale a pena aderir ao Move Brasil 2?

O programa pode ser uma alternativa mais barata ao financiamento tradicional, mas a decisão depende do tamanho da frota, do tipo de operação e das condições finais ainda a serem definidas pelo CMN.

Quando pode valer a pena

  • Juros tendem a ser mais baixos que os de mercado, com subsídio público.
  • Prazo de até 10 anos reduz o valor das parcelas e alivia o fluxo de caixa.
  • Carência de até 12 meses dá fôlego no início da operação.
  • Limite de até R$ 50 milhões por cliente permite renovar parcelas relevantes da frota de uma vez.

Pontos de atenção

  • Restrito a veículos com produção nacional.
  • Condições finais de juros e regras operacionais ainda dependem do CMN.
  • Alta demanda pode esgotar os recursos rapidamente, como ocorreu na primeira fase.
  • Medidas Provisórias precisam ser aprovadas pelo Congresso em até 120 dias.

Para a transportadora

Empresas com frota envelhecida e custo crescente de manutenção têm mais a ganhar: veículo novo reduz parada técnica, consome menos combustível e pode melhorar a margem operacional no médio prazo. Para quem tem operação menor ou fluxo de caixa apertado, é essencial calcular o impacto das parcelas antes de aderir – especialmente enquanto as taxas definitivas ainda não foram publicadas.

CIOT para todos: ANTT disponibiliza documento técnico para geração e fiscalização do piso mínimo de frete

CIOT para todos: ANTT disponibiliza documento técnico para geração e fiscalização do piso mínimo de frete

A Agência Nacional de Transportes Terrestres disponibilizou em seu sítio eletrônico, em cumprimento ao § 2º do art. 2º da Portaria SUROC nº 6, de 23 de abril de 2026, o Documento de Contrato de Serviço (DCS), contendo as especificações técnicas dos serviços destinados à geração do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), com foco na fiscalização do piso mínimo de frete.

A medida observa os parâmetros estabelecidos na Resolução ANTT nº 6.078/2026 e na Medida Provisória nº 1.343/2026, reforçando os critérios operacionais aplicáveis à contratação e ao controle das operações no Transporte Rodoviário de Cargas, especialmente no que se refere à obrigatoriedade do cumprimento do piso mínimo.

O documento passa a servir como uma referência técnica para transportadores, contratantes e demais agentes envolvidos nas operações de transporte, contribuindo para maior padronização dos processos, segurança jurídica e transparência nas relações comerciais do setor.

Disponível no portal oficial da ANTT, o DCS também fortalece os mecanismos de fiscalização, ampliando o controle sobre a geração do CIOT e o cumprimento das regras estabelecidas, em linha com a política pública voltada à valorização do transporte e à sustentabilidade econômica das operações.

Acesse o documento, clicando aqui. 

SEST SENAT leva serviços gratuitos e atividades esportivas à comunidade em Belo Horizonte

SEST SENAT leva serviços gratuitos e atividades esportivas à comunidade em Belo Horizonte

Edição do projeto SEST SENAT com Você realiza cerca de 40 mil atendimentos e amplia acesso a saúde, lazer e qualificação profissional

O SEST SENAT realizou, nesse domingo (26), mais uma edição do projeto SEST SENAT com Você, na Praça Nova da Pampulha, em Belo Horizonte (MG). Ao todo, foram contabilizados cerca de 40 mil atendimentos gratuitos nas áreas de saúde, bem-estar, lazer e qualificação profissional. O evento também ofereceu espaços recreativos para crianças, com brinquedos infláveis, atividades monitoradas e corrida.

Segundo o presidente do Conselho Regional do SEST SENAT em Minas Gerais e da FETCEMG (Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais), Gladstone Lobato, a iniciativa fortalece o vínculo da instituição com a sociedade. “Esse evento é um ativo de grande valor, que evidencia o cuidado do SEST SENAT com o trabalhador do transporte e com a comunidade”, afirmou.

Um dos destaques da programação foi a Corrida e Caminhada, em que os participantes puderam escolher entre percursos de 10 km e 5 km de corrida, caminhada de 2 km e a modalidade kids, destinada a crianças nascidas entre 2013 e 2022. A corredora Ivone Souza conquistou o primeiro lugar na prova feminina de 10 km e ressaltou a experiência no evento. “É a terceira vez que participo. Nas anteriores, fiquei em quarto e quinto lugares. Desta vez, além da corrida, o evento se destacou pelos atendimentos oferecidos”, disse.

Saúde e bem-estar

A área de saúde concentrou atendimentos voltados à prevenção e ao cuidado integral. Entre os destaques, esteve o Espaço Recovery, com serviços direcionados para todo o público presente e aos participantes das provas, como fisioterapia, massagens, uso de botas pneumáticas e banheira de gelo.

O público também teve acesso a avaliação postural, aferição de glicose e pressão arterial, orientações nutricionais personalizadas e exame de bioimpedância, que analisa a composição corporal.

No estande de odontologia, foram realizadas avaliações bucais, orientações de higiene e distribuição de kits. Os participantes também receberam encaminhamento para continuidade do atendimento nas unidades do SEST SENAT.

Esporte, cultura e lazer

Além das provas esportivas, o evento ofereceu atividades voltadas ao condicionamento físico, como treinos funcionais personalizados.

A programação cultural contou com apresentações de bandas locais ao longo do dia. Para o público infantil, houve brinquedoteca, pintura de rosto e outras atividades recreativas.

Educação e conscientização

O espaço de educação apresentou recursos interativos voltados à formação profissional e à segurança no trânsito. Simuladores de caminhão e de capotamento permitiram ao público vivenciar situações do cotidiano do transporte. Também foram utilizados óculos que simulam os efeitos da embriaguez, com foco na conscientização sobre os riscos no trânsito.

Com ampla participação do público, o SEST SENAT com Você consolidou-se como uma ação abrangente, reunindo serviços essenciais, atividades práticas e orientações profissionais. A iniciativa atendeu adultos, jovens e crianças, reforçando a promoção da saúde, do bem-estar e da integração comunitária.

A próxima edição já tem data marcada: será realizada em 31 de maio, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro.

Patrus amplia rede e investe em frota urbana

Patrus amplia rede e investe em frota urbana

Nova unidade no PR e veículos elétricos reforçam eficiência e last mile

A Patrus Transportes acelera a expansão regional e o reposicionamento em distribuição urbana com dois movimentos simultâneos: a abertura de uma unidade própria em Londrina (PR) e o investimento de R$ 6 milhões na renovação da frota voltada ao last mile.

A estratégia combina ganho de escala operacional no Sul com maior presença em grandes centros, onde a logística enfrenta restrições de circulação, pressão por custos e exigências ambientais.

No Paraná, a companhia inaugurou um terminal em Londrina com investimento de R$ 1 milhão. A estrutura conta com 2 mil metros quadrados de plataforma e dez docas, dimensionadas para ampliar a capacidade de cross-docking e reduzir tempos de carga e descarga. A unidade passa a atender toda a região, reforçando a malha em um corredor relevante para a distribuição fracionada.

Segundo Marcelo Patrus, CEO da Patrus, a presença no estado ganha robustez e se consolida como eixo estratégico da operação. É a segunda abertura no Paraná em 2026, após a unidade de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Pressão urbana e eletrificação

Em paralelo, a empresa ampliou a frota dedicada à distribuição urbana com aporte de R$ 6 milhões. Cerca de um terço dos novos veículos é elétrico, em linha com a necessidade de reduzir emissões e viabilizar entregas em áreas com restrições a caminhões de maior porte. Os ativos estão sendo distribuídos entre filiais em capitais e regiões de alta demanda, ampliando a capilaridade da operação.

De acordo com Jorge Santos, gerente sênior de Operações da Patrus Transportes, a decisão também responde à crescente competição por motoristas e à necessidade de maior controle sobre a operação. “Aproveitamos a ampliação da frota para investir de forma mais forte em veículos elétricos porque entendemos que a distribuição urbana precisa ser cada vez mais sustentável e eficiente”, afirma.

Além do ganho ambiental, os veículos de menor porte ampliam o acesso a centros comerciais, áreas adensadas e zonas com restrições operacionais – um gargalo recorrente na última milha. Com a frota em operação desde março, a Patrus busca expandir esse modelo. “Nosso foco é dobrar esse tipo de operação, contribuindo para uma logística mais limpa nos grandes centros”, conclui Santos.

Na prática, os investimentos indicam um ajuste de estratégia típico do setor: maior densidade de rede regional combinada à especialização da entrega urbana, onde tecnologia, perfil da frota e proximidade com o cliente passam a definir competitividade.

STF decide manter reoneração gradual da folha até 2027

STF decide manter reoneração gradual da folha até 2027

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu por 8 a 2 manter a reoneração gradual da folha de pagamento até 2027. Os ministros retomaram hoje o julgamento da ação que julgava a inconstitucionalidade da lei que prorrogava a desoneração para 17 setores da economia.

O que aconteceu

André Mendonça e Luiz Fux apresentaram divergências. Mendonça disse que a ação perdeu o objeto, já que um acordo foi realizado entre o governo e o Legislativo sobre o tema. Os demais ministros seguiram o relator Cristiano Zanin.

O julgamento foi retomado após Alexandre de Moraes devolver pedido de vista. O entendimento da maioria dos ministros foi que os parlamentares não apresentaram fontes de recursos para aumentar o prazo para a desoneração e, por isso, não poderiam aprovar legislação que reduza a receita da União.

Na prática, a decisão mantém a regra atual. A partir de 2028, as empresas de 17 setores da economia voltarão a pagar a contribuição sobre a folha de salários de 20%, mesma alíquota imposta às demais empresas não beneficiadas.

A principal questão em debate era a violação do princípio da responsabilidade fiscal. Isso porque o Congresso prorrogou o incentivo tributário, mas não apresentou uma estimativa do impacto orçamentário e as fontes de custeio para a renúncia de receita.

Lei do Congresso que prorrogou até 2027 a desoneração da folha de pagamento tinha sido questionada pela AGU. A Advocacia-Geral da União alegou que os parlamentares têm obrigação de apontar as fontes de custeio para a prorrogação do benefício fiscal.

O impacto negativo total da desoneração em 2024 foi de R$ 30,5 bilhões. Segundo a AGU, as medidas arrecadatórias não passaram de R$ 9,4 bilhões, deixando um déficit de R$ 21,12 bilhões no ano passado. Para 2025, o governo estima prejuízo de R$ 20,2 bilhões aos cofres públicos.

Os 17 setores afetados

  • Calçados
  • Call centers
  • Comunicação
  • Confecção/vestuário
  • Construção civil
  • Empresas de construção e obras de infraestrutura
  • Couro
  • Fabricação de veículos e carroçarias
  • Máquinas e equipamentos
  • Proteína animal
  • Têxtil
  • Tecnologia da informação (TI)
  • Tecnologia de comunicação (TIC)
  • Projeto de circuitos integrados T
  • Transporte metroferroviário de passageiros
  • Transporte rodoviário coletivo
  • Transporte rodoviário de cargas.
Nova concessão da Rodovia do Aço terá conexão direta com a Dutra

Nova concessão da Rodovia do Aço terá conexão direta com a Dutra

A nova concessão da BR-393/RJ, que ficou sob administração da K-Infra de 2018 até o ano passado, terá o traçado modificado para ajustar o que foram considerados erros estratégicos na formatação da antiga modelagem, feita na década de 2000. Com previsão de ser leiloado em dezembro, o projeto vai, em uma das pontas, incorporar o contorno de Volta Redonda (RJ) e se conectar diretamente à rodovia Presidente Dutra (BR-116), administrada pela Motiva.

Na Rodovia do Aço, como foi nomeada a antiga concessão da BR-393, o trecho repassado à iniciativa privada parava no meio de Volta Redonda, faltando pouco mais de dez quilômetros para a ligação com a BR-116. O plano é que a futura operadora administre tanto o trecho da “rodovia do contorno”, mais voltado ao transporte de carga, como o pedaço que parte de dentro da área urbana.

Na parte de cima da concessão, que faz divisa com Minas Gerais, o traçado não vai mais considerar um pedaço de pouco menos de dez quilômetros da região de Além Paraíba (MG), que atravessava parte da operação da EcoRioMinas, responsável por ligar Governador Valadares (MG) ao Sistema Rodoviário Rio de Janeiro. O trecho, que inclui uma ponte que precisa ser duplicada, deve ser repassado por aditivo à concessão da EcoRodovias.

O projeto fechado pelo Ministério dos Transportes para ser enviado para análise da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e abertura de consulta pública prevê cerca de R$ 6 bilhões em investimentos.

O pacote de intervenções contempla obras que estavam previstas, mas não foram feitas pela K-Infra, que adquiriu a concessão da Acciona, ao longo da concessão – o que motivou a retirada da concessionária em processo de caducidade concluído em junho do ano passado, encerrando uma gestão marcada por conflitos entre a operadora e o poder público.

Duplicação

Segundo apurou a Agência iNFRA, no novo projeto, parte da duplicação programada para a rodovia foi retirada de um primeiro momento da concessão porque a obra, em alguns trechos, exigiria uma desapropriação considerada grande.

A intervenção nesses pedaços vai exigir uma reavaliação futura, podendo entrar na operação como investimento adicional. O desenho final de como ficarão essas exigências, contudo, vai depender também do que for levantado nas audiências públicas sobre o projeto.

A ideia é que a operação agora se chame “Rota Vale do Café”. A rodovia, importante para municípios do interior do Rio de Janeiro, atende cidades históricas do Vale do Café. E, em Volta Redonda, está instalada a principal usina da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional).

Desde que o governo retomou a administração da Rodovia do Aço, o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) assumiu a responsabilidade pela manutenção e conservação da BR-393/RJ. Segundo o Executivo, o plano é investir mais de R$ 100 milhões em recuperação do pavimento e em sinalização até que uma nova operadora assuma o trecho.

Caso segue aberto no STF

A Rodovia do Aço foi leiloada em 2008, então arrematada pela espanhola Acciona. Com problemas na execução, dez anos depois a operadora tentou devolver o ativo à União – à época, a terceira concessionária a acionar o instituto da devolução amigável. Naquele mesmo ano, por sua vez, a Acciona conseguiu vender a operação para a K-Infra e a rodovia não foi à relicitação. Os problemas de execução do contrato continuaram, embora a nova concessionária alegasse que os descumprimentos eram relativos ao período anterior à sua gestão.

Quando o governo retomou a rodovia, no ano passado, a K-Infra foi ao STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar reverter a decisão. Relator, o ministro Gilmar Mendes manteve o controle da via com a União, mas determinou que o governo concluísse até 24 de novembro do ano passado o cálculo de indenização por investimentos não amortizados que seriam devidos à empresa – parte sobre a qual o governo recorreu. 

“Afigura-se adequada a fixação de prazo para a solução do feito – prazo esse, previsto pela própria empresa independente contratada para a conclusão dos cálculos –, o qual, se superado, ensejará a imposição de indenização a ser paga pela União à concessionária, cujos valores deverão ser considerados como créditos a serem compensados com eventuais débitos da empresa perante a União, em sede de apuração final”, entendeu o STF.

Um segundo recurso apresentado pela União sobre esse ponto está em julgamento no plenário virtual da Corte até o próximo dia 4. Até o momento, o ministro Gilmar votou para rejeitar o pedido do governo, no que já foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.

Pedágio eletrônico: entenda as regras para regularização de multas

Pedágio eletrônico: entenda as regras para regularização de multas

Governo deu prazo até 16 de novembro para pagamento e contestação

Com a suspensão de 3,4 milhões de multas de pedágio eletrônico pelo Governo Federal, quem foi afetado pode regularizar sua situação, mas a situação não é automática e exige ação direta de quem foi multado.

Como em qualquer processo de regularização, é importante ter registro de comprovantes de pagamento e checar a situação de sua Carteira Nacional de Habilitação após os passos. Outro ponto importante é o prazo: a suspensão é válida por 200 dias, até 16 de novembro. Após essa data, quem não regularizar sua situação poderá ser autuado novamente.

Atente também para o fato de que cada autuação por evasão deve ser tratada de forma independente. Embora algumas concessionárias permitam agrupar o pagamento de cobranças em trechos, e mesmo em dias diferentes, as multas não obedecem a mesma lógica, e pendências diferentes podem gerar autuações distintas. Também é importante não deixar passar o prazo de quitação, que é 30 dias após passar o trecho que tem a cobrança eletrônica.

O primeiro passo é o de regularizar a sua situação. Se ainda não o fez, pague os pedágios. Os sites das concessionárias são uma das opções mais acessíveis, mas quem tiver dificuldade pode procurar cabines de cobrança. As concessionárias são obrigadas a dar alternativas de pagamento, inclusive presenciais, conforme a Resolução ANTT Nº 6.079, de 26 de março deste ano.

Em seguida, você deve procurar o órgão responsável pela multa. Em estradas federais, a referência é a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Para estradas estaduais, a referência são os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans). Você deverá recorrer da multa.

Se você não pagou a multa, deve esperar a baixa dos pontos no sistema. O aplicativo CNH Digital é uma boa referência para acompanhar se a pontuação foi retirada da sua carteira.

Caso já tenha pago a multa, você tem direito a pedir o valor de volta. Esse pedido ocorre dependendo novamente do órgão que emitiu a multa. Para estradas federais, é possível pedir o reembolso pelo portal Gov.br. Para estradas estaduais, é importante procurar a referência nos sites, podendo ser via Detran ou Secretaria da Fazenda – lembrando que o reembolso não é automático, a correção e devolução dependem da iniciativa de quem foi multado.

Um fator importante para a devolução é comprovar que você pagou a multa. Vale comprovante bancário, guia quitada, mas tem de ser um documento bancário oficial e precisará ser enviado, normalmente digitalizado. Também é possível enviar cópias físicas, em agências dos correios ou postos presenciais de atendimento das secretarias ou Detrans, mas será necessário se informar de prazos e exigências dos órgãos.

Após o pedido, é importante acompanhar os processos. Guarde protocolos e consulte-os regularmente. Não há um prazo estabelecido para a resposta dos órgãos, que podem pedir documentos adicionais ou mesmo novo envio, caso faltem dados importantes ou haja problema para identificar os dados nos comprovantes.

NTC&Logística participa de encontro com a ABRADIMEX em São Paulo para debater segurança no Transporte Rodoviário de Cargas

NTC&Logística participa de encontro com a ABRADIMEX em São Paulo para debater segurança no Transporte Rodoviário de Cargas

Reunião reforçou a importância da integração entre entidades para enfrentar o roubo de cargas e fortalecer a segurança no setor

O presidente da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), Eduardo Rebuzzi, participou nesta quarta-feira, 29 de abril, em São Paulo, de um almoço institucional com a ABRADIMEX – Associação Brasileira dos Distribuidores de Medicamentos Especializados Excepcionais e Hospitalares. O encontro reuniu representantes das duas entidades para discutir temas estratégicos e desafios comuns aos setores.

A comitiva da NTC&Logística foi recepcionada pelo presidente executivo da ABRADIMEX, Paulo Maia, e pela coordenadora administrativa, Thaís Batista. Também representaram a entidade a assessora executiva da Presidência, Elisete Balarini, e o delegado de polícia e especialista em segurança, Waldomiro Milanesi.

Da esquerda para direita: Eduardo Rebuzzi; Thaís Batista; Paulo Maia; Elisete Balarini e Waldomiro Milanesi

Durante o encontro, foram abordados os principais desafios enfrentados pelos setores, com destaque para a pauta de segurança, especialmente no combate ao roubo de cargas, tema que impacta diretamente a cadeia logística e a distribuição de produtos sensíveis, como medicamentos.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, a aproximação entre as entidades é fundamental para a construção de soluções conjuntas. “Momentos como este são essenciais para fortalecer o diálogo entre os setores e alinhar estratégias diante de desafios que são comuns. A segurança no Transporte Rodoviário de Cargas é uma pauta prioritária e exige atuação integrada, com troca de informações e construção de caminhos que tragam mais proteção para as operações e para a sociedade como um todo”, destacou.

A iniciativa reforça o compromisso da NTC&Logística em atuar de forma próxima às entidades representativas e aos diversos elos da cadeia logística, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e seguro do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.

Participe da pesquisa internacional sobre descarbonização do Transporte Rodoviário de Cargas

Participe da pesquisa internacional sobre descarbonização do Transporte Rodoviário de Cargas

Iniciativa da IRU, em parceria com a Trimble, busca ampliar a participação brasileira e fortalecer soluções sustentáveis para o setor

A IRU está conduzindo a pesquisa do IRU Green Compact, uma iniciativa global voltada à descarbonização do Transporte Rodoviário de Cargas e de passageiros. Desenvolvido em parceria com a Trimble, o levantamento tem como objetivo coletar dados estratégicos de operadores de caminhões e ônibus para acompanhar o progresso do setor na redução de emissões e identificar caminhos mais eficientes para apoiar essa transformação.

A pesquisa reúne informações diretamente das empresas que estão na linha de frente das operações, permitindo uma leitura mais precisa dos desafios enfrentados, das soluções já implementadas e das oportunidades de avanço em sustentabilidade. Com base nesses dados, a iniciativa busca contribuir para a construção de políticas, tecnologias e práticas mais alinhadas à realidade do transporte rodoviário em diferentes países.

No cenário atual, em que a agenda ambiental ganha cada vez mais relevância nas decisões empresariais e institucionais, a participação ativa dos operadores é fundamental. Além de fortalecer a representatividade do setor, o engajamento das empresas contribui para que as especificidades de cada mercado, como o brasileiro, sejam consideradas no desenvolvimento de soluções globais.

Até o momento, a pesquisa ainda não conta com respostas do Brasil, o que reforça a importância da mobilização das transportadoras e operadores nacionais. A contribuição do país é essencial para garantir que o Transporte Rodoviário de Cargas brasileiro esteja inserido de forma estratégica nas discussões internacionais sobre descarbonização.

A pesquisa está disponível até o dia 31 de maio de 2026 e pode ser acessada por meio do link: https://www.surveymonkey.com/r/QZ9XT53?lang=pt

A participação é simples, rápida e representa uma oportunidade concreta de contribuir com o futuro sustentável do setor.

Mulheres avançam no TRC e pressionam mudança no setor

Mulheres avançam no TRC e pressionam mudança no setor

Contratações crescem, mas baixa presença operacional expõe desafio estrutural de mão de obra

Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres indicam que a participação feminina no transporte rodoviário de cargas (TRC) cresce no Brasil. As mulheres já representam mais de 7% dos condutores no país – ainda uma fatia pequena, mas em expansão.

O avanço aparece também no Índice de Equidade no TRC 2026, elaborado pelo IPTC (Instituto Paulista do Transporte de Cargas) para o movimento Vez e Voz, que atingiu 46 pontos em uma escala de 0 a 100. O indicador sugere evolução gradual, mas ainda distante de um cenário de equilíbrio.

Segundo o levantamento, 60% das empresas ampliaram a contratação de mulheres para cargos de liderança no último ano, enquanto 88% registraram promoções ou aumentos salariais. Apesar disso, a presença feminina em funções operacionais – especialmente na condução de veículos – segue limitada.

“Vivemos um ponto de inflexão importante, com mulheres conquistando espaços antes pouco acessados”, afirma Camila Florencio, coordenadora do movimento Vez & Voz, iniciativa do SETCESP.

O estudo, que ouviu 83 empresas e mais de 35 mil trabalhadores, aponta entraves estruturais à ampliação da participação feminina, como ausência de políticas de apoio à parentalidade, dificuldades de reintegração após licença-maternidade e lacunas em programas de prevenção ao assédio.

“Organizações que investem em equidade têm mais chances de melhorar desempenho e engajamento”, afirma Camila.

Governo estuda ampliar crédito para renovar frota de caminhões

Governo estuda ampliar crédito para renovar frota de caminhões

Nova etapa do Move Brasil pode incluir ônibus e ampliar alcance da linha operada pelo BNDES

O governo federal estuda ampliar o programa Move Brasil com uma nova rodada de crédito voltada à renovação da frota de veículos pesados e à possível inclusão de ônibus. A informação foi confirmada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.

Segundo Alckmin, os recursos da fase inicial do programa, de R$ 10 bilhões, já foram totalmente utilizados. O governo trabalha agora na criação de uma nova etapa da linha, que deve ampliar o alcance da política.

“O programa ajudou a indústria de veículos pesados e deve ganhar outra tranche, agora com a inclusão de ônibus”, afirmou.

Operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Move Brasil é uma linha de crédito criada pelo governo federal para incentivar a substituição de caminhões antigos por modelos mais novos, com o objetivo de modernizar a frota, reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência do transporte.

Lançado no início do ano, o programa ofereceu R$ 10 bilhões na primeira fase, com taxas de juros entre 13% e 14% ao ano, abaixo da taxa básica da economia. O acesso aos recursos estava condicionado à renovação da frota.

A possível ampliação do programa ocorre em paralelo a outras medidas do governo voltadas a estimular o investimento e a atividade econômica. O setor de veículos pesados é considerado estratégico pelo Executivo por sua capacidade de gerar empregos e impacto sobre diferentes cadeias produtivas.

Rodovias concedidas devem ampliar fiscalização com IA

Rodovias concedidas devem ampliar fiscalização com IA

Diretor-presidente da ABCR diz que medida busca reduzir sinistros nas estradas; entidade aponta colisões traseiras e atropelamentos como principais ocorrências

O diretor-presidente da ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias), Marco Aurélio Barcelos, afirmou nesta quarta-feira (29), em Brasília, que as concessionárias pretendem ampliar o uso de inteligência artificial na fiscalização das rodovias concedidas.

A medida faz parte do planejamento estratégico do setor e busca reduzir sinistros em um cenário de alta nas ocorrências. A fala ocorreu durante a cerimônia de abertura do Maio Amarelo 2026, campanha voltada à conscientização para a segurança no trânsito.

Segundo Barcelos, um estudo feito pela entidade mostra que colisões traseiras e atropelamentos estão entre as principais ocorrências registradas nas rodovias concedidas. Os dados indicam problemas ligados sobretudo à falta de atenção e ao excesso de velocidade.

O executivo afirmou que a segurança viária é tema recorrente nas reuniões de conselho da Associação, que reúnem executivos dos principais grupos de concessão rodoviária do país.

Barcelos também defendeu que as rodovias concedidas trazem benefícios em engenharia, sinalização e gestão, citando levantamentos da CNT (Confederação Nacional do Transporte) que, segundo ele, classificam essas vias entre as melhores do Brasil.

Para o diretor-presidente da ABCR, a gestão das rodovias deve ter como objetivo central a preservação de vidas. “A fiscalização pode doer no bolso de quem quebra as regras, mas isso poupa uma família da dor de um telefonema”, disse.

Rodovias mineiras têm restrição de circulação de veículos pesados no feriado do Dia do Trabalhador

Rodovias mineiras têm restrição de circulação de veículos pesados no feriado do Dia do Trabalhador

Objetivo do DER-MG é reduzir acidentes durante o aumento do fluxo no feriado prolongado; regra já vale a partir desta quinta-feira (30/4)

Motoristas que trafegam pelas rodovias estaduais de Minas Gerais devem redobrar a atenção durante o feriado do Dia do Trabalhador, na sexta-feira (1/5).

O Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) publicou portaria que estabelece a restrição de circulação para veículos de grande porte e cargas excedentes em períodos específicos, com o objetivo de aumentar a segurança viária e melhorar a fluidez do trânsito.

A medida vale para veículos ou combinações que ultrapassem os limites definidos pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), como largura superior a 2,60 metros, altura acima de 4,40 metros, comprimento maior que 19,80 metros ou peso bruto total combinado (PBTC) superior a 58,5 toneladas.

Datas e horários da restrição

Durante o feriado prolongado, a circulação desses veículos estará proibida nos seguintes períodos:

•          Quinta-feira (30/4): das 16h às 22 horas;

•          Sexta-feira (1/5): das 6h às 12 horas;

•          Domingo (3/5): das 16h às 22 horas.

As restrições se aplicam a diversos tipos de combinações de carga, como bitrens, rodotrens e cegonheiras, mesmo que possuam Autorização Especial de Trânsito (AET) ou Autorização Específica (AE).

Trechos com restrição

A proibição vale para todas as rodovias estaduais de pista simples sob responsabilidade do DER-MG e para trechos específicos de pistas duplicadas, como:

•          MG-010, entre Venda Nova e o acesso ao Aeroporto de Confins;

•          MGC-135, em trechos entre Montes Claros, Bocaiuva e Corinto;

•          MG-050, entre o entroncamento com a BR-262 e a MG-164.

A orientação é que motoristas planejem suas viagens com antecedência e fiquem atentos aos horários de restrição para evitar transtornos.

Penalidades

O descumprimento da norma é considerado infração de trânsito, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), com penalidades previstas para os motoristas que desrespeitarem a restrição. O veículo só poderá seguir viagem após o término do horário estabelecido.

Sem escolta oficial

O DER-MG também informou que não haverá serviço de escolta oficial para veículos superdimensionados durante todo o período do feriado, devido ao direcionamento das equipes para ações de segurança viária nas rodovias.

Reunião da Diretoria da NTC&Logística do mês de abril debate temas atuais do Transporte Rodoviário de Cargas

Reunião da Diretoria da NTC&Logística do mês de abril debate temas atuais do Transporte Rodoviário de Cargas

A NTC&Logística realizou, nesta segunda-feira (28), Assembleia Geral Ordinária (AGO) e reunião conjunta do Conselho Superior e da Diretoria, em formato híbrido. O encontro foi conduzido pelo presidente da entidade, Eduardo Rebuzzi, com a participação da Diretoria Executiva, o vice-presidente, Antonio Luiz Leite, e o diretor financeiro, José Maria Gomes. Estiveram presentes os conselheiros vitalícios Flávio Benatti; José Hélio Fernandes e Urubatan Helou, além de diretores, representantes de entidades associadas de todo o País e colaboradores da NTC&Logística.

Devido a obras no Plenário, a reunião foi realizada na Sala de Reuniões da Presidência, localizada no quarto andar da entidade, ocasionando recordações das muitas reuniões da Diretoria realizadas no local ao longo dos anos, com a menção a ex-presidentes que fazem parte da história da NTC&Logística.

A abertura dos trabalhos foi marcada, a pedido do presidente Eduardo Rebuzzi, por um tributo silencioso em homenagem a Munir Zugaib, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Bauru e Região (Sindbru) – entidade associada à NTC&Logística – e vice-presidente regional da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), falecido no último sábado, 25 de abril. Sua trajetória foi reconhecida como de grande relevância para o setor.

A Assembleia Geral Ordinária e do Conselho Superior tiveram, na ordem do dia, o exame e a deliberação sobre o Parecer do Conselho Fiscal referente à prestação de contas do exercício de 2025. A aprovação do Parecer foi unânime, ratificando o compromisso da entidade com a transparência e a governança.

Cumprindo a pauta da reunião da Diretoria, a assessora executiva da Presidência, Elisete Balarini, apresentou os eventos da NTC&Logística, as ações em andamento e o planejamento institucional da entidade. Com relação à agenda do mês de maio, destacou o 16º Congresso Técnico Olhar Empresarial, o 25º Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas e o 5º Seminário Trabalhista do Transporte Rodoviário de Cargas, que acontecerão em Brasília na próxima semana. Também foi pontuada a abertura das reservas de hospedagem para a segunda edição de 2026 do CONET&Intersindical, que será realizada em Ouro Preto (MG), no Hotel Vila Galé, nos dias 27 e 28 de agosto.

O status financeiro da entidade, com o fechamento de março de 2026, foi apresentado pelo diretor financeiro, José Maria Gomes, em conjunto com Fernando Silva, coordenador operacional, confirmando a condução responsável dos recursos e o acompanhamento contínuo da saúde financeira da NTC&Logística.

As ações e perspectivas da COMJOVEM – Comissão dos Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas, para 2026, foram explanadas por Hudson Rabelo, coordenador nacional, ao lado do vice-coordenador Italo Grativol, ressaltando iniciativas voltadas ao desenvolvimento de lideranças, ao engajamento dos jovens empresários e ao fortalecimento da Comissão, órgão auxiliar da NTC&Logística.

A Vice-Presidência Extraordinária de Relações Internacionais, representada por Danilo Guedes, trouxe atualizações sobre temas relevantes do cenário internacional, incluindo o E-CRT, o 1º Encontro do Transporte Rodoviário Internacional de Cargas, promovido pela ANTT em parceria com entidades do setor, e as pautas relacionadas ao TIR.

Os temas jurídicos e regulatórios apresentados pelo diretor jurídico da NTC&Logística, Dr. Marcos Aurélio Ribeiro, pela assessora jurídica, Dra. Gil Meneze, e pelo assessor técnico, engenheiro Lauro Valdivia, foram amplamente debatidos ao longo da reunião, com destaque para a Medida Provisória nº 1343, relacionada ao Piso Mínimo de Frete, bem como as emendas ao Projeto de Lei nº 1838/2026 e suas atualizações.

Ainda no campo legislativo, foram discutidas a PEC nº 8/2026, que trata do fim da escala 6×1; a PEC nº 221/2019, sobre a jornada de trabalho de 36 horas, e o Projeto de Lei nº 1838/2026, que propõe jornada de 40 horas – temas apresentados pelo Dr. Marcos Aurélio Ribeiro e pelo assessor jurídico da NTC&Logística, Dr.

Narciso Figueirôa Junior, com análise dos possíveis reflexos para o Transporte Rodoviário de Cargas.

Na área de Relações Institucionais, José Hélio Fernandes, vice-presidente extraordinário de Assuntos Políticos, e Edmara Claudino, assessora de Relações Institucionais, expuseram as articulações em curso e o acompanhamento das pautas prioritárias junto aos poderes públicos.

A Dra. Gil Menezes também conduziu o relato sobre a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a NTC&Logística e a Infra S.A., além das iniciativas relacionadas ao projeto Logística Sem Papel, com destaque para os ofícios encaminhados às Secretarias da Fazenda (SEFAZ).

A reunião foi encerrada com a abordagem de outros assuntos de interesse da Diretoria, reforçando o papel da NTC&Logística como entidade representativa, atuante e comprometida com o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.

Última semana para se inscrever na 25ª edição do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas

Última semana para se inscrever na 25ª edição do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas

Evento celebra 25 edições desde 1999 e reúne lideranças para debater os principais desafios e caminhos do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil

No dia 6 de maio de 2026, às 8h30, será realizada, em Brasília (DF), a 25ª edição do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados. As inscrições vão até o dia 4 de maio.

Consolidado como um dos mais importantes fóruns de discussão do setor, o Seminário chega à sua edição comemorativa de 25 realizações, marcando uma trajetória iniciada em 1999, sempre pautada pelo diálogo institucional e pela construção de soluções para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.

A iniciativa é promovida pela Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados, em parceria com a NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, e conta com o apoio institucional do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL) e da FuMTran (Fundação Memória do Transporte).

Ao longo de sua história, o evento tem desempenhado papel fundamental na aproximação entre o setor produtivo e o poder público, contribuindo para o avanço de pautas estratégicas e para o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas como pilar do desenvolvimento econômico e social do país.

Nesta edição, os debates estarão centrados em temas de alta relevância para o setor, como a aplicação prática da Lei nº 14.599/2023, no que se refere a seguro de cargas – com foco na insegurança jurídica e nos conflitos interpretativos –, e a análise da Lei nº 13.703/2018, que institui a Política Nacional dos Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, abordando seus desafios regulatórios, entraves jurídicos e impactos no mercado.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, esta edição carrega um significado especial por simbolizar a continuidade e pertinência do Seminário ao longo de décadas.

“Celebrar a 25ª edição deste Seminário é reconhecer a força de um espaço que, desde 1999, promove o diálogo qualificado entre o setor e o poder público. Ao longo dessas edições, acompanhamos transformações importantes e contribuímos ativamente para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas. Ao trazer, para o centro de debates, temas sensíveis como o seguro de cargas e o piso mínimo de frete, esta edição ratifica nosso compromisso com a segurança jurídica, a previsibilidade e o equilíbrio nas relações do setor, além da construção de um ambiente cada vez mais eficiente, seguro e sustentável para a atividade” – enfatiza Rebuzzi.

A edição de 2026 reafirma o empenho das entidades organizadoras em dar continuidade a esse legado, promovendo debates consistentes e alinhados às demandas do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.

Faça sua inscrição aqui.

Programação Preliminar

9h às 10h | Solenidade de Abertura Composição da Mesa (convidados)

l Deputado Federal Hugo Motta – Presidente da Câmara dos

Deputados (a confirmar)

l Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes

l Deputado Federal Gilberto Abramo – Autor do requerimento para realização da 25ª edição do Seminário

l George Santoro – Ministro dos Transportes (a confirmar)

l Vander Costa – Presidente do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL)

l Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística l Guilherme Theo Sampaio – Diretor-Geral da ANTT

10h às 11h | 1º Painel

Tema: Seguro no Transporte Rodoviário de Cargas: a aplicação da Lei nº 14.599/2023 na prática

Abordagem

Insegurança jurídica, conflitos interpretativos e seus reflexos para os transportadores

Presidente da Mesa

l Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes

Coordenação

l Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística

Palestrantes convidados

l Ney Ferraz – Presidente da FENSEG

l Marcos Aurélio Ribeiro – Diretor Jurídico da NTC&Logística

11h às 12h | 2º Painel

Tema: Lei nº 13.703/2018 – Institui a Política Nacional dos Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas

Abordagem

Entre a regulação e a realidade do Transporte Rodoviário de Cargas: análise das distorções interpretativas, entraves jurídicos e reflexos no mercado

Presidente da Mesa

l Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes

Coordenação

l Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística

Participação a convite

l Ministro Luiz Fux – Supremo Tribunal Federal (a confirmar)

Palestrantes convidados

l Guilherme Theo Sampaio – Diretor-Geral da ANTT

12h | Encerramento

Realização

  • Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados
Apoio
  • NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Apoio Institucional
  • Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte

/ SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)

  • FuMTran – Fundação Memória do Transporte
Apoio Logístico
  • Brasspress
Garanta sua vaga no 5º Seminário Trabalhista do TRC. Últimos dias de inscrição!

Garanta sua vaga no 5º Seminário Trabalhista do TRC. Últimos dias de inscrição!

Evento será realizado em Brasília, no dia 6 de maio, e reunirá especialistas para debater temas estratégicos das relações trabalhistas no Transporte Rodoviário de Carga

O 5o Seminário Trabalhista do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) será realizado no próximo dia 6 de maio de 2026, a partir das 14 horas, no Auditório Nereu Ramos,

da Câmara dos Deputados, em Brasília. A iniciativa é organizada pela Comissão de Trabalho (CT) da Câmara, com apoio e sugestão da NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, além do apoio institucional do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL) e da FuMTran. As inscrições vão até o dia 4 de maio.

Promovendo um ambiente de troca de conhecimento, experiências e construção de propostas, o evento reunirá especialistas jurídicos, agentes públicos, lideranças do TRC e representantes do cenário político e do setor produtivo para discutir temas que afetam o Transporte Rodoviário de Cargas.

A programação contará com dois painéis. O primeiro abordará “A Inteligência Artificial nos julgamentos e as Provas Digitais”, destacando como as novas tecnologias estão transformando a análise de processos e a produção de provas no âmbito trabalhista. Já o segundo painel tratará da “Redução da Jornada de Trabalho”, com análise dos desdobramentos e consequências para a organização das operações e a produtividade do setor.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, o Seminário cumpre um papel essencial ao estimular discussões qualificadas sobre temas atuais e sensíveis ao setor.

“O Transporte Rodoviário de Cargas é diretamente impactado pela modernização tecnológica e pelas transformações referentes à organização do trabalho. É imprescindível promovermos debates especializados como os previstos na programação do 5o Seminário Trabalhista do Transporte Rodoviário de Cargas, tendo por focos a segurança jurídica, o equilíbrio nas relações trabalhistas e condições sustentáveis para a operação das empresas”, afirma Rebuzzi.

O evento é aberto ao público e se consolida como um importante espaço de atualização e reflexão sobre os desafios trabalhistas que acompanham a evolução do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.

Faça sua inscrição aqui.

Programação Preliminar

14h às 14h30 – Solenidade de Abertura Convidados para compor a Mesa:

Deputado Federal Hugo Mota

Presidente da Câmara dos Deputados

Deputado Federal Max Lemos

Presidente da Comissão de Trabalho

Deputado Federal Luiz Gastão

Membro da Comissão de Trabalho e Autor do requerimento para realização do Seminário

Ministro Luiz Marinho

Ministério do Trabalho e Emprego

Vander Francisco Costa

Presidente do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL)

Eduardo Ferreira Rebuzzi

Presidente da NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística

Valdir de Souza Pestana

Presidente da CNTTT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres

14h30 às 16h30 – 1º Painel

Tema: A Inteligência Artificial nos julgamentos e as Provas Digitais

Presidente da Mesa

Deputado Federal Luiz Gastão

Membro da Comissão de Trabalho

Palestrante 1

Dra. Ana Paula Silva Campos Miskulin

Juíza do Trabalho do TRT/15ª Região

Palestrante 2

Dr. Otavio Torres Calvet

Juiz do Trabalho do TRT/1ª Região

Palestrante 3

Dr. Sérgio Schwartsman

Assessor Jurídico da FENABRAVE – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores e da FENACODIV – Federação Nacional dos Concessionários e Distribuidores de Veículos

16h às 18h30 – 2º Painel

Tema: Redução da Jornada de Trabalho

Presidente da Mesa

Deputado Federal Max Lemos, Presidente da Comissão de Trabalho

Palestrante 1

Deputado Federal Paulo Azi, Relator da PEC 221/2019 e da PEC 08/2025

Palestrante 2

Dr. Alberto Nemer Neto, Advogado

Palestrante 3

Dr. Narciso Figueirôa Junior

Assessor Jurídico da NTC&Logística

Palestrante 4

Bob Everson Machado

Presidente do SINAIT – Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho

18h30 – Encerramento

Realização

  • Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados
Apoio
  • NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Apoio Institucional
  • Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte

/ SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)

  • FuMTran – Fundação Memória do Transporte
Apoio Logístico
  • Braspress
ANTT reajusta valor da estadia por tempo adicional de carga e descarga

ANTT reajusta valor da estadia por tempo adicional de carga e descarga

Valor de referência passa de R$ 2,41 para R$ 2,50, com base na correção pelo INPC acumulado em 12 meses

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) atualizou o valor de referência para o pagamento do tempo adicional de carga e descarga no transporte rodoviário de cargas. O valor, que antes era de R$ 2,41, passa a ser de R$ 2,50, conforme correção baseada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado entre abril de 2025 e março de 2026, de 3,77%.

De acordo com publicação do Instituto Paulista do Transporte de Cargas (IPTC), a atualização considera o que determina a Lei nº 11.442, de 5 de janeiro de 2007, segundo a qual o prazo máximo para carga e descarga de veículos no transporte rodoviário de cargas é de cinco horas, contadas a partir da chegada do caminhão ao endereço de destino.

Após esse período, o valor adicional passa a ser devido ao Transportador Autônomo de Carga (TAC) ou à Empresa de Transporte Rodoviário de Cargas (ETC), com cálculo por tonelada/hora ou fração. Para essa conta, é considerada a capacidade total de transporte do veículo.

Ainda segundo o IPTC, embarcador e destinatário da carga são obrigados a fornecer ao transportador um documento que comprove o horário de chegada do caminhão às dependências do estabelecimento. A ausência desse registro pode resultar em multa aplicada pela ANTT, limitada a 5% do valor da carga.

Como exemplo, o Instituto citou um veículo trucado com capacidade de 12 toneladas, que permaneceu imobilizado por oito horas no cliente, aguardando a descarga. Como a legislação considera cinco horas como prazo máximo, o tempo excedente foi de três horas.

Nesse caso, o valor da estadia é calculado sobre essas três horas adicionais, o que resulta em R$ 90,00 com o novo valor de referência. Antes do reajuste, para a mesma operação, o valor seria de R$ 86,76. Com a atualização, a diferença passa a ser de R$ 3,24 a mais no custo da operação.

Brasil exportou US$ 82 bilhões no trimestre, com saldo de US$ 14 bilhões

Brasil exportou US$ 82 bilhões no trimestre, com saldo de US$ 14 bilhões

O Brasil exportou, no primeiro trimestre de 2026, cerca de 82,3 bilhões de dólares, com aumento de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025 e saldo comercial de 14,1 bilhões de dólares, o que representou alta de 47,6% de janeiro a março, informou nesta segunda-feira (27) o Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor). Segundo a pasta, mais de 95% das exportações foram de cargas de grande volume, como petróleo, minérios e produtos agropecuários.

O resultado foi impulsionado, principalmente, pelas vendas para a China, principal parceiro comercial do Brasil, que cresceram 21,7% no trimestre e somaram 23,9 bilhões de dólares. Já as exportações para a União Europeia cresceram 9,7% e fecharam o trimestre com 12,2 bilhões de dólares.

De acordo com o MPor, os resultados positivos nas exportações têm sido alcançados graças a investimentos na melhoria da infraestrutura logística do país. O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, informou que, em 2025, foram aplicados R$ 7,8 bilhões em autorizações e contratos no setor portuário, incluindo novos terminais de uso privado, alterações contratuais e reinvestimentos em arrendamentos existentes.

Segundo Franca, esse movimento faz parte de ciclo mais amplo de expansão, e, de 2023 a 2025, os investimentos privados no setor portuário foram de R$ 38,8 bilhões, 400% a mais que no período de 2019 a 2022, quando o montante total foi R$ 7,4 bilhões. Já os aportes públicos no triênio chegaram a R$ 3,1 bilhões, com alta de 121,4%.